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FISCALIZAÇÃO E CONTROLE DE PRODUTOS E SERVIÇOS COLOCADOS NO MERCADO DE CONSUMO
No que diz respeito à fiscalização e controle de produtos e serviços colocados no mercado de consumo, o art. 55 do CDC prevê a atuação administrativa nos vários níveis da federação, no sentido de fiscalizar, controlar a produção, industrialização, distribuição, a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo, no interesse da preservação da vida, da saúde, da segurança, da informação e do bem-estar do consumidor, baixando as normas que se fizerem necessárias. Ou seja, estamos falando sobre exercício de poder de polícia, de exercício de competência material comum a todos os entes federados, sendo uma tarefa de proteção da vida, da saúde, da segurança, da informação e do bem-estar do consumidor é uma tarefa que também parte da atuação do poder público.
SANÇÕES ADMINISTRATIVAS 
O descumprimento, a não realização do Recall pode inclusive caracterizar infração administrativa e implicar na aplicação de sanções que estão previstas no art. 56 do CDC. Dentre as sanções estão:
I - multa;
II - apreensão do produto;
III - inutilização do produto;
IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente;
V - proibição de fabricação do produto;
VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço;
VII - suspensão temporária de atividade;
VIII - revogação de concessão ou permissão de uso;
IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade;
Então são inúmeras as sanções administrativas que podem ser impostas, além de:
X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade;
XI - intervenção administrativa;
XII - imposição de contrapropaganda
Essas sanções podem ser aplicadas pela autoridade administrativas e competentes de seus respectivos âmbitos de atuação. Vejam que não realizar o chamamento tem repercussões cíveis, administrativas e, também, penal:
Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado:
Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa.
Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado, imediatamente quando determinado pela autoridade competente, os produtos nocivos ou perigosos, na forma deste artigo.
Mesmo que a pena seja baixa, é uma sanção penal que pode repercutir economicamente no fornecedor.
RECALL: CHAMADA DO CONSUMIDOR
É por meio do Recall que o CDC pretende que o fornecedor impeça, ou pelo menos tente impedir, mesmo que o produto já esteja circulando no mercado, que o consumidor sofra um dano, uma perda em função de um vício que um produto ou serviço tenha apresentado após a sua comercialização. É importante a gente reconhecer a ampla obrigação do fornecedor de encontrar o consumidor que adquiriu o produto ou contratou o serviço.
A gente falou ainda há pouco sobre divulgação, por meio de informes, de anúncios publicitários acerca do recall, mas para os fornecedores encontrarem os seus consumidores especificamente, podem ser utilizados outros meios, sendo enviadas cartas para a casa do consumidor, por exemplo. Qualquer tipo de instrumento que atinja o consumidor. Aí vocês poderiam me dizer que seria uma tarefa super difícil pro fornecedor e tal, mas nem tanto, porque, bom, quem nunca recebeu a chamada de um banco completamente aleatório com o qual a gente nunca teve contato? Crianças, os nossos dados estão circulando, então, nos encontrar é facílimo.
Lembra que lá no art. 10 do CDC dispõe que se o fornecedor não sabe do vício, do defeito, da periculosidade do produto, ele deveria saber, porque ele é o expert sobre o produto/serviço na relação jurídica de consumo, tendo o domínio de todas as informações/características daquele bem, desde a fabricação até a comercialização, tendo a responsabilidade sobre o rigor técnico que aquele produto/serviço teve de cumprir para ser comercializado no mercado.
Postei no class uma portaria de Recall, sendo a mais nova sobre o assunto, regulamentando o recall. Além dela, o ministério da justiça baixou outra portaria disciplinando a substituição e reparo de veículos que forem considerados nocivos ou perigosos para o consumidor após a sua introdução no mercado, uma portaria especifica pra automóveis. Postei também um boletim chamado recall em números, só pra vocês verem como o recall é super comum, nada excepcional e cresce cada da mais no país, inclusive, esse boletim enviado explica o motivo de haver atualmente um aumento no numero de recall. 
Também enviei nova portaria do Ministério da Justiça, que informa todo o procedimento e os percentuais que precisam ser fixadas para que o fornecedor alcance o consumidor. Lembram daquele caso do fox, que foram mais de 300 mil veículos fundidos? Então, a partir da quantidade de produtos em que se identificou o risco ou a peça defeituosa, ou o que quer que seja, para se calcular o percentual de pessoas que devem ser atendidos pelo chamamento. Então essa portaria fixa um procedimento de recall em que leva a consideração o tempo de campanha de recall.
Mandei também um exemplo de carta de notificação de recall, só um exemplo de mecanismos de notificação de recall (Vide no class). Vejam lá que a notificação é bem direta, “o vício é esse, a consequência é essa se você não atender ao chamamento”. A notificação continua dizendo que se trata de um serviço gratuito, como deve ser, lembrando que a cobrança de recall não é lícita, de nenhum tipo de taxa para realização da troca da peça defeituosa, além de informar o tempo para resolução do problema. A portaria que a notificação faz menção já foi revogada.
Esses dados do slide abaixo estão disponíveis no boletim “Recall em números” que está no class.
Abaixo vai ter um recall de preservativo de camisinha, a Olla, tem recall de um todo. Quem usou Olla que lute, sugiro pesquisar o preço da Pampers e do Nan ¯\_( ͠❛ ͜ʖ ͠❛ )_/¯: 
RECALL E RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR EM FACE DO CONSUMIDOR
Agora vamos tratar sobre a das consequências do não atendimento ao recall, na hipótese da notificação do consumidor e este não compareceu. 	Há uma controvérsia acerca da responsabilidade do fabricante permanecer mesmo quando o consumidor não responder ao chamamento, hipótese em que o consumidor recebe a notificação e não a atender. O professor Rizatto Nunes, afirma que:
Se a função do recall é permitir que o vício do produto ou do serviço seja sanado, e, para tanto, o consumidor é chamado, pergunta-se: o fornecedor continua responsável por eventuais acidentes de consumo causados pelo vício não sanado, pelo fato de o consumidor não ter atendido ao chamado? A resposta é sim. Como a responsabilidade do fornecedor é objetiva, não se tem de arguir de sua atitude correta ou não em fazer o recall. Havendo dano, o fornecedor responde pela incidência das regras instituídas nos arts. 12 a 14. (...) Quando muito poder-se-ia falar em culpa concorrente do consumidor, caso ele receba o chamado e o negligencie. Mas, nesse caso, continua o fornecedor sendo integralmente responsável.
Aí a gente precisa lembrar do caput do art. 10 do CDC, que é o que regula o recall.
 
Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.
Se o fornecedor não sabe do defeito, ele deveria saber, e mais, na semana passada, quando a gente estava discutindo o ar. 8º é que a regra é que os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão danos a saúde, vida ou segurança do consumidor. O pressuposto é os produtos colocados no mercado de consumo não acarretem risco a saúde, vida ou segurança do consumidor. Pra começo de conversa, numa situação ideal, sequer defeito aquele produto deveria apresentar. O professor Rizatto Nunes fala que quando muito, pode-se falar em culpa concorrente. 
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