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Memorex PM GO Rodada 05

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Memorex PM GO – Rodada 05
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TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua 
aprovação. 
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RODADAS já disponíveis, independente da data de compra. 
 
Nesse material focamos também nos temas mais simples e com mais DECOREBA, pois, 
muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode, infelizmente, custar inúmeras posições no 
resultado final. 
 
Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO. 
 
Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada 
uma das dicas. 
 
Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas 
para: atendimento@pensarconcursos.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ÍNDICE 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA ..................................................................................................... 4 
REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, HISTÓRICA, GEOGRÁFICA, CULTURAL, 
POLÍTICA E ECONÔMICA DO ESTADO DE GOIÁS ........................................... 11 
DIREITO CONSTITUCIONAL ....................................................................................... 13 
DIREITO ADMINISTRATIVO ....................................................................................... 23 
DIREITO PENAL ................................................................................................................. 28 
PROCESSO PENAL ............................................................................................................. 33 
DIREITO PENAL MILITAR ............................................................................................ 40 
PROCESSO PENAL MILITAR ........................................................................................ 46 
LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE ................................................................................... 54 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
 
DICA 01 
SINTAXE - ORAÇÕES COORDENADAS 
São orações ligadas entre si pelo sentido, mas são sintaticamente independentes. 
 Classificam-se em: 
 Assindéticas: sem conjunção. 
 Ex.: Joana estuda, trabalha, viaja. 
 Sindéticas: com conjunção. 
 Ex.: Joana gosta de ficar em casa, como também gosta de passear. 
DICA 02 
ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS 
ADITIVAS: ideia de soma. 
 Ex.: e, também, nem, bem como. 
 Ex.: Eu e minha filha caminhamos no parque e fomos jantar em um belo restaurante. 
ADVERSATIVAS: ideia de oposição. 
 Ex.: mas, porém, todavia, entretanto. 
DICA 03 
ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS 
ALTERNATIVAS: ideia de alternância. 
 Ex.: Ora...ora, ou...ou, quer...quer. 
 Ex.: Ora você me ama, ora não ama. 
CONCLUSIVAS: ideia de conclusão. 
 Ex.: portanto, logo, por isso. 
 Ex.: Reprovei em todas as cadeiras do 5º semestre, por isso não seremos mais 
colegas. 
 EXPLICATIVAS: ideia de explicação. 
 Ex.: porque, porquanto, que. 
 Ex.: Reprovou porque não estudou muito. 
 
 
 
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DICA 04 
ORAÇÕES SUBORDINADAS 
Diferentemente das sentenças coordenadas, as orações subordinadas são dependentes 
entre si (uma se subordina a outra). 
 Ex.: É necessário que todos lavem as mãos. 
 O que é necessário? Veja que precisa de uma complementação, “que todos 
lavem as mãos”. A integração das sentenças é feita por meio da conjunção 
subordinativa “que”. 
DICA 05 
ORAÇÕES REDUZIDAS 
 As orações reduzidas são as orações subordinadas sem pronome relativo ou sem 
conjunção e com o verbo em uma das seguintes formas: 
INFINITIVO → cantar 
 
GERÚNDIO → cantando 
 
PARTICÍPIO → cantado 
Até o momento, você estudou a oração de forma desenvolvida. Se a conjunção for 
retirada e o verbo colocado no infinitivo, no gerúndio ou no particípio, a oração 
desenvolvida passará a ser uma oração reduzida. 
DICA 06 
DIVISÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS 
As orações subordinadas podem se dividir em: 
Substantivas: neste caso, exercem a função de substantivo. Podem ser 
orações subordinadas substantivas subjetivas, objetivas diretas, objetivas 
indiretas, completivas nominais, predicativas e apositivas. 
Adjetivas: neste caso, exercem a função de adjunto adnominal. 
Adverbiais: neste caso, exercem a função de adjunto adverbial. 
DICA 07 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS (OSS) SUBJETIVA 
 OSS Subjetiva: Terá a função de sujeito para a oração principal. 
A oração principal é aquela que não tem conjunção e a oração subordinada é aquela que 
tem a conjunção. 
As conjunções integrantes são responsáveis em ligar a oração principal à subordinada 
(se/que). 
 Ex.: É necessário que você assine esse papel para a realização da matrícula. 
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A parte em “azul” é a oração subordinada substantiva subjetiva (OSS Subjetiva). 
→ ela é o sujeito da primeira oração “é necessário”. 
DICA 08 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS (OSS) OBJETIVAS DIRETAS E 
INDIRETAS 
 OSS Objetivas Diretas: Terão função de objeto direto (não tem preposição) do 
verbo presente na oração principal. 
 Ex.: A aluna disse que odeia matemática. 
Sobre o exemplo acima, veja: O que a aluna disse? “que odeia matemática” (é o OD do 
verbo DISSE). 
 OSS Objetivas Indiretas: Terão a função de objeto indireto (é aquele que tem 
preposição) do verbo presente na oração principal. 
 Ex.: Ninguém desconfiava de que a receita desandasse. (OSS Obj. Ind.) 
 Quem desconfia, desconfia DE alguma coisa. 
DICA 09 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS (OSS) COMPLETIVAS NOMINAIS 
 OSS Completivas Nominais: Elas complementam o nome (substantivo abstrato 
com preposição) que está na oração principal. 
 Ex.: Eu tenho certeza de que eles passarão na prova. 
Veja que “de que eles passarão na prova” complementa “certeza” que é um 
substantivo abstrato com preposição. 
DICA 10 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS (OSS) PREDICATIVAS E APOSTIVAS 
 OSS Predicativas: Terão função de predicativo do sujeito para a oração principal. 
 Ex.: O problema é que o prazo já expirou. (OSS Predicativa) 
Veja que a OSS Predicativa acima se liga ao sujeito da oração principal por meio do verbo 
de ligação “é”. 
 OSS Apositivas: Terão a função de aposto (termo explicativo da oração principal). 
 Ex.: Temos apenas um desejo: que passemos no concurso. (OSS Apositiva) → 
explica qual é o desejo. 
DICA 11 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS 
 TOME NOTA: 
A dica abaixo ajudará você a identificar uma oração subordinada substantiva na sua 
prova, mas a classificação (se ela é uma OSS subjetiva, objetiva direta, objetiva indireta, 
apositiva, predicativa...) deverá ser analisada posteriormente. 
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 DICA: Substituir a oração subordinada por “ISSO”. 
 Ex.: É provável que Juca coma mais tarde hoje. 
 É provável ISSO. 
 Note que “que Juca coma mais tarde hoje” é uma oração subordinada 
substantiva, pois é possível substituir por “isso”. Após, você precisará saber a 
classificação dessa OSS. “Que Juca coma mais tarde hoje” funciona como sujeito da 
oração principal. Então, é uma OSS Subjetiva. 
DICA 12 
ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA 
As orações subordinadas adjetivas recebem esse nome, pois exercem uma função 
sintática de adjunto adnominal. 
São introduzidas por um pronome relativo, o qual é um elemento de coesão que vai 
retomar um antecedente. 
 Ex.: O homem que é sedentário vive menos. → “que é sedentário” é a oração 
subordinada adjetiva e está no meio da oração principal “O homem vive menos.” 
 Podem ser classificadas em: Restritivas e Explicativas. 
DICA 13 
ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA EXPLICATIVA 
 EXPLICATIVA: COM VÍRGULA: 
A oração subordinada adjetiva explicativa qualifica o seu referente de modo mais 
genérico. Desse modo, a informação não restringe. 
As vírgulas introduzem uma informação que é adicional. Isso significa que a informação 
está presente em todos os termos do seu antecedente. 
 Ex.: A Lua, que é o único satélite natural da Terra, é divina. 
 Note que: “que é o único satélite natural da Terra” é uma informação acessória da 
Lua, uma explicação, uma ampliação de sentido. 
 CUIDADO! 
→ à Minha neta, que mora em Porto Alegre, estuda Medicina. à EXPLICATIVA. 
→ à Minha neta que mora em Porto Alegre estuda Medicina. à RESTRITIVA. 
 Na oração 1 é possível entender que há apenas 1 neta e “que mora em POA,” é 
uma informação adicional, uma explicação. 
 A retirada das vírgulas na oração 2 muda o sentido, pois entende-se que existe 
mais de uma neta e apenas aquela que mora em POA estuda Medicina. 
 
 
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QUESTÃO (Questão adaptada) 
No trecho “A lei, sancionada em 18 de novembro do ano passado, regulamenta o acesso 
a informações públicas e sigilosas”, a oração intercalada funciona como: 
GABARITO: qualificação descritiva dos fatos. CERTO, pois está qualificando a lei e é 
uma oração subordinada adjetiva explicativa. 
DICA 14 
CLASSIFICAÇÃO DA ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA 
 Podem ser classificadas em: Restritivas e Explicativas. 
Após identificar a oração subordinada adjetiva, faz-se necessário identificar se ela é 
restritiva ou explicativa. 
 RESTRITIVA: SEM VÍRGULA. 
Veja que na frase: “O estudante que se dedica passa” é possível substituir o pronome 
“que” por “O estudante”. O “que” faz referência ao termo anterior “O estudante”, 
exercendo função de pronome relativo. 
Então, “que se dedica” é uma oração subordinada adjetiva restritiva, pois não 
possui vírgula. 
 TOME NOTA: 
A oração subordinada adjetiva RESTRITIVA → DELIMITA de modo mais preciso o seu 
referente. Ela restringe o tipo de estudante que passa → o que se dedica. Há vários tipos 
de estudantes, mas apenas o estudante que se dedica passa. 
 EXPLICATIVA: COM VÍRGULA. 
A oração subordinada adjetiva explicativa qualifica o seu referente de modo mais 
genérico. Desse modo, a informação não restringe. 
As vírgulas introduzem uma informação que é adicional. Isso significa que a informação 
está presente em todos os termos do seu antecedente. 
 Ex.: A Terra, que é um planeta, é coberta por 70% de água. 
 Note que “que é um planeta” é uma informação acessória da Terra, uma 
explicação, uma ampliação de sentido. 
 CUIDADO! 
 Meu filho, que mora em São Paulo, estuda Direito. → EXPLICATIVA 
 Meu filho que mora em São Paulo estuda Direito. → RESTRITIVA 
Na oração 1 entende-se que existe apenas 1 filho e “, que mora em SP,” é uma 
informação adicional, uma explicação. 
A retirada das vírgulas na oração 2 muda o sentido, pois entende-se que existe mais 
de um filho e apenas aquele que mora em SP estuda Direito. 
 
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DICA 15 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 Sujeito simples: a concordância se dá em pessoa e número com o núcleo. 
 Ex.: A menina gritou alto. 
 Sujeito coletivo: o verbo pode ficar no singular ou plural. 
 Ex.: A alcateia possui visão apurada. 
 Ex.: A alcateia de lobos possui visão apurada. (CORRETO) 
 A alcateia de lobos possuem visão apurada. (CORRETO) 
DICA 16 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 Coletivos partitivos: com “a maioria de”, “grande número de”, “a maior parte 
de” → os verbos podem ficar no singular ou plural. 
 Ex.: A maioria dos alunos reprovaram. (CORRETO) 
 A maioria dos alunos reprovou. (CORRETO) 
“Mais de”, “menos de”, “cerca de”: verbo concorda com o numeral. 
 Ex.: Mais de uma pessoa faltou. 
 Nomes próprios: verbo deve concordar com o artigo, caso ele apareça. 
 Ex.: Os Estados Unidos são uma potente nação. (CORRETO) 
 Estados Unidos é uma potente nação. (CORRETO) 
 “Que” e “Quem” (pronomes relativos): o verbo concorda com o antecedente do 
“que”. 
 Ex.: Foi ela que mordeu a língua. 
 Com o “quem”, o verbo pode estar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o 
antecedente do "quem". 
 Ex.: Fui eu quem fez/fiz o bolo. 
DICA 17 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 Sujeito posposto: sujeito está depois do verbo. Existem 2 maneiras de 
concordâncias: 
 O verbo fica no plural: Dormiram em casa a mãe e as filhas. 
 O verbo fica no singular e concorda com o núcleo que se encontra mais 
próximo: Dormiu em casa a mãe e as filhas. 
 CUIDADO! 
Se o verbo vier com o pronome SE e houver RECIPROCIDADE, a concordância será 
feita no PLURAL! 
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 Ex.: Abraçaram-se Maria e Júlia. 
DICA 18 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 Sujeito composto por pessoas gramaticais distintas: Verbo → plural. Porém, há 
hierarquia no que tange à escolha da pessoa. 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e 3ª 
pessoas. 2ª pessoa prevalece sobre a 3ª. 
 Ex.: Eu e você corremos muito hoje. 
 No caso de “ou/nem”: 
Se a conjunção tiver sentido de EXCLUSÃO, o verbo concorda com o núcleo mais 
próximo. 
 Ex.: João ou Mateus ganhará mais tempo. 
Se indicar INCLUSÃO → verbo no PLURAL. 
 Ex.: Nem o aluno nem a aluna foram aprovados no concurso. 
DICA 19 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 Núcleos sinônimos no singular: verbo poderá ficar no plural ou no singular (daí 
deverá concordar com o núcleo mais próximo). 
 Ex.: A raiva e fúria tomou/tomaram conta dele. 
 Aposto recapitulativo: o verbo concorda com a palavra que resume os termos da 
oração (isso, tudo, ninguém…), e fica no singular. 
 Ex.: Os familiares, os amigos, ninguém presenciou minha vitória. 
DICA 20 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
A concordância nominal faz com que substantivos concordem com pronomes, numerais e 
adjetivos etc. 
 Regras: 
 ADJETIVO + SUBSTANTIVO: o adjetivo deverá concordar com substantivo em 
gênero e número. 
 Ex.: Que homem elegante! 
 Dois ou + substantivos e um adjetivo: 
 Adjetivo concorda com o substantivo mais próximo. 
 Ex.: Que maravilhosa carne e frango! 
 Adjetivo vier DEPOIS do substantivo, concordará com o substantivo + próximo ou 
com os todos. 
 
 
 
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REALIDADE ÉTNICA, SOCIAL, HISTÓRICA, GEOGRÁFICA, CULTURAL, POLÍTICA E 
ECONÔMICA DO ESTADO DE GOIÁS 
 
DICA 21 
ASPECTOS SOCIAIS 
 Em relação aos aspectos sociais, a população de Goiás enfrenta alguns problemas, 
como por exemplo: 
 O déficit nos serviços de saneamento ambiental: menos de 50% têm acesso à rede de 
esgoto.A taxa de mortalidade infantil é de 18,3 óbitos a cada mil nascidos vivos, abaixo da 
média nacional, que é de 22. 
 Goiás ocupa 9° lugar no ranking nacional de Índice de Desenvolvimento Humano 
(IDH). 
DICA 22 
DA HISTÓRIA POLÍTICA 
 Para entender mais a fundo e de forma mais clara a história política do estado de goiás 
é necessário fazer uma passagem do tempo: 
Em 1748, Dom João, Rei de Portugal, criou os governos de Goyas, Minas Gerais e 
Cuiabá. 
Em 1749 foi oficialmente instituída a Capitania de Goiás com a posse do primeiro 
governador, Dom Marcos de Noronha, conhecido como Conde dos Arcos. 
O Conde dos Arcos chegou a Vila Boa de Goiás, e como não encontrou nenhuma 
residência disponível à altura para acolher um governador, comunicou o fato a Dom 
João, que autorizou, em 1750, a construção da residência oficial. 
Posteriormente, essas casas foram demolidas e no local foi levantado o Palácio do 
Governo. Sua construção teve início com o Conde dos Arcos, e foi concluída pelo seu 
sucessor, Conde São Miguel. Hoje é onde se encontra o palácio do Governo. 
DICA 23 
O PALÁCIO CONDE DOS ARCOS 
O Palácio Conde dos Arcos, com arquitetura barroca, é um palácio situado na Cidade de 
Goiás, antiga sede do governo do estado, acabou ficando com esse nome em homenagem 
ao primeiro governados da capitania de Goiás, Dom Marcos de Noronha, o Conde dos 
Arcos. 
Em 1937, depois da mudança do governo para a nova capital Goiânia, o prédio passou a 
abrigar a Prefeitura Municipal da Cidade de Goiás. Mas em 1961, no governo de Mauro 
Borges Teixeira, o local foi transformado em um monumento histórico. Essa antiga sede 
figura ainda, popularmente falando, com o apelido de “Casa Chata”, pelo seu aspecto 
alongado. 
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https://www.preparaenem.com/geografia/oidhdosestadosbrasileiros.htm
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DICA 24 
DA HISTÓRIA POLÍTICA 
Bartolomeu Bueno da Silva foi superintendente das minas de Goiás, na época em que o 
território pertencia à Capitania de São Paulo. 
Mas foi em 1749, ao separar-se de São Paulo, que a capitania de Goiás foi governada por 
D. Marcos de Noronha, que atendeu às diretrizes da política indigenista pombalina, que 
incentivava a criação de aldeamentos. 
 TOME NOTA! 
Mas foi durante a gestão do Ministro Marquês de Pombal que foi aprovada uma lei que 
impedia a escravização dos índios. Como uma barreira ao controle dos brancos tinham 
sobre a população indígena, objetivando, assim, sua adaptação às exigências do trabalho 
regular. 
DICA 25 
DA HISTÓRIA POLÍTICA - OS QUILOMBOS 
Há também no contexto histórico de Goiás a relação com os negros, pois foi com a 
exploração das minas no século XVIII, que muitos negos foram levados à capitania de 
Goiás. Revoltados, muitos se evadiam das minas e acabavam fundando vilas, que são os 
chamados hoje de quilombos. 
O quilombo mais conhecido é o da comunidade Kalunga, próximo ao município de 
Cavalcante, extremo norte do Goiás. Ainda existem alguns outros, como o quilombo 
Mesquita, próximo à Cidade Ocidental, no entorno sul do DF. Atualmente, existe o risco de 
os quilombos desaparecerem, uma vez que grandes empresários buscam a expansão de 
terras para fins comerciais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DICA 26 
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES - PODER LEGISLATIVO - DISPOSIÇÕES GERAIS 
O tema sobre o Poder Legislativo corresponde aos artigos 44 ao 58, da Constituição 
Federal. 
O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, o qual é composto pela 
Câmara dos Deputados e Senado Federal. 
A legislatura é o período de trabalhos das Casas Legislativas (Congresso, Câmara e 
Senado) e tem duração de 4 anos. 
CÂMARA DOS DEPUTADOS SENADO FEDERAL 
Composta pelos Deputados Federais. Composto pelos Senadores. 
Representantes do povo. Representantes dos Estados e do 
Distrito Federal. 
A escolha dos deputados federais respeita o 
sistema proporcional. 
A escolha dos senadores respeita o 
sistema majoritário. 
O número de deputados varia de acordo 
com a população, devendo respeitar o 
número mínimo de 8 (oito) e o máximo 
de 70 (setenta). 
Os Territórios elegerão 4 (quatro) 
deputados. 
Cada um deles elegerá o número fixo de 
3 (três) senadores. 
Cada senador é eleito com 2 (dois) 
suplentes. 
Mandato de 4 (quatro) anos. Mandato de 8 anos, sendo renovado de 
quatro em quatro anos, 
alternadamente por um e dois terços (ou 
seja, em uma eleição escolhe-se 1 
senador, em outra são escolhidos 2). 
 IMPORTANTE! 
A função do Poder Legislativo é a de controle externo da administração pública, que 
compreende a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial 
da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, 
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, que será 
exercida com auxílio do tribunal de contas. 
 
 
 
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DICA 27 
CÂMARA DOS DEPUTADOS 
 Compete privativamente à Câmara dos Deputados: 
Autorizar, por 2/3 dos seus membros, a instauração de processo contra o 
Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado. 
Proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não 
apresentadas ao Congresso Nacional dentro de 70 (setenta) dias após a abertura da 
sessão legislativa; 
Eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. 
 OBS.: As competências da Câmara dos Deputados estão previstas no art. 50, da CF. 
As competências listadas acima são as mais importantes, ressaltando a de autorizar 
a instauração de processo contra o Presidente da República. 
Essa autorização é aplicada tanto para os processos comuns, instaurados em face do 
presidente, quanto para os processos que versam sobre crime de responsabilidade 
(impeachment). 
DICA 28 
SENADO FEDERAL 
 O rol de competências privativas do Senado Federal é bem mais amplo do que o 
da Câmara dos Deputados. Merece destaque as seguintes competências: 
Processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de 
responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do 
Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; 
Processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho 
Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da 
República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; 
Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por 
decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal; 
Eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. 
Avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua 
estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da 
União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios. 
 Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o 
do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida 
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por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por 
oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais 
cabíveis.” 
Merece destaque a competência para julgamento do Presidente da República e dos 
Ministros do Supremo Tribunal Federal nos crimes de responsabilidade, principalmentepelo momento de tensão política em que o Brasil se encontra. 
 Em todos os casos de julgamento de crimes de responsabilidade, o Presidente do 
Supremo Tribunal Federal será o presidente do julgamento da autoridade. 
 A condenação depende do voto de 2/3 dos membros do Senado Federal. 
São previstas a aplicação das seguintes sanções, sem prejuízo das demais sanções 
judiciais cabíveis: 
 Perda do cargo; 
 Inabilitação, por 08 (oito) anos, para o exercício de função pública. 
DICA 29 
REUNIÕES 
O Congresso Nacional se reúne do dia 02 de fevereiro até 17 de julho; e do dia 1º de 
agosto até 22 de dezembro. 
 Sessões preparatórias: cada uma das casas legislativas (Câmara e Senado) vão se 
reunir a partir do dia 1º de fevereiro do primeiro ano da legislatura, para a posse dos 
membros e para a eleição das respectivas Mesas (compreende o Presidente da Câmara e 
do Senado, Vice-presidente, 1º Secretário, 2º Secretário). 
 Sessões conjuntas: são as reuniões em que a Câmara dos Deputados e o Senado 
Federal se juntam para: 
 inaugurar a sessão legislativa; 
 elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas; 
 receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República; 
 conhecer do veto e sobre ele deliberar. 
O primeiro ano após as eleições dá início a legislatura, que compreende o período de 4 
anos, coincidente com o período do mandato dos deputados. 
ATENÇÃO! 
O mandato dos senadores é de 8 anos, ou seja, eles representam o seu respectivo 
estado ou DF por duas legislaturas. 
 Atenção para as nomenclaturas: 
 Legislatura – período de quatro anos; 
 Sessão legislativa – período anual de atividade do Congresso. 
(02 de fevereiro até 22 de dezembro) 
 Período legislativo – período semestral de reunião do Congresso. 
(02 de fevereiro até 17 de julho e 1º de agosto até 22 de dezembro). 
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DICA 30 
COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO 
Outro assunto que ganhou bastante visibilidade no cenário nacional nos últimos meses foi 
a CPI da COVID. Por isso, é um assunto que pode ser cobrado na sua prova, pois é 
uma importante ferramenta do Poder Legislativo de fiscalização e apuração. 
 Por esta razão, vale conferir o que a Constituição Federal dispõe sobre o tema: 
“Art. 58, §3º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de 
investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos 
regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo 
Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço 
de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas 
conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a 
responsabilidade civil ou criminal dos infratores.” 
 Do dispositivo constitucional, vale ressaltar: 
 CPI detém poderes de investigação próprios das autoridades judiciais; 
 Criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, conjunta ou 
separadamente; 
 Requerimento de 1/3 no mínimo de seus membros; 
 Apuração de fato determinado e por prazo certo; 
 As conclusões serão encaminhadas ao Ministério Público para que promova as 
responsabilidades civil e/ou criminal dos infratores. 
 A composição dos integrantes da CPI deve respeitar o princípio da representação 
proporcional de partidos e blocos partidários. 
CPI 
PODE NÃO PODE 
→ Quebrar sigilo bancário, fiscal, de 
dados e telefônico (não confundir com 
interceptação telefônica); 
→ Requisitar informações e documentos 
sigilosos diretamente às instituições 
financeiras ou através do BACEN ou CVM, 
desde que previamente aprovadas pelo 
Plenário da CD, do Senado ou de suas 
respectivas CPIs (Artigo 4º, § 1º, da LC 
105); 
→ Ouvir testemunhas, sob pena de 
condução coercitiva; 
→ Ouvir investigados ou indiciados. 
→ Determinar de indisponibilidade de 
bens do investigado. 
→ Decretar a prisão preventiva (pode 
decretar somente prisão em flagrante); 
→ Determinar o afastamento de 
cargo ou função pública durante a 
investigação; e 
→ Decretar busca e apreensão 
domiciliar de documentos. 
→ Decretar interceptação telefônica 
.
 
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 17 
 As regras acima são válidas para CPIs instauradas em âmbito federal e estadual. 
 As CPIs instauradas nos municípios apresentam poderes mais restritos. 
 ATENTE-SE! 
A CPI municipal não poderá ter poderes próprios de autoridade judiciária, pois 
isto seria atribuir ao município uma competência que não lhe foi dada pela constituição, 
em razão de não ter Poder Judiciário Municipal. 
O STF já decidiu que CPI municipal NÃO pode determinar condução coercitiva de 
testemunha. 
DICA 31 
IMUNIDADES DOS CONGRESSISTAS 
Os membros do Poder Legislativo possuem algumas prerrogativas. Atenção para o fato de 
que as prerrogativas estão vinculadas ao cargo e não ao indivíduo que exerce o 
cargo. 
Tais garantias são irrenunciáveis justamente porque se vinculam ao cargo e não à 
pessoa do congressista. 
 Foro por prerrogativa de função: essa prerrogativa garante ao parlamentar o 
julgamento perante órgão específico do Poder Judiciário, e é aplicada para casos de 
infrações penais comuns, não se aplica a toda demanda judicial. 
 Os Deputados Federais e Senadores serão julgados no STF. 
 Imunidade material: Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, 
por quaisquer de suas opiniões palavras e votos. 
 Imunidade formal: essa imunidade se refere à prisão e ao processo por crime 
praticado pelo parlamentar. 
As seguintes prerrogativas (foro por prerrogativa de função, imunidade material e 
imunidade formal) começam após a diplomação do parlamentar. 
DICA 32 
IMUNIDADE MATERIAL 
A imunidade material está relacionada ao conteúdo das manifestações dos 
parlamentares. 
 É importante definir se a manifestação do parlamentar ocorreu dentro ou fora do 
Congresso Nacional (entenda-se Câmara dos Deputados e Senado Federal também). 
 Manifestação fora do Congresso Nacional: só estarão protegidas as declarações se 
guardarem conexão com o exercício da função de parlamentar; 
 Manifestação dentro do Congresso Nacional: a manifestação não precisa guardar 
relação com o exercício da função parlamentar. 
DICA 33 
IMUNIDADE FORMAL 
A imunidade formal relacionada à prisão significa que os parlamentares não poderão ser 
presos, salvo em caso de flagrante de crime inafiançável. 
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 18 
 TODAVIA, os parlamentares poderão ser presos caso tenha sentença penal 
condenatória transitada em julgado. Portanto, o que se veda é a prisão cautelar, 
exceto o flagrante de crime inafiançável. 
 A imunidade formal relacionada ao processo significa que, quando o STF recebe a 
denúncia contra o parlamentar, deve dar ciência à Casa que o parlamentar integra, e 
por iniciativa do partido político nela representado, e pelo voto da maioria dos 
membros, poderá sustar o andamento da ação penal. 
Caso a Casa decida pela sustação da ação penal, também estará suspensa a prescrição 
do crime, com o objetivo de não gerar a impunidade. 
RESUMINDO 
O parlamentar NÃO pode ser preso, salvo em caso de flagrante delito inafiançável; e o 
processo por crime cometido após a diplomação pode ser SUSTADO. 
DICA 34 
IMUNIDADES DOS DEPUTADOS E SENADORES 
Os Deputados Federais, Estaduais e Distritais (DF) e os Senadores gozam de 
prerrogativa de foro, imunidade material e imunidade formal. 
 O foro por prerrogativa de função depende do cargo exercido: 
 Deputados Federais e Senadores – STF. 
 Deputados Estatuais e Distritais – o foro depende do crime praticado e do bem 
jurídico atingido,podendo ser o Tribunal de Justiça do Estado ou do Distrito Federal; TRF 
ou TRE. 
DICA 35 
IMUNIDADE DOS VEREADORES 
Os vereadores, integrantes do Poder Legislativo Municipal, possuem apenas 
IMUNIDADE MATERIAL, que é restrita aos limites do município onde exercem a função 
(art. 29, VIII, da CF). 
Súmula Vinculante n. 25: 
“A competência constitucional do tribunal do júri prevalece sobre o foro por prerrogativa 
de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.” 
Assim, se um vereador praticar um crime da competência do Tribunal do Júri e tiver 
foro por prerrogativa de função estabelecido na Constituição Estadual, deverá ser julgado 
no juízo do tribunal do júri. 
 
 
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 Sintetizando: 
IMUNIDADES PARLAMENTARES 
Deputados 
Federais 
Senadores Deputados 
Estaduais e 
Distritais 
Vereadores 
Foro por 
prerrogativa de 
função 
SIM SIM SIM Fixado na 
Constituição 
Estadual 
Imunidade material SIM SIM SIM SIM, mas nos 
limites do 
município 
Imunidade formal SIM SIM SIM NÃO 
DICA 36 
PROCESSO LEGISLATIVO - FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E 
ORÇAMENTÁRIA - TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO 
CONCEITO (Ministro Alexandre de Moraes): “conjunto ordenado de disposições que 
disciplinam o procedimento a ser obedecido pelos órgãos competentes na produção de leis 
e atos normativos que derivam diretamente da própria constituição”. 
 O processo legislativo compreende a elaboração de: 
 emendas à Constituição; 
 leis complementares; 
 leis ordinárias; 
 leis delegadas; 
 medidas provisórias; 
 decretos legislativos; 
 resoluções. 
ATENÇÃO! 
As MEDIDAS PROVISÓRIAS, teoricamente, NÃO deveriam estar elencadas no art. 59 
da CF/88, pois, tratam-se de atos do Poder Executivo, uma vez que são criadas pelo 
Presidente da República e não pelo processo legislativo. 
 Lei complementar disporá sobre a: 
 elaboração; 
 redação; 
 alteração; e 
 consolidação das leis. 
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 20 
DICA 37 
PODER JUDICIÁRIO 
O Poder Judiciário é um dos Poderes da União ao lado do Poder Executivo e Legislativo. 
A atividade típica do Poder Judiciário é a jurisdicional, oportunidade em que se substitui 
aos titulares dos interesses em conflito para, imparcialmente, buscar a pacificação do 
conflito. 
O Poder Judiciário ainda exerce atividade atípicas, tanto executivas-administrativas 
(concessão de férias) quanto legislativas (elaboração de regimento interno). 
ATENÇÃO! 
O Poder Judiciário é constituído apenas na União, nos Estados e no Distrito Federal. Os 
municípios não possuem poder judiciário próprio. Mas cuidado, os Municípios 
apresentam fóruns e juízes, mas eles são constituídos pelo Estado respectivo, e não 
pelo próprio Município. 
DICA 38 
PODER JUDICIÁRIO - ESTRUTURA DO PODER JUDICIÁRIO 
 Segundo o artigo 92, são órgãos do Poder Judiciário: 
 Supremo Tribunal Federal; 
 Conselho Nacional de Justiça; 
 Superior Tribunal de Justiça; 
 Tribunal Superior do Trabalho 
 Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; 
 Tribunais e Juízes do Trabalho; 
 Tribunais e Juízes Eleitorais; 
 Tribunais e Juízes Militares; 
 Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. 
 O STF é a cúpula do Poder Judiciário, atuando como guardião da Constituição. Atua 
como última instância de resolução de conflitos no caso concreto. 
DICA 39 
JUSTIÇA COMUM E ESPECIAL 
 A jurisdição no Brasil, divide-se em: 
 Justiça Comum: Justiça Estadual composta por Tribunais de Justiça e Juízes 
de Direito. E Justiça Federal composta por Tribunais Regionais Federais e Juízes 
Federais. 
 Justiça Especial: composta pela Justiça do Trabalho, Eleitoral e Militar. 
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 21 
 Dentre os Tribunais Superiores, ou seja, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior 
do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral e Superior Tribunal Militar, o único que não 
integra nem a Justiça Comum, nem a Justiça Especial é o Superior Tribunal de 
Justiça. 
ATENÇÃO! 
 O STF NÃO faz parte dos Tribunais Superiores. 
 Em que pese haver essas distinções, a doutrina majoritária entende que a 
JURISDIÇÃO É UMA (ÚNICA), havendo essa distinção para fins de organização de 
trabalho. 
DICA 40 
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) 
O Conselho Nacional de Justiça foi criado pela Emenda Constitucional nº. 45/2004, sendo 
um órgão com competência administrativa e não jurisdicional. 
Controla a atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento 
dos deveres funcionais dos juízes. 
DICA 41 
DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA 
 Presidência do CNJ: O Conselho será presidido pelo Presidente do Supremo 
Tribunal Federal e, nas suas ausências e impedimentos, pelo Vice-Presidente do 
Supremo Tribunal Federal. 
 IMPORTANTE! 
Lembrando que a exigência constitucional sobre a necessidade de “notável saber jurídico” 
não obriga qualquer formação acadêmica em ciências jurídicas. Portanto, não é necessário 
que o cidadão seja sequer bacharel em direito para poder ser indicado. 
ATENÇÃO! 
Apenas advogados e “cidadãos” contam com 02 (dois) membros, o restante dos 
órgãos conta com apenas um membro, o que facilita a memorização. 
DICA 42 
DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA 
 O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de: 
 15 (quinze) membros; 
 com mandato de 2 (dois) anos; 
 admitida 1 (uma) recondução, 
 
.
 
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 22 
 
 
 
 
 
DICA 43 
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA 
o Presidente do Supremo Tribunal Federal; 
um Ministro do Superior Tribunal de Justiça, indicado pelo respectivo tribunal; 
um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, indicado pelo respectivo tribunal; 
um desembargador de Tribunal de Justiça, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; 
um juiz estadual, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; 
um juiz de Tribunal Regional Federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; 
um juiz federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; 
um juiz de Tribunal Regional do Trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do 
Trabalho; 
um juiz do trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho; 
um membro do Ministério Público da União, indicado pelo Procurador-Geral da 
República; 
um membro do Ministério Público estadual, escolhido pelo Procurador-Geral da 
República dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada instituição 
estadual; 
DOIS advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil; 
DOIS cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela 
Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal. 
 
 
 
Conselho Nacional 
de Justiça 
15 membros 
Mandato de 2 anos 
Admitida 1 recondução 
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 23 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
DICA 44 
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: QUANTO AO DESTINATÁRIO 
 Atos Gerais: não possuem destinatário determinado, mas alcançam todos os que 
estão na mesma situação. 
 Ex.: multa por excesso de velocidade. 
 Atos Individuais/Especiais: são aqueles com destinatários certos, específicos. 
O mesmo ato pode abranger um ou mais sujeitos, desde que sejam 
individualizados. 
 Ex.: nomeação em concurso público. 
DICA 45 
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: QUANTO AO ALCANCE 
 
 
 
 
 
 
DICA 46 
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: QUANTO AO OBJETO 
 Atos de Império: São atos praticados pela administraçãousando sua supremacia 
sobre o administrado ou servidor, que obriga o atendimento, expressando sua vontade 
soberana. 
 Atos de Gestão: A administração pratica os atos sem usar a supremacia. Quando 
praticados regularmente geram direitos subjetivos e permanecem imodificáveis. 
 Ex.: autorização e licença. 
 Atos de Expediente: São aqueles que se destinam a dar andamento aos processos 
dentro das repartições públicas, para que seja proferida decisão pela autoridade 
competente. 
DICA 47 
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: QUANTO À VINCULAÇÃO / 
LIBERDADE 
 Atos Vinculados: São os atos que a lei estabelece os requisitos e condições, ficando o 
administrador vinculado a tais regras, sem margem de liberdade. 
 
ATOS 
INTERNOS: São atos destinados a produzir efeitos dentro das repartições 
administrativas (órgãos e agentes). 
 
ATOS 
EXTERNOS: São atos destinados a produzir efeitos fora da administração, 
alcançam os administrados. 
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 Atos Discricionários: São atos também prescritos em lei, mas com certa margem 
de liberdade (juízo de conveniência e oportunidade) para colocá-lo em prática. 
DICA 48 
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: QUANTO À FORMAÇÃO 
 Simples: São os que resultam da manifestação de vontade de um único órgão ou de 
apenas um agente público. 
 Ato Composto: São os que resultam da vontade única de um órgão ou agente, mas 
que depende da aprovação de outro órgão para produzir efeitos. 
 Ato Complexo: São os que precisam do encontro de vontades de mais de um órgão. 
Essas vontades têm de estar em conjunto, diferentemente do ato composto, que 
depende da aprovação. No ato complexo, todas as vontades têm o mesmo nível. 
DICA 49 
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: QUANTO À EFICÁCIA 
→ Válido: Ato de acordo com a lei. 
→ Nulo: Ato com vício insanável, não admite convalidação, ou seja, o defeito não 
permite correção. 
→ Inexistente: Tem aparência de regular, mas não se aperfeiçoa, não gera efeitos. 
DICA 50 
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: QUANTO À ELABORAÇÃO 
→ Perfeito: O ato percorreu todas as fases para sua formação e produção. Não significa 
ainda que o ato é legal, mas sim que percorreu as fases anteriores, antes de ser 
validado. 
→ Imperfeito: O ato resta incompleto na sua formação, ou seja, não completou as 
fases necessárias para sua formação. 
→ Pendente: É o ato que, embora perfeito, pois reúne todos os elementos para sua 
formação, não produz efeitos, pois não atingiu o termo ou condição que depende sua 
produção de efeitos. 
→ Consumado/Exaurido: Já produziu todos os efeitos esperados. Não admite 
revogação, pois já extinto. 
DICA 51 
ESPÉCIES DE ATOS ADMINISTRATIVOS 
 As espécies de atos podem ser representadas pelo Mnemônico: 
 MACETE: N O N E P 
Normativos; 
Ordinatórios; 
Negociais; 
Enunciativos; 
Punitivos. 
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 25 
 
ATOS NORMATIVOS: 
São atos que possuem comando para correta aplicação da lei. 
Ex.: Decretos, Instruções Normativas, Regimentos e Resoluções. 
ATOS ORDINATÓRIOS: 
São atos que disciplinam o funcionamento da administração e dos seus agentes. 
Ex.: Instruções, Circulares, Portarias, Avisos, Ordens de Serviço, Ofícios e Despachos. 
ATOS NEGOCIAIS: 
São atos praticados mediante declaração de vontade do Poder Público, em 
atendimento a pretensão do particular. 
Ex.: Licença, Autorização e Permissão. 
ATOS ENUNCIATIVOS: 
São atos que a Administração se limita a certificar ou atestar um fato ou emitir 
opinião sobre determinado assunto. 
Ex.: Certidões, Atestados e Pareceres. 
ATOS PUNITIVOS: 
São atos que constituem sanção imposta pela Administração em relação à infração 
de disposições legais. 
Ex.: multa, interdição, demolição. 
DICA 52 
EXTINÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
A extinção pode ocorrer por controle interno do poder (autotutela) ou por controle 
externo, por meio do poder legislativo ou judiciário. 
 O controle externo é limitado a análise de sua legalidade, em respeito ao princípio 
da separação dos poderes. 
DICA 53 
REVOGAÇÃO 
É a extinção de um ato pelo fato de ter deixado de ser conveniente sua manutenção. 
É um ato legal, mas que pelo juízo de conveniência e oportunidade, o administrador 
resolve excluí-lo do mundo jurídico. 
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 26 
A revogação gera efeitos para o futuro, preservando o que foi constituído enquanto 
vigente. 
A revogação é feita somente pela administração pública, não permitida pelo Judiciário. 
 Não há prazo para revogação. 
DICA 54 
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Em suma, lembrar sempre que, quanto ao órgão que exerce, são três formas de 
controle realizado, são eles: Executivo, Legislativo e Judiciário. 
O Executivo, é realizado pela própria administração pública, ao passo que o 
Legislativo é exercido pelo tribunal de contas e pelo parlamento (leia-se: Câmara, 
Senado e Assembleia Legislativa). Por sua vez, o Judiciário atua somente em casos que 
são levados ao seu conhecimento, como situações de ilegalidade, violação de 
princípios constitucionais, desvio de poder e finalidade... 
 A administração pode exercer o controle sob seus próprios atos? 
SIM! O STF, inclusive, já pacificou isso através da Súmula 473 (vale a pena dar uma 
lida, essa súmula é a “queridinha” das bancas”. 
DICA 55 
FORMA DE CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 É importante decorar as formas de controle da administração pública. São elas: 
 Judicial (através das ações judiciais em si); 
 Estatal (é o controle interno e externo em si); 
 Advocacia pública (função essa essencial à Justiça); 
 Social (realizado pelo próprio cidadão em si). 
DICA 56 
CONTROLE JUDICIÁRIO 
O controle judiciário ou judicial é exercido pelos órgãos do Poder Judiciário sobre os 
atos administrativos em si, sendo estes esses exercidos pelo Poder Executivo, Legislativo 
e do próprio Judiciário em si. 
 Aqui, somente quando o poder judiciário edita atos da sua atividade administrativa em 
si. 
 
 
DICA 57 
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Quanto ao fundamento, é importante lembrar que o controle realizado pela 
administração pública pode ser hierárquico ou finalístico. Vejamos: 
Controle Judiciário Exercido por órgãos do 
Poder Judiciário 
.
 
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 27 
 HIERÁRQUICO FINALÍSTICO 
 
 
 
 
 
DICA 58 
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: REVOGAÇÃO DO ATO 
Quanto ao controle realizado pela Administração Pública nunca é demais lembrar quando 
um ato pode ou não ser revogado. Nessa linha de raciocínio, nada melhor que uma 
tabela para melhor compreensão. 
 Vejamos: 
TIPO DE ATO CONTROLE INTERNO 
REALIZADO PELA 
PRÓPRIA 
ADMINISTRAÇÃO 
CONTROLE EXTERNO 
REALIZADO PELO 
JUDICIÁRIO 
Ato discricionário LEGAL, 
mas INOPORTUNO? 
PODE revogar NÃO pode revogar 
Ato discricionário ou 
vinculado ILEGAL? 
PODE anular. 
PODE convalidar. 
PODE anular 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É externo, realizado pelo poder 
legislativo, de forma 
concomitante, e analisa o mérito 
em si. 
; 
É interno, feito pelo poder 
executivo, de forma prévia e 
controla a legalidade. 
 
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 28 
DIREITO PENAL 
 
DICA 59 
CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA 
ATENÇÃO! 
 No crime de condescendência criminosa, o superior hierárquico deve comunicar 
atos atinentes ao exercício do cargoe dos atos do qual tenha 
conhecimento; 
 Por isso, é importante notar se a questão traz esses dois requisitos de forma 
concomitante. 
CUIDADO! 
Se o ato não estiver relacionado com as funções, é provável que seja uma pegadinha 
da banca. 
DICA 60 
ABANDONO DE FUNÇÃO 
Embora o crime seja abandono de função, o tipo descreve “abandonar cargo público, 
fora dos casos previstos em lei”; 
 LEMBRAR que de acordo com o regimento interno, o abandono de cargo restará 
configurado quando o servidor faltar por 30 dias consecutivos. 
DICA 61 
ABANDONO DE FUNÇÃO QUALIFICADO 
O Código Penal estabelece duas hipóteses em que o abandono do cargo é mais 
prejudicial. 
Nessas duas hipóteses, a pena será maior: 
 Na figura simples, a pena é de detenção, de 15 dias a 1 mês; 
 Se causar prejuízo será de 3 meses a 1 ano; 
 Se for em faixa de fronteira, de 1 a 3 anos. 
DICA 62 
EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE ANTECIPADO OU PROLONGADO 
Assim como abandonar o cargo, exercê-lo sem poder também é crime; 
 Pode ocorrer antes de satisfeitas as exigências legais: como por exemplo, depois de 
nomeado e antes de tomar posse; 
 Ou depois de ser exonerado, removido, substituído ou suspenso. 
 
 
 
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 29 
DICA 63 
VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL 
Para o crime se configurar não precisa haver prejuízo ou dano à Administração; 
Mas, se houver, a pena será maior (figura qualificada); 
 São condutas típicas: 
 Revelar fato que deveria permanecer em segredo; 
 Permitir o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações; 
 Utilizar o acesso restrito quem não tenha autorização. 
 CUIDADO! 
Não confundir com os crimes dos artigos 313-A e 313-B, pois no crime de violação de 
sigilo funcional se pune fornecer acesso a pessoa estranha, independentemente da 
inserção ou modificação de dados. 
DICA 64 
VIOLAÇÃO DO SIGILO DE PROPOSTA DE CONCORRÊNCIA 
Figura especial de violação de sigilo; 
Específica para violação de proposta de concorrência (modalidade de licitação); 
 Crime tacitamente revogado pela nova lei de licitações. 
DICA 65 
DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM 
GERAL: USURPAÇÃO DE FUNÇÃO PÚBLICA 
O crime se consuma quando o agente que não é funcionário público exerce pelo menos 
um ato como se fosse; 
 Não se exige reiteração de atos; 
 IMPORTANTE! 
 o crime se consuma independente de vantagem, mas se houver, a pena será maior 
(figura qualificada) → tema de preferido das Bancas. 
DICA 66 
RESISTÊNCIA 
 O crime de resistência exige: 
 Violência ou grave ameaça ao Funcionário Público; 
 Se a violência for contra COISA, como chutar uma viatura, poderá haver o crime de 
dano; 
 A oposição deve ser à ato legal: 
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 30 
 Se houver violência, poderá haver concurso material entre resistência e lesão 
corporal, por exemplo; 
 O crime é chamado de desobediência belicosa; 
DICA 67 
DESOBEDIÊNCIA 
O crime de desobediência se diferencia do crime de resistência, pois aqui há uma forma 
passiva, pois não há violência ou grave ameaça; 
 Só admite a forma DOLOSA! 
RESISTÊNCIA DESOBEDIÊNCIA 
Opor-se à execução de ato legal Desobedecer à ordem 
Violência ou ameaça Pacificamente 
Figura qualificada: se o ato não se realizar 
DICA 68 
DESACATO 
O crime de desacato permanece vigente no ordenamento jurídico pátrio; 
 As ofensas devem ser proferidas na presença do funcionário público. 
 Na sua ausência poderá configurar o crime de injúria; 
 As ofensas devem se relacionar com o exercício da função. 
QUESTÃO, 2016. 
Lucrécia, advogada, irada com a conduta de Bórgia, Escrivã Judicial, que, em via 
pública, estaciona em local PROIBIDO, grita: “má condutora de Cartório e de 
veículo”. Jurandir, testemunha ocular dos fatos e conhecedor das atividades 
profissionais das duas envolvidas, brada: “desacato, previsto no artigo 331 do Código 
Penal”. Bórgia, constrangida, se desculpa por ter estacionado mal e vai embora. 
Assinale a alternativa correta, considerando o crime de desacato, previsto no artigo 331 
do Código Penal. Houve crime, porque Bórgia foi desacatada em razão de sua função 
pública. 
Gabarito: Correto. 
DICA 69 
TRÁFICO DE INFLUÊNCIA 
 Solicitar, exigir, cobrar ou obter; 
 Crime praticado pelo particular; 
.
 
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 31 
 Vantagem ou promessa de vantagem; 
 A pretexto de influir em ato praticado por funcionário público; 
 CUIDADO! 
Se disser que é para influir em funcionário da justiça (juiz, promotor) o crime será de 
exploração de prestígio. 
DICA 70 
CORRUPÇÃO ATIVA 
É o “outro lado” da corrupção passiva, praticada pelo particular; 
 Oferecer ou prometer; 
 Vantagem indevida a funcionário público; 
 Para praticar, omitir ou retardar ato; 
 Se o ato não ocorrer a pena será aumentada em 1/3. 
DICA 71 
INUTILIZAÇÃO DE SINAL OU DE EDITAL 
 Rasgar, inutilizar ou conspurcar: edital afixado por ordem de funcionário público; 
 Violar ou inutilizar: selo ou sinal para identificar ou cerrar qualquer objeto; 
 O crime descreve dois tipos dentro de um: 
 Selo ou sinal para cerrar significa qualquer lacre ou indicativo de lacre; 
 Conspurcar significa “sujar, manchar”. 
DICA 72 
SUBTRAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE LIVRO OU DOCUMENTO 
 Subtrair ou inutilizar (ainda que parcialmente): 
 Livro oficial, processo ou documento; 
 Sob custódia de Funcionário Público OU particular em serviço público; 
 Pode ocorrer antes de satisfeitas as exigências legais: como por exemplo, depois de 
nomeado e antes de tomar posse; 
 Ou DEPOIS de ser exonerado, removido, substituído ou suspenso. 
DICA 73 
PUNIDOS COM DETENÇÃO 
 São punidos com DETENÇÃO os seguintes crimes contra a Administração Pública 
(todos são infração de menor potencial ofensivo): 
 
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 32 
CRIME CUMPRIMENTO DA PENA 
Condescendência criminosa 15 dias a 1 mês 
Abandono de função simples 15 dias a 1 mês 
Exercício funcional ilegalmente antecipado 15 dias a 1 mês 
Desobediência 15 dias a 6 meses 
Emprego irregular de verbas ou rendas públicas 1 a 3 meses 
Advocacia administrativa 1 a 3 meses 
Inutilização de edital ou de sinal 1 mês a 1 ano 
Resistência 2 meses a 2 anos 
Desacato 2 meses a 6 anos 
Peculato culposo 3 meses a 1 ano 
Corrupção passiva privilegiada 3 meses a 1 ano 
Prevaricação 3 meses a 1 ano 
Advocacia administrativa majorada 3 meses a 1 ano 
Abandono de função com prejuízo 3 meses a 1 ano 
Violação do sigilo de proposta de concorrência 3 meses a 1 ano 
Usurpação de função pública sem vantagem 3 meses a 2 anos 
Modificação ou alteração não autorizada de 
sistema de informações 
3 meses a 2 anos 
Violência arbitrária 6 meses a 3 anos 
Violação de sigilo funcional 6 meses a 2 anos 
Abandono de função faixa de fronteira 1 a 3 anos 
 
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 33 
PROCESSO PENAL 
 
DICA 74 
AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA 
 Na audiência de custódia, portanto, o juiz vai analisar a regularidade do auto de prisão 
em flagrante, na presença do acusado, de seu defensor, e do membro do Ministério 
Público. Nessa audiência de custódia, o juiz pode: 
 
 
→ Se a prisão for ILEGAL, o juiz deve relaxar a prisão. 
→ Se o juiz verificar que há riscos de colocar o preso em liberdade, deverá converter a 
prisão em flagrante em prisão preventiva; 
→ Por fim, se verificar que a prisão é legal e válida, mas desnecessária neste 
momento, concederá ao réu a liberdade provisória, podendo ou não fixar fiança.Mesmo quando o réu permanece preso, não há que se falar mais em prisão provisória, 
mas sim em prisão preventiva! 
Por fim, de acordo com o art. 310, §4º, se decorrer 24 horas, após o prazo para audiência 
de custódia (que também é de 24 horas!), sem que a audiência tenha sido realizada, 
estará configurada a ilegalidade da prisão, que deverá ser relaxada pelo juiz. Tudo isso 
sem prejuízo da possibilidade de decretar a prisão preventiva, conforme veremos adiante. 
DICA 75 
HIPÓTESES QUE NÃO SE ADMITE A PRISÃO EM FLAGRANTE 
Há casos em que não se admite a prisão em flagrante. Sobre isso, as três principais 
regras que vocês precisam levar para a prova de vocês é: 
 LEI 9.099/95 (Lei dos Juizados) 
No caso de crime de menor potencial ofensivo, não se impõe prisão em flagrante 
ao agente que assumir o compromisso de comparecer no Juizado, quando intimado a 
tanto. Caso se recuse a comparecer, pode ser imposto o flagrante. 
AUDIÊNCIA DE 
CUSTÓDIA
(Art. 310, CPP)
1) Relaxar a prisão ilegal
2) Converter a prisão em flagrante 
em prisão preventiva
3) Conceder liberdade provisória, 
com ou sem fiança.
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 34 
 CRIME DE PORTE DE DROGAS PARA CONSUMO PESSOAL (art. 28, Lei de 
Drogas): 
Não se impõe prisão em flagrante para esse crime. Deve o autor do fato ser 
imediatamente encaminhado ao juízo competente ou assumir o compromisso de a ele 
comparecer. 
 ACIDENTE DE TRÂNSITO: 
Nos termos do art. 301 do Código de Trânsito, ao condutor de veículo, nos acidentes 
de trânsito de que resulte vítima, não se impõe prisão em flagrante nem se exige 
fiança, se prestar pronto e integral socorro. 
 Ou seja, se fugir, pode ser preso em flagrante! Mas, se prestar socorro, a lei proíbe 
expressamente o flagrante e, também, a imposição de fiança! 
DICA 76 
PRISÃO PREVENTIVA 
A prisão preventiva é uma espécie de prisão cautelar decretada pelo juiz, em 
qualquer fase da persecução penal (na investigação ou no processo), sempre que ocorrer 
os motivos que a lei autoriza e desde que preenchidos os requisitos legais. 
Nos termos do art. 313, §2, não será admitida a decretação da prisão preventiva como 
antecipação de cumprimento de pena, ou como decorrência direta/automática da 
investigação/denúncia. 
A prisão preventiva é sempre a última saída. Ou seja, ela só pode ser decretada pelo juiz 
quando as outras medidas cautelares forem insuficientes, nos termos do art. 312 do CPP. 
 Ex.: ao invés de decretar a prisão, o juiz deve priorizar decretar outras medidas, como 
a proibição de sair da comarca, a tornozeleira eletrônica etc. 
 ATENTE-SE! 
Ademais, uma das modificações mais importantes do Pacote Anticrime diz respeito à 
impossibilidade de o juiz decretar a prisão preventiva ou outra medida cautelar de 
ofício, seja na fase de investigação policial, seja na fase processual penal. 
Portanto, para decretar a prisão preventiva é necessário requerimento do MP (ação 
penal pública), assistente ou querelante (ação penal privada). 
 Art. 311 – em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, 
caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, a requerimento do Ministério Público, 
do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial. 
 CUIDADO! 
Isso é novidade do pacote anticrime que certamente estará na sua prova!! 
 JUIZ NÃO PODE DECRETAR PRISÃO PREVENTIVA DE OFÍCIO. Não pode 
decretar preventiva de ofício na fase de investigação. Não pode decretar preventiva de 
ofício durante o processo/instrução criminal. 
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 35 
ATENÇÃO! 
O art. 316 do CPP prevê que o juiz PODE, de ofício ou a requerimento, REVOGAR a 
prisão preventiva. 
 Veja: o juiz não pode decretá-la de ofício, mas REVOGAR pode!!!! 
DICA 77 
PRISÃO PREVENTIVA: PRESSUPOSTOS 
Pressupostos da prisão preventiva se trata do que é preciso para que o juiz possa 
decretá-la. Essa resposta nós encontramos no art. 312 do CPP. 
Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como (1) garantia da ordem pública, 
da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a 
aplicação da lei penal, quando houver (2) prova da existência do crime e indício 
suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Esses pressupostos servem como norte ao juiz. Só poderá decretar a prisão preventiva 
caso esteja presente a prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. 
E, mesmo presentes esses 2 requisitos, ainda assim só poderá decretá-la para a finalidade 
de garantia da ordem pública/econômica, para a conveniência da instrução criminal 
ou para a garantia da aplicação da lei penal. 
 MNEMÔNICO: “PRECISA de 3GIN” 
“PRECISA” “3 GIN” 
PRova da Garantia da ordem pública 
Existência do Garantia da ordem econômica 
Crime + Garantia da aplicação da lei penal. 
Indício Conveniência da Instrução criminal 
Suficiente de 
Autoria. 
PRESSUPOSTOS DA 
PRISÃO PREVENTIVA
PRESSUPOSTOS DA 
PRISÃO PREVENTIVA
PROVA da existência do crime
INDÍCIO suficiente de autoria
Garantia da ordem pública
Garantia da ordem econômica
Conveniência da instrução criminal
Garantia da aplicação da lei penal
PRESSUPOSTOS 
DA PRISÃO 
PREVENTIVA
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 36 
DICA 78 
PRISÃO PREVENTIVA: HIPÓTESES DE ADMISSIBILIDADE 
Destaca-se que esse tipo de prisão não é para todo e qualquer crime. Imaginem só uma 
prisão preventiva decretada num crime que se um crime sequer seja punido com pena 
privativa de liberdade. A prisão preventiva (de natureza processual) seria mais grave do 
que a própria pena máxima daquele crime. 
É por isso que o art. 313 prevê as hipóteses de admissibilidade da prisão preventiva, 
sendo admissível nos seguintes casos: 
 nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 
anos; 
 se tiver sido condenado por outro crime doloso (o acusado deve ser reincidente em 
crime doloso); 
 Quando o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, 
adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das 
medidas protetivas de urgência. 
 Além disso, o art. 313, §1º, do CPP admite a prisão preventiva quando se tiver dúvida 
sobre a identidade civil da pessoa ou quando essa pessoa não fornecer dados para 
esclarecer a sua identidade. 
Por fim, o CPP também prevê a decretação da prisão preventiva em razão do 
descumprimento de outras medidas cautelares diversas da prisão. 
 Ex.: réu que arrebenta a tornozeleira eletrônica na intenção de fraudá-la. Pode ser 
decretada a prisão preventiva. 
DICA 79 
PRISÃO PREVENTIVA 
NOVIDADE INTRODUZIDA PELO PACOTE ANTICRIME! 
Previsão legal: art. 313, §2º, do Código de Processo Penal. 
 Hipóteses que NÃO se admite a decretação da prisão preventiva: 
Não será admitida a decretação da prisão preventiva com a finalidade de antecipação 
de cumprimento de pena ou como decorrência imediata de investigação criminal 
ou da apresentação ou recebimento de denúncia. 
DICA 80 
DA PRISÃO DOMICILIAR 
 Conceito: A prisão domiciliar consiste no recolhimento do indiciado ou acusado em sua 
residência, só podendo dela ausentar-se com autorização judicial. 
 TOME NOTA! 
 Segundo o art. 318 do Código de Processo Penal, poderá o juiz substituir a prisão 
preventiva pela domiciliar quando o agente for: 
 Maior de 80 anos; 
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 37 
 Extremamente debilitado por motivo de doença grave; 
 Imprescindível aos cuidados especiais de pessoamenor de 6 anos de idade ou com 
deficiência; 
 gestante; 
 mulher com filho de até 12 anos de idade incompletos; 
 homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 anos de 
idade incompletos. 
 FIQUE ATENTO! 
Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos acima mencionados. 
DICA 81 
DA PRISÃO DOMICILIAR 
 A prisão preventiva imposta à mulher gestante ou que for mãe ou responsável por 
crianças ou pessoas com deficiência será substituída por prisão domiciliar, desde 
que: 
 Não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; 
 Não tenha cometido o crime contra seu filho ou dependente. 
DICA 82 
DA LIBERDADE PROVISÓRIA, COM OU SEM FIANÇA 
A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena 
privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 anos. 
 FIQUE ATENTO! 
Nos demais casos (pena privativa de liberdade superior a 4 anos), a fiança será requerida 
ao juiz, que decidirá em 48 horas. 
DICA 83 
HIPÓTESES EM QUE NÃO É CONCEDIDA A FIANÇA 
 Segundo o art. 323 do Código de Processo Penal, não será concedida fiança: 
 Nos crimes de racismo; 
 Nos crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, terrorismo e 
nos definidos como crimes hediondos; 
 Nos crimes cometidos por grupos armados, civis ou militares, contra a ordem 
constitucional e o Estado Democrático; 
DICA 84 
VALOR DA FIANÇA 
O valor da fiança será fixado pela autoridade que a conceder nos seguintes limites: 
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 38 
 de 1 a 100 salários mínimos, quando se tratar de infração cuja pena privativa de 
liberdade, no grau máximo, não for superior a 4 anos; 
 de 10 a 200 salários mínimos, quando o máximo da pena privativa de liberdade 
cominada for superior a 4 anos. 
 FIQUE ATENTO! 
Para determinar o valor da fiança, a autoridade terá em consideração a natureza da 
infração, as condições pessoais de fortuna e vida pregressa do acusado, as 
circunstâncias indicativas de sua periculosidade, bem como a importância provável das 
custas do processo, até final julgamento. 
DICA 85 
FIANÇA: SITUAÇÃO ECONÔMICA DO PRESO 
 Se assim recomendar a situação econômica do preso, a fiança poderá ser: 
 Dispensada; 
 Reduzida até o máximo de 2/3; ou 
 Aumentada em até 1.000 (mil) vezes. 
 
 
 
 
DICA 86 
REFORÇO DA FIANÇA 
 Será exigido o reforço da fiança: 
 Quando a autoridade tomar, por engano, fiança insuficiente; 
 Quando houver depreciação material ou perecimento dos bens hipotecados ou 
caucionados, ou depreciação dos metais ou pedras preciosas; 
 Quando for inovada a classificação do delito. 
DICA 87 
FIANÇA QUEBRADA 
 A fiança será quebrada quando o acusado: 
 Regularmente intimado para ato do processo, deixar de comparecer, sem motivo 
justo; 
 Deliberadamente praticar ato de obstrução ao andamento do processo; 
 Descumprir medida cautelar imposta cumulativamente com a fiança; 
 Resistir injustificadamente a ordem judicial; 
Situação econômica 
do Preso 
- Dispensada 
- Reduzida até o máximo de 2/3 
- Aumentada em até 1.000 vezes 
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 39 
 Praticar nova infração penal dolosa. 
 FIQUE ATENTO! 
Se vier a ser reformado o julgamento em que se declarou quebrada a fiança, esta 
subsistirá em todos os seus efeitos. 
DICA 88 
FIANÇA 
Não ocorrendo a hipótese de perda da fiança, o saldo será entregue a quem houver 
prestado a fiança, depois de deduzidos os encargos a que o réu estiver obrigado. 
FIQUE ATENTO! 
 Nos casos em que a fiança tiver sido prestada por meio de hipoteca, a execução será 
promovida no juízo cível pelo órgão do Ministério Público. 
 Se a fiança consistir em pedras, objetos ou metais preciosos, o juiz determinará a 
venda por leiloeiro ou corretor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 40 
DIREITO PENAL MILITAR 
 
DICA 89 
DOS CRIMES CONTRA O SERVIÇO MILITAR E O DEVER MILITAR - DA 
INSUBMISSÃO 
 Esse delito possui previsão legal no art. 183 do CPM e pune a conduta de: 
 Deixar de apresentar-se o convocado à incorporação, dentro do prazo que lhe foi 
marcado, ou, apresentando-se, ausentar-se antes do ato oficial de incorporação. 
 Pena: impedimento, de 3 meses a 1 ano. 
 Na mesma pena incorre quem, dispensado temporariamente da incorporação, deixa de 
se apresentar, decorrido o prazo de licenciamento. 
Quem pode ser o sujeito ativo desse crime? O civil. 
Note que o crime é doloso, não sendo possível a modalidade culposa. 
DICA 90 
DO CRIME DE CRIAÇÃO OU SIMULAÇÃO DE INCAPACIDADE FÍSICA 
 Tipificado no art. 184 do CPM, o crime de criação ou simulação de incapacidade física 
pune a conduta de: 
 Criar ou simular incapacidade física, que inabilite o convocado para o serviço militar. 
 Pena: detenção, de 6 meses a 2 anos. 
O sujeito ativo é o civil, não sendo possível a modalidade culposa. 
Para a configuração do delito é necessária a finalidade específica do agente que consiste 
em evitar o serviço militar. 
 DICA 91 
DO CRIME DE SUBSTITUIÇÃO DE CONVOCADO 
O art. 185 do CPM prevê o crime de substituição de convocado, o qual pune a conduta 
de: 
 Substituir-se o convocado por outrem na apresentação ou na inspeção de saúde. 
 Pena: detenção, de 6 meses a 2 anos. Na mesma pena incorre quem substitui o 
convocado. 
CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA - 
A pena do crime será diminuída de 1/3: 
pela ignorância ou a errada compreensão dos atos da convocação militar, quando 
escusáveis (inevitáveis); 
pela apresentação voluntária dentro do prazo de 1 ano, contado do último dia 
marcado para a apresentação. 
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 41 
Lembre-se que o sujeito ativo desse crime é o civil, bem como que esse tipo de crime 
apenas ocorre na modalidade dolosa, não, havendo, portanto, a sua modalidade culposa. 
DICA 92 
DO CRIME DE FAVORECIMENTO A CONVOCADO 
 Tipificado no art. 186 do CPM, o crime de favorecimento a convocado pune a conduta 
de: 
 Dar asilo a convocado, ou tomá-lo a seu serviço, ou proporcionar-lhe ou facilitar-lhe 
transporte ou meio que obste ou dificulte a incorporação, sabendo ou tendo razão para 
saber que cometeu qualquer dos crimes de insubmissão. 
 Pena: detenção, de 3 meses a 1 ano. 
 OBS.: Se o favorecedor é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, 
fica isento de pena. Trata-se de escusa absolutória, forma de imunidade absoluta por 
razões de política criminal. 
O sujeito ativo pode ser qualquer pessoa. O tipo penal abrange o dolo direto 
(presente na expressão “sabendo”) ou eventual (presente na expressão “tendo razão 
para saber”). Não é possível a modalidade culposa. 
DICA 93 
DO CRIME DE DESERÇÃO 
 Esse crime pune pune a conduta de: 
 Ausentar-se o militar, sem licença, da unidade em que serve, ou do lugar em que 
deve permanecer, por mais de 8 dias. 
 Pena: detenção, de 6 meses a 2 anos; se oficial a pena é agravada. 
SÚMULAS DO STM RELATIVAS AO CRIME DE DESERÇÃO: 
Súmula n.º 03: “Não constituem excludentes de culpabilidade, nos crimes de deserção 
e insubmissão, alegações de ordem particular ou familiar desacompanhadas de provas” 
Súmula n.º 12: “A praça sem estabilidade não pode ser denunciada por deserção sem 
ter readquirido o status de militar, condição de procedibilidade para a persecutio 
criminis, através da reinclusão. Para a praça estável, a condição de procedibilidade é a 
reversãoao serviço ativo”. 
O sujeito ativo somente pode ser o militar. Trata-se de crime doloso, não sendo 
possível a modalidade culposa. 
 Para a configuração do delito é necessária a finalidade específica do agente que 
consiste em na vontade de abandonar. Assim, mesmo se por mais de 8 dias, não 
havendo essa vontade no agente, não há que se falar na configuração deste crime. 
 
 
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 42 
DICA 94 
DO CRIME DE DESERÇÃO POR EVASÃO OU FUGA 
 Tipificado no art. 192 do CPM, o crime de deserção por evasão ou fuga pune a conduta 
de: 
 Evadir-se o militar do poder da escolta, ou de recinto de detenção ou de prisão, ou 
fugir em seguida à prática de crime para evitar prisão, permanecendo ausente por mais 
de oito dias. 
 Pena: detenção, de 6 meses a 2 anos. 
Note que apenas o militar pode ser sujeito ativo e que se trata de um crime somente 
punível em sua modalidade dolosa. 
DICA 95 
DO CRIME DE FAVORECIMENTO A DESERTOR 
 Tipificado no art. 193 do CPM, o crime de favorecimento a desertor pune a conduta de: 
 Dar asilo a desertor, ou tomá-lo a seu serviço, ou proporcionar-lhe ou facilitar-lhe 
transporte ou meio de ocultação, sabendo ou tendo razão para saber que cometeu 
qualquer dos crimes previstos neste capítulo. 
 Pena: detenção de 4 meses a 1 ano. 
 OBS.: Se o favorecedor é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, 
fica isento de pena. Trata-se de escusa absolutória, forma de imunidade absoluta por 
razões de política criminal. 
 TOME NOTA! 
Aqui, o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa. 
O tipo penal abrange o dolo direto (presente na expressão “sabendo”) ou eventual 
(presente na expressão “tendo razão para saber”). Não é possível a modalidade culposa. 
DICA 96 
DO CRIME DE OMISSÃO DE OFICIAL 
 Tipificado no art. 194 do CPM, o crime de omissão de oficial pune a conduta de: 
 Deixar o oficial de proceder contra desertor, sabendo, ou devendo saber encontrar-se 
entre os seus comandados. 
 Pena: detenção, de 6 meses a 1 ano. 
O sujeito ativo só pode ser militar oficial, sendo o crime doloso, não sendo possível a 
forma culposa. 
 OBS.: O delito não admite tentativa, uma vez que se trata de crime 
unissubsistente (cometido num só ato). 
Destaca-se que esse tipo penal abrange o dolo direto (presente na expressão “sabendo”) 
ou indireto (presente na expressão “devendo saber”). 
 
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 43 
DICA 97 
DO CRIME DE ABANDONO DE POSTO 
 Tipificado no art. 195 do CPM, o crime de abandono de posto pune a conduta de: 
 Abandonar, sem ordem superior, o posto ou lugar de serviço que lhe tenha sido 
designado, ou o serviço que lhe cumpria, antes de terminá-lo. 
 Pena: detenção, de 3 meses a 1 ano. 
O sujeito ativo somente pode ser militar. 
DICA 98 
DO CRIME DE DESCUMPRIMENTO DA MISSÃO 
 O art. 196 do CPM prevê o delito de descumprimento de missão, o qual consiste em 
punir a conduta de: 
 Deixar o militar de desempenhar a missão que lhe foi confiada: 
 Pena: detenção, de 6 meses a 2 anos, se o fato não constitui crime mais grave. 
 É importante que você saiba para sua prova que, se é oficial o agente, a pena é 
aumentada de 1/3. Se o agente exercia função de comando, a pena é aumentada de 
metade. 
Acrescenta-se que esse crime é subsidiário, ou seja, só será aplicável quando não 
houver outro crime mais grave, sendo, como denominado pela doutrina, um crime 
“soldado de reserva”. 
Quem pode ser o sujeito ativo? Somente pode ser militar. 
 OBS.: É importante saber que esse delito é, via de regra, doloso, MAS possui 
previsão legal de modalidade culposa, no § 3º do mencionado artigo. Contudo, a pena 
é de detenção de 3 meses a 1 ano quem pratica o crime culposamente. 
DICA 99 
DO CRIME DE RETENÇÃO INDEVIDA 
 Tipificado no art. 197 do CPM, o delito de retenção indevida pune a conduta de: 
 Deixar o oficial de restituir, por ocasião da passagem de função, ou quando lhe é 
exigido, objeto, plano, carta, cifra, código ou documento que lhe haja sido confiado. 
 Pena: suspensão do exercício do posto, de 3 a 6 meses, se o fato não constitui 
crime mais grave. 
 Se o objeto, plano, carta, cifra, código, ou documento envolve ou constitui segredo 
relativo à segurança nacional. 
 Pena: detenção, de 3 meses a 1 ano, se o fato não constitui crime mais grave. 
O sujeito ativo é o militar oficial. O crime é doloso, não sendo possível a modalidade 
culposa. 
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 44 
O crime de retenção indevida é subsidiário, ou seja, só será aplicável quando não houver 
outro crime mais grave, sendo, como denominado pela doutrina, um crime “soldado de 
reserva”. 
DICA 100 
DO CRIME DE OMISSÃO DE EFICIÊNCIA DA FORÇA 
 O Código Penal Militar, em seu art. 198 tipifica o crime de omissão de eficiência da 
força, o qual consiste na conduta de: 
 Promover a reunião de militares, ou nela tomar parte, para discussão de ato de 
superior ou assunto atinente à disciplina militar: 
 Pena: suspensão, de 3 meses a 1 ano. 
Quem pode ser o sujeito ativo? Somente o militar comandante. 
Por fim, é importante que saiba que esse crime somente é punível na forma dolosa. 
DICA 101 
DO CRIME DE OMISSÃO DE PROVIDÊNCIAS PARA EVITAR DANOS 
Tipificado no art. 199 do CPM, o delito de omissão de providências para evitar danos 
pune a conduta de: 
 Deixar o comandante de empregar todos os meios ao seu alcance para evitar perda, 
destruição ou inutilização de instalações militares, navio, aeronave ou engenho de guerra 
motomecanizado em perigo: 
 Pena: reclusão, de 2 a 8 anos. 
O sujeito ativo somente pode ser militar comandante. Acrescenta-se que esse crime 
também possui previsão na modalidade culposa, preconizada no § único, com uma 
pena de detenção de 3 meses a 1 ano. 
DICA 102 
DO CRIME DE OMISSÃO DE PROVIDÊNCIAS PARA SALVAR COMANDADOS 
Tipificado no art. 200 do CPM, o delito de assunção de comando sem ordem ou 
autorização pune a conduta de: 
 Deixar o comandante, em ocasião de incêndio, naufrágio, encalhe, colisão, ou outro 
perigo semelhante, de tomar todas as providências adequadas para salvar os seus 
comandados e minorar as consequências do sinistro, não sendo o último a sair de bordo 
ou a deixar a aeronave ou o quartel ou sede militar sob seu comando. 
 Pena: reclusão, de 2 a 6 anos. 
O sujeito ativo somente pode ser militar comandante. 
 Admite a forma culposa? SIM, com previsão legal no § único e com pena de 
detenção de 6 meses a 2 anos. 
 
 
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DICA 103 
DO CRIME DE OMISSÃO DE SOCORRO 
Esse tipo de delito é previsto no art. 201 do CPM e pune a conduta de: 
 Deixar o comandante de socorrer, sem justa causa, navio de guerra ou mercante, 
nacional ou estrangeiro, ou aeronave, em perigo, ou náufragos que hajam pedido socorro. 
 Pena: suspensão do exercício do posto, de 1 a 3 anos ou reforma. 
O sujeito ativo somente pode ser comandante militar. O crime é doloso, não sendo 
possível a modalidade culposa. 
DICA 104 
DO CRIME DE EMBRIAGUEZ EM SERVIÇO. 
Tipificado no art. 202 do CPM, o crime de embriaguez em serviço pune a conduta de: 
 Embriagar-se o militar, quando em serviço, ou apresentar-se embriagado para prestá-
lo: 
 Pena: detenção, de 6 meses a 2 anos. 
O sujeito ativo somente pode ser militar. O crime é doloso, não sendo possível a 
modalidade culposa. 
DICA 105 
DO CRIME DE DORMIR EM SERVIÇO. 
O art. 203 do CPM estabelece o crime de dormir em serviço, o qual, como o próprio 
nome já diz, pune a conduta de: 
 Dormir o militar, quando em serviço, como oficial

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