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b i b h ü u
M issionários levam 
a Palavra de Deus aos índios
Escola Dominical
Ncpp paradigma para a administração 
da’
Comentarista 
aborda questões 
sobre os pilares 
da vida cristã
Dinâmicas de 
grupo
Subsídio semanal 
para Salvação e 
Justificação
Pastor Antonio 
Gilberto fala 
sobre regras de 
estudo da Bíblia
BRINDE
Calendário de 
planejamento 
2006
* * * * * E Z » f l i
Ano 7 - n° 25 - ensinador@cpad.com.br - R$ 6,50
Entrevista com a 
professora Joane 
Bentes
Potencial, experiência e 
exemplos a serem seguidos
mailto:ensinador@cpad.com.br
OS
 
56
69
3
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Ano 7 - n° 25 - jan-fev-m ar/2005
Presidente da Convenção Geral
José Wellington Bezerra da Costa 
Presidente do Conselho Administrativo
José Wellington Costa Júnior 
Diretor-executivo
Ronaldo Rodrigues de Souza 
Gerente Financeiro
Walter Alves de Azevedo
“Da, .̂ed<%çâ&
ABERTO PARA BAIANÇO
0 INÍCIO DE UM NOVO ANO É SEMPRE 0 MOMENTO PROPÍCIO PARA UM BAIANÇO. ÉA ÉPOCA EM QUÊ 
COSTUMAMOS TRAÇAR METAS E OBJETIVOS PESSOAIS E TAMBEM OBSERVAMOS 0 QUE CONQUISTAMOÍ 
NO ANO QUE PASSOU. TODOS NÓS SABEMOS COMO É PRAZEROSO COLOCAR UM OK DO LADO DE CADA m 
DESTACADO COMO ALVO PARA AQUELE ANO. É GRATIFICANTE VERMOS QUANTAS BÊNÇÃOS ALCANÇAMOS.
POR ISSO. ACREDITO SER ESSE TAMBÉM 0 MOMENTO IDEAL PARA QUE VOCÊ FAÇA UM BAIANÇO NÃO SÓ DE \ 
SUA VIDA, MAS DE SEU OFÍCIO NA OBRA DOSENHOR. PERGUNTE A SI MESMO:"SERÁ QUE TENHO DADO 0 
SUFICIENTE DE MIM PARA A OBRA?"; "SERÁ QUE TENHO FEITO, DEFATO, 0 MEU MELHOR PARA DEUS?"; 
“SERÁ QUE TENHO SIDO USADO COMO UM INSTRUMENTO EFICAZ NAS MÃOS DO MESTRE?".
AO RESPONDER ESTAS QUESTÕES, VOCÊ TERÁ DIANTE DE SI DUAS OPÇÕES: CONTINUAR SUA LIDA DA MESMA 
FORMA OU SE EMPENHAR PARA REALIZAR, NÃO SÓ EM2006, MAS NOS PRÓXIMOS ANOS, UM TRABALHO 
DE EXCELÊNCIA PARA 0 SENHOR. AFINAL, COMO 0 PRÓPRIO VERSÍCULO-BASEDA ENSINADOR DIZ,
“SE É ENSINAR, HAJA DEDICAÇÃO AO ENSINO", RMI2.7.
INÍCIO DE ANO TAMBÉM É UM BOM MOMENTO PARA IMPLEMENTAR MUDANÇAS NA ESCOLA DOMINICAL. SE 
SEU OBJETIVO É MOTIVAR ALUNOS PROFESSORES E FAZER COM QUE ISSO SE REFUTA NO AUMENTO DA 
FREQÜÊNCIA NAS AULAS, VOCÊ NÃO PODE DEIXAR DE LER O ART/GO DE CAPADESTA EDIÇÃO. 0 AUTOR 
MOSTRA COMO APLICAR TÉCNICAS DE MARKETING NA ESCOIA DOMINICAL E CONSEGUIR, COM ISSO, 
RESULTADOS POSITIVOS PARA TODAS AS CIASSES.
PARA AQUELES QUE TÊM 0 COSTUME DE RECLAMAR DA ESTRUTURA DA ED EM SUAS IGREJAS,
A REPORTAGEM DESTA EDIÇÃO VEIO EM BOM MOMENTO. NELA, VOCÊ CONHECERÁ AS DIFICULDADES 
ENFRENTADAS POR MISSIONÁRIOS PARA LEVAR 0 ENSINO DA PALA VRA ÀS COMUNIDADES INDÍGENAS. EM 
ALGUMAS DESSAS COMUNIDADES, AS ÁRVORES. FOLHAS E DEMAIS ELEMENTOS DA NATUREZA SÃO OS j 
ÚNICOS RECURSOS UTILIZADOS PELOS PROFESSORES PARA A REALIZAÇÃO DAS AUIAS. UMA PROVA DE QUE | 
CRIATIVIDADE FUNCIONA EM QUALQUER SITUAÇÃO ÉA FREQÜÊNCIA DOS ALUNOS. MESMO COM TODAS 
AS DIFICULDADES, ELES NÃO PERDEM AS AULAS. NÃO DEIXE DE CONFERIR!
QUE2006 SEJA REPLETO DE BÊNÇÃOS PARA VOCÊ E SUA CIASSE!
------- -- EVEUNEVENTUR
Gerente de Produção
Ruv Bergsten 
Gerente de Publicações
Claudionor Corrêa de Andrade 
Gerente de Vendas 
Cícero da Silva 
Editor-chefe 
Antônio Pereira de Mesquita 
Editora 
Eveline Ventura 
Pauta 
Gilda Júlio 
P ro je to G rá fico 
Rafael Paixão
Design & Editoração
A lexan der Diniz 
Fotos
Sol mar Garcia
Atendimento a igrejas e livrarias
A lian Viana, A lexander Costa, Leise Laina, G lauco 
Leonardo, Lucim ar Rangel, M arcela Fernandes, 
O sm an Bernardo, Renata M eirelles e N élio A lves 
Fones 21-2406.7385 / 2406-7439/2406-7445
Televendas
0300-789.7172
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Ensinador Cristão - revista evangélica trimestral, lançada em 
novembro de 1999, editada pela Casa Publicadora das Assem­
bléias de Deus.
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06 Marketing na Escola Dominical
l ) 14 Santificação e justificação pela fé 
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48 O professor de ED na Terceira Idade
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22 Reportagem
29 Sala de Leitura 
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Salvação e Justificação - 
Os pilares da vida cristã
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selecionadas e transcritas na íntegra ou em trechos 
considerados m ais significativos. Serão publicadas as 
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ou e-m ail, só serão publicadas as cartas que inform a­
rem tam bém a cidad e e o Estado onde o leitor reside.
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Novo paradigma 
para a administração 
educação cristã
J á é por muitos conheci­
da a urgência de se re­
pensar em um progra­
ma de (re)in tegração 
dos alunos à ED. A primeira percep­
ção dessa realidade veio da CPAD, 
quando, após constatar que cerca de 
70% da membresia não participava 
da ED, lançou, em 1996/1997, o 
Biênio da Escola Dominical, que teve 
como lema "Achei o Livro da Lei na 
Casa do Senhor" (2Cr 34.15). Desde 
então, os avanços experimentados 
pelo principal departamento da igre­
ja tem sido de proporções conside­
ráveis. Entretanto, estamos em um 
outro momento pendular. Naquele 
o "Livro da Lei", a Bíblia, livro tex­
to da ED, estava "perdido". Neste, 
a metáfora mais adequada é a ana­
log ia dos alunos com a décim a 
dracma que foi perdida dentro da 
própria casa (Lc 15.8-9). Assim, de­
vemos "ach ar" os alunos "perd i­
dos" dentro da igreja. Os novos 
tempos exigem uma postura dife­
rente. E um novo paradigma que 
desponta e devemos nos adequar à 
nova dinâmica. A gestão educacio­
nal da ED precisa, urgentemente, 
ser mudada.
O que é um paradigma
Segundo o Dicionário de Sociologia, 
o termo paradigma vem da lingüísti­
ca. Ele aparece a partir dos estudos 
do lingüista suíço Saussure nos anos 
20 e nos demais que se seguiram. 
Saussure estabeleceu a teoria do sig­
no lingüístico. O que são signos 
lingüísticos? São os elementos cons­
tituintes de uma língua, os quais se 
relacionam.
Segundo o mesmo dicionário, a 
denominação de paradigma passou 
da lingüística para a gramática, de­
signando o modelo de uma classe 
gramatical. Daí, o termo paradigma 
passou para a linguagem em geral e 
entrou nas Ciências Sociais, no qual 
tem igualmente a acepção de mode­
lo ou matriz, algo que serve de refe­
rência.
Novo paradigma 
educacional
As mudanças com suas ondas de 
transformações determinam as no­
vas dinâmicas organizacionais. Es­
sas mudanças criam o paradigma. E 
esse, por seu turno, cristaliza o mo­
delo que vem com a nova onda.
Em tese, a escola laica se adequou 
aos novos tempos, ao novo paradigma 
educacional, e a ED não. Ela perma­
nece sendo aquela instituição cente­
nária que todos amam, mantida pela 
força da tradição. Porém, mudou mui­
to pouco no sentido administrativo, pe­
dagógico, didático, recepcionai e em 
outras dimensões que fazem parte do 
bojo organizacional e estrutural da ED.
Estamos cientes de que é inad­
missível permanecer na postura pas­
siva e resistente do paradigma de vi­
são educacional tradicional. Levan­
do em conta que a nossa tarefa 
educativa é gigantesca, pois deve­
mos ensinar "todas as coisas" que 
Jesus ensinou a "todas as nações" 
(Mt 28.19-20), é imprescindível pen­
sar em como realizarmos o nosso tra­
balho de maneira cristã em moldes 
contemporâneos.
O novo paradigm a educacional 
em vigência é o do hum anism o, 
da prevalecência do hom em , do 
pragmatismo, sendo que a ênfase 
desse último aspecto, conforme pos­
tulou John Dewey, recai na tese fun­
damental de que "a verdade de uma 
doutrina consiste rio fato de que ela
seja útil e propicie alguma espécie de 
êxito ou satisfação". Excetuando os 
elementos narcisistas e hedonistas 
desse pensamento, podemos extrair 
dele boas coisas. Por exemplo, nes­
sa nova dinâmica a compreensão 
da utilidade do que se está apren­
dendo é fundamental para cativar 
alunos.
Analisando esse paradigma com 
as "lentes do cristianismo", ou seja, 
passando a encará-lo do ponto de 
vista da cosmovisão cristã, é possí­
vel aproveitar esse m omento em 
vez de ingenuam ente negá-lo ou 
querermos resisti-lo. Persistir em 
um ensino homogêneo, que consi­
dera todos iguais, que não respeita 
as individualidades cognitivas e 
meramente informa é escancarar as 
portas da ED e obrigar os alunos a 
se evadirem.
Implicações para a ED
As implicações que subentende­
mos como mudanças a serem imple­
mentadas na ED estão situadas em 
pelo menos quatro níveis:
Mudança estrutural: Esse ponto se 
refere não apenas à questão física, 
predial e mobiliária, mas, principal­
m ente, à questão organizacional, 
administrativa, pedagógica e grupai. 
A descentralização de poder deverá 
ocorrer de fato e de direito. Mais do 
que nunca o conselho de Jetro está 
em voga (Ex 18.13-26);
Mudança tecnológica: Se tem dito 
com propriedade que o analfabeto do 
século 21 é quem não sabe lidar com 
a tecnologia. E, diga-se de passagem, 
nesse ponto nossos filhos (e alunos) 
estão alguns anos luz a nossa frente. 
Mas isso não tem que ser necessari-
am ente as­
sim. É indispensável 
que aprendamos a utilizar 
toda a parafernália tecnológica 
podermos nos aproximar do 
"mundo" deles;
Mudança comportamental: Isso 
deve ocorrer em todos os aspec­
tos. No relacionamento intra e 
interpessoal, no tratamento com 
os colegas da equipe e principal­
mente com a clientela discente. 
Essa mudança comportamental 
deverá iniciar com os recepcionis­
tas. Todos, sem exceção, deverão 
trabalhar no sentido de atrair, con­
quistar e manter alunos na ED.
Mudança de valores: Também 
conhecida como "cultura educa­
cional". Esse aspecto é o mais 
importante, pois, sem mudança 
pessoal e interior dos valores do 
superintendente, não podemos 
esperar mudanças na adminis­
tração ou gestão da Escola Do­
minical. Só para exemplificar: O 
que o superintendente imagina 
seja a ED? Uma extensão do 
cu lto? Um cu lto com outro 
nome? A Escola Dominical pode 
e deve glorificar a Deus, mas ela 
não é um culto, é aula, atendi­
mento informal e personalizado 
visando aproximar os alunos de 
Deus, com vistas a formá-los, 
tendo como modelo valorativo 
e transcendental o Senhor Jesus 
4.11-16).
O que as pessoas 
esperam da ED
A "nova" visão do que é ED, 
na verdade, é uma readequação 
ao que ela sempre foi, mas que, 
de um tempo para cá deixou de 
ser. A ED é a continuidade da 
missão educativa que Deus 
outorgou ao seu povo (Gn 
18.18-19; Dt 4.1-9; 6.1- 
25; Mt 28.19-20 
e Ef 4.11-
16), visando formá-lo e satisfazer à 
sua necessidade de conhecimento. 
Nessa readequação, devemos saber 
que sem aluno não se tem ED. Por 
isso, entender a missão e a visão de 
Deus para a educação cristã é o 
ponto crucial para podermos esta­
belecer uma "política de qualida­
de" pela qual a equipe da ED de­
verá se pautar.
A célebre pergunta do marketing 
não é "O que queremos vender?", 
mas "Quem é o nosso cliente?" E 
preciso saber quem são os nossos 
alunos potenciais, qual o seu perfil, 
e assim, sem modificarmos a Verda­
de, readequarmos nossos métodos 
de atração, conquista, atendimento
“Os novos 
tempos exigem 
uma postura 
diferente (...)
A gestão 
educacional 
da ED precisa, 
urgentemente, 
ser mudada”
e manutenção dos mesmos. É preci­
so, a exemplo de Jesus, oferecer res­
postas ao que as pessoas buscam (Jo 
3.1-21; 4.1-30). É fato que elas pode­
rão não gostar de todas as respostas, 
mas a satisfação proporcionada nas 
ocasiões anteriores assegurará a fre­
qüência e d irão , p arafrasean d o 
Pedro: "Para onde iremos nós? Só a 
ED tem as Palavras de vida eterna" 
(Jo 6.68).
O que aquelas crianças e adoles­
centes precisavam para viver bem e 
se sentirem humanas e encontraram 
no trabalho de Robert Raikes há 225
•* ■*,.V , r - - - :
8 j
-
anos, são as mesmas necessidades 
que motivam as pessoas pós-moder- 
nas a buscarem uma ED:
• Um propósito para o qual viver;
• Pessoas com quem viver;
• Princípios pelos quais viver;
• Força para seguir vivendo.
Uma ED que não oferece satis­
fação e repostas para essas quatro 
necessidades básicas não está à al­
tura de represen tar o Reino de 
Deus como agência de educação 
cristã . Evid entem ente que cada 
p esso a , de acord o com a fa ixa 
etária, maturação biológica e men­
tal, e condição social, possui carên­
cias de diferentes matizes e formas 
de manifestar diante das quatro ne­
cessidades acim a elencadas. Um 
exemplo típico do que está sendo 
colocado pode ser visto na diferen­
ça que existe entre lecionar para 
uma classe de ad u ltos na faixa 
etária dos 25 aos 40 anos e para 
p esso a s da T erceira Id ad e. Os 
anseios e m otivos podem ser os 
quatro enunciados acima, no en­
tanto a forma pela qual irá se ma­
nifestar a necessidade bem como a 
sua satisfação serão diferentes. Os 
interesses de ambos os grupos são 
distintos.
A administração ou a gestão des­
sa demanda é o que deverá orientar 
o trabalho da equipe da ED. A mis­
são educativa da Igreja está determi­
nada há dois mil anos. Devemos en­
sinar e educar. A pergunta inquiétan­
te é: Como atrair as pessoas pós- 
m odernas para a ED, quando a 
mídia, o estresse e outras coisas ofe­
recem a 'tentação' de prendê-las ao 
conforto do sofá aos domingos? A 
resp osta é sim ples: Precisam os 
m otivá-las. E isso representa um 
duplo desafio: criar ou identificar a 
necessidade e apresentar um ele­
mento adequado para satisfazer essa 
carência.
Macketing ̂ a ra a ED
É sabido por todos nós que du­
rante m uitos anos m arketing foi 
confundido com propaganda, ven­
da etc. No entanto, m arketing é 
uma atividade central das institui­
ções modernas visando atender efi­
cazmente alguma área de necessi­
dade humana. Ele é um conjunto 
de ações que pressupõe entendi­
mento de todos os fatores que in­
fluenciam o comportamento das pes­
soas e não simplesmente o mero ato 
de propagandear ou vender. Uma 
definição de marketing, na visão de 
Philip Kloter, uma das maiores au­
toridades da área, pode nos oferecer 
uma boa visão.
"M arketing é análise, planeja­
mento, implementação e controle de 
programas cuidadosamente formu­
lados para causar trocas voluntárias 
de valores com mercados-alvo e al­
can çar o b jetivo s in stitu c io n a is . 
M arketing envolve program ar as 
ofertas da instituição para atender às 
necessidades e aos desejos de mer­
cados-alvo, usando preço, comuni­
cação e distribuição eficazes para 
informar, motivar e atender a esses 
mercados".
Essa definição nos possibilita en­
tender que marketing não é algo re­
alizado sem conhecimento de quem 
seja o nosso público-alvo. Mostra- 
nos também que não devemos reali­
zar ações por acaso. Elas devem ser 
vislumbradas em todas as suas di­
mensões anteriormente. Aprende­
mos também que o propósito do 
marketing é estabelecer uma relação 
de trocas voluntárias de valores. Isso 
significa que a nossa oferta da ED 
deve ser compatível com as respos­
tas que esperamos de nossos alunos, 
ou seja, a freqüência deles. Para isso, 
é necessário proporcionar satisfação 
e temos condições de fazer isso na 
ED. Basta apenas um planejamento 
eficaz e a "simples" necessidade que 
as pessoas têm do sagrado propor­
cionará um bom motivo para que 
elas venham à Escola Dominical.
As necessidades que foram cita­
das também constituem uma ótima 
fonte de estímulo à ED. Administrar 
essa demanda é a função principal 
do marketing, daí o porquê de o uti­
lizarmos como ferramenta de ação. 
Essa relação não é nova. O que você 
acha desse pensamento: "Bem-aven- 
turada a Escola Dominical adminis­
trada como um banco, pois os seus 
negócios serão bem dirigidos e terão 
o respeito de todos". Parece liberal 
demais essa comparação? Mas ela 
não foi dita agora. Ela faz parte das 
"Bem-aventuranças da Escola Domi­
nical", escritas na extinta revista Se­
ara (CPAD), número 61, de outubro 
de 1967.
O que ultimamente vem sendo 
utilizado pelas instituições secula­
res, denominado de marketing educa­
cional, deve ser encarado por nós 
como uma ferramenta que tornará 
mais dinâmico o nosso trabalho, sem 
nenhuma correlação com liberalismo 
ou mercantilismo.
Para finalizar, cabe dizer que o 
principal responsável pelo atendi­
mento de necessidades discentes é o 
professor da ED, pois as aulas po­
dem ser elementos satisfatórios na
busca de respostas 
espirituais. No entanto, 
toda a equipe de educação 
cristã pode atender parte das 
n e ce ss id a d e s com ap en as um 
pouco de cordialidade, ed u cação ,' 
boa vontad e e esp on tan eid ad e. 
B a sta que essa m eta se ja i 
estab elecid a e im p lantad a uma 
política de qualidade visando al­
cançar excelência nesse aspecto.
O superintendente e toda a equi­
pe da Escola Dominical deverão sej 
conscientizar de que o propósito da! 
ED é educar as pessoas cristãmente! 
e isso só pode acontecer se elas vie-j 
rem para o educandário. Isso só vail 
ocorrer se forem bem atendidas, en- j 
contrarem respostas, se puderem] 
interagir com a comunidade e obti-j 
verem força para continuar vivendo.! 
Fazendo assim, com certeza estare­
mos administrando segundo o poder J 
que Deus nos deu, e em tudo o Senhor 1 
será glorificado (lPd 4.11b).
Césa.r--Moisés--Carttalho-é--miiii»tia-do-E¥a.n.- 
gelho, articulista, superintendente de ED e 1 
2o vice-presidente da AD em Goioerê (PR)
Chamada secundária:
Escola Dominical
Q2
Sa<Uwid<n'
A AD em A breu e Lim a 
(PE), liderada pelo pastor 
Roberto José dos Santos, 
investe na qualificação de 
seus professores de Escola Domini­
cal. Com organização e uma excelen­
te estrutura, a superintendência de 
ED realiza constantemente cursos, 
palestras e treinamento para o seu 
corpo docente.
Um dos mais interessantes e con­
corridos é o curso de Hebraico e Gre­
go do Novo Testamento ministrado 
pelo pastor Altair Germano. Instala­
do há dois anos, o curso já formou 
mais de 2 mil alunos. Nas aulas, os 
professores de ED aprendem o alfa­
beto, noções de gramática e interpre­
tação b íb lica - h erm en êu tica e 
exegese - nas língu as grega e 
hebraica. Na última aula, é passada 
uma orientação prática sobre a apli­
cação do que foi aprendido. "Uma 
das razões de se implementar o cur­
so foi a grande incidência dessas lín­
guas nas Lições Bíblicas", justifica 
pastor Altair Germano.
O curso tem carga horária total de 16 
horas e é realizado em quatro sábados. 
O presbítero Carlos Alberto Olivei­
ra de Souza, que já participou de 
uma das turmas, destaca a facilida­
de no entendimento do texto bíbli­
co. "Nós podemos explicar a origem 
da palavra e a exegese do texto. Po­
demos exemplificar dizendo o que 
determinada palavra significa no 
grego e no hebraico, fazendo uma
contextualização histórica e cultu­
ral", explica.
Para a irmã Gardênia Geordana 
Viana da Silva Leitão, que atua como 
auxiliar de professor na classe para 
as moças, o curso foi fundamental 
para sua maior compreensão dos ter­
mos bíblicos. "Aprendi na prática a 
procurar palavras no seu sentido 
original, o que para mim acrescen­
tou mais subsídios no ensino da Pa­
lavra de Deus", destaca.
Além do curso de idioma, os pro­
fessores da ED contam com um ou­
tro auxílio. Trata-se do Curso de Aper­
feiçoamento Básico da Escola Domi­
nical em Abreu e Lima (Cabedal), ide­
alizado pelo pastor Roberto José dos 
Santos. O curso é obrigatório a to­
dos os interessados em lecionar. E 
uma espécie de treinamento inten­
sivo antes de "encarar" uma classe. 
O Cabedal foi criado Dara atualizar
o corpo docente e a ,direção 
nas áreas administrativa, pedagógi­
ca, psicológica e teológica.
A qualificação do professor é uma 
das prioridades da superintendência 
de ED em Abreu e Lima. "O professor 
qualificado é essencial para fidelizar 
os alunos. Mesmo com uma boa es­
trutura logística, é preciso estar cons­
ciente de que quem faz o trabalho são 
as pessoas", destaca pastor Altair, que 
também é o superintendente geral. 
Prova disso é a Assessoria Pedagógi­
ca, um dos braços do Departamento 
de Ensino. Criada recentemente, ela 
visa atender e solucionar dúvidas dos 
professores da ED.
O resultado de todo investimen­
to na área do ensino bíblico pode ser 
visto no dinamismodas aulas e fia 
igreja, que, segundo pastor Altair, 
cresce em qualidade, em quantida­
de e espiritualidade.
Dinamismo
----------------------------- em ---------------------------
sala de aula
* Por Eveline Ventura
E la é dinâmica, criativa e tem uma enorme 
facilidade para interpretar personagens. 
Mas não é só isso. Joane Bentes tem se des­
tacado em todo país por meio das pales­
tras a professores de criança nas conferências de Es­
cola Dominical, promovidas pela CPAD. Além de co­
ordenar o Departamento Infantil da AD em Camboriú 
(SC), liderada pelo pastor Cesino Bernadino, Joane 
também é responsável por um grupo de adolescen­
tes, apresenta um programa infantil na televisão, 
outro na rádio, e prega em congressos de crianças 
por todo Brasil. Nesta entrevista, ela conta um 
pouco de sua trajetória, alerta sobre a influência 
da televisão na educação das crianças e dá di­
cas práticas para tornar as aulas mais criativas 
e dinâmicas. Vale a pena conferir!
■ Há quanto tempo você trabalha com o pú­
blico infantil?
Diretamente há 12 anos. A primeira vez que 
ministrei na Escola Dominical eu tinha 9 anqp. 
Ainda morava no Amazonas, minha terra na­
tal. Devido a carência de recursos da região, 
meu pai me ensinava a Lição Bíblica du­
rante a semana e, no domingo, eu dava 
aula para as crianças menores que eu.
O que mudou na sua agenda 
e no seu ritmo de vida desde 
que passou a fazer parte do 
círculo de palestrantes das 
conferências de EDs, orga­
nizadas pela CPAD?
Eu sem pre tive uma 
li* agenda bem ex ten sa 
|& por causa do traba­
lho de crianças e 
com adolescen-
tes, mas a CPAD
me levou para um outro lado do Brasil, 
ao qual eu ainda não era conhecida. 
Principalmente nas regiões Norte e Nor­
deste. Mesmo sendo do Norte, só agora 
meu trabalho tem se tornado mais co­
nhecido naquela região. Os comutes são 
inúmeros. E foram portas abertas por 
meio das conferências.
M Qual a importância dos métodos 
criativos para a eficácia no processo 
de aprendizagem ?
Para mim é total! Todo professor, 
pastor, líder, até pai, que quiser provo­
car alguma formação cristã para seu fi­
lho ou aluno, tem de entender que o 
método criativo é a eficácia da apresen­
tação. Sem dúvida nenhum a, sem 
criatividade, você não atrai a atenção 
dele, você não consegue deixar guarda­
do dentro dele o que você quer passar, a 
lição que quer ensinar. Você não atinge 
o objetivo completo. Sem criatividade, 
nós perderemos para a internet, para os 
gam es, para os jogos do computador. 
Como é que a criança vai doar uma hora 
dela numa sala da Escola Dominical sem 
algo que atraia a sua atenção? Ela vai 
preferir ficar em casa jogando no com­
putador, brincando, assistindo a um fil­
me, fazendo outra coisa que para ela seja 
mais interessante. A criatividade é tudo!
B Em suas palestras, podemos ve­
rificar que você se caracteriza de al­
guns personagens. Qual é a sua in­
tenção com isso? M ostrar aos pro­
fessores que eles podem e devem 
fazer o mesmo em sala ou é apenas 
uma forma de atrair a atenção de­
les no momento da palestra?
É mostrar que eles podem e devem! 
Porque eles têm dentro de si uma 
criatividade nata que precisa ser desen­
volvida. Com uma simples roupa ou 
com um simples objeto na mão, eu pos­
so dar uma aula eficaz trazendo a aten­
ção dos meus alunos para mim. Por 
isso, uso roupas e objetos diferentes nas 
conferências. É, para despertar dentro 
deles o dom nato que já existe e que fa l­
ta ser só acordado!
Tem professor que usa a voz, que sabe 
os atalhos, os timbres, tem uma dicção
variada. Ele pode simplesmente com a 
própria voz dar uma aula maravilhosa, 
contar uma história interessante, tra­
zendo para si a atenção dos alunos. Ou­
tros, colocando uma roupa diferente, 
dentro do personagem que vai estar 
estudando com a classe, levando as cri­
anças para a época, para o momento da 
história. Tudo isso tem um efeito mui­
to especial.
■ A facilidade de interpretação é 
uma característica m arcante em sua 
personalidade. De onde veio esse 
talento?
“ Sem 
criatividade, 
nós perderemos 
para a internet, 
para os games, 
para os jogos 
do computador”
Eu tive um grande professor na mi­
nha vida que é meu pai, João Batista 
Bentes. Ele me fazia decorar poesias, 
poemas, pregar para ele, ensinava-me 
Lições B íblicas para eu interpretar 
para ele etc. Também fiz um curso bá­
sico de teatro, de seis meses, no Ama­
zonas, há muito tempo, com uma equi­
pe de norte-americanos. Mas além dis­
so, me esforcei muito. Treinei várias 
vezes na frente do espelho, e continuo 
treinando até hoje as novas lições an­
tes de ministrar. Uma grande dica para 
os professores é: grave sua voz ou peça 
para alguém lhe filmar. Depois, obser­
ve o resultado e faça uma autocrítica. 
Veja o que precisa ser corrigido e em 
que precisa se policiar. Eu gravei mui­
tas vezes e ainda gravo. Se não tá bom, 
eu tenho que melhorar, porque as coi­
sas para Deus tem de ser sempre o 
melhor possível.
B Você acha que a interpretação de 
personagens é um recurso inovador 
na dinâmica das aulas?
Chegamos agora no ponto áureo da 
eficácia dos métodos criativos. Com os 
meus próprios alunos posso form ar uma 
peça teatral. Posso passar uma lição 
usando as crianças, descobrindo e des­
pertando na vida delas o dom nato de 
cada unia e usando recursos que, com 
certeza, vão me colocar além do que se 
fosse apenas um visual, um cartaz, um 
gesto ou a voz. O teatro pode tanto cons­
truir, quanto destruir. A igreja que não 
se envolve com arte cênica, com certeza 
pára no tempo, hipoteca o seu futuro. 
Porque o teatro chama muita atenção. 
Ele tem um poder tão grande de persua­
dir, de levar e até mudar o comportamen­
to da pessoa. Muitas vezes as pessoas se 
identificam tanto com determinado ar­
tista que mudam o cabelo, roupa, fala 
etc. Esse é o poder que o teatro exerce 
sobre as pessoas, tanto para o bem, quan­
to para o mal.
■ Qual a m elhor forma de se ensi­
nar ao público infanto-juvenil?
Com muito amor e falando a lingua­
gem dele. E necessário você conhecer seu 
aluno por completo. Você precisa saber
o nome, o temperamento, a família e fa ­
lar a linguagem dele. É impossível pas­
sar qualquer ensinamento para uma cri­
ança sem falar a linguagem dela. Então, 
eu tenho que ser adequado. Os meus 
métodos têm de estar adequados à faixa 
etária deles, sem dúvida nenhuma.
H No caso dos adolescentes, perce- 
be-se que hoje em dia que, assim 
como as crianças, eles estão sendo 
m uito in flu en ciad o s pela m ídia 
com conceitos totalm ente contrári­
os aos ensinam entos bíblicos. Qual 
seria a form a eficaz de trabalhar 
com eles? Que tipo de recursos os 
p rofessores podem u tilizar para 
atingir os adolescentes?
É uma idade que requer uma aten­
ção muito especial e as nossas igrejas, a 
meu ver, têm dado pouca importância. 
Muitas vezes o adolescente sai do grupo 
de crianças direto para a mocidade. E um
pulo muito grande. Com isso, descuidam 
muito dessa fase, que é a época dele se apai­
xonar por Deus, de conhecer ao Senhor e 
fazer compromissos com Ele.
Torna-se em vão você chegar numa sala 
de adolescentes e, sem nenhuma preparação 
prévia, dizer: "Nós vamos tirar 30 minutos 
de oração". Eles não vão ficar porque a ida­
de deles não corresponde a isso. O adoles­
cente é inquieto, quer atividade constante. 
Não podemos levá-lo afazer uma coisa que 
está além do que a sua fase suporta. Isso não 
quer dizer que eles não vão orar. O que eu 
faço? Como ensiná-los a orar? Comecei fa ­
zendo muitos grupos de oração. Determi­
nava cinco minutos para cada grupo in­
terceder por um motivo especial. Exem­
plo: o pastor da igreja, missões etc. Eles 
tinham uma responsabilidade que era orar 
aqueles minutos. Depois, ampliei esse tem­
po para 10 minutos. Hoje, conseguimos 
fazer consagrações das 9 horas até o meio- 
dia. E todos eles vão. Só que essa consa­
gração é intercalada com testemunhos, lou­
vor e períodos de oração não tão longos.
É importante deixar o adolescente se 
expor, fazer o seupedido de oração. Ele 
deve se sentir valorizado. Eu não posso 
impor uma situação que ele não vai con­
seguir realizá-la.
■ Quais os maiores desafios enfren­
tados pelos professores de criança?
Falta de apoio das lideranças da igre­
ja é o número um. Isso reflete na carên­
cia em material didático, pouco recurso 
financeiro, privação de recursos físicos, 
sala de aula, móveis etc. Em segundo, a 
falta de apoio dos pais, que na maioria 
das vezes não fazem um acompanhamen­
to com seus filhos. Vemos hoje que é 
muito difícil o pai corrigir a revista da 
Escola Dominical da criança, procurar 
saber o que ele fez no domingo ou no 
culto infantil. E mais fácil ele corrigir o 
livro do colégio. Aqui, em nossa igreja 
adotamos um método para melhorar essa 
participação dos pais no ensinamento das 
crianças. A revista do aluno vai para a casa 
com ele e tem que voltar com a assinatura 
do pai e a seguinte observação: “Eu li e 
participei da aula do meu filho”.
Muitos pais acreditam que a salva­
ção de seus filhos está entregue nas mãos
do professor da ED e do pastor. Mas rião 
é bem assim. A maior parte do tempo a 
criança passa com os pais. Por isso é tão 
importante o culto doméstico.
Nas conferências e congressos sem­
pre cobro dos pais a realização dele em 
família. Ele é a base. Pelo menos cinco 
minutos diários deveriam ser dedicados 
a essa finalidade.
M Como surgiu o convite para apre­
sentar o programa infantil na tevê?
Uma emissora da região propôs um 
horário de programa que caberia no or­
çamento financeiro da igreja. Esse ho­
rário fo i dividido para o Setor de Mis­
sões e o Departamento Infantil. Como 
já era coordenadora do departamento e 
tinha experiência em tevê (ela já havia 
apresentado um programa infantil na 
Rede Boas Novas, no Amazonas), pas­
tor Cesino me convidou. Entramos para 
participar durante um ano, mas o Se­
nhor aprovou e estamos há quatro.
H De que form a a televisão tem 
sido usada com o coadjuvante no 
processo de formação das crianças?
A influência da televisão é muito gran­
de. Ela dá bons e maus conselhos. No meio 
evangélico infantil, nós temos tido um re­
sultado ímpar, único. Recebo inúmeros
emails de crianças não-evangélicas. Recen­
temente, estive em Navegantes (SC), e 
conheci um garoto que havia ido à igreja 
para me ver, pois me conhecia da televi­
são. Ele tem 13 anos e estava desengana­
do pelos médicos com uma doença chama­
da de "coração grande". Durante o culto, 
Jesus o curou e batizou no Espírito Santo. 
Isso tudo aconteceu porque ele me viu na 
televisão, quis me conhecer pessoalmente 
e, chegando na igreja, viu alguém acima 
da "tia ]ô" - Jesus. Ele era proibido de ter 
qualquer emoção. A mãe dele dizia: "O 
médico disse que se você chorar, você vai 
morrer". E ele não chorava, berrava, e di­
zia: "Mãe, uma mão entrou no meu peito e 
arrancou meu coração. Eu senti dor". Gló­
ria a Deus! Nós que somos espirituais, en­
tendemos as coisas espirituais.
I Isso é uma prova de que a televi­
são pode, com certeza, ser um gran­
de instrumento na evangelização de 
crianças. Você acha que ela ainda é 
pouco explorada pela igreja?
Sim. Ela tem que ser olhada com os 
bons olhos por nossas lideranças. Eu sou 
uma pessoa que prego contra o mau uso 
da televisão. Ela é minha pior inimiga em 
relação as crianças. Nós precisamos de um 
programa infantil com abrangência naci­
onal urgentemente, para combateras men­
tiras e as falsas propagandas que a mídia 
tenta incutir na cabeça das nossas crian­
ças. A televisão é muito mal explorada e 
ainda não é vista como um veículo qíie 
pode transformar vidas e salvá-las.
■ Como um professor de crianças 
pode dar uma aula criativa sem gas­
tar muito?
Primeiro, ele precisa ter um compro­
misso com Deus, uma paixão pelo cha­
mado. Eu tenho uma frase, que é meu tex­
to áureo: "Deus não chama os capacita­
dos, mas capacita os escolhidos". Se você 
é escolha de Deus, tem um compromisso 
real com o Senhor e está trabalhando para 
a salvação dessas crianças, sem dúvida 
nenhuma, Deus lhe dará métodos incrí­
veis. E eu sempre digo que o recurso prin­
cipal para uma boa aula é o professor. Ele 
tem de aprender a usar a voz e o gesto. O 
professor é o recurso principal..
çao
A carta aos Romanos gira 
em torno de um tema 
central, o Evangelho de 
Deus (Rm 1.15). Tudo so­
bre o que Paulo discorre 
na carta visa "dissecar" a Boa-Nova 
do Evangelho: a salvação é dom de 
Deus, não vem de nenhum esforço 
humano. Deus imputa ao homem (por 
meio de Jesus) a justiça de Cristo.
O primeiro grande tema desenvol­
vido é o da degeneração total do ser 
humano: todos, sem exceção, preci­
sam desta justiça divina, tanto genti­
os (Rm 1.18-32) quanto judeus (Rm 2), 
mesmo tendo vivido debaixo da Lei.
Tudo leva a crer que Paulo teve a 
intenção de mostrar a total degrada­
ção do homem sem Deus para, então, 
colocar a contrastante graça divina. 
Sem corretos dim ensionam ento e 
compreensão do pecado humano, tor­
na-se impossível valorizar adequada­
mente a salvação. O apóstolo traz à 
luz, então, o estado deplorável do ho­
mem caído:
• Não dá glória a Deus, ou seja, 
quer ser seu próprio Deus
A essência do pecado tem sido 
esta: o ego no lugar de Deus (Ez 28.2, 
15-18). Em geral, todo o pecado se 
origina do egoísmo humano.
• Rejeita a sabedoria
Embora o homem natural não 
tenha percepção correta de coisa al­
guma (Jr 17.9), seu pensamento tem 
se degenerado, principalmente no 
campo espiritual, em seu conceito de 
divindade. As coisas espirituais es­
tão completamente fora do alcance 
da mente humana, o homem não tem 
como chegar a Deus sozinho. Ao re­
jeitar a sabedoria divina, afasta-se 
ainda mais do caminho do Céu.
e justificação
• Ignora o conhecimento de Deus
E mais cômodo para o homem ig­
norar Deus e sua santidade porque, ao 
considerar a existência de um Deus 
justo e santo, precisa considerar tam­
bém seu pecado e degradação moral, 
sua injustiça, sua condenação.
• Segue a vontade de seu próprio 
coração
O deus do homem caído é seu 
próprio ego, que o levará, sempre, à 
destruição.
Igualdade diante de Deus
Por tudo isso, Paulo continua sua 
explanação: "Deus os entregou às suas 
concupiscências, os abandonou às suas 
paixões infames", Rm 1.24, 26. Isto de­
monstra não só a justiça de um Deus 
santo, que não suporta o pecado e re­
quer castigo para o erro, mas também 
seu amor: o homem é entregue à sua de­
pravação para que possa almejar uma 
vida diferente, uma vida ao lado do Se­
nhor (situação semelhante a do Filho 
Pródigo que, em seu estado mais críti­
co, lembrou-se de seu pai - Lc 15.17).
Mas não só os gentios necessitam 
da graça de Deus, os judeus também 
(Rm 2.1,17-23). Eles estão inescusáveis 
diante do Senhor. Os judeus pensa­
vam que toda a humanidade era réu 
de Juízo, com exceção deles, que ti­
nham a linhagem de Abraão, que 
guardavam a Lei mosaica (Rm 2.3). 
Para mostrar-lhes que também eles 
estavam sob a ira de Deus, Paulo ex­
põe algo sobre o Juízo divino.
Embora esteja se dirigindo aos ju­
deus em Roma, naquela época, Paulo 
atinge a todos os que se consideram 
livres do juízo divino por não terem 
uma vida pecaminosa explícita, pes­
soas que se auto-investem do direito 
de julgar aos demais.
O juízo divino leva em conta, en­
tre outras coisas:
O conhecimento que a pessoa tem 
Dele e seus princípios
Os que conhecem a Deus e não vi­
vem o padrão estabelecido pela Pala­
vra terão um julgamento mais severo 
(Lc 12.47).
A verdade
Quando o homem julga, nunca o 
faz conforme a essência da verdade. 
O julgamento de Deus, no entanto, é 
conforme a verdade, como tudo o que 
faz (Rm 3.4; 9.14).
“Não só os 
gentios 
necessitam da 
graça de Deus, 
os judeus 
também.
Eles estão 
inescusáveis 
diante do Senhor ”
A culpa
O homem tem acumulado culpa 
por uma vida inteira de total despre­
zo à bondade divina (Rm 2.5).
A obra de cada um
A Bíblia é clara ao colocar que cada 
ação do homem será julgada (Jr 17.10 e 
Mt 16.27.)
A imparcialidade
Deus é imparcial. Julgou e conde­
nou aLúcifer, o ser mais esplêndido
que Ele criou (Is 14.12-15). Deus não 
faz acepção de pessoas, quem quer 
que seja, será julgado e condenado, 
caso não tenha recebido a justificação 
pela fé em Cristo.
O motivo das ações
Deus é aquele que sonda os cora­
ções. Diante Dele todos se mostram 
com seu verdadeiro caráter. Aquele 
que vive uma vida de aparência, re­
ceberá seu justo juízo.
Após demonstrar que tanto genti­
os quanto judeus são dignos de juízo 
divino, Paulo mostra o caminho que 
leva à justificação todo o homem que 
aceita Jesus. É algo tão simples, e ao 
mesmo tempo tão grandioso, que não 
se pode entender seu alcance (Rm 
11.33). Deus, por causa do que Cristo 
fez na cruz, declara justo o homem que 
o aceita como Salvador. Essa justiça não 
exige do homem nenhum esforço (G1 
6.14). Custou o sangue de Cristo para 
que nada fosse exigido do homem; 
para o ser humano, é gratuita. Há um 
único requisito para o homem: crer em 
Cristo como seu Salvador (Rm 1.16-17;
3.21-22). Deste modo, conclui que o 
homem é justificado pela fé em Cristo, 
sem as obras de Lei (Rm 3.28).
Assim como o pecado, e seu 
consequente juízo, são universais, isto 
é, atingem a toda humanidade, a justi­
ficação pela fé em Cristo também está 
ao alcance de todos (Tt 2.1 e Jo 3.16).
Paulo disse: "Pela graça, sou o 
que sou", ICo 15.10. À graça divina 
se atribui não só a salvação do ho­
mem mas também a provisão de to­
dos os meios para se viver uma vida 
santa e justa, é algo gratuito e ime­
recido. Esta graça tirou o homem do 
poder do pecado (Rm 6.1-11). Con­
siderando que morreu para o peca­
do (v 2,5-8,11), o cristão é também
_____________________ZHàituwOvisJJjjlli
livre (Jó 3.18-19 - na morte, o servo 
fica livre do seu senhor).
Viver em comunhão
Expondo a condição do cristão de 
morto para o pecado, crescendo em co­
munhão com Cristo, de modo que viva 
para Deus, Paulo mostra que a vida aqui 
é de uma constante batalha contra o 
próprio pecado. Deve-se assim não per­
mitir que ele reine, pois agora, vive-se 
sob o senhorio de Cristo. E a graça pro­
vê as condições para isso, para que se 
viva uma vida agradável a Deus. Paulo 
se mostra como exemplo desta transfor­
mação que a graça opera na vida do ho­
mem (lTm 1.13-14).
Em vista de tudo o que já havia 
explicado aos romanos, Paulo coloca 
a necessidade de viver uma "vida no 
Espírito". Agora que eles são de Cris­
to, têm uma nova natureza e devem 
viver de acordo com ela.
A grande maravilha da salvação é 
que ela não depende de nós em ne­
nhum aspecto. Ela foi planejada e pre­
parada por Deus, é sua ação do come­
ço ao fim: o Deus que salva é o mesmo 
que guarda o homem. Seu Espírito ope­
ra no homem produzindo santificação 
(Gl. 5.22-23). Esta santificação é uma 
condição de vida, mantida pelo viver 
em comunhão com Cristo - não há 
como frutificar se o ramo não está li­
gado à videira 0o 15.4). Santificação é, 
portanto, viver a nova vida em Cristo, 
andar em consonância com a nova na­
tureza que foi implantada quando se 
aceitou Jesus como Salvador. Não mais, 
nem menos que isso.
Quando o apóstolo fala de "carne", 
fala de tudo que diz respeito ao mun­
do, à natureza humana caída, a tudo o 
que se opõe à vida no Espírito. Àquele 
impulso que está no mundo, contrário 
a Deus e à própria vida, Paulo chama 
de "carne" (Rm 8.7). Os que andam 
segundo a carne, priorizam o "eu", têm 
uma vida egocêntrica, voltada para 
seus próprios interesses e deleites. Os 
que vivem no Espírito, buscam a Deus 
em primeiro lugar (Mt 10.37) e procu­
ram fugir do pecado (Hb 12.1).
“Santificação é 
viver nova vida 
em Cristo, 
andar em 
consonância 
com a nova 
natureza”
Esta vida "no Espírito" só é viável 
para aquele que está em Cristo. Em­
bora a santificação demande algum 
esforço humano (Operai - Fp 2.12-13, 
buscai - 2Ts 3.1, mortificai - Cl 3.5, andai
- lTs 4.1-5, fiigi - 2Tm 2.22), a vida cris­
tã não existe fora de Cristo, e o cristia­
nismo se baseia inteiramente no que 
Deus realizou e realiza Nele e por 
meio Dele (Jo 15.5).
A prática do cristianismo
Paulo diz que o Evangelho não é 
algo apenas para se crer, mas para se 
praticar. O cristianismo é uma prática 
de vida. A Bíblia engloba todas as re­
lações humanas, inclusive a relação 
com o Estado e suas autoridades. Ela 
mostra que os governos humanos fo­
ram constituídos por Deus, e é Ele que 
os mantêm; Ele determinou que assim 
seja. O próprio Jesus fez alusão a isto 
0o 19.11). Assim, temos certeza de que 
não há poder independente do Se­
nhor.
O apóstolo segue a carta exortan­
do os irmãos a terem uma vida condi­
zente à de filhos de Deus, nascidos de 
novo, amando-se uns aos outros, ten­
do em vista sua nova natureza adqui­
rida quando aceitaram Cristo e a vol­
ta iminente do Senhor Jesus. Os roma­
nos são encorajados a buscarem a 
santificação, uma vida cristã em cons­
tante aperfeiçoamento, que procura 
agradar a Deus em tudo. Ele enfatiza a 
diferença entre a vida passada e a nova 
vida por meio do antagonismo de­
monstrado entre a luz e as trevas. Não 
há como continuar vivendo nas trevas 
se agora somos da luz (Ef 5.6-8; lTs 5.1-
6 e Fp 2.15). Quando o cristão vive 
como se ainda pertencesse à noite, cor­
re perigos (lTm 6.8-12).
Sobre algumas questões que sur­
giram entre os irm ãos rom anos 
(como comer ou não carne, guardar 
ou não dias santos etc), Paulo escla­
rece que cada um esteja inteiramen­
te seguro em seu próprio ânimo. Isto 
significa primeiro que nunca se deve 
agir sem pensar, e segundo, que se 
deve agir de acordo com sua própria 
consciência, assegurando-se que esta 
consciência esteja educada e ilumi­
nada pelo Espírito. Como o objetivo 
maior da vida de cada salvo é o cres­
cimento do Reino e a edificação da 
igreja, tudo o que fizer, seu modo de 
agir e de ser, deve servir para o de­
senvolvimento do Corpo de Cristo, 
nunca para tropeço. Toda sua con­
duta deve ser guiada pelo amor aos 
demais.
A Bíblia mostra claramente que 
na igreja convivem crentes em vári­
os níveis de aperfeiçoamento na vida 
cristã. Há os bebês, os meninos, os 
maduros (Ef 4.14), os carnais, os es­
pirituais (ICo 3.1), os fortes, os fra­
cos... (ICo 8.7). Todos são cristãos, 
nascidos de novo, filhos de Deus, 
mas cada grupo tem um modo di­
ferente de enfrentar as situações, 
uma reação diferente diante das 
mesmas circunstâncias. O escritor 
aos H ebreus gostaria de dar um 
ensino mais substancial, mas não 
pôde devido à falta de desenvolvi­
mento de seus leitores (Hb 5.11-14). A 
Bíblia esclarece que os cristãos fortes 
são aqueles que têm entendimento, co­
nhecimento (ICo 8.7). Tantos os for­
tes, quanto os fracos, estão expostos 
ao perigo de pecar. Os fortes correm o 
risco de se tornar arrogantes e orgu­
lhosos (Lc 18.11) e irmão mais fraco, o 
risco de julgar os demais^^SS®
Eliezer Lira é pastor na Assembléia de 
Deus em Curitiba, articulista, conferencista, 
escritor e comentarista das Lições Bíblicas 
deste trimestre para Jovens e Adultos, que 
traz o tema Salvação e Justificação - Os 
pilares da Vida Cristã.
m
Por Silas Daniel
João Gonsalves 
Melchior Francisco
Os primeiros educadores cristãos brasileiros
Os primeiros educadores 
cristãos brasileiros foram 
os índios pernambucanos 
João Gonsalves e Melchior 
Francisco, que ingressaram no magis­
tério cristão e na história do protes­
tantismo no Brasil em 1641. Suas his­
tórias, desconhecidas pela maioria, 
são exemplos para educadores de to­
das as épocas.
A Igreja Cristã Reformada veio ao 
Brasil com os holandeses e foi expul­
sa com eles pelos portugueses católi­
cos romanos. A história dessa missão 
está guardada em arquivos em Ams­
terdã e Haia, na Holanda. Detalhes 
dela são conhecidos hoje devido a 
pesquisas como a do pastor Frans 
Leonard Schalkwijk.
No período do domínio holandês, 
havia tolerância religiosa. Os judeus 
e os portugueses católicos romanos 
realizavam seus cultos sem impedi­
mento. Os missionários procuravam 
evangelizar os portugueses, mas, por 
mais gentis que fossem, sua mensa­
gem eravista como "a religião dos in­
vasores". O evangelismo só encontrou 
bom solo entre os índios, que viam os 
holandeses como libertadores.
Um dos ministérios mais desenvol­
vidos foi o da educação. O primeiro 
professor evangélico entre os índi­
os fo i o p ro te sta n te esp an h o l 
Dionísio Biscareto, que trabalhou 
em Itapecerica, a maior aldeia da re­
gião de Goiana (PE). O professor para 
as aldeias paraibanas foi o inglês 
Thomas Kemp. Foi quando surgiram 
dois professores nativos, que empol­
garam a igreja no Brasil. Schalkwijk 
conta a história:
"Como o ano de 1640 foi de suma 
importância na área da pregação com 
a primeira Santa Ceia, assim também 
no setor de ensino foi feito um grande 
progresso: iniciou-se neste trabalho a 
brasilianização. Durante a segunda 
reunião do Presbitério naquele ano, 
Soler observou que na aldeia de 
Nassau, perto da casa de campo do 
conde, havia 'um brasiliano (índio) ra­
zoavelmente experimentado nos prin­
cípios da religião, no ler e escrever', e 
capaz de instruir os índios. O pastor 
Eduardus, então, lembrou que havia 
alguns outros assim também em 
Goiana. Decidiu-se sugerir ao gover­
no que tais índios fossem nomeados 
professores nas aldeias, solicitando 
para eles um salário de 12 florins men­
sais, como um cabo do exército [... ] N a 
Holanda, alegraram-se muito ao ou­
vir que brasilianos podiam instruir a 
sua própria nação 'no conhecimento 
do verdadeiro Deus e do caminho reto 
da salvação'".
Assim, em 1641, dois índios foram 
designados para trabalhar ao lado dos 
obreiros espanhóis, holandeses e ingle­
ses: João Gonsalves e Melchior Fran­
cisco. Segundo relatos da época, o tra­
balho desses dois índios produziu um 
resultado impressionante. Eles foram 
os primeiros professores indígenas da 
igreja evangélica da América do Sul.
Gonsalves é descrito nos registros 
holandeses como "muito honesto e fiel 
no seu ministério". Depois de traba­
lhar cinco anos numa das aldeias da
Paraíba, por sugestão do missionário 
Kemp foi promovido a evangelista e o 
Presbitério pediu maior salário para ele.
O sucesso dos primeiros professo­
res foi tão grande que o Presbitério 
nomeou mais dois professores índios: 
Álvaro Jacó e seu colega Bento da Cos­
ta. Muitos índios entregaram-se a 
Cristo. Porém, anos depois, os holan­
deses foram expulsos, e os índios mar­
tirizados. Mas o exemplo ficou, para 
todas as gerações. Schalkwijk afirma: 
"Os poucos documentos do lado de­
les revelam uma grande confiança nos 
obreiros reformados, uma sincera le­
aldade à causa evangélica abraçada e 
uma profunda gratidão por terem co­
nhecido melhor a Cristo".
Como lembra o historiador, não é 
à toa que, ao serem perguntados pelo 
índio João Gonsalves "Qual é a tua 
única consolação na vida e na morte?", 
seus alunos respondiam: "E que, de 
corpo e alma, na vida e na morte, não 
pertenço a mim mesmo, mas sim ao 
meu fiel Salvador Jesus C r is to
ras de estudo
pitai importância, o estudo sério, sistemáti­
co e diuturno das Santas Escrituras. E suma­
mente compensador em todos os sentidos.
Apresentaremos 13 regras ao todo. Umas 
são criadas por nós, outras não. Tendo sido ex­
perimentadas estas regras, podemos garantir 
que elas funcionam eficazmente onde quer que 
forem observadas, como vai aqui descrito. Pas­
semos, pois a considerá-las.
N
ão vamos tratar aqui de regras de in­
terpretação da Bíblia; isso é domínio 
de Hermenêutica. Trataremos de re­
gras de estudo da Bíblia. Elas nos per­
mitem tirar o máximo proveito espiritual da lei­
tura e estudo das Santas Escrituras. São ora apre- 
isentadas, considerando os leitores como crentes sal- 
fvos e desejosos de aprenderem a verdade contida 
.na revelação divina. Quanto aos descrentes, imper­
tinentes, indiferentes e escarnecedores, só temos a 
considerar ICoríntios 2.14 e 2Coríntios 3.16.
Os títulos das regras que vamos dar, se consi­
derarmos isoladamente, não oferecem muito sen­
tido, porém, se considerados após a explanação 
da matéria que se lhes seguem, ver-se-á que eles 
ficam bem, resumidos como estão, facilitando, 
assim, o trabalho da memória.
Qualquer crente no Senhor Jesus Cristo pode 
estudar a Bíblia, uma vez que satisfaça certas re­
gras de estudo, seja qual for o método utilizado 
pelo estudante. O estudo bíblico não é reserva­
ndo a uns poucos favorecidos. Também, para tal, 
H t não há qualquer iniciação secreta. Deus
I nunca tencionou tornar difícil ou inacessí-
I vel o estudo de sua Palavra, posto que o 
H mesmo nos leva a conhecê-lo cada vez mais.
I Considere, pois, amado leitor, coisa de ca-
1) A regra do autor
A prim eira regra para o êxito no estu­
do da Bíblia é conhecer o seu autor. O au­
tor é Deus. Você o conhece? Conhecer, no 
sentido estrito da palavra, não é apenas 
ter contato, ser apresentado ou cum pri­
mentado por alguém; é ter intim idade, $n- 
dar ou conviver, enfim , com ungar com 
este alguém. Perguntamos mais uma vez: 
você conhece o autor da Bíblia? É Ele o seu 
Salvador, Senhor e M estre? Se não conhe­
cem os o a u to r da B íb lia , es ta re m o s 
desqualificados para o estudo e com pre­
ensão da revelação divina. Sem conhecer 
o autor tudo é difícil na Bíblia. De fato, a 
real com preensão da Palavra depende do 
nossó crescimento espiritual diante do Se-
nhor (Mc 4.33; Jo 16.12 e Hb 5.13- 
14). Textos sobre a regra do autor: Lc 
24.27,45 e At 16.14.
2) A regra da leitura 
sistemática
Queremos dizer com isso: leitura 
seguida e total da Bíblia. Se o irmão 
não vem lendo a Bíblia de modo se­
guido e total, não se queixe de não 
compreendê-la. Como o leitor pen­
sa compreender um livro que nem 
sequer o leu todo ainda? Não 
estamos falando, aqui, da leitura bí­
blica devocional, esta que se faz em 
nossos momentos a sós com Deus, 
dedicados exclusivamente à devoção 
e comunhão especial com Ele. Em se 
tratando de leitura da Bíblia como 
tal, dois métodos de estudo bíblico 
lhe estão afetos: o sintético e o ana­
lítico. O método sintético considera 
cada livro ou a Bíblia inteira como 
um todo. E por meio de tal método 
que se vê as divisões naturais de 
^cada livro, bem como o seu desígnio 
especifico. O estudante da Bíblia 
deve ler cada livro várias vezes, sem 
interrupção, afim de se assenhorar 
de sua síntese. O método sintético 
não é tão laborioso, porque os livros 
da Bíblia são todos pequenos; mes­
mo os maiores podem ser lidos em 
poucas horas. No método sintético 
não se faz pausa para estudos pro­
longados. Faz-se esboços somente. O 
estudo bíblico, segundo este método, 
abrange a Bíblia como um todo, e de 
igual modo cada livro dela, e cada ca­
pítulo dentro de cada livro.
você uma hora certa para leitura sis­
temática da Bíblia. A meditação diá­
ria nela é o segredo da vitória (Js 1.8).
O outro m étodo fundam ental 
para o estudo bíblico é o analítico. É 
o inverso do anterior. Você não irá 
longe no estudo analítico, se não cui­
dar antes no método sintético. Na 
forma analítica dividimos o estudo 
em partes para uma análise minu­
ciosa, que pode ser de temas varia­
dos, inclusive doutrinas, persona­
gens, tipos etc. Não há quem esgo­
te a Bíblia, pois ela é infinita. Quan­
to mais a estudamos mais nos hu­
milhamos, vendo a nossa pequenez 
e incapacidade ante a imponência, 
grandiosidade, profundeza e as ri­
quezas da revelação divina em todos 
os seus múltiplos aspectos. Este é o 
nosso testemunho.
A regra de leitura sistem ática 
pode parecer simples, mas é produ­
tiva e surge efeitos maravilhosos. 
Jamais será vã. Já que estamos tra­
tando da le itu ra b íb lica , é 
confortante saber que a Bíblia é o 
único livro cujo autor está sempre 
presente, quando se o lê. Sim, o au­
tor da Bíblia é onipresente. Textos 
sobre regra da leitura sistemática: Dt 
17.19; SI 119.130; lTm 4.13 e Is 34.16.
3) A regra da oração
Você não irá muito longe no es­
tudo da Bíblia enquanto não come­
çar aprender a orar. Pedras precio­
sas podem ser encontradas na super­
fície da terra. Porém, geralmente, é
preciso cavar. A oração evidencia a 
nossa dependênciado Pai Celestial, 
nossa vontade, fome, amor à verda­
de e humildade. Orar é falar com 
Deus, sendo assim um diálogo, não 
um monólogo. Na oração e medita­
ção diante de Deus, Ele revela as 
suas grandezas. Temos exemplos na 
Bíblia. Bastam estas palavras sobre 
oração, porque a melhor maneira de 
aprendermos a orar é praticando. 
Textos sobre a regra da oração: Tg 1.5; 
Pv 2.3-5; SI 119.18 e Ef 1.16-17.
4) A regra do Mestre
O mestre que nos ensina a Palavra 
de Deus é o Espírito Santo. Não há 
outro. Se não tiverm os o M estre
Acompanhe, na próxima edi 
ção, a segunda parte deste artig* 
na qual pastor Antonio Gilbert' 
traz a conclusão do assunto.
conosco, nada aprenderemos. Ele é o 
Santo Espírito revelador (Ef 1.17). Só 
Ele conhece as coisas profundas de 
Deus (Rm 8.27). Deixe o Espírito San­
to fluir livremente em sua vida e terá
o Mestre consigo, para guiá-lo "em 
toda a verdade" (Jo 16.13). Textos para 
regra do Mestre: ICo 2.10-12 e Jo 10.25.
5) A regra da obediência
Deus não revela a sua verda- 
aos que são apenas curiosos, 
sem qualquer propósito de lhe obe­
decerem, mas aos humildes que se 
quedam aos seus pés e lhe obedecem 
gratidão e amor. A humildade e 
são virtudes essenciais no 
das Escrituras (Lc 12.47-48). 
espírito da desobediência paira 
tes dias por toda a parte: nos 
domésticos, eclesiásticos, es- 
tis, etc. A obediência à verda- 
divina, revelada nas Escrituras, é 
fato de progresso para o seu co- 
. A desobediência contu- 
à Deus, à sua vontade, suas leis, 
fecha a porta às suas bênçãos. Textos 
sobre a regra da obediência: Ed 7.10; Jo 
7.17-18 e SI 25.14.
6) A regra da fé
A Bíblia é aceita primeiro pela fé 
e depois pela razão. Noutras pala­
vras: a revelação divina transcende 
os limites intelectuais do homem. 
Por exemplo: o fato de a criação do 
universo (confronte Gn 1.1 com Hb 
11.3). Se o leitor não aceitar, pela fé, a 
autoridade das Santas Escrituras neste 
e em inúmeros outros passos bíblicos 
semelhantes, está desqualificado para 
compreender a verdade divina. É pre­
ciso que o leitor tenha a Bíblia como a 
autoridade final, infalível e perfeita nos 
assuntos por ela tratados.
Deus declara um fato e você 
cuida em crer nisso, porque Ele 
não se inclinará, para satisfazer a 
sua curiosidade, ou por outra, 
para revelar coisas que você não 
pode comportar, ou para as quais 
você e eu não estamos preparados. 
Textos sobre a regra da fé: Lc 24.25;
2Pd 1.21 e 2Tm 3.16-17.
jm f. t .
7) A regra do 
crescimento espiritual
Nunca pare de crescer no sentido 
espiritual. O conhecimento das coisas 
de Deus vem de acordo com a nossa 
capacidade de recebê-lo, contê-lo, e 
assimilá-lo. O crescimento espiritual 
vem, em parte, pela obediência a ver­
dade revelada. Privilégios implicam 
responsabilidade. Somos responsáveis 
pela verdade a nós revelada. Paulo não 
pôde ensinar verdades bíblicas mais 
profundas aos crentes de Corinto, por­
que os mesmos não queriam deixar de 
ser "crianças" (ICo 3.1).
Em Marcos 4.33, Jesus ensinou 
aos seus, conforme a capacidade dos 
mesmos em receberem o seu ensino. 
É o que vemos também em Hebreus 
5.13-14; a falta do crescimento espi­
ritual é um entrave no conhecimen­
to das coisas divinas. Os textos sobre 
a regra do crescimento espiritual são os 
mesmos da regra anterior.
8) A regra dos meios 
auxiliares
Esses meios auxiliares são três, os 
quais provêem material de estudo, 
consulta e referência. O texto de 2Ti- 
móteo 4.13 nos leva para o campo 
das fontes de consulta. Aí, se fala de 
livros. Por certo, os da Bíblia e ou­
tros que o apóstolo possuía.
A) Livros
Há livros bons (2Tm 4.13). Há mui­
to mais livros maus, perniciosos, ve­
nenosos como os de Atos 19.19. Resis­
ta também à tentação de levar mais 
tempo com os livros do que com a Bí­
blia. Quem fica todo o tempo só com 
os livros, torna-se um teórico e autên­
tico refletor de seus autores.
Aqui está uma sugestão de alguns 
livros que o estudante da Bíblia deve 
possuir:
•Uma boa e atualizada versão da 
Bíblia;
• Demais versões em vernáculo 
para estudo comparativo;
Uma boa Concordância e 
um Atlas Bíblico;
• Um Manual de Síntese Bíblica ou 
Chave Bíblica;
• Um Dicionário Bíblico de con­
fiança;
• Um bom dicionário da língua 
portuguesa;
• Um Manual de Doutrinas Fun­
damentais (Teologia Sistemática);
• Um ou mais comentários gerais 
sobre a Bíblia (busque conselho do seu 
pastor quanto à indicação destes).
B) Apontamentos individuais.
Esses podem ser de três maneiras:
• Apontamentos de estudos indi­
viduais;
• Apontamentos de estudos ou­
vidos;
• Apontamentos de estudos lidos;
A memória falha com o tempo. O
melhor é tomar notas. Isso não sig­
nifica perder a confiança na opera­
ção do Espírito Santo. Se fosse assim, 
não seria preciso Deus ter-nos pro­
vido a Bíblia em forma escrita. Ha­
bitue-se a tomar notas de seus estu­
dos individuais, distribuindo-os por 
assuntos previamente escolhidos. Se 
você tem livros, organize um índice 
analítico de assuntos, o qual poderá 
prestar bons serviços na elaboração 
de seus estudos.
Apontamentos enriquecem o 
cabedal de conhecimentos do estudan­
te da Bíblia. A "memória" do aponta­
mento feito nunca falha, se feita e eon- 
servada de modo organizado.-.
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coração pode encontrar a 
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Não deixe esta data passar em branco!
Dialetos, distâncias e falta de recursos são 
algumas barreiras enfrentadas pelos missionários 
para levar a Palavra aos índios
A diferença cultural e as 
longas d istân cias não 
im pedem que m uitos 
missionários brasileiros 
desenvolvam projetos e levem a Pa­
lavra de Deus a povos indígenas. Em 
várias tribos, espalhadas por diver­
sas regiões do Brasil, o trabalho das 
igrejas evangélicas é uma realidade 
para milhares de índios. A cada ano,
o número de índios convertidos ao 
Evangelho aumenta.
Já com os trabalhos instalados, a 
Escola Dominical, assim como nas 
cidades, passa a fazer parte da pro­
gramação das igrejas localizadas em 
tribos. Apesar de algumas dificulda­
des, missionários e professores, con­
seguem ministrar os ensinamentos 
bíblicos, seja na língua portuguesa 
ou nos dialetos falados em cada tri­
bo. Com materiais didáticos apropri­
ados ou usando a natureza como 
exemplo, o objetivo é sempre o mes­
mo: levar a Palavra de Deus ao povo 
indígena.
No Brasil, existem 285 comunida­
des indígenas, com uma população 
de 655 mil habitantes. De acordo 
com o pastor Henrique Terena, pre­
sidente nacional de pastores e líde­
res evangélicos indígenas (Conplei), 
cerca de 90 etnias, ou seja, 30% dos 
índios são evangélicos. Ele trabalha 
há 23 anos em treinamento com in­
dígenas e, há 11, atua entre os 
terenas, o quarto maior grupo indí­
gena do Brasil, na Chapada dos Gui­
marães (MS). Na região, cerca de 
45% das igrejas têm Escola Domini­
cal. "A maneira de ensinar é por
meio de histórias orais. Quando não 
temos material didático traduzido 
para o povo indígena, os pastores 
retiram aslições da própria Bíblia", 
explica, reiterando que uma das 
maiores dificuldades é adequar os 
materiais que recebem à questão cul­
tural dos índios. "Todo material que 
recebemos é monitorado pelo Conplei. 
Dividimos os grupos em classes de 
adultos e crianças e, em alguns casos, 
senhoras e senhores", diz.
Pastor Henrique destaca que a 
Escola Dominical é realizada em 80 
com unidades no lado norte da 
Chapada dos Guimarães, onde exis­
te cerca de 2,3 mil pessoas. No lado 
sul, a presença dos evangélicos é 
maior. "Entre 27 mil Terenas, 95% 
são evangélicos, e a estrutura de tra­
balho é bem melhor", testemunha. 
Para desenvolver o trabalho, pastor 
Henrique lidera cerca de 1,2 mil pas­
tores, entre eles, líderes indígenas. 
Além da busca por materiais que 
atendam as necessidades da cultura 
do povo indígena, os pastores e lí­
deres recebem treinam ento para 
aprenderem a língua e os costumes 
de cada região.
Ensinamento bíblico
No extrem o norte do país, no 
Oiapoque, o trabalho de Escola Do­
minical entre as comunidades indí­
genas existe há 40 anos. Pastor Pau­
lo Cruz e sua esposa, missionária 
Luana Cruz, estão no local há três 
anos. Segundo a missionária, os ín­
dios gostam de ouvir a Palavra de 
Deus e têm muitas curiosidades acer­
ca da Bíblia. "Conseguimos tirar mui­
tas dúvidas. Os adultos ficam em clas­
se única e a cada semana separamos 
um texto bíblico para ser discutido. 
Eles não utilizam a revista de ED. Eles 
têm a Bíblia traduzida para o Palikur, 
a língua deles", explica.
O grande diferencial da Escola 
Dominical na Aldeia Kumenê, no 
Oiapoque, é que ela é realizada aos 
sábados. "O domingo é dia comum 
de trabalho e eles vão para a roça", 
conta a missionária Luana, reiteran­
do que apenas as crianças são divi­
didas em classes. "Assim que chega­
mos aqui, não havia o trabalho com 
as crianças. Hoje, percebemos que foi 
muito bom, o retorno foi positivo. A 
cada sábado, o número aumenta".
De acordo com a missionária, que 
é professora da classe das crianças, 
as aulas são ministradas com a aju­
da de um tradutor, pois os alunos 
não entendem o português. "Uso 
apenas a revista do professor e pro­
curo utilizar muitas gravuras para 
ilustrar as histórias bíblicas. As cri­
anças gostam muito e o trabalho tem 
gerado muitos resultados", comen­
ta destacando que, no início, o tra­
balho foi bem mais com plicado. 
"Quando chegamos, muitas dessas 
crianças estavam ingressando no 
mudo dos vícios, da bebida, e algu­
mas eram bastante violentas. São 
experiências que marcam a nossa 
vida. E permanecemos fiéis, pois 
Deus é fiel conosco".
O desejo de melhorar o trabalho 
e alcançar mais vidas para Cristo é 
um dos p rin cip ais ob jetivos da 
missionária Luana e do pastor Pau­
lo. Eles já conseguiram estruturar a 
Escola Dominical e mostrar aos ín­
dios como ela funciona. A divisão de 
classes, as chamadas e a freqüência, 
já fazem parte da realidade do povo 
da Aldeia Kumenê. "Para as crian­
ças, pretendemos diversificar as nos­
sas aulas com algo mais inovador. Já 
trouxemos filmes e percebemos que 
eles gostaram muito. Tentamos me­
lhorar isso a cada dia e estamos sem­
pre trazendo as histórias 
para a realidade deles", 
afirma a missionária.
Na fronteira 
dos países
No Estado do Amazo 
nas, a Assembléia de Deus 
trabalha com comunida­
des indígenas em duas re­
giões, Saterê Mawé, que 
abrangem Parintins, Mau 
e Barreirinhas, e São Gabriel da 
Cachoeira. De acordo com o pas­
tor Valri Ramos da Silva, São 
Gabriel da Cachoeira, que fica 
na fronteira com a Venezuela 
e a Colômbia, é o último mu­
nicípio do Rio Negro e o 
quarto maior do mundo em 
extensão geográfica. Na re­
gião, existem cerca de 428 
comunidades indígenas re­
conhecidas pelo governo fe 
deral. "Dessas, somente 38 
foram alcançadas. Mas te­
mos cerca de 500 alunos 
m atriculados na Escola 
Dominical", afirma o pas­
tor, lembrando que todos os 
alunos usam as Lições 
Bíblicas. Para o pastor, "a 
ED é a base da igreja e por 
meio dela nôvos traba­
lhos serão abertos".
Na com unidade 
Saterê Mawé, pastor 
Rubens A gu ilera e 
sua esposa Maria Lú­
cia estão há 11 anos e
“Alguns índios 
já foram 
treinados 
para dar 
continuidade ao 
trabalho da ED”
por meio da Es­
cola D om inical 
evangelizam os 
índios da região.
Morando na Al­
deia Umirituba, 
eles lideram 14 
congregações. O 
trabalho da ED 
tem crescido de 
tal forma que em 2003 foi criado o 
Centro de Aperfeiçoamento Cristão 
Antiokia para formação de professo­
res. No início de 2005, foi realizado 
o primeiro Curso de Aperfeiçoamen­
to para Professores de Escola Domi­
nical (Caped) formando professores 
das próprias aldeias.
Apesar de alguns dificuldades 
de adaptação, o trabalho vem se de­
senvolvendo e tem toda a estrutura 
que uma Escola Dominical precisa. 
Superintendentes, professores de 
adultos, jovens e crianças, e secre­
tários foram escolhidos entre os ín­
dios e preparados para levar o tra­
balho adiante. "Apesar de não falar­
mos o idiom a d eles, fom os nos 
adaptando e explicando a eles como 
se dirigia uma Escola Dominical. 
Fazíamos acompanhamento junto 
aos nativos e, a partir de 1996, eles 
passaram a atuar diretamente no 
trabalho", conta.
As classes são divididas em se­
nhores, senhoras, jovens e crianças. 
Maria Lúcia explica que as crianças 
não falam o português, por isso, os 
professores ministram as aulas no 
dialeto Saterê Mawé. "Nós não te­
mos muitos recursos, mas vamos 
adaptando de acordo com a necessi­
dade e utilizando materiais da pró­
pria aldeia", diz. Com os adultos, os 
professores utilizam as revistas, a 
Bíblia e um dicionário secular.
Em Boa Vista (RR), próximo à 
Guiana Inglesa, o principal alvo 
dos m issionários são as crianças. 
Apesar das dificuldades e da falta 
de recursos didáticos, a Escola Do­
minical é realizada embaixo de ár­
vores, às margens do rio ou em ca­
banas. "Tudo é motivo para levar
£ ?] Stu im dv tf_________________ _
ao coração de cada criança 
amor de nosso Deus C riador", 
testifica pastor Marconi Pereira, 
secretário de Missões no Estado.
E o trabalho já tem 
o objetivo desejado. Nas 
dades indígenas da região, 
de 450 crianças estão 
das. São 36 congregações, em 
comunidades. O pastor explica 
que por meio do trabalho desenvolvido com as cri­
anças, os missionários conseguiram atingir os pais. 
"No evangelismo infantil, tentamos resgatar a lín­
gua materna para que as crianças aprendam ou não 
esqueçam suas raízes. Assim, conquistamos os 
pais, que confiam no trabalho", comenta pastor 
Marconi, destacando que nas classes, eles utilizam 
os dialetos Macuxi, Wapixana e Tauperang, além 
do inglês e do português. Pastor Marconi relata que 
40% dos alunos índios só conheceram o pãozinho 
feito em padaria depois que passaram a freqüen­
tar a ED, na qual recebem também uma refeição.
Dificuldades no trabalho
Para levar o trabalho adiante, a secretaria de 
Missões tem uma parceria com o Departamento de 
Educação Cristã, que vai até as bases missionárias 
oferecer treinamento e aperfeiçoamento aos pro­
fessores. "Temos 18 missionários, com suas famí­
lias, e cerca de 30 professores", relata, destacando 
que, apesar do material didático simples, eles bus­
cam aplicar a Palavra de Deus de acordo com a 
realidade cultural de cada comunidade. "Utiliza­
mos o material da CPAD. Nem sempre as revistas 
são as atuais, pois aproveitamos as edições anti­
gas. Assim temos conseguido levar a mensagem 
àquele povo".
Devido às dificuldades naturais, como rios, la­
gos, lamas e estradas brutas, e também a falta de 
transportes, o acesso às congregações é bastante 
complicado. Pastor Marconi conta que alguns pro­
fessores e missionários caminham de dois a três dias 
para chegar nas loca­
lidades. "G raças a 
Deus, nossos missio­
nários não se intimi­
dam com as dificul­
dades e contratem ­
pos. Pelo contrário, 
fazem deles, desafios 
a serem conquistados 
e aprendem o valor 
que cada alma tem 
para Deus", conclui
D tem todo o material que você
MAPAS
Torne suas au las m ais a traentese 
in teressantes utilizando m apas que 
fac ilitam a exposição e o aprendizado 
do conteúdo estudado.
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na Terceira Idade
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Entrevista co m a 
professora Jo a n e j 
Bentes
C o m a p ro p o s ta d e a ju d a r n a fu n ç ã o d e e d u ca d o r, re n o v a n d o a 
fo rm a d e e n s in o d a E s c o la D o m in ic a l d a ig re ja , a re v is ta tra z m a té r i­
a s s o b re d id á tic a s q u e d e ra m ce rto , s u g e s tõ e s d e c o m o d e s p e rta r o 
in te re s s e d o s a lu n o s e m u ito m a is . Id e a l p a ra q u e m é p ro fe s s o r de 
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Por Maurício Ferreira Brito
Superintendent
EFICAZ
Erros que dificultam 
o ensino-aprendizagem na ED
T ! odos sabemos que o en­
sino é a prioridade da igre­
ja, mas ele só acontece, de 
fato, quando o aluno apren­
de. Muitas vezes, esse processo de 
aprendizagem é interrompido por uma 
série de questões. Neste artigo, procu­
ramos selecionar fatores que podem 
atrapalhar o ensino na Escola Domini­
cal. É importante cada professor ou 
superintendente verificar se as dificul­
dades aqui mencionadas estão aconte­
cendo em suas ED's para corrigir er­
ros, alinhar o prumo e seguir firme no 
propósito de ensinar a Palavra de Deus.
Superintendentes
despreparados
O pastor da igreja deve ter muito 
cuidado na nomeação do superin­
tendente da Escola Dominical. Não 
é aconselhável nomear para a fun­
ção determinada pessoa só porque 
ela é amiga ou coisa parecida. Ami­
zade, neste caso, não se confunde 
com ministério eclesiástico. Quando 
o superintendente é nomeado sim­
plesmente porque tem um relaciona­
mento amigável com o pastor da 
igreja, mas não tem os qualificativos 
para exercer a função, provoca mui­
tas dificuldades na aprendizagem, 
pois a igreja observa o despreparo 
da pessoa para a função. Em 
algum as escolas dom inicais, 
a figura do superintendente 
despreparado pode ser di­
vidida em três dimensões.
Despreparo teológico 
No mundo moderno contemporâneo, cha­
mado de "sociedade do conhecimento", o mer­
cado de trabalho é muito exigente e cada vez 
mais cobra profissionais capacitados intelec­
tual e cognitivamente especializados, quali­
ficados e preparados para exercer diversas 
funções. Portanto, na igreja, e em es­
pecial na Escola Dominical, a 
do superintendente 
pode ser despreparada.
Um superintenden­
te despreparado teologica­
mente inibe a
Despreparo espiritual 
Para exercer essa valorosa função é 
necessário que o candidato seja altamen­
te espiritual. É preciso haver uma verifi­
cação por parte dos membros da igreja e 
do diretor da escola se o candidato ao car-
go tem qualidades espirituais. Preparo es­
piritual a que me refiro é a devoção diária 
compromissada com Deus, na oração, no 
testemunho, nas obrigações gerais para com 
a igreja e a sociedade e o padrão ético de 
moralidade. A espiritualidade é uma exigên­
cia dessa função, aliás, de todas as funções na 
igreja. Se tal supervisor não for espiritual, não 
pode ser superintendente.
“O superinten­
dente ciumento 
bloqueia o 
desenvolvimento 
de outros 
professores”
e provoca descontentamento na valo­
rização do magistério cristão. Ele 
pode até fazer parte da ED, mas 
como aprendiz e não como superin­
tendente. O curso teológico, mesmo 
que seja básico, é um fator de suma 
importância para o superintendente. 
O ideal seria que ele fosse bacharel em 
Teologia, mas isso não é regra geral. 
Cada diretor de ED deve se adequar 
à sua realidade, sem com isso dispen­
sar o integral preparo teológico dos 
supervisores e/ou superintendentes. 
O preparo teológico é sempre moti­
vado pela leitura sistemática das Sa­
gradas Escrituras.
Despreparo acadêmico
Não quero dizer que para ser um 
superintendente é preciso ser um 
pedagogo, psicólogo, ou um espe­
cialista em educação. Não é isto que 
a Bíblia requer na sua essência. Exis­
tem supervisores altamente prepara­
dos que não são graduados em cur­
sos seculares. Porém, eles sabem que 
a Pedagogia e a Psicologia Educacio­
nal podem ajudar no desenvolvimen­
to educacional nas escolas domini­
cais. Portanto, os supervisores devem 
ter conhecimento básico em Pedago­
gia, Psicopedagogia, Psicologia Edu­
cacional, além do conhecimento teo­
lógico. Esse último poderá ser adqui­
rido por meio de bons livros.
Erros que os 
superintendentes 
não devem cometer
Há alguns erros que se não forem 
corrigidos a tempo poderão refletir
negativamente na educação e afetar 
diretamente a aprendizagem. O en­
sino só tem valor quando a apren­
dizagem está sendo construída pelo 
aluno. Eis alguns dos erros que afe­
tam a aprendizagem:
Ciúme
O ciúme age como se fosse um ví­
rus, provocando um maldoentio. Ele 
tira a comunicabilidade das pessoas, 
cria cenas vexatórias, zangamentos, 
decepções, separações e tragédias. O 
ciúme provoca conflitos no lar e gera 
desconfiança. Ele produz danos 
irreparáveis na educação cristã, além 
de adoecer a alma. Pessoas que têm 
esse sentimento precisam ser tratadas 
a tempo, tanto espiritual quanto psico­
logicamente, pois o ciúme não tratado 
pode ser transformado em inveja.
Inveja
Segundo o Aurélio, a definição de 
inveja é: "Desgosto ou pesar pelo 
bem ou felicidade dos outros, dese­
jo violento de possuir o bem alheio". 
A Bíblia fala que Caim matou seu 
irmão por inveja; que os irmão de 
José tiveram esse mesmo sentimen­
to para com ele (Gn 37.11) e que 
Sam balate ardia de inveja de 
Neemias (Ne 2.10). A Palavra de 
Deus também diz que os invejosos 
não herdarão o Reino de Deus (G1
5.21-26). O superintendente ciumen­
to bloqueia o desenvolvimento de 
outros professores. Quando perce­
be que existem outros professores se 
destacando, procura neutralizá-los. 
Isso, além de ser pecado, causa gran­
de prejuízo para o desenvolvimen­
to da aprendizagem.
Não reconhecer nem sequer valori­
zar o trabalho de outros professores
O ser humano é motivado por 
estím ulo. Esse estím ulo, quando 
parte do superintendente para o 
professor é imensamente válido. A 
valorização dos companheiros de 
magistério cristão é também um de­
ver do que está à frente da Escola
Dominical. Mas nem sempre é isso 
que observamos.
Existem alguns casos de superin­
tendentes que nunca reconhecem ou 
valorizam os professores que parti­
cipam ativamente. Está mais do que 
provado que trabalho eficiente se 
constrói em grupo.
Durante o período de preparação 
deste artigo, tomei conhecimento de 
que alguns supervisores ficam até 
doentes quando sabem que determi­
nado professor está exercendo bem 
as suas atividades educacionais. 
Isso é vergonhoso e não pode acon­
tecer entre o do povo de Deus. O Se­
nhor Jesus Cristo reconheceu e va­
lorizou o trabalho de João Batista 
quando disse: "D os nascidos de 
mulher ninguém foi maior que João 
Batista". João Batista, quando foi 
interrogado acerca de sua pessoa como 
Cristo, disse: "Eu não sou o Cristo", 
porém continuaram a dizer que os dis­
cípulos de Jesus estavam batizando 
mais do que os dele. João não teve in­
veja, nem ciúme, e disse: "Importa que 
ele cresça e que eu diminua" .
Não queremos genera­
lizar. Não é essa a in­
tenção, mas existem 
alguns fatores dentro \ 
das escolas dominicais 
que precisam ser remo­
vidos, pois dificul­
tam a aprendi­
zagem e 
atrasam 
o desen­
volvimento e a 
espiritualidade dos alu- i 
nos, que são o centro do 1 
processo de ensino-1 
aprendizagem. Se fo­
rem corrigidos a tempo, 1 
teremos uma escola com 1 
padrão espiritual e teo -' 
lógico cristão eficiente.-«
M atirício Ferreira Brito é 
evangelista na A D em Jaru (RO), 
bacharel em Teologia, pro fessor < 
licenciando em Pedagogia
R o l i s o n P e r e i r a R o c h a
e conselho 
esse Lu...
B it« dr 1
I“"'1....
S e d a d e
 e ittv ia
SE CONSELHO FOSSE BOM...
ROBSON PEREIRA ROCHA
Com uma linguagem leve, franca, agradável e 
bem-humorada, esta obra é totalmente voltada para o 
adolescente. Trata-se de excelente opção para ajudar 
os jovens a atravessar essa difícil fase da vida. O autor 
baseia suas abordagens em experiências pessoais de 
quando era adolescente e como professor de Escola 
Dominical. Alguns dos temas tratados são 
comportamento, sexualidade, mercado de trabalho, 
música, ecologia e vida espiritual. Indicado tanto 
para alunos quanto para professores de adolescentes.
ENSINO PARTICIPATIVO 
NA ESCO LA DOMINICAL
MARCOS TULER
Em uma época em que as transformações são velozes, 
exigindo dos professores uma constante atualização de 
sua metodologia de ensino, este livro chega em boa hora. 
Ele se destina a conscientizar educadores de todos os 
níveis sobre a urgência de tornarem seus alunos mais 
ativos no processo de aprender. O autor orienta como 
melhorar a comunicação em sala de aula, adaptando-a 
às necessidades dos alunos e colocando-a em termos que 
lhes permitam alcançar com êxito os fins da educação 
cristã. Indispensável a todo educador.
Ire« h o d o l i v r o N ão lem as 
(í PA D), (uitfinn 210.
"A igreja vem crescendo 
velozmente. Logo era de se 
esperar que também os seus 
adversários se multiplicassem, 
com o intuito de deter o seu 
crescimento. Mas graças a Deus 
por nos ter concedido muitas 
armas poderosas para vencermos 
os nossos adversários. Uma das 
maiores armas espirituais da 
igreja é a oração. Não se trata 
apenas de uma arma, mas 
também de um ministério básico 
da igreja".
Trecho do livro Oração: Um 
M inisterin I im dam eiita l (CPAD), 
página 15.
"Os meus olhos procurarão os 
fies da terra, para que estejam 
comigo; o que anda num 
caminho reto, esse me servirá".
Salm os H)I.h
"Se buscamos ao Senhor, Ele 
está conosco, não importam as 
mentiras, provocações ou- 
circunstâncias. Encaremos o 
diabo: 'Não me importo com o 
que vocô diz. Deus é comigo!- 
Se Deus é por nós, quem será 
contra nós?' (Km 8.31b)".
Trecho do livro C om o receber 
m ais íle Deus (CPAD), página 227
UM A VIDA APAIXO N AN TE
MIKE BREEN E WALT KALLESTAD
Escrito por dois líderes evangélicos, um norte-americano 
e o outro britânico, que experimentaram o crescimento de 
suas igrejas depois de perceberem mais profundamente o 
sentido do Evangelho, o que denominaram de LifeShapes 
(Modelador de Vidas), esta obra objetiva levar cristãos e 
igrejas a viverem uma vida cristã mais intensa no Senhor. 
Como afirmam os autores, esta não é uma obra que ensina 
a fazer discipulado, mas a ser discípulo. O objetivo é 
mostrar que a vida cristã é apaixonante, quando a vemos 
divorciada da perspectiva simplista do ativismo.
-------------------------------------- -------L _ ------------- -----
□
Por Elaine Cruz
rofessor
A escola, enquanto espaço 
social, reflete a sociedade 
em que vivemos. E a Esco­
la Dominical, que segue os 
moldes de um sistema edu­
cacional, cujos conteúdos são apresen­
tados sistem aticam ente, também 
espelha as crises da sociedade atual.
Os alunos, enquanto seres sociais, 
levam para a sala de aula suas do­
res, frustrações, ansiedades, expec­
tativas e alegrias. A Escola Domini­
cal, tal qual a regular, é mais um es­
paço onde expressam seus conflitos, 
muitas vezes escondidos sob um 
comportamento arredio, agressivo 
ou rebelde.
Já os professores, que são agentes 
e construtores da ordem social, tam­
bém estão influenciados pelas ques­
tões sociais como a violência, o desem­
prego, o estresse da vida cotidiana e 
os conflitos internos e familiares. 
Contudo, cabe-lhes, no papel de 
educadores, a função também de 
mediadores dos conflitos que apare­
cem na sala de aula e que muitas vezes 
os desestimulam na tarefa de ensinar.
É de suma importância que o pro­
fessor ensine bem os conteúdos bí­
blicos, já que a prioridade da Escola 
Dominical é instruir os alunos quan­
to ao caminho em que devem trilhar 
(Pv 22.6), levando-os a um conheci­
mento mais íntimo e cotidiano com 
Deus. Contudo, invariavelmente, o 
professor precisa assumir papéis de
conselheiro, ouvidor, instrutor e até 
de pai, pois são muitas as carências 
e conflitos a administrar.
As diferenças 
das faixas etárias
Os primeiros anos de uma crian­
ça, são os mais importantes para a 
formação do caráter e da personali­
dade e exigem um professor muito 
atento e disposto a se cansar. Alunos 
de até seis anos de idade dão muito 
trabalho, cobram m uita atenção, 
mas em geral são fáceis de serem 
adm inistrados. Quando recebem 
uma educação regrada no lar, as cri­
anças aprendem a se submeter ao 
professor que, com dose certa de au­
toridade e amor, consegue criar vín­
culos de afeto e garantir um bom 
entrosamento na classe e um bom ní­
vel de aprendizado.
Já na faixa dos 7 aos 9 anos, os 
alunos, por serem muito curiosos e 
estarem na fase áurea de elaboração 
de conceitos, mostram-se bastante 
disciplinadosquando encontram um 
professor que torna o aprendizado 
uma constante aventura. Mais do 
que discutir conflitos internos, os 
alunos desta faixa etária estão ávi­
dos pela descoberta do mundo e das 
coisas, como se pudessem entender 
a im p ortân cia do saber para a 
capacitação da vida futura.
Entretanto, a partir dos 10 anos, 
na ante-sala da adolescência, os
juniores começam a se voltar para si 
mesmos. Mais interessante do que 
mergulhar no mundo do conheci­
mento, eles querem saber o que se 
passa em seus corpos, conhecer suas 
habilidades e testar seus lim ites. 
Quando chegam à adolescência, há 
conflitos entre o que aprenderam e 
projetaram para si mesmos, e entre 
o que lhes é possível vivenciar, o que 
muitas vezes lhes causa revolta e 
complexos. Assim sendo, o profes­
sor que leciona para a faixa que vai 
dos 9 aos 17 anos precisa estar cons­
ciente de que para administrar bem 
uma sala de aula é preciso saber ad­
ministrar também as crises e expec­
tativas internas e pessoais de seus 
alunos.
Crise de autoridade
Uma das questões a superar no 
cotidiano da sala de aula é a crise de 
autoridade. Muitos pais estão dev 
xando de exercer seu papel de edu­
cadores, tornando-se ora reféns, ora 
coleguinhas de seus filhos. No pri­
meiro caso, por afrouxarem as regras 
e permitirem que seus filhos mano­
brem com os limites impostos e ne­
cessários à ordem da casa, os pais 
perdem a autoridade sobre seus fi­
lhos - quando percebem são mani­
pulados e comandados pela prole. 
Quando isso acontece, os filhos per­
dem a noção de hierarquia, passam 
a não obedecer regras e normas so-
Como mediar conflitos pessoais de juniores 
e adolescentes em sala de aula
i
ciais e assimilam o conceito de que todos devem fazer o 
que eles determinam.
Na sala de aula, esses filhos são alunos que não respeitam 
o professor, que saem de sala quando questionados, que in­
flamam a classe contra o mestre e que muitas vezes respon­
dem com ares de superioridade, rebelando-se de forma pler 
contra qualquer tipo de autoridade.
Neste caso, cabe ao professor manter-se firme no seu pap 
de administrador da sala, não aceitando o desrespeito e o de­
sacato às suas ordens e sendo sempre firme nas tomadas de 
decisão - mesmo que isso signifique, retirar o aluno de sala. 
Contudo, é importante que haja um interesse do professor 
em também se aproximar deste aluno, conversar sobre as 
conseqüências de seu comportamento para a vida secu­
lar (na qual sempre haverá um chefe a quem deverá obe­
decer) e para a vida espiritual (pois sempre haveremos 
de honrar e de nos submeter aos preceitos divinos).
Vale considerar que alunos rebeldes e indisciplinados sem­
pre buscam chamar a atenção para si, escondendo mui­
tas inseguranças e complexos. Portanto, o equilíbrio en­
tre disciplina e afeto é importante para adequar es­
tes alunos à vida social - já que no íntimo eles dese­
jam ser iguais, "norm ais" e aceitos pelo grupo. Mui­
tas vezes precisam que alguém lhes diga que podem s 
notados pelo bom comportamento, ao invés de se enqua­
drarem no ditado "falem mal, mas falem de mim".
Já os alunos que têm pais "coleguinhas" são aqueles 
que se sentem perdidos, pois carecem de quem lhes diga 
o que fazer, já que o papel dos pais é o de direcionar e ii 
truir quanto às escolhas e atitudes de seus filhos.
Pais que se esmeram em ser mais amigos do que 
pais deixam uma grande lacuna na auto-estima de 
seus filhos - estes perdem o sentimento de serem 
cuidados, protegidos e orientados.
Na sala de aula, estes filhos se transformam em 
alunos que tentam sempre negociar as ordens e que 
irritam quando não são tratados "de igual para igual 
como se merecessem os mesmos direitos do pro­
fessor. Outros se magoam facilmente, não se 
adaptam à autoridade e podem se tornar arre­
dios, calados, frios e pouco interessados no sa­
ber. Em muitos casos, essas atitudes funcionam
como um pedido de ajuda, do tipo 
"estou sozinho e perdido, sem nin­
guém a quem eu possa ou queira re­
correr para me dizer o que fazer".
A rebeldia em classe
Por mais importante que seja a 
amizade e coleguismo entre pais e 
filhos, ou entre o professor e seus 
alunos, educação sistemática impli­
ca em troca, em uma construção con­
junta do conhecimento, mas também 
no uso da autoridade dos pais e pro­
fessores para direcionar o processo 
de aprendizagem.
A rebeldia tem sido constante em 
muitas salas de aula de juniores a 
adolescentes - e é importante ressal­
tar que não há rebeldia sem causa. 
Sempre, por trás de atitudes hostis, 
há problemas de ordem emocional, 
social ou situacional.
Na esfera emocional, a rebeldia 
pode ser fruto de complexos, como 
a crença em ser burro, chato, feio ou 
pouco interessante - do tipo "nin­
guém gosta de mim". A rebeldia ex­
pressa este descontentamento consi­
go mesmo, que pelo reforço dos cas­
tigos ou broncas recebidas, aumen­
taria ainda mais o sentim ento de 
menos valia, dim inuindo a 
auto-estima - o que gera­
ria ainda mais rebeldia, 
como um círculo vicioso 
que prende o aluno à 
sua dor.
Nestes casos, realçar em sala de 
aula as qualidades deste aluno, re­
forçando suas habilidades para aju­
dar na construção de uma auto-esti­
ma positiva, é tarefa para a qual o 
professor deve estar atento. Por mais 
que a agressividade e rebeldia natu­
ralmente provoquem no professor 
um distanciamento dos alunos, o 
desejo de ajudá-los deve prevalecer.
Na esfera social, há muitos que 
expressam pela rebeldia sua timidez 
ou incapacidade de se relacionar 
com outros. Em um grupo de alunos 
rebeldes, sempre há aqueles que se 
unem ao grupo porque nele são acei­
tos, mesmo que seja para funciona­
rem como pontas de lança. Assim, a 
despeito de se sentirem usados, só o 
fato de saberem qual o seu lugar no 
grupo já os deixa parcialmente sa­
tisfeitos. Digo parcialmente, porque 
no íntimo gostariam de poder ser 
eles mesmos, agir com mais digni­
dade, muitas vezes sem trair a edu­
cação que receberam de seus pais.
O papel do educador
É im portante identificar estes 
alunos, reorganizar os lugares na 
classe e promover trabalhos 
em grupo, colocando-os 
em contato com outros 
colegas da sala, de 
modo a criarem vín­
culos de amizade 
que promovam um 
afastamento dos an­
tigos companheiros.
O bom professor das faixas de 9 a 
17 anos, ciente de que é uma fase de 
mudanças hormonais e psicossociais, 
precisa estar sempre atento a mudan­
ças de comportamento de seus alunos, 
já que estas podem indicar o início do 
uso de drogas ou a evolução de qua­
dros de ansiedade ou depressão. Nes­
ses casos, quanto mais cedo houver in­
terferência, diálogo e ajuda, maiores 
serão as chances do aluno vencer suas 
dificuldades, superar suas crises e 
reordenar sua vida.
Cabe ao professor também a ta­
refa de instruir seus alunos quanto 
ao comportamento sexual. Temas 
como homossexualismo e a prática 
do ficar precisam ser debatidos com 
clareza, pois muitas vezes não há um 
diálogo instrutivo em seus lares. 
Conversar reservadamente com alu­
nos que namoram muito ou de for­
ma indecorosa, ou se comportam es* 
candalosamente, é um ato que pode 
livrá-los de preconceitos, apelidos 
ou problemas futuros.
Por fim, situações como a separa­
ção dos pais, a morte de um parente, o 
desemprego de um dos pais ou mes­
mo uma experiência ruim, como um 
assalto ou um ato de abuso sexual, po­
dem desencadear conflitos, muitas ve­
zes escondidos sob uma atitude agres­
siva, reações apáticas ou pelo ato de se 
isolar do grupo. Há ainda os que 
somatizam, reclamando sempre dé 
dores de cabeça e falando muito em 
doenças. Em todas estas situações, o 
papel do professor deve ser o de con­
selheiro, amigo, ouvinte e intercessor. 
Só assim ele conseguirá criar vínculos 
de afeto e confiança, fazendo com que 
seus alunos se tornem seus amigos.
Afinal, ensinar na Escola Domini­
cal é mais do que apresentar concei­
tos externos aplicando-os ao cotidia­
no. Ensinar a Bíblia é partilhar a reali­
dade e focar os conflitos diários, 
conscientizando os alunos deque para 
todos eles há resposta e solução na 
Palavra de Deus.
Elaine Cruz é psícológa, escritora e 
articulista
prática
Dinâmicas para a aplicação 
.do conteúdo em sala de aula
VIVENDO COMO SALVOS
Objetivo: Permitir uma avaliação sobre
o relacionamento do cristão no Corpo de 
Cristo e reforçar a idéia de viver plena co­
munhão com os irmãos.
M aterial: Um comprimido Sonrisal, 
copo, comprimidos redondos feitos de car­
tolina branca e caneta.
Procedimento: Introduza a dinâmica 
pedindo que todos leiam ICoríntios 12.25- 
27, que diz: "...para que não haja divisão no 
corpo, mas, antes, tenham os membros igual 
cuidado uns dos outros. De maneira que, se 
um membro padece, todos os membros pa­
decem com ele; e, se um membro é honra­
do, todos os membros se regozijam com ele. 
Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus mem­
bros em particular".
Após a introdução, apresente o Sonrisal 
e diga que na Casa de Deus a unidade é a 
chave que abre a porta para que os salvos 
desfrutem das muitas bênçãos do Senhor. A 
seguir, coloque o comprimido no copo com 
água, peça que observem ele se dissolver e 
explique que tal como ele se desfaz e bene­
ficia a pessoa que está com mal-estar esto­
macal, a unidade em amor elimina todas as 
diferenças e o mal-estar afetivo do Corpo 
de Cristo. Em seguida, entregue os compri­
midos de papel e peça que cada aluno es­
creva o sentimento que está disposto a 
doar para o bem-estar da classe. Ex: ami­
zade, alegria, solidariedade, amor, sor­
risos, fidelidade, paciência, compreen­
são etc. Quando terminarem de escre­
ver, recolha os comprimidos e os co­
loque em um vidro transparente 
com o nome da classe. Durante as 
aulas seguintes, realize outras 
atividades que promovam um 
clima harmonioso e feliz.
BR ILH AN TE
Deus prometeu abençoar os povos do 
mundo por meio de Abraão e sua des­
cendência. A Vinda do Messias - Jesus 
Cristo, o nosso Salvador - é o cumpri­
mento dessa promessa. Ele trouxe o 
Evangelho, que é o poder de Deus para 
a salvação de todo aquele que crê (Rm
1.16b).
Objetivo: Possibilitar aos alunos um 
momento de análise sobre situações que 
podem impedir que a luz de Cristo re­
flita em suas vidas.
Material: Triângulos de papel, uma 
caneta e fita adesiva.
Procedimento: Distribua dois triân­
gulos para cada aluno. Em seguida, peça 
para que eles escrevam no primeiro tri­
ângulo cinco benefícios que Deus derra­
ma sobre a igreja e, no se­
gundo, cinco benefícios 
do aluno para a igreja.
Depois, cada aluno deve 
unir os triângulos formando 
uma estrela parecida com a 
da bandeira de Israel. Ex­
plique que a Igreja é o 
verdadeiro Israel de Deus. 
Finalize dizendo à classe 
que a estrela brilha inten­
samente apenas quando 
as duas partes estão em ple­
na harmonia e atividade.
Por Débora Ferreira
1
Objetivo: A presentar a 
d im en são dos p ro blem as 
cau|ados pela queda do ho­
m em. Argum entar que a sin­
ceridade e verdade fazem par­
te do processo de santidade na 
vida do novo hom em .
Material: Um a grande m áscara 
escura, papel e caneta.
Procedimento: Inicie a dinâm ica 
com entando sobre a natureza decaída 
do hom em , que é capaz de rejeitar a ver­
dade e o cuidado de Deus. A seguir, apre­
sente a grande m áscara. Peça para que es­
colham um versículo dentro do trecho de 
Rom anos 1.18-32 e 3.10-17, que fale sobre a 
vida decaída do hom em , e o escrevam em um 
pedaço de papel. Em seguida, os alunos deve­
rão ler o texto escolhido e colar os versículos na 
parte interna da m áscara.
Encerre rasgando a m áscara, para lem brar aos 
alunos que Jesus rasgou toda acusação que era co n 
tra nós. D epois, leia o texto abaixo com a classe:
"E , quando vós estáveis m ortos nos pecados e na 
incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntam ente 
com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo risca­
do a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual 
de algum a m aneira nos era contrária, e a tirou do m eio de 
nós, cravando-a na cru z", Cl 2.13-14.
i l
AMOR FRATERNAL
É im possível entender o novo m odo de existência do cristão 
sem falar de amor. Estar arraigado em Cristo pode ser entendi­
do com o estar arraigado no am or (Cl 2.7, Ef 3.17). O amor, ju n ­
tam ente com a fé e a esperança, faz parte do conteúdo essencial 
da vida cristã (IC o 13.13).
O am or fraterno vem de f ra te r , que em latim significa irm ão. 
Ele considera todos os hom ens com o irm ãos. Ou aprendem os 
com C risto a am ar o sem elhante com o a nós m esm os, ou sere­
m os pessoas incom pletas, isoladas e tristes.
O bjetivo: L ev ar o a lu n o a um a co n sc iê n cia de que a 
integração na classe é fundam ental, pois essa é proposta de
Deus para sua Igreja.
Material: Palitos de churrasco soltos e em feixes.
Procedimento: Depois da introdução, apresente os pa­
litos. Entregue um para cada aluno e peça que o quebre 
ao m eio. E claro que eles não sentirão dificuldade em 
quebrá-los. Quando todos tiverem quebrado, apresen­
te um feixe de palitos bem am arrados. Peça que cada 
aluno tente quebrá-los. D essa vez haverá m aior di­
ficuldade. Então, explique que o am or entre os ir­
mãos é im portante porque prom ove crescim en­
to e fortalece a classe. A desunião pode provo­
car m uitos estragos: o isolam ento, a indiferen­
ça, o individualism o e o egoísm o. Por isso, é 
bom lem brar que viver em união faz parte 
da vida cristã e tam bém im pede que sen­
tim entos nocivos prevaleçam .
A MÁSCARA
S AN TIFIC A Ç A O
Objetivo: Ressaltar a importância da santificaçí 
para a vida cristã.
Material: Um vaso comum de cerâmica ou vidro.
Procedimento: Apresente um belo vaso simboliza: 
do o cristão. Com ele nas mãos, inicie a dinâmica falandi 
que a santificação não acontece de imediato. Ela implica em 
um processo constante de mudanças. Assim, gradativamente,
o cristão vai sendo moldado. Com o passar do tempo, esse 
homem transformado se torna um excelente vaso para o ser­
viço na Casa de Deus. Continue a explanação relatando o 
episódio de Jeremias 18.2-4 sobre o trabalho paciente de 
um oleiro. Jeremias observava o trabalho daquele homem 
quando, durante a produção de uma peça, o vaso se que­
brou (nesse momento, deixe o vaso cair acidentalmen­
te de suas mãos e se quebrar). Depois, diga que essa 
ilustração pode ser comparada com o processo de 
santificação. No início da vida cristã, pode aconte­
cer tropeços, altos e baixos e até quedas, mas os con­
sertos vão sendo realizados na casa do oleiro, isto 
é, na igreja. Se o vaso se quebrar fora da oficina 
de Deus, jamais poderá ser refeito. Finalize di­
zendo que é na igreja que os ajustes e consertos 
acontecem no vaso para que depois ele possa 
servir de bênção aos necessitados e aflitos.
Termine a dinâmica com oração, interce­
dendo por cada aluno para que sejam vasos 
de honra na Casa de Deus.
W MINHA IGREÜA
I I A igreja é uma instituição 
divina, estabelecida pelo pró­
prio Deus. Ela tem caracterís­
ticas e propósitos di vinos, que 
a enaltecem em relação a qual- 
-. ■* - quer instituição humana. Visto
que ela deve se desenvolver em 
"igreja gloriosa, sem mácula, 
nem ruga, nem coisa semelhan­
te, mas santa e irrepreensível" 
(Ef 5.27), deve ter um funda­
mento sólido e imutável. Essa 
organização só é possível por­
que tem Jesus como o cabeça 
e os seus membros vivem em 
cooperação e comunhão.
Objetivo: Reconhecer que 
Cristo é indiscutivelmente o 
Cabeça da Igreja, e seus mem- 
I g f bros, os fiéis cooperadores.
/ Material: Giz e tapa-olho.
P r o c e d im e n to : Separe a classe em du- 
WÊ pias. Explique que o senso de cooperação e 
Mj» confiança nos colegas de classe vai ser testa- 
f l l do por meio da dinâmica. Essas duas qualida-
jfjgjV des são fundamentais para o crescimento e ajus-
tamento do grupo.
Escolha um aluno de cada dupla para ter os 
seus olhos vendados. Em seguida, desenhe uma 
igreja no quadro e, no alto do desenho, trace uma 
linha. Comece a dinâmica. O aluno de olhos venda- 
V dos deve caminhar em direção ao quadro seguindo
■ a orientaçãodo colega de dupla. Quando alcançar o 
F quad ro, deverá escrever o nome Jesus na linha traçada.
Todo o percurso deve durar, no máximo, um minuto. 
Quando todos tiverem participado, pergunte as im­
pressões que tiveram na execução da tarefa (nível de con­
fiança no colega, paciência etc). Declare qual foi a dupla 
que atuou melhor e finalize falando que no Corpo de Cristo 
a cooperação é fundamental para o crescimento da igreja e 
para agradarmos a Deus.
Lição 1
lA igreja de Roma
Temas e propósito da Carta aos Romanos. Paulo es­
creve a Carta aos Romanos para ensinar não apenas aos 
primeiros destinatários, crentes residentes em Roma, mas 
a todos os cristãos, de todos os tempos, acerca da justifi­
cação pela fé, como também os propósitos de Deus para 
judeus e gentios e a forma como os cristãos devem se 
conduzir na vida e no serviço a Deus.
A questão das obras é de suma importância na Carta 
aos Romanos. Paulo deixa claro nessa carta que a fé em 
Cristo justifica o homem (Rm 1.17), seja este judeu ou 
gentio. A humanidade sempre buscou ser reconhecida por 
seus atos. Feitos, pequenos ou grandes, sempre fizeram 
parte de nossas vidas. Há obras pelas quais somos re­
compensados ou criticados. Atos de coragem sempre são 
relembrados, como também os momentos de covardia.
: Enfim, nossos atos nos acompanham e são somados às 
nossas existências. Obras, diante dos homens, têm poder 
para justificar ou condenar uma pessoa.
Entretanto, por mais que o homem arrogue seus feitos 
diante de Deus, com a tentativa de se aproximar Dele, ser 
declarado e reconhecido como uma pessoa justa, Ele só jus­
tifica o homem pela fé em Cristo Jesus. Na visão de Deus, 
ninguém pode tentar se justificar pelas obras que têm feito, 
pois tais meios carecem de poder para perdoar pecados. 
Disse o profeta Isaías: "Mas todos nós somos como o imun­
do, e todas as nossas justiças como trapos da imundícia" (Is 
64.6). Não se pode anular um pecado com uma boa ação, 
doações, caridade ou serviço social. Só a fé em Cristo é ca­
paz de aproximar o homem de Deus e torná-lo justo.
Acerca dos destinatários originais desta epístola. A 
carta é endereçada aos crentes: "A todos os que estaisrem 
Roma, amados de Deus, chamados santos", Rm 1.7. En­
tende-se que, após o Dia de Pentecostes, judeus que re­
ceberam a Jesu s com o seu m essias v ia jaram ou 
retornaram para Roma, levando consigo a mensagem do 
Evangelho e formando ali um grupo de cristãos. Pelo teor 
das explicações, entende-se que a maioria dos membros 
da congregação era gentia. Independente destas defini­
ções preliminares, sabe-se, pela carta, que eram crentes 
cuja fé se tornara mundialmente conhecida (Rm 1.8). É 
certo também que havia algumas divergências entre cris­
tãos judeus e gentios, devido a diferenças entre os dois 
gr.upos. A carta aos Romanos busca corrigir estas diver­
gências (Rm 1.11-32 e 2.1-29 ).
Devemos observar que Paulo não considerava Roma 
como sendo campo de trabalho de outro apóstolo. Ele diz, 
acerca do seu trabalho: "E desta maneira, me esforcei por 
anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nome­
ado, para não edificar sobre fundamento alheio", Rm 15.20. 
Isso nos mostra que a Igreja em Roma não foi edificada por 
Pedro, como diz a tradição católica romana. •
Lição 2 Lição 3
A corrupção da humanidade
Disse certo pregador que o homem não pode aceitar 
as Boas-Novas da salvação sem primeiro ouvir as más 
notícias sobre si mesmo. Para aceitar a maravilhosa gra­
ça de Deus, é preciso que o pecador veja o estado de 
miséria em que se encontra.
Deus dá ao homem o conhecimento necessário para que 
este não se perca. Tudo o que é necessário que saibamos para 
ter um relacionamento correto com Ele está registrado em 
sua Palavra. Entretanto, quando o homem decide despre­
zar suas orientações, não apenas peca contra Deus, mas tam­
bém contra sua santidade e desperta sua ira. Ele não é mo­
vido por paixões humanas nem motivos egoístas, mas pela 
verdadeira justiça e equidade. Por sua justiça, não pode dei­
xar o homem sem punição por seus pecados, mas estende 
para ele a sua misericórdia por meio do Senhor Jesus.
O homem sem Deus tem seu entendimento obscurecido. 
É curioso notar, de acordo com o que o apóstolo Paulo diz, 
que o homem sem Deus consegue ser mais incrédulo so­
bre Deus, à medida que consegue obter mais conhecimen­
to. E isso acaba influenciando na sua adoração. "Porquan­
to, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, 
nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desva­
neceram, e o seu coração insensato se obscureceu", Rm 1.21. 
Toda a evolução do conhecimento não foi capaz de mos­
trar ao homem a sua pequenez, e a necessidade de se vol­
tar para Deus. "Compreendemos como são formadas as 
tempestades. Mapeamos o sistema solar, e transplantamos 
corações. Medimos a profundidade do oceano, e enviamos 
sinais a planetas distantes. E assim, a perda do mistério 
tem levado à perda da majestade. Quanto mais conhece­
mos, menos acreditamos. Estranho, não acha?... quem tem
I mais razão para adorar que o astrônomo que vê as estre­
las? Que o cirurgião que segura corações nas mãos?... Quan­
to mais conhecemos, mais deveríamos nos maravilhar" 
(Nas Garras da Graça, CPAD, pág 41).
A conseqüência da incredulidade. Paulo diz que Deus 
entregou os homens aos desejos de seus próprios cora­
ções, que os abandonou às paixões infames. Não quise­
ram a Deus, e por isso foram abandonados aos próprios 
pecados. O sinal de quão degenerados estavam é de­
monstrado por Paulo: "... os varões, deixando o uso na­
tural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns 
para com os outros, varão com varão, cometendo torpe­
za...", Rm 1.27. Outra conseqüência da má escolha dos 
homens e do afastamento de Deus está no fato de que 
esses homens receberam em si mesmos a retribuição pelo 
que fizeram contra o Senhor. Este é um julgamento ter­
rível, pois quanto maior o pecado, maior a conseqüên­
cia deste. Paulo não diz que tipo de castigo é esse, mas 
deixa claro que nenhum pecado fica sem punição.#
A justiça de Deus
A falsa moralidade. Imagine um homem que consegue 
criticar coisas erradas que as pessoas praticam. Diríamos 
que tal sujeito é virtuoso se consegue ser isento em seu jul­
gamento, ou seja, que ele não pratique as mesmas coisas 
que condena nas outras pessoas. Entretanto, essa possibili­
dade não é vista no texto em questão. Paulo pergunta: "E 
tu, ó homem, que julgas os qxie fazem tais coisas, cuidas 
que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?", Rm 2.3.
O pensamento paulino aqui é mostrar que estamos sujei­
tos a pecar justamente naquilo que condenamos aos que 
praticam. Isto implica julgamento injusto, pois acabamos 
nos desqualificando para julgar qualquer pessoa. Assim 
acontece com o homem sem Deus, seja ele judeu ou gentio. 
Quem assim procede não escapa do juízo divino. E, como 
diz um ditado, "o sujo falando do mal-lavado". E como 
aquele que consegue perceber o cisco no olho do compa­
nheiro, mas não enxerga a trava que está no seu próprio 
olho (Mt 7.3). O pecador pode estar limpo aos seus própri­
os olhos, mas não o estará diante de Deus.
A justiça de Deus. O Senhor julga os homens de acor­
do com as suas obras (Rm 2.6). Aos que não o reconhe­
ceram e escolheram desprezá-lo, Ele permitiu que seus 
corpos fossem entregues à desonra, e recebessem a justa 
retribuição por seus desejos malignos.
A forma divina de julgar é justa, pois Deus, conhecedor 
dos corações, sabe até que ponto estamos fazendo realmente 
as coisas certas e erradas. Determinadas atitudes podem 
passar despercebidas da igreja, mas não de Deus. Quem 
disse ao profeta Aias, um homem avançado em idade e 
cego, que a mulher de Jeroboão estava vindo disfarçada 
para consultá-lo (lRs 14.1-6)? A Pedro que a oferta de * 
Ananias era baseada na mentira (At 5.1-12)? Deus, em sua 
justiça e onisciência, julgará os segredos dos homens, pelo 
Senhor Jesus Cristo.
As obras e o juízo divino. O mundo propaga a idéia 
de que as boas obras podemnão apenas aproximar o 
homem de Deus, mas também fazer com que esse ho­
mem se sinta bem consigo mesmo, e com aqueles que o 
cercam. Entretanto, por mais que o homem pratique as 
boas obras, elas serão insuficientes para justificá-lo por 
causa dos seus pecados. Não há boa ação que possa com­
pensar um pecado diante de Deus.
Para aqueles que já foram justificados por Cristo e 
seu sacrifício na cruz, as obras não são um meio de se 
atingir a salvação, mas um demonstrativo de que já fo­
ram alcançados pela salvação. O crente não faz boas 
obras para ser salvo — pois já foi justificado por Cristo 
—mas porque é salvo. E a fé sem as obras é morta, como o 
é também as obras sem a fé no Deus vivo e verdadeiro*
m
Lição 4
A justificação pela fé em Cristo
O homem, por causa de seus pecados, deseja e precisa 
ser justificado diante de Deus. Enquanto Deus oferece tal 
justificação pela sua graça, mediante a fé no sacrifício de
i Cristo, o homem tenta obter a justificação pelas obras que 
pode fazer, ou pelas que já fez. Deus deixa claro que as
i pessoas que são alcançadas pela justificação não são aque- 
: las que fazem as boas obras, e sim as que têm a fé em Cris­
to: "Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé,
| sem as obras da lei", Rm 3.28; "... a justiça de Deus pela fé 
em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem...", 
j Rm 3.22.
"A doutrina da justificação é uma das mais importan­
tes da Bíblia. Essa doutrina — a justificação pela fé — foi o 
grito de libertação quando, no obscuro século XVI, iniciou- 
se a abençoada Reforma, na qual Deus usou Lutero. 'Justi­
ficação é um ato da graça de Deus, pelo qual Ele imputa à 
pessoa que crê em Jesus a justiça de Cristo, declarando-a 
: justa.' Deus, na justificação, trata o homem arrependido
I conforme os méritos da pessoa de seu Mediador, Jesus 
Cristo. Enquanto 'regeneração' expressa a nova natureza 
que o homem recebe pela salvação, justificação se refere à 
sua nova posição jurídica, diante da justiça divina" (Eurico 
Bergstén, Teologia Sistemática, CPAD, pág 180).
Não há judeus nem gregos. Consideramos, dentro dos 
estudos acerca da salvação no Novo Testamento, que há três 
grupos distintos de pessoas: os judeus, os gentios e a Igreja
i de Cristo. Os judeus são descritos como filhos de Abraão, 
os que possuem a Lei de Moisés. Os gentios como "os que 
sem lei pecaram" (Rm 2.12), e a Igreja é composta de judeus 
e gentios unidos pelo sacrifício de Cristo. Todos pecaram "e 
destituídos estão da glória de Deus", Rm 3.23. Os judeus, 
também conhecidos como "o povo do livro", tinham conhe­
cimento da Lei de Deus, mas esse conhecimento não era 
capaz de fazer com que eles andassem da maneira que Deus 
queria. Por isso, Paulo comenta: "Onde está, logo, a jactân­
cia? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não! Mas pela lei 
da fé", Rm 3.27. A lei de Moisés não poderia ser motivo de 
orgulho para os judeus, pois eles eram incapazes de guardá- 
la. Por esse motivo, Paulo conclui "que o homem é justifica­
do pela fé, sem as obras da lei", Rm 3.28. Judeus e gentios 
têm o mesmo acesso a Deus por meio de Jesus.
Testemunhas contundentes da justiça divina. Esta ex­
pressão indica que todo o Antigo Testamento — a Lei e os 
profetas — confirma a justiça divina. O capítulo 4 de Ro­
manos fala de Abraão, o pai da fé, que foi justificado pela 
fé. Hebreus 11 traz ainda outros nomes, como Abel, 
Enoque, Noé, José, Moisés, Josué, Davi, Samuel e diversos 
outros personagens descritos no Antigo Testamento, de­
monstrando que a justificação pela fé não é algo novo para 
Deus, mas sim o desejo Dele para todos nós.#
Lição 5
A Doutrina da Graça de Deus
Agraça de Deus. O presente imerecido que Deus ofe­
rece à humanidade, pelo seu Filho, muitas vezes têm 
sido motivo de pensamentos controversos. Entre os cris­
tãos romanos, havia crentes que achavam ser possível 
receber mais da graça de Deus, caso vivessem em peca­
do. Isto não condiz com o que Paulo fala: Onde abun­
dou o pecado, superabundou a graça (Rm 5.20). A graça 
de Deus não é multiplicada na vida de crentes que vi­
vem em pecado. Paulo destaca que o salário do pecado 
não é mais graça da parte de Deus, e sim a morte (Rm 
6.23). O fruto do pecado não é para a santificação nem 
para a vida eterna, e sim para a vergonha dos crentes 
(Rm 6.21-22). Se estamos debaixo da graça, o pecado não 
deve ter domínio sobre nossas vidas (Rm 6.14).
A representação do batismo em Cristo para nossas 
vidas. Para destacar a importância da graça divina, Pau­
lo utiliza a figura do batismo para representar o com­
promisso que temos com Deus por meio dele.
"O batismo é um voto. Um voto sagrado que o cren­
te faz de seguir a Cristo. Assim como o casamento cele­
bra a fusão de dois corações, o batismo celebra a união 
do pecador com o Salvador. Tornamo-nos parte de Cris­
to ao ser batizados. A noiva e o noivo compreendem to­
das as implicações do casamento? Não. Conhecem cada 
ameaça ou desafio que enfrentarão? Não. Entretanto, 
eles sabem que se amam, e juram ser fiéis até o fim.
Quando um coração disposto entra nas águas do ba­
tismo, conhece as implicações do voto? Não. Conhece 
cada tentação ou desafio? Não. Conhece, porém, o amor 
de Deus, e o está correspondendo. Por favor, entenda, 
não é o ato que nos salva. Mas ele simboliza comô fo­
mos salvos. A ação invisível do Espírito Santo é visivel­
mente dramatizada na água. Retornar ao pecado após 
selar nossas almas no batismo é como cometer... bem, é 
como cometer adultério em plena lua-de-mel. Pode ima­
ginar a perturbada esposa descobrindo seu marido nos 
braços de outra mulher, poucos dias depois de tê-lo ou­
vido jurar no altar? Semelhantemente, Deus pergunta: 
Nossa união não significa nada para você? Nosso pacto 
é tão frágil que você preferiu os braços de uma meretriz 
aos meus?" (Nas Garras da Graça, CPAD, pág 114).
Servos da Justiça. Romanos 6.18 diz que, "liberta­
dos do pecado, fostes feitos servos da justiça". Isso sig­
nifica que não temos liberdade para levar uma vida de 
pecados, pois apenas mudamos de dono. Antes éramos 
escravos do pecado, hoje, servos da justiça. Servos da 
justiça não vivem uma vida injusta e pecaminosa, pois 
isto contraria a natureza do seu serviço. Cada parte de 
mim, cada membro do meu corpo, deve ser apresenta­
do a Deus; não como instrumentos de iniqüidade, mas 
de justiça (Rm 6.13), pois para isto fomos chamados. •
Lição 6 Lição 7
A chamada divina 
e o livre-arbítrio
A consagração do crente
A santificação é essencial para o cristão. É separar-se 
do mundo e de suas práticas para viver a cada dia se 
submetendo ao senhorio de Jesus Cristo. É como subir 
uma escada continuamente, sem descer um degrau se­
quer, pois estamos caminhando em direção ao Céu.
Não deve ser vista pelo crente como uma opção, mas 
como um mandamento, pois "sem santificação ninguém 
verá o Senhor", Hb 12.14. Deus é santo, e exige que seus 
servos também o sejam, que busquem a santificação.
Andar segundo o Espírito. Paulo roga aos crentes que 
se considerem mortos para o pecado (Rm 6.11), e andem 
de acordo com o Espírito Santo. A associação com a mor­
te serve de exemplo para explicar de que forma um cren­
te deve proceder em relação ao pecado. Um morto não 
responde a estímulos, não reclama se levar um beliscão. 
Não se queixa de dores de cabeça, nem discute se, no dia 
do sepultamento, alguém colocar nele uma roupa que não 
gostava quando estava em vida. Por quê? Porque ele está 
morto. Não há vida nele. Da mesma forma, devemos nos 
considerar mortos para os estímulos do pecado, pois 
estamos debaixo da graça de Deus, vivos apenas para 
Deus (Rm 6.14).
"Pense deste modo. O pecado aprisionou você. O pe­
cado trancou você atrás das grades da culpa, da vergo­
nha, da decepção e do medo. O pecado acorrentou você 
ao muro da miséria. Então veio Jesus e pagou sua fiança; 
cumpriu a sua pena e colocou-o em liberdade. Cristo 
morreu, e quando você lançou sua sorte com Ele, seu 
velho eu morreu também.
O único modo de ser livre da prisãodo pecado é cum­
prindo sua penalidade. Neste caso, a pena é a morte. Al­
guém tem de morrer: você ou um substituto celeste. Você 
não pode deixar a prisão, a menos que haja uma morte. 
Porém, esta ocorreu no calvário. E quando Jesus morreu, 
você morreu para a reivindicação do pecado em sua 
vida". (Nas Garras da Graça, CPAD, págs. 112-113).
Andando na carne. A carne arroga para si aquilo que 
lhe é peculiar: a busca da satisfação em todas as coisas, e 
principalmente naquilo que Deus condena. Suas obras 
são reprovadas, e sua prática acarreta a exclusão do Rei­
no de Deus (G1 5.21). Ninguém pode tentar agradar a 
Deus andando na carne (Rm 8.8). E evidente que não é 
fácil, para o homem, deixar de andar na carne para an­
dar com Cristo. A carne não desejará a santificação, apon­
tará as gratificações imediatas — e não as conseqüências
— de se render ao pecado e fará o possível para despre­
zar todas as coisas de Deus. Entretanto, Deus promete a 
vida aos que mortificarem as obras do corpo para vive­
rem uma vida em santificação (Rm 8.13)^
A abrangência da salvação. Deus sempre desejou que 
os homens pudessem ter comunhão com Ele. Para expres­
sar o amor Dele pela humanidade, João utilizou a palavra 
"tal", dada à ausência de outros termos que pudessem 
definir, de forma tão ampla, os sentimentos de Deus para 
com sua criação, o homem (Jo 3.16). O Senhor não escolhe 
algumas pessoas para irem para o Céu, e outras para irem 
ao Inferno. Todos têm a mesma oportunidade. A decisão 
quem toma é a pessoa. Imagine alguém que, nesta vida, 
faz de tudo para demonstrar seu ódio a Deus e viver uma 
vida dissoluta. Para esta pessoa, ir para o Céu seria o pior 
dos juízos, pois estaria ao lado, por toda a eternidade, de 
quem sempre odiou em vida. Mas, se nesta vida a pessoa 
escolheu amar a Deus e receber a Jesus, arrependendo-se 
de seus pecados, certamente gozará o Céu, pois foi para 
isto que se preparou.
"No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar, a 
analogia de um grande navio viajando para o céu. Deus es­
colhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. Cristo é o 
Capitão e o Piloto desse navio. Todos os que desejam estar 
nesse navio eleito podem fazê-lo mediante a fé viva em Cris­
to. Enquanto permanecerem no navio acompanhando seu 
capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o 
navio e o seu capitão, deixará de ser um dos eleitos. A 
predestinação concerne ao destino do navio e ao que Deus 
preparou para quem nele permanecer. Deus convida todos a 
entrar a bordo do navio eleito mediante Jesus Cristo" (Donald 
Stamps, BEP, CPAD, pág 1.809).
O livre-arbítrio. Podemos definir o livre-arbítrio, de for- . 1 
ma básica, como sendo a capacidade que o ser humano pos­
sui de escolher o que deseja fazer, seguir e ser. O livre-arbí- 
trio é negado por algumas correntes teológicas, que despre­
zam a capacidade de o homem fazer escolhas e receber as 
recompensas inerentes a elas.
No tocante à salvação, Deus deseja que todos sejam sal­
vos, mas não obriga o homem a amá-lo. "Eis que estou à por­
ta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entra­
rei em sua casa, e com ele cearei e ele, comigo", Ap 3.20. Não 
basta apenas Jesus bater a porta e a pessoa ouvir a sua voz. É 
necessário que a pessoa abra a porta para que o Senhor entre, 
que a pessoa se arrependa e mude suas atitudes.
"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas 
a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem fei­
tos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome", Jo 1.11-12. ! 
Nem todos realmente irão crer no nome do Senhor, mesmo 
entre aqueles que dizem ser filhos de Abraão, mas quem crer, 
recebe a capacidade de ser filho de Deus. *
□
Lição 8 Lição 9
A eleição e o futuro de Israel
Deus não rejeitou sen povo. Paulo, explicando acerca 
da salvação, fala sobre o plano de Deus para a nação 
israelita. Pelo fato de os judeus terem rejeitado a Cristo, 
alguns romanos poderiam pensar que Deus os tinha corta­
do do plano da salvação, afinal, o Salvador fora enviado 
primeiramente aos judeus. Estes viram os sinais de Jesus, 
puderam ouvir seus ensinos, e ainda assim o rejeitaram. 
Os romanos não tinham visto a Jesus, nem a seus milagres, 
ou mesmo ouvido diretamente seus ensinos, mas tiveram 
fé de que Ele era o filho de Deus e Salvador da humanida­
de. Os romanos não eram o povo do livro, mas creram na 
Palavra de Deus. Paulo deixa evidente que nem todos os 
judeus rejeitaram ao Senhor, e lembra aos romanos que ele 
mesmo era israelita, da tribo de Benjamim, de onde provi­
nha o primeiro rei da história de Israel. Com base nesse 
argumento, responde à igreja que os planos divinos para 
com os filhos de Abraão ainda subsistem, ainda que estes 
estejam em um estado de reconhecida rebeldia e desprezo 
para com os gentios.
Os sete mil que não dobraram seus joelhos. Esta expres­
são remonta a época do profeta Elias. Quando a nação es­
tava mergulhada em grande impiedade, política, adminis­
trativa e religiosa, Deus tinha reservado para si sete mil 
homens que não tinham se curvado a Baal.
Apesar de o profeta imaginar que estava lutando contra 
a idolatria sozinho, Deus tinha seus escolhidos, servos tão 
fiéis quanto o profeta, e destes Deus deu testemunho, pois 
sempre guardará um grupo fiel e puro para si.
A plenitude dos gentios. Israel ainda se curvará ao senho­
rio de Jesus Cristo. Com a rejeição temporária de Israel, os 
gentios foram abençoados tendo acesso ao Evangelho. Isto 
não indica que Deus rejeitou os judeus, como pensam alguns 
teólogos. Se com a rejeição os gentios foram beneficiados, o 
que não acontecerá quando os judeus retomarem para Deus? 
"E, se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição, 
a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! Porque, 
se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua 
admissão, senão a vida dentre os mortos?", Rm 11.12,15.
Paulo ainda recomenda aos gentios que não se sintam 
superiores aos judeus, por terem estes rejeitado a Cristo: 
"Não te glories contra os ramos", Rm 11.18a.
Não há acepção de pessoas. Para mostrar que a salvação 
é para judeus e gentios, e também que todos pecaram e ca­
recem da glória de Deus, Paulo comenta: "Deus encerrou a 
todos debaixo da desobediência, para com todos usar de 
misericórdia", Rm 11.32. Mesmo Deus considerando a to­
dos desobedientes, sua misericórdia é estendida igualmen­
te a todos, em Jesus, sem distinção de etnia. •
Fidelidade no uso dos dons
O sacrifício vivo. De acordo com o teólogo A. 
Berkeley Michelsen, "este verso faz-nos lembrar que os 
crentes judeus ofereciam sacrifícios ao Senhor. Mas os 
cristãos, em vez de oferecer algo fora de si mesmos, de­
vem oferecer seus próprios corpos a Deus como sacrifí­
cios vivos. Este sacrifício é um culto espiritual, que en­
volve todos os poderes racionais". Diferente do que pen­
sam alguns crentes, Paulo apresenta o culto racional 
como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
A renovação do entendimento. Aqui, Paulo novamen­
te exalta a nossa capacidade de oferecer a Deus um cul­
to racional. Não apenas um culto coerente e que traga 
edificação para quem o está oferecendo, mas também 
um culto em que possamos aprender sobre as coisas de 
Deus. O culto a Deus não pode excluir o pensamento e 
as faculdades da mente, pois Ele nunca desprezou a 
nossa inteligência. Ela foi dada por Deus, e Ele espera 
que a utilizemos quando estivermos o adorando. No 
verso 2 de Romanos 12, Paulo recomenda que não nos 
conformemos com este mundo, mas que nos transfor­
memos por meio de um novo pensamento, um raciocí­
nio orientado pelo Espírito Santo. Dessa forma, conse­
guiremos experimentar a vontade de Deus.
Boa, perfeita e agradável. Paulo define estas três ca­
racterísticas da vontade de Deus. Ela sempre é boa, como 
boa é também a sua obra em nossas vidas (Fp 1.6). Seu 
querer é perfeito, por mais que não consigamos ver to­
dos os desdobramentos dos seus planos para nossas vi­
das neste momento. Seus desígnios nunca são desagra­
dáveis,exceto para aqueles que desejam viver em rebel­
dia e afastados Dele. .
Profetas e mestres. Dentre os diversos dons apresenta­
dos, destacamos o de profecia e o de ensinar, que são de 
extrema importância para a igreja nestes dias de tanta in­
credulidade. Apesar de serem bastante distintos em suas 
funções, ambos devem ser respeitados e reconhecidos.
"O profeta ouve a Deus. Algumas vezes, o profeta é 
aquele que pode afastar-se das circunstâncias para obter 
uma visão geral mais clara do que está acontecendo. Toda 
palavra pronunciada pela boca de Jesus era uma revela­
ção de Deus. Ele freqüentemente previa eventos, tais como 
a negação de Pedro e os detalhes da sua própria morte.
O professor oferece a verdade e se estimula por ela. 
Os professores procuram maneiras para explicar, escla­
recer e aplicar a verdade. Eles gostam de ler e estudar a 
Bíblia e ajudar os outros a entendê-la. Jesus é mencio­
nado como mestre (professor) ou Rabi. Seus "alunos" 
freqüe emente observavam que os seus ensinamentos 
eram c erentes porque Ele ensinava com autoridade" 
(Uma Viu* Apaixonante, CPAD, págs 148 e 153).•
EU
Lição 10 Lição 11
0 cristão e o Estado i rendo como salvos
A sujeição às autoridades como uma forma de serviço 
a Deus. Entre as diversas formas de se prestar adoração a 
Deus está a obediência às autoridades por Ele constituí­
das. Independentemente de essas autoridades serem boas 
ou más, justas ou injustas, devemos lhes prestar obediên­
cia, e orar por elas. Elas darão contas a Deus acerca de seus 
atos, justos ou não, e o Justo Juiz saberá cobrar de cada 
uma delas o que fizeram. Os cristãos não podem ser co­
nhecidos como pessoas insubmissas e desordeiras, mas 
como pessoas que têm respeito pelas autoridades.
Honrar o rei. Nero Claudius Drusus Germanicus, mais 
conhecido pelo seu primeiro nome, era o imperador ro­
mano na época em que o apóstolo Pedro escreveu sua pri­
meira carta. Esse imperador é descrito como sendo um ho­
mem cruel, devasso e perseguidor da igreja. Foi acusado 
de promover o grande incêndio de Roma e de colocar a 
culpa nos cristãos. Facilitou a entrada de cultos orientais, 
estranhos às tradições romanas, e com freqüência recorria 
a traições e assassinatos para conseguir seus objetivos. Aos 
nossos olhos, provavelmente não deveria ser uma pessoa 
a ser honrada pelos cristãos, mas Pedro deixa claro que 
deveríamos temer a Deus e honrar o rei (1 Pd 2.17). Essa 
honra deveria ser prestada como um sinal de temor ao 
Senhor.
Impostos e obrigações políticas. Como cidadãos, temos 
algumas obrigações para com o Estado onde habitamos. 
Dentre estas, destacamos as políticas e os impostos. As 
políticas se referem ao cumprimento de nossas obrigações 
como eleitores e cidadãos, para que o sistema de governo 
adotado pelo nosso país, a democracia, possa continuar 
existindo. Quem não participa das eleições ou de outros 
pleitos da nação pode ter dificuldades em sua vida civil, 
como, por exemplo, não tomar posse em um cargo oriun­
do de aprovação em concurso público. Nosso sistema de 
governo nos permite escolher nossos representantes, de 
forma que possamos cobrar destes o cumprimento de suas 
promessas nas épocas das eleições.
Em relação aos impostos, devemos deixar claro que são 
tributos que nos são realmente impostos, ou seja, não re­
cebemos, de imediato, nada individualmente do Estado 
por pagar impostos. Impostos são tributos que fazem par­
te da política econômica e administrativa de qualquer na­
ção, independentemente do percentual cobrado. Apesar 
da corrupção e dos desvios financeiros tão conhecidos no 
meio político e administrativo, não estamos isentos de 
nossas obrigações tributárias, pois sonegar ao fisco pode 
fazer com que um indivíduo tenha problemas sérios. Je­
sus pagou imposto (Mt 17.24-27) e deixou claro que deve­
ríamos dar "a César o que é de César, e a Deus o que é de 
Deus", Mt 22.15-22.«
A Igreja em Roma era bastante conhecida pela fé que pos- 
| suía. Composta de judeus e gentios, essa igreja recebeu di­
versas orientações paulinas em relação à salvação e à justifi- 
! cação. Agora, o apóstolo trata acerca da forma como deveri­
am viver: tratando com amor uns aos outros e buscando vi- 
! ver a vida de forma íntegra, pois estas coisas agradam a Deus.
O amor como dívida. "A ninguém devais coisa algu­
ma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros", 
Rm 13.8. O amor entra na vida cristã como algo de que 
devemos sempre ter uns para com os outros, como uma 
dívida que jamais será quitada. Paulo mostra a importân- 
j cia do amor, dizendo que quem ama as pessoas cumpre a 
lei. A Lei tinha por objetivo reger os relacionamentos entre 
o homem e Deus, entre o homem e seu próximo e o ho­
mem consigo mesmo. Deus não se cansa de demonstrar 
amor pelos seus filhos. Por que seus filhos se cansariam 
de demonstrar amor por seus irmãos? O crente não pode 
| contrair dívidas e não cumpri-las, pois isto envergonha o 
Evangelho, mas a Bíblia nunca condenará que sempre de­
vamos amor uns aos outros.
Andemos honestamente. Andar de forma honesta, em 
um mundo corrompido, não é uma das coisas mais fáceis 
para cumprir. As facilidades oferecidas para que uma pes- 
| soa se corrompa são inúmeras, e a integridade, em qual­
quer aspecto da vida, não é uma das virtudes mais apreci- 
; adas pelo mundo. Há corrupção nos meios administrati- 
| vos e políticos, e escândalos fazem parte dos noticiários, 
nas áreas nacionais e internacionais. Como pode, então, o 
homem viver de forma íntegra em um mundo que incen­
tiva a desonestidade? Só sendo diariamente guiado pelo 
| Espírito de Deus. Uma forma para aprender a andar de 
forma honesta é analisar o que Paulo diz: "Andemos ho­
nestamente, como de dia". Como se anda de dia? Orienta- 
: do e ajudado pela luz do sol, observando quais caminhos 
| se pode seguir com segurança. Na época de Paulo, a luz 
do sol era essencial para diversas atividades. Ela inibe di- 
; versas atividades irregulares e reprováveis, o que não acon­
tece quando a noite chega. De noite, pessoas mal-intencio­
nadas praticam crimes e outras coisas reprováveis. O após­
tolo recomenda ainda que nos revistamos do Senhor Je­
sus. Ninguém chega do trabalho, se despe daquela roupa 
que se sujeitou a sujeira, ao suor e às intempéries da natu­
reza, toma um banho refrescante e coloca a mesma roupa 
com que foi trabalhar. Pessoas normais, em sã consciên­
cia, após terem se purificado por meio de um banho colo­
cam uma roupa limpa. Da mesma forma, se fomos purifi­
cados pelo Senhor Jesus, devemos nos revestir Dele, e não 
daquela roupagem de pecados que antes carregávamos. 
Andando honestamente, damos um excelente testemunho 
da diferença que Cristo faz em nossas vidas. •
| A tolerância para 
com os fracos na fé
Quando se trata deste assunto, tolerância para com pes­
soas menos fortalecidas na fé, devemos deixar claro que as 
questões apresentadas no capítulo 14 de Romanos, que 
estavam trazendo dificuldades na Igreja em Roma, não se 
referiam a pecados, mas a questões de opiniões acerca de 
determinados assuntos relativos a costumes. Judeus, por 
guardarem a Lei, consideravam certos alimentos impró­
prios para o consumo, enquanto os gentios não viam qual­
quer problema na ingestão dos mesmos. Havia entre os 
irmãos romanos pessoas que comiam apenas legumes, e 
outros que comiam os demais alimentos, inclusive carne, 
sem que tais alimentos lhes trouxesse qualquer problema 
para a vida espiritual ou para a consciência. Aqui entra 
uma questão muito importante: o desprezo ocorrendo en­
tre irmãos por causa de alimentos, coisas tão finitas. O fra­
co (o que come legumes) desprezava o forte por achar que 
este estava se contaminando ao ingerir determinados ali­
mentos. Da mesma forma, os fortes desprezavam os fracos 
por estes se prenderem a uma alimentação reservada a 
vegetais, e, de certa forma, colocarem dificuldades para seu 
crescimento na vida espiritual.
Paulo não recomenda que ambos os grupos mudem seus 
pensamentos no que tange a alimentos,pois esta é uma 
questão muito pessoal. Temos na igreja pessoas que gos­
tam de saladas, e outras que não deixam de participar de 
um churrasco. Ambas vão para o Céu, não pela dieta com 
que se alimentam, pois Paulo diz que "o Reino de Deus 
não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no 
Espírito Santo", Rm 14.17. O que Paulo ordena é que os 
grupos não utilizem o desprezo como objeto de segrega­
ção na igreja, pois "o que come para o Senhor o come, por­
que dá graças a Deus; e o que não come para o Senhor não 
come e dá graças a Deus", Rm 14.6.
O prob lem a do ju lgam ento. Questões pessoais de ali­
mentação foram tratadas por Paulo, quando ele deixou 
claro que não devemos julgar uns aos outros por coisas 
que não são pecado, pois cada um dará conta de si mes­
mo a Deus (Rm 14.12). "Quem és tu, que julga o servo 
alheio? Para seu próprio senhor ele está de pé ou cai; 
mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar", 
Rm 14.4. Se devemos emitir algum parecer, que este seja 
embasado na Palavra de Deus. Em vez de haver julga­
mento, deve haver consenso. Seremos julgados pelo Justo 
Juiz, e este julgamento terá valor, pois ocorrerá em uma 
base justa, por uma verdade absoluta, e não por opini­
ões individuais.
Lição 12
0 amor é a essência da vida
Paulo continua a tratar da vida em comunidade. A 
vida em coletividade possui seus ônus, mas também têm 
seus bônus. A expressão "Assim" (Rm 14.13) dá prosse­
guimento ao que o apóstolo fala acerca da forma com 
que os santos deveriam viver. Ele completa o argumento 
de que os cristãos romanos não poderiam estar dividi­
dos por questões secundárias, e que o amor de uns pelos 
outros deveria superar aquela situação.
C oisa imunda. Paulo diz que tem certeza, no Senhor, 
de que coisa alguma é imunda, exceto para aquele que a 
tem por imunda. Note que esse termo está atrelado à 
antiga discussão entre comer legumes ou carne, entre 
judeus e gentios. "Coisa imunda" não se refere à prática 
de algum pecado, pois nesse caso, certamente Paulo não 
usaria a linguagem na forma com que vinha escrevendo. 
Pecados não são tratados pelo apóstolo de forma bran­
da, mas de forma incisiva. Coisa imunda se refere a ques­
tões acerca da dieta judaica, das coisas que poderiam ou 
não ser ingeridas pelos filhos de Abraão.
Uma questão de amor. Não tratar os irmãos com amor, 
baseado no que eles comem ou deixam de comer, repre­
senta um afastamento daquilo que Deus deseja para a vida 
em comunidade (Rm 14.15). Questões acerca da alimenta­
ção poderiam destruir a fé daquele por quem Cristo mor­
reu. Nem sempre é fácil definir até onde vai a liberdade 
cristã na congregação e fora dela, mas mesmo que seja esta 
uma difícil tarefa, não havendo questões que sejam reco­
nhecidamente pecados, demais questões não podem per­
mitir que haja divisão entre o povo de Deus.
O que é o Reino de Deus. Justiça, paz e alegria no Espí­
rito Santo. Estas são as características do Reino que jamais 
terá fim. Não seria justo que houvesse divisão na igreja por 
causa de comer ou não comer carne. Que paz haveria em 
uma igreja que tem um grupo de irmãos desprezando ou­
tro por achar que, baseado no que comem, são superiores 
ou inferiores? De que forma o Espírito Santo alegraria co­
rações cheios de orgulho? Esses problemas deveriam ser 
sanados na comunidade romana, pois o "reino de Deus não 
é comida nem bebida", Rm 14.17. O apóstolo pede ainda 
que os crentes romanos não destruam a obra de Deus por 
causa da comida (Rm 14.20). Devemos nos lembrar de que 
na igreja em Corinto, houve problema pelo fato de os cren­
tes celebrarem a Santa Ceia com motivos egoístas, sem aten­
tar para o fato de que esta é uma ordenança; não uma reu­
nião em que uns comiam mais e outros menos, e sim uma 
ocasião pública onde se deveria relembrar o sacrifício do 
Senhor, até que Ele retornasse. Na igreja, o individualismo 
deve se submeter ao domínio do Espírito Santo, à capaci­
dade de se adorar e servir em família.#
Lição 13
Suas críticas e sugestões são muito importantes para a equipe de produção de Ensinador Cristão.
Envie sua carta Ia Brasil, 34.401. Bangu, 21852-000 • Rio de Janeiro (R J )
para CPAD jEm ail: ensinador@ cpad.com .br • Tel.. 21-2406.7403 • Fax: 21-2406.7370 ^
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Cciimário
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COMENTÁRIO BÍBLICO
NOVO TESTAMENTO
O Evangelho
da Justiça de Deus
FIIENAIÇA
GUIA DO LEITOR 
DA BÍBLIAComentário 
Bíblico Romanos
Elienai Cabral
Comentário Bíblico 
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Vários autores
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e m
/4 ç ã < y |Por Marcos Tuler
Pedagogia de
Projetos:
I — nova 
proposta de 
aprendizagem
A Pedagogia de Projetos sur­
giu no início do século pas­
sado com o americano John 
Dewey. Este renomado edu­
cador, baseou-se na concepção de que a 
"educação é um processo de vida e não 
uma preparação para a vida futura". Em 
outras palavras, a escola deve represen­
tar a vida prática, presente, do cotidiano.
No âmbito da educação cristã, os 
ensinamentos bíblicos ministrados na 
ED têm de sair do campo teórico para 
o prático, ou seja, os conteúdos de en­
sino devem despertar nos alunos mo­
tivação para mudança de comporta­
mento. O professor precisa estar cien­
te de que todo o ensinamento bíblico 
ministrado na ED está, naturalmente, 
carregado de realidade e senso práti­
co: "Ponham em prática o que vocês 
receberam e aprenderam de mim, tan­
to as minhas palavras como as minhas 
ações..." (Fp 4.9 ARA).
O que é Pedagogia 
de Projetos?
A Pedagogia de Projetos pode ser 
definida como um método no qual a 
classe se ocupa em atividades provei­
tosas e com propósitos definidos. Em 
outras palavras, é o ensino por meio 
da experiência. Este método coloca o
aluno em contato com algum projeto 
concreto em que planeje o empreen­
dimento, colha as informações, e final­
mente, leve a efeito os seus planos.
É necessário que o projeto vise um 
propósito real e tenha valor prático 
para o ensino. Na Escola Dominical, 
o método de projetos assume um as­
pecto extracurricular, isto é, não é fei­
to totalmente dentro do período de 
aula. Muitos trabalhos são iniciados 
em casa e concluídos na sala de aula.
Considerações 
importantes
No trabalho com projetos o próprio 
aluno constrói o conhecimento. O pro­
fessor apenas propõe situações de en­
sino baseadas nas descobertas espon­
tâneas e significativas dos alunos.
Com o trabalho de projetos, apren­
der deixa de ser um simples ato de 
memorização e ensinar não significa 
mais repassar conteúdos prontos. 
Aprende-se participando, vivenciando 
sentimentos, tomando atitudes diante 
dos fatos, escolhendo procedimentos 
para atingirdeterminados objetivos. 
Ensina-se não só pelas respostas da­
das, mas principalmente pelas expe­
riências proporcionadas, pelos proble­
mas criados, pela ação desencadeada.
Objetivos
Em virtude de as atividades educa­
tivas serem elaboradas por alunos e pro­
fessores, um dos principais objetivos da 
Pedagogia de Projetos é promover a 
integração e a cooperação entre docen­
tes e discentes em sala de aula.
Os projetos devem visar também 
a resolução de algum problema ou 
empreendimento que esteja em har­
monia com os interesses dos alunos 
e relacionados às suas próprias expe­
riências.
#
Principais 
características
Uma das principais características 
de um trabalho educativo realizado por 
projetos é a intencionalidade. Todo pro­
jeto deve ser orientado por objetivos cla­
ros e bem definidos. O que pretendo 
com a.realização deste trabalho? Quais 
resultados posso esperar? Em que sen­
tido meus alunos serão modificados?
A flexibilidade é outra característica 
importante. O planejamento de trabalho 
deve ser flexível, de modo que o tempo 
e as condições para desenvolvê-lo sejam 
sempre reavaliados em função dos obje­
tivos inicialmente propostos, dos recur­
sos à disposição do grupo e das circuns­
tâncias que envolvem o projeto.
E U £*tài*uzd& i'
A originalidade do projeto demons­
tra que cada grupo é único, isto é, pos­
sui características próprias. Seus parti­
cipantes têm ritmos e estilos diferentes. 
Portanto, o trabalho de um grupo não 
deve ser comparado com o de outro ou 
contestado. A resolução do problema 
proposto pelo projeto de trabalho se dará 
em função das experiências e expectati­
vas dos componentes de cada grupo.
Planejamento
Quais atividades serão propostas? 
De quais materiais e ferramentas irão 
precisar? Quanto vai custar? Quais dis­
ciplinas serão envolvidas? Como con­
duzirá o projeto? Quantas aulas dis­
porá para executá-lo? Quais estra­
tégias usará para manter seus alunos 
interessados?
Os participantes deverão conhecer 
antecipadamente todas as etapas do 
trabalho. Deve-se considerar a quan­
tidade de pessoas envolvidas, os recur­
sos disponíveis, a metodologia utiliza­
da, as fases e o prazo de execução (cro- 
nograma), os critérios de avaliação etc.
É imprescindível que a elaboração 
do planejamento seja realizada coleti­
vamente pelos participantes.
Etapas de um projeto
A escolha do tema
O tema poderá ser escolhido pelo 
professor, por um aluno ou em comum 
acordo com a classe. O importante é 
que ele seja de interesse de todos os 
que nele estarão trabalhando. Exem­
plos de temas: Vocação, drogas, sexu­
alidade, temas bíblicos, teológicos, 
comportamento social etc.
Pode-se trabalhar com um único 
tema para todos os grupos, ou com um 
único tema, em que cada equipe tra­
balha com uma particularidade, ou 
ainda com diversos temas.
E necessário que alguns ques­
tionamentos sejam feitos na escolha do 
tema: Até que ponto ele vai despertar 
e manter a atenção dos seus alunos? 
Quanto contribuirá para ampliar o co­
nhecimento deles? Quais as vantagens 
e desvantagens de escolher este ou 
aquele tema?
Os objetivos
O que você pretende alcançar com 
este projeto? O que gostaria que seus 
alunos aprendessem com ele?
Problematização
Nesse momento, os alunos irão ex­
pressar suas idéias'/ conhecimentos e 
questões sobre o tema escolhido. As 
experiências, saberes e história de vida 
deverão ser bastante valorizados.
Pesquisa e produção
Nesta fase é fundamental a atuação 
do professor no acompanhamento da 
execução do trabalho. Suas interven­
ções devem levar os alunos a confron­
tarem suas idéias, informações e conhe­
cimentos com outras visões de mun­
do, ou seja, outras maneiras de ver e 
analisar o problema que deu origem ao 
projeto. A diversidade de visões traz 
maior riqueza às discussões e o seu 
confronto favorece o exercício da au­
tonomia e da responsabilidade do alu­
no sobre sua própria aprendizagem.
O professor poderá contribuir com 
o trabalho, trazendo para a sala de aula 
diferentes fontes de informações tais 
como: jornais, revistas, livros, docu­
mentos, textos colhidos na internet, 
organogramas, mapas etc, tudo de 
acordo com a proposta do trabalho.
O trabalho deverá se integrar com 
ações pedagógicas tais como: visita a 
bibliotecas, entrevistas com pessoas da 
comunidade, participação de pessoas de 
outros lugares para a troca de idéias e 
experiências sobre o tema em questão.
Avaliação
A avaliação da ação pedagógica 
deve contar com a participação de to­
dos os envolvidos, tendo sempre um 
olhar direcionado aos objetivos propos­
tos e aos papéis desempenhados.
O professor, ao acompanhar o de­
senvolvimento do projeto, pode não só 
avaliar sua atuação, como também ser 
avc.liado pelos alunos.
A avaliação do aluno deverá ocor­
rer durante todo o processo e servir 
como parâmetro para o replanejamento 
das atividades em novos projetos. O 
próprio aluno pode se autoavaliar con­
siderando sua atuação e desenvolvi­
mento no processo educativo.
Apesar de definidas as etapas de 
desenvolvimento de um Projeto de Tra­
balho, elas têm de ser consideradas 
como parte de um processo contínuo, 
sujeito a mudanças e recontextua- 
lizações de acordo com as necessida­
des que surgem no grupo durante a sua 
execução: jamais poderão ser reduzi­
das a uma lista de objetivos e etapas 
estanques a serem seguidas passo ̂
passo. O planejamento deve ser sufici­
entemente flexível para incorporar as 
modificações que se façam necessárias 
no decorrer de seu desenvolvimento.
Em sua prática docente, o profes­
sor de Escola Dominical cônscio de 
suas responsabilidades, deve se preo­
cupar não apenas em am pliar o 
cabedal teórico de seus alunos, mas 
em orientá-los quanto à necessidade 
de traduzirem seus conhecimentos em 
ação dinâmica e eficaz. A pedagogia 
de projetos é uma excelente aliada do 
professor no cumprimento desse pro­
pósito.-««^^
Marcos Tuler é ministro do Evangelho, 
pedagogo, escritor, conferencista e chefe do 
Setor de Educação Cristã da CPAD
S v id ê t t c ù z
CAPED
no Espírito Santo e na Bahia
As A ssem bléias de Deus em 
Aribiri (ES) e Itabuna (BA), lideradas 
respectivam ente pelos pastores 
Kemuel Sotero Pinheiro e Hefron 
Gonçalves Silva, receberam as duas 
últimas edições do Curso de Aperfei­
çoamento para Professores da Escola 
Dominical (Caped), promovido pela 
CPAD. Os dois encontros contaram 
com a participação de quase 500 alu­
nos dispostos a aperfeiçoarem seus 
conhecimentos para uma melhor prá­
tica da docência cristã.
Baseado no livro Manual da Escola 
Dominical, do pastor Antonio Gilber­
to, o curso visa oferecer às igrejas, prin­
cipalmente do interior, o acesso à es­
trutura de ensino que existe nas con­
ferências. As disciplinas ministradas 
foram Teologia Sistemática, com o 
pastor Antonio Gilberto; Bibliologia, 
com o pastor Claudionor Corrêa de 
Andrade; e Escola Dominical, com o 
pastor Marcos Tuler. As professoras 
Helena Figueiredo e Débora Ferreira 
ministraram sobre Pedagogia e Psico­
logia Educacional, respectivamente.
Realizado de 28 de setembro a Io 
de outubro, em Aribiri, o encontro 
contou 265 inscritos, entre obreiros, 
superintendentes e professores de 
ED. Também estiveram presentes ir­
mãos de outras denominações e ca­
ravanas de várias partes do Espírito 
Santo, além do Rio de Janeiro e Mi­
nas Gerais.
Para o pastor Bernadino Rodrigues 
da Silva, coordenador local do Caped, 
foi uma satisfação a igreja promover, 
após 20 anos, uma nova edição do 
Caped na região. "Os participantes 
retornaram para as suas casas entu­
siasmados com o propósito de inves­
tir na ED", conclui.
Em Itabuna, a reunião aconteceu de 
5 a 8 de outubro e teve 223 participan­
tes. Esse evento ficou marcado por duas 
peculiaridades. Foi o Caped com o 
maior número de pastores inscritos e 
também a edição que teve o aluno mais 
novo desde sua fundação, Lucivaldo 
Bispo Moreira, de 10 anos. O evento 
contou ainda com a participação dos 
cantores Nelito Viana, de Nanuque 
(MG), e Cléo Santos, de Ilhéus (BA).
Parao pastor Hefron, o Caped re­
presenta um sonho realizado para o 
melhoramento da ED local. Segundo 
ele, "só a educação pode edificar a 
igreja para os desafios deste século". 
Como novas medidas a serem toma­
das em Itabuna, destacam-se princi­
palmente um investimento maior em 
verbas para a ED e a adequação futu­
ra dos templos para o ensino.
Para o coordenador nacional do 
Caped, Marcos Tuler, as duas cidades 
se destacam pela infra-estrutura físi­
ca dedicada à educação. "Agradece­
mos a Deus pela disponibilidade dos 
irmãos que, tanto em Aribiri como em
Itabuna, dispuseram-se a aperfeiçoar 
cada vez mais o trabalho da educação 
cristã", ressaltíwi^^
A AD em Curitiba (PR), liderada 
pelo pastor José Pimentel de Cat- 
valho, realizou de 16 a 18 de se­
tembro de 2005, no templo-central, 
o 8o Seminário da Escola Bíblica 
D om inical. Baseado em Lucas 
24.32, o evento contou com a par­
ticipação de 915 inscritos entre 
membros da igreja e de outras de­
nom inações, com o M etod ista 
Wesleyana, Batista e Luterana.
Os participantes foram dividi­
dos em grupos de estudo para 
classes específicas. O grupo de 
pastores e superintendentes discu­
tiu o tema Ensino - Um Ministério 
Profético e trabalhou na oficina O 
líder e o Ensino Teológico - Postura 
de Liderança diante da necessidade da
AD/Aribiri
P ro fe sso re s a te n to s no C aped re a lizad o na A ss e m b lé ia de D eus em A rib ir i
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^ A r q u i v o A D / B a r r a d a C o r d a ( M A )
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P ro fessoras do D epartam ento In fan til recebem o ce rtificado 
de p a rtic ip a ç ã o no s e m in á rio , em B arra do C orda
Visão
diferenciada
Somar esforços para marcar a di­
ferença. Esta é a visão da Escola Do­
minical da Assembléia de Deus em 
Barra da Corda (MA), liderada pelo 
pastor Silvestre Rodrigues Sales. 
Com 2,5 mil membros distribuídos 
em 24 congregações, a igreja realizou 
recentemente o I o Congresso para 
Professores e Líderes da ED.
Com o tema Dinamizando a EBD 
para o crescimento da igreja, o evento 
contou com a participação de 170 
professores, que em três dias foram 
ensinados sobre Planejamento de 
Aula e Confecção de Materiais Di­
dáticos.
Após a organização em superin­
tendências no templo-central e nas 
congregações, os responsáveis pela 
ED conseguiram melhorar a infra- 
estrutura e o corpo docente, com a 
cobertura das salas e projetos para
construção de novos espa­
ços. A d ireção tam bém 
pensa em promover cur­
sos de reciclagem para os 
professores e implementar uma bi­
blioteca com livros na área do ensi­
no, que poderão ser usados como fon­
te de pesquisa por professores e alu­
nos. "Nosso interesse é melhorar e 
desenvolver a ED com o objetivo de 
matricular todo membro da igreja", 
completa Gildenir Carvalho Melo, co­
ordenadora da Escola Dominical.
Como frutos do engajamento des­
sa visão da ED, em novembro de 
2004, a liderança organizou o I o Se­
minário para Professores do Depar­
tamento Infantil sob o tema Oficina 
e vivência pedagógica - uma prática pe­
dagógica para uma pedagogia prática. 
Ministrado por uma equipe de Im­
peratriz (MA), o evento contou com
a participação de 67 professores que 
aprenderam, entre outros temas, a 
confeccionar m ateriais didáticos 
para as crianças de todas as faixas 
etárias.
De acordo com pastor Sivestre, 
que está há 18 anos à frente do traba­
lho, algumas medidas adotadas pela 
igreja já colaboram com o trabalho, 
como o investimento de todas as ofer­
tas recolhidas na ED na própria esco­
la. Outro desejo é realizar mais even­
tos para os professores. Ele ressalta 
ainda o interesse em que alunos não- 
evangélicos venham participar da ED 
e conhecer o Evangelho. "Assim eles 
poderão se decidir à luz da Palavra", 
conclui.-
V . D a m a s
igreja. Já o grupo formado por pro­
fessores de jovens e adultos desen­
volveu o tema Aplicação Prática do 
Ensino e na oficina A arte de Multi­
plicar Ensinadores.
Como lidar com a precocidade da 
adolescência m otivada pelo avanço 
tecnológico foi o tema estudado pelo
grupo de professores de adolescen­
tes e juvenis. Na oficina, eles tra­
balharam o tema Preparando o ado­
lescente para a verdadeira adoração a 
Deus. Os professores do Departa­
mento Infantil também se reuni­
ram em grupos para estudar as­
suntos ligados à construção do ca­
ráter e ao envolvimento das crian­
ças em trabalhos manuais.
Além dos grupos de estudo, fo­
ram realizadas plenárias sobre temas 
variados. Entre os palestrantes, esti­
veram os pastores Antônio Siqueira 
(SC), Eliezer Lira e Silva (PR), Wagner 
dos Santos Gaby (PR), Samuel Figuei­
ra (RJ) e Marcos Antônio da Silva.
Para o presbítero Natalino das Ne­
ves, coordenador-geral da ED em 
Curitiba, a realização do seminário foi 
uma grande conquista para todo o mi­
nistério, principalmente para a área do 
ensino. "Além das inúmeras bênçãos 
registradas como o número recorde de 
inscritos, ainda houve conversões 
durante o encontro. Tudo para a gló­
ria do Senhor Jesus", testifica.
m
Por João Fernandes Lima
falava
Terceira Idade é a idade da 
maturidade, conhecimen­
to e experiência. Cícero di­
zia que "a ancianidade é o 
outono da vida". Jerônimo 
que "a velhice aumenta a sabe­
doria e dá conselhos mais 
amadurecidos". Já do poe­
ta grego Fócilides se ou­
viu: "Respeita os cabelos 
brancos e presta ao velho 
sábio aquelas mesmas 
homenagens que tribu­
tas a teus pais". Lewis 
Carrol, reportando-se 
a Terceira Idade, 
\ disse: "Ser ido­
so nada mais é 
que ser criança 
mais velha". 
Q u a n d o 
Policarpo, 
discípulo
do apóstolo João e pastor da igreja de 
Esmirna, foi martirizado na fogueira, 
disse: "Eu o tenho servido por 86 anos 
e Ele não cometeu nenhuma injustiça 
comigo. Como posso blasfemar con­
tra meu Rei que me salvou?". Vale a 
pena trabalhar para Jesus.
Normalmente, uma pessoa atinge 
a faixa da Terceira Idade entre os 60 e 
70 anos. Porém, alguns m édicos, 
pedagogos e psicólogos dizem que a 
velhice está na mente e não no corpo. 
O médico Jorge Antonio May escre­
veu: "A velhice não é a responsável 
direta pela deterioração da mente, 
mas, sim, a resignação e o conformis­
mo do idoso que passa a usar, cada 
vez menos, os seus neurônios".
Não se deve temer a entrada na 
Terceira Idade. A Palavra do Senhor 
diz: "Os jovens se cansarão e se fati­
garão, e os jovens certamente cairão. 
Mas os que esperam no Senhor re­
novarão as suas forças e subirão com 
asas como águias; correrão e não se 
cansarão; caminharão e não se fati­
garão", Is 40.30-31.
Há líderes que não vêem poten­
cial na Terceira Idade. Pensam que 
os idosos são um problema para a 
igreja. Um ministro de almas não 
pode ter uma visão dessa. Vejamos 
alguns exemplos bíblicos de idosos 
que se destacaram em vários aspec­
tos e também passagens em que as
Potencial, experiênci:
características dessa faixa etária são 
ressaltadas. Vamos a eles:
"Existiu, no tem­
po de Herodes, rei da Judéia, um 
sacerdote, chamado Zacarias, da or­
dem de Abias, e cuja mulher era das 
filhas de Aarão; o nome dela era Isa­
bel. E eram ambos justos perante 
Deus, vivendo irrepreensivelmente 
em todos os mandamentos e precei­
tos do Senhor. E não tinham filhos, 
porque Isabel era estéril, e ambos eram 
avançados em idade", Lc 1.5-7.
"E estava ali a profetiza 
Ana, filha de Fanuel, da tribo de 
Aser. Esta era já avançada em idade, 
e tinha vivido com o marido sete 
anos, desde a sua virgindade, e era 
viúva, de quase oitenta e quatro 
anos, e não se afastava do templo, 
servindo a Deus em jejuns e orações, 
de noite e de dia", Lc 2.36-37.
"Havia em Jerusa­
lém um homem cujo nome era Simeão; 
e este homem era justo e temente a 
Deus, esperando a consolação de Isra­
el; e o Espírito Santo estava sobre ele. E 
fora-lhe revelado pelo Espírito Santo 
que ele não morreria antes de ter visto 
o Cristo do Senhor", Lc 2.25-26.
"Com os idosos está a 
sabedoria, e na abundância de dias, 
o entendimento", Jó 12.12.
"N a velhice ainda 
darão frutos; serão viçosos e flores­centes", SI 92.14.
"O so­
gro de Moisés, porém, lhe disse: Não 
é bom o que fazes. Ouve agora a 
minha voz; eu te aconselharei, e 
Deus será contigo", Ex 18.17,19.
O profeta Elias achou que já era 
hora de parar. Depois de fazer em 
Israel uma reforma espiritual com a 
operação de grandes milagres, so­
freu ameaças de morte da rainha 
jezabel (lRs 18 e 19) e fugiu para o 
deserto. Nesse cenário de angústias, 
ele pede a morte e pensa que é hora 
de parar. Elias se sentia atemoriza­
do, deprimido e sem perspectiva de 
vida. Deus enviou um anjo para fa­
lar com ele. O Senhor não havia de­
sistido de Elias. Ainda precisava dele 
para três trabalhos im portantes: 
"Ungir Hazael rei sobre a Síria, un­
gir Jeú rei sobre Israel e ungir Elizeu 
como profeta em seu lugar".
Paulo escreveu a Timóteo que o 
tempo da sua partida estava próxi­
mo e que já tinha terminado a sua 
carreira (2Tm 4.6-8). Mas, quando se 
lê a continuação do capítulo, obser- 
va-se que ele se reanimou. Agora, 
tinha novos projetos e recomendava 
a Timóteo: "Quando vieres, traze a
capa que deixei em Trôade, em casa 
de Carpo, e os livros, principalmen­
te os pergaminhos", 2Tm 4.13. Pau­
lo trabalhou até quando tiraram sua 
vida.
Abraão com 100 anos foi pai de 
Isaque (Gn 21.1-7). Sara, mãe de 
Isaque, era já velha (Gn 18.11-12). 
Mas o Senhor ainda tinha um plano 
com o casal. Eles iriam fazer parte 
da obra da Redenção. Deus chama 
um homem, Abrão. Deste homem 
faz uma nação. De uma nação esco­
lhe uma tribo, a de Judá (Gn 49.8- 
10). De Judá separa uma família, a 
de Davi. E de Davi nasceu Jesus, o 
nosso Salvador (Mt 1.1-17).
Obviamente que um professor na 
Terceira Idade necessita de saúde físi­
ca, equilíbrio mental e perfeito contro­
le emocional. Ele deverá escolher sua 
função de acordo com suas possibili­
dades. Há, no mínimo, 12 departa­
mentos na Escola Dominical em que 
o idoso pode trabalhar. São eles:
Ensino
Secretaria
Tesouraria
Recepção __________
Diretoria
Coordenadoria
Visitação
Convites
Limpeza
Organização de eventos 
Louvor
Grupo de fantoches
e exemplos a serem seguidos
Algumas recomendações podem 
ajudar os professores no exercício de 
sua função. Neste artigo, separamos 
algumas que são de interesse não 
apenas de professores na Terceira 
Idade, mas de todas as faixas etárias. 
Se procurarmos segui-las, teremos a 
certeza de estar trilhando o caminho 
proposto pelo Senhor. Para ter um 
bom rendimento em sala de aula:
• Não pare de orar
• Não pare de ler e meditar na Bíblia
• Não pare de se atualizar
• Não pare de estudar
• Não pare de sonhar
• Não pare de visitar
• Não pare de investir no Reino
• Não pare de investir em você
• Não pare de cuidar do seu corpo
• Não pare de crescer espiritualmente
• Não pare de aconselhar
• Não pare de ganhar almas
Na literatura cristã encontramos 
alguns homens que não desanimaram, 
nem pararam de fazer a obra por te­
rem chegado à Terceira Idade. São 
exemplos que nos mostram que com 
o auxílio divino, vigor e vontade to­
dos somos capazes de ser instrumen­
tos na mãos de Deus no ensino da Pa­
lavra. Os casos destacados abaixo fo­
ram extraídos do livro Heróis da Fé, de 
Orlando Boyer, editado pela CPAD.
• Charles Finney é considerado o 
apóstolo dos avivamentos. Finney en­
sinou e inspirou os estudantes do 
Oberllin College até a idade de 82 anos. 
Já no fim da vida, permanecia tão 
lúcido de mente como quando jovem 
e a sua vida nunca foi tão rica no fruto 
do Espírito e na beleza da sua santida­
de do que nos últimos anos.
• Jo ã o W esley , a o c o m p le ta r 88 
a n o s , e sc re v e u : "D u r a n te m a is d e 86 
a n o s n ã o e x p e r im e n te i q u a lq u e r d e ­
bilidade de velhice. Os olhos nunca 
escureceram, nem perdi o meu vigor". 
Com 70 anos pregou a um auditório 
com 30 mil pessoas, ao ar livre, e foi 
ouvido por todos. Aos 86 anos fez uma 
viagem à Irlanda, na qual, além de 
pregar seis vezes ao ar livre, pregou 
cem vezes em 60 cidades.
• Martinho Lutero profetizava, 
evangelizava, falava línguas e inter­
pretava; revestido de todos os dons do 
Espírito. Nos seus 62 anos, pregou seu 
último sermão sobre o texto: "Ocul­
taste estas coisas aos sábios e instruí­
dos e as revelaste aos pequeninos", Mt
11.25. Ele pensava que o papa ia matá- 
lo, mas foi Deus que o recolheu.
• Jorge M uller, chamado de o 
apóstolo da fé, é outro exemplo. Aos 
69 anos, iniciou suas viagens, nas 
quais pregou centenas de vezes em 
42 nações para mais cie três milhões 
de pessoas. Sustentou um orfanato 
pela fé por muitos anos. Com 90 
anos, pregou o sermão fúnebre da 
segunda esposa. E ainda aos 90 anos, 
permaneceu cheio de fé.
É importante saber a hora de co­
meçar e também o momento de pa­
rar. Para que, se não estiver ajudan­
do, não atrapalhe o rendimento da 
classe. Quando se tem condições fí­
sicas, mentais e espirituais, se ajuda; 
quando não as têm, se é ajudado.
Podemos observar em muitas es­
colas dominicais que alguns professo­
res da Terceira Idade estão atrapalhan­
do o rendimento dos alunos por não 
reconhecerem que já chegou o mo­
mento de parar. Cada professor deve 
se auto-avaliar e também pedir ao co­
ordenador da ED ou ao pastor que lhe 
ajude a fazer uma avaliação de traba­
lho. Não podemos esquecer que os 
mestres receberão um juízo mais duro 
(Tg 3.1). Por isso, devemos fazer sem­
pre o nosso melhor.
Se o conselho do seu líder foi para 
que você pare, certamente isso é o 
melhor à você e à Escola. Como diz
o ditado: "Quem está de fora sem­
pre vê melhor". Além do mais, nin­
guém é insubstituível na obra de 
Deus. É errado o idoso pensar que o 
novo professor não é capaz de tra­
balhar à sua altura. A idade é impor­
tante, mas não esqueça que é Deus 
quem capacita (At 1.8 e IJo 2.20). 
Encare o parar com varonilidade. 
Tenha isso como a vontade de Deus. 
Receba com amor, aceite com alegria, 
pois deves provar que és uma pes­
soa madura e que tens o fruto do 
Espírito (G1 5.22). E o professor que 
tem o fruto do Espírito não é dengo­
so, iracundo e intratável.
Quando parar, não se isole, não 
entre na caverna como Elias. Não se 
ausente dos cultos. Não dê trabalho 
para o seu pastor. Continue a ter co­
munhão com os irmãos, receba a Pa­
lavra, a oração e o aconselhamento. 
Encerrando seu ministério, não esque­
ça de meditar no galardão que o reto 
juiz naquele dia dará a você, querido 
professor, que tanto labutou na Esco­
la Dominical (Dn 12.3; Rm 14.10; 2Co 
5.10 eAp 22.12).
João Fernandes de Lima é presbítero, escri­
tor, professor da ED e líder do Setor 8 da 
Assembléia de Deus em Caxias do Sul (RS)
‘antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, e estai sempre preparados para responder com 
mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,”
I Pedro 3:15
Quem é Deus e como ele age? 
A Bíblia é confiável?
Há contradições na Bíblia?
A Fé é um salto no escuro? 
Certeza da salvação?
É errado querer evidências 
para sua crença?
Qual é a razão de sua Fé?
Em Defesa da Fé Cristã
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Este livro traz uma série de respostas 
racionais, inteligentes e bíblicas às 
perguntas que investigadores sinceros 
(muitos críticos, céticos e ateístas) têm 
feito. Perguntas sobre assuntos 
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leitor a explorar, de forma empolgante, 
sobre as verdades bíblicas e a 
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Pesquisador das áreas como profecias, misticismo 
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OS
 
56
66
3
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Igreja Apaixonante trará a visão de um ministério 
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