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Exercicio 2 - Língua Brasileira de Sinais_ uma conquista histórica

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Questão 1
O Decreto n.º 5.626/2005, em seu Art. 13, postula que o ensino da Língua Portuguesa como
segunda língua deve ser incluído na grade curricular dos cursos de formação de
professores que atuarão desde a educação infantil até o ensino superior, assim como nos
cursos de licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa. Dessa forma,
assinale a alternativa que condiz com o método que é utilizado na educação de surdos para
o ensino da Língua de Sinais como primeira língua (L1) e a Língua Portuguesa como
segunda (L2).
Resposta: A
Bilíngue.
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A proposta de ensino bilíngue foca a LIBRAS como língua natural do sujeito surdo e o
português como língua adicional. O método Oralista tem como foco apenas estimular a fala
na criança surda. Já o método Bimodalista não existe, apenas nos referimos à bimodalidade
quando analisamos a troca de código que acontece entre Língua de Sinais com outra língua
oral (Tipo, uma tradução/interpretação Português – LIBRAS ou LIBRAS – Português). A
Comunicação total representa a metodologia de ensino que fez uso da Língua de Sinais
para ensinar o português como L1 para as crianças surdas. A pedagogia surda foca o
ensino bilíngue (LIBRAS e Português), mas também se preocupa com questões culturais
que fazem parte da comunidade surda e que ajudam a construir a identidade das crianças a
partir de uma pedagogia focada no ser surdo.
Questão 2
Na Lei n.º10.436/2002, em seu Art. 1º, diz o seguinte: É reconhecida como meio legal de
comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS – e outros recursos de
expressão a ela associados. Que recursos seriam esses?
Resposta: C
SignWriting.
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Comentários da resposta
A leitura labial não é considerada como um recurso associado a LIBRAS, embora possa ser
utilizada como uma estratégia para facilitar a comunicação do sujeito surdo. O uso de
aparelho auditivo, assim como a leitura labial, é considerado como uma estratégia para
facilitar a comunicação e, ambas, estão atreladas ao português falado. A terapia da fala tem
total associação à comunicação falada, e não à LIBRAS, pois visa construir um surdo que
oralize. O português escrito tem relação direta com a Língua Portuguesa oral, entretanto ele
também pertence à LIBRAS quando precisamos fazer empréstimos linguísticos de palavras.
Contudo, apesar dessa relação existente, não podemos associar o português escrito como
um recurso de expressão sob o domínio da LIBRAS, visto que ele também está ligado à
língua oral. O SignWriting é um recurso de expressão associado somente à LIBRAS e à sua
modalidade gesto-visual ímpar.
Questão 3
A Língua de Sinais foi oferecida pela primeira vez na modalidade em vídeo, no Exame
Nacional de Ensino Médio – ENEM – do ano de 2017. Que vantagem essa conquista tem
para o sujeito surdo?
Resposta: E
Possibilita que o sujeito surdo consiga assistir às questões da prova sinalizadas em
LIBRAS, que seguem o mesmo padrão de qualidade para todos os candidatos surdos que
optarem pelo recurso em vídeo.
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Comentários da resposta
O fato de usar o recurso da prova em vídeo não significa necessariamente que o candidato
terá mais tempo para fazer a prova (cada pessoa tem o seu ritmo). O candidato pode
assistir à pergunta quantas vezes desejar, assim como, um candidato ouvinte que pode ler a
questão inúmeras vezes. A opção de assistir à prova em vídeo não permite que o candidato
surdo interaja com a pessoa do vídeo, visto que se trata de uma gravação (a única coisa
que ele pode fazer é voltar e assisti-la novamente). Não é possível que a prova de redação
seja sinalizada por meio de vídeo, pois a prova é “em Língua Portuguesa”, e o intuito dela
ser realizada na modalidade escrita é exclusivamente para testar o nível de proficiência do
candidato, o que não seria possível se ele gravasse um vídeo. Uma das maiores vantagens
dessa acessibilidade durante a realização da prova é poder oferecer ao candidato surdo
uma sinalização de excelência que não gere ambiguidades por ter sido sinalizada de um
jeito da primeira vez e depois de outra forma da segunda vez.
Questão 4
O que significa corpus e por que ele é tão importante para a LIBRAS?
Resposta: D
Representa todas palavras de uma língua. Ou seja, quanto mais palavras existirem dentro
de diferentes áreas de conhecimento humano, melhor e mais forte será a língua. Para a
LIBRAS, quanto mais corpus for gerado melhor, pois ela está em um estágio em que a
quantidade de sinais existentes é pouca se comparada a outras línguas orais.
Esta é a resposta correta!
Comentários da resposta
O reconhecimento de um idioma perante a sociedade ocorre por meio de status linguístico,
que é conquistado ou aceito naturalmente pelo uso de uma língua ou pela lei que oficializa o
uso. O corpus representa todos os vocábulos de uma língua. Ou seja, quanto mais ela
produz novos vocábulos, maiores são as chances de ela conquistar mais status diante da
comunidade. Por mais que a LIBRAS seja uma língua amplamente utilizada pela
comunidade surda e que, muito em breve, aumente consideravelmente seu corpus
linguístico, ainda assim, não será possível ela se tornar uma das línguas oficiais do nosso
país, a não ser que a Constituição Federal de 1988 seja alterada. Nesse contexto, o objetivo
da comunidade surda é que o maior número de pessoas aprenda LIBRAS, contudo seria
muito difícil que isso acontecesse (com ou sem lei), pois isso geraria margem para outras
línguas pedirem o mesmo (as diversas tribos indígenas que vivem no país poderiam fazer a
mesma reivindicação). Perceba que a criação de mais corpus é essencial para uma língua
ser mais reconhecida. No caso da LIBRAS, sua força está no movimento surdo e na sua
comunidade, porém a falta de corpus em determinadas áreas do saber é uma carência a
ser diminuída com o tempo.
Questão 5
O estudo linguístico que foi o começo ou o pontapé inicial para que a Língua de Sinais fosse
considerada uma língua e não uma linguagem, pertence a qual pesquisador?
Resposta: A
William Stokoe.
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Comentários da resposta
Ponce de Léon foi um dos primeiros professores para surdos do século XVII, e sua
metodologia tinha como foco basicamente a datilologia, a escrita e a oralização, isto é, tinha
mais associação com o modelo oralista de educação. Outros educadores defendem o uso
da Língua de Sinais, sendo um deles Charles-Michel de l’Épée, considerado um dos
primeiros defensores dessa língua. Ele desenvolveu várias pesquisas a respeito da Língua
de Sinais, entretanto nenhuma delas tratava da verificação e do reconhecimento dela como
uma língua e não como uma linguagem. Já Thomas Gallaudet, juntamente com seu colega,
Laurent Clerk, fundou a primeira escola americana para surdos, mas não desenvolveu
pesquisas para descobrir se a Língua de Sinais era mesmo uma língua. Para Alexander
Graham Bell, que era defensor do oralismo, o surdo não deveria se reunir em uma
sociedade de surdos, pois isso impediria que eles se integrassem à sociedade de ouvintes.
A pesquisa que William Stokoe fez ao observar a Língua de Sinais utilizada nos Estados
Unidos (American Sign Language – ASL), na década de 1960, é considerada um divisor de
águas para os linguistas que estudam Línguas de Sinais.

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