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Saneamento_Apostila_Unibta_2024_521p_Part4

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Dica do professor
O vídeo a seguir apresenta uma breve apresentação desta Unidade de Aprendizagem, assim como a 
situação do saneamento básico, a partir de dados de pesquisas contemporâneas. Além disso, 
aborda os benefícios e os problemas associados à presença e à ausência de saneamento básico, 
respectivamente.
_C.3_
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/
fb06fae0300fdcc2da9531933c31f42f
4min
elm = info. genéricas e básicas 
sobre saneamento.
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Exercícios
1) O que se entende por saneamento básico segundo a Lei Federal no 11.445/2007?
A) Conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água
doce, de esgotamento sanitário, de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e de
drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
B) Conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água
potável, de esgotamento sanitário, de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e de
drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
C) Conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água
potável, de esgotamento sanitário, de podas das árvores e manejo de resíduos sólidos e de
drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
D) Conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água
potável, de esgotamento sanitário, de limpeza urbana e manejo de efluentes e de drenagem e
manejo das águas pluviais urbanas.
E) Conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água
potável, de esgotamento sanitário, de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e de
drenagem e manejo das águas fluviais.
_C.3_
A not = Não seria qualquer tipo de água doce, e sim água potável.
B GAB = Esta alternativa apresenta o conceito de saneamento básico presente 
na Lei Federal no 11.445/2007.
C not = Não seria podas das árvores, mas limpeza urbana como um todo.
D not = Não seria manejo de efluentes, mas de resíduos sólidos.
E not = Não seriam águas fluviais, e sim pluviais.
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2) A falta de saneamento básico estaria diretamente relacionada a quais consequências?
A) Hábitos higiênicos satisfatórios dos utensílios de cozinha, do corpo e do ambiente domiciliar;
veiculação de elevado número de enfermidades e condições propícias à reprodução de
vetores de doença, como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
B) Hábitos higiênicos insatisfatórios dos utensílios de cozinha, do corpo e do ambiente
domiciliar; veiculação de reduzido número de enfermidades e condições propícias à
reprodução de vetores de doença, como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
C) Hábitos higiênicos insatisfatórios dos utensílios de cozinha, do corpo e do ambiente
domiciliar; veiculação de elevado número de enfermidades e condições propícias à
reprodução de vetores de doença, como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
D) Hábitos higiênicos insatisfatórios dos utensílios de cozinha, do corpo e do ambiente
domiciliar; veiculação de elevado número de enfermidades e condições não favoráveis à
reprodução de vetores de doença, como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
E) Hábitos higiênicos insatisfatórios dos utensílios de cozinha, do corpo e do ambiente
domiciliar; veiculação de elevado número de enfermidades e condições propícias à
reprodução de vetores de doença, como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da raiva.
A not = Os hábitos de higiene associados à falta de saneamento básico seriam 
insatisfatórios.
B not = A veiculação das enfermidades ocorreria em número elevado e não 
reduzido.
C GAB = Tais hábitos decorrem de medidas reduzidas ou inexistentes de 
saneamento básico.
D not = As condições de reprodução de vetores de doença seriam favoráveis.
E not = O mosquito Aedes aegypti transmite a dengue e pode também transmitir 
a febre amarela, não a raiva, que é causada por um vírus transmitido pela 
mordida de morcegos, cães, gatos, etc.
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3) Entre os benefícios da presença de saneamento básico em uma determinada região podem
estar:
A) Prejuízo à saúde da população e redução dos recursos aplicados no tratamento de doenças;
diminuição dos custos de tratamento da água para abastecimento; melhoria do potencial
produtivo das pessoas, dinamização da economia e geração de empregos; eliminação da
poluição estético-visual e desenvolvimento do turismo; conservação ambiental; melhoria da
imagem institucional.
B) Melhoria da saúde da população e aumento dos recursos aplicados no tratamento de
doenças; diminuição dos custos de tratamento da água para abastecimento; melhoria do
potencial produtivo das pessoas, dinamização da economia e geração de empregos;
eliminação da poluição estético-visual e desenvolvimento do turismo; conservação ambiental;
melhoria da imagem institucional.
C) Melhoria da saúde da população e redução dos recursos aplicados no tratamento de doenças;
aumento dos custos de tratamento da água para abastecimento; melhoria do potencial
produtivo das pessoas, dinamização da economia e geração de empregos; eliminação da
poluição estético-visual e desenvolvimento do turismo; conservação ambiental; melhoria da
imagem institucional.
D) Melhoria da saúde da população e redução dos recursos aplicados no tratamento de doenças;
diminuição dos custos de tratamento da água para abastecimento; melhoria do potencial
produtivo das pessoas, estagnação da economia e geração de empregos; eliminação da
poluição estético-visual e desenvolvimento do turismo; conservação ambiental; melhoria da
imagem institucional.
E) Melhoria da saúde da população e redução dos recursos aplicados no tratamento de doenças;
diminuição dos custos de tratamento da água para abastecimento; melhoria do potencial
produtivo das pessoas, dinamização da economia e geração de empregos; eliminação da
poluição estético-visual e desenvolvimento do turismo; conservação ambiental; melhoria da
imagem institucional.
A not = Não seria prejuízo à saúde da população, e sim melhoria.
B not = Não seria aumento dos recursos aplicados, e sim redução, visto que 
muitas das doenças não ocorreriam.
C not = Não seria aumento dos custos de tratamento de água para 
abastecimento, e sim redução.
D not = Não seria estagnação da economia, e sim dinamização, pois as 
condições locais seriam mais favoráveis e atrativas para diversos 
empreendimentos.
E GAB = Tais benefícios decorrem da existência de saneamento básico e 
contribuem com a melhoria da qualidade de vida e com a conservação da 
biodiversidade local.
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Qual é a causa da morte de cerca de 8 milhões de pessoas no mundo anualmente e que 
possui relação com o saneamento básico? 
A) Aids
B) Câncer
C) Rubéola
D) Falta de acesso à água potável e ao esgotamento sanitário.
E) Gripe H1N1
4)
A not = A aids compreende uma doença sexualmente transmissível que não 
possui relação direta com o saneamento.
B not = O câncer não possui relação direta com o saneamento.
C not = A rubéola não possui relação direta com o saneamento.
D GAB = A dificuldade de acesso à água potável e às medidas de esgotamento 
sanitário contribui com cerca de 8 milhões de mortes anuais, além de 
causar inúmeros prejuízos à qualidade de vida e à biodiversidade local.
E not = A gripe H1N1 é transmitida pelo ar, não havendo relação direta com 
o saneamento.
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5) Constituem-se em importantes ações de saneamento ambiental:
A) Sistema de abastecimento de água e do sistema de esgotamento sanitário.
B) Plantio de árvores.
C) Adoção de uma caneca retornável.
D) Uso de plantas medicinais.
E) Combate ao tráfico de animais silvestres.
A GAB = O abastecimento de água e o esgotamento sanitário contribuem para a 
melhoria do saneamento ambientalde uma região, o que gera uma série de 
benefícios às presentes e futuras gerações.
B not = O plantio de árvores não compreende uma ação diretamente 
relacionada ao saneamento ambiental.
C not = A adoção de canecas não compreende uma ação diretamente relacionada 
ao saneamento ambiental.
D not = O uso de plantas medicinais não compreende uma ação diretamente 
relacionada ao saneamento ambiental.
E not = O combate ao tráfico de animais silvestres não compreende uma ação 
diretamente relacionada ao saneamento ambiental.
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Na prática
Na prática, se uma indústria que produz resíduos líquidos (efluentes) não realizar as etapas corretas 
de armazenamento, transporte e tratamento desses resíduos, além de crime ambiental, terá pelo 
menos outras três consequências cruciais: 
_C.3_
> Problemas ambientais:
Se o descarte de efluentes for indevido, haverá transformações nas 
características do solo e da água ao redor, o que implicará em contaminação 
do meio ambiente.
> Prejuízo à saúde
Se há impactos ambientais em função de mau tratamento de efluentes de uma 
indústria, isso acarretará em dano à saúde da população do entorno.
> Prejuízo financeiro
Indústrias que não seguem princípios de responsabilidade social e 
ambiental podem perder financiamentos e liberação de recursos promovidos 
por instituições financeiras que exigem licenciamento ambiental em 
projetos, por exemplo.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Lei no 11.445, de 5 de janeiro de 2007
Leia sobre a Lei no 11.445 no Portal da Câmara dos Deputados no link abaixo.
IBGE: 35,7% dos brasileiros vive sem esgoto, mas 79,9% já tem 
acesso à internet
Pouco mais de um terço dos brasileiros vivem em domicílios sem coleta de esgoto sanitário. Leia 
mais a reportagem da UOL escrita por Daniela Amorim e Vinicius Neder.
INFOGRÁFICO: A realidade do saneamento básico no Brasil
Plataforma digital da CNI apresenta, de forma interativa e dinâmica, um retrato detalhado dos 
serviços de água e esgoto em todo país e da deficiência no atendimento enfrentada pela população 
brasileira (Consta no final da página)
_C.3_
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2007/lei-11445-5-janeiro-2007-549031-
publicacaooriginal-64311-pl.html
Art. 1º Esta Lei estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a 
política federal de saneamento básico.
elm = lei copiada inteira na aula 3.2
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/11/06/ibge-357-dos-
brasileiros-vive-sem-esgoto-mas-799-tem-internet.htm
pág internet uol notícia.
https://noticias.portaldaindustria.com.br/especiais/infografico-a-realidade-do-saneamento-
basico-no-brasil/
pág internet com infográficos interativos sobre saneamento no Brasil.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E CRÉDITOS DE IMAGENS
ROSA, André Henrique; FRACETO, Leonardo F.; 
MOSCHINI-CARLOS, Viviane. Meio ambiente
e sustentabilidade. Porto Alegre: Bookman, 2012.
Banco de imagens Shutterstock.
SAGAH, 2015.
EQUIPE SAGAH
Coordenador(a) de Curso
Vanessa de Souza Machado
Professor(a)
Daniel Araújo
Gerente
Rodrigo Severo
Analista de Projetos
Fernanda Osório
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Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico –
Parte II
Apresentação
Nesta Unidade de Aprendizagem, serão discutidas as diretrizes nacionais do saneamento básico. 
Essas diretrizes são orientadas pela lei no 11.445/2007 e estão diretamente vinculadas aos quatro 
eixos do saneamento: abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e drenagem 
de águas superficiais. 
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir saneamento básico, segundo a Lei Federal no 11.445/2007.•
Identificar as diretrizes nacionais para o saneamento básico.•
Nomear quais atividades e estruturas estão contempladas no abastecimento de água, no
esgotamento sanitário, na limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e na drenagem e
manejo das águas pluviais urbanas.
•
Aula C.4
1.1 - Saneamento Ambiental e sua importância socioambiental
1.2 - Padrões de qualidade e classificação das águas
2.1 - Características dos efluentes
2.2 - Autodepuração de recursos hídricos
3.1 - Remoção de compostos orgânicos na água
3.2 - Processos gerais e estações de tratamento de esgoto
4.1 - Técnicas de tratamento para fins domésticos e industriais
4.2 - Redes coletoras
Conteúdo Complementar (não conta p/ avaliações, mas conta p/ frequência) 
__ C.1 A importância dos reservatórios
__ C.2 Emissários submarinos de esgoto
__ C.3 Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte I
__ C.4 Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
elm = Avaliação da aula. Regular. Assinalada opções: - Erros no conteúdo; - Precisei 
pesquisar mais. - Vídeo muito curto. - Conteúdo livro difícil. - Erros nos exercícios.
_C.4_
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Desafio
Você é gestor ambiental de um município e precisa convencer o prefeito quanto à implantação de 
políticas públicas voltadas ao saneamento básico.
_C.4_
elm = Desafio similar ao da Aula C.3. Copiada a resposta dada lá:
"Presença de saneamento básico:
> Melhoria da saúde da população e redução dos recursos;
> Diminuição dos custos de tratamento da água para abastecimento;
> Melhoria do potencial produtivo das pessoas;
> Eliminação da poluição estético-visual e desenvolvimento de turismo;
> Conservação ambiental
> Melhoria da imagem institucional
Ausência de saneamento básico:
> Hábitos higiênicos insatisfatórios;
> Elevado número de enfermidades;
> Reprodução de vetores de doença, como o mosquito Aedes aegypti, trasmissor da dengue."
Padrão de resposta esperado
Assim como aumento da população e áreas urbanizadas, existem várias outras 
justificativas que serviriam para fundamentar uma conversa com o prefeito e 
conseguir que ações de saneamento básico sejam inseridas nas políticas de 
governo.
A Lei nº 11.445/07 elenca como sendo atividades de serviço público de 
limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos, a coleta, o 
transbordo e o transporte dos resíduos; a triagem para fins de reuso ou 
reciclagem, de tratamento, inclusive por compostagem, e de disposição final 
dos resíduos, bem como a de varrição, capina e poda de árvores em vias e 
logradouros públicos e outros eventuais serviços pertinentes à limpeza 
pública urbana.
A redução em impactos ambientais e melhorias sociais também deve ser 
trazida como argumento, sendo o saneamento o conjunto de medidas que visa 
preservar ou modificar as condições do meio ambiente, estando também 
associado diretamente à prevenção de doenças e à saúde pública.
Infográfico
O infográfico a seguir demonstra alguns dos principais pontos relacionados ao saneamento básico 
conforme a Lei no 11.445/07:
_C.4_
SANEAMENTO BÁSICO
LEI No. 11.445/2007, ATUALIZADA PELA LEI No. 14.026/2020
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:
> Universalização do acesso.
> Abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo 
dos resíduos sólidos realizados de forma adequada à saúde pública, à 
conservação dos recursos naturais e à proteção do meio ambiente.
> Eficiência e sustentabilidade econômica.
> Segurança, qualidade, regularidade e continuidade.
SANEAMENTO BÁSICO:
> Abastecimento de água potável.
> Esgotamento sanitário.
> Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
> Drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.
PLANEJAMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO:
> Diagnóstico da situação e impactos nas condições de vida com base em 
sistemas de indicadores.
> Objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a universalização 
do acesso.
> Programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e 
metas.
> Ações para emergências e contingências.
> Mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e 
eficácia das ações programadas.
OUTROS ASPECTOS
> Prioridade para atendimentodas funções essenciais relacionadas à saúde 
pública.
> Ampliação do acesso dos cidadãos e localidades de baixa renda aos 
serviços.
> Inibição do consumo supérfluo e do desperdício de recursos.
> Estímulo ao uso de tecnologias modernas e eficientes.
> Incentivo à eficiência dos prestadores dos serviços.
ASPECTOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
> Prestação do serviço de saneamento básico regulado pela Agência Nacional 
de Águas e Saneamento Básico (ANA).
> Estabelecimento de metas nos contratos de prestação de serviço público de 
saneamento básico que garantam o atendimento de 99% da população com água 
potável e de 90% da população com coleta e tratamento de esgotos até 31 e 
dezembro de 2033.
Conteúdo do livro
O capítulo a seguir, trazerá maior enriquecimento teórico sobre o assunto, contribuindo para 
o gestor ambiental relacionar o seu dia a dia com os aspectos do saneamento básico.
_C.4_
~UMÁRIO 
1Unidade1 
Int rodução à ecologia .............................................................................. 15 
Ronei Tiago Stein 
Ecologia definições gerais ·····-···-···················· -····-·································--···················-·········-··· 15 
Níveis de organização biológica ........................................................................................... ·-·······-- 19 
Ecologia e acontecimentos aruais ........ ·-············-········-···························································-·······23 
Conceito de meio ambiente e meio ambiente 
como bem jurídico .................................................................................... 31 
Magnum Koury de Figueiredo Eltz 
Conceito de meio ambiente.·-··········-·····················-·······································-·-···················-··········-··· 32 
Meio ambiente nacural. artificial e cultural. .......................... -.................................................... .34 
Meio ambiente como bemjurídico .................. ·-·····························································-·············· 37 
Gerenciamento de resíduos sólidos .................................................. .43 
Ronei Tiago Stein 
Resíduos sólidos - definições gerais ............... ·-·····················-·················-············-······-·············· 43 
Gestão dos resíduos sólidos urbanos ..... ·-········-·····················-·-········-······-··············-·····-······-·······47 
Tratamento dos resíduos sólidos urbanos .................................................................................. 52 
Gerenciamento e tratamento de resíduos sólidos 
industria is .................................................................................................... 61 
Ronei Tiago Stein 
Classificação dos resíduos gerados na indústria ···································-·················-··············61 
Etapas para a elaboração de um Plano de Gerenciamento 
de Resíduos Sólidos (PGRS) ...................... ·-······························-······················································66 
Vantagens do gerenciamento ambiental em indústrias ................................ ·-················ 74 
Unidade 2 ~ ~?t 
f _ _.!.?:..' "-t.--"""'t'\. • 
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico - Parte 11 ................. 81 
Ronei Tiago Stein 
lmponância da Lei n°. 11.445/2007 para o saneamento ........... _ ....................................... 81 
Diretrizes nacionais para o saneamento básico ...................................................................... 85 
Atividades e estruturas contempladas no saneamenco básico .................................... 89 
Indicadores microbianos: qualidade da água e do solo .............. 97 
Ronei Tiago Stein 
Importância da qualidade da água e do solo ·····-········ .... ·····-····-····-··--·································98 
Legislação aplicada para garantir a qualidade da água e do solo ........................... 103 
Fatores importantes na escolha de bioindicadores para água e solo ................... 10 5 
Dimensionamento de redes de distribuição de água ................ 115 
Lélis Espartel 
Associação de condutos ........................................... -.......................................................................... 116 
Vazão de distribuição ...... ·-································--···-···········-·················-····-········-·····························- 119 
Redes de abastecimento ..................................................................................................................... 121 
1 
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Unidade 3 
Redes coletoras ........................................................................................ 129 
Eliane Conterato 
Definições básicas e órgãos acessórios ...................................................................................... 129 
Unidades do sistema ·-···············································-································· ··············-···························-133 
Noções de dimensionamento e manutenção de um 
sistema de esgotamento sanitário ........................................................................................... 13 7 
Saneamento ambiental e sua importância socioambiental. ... 145 
Eliane Conterato 
Saneamento ambiental···········································-········································ ······· -··························· 146 
Saneamento e desenvolvimento .................................................................................................. 148 
Ações voltadas para o saneamento ....................................................... ....................................... 150 
Qualidade da água para consumo humano .................................. 157 
Eliane Conterato 
A água e sua classi ficação ................................................ .................................................................. 158 
Tra tamento da água ................................................... ............................................................................. 161 
Unidade 4 
Processos gerais e estações de tratamento de esgoto .............. 175 
Eliane Conterato 
O tratamento de esgoto e sua importãncia ............................................................................ 175 
Processos de tratamento de esgoto ............................................................................................ 179 
Esgotos: t ratamento .............................................................................. 195 
Eliane Conterato 
O esgoto sanitário .............................................................................. ..................................................... 195 
Tratamento de esgoto sanitário .................................................................................. .................... 197 
Dimensionamento dos elementos de um sistema de tra tamento 
de esgoto individual ......................................................................................................................... 20 O 
Gaba rito ..................................................................... 212 
Adm
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1. c
2. d
3. c
4. a
5. b
Conceito de meio ambiente e meio 
ambiente como bem jurídico
1. a
2. e
3. e
4. e
5. d
Gerenciamento de Resíduos Sólidos
1. d
2. e
3. e
4. d
5. c
Gerenciamento e Tratamento de 
Resíduos Sólidos Industriais
1. e
2. d
3. e
4. e
Gabaritos 
Introdução à Ecologia
5. e
Diretrizes Nacionais de 
Saneamento Básico – Parte II
1. b
2. a
3. a
4. e
5. b
Indicadores microbianos: 
qualidade da água e do solo
1. b
2. a
3. d
4. a
5. c
Dimensionamento de redes de 
distribuição de água
1. d
2. b
3. e
4. a
5. e
Redes coletoras
1. e
2. a
3. a
4. a
5. c
Saneamento ambiental e sua 
importância socioambiental
1. c
2. d
3. a
4. e
5. c
Qualidade da água paraconsumo humano
1. c
2. e
3. d
4. b
5. a
Processos gerais e estações de 
tratamento de esgoto
1. b
2. e
3. c
4. a
5. c
Esgotos: Tratamento
1. d
2. c
3. b
4. c
5. b
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Diretrizes Nacionais 
de Saneamento 
Básico – Parte II
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Definir saneamento básico segundo a Lei Federal nº. 11.445, de 5 de
janeiro de 2007
 Identificar as diretrizes nacionais para o saneamento básico.
 Nomear quais atividades e estruturas estão contempladas no abas-
tecimento de água, no esgotamento sanitário, na limpeza urbana
e manejo de resíduos sólidos e na drenagem e manejo das águas
pluviais urbanas
Introdução
Neste capítulo, serão discutidas as diretrizes nacionais do saneamento 
básico. Essas diretrizes são orientadas pela Lei nº. 11.445/2007 e estão 
diretamente vinculadas aos quatro eixos do saneamento: abastecimento 
de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e drenagem de águas 
superficiais.
Importância da Lei nº. 11.445/2007 
para o saneamento
De modo geral, saneamento é o conjunto de medidas que buscam preservar 
ou modifi car o meio ambiente para prevenir doenças e semear saúde. Com 
saneamento, é possível melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, a produtivi-
Adm
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dade do indivíduo e otimizar a atividade econômica. No Brasil, o saneamento 
básico é um direito assegurado pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei 
nº. 11.445/2007, a Lei Federal de Saneamento Básico.
A Lei nº. 11.445/2007 trouxe novas diretrizes nacionais e definiu o plane-
jamento dos serviços básicos como instrumento fundamental para se alcançar 
o acesso universal ao saneamento básico. Todas as cidades devem formular as
suas políticas públicas visando à universalização, sendo o plano municipal de 
saneamento básico (PMSB) o instrumento de estratégia e diretrizes. 
Os componentes do saneamento básico são o abastecimento de água, o 
esgotamento sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e a dre-
nagem e manejo das águas pluviais urbanas (INSTITUTO TRATA BRASIL, 
2018). Saneamento é um fator essencial para o desenvolvimento econômico 
e social de um país. Os serviços de água tratada, de coleta e tratamento dos 
esgotos levam à melhoria da qualidade de vidas das pessoas, sobretudo na 
saúde infantil, com redução da mortalidade infantil e melhorias na educação. 
Tembém levam à expansão do turismo, valorização dos imóveis, melhoria 
da renda do trabalhador, despoluição dos rios e preservação dos recursos 
hídricos, etc.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta algumas medidas para 
promover o saneamento básico:
 instalação e manutenção de esgotos sanitários;
 drenagem das águas pluviais;
 administração do nível de poluição do meio ambiente;
 planejamento para ocupação dos territórios levando em conta o
saneamento;
 abastecimento da população com água potável;
 administração da quantidade de insetos e animais nocivos à saúde
humana;
 coleta de lixo e sua adequação;
 saneamento dos lares, locais de trabalho e de lazer.
Aspectos relevantes da Lei nº. 11.445/2007
A Lei nº. 11.445/2007 cria as diretrizes básicas para a organização dos serviços 
de saneamento básico no Brasil. Entre as quais, pode-se destacar (BRASIL, 
2007):
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II2
a) Definição: a lei define saneamento básico como o conjunto de serviços,
infraestruturas e instalações operacionais de:
■ abastecimento de água potável, compreendendo desde a captação até
as ligações prediais e respectivos instrumentos de medição;
■ esgotamento sanitário, compreendendo a coleta, o transporte, o tra-
tamento e a disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde 
as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente;
■ limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, compreendendo a
coleta, o transporte, o transbordo, o tratamento e o destino final
do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de
logradouros e vias públicas;
■ drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, compreendendo o
transporte, a detenção ou a retenção para o amortecimento de vazões
de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas
nas áreas urbanas.
b) Titularidade: a lei não aborda diretamente a questão da titularidade
dos serviços de saneamento básico. A esse respeito, determina apenas
que o titular deve prestar os serviços diretamente ou deve:
■ delegar a organização, a regulação, a fiscalização dos serviços a
outros entes da federação por meio de consórcios públicos e convênios
de cooperação entre os entes federados;
■ delegar a prestação dos serviços a ente que não integre a adminis-
tração do titular por meio de contrato, sendo vedada a disciplina
mediante convênios, termos de parceria ou outros instrumentos de
natureza precária.
c) Entidade Reguladora: a lei prevê a criação de uma entidade regula-
dora, que deve editar normas sobre as dimensões técnicas, econômicas
e sociais de prestação dos serviços. A entidade reguladora deve ter
autonomia administrativa, orçamentária e financeira para que possa
atuar com independência decisória e transparência.
Além disso, de acordo com Pereira Júnior (2008), a Lei nº. 11.445/2007 
apresenta alguns dispositivos quanto à regularização dos serviços de sanea-
mento básico:
 Reconhecimento da necessidade de que os serviços de saneamento
tenham sustentabilidade econômica.
 Visão equilibrada da função social do saneamento. O saneamento é
importante para a saúde pública, para o meio ambiente e para o bem-
3Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
-estar geral da sociedade, mas, como um “serviço público”, tem de ter 
sustentabilidade econômica para garantir sua prestação com qualidade, 
confiabilidade e continuidade.
 Possibilidade de resolução gradual dos problemas ambientais decorrentes
da deficiência ou ausência de serviços de saneamento básico.
 Regulamentação da prestação regionalizada de serviços de saneamento
básico, criando condições legais estáveis para a atuação de entidades e 
empresas estaduais, municipais e privadas em vários municípios, com 
ganhos de escala e otimização de recursos logísticos, administrativos, 
técnicos e operacionais.
 Elaboração de planos de saneamento básico, compatibilizando os quatro
serviços que o compõem, além da elaboração de mecanismos de controle 
social e de sistema de informações sobre os mesmos.
 Formalização por contrato de toda relação entre titular e prestadores
de serviços e entre prestadores de etapas complementares do mesmo 
serviço.
 Planejamento e regulação de todos os serviços. A lei fornece o conteúdo
mínimo da regulação e permite que o planejamento seja elaborado 
mediante cooperação de outras entidades, inclusive prestadores de 
serviços. Também permite e delegação da regulação a outras entidades, 
inclusive de outros entes da federação, e a consórcios de municípios.
 Estabelecimento de diretrizes econômicas e sociais, as quais incluem
as regras gerais para a cobrança dos serviços de saneamento — tarifas, 
taxas e tributos, além das formas de quantificação dos serviços, como 
o volume de água consumida e de esgoto coletado e a quantidade de
lixo coletado.
 Estabelecimento de diretrizes técnicas para a prestação de serviços
de saneamento básico: requisitos mínimos de qualidade, regularidade 
e continuidade. A lei centraliza na União a definição de parâmetros 
mínimos de potabilidade da água para o abastecimento público, o que 
já é feito pelo Ministério da Saúde. Estabelece condições específicas 
para o licenciamento ambiental de unidades de tratamento de esgotos 
e de resíduos gerados pelos processos de tratamento de água. Torna 
obrigatória a ligação de toda edificação nas redes públicas de água e 
de esgotos.
 Controle social dos serviços de saneamento básico, remetendo aos
titulares dos serviços a definição da forma como esse controle será 
organizado e exercido.Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II4
Diretrizes nacionais para o saneamento básico
A superação das desigualdades sociais no acesso aos serviços públicos de 
saneamento básico é questão fundamental para alavancar a área e cumprir 
seu objetivo de universalização no atendimento à população, conforme esta-
belecido nas diretrizes nacionais e na Política Federal de Saneamento Básico 
(BRASIL, 2007). 
Conforme art. 48 da Lei nº. 11.445/2007, a União deve respeitar as seguintes 
diretrizes (BRASIL, 2007):
 prioridade para as ações que promovam a equidade social e territorial
no acesso ao saneamento básico;
 aplicação dos recursos financeiros, de modo a promover o desenvolvi-
mento sustentável, sua eficiência e eficácia;
 estímulo ao estabelecimento de adequada regulação dos serviços;
 utilização de indicadores epidemiológicos e de desenvolvimento so-
cial no planejamento, implementação e avaliação das suas ações de
saneamento básico;
 melhoria da qualidade de vida e das condições ambientais e de saúde
pública;
 colaboração para o desenvolvimento urbano e regional;
 garantia de meios adequados para o atendimento da população rural
dispersa, inclusive mediante à utilização de soluções compatíveis com
suas características econômicas e sociais peculiares;
 fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico, à adoção de
tecnologias apropriadas e à difusão dos conhecimentos gerados;
 adoção de critérios objetivos de elegibilidade e prioridade, levando
em consideração fatores como nível de renda e cobertura, grau de
urbanização, concentração populacional, disponibilidade hídrica, riscos
sanitários, epidemiológicos e ambientais;
 adoção da bacia hidrográfica como unidade de referência para o pla-
nejamento de suas ações;
 estímulo à implementação de infraestruturas e serviços comuns a mu-
nicípios, mediante mecanismos de cooperação entre entes federados.
 estímulo ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de equipamentos e
métodos economizadores de água.
5Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
 Em relação ao Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), ele deve 
ser elaborado obrigatoriamente pelo titular dos serviços municipais de sa-
neamento básico. Trata-se de instrumento fundamental para que os gestores 
públicos possam controlar ou conceder os serviços de abastecimento de água, 
esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas e limpeza 
urbana e manejo dos resíduos sólidos. 
A Lei nº. 11.445/2007 define como funções essenciais da gestão dos serviços 
públicos de saneamento básico o planejamento, a regulação, a prestação e a 
fiscalização dos serviços e o controle social. O plano de saneamento básico 
será revisto periodicamente, em prazo não superior a quatro anos. O PMSB 
é o documento básico do planejamento, contemplando os modelos de gestão, 
as metas, os projetos e as respectivas tecnologias e as estimativas dos custos 
dos serviços. Ele deverá ser elaborado de acordo com os princípios/diretrizes 
da lei. Estas diretrizes são, de acordo com a Fundação Nacional de Saúde — 
FUNASA (BRASIL, 2012):
 universalização do acesso com integralidade, segurança, qualidade e
regularidade na prestação dos serviços;
 promoção da saúde pública, segurança da vida e do patrimônio, proteção
do meio ambiente;
 articulação com as políticas de desenvolvimento urbano, saúde, proteção
ambiental e interesse social;
 adoção de tecnologias apropriadas às peculiaridades locais e regionais;
 uso de soluções graduais e progressivas e integração com a gestão
eficiente de recursos hídricos;
 gestão com transparência baseada em sistemas de informação, processos
decisórios institucionalizados e controle social;
 promoção da eficiência e sustentabilidade econômica, considerando a
capacidade de pagamento dos usuários.
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II6
O Quadro 1 apresenta os princípios de uma política básica de saneamento.
Princípio Definição
Universalidade As ações e serviços públicos de saneamento básico, além de 
serem, fundamentalmente, de saúde pública e de proteção 
ambiental, são também essenciais à vida, um direito social 
básico e um dever do Estado. Assim, o acesso aos serviços 
de saneamento básico deve ser garantindo a todos os 
cidadãos mediante tecnologias apropriadas à realidade 
socioeconômica, cultural e ambiental.
Integralidade 
das ações
As ações e os serviços públicos de saneamento básico devem 
ser promovidos de forma integral, em face da grande inter-
relação entre os seus diversos componentes, principalmente, 
o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, o manejo
de águas pluviais, o manejo de resíduos sólidos e o controle 
ambiental de vetores e reservatórios de doenças. Muitas 
vezes, a efetividade, a eficácia e a eficiência de uma ação 
de saneamento básico dependem da existência dos outros 
componentes.
Igualdade A igualdade diz respeito aos direitos iguais, independentemente 
de etnia, credo, situação socioeconômica. Ou seja, 
considera-se que todos os cidadãos têm direitos iguais no 
acesso a serviços públicos de saneamento básico de boa 
qualidade.
Participação e 
controle social
A participação social na definição de princípios e diretrizes de 
uma política pública de saneamento básico, no planejamento 
das ações, no acompanhamento da sua execução e na 
sua avaliação constitui-se um ponto fundamental para 
democratizar o processo de decisão e implementação das 
ações de saneamento básico. Essa participação pode ocorrer 
com o uso de diversos instrumentos, como conferência e 
conselhos.
 Quadro 1. Princípios e elementos para a realização do plano municipal de saneamento 
básico
(Continua)
7Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
 Fonte: Adaptado de Brasil (2012).
Princípio Definição
Titularidade 
municipal
Uma vez que os serviços públicos de saneamento básico são de 
interesse local e o poder local tem a competência para organizá-
los e prestá-los, o município é o titular do serviço. Uma política 
de saneamento básico deve partir do pressuposto de que o 
município tem autonomia e competência para organizar, regular, 
controlar e promover a realização dos serviços de saneamento 
básico de natureza local, no âmbito de seu território; pode 
fazê-lo diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, 
associado com outros municípios ou não, respeitando as 
condições gerais estabelecidas na legislação nacional sobre o 
assunto. A gestão municipal deve se basear no exercício pleno da 
titularidade e da competência municipal na implementação de 
instâncias e instrumentos de participação e controle social sobre 
a prestação dos serviços em âmbito local, qualquer que seja a 
natureza dos prestadores, tendo como objetivo maior promover 
serviços de saneamento básico justos do ponto de vista social.
Gestão pública Os serviços públicos de saneamento básico são, por sua natureza, 
públicos, prestados sob regime de monopólio, essenciais e vitais 
para a vida humana, em face da sua capacidade de promover 
a saúde pública e fazer o controle ambiental. Esses serviços, 
conforme o art. 4º, são indispensáveis para a elevação da 
qualidade de vida das populações urbanas e rurais. Contribuem 
também para o desenvolvimento social e econômicos. Sendo 
um direito social e uma medida de saúde pública, a gestão dos 
serviços deve ser de responsabilidade do poder público.
Articulação 
ou integração 
institucional
As ações dos diferentes componentes e instituições da área 
de saneamento básico são, geralmente, promovidas de forma 
fragmentada no âmbito da estrutura governamental. Essa prática 
gera, na maioria das vezes, pulverização de recursos financeiros, 
materiais e humanos. A articulação e integração institucional 
representam importantes mecanismos de uma política pública 
de saneamento básico, uma vez que permitem compatibilizar 
e racionalizar a execução de diversas ações, planos e projetos, 
ampliando a eficiência, efetividade e eficácia de uma política. 
A área de saneamentobásico tem interface com as de saúde, 
desenvolvimento urbano e rural, habitação, meio ambiente e 
recursos hídricos, entre outras. A conjugação de esforços dos 
diversos organismos que atuam nessas áreas oferece um grande 
potencial para a melhoria da qualidade de vida da população.
 Quadro 1. Princípios e elementos para a realização do plano municipal de saneamento 
básico
(Continuação)
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II8
Atividades e estruturas contempladas no 
saneamento básico
Mesmo que nos dias atuais tenhamos uma lei para reger o saneamento básico, 
é direito e dever de cada cidadão atentar às boas práticas e formas de garantir 
o avanço do desenvolvimento de uma vida saudável e que abranja não só uma
parte da população, mas o todo. De acordo com a Lei nº. 11.445/2007, entre 
as ações de saneamento há aquelas que nós chamamos de “básicas”, compre-
endendo o abastecimento de água, a acesso a rede coletora e tratamento de 
esgoto, o acesso a coleta e destinação de resíduos sólidos e a drenagem de 
águas pluviais. 
Cada um desses serviços tem peculiaridades próprias, e devem ser tratados 
com tecnologias atualizadas e compatíveis com o grau de desenvolvimento de 
cada município. Independentemente do estágio socioeconômico, o zelo e os 
cuidados pela boa funcionalidade desses sistemas indicam o estágio cultural, 
organizacional e de desenvolvimento de seus habitantes. A ausência desses 
serviços tem como resultados condições de saúde precárias e incidência de 
doenças, principalmente de veiculação hídrica. Mas o que engloba essas 
categorias? A seguir, você vai ver um pequeno resumo de cada uma.
Distribuição de água potável
A água é um componente essencial do nosso corpo e desempenha um papel 
vital na manutenção do nosso equilíbrio. De acordo com Von Sperling (2005) 
e Marengo (2008), entre os principais usos da água estão o abastecimento 
doméstico, o abastecimento industrial, a irrigação, a dessedentação do homem 
e dos animais, a preservação da fl ora e da fauna, a recreação e lazer, a criação 
de espécies, a geração de energia elétrica, a navegação, a harmonia paisagística 
e a diluição e transporte de despejos. 
Na América Latina, a agricultura se destaca como principal consumidora 
de água. A área industrial ocupa o segundo lugar, seguida do uso doméstico. 
O consumo diário de água é muito variável ao redor do globo. Além da dis-
ponibilidade do local, o consumo médio de água está fortemente relacionado 
ao nível de desenvolvimento do país e ao nível de renda das pessoas. Uma 
pessoa necessita de, pelo menos, 40 litros de água por dia para beber, tomar 
banho, escovar os dentes, lavar as mãos, cozinhar, etc.
9Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
Em território brasileiro encontram-se 12% da água doce do mundo, porém ela não 
está igualmente distribuída. No Norte encontram-se 68,5% dos recursos hídricos, já no 
Nordeste, apenas 3,3% de água são encontrados, Sudeste 6%, Sul 6,5% e Centro-oeste 
15,7% (TOMAZ, 2001; BOTEGA, 2007).
No Brasil, a região hidrográfica amazônica detém 73,6% dos recursos hídricos su-
perficiais. Ou seja, a vazão média dessa região é quase três vezes maior que a soma 
das vazões das demais regiões hidrográficas. A segunda maior região, em termos de 
disponibilidade hídrica, é a do Tocantins/Araguaia, com 13.624 m3 /s (7,6%), seguida da 
região do Paraná, com 11.453 m3 /s (6,4%). As bacias com menor vazão são, respecti-
vamente: Parnaíba, com 763 m3 /s (0,4%); Atlântico Nordeste Oriental, com 779 m3 /s 
(0,4%) e Atlântico Leste, com 1.492 m3 /s (0,8%).
Coleta e tratamento de esgoto
Esgoto consiste em resíduos líquidos provenientes de diversas atividades que, 
em sua maioria, utilizam água em áreas como cozinha e sanitários. Os esgotos 
domésticos contém aproximadamente 99,9 % de água, sendo o restante (0,1 %) 
composto de sólidos orgânicos e inorgânicos, bem como de microrganismos 
(bactérias, fungos, protozoários, vírus e helmintos). Apesar da baixa porcen-
tagem de poluentes, necessitam ser tratados antes de serem lançados no meio 
ambiente (ROSA; FRACETO; MOSCHINI-CARLOS, 2012).
As unidades de tratamento de esgoto são conhecida como ETE (Estação de 
Tratamento de Esgoto), onde a água suja passa por vários tipos de tratamento, 
que variam de empresa para empresa. O sistema de coleta é caracterizado 
pelas instalações prediais de esgotos sanitários e pelos componentes de uma 
rede pública de coletores de esgotos (Figura 1).
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II10
Figura 1. Sistema de esgoto sanitário.
Fonte: HIDROSAM (2018).
Muitas zonas rurais ou imóveis isolados das grandes cidades ainda sofrem com a falta 
de tratamento correto de esgoto. A fossa séptica pode ser uma importante aliada para 
solucionar esse problema. dela é um reservatório subterrâneo para o qual o esgoto 
é destinado. Essa unidade trata o esgoto, realizando a separação físico-química da 
matéria sólida e, posteriormente, conduz os materiais, já livres de contaminação, a um 
sumidouro — poços profundos que permitem a entrada dos efluentes. 
Coleta e manejo de resíduos sólidos
A coleta seletiva é o primeiro e o mais importante passo para encaminhar os 
vários tipos de resíduos para reciclagem ou destinação fi nal ambientalmente 
correta, pois o resíduo separado corretamente deixa de ser lixo. A coleta 
seletiva de lixo é de extrema importância para a sociedade. Com ela, todos os 
resíduos são devidamente descartados e evita-se a poluição do solo e dos lençóis 
11Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
Adm
Pencil
freáticos, além da poluição das ruas e esgotos, que pode causar enchentes e, 
consequentemente, grandes prejuízos aos cofres públicos e aos moradores das 
cidades (ROSA; FRACETO; MOSCHINI-CARLOS, 2012).
Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas
O sistema de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas pode ser defi nido 
como o conjunto de obras, equipamentos e serviços projetados para receber o 
escoamento superfi cial das águas da chuva que caem nas áreas urbanas. A água 
da chuva é coletada nas ruas, estacionamentos e áreas verdes e encaminhada 
aos córregos, lagos ou rios. Para manter o sistema em funcionamento, algumas 
ações simples são essenciais:
 evitar o descarte de lixo nas ruas;
 não fazer ligações de esgoto na rede pluvial;
 manter áreas permeáveis nos lotes.
A Figura 2 ilustra uma possível consequência da ineficiência da drenagem 
de águas pluviais urbanas. 
Figura 2. As enchentes podem ser uma consequência da drenagem de águas 
pluviais urbanas ineficiente.
Fonte: AMFPhotography/Shutterstock.com
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II12
Segundo Castro et al. (2003), a principal causa das enchentes é a ocor-
rência de chuvas intensas e concentradas. Entretanto, também podem estar 
relacionadas com causas indiretas, como o assoreamento dos rios, a redução 
da capacidade de infiltração do solo, o estrangulamento dos leitos dos rios e 
o rompimento de barragens. Frank e Sevegnani (2009) comentam que não são
apenas os eventos intensos que provocam enchentes — elas estão relacionadas 
também com a saturação de umidade do solo, devido a precipitações com 
intensidades menores.
1. Conforme o art. 2º da Lei nº. 
11.445/07, os serviços públicos 
de saneamento básico serão 
prestados com base nos seguintes 
princípios fundamentais:
a) utilização de tecnologias 
apropriadas, considerando
apenas a capacidade de 
pagamento dos usuários.
b) abastecimento de água, 
esgotamento sanitário, limpeza 
urbana e manejo dos resíduos 
sólidos realizados de formas 
adequadas à saúde pública e à 
proteção do meio ambiente.
c) disponibilidade, em todas as 
áreas rurais, de serviços de 
drenagem e de manejo das 
águas pluviais adequados à 
saúde pública e à segurança 
da vida e do patrimônio 
público e privado.
d) integração das infraestruturas 
e produtos com a gestão 
eficiente dos recursos hídricos.
e) adoção de métodos, técnicas 
e processos que considerem 
apenas as peculiaridadeslocais.
2. Para efeitos da Lei nº. 11.445/2007, 
considera-se saneamento básico o 
conjunto de serviços, infraestruturas 
e instalações operacionais de:
a) abastecimento de água potável, 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações 
necessárias ao abastecimento 
público de água potável, desde 
a captação até as ligações 
prediais e os respectivos 
instrumentos de medição.
b) limpeza urbana e manejo de 
resíduos sólidos: conjunto de 
atividades, infraestruturas e 
instalações operacionais de 
coleta e tratamento e destino 
final do lixo doméstico e do 
lixo originário da varrição 
e limpeza de logradouros 
e de vias públicas.
c) drenagem e manejo das 
águas pluviais urbanas, sendo 
o conjunto de atividades, 
infraestruturas e instalações 
operacionais de drenagem 
urbana de águas pluviais, 
tratamento e disposição final 
das águas pluviais drenadas 
nas áreas urbanas.
d) a universalização, sendo a 
ampliação progressiva do 
13Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
acesso de todos os domicílios 
ocupados ao saneamento básico, 
localizados em zonas rurais.
e) localidades de pequeno porte, 
como vilas, aglomerados rurais, 
povoados, núcleos, lugarejos, 
exceto as aldeias, assim definidos 
pela Fundação Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística (IBGE).
3. Para efeitos da Lei nº. 11.445/2007, 
assinale a alternativa que define 
corretamente esgotamento sanitário.
a) O esgotamento sanitário é 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta, 
transporte, tratamento e 
disposição final adequados 
dos esgotos sanitários, 
desde as ligações prediais 
até o seu lançamento final 
no meio ambiente.
b) O esgotamento sanitário é 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta e 
disposição final adequados 
dos esgotos sanitários, 
desde as ligações prediais 
até o seu lançamento final 
no meio ambiente.
c) O esgotamento sanitário é 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta, 
transporte, tratamento 
dos esgotos sanitários, 
desde as ligações prediais 
até o seu lançamento final 
no meio ambiente.
d) O esgotamento sanitário é 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações 
operacionais de tratamento 
dos esgotos sanitários desde 
as ligações prediais até a 
metade do processo.
e) O esgotamento sanitário é 
constituído pelas atividades, 
infraestruturas e instalações de 
transporte desde as ligações 
prediais até o seu lançamento 
final no meio ambiente.
4. Conforme Capítulo IV, Do 
Planejamento, da Lei nº. 11.445/07, 
art. 19, a prestação de serviços 
públicos de saneamento básico 
observará o plano, que poderá 
ser específico para cada serviço 
e terá a seguinte abrangência:
a) o plano não poderá ser 
específico para cada serviço, e 
deve sim abranger, no mínimo, 
o diagnóstico da situação e de 
seus impactos nas condições 
de vida, utilizando sistema 
de indicadores sanitários, 
epidemiológicos, ambientais e 
socioeconômicos, e apontando 
as causas das deficiências 
detectadas; os objetivos e metas 
de curto e longo prazos para a 
universalização; os programas, 
projetos e ações necessários para 
atingir os objetivos e as metas; 
as ações para emergências e 
contingências; os mecanismos 
e procedimentos para a 
avaliação sistemática da eficácia 
das ações programadas.
b) o plano poderá ser específico 
para cada serviço, e deve 
sim abranger, no mínimo, o 
diagnóstico da situação e de 
seus impactos nas condições 
de vida, utilizando sistema 
de indicadores sanitários, 
epidemiológicos, ambientais e 
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II14
socioeconômicos, e apontando 
as causas das deficiências 
detectadas; os objetivos e metas 
de curto e longo prazos para a 
universalização; os programas, 
projetos e ações necessárias para 
atingir os objetivos e as metas; 
as ações para emergências e 
contingências; os mecanismos e 
procedimentos para a avaliação 
sistemática da eficiência e 
eficácia das ações programadas.
c) o plano poderá ser específico 
para cada serviço, e deve, 
sim, abranger, no mínimo, o 
diagnóstico da situação e de seus 
impactos nas condições de vida, 
utilizando sistema de indicadores 
sanitários, epidemiológicos, 
ambientais e socioeconômicos, 
e apontando as causas das 
deficiências detectadas; os 
objetivos e metas de curto, 
médio e longo prazos para a 
universalização; os programas, 
projetos e ações necessárias para 
atingir os objetivos e as metas; 
as ações para contingências; os 
mecanismos e procedimentos 
para a avaliação sistemática 
da eficiência e da eficácia 
das ações programadas.
d) o plano deve incluir o 
diagnóstico da situação e de 
seus impactos nas condições 
de vida, utilizando sistema 
de indicadores sanitários, 
epidemiológicos, ambientais e 
socioeconômicos, e apontando 
as causas das deficiências 
detectadas; os objetivos e 
metas de curto prazo para a 
universalização; os programas, 
projetos e ações necessárias para 
atingir os objetivos e as metas; 
as ações para emergências; os 
mecanismos e procedimentos 
para a avaliação sistemática 
da eficiência e da eficácia 
das ações programadas.
e) o plano deve incluir o 
diagnóstico da situação e de seus 
impactos nas condições de vida, 
utilizando sistema de indicadores 
sanitários, epidemiológicos, 
ambientais e socioeconômicos, 
e apontando as causas das 
deficiências detectadas; os 
objetivos e metas de curto, 
médio e longo prazos para a 
universalização; os programas, 
projetos e ações necessárias para 
atingir os objetivos e as metas; 
as ações para emergências e 
contingências; os mecanismos e 
procedimentos para a avaliação 
sistemática da eficiência e 
eficácia das ações programadas.
5. Conforme Capítulo IX, Da Política 
Federal de Saneamento Básico, 
da Lei nº. 11.445/07, art. 48, a 
União, no estabelecimento de sua 
política de saneamento básico, 
observará as seguintes diretrizes:
a) adoção de uma referência para 
o planejamento das ações, 
exceto a bacia hidrográfica.
b) prioridade para as ações 
que promovam a equidade 
social e territorial no acesso 
ao saneamento básico.
c) melhoria da qualidade de vida 
e das condições ambientais.
d) utilização de indicadores 
epidemiológicos e de 
desenvolvimento social no 
planejamento das suas ações 
de saneamento básico.
15Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II
e) fomento ao desenvolvimento
científico e tecnológico e 
à adoção de tecnologias 
apropriadas.
BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Política e plano municipal de saneamento básico. 
Brasília, DF: FUNASA, 2012. 
BRASIL. Lei nº. 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o 
saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 
11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; 
revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. Brasília, DF, 
2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/
l11445.htm>. Acesso em: 13 jun. 2018.
BOTEGA, G. C. C. Estudo e proposta de reciclagem das águas em indústria alimentícia. 
Lajeado, RS: Centro Universitário Univates, 2007.
CASTRO, A. L. C. et al. Manual de desastres: desastres naturais. Brasília, DF: Ministério 
da Integração Nacional, 2003. v. 1.
FRANK, B.; SEVEGNANI, L. (Org.). Desastre de 2008 no Vale do Itajaí: água, gente e política. 
Blumenau, SC: Agência de Água do Vale do Itajaí, 2009.
HIDROSAM. Saneamento básico e sua relação com o meio ambiente. 2018. Disponível 
em: <http://www.hidrosam.com.br/noticias/detalhe/saneamento-basico-e-sua-
relacao-com-meio-ambiente>. Acesso em: 13 jun. 2018.
INSTITUTO TRATA BRASIL. A importância da política de saneamento básico. 2018. Dispo-
nível em: http://www.tratabrasil.org.br/blog/2016/06/06/a-importancia-da-politica-
de-saneamento-basico/. Acessado em: 19 de maio de 2018.
MARENGO, J. A., Água e mudanças climáticas. São Paulo: Instituto de EstudosAvançados 
da Universidade de São Paulo, 2008.
PEREIRA JÚNIOR, J. de S. Aplicabilidade da lei 11.445/2007: diretrizes nacionais para 
o saneamento básico. Brasília, DF, 2008. Disponível em: <http://www.daaerioclaro.
sp.gov.br/arquivos/regulacao/04-A-aplicacao-da-Lei-de-Saneamento-2.pdf>. Acesso 
em: 21 maio 2018.
ROSA, A. H.; FRACETO, L. F.; MOSCHINI-CARLOS, V. (Org.). Meio ambiente e sustentabi-
lidade. Porto Alegre: Bookman, 2012.
TOMAZ, P. Economia de água: para empresas e residenciais. São Paulo: Navegar, 2001.
VON SPERLING, M. V. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 
3. ed. Belo Horizonte: UMFG, 2005. (Princípios do tratamento biológico de águas
residuárias, 1).
Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico – Parte II16
Dica do professor
O vídeo a seguir apresenta tópicos importantes preconizados na Lei no 11.445/07 e relacionados 
aos quatro eixos do saneamento: abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e 
drenagem de águas superficiais.
_C.4_
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a3d8d084a35f183a77291f8a5182bb7c
4min
Exercícios
1) Conforme o Art. 2o da Lei 11.445/07, os serviços públicos de saneamento básico serão
prestados com base nos seguintes princípios fundamentais:
A) utilização de tecnologias apropriadas, considerando apenas a capacidade de pagamento dos
usuários.
B) abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos
realizados de formas adequadas à saúde pública e à proteção do meio ambiente.
C) disponibilidade, em todas as áreas rurais, de serviços de drenagem e de manejo das águas
pluviais adequados à saúde pública e à segurança da vida e do patrimônio público e privado.
D) integração das infraestruturas e produtos com a gestão eficiente dos recursos hídricos.
E) adoção de métodos, técnicas e processos que considerem apenas as peculiaridades locais.
_C.4_
Art. 2o Os serviços públicos de saneamento básico serão prestados com base nos seguintes princípios 
fundamentais:
I - universalização do acesso e efetiva prestação do serviço; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
II - integralidade, compreendida como o conjunto de atividades e componentes de cada um dos diversos 
serviços de saneamento que propicie à população o acesso a eles em conformidade com suas necessidades e 
maximize a eficácia das ações e dos resultados; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
III - abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos 
realizados de forma adequada à saúde pública, à conservação dos recursos naturais e à proteção do meio 
ambiente; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
IV - disponibilidade, nas áreas urbanas, de serviços de drenagem e manejo das águas pluviais, 
tratamento, limpeza e fiscalização preventiva das redes, adequados à saúde pública, à proteção do meio 
ambiente e à segurança da vida e do patrimônio público e privado; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
V - adoção de métodos, técnicas e processos que considerem as peculiaridades locais e regionais;
VI - articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à 
pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde, de recursos hídricos e 
outras de interesse social relevante, destinadas à melhoria da qualidade de vida, para as quais o 
saneamento básico seja fator determinante; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
VII - eficiência e sustentabilidade econômica;
VIII - estímulo à pesquisa, ao desenvolvimento e à utilização de tecnologias apropriadas, consideradas 
a capacidade de pagamento dos usuários, a adoção de soluções graduais e progressivas e a melhoria da 
qualidade com ganhos de eficiência e redução dos custos para os usuários; (Redação pela Lei nº 14.026, 
de 2020)
IX - transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos decisórios 
institucionalizados;
X - controle social;
XI - segurança, qualidade, regularidade e continuidade; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
XII - integração das infraestruturas e dos serviços com a gestão eficiente dos recursos hídricos; 
(Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
XIII - redução e controle das perdas de água, inclusive na distribuição de água tratada, estímulo à 
racionalização de seu consumo pelos usuários e fomento à eficiência energética, ao reúso de efluentes 
sanitários e ao aproveitamento de águas de chuva; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
XIV - prestação regionalizada dos serviços, com vistas à geração de ganhos de escala e à garantia da 
universalização e da viabilidade técnica e econômico-financeira dos serviços; (Incluído pela Lei nº 
14.026, de 2020)
XV - seleção competitiva do prestador dos serviços; e (Incluído pela Lei nº 14.026, de 2020)
XVI - prestação concomitante dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. 
(Incluído pela Lei nº 14.026, de 2020)
elm = exerc = do Conteúdo do Livro ; Lei 11445 copiada no fim desta aula.
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exercício 1
A not = A utilização de tecnologias apropriadas não considera somente a 
capacidade de pagamento dos usuários, mas também a adoção de soluções 
graduais e progressivas.
B GAB = O Art .2º preconiza este princípio como um dos fundamentais.
C not = Um dos princípios fundamentais listados traz a disponibilidade, em 
todas as áreas urbanas, e não nas rurais, de serviços de drenagem e de 
manejo das águas pluviais adequados à saúde pública e à segurança da vida e 
do patrimônio público e privado.
D not = Um dos princípios fundamentais listados é a integração das 
infraestruturas e serviços, e não de produtos, com a gestão eficiente dos 
recursos hídricos.
E not = Adoção de métodos, técnicas e processos que considerem tanto as 
peculiaridades locais como as regionais.
exercício 2
A GAB = Além de outros serviços, o abastecimento de água é um dos 
serviços de saneamento básico. Outros são: limpeza urbana, esgotamento 
sanitário, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, gestão 
associada, universalização, controle social, prestação regionalizada e 
subsídios e localidade de pequeno porte.
B not = A limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos englobam o 
conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de 
coleta, transporte, transbordo, tratamento e destino final do lixo 
doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e de 
vias públicas.
C not = A drenagem e o manejo das águas pluviais urbanas englobam o 
conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de 
drenagem urbana de águas pluviais, bem como o transporte, detenção ou 
retenção para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e 
disposição final das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas.
D not = A universalização não elenca prioridade por zonas, abrangendo 
apenas zonas rurais.
E not = O correto engloba as Aldeias definidos pela Fundação do IBGE.
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2) Para os efeitos da Lei no 11.445/2007, considera-se saneamento básico o conjunto de
serviços, infraestruturas e instalações operacionais de:
A) abastecimento de água potável, constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações
necessárias ao abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações
prediais e os respectivos instrumentos de medição.
B) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades, infraestruturas e
instalações operacionais de coleta e tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo
originário da varrição e limpeza de logradouros e de vias públicas.
C) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, sendo o conjunto de atividades,
infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais, tratamento
e disposição final das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas.
D) a universalização, sendo a ampliaçãoprogressiva do acesso de todos os domicílios ocupados
ao saneamento básico, localizados em zonas rurais.
E) localidade de pequeno porte, como vilas, aglomerados rurais, povoados, núcleos, lugarejos,
exceto as aldeias, assim definidos pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
"Art. 3º Para fins do disposto nesta Lei, considera-se: (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
I - saneamento básico: conjunto de serviços públicos, infraestruturas e instalações operacionais de: 
(Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
a) abastecimento de água potável: constituído pelas atividades e pela disponibilização e manutenção de
infraestruturas e instalações operacionais necessárias ao abastecimento público de água potável, desde 
a captação até as ligações prediais e seus instrumentos de medição; (Redação pela Lei nº 14.026, de 
2020)
b) esgotamento sanitário: constituído pelas atividades e pela disponibilização e manutenção de
infraestruturas e instalações operacionais necessárias à coleta, ao transporte, ao tratamento e à 
disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até sua destinação final 
para produção de água de reúso ou seu lançamento de forma adequada no meio ambiente; (Redação pela Lei 
nº 14.026, de 2020)
c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: constituídos pelas atividades e pela disponibilização
e manutenção de infraestruturas e instalações operacionais de coleta, varrição manual e mecanizada, 
asseio e conservação urbana, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente 
adequada dos resíduos sólidos domiciliares e dos resíduos de limpeza urbana; e (Redação pela Lei nº 
14.026, de 2020)
d) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas: constituídos pelas atividades, pela infraestrutura e
pelas instalações operacionais de drenagem de águas pluviais, transporte, detenção ou retenção para o 
amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas, 
contempladas a limpeza e a fiscalização preventiva das redes; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
II - gestão associada: associação voluntária entre entes federativos, por meio de..."
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3) Para os efeitos da Lei no 11.445/2007, assinale a alternativa que define corretamente
esgotamento sanitário.
A) O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações
operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos
sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente.
B) O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações
operacionais de coleta e disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações
prediais até o seu lançamento final no meio ambiente.
C) O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações
operacionais de coleta, transporte, tratamento dos esgotos sanitários, desde as ligações
prediais até o seu lançamento final no meio ambiente.
D) O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações
operacionais de tratamento dos esgotos sanitários desde as ligações prediais até a metade do
processo.
E) O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações de
transporte desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente.
"Art. 3º Para fins do disposto nesta Lei, considera-se: (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
I - saneamento básico: conjunto de serviços públicos, infraestruturas e instalações operacionais de: 
(Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
a) abastecimento de água potável: constituído pelas atividades e pela disponibilização e manutenção de
infraestruturas e instalações operacionais necessárias ao abastecimento público de água potável, desde 
a captação até as ligações prediais e seus instrumentos de medição; (Redação pela Lei nº 14.026, de 
2020)
b) esgotamento sanitário: constituído pelas atividades e pela disponibilização e manutenção de
infraestruturas e instalações operacionais necessárias à coleta, ao transporte, ao tratamento e à 
disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até sua destinação final 
para produção de água de reúso ou seu lançamento de forma adequada no meio ambiente; (Redação pela Lei 
nº 14.026, de 2020)
c) limpeza urbana e manejo..."
A GAB = O esgotamento sanitário engloba basicamente essa 
estrutura mínima: atividades, infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição 
final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações 
prediais até o seu lançamento final no meio ambiente.
B not = O esgotamento sanitário engloba, também, transporte, 
tratamento dos esgotos.
C not = O esgotamento sanitário engloba também a disposição 
final adequada.
D not = Nesta alternativa, é preciso informar que o 
esgotamento engloba instalações operacionais de coleta, e 
também é preciso corrigir o término do processo: ele vai desde 
as ligações prediais até o seu lançamento final no meio 
ambiente.
E not = Nesta alternativa, faltou citar que o esgotamento 
engloba instalações operacionais de coleta.
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4) Conforme Capítulo IV - Do Planejamento - Lei no 11.445/07, Art. 19, a prestação de
serviços públicos de saneamento básico observará plano, que poderá ser específico para
cada serviço, o qual abrangerá, no mínimo:
A) O plano não poderá ser específico para cada serviço, sendo que deve sim abranger no
mínimo, o diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando
sistema de indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e
apontando as causas das deficiências detectadas; Objetivos e metas de curto e longo prazos
para a universalização; Programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as
metas; Ações para emergências e contingências; Mecanismos e procedimentos para a
avaliação sistemática da eficácia das ações programadas.
B) O plano, poderá ser específico para cada serviço, sendo que deve, sim, abranger, no mínimo, o
diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando sistema de
indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e apontando as causas
das deficiências detectadas; objetivos e metas de curto e longo prazos para a universalização;
programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas; ações para
emergências e contingências; mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da
eficiência e eficácia das ações programadas.
C) O plano poderá ser específico para cada serviço, sendo que deve, sim, abranger, no mínimo, o
diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando sistema de
indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e apontando as causas
das deficiências detectadas; objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a
universalização; programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas;
ações para contingências; mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da
eficiência e da eficácia das ações programadas.
D) O diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando sistema de
indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e apontando as causas
das deficiências detectadas; objetivos e metas de curto prazo para a universalização;
programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas; ações para
emergências; mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e da
eficácia das ações programadas.
E) O diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando sistema de
indicadores sanitários, epidemiológicos,ambientais e socioeconômicos e apontando as causas
das deficiências detectadas; objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a
universalização; programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas;
ações para emergências e contingências; mecanismos e procedimentos para a avaliação
sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas.
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DO PLANEJAMENTO
Art. 19. A prestação de serviços públicos de saneamento básico observará plano, que poderá 
ser específico para cada serviço, o qual abrangerá, no mínimo:
I - diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando sistema de 
indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e apontando as causas 
das deficiências detectadas;
II - objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a universalização, admitidas 
soluções graduais e progressivas, observando a compatibilidade com os demais planos 
setoriais;
III - programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas, de modo 
compatível com os respectivos planos plurianuais e com outros planos governamentais 
correlatos, identificando possíveis fontes de financiamento;
IV - ações para emergências e contingências;
V - mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e eficácia das 
ações programadas.
§ 1º Os planos de saneamento básico serão aprovados por atos dos titulares e poderão ser
elaborados com base em estudos fornecidos pelos prestadores de cada serviço. (Redação pela 
Lei nº 14.026, de 2020)
§ 2o A consolidação e compatibilização dos planos específicos de cada serviço serão
efetuadas pelos respectivos titulares.
§ 3º Os planos de saneamento básico deverão ser compatíveis com os planos das bacias
hidrográficas e com planos diretores dos Municípios em que estiverem inseridos, ou com os 
planos de desenvolvimento urbano integrado das unidades regionais por eles abrangidas. 
(Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 4º Os planos de saneamento básico serão revistos periodicamente, em prazo não superior a
10 (dez) anos. (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 5o Será assegurada ampla divulgação das propostas dos planos de saneamento básico e dos
estudos que as fundamentem, inclusive com a realização de audiências ou consultas públicas.
§ 6o A delegação de serviço de saneamento básico não dispensa o cumprimento pelo prestador
do respectivo plano de saneamento básico em vigor à época da delegação.
§ 7o Quando envolverem serviços regionalizados, os planos de saneamento básico devem ser
editados em conformidade com o estabelecido no art. 14 desta Lei.
§ 8o Exceto quando regional, o plano de saneamento básico deverá englobar integralmente o
território do ente da Federação que o elaborou.
§ 9º Os Municípios com população inferior a 20.000 (vinte mil) habitantes poderão apresentar
planos simplificados, com menor nível de detalhamento dos aspectos previstos nos incisos I a 
V do caput deste artigo. (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
A not = O plano poderá, sim, ser específico para cada serviço, sendo que 
deve abranger todas as ações listadas, bem como mecanismos e procedimentos 
para a avaliação sistemática da eficiência e da eficácia das ações 
programadas.
B not = O plano poderá ser específico para cada serviço, sendo que deve, 
sim, abranger todas as ações listadas, bem como objetivos e metas de curto, 
médio e longo prazos.
C not = Nesta alternativa, faltou citar que as ações devem ser para 
emergências, e não apenas para contingências.
D not = Os objetivos e metas devem ser de curto, médio e longo prazos.
E GAB = o plano poderá ser específico para cada serviço, sendo que deve, 
sim, abranger, no mínimo, os quesitos relacionados.
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5) Conforme Capítulo IX - Da Política Federal de Saneamento Básico - Lei no 11.445/07, Art.
48. A União, no estabelecimento de sua política de saneamento básico, observará as
seguintes diretrizes:
A) Adoção de uma referência para o planejamento das ações, exceto a bacia hidrográfica.
B) Prioridade para as ações que promovam a equidade social e territorial no acesso ao
saneamento básico.
C) Melhoria da qualidade de vida e das condições ambientais.
D) Utilização de indicadores epidemiológicos e de desenvolvimento social no planejamento das
suas ações de saneamento básico.
E) Fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico, à adoção de tecnologias apropriadas.
CAPÍTULO IX
DA POLÍTICA FEDERAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Art. 48. A União, no estabelecimento de sua política de saneamento básico, observará as seguintes 
diretrizes:
I - prioridade para as ações que promovam a eqüidade social e territorial no acesso ao saneamento 
básico;
II - aplicação dos recursos financeiros por ela administrados de modo a promover o desenvolvimento 
sustentável, a eficiência e a eficácia;
III - uniformização da regulação do setor e divulgação de melhores práticas, conforme o disposto na Lei 
nº 9.984, de 17 de julho de 2000; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
IV - utilização de indicadores epidemiológicos e de desenvolvimento social no planejamento, 
implementação e avaliação das suas ações de saneamento básico;
V - melhoria da qualidade de vida e das condições ambientais e de saúde pública;
VI - colaboração para o desenvolvimento urbano e regional;
VII - garantia de meios adequados para o atendimento da população rural, por meio da utilização de 
soluções compatíveis com as suas características econômicas e sociais peculiares; (Redação pela Lei nº 
14.026, de 2020)
VIII - fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico, à adoção de tecnologias apropriadas e à 
difusão dos conhecimentos gerados;
IX - adoção de critérios objetivos de elegibilidade e prioridade, considerados fatores como nível de 
renda e cobertura, grau de urbanização, concentração populacional, porte populacional municipal, áreas 
rurais e comunidades tradicionais e indígenas, disponibilidade hídrica e riscos sanitários, 
epidemiológicos e ambientais; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
X - adoção da bacia hidrográfica como unidade de referência para o planejamento de suas ações;
XI - estímulo à implementação de infra-estruturas e serviços comuns a Municípios, mediante mecanismos 
de cooperação entre entes federados.
XII - redução progressiva e controle das perdas de água, inclusive na distribuição da água tratada, 
estímulo à racionalização de seu consumo pelos usuários e fomento à eficiência energética, ao reúso de 
efluentes sanitários e ao aproveitamento de águas de chuva, em conformidade com as demais normas 
ambientais e de saúde pública; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
XIII - estímulo ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento de equipamentos e métodos economizadores de 
água; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
XIV - promoção da segurança jurídica e da redução dos riscos regulatórios, com vistas a estimular 
investimentos públicos e privados; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
XV - estímulo à integração das bases de dados; (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
XVI - acompanhamento da governança e da regulação do setor de saneamento; e (Incluído pela Lei 
nº14.026, de 2020)
XVII - prioridade para planos, programas e projetos que visem à implantação e à ampliação dos serviços 
e das ações de saneamento básico integrado, nos termos desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.026, de 
2020)
Parágrafo único. As políticas e ações da União de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de 
combate e erradicação da pobreza, de proteção ambiental, de promoção da saúde, de recursos hídricos e 
outras de relevante interesse social direcionadas à melhoria da qualidade de vida devem considerar a 
necessária articulação, inclusive no que se refere ao financiamento e à governança, com o saneamento 
básico. (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
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