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Módulo de Anatomia e Fisiologia Humana - GERAL

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Rua Junqueira Freire, 133 - Nazaré 
Tel.: 71 3322-7926 / 0317 
www.inssjt.com.br 
inssjt@inssjt.com.br 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
NOÇÕES GERAIS DE ANATOMIA .............................................................................................................. 5 
NOÇÕES GERAIS DE CITOLOGIA ............................................................................................................. 9 
DEFINIÇÃO E FUNÇÕES PRINCIPAIS DO SANGUE HUMANO..................................................................... 11 
SANGUE ............................................................................................................................................... 12 
SISTEMA VASCULAR ............................................................................................................................ 15 
CORAÇÃO............................................................................................................................................. 18 
NOÇÕES GERAIS DE HISTOLOGIA ......................................................................................................... 22 
SISTEMA TEGUMENTAR ........................................................................................................................ 26 
SISTEMA ESQUELÉTICO (ESQUELETO) .................................................................................................. 28 
ARTICULAÇÕES .................................................................................................................................... 38 
SISTEMA MUSCULAR ............................................................................................................................ 40 
SISTEMA LINFÁTICO.............................................................................................................................. 45 
SISTEMA RESPIRATÓRIO ....................................................................................................................... 47 
SISTEMA DIGESTÓRIO ........................................................................................................................... 52 
SISTEMA URINÁRIO ............................................................................................................................... 56 
SISTEMA REPRODUTOR ........................................................................................................................ 59 
SISTEMA ENDÓCRINO ........................................................................................................................... 63 
SISTEMA NERVOSO .............................................................................................................................. 70 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FORTES ESCOLA DE FORMAÇÃO TÉCNICA EM SAÚDE 
 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 5 
 
 
 
NOÇÕES GERAIS DE ANATOMIA 
 
 
Conceitos: 
 
 Anatomia: é o estudo da estrutura de um organismo e das relações entre suas 
partes. O termo anatomia é derivado do grego e significa “através de” e “cortar”. 
Está largamente baseada na dissecção do corpo. 
 Fisiologia Humana: estudo das funções do corpo 
 
VARIAÇÃO ANATÔMICA E ANOMALIAS 
 
O padrão anatômico normal é aquele que é mais comumente observado entre os 
indivíduos, no entanto existem diferenças anatômicas entre os indivíduos que são as variações 
anatômicas e as anomalias. 
 
1. Variações Anatômicas: são diferenças anatômicas que não prejudicam a função; 
existem alguns fatores que promovem essas variações como: 
 
a) Idade: durante as fases da vida humana ocorrem mudanças para se atingir o 
aperfeiçoamento do organismo humano, sendo assim a evolução ocorre da 
seguinte forma: ovo – embrião – feto - recém-nascido – infante – púbere – adulto – 
senil. 
b) Sexo: existem diferenças entre a anatomia masculina e a feminina 
c) Etnia: há diferenças anatômicas existentes entre as etnias branca, indígena, negra 
e amarela como, por exemplo, a pigmentação da pele. 
d) Biótipo: existem diferenças anatômicas de acordo com o tipo constitucional do 
indivíduo 
 
2. Anomalias: São diferenças anatômicas que prejudicam a função de alguns órgãos. 
Podem ser congênitas ou adquiridas. 
 
- Congênitas: são aquelas que se apresentam no momento do nascimento, 
podendo ocorrer durante a vida intrauterina ou durante o parto. 
- Adquiridas: são aquelas que surgem no decorrer da vida do individuo, ou seja, 
depois do seu nascimento, podendo ser causadas por doenças ou acidentes. 
 
DIVISÃO DO CORPO HUMANO 
 
O corpo humano está dividido em: cabeça, pescoço, tronco e membros (superiores e 
inferiores). 
 
 Cabeça: é dividida em crânio e face. 
 Pescoço: une a cabeça ao tronco e sua parte inferior é chamada de raiz. 
 Tronco: está dividido em tórax, abdome e pelve (parte inferior do abdome). No 
tórax encontramos a caixa torácica; no abdome situa-se a cavidade abdomino-
pélvica. As cavidades torácicas e abdomino-pélvica são separadas por um 
músculo chamado de Diafragma. 
 Membros: cada membro vai possuir uma parte que o fixa no tronco e outra livre: 
 
- Superiores (MMSS): em cada um deles a parte fixa é o ombro. A parte livre 
é composta pelo braço, antebraço e mão. 
- Inferiores (MMII): em cada um deles a parte fixa é o quadril. A parte livre é 
composta pela coxa, perna e pé. 
FORTES ESCOLA DE FORMAÇÃO TÉCNICA EM SAÚDE 
 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 6 
OBS 
 
DIVISÃO DO TÓRAX 
 
A cavidade torácica é dividida em duas regiões laterais e uma região mediana. As duas 
laterais são chamadas de regiões pleuropulmonares e, entre elas, está a região mediana 
chamada de Mediastino. 
 
 Regiões Pleuropulmonares: são aquelas que alojam os pulmões e suas pleuras. 
 Mediastino: se estende da raiz do pescoço até o músculo diafragma, alojando as 
demais vísceras torácicas. 
 
 
O mediastino é uma região flexível, móvel e pode ser deslocado para cima e para 
baixo, para frente e para trás. Esse deslocamento pode ocorrer também em 
situações patológicas. 
 
 
 
DIVISÃO DO ABDOME 
 
O abdome pode ser dividido em regiões e/ou quadrantes; ao se dividir em quadrantes 
encontra-se 9 quadrantes. Dividindo-se em regiões encontramos 6 regiões. 
 
 
 
a) Hipocôndrios: regiões de cada lago do epigástrio, abaixo das ultimas costelas. 
b) Epigástrio: região superior mediana do abdome, abaixo do osso esterno. 
c) Flancos: regiões laterais de cada lado do mesogástrio. 
d) Mesogástrio: é a região umbilical, abaixo do epigástrio. 
e) Fossas ilíacas: são as regiões inguinais de cada lado do hipogástrio. 
 
 
FORTES ESCOLA DE FORMAÇÃO TÉCNICA EM SAÚDE 
 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 7 
 
 
POSIÇÕES E PLANOS IMAGINÁRIOS 
 
1. Posição Anatômica: é o corpo situado verticalmente, com os pés unidos, os membros 
superiores estendidos ao lado do corpo, com as palmas das mãos voltadas para frente e os 
dedos polegares voltados para fora. Essa posição é usada para descrever a topografia dos 
órgãos e estruturas assim como para descrever os movimentos articulares. 
 
 
 
 
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 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 8 
 
2. Planos Imaginários: são planos que dividem o corpo em partes, é como se cortasse o 
corpo em determinadas direções, são eles: 
 
 Plano Sagital: Corta o corpo no sentido antero-posterior; quando passa bem no 
meio do corpo, sobre a linha sagital mediana, é chamado de sagitalmediano. 
 Plano Frontal ou Coronal: Corta o corpo lateralmente, de orelha a orelha, 
determinando uma porção anterior e outra posterior. 
 Plano Transversal ou Horizontal: Corta o corpo transversalmente, determinado 
uma porção superior (cranial) e outra inferior (caudal). 
 
3. Principais Termos de Posição: são aqueles que dão nomes às posições tendo como 
referencia os planos imaginários: 
a) Medial: próximo ao plano sagital mediano; 
b) Lateral: distante do plano sagital mediano; 
c) Anterior ou Ventral: à frente do plano ventral 
d) Posterior ou dorsal: atrás do plano frontal; 
e) Superior ou cranial: acima do plano transversal; 
f) Inferior ou caudal: abaixo do plano transversal; 
g) Superficial: próximo à superfície corporal; 
h) Profundo: distante da superfície corporal 
i) Externo: distante do centro do corpo; 
j) Interno: Próximo ao centro do corpo; 
k) Proximal: próximo do centro do corpo ou raiz do membro 
l) Distal: distante da raiz do membro 
 
FORTES ESCOLA DE FORMAÇÃO TÉCNICA EM SAÚDE 
 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 9 
NOÇÕES GERAIS DE CITOLOGIA 
 
 
A Citologia é a ciência que estuda as células. Estas são estruturas microscópicas que 
correspondem à menor unidade funcional de um corpo vivo. Elas variam quanto à forma, função, 
tamanho e tempo de vida. O corpo humano é composto por trilhões de células que, em conjunto, 
formam os diferentes tipos de tecidos. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO das células quanto ao tempo de vida 
 
1- CÉLULAS LÁBEIS – são células de curta duração e, de um modo geral não se 
reproduzem e são constantemente substituídas devido ao seu curto tempo de vida. 
Exemplo: as hemácias e os gametas; 
 
2- CÉLULAS ESTÁVEIS – são células de média duração, podendo durar meses ou anos. 
Quando algumas morrem surgem outras em substituição. Constituem a grande maioria 
das células do corpo humano. Exemplo: fibras musculares lisas e os diversos tipos de 
células conjuntivas; 
 
3- CÉLULAS PERMANENTES – são células que se não sofrerem nenhum tipo de dano, 
acompanham o indivíduo por toda a vida. Atinge um alto grau de especialização e 
depois de concluída a formação embrionária perde a capacidade de reprodução. 
Exemplo: neurônios e fibras musculares estriadas. 
 
 
 
COMPOSIÇÃO CELULAR 
 
Todo o conteúdo celular é chamado de protoplasma e as principais substâncias que 
compõem as células são: água, eletrólitos, proteínas, lipídios e carboidratos. 
 
 
ESTRUTURA FÍSICA ANATÔMICA DA CÉLULA 
 
1- MEMBRANA CELULAR – estrutura formada por proteínas, lipídios e carboidratos e 
que exerce funções importantes para a manutenção da vida celular: 
 
- Proteção e individualização da célula, separando o líquido intracelular do liquido 
extracelular; 
- Seleção das substâncias que entram e saem da célula; 
 
2- MEMBRANA NUCLEAR – tem estrutura similar à membrana celular, mas tem uma 
porosidade maior, sendo essas as principais funções: proteção e individualização do 
núcleo celular, separando o nucleoplasma do citoplasma, seleção das substâncias que 
entram e saem do núcleo; 
 
3- CITOPLASMA – composto por uma parte líquida (hialoplasma), grânulos de glicogênio 
e de secreção, além das organelas citoplasmáticas. Principais organelas 
citoplasmáticas: ribossomos, retículo endoplasmático liso e rugoso, complexo de golgi, 
lisossomos, mitocôndrias e núcleo, sendo assim as principais estruturas 
citoplasmáticas. 
 
 
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 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 10 
FUNÇÕES BÁSICAS DAS PRINCIPAIS ESTRUTURAS CITOPLASMÁTICAS 
 
 
A. Ribossomos – função de sintetizar proteínas; 
B. Retículo Endoplasmático – síntese de proteínas e lipídios; 
C. Complexo de Golgi – membranas saculares achatadas e empilhadas que liberam 
vesículas. Armazena e processa substâncias produzidas pelo retículo, além de 
sintetizar e secretar carboidratos; 
D. Lisossomos- são responsáveis pela digestão intracelular; 
E. Mitocôndrias – organelas filamentosas que têm a função de fazer a respiração da 
célula, além da produção de energia pela célula em forma de ATP; 
Núcleo – centro do comando celular, controlando as funções e a reprodução da célula. 
Comporta o material genético celular DNA e RNA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 11 
 
DEFINIÇÃO E FUNÇÕES PRINCIPAIS DO SANGUE HUMANO 
 
 
Sangue – tecido fluido, viçoso que circula por dentro dos vasos e executa funções 
importantes como: 
 
 Transporte de substâncias no geral; 
 Remoção de metabólitos teciduais; 
 Processo de coagulação; 
 Equilíbrio térmico. 
 
Principais composições do sangue: 
 
 Parte sólida – eritrócitos, hemácias ou glóbulos vermelhos, leucócitos ou glóbulos 
brancos e plaquetas ou trombócitos; 
 
 Parte líquida – plasma. 
 
 
 
 
O sangue humano é tecido conjuntivo do tipo especial ou tecido hematopoiético, podendo 
ser classificado como mielóide e linfoide. As células eritrocitárias ou glóbulos vermelhos são 
responsáveis, através da hemoglobina, por transportar oxigênio para as células que compõem 
os tecidos, já os leucócitos ou glóbulos brancos atuam na defesa do organismo, contra agentes 
invasores, especialmente microrganismos bacterianos. Os leucócitos podem ser classificados 
como células granulocíticas ou agranulocíticas. Os trombócitos são as plaquetas e a função 
principal delas é atuarem no processo de coagulação sanguínea mediado pela fisiologia 
homeostática. 
 
 
 
FORTES ESCOLA DE FORMAÇÃO TÉCNICA EM SAÚDE 
 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 12 
OBS 
 
SANGUE 
 
O sangue é um tecido fluido produzido pela medula 
óssea dos ossos planos, ilíacos, vértebras e costelas. Um 
adulto normal apresenta um volume médio de 4 a 6 litros 
de sangue circulante (volemia). O sangue desempenha 
várias funções: 
 
 Transporte de substâncias em geral, inclusive os nutrientes. 
 Transporte de gases, principalmente, oxigênio e gás carbônico. 
 Defesa corporal. 
 Processos de coagulação. 
 Remoção dos metabólitos dos tecidos. 
 Equilíbrio térmico, acidobásico e hidroeletrolítico. 
 
 
I – PLASMA 
 
Corresponde a cerca de 55% do volume sanguíneo. Contém água, proteínas e eletrólitos. 
 
1. Água: compõe cerca de 90% do plasma 
2. Proteínas: as mais importantes são a albumina, as imunoglobulinas, o fibrinogênio e 
a protrombina. 
a) Albumina: atua no transporte de substâncias e impede o extravasamento do 
plasma para fora dos vasos 
b) Imunoglobulinas (anticorpos): atuam na imunidade (defesa) corporal. 
c) Fatores de coagulação: fator I (fibrinogênio), fator II (protrombina), fator III 
(tromboplastina), fator IV (cálcio), fator V, VI, VII, VIII, IX, X XI, XII 
d) Fatores inibidores da coagulação: heparina, fibrinosina 
 
 
 O plasma sem fibrinogênio é chamado de soro. 
 
 
3. Eletrólitos: regulam a quantidade de água dentro dos vasos, atuam na contração 
muscular e na transmissão dos impulsos nervosos. Os principais são: sódio, potássio, 
cálcio, magnésio e cloro. 
 
 
II – HEMATÓCRITO 
 
Corresponde a cerca de 45% do volume sanguíneo e é composto pelas células 
sanguíneas (eritrócitos, leucócitos e plaquetas). 
 
1. Eritrócitos (hemácias): são os glóbulos vermelhos, ricos em hemoglobina (proteína 
que se liga ao oxigênio). A função dos eritrócitos é o transporte de oxigênio para os 
tecidos. Os valores normais das hemácias vão de 4,5 a 6 milhões/mm3. O valornormal da hemoglobina varia de 12 a 16 g/dL de sangue. 
 
 
FORTES ESCOLA DE FORMAÇÃO TÉCNICA EM SAÚDE 
 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 13 
2. Leucócitos: são os glóbulos brancos que tem a função de defesa corporal. Seus 
valores normais vão de 4.500 a 13.500/mm3. Dividem-se em dois grandes grupos: 
 
a) Granulócitos são os neutrófilos, basófilos e eosinófilos. 
- Neutrófilos: fazem fagocitose de microrganismos 
- Basófilos: atuam nas alergias 
- Eosinófilos: atuam nas alergias e nas infestações por vermes 
 
b) Agranulócitos: são os monócitos e os linfócitos 
- Monócitos: transformam-se em macrófagos e fazem fagocitose de 
microrganismos e tecido morto 
- Linfócitos: produzem anticorpos específicos que defendem o corpo dos 
elementos estranhos 
 
3. Plaquetas (trombócitos): sua função principal é atuar nos processos de coagulação 
sanguínea. Seus valores normais vão de 150.000 a 400.000/mm3 
 
 
III – PROCESSO DE COAGULAÇÃO SANGUÍNEA (HEMOSTASIA) 
 
A coagulação sanguínea é a capacidade de o organismo interromper um sangramento. 
Consiste num processo de várias etapas: 
 
1. Vasoconstrição: contração do vaso sanguíneo rompido para reduzir o sangramento. 
2. Agregação plaquetária: união das plaquetas formando um tampão na parede do 
vaso. 
3. Ativação da cascata de coagulação: os fatores de coagulação vão um ativando o 
outro, até que a tromboplastina (fator III) transforma a protrombina (fator II) em 
trombina. 
4. Formação da fibrina: a trombina transforma o fibrinogênio (fator I) em fibrina. A fibrina 
se organiza formando uma rede. 
5. Deposição da rede de fibrina: a rede de fibrina mantém o tampão de plaquetas na 
parede do vaso, formando o trombo (coágulo) propriamente dito. 
 
- No sangue, também há fatores anticoagulantes, que inibem a coagulação. 
Os principais são: a heparina (inibe a formação da trombina e sua ação 
sobre o fibrinogênio) e a fibrinosina (destrói a fibrina). 
 
- Em condições normais, há um equilíbrio entre os fatores de coagulação e 
os anticoagulantes. 
 
 
IV – PRINCIPAIS ALTERAÇÕES NUMÉRICAS DOS ELEMENTOS DO SANGUE 
 
1. Anemia: redução dos níveis de hemoglobina, podendo vir ou não acompanhada da 
redução do número de hemácias. Causa distúrbio na oxigenação dos tecidos. 
2. Policitemia: aumento do número de hemácias. Torna o sangue mais viscoso, 
dificultando a sua circulação e facilitando a obstrução dos vasos sanguíneos. 
3. Leucopenia: redução do número de leucócitos. Favorece a ocorrência de infecções. 
 
FORTES ESCOLA DE FORMAÇÃO TÉCNICA EM SAÚDE 
 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 14 
OBS 
 
4. Leucocitose: aumento do número de leucócitos. Pode ser sinal de que há um 
processo inflamatório, infeccioso ou alérgico no corpo. 
5. Trombocitopenia (plaquetopenia): redução do número de plaquetas. Causa um 
distúrbio na coagulação do sangue, podendo provocar hemorragias. 
6. Trombocitose: aumento do número de plaquetas. Facilita a formação de coágulos, 
podendo obstruir vasos sanguíneos. 
 
 
 
O ferro é um dos elementos que compõe a molécula de hemoglobina. Por isso, a 
sua deficiência, provoca um tipo de anemia (anemia ferropriva). 
 
 
 
V – GRUPOS SANGUÍNEOS 
 
O sangue pode ser classificado de acordo com a presença ou não de aglutinogênios 
(proteínas especiais) nas suas hemácias e de aglutininas (anticorpos) no seu soro. 
 
1. Grupo ABO: classifica o sangue de acordo com a presença ou ausência dos 
aglutinogênios A e B. 
 
a) Tipo A: tem aglutinogênio A nas hemácias e aglutinina anti-B no soro 
b) Tipo B: tem aglutinogênio B nas hemácias e aglutinina anti-A no soro 
c) Tipo AB: tem aglutinogênios A e B nas hemácias e não tem aglutininas 
d) Tipo O: não tem aglutinogênios e tem aglutininas anti-A e anti-B 
 
2. Grupo Rh: classifica o sangue de acordo com a presença ou ausência do 
aglutinogênio Rh. 
 
a) Rh+ : tem aglutinogênio Rh nas hemácias e não tem aglutinina anti-Rh 
b) Rh-- : não tem aglutinogênio Rh nas hemácias e tem aglutinina anti-Rh 
 
 
 
 
 
 
 
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 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 15 
 
 SISTEMA VASCULAR 
 
O sistema vascular é formado por um conjunto de tubos 
fechados chamados de vasos sanguíneos. Há vasos sanguíneos de 
variados tamanhos, calibres (grande, médio e pequeno) e tipos. A 
função principal desse sistema é transportar o sangue para todas as 
regiões do corpo. 
 
 
I – CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS VASOS SANGUÍNEOS 
 
- Vasos de condução: apenas conduzem o sangue de um local do corpo para outro. 
São as artérias e arteríolas (ramos arteriais menores) e veias e vênulas (ramos 
venosos menores). 
- Vasos de nutrição: entram nos tecidos, levando o sangue com nutrientes até as 
células e removendo os metabólitos. São os capilares e o vasa vasorum (nutrem os 
vasos). 
 
 
II – GENERALIDADES SOBRE AS ARTÉRIAS 
 
São vasos elásticos, resistentes, pulsáteis, que sempre levam sangue do coração para 
algum outro local do corpo. As artérias podem ser de calibre grande, médio e pequeno e à 
medida que elas vão se afastando do coração, o calibre vai diminuindo. Suas ramificações 
menores são chamadas de arteríolas. Normalmente, as artérias são vasos profundos, estando 
assim mais protegidas. A artéria que comunica uma artéria com outra é chamada de artéria 
colateral. 
 
 
III – GENERALIDADES SOBRE AS VEIAS 
 
São vasos distensíveis, não-pulsáteis, que sempre trazem sangue de algum local do 
corpo de volta para o coração. As veias podem ser de calibre grande, médio e pequeno, e à 
medida que elas vão se aproximando do coração, o calibre vai aumentando. Suas ramificações 
menores são chamadas de vênulas. As veias podem ser profundas ou superficiais. A veia que 
liga uma veia superficial a uma veia profunda é chamada de veia perfurante. Normalmente, o 
sistema venoso profundo transporta maior parte do sangue de retorno ao coração (cerca de 
80%) enquanto que o sistema venoso superficial transporta uma média de 20% do retorno 
venoso. A maioria das veias apresenta em seu trajeto válvulas venosas que impedem o refluxo 
do sangue. 
 
OBS: Em média, para cada artéria, há duas veias correspondentes. 
 
IV – CIRCUITO DO SANGUE NO SISTEMA VASCULAR 
 
 
 ARTÉRIAS  ARTERÍOLAS  
  
 
CORAÇÃO CAPILARES DOS TECIDOS 
 
 
  VEIAS  VÊNULAS  
 
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 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 16 
 
V – CIRCUITO ARTERIAL – PRINCIPAIS ARTÉRIAS DO CORPO 
 
As artérias principais, que saem dos ventrículos são duas: o tronco da artéria pulmonar 
(sai do ventrículo direito) e a artéria aorta (sai do ventrículo esquerdo). 
 
1. Tronco da Artéria Pulmonar (Tronco Pulmonar): sai do ventrículo direito, levando 
sangue venoso para os pulmões. Sobe para o lado esquerdo e para trás, passando 
ao lado da artéria aorta ascendente. Próximo ao arco aórtico, o tronco da artéria 
pulmonar bifurca-se em dois ramos, formando a artéria pulmonar direita e esquerda 
que vão para os respectivos pulmões. Cada artéria pulmonar entra pela face medial 
do pulmão através do hilo pulmonar (raiz do pulmão). Dentro dos pulmões, cada 
artéria pulmonar ramifica-se em artérias menores (artérias lobares e segmentares), 
em arteríolas e em capilares que distribuem o sangue por todo o pulmão, onde 
sofrerá a hematose. 
 
2. Artéria Aorta: sai do ventrículo esquerdo, e ramifica-se por todo o corpo,com 
exceção dos pulmões, levando sangue arterial para os tecidos. Sobe à direita do 
tronco da artéria pulmonar, curva-se por cima dele inclinada para a esquerda, e desce 
por trás do coração. A aorta divide-se em 3 partes principais: aorta ascendente, arco 
da aorta e aorta descendente (que se subdivide em porção torácica e porção 
abdominal). 
 
a) Aorta Ascendente: dá origem às artérias coronária direita e esquerda, as quais se 
ramificam e irrigam todo o coração. 
 
b) Arco da Aorta: dá origem a três ramos principais que são a artéria braquiocefálica 
direita, a artéria carótida comum esquerda e a artéria subclávia esquerda. 
 
- Artéria braquiocefálica direita: bifurca-se em artéria carótida comum 
direita (que sobe, irrigando pescoço e cabeça) e em artéria subclávia 
direita (que se desloca para o lado direito do tórax, passa por baixo da 
clavícula direita, em direção ao membro superior direito, onde dará 
origem às suas artérias). 
- Artéria carótida comum esquerda: sobe, irrigando pescoço e cabeça 
juntamente com a artéria carótida comum direita. 
- Artéria subclávia esquerda: desloca-se para o lado esquerdo do tórax, 
passa por baixo da clavícula esquerda, em direção ao membro superior 
esquerdo, onde dará origem às suas artérias. 
 
 
Cada artéria subclávia, ao chegar à axila, é chamada de artéria axilar. Ao passar pela 
região do braço passa a ser chamada de artéria braquial. Logo abaixo do cotovelo, a artéria 
braquial divide-se em dois ramos: a artéria radial e a artéria ulnar. Essas duas artérias descem 
em direção à mão, formando o arco arterial palmar (rede de artérias menores da mão). 
 
c) Aorta Descendente: divide-se em duas porções que são a porção torácica e a 
porção abdominal. 
 
 
 
 
 
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 MÓDULO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 17 
VI – CIRCUITO VENOSO – PRINCIPAIS VEIAS DO CORPO 
 
As veias principais, que chegam aos átrios são sete: as 4 veias pulmonares (chegam ao 
átrio esquerdo), a veia coronária e as veias cavas superior e inferior (chegam ao átrio direito). 
 
 
1. Veias pulmonares: chegam ao átrio esquerdo trazendo sangue arterial dos pulmões. 
São quatro veias (de cada pulmão, saem dois). As veias pulmonares saem pela face 
medial do pulmão através do hilo pulmonar (raiz do pulmão). Essas veias são 
formadas pela união das veias segmentares dos pulmões que, por sua vez, vieram da 
união das vênulas e estas vieram dos capilares. 
2. Veias cardíacas: chega ao átrio direito trazendo sangue venoso do coração. 
3. Veia Cava Superior: chega ao átrio direito, trazendo sangue venoso da cabeça e 
pescoço, dos membros superiores e da parede torácica. 
4. Veias braquiocefálica: são formadas pela união das veias jugulares com as veias 
subclávias. As veias jugulares drenam o sangue venoso que vem da cabeça e 
pescoço. As veias subclávias drenam o sangue que vem dos membros superiores. 
Cada veia subclávia, ao chegar à região da axila, passa a ser chamada de veia axilar. 
A veia axilar é justamente formada pela união da veia braquial (profunda) com a veia 
basílica (superficial) que são veias do membro superior. A partir daí, temos dois 
sistemas venosos em cada membro superior: um profundo e um superficial. 
 
- O sistema venoso profundo do membro superior é formado pela veia braquial 
que se ramifica em veia radial e veia ulnar, as quais são continuações dos arcos 
venosos palmares. 
- O sistema venoso superficial do membro superior é formado pela veia cefálica 
(parte lateral de todo o membro superior), veia basílica (parte medial de todo o 
membro superior), veia mediana do cotovelo (comunica as veias cefálicas e 
basílica na região do cotovelo), veia mediana do antebraço e rede venosa dorsal 
da mão. 
 
5. Veia Cava Inferior: chega ao átrio direito, trazendo sangue venoso do abdome, pelve 
e membros inferiores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 CORAÇÃO 
 
 
O coração é um órgão oco, predominantemente muscular, que 
se situa dentro da caixa torácica, na região do mediastino médio, 
entre os dois pulmões. Tem o formato de um cone. Sua base (parte 
superior) está voltada para a direita e seu ápice (parte inferior) está 
voltado para a esquerda. Sua função principal é bombear o sangue 
recebido para todo o corpo. 
 
 
 
I – CAMADAS DO CORAÇÃO 
 
O coração é envolvido externamente por uma membrana serosa chamada de pericárdio. 
É formado por três camadas. São elas: 
 
 Epicárdio: camada externa 
 Miocárdio: camada média é a mais espessa de todas. Compõe o músculo cardíaco 
propriamente dito 
 Endocárdio: camada interna, que reveste as cavidades do coração. 
 
 
II – ESTRUTURA ANATÔMICA DO CORAÇÃO 
 
1. Cavidades do coração: o coração é composto por 4 cavidades: 2 átrios e 2 
ventrículos. 
 
- Átrios: são duas cavidades superiores, delgadas, que recebem o sangue que 
chega ao coração. No átrio direito (AD) desembocam a veia cava superior, a 
veia cava inferior e a veia coronária. No átrio esquerdo (AE), desembocam as 4 
veias pulmonares. 
- Ventrículos: são duas cavidades inferiores, robustas, que bombeiam o sangue 
para fora do coração. Do ventrículo direito (VD), sai o tronco da artéria 
pulmonar. Do ventrículo esquerdo (VE), sai a artéria aorta. 
 
 OBS: O sangue sempre chega ao coração através de veias e sempre sai 
do coração através de artérias. 
 
 
2. Septos: são paredes que separam as cavidades do coração. 
 
- Septo atrioventricular: separa os átrios dos ventrículos 
- Septo interatrial: separa o átrio direito do esquerdo 
- Septo interventricular: separa o ventrículo direito do esquerdo 
 
3. Valvas ou válvulas atrioventriculares: são lâminas que se situam entre átrios e 
ventrículos. Abrem-se permitindo que o sangue passe dos átrios para os ventrículos 
e, posteriormente, fecha-se impedindo que o sangue retorne dos ventrículos para os 
átrios. 
 
- Valva Tricúspide: possui 3 lâminas e situa-se entre o átrio e o ventrículo direito 
- Valva Bicúspide (Mitral): possui 2 lâminas e situa-se entre o átrio e ventrículo 
esquerdo 
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III – FISIOLOGIA CARDÍACA 
 
1. Ciclo cardíaco: é composto por dois períodos principais que são a diástole e a sístole. 
A diástole é o relaxamento do miocárdio para receber sangue. A sístole é a contração 
do miocárdio para impulsionar o sangue. A ordem em que esse ciclo se desenvolve é a 
seguinte: 
 
- Diástole atrial: relaxamento dos átrios que recebem o sangue que chega através 
das veias cava superior e inferior (átrio direito) e das veias pulmonares (átrio 
esquerdo). Durante a diástole atrial, as valvas tricúspide e mitral estão fechadas. 
Mas, no final dela, as valvas se abrem para permitir a passagem do sangue para 
os ventrículos. 
- Sístole atrial: contração dos átrios que impulsionam o sangue para dentro dos 
ventrículos. 
- Diástole ventricular: relaxamento dos ventrículos que recebem o sangue dos 
átrios. Essa fase ocorre ao mesmo tempo em que a sístole atrial, ou seja, 
enquanto os átrios contraem-se, impulsionando o sangue para dentro dos 
ventrículos, os ventrículos relaxam para receber esse sangue vindo dos átrios. Ao 
final da diástole ventricular, as valvas tricúspide e mitral se fecham para impedir 
que o refluxo de sangue para os átrios. 
- Sístole ventricular: contração dos ventrículos que impulsionam o sangue para a 
artéria pulmonar (ventrículo direito) e para a artéria aorta (ventrículo esquerdo).FORTES ESCOLA DE FORMAÇÃO TÉCNICA EM SAÚDE 
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OBS 
2. Sistemas de circulação sanguínea: existem dois sistemas de circulação do sangue 
que passa pelo coração. Esses dois sistemas normalmente não se comunicam. São 
eles: 
 
- Circulação Pulmonar (Pequena Circulação): nesse sistema, o sangue chega 
ao lado direito do coração, através da veia cava superior e inferior, e sai dele, 
através da artéria pulmonar, indo aos pulmões para receber oxigênio e deixar o 
gás carbônico. Essa troca gasosa é chamada de hematose. Após esta troca de 
gases, o sangue voltará para o lado esquerdo do coração através das quatro 
veias pulmonares. Assim, a função da circulação pulmonar é a hematose. 
- Circulação Sistêmica (Grande Circulação): nesse sistema, o sangue oxigenado 
chega ao lado esquerdo do coração, através das veias pulmonares, e sai dele, 
através da artéria aorta, indo para todo o corpo, levando oxigênio e removendo o 
gás carbônico e os metabólitos dos tecidos. Após esse processo, o sangue já 
pobre em oxigênio sai dos tecidos, retorna para o lado direito do coração através 
das veias cava superior e inferior. 
 
 
Sangue Venoso é aquele que é pobre em oxigênio e rico em gás carbônico. 
Sangue Arterial é aquele que é rico em oxigênio e pobre em gás carbônico. O 
sangue que passa pelo lado direito do coração é venoso e o sangue que passa 
pelo lado esquerdo é arterial. 
 
 
 
 
 
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IV – SISTEMA ELÉTRICO DO CORAÇÃO 
 
O coração é o único órgão do corpo que não é totalmente dependente do sistema 
nervoso para realizar a sua função. Isso ocorre porque o coração possui uma propriedade 
chamada de automatismo, ou seja, ele gera o próprio estímulo para a sua contração. O 
automatismo cardíaco deve-se à existência de um sistema elétrico no próprio coração, onde os 
estímulos elétricos são gerados e distribuídos. Os componentes desse sistema são: 
 
 Nó sinusal ou nó sino-atrial (nó SA): situa-se no átrio direito, próximo à veia cava 
superior. É o principal gerador dos estímulos elétricos, funcionando com um marca 
passo natural do coração. É o nó sinusal que gera o número de estímulos elétricos, 
determinando a frequência de batimentos cardíacos. 
 Feixes de Brachmann: são feixes que conduzem o estímulo elétrico para ambos os 
átrios. Ao receberem o estímulo, os átrios contraem. 
 Nó atrioventricular (nó AV): situa-se no final do septo interarterial. Recebe parte do 
estímulo elétrico gerado no nó SA e retarda a passagem desse estímulo para os 
ventrículos. Isso ocorre porque os ventrículos só podem contrair depois dos átrios. 
 Feixes de Hiss: são ramos do nó AV, levando parte do estímulo elétrico para o 
ventrículo direito e parte para o ventrículo esquerdo. 
 Fibras de Purkinje (fibras terminais): são ramificações que penetram na massa 
ventricular, distribuindo o estímulo por todas as regiões dos ventrículos. 
 
 
 
 
 
Frequência cardíaca (FC) é o número de batimentos de coração durante 1 
minuto. A FC média normal em adultos jovens varia entre 60 a 100 bpm 
(batimentos por minuto). 
 
 
 
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NOÇÕES GERAIS DE HISTOLOGIA 
 
 
A Histologia é a ciência que estuda os tecidos. Um tecido é composto de células que 
realizam uma função comum e também por uma matriz de substancia intercelular, ou seja, que 
fica entre as células. 
TIPOS DE TECIDOS 
Os diversos órgãos e estruturas do corpo são constituídos de uma variedade de tecidos, 
e existe semelhança entre eles, dessa forma esses tecidos são classificados em quatro tipos: 
tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso. 
1. TECIDO EPITELIAL 
O tecido epitelial reveste a superfície externa e 
interna do corpo humano, sendo, portanto um epitélio de 
proteção ou de revestimento, além disso, ele também 
forma glândulas, se constituindo no epitélio glandular ou de 
secreção. 
As células do tecido epitelial estão fortemente 
unidas e praticamente não existe substancia entre as 
células. 
É um tecido avascular, ou seja, não possui vasos sanguíneos, recebendo dessa forma os 
nutrientes por meio da difusão do tecido situado logo abaixo que é o tecido conjuntivo. 
As funções do tecido epitelial são: 
 Proteção 
 Absorção de substancias 
 Secreção de substancias 
 Percepção sensorial (sentidos) 
Como foi dito anteriormente, o tecido epitelial pode ser classificado em epitélio de 
revestimento e epitélio glandular: 
a) Epitélio de Revestimento – encontramos esse tipo de epitélio em pele, mucosa, 
serosa e endotélio. 
- Pele – reveste a superfície externa do corpo (epiderme); 
- Mucosa – reveste cavidades e canais do corpo que se abre para o exterior do 
corpo como ocorre no sistema digestivo, respiratório, urinário e genital; 
- Serosa – reveste a superfície externa de alguns órgãos e a superfície interna 
das cavidades fechadas do corpo, por exemplo: as pleuras revestem os 
pulmões e a cavidade torácica; peritônio que reveste a cavidade abdominal e o 
pericárdio que reveste o coração. 
- Endotélio - é o tipo de epitélio que reveste o interior dos vasos. 
b) Epitélio Ganglionar: As células desse tecido são especializadas em produzir e 
secretar substâncias, formando assim as glândulas. Essas glândulas podem ser 
classificadas quanto ao local onde a secreção é liberada e quanto ao tipo de 
secreção produzida. 
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Classificação quanto ao local de liberação da secreção: 
 Glândulas Exócrinas: são glândulas que possuem ductos que transportam a 
secreção produzida para seu exterior, seja para a superfície externa do corpo, para 
o interior de um órgão oco ou de uma cavidade. EX; glândulas sebáceas e 
sudoríparas. 
 Glândulas Endócrinas: são glândulas que não possuem ductos, liberando a sua 
secreção diretamente no sangue. As secreções desse tipo de glândula são 
chamadas de hormônios. EX: glândula Tireóide 
 Glândulas Mistas: são glândulas que apresentam as duas funções, ou seja, uma 
endócrina e outra exócrina. EX.: pâncreas (secreção endócrina é a insulina e a 
secreção exócrina é o suco pancreático). 
 
 
2. TECIDO CONJUNTIVO 
É constituído por células e fibras imersas em grande quantidade de substância líquida 
extracelular. É um tecido vascularizado e inervado. Pode ser classificado em: tecido conjuntivo 
propriamente dito, tecidos especiais (adiposo e hematopoiético) e tecido conjuntivo de 
sustentação (cartilaginoso e ósseo). 
Principais funções do tecido Conjuntivo: 
 
 Ligação entre tecidos e órgãos 
 Sustentação 
 Preenchimento de espaços entre tecidos 
 Transporte de substancias, cicatrização e defesa corporal. 
Composição do Tecido Conjuntivo: 
a) Células – são vários tipos de células como os fibroblastos (tecido conjuntivo 
propriamente dito) e células específicas (tecido conjuntivo especial). 
b) Fibras – são três tipos principais: 
 
- Colágenas: compostas por colágeno, uma proteína branca resistente. São 
fibras espessas que compõem os ossos, tendões e ligamentos. 
- Reticulares: compostas por uma proteína chamada de reticulina. São fibras de 
sustentação, compõem a estrutura interna de alguns órgãos. 
- Elásticas: compostas por elastina que é uma proteína elástica. Faz parte da 
pele, grandes vasos. 
Classificação do Tecido Conjuntivo: 
 Tecido Conjuntivo PropriamenteDito 
a) Tecido conjuntivo denso (fibroso) – possui poucas 
células e grande quantidade de fibras colágenas, 
tornando o tecido mais resistente. Forma as 
cápsulas que envolvem as vísceras e articulações, 
forma os tendões. 
b) Tecido conjuntivo frouxo – possui grande 
quantidade de células e poucas fibras. 
c) Tecido elástico – possui poucas células e grande 
quantidade de fibras elásticas. 
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 Tecido Conjuntivo Especial 
a) Tecido adiposo: suas células armazenam gordura, são os adipócitos. Localizam-se 
abaixo da pele podendo ser chamado de subcutâneo, está ligada a hipoderme (3ª 
camada da pele). Distribui-se preferencialmente no abdome, nádegas, axilas, coxa, 
palmas das mãos e planta dos pés. 
As principais funções do tecido adiposo são: 
 
 Reservatório energético 
 Proteção térmica e mecânica 
 Preenchimento dos espaços vazios 
 
 
 Tecido Conjuntivo Hematopoiético 
 
Também chamado de tecido reticular, é o tecido responsável pela produção das células 
do sangue e do sistema linfático. Pode ser classificado em mielóide e linfóide. 
 
a) Mielóide: se encontra na medula óssea vermelha que se localiza dentro do canal 
medular dos ossos. Produz eritrócitos, alguns tipos de leucócitos (neutrófilos, 
basófilos e eosinófilos) e plaquetas. 
 
b) Linfóide: encontra-se nos órgãos linfóides (tonsilas palatinas, baço e timo) e nos 
diversos linfonodos que estão espalhados pelo corpo. Produz alguns tipos de 
leucócitos (monócitos e linfócitos). 
 
 
 Tecido Conjuntivo de Sustentação 
 
São tecidos mais rígidos que servem de apóio para outros tecidos do corpo. São os 
tecidos cartilaginoso e ósseo. 
 
a) Cartilaginoso: é um tecido flexível que não possui vasos nem nervos e com pequena 
capacidade de regeneração. 
b) Ósseo: é um tecido rígido que possui vasos e nervos e com boa capacidade de 
regeneração. 
 
 
3. TECIDO MUSCULAR 
 
É formado por células especializadas chamadas de miócitos ou fibras musculares que 
possuem uma importante propriedade que é a contratilidade. A contratilidade é a capacidade 
das fibras musculares se encurtarem produzindo movimento. 
As fibras musculares podem ser de três tipos: 
 
a) Fibra muscular lisa: não possui estrias transversais. 
Sua contração é lenta e involuntária. Constitui as 
vísceras, vasos sanguíneos, brônquios e bronquíolos. 
b) Fibra muscular estriada: possui estrias transversais. 
Sua contração pode ser lenta ou rápida e é 
voluntária. Constitui os músculos que estão fixados 
no esqueleto. 
c) Fibra muscular estriada cardíaca: possui estrias. Sua 
contração pode ser lenta ou rápida e é involuntária. 
Constitui a camada muscular do coração (miocárdio). 
 
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OBS 
4. TECIDO NERVOSO 
 
É formado por células especializadas que são responsáveis por gerar, transmitir e 
receber estímulos elétricos. Essas células têm capacidade limitada de regeneração e 
reprodução. Esse tipo celular é composto por dois principais tipos de células: 
 
a) Células gliais ou neuroglias: encontradas no 
sistema nervoso central. Tem a função de 
sustentar, nutrir e reparar os neurônios. 
b) Neurônios: são as principais células desse 
tecido. Captam, processam, armazenam e 
geram informações em forma de estímulos 
elétricos. É através desses impulsos elétricos 
que os neurônios se comunicam com os outros 
neurônios e comandam as funções de outros 
tecidos do corpo. A estrutura de um neurônio é 
a seguinte: 
 
- Pericário ou corpo celular: é a parte central do neurônio onde são gerados 
os estímulos elétricos. 
 
- Axônio: é o único prolongamento que sai do corpo celular e conduz os 
impulsos elétricos para outros neurônios ou outras células. Suas ramificações 
finais são chamadas de telodendros. 
 
- Dendritos: são diversos prolongamentos curtos que captam os impulsos 
elétricos vindos de outros neurônios. 
 
 
 
A comunicação entre os neurônios é chamada de sinapse. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SISTEMA TEGUMENTAR 
 
 
O sistema tegumentar é constituído pela pele e seus anexos. 
 
 
Principais Funções do Sistema Tegumentar 
 
 Revestimento de toda a superfície corporal; 
 Manutenção do equilíbrio da temperatura corporal 
 Absorção de substâncias 
 Excreção de substâncias tóxicas 
 Sensibilidade a dor, as variações de temperatura. 
 Armazenamento de gordura 
 Produção de vitamina D a partir da absorção dos raios ultravioletas do sol 
 
 
Anatomia da pele 
 
A pele é o órgão mais extenso do corpo, correspondendo a cerca de 16% do peso 
corporal total. Apresenta algumas propriedades como o turgor (volume normal) e a elasticidade, 
que tendem a diminuir com o envelhecimento. A pele reveste toda a superfície do corpo e é 
composta por duas camadas principais: epiderme e derme. 
 
1. Epiderme: é a camada mais superficial, fina, porosa e é formada por tecido epitelial. 
Não possuem capilares, recebendo os nutrientes da derme através de difusão, sendo 
subdividida em cinco camadas. 
 
- Córnea: camada mais superficial, rica em queratina; 
- Lúcida: 2ª camada, fina e brilhante; 
- Granulosa: 3ª camada, essa camada impede a perda excessiva de água; 
- Espinhosa: 4ª camada tem prolongamentos semelhantes a espinhos; 
- Basal: camada mais profunda, responsável pela renovação da epiderme. Nela 
encontramos os melanócitos 
 
 
2. Derme: está abaixo da epiderme, mais espessa e flexível, formada por tecido 
conjuntivo denso. Possui rede de capilares e terminações nervosas. 
 
3. Tecido Subcutâneo ou Hipoderme: é a 3ª camada da pele, encontra-se abaixo da 
derme. Rica em tecido adiposo, nervos, vasos sanguíneos e vasos linfáticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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III – ANEXOS DA PELE 
 
Os anexos da pele são unhas, pêlos, glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas. 
 
 Unhas: são achatadas, elásticas. Cada unha tem uma parte proximal implantada 
sob a pele chamada de raiz e uma larga lâmina distal chamada de corpo. As unhas 
têm função de proteção. 
 Pêlos: são filamentos alongados presentes em quase toda a superfície do corpo. Os 
pêlos têm função de proteção e ajudam na manutenção da temperatura corporal. 
 Glândulas Sudoríparas: são encontradas em quase todo o corpo e situam-se na 
derme ou na hipoderme. Sua função é de secretar o suor, onde eliminamos água, 
sais minerais e toxinas. O suor é produzido pelas glândulas e é transportado por 
ductos até o meio externo, saindo pelos poros. Nas axilas e genitália, o suor tem um 
odor mais intenso. A eliminação do suor é chamada de transpiração. A transpiração 
serve principalmente para manter o equilíbrio térmico e hidroeletrolítico. 
 Glândulas Sebáceas: são encontradas em quase todo o corpo, inclusive no couro 
cabeludo, localizando-se na derme ou hipoderme. Sua função é a secreção do sebo, 
uma substância que protege e mantém a oleosidade e elasticidade da pele e pêlos. 
Na genitália o sebo é produzido e tem um odor característico e é chamado de 
esmegma. 
 Glândulas ceruminosas: são glândulas sebáceas especiais, existentes no conduto 
auditivo externo, que secretam o cerume. O cerume protege o ouvido contra a 
entrada de partículas estranhas e contra a poluição sonora.FORTES ESCOLA DE FORMAÇÃO TÉCNICA EM SAÚDE 
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SISTEMA ESQUELÉTICO (ESQUELETO) 
 
 
O sistema esquelético ou esqueleto é constituído por um conjunto de ossos unidos entre 
si. O esqueleto humano consiste de 206 ossos. Os ossos podem ser agrupados no esqueleto 
axial e no esqueleto apendicular. 
 
Esqueleto Axial: Consiste dos ossos que formam a cabeça, a coluna vertebral e o tórax. 
Esta porção do esqueleto forma o eixo principal de suporte do corpo e protege o sistema 
nervoso central e os órgãos do tórax. 
 
Esqueleto Apendicular: Inclui os ossos dos membros superiores e inferiores e os ossos 
pelos quais esses membros se articulam com o esqueleto axial – isto é, cintura escapular e 
cintura pélvica. 
 
Funções do Esqueleto 
 
 Proteção de órgãos 
 Sustentação e conformação do corpo 
 Local de armazenamento de cálcio e potássio 
 Sistema de alavanca para os músculos desempenharem os movimentos 
musculares. 
 Apoio para tecidos 
 Síntese do sangue. 
 
Tipos de Ossos Quanto à Forma 
 
a) Ossos longos: possuem o comprimento mais desenvolvido do que a largura e a 
espessura. EX: fêmur, úmero, tíbia, rádio, ulna, clavícula. 
b) Ossos curtos: possuem comprimento, largura e espessura semelhantes, dando ao 
osso um formato de cubo. EX: ossos do carpo e do tarso. 
c) Ossos planos ou chatos: são ossos aplanados, de espessura reduzida. EX: ossos do 
crânio, esterno. 
d) Ossos pneumáticos ou cavitários: possuem cavidades preenchidas por ar. EX: frontal 
e etmóide. 
e) Ossos irregulares: não têm uma forma única, definida. EX: vértebra e ilíaco. 
 
 
Organização Estrutural dos Ossos 
 
a) Periósteo: membrana que reveste todo o osso externamente 
b) Tecido ósseo compacto: tecido liso e resistente. Forma a camada externa dos ossos 
c) Tecido ósseo esponjoso: tecido poroso e flexível. Forma a parte interna das epífises 
(extremidades ósseas) e do canal medular. 
d) Canal medular: canal central do osso que aloja a medula óssea amarela e vermelha 
e) Endósteo: membrana que reveste o osso internamente, no canal medular. 
f) Medula óssea vermelha: produz todas as células sanguíneas, exceto os linfócitos. 
g) Canais de Havers e de Volkmann: os de Havers são longitudinais e os de Volkmann 
são transversais, ambos atravessam o osso e servem de passagem para vasos e 
nervos. 
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ANATOMIA DOS OSSOS LONGOS 
 
Os ossos longos são compostos por uma parte central e 
duas extremidades. A parte central é a diáfise e as 
extremidades são as epífises. 
 
- Diáfise: é o corpo do osso, formando uma camada 
externa de tecido ósseo compacto. Sua parte interna 
é composta por tecido ósseo esponjoso e é oca, 
formando o canal medular. 
 
- Epífise: são as duas extremidades dos ossos 
longos. Cada epífise é formada por uma camada 
externa, fina de tecido ósseo compacto e a parte 
interna é formada por tecido ósseo esponjoso. Suas 
superfícies são revestidas por cartilagem articular. 
 
 
 
OSSOS DA CABEÇA: formam um total de 28 ossos. 
 
A cabeça óssea é composta por 28 ossos, 11 dos quais são pares. Com exceção da 
mandíbula (maxilar inferior) e três pequenos ossos da cavidade da orelha média. São 8 ossos 
do crânio, 14 ossos na face e 6 ossículos no ouvido. Os ossos da cabeça de um adulto estão 
unidos firmemente através de articulações imóveis chamadas de suturas. No RN e ainda por 
alguns anos, a criança apresenta essas suturas ainda preenchidas por tecido conjuntivo fibroso, 
tal forma que os ossos são capazes de fazer certos movimentos. Essa flexibilidade permite à 
cabeça estreitar durante o nascimento por conta dos ossos dessa região recobrir parcialmente 
uns aos outros quando o feto fica sujeito à pressão do canal do parto. Em alguns pontos de 
união de duas ou mais suturas há áreas membranosas, fibrosas chamadas de fontanelas. 
 
 
2. Ossos do Crânio ( 8 ): unem-se formando a caixa craniana que protege o encéfalo. 
 
a) Frontal: é um osso ímpar que forma a região ântero-superior do crânio. Forma a 
fronte (“testa”) e o teto das cavidades orbitárias. Apresenta cavidades internas 
preenchidas por ar (seios frontais) que se comunica com as fossas nasais. 
b) Parietais: são dois e formam a maior parte da cavidade craniana. Os parietais se 
encontram na linha mediana formando a sutura sagital. Eles formam a sutura 
coronária que atravessa o alto do crânio, onde eles se encontram na linha mediana 
formando a sutura sagital. Eles formam a sutura coronária que atravessa o alto do 
crânio, onde eles se encontram com o osso frontal. Na parte posterior se encontra 
com o occipital formando a sutura lambdóide. 
No crânio de uma criança nova, encontramos exatamente nas suturas dos parietais a 
fontanela anterior (frontal ou bregmática), localizada na união das suturas sagital e coronária. A 
fontanela posterior (occipital ou lambdóide) está localizada na união das suturas sagital e 
lambdóide. 
c) Occipital: é um osso ímpar e forma a porção póstero-inferior do crânio e a porção 
inferior da base da cavidade craniana. Na sua base, encontramos sua característica 
mais marcante que é o forame magno, por onde passa a medula espinhal. Possui 
dois côndilos ao lado do forame magno, que se articula com a 1ª vértebra cervical. 
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d) Etmóide: está situado no meio do assoalho da fossa craniana, onde ele forma a maior 
parte das paredes da porção superior da cavidade nasal. 
e) Temporais: formam a parede lateral-superior do crânio. 
f) Esfenoide: está situado na base do crânio e tem o formato de um morcego de asas 
abertas. Possui duas asas maiores e duas menores que formam a parede posterior 
das cavidades orbiculares. 
 
 
3. Ossos da Face (14): formam a maior parte do esqueleto da face e são: 
 
a) Maxilas (2): os ossos maxilares formam a porção central do esqueleto facial. Com 
exceção da mandíbula, todos os ossos da face se articulam com as maxilas. Cada 
maxila participa da formação do teto da boca, do assoalho e das paredes laterais da 
cavidade do nariz, e do assoalho da órbita. Unidos ajudam a formar a arcada dentária 
superior. 
b) Zigomáticos (2): são também conhecidos como malares, formam as proeminências da 
face através das articulações com as maxilas e com os temporais. 
c) Nasais (2): são dois pequenos ossos que se encontram na linha mediana da face para 
formar o dorso do nariz. 
d) Concha nasal (2): formam a parede lateral-inferior da cavidade nasal. 
e) Vômer (1): situa-se na região mediana do nariz, forma a parte óssea do septo nasal. 
f) Mandíbula (1): O esqueleto facial é completado pela mandíbula, que forma a maxila 
inferior. Forma inclusive a arcada dentária inferior. Possui côndilos que se articulam 
com os temporais formando uma articulação móvel (ATM). 
g) Palatino (2): unem-se formando uma parte do teto da boca (palato duro). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. Ossículos do Ouvido (6): Comunica-se com os ossos temporais formando o ouvido 
médio. São ossos que se comunicam entre si e se movimentamao receberem as vibrações 
sonoras dos tímpanos, transmitindo-se para a cóclea. 
 
a. Martelo (2): está ligado ao tímpano 
b. Bigorna (2): está entre o martelo e o estribo 
c. Estribo (2): está em contato direto com a cóclea. 
 
 
5. Ossos do Pescoço: apresenta um osso. 
 
O pescoço é formado pela região cervical da coluna vertebral e por um osso chamado de 
hióide. 
 
a) Hioide: tem o formato de “U” e é o único osso do corpo que não se articula com 
nenhum outro osso, estando suspenso apenas por músculos e ligamentos. Localiza-se 
na parte anterior do pescoço, logo abaixo da mandíbula e à frente da faringe. 
 
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6. Coluna Vertebral: Apresenta um total de 26 ossos. 
 
A coluna vertebral é o eixo de sustentação do corpo. É composta por 33 vértebras 
empilhadas, sendo que em cada região da coluna, as vértebras estão unidas formando apenas 
um osso em cada uma delas, totalizando dessa forma 26 ossos. 
 
Regiões da Coluna vertebral: são cinco regiões que se dividem conforme a região do 
corpo na qual as vértebras se encontrem. 
 
a) Região cervical: 7 vértebras ( C1 a C7). As 1ª e 2ª vértebras cervicais são vértebras 
especiais chamadas de Atlas (C1) e áxis (C2). 
b) Região Torácica ou Dorsal: 12 vértebras (T1 a T12). 
c) Região Lombar: 5 vértebras ( L1 a L5 ). 
d) Região Sacral: 5 vértebras unidas, formando um único osso chamado sacro ( S1 a 
S5 ). 
e) Região Coccígea: 4 vértebras unidas, formando um único osso chamado cóccix. 
 
 
 
 
 
 
Curvaturas da Coluna Vertebral 
 
Quando examinada de perfil, a coluna vertebral é normalmente reta, sem qualquer 
curvatura. Caso ocorra uma curvatura lombar anterior excessiva, chamamos de lordose. Se a 
curvatura torácica posterior é excessiva, chamamos de cifose. Mas se ocorrer uma curvatura 
lateral, fala-se em escoliose. 
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Funções da Coluna Vertebral 
 
A coluna vertebral é o principal eixo de sustentação do corpo, promovendo fixação para a 
cabeça, tórax e para a cintura pélvica. Ela protege a medula espinhal enquanto dispõem de 
aberturas entre vértebras adjacentes para a passagem dos nervos espinhais. 
 
 
Características de uma Vértebra 
 
Cada vértebra é composta de duas partes principais: corpo e arco vertebral. O corpo é a 
parte anterior da vértebra, o arco vertebral é a parte posterior. Na extremidade posterior do arco 
vertebral, há uma proeminência chamada de processo ou apófise espinhosa. Entre o corpo e o 
arco vertebral, está um orifício, o forame vertebral. A união dos forames vertebrais forma o canal 
vertebral por onde passa a medula espinhal. 
 
 
OBS: a vértebra Atlas ( C1 ) não possui corpo e a vértebra áxis ( C2 ) possui um 
“dente” chamado de apófise odontóide através do qual essas duas vértebras 
se articulam. 
 
 
 
7. Caixa Torácica: tem um total de 25 ossos. 
 
A caixa torácica protege as vísceras que estão nessa região. É formada pelo esterno, 
costelas e vértebras da região torácica da coluna vertebral. 
 
a) Esterno: é um osso achatado e alongado que forma a porção mediana da parede 
anterior do tórax. É composto por três partes: manúbrio, corpo e o processo xifoide. 
 O manúbrio se localiza na parte superior e se articula com cada clavícula e suas 
partes laterais se articulam com as primeiras e segundas costelas. O corpo se articula 
com as segundas até as sétimas costelas. O processo xifóide não se articula com 
nenhuma costela. Ele serve como fixação de diversos ligamentos e músculos. 
b) Costelas: são em 24 e apresentam um formato de arco, estando dispostas aos pares, 
ou seja, tem-se 12 pares de costelas que formam o contorno do tórax. Na região 
posterior, as costelas se articulam com as 12 vértebras da região torácica. Na frente, 
as costelas se articulam com o esterno. Estão assim divididas: 
 
- Costelas Verdadeiras: do 1º ao 7° par, se articulam diretamente com o 
esterno. 
 
- Costelas Falsas: do 8° ao 12° par, não se articulam ao esterno. As costelas do 
8° ao 10° par se articulam ao esterno através de uma única cartilagem costal. 
As costelas do 11° e 12° par não se articulam ao esterno, sendo chamadas de 
costelas flutuantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Ossos dos Membros Superiores: formam um total de 64 ossos. 
 
O esqueleto do membro superior inclui os ossos da cintura escapular (escápula e 
clavícula), braço (úmero), antebraço (rádio e ulna) e da mão (ossos do carpo, metacarpianos e 
falanges). 
 
 Escápula: são dois ossos, triangulares, que formam a parte posterior da cintura 
escapular. Articula-se com o úmero no braço. Possui uma extremidade chamada de 
acrômio que em enfermagem tomamos como referência para sustentar o músculo 
deltóide e administrar medicações intramusculares. 
 Clavícula: são dois ossos em forma de S que servem como uma alavanca para a 
escápula. Articula-se com o esterno e com o acrômio. 
 Úmero: É um osso longo, sendo o maior do braço. Articula-se com o rádio e a ulna 
no antebraço. 
 Rádio: osso longo que se situa na parte lateral do braço, encontra-se lateralmente à 
ulna. 
 Ulna: osso longo que se situa na parte medial do antebraço. 
 Ossos do Carpo: são ossos curtos que formam o esqueleto da mão, são em 16 
ossos. 
 Metacarpianos: ossos que formam o metacarpo que também pertencem ao 
esqueleto da mão são em 10. 
 Falanges: ossos curtos que formam os quirodáctilos. Elas podem ser proximais, 
médias e distais, são em 28 e fazem parte do esqueleto da mão. 
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Ossos dos Membros Inferiores 
 
 O esqueleto dos membros inferiores constitui 
da cintura pélvica (ílio, sacro e cóccix), coxa (fêmur), 
joelho (patela), ossos da perna (tíbia e fíbula) e do pé 
(ossos do tarso, metatarsianos e falanges). 
 
 Cintura pélvica: é um osso formado pela 
união dos ilíacos, sacro e cóccix. 
 
- Ilíaco: osso irregular que se divide em 
três partes (ílio, ísquio e púbis). 
- Ísquio: parte posterior do ilíaco 
- Púbis: parte anterior do ílio. 
 
 Fêmur: são dois, e é o maior osso do 
corpo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ARTICULAÇÕES 
 
 
Articulação é a união funcional de um ou mais ossos do esqueleto. As principais funções 
das articulações são: manter a estabilidade dos ossos e movimentação dos segmentos 
corporais, apesar de algumas delas serem imóveis. 
 
 
 I – TIPOS DE ARTICULAÇÕES QUANTO AO MOVIMENTO 
 
Em relação ao movimento que realizam, as articulações podem ser classificadas em 3 
tipos principais: sinartroses (junturas fibrosas), anfiartroses (junturas cartilaginosas) e diartroses 
(junturas sinoviais). 
 
1. Sinartroses (junturas fibrosas): nelas, os ossos estão em diretamente unidos. São 
imóveis. Ex: suturas cranianas e faciais (articulações que unem os ossos do crânio e 
da face) 
2. Anfiartroses (junturas cartilaginosas):nelas, os ossos estão unidos através de 
uma cartilagem. São semimóveis. Ex: sínfise púbica (articulação que une os ilíacos 
na região do púbis), articulações intervertebrais. 
3. Diartroses (junturas sinoviais): possuem uma estrutura mais complexa (que será 
apresentada logo adiante). São amplamente móveis e incluem a maioria das 
articulações do corpo. Ex: ombro, quadril, cotovelo. 
 
 
 
II – ESTRUTURA DE UMA ARTICULAÇÃO DO TIPO DIARTROSE 
 
A articulação do tipo diartrose possui ampla movimentação devido a uma estrutura mais 
complexa. Os elementos que a compõem são: superfícies articulares, cartilagem articular, 
cápsula articular, membrana sinovial (sinóvia), ligamentos e músculos. 
 
1. Superfícies articulares: são as extremidades dos ossos que estão em contato. 
2. Cartilagem articular: reveste as superfícies articulares, impedindo o atrito direto de 
um osso com o outro. 
3. Cápsula articular: membrana fibrosa que envolve os ossos da articulação 
externamente. 
4. Membrana sinovial (sinóvia): membrana fina que reveste a parte interna da 
cápsula. Produz o líquido sinovial, que nutre e lubrifica a cartilagem articular. 
5. Ligamentos: são feixes de tecido conjuntivo fibroso que ligam os ossos uns aos 
outros, estabilizando-os fortemente. 
6. Músculos: são estruturas que promovem o deslocamento de um osso em relação ao 
outro. 
 
 
 
 
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III – FATORES QUE FACILITAM O MOVIMENTO ARTICULAR 
 
 Integridade óssea 
 Congruência articular: é o encaixe adequado das superfícies articulares, dá 
estabilidade à articulação. 
 Lubrificação adequada, diminuindo o atrito e o desgaste da cartilagem. 
 Ação dos músculos agonistas (músculos que realizam o movimento) 
 
 
 
IV – FATORES QUE LIMITAM O MOVIMENTO ARTICULAR 
 
 Reforço da cápsula articular 
 Ação dos ligamentos 
 
 
 
V – PRINCIPAIS MOVIMENTOS ARTICULARES 
 
 
1. Flexão: aproximação entre os segmentos articulares 
2. Extensão: afastamento entre os segmentos articulares 
3. Adução: aproximação do segmento em direção à linha mediana do corpo 
4. Abdução: afastamento do segmento da linha mediana do corpo 
5. Rotação medial ou interna: rotação do segmento articular para dentro 
6. Rotação lateral ou externa: rotação do segmento articular para fora 
7. Supinação: movimentação da palma da mão ou planta do pé para cima 
8. Pronação: movimentação da palma da mão ou planta do pé para baixo 
9. Inversão: combinação dos movimentos de adução e supinação 
10. Eversão: combinação dos movimentos de abdução e pronação 
11. Elevação: deslocamento do segmento articular para cima 
12. Depressão: deslocamento do segmento articular para baixo 
 
 
 
 
 
 
 
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SISTEMA MUSCULAR 
 
 
O sistema muscular é formado por um conjunto de massas vermelhas chamadas de 
músculos. Os músculos são formados por muitos miócitos (fibras musculares). As principais 
funções dos músculos são: 
 
 Movimentação do esqueleto, da pele e de outras estruturas corporais (vísceras, 
esfíncteres). 
 Manutenção da postura corporal 
 Manutenção do equilíbrio térmico 
 
 
I – CLASSIFICAÇÃO DOS MÚSCULOS QUANTO AO TIPO DE FIBRA 
 
1. Músculo liso: suas fibras não apresentam estrias. Sua contração é lenta e regulada 
pelo sistema nervoso autônomo, portanto, é involuntária. Constitui, principalmente, as 
vísceras ocas (útero, bexiga, tubo digestivo), os vasos sanguíneos, os brônquios e 
bronquíolos. 
2. Músculo estriado cardíaco: suas fibras são estriadas. Sua contração é variável e 
involuntária e é controlada parcialmente pelo sistema nervoso autônomo. Constitui a 
camada muscular do coração (miocárdio). 
3. Músculo estriado esquelético: possui estrias transversais. Sua contração pode ser 
lenta ou rápida, é controlada pelo sistema nervoso somático, portanto, é voluntária. 
Constitui os músculos que estão fixados no esqueleto. 
 
 
II – PRINCIPAIS PROPRIEDADES DOS MÚSCULOS 
 
1. Excitabilidade: propriedade do músculo em responder a estímulos. Normalmente, os 
músculos respondem a estímulos elétricos, químicos, térmicos e mecânicos. 
2. Contratilidade: propriedade do músculo se encurtar em resposta a um estímulo. 
Mesmo estando em repouso, todo músculo apresenta certo grau de contração reflexa 
chamada de tônus muscular. 
3. Elasticidade: propriedade do músculo se deformar e voltar a sua condição original. É 
por essa propriedade que os músculos podem contrair alongar e, depois, relaxar. 
 
 
III – COMPOSIÇÃO MUSCULAR 
 
Os músculos são compostos por substâncias importantes para o seu funcionamento 
adequado. As principais são: água, proteínas, íons e glicogênio. 
 
 Proteínas: actina e miosina (proteínas responsáveis pela contração muscular) e 
mioglobina (proteína responsável pelo transporte de oxigênio) 
 Íons: os principais são o cálcio e potássio, importantes para a contração muscular. 
 Glicogênio: polímero da glicose que serve como fonte de energia para a contração 
muscular 
 
 
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OBS 
IV – ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DE UM MÚSCULO ESQUELÉTICO 
 
 Sarcômeros: menores unidades funcionais de um músculo. São formados por 
filamentos de actina e miosina (proteínas contráteis). 
 Miofibrilas: conjunto de sarcômeros. 
 Fibras musculares (miócitos): conjunto de miofibrilas. Cada fibra é envolvida por 
uma membrana de tecido conjuntivo chamada de endomísio. As fibras de um músculo 
são inervadas por neurônios motores formando as unidades motoras. Quando o 
estímulo elétrico chega às unidades motoras, provoca a contração muscular. 
 Fascículos: conjunto de fibras musculares. Cada fascículo é envolvido por uma 
membrana de tecido conjuntivo chamada de perimísio 
 Músculo propriamente dito: conjunto de fascículos. Cada músculo é envolvido por 
uma por uma membrana de tecido conjuntivo chamada de epimísio. 
 
Os grupos musculares são envolvidos externamente por uma membrana de 
tecido fibroso chamada de fáscia. 
 
 
V – PARTES DE UM MÚSCULO ESQUELÉTICO 
 
Cada músculo esquelético divide-se em ventre e tendões. 
 
 Ventre: é a parte central do músculo onde estão as fibras. É o ventre que se contrai, 
provocando o movimento. 
 Tendões: são as extremidades que fixam o músculo nos ossos. Não se contraem, 
são formados por tecido conjuntivo fibroso, sendo bastante resistentes. 
 
 
VI – TRABALHO MUSCULAR 
 
Toda contração muscular gera trabalho e, consequentemente, energia. Cerca de 30% do 
trabalho muscular é transformado em movimento (energia mecânica). Os 70% restantes do 
trabalho são transformados em calor (energia térmica). É o calor produzido pelo trabalho 
muscular e das vísceras que mantém a temperaturacorporal 
 
 
VIII – PRINCIPAIS MÚSCULOS E GRUPOS MUSCULARES 
 
1. Músculos da cabeça: os músculos da cabeça revestem o couro cabeludo, atuam na 
expressão facial e na mastigação. São eles: 
 
- Músculos do couro cabeludo: occipitofrontal e temporoparietal. 
- Músculos mímicos (expressão facial): são músculos cutâneos, que 
movimentam a pele. Os principais são: corrugador, orbicular do olho, nasal, 
risório , orbicular da boca. 
- Músculos da mastigação: temporal, masseter, pterigóideo e bucinador. 
 
2. Músculos do pescoço: 
 
- Esternocleidoccipitomastóideo (ECOM): situa-se na região lateral do pescoço. 
Faz flexão e rotação da cabeça. 
- Escalenos: situam-se na parte anterolateral do pescoço. Fazem flexão da 
cabeça. 
- Hióideos: situam-se na parte anterior do pescoço. Atuam na deglutição (ato de 
engolir) 
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3. Músculos da parte anterior do tronco: 
 
- Peitorais: situam-se na parede anterior do tórax. Fazem a adução do ombro. 
- Abdominais: os músculos retos abdominais formam a parede anterior do 
abdome e fazem à flexão do tronco; os músculos oblíquos formam a parede 
lateral do abdome e fazem a rotação do tronco. 
 
 
4. Músculos da parte posterior do tronco: 
 
- Trapézio: situa-se na parte superior do dorso. Possui três porções (superior, 
média e inferior). Faz a elevação, adução e depressão da escápula. 
- Eretores espinhais: situam-se na coluna vertebral. Mantêm a coluna em 
extensão (ereta). 
- Grande dorsal: situa-se na parte inferior-lateral do dorso. Faz a extensão do 
ombro. 
 
 
5. Músculos da respiração: 
 
- Intercostais: situam-se entre as costelas. Expandem a caixa torácica. 
- Diafragma: situa-se entre o tórax e o abdome, separando essas duas cavidades. 
Expande a caixa torácica. 
 
 
6. Músculos dos MMSS: 
 
- Deltóide: forma todo o contorno do ombro. Possui três porções (anterior lateral e 
posterior). Faz a flexão, abdução e extensão do ombro. 
- Tríceps braquial: situa-se na parte posterior do braço. Faz a extensão do 
cotovelo 
- Bíceps braquial: situa-se na parte anterior do braço. Faz a flexão do cotovelo e a 
supinação do antebraço. 
- Pronadores: situam-se na parte anterior do antebraço. Fazem a pronação do 
antebraço. 
 
 
7. Músculos dos MMII: 
 
- Glúteo: situa-se na parte posterior e lateral do quadril. É formado por três 
músculos: glúteo maior, glúteo menor e glúteo médio. Os glúteos maiores e 
menor situam-se na parte posterior e fazem a extensão do quadril. O glúteo 
médio situa-se na parte lateral e faz a abdução do quadril. 
- Adutores: situam-se na parte medial da coxa. É formado por cinco músculos: 
adutor magno, adutor curto, adutor longo, pectíneo e grácil. Fazem a adução do 
quadril. 
- Quadríceps femoral: situa-se na parte anterior da coxa. É formado por quatro 
músculos: reto femoral, vasto lateral, vasto intermédio e vasto medial. Fazem à 
extensão do joelho. 
- Bíceps femoral: situa-se na parte posterior da coxa. É formado por dois 
músculos: semi-tendinoso e semi-membranoso. Fazem à flexão do joelho. 
- Tríceps sural: situa-se na parte posterior da perna. É formado por três músculos: 
gêmeo externo, sóleo e gêmeo interno. Faz a flexão plantar do tornozelo. 
 
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SISTEMA LINFÁTICO 
 
 
O sistema linfático é um sistema auxiliar de drenagem, ajudando o sistema venoso na 
remoção dos metabólitos e líquidos teciduais, além de atuar nos processos de defesa do corpo. 
São formados por uma rede vascular linfática, linfa, nodos linfáticos e órgãos linfóides. 
 
 
I – FUNÇÕES DO SISTEMA LINFÁTICO 
 
O sistema linfático realiza basicamente a drenagem 
de fluidos e substâncias dos tecidos e atua na imunidade 
corporal. Suas principais funções são: 
 Coletar o excesso de líquido intersticial (líquido 
que existe entre as células dos tecidos), 
transportando-o para o sistema venoso. 
 Remover substâncias presentes nos tecidos, as 
quais não podem ser transportadas pelos 
capilares sanguíneos, como é o caso das 
gorduras e das proteínas maiores. 
 Desempenhar função imunológica, destruindo 
elementos estranhos ao corpo, tais como os 
microorganismos e células cancerosas. 
 
 
 
II – REDE VASCULAR LINFÁTICA E LINFA 
 
Inclui os capilares linfáticos, os vasos linfáticos e os ductos coletores. 
 
1. Capilares linfáticos: formam uma extensa rede nos espaços intersticiais. São 
responsáveis por drenar os líquidos e substâncias dos tecidos (proteínas, gorduras e 
metabólitos), formando a linfa. A linfa é um líquido de coloração clara com composição 
similar ao plasma, mas com maior teor de gorduras e proteínas e grande quantidade 
de linfócitos. 
 
2. Vasos linfáticos: são formados a partir da união dos capilares linfáticos. Os vasos 
linfáticos vão se unindo uns aos outros, aumentando o seu calibre até formarem os 
ductos coletores. 
 
 
III – NODOS LINFÁTICOS (LINFONODOS) 
 
São pequenos gânglios de tecido linfóide interpostos entre os vasos linfáticos que tem 
duas funções principais: 1ª) filtrar a linfa, eliminando partículas estranhas e 2ª) produzir e 
armazenar linfócitos (células produtoras de anticorpos, que destroem microorganismos e células 
cancerosas). 
Os linfonodos se unem através de cordões linfáticos, formando as cadeias linfáticas. As 
cadeias linfáticas principais são as cervicais, axilares, torácicas, abdominais e inguinais. 
 
Quando um nódulo linfático se inflama, fica intumescido. Esse fenômeno é chamado 
popularmente de íngua. 
 
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IV – ÓRGÃOS LINFOIDES 
 
São formados por tecido linfóide e não fazem parte da circulação linfática. Produzem e 
armazenam monócitos e linfócitos (tipos de células de defesa). Os órgãos linfóides são as 
adenóides, as tonsilas palatinas, o baço e o timo. 
 
1. Tonsilas Faríngeas (Adenóides): são massas de tecido linfóide que se situam na 
nasofaringe (parte posterior do nariz). 
 
2. Tonsilas Palatinas (amídalas): são massas de tecido linfóide que se situam nas 
laterais da orofaringe (parte posterior da boca). 
 
3. Baço: órgão linfóide que se localiza no hipocôndrio esquerdo, estando abaixo do 
diafragma, atrás do estômago e acima do rim esquerdo. Além de produzir e armazenar 
células de defesa, o baço possui outras funções: 
 
 Formação das hemácias durante a vida fetal e logo após o nascimento (no adulto, 
as hemácias são produzidas pela medula óssea). 
 Destruição das hemácias velhas 
 Reaproveitamento e armazenamento do ferro 
 Formação da hemoglobina a partir do ferro reaproveitado e armazenado. 
 
4. Timo: órgão linfóide que está localizado no mediastino superior. À medida que o 
indivíduo vai se desenvolvendo, o timo vai diminuindo e perdendo sua importância 
funcional. Sua única função conhecida é a produção de linfócitos. 
 
 
 
V – CIRCULAÇÃO LINFÁTICA – CIRCUITO DA LINFA 
 
A linfa é recolhida pelos capilares, segue pelos vasos linfáticos, entra nos linfonodos onde 
é filtrada, sai dos linfonodos por vasos linfáticos, passa para os ductos coletores

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