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História da Arte - Renascimento e Arte Moderna

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O movimento artístico que chamamos “Renascimento” nasceu na Itália, em Florença, nas primeiras décadas do século XV. Nos finais de 1400, tinha-se espalhado por toda a Itália. Na primeira metade do século seguinte, quando Roma se sobrepunha a Florença como principal centro artístico, tinha alcançado os resultados mais clássicos. Nessa mesma época, começou a difundir-se pelo resto da Europa, iniciando uma completa revolução artística, cujos efeitos perdurariam, com constantes acontecimentos, durante séculos, até quase o limiar da nossa época. Este movimento, embora bastante complexo e variado internamente, estabeleceu princípios, métodos e, sobretudo, formas originais e típicas, mas comuns. Características gerais: Racionalidade, Dignidade do Ser Humano, Rigor Científico, Ideal Humanista, Reutilização das artes greco-romana. A expansão marítima com a exploração de novos continentes e a pesquisa científica proclamavam a confiança no homem e, ao mesmo tempo, a Reforma Protestante diminuía o domínio da Igreja. O resultado foi que o estudo de Deus como Ser Supremo foi substituído pelo estudo do ser humano, inclusive com o estudo da anatomia. Desde retratos detalhistas, como a intensidade emocional e a iluminação surreal, a arte foi o meio de explorar todas as facetas da vida na terra. Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza de qualquer ponto em que se coloque. As principais características da arquitetura renascentista são: Ordens Arquitetônicas, Arcos de Volta-Perfeita, Simplicidade na construção, A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas, Construções: palácios, igrejas, vilas (casa de descanso).

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Questões resolvidas

O movimento artístico que chamamos “Renascimento” nasceu na Itália, em Florença, nas primeiras décadas do século XV. Nos finais de 1400, tinha-se espalhado por toda a Itália. Na primeira metade do século seguinte, quando Roma se sobrepunha a Florença como principal centro artístico, tinha alcançado os resultados mais clássicos. Nessa mesma época, começou a difundir-se pelo resto da Europa, iniciando uma completa revolução artística, cujos efeitos perdurariam, com constantes acontecimentos, durante séculos, até quase o limiar da nossa época. Este movimento, embora bastante complexo e variado internamente, estabeleceu princípios, métodos e, sobretudo, formas originais e típicas, mas comuns. Características gerais: Racionalidade, Dignidade do Ser Humano, Rigor Científico, Ideal Humanista, Reutilização das artes greco-romana. A expansão marítima com a exploração de novos continentes e a pesquisa científica proclamavam a confiança no homem e, ao mesmo tempo, a Reforma Protestante diminuía o domínio da Igreja. O resultado foi que o estudo de Deus como Ser Supremo foi substituído pelo estudo do ser humano, inclusive com o estudo da anatomia. Desde retratos detalhistas, como a intensidade emocional e a iluminação surreal, a arte foi o meio de explorar todas as facetas da vida na terra. Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza de qualquer ponto em que se coloque. As principais características da arquitetura renascentista são: Ordens Arquitetônicas, Arcos de Volta-Perfeita, Simplicidade na construção, A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas, Construções: palácios, igrejas, vilas (casa de descanso).

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História da Arte Renascimento e Arte Moderna
PROFESSORA ROSEMARIE MORETTI ( MARIE)
O movimento artístico que chamamos 
“Renascimento” nasceu na Itália, em Florença, nas 
primeiras décadas do século XV. Nos finais de 
1400, tinha-se espalhado por toda a Itália. Na 
primeira metade do século seguinte, quando Roma 
se sobrepunha a Florença como principal centro 
artístico, tinha alcançado os resultados mais 
clássicos.
Nessa mesma época, começou a difundir-se 
pelo resto da Europa, iniciando uma completa 
revolução artística, cujos efeitos perdurariam, 
com constantes acontecimentos, durante 
séculos, até quase o limiar da nossa época.
Nessa mesma época, começou a 
difundir-se pelo resto da Europa, 
iniciando uma completa revolução 
artística, cujos efeitos perdurariam, 
com constantes acontecimentos, 
durante séculos, até quase o limiar da 
nossa época.
Este movimento, embora bastante complexo e variado 
internamente, estabeleceu princípios, métodos e, 
sobretudo, formas originais e típicas, mas comuns.
Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse 
período muitos progressos e incontáveis realizações no campo 
das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança 
clássica.
O ideal do humanismo foi, sem dúvida, o modelo desse 
progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento.
Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição 
consciente (do renascimento) do passado, considerado agora 
como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido 
amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do 
homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao 
sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da 
Idade Média.
Características gerais:
•Racionalidade
•Dignidade do Ser Humano
•Rigor Científico
•Ideal Humanista
•Reutilização das artes greco-romana
A expansão marítima com a exploração de novos 
continentes e a pesquisa científica proclamavam a 
confiança no homem e, ao mesmo tempo, a 
Reforma Protestante diminuía o domínio da Igreja. O 
resultado foi que o estudo de Deus como Ser 
Supremo foi substituído pelo estudo do ser humano, 
inclusive com o estudo da anatomia. Desde retratos 
detalhistas, como a intensidade emocional e a 
iluminação surreal, a arte foi o meio de explorar 
todas as facetas da vida na terra.
ARQUITETURA
Na renascença italiana formada nos mesmos princípios da 
geometria harmoniosa em que se baseavam a pintura e a 
escultura, a arquitetura recuperou o esplendor da Roma 
Antiga.
Os arquitetos renascentistas mais notáveis foram Leon 
Battista Alberti, Filippo Brunelleschi, Donato Bramante, 
Andrea Palladio e Michelangelo Buonarotti.
Alberti (1404-72)
Escritor, pintor, escultor e arquiteto, foi o maior teórico da 
Renascença e deixou tratados de pintura, escultura e 
arquitetura. Ele menosprezava o objetivo religioso da arte e 
propunha que os artistas buscassem no estudo das ciências, 
como a história, a poesia e a matemática, os fundamentos 
de seu trabalho. Alberti escreveu o primeiro manual 
sistematizado de perspectiva, oferecendo aos escultores as 
normas das proporções humanas ideais.
Outro renascentista de múltiplos talentos 
foi Brunelleschi (1377-1446). Excelente 
ourives, escultor, matemático, relojoeiro e 
arquiteto, ele é mais conhecido, porém, como o 
pai da engenharia moderna. Brunelleschi não só 
descobriu a perspectiva matemática como 
lançou o projeto da igreja em plano central, que 
veio substituir a basílica medieval.
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Somente ele foi capaz de construir o domo da Catedral de 
Florença, chamada então da oitava maravilha do mundo. Tal 
técnica constitui em construir duas células, uma apoiando a 
outra, encimadas por uma claraboia estabilizando o conjunto. 
No projeto da Capela Pazzi, em Florença, Brunelleschi
utilizou motivos clássicos na fachada, ilustrando a retomada 
das formas romanas e a ênfase renascentista na simetria e 
na regularidade.
Em 1502, Bramante (1444-1514) construiu o 
Tempietto (Pequeno Templo) em Roma, no local 
onde São Pedro foi crucificado. Embora pequeno, é 
protótipo perfeito da igreja com plano central 
encimado por domo, expressando os ideias 
renascentistas de ordem, simplicidade e proporções 
harmoniosas.
Famoso por suas vilas e seus palácios, Palladio (1508-80) 
teve enorme influência sobre os séculos posteriores através 
do seu tratado Quatro Livros de Arquitetura. Pioneiros do 
neoclássico se basearam no manual de Palladio. A “Villa 
Rotonda” incorporou detalhes gregos e romanos, como 
pórticos, colunas jônicas, domo plano, como o do Panteon, 
e aposentos dispostos simetricamente em torno de uma 
rotonda central.
Destaca-se também, Michelangelo Buonarotti (1475-
1564) que em seus últimos anos dedicou-se à 
arquitetura, supervisionando a reconstrução da Basílica 
de São Pedro, em Roma. Acreditava que “os membros 
da arquitetura são derivados dos membros humanos”. 
As unidades arquitetônicas deveriam cercar 
simetricamente um eixo central vertical, assim com 
braços e pernas flanqueiam o tronco humano.
Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (Caprese, 6 
de março de 1475 — Roma, 18 de fevereiro de 1564), mais 
conhecido simplesmente como Michelangelo ou Miguel 
Ângelo, foi um pintor, escultor, poeta, anatomista 
e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores 
da História da arte do ocidente.
Ele desenvolveu o seu trabalho artístico por mais 
de setenta anos entre Florença e Roma, onde 
viveram seus grandes mecenas, a família 
Medici de Florença, e vários papas romanos. 
Iniciou-se como aprendiz dos 
irmãos Davide e Domenico Ghirlandaio em 
Florença.
Tendo o seu talento logo reconhecido, 
tornou-se um protegido dos Medici, para 
quem realizou várias obras. Depois fixou-se 
em Roma, onde deixou a maior parte de 
suas obras mais representativas.
Sua carreira se desenvolveu na transição do Renascimento para o Maneirismo, e 
seu estilo sintetizou influências da arte da Antiguidade clássica, do primeiro 
Renascimento, dos ideais do Humanismo e do Neoplatonismo, centrado na 
representação da figura humana e em especial no nu masculino, que retratou com 
enorme pujança.
Várias de suas criações estão entre as mais célebres da arte do 
ocidente, destacando-se na escultura o Baco, a Pietà, o David, 
as duas tumbas Medici e o Moisés; na pintura o vasto ciclo do 
teto da Capela Sistina e o Juízo Final no mesmo local, e 
dois afrescos na Capela Paulina; serviu como arquiteto 
da Basílica de São Pedro implementando grandes reformas em 
sua estrutura e desenhando a cúpula, remodelou a praça 
do Capitólio romano e projetou diversos edifícios, e escreveu 
grande número de poesias.
Ainda em vida foi considerado o maior artista de seu 
tempo; chamavam-no de o Divino, e ao longo dos 
séculos, até os dias de hoje, vem sendo tido na mais 
alta conta, parte do reduzido grupo dos artistas de fama 
universal, de fato como um dos maiores que já viveram 
e como o protótipo do gênio. Foi um dos primeiros 
artistas ocidentais a ter sua biografia publicada ainda 
em vida.
Sua fama era tamanha que, como nenhum artista anterior ou 
contemporâneo seu, sobrevivem registros numerosos sobre sua carreira 
e personalidade, e objetos que ele usara ou simples esboços para suas 
obras eram guardados como relíquias por uma legião de admiradores. 
Para a posteridade Michelangelo permanece como um dos poucos 
artistas que foram capazes de expressar a experiência do belo, 
do trágico e do sublime numa dimensão cósmica e universal.
Autor Michelangelo 
Buonarroti
Data 1501 - 1504
Género Escultura
Técnica Mármore
Dimensões 517 × 199
Localização Academia de Belas 
Artes, Florença
Michelangelo — Bacchus. Museo del Bargello, Florence, 
Italy. (Bacchus with Pan)
Outro exemplo desse estilo inovador é a 
Colina Capitolina em Roma, o primeiro 
grande centro cívico da Renascença. 
Quebrou as normas renascentistas ao 
desenhar essa praça com ovais 
interligados e variações do ângulo reto. 
Sendo um dospercursores do 
Maneirismo.
Na arquitetura renascentista, a ocupação do 
espaço pelo edifício baseia-se em relações 
matemáticas estabelecidas de tal forma que o 
observador possa compreender a lei que o 
organiza de qualquer ponto em que se coloque.
As principais características da arquitetura renascentista são:
•Ordens Arquitetônicas;
•Arcos de Volta-Perfeita;
•Simplicidade na construção;
•A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam
a ser autônomas;
•Construções: palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da
cidade), fortalezas (funções militares) e planejamento
urbanístico.
ARQUITETURA RENASCENTISTA NA EUROPA, EXCETO A ITÁLIA
O Renascimento caracterizou-se como um movimento 
praticamente restrito ao universo cultural italiano 
durante seus dois primeiros séculos de evolução (entre 
os séculos XIV e XVI, aproximadamente), período 
durante o qual, no restante da Europa, sobreviviam 
estilos arquitetônicos, em geral, ligados ao gótico ou ao 
tardo-românico.
No seu auge, na Itália, a estética clássica 
começou a ser difundida em diversos 
países europeus devido a motivos 
diversos (como guerras, anexações de 
territórios, pelo fato de os artistas 
italianos viajarem pela Europa ou serem 
contratados por cortes diversas).
Independente das razões, é certo que esta difusão fatalmente se 
dará já pela assimilação de certos ideais anticlássicos trazidos pelo 
Maneirismo, estilo em voga naquele momento (início do século 
XVI). É um momento em que a tratadística clássica está 
plenamente desenvolvida, de forma que os arquitetos, de uma 
forma geral, possuem um bom domínio das regras compositivas 
clássicas e de sua canonização, o que lhes permite certa liberdade 
criativa.
Esta leve liberdade de que gozam os artistas do período 
será naturalmente absorvida pela produção renascentista 
dos países fora do espectro cultural italiano. Há que se 
notar, porém, que existem estudiosos que não consideram 
o Maneirismo como um movimento ligado ao 
Renascimento, mas um estilo novo e radicalmente 
contrário a este.
Desta forma, a produção dita maneirista dos demais 
países europeus pode vir, eventualmente, a não ser 
considerada como uma arquitetura 
genuinamente renascentista. Em certo sentido é 
possível dizer, segundo tal ponto de vista, que tais 
países “pularam” diretamente de uma produção 
tipicamente medieval para uma arquitetura pós-
renascentista (como na França).
Como as formas de difusão diferem de país para 
país, ainda que a arquitetura produzida por aqueles 
países neste momento seja efetivamente 
renascentista, existe um Renascimento diferente 
para cada região da Europa (pelo menos do ponto 
de vista arquitetônico). Será possível falar em 
um Renascimento francês, um Renascimento 
espanhol e um Renascimento flamenco, por 
exemplo.
Em Portugal, as formas clássicas irão se difundir apenas durante 
um breve período, sendo logo substituídas pela arquitetura 
manuelina, uma espécie de releitura dos estilos medievais e 
considerada por alguns como o efetivo representante do 
Renascimento neste país, ainda que prossiga uma estética 
distante do classicismo (insere-se, de fato, no estilo gótico tardio).
Claustro da Igreja Santa Maria dela Pace, Bramante, 
Roma.
Pilastras da cúpula da Basílica de São 
Pedro, Michelangelo, Vaticano, Roma.
Santa Maria Novella de Alberti, Florença.
Villa Rotonda de Andrea Palladio, Vicenza, Itália.
Pilastras da cúpula da Basílica de São Pedro, 
Michelangelo, Vaticano, Roma.
Catedral Santa Maria dei Fiori, Bruneleschi, Florença.
PINTURA
Talvez nenhuma época artística tenha sido igualmente rica e tão
talentosa com grandes pintores como o Renascimento.
Piero dela Francesca, Fra Angelico, Botticelli, Mantegna, Leonardo
da Vinci, Michelangelo, Antononello da Messina, isto para citar só
alguns. E depois, Masaccio, Perugino, o supremo Rafael, os
Bellini, Giorgione, Ticiano, Paolo Uccello, Lucas Signorelli, os dois
Lippi, Ghirlandaio, Carpaccio, Cosmè Tura. Qualquer um deles
bastaria para nobilizar um período e uma nação. Mas, todos eles
viveram no mesmo país e na mesma época, ou quase.
As principais características da pintura são:
•Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções
que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da
geometria;
•Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de
contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos;
•Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do
mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do
próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida
cientificamente, e não apenas admirada;
•Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo;
•Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como
detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes;
•Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é
marcado pelo ideal de liberdade e, consequentemente, pelo individualismo.
Giotto di Bondone (1267-1337), mais conhecido simplesmente 
por Giotto, pintor e arquiteto italiano. Nasceu perto de Florença, foi 
aluno do mestre Cimabue. É conhecido como fundador da arte 
renascentista. O impressionante realismo e o poder dramático de 
suas obras constituíram-se numa revelação para seus 
contemporâneos, anunciando uma nova era no desenvolvimento 
da pintura. Considerado o elo entre as pinturas renascentista, 
medieval e bizantina. A característica principal do seu trabalho é a 
identificação da figura dos santos como seres humanos de 
aparência comum. Esses santos com ar humanizado eram os 
mais importantes das cenas que pintava, ocupando sempre 
posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao 
encontro de uma visão humanista do mundo, muito própria do 
Renascimento.
Leonardo da Vinci (1452-1519) foi o artista que mais perto chegou 
do ideal “homem da Renascença”, que significa um indivíduo de 
talentos múltiplos, que irradiava saber. Tinha múltiplos talentos, 
deixou cadernos e mais cadernos com suas pesquisas e estudos. 
Possuía grande curiosidade e vontade de voar como os pássaros. 
Essa busca constante por entender todo o “mecanismo” que o 
cercava, não deixou grande quantidade de obras na pintura, mas é 
incontestável a sua genialidade. Dominou com sabedoria o jogo 
expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da 
realidade, estimulando a imaginação do observador. Foi possuidor de 
um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar 
trabalhos em diversos campos do conhecimento humano.
Dama com um Arminho, c.1485, Leonardo da Vinci, 
Museu Czartoryski, Cracóvia.
Mona Lisa ou La Gioconda, c.1503, Leonardo da Vinci, 
Museu do Louvre, Paris.
A Última Ceia, Leonardo da Vinci, mosteiro da Igreja de 
Santa Maria delle Grazie, Milão.
São Jerônimo no Deserto, c.1480, Leonardo da Vinci, 
Pinacoteca do Vaticano, Roma.
Rafael Sanzio (1483-1520) foi, dentre as maiores 
figuras da escola da Alta Renascença (Leonardo, 
Michelangelo e Rafael) eleito o mais popular. 
Enquanto os outros dois eram reverenciados, 
Rafael era adorado. Um contemporâneo dos três, 
chamado Vasari, que escreveu a primeira história 
da arte, afirmou que Rafael era “tão amável e 
bondoso que até os animais o amavam”.
O pai de Rafael, um pintor menor, ensinou ao 
precoce filho os rudimentos da pintura. Aos 17 
anos de idade, Rafael era considerado um mestre 
independente. Aos 26 anos, chamado a Roma 
pelo Papa para decorar os aposentos do 
Vaticano, ele pintou os afrescos, com ajuda de 50 
discípulos, no mesmo ano que Michelangelo 
terminou o teto da Capela Sistina. “Tudo que ele 
sabe, aprendeu comigo” disse Michelangelo.
De Leonardo, ele assimilou a composição 
piramidal e aprendeu a modelar rostos em luz e 
sombra (chiaroscuro). De Michelangelo, Rafael 
adotou as figurasdinâmicas, de corpo inteiro e a 
pose de “contraposto”. Foi o grande pintor das 
Madonas. Morreu com 37 anos e toda a corte 
“mergulhou em luto” segundo Vasari.
Sandro Botticelli (1445-1510) foi um dos mais importantes 
artistas do Renascimento Cultural Italiano. Desde jovem, 
dedicou-se à pintura mostrando grande talento para as artes. 
Em suas obras seguiu temáticas religiosas e mitológicas. 
Resgatou, de forma brilhante, vários aspectos culturais e 
artísticos das civilizações grega e romana. Chegou também a 
fazer retratos de pessoas famosas da época, como príncipes, 
integrantes da burguesia e nobres. As pinturas de Botticelli são 
marcadas por um forte realismo, movimentos suaves e cores 
vivas. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão.
Por isso, as figuras humanas de seus quadros são 
belas porque manifestam a graça divina, e, ao 
mesmo tempo, melancólicas porque supõem que 
perderam esse dom de Deus. Uma de suas obras 
mais conhecidas, até os dias de hoje é “O 
Nascimento de Vênus”, que o pintor fez no ano de 
1485. Nesta linda obra, observamos a valorização 
das forças da natureza, o realismo e o resgate da 
mitologia.
Ticiano Vecellio (c.1473-90-1576), como seus contemporâneos 
venezianos, dominou o mundo da pintura durante sessenta anos, 
usava cores fortes como principal meio expressivo. Primeiro pintava a 
tela de vermelho, para dar calor ao quadro, depois pintava o fundo e 
as figuras em matizes vividos e acentuava as tonalidades usando 
trinta a quarenta camadas vidradas. Esse trabalhoso método 
possibilitava uma pintura convincente de qualquer textura, do metal 
polido ao brilho da seda, de cabelos louro-dourados à pele cálida. 
Sua produção inclui cenas religiosas carregadas de emoção, 
episódios mitológicos pulsantes de sensualidade e expressivos 
retratos, ,não raro tendo ao fundo paisagens banhadas e luz. Assim 
como Michelangelo, Ticiano foi um dos percursores do 
movimento Maneirismo.
Piero Della Francesca (c.1415-1492), pintor, matemático e 
teórico da arte. Apenas no século 20 a pureza austera de 
suas formas e o completo domínio da luz e da cor passaram 
a ser devidamente apreciados. A demora para que ele 
subisse à galeria dos grandes artistas reflete a relativa 
obscuridade de sua carreira. Passou grande parte da vida na 
pequena Borgo San Sepolcro, cidade toscana, e na vizinha 
Arezzo. E, apesar de ter transitado por eminentes cortes 
renascentistas, nunca gozou do mesmo prestígio artístico de 
seus ilustres contemporâneos. Hoje, no entanto, os afrescos 
de Arezzo são reconhecidos como um dos grandes tesouros 
da arte.
A PINTURA NOS PAÍSES DO NORTE DA EUROPA
A marca registrada dos artistas do norte da Europa era o incrível talento para 
retratar a natureza realisticamente, nos mínimos detalhes.
Artistas dos Países Baixos:
Com formação de miniaturista e iluminador de manuscritos, Jan Van Eyck (1390-
1441) pintou detalhes microscópicos em cores vivas. Um dos primeiros mestres 
da nova arte de pintar retratos, Van Eyck chegou a pintar detalhes ínfimos como 
pontinhos de barba no queixo da figura. Seu “ Homem com Turbante Vermelho”, 
que talvez seja um autorretrato, foi a primeira pintura a mostrar o modelo 
olhando o espectador. Num dos mais celebres quadros da Renascença do Norte, 
“Casamento dos Arnolfini”, Van Eyck captou com exatidão a aparência e a 
textura das superfícies e produziu efeitos de luz direta e difusa ao mesmo 
tempo.
Hieronymus Bosch (1450-1516) foi eleito pelos surrealistas do século XX 
o seu santo padroeiro, o que não é difícil de entender, visto que a sua 
pintura moralista sugere criativas formas de tortura aplicadas como 
punição aos pecadores. Imagens grotescas – monstros híbridos, meio 
humanos, meio animais – habitam suas entranhas nas perturbadoras 
paisagens. Sua pintura parece mostrar que a humanidade, seduzida e 
corrompida pelo mal, deveria sofrer consequências catastróficas.
Adoração dos Reis Magos, Hieronymus Bosch, 
Museu do Prado, Madri.
Rogier van der Weyden (c.1399-1464) nasceu em Tournai, 
na Bélgica. Depois de estudar com Robert Campin, mudou-
se para Bruxelas, onde logo chegou a pintor oficial da 
cidade. Executo também inúmeras e importantes 
encomendas para membros da corte de Borgonha, incluindo 
o Duque Filipe, o Bom. Foi um homem pacato, cuja carreira, 
também tranquila, muito o gratificou: ficou rico e alcançou 
fama internacional. Com intensa carga emocional, suas 
pinturas religiosas refletem uma forte convicção pessoal, 
enquanto seus retratos sempre se caracterizam pelo caráter 
introspectivo. O estilo naturalista expressivo de sua obra 
exerceu grande influência determinando o rumo das artes 
nos Países Baixos.
A Deposição, 1435-40, Rogier van der Weyden, Museu 
do Prado, Madri.
Hans Holbein, o Jovem (1497-1543) é conhecido como um dos maiores 
retratistas de todos os tempos. Assim como Albrecht Dürer, Holbein
misturava os pontos fortes do Norte e do Sul, unindo a técnica germânica 
de linhas e precisão realistas à composição equilibrada, ao chiaroscuro, à 
forma escultural e à perspectiva italiana. Embora nascido na Alemanha, 
Holbein começou a trabalhar em Basel. Quando a Reforma decretou a 
decoração “papal” das igrejas, as encomendas desapareceram e ele 
mudou-se para a Inglaterra. O impressionante talento de Holbein valeu-lhe 
a posição de pintor da corte de Henrique VIII, onde pintou retratos do rei e 
de quatro das suas esposas. Ele pintava rostos com a mesma acurácia de 
Dürer, mas, em vez da intensidade dos retratos deste pintor adotava a 
expressão neutra característica da arte italiana. O estilo Holbein
estabeleceu os padrões para os retratos, que continuaram a ser a mais 
importante forma de arte na Inglaterra nos três séculos seguintes.
Albrecht Dürer (1471-1528), primeiro artista nórdico de espírito 
renascentista, combinou o talento detalhista do Norte com as 
conquistas da Renascença italiana. Chamado de “Leonardo do Norte” 
pela diversidade de interesses, Dürer era fascinado pela natureza e 
se aprofundou em estudos de botânica. Publicou tratados de 
perspectivas e proporções ideais. Além disso, assumiu a posição de 
artista como cavalheiro e erudito, elevando o status da profissão, até 
então comparável a mero artesão, a uma importância digna de um 
príncipe.
ESCULTURA
Ao contrário, por exemplo, da arte grega, o
Renascimento já não sentiu a necessidade de
elaborar para a escultura uma série de regras
comparáveis às da arquitetura. O que não quer dizer
que faltassem, na escultura renascentista, formas e
tendências características.
•Acentuado naturalismo, ou seja, a procura de verossimilhança;
•Um forte interesse pelo homem, pela forma de seu corpo, da
sua expressão;
•Gosto marcado não só pelo conhecimento e técnica, como pela
ostentação de conhecimento;
•Aspiração pela monumentalidade;
•Esquemas compositivos, quer dizer formas globais, 
geometricamente simples.
A extrema importância que o Humanismo dava ao homem
traduz-se em imagens em que o próprio homem é
representado com a maior “verdade” possível. Tal conceito
surge como continuação do interesse pela natureza. E, tal
como na realidade predominam as linhas curvas e sinuosas.
O maior de todos os escultores renascentista foi Michelangelo
Buonarroti usando esquemas geométricos para suas
esculturas: Pietá, na Basílica de São Pedro; Davi, na
Academia de Belas Artes de Florença; Pietá de Rondanini, no
Castelo Sforza em Milão.
Donato di Niccoló di Betto Bardi (1386-1466), conhecido 
como Donatello, seus primeiros conhecimentos artísticos 
vieram do treinamento que recebeu numa oficina de ourives. 
Trabalhou também, ainda na juventude, um curto período de 
tempo na oficina do artista Lorenzo Ghiberti. Elaborou 
grandes esculturas e na cidade de Pádua esculpiu uma 
estátua equestre, em mármore, de Erasmo da Narni, 
conhecido como Gattamelata. Donatello usou como 
inspiração desta obra a estátua equestre de Marco Aurélio, 
em Roma. Uma das suas esculturas mais conhecidas é 
“Davi”, feita em bronze eencontra-se no Museu Nacional em 
Florença.
http://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-renascentista/renascimento/
ARTE MODERNA
A Arte Moderna é o conjunto de expressões 
artísticas que surgiu na Europa ,abrange 
especialmente a arquitetura, a escultura, a 
literatura e a pintura. no final do século XIX e 
perdurou até meados do século XX.
Considera-se que a arte moderna teve 
seu declínio com o final da Segunda 
Guerra Mundial, dando lugar a outras 
correntes artísticas da arte 
contemporânea ou pós-moderna.
Principais Características da Arte Moderna
A arte moderna tem como principal característica o 
rompimento com os padrões vigentes. Tal aspecto se dá 
principalmente por conta de seu momento histórico.
Aconteceu em um período de grandes conquistas 
tecnológicas (como o invento da fotografia e do cinema), 
além da Revolução Industrial, a Primeira Guerra Mundial e 
posteriormente a Segunda Guerra Mundial.
Assim, a arte também se transforma e passa a 
exercer cada vez mais um papel contestador, 
expressando de alguma forma as incertezas e 
dilemas da contemporaneidade.
Essa expressão artística transformou radicalmente 
o campo das artes ao quebrar com os 
formalismos, atingindo inclusive as estruturas 
gramaticais no campo literário.
Suas principais características são:
•Rejeição ao academicismo
•Informalidade
•Liberdade de expressão
•Pontuação relativa
•Aproximação da linguagem popular e coloquial
•Figuras deformadas e cenas sem lógica
•Abandono da representação das formas de maneira 
realista
•Arbitrariedade no uso das cores
•Urbanismo
•Humor, irreverência
•Estranhamento
Principais Artistas do Modernismo
Esse foi um período de grande efervescência 
cultural em que muitos artistas puderam se 
expressar de maneira totalmente inovadora.
Artistas modernistas europeus
Wassily Kandinsky (1866-1944)
Pablo Picasso (1881-1973)
Georges Braque (1882-1963)
Edvard Munch (1863-1944)
Henri Matisse (1869-1954)
Piet Mondrian (1872-1974)
Ernst Kirchner (1880-1938)
Fernand Léger (1881-1955)
Giorgio de Chirico (1888-1978)
Salvador Dalí (1904-1989)
Joan Miró (1893-1983)
Marc Chagall (1887-1985)
Umberto Boccioni (1882-1916)
Artistas modernistas brasileiros
Na Literatura: Mário de Andrade (1893-1945), Oswald de Andrade 
(1890-1954), Menotti Del Picchia (1892-1988), Plínio Salgado (1895-
1975), Sérgio Milliet (1898-1966).
Na Pintura e no Desenho: Anita Malfatti (1889-1964), John Graz 
(1891-1980), Oswaldo Goeldi (1895-1961), Yan de Almeida Prado 
(1898-1991), Tarsila do Amaral (1886-1973)
Na Escultura: Hildegardo Leão Veloso (1899-1966), Victor Brecheret 
(1894-1955) e Wilhelm Haarberg (1891-1986).
Na Arquitetura: Georg Przyrembel (1885-1956).
Parabéns, concluímos 
mais uma etapa de 
estudo...
MUITO OBRIGADA !

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