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b i b h ü u M issionários levam a Palavra de Deus aos índios Escola Dominical Ncpp paradigma para a administração da’ Comentarista aborda questões sobre os pilares da vida cristã Dinâmicas de grupo Subsídio semanal para Salvação e Justificação Pastor Antonio Gilberto fala sobre regras de estudo da Bíblia BRINDE Calendário de planejamento 2006 * * * * * E Z » f l i Ano 7 - n° 25 - ensinador@cpad.com.br - R$ 6,50 Entrevista com a professora Joane Bentes Potencial, experiência e exemplos a serem seguidos mailto:ensinador@cpad.com.br OS 56 69 3 n i In i,\ i . f B S T l'D O ■ j c u p a o - , j / j jgaH Bíblia de Estudo Pentecostal M a is de 7 00 m il e xe m p la re s ve n d id o s C apa Couro S im ulado Luxo G rande Preta - Form ato: 17 x 23,5cm Luxo M édia - Form ato: 13,5 x 21 cm Preta, V inho e Azul Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal M a is de 180 m il e xe m p la re s ve n d id o s Luxo / Form ato: 17 x 23,5cm Capa Couro Sim ulado: Preta, V inho e Azul Bíblia do Adolescente Aplicação Pessoal A lé m do te x to b íb lico , e la vem com h is tó ria s d iv e rs a s e se ç õ e s q ue fa la m a lin g u a g e m do p ré -a d o le s ce n te e do a d o le sce n te . Bíblia de Estudo Devocional Max Lucado A g ra n d e o b ra e s p e ra d a de M a x L ucad o a c o m p a n h a d a de te x to s d e v o c io n a is e e s tu do s q u e irão a ju d á -lo n ão a p e n a s a e n te n d e r m e lh o r a B íb lia , m as ta m b é m a e x p e r im e n ta r e e n x e rg a r a lib e rd a d e , a g ra ça e a fe lic id a d e q ue C ris to p rovê . C apa Dura Ilustrada C apa Luxo - Preta - Couro Sim ulado Form ato: 17,1 x 23,7 cm Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal V em com e s tu d o s e d ic a s p a ra jo v e n s so b re lazer, n am o ro , p ro fis sã o , re la c io n a m e n to fa m ilia r, e vo lu c io n is m o , é tica p e sso a l e m u ito m a is . Luxo - Capa Preta Couro S im ulado P opular - C apa Dura Ilustrada Form ato: 13,5 x 20,5cm Luxo - Preta - C ouro Sim ulado Form ato: 13,5 x 20,5cm NTLH - Nova tradução na L inguagem de Hoje Nas livrarias evangélicas ou pelo 0 3 0 0 -7 8 9 -7 1 7 2 Bíblia de Estudo Pentecostal na versão pequena Todo c o n te ú d o da B íb lia de E s tu d o P e n te co s ta l em fo rm a to m enôr. Luxo - Pequena Preta Form ato: 11,5 x 16,5cm C apa Couro S im ulado Preta Ano 7 - n° 25 - jan-fev-m ar/2005 Presidente da Convenção Geral José Wellington Bezerra da Costa Presidente do Conselho Administrativo José Wellington Costa Júnior Diretor-executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente Financeiro Walter Alves de Azevedo “Da, .̂ed<%çâ& ABERTO PARA BAIANÇO 0 INÍCIO DE UM NOVO ANO É SEMPRE 0 MOMENTO PROPÍCIO PARA UM BAIANÇO. ÉA ÉPOCA EM QUÊ COSTUMAMOS TRAÇAR METAS E OBJETIVOS PESSOAIS E TAMBEM OBSERVAMOS 0 QUE CONQUISTAMOÍ NO ANO QUE PASSOU. TODOS NÓS SABEMOS COMO É PRAZEROSO COLOCAR UM OK DO LADO DE CADA m DESTACADO COMO ALVO PARA AQUELE ANO. É GRATIFICANTE VERMOS QUANTAS BÊNÇÃOS ALCANÇAMOS. POR ISSO. ACREDITO SER ESSE TAMBÉM 0 MOMENTO IDEAL PARA QUE VOCÊ FAÇA UM BAIANÇO NÃO SÓ DE \ SUA VIDA, MAS DE SEU OFÍCIO NA OBRA DOSENHOR. PERGUNTE A SI MESMO:"SERÁ QUE TENHO DADO 0 SUFICIENTE DE MIM PARA A OBRA?"; "SERÁ QUE TENHO FEITO, DEFATO, 0 MEU MELHOR PARA DEUS?"; “SERÁ QUE TENHO SIDO USADO COMO UM INSTRUMENTO EFICAZ NAS MÃOS DO MESTRE?". AO RESPONDER ESTAS QUESTÕES, VOCÊ TERÁ DIANTE DE SI DUAS OPÇÕES: CONTINUAR SUA LIDA DA MESMA FORMA OU SE EMPENHAR PARA REALIZAR, NÃO SÓ EM2006, MAS NOS PRÓXIMOS ANOS, UM TRABALHO DE EXCELÊNCIA PARA 0 SENHOR. AFINAL, COMO 0 PRÓPRIO VERSÍCULO-BASEDA ENSINADOR DIZ, “SE É ENSINAR, HAJA DEDICAÇÃO AO ENSINO", RMI2.7. INÍCIO DE ANO TAMBÉM É UM BOM MOMENTO PARA IMPLEMENTAR MUDANÇAS NA ESCOLA DOMINICAL. SE SEU OBJETIVO É MOTIVAR ALUNOS PROFESSORES E FAZER COM QUE ISSO SE REFUTA NO AUMENTO DA FREQÜÊNCIA NAS AULAS, VOCÊ NÃO PODE DEIXAR DE LER O ART/GO DE CAPADESTA EDIÇÃO. 0 AUTOR MOSTRA COMO APLICAR TÉCNICAS DE MARKETING NA ESCOIA DOMINICAL E CONSEGUIR, COM ISSO, RESULTADOS POSITIVOS PARA TODAS AS CIASSES. PARA AQUELES QUE TÊM 0 COSTUME DE RECLAMAR DA ESTRUTURA DA ED EM SUAS IGREJAS, A REPORTAGEM DESTA EDIÇÃO VEIO EM BOM MOMENTO. NELA, VOCÊ CONHECERÁ AS DIFICULDADES ENFRENTADAS POR MISSIONÁRIOS PARA LEVAR 0 ENSINO DA PALA VRA ÀS COMUNIDADES INDÍGENAS. EM ALGUMAS DESSAS COMUNIDADES, AS ÁRVORES. FOLHAS E DEMAIS ELEMENTOS DA NATUREZA SÃO OS j ÚNICOS RECURSOS UTILIZADOS PELOS PROFESSORES PARA A REALIZAÇÃO DAS AUIAS. UMA PROVA DE QUE | CRIATIVIDADE FUNCIONA EM QUALQUER SITUAÇÃO ÉA FREQÜÊNCIA DOS ALUNOS. MESMO COM TODAS AS DIFICULDADES, ELES NÃO PERDEM AS AULAS. NÃO DEIXE DE CONFERIR! QUE2006 SEJA REPLETO DE BÊNÇÃOS PARA VOCÊ E SUA CIASSE! ------- -- EVEUNEVENTUR Gerente de Produção Ruv Bergsten Gerente de Publicações Claudionor Corrêa de Andrade Gerente de Vendas Cícero da Silva Editor-chefe Antônio Pereira de Mesquita Editora Eveline Ventura Pauta Gilda Júlio P ro je to G rá fico Rafael Paixão Design & Editoração A lexan der Diniz Fotos Sol mar Garcia Atendimento a igrejas e livrarias A lian Viana, A lexander Costa, Leise Laina, G lauco Leonardo, Lucim ar Rangel, M arcela Fernandes, O sm an Bernardo, Renata M eirelles e N élio A lves Fones 21-2406.7385 / 2406-7439/2406-7445 Televendas 0300-789.7172 Atendimento para assinaturas Francis Reni Hurtado e Sebastião Peçanha de Souza Fones 21-2406.7416 é 2406-7418 assinaturas@ cpad .com .br SAC - Serviço de atendimento ao consumidor Andréia Célia Dionísio Fone 0800-701.7373 Ouvidoria ou vi dori a@ cpad .com . br Número avulso: R$ 6,50 Assinatura bianual: R$ 46,00 Ensinador Cristão - revista evangélica trimestral, lançada em novembro de 1999, editada pela Casa Publicadora das Assem bléias de Deus. Correspondência para publicação deve ser endereçada ao Departamento de Jornalismo. As remessas de valor (paga mento de assinatura, publicidade etc.) exclusivamente à CPAD. A direção é responsável perante a Lei por toda ma téria publicada. Perante a igreja, os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião da revista. Assegura-se a pu blicação, apenas, das colaborações solicitadas. O mesmo princípio vale para anúncios. Casa Publicadora das Assembléias de Deus Av. Brasil, 34.401 - Bangu - CEP 21852-000' Rio de Janeiro - RJ - Fone 21-2406.7403 - Fax 21-2406.7370 en sina dor@cpad.com.br mailto:assinaturas@cpad.com.br mailto:a@cpad.com mailto:dor@cpad.com.br Assinatura R eclam ação, crítica e sugestão ligue 21-2406.7416 2406.7418 S etor de C irculação Artigos 06 Marketing na Escola Dominical l ) 14 Santificação e justificação pela fé Ä %27 Superintendente eficaz 30 O professor-psicólogo 48 O professor de ED na Terceira Idade Seções 05 Espaço do Leitor 10 ED em Foco 11 Conversa Franca 17 Exemplo de Mestre 22 Reportagem 29 Sala de Leitura 33 Boas Idéias 44 Professor em Ação 46 Em evidência Lições Bíblicas A L U N O Lições * Bímieas m Subsídios para Salvação e Justificação - Os pilares da vida cristã Atendimento a todos os nossos periódicos Mensageiro da Paz Obreiro • GeraçãoJC M ulher, Lar & Família Cristã • Resposta Fiel Ensinador Cristão assinaturas@cpad.com.br Divulgue as atividades do Departamento de Ensino de sua igreja Entre em contato com Ensinador Cristão Avenida Brasil, 34.401, Bangu Rio de Janeiro (RJ) CEP 21852-000 Telefone 21-2406.7403 Fax 2406.7370 ensinador@cpad.com .br mailto:assinaturas@cpad.com.br mailto:ensinador@cpad.com.br ------------------------------------------------ w c f o A e C t& i ■ »Fào o . ^ f t ^ s t i * ?aŝ ° ; ã s ú o t r - tls ■• . 11Tiest d}@Cn , - CPdCÍ , Comunique-se com a Ensinador Cristão Por carta: Av.Brasil,34.401,Bangu^l^-OCO.KodtOaneiro/RJ Por fax: 21-2406.7370 Por em aii: ensinador@cpad.com.br.Ssa* o fc ittiã o - é itK fc o n ta ttte fa in a ttõ 4 -! D ev id o às lim ita çõ e s d e esp a ç o , as ca r ta s serão selecionadas e transcritas na íntegra ou em trechos considerados m ais significativos. Serão publicadas as correspondências assinad as e que contenham nom e e endereço com pletos e legíveis. No caso de uso de fax ou e-m ail, só serão publicadas as cartas que inform a rem tam bém a cidad e e o Estado onde o leitor reside. mailto:ensinador@cpad.com.br Novo paradigma para a administração educação cristã J á é por muitos conheci da a urgência de se re pensar em um progra ma de (re)in tegração dos alunos à ED. A primeira percep ção dessa realidade veio da CPAD, quando, após constatar que cerca de 70% da membresia não participava da ED, lançou, em 1996/1997, o Biênio da Escola Dominical, que teve como lema "Achei o Livro da Lei na Casa do Senhor" (2Cr 34.15). Desde então, os avanços experimentados pelo principal departamento da igre ja tem sido de proporções conside ráveis. Entretanto, estamos em um outro momento pendular. Naquele o "Livro da Lei", a Bíblia, livro tex to da ED, estava "perdido". Neste, a metáfora mais adequada é a ana log ia dos alunos com a décim a dracma que foi perdida dentro da própria casa (Lc 15.8-9). Assim, de vemos "ach ar" os alunos "perd i dos" dentro da igreja. Os novos tempos exigem uma postura dife rente. E um novo paradigma que desponta e devemos nos adequar à nova dinâmica. A gestão educacio nal da ED precisa, urgentemente, ser mudada. O que é um paradigma Segundo o Dicionário de Sociologia, o termo paradigma vem da lingüísti ca. Ele aparece a partir dos estudos do lingüista suíço Saussure nos anos 20 e nos demais que se seguiram. Saussure estabeleceu a teoria do sig no lingüístico. O que são signos lingüísticos? São os elementos cons tituintes de uma língua, os quais se relacionam. Segundo o mesmo dicionário, a denominação de paradigma passou da lingüística para a gramática, de signando o modelo de uma classe gramatical. Daí, o termo paradigma passou para a linguagem em geral e entrou nas Ciências Sociais, no qual tem igualmente a acepção de mode lo ou matriz, algo que serve de refe rência. Novo paradigma educacional As mudanças com suas ondas de transformações determinam as no vas dinâmicas organizacionais. Es sas mudanças criam o paradigma. E esse, por seu turno, cristaliza o mo delo que vem com a nova onda. Em tese, a escola laica se adequou aos novos tempos, ao novo paradigma educacional, e a ED não. Ela perma nece sendo aquela instituição cente nária que todos amam, mantida pela força da tradição. Porém, mudou mui to pouco no sentido administrativo, pe dagógico, didático, recepcionai e em outras dimensões que fazem parte do bojo organizacional e estrutural da ED. Estamos cientes de que é inad missível permanecer na postura pas siva e resistente do paradigma de vi são educacional tradicional. Levan do em conta que a nossa tarefa educativa é gigantesca, pois deve mos ensinar "todas as coisas" que Jesus ensinou a "todas as nações" (Mt 28.19-20), é imprescindível pen sar em como realizarmos o nosso tra balho de maneira cristã em moldes contemporâneos. O novo paradigm a educacional em vigência é o do hum anism o, da prevalecência do hom em , do pragmatismo, sendo que a ênfase desse último aspecto, conforme pos tulou John Dewey, recai na tese fun damental de que "a verdade de uma doutrina consiste rio fato de que ela seja útil e propicie alguma espécie de êxito ou satisfação". Excetuando os elementos narcisistas e hedonistas desse pensamento, podemos extrair dele boas coisas. Por exemplo, nes sa nova dinâmica a compreensão da utilidade do que se está apren dendo é fundamental para cativar alunos. Analisando esse paradigma com as "lentes do cristianismo", ou seja, passando a encará-lo do ponto de vista da cosmovisão cristã, é possí vel aproveitar esse m omento em vez de ingenuam ente negá-lo ou querermos resisti-lo. Persistir em um ensino homogêneo, que consi dera todos iguais, que não respeita as individualidades cognitivas e meramente informa é escancarar as portas da ED e obrigar os alunos a se evadirem. Implicações para a ED As implicações que subentende mos como mudanças a serem imple mentadas na ED estão situadas em pelo menos quatro níveis: Mudança estrutural: Esse ponto se refere não apenas à questão física, predial e mobiliária, mas, principal m ente, à questão organizacional, administrativa, pedagógica e grupai. A descentralização de poder deverá ocorrer de fato e de direito. Mais do que nunca o conselho de Jetro está em voga (Ex 18.13-26); Mudança tecnológica: Se tem dito com propriedade que o analfabeto do século 21 é quem não sabe lidar com a tecnologia. E, diga-se de passagem, nesse ponto nossos filhos (e alunos) estão alguns anos luz a nossa frente. Mas isso não tem que ser necessari- am ente as sim. É indispensável que aprendamos a utilizar toda a parafernália tecnológica podermos nos aproximar do "mundo" deles; Mudança comportamental: Isso deve ocorrer em todos os aspec tos. No relacionamento intra e interpessoal, no tratamento com os colegas da equipe e principal mente com a clientela discente. Essa mudança comportamental deverá iniciar com os recepcionis tas. Todos, sem exceção, deverão trabalhar no sentido de atrair, con quistar e manter alunos na ED. Mudança de valores: Também conhecida como "cultura educa cional". Esse aspecto é o mais importante, pois, sem mudança pessoal e interior dos valores do superintendente, não podemos esperar mudanças na adminis tração ou gestão da Escola Do minical. Só para exemplificar: O que o superintendente imagina seja a ED? Uma extensão do cu lto? Um cu lto com outro nome? A Escola Dominical pode e deve glorificar a Deus, mas ela não é um culto, é aula, atendi mento informal e personalizado visando aproximar os alunos de Deus, com vistas a formá-los, tendo como modelo valorativo e transcendental o Senhor Jesus 4.11-16). O que as pessoas esperam da ED A "nova" visão do que é ED, na verdade, é uma readequação ao que ela sempre foi, mas que, de um tempo para cá deixou de ser. A ED é a continuidade da missão educativa que Deus outorgou ao seu povo (Gn 18.18-19; Dt 4.1-9; 6.1- 25; Mt 28.19-20 e Ef 4.11- 16), visando formá-lo e satisfazer à sua necessidade de conhecimento. Nessa readequação, devemos saber que sem aluno não se tem ED. Por isso, entender a missão e a visão de Deus para a educação cristã é o ponto crucial para podermos esta belecer uma "política de qualida de" pela qual a equipe da ED de verá se pautar. A célebre pergunta do marketing não é "O que queremos vender?", mas "Quem é o nosso cliente?" E preciso saber quem são os nossos alunos potenciais, qual o seu perfil, e assim, sem modificarmos a Verda de, readequarmos nossos métodos de atração, conquista, atendimento “Os novos tempos exigem uma postura diferente (...) A gestão educacional da ED precisa, urgentemente, ser mudada” e manutenção dos mesmos. É preci so, a exemplo de Jesus, oferecer res postas ao que as pessoas buscam (Jo 3.1-21; 4.1-30). É fato que elas pode rão não gostar de todas as respostas, mas a satisfação proporcionada nas ocasiões anteriores assegurará a fre qüência e d irão , p arafrasean d o Pedro: "Para onde iremos nós? Só a ED tem as Palavras de vida eterna" (Jo 6.68). O que aquelas crianças e adoles centes precisavam para viver bem e se sentirem humanas e encontraram no trabalho de Robert Raikes há 225 •* ■*,.V , r - - - : 8 j - anos, são as mesmas necessidades que motivam as pessoas pós-moder- nas a buscarem uma ED: • Um propósito para o qual viver; • Pessoas com quem viver; • Princípios pelos quais viver; • Força para seguir vivendo. Uma ED que não oferece satis fação e repostas para essas quatro necessidades básicas não está à al tura de represen tar o Reino de Deus como agência de educação cristã . Evid entem ente que cada p esso a , de acord o com a fa ixa etária, maturação biológica e men tal, e condição social, possui carên cias de diferentes matizes e formas de manifestar diante das quatro ne cessidades acim a elencadas. Um exemplo típico do que está sendo colocado pode ser visto na diferen ça que existe entre lecionar para uma classe de ad u ltos na faixa etária dos 25 aos 40 anos e para p esso a s da T erceira Id ad e. Os anseios e m otivos podem ser os quatro enunciados acima, no en tanto a forma pela qual irá se ma nifestar a necessidade bem como a sua satisfação serão diferentes. Os interesses de ambos os grupos são distintos. A administração ou a gestão des sa demanda é o que deverá orientar o trabalho da equipe da ED. A mis são educativa da Igreja está determi nada há dois mil anos. Devemos en sinar e educar. A pergunta inquiétan te é: Como atrair as pessoas pós- m odernas para a ED, quando a mídia, o estresse e outras coisas ofe recem a 'tentação' de prendê-las ao conforto do sofá aos domingos? A resp osta é sim ples: Precisam os m otivá-las. E isso representa um duplo desafio: criar ou identificar a necessidade e apresentar um ele mento adequado para satisfazer essa carência. Macketing ̂ a ra a ED É sabido por todos nós que du rante m uitos anos m arketing foi confundido com propaganda, ven da etc. No entanto, m arketing é uma atividade central das institui ções modernas visando atender efi cazmente alguma área de necessi dade humana. Ele é um conjunto de ações que pressupõe entendi mento de todos os fatores que in fluenciam o comportamento das pes soas e não simplesmente o mero ato de propagandear ou vender. Uma definição de marketing, na visão de Philip Kloter, uma das maiores au toridades da área, pode nos oferecer uma boa visão. "M arketing é análise, planeja mento, implementação e controle de programas cuidadosamente formu lados para causar trocas voluntárias de valores com mercados-alvo e al can çar o b jetivo s in stitu c io n a is . M arketing envolve program ar as ofertas da instituição para atender às necessidades e aos desejos de mer cados-alvo, usando preço, comuni cação e distribuição eficazes para informar, motivar e atender a esses mercados". Essa definição nos possibilita en tender que marketing não é algo re alizado sem conhecimento de quem seja o nosso público-alvo. Mostra- nos também que não devemos reali zar ações por acaso. Elas devem ser vislumbradas em todas as suas di mensões anteriormente. Aprende mos também que o propósito do marketing é estabelecer uma relação de trocas voluntárias de valores. Isso significa que a nossa oferta da ED deve ser compatível com as respos tas que esperamos de nossos alunos, ou seja, a freqüência deles. Para isso, é necessário proporcionar satisfação e temos condições de fazer isso na ED. Basta apenas um planejamento eficaz e a "simples" necessidade que as pessoas têm do sagrado propor cionará um bom motivo para que elas venham à Escola Dominical. As necessidades que foram cita das também constituem uma ótima fonte de estímulo à ED. Administrar essa demanda é a função principal do marketing, daí o porquê de o uti lizarmos como ferramenta de ação. Essa relação não é nova. O que você acha desse pensamento: "Bem-aven- turada a Escola Dominical adminis trada como um banco, pois os seus negócios serão bem dirigidos e terão o respeito de todos". Parece liberal demais essa comparação? Mas ela não foi dita agora. Ela faz parte das "Bem-aventuranças da Escola Domi nical", escritas na extinta revista Se ara (CPAD), número 61, de outubro de 1967. O que ultimamente vem sendo utilizado pelas instituições secula res, denominado de marketing educa cional, deve ser encarado por nós como uma ferramenta que tornará mais dinâmico o nosso trabalho, sem nenhuma correlação com liberalismo ou mercantilismo. Para finalizar, cabe dizer que o principal responsável pelo atendi mento de necessidades discentes é o professor da ED, pois as aulas po dem ser elementos satisfatórios na busca de respostas espirituais. No entanto, toda a equipe de educação cristã pode atender parte das n e ce ss id a d e s com ap en as um pouco de cordialidade, ed u cação ,' boa vontad e e esp on tan eid ad e. B a sta que essa m eta se ja i estab elecid a e im p lantad a uma política de qualidade visando al cançar excelência nesse aspecto. O superintendente e toda a equi pe da Escola Dominical deverão sej conscientizar de que o propósito da! ED é educar as pessoas cristãmente! e isso só pode acontecer se elas vie-j rem para o educandário. Isso só vail ocorrer se forem bem atendidas, en- j contrarem respostas, se puderem] interagir com a comunidade e obti-j verem força para continuar vivendo.! Fazendo assim, com certeza estare mos administrando segundo o poder J que Deus nos deu, e em tudo o Senhor 1 será glorificado (lPd 4.11b). Césa.r--Moisés--Carttalho-é--miiii»tia-do-E¥a.n.- gelho, articulista, superintendente de ED e 1 2o vice-presidente da AD em Goioerê (PR) Chamada secundária: Escola Dominical Q2 Sa<Uwid<n' A AD em A breu e Lim a (PE), liderada pelo pastor Roberto José dos Santos, investe na qualificação de seus professores de Escola Domini cal. Com organização e uma excelen te estrutura, a superintendência de ED realiza constantemente cursos, palestras e treinamento para o seu corpo docente. Um dos mais interessantes e con corridos é o curso de Hebraico e Gre go do Novo Testamento ministrado pelo pastor Altair Germano. Instala do há dois anos, o curso já formou mais de 2 mil alunos. Nas aulas, os professores de ED aprendem o alfa beto, noções de gramática e interpre tação b íb lica - h erm en êu tica e exegese - nas língu as grega e hebraica. Na última aula, é passada uma orientação prática sobre a apli cação do que foi aprendido. "Uma das razões de se implementar o cur so foi a grande incidência dessas lín guas nas Lições Bíblicas", justifica pastor Altair Germano. O curso tem carga horária total de 16 horas e é realizado em quatro sábados. O presbítero Carlos Alberto Olivei ra de Souza, que já participou de uma das turmas, destaca a facilida de no entendimento do texto bíbli co. "Nós podemos explicar a origem da palavra e a exegese do texto. Po demos exemplificar dizendo o que determinada palavra significa no grego e no hebraico, fazendo uma contextualização histórica e cultu ral", explica. Para a irmã Gardênia Geordana Viana da Silva Leitão, que atua como auxiliar de professor na classe para as moças, o curso foi fundamental para sua maior compreensão dos ter mos bíblicos. "Aprendi na prática a procurar palavras no seu sentido original, o que para mim acrescen tou mais subsídios no ensino da Pa lavra de Deus", destaca. Além do curso de idioma, os pro fessores da ED contam com um ou tro auxílio. Trata-se do Curso de Aper feiçoamento Básico da Escola Domi nical em Abreu e Lima (Cabedal), ide alizado pelo pastor Roberto José dos Santos. O curso é obrigatório a to dos os interessados em lecionar. E uma espécie de treinamento inten sivo antes de "encarar" uma classe. O Cabedal foi criado Dara atualizar o corpo docente e a ,direção nas áreas administrativa, pedagógi ca, psicológica e teológica. A qualificação do professor é uma das prioridades da superintendência de ED em Abreu e Lima. "O professor qualificado é essencial para fidelizar os alunos. Mesmo com uma boa es trutura logística, é preciso estar cons ciente de que quem faz o trabalho são as pessoas", destaca pastor Altair, que também é o superintendente geral. Prova disso é a Assessoria Pedagógi ca, um dos braços do Departamento de Ensino. Criada recentemente, ela visa atender e solucionar dúvidas dos professores da ED. O resultado de todo investimen to na área do ensino bíblico pode ser visto no dinamismodas aulas e fia igreja, que, segundo pastor Altair, cresce em qualidade, em quantida de e espiritualidade. Dinamismo ----------------------------- em --------------------------- sala de aula * Por Eveline Ventura E la é dinâmica, criativa e tem uma enorme facilidade para interpretar personagens. Mas não é só isso. Joane Bentes tem se des tacado em todo país por meio das pales tras a professores de criança nas conferências de Es cola Dominical, promovidas pela CPAD. Além de co ordenar o Departamento Infantil da AD em Camboriú (SC), liderada pelo pastor Cesino Bernadino, Joane também é responsável por um grupo de adolescen tes, apresenta um programa infantil na televisão, outro na rádio, e prega em congressos de crianças por todo Brasil. Nesta entrevista, ela conta um pouco de sua trajetória, alerta sobre a influência da televisão na educação das crianças e dá di cas práticas para tornar as aulas mais criativas e dinâmicas. Vale a pena conferir! ■ Há quanto tempo você trabalha com o pú blico infantil? Diretamente há 12 anos. A primeira vez que ministrei na Escola Dominical eu tinha 9 anqp. Ainda morava no Amazonas, minha terra na tal. Devido a carência de recursos da região, meu pai me ensinava a Lição Bíblica du rante a semana e, no domingo, eu dava aula para as crianças menores que eu. O que mudou na sua agenda e no seu ritmo de vida desde que passou a fazer parte do círculo de palestrantes das conferências de EDs, orga nizadas pela CPAD? Eu sem pre tive uma li* agenda bem ex ten sa |& por causa do traba lho de crianças e com adolescen- tes, mas a CPAD me levou para um outro lado do Brasil, ao qual eu ainda não era conhecida. Principalmente nas regiões Norte e Nor deste. Mesmo sendo do Norte, só agora meu trabalho tem se tornado mais co nhecido naquela região. Os comutes são inúmeros. E foram portas abertas por meio das conferências. M Qual a importância dos métodos criativos para a eficácia no processo de aprendizagem ? Para mim é total! Todo professor, pastor, líder, até pai, que quiser provo car alguma formação cristã para seu fi lho ou aluno, tem de entender que o método criativo é a eficácia da apresen tação. Sem dúvida nenhum a, sem criatividade, você não atrai a atenção dele, você não consegue deixar guarda do dentro dele o que você quer passar, a lição que quer ensinar. Você não atinge o objetivo completo. Sem criatividade, nós perderemos para a internet, para os gam es, para os jogos do computador. Como é que a criança vai doar uma hora dela numa sala da Escola Dominical sem algo que atraia a sua atenção? Ela vai preferir ficar em casa jogando no com putador, brincando, assistindo a um fil me, fazendo outra coisa que para ela seja mais interessante. A criatividade é tudo! B Em suas palestras, podemos ve rificar que você se caracteriza de al guns personagens. Qual é a sua in tenção com isso? M ostrar aos pro fessores que eles podem e devem fazer o mesmo em sala ou é apenas uma forma de atrair a atenção de les no momento da palestra? É mostrar que eles podem e devem! Porque eles têm dentro de si uma criatividade nata que precisa ser desen volvida. Com uma simples roupa ou com um simples objeto na mão, eu pos so dar uma aula eficaz trazendo a aten ção dos meus alunos para mim. Por isso, uso roupas e objetos diferentes nas conferências. É, para despertar dentro deles o dom nato que já existe e que fa l ta ser só acordado! Tem professor que usa a voz, que sabe os atalhos, os timbres, tem uma dicção variada. Ele pode simplesmente com a própria voz dar uma aula maravilhosa, contar uma história interessante, tra zendo para si a atenção dos alunos. Ou tros, colocando uma roupa diferente, dentro do personagem que vai estar estudando com a classe, levando as cri anças para a época, para o momento da história. Tudo isso tem um efeito mui to especial. ■ A facilidade de interpretação é uma característica m arcante em sua personalidade. De onde veio esse talento? “ Sem criatividade, nós perderemos para a internet, para os games, para os jogos do computador” Eu tive um grande professor na mi nha vida que é meu pai, João Batista Bentes. Ele me fazia decorar poesias, poemas, pregar para ele, ensinava-me Lições B íblicas para eu interpretar para ele etc. Também fiz um curso bá sico de teatro, de seis meses, no Ama zonas, há muito tempo, com uma equi pe de norte-americanos. Mas além dis so, me esforcei muito. Treinei várias vezes na frente do espelho, e continuo treinando até hoje as novas lições an tes de ministrar. Uma grande dica para os professores é: grave sua voz ou peça para alguém lhe filmar. Depois, obser ve o resultado e faça uma autocrítica. Veja o que precisa ser corrigido e em que precisa se policiar. Eu gravei mui tas vezes e ainda gravo. Se não tá bom, eu tenho que melhorar, porque as coi sas para Deus tem de ser sempre o melhor possível. B Você acha que a interpretação de personagens é um recurso inovador na dinâmica das aulas? Chegamos agora no ponto áureo da eficácia dos métodos criativos. Com os meus próprios alunos posso form ar uma peça teatral. Posso passar uma lição usando as crianças, descobrindo e des pertando na vida delas o dom nato de cada unia e usando recursos que, com certeza, vão me colocar além do que se fosse apenas um visual, um cartaz, um gesto ou a voz. O teatro pode tanto cons truir, quanto destruir. A igreja que não se envolve com arte cênica, com certeza pára no tempo, hipoteca o seu futuro. Porque o teatro chama muita atenção. Ele tem um poder tão grande de persua dir, de levar e até mudar o comportamen to da pessoa. Muitas vezes as pessoas se identificam tanto com determinado ar tista que mudam o cabelo, roupa, fala etc. Esse é o poder que o teatro exerce sobre as pessoas, tanto para o bem, quan to para o mal. ■ Qual a m elhor forma de se ensi nar ao público infanto-juvenil? Com muito amor e falando a lingua gem dele. E necessário você conhecer seu aluno por completo. Você precisa saber o nome, o temperamento, a família e fa lar a linguagem dele. É impossível pas sar qualquer ensinamento para uma cri ança sem falar a linguagem dela. Então, eu tenho que ser adequado. Os meus métodos têm de estar adequados à faixa etária deles, sem dúvida nenhuma. H No caso dos adolescentes, perce- be-se que hoje em dia que, assim como as crianças, eles estão sendo m uito in flu en ciad o s pela m ídia com conceitos totalm ente contrári os aos ensinam entos bíblicos. Qual seria a form a eficaz de trabalhar com eles? Que tipo de recursos os p rofessores podem u tilizar para atingir os adolescentes? É uma idade que requer uma aten ção muito especial e as nossas igrejas, a meu ver, têm dado pouca importância. Muitas vezes o adolescente sai do grupo de crianças direto para a mocidade. E um pulo muito grande. Com isso, descuidam muito dessa fase, que é a época dele se apai xonar por Deus, de conhecer ao Senhor e fazer compromissos com Ele. Torna-se em vão você chegar numa sala de adolescentes e, sem nenhuma preparação prévia, dizer: "Nós vamos tirar 30 minutos de oração". Eles não vão ficar porque a ida de deles não corresponde a isso. O adoles cente é inquieto, quer atividade constante. Não podemos levá-lo afazer uma coisa que está além do que a sua fase suporta. Isso não quer dizer que eles não vão orar. O que eu faço? Como ensiná-los a orar? Comecei fa zendo muitos grupos de oração. Determi nava cinco minutos para cada grupo in terceder por um motivo especial. Exem plo: o pastor da igreja, missões etc. Eles tinham uma responsabilidade que era orar aqueles minutos. Depois, ampliei esse tem po para 10 minutos. Hoje, conseguimos fazer consagrações das 9 horas até o meio- dia. E todos eles vão. Só que essa consa gração é intercalada com testemunhos, lou vor e períodos de oração não tão longos. É importante deixar o adolescente se expor, fazer o seupedido de oração. Ele deve se sentir valorizado. Eu não posso impor uma situação que ele não vai con seguir realizá-la. ■ Quais os maiores desafios enfren tados pelos professores de criança? Falta de apoio das lideranças da igre ja é o número um. Isso reflete na carên cia em material didático, pouco recurso financeiro, privação de recursos físicos, sala de aula, móveis etc. Em segundo, a falta de apoio dos pais, que na maioria das vezes não fazem um acompanhamen to com seus filhos. Vemos hoje que é muito difícil o pai corrigir a revista da Escola Dominical da criança, procurar saber o que ele fez no domingo ou no culto infantil. E mais fácil ele corrigir o livro do colégio. Aqui, em nossa igreja adotamos um método para melhorar essa participação dos pais no ensinamento das crianças. A revista do aluno vai para a casa com ele e tem que voltar com a assinatura do pai e a seguinte observação: “Eu li e participei da aula do meu filho”. Muitos pais acreditam que a salva ção de seus filhos está entregue nas mãos do professor da ED e do pastor. Mas rião é bem assim. A maior parte do tempo a criança passa com os pais. Por isso é tão importante o culto doméstico. Nas conferências e congressos sem pre cobro dos pais a realização dele em família. Ele é a base. Pelo menos cinco minutos diários deveriam ser dedicados a essa finalidade. M Como surgiu o convite para apre sentar o programa infantil na tevê? Uma emissora da região propôs um horário de programa que caberia no or çamento financeiro da igreja. Esse ho rário fo i dividido para o Setor de Mis sões e o Departamento Infantil. Como já era coordenadora do departamento e tinha experiência em tevê (ela já havia apresentado um programa infantil na Rede Boas Novas, no Amazonas), pas tor Cesino me convidou. Entramos para participar durante um ano, mas o Se nhor aprovou e estamos há quatro. H De que form a a televisão tem sido usada com o coadjuvante no processo de formação das crianças? A influência da televisão é muito gran de. Ela dá bons e maus conselhos. No meio evangélico infantil, nós temos tido um re sultado ímpar, único. Recebo inúmeros emails de crianças não-evangélicas. Recen temente, estive em Navegantes (SC), e conheci um garoto que havia ido à igreja para me ver, pois me conhecia da televi são. Ele tem 13 anos e estava desengana do pelos médicos com uma doença chama da de "coração grande". Durante o culto, Jesus o curou e batizou no Espírito Santo. Isso tudo aconteceu porque ele me viu na televisão, quis me conhecer pessoalmente e, chegando na igreja, viu alguém acima da "tia ]ô" - Jesus. Ele era proibido de ter qualquer emoção. A mãe dele dizia: "O médico disse que se você chorar, você vai morrer". E ele não chorava, berrava, e di zia: "Mãe, uma mão entrou no meu peito e arrancou meu coração. Eu senti dor". Gló ria a Deus! Nós que somos espirituais, en tendemos as coisas espirituais. I Isso é uma prova de que a televi são pode, com certeza, ser um gran de instrumento na evangelização de crianças. Você acha que ela ainda é pouco explorada pela igreja? Sim. Ela tem que ser olhada com os bons olhos por nossas lideranças. Eu sou uma pessoa que prego contra o mau uso da televisão. Ela é minha pior inimiga em relação as crianças. Nós precisamos de um programa infantil com abrangência naci onal urgentemente, para combateras men tiras e as falsas propagandas que a mídia tenta incutir na cabeça das nossas crian ças. A televisão é muito mal explorada e ainda não é vista como um veículo qíie pode transformar vidas e salvá-las. ■ Como um professor de crianças pode dar uma aula criativa sem gas tar muito? Primeiro, ele precisa ter um compro misso com Deus, uma paixão pelo cha mado. Eu tenho uma frase, que é meu tex to áureo: "Deus não chama os capacita dos, mas capacita os escolhidos". Se você é escolha de Deus, tem um compromisso real com o Senhor e está trabalhando para a salvação dessas crianças, sem dúvida nenhuma, Deus lhe dará métodos incrí veis. E eu sempre digo que o recurso prin cipal para uma boa aula é o professor. Ele tem de aprender a usar a voz e o gesto. O professor é o recurso principal.. çao A carta aos Romanos gira em torno de um tema central, o Evangelho de Deus (Rm 1.15). Tudo so bre o que Paulo discorre na carta visa "dissecar" a Boa-Nova do Evangelho: a salvação é dom de Deus, não vem de nenhum esforço humano. Deus imputa ao homem (por meio de Jesus) a justiça de Cristo. O primeiro grande tema desenvol vido é o da degeneração total do ser humano: todos, sem exceção, preci sam desta justiça divina, tanto genti os (Rm 1.18-32) quanto judeus (Rm 2), mesmo tendo vivido debaixo da Lei. Tudo leva a crer que Paulo teve a intenção de mostrar a total degrada ção do homem sem Deus para, então, colocar a contrastante graça divina. Sem corretos dim ensionam ento e compreensão do pecado humano, tor na-se impossível valorizar adequada mente a salvação. O apóstolo traz à luz, então, o estado deplorável do ho mem caído: • Não dá glória a Deus, ou seja, quer ser seu próprio Deus A essência do pecado tem sido esta: o ego no lugar de Deus (Ez 28.2, 15-18). Em geral, todo o pecado se origina do egoísmo humano. • Rejeita a sabedoria Embora o homem natural não tenha percepção correta de coisa al guma (Jr 17.9), seu pensamento tem se degenerado, principalmente no campo espiritual, em seu conceito de divindade. As coisas espirituais es tão completamente fora do alcance da mente humana, o homem não tem como chegar a Deus sozinho. Ao re jeitar a sabedoria divina, afasta-se ainda mais do caminho do Céu. e justificação • Ignora o conhecimento de Deus E mais cômodo para o homem ig norar Deus e sua santidade porque, ao considerar a existência de um Deus justo e santo, precisa considerar tam bém seu pecado e degradação moral, sua injustiça, sua condenação. • Segue a vontade de seu próprio coração O deus do homem caído é seu próprio ego, que o levará, sempre, à destruição. Igualdade diante de Deus Por tudo isso, Paulo continua sua explanação: "Deus os entregou às suas concupiscências, os abandonou às suas paixões infames", Rm 1.24, 26. Isto de monstra não só a justiça de um Deus santo, que não suporta o pecado e re quer castigo para o erro, mas também seu amor: o homem é entregue à sua de pravação para que possa almejar uma vida diferente, uma vida ao lado do Se nhor (situação semelhante a do Filho Pródigo que, em seu estado mais críti co, lembrou-se de seu pai - Lc 15.17). Mas não só os gentios necessitam da graça de Deus, os judeus também (Rm 2.1,17-23). Eles estão inescusáveis diante do Senhor. Os judeus pensa vam que toda a humanidade era réu de Juízo, com exceção deles, que ti nham a linhagem de Abraão, que guardavam a Lei mosaica (Rm 2.3). Para mostrar-lhes que também eles estavam sob a ira de Deus, Paulo ex põe algo sobre o Juízo divino. Embora esteja se dirigindo aos ju deus em Roma, naquela época, Paulo atinge a todos os que se consideram livres do juízo divino por não terem uma vida pecaminosa explícita, pes soas que se auto-investem do direito de julgar aos demais. O juízo divino leva em conta, en tre outras coisas: O conhecimento que a pessoa tem Dele e seus princípios Os que conhecem a Deus e não vi vem o padrão estabelecido pela Pala vra terão um julgamento mais severo (Lc 12.47). A verdade Quando o homem julga, nunca o faz conforme a essência da verdade. O julgamento de Deus, no entanto, é conforme a verdade, como tudo o que faz (Rm 3.4; 9.14). “Não só os gentios necessitam da graça de Deus, os judeus também. Eles estão inescusáveis diante do Senhor ” A culpa O homem tem acumulado culpa por uma vida inteira de total despre zo à bondade divina (Rm 2.5). A obra de cada um A Bíblia é clara ao colocar que cada ação do homem será julgada (Jr 17.10 e Mt 16.27.) A imparcialidade Deus é imparcial. Julgou e conde nou aLúcifer, o ser mais esplêndido que Ele criou (Is 14.12-15). Deus não faz acepção de pessoas, quem quer que seja, será julgado e condenado, caso não tenha recebido a justificação pela fé em Cristo. O motivo das ações Deus é aquele que sonda os cora ções. Diante Dele todos se mostram com seu verdadeiro caráter. Aquele que vive uma vida de aparência, re ceberá seu justo juízo. Após demonstrar que tanto genti os quanto judeus são dignos de juízo divino, Paulo mostra o caminho que leva à justificação todo o homem que aceita Jesus. É algo tão simples, e ao mesmo tempo tão grandioso, que não se pode entender seu alcance (Rm 11.33). Deus, por causa do que Cristo fez na cruz, declara justo o homem que o aceita como Salvador. Essa justiça não exige do homem nenhum esforço (G1 6.14). Custou o sangue de Cristo para que nada fosse exigido do homem; para o ser humano, é gratuita. Há um único requisito para o homem: crer em Cristo como seu Salvador (Rm 1.16-17; 3.21-22). Deste modo, conclui que o homem é justificado pela fé em Cristo, sem as obras de Lei (Rm 3.28). Assim como o pecado, e seu consequente juízo, são universais, isto é, atingem a toda humanidade, a justi ficação pela fé em Cristo também está ao alcance de todos (Tt 2.1 e Jo 3.16). Paulo disse: "Pela graça, sou o que sou", ICo 15.10. À graça divina se atribui não só a salvação do ho mem mas também a provisão de to dos os meios para se viver uma vida santa e justa, é algo gratuito e ime recido. Esta graça tirou o homem do poder do pecado (Rm 6.1-11). Con siderando que morreu para o peca do (v 2,5-8,11), o cristão é também _____________________ZHàituwOvisJJjjlli livre (Jó 3.18-19 - na morte, o servo fica livre do seu senhor). Viver em comunhão Expondo a condição do cristão de morto para o pecado, crescendo em co munhão com Cristo, de modo que viva para Deus, Paulo mostra que a vida aqui é de uma constante batalha contra o próprio pecado. Deve-se assim não per mitir que ele reine, pois agora, vive-se sob o senhorio de Cristo. E a graça pro vê as condições para isso, para que se viva uma vida agradável a Deus. Paulo se mostra como exemplo desta transfor mação que a graça opera na vida do ho mem (lTm 1.13-14). Em vista de tudo o que já havia explicado aos romanos, Paulo coloca a necessidade de viver uma "vida no Espírito". Agora que eles são de Cris to, têm uma nova natureza e devem viver de acordo com ela. A grande maravilha da salvação é que ela não depende de nós em ne nhum aspecto. Ela foi planejada e pre parada por Deus, é sua ação do come ço ao fim: o Deus que salva é o mesmo que guarda o homem. Seu Espírito ope ra no homem produzindo santificação (Gl. 5.22-23). Esta santificação é uma condição de vida, mantida pelo viver em comunhão com Cristo - não há como frutificar se o ramo não está li gado à videira 0o 15.4). Santificação é, portanto, viver a nova vida em Cristo, andar em consonância com a nova na tureza que foi implantada quando se aceitou Jesus como Salvador. Não mais, nem menos que isso. Quando o apóstolo fala de "carne", fala de tudo que diz respeito ao mun do, à natureza humana caída, a tudo o que se opõe à vida no Espírito. Àquele impulso que está no mundo, contrário a Deus e à própria vida, Paulo chama de "carne" (Rm 8.7). Os que andam segundo a carne, priorizam o "eu", têm uma vida egocêntrica, voltada para seus próprios interesses e deleites. Os que vivem no Espírito, buscam a Deus em primeiro lugar (Mt 10.37) e procu ram fugir do pecado (Hb 12.1). “Santificação é viver nova vida em Cristo, andar em consonância com a nova natureza” Esta vida "no Espírito" só é viável para aquele que está em Cristo. Em bora a santificação demande algum esforço humano (Operai - Fp 2.12-13, buscai - 2Ts 3.1, mortificai - Cl 3.5, andai - lTs 4.1-5, fiigi - 2Tm 2.22), a vida cris tã não existe fora de Cristo, e o cristia nismo se baseia inteiramente no que Deus realizou e realiza Nele e por meio Dele (Jo 15.5). A prática do cristianismo Paulo diz que o Evangelho não é algo apenas para se crer, mas para se praticar. O cristianismo é uma prática de vida. A Bíblia engloba todas as re lações humanas, inclusive a relação com o Estado e suas autoridades. Ela mostra que os governos humanos fo ram constituídos por Deus, e é Ele que os mantêm; Ele determinou que assim seja. O próprio Jesus fez alusão a isto 0o 19.11). Assim, temos certeza de que não há poder independente do Se nhor. O apóstolo segue a carta exortan do os irmãos a terem uma vida condi zente à de filhos de Deus, nascidos de novo, amando-se uns aos outros, ten do em vista sua nova natureza adqui rida quando aceitaram Cristo e a vol ta iminente do Senhor Jesus. Os roma nos são encorajados a buscarem a santificação, uma vida cristã em cons tante aperfeiçoamento, que procura agradar a Deus em tudo. Ele enfatiza a diferença entre a vida passada e a nova vida por meio do antagonismo de monstrado entre a luz e as trevas. Não há como continuar vivendo nas trevas se agora somos da luz (Ef 5.6-8; lTs 5.1- 6 e Fp 2.15). Quando o cristão vive como se ainda pertencesse à noite, cor re perigos (lTm 6.8-12). Sobre algumas questões que sur giram entre os irm ãos rom anos (como comer ou não carne, guardar ou não dias santos etc), Paulo escla rece que cada um esteja inteiramen te seguro em seu próprio ânimo. Isto significa primeiro que nunca se deve agir sem pensar, e segundo, que se deve agir de acordo com sua própria consciência, assegurando-se que esta consciência esteja educada e ilumi nada pelo Espírito. Como o objetivo maior da vida de cada salvo é o cres cimento do Reino e a edificação da igreja, tudo o que fizer, seu modo de agir e de ser, deve servir para o de senvolvimento do Corpo de Cristo, nunca para tropeço. Toda sua con duta deve ser guiada pelo amor aos demais. A Bíblia mostra claramente que na igreja convivem crentes em vári os níveis de aperfeiçoamento na vida cristã. Há os bebês, os meninos, os maduros (Ef 4.14), os carnais, os es pirituais (ICo 3.1), os fortes, os fra cos... (ICo 8.7). Todos são cristãos, nascidos de novo, filhos de Deus, mas cada grupo tem um modo di ferente de enfrentar as situações, uma reação diferente diante das mesmas circunstâncias. O escritor aos H ebreus gostaria de dar um ensino mais substancial, mas não pôde devido à falta de desenvolvi mento de seus leitores (Hb 5.11-14). A Bíblia esclarece que os cristãos fortes são aqueles que têm entendimento, co nhecimento (ICo 8.7). Tantos os for tes, quanto os fracos, estão expostos ao perigo de pecar. Os fortes correm o risco de se tornar arrogantes e orgu lhosos (Lc 18.11) e irmão mais fraco, o risco de julgar os demais^^SS® Eliezer Lira é pastor na Assembléia de Deus em Curitiba, articulista, conferencista, escritor e comentarista das Lições Bíblicas deste trimestre para Jovens e Adultos, que traz o tema Salvação e Justificação - Os pilares da Vida Cristã. m Por Silas Daniel João Gonsalves Melchior Francisco Os primeiros educadores cristãos brasileiros Os primeiros educadores cristãos brasileiros foram os índios pernambucanos João Gonsalves e Melchior Francisco, que ingressaram no magis tério cristão e na história do protes tantismo no Brasil em 1641. Suas his tórias, desconhecidas pela maioria, são exemplos para educadores de to das as épocas. A Igreja Cristã Reformada veio ao Brasil com os holandeses e foi expul sa com eles pelos portugueses católi cos romanos. A história dessa missão está guardada em arquivos em Ams terdã e Haia, na Holanda. Detalhes dela são conhecidos hoje devido a pesquisas como a do pastor Frans Leonard Schalkwijk. No período do domínio holandês, havia tolerância religiosa. Os judeus e os portugueses católicos romanos realizavam seus cultos sem impedi mento. Os missionários procuravam evangelizar os portugueses, mas, por mais gentis que fossem, sua mensa gem eravista como "a religião dos in vasores". O evangelismo só encontrou bom solo entre os índios, que viam os holandeses como libertadores. Um dos ministérios mais desenvol vidos foi o da educação. O primeiro professor evangélico entre os índi os fo i o p ro te sta n te esp an h o l Dionísio Biscareto, que trabalhou em Itapecerica, a maior aldeia da re gião de Goiana (PE). O professor para as aldeias paraibanas foi o inglês Thomas Kemp. Foi quando surgiram dois professores nativos, que empol garam a igreja no Brasil. Schalkwijk conta a história: "Como o ano de 1640 foi de suma importância na área da pregação com a primeira Santa Ceia, assim também no setor de ensino foi feito um grande progresso: iniciou-se neste trabalho a brasilianização. Durante a segunda reunião do Presbitério naquele ano, Soler observou que na aldeia de Nassau, perto da casa de campo do conde, havia 'um brasiliano (índio) ra zoavelmente experimentado nos prin cípios da religião, no ler e escrever', e capaz de instruir os índios. O pastor Eduardus, então, lembrou que havia alguns outros assim também em Goiana. Decidiu-se sugerir ao gover no que tais índios fossem nomeados professores nas aldeias, solicitando para eles um salário de 12 florins men sais, como um cabo do exército [... ] N a Holanda, alegraram-se muito ao ou vir que brasilianos podiam instruir a sua própria nação 'no conhecimento do verdadeiro Deus e do caminho reto da salvação'". Assim, em 1641, dois índios foram designados para trabalhar ao lado dos obreiros espanhóis, holandeses e ingle ses: João Gonsalves e Melchior Fran cisco. Segundo relatos da época, o tra balho desses dois índios produziu um resultado impressionante. Eles foram os primeiros professores indígenas da igreja evangélica da América do Sul. Gonsalves é descrito nos registros holandeses como "muito honesto e fiel no seu ministério". Depois de traba lhar cinco anos numa das aldeias da Paraíba, por sugestão do missionário Kemp foi promovido a evangelista e o Presbitério pediu maior salário para ele. O sucesso dos primeiros professo res foi tão grande que o Presbitério nomeou mais dois professores índios: Álvaro Jacó e seu colega Bento da Cos ta. Muitos índios entregaram-se a Cristo. Porém, anos depois, os holan deses foram expulsos, e os índios mar tirizados. Mas o exemplo ficou, para todas as gerações. Schalkwijk afirma: "Os poucos documentos do lado de les revelam uma grande confiança nos obreiros reformados, uma sincera le aldade à causa evangélica abraçada e uma profunda gratidão por terem co nhecido melhor a Cristo". Como lembra o historiador, não é à toa que, ao serem perguntados pelo índio João Gonsalves "Qual é a tua única consolação na vida e na morte?", seus alunos respondiam: "E que, de corpo e alma, na vida e na morte, não pertenço a mim mesmo, mas sim ao meu fiel Salvador Jesus C r is to ras de estudo pitai importância, o estudo sério, sistemáti co e diuturno das Santas Escrituras. E suma mente compensador em todos os sentidos. Apresentaremos 13 regras ao todo. Umas são criadas por nós, outras não. Tendo sido ex perimentadas estas regras, podemos garantir que elas funcionam eficazmente onde quer que forem observadas, como vai aqui descrito. Pas semos, pois a considerá-las. N ão vamos tratar aqui de regras de in terpretação da Bíblia; isso é domínio de Hermenêutica. Trataremos de re gras de estudo da Bíblia. Elas nos per mitem tirar o máximo proveito espiritual da lei tura e estudo das Santas Escrituras. São ora apre- isentadas, considerando os leitores como crentes sal- fvos e desejosos de aprenderem a verdade contida .na revelação divina. Quanto aos descrentes, imper tinentes, indiferentes e escarnecedores, só temos a considerar ICoríntios 2.14 e 2Coríntios 3.16. Os títulos das regras que vamos dar, se consi derarmos isoladamente, não oferecem muito sen tido, porém, se considerados após a explanação da matéria que se lhes seguem, ver-se-á que eles ficam bem, resumidos como estão, facilitando, assim, o trabalho da memória. Qualquer crente no Senhor Jesus Cristo pode estudar a Bíblia, uma vez que satisfaça certas re gras de estudo, seja qual for o método utilizado pelo estudante. O estudo bíblico não é reserva ndo a uns poucos favorecidos. Também, para tal, H t não há qualquer iniciação secreta. Deus I nunca tencionou tornar difícil ou inacessí- I vel o estudo de sua Palavra, posto que o H mesmo nos leva a conhecê-lo cada vez mais. I Considere, pois, amado leitor, coisa de ca- 1) A regra do autor A prim eira regra para o êxito no estu do da Bíblia é conhecer o seu autor. O au tor é Deus. Você o conhece? Conhecer, no sentido estrito da palavra, não é apenas ter contato, ser apresentado ou cum pri mentado por alguém; é ter intim idade, $n- dar ou conviver, enfim , com ungar com este alguém. Perguntamos mais uma vez: você conhece o autor da Bíblia? É Ele o seu Salvador, Senhor e M estre? Se não conhe cem os o a u to r da B íb lia , es ta re m o s desqualificados para o estudo e com pre ensão da revelação divina. Sem conhecer o autor tudo é difícil na Bíblia. De fato, a real com preensão da Palavra depende do nossó crescimento espiritual diante do Se- nhor (Mc 4.33; Jo 16.12 e Hb 5.13- 14). Textos sobre a regra do autor: Lc 24.27,45 e At 16.14. 2) A regra da leitura sistemática Queremos dizer com isso: leitura seguida e total da Bíblia. Se o irmão não vem lendo a Bíblia de modo se guido e total, não se queixe de não compreendê-la. Como o leitor pen sa compreender um livro que nem sequer o leu todo ainda? Não estamos falando, aqui, da leitura bí blica devocional, esta que se faz em nossos momentos a sós com Deus, dedicados exclusivamente à devoção e comunhão especial com Ele. Em se tratando de leitura da Bíblia como tal, dois métodos de estudo bíblico lhe estão afetos: o sintético e o ana lítico. O método sintético considera cada livro ou a Bíblia inteira como um todo. E por meio de tal método que se vê as divisões naturais de ^cada livro, bem como o seu desígnio especifico. O estudante da Bíblia deve ler cada livro várias vezes, sem interrupção, afim de se assenhorar de sua síntese. O método sintético não é tão laborioso, porque os livros da Bíblia são todos pequenos; mes mo os maiores podem ser lidos em poucas horas. No método sintético não se faz pausa para estudos pro longados. Faz-se esboços somente. O estudo bíblico, segundo este método, abrange a Bíblia como um todo, e de igual modo cada livro dela, e cada ca pítulo dentro de cada livro. você uma hora certa para leitura sis temática da Bíblia. A meditação diá ria nela é o segredo da vitória (Js 1.8). O outro m étodo fundam ental para o estudo bíblico é o analítico. É o inverso do anterior. Você não irá longe no estudo analítico, se não cui dar antes no método sintético. Na forma analítica dividimos o estudo em partes para uma análise minu ciosa, que pode ser de temas varia dos, inclusive doutrinas, persona gens, tipos etc. Não há quem esgo te a Bíblia, pois ela é infinita. Quan to mais a estudamos mais nos hu milhamos, vendo a nossa pequenez e incapacidade ante a imponência, grandiosidade, profundeza e as ri quezas da revelação divina em todos os seus múltiplos aspectos. Este é o nosso testemunho. A regra de leitura sistem ática pode parecer simples, mas é produ tiva e surge efeitos maravilhosos. Jamais será vã. Já que estamos tra tando da le itu ra b íb lica , é confortante saber que a Bíblia é o único livro cujo autor está sempre presente, quando se o lê. Sim, o au tor da Bíblia é onipresente. Textos sobre regra da leitura sistemática: Dt 17.19; SI 119.130; lTm 4.13 e Is 34.16. 3) A regra da oração Você não irá muito longe no es tudo da Bíblia enquanto não come çar aprender a orar. Pedras precio sas podem ser encontradas na super fície da terra. Porém, geralmente, é preciso cavar. A oração evidencia a nossa dependênciado Pai Celestial, nossa vontade, fome, amor à verda de e humildade. Orar é falar com Deus, sendo assim um diálogo, não um monólogo. Na oração e medita ção diante de Deus, Ele revela as suas grandezas. Temos exemplos na Bíblia. Bastam estas palavras sobre oração, porque a melhor maneira de aprendermos a orar é praticando. Textos sobre a regra da oração: Tg 1.5; Pv 2.3-5; SI 119.18 e Ef 1.16-17. 4) A regra do Mestre O mestre que nos ensina a Palavra de Deus é o Espírito Santo. Não há outro. Se não tiverm os o M estre Acompanhe, na próxima edi ção, a segunda parte deste artig* na qual pastor Antonio Gilbert' traz a conclusão do assunto. conosco, nada aprenderemos. Ele é o Santo Espírito revelador (Ef 1.17). Só Ele conhece as coisas profundas de Deus (Rm 8.27). Deixe o Espírito San to fluir livremente em sua vida e terá o Mestre consigo, para guiá-lo "em toda a verdade" (Jo 16.13). Textos para regra do Mestre: ICo 2.10-12 e Jo 10.25. 5) A regra da obediência Deus não revela a sua verda- aos que são apenas curiosos, sem qualquer propósito de lhe obe decerem, mas aos humildes que se quedam aos seus pés e lhe obedecem gratidão e amor. A humildade e são virtudes essenciais no das Escrituras (Lc 12.47-48). espírito da desobediência paira tes dias por toda a parte: nos domésticos, eclesiásticos, es- tis, etc. A obediência à verda- divina, revelada nas Escrituras, é fato de progresso para o seu co- . A desobediência contu- à Deus, à sua vontade, suas leis, fecha a porta às suas bênçãos. Textos sobre a regra da obediência: Ed 7.10; Jo 7.17-18 e SI 25.14. 6) A regra da fé A Bíblia é aceita primeiro pela fé e depois pela razão. Noutras pala vras: a revelação divina transcende os limites intelectuais do homem. Por exemplo: o fato de a criação do universo (confronte Gn 1.1 com Hb 11.3). Se o leitor não aceitar, pela fé, a autoridade das Santas Escrituras neste e em inúmeros outros passos bíblicos semelhantes, está desqualificado para compreender a verdade divina. É pre ciso que o leitor tenha a Bíblia como a autoridade final, infalível e perfeita nos assuntos por ela tratados. Deus declara um fato e você cuida em crer nisso, porque Ele não se inclinará, para satisfazer a sua curiosidade, ou por outra, para revelar coisas que você não pode comportar, ou para as quais você e eu não estamos preparados. Textos sobre a regra da fé: Lc 24.25; 2Pd 1.21 e 2Tm 3.16-17. jm f. t . 7) A regra do crescimento espiritual Nunca pare de crescer no sentido espiritual. O conhecimento das coisas de Deus vem de acordo com a nossa capacidade de recebê-lo, contê-lo, e assimilá-lo. O crescimento espiritual vem, em parte, pela obediência a ver dade revelada. Privilégios implicam responsabilidade. Somos responsáveis pela verdade a nós revelada. Paulo não pôde ensinar verdades bíblicas mais profundas aos crentes de Corinto, por que os mesmos não queriam deixar de ser "crianças" (ICo 3.1). Em Marcos 4.33, Jesus ensinou aos seus, conforme a capacidade dos mesmos em receberem o seu ensino. É o que vemos também em Hebreus 5.13-14; a falta do crescimento espi ritual é um entrave no conhecimen to das coisas divinas. Os textos sobre a regra do crescimento espiritual são os mesmos da regra anterior. 8) A regra dos meios auxiliares Esses meios auxiliares são três, os quais provêem material de estudo, consulta e referência. O texto de 2Ti- móteo 4.13 nos leva para o campo das fontes de consulta. Aí, se fala de livros. Por certo, os da Bíblia e ou tros que o apóstolo possuía. A) Livros Há livros bons (2Tm 4.13). Há mui to mais livros maus, perniciosos, ve nenosos como os de Atos 19.19. Resis ta também à tentação de levar mais tempo com os livros do que com a Bí blia. Quem fica todo o tempo só com os livros, torna-se um teórico e autên tico refletor de seus autores. Aqui está uma sugestão de alguns livros que o estudante da Bíblia deve possuir: •Uma boa e atualizada versão da Bíblia; • Demais versões em vernáculo para estudo comparativo; Uma boa Concordância e um Atlas Bíblico; • Um Manual de Síntese Bíblica ou Chave Bíblica; • Um Dicionário Bíblico de con fiança; • Um bom dicionário da língua portuguesa; • Um Manual de Doutrinas Fun damentais (Teologia Sistemática); • Um ou mais comentários gerais sobre a Bíblia (busque conselho do seu pastor quanto à indicação destes). B) Apontamentos individuais. Esses podem ser de três maneiras: • Apontamentos de estudos indi viduais; • Apontamentos de estudos ou vidos; • Apontamentos de estudos lidos; A memória falha com o tempo. O melhor é tomar notas. Isso não sig nifica perder a confiança na opera ção do Espírito Santo. Se fosse assim, não seria preciso Deus ter-nos pro vido a Bíblia em forma escrita. Ha bitue-se a tomar notas de seus estu dos individuais, distribuindo-os por assuntos previamente escolhidos. Se você tem livros, organize um índice analítico de assuntos, o qual poderá prestar bons serviços na elaboração de seus estudos. Apontamentos enriquecem o cabedal de conhecimentos do estudan te da Bíblia. A "memória" do aponta mento feito nunca falha, se feita e eon- servada de modo organizado.-. Disciplinas da Mulher Cristã Barbara Hughes Com disciplina, seu coração pode encontrar a tranqüilidade em meio ao caos para buscar a coisa mais necessária: Deus. 280 páginas - 14,5 x 22.5cm Mulheres Ajudando Mulheres Elyse Fltzpatríck, J§ Caro! Cornish | Um verdadeiro guia para ^mulheres que desejam se ii^ d ed ic a r ao ministério do aconselhamento feminino. 608 páginas - 15 x 23cm A Mulher e o Ministério da visitação Ester Gouveia O trabalho de v iiitaçio vai muito além d© confortáveis salas de estar, 48 páginas ‘ 14 x21em Coleção Apenas Entre Nós J ill Briscoe Uma série de 10 livros, eom um preço acessível, onde mulheres contam seus testemunhos e mostram como fazer para ter uma vida abençoada por Deus, • Descobrindo a Vontade d© Deus • Batalha Espiritual ■ m i • Cultivando Contentamento • Lidando com Pessoas Difíceis • Resolvendo Conflitos • A Busca do Equilíbrio • Encontrando Alegria • Mantendo a Calma na Aflição • A Armadilha da Comparação • O Poder da Oração 80 páginas -11 x 18cm * Nas livrarias evangélicas ou pelo 0300-789-7172 8 d e M a r ç o / l n / 7 Não deixe esta data passar em branco! Dialetos, distâncias e falta de recursos são algumas barreiras enfrentadas pelos missionários para levar a Palavra aos índios A diferença cultural e as longas d istân cias não im pedem que m uitos missionários brasileiros desenvolvam projetos e levem a Pa lavra de Deus a povos indígenas. Em várias tribos, espalhadas por diver sas regiões do Brasil, o trabalho das igrejas evangélicas é uma realidade para milhares de índios. A cada ano, o número de índios convertidos ao Evangelho aumenta. Já com os trabalhos instalados, a Escola Dominical, assim como nas cidades, passa a fazer parte da pro gramação das igrejas localizadas em tribos. Apesar de algumas dificulda des, missionários e professores, con seguem ministrar os ensinamentos bíblicos, seja na língua portuguesa ou nos dialetos falados em cada tri bo. Com materiais didáticos apropri ados ou usando a natureza como exemplo, o objetivo é sempre o mes mo: levar a Palavra de Deus ao povo indígena. No Brasil, existem 285 comunida des indígenas, com uma população de 655 mil habitantes. De acordo com o pastor Henrique Terena, pre sidente nacional de pastores e líde res evangélicos indígenas (Conplei), cerca de 90 etnias, ou seja, 30% dos índios são evangélicos. Ele trabalha há 23 anos em treinamento com in dígenas e, há 11, atua entre os terenas, o quarto maior grupo indí gena do Brasil, na Chapada dos Gui marães (MS). Na região, cerca de 45% das igrejas têm Escola Domini cal. "A maneira de ensinar é por meio de histórias orais. Quando não temos material didático traduzido para o povo indígena, os pastores retiram aslições da própria Bíblia", explica, reiterando que uma das maiores dificuldades é adequar os materiais que recebem à questão cul tural dos índios. "Todo material que recebemos é monitorado pelo Conplei. Dividimos os grupos em classes de adultos e crianças e, em alguns casos, senhoras e senhores", diz. Pastor Henrique destaca que a Escola Dominical é realizada em 80 com unidades no lado norte da Chapada dos Guimarães, onde exis te cerca de 2,3 mil pessoas. No lado sul, a presença dos evangélicos é maior. "Entre 27 mil Terenas, 95% são evangélicos, e a estrutura de tra balho é bem melhor", testemunha. Para desenvolver o trabalho, pastor Henrique lidera cerca de 1,2 mil pas tores, entre eles, líderes indígenas. Além da busca por materiais que atendam as necessidades da cultura do povo indígena, os pastores e lí deres recebem treinam ento para aprenderem a língua e os costumes de cada região. Ensinamento bíblico No extrem o norte do país, no Oiapoque, o trabalho de Escola Do minical entre as comunidades indí genas existe há 40 anos. Pastor Pau lo Cruz e sua esposa, missionária Luana Cruz, estão no local há três anos. Segundo a missionária, os ín dios gostam de ouvir a Palavra de Deus e têm muitas curiosidades acer ca da Bíblia. "Conseguimos tirar mui tas dúvidas. Os adultos ficam em clas se única e a cada semana separamos um texto bíblico para ser discutido. Eles não utilizam a revista de ED. Eles têm a Bíblia traduzida para o Palikur, a língua deles", explica. O grande diferencial da Escola Dominical na Aldeia Kumenê, no Oiapoque, é que ela é realizada aos sábados. "O domingo é dia comum de trabalho e eles vão para a roça", conta a missionária Luana, reiteran do que apenas as crianças são divi didas em classes. "Assim que chega mos aqui, não havia o trabalho com as crianças. Hoje, percebemos que foi muito bom, o retorno foi positivo. A cada sábado, o número aumenta". De acordo com a missionária, que é professora da classe das crianças, as aulas são ministradas com a aju da de um tradutor, pois os alunos não entendem o português. "Uso apenas a revista do professor e pro curo utilizar muitas gravuras para ilustrar as histórias bíblicas. As cri anças gostam muito e o trabalho tem gerado muitos resultados", comen ta destacando que, no início, o tra balho foi bem mais com plicado. "Quando chegamos, muitas dessas crianças estavam ingressando no mudo dos vícios, da bebida, e algu mas eram bastante violentas. São experiências que marcam a nossa vida. E permanecemos fiéis, pois Deus é fiel conosco". O desejo de melhorar o trabalho e alcançar mais vidas para Cristo é um dos p rin cip ais ob jetivos da missionária Luana e do pastor Pau lo. Eles já conseguiram estruturar a Escola Dominical e mostrar aos ín dios como ela funciona. A divisão de classes, as chamadas e a freqüência, já fazem parte da realidade do povo da Aldeia Kumenê. "Para as crian ças, pretendemos diversificar as nos sas aulas com algo mais inovador. Já trouxemos filmes e percebemos que eles gostaram muito. Tentamos me lhorar isso a cada dia e estamos sem pre trazendo as histórias para a realidade deles", afirma a missionária. Na fronteira dos países No Estado do Amazo nas, a Assembléia de Deus trabalha com comunida des indígenas em duas re giões, Saterê Mawé, que abrangem Parintins, Mau e Barreirinhas, e São Gabriel da Cachoeira. De acordo com o pas tor Valri Ramos da Silva, São Gabriel da Cachoeira, que fica na fronteira com a Venezuela e a Colômbia, é o último mu nicípio do Rio Negro e o quarto maior do mundo em extensão geográfica. Na re gião, existem cerca de 428 comunidades indígenas re conhecidas pelo governo fe deral. "Dessas, somente 38 foram alcançadas. Mas te mos cerca de 500 alunos m atriculados na Escola Dominical", afirma o pas tor, lembrando que todos os alunos usam as Lições Bíblicas. Para o pastor, "a ED é a base da igreja e por meio dela nôvos traba lhos serão abertos". Na com unidade Saterê Mawé, pastor Rubens A gu ilera e sua esposa Maria Lú cia estão há 11 anos e “Alguns índios já foram treinados para dar continuidade ao trabalho da ED” por meio da Es cola D om inical evangelizam os índios da região. Morando na Al deia Umirituba, eles lideram 14 congregações. O trabalho da ED tem crescido de tal forma que em 2003 foi criado o Centro de Aperfeiçoamento Cristão Antiokia para formação de professo res. No início de 2005, foi realizado o primeiro Curso de Aperfeiçoamen to para Professores de Escola Domi nical (Caped) formando professores das próprias aldeias. Apesar de alguns dificuldades de adaptação, o trabalho vem se de senvolvendo e tem toda a estrutura que uma Escola Dominical precisa. Superintendentes, professores de adultos, jovens e crianças, e secre tários foram escolhidos entre os ín dios e preparados para levar o tra balho adiante. "Apesar de não falar mos o idiom a d eles, fom os nos adaptando e explicando a eles como se dirigia uma Escola Dominical. Fazíamos acompanhamento junto aos nativos e, a partir de 1996, eles passaram a atuar diretamente no trabalho", conta. As classes são divididas em se nhores, senhoras, jovens e crianças. Maria Lúcia explica que as crianças não falam o português, por isso, os professores ministram as aulas no dialeto Saterê Mawé. "Nós não te mos muitos recursos, mas vamos adaptando de acordo com a necessi dade e utilizando materiais da pró pria aldeia", diz. Com os adultos, os professores utilizam as revistas, a Bíblia e um dicionário secular. Em Boa Vista (RR), próximo à Guiana Inglesa, o principal alvo dos m issionários são as crianças. Apesar das dificuldades e da falta de recursos didáticos, a Escola Do minical é realizada embaixo de ár vores, às margens do rio ou em ca banas. "Tudo é motivo para levar £ ?] Stu im dv tf_________________ _ ao coração de cada criança amor de nosso Deus C riador", testifica pastor Marconi Pereira, secretário de Missões no Estado. E o trabalho já tem o objetivo desejado. Nas dades indígenas da região, de 450 crianças estão das. São 36 congregações, em comunidades. O pastor explica que por meio do trabalho desenvolvido com as cri anças, os missionários conseguiram atingir os pais. "No evangelismo infantil, tentamos resgatar a lín gua materna para que as crianças aprendam ou não esqueçam suas raízes. Assim, conquistamos os pais, que confiam no trabalho", comenta pastor Marconi, destacando que nas classes, eles utilizam os dialetos Macuxi, Wapixana e Tauperang, além do inglês e do português. Pastor Marconi relata que 40% dos alunos índios só conheceram o pãozinho feito em padaria depois que passaram a freqüen tar a ED, na qual recebem também uma refeição. Dificuldades no trabalho Para levar o trabalho adiante, a secretaria de Missões tem uma parceria com o Departamento de Educação Cristã, que vai até as bases missionárias oferecer treinamento e aperfeiçoamento aos pro fessores. "Temos 18 missionários, com suas famí lias, e cerca de 30 professores", relata, destacando que, apesar do material didático simples, eles bus cam aplicar a Palavra de Deus de acordo com a realidade cultural de cada comunidade. "Utiliza mos o material da CPAD. Nem sempre as revistas são as atuais, pois aproveitamos as edições anti gas. Assim temos conseguido levar a mensagem àquele povo". Devido às dificuldades naturais, como rios, la gos, lamas e estradas brutas, e também a falta de transportes, o acesso às congregações é bastante complicado. Pastor Marconi conta que alguns pro fessores e missionários caminham de dois a três dias para chegar nas loca lidades. "G raças a Deus, nossos missio nários não se intimi dam com as dificul dades e contratem pos. Pelo contrário, fazem deles, desafios a serem conquistados e aprendem o valor que cada alma tem para Deus", conclui D tem todo o material que você MAPAS Torne suas au las m ais a traentese in teressantes utilizando m apas que fac ilitam a exposição e o aprendizado do conteúdo estudado. -. «Hl Coleção de M apas Vol.: 2 Cód.:1241 12 M apas horizonta is encadernados em espiral 44 x 57,5cm C ER TIFIC A D O S M aternal - Cód.: 6343 Jard im - Cód.: 253 P rim ários - Cód.: 250 Jun iores - Cód.: 807 A dolescentes - Cód.: 254 Juvenis - Cód.: 252 D iscipulado - Cód.: 4544 C oleção de M apas Vol.: Cód.: 1240 8 M apas vertica is encadernados em espiral 44 x 57,5cm C oleção Jograis e R epresentações E vangélicas A qu i você encon tra p rogram ações tem áticas, jo g ra is e representações para todas as ocasiões. i n r . 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Id e a l p a ra q u e m é p ro fe s s o r de E s co la D o m in ica l, p as to r, s u p e r in te n d e n te , líd e r ou s e m in a r is ta s . 52 Páginas / Formato: 20,5 x 27,5 cm / Trimestral /■ | x E n t r e v i s t a s - P e rso n a lid a d e s da á re a d ão sua o p in iã o a re sp e ito da e d u ca çã o nos d ia s a tua is ; - M a té ria s sob re a im p o rtâ n c ia d o e n s in o e o q ue a ig re ja tem fe ito p a ra d e sen vo lvê -lo ; E v i d ê n c i a - Igre jas que investe m em ED têm aqu i o seu d es taque ; M o s re - E xp e riê n c ia s de p ro fe sso re s q ue a lca n ça ra m se u s o b je tivo s ; B o as Id éias - S u g e s tõ e s de n ovos m é to d o s e d u ca c io n a is c r ia tivo s e - e ficaze s. CUPOM DE ASSINATURA paça já a sua assinatur F a vo r p re e n ch e r em le tra de fo rm a , de m a n e ira leg íve l. P ro m o çã o V á lid a a té 31 de m arço d e 2 00 6 — Nukí a ac*m,,1'sl,acíão Com entarista aborda questões sobre os pilares tl<* v id a u rb ia Dinâm icas de grapo Subsídio sem anal \ para Salvação e Justifica ção Pastor Antonlo G ilberto faia sobre regras de estudo da Bíblia BfílNOB ca le n d a no ae planejam ento EOOC N o m e : i Endereço: Bairro; C EP:f C idade: j Nasc.: / / C IC /CPF: f S e x o :M ( ) F ( )E -m a il, : ; Igreja: C argo na Igreja: Profissão: ( X ) Sfttl, desejo fazer a assinatura da revista Ensinador Cristão ( ) Bianual (8 exemplares) R$ 46,00 FORMA DE PAGAMENTO ( ) Desejo pagar com CARTÃO DE CRÉDITO e receber gratuitamente uma revista a mais, após o término da assinatura C a r tã o __________________________________ (n om e do ca rtã o : visa - MasterCard) V a lidade : _ _ _ / _ A s s in a tu ra :_______________________________________ O u tras form as de a d q u irir sua assin a tu ra : - Internet: w w w .cpad.com .br - Tolofnnoc (d e s e g u n d a a s e x ta d a s 8 h 3 0 à s 2 0 h s á b a d o d a s 8 h 3 0 à s l 8 h ) (21) 2406-7385 (21) 2406-7456 (21) 2406-7439 (21) 2406-7445 ) D ese jo p a g a r a travé s de BO LETO BANCÁRIO a!© http://www.cpad.com.br Por Maurício Ferreira Brito Superintendent EFICAZ Erros que dificultam o ensino-aprendizagem na ED T ! odos sabemos que o en sino é a prioridade da igre ja, mas ele só acontece, de fato, quando o aluno apren de. Muitas vezes, esse processo de aprendizagem é interrompido por uma série de questões. Neste artigo, procu ramos selecionar fatores que podem atrapalhar o ensino na Escola Domini cal. É importante cada professor ou superintendente verificar se as dificul dades aqui mencionadas estão aconte cendo em suas ED's para corrigir er ros, alinhar o prumo e seguir firme no propósito de ensinar a Palavra de Deus. Superintendentes despreparados O pastor da igreja deve ter muito cuidado na nomeação do superin tendente da Escola Dominical. Não é aconselhável nomear para a fun ção determinada pessoa só porque ela é amiga ou coisa parecida. Ami zade, neste caso, não se confunde com ministério eclesiástico. Quando o superintendente é nomeado sim plesmente porque tem um relaciona mento amigável com o pastor da igreja, mas não tem os qualificativos para exercer a função, provoca mui tas dificuldades na aprendizagem, pois a igreja observa o despreparo da pessoa para a função. Em algum as escolas dom inicais, a figura do superintendente despreparado pode ser di vidida em três dimensões. Despreparo teológico No mundo moderno contemporâneo, cha mado de "sociedade do conhecimento", o mer cado de trabalho é muito exigente e cada vez mais cobra profissionais capacitados intelec tual e cognitivamente especializados, quali ficados e preparados para exercer diversas funções. Portanto, na igreja, e em es pecial na Escola Dominical, a do superintendente pode ser despreparada. Um superintenden te despreparado teologica mente inibe a Despreparo espiritual Para exercer essa valorosa função é necessário que o candidato seja altamen te espiritual. É preciso haver uma verifi cação por parte dos membros da igreja e do diretor da escola se o candidato ao car- go tem qualidades espirituais. Preparo es piritual a que me refiro é a devoção diária compromissada com Deus, na oração, no testemunho, nas obrigações gerais para com a igreja e a sociedade e o padrão ético de moralidade. A espiritualidade é uma exigên cia dessa função, aliás, de todas as funções na igreja. Se tal supervisor não for espiritual, não pode ser superintendente. “O superinten dente ciumento bloqueia o desenvolvimento de outros professores” e provoca descontentamento na valo rização do magistério cristão. Ele pode até fazer parte da ED, mas como aprendiz e não como superin tendente. O curso teológico, mesmo que seja básico, é um fator de suma importância para o superintendente. O ideal seria que ele fosse bacharel em Teologia, mas isso não é regra geral. Cada diretor de ED deve se adequar à sua realidade, sem com isso dispen sar o integral preparo teológico dos supervisores e/ou superintendentes. O preparo teológico é sempre moti vado pela leitura sistemática das Sa gradas Escrituras. Despreparo acadêmico Não quero dizer que para ser um superintendente é preciso ser um pedagogo, psicólogo, ou um espe cialista em educação. Não é isto que a Bíblia requer na sua essência. Exis tem supervisores altamente prepara dos que não são graduados em cur sos seculares. Porém, eles sabem que a Pedagogia e a Psicologia Educacio nal podem ajudar no desenvolvimen to educacional nas escolas domini cais. Portanto, os supervisores devem ter conhecimento básico em Pedago gia, Psicopedagogia, Psicologia Edu cacional, além do conhecimento teo lógico. Esse último poderá ser adqui rido por meio de bons livros. Erros que os superintendentes não devem cometer Há alguns erros que se não forem corrigidos a tempo poderão refletir negativamente na educação e afetar diretamente a aprendizagem. O en sino só tem valor quando a apren dizagem está sendo construída pelo aluno. Eis alguns dos erros que afe tam a aprendizagem: Ciúme O ciúme age como se fosse um ví rus, provocando um maldoentio. Ele tira a comunicabilidade das pessoas, cria cenas vexatórias, zangamentos, decepções, separações e tragédias. O ciúme provoca conflitos no lar e gera desconfiança. Ele produz danos irreparáveis na educação cristã, além de adoecer a alma. Pessoas que têm esse sentimento precisam ser tratadas a tempo, tanto espiritual quanto psico logicamente, pois o ciúme não tratado pode ser transformado em inveja. Inveja Segundo o Aurélio, a definição de inveja é: "Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade dos outros, dese jo violento de possuir o bem alheio". A Bíblia fala que Caim matou seu irmão por inveja; que os irmão de José tiveram esse mesmo sentimen to para com ele (Gn 37.11) e que Sam balate ardia de inveja de Neemias (Ne 2.10). A Palavra de Deus também diz que os invejosos não herdarão o Reino de Deus (G1 5.21-26). O superintendente ciumen to bloqueia o desenvolvimento de outros professores. Quando perce be que existem outros professores se destacando, procura neutralizá-los. Isso, além de ser pecado, causa gran de prejuízo para o desenvolvimen to da aprendizagem. Não reconhecer nem sequer valori zar o trabalho de outros professores O ser humano é motivado por estím ulo. Esse estím ulo, quando parte do superintendente para o professor é imensamente válido. A valorização dos companheiros de magistério cristão é também um de ver do que está à frente da Escola Dominical. Mas nem sempre é isso que observamos. Existem alguns casos de superin tendentes que nunca reconhecem ou valorizam os professores que parti cipam ativamente. Está mais do que provado que trabalho eficiente se constrói em grupo. Durante o período de preparação deste artigo, tomei conhecimento de que alguns supervisores ficam até doentes quando sabem que determi nado professor está exercendo bem as suas atividades educacionais. Isso é vergonhoso e não pode acon tecer entre o do povo de Deus. O Se nhor Jesus Cristo reconheceu e va lorizou o trabalho de João Batista quando disse: "D os nascidos de mulher ninguém foi maior que João Batista". João Batista, quando foi interrogado acerca de sua pessoa como Cristo, disse: "Eu não sou o Cristo", porém continuaram a dizer que os dis cípulos de Jesus estavam batizando mais do que os dele. João não teve in veja, nem ciúme, e disse: "Importa que ele cresça e que eu diminua" . Não queremos genera lizar. Não é essa a in tenção, mas existem alguns fatores dentro \ das escolas dominicais que precisam ser remo vidos, pois dificul tam a aprendi zagem e atrasam o desen volvimento e a espiritualidade dos alu- i nos, que são o centro do 1 processo de ensino-1 aprendizagem. Se fo rem corrigidos a tempo, 1 teremos uma escola com 1 padrão espiritual e teo -' lógico cristão eficiente.-« M atirício Ferreira Brito é evangelista na A D em Jaru (RO), bacharel em Teologia, pro fessor < licenciando em Pedagogia R o l i s o n P e r e i r a R o c h a e conselho esse Lu... B it« dr 1 I“"'1.... S e d a d e  e ittv ia SE CONSELHO FOSSE BOM... ROBSON PEREIRA ROCHA Com uma linguagem leve, franca, agradável e bem-humorada, esta obra é totalmente voltada para o adolescente. Trata-se de excelente opção para ajudar os jovens a atravessar essa difícil fase da vida. O autor baseia suas abordagens em experiências pessoais de quando era adolescente e como professor de Escola Dominical. Alguns dos temas tratados são comportamento, sexualidade, mercado de trabalho, música, ecologia e vida espiritual. Indicado tanto para alunos quanto para professores de adolescentes. ENSINO PARTICIPATIVO NA ESCO LA DOMINICAL MARCOS TULER Em uma época em que as transformações são velozes, exigindo dos professores uma constante atualização de sua metodologia de ensino, este livro chega em boa hora. Ele se destina a conscientizar educadores de todos os níveis sobre a urgência de tornarem seus alunos mais ativos no processo de aprender. O autor orienta como melhorar a comunicação em sala de aula, adaptando-a às necessidades dos alunos e colocando-a em termos que lhes permitam alcançar com êxito os fins da educação cristã. Indispensável a todo educador. Ire« h o d o l i v r o N ão lem as (í PA D), (uitfinn 210. "A igreja vem crescendo velozmente. Logo era de se esperar que também os seus adversários se multiplicassem, com o intuito de deter o seu crescimento. Mas graças a Deus por nos ter concedido muitas armas poderosas para vencermos os nossos adversários. Uma das maiores armas espirituais da igreja é a oração. Não se trata apenas de uma arma, mas também de um ministério básico da igreja". Trecho do livro Oração: Um M inisterin I im dam eiita l (CPAD), página 15. "Os meus olhos procurarão os fies da terra, para que estejam comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá". Salm os H)I.h "Se buscamos ao Senhor, Ele está conosco, não importam as mentiras, provocações ou- circunstâncias. Encaremos o diabo: 'Não me importo com o que vocô diz. Deus é comigo!- Se Deus é por nós, quem será contra nós?' (Km 8.31b)". Trecho do livro C om o receber m ais íle Deus (CPAD), página 227 UM A VIDA APAIXO N AN TE MIKE BREEN E WALT KALLESTAD Escrito por dois líderes evangélicos, um norte-americano e o outro britânico, que experimentaram o crescimento de suas igrejas depois de perceberem mais profundamente o sentido do Evangelho, o que denominaram de LifeShapes (Modelador de Vidas), esta obra objetiva levar cristãos e igrejas a viverem uma vida cristã mais intensa no Senhor. Como afirmam os autores, esta não é uma obra que ensina a fazer discipulado, mas a ser discípulo. O objetivo é mostrar que a vida cristã é apaixonante, quando a vemos divorciada da perspectiva simplista do ativismo. -------------------------------------- -------L _ ------------- ----- □ Por Elaine Cruz rofessor A escola, enquanto espaço social, reflete a sociedade em que vivemos. E a Esco la Dominical, que segue os moldes de um sistema edu cacional, cujos conteúdos são apresen tados sistem aticam ente, também espelha as crises da sociedade atual. Os alunos, enquanto seres sociais, levam para a sala de aula suas do res, frustrações, ansiedades, expec tativas e alegrias. A Escola Domini cal, tal qual a regular, é mais um es paço onde expressam seus conflitos, muitas vezes escondidos sob um comportamento arredio, agressivo ou rebelde. Já os professores, que são agentes e construtores da ordem social, tam bém estão influenciados pelas ques tões sociais como a violência, o desem prego, o estresse da vida cotidiana e os conflitos internos e familiares. Contudo, cabe-lhes, no papel de educadores, a função também de mediadores dos conflitos que apare cem na sala de aula e que muitas vezes os desestimulam na tarefa de ensinar. É de suma importância que o pro fessor ensine bem os conteúdos bí blicos, já que a prioridade da Escola Dominical é instruir os alunos quan to ao caminho em que devem trilhar (Pv 22.6), levando-os a um conheci mento mais íntimo e cotidiano com Deus. Contudo, invariavelmente, o professor precisa assumir papéis de conselheiro, ouvidor, instrutor e até de pai, pois são muitas as carências e conflitos a administrar. As diferenças das faixas etárias Os primeiros anos de uma crian ça, são os mais importantes para a formação do caráter e da personali dade e exigem um professor muito atento e disposto a se cansar. Alunos de até seis anos de idade dão muito trabalho, cobram m uita atenção, mas em geral são fáceis de serem adm inistrados. Quando recebem uma educação regrada no lar, as cri anças aprendem a se submeter ao professor que, com dose certa de au toridade e amor, consegue criar vín culos de afeto e garantir um bom entrosamento na classe e um bom ní vel de aprendizado. Já na faixa dos 7 aos 9 anos, os alunos, por serem muito curiosos e estarem na fase áurea de elaboração de conceitos, mostram-se bastante disciplinadosquando encontram um professor que torna o aprendizado uma constante aventura. Mais do que discutir conflitos internos, os alunos desta faixa etária estão ávi dos pela descoberta do mundo e das coisas, como se pudessem entender a im p ortân cia do saber para a capacitação da vida futura. Entretanto, a partir dos 10 anos, na ante-sala da adolescência, os juniores começam a se voltar para si mesmos. Mais interessante do que mergulhar no mundo do conheci mento, eles querem saber o que se passa em seus corpos, conhecer suas habilidades e testar seus lim ites. Quando chegam à adolescência, há conflitos entre o que aprenderam e projetaram para si mesmos, e entre o que lhes é possível vivenciar, o que muitas vezes lhes causa revolta e complexos. Assim sendo, o profes sor que leciona para a faixa que vai dos 9 aos 17 anos precisa estar cons ciente de que para administrar bem uma sala de aula é preciso saber ad ministrar também as crises e expec tativas internas e pessoais de seus alunos. Crise de autoridade Uma das questões a superar no cotidiano da sala de aula é a crise de autoridade. Muitos pais estão dev xando de exercer seu papel de edu cadores, tornando-se ora reféns, ora coleguinhas de seus filhos. No pri meiro caso, por afrouxarem as regras e permitirem que seus filhos mano brem com os limites impostos e ne cessários à ordem da casa, os pais perdem a autoridade sobre seus fi lhos - quando percebem são mani pulados e comandados pela prole. Quando isso acontece, os filhos per dem a noção de hierarquia, passam a não obedecer regras e normas so- Como mediar conflitos pessoais de juniores e adolescentes em sala de aula i ciais e assimilam o conceito de que todos devem fazer o que eles determinam. Na sala de aula, esses filhos são alunos que não respeitam o professor, que saem de sala quando questionados, que in flamam a classe contra o mestre e que muitas vezes respon dem com ares de superioridade, rebelando-se de forma pler contra qualquer tipo de autoridade. Neste caso, cabe ao professor manter-se firme no seu pap de administrador da sala, não aceitando o desrespeito e o de sacato às suas ordens e sendo sempre firme nas tomadas de decisão - mesmo que isso signifique, retirar o aluno de sala. Contudo, é importante que haja um interesse do professor em também se aproximar deste aluno, conversar sobre as conseqüências de seu comportamento para a vida secu lar (na qual sempre haverá um chefe a quem deverá obe decer) e para a vida espiritual (pois sempre haveremos de honrar e de nos submeter aos preceitos divinos). Vale considerar que alunos rebeldes e indisciplinados sem pre buscam chamar a atenção para si, escondendo mui tas inseguranças e complexos. Portanto, o equilíbrio en tre disciplina e afeto é importante para adequar es tes alunos à vida social - já que no íntimo eles dese jam ser iguais, "norm ais" e aceitos pelo grupo. Mui tas vezes precisam que alguém lhes diga que podem s notados pelo bom comportamento, ao invés de se enqua drarem no ditado "falem mal, mas falem de mim". Já os alunos que têm pais "coleguinhas" são aqueles que se sentem perdidos, pois carecem de quem lhes diga o que fazer, já que o papel dos pais é o de direcionar e ii truir quanto às escolhas e atitudes de seus filhos. Pais que se esmeram em ser mais amigos do que pais deixam uma grande lacuna na auto-estima de seus filhos - estes perdem o sentimento de serem cuidados, protegidos e orientados. Na sala de aula, estes filhos se transformam em alunos que tentam sempre negociar as ordens e que irritam quando não são tratados "de igual para igual como se merecessem os mesmos direitos do pro fessor. Outros se magoam facilmente, não se adaptam à autoridade e podem se tornar arre dios, calados, frios e pouco interessados no sa ber. Em muitos casos, essas atitudes funcionam como um pedido de ajuda, do tipo "estou sozinho e perdido, sem nin guém a quem eu possa ou queira re correr para me dizer o que fazer". A rebeldia em classe Por mais importante que seja a amizade e coleguismo entre pais e filhos, ou entre o professor e seus alunos, educação sistemática impli ca em troca, em uma construção con junta do conhecimento, mas também no uso da autoridade dos pais e pro fessores para direcionar o processo de aprendizagem. A rebeldia tem sido constante em muitas salas de aula de juniores a adolescentes - e é importante ressal tar que não há rebeldia sem causa. Sempre, por trás de atitudes hostis, há problemas de ordem emocional, social ou situacional. Na esfera emocional, a rebeldia pode ser fruto de complexos, como a crença em ser burro, chato, feio ou pouco interessante - do tipo "nin guém gosta de mim". A rebeldia ex pressa este descontentamento consi go mesmo, que pelo reforço dos cas tigos ou broncas recebidas, aumen taria ainda mais o sentim ento de menos valia, dim inuindo a auto-estima - o que gera ria ainda mais rebeldia, como um círculo vicioso que prende o aluno à sua dor. Nestes casos, realçar em sala de aula as qualidades deste aluno, re forçando suas habilidades para aju dar na construção de uma auto-esti ma positiva, é tarefa para a qual o professor deve estar atento. Por mais que a agressividade e rebeldia natu ralmente provoquem no professor um distanciamento dos alunos, o desejo de ajudá-los deve prevalecer. Na esfera social, há muitos que expressam pela rebeldia sua timidez ou incapacidade de se relacionar com outros. Em um grupo de alunos rebeldes, sempre há aqueles que se unem ao grupo porque nele são acei tos, mesmo que seja para funciona rem como pontas de lança. Assim, a despeito de se sentirem usados, só o fato de saberem qual o seu lugar no grupo já os deixa parcialmente sa tisfeitos. Digo parcialmente, porque no íntimo gostariam de poder ser eles mesmos, agir com mais digni dade, muitas vezes sem trair a edu cação que receberam de seus pais. O papel do educador É im portante identificar estes alunos, reorganizar os lugares na classe e promover trabalhos em grupo, colocando-os em contato com outros colegas da sala, de modo a criarem vín culos de amizade que promovam um afastamento dos an tigos companheiros. O bom professor das faixas de 9 a 17 anos, ciente de que é uma fase de mudanças hormonais e psicossociais, precisa estar sempre atento a mudan ças de comportamento de seus alunos, já que estas podem indicar o início do uso de drogas ou a evolução de qua dros de ansiedade ou depressão. Nes ses casos, quanto mais cedo houver in terferência, diálogo e ajuda, maiores serão as chances do aluno vencer suas dificuldades, superar suas crises e reordenar sua vida. Cabe ao professor também a ta refa de instruir seus alunos quanto ao comportamento sexual. Temas como homossexualismo e a prática do ficar precisam ser debatidos com clareza, pois muitas vezes não há um diálogo instrutivo em seus lares. Conversar reservadamente com alu nos que namoram muito ou de for ma indecorosa, ou se comportam es* candalosamente, é um ato que pode livrá-los de preconceitos, apelidos ou problemas futuros. Por fim, situações como a separa ção dos pais, a morte de um parente, o desemprego de um dos pais ou mes mo uma experiência ruim, como um assalto ou um ato de abuso sexual, po dem desencadear conflitos, muitas ve zes escondidos sob uma atitude agres siva, reações apáticas ou pelo ato de se isolar do grupo. Há ainda os que somatizam, reclamando sempre dé dores de cabeça e falando muito em doenças. Em todas estas situações, o papel do professor deve ser o de con selheiro, amigo, ouvinte e intercessor. Só assim ele conseguirá criar vínculos de afeto e confiança, fazendo com que seus alunos se tornem seus amigos. Afinal, ensinar na Escola Domini cal é mais do que apresentar concei tos externos aplicando-os ao cotidia no. Ensinar a Bíblia é partilhar a reali dade e focar os conflitos diários, conscientizando os alunos deque para todos eles há resposta e solução na Palavra de Deus. Elaine Cruz é psícológa, escritora e articulista prática Dinâmicas para a aplicação .do conteúdo em sala de aula VIVENDO COMO SALVOS Objetivo: Permitir uma avaliação sobre o relacionamento do cristão no Corpo de Cristo e reforçar a idéia de viver plena co munhão com os irmãos. M aterial: Um comprimido Sonrisal, copo, comprimidos redondos feitos de car tolina branca e caneta. Procedimento: Introduza a dinâmica pedindo que todos leiam ICoríntios 12.25- 27, que diz: "...para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros pa decem com ele; e, se um membro é honra do, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus mem bros em particular". Após a introdução, apresente o Sonrisal e diga que na Casa de Deus a unidade é a chave que abre a porta para que os salvos desfrutem das muitas bênçãos do Senhor. A seguir, coloque o comprimido no copo com água, peça que observem ele se dissolver e explique que tal como ele se desfaz e bene ficia a pessoa que está com mal-estar esto macal, a unidade em amor elimina todas as diferenças e o mal-estar afetivo do Corpo de Cristo. Em seguida, entregue os compri midos de papel e peça que cada aluno es creva o sentimento que está disposto a doar para o bem-estar da classe. Ex: ami zade, alegria, solidariedade, amor, sor risos, fidelidade, paciência, compreen são etc. Quando terminarem de escre ver, recolha os comprimidos e os co loque em um vidro transparente com o nome da classe. Durante as aulas seguintes, realize outras atividades que promovam um clima harmonioso e feliz. BR ILH AN TE Deus prometeu abençoar os povos do mundo por meio de Abraão e sua des cendência. A Vinda do Messias - Jesus Cristo, o nosso Salvador - é o cumpri mento dessa promessa. Ele trouxe o Evangelho, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16b). Objetivo: Possibilitar aos alunos um momento de análise sobre situações que podem impedir que a luz de Cristo re flita em suas vidas. Material: Triângulos de papel, uma caneta e fita adesiva. Procedimento: Distribua dois triân gulos para cada aluno. Em seguida, peça para que eles escrevam no primeiro tri ângulo cinco benefícios que Deus derra ma sobre a igreja e, no se gundo, cinco benefícios do aluno para a igreja. Depois, cada aluno deve unir os triângulos formando uma estrela parecida com a da bandeira de Israel. Ex plique que a Igreja é o verdadeiro Israel de Deus. Finalize dizendo à classe que a estrela brilha inten samente apenas quando as duas partes estão em ple na harmonia e atividade. Por Débora Ferreira 1 Objetivo: A presentar a d im en são dos p ro blem as cau|ados pela queda do ho m em. Argum entar que a sin ceridade e verdade fazem par te do processo de santidade na vida do novo hom em . Material: Um a grande m áscara escura, papel e caneta. Procedimento: Inicie a dinâm ica com entando sobre a natureza decaída do hom em , que é capaz de rejeitar a ver dade e o cuidado de Deus. A seguir, apre sente a grande m áscara. Peça para que es colham um versículo dentro do trecho de Rom anos 1.18-32 e 3.10-17, que fale sobre a vida decaída do hom em , e o escrevam em um pedaço de papel. Em seguida, os alunos deve rão ler o texto escolhido e colar os versículos na parte interna da m áscara. Encerre rasgando a m áscara, para lem brar aos alunos que Jesus rasgou toda acusação que era co n tra nós. D epois, leia o texto abaixo com a classe: "E , quando vós estáveis m ortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntam ente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo risca do a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de algum a m aneira nos era contrária, e a tirou do m eio de nós, cravando-a na cru z", Cl 2.13-14. i l AMOR FRATERNAL É im possível entender o novo m odo de existência do cristão sem falar de amor. Estar arraigado em Cristo pode ser entendi do com o estar arraigado no am or (Cl 2.7, Ef 3.17). O amor, ju n tam ente com a fé e a esperança, faz parte do conteúdo essencial da vida cristã (IC o 13.13). O am or fraterno vem de f ra te r , que em latim significa irm ão. Ele considera todos os hom ens com o irm ãos. Ou aprendem os com C risto a am ar o sem elhante com o a nós m esm os, ou sere m os pessoas incom pletas, isoladas e tristes. O bjetivo: L ev ar o a lu n o a um a co n sc iê n cia de que a integração na classe é fundam ental, pois essa é proposta de Deus para sua Igreja. Material: Palitos de churrasco soltos e em feixes. Procedimento: Depois da introdução, apresente os pa litos. Entregue um para cada aluno e peça que o quebre ao m eio. E claro que eles não sentirão dificuldade em quebrá-los. Quando todos tiverem quebrado, apresen te um feixe de palitos bem am arrados. Peça que cada aluno tente quebrá-los. D essa vez haverá m aior di ficuldade. Então, explique que o am or entre os ir mãos é im portante porque prom ove crescim en to e fortalece a classe. A desunião pode provo car m uitos estragos: o isolam ento, a indiferen ça, o individualism o e o egoísm o. Por isso, é bom lem brar que viver em união faz parte da vida cristã e tam bém im pede que sen tim entos nocivos prevaleçam . A MÁSCARA S AN TIFIC A Ç A O Objetivo: Ressaltar a importância da santificaçí para a vida cristã. Material: Um vaso comum de cerâmica ou vidro. Procedimento: Apresente um belo vaso simboliza: do o cristão. Com ele nas mãos, inicie a dinâmica falandi que a santificação não acontece de imediato. Ela implica em um processo constante de mudanças. Assim, gradativamente, o cristão vai sendo moldado. Com o passar do tempo, esse homem transformado se torna um excelente vaso para o ser viço na Casa de Deus. Continue a explanação relatando o episódio de Jeremias 18.2-4 sobre o trabalho paciente de um oleiro. Jeremias observava o trabalho daquele homem quando, durante a produção de uma peça, o vaso se que brou (nesse momento, deixe o vaso cair acidentalmen te de suas mãos e se quebrar). Depois, diga que essa ilustração pode ser comparada com o processo de santificação. No início da vida cristã, pode aconte cer tropeços, altos e baixos e até quedas, mas os con sertos vão sendo realizados na casa do oleiro, isto é, na igreja. Se o vaso se quebrar fora da oficina de Deus, jamais poderá ser refeito. Finalize di zendo que é na igreja que os ajustes e consertos acontecem no vaso para que depois ele possa servir de bênção aos necessitados e aflitos. Termine a dinâmica com oração, interce dendo por cada aluno para que sejam vasos de honra na Casa de Deus. W MINHA IGREÜA I I A igreja é uma instituição divina, estabelecida pelo pró prio Deus. Ela tem caracterís ticas e propósitos di vinos, que a enaltecem em relação a qual- -. ■* - quer instituição humana. Visto que ela deve se desenvolver em "igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhan te, mas santa e irrepreensível" (Ef 5.27), deve ter um funda mento sólido e imutável. Essa organização só é possível por que tem Jesus como o cabeça e os seus membros vivem em cooperação e comunhão. Objetivo: Reconhecer que Cristo é indiscutivelmente o Cabeça da Igreja, e seus mem- I g f bros, os fiéis cooperadores. / Material: Giz e tapa-olho. P r o c e d im e n to : Separe a classe em du- WÊ pias. Explique que o senso de cooperação e Mj» confiança nos colegas de classe vai ser testa- f l l do por meio da dinâmica. Essas duas qualida- jfjgjV des são fundamentais para o crescimento e ajus- tamento do grupo. Escolha um aluno de cada dupla para ter os seus olhos vendados. Em seguida, desenhe uma igreja no quadro e, no alto do desenho, trace uma linha. Comece a dinâmica. O aluno de olhos venda- V dos deve caminhar em direção ao quadro seguindo ■ a orientaçãodo colega de dupla. Quando alcançar o F quad ro, deverá escrever o nome Jesus na linha traçada. Todo o percurso deve durar, no máximo, um minuto. Quando todos tiverem participado, pergunte as im pressões que tiveram na execução da tarefa (nível de con fiança no colega, paciência etc). Declare qual foi a dupla que atuou melhor e finalize falando que no Corpo de Cristo a cooperação é fundamental para o crescimento da igreja e para agradarmos a Deus. Lição 1 lA igreja de Roma Temas e propósito da Carta aos Romanos. Paulo es creve a Carta aos Romanos para ensinar não apenas aos primeiros destinatários, crentes residentes em Roma, mas a todos os cristãos, de todos os tempos, acerca da justifi cação pela fé, como também os propósitos de Deus para judeus e gentios e a forma como os cristãos devem se conduzir na vida e no serviço a Deus. A questão das obras é de suma importância na Carta aos Romanos. Paulo deixa claro nessa carta que a fé em Cristo justifica o homem (Rm 1.17), seja este judeu ou gentio. A humanidade sempre buscou ser reconhecida por seus atos. Feitos, pequenos ou grandes, sempre fizeram parte de nossas vidas. Há obras pelas quais somos re compensados ou criticados. Atos de coragem sempre são relembrados, como também os momentos de covardia. : Enfim, nossos atos nos acompanham e são somados às nossas existências. Obras, diante dos homens, têm poder para justificar ou condenar uma pessoa. Entretanto, por mais que o homem arrogue seus feitos diante de Deus, com a tentativa de se aproximar Dele, ser declarado e reconhecido como uma pessoa justa, Ele só jus tifica o homem pela fé em Cristo Jesus. Na visão de Deus, ninguém pode tentar se justificar pelas obras que têm feito, pois tais meios carecem de poder para perdoar pecados. Disse o profeta Isaías: "Mas todos nós somos como o imun do, e todas as nossas justiças como trapos da imundícia" (Is 64.6). Não se pode anular um pecado com uma boa ação, doações, caridade ou serviço social. Só a fé em Cristo é ca paz de aproximar o homem de Deus e torná-lo justo. Acerca dos destinatários originais desta epístola. A carta é endereçada aos crentes: "A todos os que estaisrem Roma, amados de Deus, chamados santos", Rm 1.7. En tende-se que, após o Dia de Pentecostes, judeus que re ceberam a Jesu s com o seu m essias v ia jaram ou retornaram para Roma, levando consigo a mensagem do Evangelho e formando ali um grupo de cristãos. Pelo teor das explicações, entende-se que a maioria dos membros da congregação era gentia. Independente destas defini ções preliminares, sabe-se, pela carta, que eram crentes cuja fé se tornara mundialmente conhecida (Rm 1.8). É certo também que havia algumas divergências entre cris tãos judeus e gentios, devido a diferenças entre os dois gr.upos. A carta aos Romanos busca corrigir estas diver gências (Rm 1.11-32 e 2.1-29 ). Devemos observar que Paulo não considerava Roma como sendo campo de trabalho de outro apóstolo. Ele diz, acerca do seu trabalho: "E desta maneira, me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nome ado, para não edificar sobre fundamento alheio", Rm 15.20. Isso nos mostra que a Igreja em Roma não foi edificada por Pedro, como diz a tradição católica romana. • Lição 2 Lição 3 A corrupção da humanidade Disse certo pregador que o homem não pode aceitar as Boas-Novas da salvação sem primeiro ouvir as más notícias sobre si mesmo. Para aceitar a maravilhosa gra ça de Deus, é preciso que o pecador veja o estado de miséria em que se encontra. Deus dá ao homem o conhecimento necessário para que este não se perca. Tudo o que é necessário que saibamos para ter um relacionamento correto com Ele está registrado em sua Palavra. Entretanto, quando o homem decide despre zar suas orientações, não apenas peca contra Deus, mas tam bém contra sua santidade e desperta sua ira. Ele não é mo vido por paixões humanas nem motivos egoístas, mas pela verdadeira justiça e equidade. Por sua justiça, não pode dei xar o homem sem punição por seus pecados, mas estende para ele a sua misericórdia por meio do Senhor Jesus. O homem sem Deus tem seu entendimento obscurecido. É curioso notar, de acordo com o que o apóstolo Paulo diz, que o homem sem Deus consegue ser mais incrédulo so bre Deus, à medida que consegue obter mais conhecimen to. E isso acaba influenciando na sua adoração. "Porquan to, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desva neceram, e o seu coração insensato se obscureceu", Rm 1.21. Toda a evolução do conhecimento não foi capaz de mos trar ao homem a sua pequenez, e a necessidade de se vol tar para Deus. "Compreendemos como são formadas as tempestades. Mapeamos o sistema solar, e transplantamos corações. Medimos a profundidade do oceano, e enviamos sinais a planetas distantes. E assim, a perda do mistério tem levado à perda da majestade. Quanto mais conhece mos, menos acreditamos. Estranho, não acha?... quem tem I mais razão para adorar que o astrônomo que vê as estre las? Que o cirurgião que segura corações nas mãos?... Quan to mais conhecemos, mais deveríamos nos maravilhar" (Nas Garras da Graça, CPAD, pág 41). A conseqüência da incredulidade. Paulo diz que Deus entregou os homens aos desejos de seus próprios cora ções, que os abandonou às paixões infames. Não quise ram a Deus, e por isso foram abandonados aos próprios pecados. O sinal de quão degenerados estavam é de monstrado por Paulo: "... os varões, deixando o uso na tural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpe za...", Rm 1.27. Outra conseqüência da má escolha dos homens e do afastamento de Deus está no fato de que esses homens receberam em si mesmos a retribuição pelo que fizeram contra o Senhor. Este é um julgamento ter rível, pois quanto maior o pecado, maior a conseqüên cia deste. Paulo não diz que tipo de castigo é esse, mas deixa claro que nenhum pecado fica sem punição.# A justiça de Deus A falsa moralidade. Imagine um homem que consegue criticar coisas erradas que as pessoas praticam. Diríamos que tal sujeito é virtuoso se consegue ser isento em seu jul gamento, ou seja, que ele não pratique as mesmas coisas que condena nas outras pessoas. Entretanto, essa possibili dade não é vista no texto em questão. Paulo pergunta: "E tu, ó homem, que julgas os qxie fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?", Rm 2.3. O pensamento paulino aqui é mostrar que estamos sujei tos a pecar justamente naquilo que condenamos aos que praticam. Isto implica julgamento injusto, pois acabamos nos desqualificando para julgar qualquer pessoa. Assim acontece com o homem sem Deus, seja ele judeu ou gentio. Quem assim procede não escapa do juízo divino. E, como diz um ditado, "o sujo falando do mal-lavado". E como aquele que consegue perceber o cisco no olho do compa nheiro, mas não enxerga a trava que está no seu próprio olho (Mt 7.3). O pecador pode estar limpo aos seus própri os olhos, mas não o estará diante de Deus. A justiça de Deus. O Senhor julga os homens de acor do com as suas obras (Rm 2.6). Aos que não o reconhe ceram e escolheram desprezá-lo, Ele permitiu que seus corpos fossem entregues à desonra, e recebessem a justa retribuição por seus desejos malignos. A forma divina de julgar é justa, pois Deus, conhecedor dos corações, sabe até que ponto estamos fazendo realmente as coisas certas e erradas. Determinadas atitudes podem passar despercebidas da igreja, mas não de Deus. Quem disse ao profeta Aias, um homem avançado em idade e cego, que a mulher de Jeroboão estava vindo disfarçada para consultá-lo (lRs 14.1-6)? A Pedro que a oferta de * Ananias era baseada na mentira (At 5.1-12)? Deus, em sua justiça e onisciência, julgará os segredos dos homens, pelo Senhor Jesus Cristo. As obras e o juízo divino. O mundo propaga a idéia de que as boas obras podemnão apenas aproximar o homem de Deus, mas também fazer com que esse ho mem se sinta bem consigo mesmo, e com aqueles que o cercam. Entretanto, por mais que o homem pratique as boas obras, elas serão insuficientes para justificá-lo por causa dos seus pecados. Não há boa ação que possa com pensar um pecado diante de Deus. Para aqueles que já foram justificados por Cristo e seu sacrifício na cruz, as obras não são um meio de se atingir a salvação, mas um demonstrativo de que já fo ram alcançados pela salvação. O crente não faz boas obras para ser salvo — pois já foi justificado por Cristo —mas porque é salvo. E a fé sem as obras é morta, como o é também as obras sem a fé no Deus vivo e verdadeiro* m Lição 4 A justificação pela fé em Cristo O homem, por causa de seus pecados, deseja e precisa ser justificado diante de Deus. Enquanto Deus oferece tal justificação pela sua graça, mediante a fé no sacrifício de i Cristo, o homem tenta obter a justificação pelas obras que pode fazer, ou pelas que já fez. Deus deixa claro que as i pessoas que são alcançadas pela justificação não são aque- : las que fazem as boas obras, e sim as que têm a fé em Cris to: "Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, | sem as obras da lei", Rm 3.28; "... a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem...", j Rm 3.22. "A doutrina da justificação é uma das mais importan tes da Bíblia. Essa doutrina — a justificação pela fé — foi o grito de libertação quando, no obscuro século XVI, iniciou- se a abençoada Reforma, na qual Deus usou Lutero. 'Justi ficação é um ato da graça de Deus, pelo qual Ele imputa à pessoa que crê em Jesus a justiça de Cristo, declarando-a : justa.' Deus, na justificação, trata o homem arrependido I conforme os méritos da pessoa de seu Mediador, Jesus Cristo. Enquanto 'regeneração' expressa a nova natureza que o homem recebe pela salvação, justificação se refere à sua nova posição jurídica, diante da justiça divina" (Eurico Bergstén, Teologia Sistemática, CPAD, pág 180). Não há judeus nem gregos. Consideramos, dentro dos estudos acerca da salvação no Novo Testamento, que há três grupos distintos de pessoas: os judeus, os gentios e a Igreja i de Cristo. Os judeus são descritos como filhos de Abraão, os que possuem a Lei de Moisés. Os gentios como "os que sem lei pecaram" (Rm 2.12), e a Igreja é composta de judeus e gentios unidos pelo sacrifício de Cristo. Todos pecaram "e destituídos estão da glória de Deus", Rm 3.23. Os judeus, também conhecidos como "o povo do livro", tinham conhe cimento da Lei de Deus, mas esse conhecimento não era capaz de fazer com que eles andassem da maneira que Deus queria. Por isso, Paulo comenta: "Onde está, logo, a jactân cia? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não! Mas pela lei da fé", Rm 3.27. A lei de Moisés não poderia ser motivo de orgulho para os judeus, pois eles eram incapazes de guardá- la. Por esse motivo, Paulo conclui "que o homem é justifica do pela fé, sem as obras da lei", Rm 3.28. Judeus e gentios têm o mesmo acesso a Deus por meio de Jesus. Testemunhas contundentes da justiça divina. Esta ex pressão indica que todo o Antigo Testamento — a Lei e os profetas — confirma a justiça divina. O capítulo 4 de Ro manos fala de Abraão, o pai da fé, que foi justificado pela fé. Hebreus 11 traz ainda outros nomes, como Abel, Enoque, Noé, José, Moisés, Josué, Davi, Samuel e diversos outros personagens descritos no Antigo Testamento, de monstrando que a justificação pela fé não é algo novo para Deus, mas sim o desejo Dele para todos nós.# Lição 5 A Doutrina da Graça de Deus Agraça de Deus. O presente imerecido que Deus ofe rece à humanidade, pelo seu Filho, muitas vezes têm sido motivo de pensamentos controversos. Entre os cris tãos romanos, havia crentes que achavam ser possível receber mais da graça de Deus, caso vivessem em peca do. Isto não condiz com o que Paulo fala: Onde abun dou o pecado, superabundou a graça (Rm 5.20). A graça de Deus não é multiplicada na vida de crentes que vi vem em pecado. Paulo destaca que o salário do pecado não é mais graça da parte de Deus, e sim a morte (Rm 6.23). O fruto do pecado não é para a santificação nem para a vida eterna, e sim para a vergonha dos crentes (Rm 6.21-22). Se estamos debaixo da graça, o pecado não deve ter domínio sobre nossas vidas (Rm 6.14). A representação do batismo em Cristo para nossas vidas. Para destacar a importância da graça divina, Pau lo utiliza a figura do batismo para representar o com promisso que temos com Deus por meio dele. "O batismo é um voto. Um voto sagrado que o cren te faz de seguir a Cristo. Assim como o casamento cele bra a fusão de dois corações, o batismo celebra a união do pecador com o Salvador. Tornamo-nos parte de Cris to ao ser batizados. A noiva e o noivo compreendem to das as implicações do casamento? Não. Conhecem cada ameaça ou desafio que enfrentarão? Não. Entretanto, eles sabem que se amam, e juram ser fiéis até o fim. Quando um coração disposto entra nas águas do ba tismo, conhece as implicações do voto? Não. Conhece cada tentação ou desafio? Não. Conhece, porém, o amor de Deus, e o está correspondendo. Por favor, entenda, não é o ato que nos salva. Mas ele simboliza comô fo mos salvos. A ação invisível do Espírito Santo é visivel mente dramatizada na água. Retornar ao pecado após selar nossas almas no batismo é como cometer... bem, é como cometer adultério em plena lua-de-mel. Pode ima ginar a perturbada esposa descobrindo seu marido nos braços de outra mulher, poucos dias depois de tê-lo ou vido jurar no altar? Semelhantemente, Deus pergunta: Nossa união não significa nada para você? Nosso pacto é tão frágil que você preferiu os braços de uma meretriz aos meus?" (Nas Garras da Graça, CPAD, pág 114). Servos da Justiça. Romanos 6.18 diz que, "liberta dos do pecado, fostes feitos servos da justiça". Isso sig nifica que não temos liberdade para levar uma vida de pecados, pois apenas mudamos de dono. Antes éramos escravos do pecado, hoje, servos da justiça. Servos da justiça não vivem uma vida injusta e pecaminosa, pois isto contraria a natureza do seu serviço. Cada parte de mim, cada membro do meu corpo, deve ser apresenta do a Deus; não como instrumentos de iniqüidade, mas de justiça (Rm 6.13), pois para isto fomos chamados. • Lição 6 Lição 7 A chamada divina e o livre-arbítrio A consagração do crente A santificação é essencial para o cristão. É separar-se do mundo e de suas práticas para viver a cada dia se submetendo ao senhorio de Jesus Cristo. É como subir uma escada continuamente, sem descer um degrau se quer, pois estamos caminhando em direção ao Céu. Não deve ser vista pelo crente como uma opção, mas como um mandamento, pois "sem santificação ninguém verá o Senhor", Hb 12.14. Deus é santo, e exige que seus servos também o sejam, que busquem a santificação. Andar segundo o Espírito. Paulo roga aos crentes que se considerem mortos para o pecado (Rm 6.11), e andem de acordo com o Espírito Santo. A associação com a mor te serve de exemplo para explicar de que forma um cren te deve proceder em relação ao pecado. Um morto não responde a estímulos, não reclama se levar um beliscão. Não se queixa de dores de cabeça, nem discute se, no dia do sepultamento, alguém colocar nele uma roupa que não gostava quando estava em vida. Por quê? Porque ele está morto. Não há vida nele. Da mesma forma, devemos nos considerar mortos para os estímulos do pecado, pois estamos debaixo da graça de Deus, vivos apenas para Deus (Rm 6.14). "Pense deste modo. O pecado aprisionou você. O pe cado trancou você atrás das grades da culpa, da vergo nha, da decepção e do medo. O pecado acorrentou você ao muro da miséria. Então veio Jesus e pagou sua fiança; cumpriu a sua pena e colocou-o em liberdade. Cristo morreu, e quando você lançou sua sorte com Ele, seu velho eu morreu também. O único modo de ser livre da prisãodo pecado é cum prindo sua penalidade. Neste caso, a pena é a morte. Al guém tem de morrer: você ou um substituto celeste. Você não pode deixar a prisão, a menos que haja uma morte. Porém, esta ocorreu no calvário. E quando Jesus morreu, você morreu para a reivindicação do pecado em sua vida". (Nas Garras da Graça, CPAD, págs. 112-113). Andando na carne. A carne arroga para si aquilo que lhe é peculiar: a busca da satisfação em todas as coisas, e principalmente naquilo que Deus condena. Suas obras são reprovadas, e sua prática acarreta a exclusão do Rei no de Deus (G1 5.21). Ninguém pode tentar agradar a Deus andando na carne (Rm 8.8). E evidente que não é fácil, para o homem, deixar de andar na carne para an dar com Cristo. A carne não desejará a santificação, apon tará as gratificações imediatas — e não as conseqüências — de se render ao pecado e fará o possível para despre zar todas as coisas de Deus. Entretanto, Deus promete a vida aos que mortificarem as obras do corpo para vive rem uma vida em santificação (Rm 8.13)^ A abrangência da salvação. Deus sempre desejou que os homens pudessem ter comunhão com Ele. Para expres sar o amor Dele pela humanidade, João utilizou a palavra "tal", dada à ausência de outros termos que pudessem definir, de forma tão ampla, os sentimentos de Deus para com sua criação, o homem (Jo 3.16). O Senhor não escolhe algumas pessoas para irem para o Céu, e outras para irem ao Inferno. Todos têm a mesma oportunidade. A decisão quem toma é a pessoa. Imagine alguém que, nesta vida, faz de tudo para demonstrar seu ódio a Deus e viver uma vida dissoluta. Para esta pessoa, ir para o Céu seria o pior dos juízos, pois estaria ao lado, por toda a eternidade, de quem sempre odiou em vida. Mas, se nesta vida a pessoa escolheu amar a Deus e receber a Jesus, arrependendo-se de seus pecados, certamente gozará o Céu, pois foi para isto que se preparou. "No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar, a analogia de um grande navio viajando para o céu. Deus es colhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. Cristo é o Capitão e o Piloto desse navio. Todos os que desejam estar nesse navio eleito podem fazê-lo mediante a fé viva em Cris to. Enquanto permanecerem no navio acompanhando seu capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o navio e o seu capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que Deus preparou para quem nele permanecer. Deus convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante Jesus Cristo" (Donald Stamps, BEP, CPAD, pág 1.809). O livre-arbítrio. Podemos definir o livre-arbítrio, de for- . 1 ma básica, como sendo a capacidade que o ser humano pos sui de escolher o que deseja fazer, seguir e ser. O livre-arbí- trio é negado por algumas correntes teológicas, que despre zam a capacidade de o homem fazer escolhas e receber as recompensas inerentes a elas. No tocante à salvação, Deus deseja que todos sejam sal vos, mas não obriga o homem a amá-lo. "Eis que estou à por ta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entra rei em sua casa, e com ele cearei e ele, comigo", Ap 3.20. Não basta apenas Jesus bater a porta e a pessoa ouvir a sua voz. É necessário que a pessoa abra a porta para que o Senhor entre, que a pessoa se arrependa e mude suas atitudes. "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem fei tos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome", Jo 1.11-12. ! Nem todos realmente irão crer no nome do Senhor, mesmo entre aqueles que dizem ser filhos de Abraão, mas quem crer, recebe a capacidade de ser filho de Deus. * □ Lição 8 Lição 9 A eleição e o futuro de Israel Deus não rejeitou sen povo. Paulo, explicando acerca da salvação, fala sobre o plano de Deus para a nação israelita. Pelo fato de os judeus terem rejeitado a Cristo, alguns romanos poderiam pensar que Deus os tinha corta do do plano da salvação, afinal, o Salvador fora enviado primeiramente aos judeus. Estes viram os sinais de Jesus, puderam ouvir seus ensinos, e ainda assim o rejeitaram. Os romanos não tinham visto a Jesus, nem a seus milagres, ou mesmo ouvido diretamente seus ensinos, mas tiveram fé de que Ele era o filho de Deus e Salvador da humanida de. Os romanos não eram o povo do livro, mas creram na Palavra de Deus. Paulo deixa evidente que nem todos os judeus rejeitaram ao Senhor, e lembra aos romanos que ele mesmo era israelita, da tribo de Benjamim, de onde provi nha o primeiro rei da história de Israel. Com base nesse argumento, responde à igreja que os planos divinos para com os filhos de Abraão ainda subsistem, ainda que estes estejam em um estado de reconhecida rebeldia e desprezo para com os gentios. Os sete mil que não dobraram seus joelhos. Esta expres são remonta a época do profeta Elias. Quando a nação es tava mergulhada em grande impiedade, política, adminis trativa e religiosa, Deus tinha reservado para si sete mil homens que não tinham se curvado a Baal. Apesar de o profeta imaginar que estava lutando contra a idolatria sozinho, Deus tinha seus escolhidos, servos tão fiéis quanto o profeta, e destes Deus deu testemunho, pois sempre guardará um grupo fiel e puro para si. A plenitude dos gentios. Israel ainda se curvará ao senho rio de Jesus Cristo. Com a rejeição temporária de Israel, os gentios foram abençoados tendo acesso ao Evangelho. Isto não indica que Deus rejeitou os judeus, como pensam alguns teólogos. Se com a rejeição os gentios foram beneficiados, o que não acontecerá quando os judeus retomarem para Deus? "E, se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição, a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?", Rm 11.12,15. Paulo ainda recomenda aos gentios que não se sintam superiores aos judeus, por terem estes rejeitado a Cristo: "Não te glories contra os ramos", Rm 11.18a. Não há acepção de pessoas. Para mostrar que a salvação é para judeus e gentios, e também que todos pecaram e ca recem da glória de Deus, Paulo comenta: "Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia", Rm 11.32. Mesmo Deus considerando a to dos desobedientes, sua misericórdia é estendida igualmen te a todos, em Jesus, sem distinção de etnia. • Fidelidade no uso dos dons O sacrifício vivo. De acordo com o teólogo A. Berkeley Michelsen, "este verso faz-nos lembrar que os crentes judeus ofereciam sacrifícios ao Senhor. Mas os cristãos, em vez de oferecer algo fora de si mesmos, de vem oferecer seus próprios corpos a Deus como sacrifí cios vivos. Este sacrifício é um culto espiritual, que en volve todos os poderes racionais". Diferente do que pen sam alguns crentes, Paulo apresenta o culto racional como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. A renovação do entendimento. Aqui, Paulo novamen te exalta a nossa capacidade de oferecer a Deus um cul to racional. Não apenas um culto coerente e que traga edificação para quem o está oferecendo, mas também um culto em que possamos aprender sobre as coisas de Deus. O culto a Deus não pode excluir o pensamento e as faculdades da mente, pois Ele nunca desprezou a nossa inteligência. Ela foi dada por Deus, e Ele espera que a utilizemos quando estivermos o adorando. No verso 2 de Romanos 12, Paulo recomenda que não nos conformemos com este mundo, mas que nos transfor memos por meio de um novo pensamento, um raciocí nio orientado pelo Espírito Santo. Dessa forma, conse guiremos experimentar a vontade de Deus. Boa, perfeita e agradável. Paulo define estas três ca racterísticas da vontade de Deus. Ela sempre é boa, como boa é também a sua obra em nossas vidas (Fp 1.6). Seu querer é perfeito, por mais que não consigamos ver to dos os desdobramentos dos seus planos para nossas vi das neste momento. Seus desígnios nunca são desagra dáveis,exceto para aqueles que desejam viver em rebel dia e afastados Dele. . Profetas e mestres. Dentre os diversos dons apresenta dos, destacamos o de profecia e o de ensinar, que são de extrema importância para a igreja nestes dias de tanta in credulidade. Apesar de serem bastante distintos em suas funções, ambos devem ser respeitados e reconhecidos. "O profeta ouve a Deus. Algumas vezes, o profeta é aquele que pode afastar-se das circunstâncias para obter uma visão geral mais clara do que está acontecendo. Toda palavra pronunciada pela boca de Jesus era uma revela ção de Deus. Ele freqüentemente previa eventos, tais como a negação de Pedro e os detalhes da sua própria morte. O professor oferece a verdade e se estimula por ela. Os professores procuram maneiras para explicar, escla recer e aplicar a verdade. Eles gostam de ler e estudar a Bíblia e ajudar os outros a entendê-la. Jesus é mencio nado como mestre (professor) ou Rabi. Seus "alunos" freqüe emente observavam que os seus ensinamentos eram c erentes porque Ele ensinava com autoridade" (Uma Viu* Apaixonante, CPAD, págs 148 e 153).• EU Lição 10 Lição 11 0 cristão e o Estado i rendo como salvos A sujeição às autoridades como uma forma de serviço a Deus. Entre as diversas formas de se prestar adoração a Deus está a obediência às autoridades por Ele constituí das. Independentemente de essas autoridades serem boas ou más, justas ou injustas, devemos lhes prestar obediên cia, e orar por elas. Elas darão contas a Deus acerca de seus atos, justos ou não, e o Justo Juiz saberá cobrar de cada uma delas o que fizeram. Os cristãos não podem ser co nhecidos como pessoas insubmissas e desordeiras, mas como pessoas que têm respeito pelas autoridades. Honrar o rei. Nero Claudius Drusus Germanicus, mais conhecido pelo seu primeiro nome, era o imperador ro mano na época em que o apóstolo Pedro escreveu sua pri meira carta. Esse imperador é descrito como sendo um ho mem cruel, devasso e perseguidor da igreja. Foi acusado de promover o grande incêndio de Roma e de colocar a culpa nos cristãos. Facilitou a entrada de cultos orientais, estranhos às tradições romanas, e com freqüência recorria a traições e assassinatos para conseguir seus objetivos. Aos nossos olhos, provavelmente não deveria ser uma pessoa a ser honrada pelos cristãos, mas Pedro deixa claro que deveríamos temer a Deus e honrar o rei (1 Pd 2.17). Essa honra deveria ser prestada como um sinal de temor ao Senhor. Impostos e obrigações políticas. Como cidadãos, temos algumas obrigações para com o Estado onde habitamos. Dentre estas, destacamos as políticas e os impostos. As políticas se referem ao cumprimento de nossas obrigações como eleitores e cidadãos, para que o sistema de governo adotado pelo nosso país, a democracia, possa continuar existindo. Quem não participa das eleições ou de outros pleitos da nação pode ter dificuldades em sua vida civil, como, por exemplo, não tomar posse em um cargo oriun do de aprovação em concurso público. Nosso sistema de governo nos permite escolher nossos representantes, de forma que possamos cobrar destes o cumprimento de suas promessas nas épocas das eleições. Em relação aos impostos, devemos deixar claro que são tributos que nos são realmente impostos, ou seja, não re cebemos, de imediato, nada individualmente do Estado por pagar impostos. Impostos são tributos que fazem par te da política econômica e administrativa de qualquer na ção, independentemente do percentual cobrado. Apesar da corrupção e dos desvios financeiros tão conhecidos no meio político e administrativo, não estamos isentos de nossas obrigações tributárias, pois sonegar ao fisco pode fazer com que um indivíduo tenha problemas sérios. Je sus pagou imposto (Mt 17.24-27) e deixou claro que deve ríamos dar "a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus", Mt 22.15-22.« A Igreja em Roma era bastante conhecida pela fé que pos- | suía. Composta de judeus e gentios, essa igreja recebeu di versas orientações paulinas em relação à salvação e à justifi- ! cação. Agora, o apóstolo trata acerca da forma como deveri am viver: tratando com amor uns aos outros e buscando vi- ! ver a vida de forma íntegra, pois estas coisas agradam a Deus. O amor como dívida. "A ninguém devais coisa algu ma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros", Rm 13.8. O amor entra na vida cristã como algo de que devemos sempre ter uns para com os outros, como uma dívida que jamais será quitada. Paulo mostra a importân- j cia do amor, dizendo que quem ama as pessoas cumpre a lei. A Lei tinha por objetivo reger os relacionamentos entre o homem e Deus, entre o homem e seu próximo e o ho mem consigo mesmo. Deus não se cansa de demonstrar amor pelos seus filhos. Por que seus filhos se cansariam de demonstrar amor por seus irmãos? O crente não pode | contrair dívidas e não cumpri-las, pois isto envergonha o Evangelho, mas a Bíblia nunca condenará que sempre de vamos amor uns aos outros. Andemos honestamente. Andar de forma honesta, em um mundo corrompido, não é uma das coisas mais fáceis para cumprir. As facilidades oferecidas para que uma pes- | soa se corrompa são inúmeras, e a integridade, em qual quer aspecto da vida, não é uma das virtudes mais apreci- ; adas pelo mundo. Há corrupção nos meios administrati- | vos e políticos, e escândalos fazem parte dos noticiários, nas áreas nacionais e internacionais. Como pode, então, o homem viver de forma íntegra em um mundo que incen tiva a desonestidade? Só sendo diariamente guiado pelo | Espírito de Deus. Uma forma para aprender a andar de forma honesta é analisar o que Paulo diz: "Andemos ho nestamente, como de dia". Como se anda de dia? Orienta- : do e ajudado pela luz do sol, observando quais caminhos | se pode seguir com segurança. Na época de Paulo, a luz do sol era essencial para diversas atividades. Ela inibe di- ; versas atividades irregulares e reprováveis, o que não acon tece quando a noite chega. De noite, pessoas mal-intencio nadas praticam crimes e outras coisas reprováveis. O após tolo recomenda ainda que nos revistamos do Senhor Je sus. Ninguém chega do trabalho, se despe daquela roupa que se sujeitou a sujeira, ao suor e às intempéries da natu reza, toma um banho refrescante e coloca a mesma roupa com que foi trabalhar. Pessoas normais, em sã consciên cia, após terem se purificado por meio de um banho colo cam uma roupa limpa. Da mesma forma, se fomos purifi cados pelo Senhor Jesus, devemos nos revestir Dele, e não daquela roupagem de pecados que antes carregávamos. Andando honestamente, damos um excelente testemunho da diferença que Cristo faz em nossas vidas. • | A tolerância para com os fracos na fé Quando se trata deste assunto, tolerância para com pes soas menos fortalecidas na fé, devemos deixar claro que as questões apresentadas no capítulo 14 de Romanos, que estavam trazendo dificuldades na Igreja em Roma, não se referiam a pecados, mas a questões de opiniões acerca de determinados assuntos relativos a costumes. Judeus, por guardarem a Lei, consideravam certos alimentos impró prios para o consumo, enquanto os gentios não viam qual quer problema na ingestão dos mesmos. Havia entre os irmãos romanos pessoas que comiam apenas legumes, e outros que comiam os demais alimentos, inclusive carne, sem que tais alimentos lhes trouxesse qualquer problema para a vida espiritual ou para a consciência. Aqui entra uma questão muito importante: o desprezo ocorrendo en tre irmãos por causa de alimentos, coisas tão finitas. O fra co (o que come legumes) desprezava o forte por achar que este estava se contaminando ao ingerir determinados ali mentos. Da mesma forma, os fortes desprezavam os fracos por estes se prenderem a uma alimentação reservada a vegetais, e, de certa forma, colocarem dificuldades para seu crescimento na vida espiritual. Paulo não recomenda que ambos os grupos mudem seus pensamentos no que tange a alimentos,pois esta é uma questão muito pessoal. Temos na igreja pessoas que gos tam de saladas, e outras que não deixam de participar de um churrasco. Ambas vão para o Céu, não pela dieta com que se alimentam, pois Paulo diz que "o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo", Rm 14.17. O que Paulo ordena é que os grupos não utilizem o desprezo como objeto de segrega ção na igreja, pois "o que come para o Senhor o come, por que dá graças a Deus; e o que não come para o Senhor não come e dá graças a Deus", Rm 14.6. O prob lem a do ju lgam ento. Questões pessoais de ali mentação foram tratadas por Paulo, quando ele deixou claro que não devemos julgar uns aos outros por coisas que não são pecado, pois cada um dará conta de si mes mo a Deus (Rm 14.12). "Quem és tu, que julga o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está de pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar", Rm 14.4. Se devemos emitir algum parecer, que este seja embasado na Palavra de Deus. Em vez de haver julga mento, deve haver consenso. Seremos julgados pelo Justo Juiz, e este julgamento terá valor, pois ocorrerá em uma base justa, por uma verdade absoluta, e não por opini ões individuais. Lição 12 0 amor é a essência da vida Paulo continua a tratar da vida em comunidade. A vida em coletividade possui seus ônus, mas também têm seus bônus. A expressão "Assim" (Rm 14.13) dá prosse guimento ao que o apóstolo fala acerca da forma com que os santos deveriam viver. Ele completa o argumento de que os cristãos romanos não poderiam estar dividi dos por questões secundárias, e que o amor de uns pelos outros deveria superar aquela situação. C oisa imunda. Paulo diz que tem certeza, no Senhor, de que coisa alguma é imunda, exceto para aquele que a tem por imunda. Note que esse termo está atrelado à antiga discussão entre comer legumes ou carne, entre judeus e gentios. "Coisa imunda" não se refere à prática de algum pecado, pois nesse caso, certamente Paulo não usaria a linguagem na forma com que vinha escrevendo. Pecados não são tratados pelo apóstolo de forma bran da, mas de forma incisiva. Coisa imunda se refere a ques tões acerca da dieta judaica, das coisas que poderiam ou não ser ingeridas pelos filhos de Abraão. Uma questão de amor. Não tratar os irmãos com amor, baseado no que eles comem ou deixam de comer, repre senta um afastamento daquilo que Deus deseja para a vida em comunidade (Rm 14.15). Questões acerca da alimenta ção poderiam destruir a fé daquele por quem Cristo mor reu. Nem sempre é fácil definir até onde vai a liberdade cristã na congregação e fora dela, mas mesmo que seja esta uma difícil tarefa, não havendo questões que sejam reco nhecidamente pecados, demais questões não podem per mitir que haja divisão entre o povo de Deus. O que é o Reino de Deus. Justiça, paz e alegria no Espí rito Santo. Estas são as características do Reino que jamais terá fim. Não seria justo que houvesse divisão na igreja por causa de comer ou não comer carne. Que paz haveria em uma igreja que tem um grupo de irmãos desprezando ou tro por achar que, baseado no que comem, são superiores ou inferiores? De que forma o Espírito Santo alegraria co rações cheios de orgulho? Esses problemas deveriam ser sanados na comunidade romana, pois o "reino de Deus não é comida nem bebida", Rm 14.17. O apóstolo pede ainda que os crentes romanos não destruam a obra de Deus por causa da comida (Rm 14.20). Devemos nos lembrar de que na igreja em Corinto, houve problema pelo fato de os cren tes celebrarem a Santa Ceia com motivos egoístas, sem aten tar para o fato de que esta é uma ordenança; não uma reu nião em que uns comiam mais e outros menos, e sim uma ocasião pública onde se deveria relembrar o sacrifício do Senhor, até que Ele retornasse. Na igreja, o individualismo deve se submeter ao domínio do Espírito Santo, à capaci dade de se adorar e servir em família.# Lição 13 Suas críticas e sugestões são muito importantes para a equipe de produção de Ensinador Cristão. Envie sua carta Ia Brasil, 34.401. Bangu, 21852-000 • Rio de Janeiro (R J ) para CPAD jEm ail: ensinador@ cpad.com .br • Tel.. 21-2406.7403 • Fax: 21-2406.7370 ^ mailto:ensinador@cpad.com.br SERIE Cciimário BMia Fique por dentro da lição! COMENTÁRIO BÍBLICO NOVO TESTAMENTO O Evangelho da Justiça de Deus FIIENAIÇA GUIA DO LEITOR DA BÍBLIAComentário Bíblico Romanos Elienai Cabral Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento Vários autores Este livro foi planejado para complementar a Bíblia de Estudo Pentecostal, porém com mais profundidade e riqueza de detalhes, para ampliar seus conhecimentos do Novo Testamento. Vem ainda com fotos, mapas, quadros e diagramas. 1952 páginas / 15,5 x 22,7cm Capa Dura As A T A C U M B j o testemunho e o martírio dos rímeiros cristãos ■ A teologia profunda e prática da carta aos Romanos, onde desvenda-se o plano divino da redenção do homem através do plano da justificação e da posterior santificação. 152 páginas /14 x 21cm As Catacumbas de Roma Benjum in S cott Um autêntico guia para quem deseja conhecer os lugares onde palmilharam aqueles que decidiram não olhar para direita nem para a esquerda, mas, voluntariamente entregaram-se ao martírio. 176 páginas /14 x 21cm Guia do Leitor da Bíblia Lawrence O. Richards Nunca existiu um guia de estudo da Bíblia tão completo e tão abrangente. Com informações consistentes e análises detalhadas é o material que você precisa para compreender e aplicar a mensagem específica de cada capítulo da Bíblia. 936 páginas /16 x 23cm / Capa Dura Nas livrarias evangélicas ou pelo 0300- 789-7172 Compre também com o seu cartão de crédito. 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O professor precisa estar cien te de que todo o ensinamento bíblico ministrado na ED está, naturalmente, carregado de realidade e senso práti co: "Ponham em prática o que vocês receberam e aprenderam de mim, tan to as minhas palavras como as minhas ações..." (Fp 4.9 ARA). O que é Pedagogia de Projetos? A Pedagogia de Projetos pode ser definida como um método no qual a classe se ocupa em atividades provei tosas e com propósitos definidos. Em outras palavras, é o ensino por meio da experiência. Este método coloca o aluno em contato com algum projeto concreto em que planeje o empreen dimento, colha as informações, e final mente, leve a efeito os seus planos. É necessário que o projeto vise um propósito real e tenha valor prático para o ensino. Na Escola Dominical, o método de projetos assume um as pecto extracurricular, isto é, não é fei to totalmente dentro do período de aula. Muitos trabalhos são iniciados em casa e concluídos na sala de aula. Considerações importantes No trabalho com projetos o próprio aluno constrói o conhecimento. O pro fessor apenas propõe situações de en sino baseadas nas descobertas espon tâneas e significativas dos alunos. Com o trabalho de projetos, apren der deixa de ser um simples ato de memorização e ensinar não significa mais repassar conteúdos prontos. Aprende-se participando, vivenciando sentimentos, tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingirdeterminados objetivos. Ensina-se não só pelas respostas da das, mas principalmente pelas expe riências proporcionadas, pelos proble mas criados, pela ação desencadeada. Objetivos Em virtude de as atividades educa tivas serem elaboradas por alunos e pro fessores, um dos principais objetivos da Pedagogia de Projetos é promover a integração e a cooperação entre docen tes e discentes em sala de aula. Os projetos devem visar também a resolução de algum problema ou empreendimento que esteja em har monia com os interesses dos alunos e relacionados às suas próprias expe riências. # Principais características Uma das principais características de um trabalho educativo realizado por projetos é a intencionalidade. Todo pro jeto deve ser orientado por objetivos cla ros e bem definidos. O que pretendo com a.realização deste trabalho? Quais resultados posso esperar? Em que sen tido meus alunos serão modificados? A flexibilidade é outra característica importante. O planejamento de trabalho deve ser flexível, de modo que o tempo e as condições para desenvolvê-lo sejam sempre reavaliados em função dos obje tivos inicialmente propostos, dos recur sos à disposição do grupo e das circuns tâncias que envolvem o projeto. E U £*tài*uzd& i' A originalidade do projeto demons tra que cada grupo é único, isto é, pos sui características próprias. Seus parti cipantes têm ritmos e estilos diferentes. Portanto, o trabalho de um grupo não deve ser comparado com o de outro ou contestado. A resolução do problema proposto pelo projeto de trabalho se dará em função das experiências e expectati vas dos componentes de cada grupo. Planejamento Quais atividades serão propostas? De quais materiais e ferramentas irão precisar? Quanto vai custar? Quais dis ciplinas serão envolvidas? Como con duzirá o projeto? Quantas aulas dis porá para executá-lo? Quais estra tégias usará para manter seus alunos interessados? Os participantes deverão conhecer antecipadamente todas as etapas do trabalho. Deve-se considerar a quan tidade de pessoas envolvidas, os recur sos disponíveis, a metodologia utiliza da, as fases e o prazo de execução (cro- nograma), os critérios de avaliação etc. É imprescindível que a elaboração do planejamento seja realizada coleti vamente pelos participantes. Etapas de um projeto A escolha do tema O tema poderá ser escolhido pelo professor, por um aluno ou em comum acordo com a classe. O importante é que ele seja de interesse de todos os que nele estarão trabalhando. Exem plos de temas: Vocação, drogas, sexu alidade, temas bíblicos, teológicos, comportamento social etc. Pode-se trabalhar com um único tema para todos os grupos, ou com um único tema, em que cada equipe tra balha com uma particularidade, ou ainda com diversos temas. E necessário que alguns ques tionamentos sejam feitos na escolha do tema: Até que ponto ele vai despertar e manter a atenção dos seus alunos? Quanto contribuirá para ampliar o co nhecimento deles? Quais as vantagens e desvantagens de escolher este ou aquele tema? Os objetivos O que você pretende alcançar com este projeto? O que gostaria que seus alunos aprendessem com ele? Problematização Nesse momento, os alunos irão ex pressar suas idéias'/ conhecimentos e questões sobre o tema escolhido. As experiências, saberes e história de vida deverão ser bastante valorizados. Pesquisa e produção Nesta fase é fundamental a atuação do professor no acompanhamento da execução do trabalho. Suas interven ções devem levar os alunos a confron tarem suas idéias, informações e conhe cimentos com outras visões de mun do, ou seja, outras maneiras de ver e analisar o problema que deu origem ao projeto. A diversidade de visões traz maior riqueza às discussões e o seu confronto favorece o exercício da au tonomia e da responsabilidade do alu no sobre sua própria aprendizagem. O professor poderá contribuir com o trabalho, trazendo para a sala de aula diferentes fontes de informações tais como: jornais, revistas, livros, docu mentos, textos colhidos na internet, organogramas, mapas etc, tudo de acordo com a proposta do trabalho. O trabalho deverá se integrar com ações pedagógicas tais como: visita a bibliotecas, entrevistas com pessoas da comunidade, participação de pessoas de outros lugares para a troca de idéias e experiências sobre o tema em questão. Avaliação A avaliação da ação pedagógica deve contar com a participação de to dos os envolvidos, tendo sempre um olhar direcionado aos objetivos propos tos e aos papéis desempenhados. O professor, ao acompanhar o de senvolvimento do projeto, pode não só avaliar sua atuação, como também ser avc.liado pelos alunos. A avaliação do aluno deverá ocor rer durante todo o processo e servir como parâmetro para o replanejamento das atividades em novos projetos. O próprio aluno pode se autoavaliar con siderando sua atuação e desenvolvi mento no processo educativo. Apesar de definidas as etapas de desenvolvimento de um Projeto de Tra balho, elas têm de ser consideradas como parte de um processo contínuo, sujeito a mudanças e recontextua- lizações de acordo com as necessida des que surgem no grupo durante a sua execução: jamais poderão ser reduzi das a uma lista de objetivos e etapas estanques a serem seguidas passo ̂ passo. O planejamento deve ser sufici entemente flexível para incorporar as modificações que se façam necessárias no decorrer de seu desenvolvimento. Em sua prática docente, o profes sor de Escola Dominical cônscio de suas responsabilidades, deve se preo cupar não apenas em am pliar o cabedal teórico de seus alunos, mas em orientá-los quanto à necessidade de traduzirem seus conhecimentos em ação dinâmica e eficaz. A pedagogia de projetos é uma excelente aliada do professor no cumprimento desse pro pósito.-««^^ Marcos Tuler é ministro do Evangelho, pedagogo, escritor, conferencista e chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD S v id ê t t c ù z CAPED no Espírito Santo e na Bahia As A ssem bléias de Deus em Aribiri (ES) e Itabuna (BA), lideradas respectivam ente pelos pastores Kemuel Sotero Pinheiro e Hefron Gonçalves Silva, receberam as duas últimas edições do Curso de Aperfei çoamento para Professores da Escola Dominical (Caped), promovido pela CPAD. Os dois encontros contaram com a participação de quase 500 alu nos dispostos a aperfeiçoarem seus conhecimentos para uma melhor prá tica da docência cristã. Baseado no livro Manual da Escola Dominical, do pastor Antonio Gilber to, o curso visa oferecer às igrejas, prin cipalmente do interior, o acesso à es trutura de ensino que existe nas con ferências. As disciplinas ministradas foram Teologia Sistemática, com o pastor Antonio Gilberto; Bibliologia, com o pastor Claudionor Corrêa de Andrade; e Escola Dominical, com o pastor Marcos Tuler. As professoras Helena Figueiredo e Débora Ferreira ministraram sobre Pedagogia e Psico logia Educacional, respectivamente. Realizado de 28 de setembro a Io de outubro, em Aribiri, o encontro contou 265 inscritos, entre obreiros, superintendentes e professores de ED. Também estiveram presentes ir mãos de outras denominações e ca ravanas de várias partes do Espírito Santo, além do Rio de Janeiro e Mi nas Gerais. Para o pastor Bernadino Rodrigues da Silva, coordenador local do Caped, foi uma satisfação a igreja promover, após 20 anos, uma nova edição do Caped na região. "Os participantes retornaram para as suas casas entu siasmados com o propósito de inves tir na ED", conclui. Em Itabuna, a reunião aconteceu de 5 a 8 de outubro e teve 223 participan tes. Esse evento ficou marcado por duas peculiaridades. Foi o Caped com o maior número de pastores inscritos e também a edição que teve o aluno mais novo desde sua fundação, Lucivaldo Bispo Moreira, de 10 anos. O evento contou ainda com a participação dos cantores Nelito Viana, de Nanuque (MG), e Cléo Santos, de Ilhéus (BA). Parao pastor Hefron, o Caped re presenta um sonho realizado para o melhoramento da ED local. Segundo ele, "só a educação pode edificar a igreja para os desafios deste século". Como novas medidas a serem toma das em Itabuna, destacam-se princi palmente um investimento maior em verbas para a ED e a adequação futu ra dos templos para o ensino. Para o coordenador nacional do Caped, Marcos Tuler, as duas cidades se destacam pela infra-estrutura físi ca dedicada à educação. "Agradece mos a Deus pela disponibilidade dos irmãos que, tanto em Aribiri como em Itabuna, dispuseram-se a aperfeiçoar cada vez mais o trabalho da educação cristã", ressaltíwi^^ A AD em Curitiba (PR), liderada pelo pastor José Pimentel de Cat- valho, realizou de 16 a 18 de se tembro de 2005, no templo-central, o 8o Seminário da Escola Bíblica D om inical. Baseado em Lucas 24.32, o evento contou com a par ticipação de 915 inscritos entre membros da igreja e de outras de nom inações, com o M etod ista Wesleyana, Batista e Luterana. Os participantes foram dividi dos em grupos de estudo para classes específicas. O grupo de pastores e superintendentes discu tiu o tema Ensino - Um Ministério Profético e trabalhou na oficina O líder e o Ensino Teológico - Postura de Liderança diante da necessidade da AD/Aribiri P ro fe sso re s a te n to s no C aped re a lizad o na A ss e m b lé ia de D eus em A rib ir i m ^ A r q u i v o A D / B a r r a d a C o r d a ( M A ) í all Ü I J! • . !*, P ro fessoras do D epartam ento In fan til recebem o ce rtificado de p a rtic ip a ç ã o no s e m in á rio , em B arra do C orda Visão diferenciada Somar esforços para marcar a di ferença. Esta é a visão da Escola Do minical da Assembléia de Deus em Barra da Corda (MA), liderada pelo pastor Silvestre Rodrigues Sales. Com 2,5 mil membros distribuídos em 24 congregações, a igreja realizou recentemente o I o Congresso para Professores e Líderes da ED. Com o tema Dinamizando a EBD para o crescimento da igreja, o evento contou com a participação de 170 professores, que em três dias foram ensinados sobre Planejamento de Aula e Confecção de Materiais Di dáticos. Após a organização em superin tendências no templo-central e nas congregações, os responsáveis pela ED conseguiram melhorar a infra- estrutura e o corpo docente, com a cobertura das salas e projetos para construção de novos espa ços. A d ireção tam bém pensa em promover cur sos de reciclagem para os professores e implementar uma bi blioteca com livros na área do ensi no, que poderão ser usados como fon te de pesquisa por professores e alu nos. "Nosso interesse é melhorar e desenvolver a ED com o objetivo de matricular todo membro da igreja", completa Gildenir Carvalho Melo, co ordenadora da Escola Dominical. Como frutos do engajamento des sa visão da ED, em novembro de 2004, a liderança organizou o I o Se minário para Professores do Depar tamento Infantil sob o tema Oficina e vivência pedagógica - uma prática pe dagógica para uma pedagogia prática. Ministrado por uma equipe de Im peratriz (MA), o evento contou com a participação de 67 professores que aprenderam, entre outros temas, a confeccionar m ateriais didáticos para as crianças de todas as faixas etárias. De acordo com pastor Sivestre, que está há 18 anos à frente do traba lho, algumas medidas adotadas pela igreja já colaboram com o trabalho, como o investimento de todas as ofer tas recolhidas na ED na própria esco la. Outro desejo é realizar mais even tos para os professores. Ele ressalta ainda o interesse em que alunos não- evangélicos venham participar da ED e conhecer o Evangelho. "Assim eles poderão se decidir à luz da Palavra", conclui.- V . D a m a s igreja. Já o grupo formado por pro fessores de jovens e adultos desen volveu o tema Aplicação Prática do Ensino e na oficina A arte de Multi plicar Ensinadores. Como lidar com a precocidade da adolescência m otivada pelo avanço tecnológico foi o tema estudado pelo grupo de professores de adolescen tes e juvenis. Na oficina, eles tra balharam o tema Preparando o ado lescente para a verdadeira adoração a Deus. Os professores do Departa mento Infantil também se reuni ram em grupos para estudar as suntos ligados à construção do ca ráter e ao envolvimento das crian ças em trabalhos manuais. Além dos grupos de estudo, fo ram realizadas plenárias sobre temas variados. Entre os palestrantes, esti veram os pastores Antônio Siqueira (SC), Eliezer Lira e Silva (PR), Wagner dos Santos Gaby (PR), Samuel Figuei ra (RJ) e Marcos Antônio da Silva. Para o presbítero Natalino das Ne ves, coordenador-geral da ED em Curitiba, a realização do seminário foi uma grande conquista para todo o mi nistério, principalmente para a área do ensino. "Além das inúmeras bênçãos registradas como o número recorde de inscritos, ainda houve conversões durante o encontro. Tudo para a gló ria do Senhor Jesus", testifica. m Por João Fernandes Lima falava Terceira Idade é a idade da maturidade, conhecimen to e experiência. Cícero di zia que "a ancianidade é o outono da vida". Jerônimo que "a velhice aumenta a sabe doria e dá conselhos mais amadurecidos". Já do poe ta grego Fócilides se ou viu: "Respeita os cabelos brancos e presta ao velho sábio aquelas mesmas homenagens que tribu tas a teus pais". Lewis Carrol, reportando-se a Terceira Idade, \ disse: "Ser ido so nada mais é que ser criança mais velha". Q u a n d o Policarpo, discípulo do apóstolo João e pastor da igreja de Esmirna, foi martirizado na fogueira, disse: "Eu o tenho servido por 86 anos e Ele não cometeu nenhuma injustiça comigo. Como posso blasfemar con tra meu Rei que me salvou?". Vale a pena trabalhar para Jesus. Normalmente, uma pessoa atinge a faixa da Terceira Idade entre os 60 e 70 anos. Porém, alguns m édicos, pedagogos e psicólogos dizem que a velhice está na mente e não no corpo. O médico Jorge Antonio May escre veu: "A velhice não é a responsável direta pela deterioração da mente, mas, sim, a resignação e o conformis mo do idoso que passa a usar, cada vez menos, os seus neurônios". Não se deve temer a entrada na Terceira Idade. A Palavra do Senhor diz: "Os jovens se cansarão e se fati garão, e os jovens certamente cairão. Mas os que esperam no Senhor re novarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fati garão", Is 40.30-31. Há líderes que não vêem poten cial na Terceira Idade. Pensam que os idosos são um problema para a igreja. Um ministro de almas não pode ter uma visão dessa. Vejamos alguns exemplos bíblicos de idosos que se destacaram em vários aspec tos e também passagens em que as Potencial, experiênci: características dessa faixa etária são ressaltadas. Vamos a eles: "Existiu, no tem po de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote, chamado Zacarias, da or dem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Aarão; o nome dela era Isa bel. E eram ambos justos perante Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os mandamentos e precei tos do Senhor. E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade", Lc 1.5-7. "E estava ali a profetiza Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade, e era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia", Lc 2.36-37. "Havia em Jerusa lém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Isra el; e o Espírito Santo estava sobre ele. E fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor", Lc 2.25-26. "Com os idosos está a sabedoria, e na abundância de dias, o entendimento", Jó 12.12. "N a velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes", SI 92.14. "O so gro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e Deus será contigo", Ex 18.17,19. O profeta Elias achou que já era hora de parar. Depois de fazer em Israel uma reforma espiritual com a operação de grandes milagres, so freu ameaças de morte da rainha jezabel (lRs 18 e 19) e fugiu para o deserto. Nesse cenário de angústias, ele pede a morte e pensa que é hora de parar. Elias se sentia atemoriza do, deprimido e sem perspectiva de vida. Deus enviou um anjo para fa lar com ele. O Senhor não havia de sistido de Elias. Ainda precisava dele para três trabalhos im portantes: "Ungir Hazael rei sobre a Síria, un gir Jeú rei sobre Israel e ungir Elizeu como profeta em seu lugar". Paulo escreveu a Timóteo que o tempo da sua partida estava próxi mo e que já tinha terminado a sua carreira (2Tm 4.6-8). Mas, quando se lê a continuação do capítulo, obser- va-se que ele se reanimou. Agora, tinha novos projetos e recomendava a Timóteo: "Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmen te os pergaminhos", 2Tm 4.13. Pau lo trabalhou até quando tiraram sua vida. Abraão com 100 anos foi pai de Isaque (Gn 21.1-7). Sara, mãe de Isaque, era já velha (Gn 18.11-12). Mas o Senhor ainda tinha um plano com o casal. Eles iriam fazer parte da obra da Redenção. Deus chama um homem, Abrão. Deste homem faz uma nação. De uma nação esco lhe uma tribo, a de Judá (Gn 49.8- 10). De Judá separa uma família, a de Davi. E de Davi nasceu Jesus, o nosso Salvador (Mt 1.1-17). Obviamente que um professor na Terceira Idade necessita de saúde físi ca, equilíbrio mental e perfeito contro le emocional. Ele deverá escolher sua função de acordo com suas possibili dades. Há, no mínimo, 12 departa mentos na Escola Dominical em que o idoso pode trabalhar. São eles: Ensino Secretaria Tesouraria Recepção __________ Diretoria Coordenadoria Visitação Convites Limpeza Organização de eventos Louvor Grupo de fantoches e exemplos a serem seguidos Algumas recomendações podem ajudar os professores no exercício de sua função. Neste artigo, separamos algumas que são de interesse não apenas de professores na Terceira Idade, mas de todas as faixas etárias. Se procurarmos segui-las, teremos a certeza de estar trilhando o caminho proposto pelo Senhor. Para ter um bom rendimento em sala de aula: • Não pare de orar • Não pare de ler e meditar na Bíblia • Não pare de se atualizar • Não pare de estudar • Não pare de sonhar • Não pare de visitar • Não pare de investir no Reino • Não pare de investir em você • Não pare de cuidar do seu corpo • Não pare de crescer espiritualmente • Não pare de aconselhar • Não pare de ganhar almas Na literatura cristã encontramos alguns homens que não desanimaram, nem pararam de fazer a obra por te rem chegado à Terceira Idade. São exemplos que nos mostram que com o auxílio divino, vigor e vontade to dos somos capazes de ser instrumen tos na mãos de Deus no ensino da Pa lavra. Os casos destacados abaixo fo ram extraídos do livro Heróis da Fé, de Orlando Boyer, editado pela CPAD. • Charles Finney é considerado o apóstolo dos avivamentos. Finney en sinou e inspirou os estudantes do Oberllin College até a idade de 82 anos. Já no fim da vida, permanecia tão lúcido de mente como quando jovem e a sua vida nunca foi tão rica no fruto do Espírito e na beleza da sua santida de do que nos últimos anos. • Jo ã o W esley , a o c o m p le ta r 88 a n o s , e sc re v e u : "D u r a n te m a is d e 86 a n o s n ã o e x p e r im e n te i q u a lq u e r d e bilidade de velhice. Os olhos nunca escureceram, nem perdi o meu vigor". Com 70 anos pregou a um auditório com 30 mil pessoas, ao ar livre, e foi ouvido por todos. Aos 86 anos fez uma viagem à Irlanda, na qual, além de pregar seis vezes ao ar livre, pregou cem vezes em 60 cidades. • Martinho Lutero profetizava, evangelizava, falava línguas e inter pretava; revestido de todos os dons do Espírito. Nos seus 62 anos, pregou seu último sermão sobre o texto: "Ocul taste estas coisas aos sábios e instruí dos e as revelaste aos pequeninos", Mt 11.25. Ele pensava que o papa ia matá- lo, mas foi Deus que o recolheu. • Jorge M uller, chamado de o apóstolo da fé, é outro exemplo. Aos 69 anos, iniciou suas viagens, nas quais pregou centenas de vezes em 42 nações para mais cie três milhões de pessoas. Sustentou um orfanato pela fé por muitos anos. Com 90 anos, pregou o sermão fúnebre da segunda esposa. E ainda aos 90 anos, permaneceu cheio de fé. É importante saber a hora de co meçar e também o momento de pa rar. Para que, se não estiver ajudan do, não atrapalhe o rendimento da classe. Quando se tem condições fí sicas, mentais e espirituais, se ajuda; quando não as têm, se é ajudado. Podemos observar em muitas es colas dominicais que alguns professo res da Terceira Idade estão atrapalhan do o rendimento dos alunos por não reconhecerem que já chegou o mo mento de parar. Cada professor deve se auto-avaliar e também pedir ao co ordenador da ED ou ao pastor que lhe ajude a fazer uma avaliação de traba lho. Não podemos esquecer que os mestres receberão um juízo mais duro (Tg 3.1). Por isso, devemos fazer sem pre o nosso melhor. Se o conselho do seu líder foi para que você pare, certamente isso é o melhor à você e à Escola. Como diz o ditado: "Quem está de fora sem pre vê melhor". Além do mais, nin guém é insubstituível na obra de Deus. É errado o idoso pensar que o novo professor não é capaz de tra balhar à sua altura. A idade é impor tante, mas não esqueça que é Deus quem capacita (At 1.8 e IJo 2.20). Encare o parar com varonilidade. Tenha isso como a vontade de Deus. Receba com amor, aceite com alegria, pois deves provar que és uma pes soa madura e que tens o fruto do Espírito (G1 5.22). E o professor que tem o fruto do Espírito não é dengo so, iracundo e intratável. Quando parar, não se isole, não entre na caverna como Elias. Não se ausente dos cultos. Não dê trabalho para o seu pastor. Continue a ter co munhão com os irmãos, receba a Pa lavra, a oração e o aconselhamento. Encerrando seu ministério, não esque ça de meditar no galardão que o reto juiz naquele dia dará a você, querido professor, que tanto labutou na Esco la Dominical (Dn 12.3; Rm 14.10; 2Co 5.10 eAp 22.12). João Fernandes de Lima é presbítero, escri tor, professor da ED e líder do Setor 8 da Assembléia de Deus em Caxias do Sul (RS) ‘antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,” I Pedro 3:15 Quem é Deus e como ele age? A Bíblia é confiável? Há contradições na Bíblia? A Fé é um salto no escuro? Certeza da salvação? É errado querer evidências para sua crença? Qual é a razão de sua Fé? Em Defesa da Fé Cristã D ave Hunt Este livro traz uma série de respostas racionais, inteligentes e bíblicas às perguntas que investigadores sinceros (muitos críticos, céticos e ateístas) têm feito. Perguntas sobre assuntos polêmicos e espinhosos que guiarão o leitor a explorar, de forma empolgante, sobre as verdades bíblicas e a compreender mais profundamente quem é Deus e como Ele trabalha. Um livro que o ajudará a viver de acordo com a verdade divina. Dave H u n t E autor e palestrante reconhecido internacionalmente. Pesquisador das áreas como profecias, misticismo oriental, fenômenos psíquicos, seitas e ocultismo. Escreveu mais de 25 livros, e o conjunto de sua obra já vendeu mais do que 4 milhões de cópias. Nas livrarias evangélicas ou pelo 0 3 0 0 -7 8 9 -7 1 7 2 w w w . c p a d . c o m . b r http://www.cpad.com.br OS 56 66 3 E L ID E R E S Uma Igreja Apaixonante Ser Cristão é mais que um simples modo de vida. É uma constante renovação da sua existência. Uma Vida Apaixonante Mike Breen e WaltKallestad Mais que um livro de cabeceira, esta é uma proposta que pretende tran sform ar rad icalm en te sua existência. Com conceitos ilustrados e fáceis de se aplicar, este livro é uma fonte de inspiração, encorajamento e força para todos que anseiam por uma fé mais autêntica. Alcance uma convicção apaixonante para impactar a vida das pessoas em sua volta. Leia, sinta e tenha uma vida apaixonante! 240 páginas Form ato: 14,5 x 22,5cm Nas livrarias evangélicas ou pelo 0300- 789-7172 Neste livro você encontrará métodos práticos e aplicáveis à sua igreja fundamentados na liderança de Jesus. Direcionado para pastores e líderes, Uma Igreja Apaixonante trará a visão de um ministério dinâmico, participativo e apaixonante, ensinando não apenas a manter uma igreja, mas desenvolvê-la e expandi-la para ser “sal da terra e luz do mundo”. Os autores apresentam oito verdades bíblicas, conhecidas como Modeladores deVidas, que transformaram suas igrejas e a vida dos seus membros. 272 páginas Form ato : 14,5 x 22,5cm Mike Breen e Walt Kallestad