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COMO TUDO COMEÇOU A maneira científica de se medir (tempo) o trabalho se tornou pública em 1911 com a primeira edição do livro Princípios da administração científica, de Frederick Winslow Taylor, onde seu objetivo era padronizar o trabalho e determinar os tempos das operações. Taylor (1978) justificava, assim, a racionalização do trabalho e defendia os seguintes pontos principais, conforme cita Lira (2020): 1. 1. Princípio de planejamento: desenvolvimento de uma ciência de trabalho em vez de critérios individuais dos operários; 2. 2. Princípio de preparo: seleção e aperfeiçoamento contínuo do operador. Esses não devem ser conduzidos ao acaso, mas sim de forma estruturada e padronizada cientificamente. O arranjo físico de máquinas e equipamentos também devem ser preparados em disposição racional; 3. 3. Princípio de controle: o trabalho deve ser controlado para que seja executado conforme os métodos estabelecidos. A gerência deve cooperar com os operadores na resolução de problemas; 4. 4. Princípio de execução: as atribuições e responsabilidades devem ser distribuídas para que o trabalho seja executado de forma disciplinada. O conteúdo do livro marcou o processo de gestão das operações e introduziu o estudo de tempos na indústria. Conforme Tálamo (2016), na mesma época, o casal Lillian Moller Gilbreth e Frank Bunker Gilbreth iniciou os estudos de movimentos. Entretanto, ambos os estudos (tempo e movimento) eram aplicados separadamente. Somente a partir de 1930 é que esses dois estudos foram combinados, surgindo o conceito de estudo de tempos e movimentos. O QUE É ENGENHARIA DE MÉTODOS? A Engenharia de Métodos se baseia em importantes princípios, técnicas e ferramentas que contribuem para a produtividade, lucratividade e competitividade das empresas. A disciplina preocupa-se diretamente com a implantação de métodos e com a análise da carga de trabalho, com a finalidade de melhorar o rendimento do trabalho, eliminar toda operação desnecessária de uma atividade produtiva e determinar o tempo padrão; seu objetivo final. Para Peinado (2007), o estudo de tempos, movimentos e métodos, aborda técnicas que submetem a uma detalhada análise cada operação de uma dada tarefa, com o objetivo de eliminar qualquer elemento desnecessário à operação e determinar o melhor e mais eficiente método para executá-la. Incumbe a esse estudo, promover o treinamento dos colaboradores, a indicação do equipamento e o procedimento de cada operador, a determinação da disposição do material e ferramentas dos postos de trabalho, bem como, a especificação do tempo em que todas as tarefas devem ser realizadas, considerando-se um operador normal na execução das tarefas. QUAIS SÃO OS OBJETIVOS DO ESTUDO? Segundo Barnes (1977), o estudo de movimentos e de tempos é o estudo sistemático dos sistemas de trabalho com os objetivos de: 1. 1. Desenvolver o sistema e o método preferido, usualmente aquele de menor custo; 2. 2. Padronizar esse sistema e método; 3. 3. Determinar o tempo gasto por uma pessoa qualificada e devidamente treinada, trabalhando num ritmo normal, para executar uma tarefa ou operação específica; e 4. 4. Orientar o treinamento do trabalhador no método preferido. QUAL A SUA IMPORTÂNCIA PARA AS EMPRESAS? É certo que a Engenharia de Métodos se constitui de um tema bastante antigo, mas de igual modo, também é certo afirmar que ela continua sendo imprescindível nas organizações, sejam elas industriais ou não. Tal afirmação se justifica pelas seguintes questões: · Determinação fiel da capacidade produtiva e dos tempos de produção; · Padronização dos processos e operações; · Apoio ao planejamento da produção, com informações para determinação da necessidade de alocação de pessoas; · Planejamento de layout de estações de trabalho e processos; · Acompanhamento do desenvolvimento do colaborador; · Composição do custeio de produtos e serviços; · Auxílio na elaboração de orçamentos; · Base para melhoria contínua, etc. Além das questões citadas acima, a despeito das inovações tecnológicas (robótica avançada, manufatura digital, simulação de processos e outros), as atividades produtivas ainda continuam tendo a força do homem, como mola propulsora e impulsionadora de ações concretas e resultados. Assim, a Engenharia de Métodos segue sendo estratégica e de grande relevância no cenário competitivo empresarial, uma vez que se encaixa perfeitamente na imensa engrenagem que move os mercados e as empresas da atualidade. Atualmente, seu foco está na redefinição de sistemas e métodos de trabalho e aplicação prática na diversidade de atividades produtivas existentes. Autor: Esse artigo foi escrito por Leonardo de Paula Torres Souza – Consultor em Lean Manufacturing