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Geologia Estrutural 
Lista de exercícios 2 
Lucas Filipe Machado Aquino 2020092462 
 
 
Tectônica e deformação 
 
Questão 1 - 
A deformação pode ser definida como uma alteração no tamanho ou forma da rocha por meio de 
ações como a rotação, translação, cisalhamento e mudança de volume. 
Questão 2 - 
A deformação rúptil ocorre quando por meio de uma ação deformante, o limite elástico do material 
é ultrapassado e assim se torna quebradiço. No caso da deformação dúctil o material se deforma de 
maneira elástica sem a presença de rompimentos. 
Questão 3 - 
A deformação em regime compressivo ocorre quando um bloco é pressionado contra outro, a 
tensão produzirá dobras na rocha enquanto estiver dentro do limite elástico, após ele ser excedido a 
rocha se quebra e então uma falha reversa é formada, com a continua ação compressiva a falha 
tende a se verticalizar. Temos como exemplo de regime compressivo as placas euroasiática e 
indiana. 
 
Questão 4 - 
A deformação em regime distensivo ocorre quando o bloco se deforma em sentidos opostos 
ocasionando um afastamento, a tensão produzirá um estiramento na rocha enquanto estiver dentro 
do limite elástico, após ele ser excedido a rocha se quebra e então uma falha reversa é formada, 
com a continua ação compressiva a falha tende a se horizontalizar. Temos como exemplo de regime 
distensivo a costa leste da América do Sul em relação a costa Oeste da África. 
 
Questão 5 - 
A deformação em regime cisalhante ocorre quando o bloco se deforma por movimentos paralelos 
em sentidos opostos, ocorrem fraturas em camadas bem finas, quando acontece o movimento são 
geradas cavas. Temos como exemplo de regime cisalhante a falha de San Andreas. 
Mecânica das rochas 
 
Questão 1 - 
Elipsóide pode ser definido como a resultante de um bloco, originalmente esférico de referência. O 
elipsóide de deformação representa o estiramento máximo, o intermediário e o encurtamento 
máximo nas respectivas direções x, y, z. No caso do elipsóide de tensão o que existe é uma relação 
inversamente proporcional ao elipsóide de deformação. É de conhecimento que os domínios do 
elipsóide de deformação são: 
• Domínio de estiramento 
• Domínio de encurtamento 
• Dominio não deformado 
Questão 2 - 
No caso da deformação linear elástica temos uma relação linear esforço-deformação, ocorre uma 
resposta instantânea ao esforço e a deformação é permanente. 
No caso da deformação linear viscosa temos uma relação linear esforço-taxa de deformação, o 
esforço depende da taxa de deformação, a resposta é retardada ao esforço (quanto mais tempo, 
maior a deformação) e sua deformação é permanente 
No caso da deformação perfeitamente plástica temos uma deformação sob esforço constante após 
o limite de elasticidade ser atingido, o esforço constante independe da taxa de deformação e a sua 
deformação é permanente 
Questão 3 - 
Fatores reológicos extrínsecos 
• Pressão: materiais rígidos tornam-se mais dúcteis, quando a pressão confinante é maior. Os 
limites de elasticidade, resistência e esforço máximo se elevam com o aumento da pressão, 
os limites de elasticidade, resistência e esforço máximo se elevam com o aumento da 
pressão. 
• Temperatura: facilita a deformação, tornando os materiais mais dúcteis. O limite da 
resistência, o esforço máximo e o limite de elasticidade, diminuem com o aumento de 
temperatura: a mesma deformação é causada por esforços, tanto menores, quanto maior 
for a temperatura. 
• Tempo: Quanto maior o tempo de aplicação do esforço mais dúctil será a deformação. 
• Presença de Fluidos: o limite de plasticidade, o limite de resistência e o esforço máximo, 
diminuem com a presença das soluções. 
Fatores reológicos intrínsecos 
• Presença de Fluidos: o limite de plasticidade, o limite de resistência e o esforço máximo, 
diminuem com a presença das soluções (uma mesma deformação exige esforços menores se 
a rocha portar soluções). 
• Anisotropia Estrutural: corpos de provas, cortados paralela ou perpendicularmente à 
xistosidade, mostram comportamentos diferentes (a orientação da anisotropia estrutural 
influi na deformação). 
Questão 4 - 
O diagrama de Mohr é utilizado para representar o estado de tensões em um ponto específico, ele 
demonstra o estado de estresse de diversos planos em um mesmo campo de tensão. 
Questão 5 - 
O cisalhamento puro não envolve rotação, é uma deformação coaxial, ou seja, as linhas ao longo 
dos eixos principais de deformação mantêm a mesma orientação de seu estado não deformado. 
O cisalhamento simples é rotacional e pode ser definido como uma deformação NÃO-COAXIAL, o 
que significa que as linhas inicialmente paralelas aos eixos principais de deformação são 
rotacionadas. 
Dobras e dobramentos 
 
Questão 1 - 
As dobras são compostas por: 
• Zona de charneira: ponto onde a dobra é mais aguda. 
• Linha de charneira: linha que une as charneiras de uma dobra. 
• Flancos: são os dois lados de uma dobra. 
• Pontos de inflexão: ponto onde a dobra muda a sua orientação. 
• Superfície axial: é a superfície que une as linhas de charneira de camadas sucessivas. 
Questão 2 - 
As dobras podem ser classificadas em relação à: 
• Ângulo: quando é observado o ângulo interflancos, pode ser descrito como isoclinal (0°) até 
suave (maior que 120°). 
• Fechamento da dobra: pode apresentar charneira arredondada ou angular. 
• Forma: se é chevron, circular ou box. 
• Simetria: se um flanco é aproximadamente igual ao outro ou não 
Questão 3 - 
Para toda alteração geológica em relação ao estresse, existe também uma influência para as rochas 
que estão localizadas próximas à ação portanto quando uma dobra é visualizada, significa que houve 
uma mudança de paleostress. 
 
Dobras e dobramentos 
 
Questão 1 - 
Uma zona de cisalhamento é uma zona tabular onde a deformação é notavelmente maior que a 
deformação nas rochas ao seu redor. Pode ser definida também como uma faixa tectonizada 
extensa, relativamente estreita, caracterizada por apresentar rochas cataclasadas e milonitizadas em 
vários graus com termos extremos de deformação quebradiça, como brechas e cataclasitos, de 
níveis crustais mais rasos, e de deformação dúctil. 
Questão 2 - 
Os indicadores cinemáticos podem ser definidos como indicadores que representam o stress 
ocorrendo dentro da crosta com influência do maciço rochoso. 
Questão 3 - 
Rocha de metamorfismo dinâmico, fortemente triturada, mas com tendência a comportamento 
mais dúctil do que o cataclasito por apresentar componentes minerais como clorita, sericita, 
epidoto, actinolita.. que podem apresentar-se orientados definindo uma foliação milonítica. 
Questão 4 - 
Os indicadores cinemáticos nos permitem avaliar o caminho da deformação à qual o corpo foi 
submetido e assim se relacionam diretamente com as estruturas lineares. 
http://sigep.cprm.gov.br/glossario/verbete/cataclase.htm
http://sigep.cprm.gov.br/glossario/verbete/milonito.htm
http://sigep.cprm.gov.br/glossario/verbete/metamorfismo_dinamico.htm
http://sigep.cprm.gov.br/glossario/verbete/ductil.htm
http://sigep.cprm.gov.br/glossario/verbete/cataclasito.htm
Questão 5 - 
 
A – Tension Gash B – Sigmoid 
 
C – Mica Fish D – Cauda de recristalização 
 
E – Dobra assimétrica F- Sigmoid 
 
G – Sombra de pressão H – Banda de cisalhamento 
Deformação ruptil 
 
Questão 1 - 
A falha pode ser definida como superfície de fratura de rochas em que ocorre ou ocorreu 
deslocamento relativo entre os dois blocos de um lado e de outro desta superfície que tende a ser 
plana, mas pode ser curvilínea. No caso da diáclase podemos definir como a superfície planar de 
descontinuidade física das rochas (fratura) em que não se verifica deslocamento dos dois lados 
como nas falhas. 
Questão 2 - 
As fraturas podem ser caracterizadas pelos seguintes aspectos: estruturas planares, superfície de 
ruptura, abertura, persistência, preenchimento por elemento de naturezas diversas,espaçamento, 
alteração de paredes, qualidade da superfície de ruptura, geometria da superfície, preenchimento 
por elemento de naturezas diversas, disposição espacial. As famílias de fraturas podem ser definidas 
como um conjunto de juntas paralelas com padrão regular. 
Questão 3 - 
O plano de falha é a superfície pela qual ocorre o deslizamento dos blocos submetidos aos esforços 
internos, isto é, é o plano formado entre as superfícies de contato dos blocos em separação. 
Sabendo disto, podemos distinguir dois blocos fundamentais em uma falha. O primeiro, conhecido 
como capa ou teto, é aquele bloco localizado acima do plano de falha, ou aquele que se apoia sobre 
este plano, estando em movimento vertical para cima ou para baixo. Já o outro bloco é denominado 
muro ou lapa, aquele sobre qual o teto se apoia, ou ainda o bloco localizado abaixo do plano de 
falha. 
Um outro elemento geométrico importante é o rejeito. Entende-se por rejeito a faixa de 
deslocamento ocasionada pela movimentação entre dois pontos, antes situados lado a lado, 
localizados em blocos opostos. Ainda, podemos destacar o espelho de falha, superfície visível 
brilhoso resultado direto do deslocamento, e a linha de falha, resultado da intersecção entre o plano 
de falha e a superfície do terreno. 
 
Questão 4 - 
As estrias são provocadas pelo atrito de fragmentos de minerais ou de rochas mais duros ao 
deslizarem blocos de falha que se deslocam durante o falhamento. O direcionamento da estria 
revela a direção do movimento no plano de falha. 
Questão 5 - 
• Mudança brusca de estilo estrutural 
• Mudança brusca de fácies sedimentares. 
• Mudança brusca de fácies metamórficas. 
• Ocorrência de estrias de atrito. 
• Reconhecimento pelo espelho de falha: superfície lisa, normalmente escura e brilhante que 
contém as estrias de atrito. 
	Tectônica e deformação
	Mecânica das rochas
	Dobras e dobramentos
	Dobras e dobramentos
	Deformação ruptil