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resumo memória e linguagem - processos psicologicos II

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UNITRI – CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO
PSICOLOGIA – NOTURNO – GRADUAÇÃO
ISABELLA ILÍDIO BRIZOLLA
PROCESSOS PSICOLÓGICOS II
RESUMOS DOS CAPÍTULOS 8, 9 E 11 DO LIVRO MYERS, D. G. PSICOLOGIA. 11. ED. RIO DE JANEIRO: LTC-LIVROS TECNICOS E CIENTIFICOS, 2017; DOS CAPÍTULOS 11 E 12 DO LIVRO STERNBERG, ROBERT J. PSICOLOGIA COGNITIVA, TRAD. MARIA REGINA BORGES OSÓRIO, PORTO ALEGRE: ARTES. MÉDICAS SUL, 2000; E DO CAPÍTULO 15 DO LIVRO EYSENCK, MICHAEL W. MANUAL DE PSICOLOGIA COGNITIVA [RECURSO ELETRÔNICO] / MICHAEL W. EYSENCK, MARK T. KEANE; 7. ED. – PORTO ALEGRE: ARTMED, 2017
UBERLÂNDIA
2021
Livro: MYERS, D. G. Psicologia. 11. ed. Rio de Janeiro.
MEMÓRIA – CAPÍTULO 8
 Nós somos aquilo que lembramos. Sem a memória, nosso depósito de aprendizagem, não seria possível desfrutar dos momentos felizes do passado ou sentir culpa e ficar triste pelas lembranças dolorosas. Viveríamos um eterno presente, cada momento seria novo.
O fenômeno da memória
 Para um psicólogo, a memória é a aprendizagem que persiste através do tempo, são informações que foram armazenadas e podem ser recuperadas.
É a persistência do aprendizado ao longo do tempo por intermédio do armazenamento e da recuperação das informações.
Estudando a memória: modelos de processamento de informação
 Para lembrar de qualquer evento, precisamos conduzir a informação ao cérebro (codificação), reter a informação (armazenamento) e, mais tarde, resgatá-la (recuperação). O cérebro codifica a informação sensorial em linguagem neural.
· Codificação: o processamento de informações dentro do sistema de memória – como na extração de significados, por exemplo;
· Armazenamento: retenção de informações codificadas ao longo do tempo;
· Recuperação: processo de resgatar as informações que estão armazenadas na memória.
 Existem diversos modelos de processamento de informações da memória. O modelo moderno conexionista vê as memórias como emergindo a partir das redes neurais interconectadas. Memórias específicas surgem a partir de padrões de ativação particulares dentro dessas redes. 
 Em um modelo antigo, Richard Atkinson e Richard Shiffrin (1968) propuseram que nossas memorias se formam em três estágios:
1. Primeiro registramos as informações a serem lembradas como uma memória sensorial passageira;
2. A partir dela, processamos as informações em um compartimento de memória de curto prazo, onde ela é decodificada por reiteração (repetição);
3. Finalmente, as informações passam para a memória de longo prazo, para serem recuperadas posteriormente.
 Porém, esse processo é limitado e falível. Existe um modelo atualizado do modelo de processamento em três estágios da memória, que incorporam dois novos conceitos:
· Algumas informações pulam os dois primeiros estágios de Atkinson e Shiffrin e são processadas direta e automaticamente para a memória de longo prazo, sem estarmos conscientes delas.
· Memória de trabalho: concentra-se no processamento ativo das informações nesse estágio intermediário. Como não é possível manter o foco sobre todas as informações que bombardeiam nossos sentidos de uma só vez, dirigimos nossa atenção sobre certos estímulos que recebemos – muitas vezes novos ou importantes. Processamos esses estímulos juntos com as informações que recuperamos da memória de longo prazo, na memória de trabalho temporária. A memória de trabalho associa as informações novas às antigas e resolve problemas.
Em resumo:
· Memória sensorial: lembrança imediata e muito fugaz de informações sensoriais no sistema de memória;
· Memória de curto prazo: memória ativada que retém poucos itens por pouco tempo, tais como um número de telefone enquanto é discado, antes da informação ser armazenada ou esquecida;
· Memória de longo prazo: o armazenamento é relativamente permanente e ilimitado do sistema de memória. Inclui as habilidades do conhecimento e as experiências.
· Memória de trabalho: é um entendimento mais recente da memória de curto prazo, cujo foco é o processamento ativo e consciente das informações recebidas pela audição ou pela percepção visuoespacial, e das informações recuperadas da memória de longo prazo.
Codificação: A Entrada de Informação
 Para reter informações novas, precisamos nos esforçar e prestar atenção. Algumas informações mais básicas são processadas com muita facilidade, o que libera nosso sistema de memória para se concentrar em eventos menos familiares. 
 O processamento automático acontece inconscientemente ao absorvermos informações do nosso meio como espaço, tempo, frequência e matérias bem aprendidas. Nosso cérebro é capaz de processar atividades simultaneamente (chamado processamento paralelo).
 Porém, é necessário esforço para aprendermos alguma coisa nova. Mas depois que praticamos a tarefa aprendida, ela acaba se tornando automática.
 Como dito anteriormente, codificamos e retemos grandes quantidades de informações de forma automática, mas nos lembramos de outros tipos de informações mais complexas somente com esforço e atenção. O processamento empenhado (effortful) muitas vezes produz memorias duráveis e acessíveis. Quando aprendemos novas informações, podemos aprimorar nossa memória pela reiteração ou repetição consciente.
 O pesquisador pioneiro da memória verbal Hermann Ebbinghaus realizou um experimento que o fez perceber que quanto mais vezes ele praticava uma lista de sílabas sem sentido no dia 1, menos repetições eram necessárias para reaprender a lista no dia 2. Em termos simples, ele descobriu que quanto mais tempo dedicamos a aprender novas informações, mais conseguimos rete-las. 
 Seguindo o experimento de Ebbinghaus, nasce um princípio simples: a quantidade recordada depende do tempo dedicado à sua aprendizagem. Mesmo após já termos aprendido um material, a superaprendizagem aumenta a retenção da informação.
 Portanto, para aprender novas informações verbais, a prática (effortful) leva à perfeição. Em resumo:
· Processamento empenhado (effortful): a codificação que exige atenção e esforço consciente.
· Reiteração: repetição consciente das informações para mantê-las em nível consciente ou para codificá-las para armazenamento.
 Pesquisas posteriores afirmam que quem aprende rápido esquece rápido. Retemos melhor a informação quando a reiteração é distribuída no tempo, um fenômeno chamado de efeito de espaçamento. A prática massiva pode produzir um aprendizado de curto prazo, mas o tempo de estudo distribuído produz mais fixação de longo prazo. Em resumo:
· Efeito de espaçamento: a tendência para distribuir o estudo ou a prática a fim de se obter uma melhor retenção de longo prazo do que se alcançaria pelo estudo ou prática intensos.
· Efeito de posicionamento serial: nossa tendência a lembrar melhor do primeiro e último itens de uma lista.
 Através de um experimento de Harry Bahrick que se consistia em traduzir palavras, ele descobriu que quanto maior o espaço entre as sessões práticas, melhor sua retenção por mais de cinco anos. 
 O espaçamento do aprendizado se for por um semestre ou por um ano, mais do que por curtos períodos de tempo pode ajudar a reter as informações por toda a vida. Além disso, sessões repetidas de perguntas e respostas de matéria estudada previamente também ajudam, um fenômeno que Henry Roediger e Jeffrey Karpicke chamam de efeito de testagem.
 Com isso, temos outro ponto a ser lembrado: o estudo espaçado e a autoavaliação superam o estudo massivo.
 Outro fenômeno chamado efeito de posição serial ilustra os benefícios adicionais da reiteração. Tendemos a lembrar melhor dos primeiros itens e dos últimos de uma lista, pois os últimos itens estão na memória de trabalho e conseguimos lembra-los brevemente de maneira rápida e isso se chama efeito de recentidade. Após algum tempo e após termos desviado nossa atenção dos últimos itens, temos uma melhor lembrança dos primeiros, chamado efeito de primazia.
 O processamento do que recebemos pelos nossos sentidos podem ir para dois lados: alguns itens são imediatamentedescartados e outros são codificados e armazenados.
 Quando processamos informações verbais para armazená-las, geralmente codificamos seu significado, associando-as ao que já sabemos ou às nossas suposições. Isso depende de como o contexto da situação e a nossa experiência nos guiam na interpretação e codificação dos sons.
 Lembrando que nossas memórias de trabalho interagem com nossas memórias de longo prazo
 Testando nossos processamentos de codificação, Gordon Bower e Daniel Morrow afirmaram que, quando somos solicitados a lembrar algo que vimos ou lemos anteriormente, não nos lembramos literalmente do texto, mas o que codificamos. Assim, ao estudar para uma prova, lembramos melhor de nossas anotações do que da própria leitura.
 Poldrack e Wagner também fizeram um experimento e afirmaram que cada um nos níveis de codificação (visual, acústica e semântica) possuem seu próprio sistema cerebral e todos podem ajudar na produção da memória da informação verbal. Segue abaixo os níveis de codificação:
· Codificação visual: a codificação de imagens
· Codificação auditiva: a codificação dos sons, especialmente do som das palavras
· Codificação semântica: a codificação do significado, incluindo o significado das palavras
 Com o experimento de John Bransford e Marcia Johnson, afirma-se que quando ouvimos um parágrafo sem o sentido do contexto, lembramos muito pouco dele. Porém, quando somos informados do contexto e é algo que faz sentido para nós, conseguimos lembrar muito mais do texto.
 Já com o experimento de Craik e Tulving, o processamento profundo de uma palavra pelo seu significado (codificação semântica) produz melhor reconhecimento dessa palavra em um momento posterior do que um processamento superficial baseado em sua aparência (codificação visual) ou pelo som (codificação acústica).
 Portanto, podemos sintetizar que a quantidade do que é lembrado depende do tempo dedicado ao aprendizado e de sua capacidade de dar sentido ao que deseja memorizar.
 Com o experimento de Symons e Johnson, em 1997 e Wagar e Cohen, em 2003, foi estipulado que guardamos melhor as lembranças daquilo que podemos relacionar com nós mesmos. Esse fenômeno é chamado de efeito de autorreferência. Dessa forma, teremos mais proveito se levarmos tempo buscando dar um sentido pessoal ao que estudamos, pois as informações mais relevantes para nós são processadas de maneira mais profunda e se mantêm mais acessíveis.
 
· Codificação visual:
 Por que temos que nos esforçar para memorizar fórmulas, definições e datas, ainda que possamos facilmente lembrar onde estivemos ontem, quem estava conosco, onde sentamos e o que vestíamos? 
 Marschark et al., em 1987 e Paivio, em 1986 afirmaram que temos uma maior facilidade para lembrar de imagens mentais. Lembramos melhor de palavras concretas que levam à elaboração de imagens mentais do que de palavras abstratas com pouca conexão visual, isso é a imagética visual. Com o experimento de Fredrickson e Kahneman, afirma-se que pela durabilidade das imagens vívidas, nossas lembranças de uma experiência são coloridas por seu melhor ou por seu pior momento. 
 Lembrar os pontos altos da experiência e esquecer os eventos mundanos explica o fenômeno da retrospectiva otimista estudada por Mitchell et al., em 1997. A retrospectiva otimista explica que as pessoas tendem a recordar eventos como férias no campo mais positivamente do que de fato o foram quando os estavam vivenciando. Por exemplo, uma visita à Disney é lembrada mais pelos passeios temáticos do que pelo calor e pelas filas.
 A imagética está no centro de muitos dispositivos mnemônicos. Alguns desses recursos mnemônicos modernos usam de códigos acústicos e visuais para levar à memorização. Segue a definição desses termos logo abaixo:
· Imagética: imagens mentais; um poderoso auxílio para o processamento empenhado, especialmente se combinado à codificação semântica.
· Mnemônicos: auxílios para a memória, especialmente aquelas técnicas que usam imagens vividas e recursos de organização.
 Os truques mnemônicos ajudam organizar o material para nossa recuperação posterior. Quando sabemos o contexto de um parágrafo e entendemos o sentido dele, é possível organizar as sentenças em uma sequência. Nós processamos as informações mais facilmente quando podemos organizá-las em unidades ou estruturas significativas. Lembramos mais facilmente das informações quando podemos organizá-las em agrupamentos com algum sentido que possamos administrar. Todos nós nos lembramos com mais clareza das informações quando somos capazes de organizá-las em um arranjo de significado pessoal.
 O agrupamento também pode ser usado como uma técnica mnemônica para lembrar de algum material pouco familiar por meio dos acrônimos, com as primeiras letras de cada um dos itens a serem lembrados. E em suma:
· Agrupamento (chunking): consiste em organizar os itens em unidades familiares administráveis; normalmente ocorre de maneira automática. 
 Além do agrupamento, quando nos especializamos em uma área, começamos a processar novas informações em hierarquias compostas por alguns poucos conceitos divididos e subdivididos em conceitos e fatos específicos, como o que estamos fazendo aqui. Organizar o conhecimento em hierarquias nos ajuda a recuperar as informações com eficiência
Armazenamento: retenção de informação 
 À medida que as informações entram em nosso sistema de memória através dos sentidos, registramos rapidamente as imagens através da memória icônica, em que as imagens não duram mais do que alguns décimos de segundo. Registramos e armazenamos os sons através da memória ecoica, pela qual os estímulos sonoros podem perdurar por até 3 ou 4 segundos. Essa é a memória sensorial.
 A qualquer momento podemos nos concentrar e processar cerca de sete informações (novas ou recuperadas de nosso arquivo de memória). Sem reiteração, a informação desaparece da memória de curto prazo em segundos. Nossa capacidade de armazenar informações de forma permanente na memória de longo prazo é ilimitada.
Recuperação: acessando a informação
 Para um psicólogo, a memória é qualquer sinal de que algum aprendizado se manteve. Dessa forma, o reconhecimento ou o reaprendizado mais rápido das informações também se referem à memória. Segue abaixo termos importantes com seus significados:
· Hipocampo: um centro neural localizado no sistema límbico; ajuda a processas memórias explícitas para armazenamento.
· Recuperação: uma medida da memória em que a pessoa precisa recuperar informações obtidas antes, como num teste de preenchimento de lacunas.
· Reconhecimento: uma medida da memória em que a pessoa precisa apenas identificar os itens aleatoriamente aprendidos, como em um teste de múltipla escolha.
· Reaprendizagem: uma medida da memória que avalia a quantidade de tempo ganho quando se aprende um determinado assunto pela segunda vez.
 Conceitos importantes:
· Memória de flash: uma memória clara de um momento ou evento emocionalmente significativo.
· Amnésia: a perda da memória.
· Memória implícita ou não declarativa: retenção independente de lembranças conscientes.
· Memória explícita ou declarativa: memória de fatos e experiências de que a pessoa é capaz de lembrar conscientemente e declarar.
 Recordar é a habilidade de recuperar informações que não estão prontamente disponíveis conscientemente. O reconhecimento é a habilidade para identificar itens previamente aprendidos. A habilidade de dominar as informações previamente armazenadas mais rapidamente do que do que quando originalmente aprendidas é reaprender.
 As pistas de recuperação despertam nossa atenção e acionam nossa rede de associações, ajudando a deslocar para a consciência as informações para as quais as pistas apontam. Pré ativar (priming) é o processo de pré ativação de associações, em geral inconscientemente.
Esquecimento
 Podemos não codificar as informações para que elas entrem em nosso sistema de memóriae, com isso, as memórias podem desaparecer após serem armazenadas. Isso acontece rapidamente no início e depois se estabilizam, uma tendência conhecida como curva do esquecimento.
 Podemos enfrentar erros de recuperação quando materiais novos ou antigos entram em disputa, quando não temos pistas de recuperação adequadas ou possivelmente devido ao esquecimento motivado, o recalque. Na interferência proativa, alguma coisa aprendida no passado interfere com a nossa capacidade de lembrar de algo recém aprendido. Na interferência retroativa, alguma coisa aprendida recentemente interfere com algo aprendido no passado.
PENSAMENTO E LINGUAGEM – CAPÍTULO 9
PENSAMENTO
· Cognição é um termo que abrange as atividades mentais associadas a pensamento, conhecimento, memória e comunicação. 
· Usamos agrupamentos mentais de objetos, eventos, ideias ou pessoas semelhantes para simplificar e ordenar o mundo ao nosso redor: isso se chama conceito. 
· Quando criamos hierarquias, subdividimos essas categorias em unidades menores e mais detalhadas. 
· Podemos formar conceitos por definição. Por exemplo, sabemos o que é um triângulo pela sua definição (objeto de três lados). Porém, a maioria das coisas é formada em torno de protótipos, ou os melhores exemplos de uma categoria.
1. Quais as estratégias que nos auxiliam a resolver nossos problemas e quais são obstáculos que nos atrapalham?
· Quando temos uma solução completa e muitas vezes demorada para um problema, temos um algoritmo. Por esse meio, temos um conjunto de regras e procedimentos completos, como por exemplo, uma descrição passo a passo para a evacuação de um prédio durante um incêndio.
· Em oposição, temos a heurística, que é uma estratégia de pensamento mais simples que pode nos ajudar a resolver problemas mais rapidamente, mas uma consequência disso é nos levar a soluções incorretas para os problemas.
· Diferente das duas definições, também temos o insight, que é uma solução não baseada em estratégia, mas sim em um súbito lampejo de inspiração que resolve um problema
· Um dos obstáculos para a resolução de problemas é o viés de confirmação, que nos induz a confirmar e não questionar nossas hipóteses.
· Outro obstáculo é a fixação, que pode evitar que adotemos uma nova perspectiva para resolver um problema. Ela é a incapacidade de ver um problema sob uma nova perspectiva empregando um diferente conjunto mental. Existem dois tipos de fixação:
 conjunto mental: a tendência de enfocar um problema de uma maneira particular, frequentemente um modo que foi bem-sucedido anteriormente.
 fixação funcional: a tendência a pensar sobre as coisas apenas em termos de sua função usual; um impedimento para a solução de problemas. nossa tendência a pensar apenas nas funções que nos são familiares para os objetos, sem imaginar usos alternativos
2. Como a heurística, a superconfiança e a perseverança das crenças influenciam nossas decisões e julgamentos?
· A heurística é um de nossos atalhos mentais que nos ajudam a agir com rapidez, pois nos ajuda a superar a paralisia das análises. São julgamentos rápidos pelo processamento automático das informações e temos dois tipos:
 A heurística da representatividade nos leva a julgar a probabilidade do quão bem as coisas representam ou correspondem aos protótipos particulares, o que pode nos levar a ignorar outras informações importantes. -> julgamento rápido
 A heurística da disponibilidade estima a probabilidade dos acontecimentos baseado em sua disponibilidade na memória; se as ocorrências logo vêm à mente (talvez devido a sua vividez), presumimos que tais eventos são comuns. -> se existe na minha memória, é comum acontecer
· Muitas vezes estamos mais confiantes do que corretos. Mesmo após desenvolver e explicar uma crença, a explicação pode resistir na nossa mesma, mesmo que a crença seja desacreditada, resultando na perseverança da crença. Conceitos importantes:
 excesso de confiança: a tendência a ser mais confiante do que o que seria correto - superestimar a precisão de nossas crenças e julgamentos. -> a heurística intuitiva que usamos quando formamos julgamentos, junto com nossa ansiedade de confirmar as crenças que já possuímos e com a habilidade que temos de explicar nossos erros, combinam para criar o excesso de confiança.
 perseverança da crença: agarrar-se aos conceitos iniciais após o descrédito das bases sobre as quais se fundamentava.
3. O que é a intuição?
· A intuição é um sentimento ou pensamento automático, imediato e que não exige esforço e pode oferecer um auxílio instantâneo quando necessário, mesmo que muitas das vezes ela nos leve a algum desastre.
· Os especialistas de uma determinada área tornam-se cada vez mais adeptos dos julgamentos rápidos e perspicazes e dão boas vindas a suas intuições, mas as verificam diante das evidências.
4. O que é enquadramento?
· O enquadramento é a maneira como uma pergunta ou afirmativa é elaborada. Diferenças sutis na formulação podem alterar drasticamente nossas respostas.
LINGUAGEM
5. Quais os componentes estruturais de uma língua?
· Fonema: na linguagem, a menor unidade de som diferenciada.
· Morfema: em uma linguagem, a menor unidade que carrega sentido; pode ser uma palavra ou parte de uma palavra (como um prefixo).
· Gramática: em uma linguagem, um sistema de regras que permite que nos comuniquemos e compreendamos uns aos outros.
· Semântica: o conjunto de regras a partir das quais extraímos os significados dos morfemas, palavras e frases em uma dada linguagem; também é o estudo do significado.
· Sintaxe: as regras para a combinação das palavras em frases gramaticalmente corretas em uma dada linguagem.
6. Quais são os marcos do desenvolvimento da linguagem?
· O tempo varia de uma criança para outra, mas os estágios são os mesmos. Cerca dos 4 meses, os bebês balbuciam, emitindo sons que são encontrados em todas as línguas do mundo.
· Próximo dos 10 meses, esse balbucio contém apenas os sons presentes na língua nativa.
· Perto dos 12 meses, as crianças começam a falar por meio de uma palavra. Esse estágio evolui para duas palavras antes do segundo ano de vida e depois começam a falar frases completas.
 estágio de balbucio: a partir dos 4 meses, aproximadamente, o estágio de desenvolvimento da fala em que os bebês emitem diversos sons espontâneos inicialmente sem relação com a linguagem doméstica.
 estágio de uma palavra: o estágio de desenvolvimento da fala, de 1 aos 2 anos de idade, durante o qual a criança fala principalmente em palavras isoladas.
 estágio de duas palavras: iniciando-se em torno dos dois anos, o estágio de desenvolvimento da fala em que a criança fala predominantemente frases de duas palavras.
 fala telegráfica: estágio inicial da fala em que a criança fala como em um telegrama - “ir carro” – usando principalmente verbos e substantivos.
7. Como aprendemos a linguagem?
· O behaviorista B. F. Skinner propôs que nosso aprendizado da língua se dava através dos princípios familiares da associação (entre a visão das coisas e os sons das palavras), imitação (de palavras e sintaxe modelados por outros) e pelo reforço (com sorrisos e abraços após se falar alguma coisa corretamente). O linguista Noam Chomsky defende que nascemos com um dispositivo de aquisição da linguagem que nos prepara biologicamente para o aprendizado da língua e nos equipa com uma gramática universal, que usamos para aprender uma língua específica. Os pesquisadores cognitivos acreditam que a infância é o período crítico para se aprender a linguagem falada ou de sinais.
8. Que áreas do cérebro são envolvidas no processamento da linguagem?
· Quando lemos em voz alta, o córtex visual do cérebro registra as palavras como estímulos visuais, o giro angular transforma essas representações visuais em códigos auditivos, a área de Wernicke interpreta esses códigos e envia a mensagem para a área de Broca, que controla o córtex motor enquanto ele cria as palavras pronunciadas. Mas agora já sabemos que a linguagemresulta da integração de diversas redes neurais que executam tarefas especializadas em diferentes partes do cérebro.
PENSAMENTO E LINGUAGEM
9. Qual é a relação entre a linguagem e o pensamento?
· Apesar de a hipótese do determinismo linguístico de Whorf ter sugerido que a linguagem determina o pensamento, é mais preciso dizer que a linguagem influencia o pensamento. Diferentes linguagens incorporam diferentes maneiras de pensar, e a imersão na educação bilíngue pode aprimorar o pensamento. Muitas vezes, nós pensamos em imagens ao usarmos a memória procedural - nosso sistema de memória inconsciente para as habilidades motoras e cognitivas e associações condicionadas clássicas e operantes. Pensar em imagens pode aumentar nossas habilidades quando praticamos mentalmente eventos futuros.
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