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INTRODUÇÃO A 
FISIOTERAPIA
PROFESSOR MSC WUENDEL CORSINO DE SOUZA
A IMPLANTAÇÃO DO SUS ( 1991”1997)
• A partir de 1991 o Brasil assume o desafio de implantação e estruturação de um novo 
sistema universal de saúde.
• As condições econômicas do país em nada favoreceram um bom desempenho do SUS.
• A primeira metade da década foi marcada pela instabilidade da moeda, elevados índices 
de inflação e desenvolvimento de planos econômicos fundamentados na criação de novas 
moedas e congelamento de preços 
• A segunda metade dos anos 1990, o foco das ações governamentais esteve voltado para a 
estabilidade da economia e consolidação do plano Real. (com priorização dos ajustes 
macro econômicos em detrimento da área social.
CONTRADIÇÃO NO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO 
E ESTRUTURAÇÃO DO SUS 
• Um projeto pautado por ideias socialistas, de universalização dos direitos sociais a cargo 
do Estado que é Neoliberal.
• O presidente Collor pautou seu governo baseado nos princípios de liberalização da 
economia, abertura dos mercados nacionais e diminuição da maquina estatal.
• Paim (2003 A) Destaca que uma das principais causas do insucesso do SUS refere se ao 
descompromisso do governo Collor, com sua implantação.
• Collor reduziu pela metade os recursos destinado a pasta da saúde.
• Nesse sentido, desde a sua criação o SUS, padece com a inanição de recursos que 
compromete, sobremaneira, a qualidade dos serviços prestados.
• Diante de tal realidade, milhões de brasileiros migraram para os planos de saúde 
• As doenças crônicas mantêm se com grande predomínio e a as doenças cardiovasculares 
permanecem como principal causa de mortalidade nesse período.
• Como agravante, ocorre a elevação da violência urbana e rural e as causas externas 
assumem a posição de segunda causa de morte no país. ( homicídios)
CRIAÇÃO DO PACS E PSF
• Outro grande acontecimento de destaque foi a criação do programa dos Agentes 
Comunitários de Saúde (Pacs) e do Programa de Saúde da Familia (PSF), como forma de 
estruturar e organizar a Atenção Primária à Saúde (APS) no país.
• PACS criado em 1991
• PSF criado em 1994
FISIOTERAPIA OBTÉM AVANÇOS NESSE PERÍODO
• A profissão ganha espaço em diversas áreas de atuação.
• Técnicas e métodos de tratamento são desenvolvidos e/ou aprimorados atingindo bom 
resultados e ampliando ainda mais a positiva repercussão social da profissão.
• Todavia é importante destacar que o avanço da FISIOTERAPIA no âmbito do atendimento 
individual e sob égide do sistema privado de assistência.
• Diante de todos os avanços e transformações ocorridas no sistema sanitário do país, 
especialmente com a criação do SUS, é possível afirmar que a Fisioterapia guardou distância 
desses acontecimentos e NÃO BUSCOU INSERIR SE NA DEFESA DE UMA ATUAÇÃO 
COLETIVA DA PROFISSÃO.
• Existiu certa letargia dos profissionais e das instituições que representam a categoria.
• De pensar a FISIOTERAPIA, em seu sentido coletivo
• Os saberes e práticas específicos da Fisioterapia tem grande potencial para contribuir nas 
ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, conforme preconizam as políticas 
de saúde vigentes.
• A medida que se configuravam os novos modelos de atenção, centrados no conceito 
ampliado de saúde e na abordagem sobre os determinantes mais gerais do processo 
saúde doença .
• A FISIOTERAPIA dedicava se, quase que de maneira exclusiva, ao desenvolvimento de 
técnicas e abordagens terapêuticas para patologias e distúrbios específicos
FALTA DE UM CORPO TEÓRICO 
• Faltou a Fisioterapia nesse período, o desenvolvimento de um corpo teórico para 
fundamentar a atuação conforme os novos preceitos do sistema sanitário.
• Enquanto outras profissões da área da saúde, a exemplo da enfermagem, nutrição, 
odontologia e a própria medicina, se dedicaram a estudar e propor inflexões na atuação 
exclusivamente individual.
• A fisioterapia seguia caminho inverso e aprofundou ainda mais sua abordagem para o ato 
terapêutico curativo, reabilitador e individualizado.
EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR E 
APROXIMAÇÃO COM SAÚDE COLETIVA (1997 2012
Especificamente, sobre o ensino da Fisioterapia observa se uma vertiginosa expansão do 
número de cursos entre 1995 e 2008.
Em 1995, existiam no país 63 cursos de graduação em Fisioterapia, três anos após, em 1998, 
a quantidade de cursos chegou a 115, com crescimento de 83% nesse curto período. 
Entre 1999 e 2003, o número de cursos saltou de 115 para 298, o que corresponde a um 
aumento de 159% em apenas cinco anos.
Em 2008, o total de cursos chegou a 479. figurando um crescimento de mais de 50% em 
novo período cinco ano.
• A velocidade do incremento de novos cursos é algo que surpreende, visto que, entre 
1995 e 2008, o número de cursos saltou de 63 para 479, com o acréscimo de 760% em 
treze anos.

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