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CRISPR: Edição Genética Revolucionária

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO 
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTA FLORESTA 
FACULDADE DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E AGRÁRIAS 
CURSO DE AGRONOMIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO - TEXTO V 
 
 
 
 
 
 
 
Discente: Jandeilson Pereira dos Santos 
Docente: Prof. Dr. Sergio Alessandro 
Machado Souza. 
 
 
Atividade apresentada a disciplina de 
Genética Básica, como requisito para 
complementação de nota. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alta Floresta - MT 
 2024 
RESUMO 
O corpo humano é como uma biblioteca, repleta de instruções codificadas em 
nosso DNA. Essas instruções determinam nossas características individuais e são vitais 
para o funcionamento saudável do organismo. No entanto, uma desorganização na 
biblioteca pode ocasionar em erros e falhas e, no DNA esses erros e falhas podem ocorrer 
na sequência genética, levando ao desenvolvimento de uma série de doenças. Diante 
dessa realidade, pesquisadores buscaram por uma ferramenta capaz de corrigir essas 
falhas de forma precisa e eficaz. 
O CRISPR, revolucionária tecnologia de edição genética, surgiu como a resposta 
a esse desafio, oferecendo correções direcionadas e potencialmente curativas, permitindo 
editar o DNA de forma precisa. Essa ferramenta, vencedora do Prêmio Nobel de Química 
em 2020, possibilita corrigir essas mutações, removendo os trechos de DNA defeituosos 
e, em alguns casos, inserindo as sequências corrigidas. O CRISPR atua como uma espécie 
de "tesoura molecular", capaz de reconhecer sequências específicas de DNA e cortá-las. 
A origem do CRISPR está nas bactérias, que possuem um mecanismo de defesa 
contra vírus. Quando uma bactéria é atacada por um vírus, ela utiliza o sistema CRISPR 
para reconhecer e cortar o DNA viral, impedindo a infecção. Além de corrigir erros 
genéticos que causam doenças, o CRISPR pode ser usada para aumentar a produção de 
alimentos, combater doenças virais em humanos e animais, e até mesmo para reverter a 
extinção de espécies. 
Entretanto, é importante estabelecer limites éticos e regulamentações sobre o uso 
do CRISPR, pois suas possibilidades são vastas e levantam questões éticas e de segurança. 
Diante disso, é importante considerar maneiras responsáveis em se utilizar o CRISPR, 
como incluir a criação de culturas mais resistentes a pragas e doenças, o desenvolvimento 
de terapias genéticas para tratar doenças hereditárias e a conservação de espécies 
ameaçadas. Nisto, a utilização do CRISPR deve ser pautada de discussões éticas e 
regulamentações adequadas para garantir sua aplicação de forma segura e responsável.

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