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S3 - Cólera

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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
VÍTOR BELTRÃO DE CARVALHO MOURA MARQUES
 TURMA 37
CÓLERA
TERESINA-PI
 2024
VÍTOR BELTRÃO DE CARVALHO MOURA MARQUES
CÓLERA
Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia de Informação e Comunicação como requisito parcial para obtenção de nota em Sistemas Orgânicos e Integrados.
Orientadores: Prof. Dr.Gustavo / Prof. Dra.Juscelia
TERESINA-PI
 2024
1. Quando suspeitar clinicamente que o paciente pode apresentar cólera?
Quando suspeitar clinicamente que o paciente pode apresentar cólera, é importante observar os seguintes sinais e sintomas: diarreia aquosa, náuseas, vômitos, cãibras musculares e choque. A diarreia aquosa é um dos sintomas mais característicos da cólera, sendo abundante e capaz de levar à desidratação rápida. Os pacientes também podem experimentar náuseas e vômitos devido à perda de fluidos e eletrólitos. As cãibras musculares podem ocorrer devido à desidratação e à perda de eletrólitos, como sódio e potássio. O choque pode ocorrer devido à rápida perda de fluidos e eletrólitos, especialmente se não forem administrados líquidos e sais adequadamente.
Além disso, outros sinais e sintomas que podem indicar cólera incluem irritabilidade, letargia, olhos encovados, boca seca, sede excessiva, pele seca e enrugada, oligúria (diminuição da produção de urina), pressão arterial baixa, arritmia cardíaca e desequilíbrio eletrolítico.
É essencial estar atento a esses sinais e sintomas, especialmente em áreas onde a cólera é endêmica ou durante surtos da doença.
2. Qual a diferença das outras enterocolites bacterianas?
A principal diferença entre a cólera e outras enterocolites bacterianas reside na intensidade e nas complicações associadas à perda de líquidos e eletrólitos por meio da diarreia. Enquanto outras enterocolites bacterianas também podem causar diarreia, a cólera é caracterizada por uma diarreia aquosa profusa e rápida, resultando em uma desidratação severa e rápida perda de eletrólitos.
Além disso, a cólera é causada por sorogrupos específicos da bactéria Vibrio cholerae (O1 e O139), que liberam toxinas capazes de alterar o fluxo de sódio e cloreto no organismo, levando a uma secreção excessiva de água no intestino. Essas toxinas não apenas causam diarreia, mas também podem levar a complicações graves, como choque hipovolêmico, necrose renal, arritmias cardíacas, convulsões e até mesmo morte, se não tratadas adequadamente.
Além disso, os organismos Vibrio cholerae não são invasivos e permanecem na luz intestinal, ao contrário da maioria das outras enterocolites bacterianas, como Campylobacter, Shigella, Salmonella, S. typhi, Yersinia, entre outras, que podem invadir os tecidos e causar complicações sistêmicas.
REFERÊNCIAS
KUMAR, V. et al. Robbins & Cotran Patologia - Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2016
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual integrado de vigilância epidemiológica da cólera. 2 ed revista. Brasília, 2010

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