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História da Arte Renascimento e Arte Moderna PROFESSORA ROSEMARIE MORETTI ( MARIE) O movimento artístico que chamamos “Renascimento” nasceu na Itália, em Florença, nas primeiras décadas do século XV. Nos finais de 1400, tinha-se espalhado por toda a Itália. Na primeira metade do século seguinte, quando Roma se sobrepunha a Florença como principal centro artístico, tinha alcançado os resultados mais clássicos. Nessa mesma época, começou a difundir-se pelo resto da Europa, iniciando uma completa revolução artística, cujos efeitos perdurariam, com constantes acontecimentos, durante séculos, até quase o limiar da nossa época. Nessa mesma época, começou a difundir-se pelo resto da Europa, iniciando uma completa revolução artística, cujos efeitos perdurariam, com constantes acontecimentos, durante séculos, até quase o limiar da nossa época. Este movimento, embora bastante complexo e variado internamente, estabeleceu princípios, métodos e, sobretudo, formas originais e típicas, mas comuns. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi, sem dúvida, o modelo desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (do renascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. Características gerais: •Racionalidade •Dignidade do Ser Humano •Rigor Científico •Ideal Humanista •Reutilização das artes greco-romana A expansão marítima com a exploração de novos continentes e a pesquisa científica proclamavam a confiança no homem e, ao mesmo tempo, a Reforma Protestante diminuía o domínio da Igreja. O resultado foi que o estudo de Deus como Ser Supremo foi substituído pelo estudo do ser humano, inclusive com o estudo da anatomia. Desde retratos detalhistas, como a intensidade emocional e a iluminação surreal, a arte foi o meio de explorar todas as facetas da vida na terra. ARQUITETURA Na renascença italiana formada nos mesmos princípios da geometria harmoniosa em que se baseavam a pintura e a escultura, a arquitetura recuperou o esplendor da Roma Antiga. Os arquitetos renascentistas mais notáveis foram Leon Battista Alberti, Filippo Brunelleschi, Donato Bramante, Andrea Palladio e Michelangelo Buonarotti. Alberti (1404-72) Escritor, pintor, escultor e arquiteto, foi o maior teórico da Renascença e deixou tratados de pintura, escultura e arquitetura. Ele menosprezava o objetivo religioso da arte e propunha que os artistas buscassem no estudo das ciências, como a história, a poesia e a matemática, os fundamentos de seu trabalho. Alberti escreveu o primeiro manual sistematizado de perspectiva, oferecendo aos escultores as normas das proporções humanas ideais. Outro renascentista de múltiplos talentos foi Brunelleschi (1377-1446). Excelente ourives, escultor, matemático, relojoeiro e arquiteto, ele é mais conhecido, porém, como o pai da engenharia moderna. Brunelleschi não só descobriu a perspectiva matemática como lançou o projeto da igreja em plano central, que veio substituir a basílica medieval. • • • • • • • Somente ele foi capaz de construir o domo da Catedral de Florença, chamada então da oitava maravilha do mundo. Tal técnica constitui em construir duas células, uma apoiando a outra, encimadas por uma claraboia estabilizando o conjunto. No projeto da Capela Pazzi, em Florença, Brunelleschi utilizou motivos clássicos na fachada, ilustrando a retomada das formas romanas e a ênfase renascentista na simetria e na regularidade. Em 1502, Bramante (1444-1514) construiu o Tempietto (Pequeno Templo) em Roma, no local onde São Pedro foi crucificado. Embora pequeno, é protótipo perfeito da igreja com plano central encimado por domo, expressando os ideias renascentistas de ordem, simplicidade e proporções harmoniosas. Famoso por suas vilas e seus palácios, Palladio (1508-80) teve enorme influência sobre os séculos posteriores através do seu tratado Quatro Livros de Arquitetura. Pioneiros do neoclássico se basearam no manual de Palladio. A “Villa Rotonda” incorporou detalhes gregos e romanos, como pórticos, colunas jônicas, domo plano, como o do Panteon, e aposentos dispostos simetricamente em torno de uma rotonda central. Destaca-se também, Michelangelo Buonarotti (1475- 1564) que em seus últimos anos dedicou-se à arquitetura, supervisionando a reconstrução da Basílica de São Pedro, em Roma. Acreditava que “os membros da arquitetura são derivados dos membros humanos”. As unidades arquitetônicas deveriam cercar simetricamente um eixo central vertical, assim com braços e pernas flanqueiam o tronco humano. Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (Caprese, 6 de março de 1475 — Roma, 18 de fevereiro de 1564), mais conhecido simplesmente como Michelangelo ou Miguel Ângelo, foi um pintor, escultor, poeta, anatomista e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da História da arte do ocidente. Ele desenvolveu o seu trabalho artístico por mais de setenta anos entre Florença e Roma, onde viveram seus grandes mecenas, a família Medici de Florença, e vários papas romanos. Iniciou-se como aprendiz dos irmãos Davide e Domenico Ghirlandaio em Florença. Tendo o seu talento logo reconhecido, tornou-se um protegido dos Medici, para quem realizou várias obras. Depois fixou-se em Roma, onde deixou a maior parte de suas obras mais representativas. Sua carreira se desenvolveu na transição do Renascimento para o Maneirismo, e seu estilo sintetizou influências da arte da Antiguidade clássica, do primeiro Renascimento, dos ideais do Humanismo e do Neoplatonismo, centrado na representação da figura humana e em especial no nu masculino, que retratou com enorme pujança. Várias de suas criações estão entre as mais célebres da arte do ocidente, destacando-se na escultura o Baco, a Pietà, o David, as duas tumbas Medici e o Moisés; na pintura o vasto ciclo do teto da Capela Sistina e o Juízo Final no mesmo local, e dois afrescos na Capela Paulina; serviu como arquiteto da Basílica de São Pedro implementando grandes reformas em sua estrutura e desenhando a cúpula, remodelou a praça do Capitólio romano e projetou diversos edifícios, e escreveu grande número de poesias. Ainda em vida foi considerado o maior artista de seu tempo; chamavam-no de o Divino, e ao longo dos séculos, até os dias de hoje, vem sendo tido na mais alta conta, parte do reduzido grupo dos artistas de fama universal, de fato como um dos maiores que já viveram e como o protótipo do gênio. Foi um dos primeiros artistas ocidentais a ter sua biografia publicada ainda em vida. Sua fama era tamanha que, como nenhum artista anterior ou contemporâneo seu, sobrevivem registros numerosos sobre sua carreira e personalidade, e objetos que ele usara ou simples esboços para suas obras eram guardados como relíquias por uma legião de admiradores. Para a posteridade Michelangelo permanece como um dos poucos artistas que foram capazes de expressar a experiência do belo, do trágico e do sublime numa dimensão cósmica e universal. Autor Michelangelo Buonarroti Data 1501 - 1504 Género Escultura Técnica Mármore Dimensões 517 × 199 Localização Academia de Belas Artes, Florença Michelangelo — Bacchus. Museo del Bargello, Florence, Italy. (Bacchus with Pan) Outro exemplo desse estilo inovador é a Colina Capitolina em Roma, o primeiro grande centro cívico da Renascença. Quebrou as normas renascentistas ao desenhar essa praça com ovais interligados e variações do ângulo reto. Sendo um dospercursores do Maneirismo. Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza de qualquer ponto em que se coloque. As principais características da arquitetura renascentista são: •Ordens Arquitetônicas; •Arcos de Volta-Perfeita; •Simplicidade na construção; •A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas; •Construções: palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares) e planejamento urbanístico. ARQUITETURA RENASCENTISTA NA EUROPA, EXCETO A ITÁLIA O Renascimento caracterizou-se como um movimento praticamente restrito ao universo cultural italiano durante seus dois primeiros séculos de evolução (entre os séculos XIV e XVI, aproximadamente), período durante o qual, no restante da Europa, sobreviviam estilos arquitetônicos, em geral, ligados ao gótico ou ao tardo-românico. No seu auge, na Itália, a estética clássica começou a ser difundida em diversos países europeus devido a motivos diversos (como guerras, anexações de territórios, pelo fato de os artistas italianos viajarem pela Europa ou serem contratados por cortes diversas). Independente das razões, é certo que esta difusão fatalmente se dará já pela assimilação de certos ideais anticlássicos trazidos pelo Maneirismo, estilo em voga naquele momento (início do século XVI). É um momento em que a tratadística clássica está plenamente desenvolvida, de forma que os arquitetos, de uma forma geral, possuem um bom domínio das regras compositivas clássicas e de sua canonização, o que lhes permite certa liberdade criativa. Esta leve liberdade de que gozam os artistas do período será naturalmente absorvida pela produção renascentista dos países fora do espectro cultural italiano. Há que se notar, porém, que existem estudiosos que não consideram o Maneirismo como um movimento ligado ao Renascimento, mas um estilo novo e radicalmente contrário a este. Desta forma, a produção dita maneirista dos demais países europeus pode vir, eventualmente, a não ser considerada como uma arquitetura genuinamente renascentista. Em certo sentido é possível dizer, segundo tal ponto de vista, que tais países “pularam” diretamente de uma produção tipicamente medieval para uma arquitetura pós- renascentista (como na França). Como as formas de difusão diferem de país para país, ainda que a arquitetura produzida por aqueles países neste momento seja efetivamente renascentista, existe um Renascimento diferente para cada região da Europa (pelo menos do ponto de vista arquitetônico). Será possível falar em um Renascimento francês, um Renascimento espanhol e um Renascimento flamenco, por exemplo. Em Portugal, as formas clássicas irão se difundir apenas durante um breve período, sendo logo substituídas pela arquitetura manuelina, uma espécie de releitura dos estilos medievais e considerada por alguns como o efetivo representante do Renascimento neste país, ainda que prossiga uma estética distante do classicismo (insere-se, de fato, no estilo gótico tardio). Claustro da Igreja Santa Maria dela Pace, Bramante, Roma. Pilastras da cúpula da Basílica de São Pedro, Michelangelo, Vaticano, Roma. Santa Maria Novella de Alberti, Florença. Villa Rotonda de Andrea Palladio, Vicenza, Itália. Pilastras da cúpula da Basílica de São Pedro, Michelangelo, Vaticano, Roma. Catedral Santa Maria dei Fiori, Bruneleschi, Florença. PINTURA Talvez nenhuma época artística tenha sido igualmente rica e tão talentosa com grandes pintores como o Renascimento. Piero dela Francesca, Fra Angelico, Botticelli, Mantegna, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Antononello da Messina, isto para citar só alguns. E depois, Masaccio, Perugino, o supremo Rafael, os Bellini, Giorgione, Ticiano, Paolo Uccello, Lucas Signorelli, os dois Lippi, Ghirlandaio, Carpaccio, Cosmè Tura. Qualquer um deles bastaria para nobilizar um período e uma nação. Mas, todos eles viveram no mesmo país e na mesma época, ou quase. As principais características da pintura são: •Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria; •Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos; •Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada; •Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo; •Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes; •Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, consequentemente, pelo individualismo. Giotto di Bondone (1267-1337), mais conhecido simplesmente por Giotto, pintor e arquiteto italiano. Nasceu perto de Florença, foi aluno do mestre Cimabue. É conhecido como fundador da arte renascentista. O impressionante realismo e o poder dramático de suas obras constituíram-se numa revelação para seus contemporâneos, anunciando uma nova era no desenvolvimento da pintura. Considerado o elo entre as pinturas renascentista, medieval e bizantina. A característica principal do seu trabalho é a identificação da figura dos santos como seres humanos de aparência comum. Esses santos com ar humanizado eram os mais importantes das cenas que pintava, ocupando sempre posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo, muito própria do Renascimento. Leonardo da Vinci (1452-1519) foi o artista que mais perto chegou do ideal “homem da Renascença”, que significa um indivíduo de talentos múltiplos, que irradiava saber. Tinha múltiplos talentos, deixou cadernos e mais cadernos com suas pesquisas e estudos. Possuía grande curiosidade e vontade de voar como os pássaros. Essa busca constante por entender todo o “mecanismo” que o cercava, não deixou grande quantidade de obras na pintura, mas é incontestável a sua genialidade. Dominou com sabedoria o jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade, estimulando a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. Dama com um Arminho, c.1485, Leonardo da Vinci, Museu Czartoryski, Cracóvia. Mona Lisa ou La Gioconda, c.1503, Leonardo da Vinci, Museu do Louvre, Paris. A Última Ceia, Leonardo da Vinci, mosteiro da Igreja de Santa Maria delle Grazie, Milão. São Jerônimo no Deserto, c.1480, Leonardo da Vinci, Pinacoteca do Vaticano, Roma. Rafael Sanzio (1483-1520) foi, dentre as maiores figuras da escola da Alta Renascença (Leonardo, Michelangelo e Rafael) eleito o mais popular. Enquanto os outros dois eram reverenciados, Rafael era adorado. Um contemporâneo dos três, chamado Vasari, que escreveu a primeira história da arte, afirmou que Rafael era “tão amável e bondoso que até os animais o amavam”. O pai de Rafael, um pintor menor, ensinou ao precoce filho os rudimentos da pintura. Aos 17 anos de idade, Rafael era considerado um mestre independente. Aos 26 anos, chamado a Roma pelo Papa para decorar os aposentos do Vaticano, ele pintou os afrescos, com ajuda de 50 discípulos, no mesmo ano que Michelangelo terminou o teto da Capela Sistina. “Tudo que ele sabe, aprendeu comigo” disse Michelangelo. De Leonardo, ele assimilou a composição piramidal e aprendeu a modelar rostos em luz e sombra (chiaroscuro). De Michelangelo, Rafael adotou as figurasdinâmicas, de corpo inteiro e a pose de “contraposto”. Foi o grande pintor das Madonas. Morreu com 37 anos e toda a corte “mergulhou em luto” segundo Vasari. Sandro Botticelli (1445-1510) foi um dos mais importantes artistas do Renascimento Cultural Italiano. Desde jovem, dedicou-se à pintura mostrando grande talento para as artes. Em suas obras seguiu temáticas religiosas e mitológicas. Resgatou, de forma brilhante, vários aspectos culturais e artísticos das civilizações grega e romana. Chegou também a fazer retratos de pessoas famosas da época, como príncipes, integrantes da burguesia e nobres. As pinturas de Botticelli são marcadas por um forte realismo, movimentos suaves e cores vivas. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. Uma de suas obras mais conhecidas, até os dias de hoje é “O Nascimento de Vênus”, que o pintor fez no ano de 1485. Nesta linda obra, observamos a valorização das forças da natureza, o realismo e o resgate da mitologia. Ticiano Vecellio (c.1473-90-1576), como seus contemporâneos venezianos, dominou o mundo da pintura durante sessenta anos, usava cores fortes como principal meio expressivo. Primeiro pintava a tela de vermelho, para dar calor ao quadro, depois pintava o fundo e as figuras em matizes vividos e acentuava as tonalidades usando trinta a quarenta camadas vidradas. Esse trabalhoso método possibilitava uma pintura convincente de qualquer textura, do metal polido ao brilho da seda, de cabelos louro-dourados à pele cálida. Sua produção inclui cenas religiosas carregadas de emoção, episódios mitológicos pulsantes de sensualidade e expressivos retratos, ,não raro tendo ao fundo paisagens banhadas e luz. Assim como Michelangelo, Ticiano foi um dos percursores do movimento Maneirismo. Piero Della Francesca (c.1415-1492), pintor, matemático e teórico da arte. Apenas no século 20 a pureza austera de suas formas e o completo domínio da luz e da cor passaram a ser devidamente apreciados. A demora para que ele subisse à galeria dos grandes artistas reflete a relativa obscuridade de sua carreira. Passou grande parte da vida na pequena Borgo San Sepolcro, cidade toscana, e na vizinha Arezzo. E, apesar de ter transitado por eminentes cortes renascentistas, nunca gozou do mesmo prestígio artístico de seus ilustres contemporâneos. Hoje, no entanto, os afrescos de Arezzo são reconhecidos como um dos grandes tesouros da arte. A PINTURA NOS PAÍSES DO NORTE DA EUROPA A marca registrada dos artistas do norte da Europa era o incrível talento para retratar a natureza realisticamente, nos mínimos detalhes. Artistas dos Países Baixos: Com formação de miniaturista e iluminador de manuscritos, Jan Van Eyck (1390- 1441) pintou detalhes microscópicos em cores vivas. Um dos primeiros mestres da nova arte de pintar retratos, Van Eyck chegou a pintar detalhes ínfimos como pontinhos de barba no queixo da figura. Seu “ Homem com Turbante Vermelho”, que talvez seja um autorretrato, foi a primeira pintura a mostrar o modelo olhando o espectador. Num dos mais celebres quadros da Renascença do Norte, “Casamento dos Arnolfini”, Van Eyck captou com exatidão a aparência e a textura das superfícies e produziu efeitos de luz direta e difusa ao mesmo tempo. Hieronymus Bosch (1450-1516) foi eleito pelos surrealistas do século XX o seu santo padroeiro, o que não é difícil de entender, visto que a sua pintura moralista sugere criativas formas de tortura aplicadas como punição aos pecadores. Imagens grotescas – monstros híbridos, meio humanos, meio animais – habitam suas entranhas nas perturbadoras paisagens. Sua pintura parece mostrar que a humanidade, seduzida e corrompida pelo mal, deveria sofrer consequências catastróficas. Adoração dos Reis Magos, Hieronymus Bosch, Museu do Prado, Madri. Rogier van der Weyden (c.1399-1464) nasceu em Tournai, na Bélgica. Depois de estudar com Robert Campin, mudou- se para Bruxelas, onde logo chegou a pintor oficial da cidade. Executo também inúmeras e importantes encomendas para membros da corte de Borgonha, incluindo o Duque Filipe, o Bom. Foi um homem pacato, cuja carreira, também tranquila, muito o gratificou: ficou rico e alcançou fama internacional. Com intensa carga emocional, suas pinturas religiosas refletem uma forte convicção pessoal, enquanto seus retratos sempre se caracterizam pelo caráter introspectivo. O estilo naturalista expressivo de sua obra exerceu grande influência determinando o rumo das artes nos Países Baixos. A Deposição, 1435-40, Rogier van der Weyden, Museu do Prado, Madri. Hans Holbein, o Jovem (1497-1543) é conhecido como um dos maiores retratistas de todos os tempos. Assim como Albrecht Dürer, Holbein misturava os pontos fortes do Norte e do Sul, unindo a técnica germânica de linhas e precisão realistas à composição equilibrada, ao chiaroscuro, à forma escultural e à perspectiva italiana. Embora nascido na Alemanha, Holbein começou a trabalhar em Basel. Quando a Reforma decretou a decoração “papal” das igrejas, as encomendas desapareceram e ele mudou-se para a Inglaterra. O impressionante talento de Holbein valeu-lhe a posição de pintor da corte de Henrique VIII, onde pintou retratos do rei e de quatro das suas esposas. Ele pintava rostos com a mesma acurácia de Dürer, mas, em vez da intensidade dos retratos deste pintor adotava a expressão neutra característica da arte italiana. O estilo Holbein estabeleceu os padrões para os retratos, que continuaram a ser a mais importante forma de arte na Inglaterra nos três séculos seguintes. Albrecht Dürer (1471-1528), primeiro artista nórdico de espírito renascentista, combinou o talento detalhista do Norte com as conquistas da Renascença italiana. Chamado de “Leonardo do Norte” pela diversidade de interesses, Dürer era fascinado pela natureza e se aprofundou em estudos de botânica. Publicou tratados de perspectivas e proporções ideais. Além disso, assumiu a posição de artista como cavalheiro e erudito, elevando o status da profissão, até então comparável a mero artesão, a uma importância digna de um príncipe. ESCULTURA Ao contrário, por exemplo, da arte grega, o Renascimento já não sentiu a necessidade de elaborar para a escultura uma série de regras comparáveis às da arquitetura. O que não quer dizer que faltassem, na escultura renascentista, formas e tendências características. •Acentuado naturalismo, ou seja, a procura de verossimilhança; •Um forte interesse pelo homem, pela forma de seu corpo, da sua expressão; •Gosto marcado não só pelo conhecimento e técnica, como pela ostentação de conhecimento; •Aspiração pela monumentalidade; •Esquemas compositivos, quer dizer formas globais, geometricamente simples. A extrema importância que o Humanismo dava ao homem traduz-se em imagens em que o próprio homem é representado com a maior “verdade” possível. Tal conceito surge como continuação do interesse pela natureza. E, tal como na realidade predominam as linhas curvas e sinuosas. O maior de todos os escultores renascentista foi Michelangelo Buonarroti usando esquemas geométricos para suas esculturas: Pietá, na Basílica de São Pedro; Davi, na Academia de Belas Artes de Florença; Pietá de Rondanini, no Castelo Sforza em Milão. Donato di Niccoló di Betto Bardi (1386-1466), conhecido como Donatello, seus primeiros conhecimentos artísticos vieram do treinamento que recebeu numa oficina de ourives. Trabalhou também, ainda na juventude, um curto período de tempo na oficina do artista Lorenzo Ghiberti. Elaborou grandes esculturas e na cidade de Pádua esculpiu uma estátua equestre, em mármore, de Erasmo da Narni, conhecido como Gattamelata. Donatello usou como inspiração desta obra a estátua equestre de Marco Aurélio, em Roma. Uma das suas esculturas mais conhecidas é “Davi”, feita em bronze eencontra-se no Museu Nacional em Florença. http://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-renascentista/renascimento/ ARTE MODERNA A Arte Moderna é o conjunto de expressões artísticas que surgiu na Europa ,abrange especialmente a arquitetura, a escultura, a literatura e a pintura. no final do século XIX e perdurou até meados do século XX. Considera-se que a arte moderna teve seu declínio com o final da Segunda Guerra Mundial, dando lugar a outras correntes artísticas da arte contemporânea ou pós-moderna. Principais Características da Arte Moderna A arte moderna tem como principal característica o rompimento com os padrões vigentes. Tal aspecto se dá principalmente por conta de seu momento histórico. Aconteceu em um período de grandes conquistas tecnológicas (como o invento da fotografia e do cinema), além da Revolução Industrial, a Primeira Guerra Mundial e posteriormente a Segunda Guerra Mundial. Assim, a arte também se transforma e passa a exercer cada vez mais um papel contestador, expressando de alguma forma as incertezas e dilemas da contemporaneidade. Essa expressão artística transformou radicalmente o campo das artes ao quebrar com os formalismos, atingindo inclusive as estruturas gramaticais no campo literário. Suas principais características são: •Rejeição ao academicismo •Informalidade •Liberdade de expressão •Pontuação relativa •Aproximação da linguagem popular e coloquial •Figuras deformadas e cenas sem lógica •Abandono da representação das formas de maneira realista •Arbitrariedade no uso das cores •Urbanismo •Humor, irreverência •Estranhamento Principais Artistas do Modernismo Esse foi um período de grande efervescência cultural em que muitos artistas puderam se expressar de maneira totalmente inovadora. Artistas modernistas europeus Wassily Kandinsky (1866-1944) Pablo Picasso (1881-1973) Georges Braque (1882-1963) Edvard Munch (1863-1944) Henri Matisse (1869-1954) Piet Mondrian (1872-1974) Ernst Kirchner (1880-1938) Fernand Léger (1881-1955) Giorgio de Chirico (1888-1978) Salvador Dalí (1904-1989) Joan Miró (1893-1983) Marc Chagall (1887-1985) Umberto Boccioni (1882-1916) Artistas modernistas brasileiros Na Literatura: Mário de Andrade (1893-1945), Oswald de Andrade (1890-1954), Menotti Del Picchia (1892-1988), Plínio Salgado (1895- 1975), Sérgio Milliet (1898-1966). Na Pintura e no Desenho: Anita Malfatti (1889-1964), John Graz (1891-1980), Oswaldo Goeldi (1895-1961), Yan de Almeida Prado (1898-1991), Tarsila do Amaral (1886-1973) Na Escultura: Hildegardo Leão Veloso (1899-1966), Victor Brecheret (1894-1955) e Wilhelm Haarberg (1891-1986). Na Arquitetura: Georg Przyrembel (1885-1956). Parabéns, concluímos mais uma etapa de estudo... MUITO OBRIGADA !