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RESUMO DIREITO DO TRABALHO-7

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Se interpretava assim, devido ao art. 109 da CF, na qual tem uma competência residual da Justiça Estadual. Inclusive 
tinha a súm. 15 do STJ na qual falava a mesma coisa (com a emenda mudou. Não está revogada, mas parcialmente 
inválida, já que não se aplica ao empregador. Se aplica só contra o INSS). 
 
 Se houver uma ação contra o empregador quem é competente é a JT. E está previsto expressamente na Súmula 
Vinculante 22 do STF e também na súmula 392 do TST. Agora se a ação for contra o INSS a competência continua 
sendo da Justiça Comum Estadual, por força do art. 109 da CF. 
 
Súm. Vinculante 22: A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de indenização por danos 
morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por empregado contra empregador, inclusive 
aquelas que ainda não possuíam sentença de mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda 
Constitucional nº 45/04. 
Súm. 392 TST: Nos termos do art. 114, VI, da CF/88, a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ações 
de indenização por dano moral e material, decorrentes da relação de trabalho, inclusive as oriundas de acidente de 
trabalho e doenças a ele equiparadas, ainda que propostas pelos dependentes ou sucessores do trabalhador falecido. 
 
Obs:Dano indireto/dano reflexo: dano em ricochete, aquele dano nasceu indiretamente da conduta do empregador 
através da relação trabalhista. Não só um empregado, mas um parente pode entrar com ação pedindo danos morais. 
Por exemplo: a mulher do trabalhador pode entrar com ação. Assim, a competência é JT (competência em razão da 
matéria, não em razão da pessoa). Então tenho que observar se a causa pedir e o pedido provem de uma relação de 
trabalho. 
 
Ver: Art. 114, VI da CF; Súm. 392 TST. 
 
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: 
VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho. 
 
Por regra geral, na CF diz que o empregador, em caso de acidente de trabalho, quando se ajuíza a ação por danos 
morais ou materiais, a responsabilidade dele é subjetiva, quer dizer que ele só respondesse agir com dolo ou culpa (art.7, 
XXVIII, CF, essa é a regra). Mas se a atividade for de risco, a responsabilidade vai ser objetiva, aí não precisa provar 
nem dolo e nem culpa (art. 927 do CC). Não existe um rol de atividades de risco, alguns exemplos: atividade de motoboy, 
trabalhar com explosivos, carga elétrica. 
 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: 
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, 
quando incorrer em dolo ou culpa. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. 
 
4- Cadastro PIS/PASEP- o PIS é o Programa de Integração Social e o PASEP tem a mesma finalidade, mas é voltado ao 
servidor público. É um cadastro que tem que ser realizado para que o trabalhador tenha acesso as contribuições dos 
direitos trabalhista, fiscais e previdenciários. Então o PIS é como se fosse o RG do trabalhador. Toda pessoa que é 
contratada pelo empregador, tem que ter esse PIS. Quando tira a carteira, automaticamente já sai. Se não tirar o PIS 
não recolhe o FGTS, o INSS e o imposto de renda fica prejudicado. 
 
 Se o empregado vier a ajuizar uma ação de danos contra o empregador por falta de cadastramento do PIS/ 
PASEP a JT que vai julgar. E essa competência já era da JT antes mesmo da emenda. 
 
O empregado que recebe até 2 salários mínimos e o empregador não contribui, o empregado tem direito ao abono. 
 
Obs: Se a pessoa morrer e não conseguir receber o abono, quem recebe são os parentes é direito sucessório e a 
competência vai ser da Justiça Comum Estadual. Se na localidade tiver só a vara da família, vai ser vara de família, se 
tiver vara de sucessão, interdição e alvará, será esta. A JT do trabalho não é competente para isso. 
 
Ver: art. 239 §3 CF; Súmula 300 TST. 
 
Art. 239. A arrecadação decorrente das contribuições para o Programa de Integração Social, criado pela Lei 
Complementar nº 7, de 7 de setembro de 1970, e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, 
criado pela Lei Complementar nº 8, de 3 de dezembro de 1970, passa, a partir da promulgação desta Constituição, a 
financiar, nos termos que a lei dispuser, o programa do seguro-desemprego e o abono de que trata o § 3º deste artigo. 
§ 3º Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social ou para o 
Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, até dois salários mínimos de remuneração mensal, é 
assegurado o pagamento de um salário mínimo anual, computado neste valor o rendimento das contas individuais, no 
caso daqueles que já participavam dos referidos programas, até a data da promulgação desta Constituição. 
 
Súm. 300: Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ações de empregados contra empregadores, relativas ao 
cadastramento no Plano de Integração Social - PIS. 
 
5- Meio ambiente de trabalho: o próprio nome já diz é o lugar onde o trabalhador exerce sua atividade laboral. No qual 
deve ser salubre, adequado a realização do serviço, com conforto térmico, com todas as regras de saúde e segurança 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm#art186
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp07.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp07.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp08.htm
para que não haja nenhum acidente de trabalho. Então é responsabilidade objetiva do empregador preservar o meio 
ambiente de trabalho. 
 
Se houver uma situação de lesão no meio ambiente, seja porque o empregador não fornece roupas adequadas, seja 
porque não fornece água potável ou alimentação não é condizente com o mínimo de higiene, a competência é da JT. 
Essa competência já era nossa, só que agora foi ampliada, porque não é mais só relação de emprego, mas também nas 
relações de trabalho. Lembrando que não é só quando empregado ajuizar a ação, pode ser o empregado, o sindicato, o 
MP do Trabalho. 
 
Ver: Sum. 736, STF. 
 
Súmula 736: Compete à justiça do trabalho julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de 
normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores. 
 
6- FGTS (Fundo de Garantia por tempo de serviço): É um direito de todo trabalhador brasileiro que tem carteira assinada, 
seja ele urbano, seja ele rural, seja ele empregado doméstico. E é um direito de cumprimento obrigatório do empregador. 
 
Previsão no art. 7, CF. E também regulamentado pela lei nº 8.036. 
 
 Corresponde a 8% da remuneração (não é salário) do empregado. 
Se o empregado percebe que o FTGS nunca foi recolhido, a competência é da JT ou se foi depositado errado; 
Empregador avulso também tem direito, de acordo com o art. 7, XXXIV, CF e a competência também é da JT. 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: 
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. 
 E se a ação for contra o gestor do FGTS, que é a Caixa Econômica Federal, a competência é da Justiça Comum 
Federal. 
 
 Caso de o empregado morrer: competência para realizar esse saque do FGTS é da justiça comum estadual, no 
MA temos uma vara especifica que é a vara de sucessão, interdição e alvará. 
 
Sum. 161, STJ: É da competência da Justiça Estadual autorizar o levantamento dos valores relativos ao PIS/PASEP e 
FGTS, em decorrência do falecimento do titular da conta 
 
7- Quadro de Carreira: a empresa pode estimular a promoção dos empregados através do quadro de carreira e aí existem 
regras que devem ser observadas para a promoção. Porém, se acontecer de a empresa realizar isso de forma errônea 
(desnível salarial a competência é da JT. 
Súm. 19, TST:A Justiça do Trabalho é competente para apreciar reclamação de empregado que tenha por objeto direito 
fundado no quadro de carreira. 
8- Descontos previdenciários e fiscais: Durante o início do vínculo empregatício o empregador é obrigado a assinar a 
carteira e depois que assina ele é obrigado a recolher a contribuição previdência. E aí será uma contribuição dupla, de 
ambos. Ele vai recolher a parte da contribuição, mas ele vai recolher 8%, 9% ou 11% (depende do valor que se ganha) 
a partir do salário de contribuições. 
 
Ver: art. 28, da Lei 8.212/91. 
 
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição: 
I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a 
totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o 
trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os 
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à 
disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo 
coletivo de trabalho ou sentença normativa; 
II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas 
as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da 
remuneração; 
III - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade 
por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; 
IV - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo a que se refere o § 5o. 
 
Ex: existem vínculos onde a carteira não é assinada, e logo, o INSS não é recolhido, se ingressa com uma ação para 
receber a competência é da JT. 
 
 Se a ação for só pra pedir pra assinar a carteira e recolher a previdência a competência não é da JT. Primeiro, 
que quem é a parte legítima para cobrar o depósito não é o empregado é o INSS. Segundo, se eu entrar com uma ação 
pedindo o recolhimento de contribuição previdenciária, a sentença não vai ser condenatória em pecúnia, vai ser uma 
sentença condenatória de obrigação de fazer. 
 
 Então a jurisprudência, interpretando o que tem no art. 114 da CF diz que a JT não é competente para executar 
contribuições previdências declaratórias, nem constitutivas e nem condenatórias de obrigação de fazer. A JT só é 
competente para executar contribuições previdenciárias de sentença condenatória e pecúnia que proferir, ou seja, aquela 
contribuição que é parcela acessória a verba solicitada em juízo, a verba trabalhista. 
 
Ex: trabalhei e não tive minha carteira assinada. Recebia um salário mínimo, mas não recebia hora extra, férias, etc. Sou 
demitida e ajuízo uma ação, pedindo carteira assinada e direitos trabalhistas que nunca foram pagos. Se esses direitos 
trabalhistas tiverem natureza salarial ou remuneratória, incide INSS. 
 
Ver: art. 114, VIII, CF; Súm. 368 TST; Sum. Vin. 53, STF (essa súmula nasceu para dizer que a sumula 368 deve ser 
respeitada, porque ela continua valendo mesmo com a redação do art. 114). 
 
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: 
VIII- a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a , e II, e seus acréscimos legais, decorrentes 
das sentenças que proferir; 
 
Súm. 368: I - A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A 
competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças 
condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de 
contribuição. (ex-OJ nº 141 da SBDI-1 - inserida em 27.11.1998). 
II - É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultantes de 
crédito do empregado oriundo de condenação judicial. A culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas 
remuneratórias, contudo, não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e 
da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. (ex-OJ nº 363 da SBDI-1, parte final) 
III – Os descontos previdenciários relativos à contribuição do empregado, no caso de ações trabalhistas, devem ser 
calculados mês a mês, de conformidade com o art. 276, § 4º, do Decreto n º 3.048/1999 que regulamentou a Lei nº 
8.212/1991, aplicando-se as alíquotas previstas no art. 198, observado o limite máximo do salário de contribuição (ex-
OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas, respectivamente, em 14.03.1994 e 20.06.2001). 
IV - Considera-se fato gerador das contribuições previdenciárias decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou 
homologados em juízo, para os serviços prestados até 4.3.2009, inclusive, o efetivo pagamento das verbas, 
configurando-se a mora a partir do dia dois do mês seguinte ao da liquidação (art. 276, “caput”, do Decreto nº 3.048/1999). 
Eficácia não retroativa da alteração legislativa promovida pela Medida Provisória nº 449/2008, posteriormente convertida 
na Lei nº 11.941/2009, que deu nova redação ao art. 43 da Lei nº 8.212/91. 
V - Para o labor realizado a partir de 5.3.2009, considera-se fato gerador das contribuições previdenciárias decorrentes 
de créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em juízo a data da efetiva prestação dos serviços. Sobre as 
contribuições previdenciárias não recolhidas a partir da prestação dos serviços incidem juros de mora e, uma vez 
apurados os créditos previdenciários, aplica-se multa a partir do exaurimento do prazo de citação para pagamento, se 
descumprida a obrigação, observado o limite legal de 20% (art. 61, § 2º, da Lei nº 9.430/96). 
VI – O imposto de renda decorrente de crédito do empregado recebido acumuladamente deve ser calculado sobre o 
montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade 
de meses a que se refiram os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao 
mês do recebimento ou crédito, nos termos do art. 12-A da Lei nº 7.713, de 22/12/1988, com a redação conferida pela 
Lei nº 13.149/2015, observado o procedimento previsto nas Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil. 
 
Súm. Vinculante 53: A competência da Justiça do Trabalho prevista no art. 114, VIII, da Constituição Federal alcança a 
execução de ofício das contribuições previdenciárias relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que 
proferir e acordos por ela homologados. 
 
9- Previdência Complementar: tem empresas onde o trabalhador além de contribuir pro INSS, ele contribui pro fundo e aí 
quando se aposenta tem um salário maior. Já que quando se trabalha numa empresa, no setor privado, não ganha o 
mesmo quando se aposenta. Em geral, pode-se recorrer a um banco público, caso a empresa que trabalha não tenha. 
 
Obs: Trabalho na vale há 20 anos e desde o inicio eu contribuo porque eu quero me aposentar com o valor que eu to 
ganhando. Me demitem e eu quero de volta esse dinheiro e não pagam. Aí entro com uma ação e pro entendimento 
majoritário do STF a competência não é da JT, porque são contratos autônomos, a competência é da justiça comum. 
 
Ver: art. 202, §2, CF; RE 58.6453. 
 
Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao 
regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício 
contratado, e regulado por lei complementar. 
 § 2° As contribuições do empregador, os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos, regulamentos e 
planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes, assim 
como, à exceção dos benefíciosconcedidos, não integram a remuneração dos participantes, nos termos da lei. 
 
10- Seguro desemprego: benefício assistencial dado ao trabalhador que visa auxiliar de forma remunerada por um período 
que ele está em situação de desemprego, pra que ele tenha um sustento. Previsto em lei específica nº 7.758 de 1990. 
Pode receber em parcelas ou o todo. 
 
 Quando o trabalhador demite sem justa causa ele tem que liberar as guias do FGTS pra poder dar entrada. E aí 
o trabalhador tem prazo pra isso (90 dias ou 120 dias) e se perder o prazo perde o benefício. Se o empregador não

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