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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Terminações Nervosas Nervos O que são nervos? ● Cordões esbranquiçados constituídos por feixes de fibras nervosas reforçadas por tecido conjuntivo ● Unem o SNC aos órgãos periféricos ○ Conduzem impulsos de um p/ o outro e vice versa ● Podem ser espinhais ou cranianos ● Fibras mielínicas + neurilema ○ N. Óptico ñ tem neurilema ○ N. olfatório tem neurilema mas são amielínicas → fibras de Remak ● Revestidos por bainhas conjuntivas → conferem resistência aos nervos → mais espessas nos superficiais ○ Epineuro→ mais externo ○ Perineuro→ envolve feixes de fibras ○ Endoneuro→ envolve cada fibra Os nervos são mto vascularizados→ percorridos por vasos que que se anastomosam. ● But desprovidos de sensibilidade → dor não é sentida nele, mas na área inervada por ele No seu trajeto os nervos podem se bifurcar ou anastomosar ● Não há bifurcação ou anastomose de fibras, apenas reorganização. Origem: ● Real → local onde estão localizados os corpos neuronais ● Aparente → ponto de emergência ou entrada do nervo na superfície do SNC Condução do impulso sensitivo ● Por meio dos prolongamentos periféricos neuronais ● Corpo localizado no gânglio da raiz dorsal dos nervos espinhais ou no gânglio de algum dos nervos cranianos ● Células pseudounipolares ● Vai do prolongamento periférico para o central → ñ passam pelo corpo celular Condução do impulso motor ● Do corpo celular para o efetuador Fibras dos nervos classificadas em: ● A→ ricamente mielinizadas dos nervos mistos ○ Alfa, beta ou gama → conforme velocidade de condução ● B→ fibras pré-ganglionares ● C→ fibras pós-ganglionares do sistema autônomo ○ Possivelmente algumas relacionadas a impulsos dolorosos Lesão do nervo → perda ou diminuição da motricidade ou sensibilidade da região inervada ● Degeneração Walleriana → nos esmagamentos e nas seções ocorrem degenerações das partes distais do axônio e sua bainha de mielina, estendendo-se em direção proximal até o nódulo de Ranvier mais próximo à lesão ● Corpo celular → cromatólise → atinge máximo entre 7-15 dias ○ Grau inversamente proporcional a distancia da lesão até o corpo celular 1 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Lesão do corpo pode ser muito intensa, levando a desintegração neuronal→ pode ser reversível ○ Extremidades proximais das fibras lesadas crescem e emitem brotamentos até a lesão e penetram a cicatriz ● Secção com afastamento de cotos → as fibras em crescimento, não encontrando o coto distal, crescem desordenadamente, constituindo neuromas → tecido conjuntivo + células de Schwann + emaranhado de fibras perdidas → p/ função voltar tem que remover tecido cicatricial e ajustar os cotos por sutura epineural ● No início do processo de regeneração, cada axônio emite numerosos ramos, o que aumenta a chance de eles encontrarem o caminho certo no coto distal ● Para conseguir melhor recuperação funcional, as extremidades seccionadas devem ser ajustadas precisamente, tentando justapor as bainhas perineurais → uso de estereomicrocópio. Generalidades das terminações Terminações nervosas podem ser sensitivas/aferentes (receptores) ou motoras/eferentes. ● Sensitivas → quando estimuladas originam um impulso que segue pela fibra e é levado ao SNC, atingindo áreas específicas do cérebro, onde ocorre sua interpretação → resulta em diferentes formas de sensibilidade ● Motoras → porção terminal das fibras eferentes → elementos de ligação entre as fibras e os órgãos efetuadores, que são, em geral, músculos e glândulas. Sensitivas Classificação morfológica ● Especiais → + complexos → neuroepitélio → retina, órgão de Corti ○ Relacionados aos órgãos especiais dos sentidos ● Gerais → por todo o corpo → maior concentração na pele ○ Livres ou encapsulados → relacionado a presença ou ausência de uma cápsula conjuntiva Receptores livres ● + frequentes ● Ao se transformarem em terminações livres, perdem a bainha de mielina, mantendo seu envoltório de células de Schwann até as proximidades da ponta do axônio ● Algumas terminações livres relacionadas ao tato se enrolam na base dos folículos pilosos ou terminam em contato com células epiteliais especiais → discos de Merkel ○ Tato, sensibilidade térmica e dolorosa! Receptores encapsulados ● Intensa ramificação na extremidade axonal, no interior de uma cápsula conjuntiva ● Corpúsculos sensitivos da pele, fusos neuromusculares e neurotendíneos ● Corpúsculos de Meissner → estão nas papilas dérmicas→ receptores de tato e pressão ● Corpúsculos de Ruffini → tbm nas papilas dérmicas, principalmente na pele espessa→ tato e pressão tbm ● Corpúsculos de Vater-Paccini → tecido celular subcutâneo das mãos e dos pés, tecidos mais profundos como septos intermusculares e periósteo → sensibilidade vibratória → estímulos mecânicos rápidos e repetitivos 2 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Fusos neuromusculares → situados nos ventre dos músculos esqueléticos´, estando paralelos as fibras extrafusais. ○ Cada um é constituído de uma cápsula conjuntiva que envolve de 2-10 pequenas fibras estriadas denominadas intrafusais ○ Possuem um receptor na região equatorial ñ contrátil → vários núcleos e 2 regiões polares (miofibrilas contráteis) ○ O fuso recebe fibras nervosas sensitivas que se enrolam em torno da região equatorial das fibras intrafusais → terminações anuloespirais. ○ As fibras intrafusais estão ligadas à capsula do fuso, que se liga ao tendão muscular. → A tensão e o comprimento das fibras intrafusais aumentam quando ocorre tração muscular e diminuem na contração. ○ O estiramento e alongamento das fibras intrafusais causam deformações mecânicas das terminações anuloespirais que são ativadas, gerando impulsos nervosos que penetram na medula através de fibras aferentes e terminam fazendo sinapse com os grandes neurônios motores na coluna anterior da medula (motoneurônios alfa) → Reflexo miotático ou de estiramento → ligado ao tônus ○ Os fusos têm tbm uma inervação pelas fibras eferentes gama, que se originam de pequenos neurônios motores, situados na coluna anterior da medula→ inervam as duas regiões polares das fibras intrafusais e causam sua contração → aumenta tensão da região equatorial → sistema nervoso regula a sensibilidade dos fusos neuromusculares → ativação contínua permite que as fibras neuromusculares enviem informações ao SNC durante a contração ● Órgãos neurotendinosos (de Golgi) → junção dos músculos estriados com os tendões ○ Consistem em fascículos tendinosos em torno dos quais se enrolam as fibras nervosas aferentes, sendo o conjunto envolvido por uma cápsula conjuntiva ○ Ativados pelo estiramento do tendão ○ Desprovidos de inervação gama ○ Informam o SNC da tensão exercida pelos músculos em suas inserções tendinosas no osso e permitem uma avaliação da força muscular que está sendo exercida Classificação fisiológica ● Cada receptor é ativado por um estímulo específico ● Um receptor livre é responsável apenas por uma forma de sensibilidade ● Quimiorreceptores→ sensíveis a estímulos químicos ○ Olfação, gustação, receptores do corpo carotídeo ● Osmorreceptores→ sensíveis a variação da pressão osmótica ● Fotorreceptores→ sensíveis à luz ○ Cones e bastonetes da retina ● Termorreceptores→ sensíveis a frio e calor ● Terminações nervosas livres ● Mecanorreceptores → sensíveis a estímulos mecânicos ○ Audição e equilíbrio→ ouvido interno ○ Seio carotídeo→ barorreceptores ○ Fusos neuromusculares e órgãos neurotendinosos ○ Receptores cutâneos 🤔 Uma classificação leva em conta a localização→ natureza do estímulo que os ativa ● Somáticos ○ Exterorreceptores → calor, frio, tato, pressão, luz, som 3 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Proprioceptores → + profundos → músculos, tendões, ligamentos, cápsulas articulares, → conscientes e inconscientes ■ Propriocepção consciente → informações trazidas ao SNC pelos fusos neuromusculares e órgãos tendinosos ● Viscerais○ Interorreceptores/viscero → vísceras e vasos→ sensações pouco localizadas Motoras ● Tbm chamadas de junções neuroefetuadoras ● Funcionalmente se assemelha às sinapses entre neurônios ● Podem ser somáticas ou viscerais (SNA) Eferentes somáticas ● Relacionam-se com as fibras musculares estriadas esqueléticas através das placas motoras ○ Nela a terminação emite ramos com neurotransmissores. ○ Sua dilatação é chamada de botão sináptico ○ Conectadas com o sarcolema da fibra muscular → área aumentada por pregas juncionais ○ Liberação de acetilcolina despolariza o sarcolema e leva à contração da fibra muscular Eferentes viscerais ● Neurotransmissor pode ser acetilcolina ou noradrenalina→ fibras colinérgicas ou adrenérgicas ● Vesículas agranulares das terminações colinérgicas armazenam acetilcolina e se assemelha às vesículas sinápticas das terminações somáticas ● As vesículas granulares podem ser grandes ou pequenas, sendo as pequenas relacionadas as fibras adrenérgicas. ● O excesso de noradrenalina é captado novamente pela fibra nervosa e é armazenado nas vesículas granulares, ao contrário da acetilcolina que é degradada pela acetilcolinesterase → quando ocorre destruição adrenérgica de um órgão, este se torna mais sensível à nora injetada. Nervos espinhais ● Inervação do tronco, dos membros e parte da cabeça ● 31 pares→ 8C, 12T, 5L, 5S, 1Coc ● Nervo espinhal → união das raízes dorsal e ventral→ tronco funcionalmente misto Na raiz dorsal está o gânglio espinhal → corpos dos neurônios sensitivos pseudo-unipolares, cujos prolongamentos central e periférico formam a raiz. A raiz ventral é formada por axônios que se originam em neurônios situados nas colunas anterior e lateral da medula 4 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA .Fibras aferentes: ● Somáticas ○ Exteroceptivas ■ Temperatura, dor, pressão, tato ○ Proprioceptivas ■ Conscientes ou inconscientes ● Viscerais ○ Fome, sede… Fibras eferentes: ● Somáticas ○ Para músculos esqueléticos ● Viscerais ○ Para músculos lisos, cardíaco, glândulas Trajeto dos nervos espinhais ● O tronco do nervo espinhal sai do canal vertebral pelo forame intervertebral e logo se divide em um ramo dorsal e um ventral, ambos mistos. ○ Com exceção dos 3 primeiros nervos cervicais, os ramos dorsais são menores que os dorsais correspondentes → se distribuem ao músculo e à pele da região dorsal do tronco, nuca e região occipital ● Os ramos ventrais dos nervos espinhais torácicos são unissegmentares, ou seja, não se ramificam → têm trajeto aproximadamente paralelo, seguindo individualmente no seu espaço intercostal ● Os nervos originados de plexos são plurissegmentares ● O trajeto de um nervo pode ser superficial ou profundo ○ Superficiais→ sensitivos ○ Profundos→ motores ○ Nunca são somente sensitivos ou somente motores → os sensitivos tem um componente que inerva o músculo eretor de pelos, o motor tem o componente que detecta as ações do fuso muscular e traz infos da propriocepção Dermátomo ● Território cutâneo inervado por fibras de uma única raiz dorsal ● Recebe o nome da raiz que o inerva ● Permitem identificar localização de lesões radiculares ou medulares Nervos Cranianos Fazem conexão com o encéfalo 5 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Maioria se liga ao tronco encefálico, com exceção do óptico e do olfatório, que se ligam ao diencéfalo e telencéfalo Origens aparentes diferentes para cada nervo: Componentes funcionais → diferem dos espinhais por conterem componentes especiais ● Aferentes ○ Somáticas ■ Gerais → originam-se em exteroceptores e proprioceptores→ temperatura, dor, pressão, tato e propriocepção ■ Especiais → retina e ouvido interno → visão, audição e equilíbrio ○ Viscerais ■ Gerais →visceroceptores → dor visceral ■ Especiais → receptores gustativos e olfativos ● Eferentes ○ Somáticas→ m. esqueléticos miotômicos ○ Viscerais ■ Gerais → mm liso, cardíaco, glândulas ■ Especiais → m. esqueléticos branquioméricos Componentes eferentes 👶 Precisamos lembrar da embriologia dos músculos estriados esqueléticos, que se originam dos miótomos dos somitos → músculos estriados miotômico ● Com exceção dos somitos pré-ópticos, não existem somitos na extremidade cefálica do embrião Na extremidade cefálica, o mesoderma é fragmentado em fendas branquiais, que delimitam os arcos braquiais→ músculos estriados derivados destes arcos são chamados branquioméricos ● Os arcos branquiais são considerados formações viscerais e as fibras que inervam os músculos que deles se originam são consideradas eferentes viscerais especiais Embora os miotômicos e branquioméricos tenham origens diferentes, suas estruturas são semelhantes As fibras eferentes viscerais gerais estão relacionadas a inervação de músculos lisos, cardíaco e glândulas → divisão parassimpática do SNA → terminam em gânglios viscerais, de onde os impulsos são levados às diversas estruturas viscerais; ● Fibras pré-ganglionares Durante o desenvolvimento, cada arco branquial recebe um nervo craniano que inerva a musculatura que aí se forma 👬 Digástrico → ventre anterior é derivado do primeiro arco e inervado pelo trigêmio, enquanto o posterior é originado do segundo arco e inervado pelo facial. 🧣 Os mm ECM e trapézio tem uma parte de origem branquiomérica, sendo inervados pela raiz espinhal do nervo acessório. I - olfatório ● Representado por numerosos pequenos feixes nervosos que se originam da região olfatória de cada fossa nasal, atravessam a lâmina crivosa do etmóide e terminam no bulbo olfatório. ● Exclusivamente sensitivo→ aferente visceral especial 6 Par Craniano Origem aparente no encéfalo Origem aparente no crânio I Bulbo olfatório Lâmina crivosa do etmóide II Quiasma óptico Canal óptico III Sulco medial do pedúnculo cerebral Fissura orbital superior IV Véu medular superior Fissura orbital superior V Entre a ponte e o pedúnculo cerebelar médio Fissura orbital superior (oftálmico); forame redondo (maxilar); forame oval (mandibular) VI Sulco bulbo-pontino Fissura orbital superior VII Sulco bulbo-pontino (lateralmente ao VI) Forame estilomastóideo VIII Sulco bulbo-pontino (lateralmente ao VII) Penetra no osso temporal pelo meato acústico interno, mas não sai do crânio IX Sulco lateral posterior do bulbo Forame jugular X Sulco lateral posterior, caudalmente ao IX Forame jugular XI Sulco lateral posterior do bulbo (raiz craniana) e medula (raiz espinhal) Forame jugular XII Sulco lateral do bulbo, adiante a oliva Canal do hipoglosso Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA II - óptico ● Grosso feixe de fibras nervosas que se originam na retina, emergem próximo ao pólo posterior de cada bulbo ocular, penetrando no crânio pelo canal óptico. ● Cada nervo se une com o do lado oposto, formando o que asma óptico, onde ao cruzamento parcial de suas fibras, as quais continuam no trato óptico até o corpo geniculado lateral ● Exclusivamente sensitivo→ aferente visceral especial III - oculomotor, IV - troclear e VI - abducente ● Nervos motores que penetram na órbita pela fissura orbital superior, distribuindo-se aos músculos extrínsecos do bulbo ocular. ○ Elevador da pálpebras superior→ oculomotor ○ Reto superior→ oculomotor ○ Reto inferior→ oculomotor ○ Reto medial→ oculomotor ○ Reto lateral→ abducente ○ Oblíquo superior→ troclear ○ Oblíquo inferior → oculomotor ● Esses músculos derivam dos somitos pré-ópticos → origem miotônica→ fibras eferentes somáticas ● Oculomotor possui fibras para a inervação pré-ganglionar dos músculos intrínsecos do bulbo ocular → ciliar (convergência do cristalino) e esfíncter da pupila→ fibras eferentes viscerais gerais (liso) V - trigêmeo ● Misto→ componente sensitivo é maior ● Raízes sensitivas no gânglio trigeminal (semilunar ou de Gasser) → cavo trigeminal sobre a parte petrosa do temporal ● Distal ao gânglio formam-se os três ramos → oftálmico, maxilar e mandibular → sensibilidade somática geral de grande parte dacabeça→ aferentes somáticos gerais ○ Impulsos exteroceptivos → dor, temperatura, pressão, tato → pele da face e da fronte, conjuntiva ocular, parte ectodérmica da mucosa da cavidade bucal, nariz e seios paranasais, dentes, 2/3 anteriores da língua (sensibilidade geral), maior parte da dura-máter ○ Impulsos proprioceptivos → receptores nos músculos da mastigação e na ATM ● Raiz motora → fibras que acompanham o nervo mandibular ○ Mm. temporal, masseter, pterigóideos medial e lateral, milo-hióideo e ventre anterior do 7 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA digástrico → derivados do 1º arco branquial→ eferentes viscerais especiais VII - facial ● Emerge do sulco bulbo-pontino através de uma raiz motora→ nervo facial propriamente dito ● Tbm tem uma raiz sensitiva e visceral → nervo intermédio (de Wrishberg) ● Junto do VIII par os 2 componentes penetram no meato acústico interno, onde o nervo intermédio perde a sua individualidade, formando um tronco nervoso único que penetra o canal facial ● Depois de um trajeto curto, o nervo facial curva para trás e forma o joelho externo, ou genículo do nervo facial, onde existe um gânglio sensitivo → gânglio geniculado ● O nervo descreve um trajeto para baixo, emerge do crânio pelo forame estilomastóideo, atravessa a parótida e distribui ramos para os músculos da mímica, estilo-hióideo e ventre posterior do digástrico. → Derivados do 2º arco braquial → eferentes viscerais especiais ● Nervo intermédio tem 4 componentes funcionais → fibras eferentes viscerais especiais, eferentes viscerais gerais, aferentes somáticas gerais e aferentes viscerais gerais ○ Eferentes viscerais especiais → mm mímicos, estilo-hióideo e ventre posterior do digástrico. 8 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Eferentes viscerais gerais → inervação pré-ganglionar das g. lacrimal, submandibular e sublingual As fibras destinadas à g. lacrimal destacam-se do nervo ao nível do joelho, percorrem o nervo petroso maior e o do canal pterigóideo atingindo o gânglio pterigopalatino, de onde saem as fibras pós-ganglionares ○ Aferentes viscerais especiais → recebem impulsos gustativos originados nos ⅔ anteriores da língua e seguem junto do nervo lingual. A seguir, passam para o nervo corda do tímpano, através do qual ganham o facial, pouco antes de sua emergência do forame estilomastóideo. Passam pelo gânglio geniculado e penetram no tronco pela raiz sensitiva do VII par (intermédio) ○ Aferente somático geral → parte do pavilhão auditivo e do meato acústico externo VIII - vestíbulo-coclear ● Exclusivamente sensitivo ● Penetra na ponte na porção lateral do sulco bulbo-pontino, entre a emergência do VII par e o flóculo do cerebelo. ● Ocupa o meato acústico interno ● Parte vestibular → fibras que se originam dos neurônios sensitivos do gânglio vestibular→ conduzem impulsos de equilíbrio, originados em receptores da porção vestibular do ouvido interno ● Parte coclear → constituída de fibras que se originam nos neurônios sensitivos so gânglio espiral e que conduzem impulsos originados do órgão espiral (de Corti), na cóclea. ● Fibras aferentes somáticas especiais IX - Glossofaríngeo ● Misto ● Emerge do sulco lateral posterior do bulbo ● O tronco sai do forame jugular e no seu trajeto por esse forame apresenta 2 gânglios → superior (jugular) e inferior (petroso)→ neurônios sensitivos ● Ao sair do crânio, tem um trajeto descendente, com ramificações na raiz da língua e faringe ● Fibras aferentes viscerais gerais → sensibilidade geral e gustativa do ⅓ posterior da língua, faringe, úvula, tonsila, tuba auditiva, além do seio e corpo carotídeos ● Fibras eferentes viscerais→ divisão parassimpática do SNA e que termina no gânglio ótico → desse gânglio saem fibras que inervam a parótida X - Vago ● Maior dos nervos cranianos ● Misto e essencialmente visceral ● Emerge do crânio pelo forame jugular, percorre o pescoço e o tórax, terminando no abdome → origina ramos que inervam faringe e laringe, entrando na formação de plexos viscerais que promovem a inervação autonômica das vísceras torácicas e abdominais ● 2 gânglios sensitivos → superior (jugular) ao nível do forame jugular e o inferior (nodoso), abaixo de tal forame. ● Entre os 2 gânglios → une-se ao vago o ramo interno do acessório ● Fibras aferentes viscerais gerais → faringe, laringe, traqueia, esôfago, vísceras torácicas e abdominais ● Fibras eferentes viscerais gerais → inervação parassimpática das vísceras torácicas e abdominais ● Fibras eferentes viscerais especiais→ mm da faringe e laringe 9 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Ramo laríngeo→ fibras são mais do acessório q do vago ● Fibras eferentes vem dos núcleos bulbares e sensitivas dos gânglios superior (somáticas) e inferior (viscerais) XI - Acessório ● Raiz craniana (bulbar) e espinhal ● Espinhal emerge dos 5 primeiros ramos cervicais → tronco comum que penetra no crânio pelo forame magno ○ A esse ramo reúnem os filamentos da raiz craniana que emergem do sulco lateral posterior do bulbo ● Tronco comum atravessa o forame jugular, dividindo-se em interno e externo ● Interno → fibras da raiz craniana, reune-se ao vago e se distribui c/ ele ● Externo→ fibras da raiz espinhal, tem trajeto próprio e dirigindo-se obliquamente p/ baixo inerva o trapézio e ECM ● Fibras eferentes viscerais especiais → mm da laringe → n. laríngeo recorrente→ fonação! ● Fibras eferentes viscerais gerais → vísceras torácicas + fibras vagais 10 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA XII - Hipoglosso ● Essencialmente motor ● Músculos intrínsecos e extrínsecos da língua ● FIbras eferentes somáticas 👅Só 3 nervos chegam na língua→ hipoglosso, glossofaríngeo e lingual ● Lingual→ ramo do trigêmeo que incorpora o corda do tímpano (ramo do facial) Aspectos Gerais SNA O SNA é responsável pela inervação das estruturas viscerais ● Importante para a integridade da atividade das vísceras → manutenção da homeostase Possui uma parte aferente e uma eferente ● Por definição, a gente só considera o componente eferente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! → Apenas fibras viscerais gerais integram esse sistema 🤗Divide-se em componentes simpático e parassimpático SNA aferente ● Impulsos provenientes de visceroceptores → suas fibras acompanham as do SNA ○ Alguns órgãos pélvicos acompanham parassimpático ○ Antes de penetrar no SNC, passam por gânglios sensitivos ■ Se o impulso penetra por nervo espinhal, então o gânglio é espinhal → ñ tem diferença p/ as fibras viscerais e somáticas. ● Impulsos inconscientes → reflexos viscerais ou viscero-somáticos relacionados ○ Ex → seio e glomo carotídeo que detectam variação de pressão arterial e O2, ○ Muitos impulsos viscerais se tornam conscientes→ sede, plenitude gástrica, dor 😖 Dor → sinal de alarme → estímulo que evoca é aquele que lesa a região ● Certos processos inflamatórios ou irritativos de vísceras e órgãos internos dão manifestações dolorosas em territórios cutâneos→ dor referida!! Sistema nervoso visceral eferente ou autônomo 2 neurônios unindo o SNC ao órgão efetuador: ● Pré-ganglionar → corpo neuronal dentro do SNC (medula ou tronco encefálico) → corpos neuronais se agrupam e formam os gânglios (dilatações) ○ Tronco → formam os núcleos de origem de alguns nervos cranianos, como o vago ○ Medula→ T1-T12, L1-L2, S2-S4 ■ Tóraco-lombar → neurônios se agrupam formando a coluna lateral, situada entre as colunas anterior e posterior da substância cinzenta ● Pós-ganglionar → corpo neuronal no SNP → situado dentro do gânglio → corpo envolvido por anfícitos (c. neuroglial) ○ Neurônios multipolares → Axônio envolvido apenas pela bainha de neurilema constitui a fibra pós-ganglionar ○ Fibra de Remak ○ Terminam nas vísceras, em contato com glândulas, músculo liso ou cardíaco 🧠 Existem áreas do telencéfalo e no diencéfalo que regulam as funções viscerais → as + importantes são hipotálamo e o sistema límbico 11 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA● Tbm são áreas relacionadas com o comportamento emocional! ● Impulsos nervosos originados nessas áreas são levados por fibras especiais que fazem sinapse com os neurônios pré-ganglionares do tronco encefálico e da medula ● Por isso Regi tinha ansiedade e achava q era disbiose! Diferenças entre simpático e parassimpático: Critério Simpático Parassimpático Posição do neurônio pré-ganglionar T1 a L2 Tronco encefálico e S2 a S4 (Cranio-sacral) Posição do neurônio pós-ganglionar Longe da víscera→ próximo à coluna→ gânglios para e pré-vertebrais Próximo ou dentro da víscera→ território de distribuição restrito Tamanho das fibras pré-ganglionares Curtas Longas Tamanho das fibras pós Longas Curtas Ultra-estrutura das fibras pós Com vesículas granulares pequenas Vesículas agranulares Classificação farmacológica das fibras pós Maioria adrenégica (nora)* Colinérgicas Diferenças fisiológicas Ações podem ser localizadas, mas tendem a ser difusas, atingindo vários órgãos Ações são sempre localizadas a um órgão ou setor do organismo Nº de fibras com que a pré-ganglionar faz sinapse Grande nº→ às vezes ocorre descarga em massa que ativa adrenal e libera adrenalina no sangue Número pequeno * Exceção → fibras que inervam as glândulas sudoríparas e os vasos dos músculos esqueléticos→ colinérgicas Nem todas as vezes simpático e parassimpático serão antagônicos: ● Nas g. salivares os 2 aumentam secreção → parassimpática é mais fluida e mais abundante ● Trabalham em conjunto na coordenação da atividade visceral ● A ação deles em determinado órgão depende do modo de terminação das fibras pós-ganglionares de cada uma destas divisões, dentro do órgão. Alguns órgãos são puramente simpáticos: ● G. sudoríparas, m. eretores do pelo, corpo pineal ● Nas glândulas secretoras a maioria ñ é inervada, sendo regulada pelo feedback do próprio hormônio → existe apenas inervação simpática na PAREDE dos vasos SNA - Anatomia do Simpático, Parassimpático e Plexos Aspectos anatômicos Tronco simpático → Formado por uma cadeia de gânglios unidos por ramos interganglionares ● Cada tronco se estende da base do crânio até o cóccix, onde se une com o contralateral. ○ Dispõe-se de cada lado da coluna vertebral → gânglos paravertebrais ● Gânglios por segmentos: ○ Porção cervical → gânglios cervical superior e inferior → Inferior fundido com o primeiro torácico → gânglio cervico-torácico ou estrelado ○ Gânglios torácicos → pode ter de 10 a 12→ pode haver fusão de gânglios vizinhos 12 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Gânglios lombares → 3 a 5 pelo mesmo motivo dos torácicos ○ Gânglios sacrais→ 4 a 5 ○ Cóccix → apenas 1 → gânglio ímpar → para ele convergem e terminam os 2 troncos simpáticos Nervos esplâncnicos e gânglios pré-vertebrais ● Porção torácica do tronco simpático → a partir de T5 → emergem os nervos esplâncnicos maior, menor e imo ○ Atravessam o diafragma e penetram no abdome, terminando nos gânglios pré-vertebrais (anteriores à aorta abdominal e coluna vertebral) ○ Maior termina nos gânglios celíacos ○ Menor termina nos gânglios aórtico-renal ● Gânglios: ○ 2 celíacos direito e esquerdo ○ 2 aórtico-renais ○ 1 mesentérico superior ○ 1 mesentérico inferior Tronco simpático + nervos espinhais → unidos por filetes nervosos→ ramos comunicantes ● Brancos→ ligam a medula ao tronco simpático ○ Fibras pré-ganglionares e viscerais aferentes ○ De T1 a L2 ● Cinzentos → ligam o tronco simpático a TODOS os nervos espinhais ○ Fibras pós-sinápticas amielínicas Filetes vasculares e nervos cardíacos ● Filetes que saem fos gânglios pré-vertebrais e se colam à adventícia das artérias e seguem com elas até as vísceras ○ N. carotídeo interno → sai do polo cranial do gânglio cervical superior → forma o plexo carotídeo interno ● Dos gânglios pré-vertebrais, filetes nervosos colam na aorta abdominal e seus ramos ● Do tronco simpático emergem filetes que chegam às vísceras por trajeto independente das artérias → nervos cardíacos cervicais superior, médio e inferior. Localização e destino pré-ganglionares Corpo do neurônio pré-ganglionar na coluna lateral de T1 a L2 → fibras pré-ganglionares saem pelas raízes ventrais, ganham o tronco do nervo espinhal e seu ramo ventral → passam ao tronco simpático pelos ramos comunicantes brancos → fazem sinapse com, os neurônios pós ganglionares: ● Em um gânglio paravertebral situado no mesmo nível e que o comunicante branco saiu ● Em um gânglio paravertebral situado acima ou abaixo deste nível → fibras pré chegam ao gânglio pós por ramos interganglionares → acima de T1 ou abaixo de L2 ● Em um gânglio pré-vertebral onde as fibras pré chegam pelos nervos esplâncnicos → passam pelos gânglios paravertebrais. Localização e destino pós-ganglionares Neurônios pós-ganglionares estão nos gânglios para e pré-vertebrais → destino é sempre glândula, músculo liso ou cardíaco, podendo chegar por: ● Nervo espinhal ● Nervo independente → liga diretamente o gânglio à víscera ● Por meio de artéria → fibra cola na artéria e acompanha seu território de vascularização Inervação simpática da pupila Fibras simpáticas se originam de neurônios da coluna lateral da medula torácica alta (T1-2) ● Saem pelas raízes ventrais, ganham os nervos espinhais correspondentes e passam ao tronco simpático pelos ramos comunicantes brancos ● Sobem pelo tronco e terminam fazendo sinapse c/ neurônios pós-ganglionares do gânglio cervical superior. ● As fibras pós-ganglionares sobem no nervo e plexo carotídeo interno e penetram no crânio com a ACI → se destacam, fazendo sinapse com o gânglio ciliar e por meio dos nervos ciliares curtos (parassimpático) chegam ao bulbo ocular, onde formam o plexo do músculo dilatador da pupila 👁 Ao longo do trajeto, as fibras simpáticas podem ser lesadas por processo compressivo da região torácica ou cervical → pupila fica em miose, como na sd de Horner 13 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Sistema nervoso parassimpático Relembrando pela 194759304580454793940 vez para ver se não esquece: ● Neurônios pré-ganglionares situados no tronco e na medula sacral Parte craniana: ● Núcleos do tronco encefálico, gânglios e fibras nervosas→ relação com alguns nervos cranianos ● Nos núcleos estão os corpos dos neurônios pré-ganglionares, cujas fibras atingem os gânglios através dos pares III, VII, IX e X Gânglios: ● Ciliar → cavidade orbitária, lateral ao nervo óptico e relacionado com o ramo oftálmico do trigêmio → recebe fibras pré do oculomotor e envia através de nervos ciliares curtos → músculos ciliar e esfíncter da pupila ● Pterigopalatino → fossa pterigopalatina → ligado ao ramo maxilar do trigêmeo→ recebe fibras pré do facial e envia fibras pós para a glândula lacrimal ● Ótico → junto ao ramo mandibular do trigêmeo → recebe fibras pré do glossofaríngeo e manda pós para a parótida através do n. auriculotemporal ● Submandibular → junto ao nervo lingual → recebe fibras pré do facial e envia para as g. submandibular e sublingual ● Parede abdominal e torácica → maioria de células isoladas ○ Plexo submucoso (de Meissner) ○ Plexo mioentérico (de Auerbach) 🤔 Por mais que os gânglios se relacionem com o trigêmeo, ele não tem fibras parassimpáticas, mas as recebe em seu trajeto, em decorrência de anastomoses que faz com o facial e glossofaríngeo. Posição do Neurônio Pré-Ganglionar Nervo – Fibra Pré-Ganglionar Posição do Neurônio Pós-Ganglionar Órgão Inervado Núcleo de Edinger-Westphal Oculomotor Gânglio Ciliar Mm. Esfíncter da Pupila e Ciliar Núcleo Salivatório superior Facial (nervo intermédio) Gânglio submandibular Glândulas Submandib ular e Sublingual Núcleo Salivatório Inferior Glossofaríngeo Gânglio Ótico Glândula Parótida Núcleo Lacrimal Facial (nervo intermédio) Gânglio Pterigopalatino Glândula Lacrimal Núcleo dorsal do Vago Vago Gânglios nas Vísceras Torácicas e Abdominais Vísceras Torácicas e AbdominaisParte Sacral: Fibras pré saem pelas raízes ventrais dos nervos sacrais correspondentes, ganham o tronco desses nervos, dos quais se destacam para formar os nervos esplâncnicos pélvicos (nervos eretores) Plexos viscerais Não são puramente simpáticos ou parassimpáticos→ têm os 2. Composição: ● Fibras simpáticas pré-ganglionares (raras) e pós-ganglionares ● Fibras viscerais aferentes ● Gânglios do parassimpático ● Gânglios pré-vertebrais do simpático Plexos da cavidade torácica→ inervação do coração ● 3 plexos→ cardíaco, pulmonar e esofágico ● Fibras parassimpáticas que se originam do vago e simpáticas dos 3 gânglios cervicais e 6 primeiros torácicos ● Cardíaco → relacionado ao pulmonar → 3 nervos cervicais cardíacos → superior, médio e inferior + 2 nervos cardíacos cervicais do vago ● Inervação autonômica do coração abundante na região do nó sino-atrial ● Simpático acelera e parassimpático inibe Plexos da cavidade abdominal ● Celíaco (solar) → maior dos plexos viscerais → parte profunda da região epigástrica ○ Gânglios simpáticos, celíaco, mesentérico superior e aórtico-renais ○ Maioria dos nervos que contribuem para formação desse plexo vêm da cavidade torácica → nervos esplâncnicos maior e menor (T5-12) e troncos vagais anterior e posterior 14 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Fibras do vago passam por gânglios pré-vert do simpático sem fazer sinapse e terminam em sinapse com os gânglios abdominais → plexos mioentérico e submucoso ● Plexos secundários que irradiam do celíaco → renal, suprarrenal, testicular/útero-ovárico (pares; hepático, lienal, gástrico, pancreático, mesentérico superior, inferior e aórtico-abdominal (ímpares) Plexos da cavidade pélvica ● Plexo hipogástrico/pélvico → vísceras pélvicas → porção inferior e superior ○ Tem direiro e esquerdo ● Superior → adiante do promontório, entre as ilíacas e continua cranialmente como aórtico-abdominal → nervo presacral ● Para formar o plexo hipogástrico: ○ Aórtico-abdominal ○ Nervos esplâncnicos pélvicos ○ Filetes nervosos que se destacam de gânglios lombares e sacrais do tronco simpático Bexiga ● Fibras viscerais aferentes ganham a medula pelo sistema simpático ou parassimpático ● Ao chegarem na medula, as fibras aferentes viscerais provenientes da bexiga ligam-se a vias ascendentes que terminam no cérebro, conduzindo impulsos que se manifestam como plenitude vesical ● Arco reflexo da micção ● Simpático → nervos hipogástricos e plexo hipogástrico superior→ leva impulsos até T10-12 ● Parassimpático → Nervos esplâncnicos pélvicos, que terminam medula (raiz dorsal S2-3-4) → relaxamento do esfíncter e contração do detrusor ● O estímulo para a micção é a distensão da parede vesical Medula Espinhal Termos importantes: ● Substância cinzenta → neuroglia + corpos neuronais + fibras predominantemente amielínicas ● Substância branca→ neuroglia + fibras mielínicas ● Núcleo → massa de substância cinzenta dentro de substância branca OU grupo delimitado de neurônios com estrutura/função parecida ● Córtex→ substância cinzenta ● Trato → feixe de fibras nervosas com a mesma origem, função e destino ○ Podem ser mielínicas ou a ○ 1º nome indica origem e 2º terminação ● Fascículo→ um trato + compacto ● Lemnisco → alguns feixes de fibras SENSITIVAS que levam impulsos ao TÁLAMO ● Funículo→ substância branca da medula. ○ Contém vários tratos ou fascículos ● Decussação ● Comissura → fibras nervosas que cruzam perpendicularmente o plano mediano e que têm direções diametralmente opostas ● Fibras de Projeção → saem fora do limite de certa área/órgão ● Fibras de associação→ associam pontos +/- distantes de uma área/órgão, mas sem abandona-la Organização Substância cinzenta circundada pela branca → constitui os funículos anterior, lateral e posterior bilateralmente ● Posterior compreende os fascículos grácil e cuneiforme ● Entre a fissura mediana anterior e a substância cinzenta localiza-se a comissura branca → local de cruzamento de fibras ● Ao nível das intumescências lombar e cervical, a coluna anterior é mais dilatada → coluna lateral só existe de T1-L2 Substância cinzenta Formato de H→ colunas ● Anterior ○ Cabeça ○ Base ● Posterior ○ Base 15 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Pescoço ○ Ápice → contém a substância gelatinosa (de Rolando), rica em neuroglia e pequenos neurônios ● Intermédia ○ Central ○ Lateral Classificação dos neurônios ● Axônio longo (tipo I de Golgi) ○ Radiculares→ da medula à raiz ventral ■ Viscerais → pré-ganglionares do SNA, cujos corpos localizam-se na substância cinzenta intermédia lateral (T1-L2 ou S2-S4) ■ Somáticos → inervação dos músculos esqueléticos → corpo na coluna anterior → neurônios motores primários, inferiores ou via motora final comum de Sherrington ● α → grandes, axônio grosso → contração efetiva → fibras extrafusais → constitui a unidade motora junto das fibras as quais inerva ● γ → menores, axônio fino → inervação motora das fibras intrafusais → recebem influência de vários centros supra-segmentares relacionados com a atividade motora → movimento voluntário ● Coativação αγ ○ Cordonais → axônios ganham a substância branca da medula e aí ou sobem ou descem, constituindo os funículos, cujos axônios podem ser homo ou contralateral em relação ao corpo ■ De projeção → axônio ascendente longo, que termina fora da medula (cerebelo, tálamo) → integra as vias ascendentes ■ De associação → axônio que passa p/ a substância branca e se bifurca em um ramo ascendente e um descendente, ambos terminando na 16 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA substância cinzenta da própria medula → integração de segmentos medulares diferentes → permite a realização de reflexos → fibras formadas por estes neurônios dispõem-se em torno da subs cinzenta, formando fascículos próprios ● Axônio curto (tipo II de Golgi) ou internuncial ○ Axônio permanece sempre na substância cinzenta ○ Prolongamentos se ramificam próximo ao corpo celular e estabelecem conexão entre as fibras aferentes que penetram nas raízes dorsais e os neurônios motores → interpõem-se nos arcos reflexos medulares ○ Terminam neles muitas das fibras que vêm do encéfalo trazendo impulsos ○ Célula de Renshaw → porção medial da coluna anterior → impulsos inibem os neurônios motores ■ Axônio motor emite ramo colateral antes de sair da medula, e esse ramo faz sinapse com a CR, aí a CR faz sinapse com o neurônio motor que emitiu o ramo → impulso nervoso que sai do neurônio motor é capaz de se inibir por conta desse ramo aí Núcleos e lâminas ● Núcleos formam colunas longitudinais dentro das 3 colunas medulares ○ Alguns não se estendem ao longo de toda a medula! ● Núcleos da coluna anterior podem se agrupar em: ○ Medial → existem em toda a extensão da medula→ motricidade do esqueleto axial ○ Lateral → motricidade apendicular → aparecem nas regiões das intumescências cervical e lombar→ plexos ■ + medial → parte proximal dos membros ■ + lateral → parte mais distal → mm intrínsecos e extrínsecos das mãos e dos pés ● Coluna posterior: ○ Núcleo torácico/dorsal → apenas na região torácica e lombar alta → propriocepção inconsciente → neurônios cordonais de projeção que vão até o cerebelo ○ Substância gelatinosa → recebe fibras sensitivas que entram pela raiz dorsal → protão da dor → recebe fibras serotoninérgicas vindas do tronco encefálico ● Lâminas de Rexed ○ I a IV → receptora → fim dos neurônios das fibras exteroceptivas que penetram na raiz dorsal ○ V e VI→ propriocepção ○ IX→ núcleos da coluna anterior Substância branca Não existem septos delimitando os tratos e fascículos ● A divisão se dá por características fetais e pós-natais → os tratos maturam em épocas diferentes, e aí com o crescimento dá pra diferenciar Vias descendentes ● Fibras que se originam no córtex cerebral ou no tronco encefálico e terminam em sinapses com a medula ○ Se termina em neurônio pré-ganglionar do SNA→ visceral○ Coluna posterior→ sensibilidade 17 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Coluna anterior → motores → piramidal e extrapiramidal Via Piramidal→ motricidade voluntária→ contralateral! ● Vai do córtex até a coluna anterior da medula → diretamente ou através de neurônios internunciais ● 2 tratos → córtico-espinhal anterior e córtico-espinhal lateral ○ No trajeto do córtex ao bulbo as fibras constituem um feixe único → trato córtico-espinhal ○ Ao nível da decussação das pirâmides^uma parte cruza (lateral) e outra segue direto (anterior) ● Anterior → direto→ termina ao nível da coluna torácica média, podendo se estender até a medula sacral ○ Fibras cruzam o plano mediano da medula pouco antes de terminar ○ Menor que o lateral ○ Funículo anterior, próximo da fissura mediana anterior ● Lateral→ cruzado→ vai até a medula sacral ○ Quanto mais baixo, menor o nº de fibras ○ Funículo lateral da medula Vias Extrapiramidais ● Tratos na medula → teto-espinhal, vestíbulo-espinhal, rubro-espinhal, retículo-espinhal ● Teto-espinhal → origem no teto mesencefálico (colículo superior) → funções + limitadas → certos reflexos ● Vestíbulo-espinhal→ área vestibular do IV ventrículo ● Rubro-espinhal → Núcleo rubro (mesencéfalo) → se liga a neurônios motores situados lateralmente na coluna anterior → controlam a parte distal dos membros→ parece com o cortico-espinhal lateral ● Retículo-espinhal→ formação reticular ● Todos terminam na medula em neurônios internunciais ● Fora o rubro, os outros tratos se ligam aos neurônios motores da parte medial da coluna anterior→ controle da musculatura axial ● Vestíbulo e reticulo tbm atuam no equilíbrio e postura Vias ascendentes Destinos das fibras da raiz dorsal ● Cada filamento radicular da raiz dorsal, ao ganhar o sulco lateral posterior, divide-se em lateral e medial ○ Lateral → fibras + finas e dirigem-se ao ápice da coluna posterior ○ Medial → dirigem-se a face medial da coluna posterior ● Antes de penetrar na coluna posterior, elas se bifurcam → ramos ascendente e descendente (+ curto) → todos os ramos terminam na coluna posterior da medula ○ Exceto algumas fibras medial que os ramos ascendentes muito longos terminam no bulbo → fibras de fascículos grácil e cuneiforme situados nos tubérculos dos núcleos grácil e cuneiforme ● Quais sinapses podem ser feitas??? ○ Neurônios motores na coluna anterior → realização de arcos reflexos monossinápticos → como o patelar ○ Com neurônios internunciais → arcos reflexos polissinápticos → reflexo de flexão ou de retirada ○ Neurônios cordonais de associação → arcos reflexos intersegmentares, como o de coçar ○ Neurônios pré-ganglionares ○ Neurônios cordonais de projeção → axônios constituem as vias ascendentes, em que o impulso entra pela raiz dorsal e é levado ao tálamo e cerebelo 18 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Vias ascendentes do funículo posterior ● Fascículos grácil e cuneiforme, separados pelo septo intermédio posterior ○ Formados pelos ramos ascendentes longos das fibras do grupo medial da raiz dorsal ○ As fibras são prolongamentos centrais dos neurônios sensitivos dos gânglios espinhais ● Grácil → raízes coccígea, sacrais, lombares e torácicas baixas ○ Consegue ser visto em toda a medula ● Cuneiforme → a partir da medula torácica alta → fibras que penetram pelas raízes cervicais e torácicas superiores ● Quando as fibras das raízes dorsais penetram na medula para constituir os fascículos grácil e cuneiforme, elas ocupam inicialmente a parte lateral do funículo posterior → no trajeto ascendente são deslocadas medialmente por fibras que penetram por raízes situadas mais acima ● Do ponto de vista funcional os dois são iguais ● Funções: ○ Propriocepção consciente ou sentido de posição e movimento→ cinestesia ○ Tato discriminativo/epicrítico ○ Sensibilidade vibratória ○ Estereognosia Vias ascendentes do funículo anterior: ● Trato espino-talâmico anterior → axônios de neurônios cordonais de projeção situados na coluna posterior → cruzam o plano mediano e fletem-se cranialmente para formar o trato espinotalâmico anterior → fibras terminam no tálamo → pressão e tato leve (protopático) Vias ascendentes do funículo lateral ● Trato espino-talâmico lateral →neurônios cordonais de projeção situados na coluna posterior emitem axônios que cruzam o plano mediano na comissura branca, ganham o funículo lateral, onde se fletem cranialmente→ fibras terminam no tálamo ○ Tamanho do trato aumenta à medida em que sobe pela medula, já que vai adicionando fibras 19 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Dor e temperatura ○ Cirurgia de cordomia é nele ○ Seguem as fibras espino-reticulares, que conduzem dor do tipo crônico e difuso → em queimação ○ Espino-talâmica é dor aguda e bem localizada ● Espino-cerebelar posterior → neurônios cordonais de projeção situados no núcleo torácico da coluna posterior emitem axônios que ganham o funículo lateral do mesmo lado, fletindo-se cranialmente. ○ Penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar inferior ○ Propriocepção inconsciente originada nos fusos neuromusculares e órgãos neurotendinosos ● Espino-cerebelar anterior → neurônios cordonais de projeção situados na coluna posterior e na substância cinzenta intermédia emitem axônios que ganham o funículo lateral do mesmo lado, fletindo-se cranialmente. ○ Penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar superior ○ Fibras cruzadas tornam a se cruzar no cerebelo → ipsilateral ao movimento já que cruza 2 vezes ○ Informam eventos que ocorrem na própria medula→ trato córtico-espinhal ○ Controle da motricidade somática pelo cerebelo Bulbo Estrutura do tronco encefálico Alguns núcleos de nervos cranianos formam a substância cinzenta homóloga à da medula ● O que não tem correspondência é chamada de substância cinzenta própria do tronco encefálico Possui a formação reticular ● Preenche o espaço situado entre os núcleos e tratos mais compactos ● Estrutura intermediária entre as substâncias branca e cinzenta Bulbo e medula À medida em que se examinam as seções mais altas, nota-se que ele se torna cada vez mais diferente da medula, até que na oliva já são distintos. Diferenças bulbo e medula: ● Aparecimento de núcleos próprios do bulbo sem correspondente na medula → grácil, cuneiforme e núcleo olivar inferior ● Decussação das pirâmides ou motora ● Decussação dos lemniscos ou sensitiva→ as fibras que se originam nos núcleos grácil e cuneiforme são chamadas de arqueadas interna e mergulham ventralmente, passam pela coluna posterior, contribuindo para fragmentá-la, cruzam o plano mediano (decussação sensitiva) e infletem-se cranialmente para constituir o lemnisco medial 20 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Cada lemnisco medial conduz ao tálamo os impulsos que subiram pelos fascículos grácil e cuneiforme da medula do lado OPOSTO → propriocepção consciente, tato epicrítico e sensibilidade vibratória ● Abertura do IV ventrículo→ nº de fibras dos fascículos grácil e cuneiforme diminuem, terminando nos núcleos. Quando ñ tem mais estrutura no funículo posterior, abre-se o IV ventrículo, cujo assoalho é constituído por substância cinzenta homóloga à medula. Substância cinzenta Homóloga→ núcleos dos nervos cranianos motores ● Núcleo ambíguo → motor para a musculatura estriada de origem branquiomérica ○ Saem as fibras eferentes viscerais especiais só glossofaríngeo, vago e acessório → destinados a musculatura da laringe e faringe ● Núcleo do hipoglosso→ motor p/ os mm da língua ○ Situa-se no assoalho do IV ventrículo e suas fibras emergem no sulco lateral anterior do bulbo entre a pirâmide a oliva ● Núcleo dorsal do vago→ motor parassimpático ○ Corresponde à coluna lateral da medula ○ Situa-se no triângulo do vago, no assoalho do IV ventrículo ● Núcleo salivatório inferior (glossofaríngeo) → fibras pré-ganglionares que emergem pelo nervo glossofaríngeo para a inervação da parótida Homóloga→ núcleos dos nervoscranianos sensitivos ● Núcleo do trato espinhal do trigêmio → fibras aferentes somáticas gerais ○ Sensibilidade de quase toda a cabeça pelo trigêmeo, facial, glossofaríngeo e vago ○ Facial, glossofaríngeo e vago se relacionam à sensibilidade geral do conduto auditivo externo ● Núcleo do trato solitário → recebe fibras aferentes viscerais gerais e especiais do facial, glossofaríngeo e vago ○ Antes de penetrarem no núcleo, as fibras têm trajeto descendente no trato ○ Gustação ● Núcleos vestibulares medial e inferior → fibras que penetram pela porção vestibular do vestíbulo-coclear. ○ Área vestibular do assoalho do IV ventrículo Substância cinzenta própria: ● Núcleo grácil e cuneiforme→ originam as fibras arqueadas internas que cruzam o plano mediano para formar o lemnisco medial ○ Núcleo cuneiforme acessório ● Complexo olivar inferior ○ Núcleo olivar inferior → massa de substância cinzenta → recebe fibras corticais, da medula e do núcleo rubro. Liga-se ao cerebelo pelas fibras olivo-cerebelares, que cruzam o plano mediano e penetram nele pelo pedúnculo cerebelar inferior, distribuindo-se por todo o córtex cerebelar→ aprendizagem motora ○ Núcleo olivar acessório medial e dorsal → engual de cima Substância branca Fibras transversais ● Arqueadas internas→ algumas vem dos núcleos grácil e cuneiforme e outras do complexo olivar inferior ● Arqueadas externas→ trajeto próximo à superfície do bulbo e penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar inferior Fibras longitudinais ● Ascendentes → tratos e fascículos ascendentes oriundos da medula que ou terminam no bulbo ou passam por ele indo p/ cerebelo ou tálamo ○ Fascículo grácil e cuneiforme→visíveis na porção fechada do bulbo ○ Lemnisco medial → forma fita compacta de fibras de cada lado do plano mediano, ventral ao trato teto-espinhal ○ Trato espino-talâmico lateral ○ Trato espino-talâmico anterior→ continua na ponte, pois entra no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar superior ○ Trato espino-cerebelar posterior → superfície lateral do bulbo, entre o trato espino-cerebelar anterior e o pedúnculo cerebelar inferior ○ Pedúnculo cerebelar inferior ou corpo restiforme → feixe de fibras ascendentes wir percorrem as bordas laterais da metade inferior do IV ventrículo até o nível dos recessos laterais, onde se flete dorsalmente p/ penetrar o cerebelo → constituído pelas fibras olivo-cerebelares, fibras do trato 21 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA espino-cerebelar posterior e fibras arqueadas externas ● Descendentes ○ Trato córtico-espinhal ou piramidal ○ Trato córtico-nuclear→sai do córtex p/ o tronco encefálico, terminando em núcleos motores (ambíguo e do hipoglosso) → controle voluntário da língua, faringe e laringe ○ Tratos extrapiramidais ■ Trato teto-espinhal ■ Trato Rubro-espinhal ■ Trato vestíbulo-espinhal ■ Trato retículo-espinhal ○ Trato espinhal do trigêmeo ○ Trato solitário → fibras aferentes viscerais que penetram no tronco encefálico pelo nervo facial, glossofaríngeo e vago, descendo ao longo do núcleo do trato solitário, no qual terminam em níveis progressivamente mais caudais. ● De associação → fascículo longitudinal medial → toda extensão do tronco e níveis mais altos da medula → posição sempre medial e dorsal→ liga todos os núcleos motores dos nervos cranianos ○ Recebe fibras dos núcleos vestibulares que informam a posição da cabeça Formação reticular ● Centro vasomotor e centro do vômito Lesão ● Disfagia, alterações na fonação (lesão no n ambíguo), alterações no movimento da língua Ponte Formada por uma parte ventral/base e uma dorsal/tegmento. ● No limite entre essas estruturas observa-se um conjunto de fibras mielínicas de direção transversal → corpo trapezóide ● Tegmento → semelhante ao bulbo e tegmento do mesencéfalo Parte ventral Essa área não tem correspondentes em outros níveis do tronco ● Aparece junto do neocerebelo e neocórtex, conectando-se intimamente a elas. Fibras longitudinais ● Trato cortico-espinhal ● Trato córtico-nuclear → núcleos fastigial, trigêmeo e abducente → podem terminar do mesmo lado ou lado oposto ● Trato cortico-pontino Fibras transversais ou Núcleos pontinos → aglomerados de neurônios dispersos em toda a base da ponte ● Término das fibras córtico-pontinas ● Os axônios dos neurônios dos núcleos pontos constituem as fibras transversais/pontinas/ponto-cerebelares → cruzam o plano mediano e enetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar médio/braço da ponte → forma via córtico-ponto-cerebelar Tegmento Fibras ascendentes, descendentes e transversais + núcleos dos nervos cranianos e substância cinzenta da própria ponte. Núcleos do Nervo vestíbulo-coclear ● Cocleares → dorsal e ventral → nível do pedúnculo cerebelar inferior → prolongamentos sensitivos do gânglio espiral → maioria das fibras originadas nos núcleos cocleares dorsal e ventral cruza para o lado oposto, constituindo o corpo trapezóide → constituem o lemnisco lateral, terminando no colículo inferior, de onde os impulsos seguem para o corpo geniculado medial ○ Algumas terminam no núcleo olivar superior, sem cruzar→ seguem pelo lemnisco lateral ● Vestibulares → assoalho do IV ventrículo → lateral, medial, superior e inferior → informam sobre posição e movimentos da cabeça → chegam tbm fibras do cerebelo q ajudam no equilíbrio ○ Fascículo vestíbulo-cerebelar → fibras que terminam no córtex do arquicerebelo ○ Fascículo longitudinal medial → reflexos que permitem o olho ajustar aos movimentos da cabeça ○ Vestíbulo-espinhal→ equilíbrio ○ Vestíbulo-talâmicas→ do tálamo ao córtex Nervos facial e abducente: ● Ambos participam da formação do assoalho do IV ventrículo ● O facial circunda o abducente quando constitui o seu joelho ● Podem ocorrer lesões conjuntas 22 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Núcleo salivatório e núcleo lacrimal→ parassimpáticos Núcleos do trigêmeo → sensitivo principal, trato mesencefálico e núcleo mtor ● Motor→ músculos da mastigação ● Outros → sensibilidade simpática geral em grande parte da cabeça ● Saem as fibras para constituir o lemnisco trigeminal, que termina no tálamo Lesão ● Alterações de sensibilidade da face, motricidade da mastigação ou mímica, do reto lateral tbm, alteração do equilíbrio Estruturas da ponte em resumo Lemnisco medial → disposição transversal, cruzando perpendicularmente às fibras do corpo trapezóide Lemnisco espinhal → união dos tratos espinotalâmico lateral e anterior Pedúnculo cerebelar superior → sistema eferente do cerebelo mais importante → inicialmente constitui a parede dorsolateral da metade cranial do IV ventrículo e depois aprofunda-se no tegmento. No limite com o mesencéfalo as fibras começam a cruzar→ decussação dos pedúnculos cerebelares superiores Mesencéfalo 2 porções: ● Dorsal→ tecto ● Ventral → pedúnculos cerebrais → separados pelo aqueduto ○ Ventral→ base→ fibras longitudinais ○ Dorsal→ tegmento ○ Entre eles→ substância nigra O aqueduto percorre longitudinalmente o mesencéfalo e é circundado por substância cinzenta→ central ou periaquedutal Teto Constituído por 4 eminências: ● Colículos superiores→ relacionam-se com a visão ● Colículos inferiores→ relacionados com a audição Tem tbm a área pré-tectal Colículo superior ● Série de camadas superpostas constituídas alternadamente por substância branca e cinzenta → a camada + profunda se confunde com a substância cinzenta central ● Conexões: ○ Fibras vindas da retina → atingem o colículo pelo trato óptico e braço do colículo superior 23 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Fibras advindas do córtex occipital→ chegam ao colículo pela radiação óptica e braço do colículo superior ○ Fibras que formam o trato teto-espinhal e terminam fazendo sinapse com neurônios motores da medula espinhal ● Reflexos que regulam os movimentos dos olhos no sentido vertical ● Algumas fibras o ligam ao nervo oculomotor ● Muito atingido por tumores do corpo pineal, o que leva a perda de capacidadede mover verticalmente os olhos Colículo inferior ● Massa bem delimitada de substância cinzenta→ núcleo do colículo inferior ● Recebe fibras auditivas que sobem pelo lemnisco lateral e manda fibras para o corpo geniculado medial através do braço do colículo inferior ● Algumas fibras cruzam de um colículo para o outro → forma comissura do colículo inferior Área Pré-tectal ● Núcleo pré-tectal ● Limites pouco definidos ● Encontra-se na extremidade rostral dos colículos superiores, no limite do mesencéfalo com o diencéfalo ● Participa do controle reflexo das pupilas Base do pedúnculo cerebral Fibras descendentes dos tratos córtico-espinhal, córtico-nuclear e córtico-pontino→ conjunto compacto ● Córtico-espinhal → motricidade de cada parte do corpo Tegmento do mesencéfalo Continuação do tegmento da ponte Substância cinzenta ● Homóloga→Núcleos dos nervos cranianos ○ Núcleo do III → nível do colículo superior, aparecendo como um V nos cortes transversais → muito relacionado com o fascículo longitudinal medial. ■ Parte somática → neurônios motores → muitos atravessam o núcleo rubro ■ Parte visceral → Núcleo de Edinger-Westphal → neurônios pré-ganglionares, cujas fibras fazem sinapse com a inervação do músculo ciliar e esfíncter da pupila → parassimpático→ reflexo fotomotor ○ Núcleo do IV→ nível do colículo inferior ■ Fibras são as únicas que saem da face dorsal do encéfalo → decussam antes de emergirem do SNC ○ Núcleo do trato mesencefálico do V → infos proprioceptivas que entram pelo trigêmeo ● Substância cinzenta própria do mesencéfalo ○ Núcleo rubro → forma oblonga → abordado em sua face caudal pelas fibras do pedúnculo cerebelar superior que o envolve → fibras penetram no núcleo à medida em que sobem, muitas delas terminando no tálamo ■ Parte parvicelular (neurônios pequenos) e magnocelular (grandes) ■ Controle da motricidade so,ática ■ Recebe fibras do cerebelo e áreas motoras do córtex, originando o trato rubro-espinhal ■ Inervação da musculatura distal odos membros ■ Tbm se liga ao complexo olivar inferior pelas fibras rubro-olivares → circuito rubro-olivo-cerebelar ○ Substância nigra→ entre o tegmento e a base do pedúnculo cerebral ■ Possui inclusões de melanina ■ Dopamina ■ Conexões com o corpo estriado ● Fibras nigro-estriatais –. dopaminérgicas ● Fibras estriato-nigrais ○ Núcleo do colículo inferior ○ Colículo superior ○ Área pré-tectal Substância branca ● Fibras longitudinais ○ Descendentes ■ Trato córtico-espinhal ■ Trato córtico-nuclear ■ Trato córtico-pontino ■ Trato teto-espinhal ■ Trato rubro-espinhal ○ Ascendentes ■ Lemniscos → medial, lateral, espinhal e trigeminal → ao nível do 24 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA colículo inferior aparecem agrupados em uma só faixa, agrupadas na parte lateral do tegmento ■ Pedúnculo cerebelar superior ■ Braço do colículo superior ■ Braço do colículo inferior ○ De associação→ fascículo longitudinal medial ● Fibras transversais ○ Decussação do pedúnculo cerebelar superior ○ Comissura do colículo inferior Núcleos dos Nervos Cranianos Sistematização Agrupar de acordo com os componentes funcionais → corresponde à disposição em colunas longitudinais, que é observado no tronco encefálico ● 7 componentes funcionais e 6 colunas, já que as fibras aferentes viscerais gerais e especiais vão p/ uma só ● Essas colunas possuem correspondência funcional e em alguns casos continuam na medula ○ Coluna aferente somática/ do trigêmeo continua com a substância gelatinosa da medula ○ Coluna eferente visceral geral/do SNAP corresponde à coluna lateral da medula Coluna eferente somática → núcleos dispostos de cada lado, próximo ao plano mediano → originam fibras para inervação dos mm estriados miotômicos do olho e língua ● Núcleo do oculomotor ● Núcleo do troclear ● Núcleo do abducente ● Núcleo do hipoglosso Coluna eferente visceral geral → neurônios pré-ganglionares do SNAP craniano ● Núcleo de Edinger-Westphal→ complexo oculomotor ● Núcleo lacrimal → fibras do facial ao gânglio pterigopalatino ● Núcleo salivatório superior → origina fibras pré-ganglionares que saem pelo nervo intermédio e ganham o nervo lingual através do corda do tímpano ● Núcleo salivatório inferior → fibras pré-ganglionares que saem do IX e chegam ao gânglio ótico, pelos nervos timpânico e petroso menor → chegam à parótida pelo nervo auriculotemporal (V) ● Núcleo dorsal do vago → sinapses nas paredes das vísceras torácicas e abdominais Coluna eferente visceral especial → fibras que inervam os mm de origem branquiomérica → núcleos se localizam profundamente no interior do tronco encefálico ● Núcleo motor do trigêmeo → derivados do 1º arco branquial ● Núcleos do facial→ 2º arco ● Núcleo ambíguo → bulbo→ inervação dos músculos da laringe e faringe Coluna aferente somática geral → fibras que trazem parte da sensibilidade somática geral da cabeça → coluna do trigêmeo (principal nervo que termina aqui) ● Única coluna contínua que se estende ao longo de todo o tronco encefálico, continuando com a substância gelatinosa da medula ● Núcleo do trato mesencefálico do trigêmeo → mesencéfalo e parte proximal da ponte → propriocepção dos músculos da mastigação e dos extrínsecos do bulbo ocular ● Núcleo sensitivo principal → ponte → continua caudalmente com o núcleo do trato-espinhal → tato epicrítico ● Núcleo do trato espinhal do trigêmeo→ da ponte até a parte alta da medula, onde continua com a substância gelatinosa → fibras de trajeto descendente, tornando-se mais fino ao passo que em que elas vão terminando→ dor e temperatura ● As que bifurcam e terminam no sensitivo principal e trato espinhal do trigêmeo → pressão e trato protopático Coluna aferente somática especial ● Núcleos cocleares ventral e dorsal ● Núcleos vestibulares superior, inferior, medial e lateral → coluna larga Coluna aferente visceral ● Núcleo do trato solitário→ sensibilidade visceral geral e especial (gustação), que entram pelo facial, glossofaríngeo e vago ● As fibras são prolongamentos centrais de neurônios sensitivos situados nos gânglios geniculado, inferior do vago e inferior do glossofaríngeo 25 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Conexões dos núcleos dos nervos cranianos Suprassegmentares ● P/ que impulsos aferentes que chegam aos núcleos sensitivos dos nervos cranianos possam tornar-se conscientes, precisam passar pelo tálamo, indo para áreas específicas do córtex ○ Lemnisco trigeminal ○ Lemnisco lateral → impulsos auditivos dos núcleos cocleares ao colículo inferior → vão p/ o corpo geniculado lateral ○ Fibras vestíbulo-talâmicas ○ Fibras solitário-talâmicas ● Neurônios situados nos núcleos motores dos nervos cranianos estão sob o controle do sistema suprasegmentar→ fibras descendentes ○ Trato córtico-nuclear → liga as áreas motoras do córtex aos neurônios motores situados nos núcleos das colunas eferente e visceral especial ● Os núcleos da coluna eferente visceral geral (SNAP) recebem influência suprasegmentar, especialmente do hipotálamo → vias diretas envolvendo a formação reticular Conexões reflexas ● Arcos reflexos ao nível de tronco encefálico ● As fibras para estas conexões podem passar pela formação reticular ou do fascículo longitudinal medial Mandibular ou mentual ● Percute o mento de cima p/ baixo c a boca entreaberta ● Impulso sai pelo nervo mandibular ao núcleo do trato mesencefálico do V e volta pelo núcleo motor do V→ estiramento dos mm da mastigação com ativação dos fusos neuromusculares Corneano ou corneopalpebral ● Toca a córnea com mecha de algodão, e aí os 2 olhos fecham ● Impulso sai do ramo oftálmico do V → gânglio trigeminal → raiz sensitiva do trigêmeo → nervo sensitivo principal do trato espinhal → fibras cruzadas ou não chegam ao nervo facial ● Proteção contra corpos estranhos, abolidos se ulceração na córnea, diminuído ou abolido no coma ou anestesia profunda Lacrimal ● Toque da córnea ou presença de corpoestranho ● Proteção do olho, sendo acompanhado do fechamento da pálpebra ● Via aferente→ engual reflexo corneano ● COnexões centrais→ núcleo lacrimal ● Fibras saem pelo facial (intermédio)→ chega ao gânglio pterigopalatino→ g. lacrimal Piscar ● Fibras aferentes da retina vão ao colículo superior pelo nervo óptico, trato óptico e braço do colículo superior ● Saem fibras p/ o facial → impulso chega ao orbicular do olho ● Se o estímulo for muito intenso, impulsos do teto descem pelos neurônios motores da medula pelo trato teto-espinhal→ cobrir o olho com a mão Reflexo de movimentação dos olhos por estímulos vestibulares →Nistagmo ● Finalidade → manter a fixação do olhar em um objeto que interessa, quando esta fixação tende a ser rompida por movimentos do corpo ou cabeça → compensa possíveis desvios ● Receptores → cristas dos canais semicirculares do ouvido interno, onde existe a endolinfa → Os movimentos da cabeça movimentam a endolinfa dentro dos canais semicirculares → deslocamento dos cílios das células sensoriais das cristas → estímulo dos prolongamentos periféricos dos neurônios do gânglio vestibular → impulso que segue pela porção vestibular do VII nervo, atingindo os núcleos vestibulares, de onde saem fibras que ganham o fascículo longitudinal medial e vão para os oculomotores ● Se o movimento for exagerado o movimento da endolinfa tbm é, fazendo com que os olhos desvie-se até o máximo de contração dos músculos retos, voltando e desviando → movimento oscilatório de vai e vem→ nistagmo ○ Pode ser simulado com água fria ou quente ○ Pode ser patológico Reflexo fotomotor direto ● Impulso oriundo da retina é conduzido pelo nervo óptico, quiasma óptico e trato óptico, chegando ao corpo geniculado lateral ● Fibras ligadas ao reflexo fotomotor não fazem sinapse no corpo geniculado lateral, mas ganham o braço do colículo superior, terminado em neurônios da área pré-tectal → saem fibras que terminal fazendo sinapse 26 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA com o núcleo de Edinger-Westphal → saem fibras pré-ganglionares que vão pelo n. oculomootor para o gânglio ciliar, de onde saem fibras pós-ganglionares que terminam no esfíncter da pupila ● Abolido se lesão retiniana, nervo ´ptico ou oculomotr Reflexo consensual ● Estimula-se a retina de um olho com um jato de luz e a outra tbm contrai ● O impulso cruza o plano mediano no quiasma óptico e na comissura posterior, através de fibras que, da área pré-tectal de um lado, cruzam para o núcleo de Edinger-Westphal do lado oposto Reflexo do vômito ● Diversas causas → irritação da mucosa gástrica, impedir que mto álcool chegue ao sangue ● Estímulo de visceroceptores, originando impulsos aferentes que vão pelo vago até o núcleo do trato solitário, de onde saem fibras que levam impulsos ao centro do vômito, na formação reticular do bulbo ● Fibras p/ o núcleo dorsal do vago → sinapse com neurônios pós-g da parede do estômago → aumenta a contração e abre a cárdia ● Firas que pelo trato retículo-espinhal chegam a coluna lateral da medula → saem fibras simpática pré-g que chegam aos gânglios celíacos pelos nervos esplênicos → as fibras pós chegam ao estômago, fechando o piloro ● Fibras que pelo trato retículo-espinhal chegam a medula cervical onde se localizam os neurônios motores que constituem o nervo frênico, que contrai o diafragma ● Fibras que pelo trato retículo-espinhal chegam os neurônios motores da medula, onde se originam os nervos tóraco-abdominais → aumentam contração da musculatura abdominal, aumentando a pressão intra-abdominal ● Fibras p/ o núcleo do hipoglosso→ protrusão da língua Formação Reticular É uma agregação neuronal mais ou menos difusa, cujos neurônios são separados por uma rede de fibras nervosas que ocupa a parte central do tronco. ● Intermediário entre substância cinzenta e branca Pertence ao tronco encefálico, entretanto, se estende um pouco ao diencéfalo e aos níveis mais altos da medula, onde ocupa uma pequena área do funículo lateral ● Preenche os espaços do tronco onde não tem nem tato, nem fascículo e nem núcleo Possui alguns núcleos ● Núcleos da rafe→ 8→ o + importante é o rafe magnus → neurônios serotoninérgicos ● Locu ceruleus→ noradrenalina ● Substância cinzenta periaquedutal→ regulação da dor ● Área tegmentar ventral→ dopamina Pode ser dividida em zona magnocelular (células grandes que ocupam os ⅔ medial) e zona parvocelular (células pequenas que ocupam⅓ lateral. ● Magnocelular → origina vias ascendentes e descendentes longas → zona efetuadora da formação reticular 27 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Conexões Recebe impulsos que entram pelos nervos cranianos e mantém relações nos dois sentidos com o cérebro, o cerebelo e a medula ● Cérebro → projeta vias para todo o córtex por via talâmica e extratalâmica, projetando também para áreas do diencéfalo. Várias áreas do córtex, hipotálamo e sistema límbico enviam fibras descendentes ● Cerebelo→ 2 sentidos ● Medula → fibras rafe-espinhais e trato reticulo-espinhal enviam, fibras espino-reticulares trazem ● Núcleos dos nervos cranianos → os impulsos que entram pelos nervos cranianos sensitivos ganham a formação reticular pelas fibras que a ela se dirigem a partir de seus núcleos Funções Controle da atividade elétrica cortical→ sono e vigília ● A atividade elétrica do córtex cerebral depende de vários níveis de consciência ● Córtex tem atividade elétrica espontânea ○ Traçado do sono é sincronizado e da vigília dessincronizado ● A formação reticular é capaz de ativar o córtex, a partir do sistema ativador reticular ascendente (SARA) ○ Ação do SARA no córtex ocorre através das conexões da formação reticular com os núcleos inespecíficos do tálamo ○ Além de seguirem suas vias específicas, os impulsos sensoriais que chegam ao SNC pelos nervos espinhais e cranianos passam à formação reticular e ativam o SARA → Fibras espino-reticulares ou conexões dos núcleos dos nervos cranianos com a formação reticular ○ Os impulsos nervosos sensoriais chegam ao córtex e perdem sua especificidade. ○ Indivíduos acordam quando o estímulo é mto forte→ redução de estímulos facilita o sono ○ O próprio córtex, através de conexões córtico-reticulares, é capaz de ativar a formação reticular, se autoativando ● Regulação do sono ○ Sono depende de núcleos da formação reticular ○ Certos estímulos em áreas específicas do bulbo e da ponte causam sono, enquanto a maioria da formação reticular o inibem ○ Núcleo da rafe ajuda no sono e lesão dele causa insônia permanente ○ Estágio de sono paradoxal/lento/não-REM → traçado dessincronizado como se vc tivesse acordado → relaxamento muscular→ sonhos ■ Ação do locus ceruleus, hipotálamo Controle eferente da sensibilidade ● Atenção seletiva → seleciona em que vai prestar atenção e elimina/diminui estímulos, concentrando em otos ● Fibras eferentes ou centrífugas→ capazes de modular a passagem de impulsos nervosos nas vias aferentes específicas ● Fibras que inibem a penetração no SNC de impulsos dolorosos→ vias da analgesia Controle da motricidade somática ● Ação estimulação elétrica da formação reticular resulta, conforme a área, em ativação ou inibição da atividade dos neurônios motores medulares→ atuação do trato retículo-espinhal ● Partes das funções motoras relaciona-se com as aferências que recebe das áreas motoras do córtex cerebral e do cerebelo→ via córtico-reticulo-espinhal (motricidade voluntária dos músculos axiais e apendiculares proximais), cerebelo (equilíbrio, tônus e postura) ● Evidência de que o trato retículo-espinhal veicula também comandos motores descendentes gerados na própria formação reticular e relaciona-os com alguns padrões complexos estereotipados de movimento, como por exemplo os da locomoção Controle do SNA ● Ação do sistema límbico e do hipotálamo → possuem projeções para a formação reticular, que se liga aos neurônios pregan milionários do SNA Controle neuroendócrino● Estímulos elétricos da formação reticular mas encefálica causam a liberação de ACTH e ADH ● no controle hipotâmico da liberação de vários hormônios da adenoipófise estão envolvidos 28 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA mecanismos mecanismos noradrenérgicos e serotoninérgicos Integração de reflexos→ centro respiratório e vasomotor ● Existe uma série de centros que, ao ser estimulados eletricamente, desencadeiam respostas motoras, somáticas ou viscerais, características de fenômenos como vômito, deglutição, locomoção, mastigação ,movimentos oculares, além de alterações respiratórias e vasomotoras ● Esses centros funcionam como geradores de padrões de atividade motora estereotipada (pattern generators) e podem ter sua atividade iniciada ou modificada seja por estímulos químicos, por comandos centrais (corticais ou hipotalâmicos) Ou por aferências sensoriais ● As aferências sensoriais funcionam como centros integradores de reflexos em que os impulsos aferentes Dão origem a sequências motoras complicadas cuja execução envolve núcleos e áreas diversas e às vezes distantes do sistema nervoso central ● Na formação reticular da ponte próximo ao núcleo do nervo abducente, situa-se núcleo para abducente, considerado centro de controle dos movimentos conjugados dos olhos no sentido horizontal ● Na formação reticular do mesencéfalo situa-se o centro locomotor que agem conjunto com os centros locomotores da medula ● Os centros respiratórios e vasomotor diferente dos demais por funcionarem como osciladores, apresentam atividade rítmica espontânea e sincronizada com os ritmos respiratório e cardíaco → a atividade rítmica é endógena, independente das aferências sensoriais ● Centro respiratório ○ Informações sobre o grau de distensão dos alvéolos são levados continuamente ao núcleo do trato Solitário pelas fibras aferentes viscerais gerais do vago → os impulsos passam ao centro respiratório do bulbo ○ O bulbo apresenta uma parte dorsal que controla a inspiração e outra ventral que controla a expiração ○ Do centro respiratório Saem fibras retículo-espinhais que terminam fazendo sinapse com os neurônios motores da Porção cervical e torácica da medula. ○ O nervo frênico leva fibras ao diafragma. Participam tbm nervos intercostais → manutenção dos movimentos respiratórios, tanto pelas vias viscerais, como pela recepção de fibras do trato córtico-espinhal (voluntário) ○ Tbm sofre influência do hipotálamo → modificações do ritmo respiratório de acordo com as emoções ○ Seio e glomo carotídeo → quimio e barorreceptores ● Controle vasomotor ○ Coordena os mecanismos que regulam o calibre vascular, do qual depende a PA, ritmo cardíaco ○ Barorreceptores do glomo carotídeo enviam infos pelo IX par ○ Resposta eferente pelo vago → parassimpáticos ○ Fibras reticulo-espinhais para neurônios pré-g da coluna lateral→ simpáticos ○ Controle do hipotálamo→ emocional na PA Neurônios Monoaminérgicos do Tronco Monoaminas → dopamina, noradrenalina, adrenalina, serotonina e histamina ● 3 primeiras→ catecolaminas ● Serotonina→ triptana ● Histamina→ aa derivado da histidina ● As + importantes são serotonina, nora e dopamina ● Funcionam como neurotransmissores e os neurônios que as contém são monoaminérgicos Número de neurônios monoaminérgicos é pequeno, mas eles se ramificam muito e se distribuem por quase todo o SNC → dilatações e varicosidades ricas em vesículas sinápticas granulares, onde ficam os neurotransmissores ● Mesmo estando em todo o SNC, a maioria tem seu cirpo localizado na formação reticular do tronco ○ Exceção → histaminérgicos, adrenérgicos e dopaminérgicos do hipotálamo, além dos dopaminérgicos da retina e bulbo olfatório Vias serotoninérgicas ● Núcleos da rafe → Se estendem na linha média, do bulbo o mesencéfalo ● Os axônios originados nos núcleos situados em níveis mais altos tem trajeto ascendente, projetando-se para quase todas as estruturas do prosencéfalo, até mesmo córtex cerebral, o hipotálamo e o sistema límbico. alguns núcleos projetam-se para o cerebelo, e aquele situados no bulbo projetam-se para medula 29 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Fibras rafe-espinhais ganham do núcleo magno da rafe a substância gelatinosa da medula, inibindo a entrada de impulsos dolorosos→ via da analgesia ● Lesão ou inibição→ insônia permanente Vias noradrenérgicas ● Locus ceruleus → projeções atingem todo o SNC → sono paradoxal Vias dopaminérgicas ● Área tegumentar ventral e substância nefra ○ Via nigro-estriada → termina no corpo estriado→ atividade motora somática ○ Via mesolímbica vem da área tegumentar ventral e vai para o corpo estriado ventral, o sistema límbico e o córtex pré-frontal → emoção ● Mais restritas e localizadas Considerações Anatomoclínicas sobre a Medula e o Tronco Encefálico Lesões do sistema nervoso segmentar manifestam-se por alterações da motricidade e sensibilidade Motricidade ● Podem ser da motricidade voluntária, do tônus ou dos reflexos Força ● Paresia→ diminuição ● Plegia/paralisia → ausência total, impossibilitando movimento ● Pode ser de um lado só do corpo → hemiplegia ou hemiparesia Tônus ● Estado de relativa tensão em que se encontra permanentemente um músculo normal em repouso 30 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Alterações→ hipertonia, hipotonia, atonia Reflexos ● Arreflexia, hiporreflexia ou hiperreflexia ● Pode haver o aparecimento de reflexos patológicos ○ Sinal de Babinski → flexão dorsal do hálux ao estímulo, quando o esperado seria flexão plantar→ lesão dos tratos córtico-espinhais Paralisia flácida→ hiporreflexia + hipotonia ● Síndrome do neurônio motor inferior ou primeiro neurônio→ lesão do neurônio motor da coluna anterior da medula ou dos núcleos motores dos nervos cranianos ● Em pouco tempo ocorre atrofia da musculatura → perda da ação trófica dos nervos Paralisia espástica→ hiperreflexia + hipertonia ● Síndrome do neurônio motor superior ou central → lesão nas áreas motoras do córtex cerebral ou nas vias descendentes→ trato córtico-espinhal ● Atrofia muscular discreta → músculos continuam inervados pelos neurônios motores inferiores ● Sinal de babinski + Sensibilidade Anestesia → desaparecimento total de uma ou mais modalidades da sensibilidade após estimulação adequada Hipoestesia→ redução Hiperestesia→ aumento Parestesia → aparecimento de sensações espontâneas e mal definidas, como formigamentos Algias→ dores Lesões medulares Coluna anterior ● Poliomielite → vírus destrói especificamente os neurônios dessa coluna→ síndrome do neurônio motor no território muscular correspondente à área da medula que foi lesada ● Podem ocorrer deformidades por ações de grupos musculares cujos antagonistas foram paralisados ● Se destruição neurônios respiratórios→ morte por IR Tabes dorsalis ● Neurossífilis ● Lesões das raízes dorsais, especialmente da divisão medial→ contém os fascículos grácil e cuneiforme ● Perda de propriocepção consciente ● Perda de tato epicrítico → ñ consegue diferenciar 2 pontos ● Perda da sensibilidade vibratória e estereognosia → com o progredir das lesões pode haver maiores destruições das raízes dorsais→ comprometimento de outras formas de sensibilidade Hemissecção da medula ● Síndrome de Brown-Séquard ● Interrupção dos principais tratos ● Os sintomas Resultante da secção dos tratos que não se cruzam na medula aparecem do mesmo lado da lesão ○ Paralisia espástica com aparecimento do sinal de Babinski → interrupção do trato córtico-espinhal lateral ○ Perda da propriocepção consciente e do trato epicrítico → lesão dos fascículos grácil e cuneiforme ● Os sintomas resultantes da lesão de tratos que se cruzam na medula se manifestam do lado oposto ao lesionado ○ Perda de sensibilidade térmica e dolorosa a partir de ½ dermátomos abaixo do nível da lesão→ trato espinotalâmico lateral ○ Ligeira diminuição do tato protopático e da pressão por comprometimento do trato espinotalâmico anterior● Todos os sintomas aparecem somente abaixo do nível da lesão Siringomielia 31 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Formação de uma cavidade no canal central da medula , levando a uma destruição da substância cinzenta intermediária central e da comissura Branca ● a destruição interrompe as fibras que formam os dois Tratos e espino-talâmicos laterais, quando eles cruzam ventralmente ao canal Central ● Perda da sensibilidade térmica e dolorosa bilateral, na área correspondente aos dermátomos das fibras lesadas ● Não há alterações de propriocepção e a deficiência tática é pouca → lesão não atinge fibras do folículo posterior ● Tato segue pelos fascículos grácil e cuneiforme → persiste certa sensibilidade tátil já que estes não são comprometidos ● Dissociação sensitiva → Perda da sensibilidade térmica e dolorosa com persistência da sensibilidade tátil e proprioceptiva ● Acomete com mais frequência a intumescência cervical, resultando no aparecimento dos sintomas na extremidade superior dos dois lados Transecção da medula ● Imediatamente após um traumatismo que resulte na secção completa da medula, o paciente entra em choque espinhal→ perto absoluta da sensibilidade, dos movimentos e dos tônus dos músculos e nervados pelos segmentos medulares situados abaixo da lesão ● Retenção urinária de fezes ● Após um período variável, reaparecem os movimentos reflexos que se tornam exagerados + sinal de babinski ● Em casos de secção completa, não há recuperação da motricidade voluntária da sensibilidade, podendo haver uma certa recuperação reflexa dos mecanismo de esvaziamento vesical Compressão medular por tumor ● Sintomatologia variável conforme a posição do tumor ● Inicialmente podem aparecer Dores em determinados dermátomos que correspondem às raízes dorsais comprometidas → com progredir da doença, aparecem sintomas de comprometimento de tratos medulares ● Um tumor que se desenvolve dentro da medula comprime de dentro para fora, causando perturbações motoras por lesão do trato corticoespinhal lateral. há também a perda da sensibilidade térmica e dolorosa por compressão do trato espinotalâmico lateral ● Os sintomas aparece inicialmente nos dermátomos mais próximos ao nível da lesão, com progressão para os inferiores, geralmente poupando os sacrais → Preservação sacral ○ Fibras originadas do segmento sacral da medula se dispõe lateralmente no trato espinotalâmico lateral, enquanto as originadas em segmentos progressivamente mais altos ocupam posição cada vez mais Medial nesse trato ● Quando um tumor comprimido a medula de fora para dentro, as fibras originadas nos segmentos sacrais são lesadas em primeiro lugar Secção cirúrgica dos tratos espino-talâmicos laterais → cordotomias ● Ocorre acima e do lado oposto ao processo doloroso ● Perda de dor e temperatura do lado oposto ● Se dor visceral precisa ser bilateral 32 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Lesões bulbares Base do bulbo→ hemiplegia cruzada com lesão do hipoglosso ● Lesão compromete a pirâmide e o nervo hipoglosso ● Pirâmide → lesão do trato córtico-espinhal → hemiparesia do lado oposto ○ Quando se estende dorsalmente, atingindo os demais tratos motores descendentes → hemiplegia ● Hipoglosso → paralisia dos mm da metade da língua, situada do lado lesado → sinais de síndrome do 1º neurônio motor→ hipotrofia muscular ○ Desvio da língua para o lado lesado quando faz protrusão Síndrome da artéria cerebelar inferior posterior→ Sìndrome de Wallenberg ● Ramo da vertebral que irriga a parte dorsolateral do bulbo ● Ocorre geralmente por trombose ● Lesão do pedúnculo cerebelar inferior → incoordenação de movimentos na metade do corpo do lado lesado ● Lesão do trato espinhal do trigêmeo e seu núcleo → perda da sensibilidade térmica e dolorosa na ½ da face homolateral da lesão ● Lesão do núcleo ambíguo→ perturbação da deglutição, fonação por paralisia dos mm da faringe e laringe ● Pode aparecer sd de Horner por lesão das vias descendentes Lesões pontinas Nervo facial ● Pode ocorrer em qualquer parte do trajeto ○ Antes da emergência no forame estilomastóideo → associadas a lesões do glossofaríngeo e intermédio ■ Perda de sensibilidade gustativa nos ⅔ anteriores ■ Alterações do equilíbrio ■ Enjoos e tonturas ■ Diminuição da audição ● Paralisia total dos músculos da mímica → perda do tônus→ flacidez ○ Vazamento de saliva pelo ângulo da boca do lado lesado→ acometimento do bucinador ○ Desvio da comissura labial para o lado normal ○ Pálpebra permanece aberta –. predispões olho a infecções e lesões ○ Reflexo corneano abolido ● Periférica ○ Homolaterais à lesão ○ Acometem toda a metade da face ○ Total ● Central ○ Contralaterais à lesão ○ Apenas músculos da metade inferior → lado superior mantido por fibras heterolaterais a lesão ○ Lesão do trato córtico-nuclear ○ Pode haver contração involuntária da musculatura da mímica como manifestação emocional Lesão da base da ponte→ Síndrome de Millard-Gubler ● Compromete o trato córtico-espinhal e as fibras do abducente 33 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Hemiplegia cruzada e hemiparesia contralateral à lesão ● Paralisia do m. reto lateral homolateral à lesão→ não abduz o olho→ movimentos descoordenados + diplopia ○ Estrabismo convergente → desvio do bulbo do olho em direção medial por ação não contrabalanceada pelo reto lateral ● Quando a lesão se estende lateralmente, compromete as fibras do facial Lesão da ponte ao nível da emergência do V par ● Compromete o trato córtico-espinhal e as fibras trigeminais ● Hemiplegia cruzada + lesão trigeminal ● Síndrome do neurônio motor superior ● Perturbações motoras → paralisia dos mm da mastigação homolateral à lesão → desvio da mandíbula p/ lado paralusado ● Perturbação sensitiva→ anestesia da face homolateral à lesão ● Pode se estender ao lemnisco medial → perda de propriocepção consciente e do tato epicrítico (contralateral) Lesões mesencefálicas Lesões da base do pedúnculo cerebral→ Síndrome deWeber ● Comprometimento do trato córtico-espinhal e das fibras do oculomotor ● Hemiparesia do lado oposto ● Impossibilidade de mover o bulbo ocular p/cima, baixo ou medialmente ● Diplopia ● Estrabismo divergente ● Ptose palpebral ● Midríase Lesão do tegmento do mesencéfalo→ Síndrome de Benedikt ● Compromete o oculomotor, o núcleo rubro e os lemniscos medial, espinhal e trigeminal ● Anestesia da ½ oposta do corpo e da cabeça ● Tremores e movimentos anormais contralaterais Estrutura e Funções do Cerebelo Junto do cérebro forma o sistema nervoso suprassegmentar. ● Córtex envolvendo substância cinzenta, possuindo núcleos centrais de substância cinzenta 🧠 Difere do cérebro por ter ação 100% involuntária e inconsciente. Função exclusivamente motora!!!!!!!!!!!! → Influência ipsilateralmente Citoarquitetura cortical ● A mesma em todas as folhas e lóbulos: ○ Camada molecular ○ Camada das células de Purkinje ○ Camada granular Camada média ● Fileira de células de Purkinje → c. + importantes do cerebelo ○ Piriformes, grandes, dotadas de dendritos que se ramificam na camada molecular e um axônio que sai na camada oposta, terminando nos núcleos centrais, onde exercem função inibitória → esses axônios são as únicas fibras eferentes do cerebelo Camada molecular ● Fibras de direção paralela ● Células estreladas ● Células em cesto → sinapses axossomáticas dispostas em torno do corpo das células de Purkinje 34 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Camada granular ● Células granulares ou grânulos do cerebelo → pequenas, citoplasma reduzido ○ Vários dendritos e um axônio que atravessa as células de Purkinje ○ Ao atingir a camada molecular, bifurca-se em T → fibras paralelas que fazem sinapse com os dendritos das células de Purkinje dispostas ao longo do eixo da folha cerebelar ● Células de Golgi→ amplas ramificações Conexões intrínsecas As fibras que penetram no cerebelo se dirigem ao córtex → 2 tipos: ● Musgosas ○ Terminaçõesdos demais feixes que penetram no cerebelo → núcleos vestibulares, medula espinhal e núcleos pontinos ○ Ao penetrar no cerebelo emitem ramos colaterais que fazem sinapses excitatórias com os neurônios dos núcleos centrais→ Em seguida, atingem a camada granular, ramificando e terminando em sinapses excitatórias axodendríticas com células granulares que se ligam às células de Purkinje pelas fibras paralelas → CIRCUITO CEREBELAR BÁSICO ● Trepadeiras ○ Axônios de neurônios situados no complexo olivar inferior ○ Terminam se enrolando em torno dos dendritos das células de Purkinje → ação excitatória! Impulso penetra no cerebelo pelas fibras musgosas ↪ Ativam neurônios dos núcleos centrais, células granulares e de Purkinje ↪ Células de Purkinje inibem os próprios neurônios centrais 🤔 Infos chegam ao cerebelo de vários setores do SN→ agem nos neurônios dos núcleos centrais→ saem respostas eferentes ● Atividade modulada pelas c de Purkinje 💀 É mais complexo ainda pq tem + 3 células no meio, q tbm são inibitórias: ● C. de Golgi, c. em cesto e c. estreldadas → liberam GABA 35 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Célula granular é a única excitatória!!!→Glutamato Núcleos centrais e corpo medular Os núcleos centrais do cerebelo são: ● Denteado → maior, assemelhando-se ao núcleo olivar inferior ● Interpósito ○ Emboliforme ○ Globoso ● Fastigial→ Próximo ao plano mediano Dos núcleos centrais saem as fibras eferentes e nele chegam axônios de Purkinje Corpo medular→ substância branca→ fibras mielínicas ● Fibras aferentes → penetram pelos pedúnculos, dirigindo-se ao córtex, onde perdem a bainha de m ● Fibras formadas pelos axônios de Purkinje→ vão p/ os núcleos centrais e se tornam mielínicas quando saem do córtex Organização longitudinal e transversal Remember: ● Arquicerebelo→ lobo floculonodular ● Paleocerebelo→ lobo anterior, pirâmide e úvula ● Neocerebelo→ resto → São áreas separadas pelas fissuras prima e póstero-lateral, orientadas transversalmente e dispostas em sentido rostrocaudal → Essa divisão é mt usada para a compreensão das síndromes cerebelares Nova divisão→ longitudinal→ sentido médio-lateral: ● Zona medial→ ímpar→ vérmis ○ Axônios das c. de Purkinje da zona medial se projetam para o núcleo fastigial ● Zonas intermediárias→ paravermiana ○ Axônios das c. de Purkinje da zona medial se projetam para o núcleo interpósito ● Zona lateral→ maior parte dos hemisférios ○ Não se separa da intermediária por nenhum elemento visível ○ Axônios das c. de Purkinje da zona medial se projetam para o núcleo denteado → As fibras trepadeiras que chegam das olivas tendem a se organizar no sentido longitudinal Conexões aferentes → Terminam no córtex como fibras trepadeiras ou musgosas→ repetindo p ver se não esqueço essa💣 Origem vestibular 36 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Chegam pelo fascículo vestíbulo-cerebelar → distribuem-se ao arquicerebelo e zona medial/vérmis ○ Posição da cabeça → equilíbrio e postura básica Origem medular ● Tratos espino-cerebelar anterior e posterior ○ Vêm pelos pedúnculos cerebelares superior e inferior ● Terminam no córtex do paleocerebelo ● Do trato posterior chega sinais proprioceptivos e em menor grau de receptores somáticos→avalia grau de contração muscular, tensão nas cápsulas articulares e tendões, posições e velocidades do movimento das partes do corpo ● Anterior → ativadas por sinais motores que chegam na medula pelo trato córtico-espinhal → avalia grau de atividade desse trato Origem pontina ● Ponto-cerebelares ● Origem nos núcleos pontinos, penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar médio → vai p córtex do neocerebelo ● Via córtico-ponto-cerebelar → traz ao cerebelo infos do córtex de todos os lobos cerebrais Conexões eferentes →Permite com que o cerebelo influencie os neurônios motores medulares ● Saem dos 3 núcleos centrais Zona medial ● Vérmis ● Células de Purkinje fazem sinapses nos núcleos fastigiais → sai o trato fastigiobulbar → 2 tipos de fibras: fastígio-vestibulares e fastígio-reticulares ● Exerce influência nos neurônios motores do grupo medial da coluna anterior → controlam musculatura axial e proximal dos membros, mantendo equilíbrio e postura Zona intermédia ● Axônios das células de Purkinje fazem sinapse no núcleo interpósito → saem fibras p/ o núcleo rubro e tálamo contralateral ● Trato rubro-espinhal → via interposito-rubro-espinhal ● Via interposito-tálamo-cortical → origina o trato córtico-espinhal ● Ação sobre os neurônios motores do grupo lateral da coluna anterior → controle dos mm distais dos membros→ movimentos delicados Zona lateral ● Axônios das células de Purkinje fazem sinapse no núcleo denteado → impulsos seguem p/ o tálamo contralateral e daí p as áreas motoras do córtex→ via dento-tálamo-cortical → onde se origina o trato córtico-espinhal ● Ação sobre a musculatura distal, responsável por movimentos delicados Aspectos funcionais Manutenção do equilíbrio e da postura: ● Arquicerebelo e zona medial/vérmis → promovem a contração adequada dos mm axiais e proximais dos membros ● Tratos vestíbulo-espinhal e retículo-espinhal Controle do tônus ● Núcleos denteados e interpósito ● Tratos córtico-espinhal e rubro-espinhal Controle dos movimentos voluntários ● Lesão causa ataxia → falta de coordenação por erros na força, extensão e direção do movimento ● Planejamento → zona lateral → informações trazidas pela via córtico-ponto-cerebelar ligadas às funções psíquicas superiores (associação) e que expressam a intenção do movimento 37 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ O plano motor é enviado às áreas motoras do córtex pela via dento-tálamo-cortical e executado pelo trato córtico-espinhal ○ Núcleo denteado é ativado antes do início do movimento ○ Movimentos rápidos → balísticos → apenas zona lateral → ñ dá tempo de ativar intermédia ● Correção → uma vez iniciado, passa a ser controlado pela zona intermédia → através das aferências (tratos espino-cerebelares) é informada das características do movimento em execução → via interpósito-tálamo-cortical promove correções ○ Prob compara mov executado com o plano ○ Núcleo interpósito só é ativado após o início do mov Aprendizagem motora ● O sistema nervoso aprende a executar tarefas motoras repetidas ● Fibras olivo-cerebelares → chegam ao córtex cerebelar pelas fibras trepadeiras e fazem sinapse com as c de Purkinje → podem modular a excitabilidade destas células em resposta aos impulsos recebidos pelas musgosas e paralelas Clínica - Síndromes Cerebelares Arquicerebelo→ vestibulocerebelo ● Perda da capacidade de usar infos vestibulares p/ o movimento do corpo durante a marcha ou postura de pé ● Perda do controle dos mov oculares durante a mov da cabeça ● Marcha alargada + atxia c olhos aberto e fechados + tendência à quedas ● Crianças < 10 anos ● Tumores do IV ventrículo → comprimem nódulo e flóculo ● Perda de equilíbrio→ ñ consegue ficar de pé ● Deitada a coordenação é normal ● Ñ muda o tônus Paleocerebelo→ espinocerebelo ● Degeneração do córtex do lobo anterior no alcoolismo crônico ● Erros na execução motora → deixa de processar infos proprioceptivas dos feixes espinocerebelares ● Perda do equilíbrio→ andar c base alargada e ataxia de MMII Neocerebelo ● Ataxia → dismetria, decomposição, disdiadococinesia, rechaço, tremor, nistagmo Estrutura e Funções Hipotalâmicas Parte do diencéfalo que se dispõe nas paredes do III ventrículo, abaixo do sulco hipotalâmico, que o separa do tálamo Formações anatômicas visíveis na parte inferior do cérebro: ● Quiasma óptico ● Túber cinéreo ● Infundíbulo ● Corpos mamilares Divisões e núcleos Constituído praticamente de substância cinzenta agrupada em núcleos, às vezes de difícil individualização O percorrendo existem tbm sistemas variados de fibras, como o fórnix → percorre de cima para baixo a metade do hipotálamo, terminando no corpo mamilar ● Divide o órgão em medial e lateral○ Medial → entre o fórnix e o III ventrículo → rica em subs cinzenta → onde ficam os núcleos principais ○ Lateral → tem menos corpos neuronais → fibras de direção longitudinal → percorrida pelo feixe= prosencefálico → conexão nos 2 sentidos entre a área septal (sist límbico) e a formação reticular mesencefálica Pode ser dividido por 3 planos frontais em supraóptico, tuberal e mamilar ● Supraóptico → quiasma óptico e toda área acima dele, nas paredes do III ventrículo até o sulco hipotalâmico ● Tuberal → túber-cinéreo (se liga ao infundíbulo) e toda área acima dele , nas paredes do III ventrículo até o sulco hipotalâmico ● Mamilar → corpos mamilares com seus núcleos e as áreas das paredes do III ventrículo, que se encontram acima deles e até o sulco hipotalâmico 38 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA 👶 Na parte anterior do III ventrículo, próximo à lamina terminal, está a área pré-óptica→ derivada embriologicamente da porção central da vesícula telencefálica e não pertence ao diencéfalo , já que se liga funcionalmente ao hipotálamo supraóptico ● Na área pré-óptica está o órgão vascular da Lâmina terminal → ñ existe barreira hemato-encefálica → sensor especializado em detectar sinais químicos p/ termorregulação e metabolismo salino Hipotálamo ● Área pré-óptica ○ Órgão vascular da lâmina terminal ○ Núcleo pré-óptico medial ○ Núcleo pré-óptico lateral ○ Núcleo pré-óptico ventrolateral ● Supraóptico ○ Núcleo supraquiasmático ○ Núcleo supraóptico ○ Núcleo paraventricular ● Tuberal ○ Núcleo dorsomedial ○ Núcleo ventromedial ○ Núcleo arqueado ou infundibular ● Mamilar ○ Núcleos mamilares ○ Núcleo túbero mamilar ○ Núcleo posterior Conexões Sistema límbico ● Regulação do comportamento emocional ● Estruturas se destacam pelas relações recíprocas que têm com o hipocampo, corpo amigdalóide e área septal ● Hipocampo → liga-se pelo fórnix aos núcleos mamilares do hipotálamo, de onde os impulsos nervosos seguem para o núcleo anterior do tálamo através do fascículo mamilo-talâmico → circuito de Papez. Dos núcleos mamilares, impulsos chegam à formação reticular pelo fascículo mamilo-tegmentar ● Corpo amigdalóide → fibras originadas nos núcleos amigdalóides chegam ao hipotálamo através da estria terminal ● Área septal → liga-se ao hipotálamo por fibras que percorrem o feixe prosencefálico medial 39 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Área pré-frontal ● Mesmo sentido funcional das anteriores já que se relaciona com componentes emocionais ● Mantém conexões com o hipotálamo diretamente através do núcleo dorsomedial do tálamo Conexões viscerais ● O hipotálamo mantém conexões aferentes e eferentes com os neurônios da medula e do tronco encefálico ● Aferentes→ recebe informações sobre a atividade das vísceras através de suas conexões com o núcleo do trato solitário (fibras solitário-hipotalâmicas), Posto que este recebe informações da sensibilidade visceral, tanto geral como degustação, que entra no sistema nervoso pelos nervos facial, glossofaríngeo e vago ● Eferentes → controla o sistema nervoso autônomo agindo direta ou indiretamente sobre os neurônios pré-ganglionares do sistema simpático e parassimpático ○ Diretas → fibras que terminam nos núcleos da coluna é diferente visceral Geral do tronco encefálico ou na coluna lateral da medula (fibras hipotálamo-espinhais) ○ Indiretas→ formação reticular Hipófise ● Apenas conexões eferentes, feitas pelos tratos hipotálamo-hipofisários e túbero-infundibular ● Hipotálamo-hipofisários → Formado por fibras que se originam nos neurônios grandes ou magnocelulares dos núcleos Supra óptico e paraventricular e terminam na neuro-hipófise→Ricas em neurosecreção ● Túbero-infundibular → Constituída de fibras neurosecretoras que se originam em neurônios parvocelulares do núcleo arqueado e áreas vizinhas do hipotálamo tuberal e terminam na eminência mediana e na haste infundibular Sensoriais ● Diversas outras vices sensoriais tem acesso a hipotálamo por vias indiretas, pouco conhecidas ● Áreas eretogênicas, como mamilos e genitálias → ereção ● Conexões diretas com o córtex olfatório e da retina ○ Trato retino-hipotalâmico termina no núcleo supraquiasmático e em parte do núcleo pré-óptico ventrolateral ○ Envolvidas na regulação do ciclo circadiano e claro-escuro Monoaminérgicas ● Vários grupos de neurônios noradrenérgicos da formação reticular do tronco encefálico se projetam para o hipotálamo, assim como neurônios serotoninérgicos oriundos do núcleo da rafe Funções Controle do SNA ● Atua junto do sistema límbico ● Estimulações elétricas em áreas determinadas do hipotálamo dão respostas típicas dos sistemas parassimpático e simpático ○ Hipotálamo anterior→ parassimpático ○ Posterior→ simpático Regulação da temperatura ● O hipotálamo é informado da temperatura corporal por termorreceptores periféricos e neurônios termorreceptores ● Termostato capaz de detectar variações de temperatura do sangue e ativar mecanismos de perda ou conservação de calor ● 2 centros ○ Perda do calor → hipotálamo anterior ou pré-óptico → Vasodilatação periférica e sudorese→ lesão gera febre cenral ○ Conservação do calor → posterior → vasoconstrição periférica tremores musculares (calafrios) . Liberação do hormônio tireoidiano que aumenta o metabolismo e gera calor ● Ativa regiões corticais para determinar os comportamentos motivacionais de busca de abrigo, agasalho para o frio ou de local fresco e ventilação para o calor Regulação emocional Regulação do equilíbrio hidrossalino e da PA ● O equilíbrio hidrossalino precisa de mecanismos automáticos de regulação do volume do líquido do organismo, representado pela volemia, e da osmolaridade, representada pela concentração extracelular de um sódio ● o principal mecanismo que o hipotálamo usa para regular o equilíbrio hidrossalino a liberação do hormônio antidiurético, sintetizado nos neurônios nú supraóptico e paraventricular secretado pela neurohipófise → Esses neurônios recebem 40 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA informações através das aferências com dois órgãos circunventriculares: ○ Órgão vascular da lâmina termina ○ Órgão subfornical ○ Esses órgãos não existe barreira mata encefálica, sendo possível a detecção das molaridade do sangue e dos níveis circulantes de angiotensina 2, que é um vasopressor, respectivamente ● O mecanismo é ativado em casos de redução da pressão hemorragias, pRomovendo a liberação de hormônio antidiurético ● Outro mecanismo é a regulação da ingestão de água e sal, que mantém a volemia a concentração de sódio dentro dos valores normais, tendo base embaro receptores localizados nas paredes dos grandes vasos e no seio carotídeo → percebem alterações da pa e transmitem aos núcleos do trato Solitário pelo vago ○ Este núcleo se conecta com os núcleos paraventriculares supraóptico e com os neurônios receptores na área pré óptica. ○ Quando ocorre S ○ se é percebida a hiponatremia a hipótese libera ACTH, que estimula a secreção de aldosterona pela suprarrenal, reabsorvendo sódio ● Centro da sede Regulação da fome e ingesta alimentar ● A estimulação do hipotálamo lateral faz com que você se alimente vorazmente, enquanto a estimulação vem intermedial causa saciedade ● Obesidade + hipogonadismo→ tumor suprasselar ● A leptina informa o núcleo arqueado do hipotálamo sobre abundância de gordura existente no corpo, que é proporcional à sua concentração liberada, e libera o hormônio alfa-melanócito-estimulante, responsável pela saciedade Regulação do sistema endócrino ● Relações do hipotálamo com a neuro-hipófise → o ADH é sintetizado pelos neurônios dos núcleos supraóptico e paraventricular do hipotálamo, sendo transportado pelas fibras do trato hipotálamo-hipofisário até a neuro-hipófise, onde é liberado. ○ Produz tbm ocitocina ● Relação com a adeno-hipófise→ o hipotálamo regula a secreção desta glândula → conexões nervosa e vascular ○ Nervosa → neurônios neurossecretoresdo núcleo arqueado e áreas vizinhas hipotalâmicas secretam substancias ativas que descem por fluxo axoplasmático nas fibras do trato túbero-infundibular e são liberadas em capilares especiais situados na eminência mediana e na haste infundibular 41 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Vascular → sistema porta-hipofisário → as substâncias ativas liberadas pelo hipotálamo na eminência mediana e na haste infundibular passam através do sistema porta para a segunda rede, localizada na neuro-hipófise, onde atuam regulando a liberação adeno-hipofisária Ritmo circadiano ● Processos fisiológicos possuem oscilações dentro de 24h→ regulação claro-escuro ● Marca-passo biológico localizado no núcleo supraquiasmático → destruição abole o ritmo circadiano ● Tbm tem nos núcleos supraóptico e arqueado, hepatócitos, retina Regulação sono-vigília ● Geração e sincronização se inicia no núcleo supraquiasmático e é repassada ao núcleo pré--óptico ventrolateral e a um grupo do hipotálamo lateral que tem como neurotransmissor a hipocretina/peptídeo orexina ● Os neurônios do núcleo pré-óptico ventrolateral inibem os monoaminérgicos do SARA→ sono ○ Ao final do período sono essa inibição cessa e começa a ação excitatória do neurônio orexinérgico sobre tais neurônios→ vigília ○ Neurônios orexinérgicos tbm têm ação inibitória sobre os colinérgicos do núcleo pedúnculo-pontino responsáveis pelo sono REM Comportamento sexual ● Excitação depende de várias áreas → córtex pré-frontal, sistema límbico (corpo amigdalóide e parte anterior do giro do cíngulo e estriado ventral → conexões recíprocas com o hipotálamo ○ Ligada aos 2 núcleos pré-ópticos ● Ejaculação→ SNA ● Prazer sexual → depende de áreas do sistema dopaminérgico mesolímbico, em especial o núcleo accumbens, que tbm se conecta com o hipotálamo Tálamo Situado no diencéfalo, acima do sulco hipotalâmico. É constituído de 2 grandes massas ovóides do tecido nervoso, com uma extremidade anterior pontuda - o tubérculo anterior do tálamo - e outra posterior, bastante proeminente - pulvinar do tálamo. Ovóides talâmicos unidos pela aderência intertalâmica ● Relacionados com o III ventrículo→ medialmente ● Relacionado com a cápsula interna→ lateralmente Os corpos geniculados, o lateral e o medial, às vezes é considerado como parte do diencéfalo→ metatálamo Maior parte constituída de substância cinzenta → distinguem-se núcleos. ● Superfície dorsal revestida de substância branca → extratos zonais, que se estendem à face lateral → Lâmina medular externa ○ Extrato zonal penetra e forma um septo → lâmina medular interna → percorre longitudinalmente o tálamo. ○ Em sua extremidade anterior, se bifurca em Y, delimitando anteriormente a área dos núcleos talâmicos anteriores 42 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Entre a lâmina medular externa e a cápsula interna, situado lateralmente, está o núcleo reticular ● No interior da lâmina medular interna existem massas de substância cinzenta que constituem os núcleos intralaminares Núcleos Grupo anterior ● Situados no tubérculo anterior, sendo limitados posteriormente pela bifurcação em Y da lâmina medular interna ● Recebem fibras dos grupos mamilares pelo fascículo mamilotalâmico ● Projetam fibras p/ o córtex do giro do cíngulo e frontal → integra circuito de Papez Grupo Posterior ● Pulvinar → conexões recíprocas com a área de associação temporoparietal cortical → giros angular e supra-angular marginal ○ Maior núcleo talâmico ○ Parece estar envolvido na atenção seletiva. ● Corpo geniculado medial → recebe pelo braço do colículo inferior fibras provenientes dele ou diretamente do lemnisco lateral ○ Projeta fibras p/ a área auditiva do córtex cerebral no giro temporal transverso anterior → compõe a via auditiva ● Corpo geniculado lateral → camadas concêntricas de substância cinzenta e branca ○ Recebe fibras do trato óptico, provenientes da retina ○ Projeta fibras pelo trato genículo-calcarino p/ a área visual primária do córtex Grupo Mediano ● Próximos ao plano sagital mediano, na aderência intertalâmica ou na substância cinzenta periventricular ● Núcleos pequenos e de dificil delimitação ● Conecta-se com o hipotálamo Grupo Mediano ● Núcleos situados dentro da lâmina medular interna → núcleos intralaminares ○ Se destaca o centromediano → recebem fibras da formação reticular → papel ativador cortical, integrando o SARA ○ A via que liga a formação reticular ao córtex atravessa os núcleos interlaminares, proporciona uma vaga percepção sensorial sem especificidade, mas com reações emocional especialmente para estímulos dolorosos ● Compreende tbm o núcleo dorsomedial, situado entre a lâmina medular interna e os núcleos do grupo mediano ○ Recebe fibras do corpo amigdalóide e tem conexões recíprocas com a parte anterior do lobo frontal (pré-frontal) Grupo lateral ● Mais importe ● Núcleos situados lateralmente à lâmina medular interna ● Grupos ventral e dorsal ● Ventral ○ Núcleo ventral anterior → VA → recebe a maioria das fibras que se dirigem do globo pálido p/ o tálamo. Projeta-se para as áreas motoras do córtex e tem função relacionada ao planejamento e execução da motricidade somática ○ Ventral lateral → VL → ventral intermédio → recebe fibras do cerebelo e se projeta p/ áreas motoras do córtex. Integra a via cerebelo-tálamo-cortical. Recebe tbm parte das fibras que vêm do globo pálido ○ Ventral posterolateral → vias sensitivas, recebendo fibras dos lemniscos medial e espinhal. Projeta fibras p/ o córtex do giro pós-central ○ Ventral posteromedial → tbm das vias sensitvas → recebe fibras do lemnisco trigeminal, trazendo sensibilidade somárica geral de parte da cabeça e fibras gustativas provenientes do núcleo do trato solitário. Projeta fibras para a área somestésica situada no giro pós-central e para a área gustativa situada na parte posterior da ínsula ○ Núcleo reticular → fina calota de substância cinzenta disposta lateralmente entre a massa principal de núcleos que constitui o ovoide talâmico e sua cápsula interna. Atravessado por quase todas as fibras tálamo-corticais que passam pela cápsula interna. Usa GABA, enquanto os otos usam glutamato. Tbm difere por ñ ter conexões diretas com o córtex, mas c otos grupos talâmicos, modulando suas atividades. Tbm recebe aferências dos núcleos 43 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA intralaminares, que recebem fibras do SARA, influenciando no sono-vigília Relações talamocorticais Todos os núcleos talâmicos, com exceção do reticular, têm conexões com o córtex ● Conexões recíprocas → fibras talamocorticais e corticotalamicas O tálamo tem muitas conexões com a área pré-frontal, participando de funções cognitivas. Núcleos talâmicos específicos ou de retransmissão ● Quando estimulados podem se tornar potenciais evocados apenas em certas áreas específicas do córtex ● NVP e corpo geniculado medial → área somestésica e auditiva 44 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Núcleos talâmicos inespecíficos ● Estimulação modifica os potenciais elétricos de territórios grandes do córtex ● Intralaminares, em especial centromediano, que mediam o alerta cortical, através da recepção de fibras do SARA Funções Sensibilidade → distribui para áreas específicas do córtex impulsos que recebe das vias sensoriais, integrando-os e os modificando. ● Alguns destes impulsos, como os relacionados com a dor, temperatura e o tato protopático, tomam-se conscientes já em nível talâmico. ● Ao contrário da sensibilidade cortical, não é discriminativa e não permite a estereognosia, por ex. Motricidade → através dos núcleos ventral anterior e ventral lateral, interpostos, respectivamente, em circuitos palidocorticais e cerebelocorticais; Comportamento emocional→ través do núcleo dorsomedial com suas conexões com a área pré-frontal; Memória → através do núcleo do grupo anterior e suas conexões com os núcleos mamilares do hipotálamo; Ativação do córtex → através dosnúcleos talâmicos inespecíficos e suas conexões com a formação reticular fazendo parte do Sistema Ativador Reticular Ascendente (SARA). 😷 Síndrome talâmica → se manifestam dramáticas alterações da sensibilidade, como o aparecimento de crises da chamada dor central, dor espontânea e pouco localizada, que frequentemente se irradia a toda a metade do corpo situada do lado oposto ao tálamo comprometido. Subtálamo Pequena área situada na parte posterior do diencéfalo na transição com o mesencéfalo, limitando-se superiormente com o tálamo, lateralmente com a cápsula interna e mediaimente com o hipotálamo Suas formações só podem ser observadas em secções do diencéfalo → não se relacionam com sua superfície externa ou com as paredes do III ventrículo. Situado na transição com o mesencéfalo, algumas estruturas mesencefálicas estendem-se até o subtálamo, como o núcleo rubro, a substância negra e a formação reticular, constituindo esta a chamada zona incerta do subtálamo. Apresenta formações cinzentas e brancas que lhe são próprias, sendo a mais importante o núcleo subtalâmico. ● Tem conexões nos dois sentidos com o globo pálido através do circuito pálido-subtálamo-palidal, → regulação da motricidade somática. ● Lesões provocam hemibalismo, caracterizada por movimentos anormais das extremidades→ movimentos muito violentos e muitas vezes não desaparecem nem com o sono, podendo levar o doente à exaustão. Em razão da importância de suas conexões com os núcleos da base, alguns autores consideram o núcleo subtalâmico como parte desses núcleos o que, do ponto de vista embriológico e anatômico, não é correto. Epitálamo Localizado na parte superior e posterior do diencéfalo e contém formações importantes→ habênula e a glândula pineal ● Habênula → situada de cada lado no trígono da habênula e participa da regulação dos níveis de dopamina na via mesolímbica, principal área do prazer do cérebro. → pertence ao sistema límbico. G. pineal Glândula endócrina compacta constituída de um estroma de tecido conjuntivo contendo também neuróglia e de células secretoras denominadas pinealócitos. ● Ricas em serotonina → utilizada para a síntese da melatonina. Apresenta concreções calcárias que aumentam com a idade. ● Podem diminuir mas não impedem a produção de melatonina. 45 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA A pineal é muito vascularizada e seus capilares têm fenestrações. Devido a isto ela não possui barreira hematoencefálica, enquadrando-se entre os órgãos circuventriculares Sua inervação se dá por fibras simpáticas pós-ganglionares, oriundas do gânglio cervical superior que entram no crânio pelo plexo carotídeo e terminam em relação com os pinealócitos e com os vasos. Esta inervação simpática tem importante papel na regulação da melatonina. Secreção de melatonina ● Síntese pelos pinealócitos a partir da serotonina ● Síntese ativada pela noradrenalina ● Durante o dia as fibras simpática têm pouca atividade e os níveis de melatonina na pineal e na circulação são muito baixos. ● Durante a noite, a inervação simpática da pineal é ativada, liberando noradrenalina, e os níveis de melatonina circulante aumentam cerca de dez vezes. ● Concentração obedece a ritmo circadiano, com pico durante a noite.→ esse ritmo não é intrínseco à pineal, → decorre da atividade rítmica do núcleo supraquiasmático do hipotálamo, transmitida à pineal através da inervação simpática. Funções: ● Antigonadotrópica → escuro estimula a pineal, que aumenta sua ação inibidora sobre os testículos, causando sua atrofia. ● Sincronização do ritmo circadiano de sono-vigília → melatonina tem uma ação sincronizadora suplementar sobre este ritmo agindo diretamente sobre os neurônios do núcleo supraquiasmático que têm receptores para melatonina. Esta ação é especialmente importante quando há mudanças acentuadas no ciclo natural de dia-noite. ● Regulação da glicemia→ inibe a secreção de insulina ● Regulação da morte celular por apoptose→ inibe o aparecimento de células em apoptose enquanto os corticoides ativam este processo. ● Ação antioxidante ● Regulação do sistema imune → aumenta as respostas imunitárias agindo sobre as células do baço, timo, medula óssea, macrófagos, neutrófilos e células T. → não só pela melatonina da pineal mas pela produzida por células do próprio sistema imunitário. ○ Efeito benéfico sobre vários processos inflamatórios por mecanismos diversos de atuação. Núcleos da Base Massas de substância cinzenta situadas na base do telencéfalo → claustrum, corpo amigdaloide (ou amígdala), núcleo caudado, putâmen e globo pálido. ● Podem ser incluídas, também, mais duas estruturas: o núcleo basal de Meynert e o núcleo accumbens O claustrum está situado entre o putâmen e o córtex da ínsula, tendo conexões recíprocas com praticamente todas as áreas corticais, mas sua função é ainda enigmática. O corpo amigdaloide e o núcleo accumbens são importantes componentes do sistema límbico Corpo estriado Também chamado corpo estriado dorsal Constituído pelo núcleo caudado, putâmen e globo pálido. ● Putâmen + globo pálido→ núcleo lentiforme. Pode-se dividir o corpo estriado dorsal em uma parte recente, neoestriado, ou striatum, que compreende o putâmen e o núcleo caudado. Além de uma parte antiga, paleoestriado, ou pallidum, constituída pelo globo pálido. Globo pálido → divide-se em uma parte medial, o pálido medial e outra lateral, o pálido lateral, com conexões diferentes. 46 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Muitas fibras ligam o núcleo caudado e o putâmen ao globo pálido, e são elas que, ao convergir para o globo pálido, lhe dão cor mais pálida As estruturas do corpo estriado ventral pertencem ao sistema límbico, e participam da regulação do comportamento emocional. ● Tem como principal componente o núcleo accumbens, situado na união entre o putâmen e a cabeça do núcleo caudado Não tem conexões aferentes ou eferentes diretas com a medula → suas funções são exercidas por circuitos nos quais áreas corticais de funções diferentes projetam-se para áreas específicas do corpo estriado ● O corpo estriado liga-se ao tálamo e, através deste, às áreas corticais de origem. ● Circuitos em alça corticoestriado-talamocorticais→ 5 tipos: ○ Circuito motor → regulação da motricidade voluntária. ○ Circuito oculomotor → começa e termina no campo ocular motor ○ Circuito pré-frontal dorsolateral → começa na parte dorsolateral da área pré-frontal, projeta-se para o núcleo caudado, daí para o globo pálido, núcleo dorsomedial do tálamo e volta ao córtex pré-frontal. ○ Circuito pré-frontal orbitofrontal → começa e termina na parte orbitofrontal da área pré- -frontal → manutenção da atenção e supressão de comportamentos socialmente indesejáveis ○ Circuito límbico → origina-se nas áreas neocorticais do sistema límbico, em especial a parte anterior do giro do cíngulo, projeta-se para o estriado ventral em especial o núcleo accumbens, daí para o núcleo anterior do tálamo.→ processamento das emoções. Circuito motor ● Origina-se nas áreas motoras do córtex e na área somestésica e projeta-se para o putâmen de maneira somatotópica ● A partir do putâmen pode seguir pela via direta ou indireta ● Via direta → a conexão do putâmen se faz diretamente com o pálido medial e deste para os núcleos ventral anterior (VA) e ventral lateral (VL) do tálamo de onde se projetam para as mesmas áreas motoras de origem. 47 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Putâmen inibe o pálido medial, cessa a inibição deste sobre o tálamo resultando ativação do córtex e facilitação dos movimentos ● Via indireta → a conexão é com o pálido lateral, que projeta-se para o núcleo subtalâmico e deste para o pálido medial. → Do pálido medial, seguido do tálamo e córtex como na via direta. ○ Oposto da direta🙂 ● Há um circuito subsidiário ligado a esse sitema, no qual o putâmen mantém conexões recíprocas com a substância negra. → fibras nigroestriatais são dopaminérgicase exercem ação modulatória sobre o circuito motor. ○ Excitatória na via direta e inibitória na via indireta. → no putâmen existem dois tipos de receptores de dopamina, D1 excitador e D2 inibidor ● Nas duas vias o pálido medial mantém uma inibição permanente dos dois núcleos talâmicos resultando em inibição das áreas motoras do córtex. ● A ação excitatória das fibras dopaminérgicas nigroestriatais sobre o putâmen também inibe o pálido medial, com efeito semelhante ao de via direta, ou seja, há ativação dos núcleos talâmicos, resultando ativação do córtex motor, com facilitação dos movimentos Clínica Funções do corpo estriado ● Atividade tônica inibitória das eferências do pálido medial é um freio permanente para movimentos indesejados. → A necessidade de realizar um movimento interromperia este freio tônico, permitindo liberação do comando motor ordenado pelo córtex cerebral. ● Núcleos da base→ preparação de programas motores e execução automática dos já aprendidos. 48 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● As aferências da via indireta freiam ou suavizam o movimento, enquanto a direta o facilitaria e ambas participariam na gradação de amplitude e velocidade do movimento. ● O comportamento motor normal depende do equilíbrio entre a atividade das vias direta e indireta. Disfunções ● Hemibalismo ● Doença de Parkinson→ tremor, rigidez e bradicinesia. ○ perda da aferência dopaminérgica para o estriado leva à diminuição de atividade da via direta, onde a dopamina tem ação excitatória, e ao aumento na via indireta, onde a dopamina tem ação inibitória. A diferença das ações da dopamina nos dois circuitos deve-se ao fato de que no circuito direto o receptor é D 1 ativador e no circuito indireto D2 inibitório, devido às diferentes ações da dopamina nas duas vias. Estas alterações levam ao aumento na atividade do pálido medial e consequente aumento da inibição dos neurônios talamocorticais, ocasionando os sintomas hipocinéticos característicos da doença. ● Coreia de Sydenham ● Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) → comprometimento dos 2 circuitos pré-frontais Substância Branca do Cérebro Também chamada de centro branco medular, aparece como uma área de forma oval em cortes horizontais → centro semioval para cada hemisfério. ● Constituído de fibras mielínicas, que podem ser classificadas em dois grandes grupos: fibras de projeção e de associação. ○ De projeção → ligam o córtex a centros subcorticais ○ De associação → ligam áreas corticais situadas em pontos diferentes do cérebro. → podem ser divididas em intra-hemisféricas e inter-hemisféricas Fibras de associação intra-hemisféricas Conforme o tamanho, classificam-se em curtas ou longas. ● Curtas associam áreas vizinhas do córtex → também chamadas de fibras arqueadas do cérebro ou fibras em U devido a sua disposição ● Longas→ unem-se em fascículos ○ Do cíngulo → percorre o giro mesmo nome, unindo o lobo frontal ao temporal, passando pelo lobo parietal ○ Longitudinal superior → também denominado fascículo arqueado, liga os lobos frontal, parietal e occipital pela face superolateral de cada hemisfério → papel importante na linguagem → estabelece conexão entre as áreas anterior e posterior da linguagem → lobo frontal e na junção dos lobos temporal e parietal. ○ Longitudinal inferior → une o lobo occipital ao lobo temporal ○ Unciforme → liga o lobo frontal ao temporal, passando pelo fundo do sulco lateral Fibras de associação inter-hemisféricas Tbm chamadas de comissurais, por conectar áreas simétricas→ agrupam-se para formar as três comissuras do telencéfalo → comissura do fórnix, comissura anterior e corpo caloso Comissura do fórnix ● Pouco desenvolvida no homem ● Formada por fibras que se dispõem entre as duas pernas do fórnix e estabelecem conexão entre os dois hipocampos; Comissura anterior ● Tem uma porção olfatória, que liga bulbos e tratos olfatórios, e uma porção não olfatória, que estabelece união entre os lobos temporais. 49 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Corpo caloso ● Maior das comissuras telencefálicas é também o maior feixe de fibras do sistema nervoso. ● Estabelece conexão entre áreas corticais simétricas dos 2 hemisférios, com exceção daquelas do lobo temporal, que são unidas principalmente pelas fibras da comissura anterior. ● Permite a transferência de conhecimentos e informações de um hemisfério para o outro → funcionamento harmônico. Fibras de Projeção Agrupam-se para formar o fórnix e a cápsula interna. Fórnix → liga o hipocampo aos núcleos mamilares do hipotálamo e está relacionado com a memória Cápsula interna → grande feixe de fibras que separa o tálamo, situado medialmente, do núcleo lentiforme, situado lateralmente. ● Acima do núcleo lentiforme, a cápsula interna continua com a coroa radiada e baixo, com a base do pedúnculo cerebral. ● 3 partes ○ Perna anterior → entre a cabeça do núcleo caudado e o núcleo lentiforme ○ Perna posterior → entre o tálamo e o núcleo lentiforme; ○ Joelho→ no ângulo entre essas duas partes. ● Passa a maioria das fibras que saem ou entram no córtex cerebral. ● As fibras que passam na cápsula interna e se dirigem ao córtex vêm do tálamo, sendo denominadas radiações. → óptica e auditiva. ○ Não estão misturadas e têm posições bem definidas na cápsula interna, podendo ser lesadas separadamente, o que determina quadros clínicos diferentes. ● As fibras do trato corticonuclear ocupam o joelho da cápsula interna, sendo seguidas, já na perna posterior, das fibras do trato corticoespinhal e das radiações talâmicas que levam ao córtex a sensibilidade somática geral. ● As radiações óptica e auditiva também passam na perna posterior → na porção situada abaixo do núcleo lentiforme ● Lesões da cápsula interna→AVC 🚨 Entre as fibras originadas no córtex, temos os tratos corticoespinhal, corticonuclear e corticopontino, além das fibras corticorreticulares e corticoestriatais. Estrutura Cortical do Cérebro Fina camada de substância cinzenta que reveste o centro branco medular do cérebro ou centro semioval. ● Chegam impulsos provenientes de todas as vias da sensibilidade, que aí se tornam conscientes e são interpretadas. ● Saem os impulsos nervosos que iniciam e comandam os movimentos voluntários e que estão relacionados também com os fenômenos psíquicos. Citoarquitetura Existem neurônios, células neurogliais e fibras. ● As células da neuróglia cortical não têm nenhuma característica especial. ● Os neurônios e as fibras distribuem-se de vários modos, em várias camadas, sendo a estrutura do córtex cerebral muito complexa e heterogênea. 2 tipos de córtex→ isocórtex e alocórtex. ● Isocórtex→ 6 camadas ● Alocórtex → número de camadas varia mas é sempre <6. Camadas do isocórtex de fora p/ dentro I. Molecular II. Granular externa III. Piramidal externa IV. Granular interna V. Piramidal interna (ou ganglionar) VI. De células fusiformes (ou multiforme) 50 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Camada molecular ● Situada na superfície do córtex ● Rica em fibras de direção horizontal ● Contém poucos neurônios. 🤔 Nas demais camadas predomina o tipo de neurônio que lhes dá o nome.→ São três os principais neurônios do córtex: ● Células granulares ou estreladas → possuem dendritos que se ramificam próximo ao corpo celular, e um axônio que pode estabelecer conexões com células das camadas vizinhas. ○ Principal interneurônio cortical → estabelecem conexão com os demais neurônios do córtex. ○ Principais células receptoras do córtex cerebral. ○ Existem em todas as camadas, mas predominam nas camadas granular interna e externa ● Células piramidais→ forma piramidal do corpo celular. ○ Podem ser pequenas, médias, grandes ou gigantes. ○ As células piramidais gigantes são denominadas células de Betz e ocorrem apenas na área motora situada no giro pré-central. ○ Possuem dois tipos de dendritos, apicais e basais. ■ Apical destaca-se do ápice da pirâmide, dirige-seàs camadas mais superficiais, onde termina. ■ Basais, mais curtos, distribuem-se próximo ao corpo celular. ○ Axônio de direção descendente → ganha a substância branca como fibra eferente do córtex ○ Existem em todas as camadas, predominando, nas camadas piramidal externa e interna, que são consideradas camadas predominantemente efetuadoras; ● Células fusiformes → possuem um axônio descendente, que penetra no centro branco medular→ células efetuadoras. ○ Predominam na VI camada, ou camada de células fusiformes As fibras que saem ou que entram no córtex cerebral podem ser de associação ou de projeção. ● Projeção aferentes → podem ter origem talâmica (tem +) ou extratalâmica. ○ Extratalâmicas são dos sistemas modulatórios de projeção difusa → monoaminérgicas ou colinérgicas→ distribuem a todo o córtex. ○ Oriundas dos núcleos talâmicos inespecíficos também se distribuem a todo o córtex, sobre o qual exercem ação ativadora, como parte do SARA. ■ As radiações talâmicas originadas nos núcleos específicos do tálamo terminam na camada IV, granular interna. → muito desenvolvida nas áreas sensitivas do córtex. ● Projeção eferentes → estabelecem conexões com centros subcorticais, originam-se em sua grande maioria na camada V, piramidal interna, e são axônios das células piramidais aí localizadas. ○ A camada V é muito desenvolvida nas áreas motoras do córtex. 📜 Em síntese → camada IV é a camada receptora de projeção, e a camada V, efetuadora de projeção. ● As demais camadas corticais são predominantemente de associação e seus axônios ligam-se a outras áreas do córtex, passando pelo centro branco medular. Classificação das áreas corticais O córtex cerebral não é homogêneo em toda sua extensão, permitindo a individualização de várias áreas, o que pode ser feito com critérios anatômicos, citoarquiteturais, filogenéticos e funcionais. Anatômica ● Baseia-se na divisão do cérebro em sulcos, giros e lobos. ● Não corresponde a uma divisão funcional ou estrutural, ○ Faz exceção o córtex do lobo occipital, que se liga às vias visuais. Citoarquitetural ● Vários mapas de divisão. ● A divisão mais aceita é a de Brodmann, que identificou 52 áreas designadas por números. ● Utilizadas na clínica e na pesquisa médica. ● Atualmente, algumas dessas áreas foram subdivididas para melhor se adequarem aos achados funcionais. 51 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● As diversas áreas corticais podem ser classificadas em grupos maiores, de acordo com suas características comuns: No isocórtex homotípico, as seis camadas corticais são sempre individualizadas com facilidade. Já no isocórtex heterotípico, as seis camadas não podem ser claramente individualizadas no adulto, uma vez que a estrutura laminar típica, encontrada na vida fetal, é mascarada pela grande quantidade de células granulares ou piramidais que invadem as camadas II a VI. Assim, no isocórtex heterotípico granular, característico das áreas sensitivas, há enorme quantidade de células granulares que invadem, inclusive, as camadas piramidais (III e V), com o desaparecimento quase completo das células piramidais. Já no isocórtex heterotípico agranular, característico das áreas motoras, há considerável diminuição de células granulares e enorme quantidade de células piramidais que invadem, inclusive, as camadas granulares (II e IV). O isocórtex ocupa 90% da área cortical e corresponde ao neocórtex→ filogeneticamente recente. Filogenética: ● Arquicórtex, paleocórtex e neocórtex. ● Arquicórtex→ localizado no hipocampo ● Paleocórtex ocupa o úncus e parte do giro para-hipocampal. → o sulco rinal separa o paleocórtex, situado medialmente, do neocórtex, situado lateralmente. ● Todo o resto do córtex classifica-se como neocórtex. Funcional ● Lobo frontal (área de Broca)→ linguagem falada. ● As localizações funcionais devem ser consideradas como especializações funcionais de determinadas áreas e não como compartimentos funcionais isolados e estanques. ● Do ponto de vista funcional, as áreas corticais podem ser classificadas em áreas de projeção e áreas de associação. ● Projeção → recebem ou dão origem a fibras relacionadas diretamente com a sensibilidade e com a motricidade.→ consideradas áreas primárias ● As demais áreas são consideradas de associação e, de modo geral, estão relacionadas ao processamento mais complexo de informações. → Podem ser divididas em secundárias e terciárias. ○ Secundárias são unimodais → relacionadas, indiretamente, com determinada modalidade sensorial ou com a motricidade.→Aferências de uma área de associação unimodal se fazem predominantemente com a área primária de mesma função. ■ As áreas de associação motoras, localizadas rostralmente à área motora primária, estão envolvidas com a programação de movimentos que são transmitidos para a área primária para execução. ○ Terciárias são supramodais → não se ocupam diretamente com as modalidades motora ou sensitiva das funções cerebrais → envolvidas com atividades psíquicas superiores. → Mantêm conexões com várias áreas unimodais ou com outras áreas supramodais, ligam informações sensoriais ao planejamento motor e são o substrato anatômico das funções corticais superiores, como pensamento, memória, processos simbólicos, tomada de decisões, percepção e ação direcionadas a um objetivo, o planejamento de ações futuras. 52 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ■ A + importante é a área pré-frontal, que corresponde às partes não motoras do lobo frontal. 🤔 Para entender o significado funcional dessas áreas de associação, especialmente das secundárias, cabe descrever os processos mentais envolvidos na identificação de um objeto → tipo identificar uma bola quando tá de olho fechado u ● A área de projeção é a área somestésica primária S1 que registra as qualidades táteis da bola, em especial sua forma. → isso não permite sua identificação, o que é feito na área de associação somestésica secundária (S2), que vai comparar a forma da bola com o conceito de bola registrado na memória, o que permite sua identificação. ● Área primária é responsável pela sensação, e a secundária, pela interpretação desta sensação. ● Agnosias são quadros clínicos nos quais há perda da capacidade de reconhecer objetos por lesões das áreas corticais secundárias, apesar das vias sensoriais e as áreas corticais primárias estarem normais. ○ Distinguem-se agnosias visuais auditivas e somestésicas, estas últimas geralmente táteis. Anatomia Funcional do Córtex Cerebral Áreas Sensitivas →Distribuídas nos lobos parietal, temporal e occipital ● No homem, as áreas visuais são as mais importantes e ocupam a maior parte do lobo occipital. Podem ser divididas em: ● Primárias → de projeção → sensação do estímulo recebido ● Secundárias → de associação → percepção de características específicas desse estímulo. Sensibilidade tátil Área somestésica primária (S1) ● Giro pós-central→ áreas 3, 1 e 2 de Brodmann ○ 3→ fundo do sulco central ○ 1 e 2→ superfície do giro pós-central ● Chegam radiações talâmicas que se originam nos núcleos ventral posterolateral e ventral posteromedial do tálamo → trazem impulsos relacionados a temperatura, dor, pressão, tato e propriocepção consciente da metade oposta do corpo. ● Existe correspondência entre partes do corpo e partes da área somestésica (somatotopia) → Homúnculo sensitivo/de Penfield 🤔 Lesões da área somestésica podem ocorrer como consequência de acidentes vasculares cerebrais que comprometem as artérias cerebral média ou cerebral anterior. → perda da sensibilidade discriminativa do lado oposto à lesão. ● Perda da capacidade de discriminar dois pontos, perceber movimentos de partes do corpo ou reconhecer diferentes intensidades de estímulo. ● Distingue as modalidades de estímulo, mas ñ localiza a parte do corpo tocada, nem distingue graus de temperatura, peso e textura dos objetos tocados. → Perda da estereognosia 53 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA● Sensibilidade grosseira/protopática, como o tato não discriminativo e a sensibilidade térmica e dolorosa, permanecem praticamente inalteradas → se tornam conscientes em nível talâmico Área somestésica secundária(S2) ● Lobo parietal superior→ atrás da primária ○ Áreas 5 e 7 de Brodmann ● Lesão causa agnosia tátil Visão Área visual primária (V1) ● Lábios do sulco calcarino → área 17 de Brodmann → córtex estriado. ● Local onde chegam as fibras do trato genículo-calcarino originadas no corpo geniculado lateral. ● A metade superior da retina projeta-se no lábio superior do sulco calcarino, e a metade inferior, no lábio inferior. ● A parte posterior da retina (onde se localiza a mácula) projeta-se na parte posterior do sulco calcarino, enquanto a parte anterior projeta-se na porção anterior deste sulco. ● Existe correspondência perfeita entre retina e córtex visual (retinotopia). ● O córtex primário Vl , mostra, principalmente, o contorno dos objetos, resultando um esboço primitivo que é aperfeiçoado nas áreas visuais secundárias. Áreas visuais secundárias ● Áreas de associação unimodais → relacionadas somente à visão ● Áreas 18 e 19 de Brodmann, mas tbm se estendem a quase todo o lobo temporal, correspondendo às áreas 20, 21 e 37 e a uma pequena parte do lobo parietal. ● V2, V3, V4 e VS. → unidas por duas vias corticais originadas em V l ○ Dorsal → dirigida à parte posterior do lobo parietal → áreas para percepção de movimento, de velocidade e representação espacial dos objetos. ○ Ventral → que une as áreas visuais do lobo temporal → áreas específicas para percepção de cores, reconhecimento de objetos e reconhecimento de faces. ● Lesão→ agnosias 🤔Ventral determina o que o objeto é, e a dorsal, onde ele está, se está parado ou em movimento. Audição Área auditiva primária (AI) ● Situada no giro temporal transverso anterior (giro de Heschl) ● Corresponde às áreas 41 e 42 de Brodmann ● Convergência de fibras da radiação auditiva, que se originam no corpo geniculado medial. ● Lesões unilaterais causam déficits auditivos pequenos→ ao contrário das demais vias da sensibilidade, a via auditiva não é totalmente cruzada. ● Representação tonotópica → sons de determinada frequência projetam-se em partes específicas desta área, o que implica correspondência dessas partes com as partes da cóclea. Área auditiva secundária (A2) ● Lobo temporal→ área 22 de Brodmann→ adjacente à área auditiva primária ● Função pouco conhecida → possivelmente está associada a alguns tipos especiais de informação auditiva. 54 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Equilíbrio, olfato e gustação Área vestibular ● Lobo parietal → pequena região próxima ao território da área somestésica correspondente à face. ● Apreciação consciente da orientação no espaço. Área olfatória ● Parte anterior do úncus e do giro parahipocampal, → córtex piriforme. ● Certos casos de epilepsia local do úncus causam alucinações olfatórias → doentes se queixam de cheiros, em geral desagradáveis, que na realidade não existem. → crises uncinadas→ podem ter apenas essa sintomatologia subjetiva ou completar-se com uma crise epiléptica do tipo "grande mal". Área gustativa primária ● Parte posterior da ínsula. → isocórtex heterotípico granular. ● Visão ou mesmo o pensamento em um alimento saboroso ativa a área gustativa da ínsula. ● Existem neurônios sensíveis não só ao paladar, mas também ao olfato e à sensibilidade somestésica da boca → capaz de avaliar a importância biológica dos estímulos intraorais. Área gustativa secundária ● Foi recentemente identificada na região orbitofrontal da área pré-frontal, recebendo aferências da ínsula Áreas motoras → A motricidade voluntária só é possível porque as áreas corticais que controlam o movimento recebem constantemente informações sensoriais. ● A decisão de executar um determinado movimento depende da integração entre os sistemas sensoriais e motor. O objetivo do movimento é determinado pelo córtex pré-frontal, que passa sua decisão às áreas motoras do córtex → área motora primária (Ml) e as áreas secundárias pré-motora e motora suplementar. Área motora primária (M1) ● Ocupa a parte posterior do giro pré-central→ área 4 de Brodmann. → menor limiar para desencadear movimentos com a estimulação elétrica, e determina movimentos de grupos musculares do lado oposto. ● Isocórtex heterotípico agranular → presença das células piramidais gigantes ou células de Betz. ● Somatotopia tbm pelo homúnculo de Penfield, só que dessa vez motor → Pode sofrer modificações decorrentes do aprendizado e de lesões. As principais conexões aferentes da área motora são com o tálamo, através do qual recebe informações do cerebelo e dos núcleos da base, com a área somestésica e com as áreas pré-motora e motora suplementar. A área 4 dá origem a grande parte das fibras dos tratos corticoespinhal e corticonuclear → responsáveis pela motricidade voluntária, especialmente na musculatura distal dos membros. Áreas motoras secundárias Área pré-motora ● Lobo frontal, adiante da área motora primária 4 ● Ocupa toda a extensão da área 6 de Brodmann, situada na face lateral do hemisfério ● Menos excitável que a área motora primária, exigindo correntes elétricas mais intensas para que se obtenham respostas motoras. ● As respostas obtidas são menos localizadas do que as que se obtêm por estímulo da área 4, e envolvem grupos musculares maiores, como os do tronco ou da base dos membros. ● Lesões da área pré-motora → paresia → impede o paciente de elevar completamente o braço ou a perna. 55 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Origina a via córtico-retículo-espinhal → coloca o corpo, especialmente a musculatura proximal dos membros, em uma postura básica preparatória para a realização de movimentos mais delicados, a cargo da musculatura distal dos membros. ● Integra o sistema de neurônios-espelhos. ● Projeta-se, também, para a área motora primária e recebe aferências do cerebelo (via tálamo) e de várias áreas de associação do córtex. ● Função mais importante da área pré-motora está relacionada com planejamento motor. Área motora suplementar ● Ocupa a parte da área 6, situada na face medial do giro frontal superior. ● Suas principais conexões são com o corpo estriado, via tálamo, com a área motora primária e com a área pré-frontal. ● Função mais importante é o planejamento motor, de sequências complexas de movimentos, para o que são importantes suas amplas conexões aferentes com o corpo estriado, que também está envolvido. Planejamento motor Na execução de um movimento, há uma etapa de planejamento, a cargo das áreas motoras secundárias, e uma etapa de execução pela área M 1. → Planejamento envolve a escolha dos grupos musculares a serem contraídos em função da trajetória, da velocidade e da distância a ser percorrida pelo ato motor → informações são passadas à área M1, que executa o planejamento motor feito pelas áreas pré-motora ou motora suplementar. ● Participam do planejamento motor o cerebelo, cujo núcleo denteado também é ativado antes de M1, e a alça esqueletomotora estriato-tálamo-cortical. A iniciativa de fazer o planejamento visando realizar um gesto é da área pré-frontal → área supramodal relacionada com a tomada de decisões. ● Decide depois de avaliar todas as implicações do gesto, como este deve ser feito e passar esta "decisão" para as áreas pré-motora ou motora suplementa. Lesões das áreas motoras secundárias resultam em apraxias,→ perda da capacidade de fazer gestos simples como escovar os dentes ou abotoar a camisa, apesar de não estar paralítica. ● Área motora primária está pronta para fazer o gesto, mas não sabe como fazê-lo. 🚨 As duas áreas motoras secundárias nunca são ativadas conjuntamente. ● Área motora suplementar é ativada quando o gesto decorre de "decisão" do próprio córtex pré-frontal, ● Quando o gesto decorre de uma influência externa, como, por exemplo, o comando de alguémpara que o gesto seja feito, a ativação será do córtex pré-frontal. Para elaboração do plano motor, a área motora suplementar também recebe informações do cerebrocerebelo, através da via dento-talâmico-cortical, e dos núcleos da base, através da alça motora. Concluído o plano motor, passa-se à execução, a cargo dos tratos corticoespinhal, para músculos distais dos membros, e retículo-espinhal, para músculos proximais. Sistema de neurônios-espelhos Neurônio espelho é um tipo de neurônio que é ativado, não só quando um indivíduo faz um ato motor específico como estender a mão para pegar um objeto, mas também quando ele vê outro indivíduo fazendo a mesma coisa. ● Frontoparietal →, ocupa parte da área pré-motora e estende-se à parte inferior do lobo parietal. ● Há uma distribuição somatotópica semelhante à observada na área motora primária. Os neurônios-espelhos têm ação moduladora da excitabilidade dos neurônios responsáveis pelo ato motor observado, facilitando sua execução. ● Estão na base da aprendizagem motora por imitação. 56 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Papel importante na aprendizagem motora de crianças pequenas. Áreas de associação terciária Ocupam o topo da hierarquia funcional do córtex cerebral. ● São supramodais → não se relacionam isoladamente com nenhuma modalidade sensorial. ● Recebem e integram as informações sensoriais já elaboradas por todas as áreas secundárias e são responsáveis também pela elaboração das diversas estratégias comportamentais. Área pré-frontal →Compreende a parte anterior não motora do lobo frontal. ● Ocupa cerca de 1/4 da superfície do córtex cerebral. 🔌 Tem conexões com quase todas as áreas corticais, vários núcleos talâmicos, em especial o núcleo dorsomedial, amígdala, hipocampo, núcleos da base, cerebelo, tronco encefálico, além das projeções monoaminérgicas dos sistemas modulatórios de projeção difusa. ● Permitem exercer funções coordenadoras das funções neurais → principal responsável por nosso comportamento inteligente. Área pré-frontal dorsolateral ● Ocupa a superfície anterior e dorsolateral do lobo frontal. ● Liga-se ao corpo estriado (putâmen) integrando o circuito córtico-estriado-talâmico-cortical. → funções executivas que envolvem o planejamento execução das estratégias comportamentais mais adequadas à situação fisica e social do indivíduo, assim como capacidade de alterá-las quando tais situações se modificam. ○ Envolve também a avaliação das consequências dessas ações, planejamento e organização, com inteligência, de ações e soluções de problemas novos. ● Responsável pela memória operacional → memória de curto prazo, temporária e suficiente para manter na mente as informações relevantes para a conclusão de uma atividade que está em andamento. Área pré-frontal orbitofrontal ● Ocupa a parte ventral do lobo frontal adjacente às órbitas compreendendo os giros orbitários. ● Projeta-se para o núcleo caudado que, por sua vez se projeta para o globo pálido, a seguir para o núcleo dorsomedial do tálamo que se projeta para a área pré-frontal orbitofrontal fechando o circuito. E ● Envolvido no processamento das emoções, supressão de comportamentos socialmente indesejáveis, manutenção da atenção. Área Parietal Posterior Giros supramarginal, área 40, e angular, área 39, estendendo-se também às margens do sulco temporal superior e parte do lóbulo parietal superior ● Entre as áreas secundárias auditiva, visual e somestésica → centro que integra informações recebidas dessas três áreas. Reúne informações já processadas de diferentes modalidades para gerar uma imagem mental completa dos objetos sob a forma de percepções, podendo reunir, além da aparência do objeto, seu cheiro, som, tato, seu nome. ● Envolvida não somente na sensação somática, mas na visual, possibilitando a ligação de elementos de uma cena visual em um conjunto coerente. Participa também no planejamento de movimentos e na atenção seletiva. Importante para a percepção espacial, permitindo ao indivíduo determinar as relações entre os objetos no espaço extrapessoal. 😷 Em lesões bilaterais, o doente fica incapaz de explorar o ambiente e alcançar objetos de interesse. Permite também que se tenha uma imagem das partes componentes do próprio corpo e sua relação com o espaço → área do esquema corporal. ● Desorientação espacial generalizada → faz com que o paciente não mais consiga deslocar-se de casa para o trabalho e, nos casos mais graves, nem mesmo dirigir-se de uma cadeira para a cama. 57 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Quadro clínico mais característico das lesões da área parietal posterior, em especial de sua parte parietal inferior, é a chamada síndrome de negligência ou síndrome de inatenção ● Se manifesta nas lesões do lado direito→ hemisfério + relacionado com os processos visuoespaciais. ● Ocorre uma negligência sensorial do mundo contralateral. ● Pode-se considerar um quadro de negligência em relação ao próprio corpo ou ao espaço exterior. No primeiro caso, o paciente perde a noção do seu esquema corporal, deixa de perceber a metade esquerda de seu corpo como fazendo parte do seu "eu", e passa a negligenciá-la. ● No caso da síndrome de negligência em relação ao espaço peri e extrapessoal, que pode ser concomitante com o quadro anterior, o paciente passa a agir como se do lado esquerdo o mundo deixasse de existir de qualquer forma significativa para ele. Assim, ele só escreve na metade direita do papel, só lê a metade direita das sentenças e só come o alimento colocado no lado direito do prato. Córtex insular O córtex insular posterior é isocórtex heterotípico granular, característico das áreas de projeção primárias, no caso, as áreas gustativa e sensoriais viscerais. O córtex insular anterior é isocórtex homótipo, característico das áreas de associação.→ funções: ● Empatia → capacidade de se identificar com outras pessoas e perceber e se sensibilizar com seu estado emocional. ● Conhecimento da própria fisionomia como diferente da dos outros. ● Sensação de nojo na presença ou simplesmente com imagens de fezes, vômitos, carniça e outra situação considerada nojenta. ● Percepção dos componentes subjetivos das emoções. → permite ao indivíduo sentir as emoções é também exercida por algumas outras áreas corticais e subcorticais do sistema límbico Áreas límbicas As áreas corticais límbicas compreendem áreas de alocórtex (hipocampo, giro denteado, giro para-hipocampal), de mesocórtex (giro do cíngulo) e isocórtex (ínsula anterior) e a área pré-frontal orbitofrontal. ● Memória e as emoções. ● No caso do giro do cíngulo essas duas funções ocorrem em regiões diferentes. O cíngulo anterior que ocupa o 1/3 anterior do giro do cíngulo, relaciona-se com as emoções e a parte posterior, que corresponde aos 2/3 restantes, relaciona-se com a memória. Linguagem Participam da linguagem verbal áreas corticais e subcorticais. ● Córtex cerebral tem o papel mais importante. Área anterior da linguagem→ área de Broca ● Expressão da linguagem. ● Situa-se nas partes opercular e triangular do giro frontal inferior, correspondendo à área 44 e parte da área 45 de Brodmann. ● Responsável pela programação da atividade motora relacionada com a expressão da linguagem. ● Palavra falada Área posterior da linguagem ● Situa-se na junção entre os lobos temporal e parietal e corresponde à parte mais posterior da área 22 de Brodmann ● Conhecida também como área deWernicke ● Relacionada com a percepção da linguagem. 58 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA As 2 áreas estão ligadas pelo fascículo longitudinal superior ou fascículo arqueado, através do qual, informações relevantes para a correta expressão da linguagem passam da área de Wernicke para a área de Broca. ● A leitura e a escrita também dependem destas duas áreas. → Informações passariam do córtex visual para a área deWernicke. Lesões dessas áreas dão origem a distúrbios de linguagem → afasias. ● Perturbaçõesda linguagem não podem ser atribuídas a lesões das vias sensitivas ou motoras envolvidas na fonação, mas apenas a lesão das áreas corticais de associação responsáveis pela linguagem. ● Motora ou de expressão→ lesão na área de Broca; ○ Indivíduo é capaz de compreender a linguagem falada ou escrita, mas tem dificuldade de se expressar adequadamente, falando ou escrevendo. Nos casos mais comuns, ele consegue apenas produzir poucas palavras com dificuldade, e tende a produzir as frases, seja falando ou escrevendo, de maneira telegráfica ● Sensitiva ou de percepção → em que a lesão na área deWernicke. ○ Compreensão da linguagem, tanto falada como escrita, é muito deficiente. ● Lesão do giro angular pode causar um tipo de afasia denominado dislexia, dificuldade de ler, que pode estar acompanhada de disgrafia, ou dificuldade de escrever. Assimetria das funções corticais Afasias estão quase sempre associadas a lesões no hemisfério esquerdo e lesões do lado direito só excepcionalmente causam distúrbios da linguagem. ● Do ponto de vista funcional, os hemisférios cerebrais não são simétricos e que na maioria dos indivíduos as áreas da linguagem estão localizadas do lado esquerdo. ● Mesmo a linguagem de sinais, que depende de informações visomotoras, situa-se no hemisfério esquerdo. → mais importante do ponto de vista da Linguagem e do raciocínio matemático ● Direito é "dominante" no que diz respeito ao desempenho de certas habilidades artísticas, como música e pintura, à percepção de relações espaciais, à atenção visuoespaciais e ao reconhecimento da fisionomia das pessoas. O que existe é uma especialização dos hemisférios. A assimetria funcional dos hemisférios cerebrais se manifesta apenas nas áreas de associação, uma vez que o funcionamento das áreas de projeção, tanto motoras como sensitivas, é igual dos dois lados. Assimetria é também anatômica. ● Na maioria das vezes a área de Wemicke é maior à esquerda do que à direita. Relações entre dominância cerebral na linguagem e o uso preferencial da mão. ● Em 96% dos destros, o hemisfério dominante é o esquerdo, mas, nos indivíduos canhotos ou ambidestros, esse valor cai para 70%. ● Em 15%, o hemisfério da linguagem é o direito e em 15% a sua localização não está bem estabelecida. → Em um canhoto, é mais dificil prever o lado em que se localizam os centros da linguagem. A assimetria funcional entre os dois hemisférios toma mais importante o papel do corpo caloso de transmitir informações entre eles. ● Isso ficou provado pelo estudo de pacientes em que essa comissura foi seccionada cirurgicamente para melhorar certos quadros de epilepsia. Esses indivíduos não têm nenhum distúrbio sensitivo ou motor evidente. Entretanto, são incapazes de descrever um objeto colocado em sua mão esquerda, embora possam fazê-lo quando o objeto é colocado na mão direita. Nesse caso, as impressões sensoriais do objeto chegam ao hemisfério esquerdo, onde estão as áreas da linguagem, o que permite a descrição do objeto. Já no caso em que o objeto é colocado na mão esquerda, os impulsos sensoriais chegam ao hemisfério direito, onde não existem áreas da linguagem. Como estão lesadas as fibras do corpo caloso, que, no indivíduo normal, transmitem as informações aos centros da linguagem do hemisfério esquerdo, o indivíduo, apesar de reconhecer o objeto, é incapaz de descrevê-lo. Sistema Límbico → As emoções estão relacionadas com áreas específicas do cérebro que, em conjunto, constituem o sistema límbico. → Algumas dessas áreas estão relacionadas também com a motivação, em especial com os processos motivacionais primários → estados de necessidade ou de desejo essenciais à 59 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA sobrevivência da espécie ou do indivíduo, tais como fome, sede e sexo. 😢 As áreas encefálicas ligadas ao comportamento emocional também controlam o sistema nervoso autônomo. Pode ser conceituado como um conjunto de estruturas corticais e subcorticais interligadas morfologicamente e funcionalmente, relacionadas com as emoções e a memória. Do ponto de vista anatômico, o sistema límbico tem como centro o lobo límbico e as estruturas com ele relacionadas. Do ponto de vista funcional, pode-se distinguir dois subconjuntos de estruturas, ligadas às emoções e à memória: Componentes emocionais Córtex cingular anterior ● Relaciona-se com o processamento das emoções. ● Mais delgado em pacientes com depressão crônica ● Em paciente com depressão severa, refratária a medicamentos, os sintomas desaparecem com estimulação elétrica do córtex cingular anterior. Córtex insular anterior Córtex pré-frontal orbitofrontal ● Somente a área orbitofrontal, está envolvida no processamento das emoções ● Tem conexões com o corpo estriado e com o núcleo dorsomedial do tálamo integrando o circuito em alça orbitofrontal - estriado - tálamo - cortical. Hipotálamo ● Raiva, medo, placidez, agressividade ● Papel preponderante como coordenador das manifestações periféricas das emoções, através de suas conexões com o sistema nervoso autônomo. Área septal ● Situada abaixo do rostro do corpo caloso, anteriormente à lâmina terminal e à comissura anterior. ● Compreende grupos de neurônios de disposição subcortical que se estendem até a base do septo pelúcido, conhecidos como núcleos septais. ● Tem conexões amplas e complexas → projeções para a amígdala, hipocampo, tálamo, giro do cíngulo, hipotálamo e formação reticular, através do feixe prosencefálico medial. → Através deste feixe recebe fibras dopaminérgicas da área tegmentar ventral e faz parte do sistema mesolímbico ou sistema de recompensa do cérebro ● Tbm é um dos centros de prazer no cérebro e sua estimulação provoca euforia. ● A destruição da área septal resulta em reação anormal aos estímulos sexuais e à raiva. Núcleo Accumbens ● Situado entre a cabeça do núcleo caudado e o putâmen ● Faz parte do corpo estriado ventral. ● Recebe aferências dopaminérgicas principalmente da área tegmentar ventral do mesencéfalo, e projeta eferências para a parte orbitofrontal da área pré-frontal. ● É o mais importante componente do sistema mesolímbico, → sistema de recompensa ou do prazer do cérebro 60 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Habênula ● Situa-se no trígono das habênulas, no epitálamo, abaixo e lateralmente à glândula pineal ● Constituída pelos núcleos habenulares medial e lateral. ○ Lateral → conexões complexas → aferências que recebem dos núcleos septais pela estria medular do tálamo e suas projeções pelo fascículo retroflexo para o núcleo interpeduncular do mesencéfalo e para os neurônios dopaminérgicos do sistema mesolímbico, sobre os quais têm ação inibitória. Tem tbm ação inibitória sobre o sistema serotoninérgico de projeção difusa, através de suas conexões com os núcleos da rafe. ● Participa da regulação dos níveis de dopamina nos neurônios do sistema mesolímbico os quais constituem a principal área do sistema de recompensa (ou de prazer) do cérebro. ● A estimulação dos núcleos habenulares resulta em ação inibitória sobre o sistema dopaminérgica mesolímbico e sobre o sistema serotoninérgico de projeção difusa. ● Alguns sintomas da depressão como tristeza e a incapacidade de buscar o prazer (anedonismo) podem ser explicados pela queda da atividade dopaminérgica na via mesolímbica (em especial no núcleo accumbens). Amígdala ● Corpo amigdaloide → componente + importante do sistema límbico ● 12 núcleos → complexo amigdaloide. → dispostos em três grupos→ corticomedial, basolateral e central ○ Corticomedial → recebe conexões olfatórias e parece estar envolvido com os comportamentos sexuais. ○ Basolateral → recebe a maioria das conexões aferentes da amígdala e o central dá origem às conexões eferentes. ● Estrutura subcortical com maior número de projeções do sistema nervoso, com cerca de 14 conexões aferentes e 20 eferentes. → Possui conexões aferentes com todas as áreas de associação secundárias docórtex, trazendo informações sensoriais já processadas, além das informações das áreas supramodais. ● Recebe, também, aferências de alguns núcleos hipotalâmicos, do núcleo dorsomedial do tálamo, dos núcleos septais e do núcleo do trato solitário. ● As conexões eferentes se distribuem em duas vias. ○ Amigdalofuga dorsal → através da estria terminal projeta-se para os núcleos septais, núcleo accumbens, vários núcleos hipotalâmicos e núcleos da habênula. ○ Amigdalofuga ventral → projeta-se para as mesmas áreas corticais, talâmicas e hipotalâmicas de origem das fibras aferentes, além do núcleo basal de Meynert.→Por meio dessa via, a amígdala projeta eferências para núcleos do tronco encefálico envolvidos em funções viscerais, como o núcleo dorsal do vago, onde estão neurônios pré-ganglionares do parassimpático craniano. ● Além dessas conexões extrínsecas, os núcleos da amígdala comunicam-se entre si por fibras predominantemente glutamatérgicas, indicando grande processamento local de informações. ● Possui uma grande diversidade de neurotransmissores → acetilcolina, GABA, serotonina, noradrenalina, substância P e encefalinas. ● Principal responsável pelo processamento das emoções e desencadeadora do comportamento emocional. 61 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Funções ○ Reações de medo e fuga → reação defensiva e agressiva. ○ Maior concentração de receptores para hormônios sexuais do SNC. ○ Processamento do medo. → ativada pela simples visão de pessoas com expressão facial de medo. ○ Reconhecimento de faces que expressam emoções como medo e alegria. ● Medo ○ Reação de alarme diante de um perigo. ○ Resulta da ativação geral do sistema simpático e liberação de adrenalina pela medula da glândula suprarrenal. → alarme denominado Síndrome de Emergência de Cannon, visa preparar o organismo para uma situação de perigo na qual ele deve ou fugir ou enfrentar o perigo (to fight or to fiight). ○ A informação visual (auditiva, se o boi berrar) é levada ao tálamo (corpo geniculado lateral) e daí a áreas visuais primárias e secundárias. A partir desse ponto, a informação segue por dois caminhos, uma via direta e outra indireta. ○ Na via direta, a informação visual é levada e processada na amígdala basolateral, passa à amígdala central, que dispara alarme, a cargo do sistema simpático. Isto permite uma reação de alarme imediata com manifestações autonômicas e comportamental típicas. → + rápida e permite resposta imediata ao perigo.→ inconsciente e o medo só se toma consciente quando os impulsos nervosos chegam ao córtex. ○ Na via indireta, a informação passa ao córtex pré-frontal e depois à amígdala. → + lenta, mas permite que o córtex pré-frontal analise as informações recebidas e seu contexto. ○ Se não houver perigo, a reação de alarme é desativada. ○ A associação de dois estímulos é feita no núcleo lateral da amígdala e a resposta, a cargo principalmente do sistema nervoso simpático, é desencadeada pelo núcleo central. ○ No homem, o medo pode ocorrer mesmo sem condicionamento, por exemplo, se uma pessoa for informada de que alguma coisa é perigosa, pode passar a ter medo dela, mesmo sem tê-la visto. Ansiedade Expressão inapropriada do medo, que neste caso é duradouro e pode ser desencadeado por perigos pouco definidos ou pela recordação de eventos que supostamente podem ser perigosos. Quando desencadeada de forma crônica se transforma em estresse e causa danos ao organismo. ● No transtorno de ansiedade, o motivo pode não estar presente e, mesmo assim, resulta na ativação da amígdala. ● Os neurônios hipotalâmicos, em resposta a estímulos da amígdala, promovem a liberação do hormônio adrenotropicocórtico (ACTH) que induz a liberação do cortisol pela adrenal. ● O eixo hipotálamo-hipófise-adrenal é regulado pelo hipocampo, que exerce seu efeito inibindo este eixo. A exposição crônica ao cortisol pode levar à disfunção e à morte dos neurônios hipocampais. ● Degeneração do hipocampo torna a resposta ao estresse mais acentuada, levando a maior liberação de cortisol e maior lesão do hipocampo. ● A resposta ao estresse tem sido relacionada tanto à hiperatividade da amígdala como à redução da atividade do hipocampo Áreas Encefálicas Relacionadas com a Memória Memória é a capacidade de se adquirir, armazenar e evocar informações. ● A etapa de aquisição é a aprendizagem ● Evocação é a etapa de lembrança. 🤔 Base da individualidade!!! Tipos de memória Os critérios mais importantes são a natureza da memória e o tempo de retenção do evento memorizado. Natureza: ● Declarativa → conhecimentos memorizados são explícitos, ou seja, podem ser descritos por meio de palavras ou outros símbolos, como quando mencionamos o nome de um amigo, o ano em que nascemos, ou os núcleos do tálamo. ● Não declarativa (ou de procedimento) → os conhecimentos memorizados são implícitos e, assim, 62 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA não podem ser descritos de maneira consciente. → memória motora De acordo com tempo em que a informação permanece armazenada no cérebro ● Operacional, ou de trabalho ○ Permite que informações sejam retidas por segundos ou minutos, durante o tempo suficiente para dar sequência a um raciocínio, compreender e responder a uma pergunta, memorizar o que acabou de ser lido para compreender a frase seguinte, memorizar um número de telefone durante o tempo suficiente para discá-lo. ○ Seu déficit ocorre nas fases iniciais da doença de Alzheimer ○ Organizada pelo córtex pré-frontal e não deixa arquivos. → O córtex pré-frontal determina o conteúdo da memória operacional que será selecionado para armazenamento, conforme a relevância da informação naquele momento. Para isso, ele tem acesso às diversas outras áreas mnemônicas do córtex cerebral onde estão armazenadas as memórias de curta e longa duração, verifica se a informação que está chegando e sendo processada já existe ou não, e se vale a pena armazená-la. ● Curta ○ Permite a retenção de informações durante algumas horas até que sejam armazenadas de forma mais duradoura nas áreas responsáveis pela memória de longa duração ○ Dura de 3-6 horas → tempo da consolidação da memória de longa duração ○ Depende do hipocampo ○ Se extingue depois de um tempo ● Longa duração. ○ Depende de mecanismos mais complexos, que demoram horas para serem realizados ○ Depende do hipocampo → consolida por ele, ficando armazenada em áreas corticais de associação de acordo com seu conteúdo, podendo aí permanecer durante muitos anos. Áreas relacionadas com a memória declarativa Abrangem áreas telencefálicas e diencefálicas unidas pelo fórnix, que liga o hipocampo ao corpo mamilar do hipotálamo. ● As áreas telencefálicas incluem a parte medial do lobo temporal, a área pré-frontal dorsomedial e as áreas de associação sensoriais. ● As áreas diencefálicas são componentes do circuito de Papez . Hipocampo ● Eminência alongada e curva situada no assoalho do corno inferior do ventrículo lateral, acima do giro para-hipocampal. ● Constituído de arquicórtex e seus circuitos intrínsecos são complexos. ● Através do córtex entorrinal, recebe aferências de grande número de áreas neocorticais e através do fórnix projeta-se aos corpos mamilares do hipotálamo. ● Recebe fibras da amígdala → reforçam a memória de eventos associados a situações emocionais. ● Conexões com a área tegmental ventral e com o núcleo accumbens → reforço das memórias associadas a eventos de prazer. ● Se retirado a memória operacional é mantida, pois não há comprometimento da área pré-frontal, mas o paciente perde definitivamente a capacidade de lembrar eventos ocorridos depois da cirurgia (amnésia anterógrada). Perde também a memória de eventos ocorridos pouco tempo antes da cirurgia (amnésia retrógrada), mas, depois de um certo ponto no passado, todos os fatos podem ser lembrados sem problemas, ou seja, a memória de longa duração permanece normal. ● Embora o hipocamposeja indispensável para a consolidação das memórias de curta e longa duração, esses tipos de memória não são armazenados no hipocampo, pois permanecem depois de sua remoção cirúrgica. ● O grau de consolidação da memória pelo hipocampo é modulado pelas aferências que ele recebe da amígdala. → maior quando a informação a ser memorizada está associada a um episódio de grande impacto emocional, que pode ser uma emoção positiva ou negativa ● Responsável pela memória espacial ou topográfica, relacionada a localizações no espaço, configurações ou rotas e que nos permite navega ● Memória espacial permite memorizar as características do espaço em seu entorno → depende de neurônio 63 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA chamado de célula de lugar → são ativadas e disparam potenciais de ação diante de uma determinada área do espaço denominada "campo de lugar da célula". Estes campos vão sendo memorizados pelas células de lugar e depois de pouco tempo haverá no hipocampo que permite a orientação no espaço e dirigir-se aos pontos de maior interesse Giro denteado ● Giro estreito e denteado situado entre a área entorrinal e o hipocampo com o qual se continua lateralmente. ● Estrutura constituída por uma só camada de neurônios → semelhante à do hipocampo. ● Amplas ligações com a área entorrinal e o hipocampo, constituindo a formação do hipocampo. ● Responsável pela dimensão temporal da memória. Córtex entorrinal ● Ocupa a parte anterior do giro parahipocampal medialmente a sulco rinal ● Tipo de arquicórtex→ área 28 de Brodmann. ● Recebe fibras do fórnix e envia fibras ao giro denteado ● Funciona como um portão de entrada para o hipocampo, recebendo as diversas conexões que a ele chegam através do giro denteado, incluindo as conexões que recebe da amígdala e da área septal. ● Lesão→ grande déficit de memória. ● Primeira área cerebral comprometida na doença de Alzheimer. Córtex para-hipocampal ● Ocupa a parte posterior do giro para-hipocampal continuando-se com o córtex cingular posterior no nível do istmo do giro do cíngulo. ● Ativado pela visão de cenários, especialmente os mais complexos, como uma rua ou uma paisagem. → só ocorre com cenários novos. ● Também não é ativado com a visão de objetos, o que é feito pelo hipocampo. ● Pacientes com lesão do giro para-hipocampal são incapazes de memorizar cenários novos, embora consigam evocar cenários já conhecidos neles e navegar. Córtex cingular posterior ● O córtex cingular posterior, em especial a parte situada atrás do esplênio do corpo caloso (retroesplenial), recebe muitas aferências dos núcleos anteriores do tálamo que, por sua vez, recebem aferências do corpo mamilar pelo trato mamilotalâmico, integrando o circuito de Papez. ● Lesões no cíngulo posterior ou dos núcleos anteriores do tálamo resultam em amnésias. ● Tbm se relaciona com a memória topográfica → capacidade de se orientar no espaço e memorizar caminhos e cenários novos, bem como evocar os já conhecidos. ● Sua lesão resulta em desorientação e incapacidade de encontrar caminhos anteriormente memorizados .. Área pré-frontal dorsolateral ● Tem um grande número de funções, como o processamento da memória operacional. ● Nas lesões desta área, como ocorre na doença de Alzheimer, há perda da memória operacional. Áreas de associação do neocórtex ● Armazenadas as memórias de longa duração → consolidação depende da atividade do hipocampo. ● Incluem-se aí as áreas secundárias sensitivas e motoras, assim como áreas supramodais. ● Diferentes categorias de conhecimento são armazenadas em áreas diferentes do neocórtex e podem ser lesadas separadamente→ perdas distintas. 64 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Áreas diencefálicas As estruturas diencefálicas envolvidas com a memória são os corpos mamilares do hipotálamo, que recebem aferências dos córtices entorrinal e do hipocampo pelo fórnix e que, através do trato mamilotalâmico projetam-se aos núcleos anteriores do tálamo, que se projetam-para o córtex cingular posterior. ● Circuito de Papez Mecanismo de formação das memórias Os mecanismos celulares da memória envolvem as sinapses. ● Memória de trabalho → excitação prolongada das espinhas dendríticas das sinapses da área pré-frontal. → permanece por pouco tempo ● Longa e curta duração → Nos neurônios relacionados com a memória ocorrem reações bioquímicas complexas, envolvendo uma cascata de segundos-mensageiros, ao final das quais há ativação de alguns genes que determinam a transcrição de proteínas utilizadas na formação de novas sinapses ou na ampliação da área da membrana pré-sináptica. → consolidação da memória decorre da plasticidade sináptica. ○ Novos neurônios também proliferam na formação hipocampal Clínica Síndrome de Korsakoff ● Resulta da degeneração dos corpos mamilares e dos núcleos anteriores do tálamo. Essa síndrome, em geral, é consequência do alcoolismo crônico e os principais sintomas são amnésias anterógradas e retrógradas. Alzheimer ● Perda gradual da memória operacional e de curta duração. ● Começa com dificuldade com a memória recente de fatos ou compromissos ocorridos no dia e evolui para comprometimento da memória de longa duração, a ponto de se esquecer do nome dos familiares e apresentar desorientação no tempo e espaço. ● Na fase mais avançada há uma completa deterioração de todas as funções psíquicas, com amnésia total. ● Inicia com uma degeneração progressiva dos neurônios da área entorrinal → lesões gradualmente levam a um total isolamento do hipocampo ● Perda dos neurônios colinérgicos do Núcleo Basal de Meynert → perda das projeções modulatórias colinérgicas de praticamente todo o córtex cerebral. ● Neurônios com emaranhado neurofibrilar e placas senis que levam à morte e que predominam nas áreas acima e nas de associação multimodais, sendo as áreas motoras as últimas a serem afetadas. Grandes Vias Aferentes Levam aos centros nervosos suprassegmentares os impulsos nervosos originados nos receptores periféricos Deve-se atentar para os seguintes elementos: ● Receptor → terminação nervosa sensível ao estímulo que caracteriza a via. ○ A conexão deste receptor, por meio de fibras específicas, com uma área específica do córtex, permite adiscriminação sensorial; ● Trajeto periférico → compreende um nervo espinhal ou craniano e um gânglio sensitivo anexo a estes nervos. ● Trajeto central → as fibras que constituem as vias aferentes se agrupam em feixes (tratos, fascículos, lemniscos), de acordo com suas funções. ○ O trajeto central das vias aferentes compreende ainda núcleos relés, onde se localizam os neurônios (II, III e IV) da via considerada; ● Área de projeção cortical→ está no córtex cerebral ou no córtex cerebelar; ○ No córtex cerebral → permite distinguir os diversos tipos de sensibilidade, e é consciente; ○ No córtex cerebelar → o impulso não determina qualquer manifestação sensorial e é utilizado pelo cerebelo para realização de sua função primordial de integração motora → inconsciente. 🥇 Processamento da informação ocorre de maneira hierárquica, sendo as informações transmitidas através de uma sucessão de regiões inicialmente subcorticais e depois corticais. As partes de onde se originam os impulsos sensitivos são representadas em áreas específicas da via aferente, assim como na área cortical. ● Na sensibilidade somática, as partes do corpo são representadas na área somestésica do córtex como um homúnculo de cabeça para baixo. 65 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Existem também mapas tonotópicos para a representação cortical da cóclea, assim como retinotópicos para a retina. As grandes vias aferentes podem ser consideradas como cadeias neuronais unindo os receptores ao córtex. ● Inconscientes (cerebelares) → constituída apenas por dois neurônios (1, II). ● Conscientes (cerebrais) → neurônios são geralmente três ○ Neurônio I → localiza-se geralmente fora do sistema nervoso central, em um gânglio sensitivoou na retina e mucosa olfatória → sensitivo, em geral pseudounipolar, cujo dendraxônio se bifurca em "T", dando um prolongamento periférico e outro central, sendo em alguns casos bipolar. → prolongamento periférico liga-se ao receptor, enquanto o prolongamento central penetra no sistema nervoso central pela raiz dorsal dos nervos espinhais ou por um nervo craniano; ○ Neurônio II→ localiza-se na coluna posterior da medula ou em núcleos de nervos cranianos do tronco encefálico (fazem exceção as vias óptica e olfatória). → Origina axônios que geralmente cruzam o plano mediano logo após sua origem e entram na formação de um trato ou lemnisco; ○ Neurônio III→ localiza-se no tálamo e origina um axônio que chega ao córtex por uma radiação talâmica (faz exceção a via olfatória). Vias da dor e temperatura 😷Os receptores de dor são as terminações nervosas livres 2 vias principais: ● Neoespinotalâmica (trato espinotalâmico lateral)→ vai diretamente ao tálamo ● Paleoespinotalâmica (trato espino-reticular e fibras reticulotalâmicas/ via espino-retículo-talâmica) Via neoespinotalâmica ● Via clássica de dor e temperatura ● Cadeia de 3 neurônios ● I → localizam-se nos gânglios espinhais situados nas raízes dorsais. → prolongamento periférico de cada um destes neurônios liga-se aos receptores através dos nervos espinhais. ○ O prolongamento central penetra na medula e termina na coluna posterior, onde faz sinapse com os neurônios II. ● II → os axônios do neurônio II cruzam o plano mediano pela comissura branca, ganham o funículo lateral do lado oposto, inflectem-se cranialmente para constituir o trato espinotalâmico lateral ○ Ao nível da ponte, as fibras desse trato se unem com as do espinotalâmico anterior para constituir o lemnisco espinhal, que termina no tálamo fazendo sinapse com os neurônios III ● III → localizam-se no tálamo, no núcleo ventral posterolateral. → axônios formam radiações talâmicas que, pela cápsula interna e coroa radiada chegam à área somestésica do córtex cerebral situada no giro pós-central (áreas 3, 2 e 1 de Brodmann). ● Dor aguda e bem localizada (em pontada) → tronco e nos membros do lado oposto Via paleoespinotalâmica ● Mais neurônios que a neo ● I → localizam-se nos gânglios espinhais, e seus axônios penetram na medula do mesmo modo que os dada via neoespinotalâmica 66 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● II → situam-se na coluna posterior. → axônios dirigem-se ao funículo lateral do mesmo lado e do lado oposto, inflectem-se cranialmente para constituir o trato espino-reticular→ sobe na medula junto ao trato espinotalâmico lateral e termina fazendo sinapse com os neurônios III em vários níveis da formação reticular. →Muitas dessas fibras não são cruzadas. ● III → localizam-se na formação reticular e dão origem às fibras retículotalâmicas que terminam nos núcleos do grupo medial do tálamo, em especial nos núcleos intralaminares (neurônios IV). ○ Alguns dos neurônios se projetam p/ a amígdala→ componente afetivo da dor ● IV → dos núcleos intralaminares projetam-se para territórios muito amplos do córtex cerebral. ● É provável, entretanto, que essas projeções estejam mais relacionadas com a ativação cortical do que com a sensação de dor, uma vez que esta se toma consciente já em nível talâmico. ● Não tem organização somatotópica. → responsável por um tipo de dor pouco localizada, dor profunda do tipo crônico, correspondendo à chamada dor em queimação, ● Além da área somestésica, respondem a estímulos nociceptivos neurônios do córtex da parte anterior do giro do cíngulo e da ínsula. Ambos fazem parte do sistema límbico e parecem estar envolvidos no processamento do componente emocional da dor. Via da Pressão e tato protopático Receptores de pressão e tato→ corpúsculos de Meissner + de Ruffini. Também são receptores táteis as ramificações dos axônios em tomo dos folículos pilosos. Via: ● I → localizam-se nos gânglios espinhais cujo prolongamento periférico liga-se ao receptor, enquanto o central divide-se em um ramo ascendente, muito longo, e um ramo descendente, curto, terminando ambos na coluna posterior, em sinapse com os neurônios II ● II → localizam-se na coluna posterior da medula. → axônios cruzam o plano mediano na comissura branca, atingem o funículo anterior do lado oposto, onde se inflectam cranialmente para constituir o trato espinotalâmico anterior, que ao nível da ponte une-se ao espinotalâmico lateral para formar o lemnisco espinhal, cujas fibras terminam no tálamo, fazendo sinapse com os neurônios Neurônios III ● III → localizam-se no núcleo ventral posterolateral do tálamo. → Originam axônios que formam radiações talâmicas que, passando pela cápsula interna e coroa radiada, atingem a área somestésica do córtex cerebral 67 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Via da propriocepção consciente, tato epicrítico e sensibilidade vibratória Os receptores responsáveis pela propriocepção consciente são os fusos neuromusculares e órgãos neurotendinosos. Já os receptores para a sensibilidade vibratória são os corpúsculos de Vater Paccini. Via: ● I → localizam-se nos gânglios espinhais. → prolongamento periférico destes neurônios liga-se ao receptor, o prolongamento central, penetra na medula pela divisão medial da raiz posterior e divide-se em um ramo descendente, curto, e um ramo ascendente, longo, ambos situados nos fascículos grácil e cuneiforme ○ Os ramos ascendentes longos terminam no bulbo, fazendo sinapse com os neurônios II ● II → localizam-se nos núcleos grácil e cuneiforme do bulbo. → axônios mergulham ventralmente, constituindo as fibras arqueadas internas, cruzam o plano mediano e a seguir inflectem-se cranialmente para formar o lemnisco medial, que termina no tálamo, fazendo sinapse com os neurônios III. ● III → situados no núcleo ventral posterolateral do tálamo, originando axônios que constituem radiações talâmicas que chegam à área somestésica passando pela cápsula interna e coroa radiada ● Os impulsos que seguem por esta via se tomam conscientes exclusivamente em nível cortical. Via de propriocepção inconsciente Receptores são fusos neuromusculares e órgãos neurotendinosos. Via: ● I → gânglios espinhais → prolongamentos periféricos se ligam aos receptores ○ Prolongamento central penetra na medula e se divide em um ramo ascendente longo e um ramo descendente curto, que terminam fazendo sinapse com os neurônios II da coluna posterior. ● II → podem estar em duas posições, originando duas vias diferentes até o cerebelo: ○ Situados no núcleo torácico (localizado na coluna posterior) → originam axônios que se dirigem para o funículo lateral do mesmo lado, inflectem-se cranialmente para formar o trato espinocerebelar posterior → penetra no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar inferior ○ Situados na base da coluna posterior e substância cinzenta intermédia → originam axônios que, em sua maioria, cruzam para o funículo lateral do lado oposto, inflectem-se cranialmente constituindo o trato espinocerebelar anterior → penetra no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar superior ● As fibras que cruzam na medula cruzam novamente antes de penetrar no cerebelo,→ via homolateral. Via da Sensibilidade Visceral Receptor visceral geralmente é uma terminação nervosa livre, embora existam também corpúsculos de Vater Paccini na cápsula de algumas vísceras. O trajeto periférico dos impulsos viscerais se faz geralmente através de fibras viscerais aferentes que percorrem nervos simpáticos ou parassimpáticos. ● Dor visceral segue principalmente por nervos simpáticos, fazendo exceção as vísceras pélvicas inervadas pela parte sacral do parassimpático Os impulsos que seguem por nervos simpáticos, como os nervos esplâncnicos, passam pelo tronco simpático, ganham os nervos espinhais pelo ramo comunicante branco, passam pelo gânglio espinhal, onde estão os neurônios I, e penetram na medula pelo prolongamento central destes neurônios. 68Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● A maior parte dos axônios segue pelo funículo posterior. ● As fibras nociceptivas originárias das vísceras pélvicas e abdominais fazem sinapse em neurônios II situados na substância cinzenta intermédia medial, próximas ao canal central. → axônios formam um fascículo que sobe no funículo posterior, medialmente ao fascículo grácil, e termina no núcleo grácil do bulbo, fazendo sinapse com o neurônio III cujos axônios cruzam para o lado oposto como parte do leminisco medial e terminam no núcleo ventral posterolateral do tálamo, de onde as fibras seguem para a parte posterior da ínsula. A via nociceptiva originada nas vísceras torácicas têm o mesmo trajeto das originadas no abdome e na pelve, mas sobem ao longo do septo intermédio que separa o fascículo grácil do cuneiforme. Vias trigeminais Via trigeminal exteroceptiva ● Receptores iguais os das vias medulares de temperatura, dor, pressão e tato. → sensibilidade da face, fronte e parte do escalpo, mucosas nasais, seios maxilares e frontais, cavidade oral, dentes, dois terços anteriores da língua, articulação temporomandibular, córnea, conjuntiva, dura-máter das fossas média e anterior do crânio. ● I → neurônios situados nos gânglios sensitivos anexos aos nervos V, VII, IX e X→ gânglios trigeminal (V par), geniculado (VII), superior do glossofaríngeo e superior do vago. ○ Prolongamentos periféricos ligam-se aos receptores, enquanto os prolongamentos centrais penetram no tronco encefálico, onde terminam fazendo sinapse com os neurônios II. ● II → localizados no núcleo do trato espinhal ou no núcleo sensitivo principal do trigêmeo. → Todos os prolongamentos centrais dos neurônios I dos nervos VII, IX e X terminam no núcleo do trato espinhal do V. Os prolongamentos centrais do V par podem terminar no núcleo sensitivo principal, no núcleo do trato espinhal ou então bifurcar, dando um ramo para cada um destes núcleos. ○ Admite-se que as fibras que terminam exclusivamente no núcleo sensitivo principal levam impulsos de tato discriminativo; as que terminam exclusivamente no núcleo do trato espinhal levam impulsos de temperatura e dor, e as que se bifurcam, terminando em ambos os núcleos, relacionam-se com tato protopático e pressão. ○ Os axônios dos neurônios II, situados no núcleo do trato espinhal e no núcleo sensitivo principal, em sua grande maioria, cruzam para o lado oposto e inflectem-se cranialmente para constituir o lemnisco trigeminal, cujas fibras terminam fazendo sinapse com os neurônios III ● III → localizam-se no núcleo ventral posteromedial do tálamo. → Originam fibras que ganham o córtex como radiações talâmicas, passando pela cápsula interna e coroa radiada. → terminam na porção da área somestésica que corresponde à cabeça, ou seja, na parte inferior do giro pós-central (áreas 3, 2 e 1 de Brodmann). Via trigeminal proprioceptiva ● Neurônios I não estão em um gânglio e sim no núcleo do trato mesencefálico, tendo o mesmo valor funcional de células ganglionares. → São neurônios idênticos aos ganglionares, de corpo muito grande e do tipo pseudounipolar. → prolongamento periférico liga-se a fusos neuromusculares situados na musculatura mastigadora, mímica e da língua. Liga-se, também, a receptores na articulação temporomandibular e nos 69 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA dentes, os quais veiculam informações sobre a posição da mandíbula e a força da mordida. Alguns destes prolongamentos levam impulsos proprioceptivos inconscientes ao cerebelo. ● Admite-se também que uma parte destes prolongamentos faz sinapse no núcleo sensitivo principal (neurônio II), de onde os impulsos proprioceptivos conscientes, através do lemnisco trigeminal, vão ao tálamo (neurônio III) e de lá ao córtex. Via gustativa Receptores gustativos → células gustativas situadas em botões gustativos distribuídos na parede das papilas da língua e nas paredes da faringe, laringe e esôfago proximal. ● As fibras nervosas aferentes fazem sinapses com a base das células gustativas, que são quimiorreceptores sensíveis a substâncias químicas com as quais elas entram em contato, dando origem a potenciais elétricos que levam à liberação de neurotransmissores que, desencadeiam potenciais de ação que seguem pelas fibras nervosas aferentes dos nervos facial, glossofaríngeo e vago. ● Os impulsos originados nos receptores situados nos 2/3 anteriores da língua, após um trajeto periférico pelos nervos lingual e corda do tímpano, chegam ao sistema nervoso central pelo nervo intermédio (VII par). ● Os impulsos do terço posterior da língua e os da epiglote e do esôfago proximal penetram no sistema nervoso central, respectivamente, pelos nervos glossofaríngeo (IX) e vago (X). Via gustativa ● I → localizam-se nos gânglios geniculado (VII), inferior do IX e inferior do X → prolongamentos periféricos ligam-se aos receptores, enquanto os prolongamentos centrais penetram no tronco encefálico, fazendo sinapse com os neurônios II, após trajeto no trato solitário ● II → localizam-se na porção gustativa do núcleo do trato solitário. → Originam as fibras solitário-talâmicas, que terminam fazendo sinapse com os neurônios III no tálamo do mesmo lado e do lado oposto. ● lll → localizam-se no tálamo, no mesmo núcleo aonde chegam os impulsos que penetram pelo trigêmeo, ou seja, no núcleo ventral posteromedial. → Originam axônios que, como radiações talâmicas, chegam à área gustativa do córtex cerebral, situada na parte posterior da ínsula. Via olfatória Receptores olfatórios ● Quimiorreceptores → cílios olfatórios das vesículas olfatórias, pequenas dilatações do prolongamento periférico das células olfatórias. → neurônios bipolares que se localizam em um neuroepitélio especializado situado na porção mais alta da cavidade nasal. ○ Na membrana dos cílios olfatórios, encontram-se receptores químicos aos quais se ligam às moléculas odorantes, efetuando a transdução quimioneural → transformação de estímulos químicos em potenciais de ação. Via olfatória ● I → células olfatórias → neurônios bipolares localizados na mucosa olfatória (ou mucosa pituitária), situada na parte mais alta das fossas nasais → renovados a cada 6 a 8 semanas, através de proliferação celular → Os prolongamentos centrais são amielínicos, agrupam-se em feixes formando filamentos que, em conjunto, constituem o nervo olfatório → atravessam os pequenos orifícios da lâmina crivosa do etmóide e terminam no bulbo 70 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA olfatório, onde suas fibras fazem sinapse com os neurônios II. ● II → células mitrais→ dendritos são muito ramificados e fazem sinapse com as extremidades ramificadas dos prolongamentos centrais das células olfatórias (neurônios I), constituindo os chamados glomérulos olfatórios. ○ Os axônios mielínicos das células mitrais seguem pelo trato olfatório e ganham as estrias olfatórias lateral e medial.→ impulsos olfatórios conscientes seguem pela estria olfatória lateral e terminam na área cortical de projeção primária para a sensibilidade olfatória situada no úncus, correspondendo ao chamado córtex piriforme, tendo projeção para o tálamo que, por sua vez, projeta-se para o córtex orbitofrontal (giros reto e olfatórios), também responsável pela percepção olfatória consciente. ○ Existem de projeções olfatórias para o sistema límbico → odores são associados a emoções diversas como a aversão (amígdala) ou o prazer (núcleo accumbens). ● Peculiaridades da via: ○ Possui apenas os neurônios I e II; ○ Neurônio I localiza-se em uma mucosa e não em um gânglio; ○ Impulsos olfatórios conscientes vão diretamente ao córtex sem um relé talâmico; ○ A área cortical de projeção é do tipo alocórtex e não isocórtex, como nas demais vias; ○ Totalmente homolateral Via auditiva Receptores auditivos ● Localizam-se na parte coclear do ouvido interno → cílios das células sensoriais situadas no chamado órgão de Corti, estrutura dispostaem espiral situada na cóclea onde está em contato com um líquido, a perilinfa. → vibra em consonância com a membrana do tímpano, ativando os cílios e originando potenciais de ação que seguem pelas vias auditivas. Vias auditivas ● I → Localizados no gânglio espiral situado na cóclea. → neurônios bipolares, cujos prolongamentos periféricos são pequenos e terminam em contato com as células ciliadas do órgão de Corti, enquanto os prolongamentos centrais constituem a porção coclear do nervo vestibulococlear e terminam na ponte, fazendo sinapse com os neurônios II. ● II → estão situados nos núcleos cocleares dorsal e ventral → axônios cruzam para o lado oposto, constituindo o corpo trapezóide, contornam o complexo olivar superior e inflectem-se cranialmente para formar o lemnisco lateral do lado oposto, cujas fibras terminam fazendo sinapse com os neurônios III no colículo inferior. ○ Existe certo número de fibras provenientes dos núcleos cocleares que penetram no lemnisco lateral do mesmo lado, sendo, por conseguinte, homolaterais. ● III → maioria localizada no colículo inferior. → axônios vão p/ o corpo geniculado medial, passando pelo braço do colículo inferior. ● IV → localizados no corpo geniculado medial.→ núcleo principal organizado tonotopicamente e axônios formam a radiação auditiva, que, passando pela cápsula interna, chega à área auditiva do córtex (áreas 41 e 42 de Brodmann), situada no giro temporal transverso anterior. 71 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Admite-se que a maioria dos impulsos auditivos chega ao córtex através de uma via envolvendo quatro neurônios. → maaaaaaaaas muitos impulsos auditivos seguem um trajeto mais complicado, envolvendo número variável de sinapses em três núcleos situados ao longo da via auditiva → núcleo do corpo trapezoide, núcleo olivar superior e núcleo do lemnisco lateral. ● Mantém organização tonotópica → impulsos nervosos relacionados com tons de determinadas frequências seguem caminhos específicos ao longo de toda a via, projetando-se em partes específicas da área auditiva. ● Peculiaridades: ○ Possui grande número de fibras homolaterais. → cada área auditiva do córtex recebe impulsos originados na cóclea de seu próprio lado e na do lado oposto, sendo impossível a perda da audição por lesão de uma só área auditiva; ○ Possui grande número de núcleos relés. → enquanto nas demais vias o número de neurônios ao longo da via é geralmente três, na via auditiva este número é de quatro ou mais. Vias vestibulares Receptores vestibulares ● Cílios de células sensoriais situadas na parte vestibular do ouvido interno em contato com a endolinfa. ● Do ponto de vista anatômico distingue-se na parte vestibular dois conjuntos de estruturas, o utrículo e o sáculo e os três canais semicirculares. ○ Os receptores situados no utrículo e no sáculo localizam-se em epitélios sensoriais (máculas), cujos cílios são ativados pela gravidade informando sobre a posição da cabeça. ○ As dos canais semicirculares localizam-se em estruturas denominadas cristas, situadas em dilatações desses canais, as ampolas. ● A movimentação da endolinfa que ocorre quando se movimenta a cabeça ativa os cílios das células sensoriais dando origem à movimentação reflexa dos olhos Vias vestibulares ● I → células bipolares localizadas no gânglio vestibular. → prolongamentos periféricos ligam-se aos receptores, e os prolongamentos centrais, muito maiores, constituem a porção vestibular do nervo vestibulococlear, cujas fibras fazem sinapse com os neurônios II. ● II → localizam-se nos núcleos vestibulares, separando-se em vias consciente e inconsciente ○ Inconsciente → axônios de neurônios II dos núcleos vestibulares formam o fascículo vestibulocerebelar, que ganha o córtex do vestíbulocerebelo, passando pelo pedúnculo cerebelar inferior. Fazem exceção algumas fibras que vão diretamente ao cerebelo, sem sinapse nos núcleos vestibulares 72 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Consciente→ a existência de conexões entre os núcleos vestibulares e o córtex cerebral. No que se refere à localização da área vestibular no córtex, admite-se que ela está no lobo parietal, próximo ao território da área somestésica correspondente à face. → O nervo vestibular transmite informações sobre a aceleração da cabeça para os núcleos vestibulares do bulbo que, então, as distribui para centros superiores. As informações ajudam a manter o equilíbrio e a postura, permitindo correções por retroalimentação. ● As vias vestibulares também controlam reflexos oculares para estabilizar a imagem na retina, em resposta à movimentação da cabeça. Via óptica Estrutura da retina ● Os receptores visuais, assim como os neurônios I, II e III da via óptica, localizam-se na retina, neuroepitélio que reveste internamente a cavidade do globo ocular, posteriormente à íris. ● Na parte posterior da retina, em linha com o centro da pupila, ou seja, com o eixo visual de cada olho, existe uma área ligeiramente amarelada, a mácula lútea, no centro da qual se nota uma depressão, a fóvea central. ○ Mácula → área da retina onde a visão é mais distinta. → movimentos reflexos do globo ocular fixam sobre as máculas a imagem dos objetos que nos interessam no campo visual. ■ A visão nas partes periféricas não maculares da retina é pouco nítida e a percepção das cores se faz precariamente. ● A estrutura da retina é extremamente complexa, distinguindo-se nela dez camadas, uma das quais é a camada pigmentar, situada externamente.→ 9 camadas restantes podem ser simplificadas levando-se em conta apenas a disposição dos três neurônios retinianos principais.→ de fora p/ dentro: ○ Camada das células fotossensíveis (ou fotorreceptoras), das células bipolares e das células ganglionares ● Células fotossensíveis estabelecem sinapse com as células bipolares, que, por sua vez, fazem sinapse com as células ganglionares, cujos axônios constituem o nervo óptico. ○ Os prolongamentos periféricos das células fotossensíveis são os receptores da visão → cones ou bastonetes ○ Raios luminosos que incidem sobre a retina devem atravessar suas nove camadas internas para atingir os fotorreceptores. ● A excitação dos receptores pela luz dá origem a impulsos nervosos → fototransdução. → impulsos caminham em direção oposta à seguida pelo raio luminoso → células fotossensíveis para as células bipolares e destas para as células ganglionares ● Existem 3 tipos de cones, cada um deles sensível a uma faixa diferente do espectro luminoso, e o cérebro obtém a informação sobre a cor ao analisar a resposta à ativação deles. ● Nas partes periféricas da retina predominam os bastonetes e o número de cones aumenta progressivamente à medida que se aproxima da mácula, até que, ao nível da fóvea central, existem exclusivamente cones. ● Nas partes periféricas da retina, vários bastonetes ligam-se a uma célula bipolar e várias células bipolares fazem sinapse com uma célula ganglionar. → uma fibra 73 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA do nervo óptico pode estar relacionada com até 100 receptores. ● Na mácula o número de cones é aproximadamente igual ao de células bipolares e ganglionares→ cada célula de cone faz sinapse com uma célula bipolar, que se liga a uma célula ganglionar O nervo óptico é formado pelos axônios das células ganglionares que são inicialmente amielínicos e percorrem a superfície interna da retina, convergindo para a papila óptica, situada na parte posterior da retina, medialmente à mácula. ● Ao nível da papila, os axônios das células ganglionares atravessam as túnicas média e externa do olho, tomam-se mielínicos, constituindo o nervo óptico. ● Não há fotorreceptores ao nível da papila → ponto cego da retina.→ nela penetram os vasos que nutrem a retina. Trajeto das fibras nas vias ópticas ● Os nervos ópticos dos dois lados convergem para formar o quiasma óptico, do qual se destacam posteriormente os dois tratos ópticos, queterminam nos respectivos corpos geniculados laterais ● Ao nível do quiasma, as fibras dos 2 nervos ópticos sofrem uma decussação parcial. ● Campo binocular é a intersecção dos campos nasal e temporal. ● A luz originada na região central do campo visual vai para os dois olhos. ● No quiasma óptico, as fibras nasais, ou seja, as fibras oriundas da retina nasal, cruzam para o outro lado, enquanto as fibras temporais seguem do mesmo lado, sem cruzamento. → cada trato óptico contém fibras temporais da retina de seu próprio lado e fibras nasais da retina do lado oposto → impulsos nervosos originados em metades homônimas das retinas dos dois olhos (por exemplo, na metade direita dos dois olhos) serão conduzidos aos corpos geniculados e ao córtex deste mesmo lado. → as metades direitas das retinas dos dois olhos, ou seja, a retina nasal do olho esquerdo e temporal do olho direito, recebem os raios luminosos provenientes do lado esquerdo, ou seja, dos campos temporal esquerdo e nasal direito. → como consequência da decussação parcial das fibras visuais no quiasma óptico, o córtex visual direito percebe os objetos situados à esquerda de uma linha vertical mediana que divide os campos visuais. → hemisfério cerebral de um lado relaciona-se com as atividades sensitivas do lado oposto. ● Conforme o destino, distingue-se 4 tipos de fibras: ○ Fibras retino-hipotalâmicas → destacam-se do quiasma óptico e ganham o núcleo supraquiasmático do hipotálamo. → sincronização dos ritmos circadianos com o ciclo dia-noite. → origem em células ganglionares especiais da retina que contêm um pigmento fotossensível, a melanopsina, capaz de detectar mudanças na luminosidade ambiental; ○ Fibras retino-tetais → ganham o colículo superior através do braço do colículo superior e estão relacionadas com reflexos de movimentos dos olhos ou das pálpebras desencadeados por estímulos nos campos visuais.→ ex. reflexo de piscar ■ As camadas profundas do colículo superior possuem um mapa do campo visual, o que permite direcionar rapidamente os olhos em resposta a outros estímulos sensoriais do ambiente. ■ Os movimentos oculares coordenados pelo colículo superior permitem mudar rapidamente o ponto de fixação de uma cena visual para outra; ○ Fibras retino-pré-tetais → ganham a área pré-tetal, situada na parte rostral do colículo superior, através do braço do colículo superior e estão relacionadas com os reflexos fotomotor direto e consensual 74 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ○ Fibras retinogeniculadas → + importantes, correspondendo → 90% do total de fibras que saem da retina → se relacionam diretamente com a visão. → Terminam fazendo sinapse com os neurônios IV da via óptica, localizados no corpo geniculado lateral, que possui a mesma representação retinotópica da metade contralateral do campo visual. · Os axônios dos neurônios do corpo geniculado lateral (neurônios IV) constituem a radiação óptica (trato genículo-calcarino) e terminam na área visual, área 17, situada nos lábios do sulco calcarino. → Existe correspondência entre partes da retina e partes do corpo geniculado lateral, da radiação óptica e da área 17. ■ Na radiação óptica, as fibras correspondentes às partes superiores da retina ocupam posição mais alta e se projetam no lábio superior do sulco calcarino; ■ Fibras correspondentes às partes inferiores da retina ocupam posição mais baixa e projetam-se no lábio inferior do sulco calcarino; ■ Fibras que levam impulsos da mácula ocupam posição intermediária e se projetam na parte posterior do sulco calcarino. 75 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Lesões ● As mais importantes são as alterações nos campos visuais → devem ser pesquisadas para cada olho isoladamente. ● Distúrbio básico do campo visual→ escotoma→ falha dentro do campo visual → cegueira para uma parte deste campo.→ quando atinge metade do campo visual, passa a ser denominado hemianopsia, que pode ser heterônima ou homônima. ○ Heterônima → acometidos lados diferentes dos campos visuais, ou seja, desaparece a visão nos campos temporais ou nos campos nasais.→ lesões no quiasma óptico!! ○ Homônima → fica acometido o mesmo lado do campo visual de cada olho, ou seja, desaparece a visão do campo temporal do olho de um lado e o campo nasal do olho do lado oposto. → retroquiasmáticas, localizando-se entre o quiasma e o córtex occipital. ● Lesão do nervo óptico→ resulta em cegueira completa do olho correspondente. → traumatismo ou em casos de glaucoma, quando o aumento da pressão intraocular comprime e lesa as fibras do nervo óptico ao nível da papila; ● Lesão da parte mediana do quiasma óptico → resulta em hemianopsia bitemporal, como consequência da interrupção das fibras provenientes das retinas nasais que cruzam neste nível. → tumores da hipófise ● Lesão da parte lateral do quiasma óptico→ resulta em hemianopsia nasal do olho correspondente, como consequência da interrupção das fibras provenientes da retina temporal deste olho. → aneurismas da artéria carótida interna, que comprimem lateralmente o quiasma óptico. Quando a compressão se faz dos dois lados, como consequência de dois aneurismas, ocorre urna hemianopsia binasal, ou seja, nos campos nasais dos olhos; ● Lesão do trato óptico → resulta em hemianopsia homônima direita ou esquerda, conforme a lesão se localize, respectivamente, no trato óptico esquerdo ou no direito. → interrupção das fibras provenientes da retina temporal de um olho e nasal do olho do lado oposto. → consequência de traumatismos ou tumores que comprimem o trato óptico. Lesões do corpo geniculado lateral dão alterações de campo visual idênticas às observadas após lesão do trato óptico; ● Lesões da radiação óptica → alterações de campo visual idênticas às que resultam de lesões do trato óptico → hemianopsias homônimas (Figura 29.10 F).→ maaaaaas pesquisando-se o reflexo fotomotor na metade cega da retina, verifica-se que ele está ausente no caso das lesões do trato óptico e presente no caso das lesões da radiação óptica (ou da área 17). → nas lesões do trato óptico, há interrupção das fibras retino-pré-tetais responsáveis pelo reflexo, o que não ocorre no caso das lesões situadas depois do corpo geniculado lateral. ○ Na prática as lesões completas da radiação óptica são raras, pois suas fibras espalham-se em um território bastante grande. ○ Mais frequentemente, ocorrem lesões de parte delas → pequenas falhas do campo visual (escotomas) ou falhas que comprometem todo um quadrante do campo visual (quadrantanopsias) – ○ Certos casos de tumor do lobo temporal; ● Lesões do córtex visual primário (área 17) → dão alterações de campo iguais às observadas em lesões completas da radiação óptica. → são mais frequentes as lesões parciais. Assim, por exemplo, uma lesão do lábio inferior do sulco calcarino direito resulta em quadrantanopsia homônima superior esquerda. Controle da transmissão das informações sensoriais O SNC é capaz de modular a transmissão das infos sensoriais por meio de fibras centrífugas que agem sobre os neurônios dos núcleos intermediários → existem vias eferentes reguladoras da sensibilidade, que explicam a capacidade de selecionar as informações + relevantes. ● Atenção seletiva e habituação a estímulos apresentados continuamente. ● Habituação → inibição dos impulsos sensoriais pouco relevantes Portão da dor ● Penetração dos impulsos dolorosos no SNC é regulada por neurônios e circuitos nervosos na substância gelatinosa da coluna posterior medular ● Portão controlado por fibras descendentes supra espinhais e pelos próprios impulsos que entram pelas fibras das raízes dorsais. → impulsos nervosos conduzidos pelas grossas fibras mielínicas de tato (fibras A beta) teriam efeitos antagônicos aos das fibras finas de dor (fibras A delta e C), estas abrindo e aquelas fechando o portão. ● Ramos colaterais das grossas fibras táteis dos fascículos grácil e cuneiforme que penetramna coluna 76 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA posterior inibem a transmissão dos impulsos dolorosos, ou seja, fecham o "portão". → base das "técnicas de estimulação transcutânea". Existem de regiões do encéfalo capazes de suprimir a dor ● Estimulação da substância cinzenta periaquedutal, bem como do núcleo magno da rafe → partem fibras serotoninérgicas que terminam em neurônios internunciais encefalinérgicos situados no núcleo do trato espinhal do trigêmeo e na substância gelatinosa da medula → Estes neurônios inibem a sinapse ' entre os neurônios 1 e II da via da dor, através da liberação de um opióide endógeno, a encefalina → via da analgesia acima descrita. ○ Explica pq porque fármacos como a fluoxetina, usados como antidepressivos, são eficientes também n tto de dor crônica → disponibilização de serotonina nas sinapses Grandes Vias Eferentes Põem em comunicação os centros suprassegmentares do sistema nervoso com os órgãos efetuadores. → Podem ser somáticas ou viscerais. Viscerias A influência do sistema nervoso suprassegmentar sobre a atividade visceral se exerce através de impulsos nervosos que ganham os neurônios pré-ganglionares, passam aos neurônios pós-ganglionares, de onde se distribuem às vísceras. As áreas do sistema nervoso suprassegmentar que regulam a atividade do sistema nervoso autônomo estão no hipotálamo e no sistema límbico. ● Ligam-se aos neurônios pré-ganglionares, por meio de circuitos da formação reticular, através dos tratos reticuloespinhais→ vias indiretas ● Existem também vias diretas → hipotálamo-espinhais, entre o hipotálamo e os neurônios pré-ganglionares, tanto do tronco encefálico como da medula. Somáticas A ação do sistema nervoso é antecipatória e usa a experiência aprendida, assim como a informação sensorial, para prever e ajustar o movimento. ● Quando se quer mover o corpo ou parte do corpo, o cérebro forma a representação do movimento, planejando a ação em toda sua extensão antes de executá-la. → programa motor → especifica os aspectos espaciais do movimento, ângulos de articulação, força, etc. Tratos corticoespinhais ● Unem o córtex cerebral aos neurônios motores da medula ● ⅓ das fibras originam-se na área 4 (motora primária), ⅓ na área 6 (áreas pré-motora e motora suplementar), e ⅓ no córtex somatossensorial, que contribui para a regulação do fluxo de informação sensorial na coluna posterior. ● Trajeto das fibras → área 4 (maioria) → coroa radiada → perna posterior da cápsula interna → base do pedúnculo cerebral → base da ponte → pirâmide bulbar. ○ No nível da decussação das pirâmides, uma parte das fibras continua ventralmente → trato corticoespinhal anterior. → fibras ocupam o funículo anterior da medula e, após cruzamento na comissura branca, terminam em relação com os neurônios motores contralaterais, responsáveis pelos movimentos voluntários da musculatura axial. → sistema anteromedial da medula. ○ Outra parte cruza para constituir o trato corticoespinhal lateral. → + importante. → Ocupa o funículo lateral ao longo de toda a extensão da medula e suas fibras influenciam os neurônios motores da coluna anterior de seu próprio lado. → fibras motoras do trato corticoespinhal lateral terminam na 77 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA substância cinzenta intermédia, fazendo sinapses com interneurônios, q se ligam aos motoneurônios da coluna anterior. Trato corticonuclear ● Tem o mesmo valor funcional do trato corticoespinhal, diferindo deste principalmente pelo fato de transmitir impulsos aos neurônios motores do tronco encefálico ● Controle voluntário os neurônios motores situados nos núcleos motores dos nervos cranianos. ● Fibras originam-se principalmente na parte inferior da área 4 (na região correspondente à representação cortical da cabeça), passam pelo joelho da cápsula interna e descem pelo tronco encefálico, associadas ao trato corticoespinhal. ● À medida que o trato corticonuclear desce pelo tronco encefálico, dele se destacam feixes de fibras que terminam nos neurônios motores dos núcleos da coluna eferente somática (núcleos do III, IV, VI e XII) e eferente visceral especial (núcleo ambíguo, IX e X) e (núcleo motor do V e do VII). ● Maioria das fibras do trato corticonuclear faz sinapse com neurônios internunciais situados na formação reticular, próximo aos núcleos motores, e estes ligam-se aos neurônios motores. → muitas fibras desse trato terminam em núcleos sensitivos do tronco encefálico (grácil, cuneiforme, núcleos sensitivos do trigêmeo e núcleo do trato solitário), relacionando-se com o controle dos impulsos sensoriais. ● Grande número de fibras homolaterais!!!!!!!!!! → maioria dos músculos da cabeça está representada no córtex motor dos dois lados. → representação + acentuada nos grupos musculares que não podem ser contraídos voluntariamente de um lado só, como os músculos da laringe e faringe, os músculos da parte superior da face (orbicular, frontal e corrugador do supercílio), os músculos que fecham a mandíbula (masseter, temporal e pterigoídeo medial) e os músculos motores do olho. → não sofrem paralisia quando o trato corticonuclear é interrompido de um só lado (por exemplo, em uma das cápsulas internas) ● Os neurônios motores do núcleo do nervo facial, responsáveis pela inervação dos músculos da metade 78 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA inferior da face, recebem fibras corticonucleares do córtex do lado oposto, enquanto os responsáveis pela inervação dos músculos da metade superior da face recebem fibras corticonucleares do córtex dos dois lados → permite a distinção entre paralisias faciais centrais das periférica Trato rubroespinhal ● Junto do corticoespinhal lateral, controla a motricidade voluntária dos músculos distais dos membros, músculos intrínsecos e extrínsecos da mão. →No homem, entretanto, possui um número reduzido de fibras. ● Origina-se no núcleo rubro do mesencéfalo, decussa e reúne-se ao trato corticoespinhal no funículo lateral da medula. ● Principal aferência → área motora primária (via córtico-rubroespinhal). Trato tetoespinhal ● Origina-se no colículo superior, que, recebe fibras da retina e do córtex visual. ● Situa-se no funículo anterior dos segmentos mais altos da medula cervical, onde estão os neurônios motores responsáveis pelo movimento da cabeça, e pertence ao sistema anteromedial da medula. ● Envolvido em reflexos visuomotores, em que o corpo se orienta a partir de estímulos visuais. Tratos vestibuloespinhais ● 2→ medial e lateral. ● Originam-se nos núcleos vestibulares do bulbo e levam aos neurônios motores os impulsos nervosos necessários à manutenção do equilíbrio a partir de informações que chegam a esses núcleos, vindas da parte vestibular do ouvido interno e do vestibulocerebelo. ● Mantém a cabeça e os olhos estáveis diante de movimentos do corpo. ● Projetam-se também para a medula lombar, ativando os músculos extensores (antigravitacionais) das pernas. ● Fazem ajustes posturais, permitindo que seja mantido o equilíbrio mesmo após alterações súbitas do corpo no espaço. Tratos reticuloespinhais ● Promovem a ligação de várias áreas da formação reticular com os neurônios motores da medula. ● Chegada de informações de setores muito diversos do sistema nervoso central, como o cerebelo e o córtex pré-motor. ● Pontino → aumenta os reflexos antigravitacionais da medula, facilitando os extensores e a manutenção da postura ereta. → manutenção do comprimento e a tensão muscular. ● Bulbar → efeito oposto → libera os músculos antigravitacionais do controle reflexo. ● Controlam os movimentos tanto voluntários como automáticos, a cargo dos músculos axiais e proximais dos membros, e pertencem ao sistema medial da medula. → determinam o grau adequado de contração desses músculos → garante postura básica, ou "de partida'', necessária à execução de movimentos delicados pela musculatura distal dos membros. ● O controle do tônus e da postura ocorreem grande parte no nível medular → reflexos miotáticos, modulados por influências supramedulares trazidas pelos tratos reticuloespinhais e vestíbulo-espinhal → ação nos neurônios alfa e gama → quando há desequilíbrio entre as influências inibidoras ou facilitadoras trazidas por esses tratos, pode-se ter quadros em que há hipertonia em determinados grupos musculares, como na chamada rigidez de descerebração, ou nas hipertonias que se seguem aos acidentes vasculares cerebrais (espasticidade). Visão conjunta das vias somáticas Todas as vias que influenciam a motricidade somática convergem sobre o neurônio motor que, por sua vez, inerva a musculatura esquelética. → constitui a via motora final comum de todos os impulsos que agem sobre os músculos estriados esqueléticos. 79 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Organização do mov voluntário Etapas → preparação, que termina com a elaboração do programa motor, e execução. ● Preparação→ envolve áreas motoras de associação do córtex cerebral em interação com o cerebelo e o corpo estriado. ● Execução → envolve a área motora primária, a área pré-motora do córtex e suas ligações diretas e indiretas com os neurônios motores. ● Existem mecanismos que permitem ao sistema nervoso central promover os necessários ajustes e correções no movimento já iniciado. ● Existem potenciais de preparação em áreas de associação do córtex, como a área motora suplementar, que ocorrem pouco antes do início do movimento, seguindo-se a ativação das áreas pré-motora e motora e o início do movimento. ● Corpo estriado e o núcleo denteado do cerebelo são também ativados antes do início do movimento. A intenção de realizar o mov é feita na área pré-frontal → informações são transmitidas para as áreas encarregadas de elaborar o programa motor, vulgo a zona lateral do cerebelo, através da via corticopontocerebelar, o corpo estriado e a área motora suplementar, onde é elaborado o programa motor que define quais músculos serão contraídos, assim como o grau e a sequência temporal das contrações. → O programa motor é enviado à área motora primária, principal responsável pela execução do movimento. São ativados determinados neurônios corticais que, atuando sobre os neurônios motores, via trato corticoespinhal, determinam a contração, na sequência adequada, dos músculos responsáveis pelo movimento. As vias mediais da medula são ativadas para ajustes posturais e da musculatura proximal, para aproximar o corpo do cirurgião do alvo. Informações sobre as características desses movimentos, detectados por receptores proprioceptivos, são levadas à zona intermédia do cerebelo pelos tratos espinocerebelares. → As informações obtidas antes do movimento, ou durante, permitem ajustes por anteroalimentação. O cerebelo pode comparar as características do movimento em andamento com o programa motor e promover as correções necessárias por anteroalimentação, agindo sobre a área motora através da via interpósito-tálamo-cortical. → Após tocar o alvo, informações sensoriais proprioceptivas, originadas no segmento onde ocorre o movimento, geram ajustes por retroalimentação quanto a força necessária ao procedimento. Ajustes posturais também são feitos por retroalimentação. →O trato reticuloespinhal pontino o mantém na postura ereta imóvel, atuando sobre a musculatura antigravitacional. Toda a informação gerada na execução do movimento será usada para melhorar a execução de movimentos futuros semelhantes, através do aprendizado motor, a cargo principalmente do cerebelo. → Postura apropriada, o que envolve a contração adequada dos músculos. → necessário um comando voluntário feito pela via corticoretículoespinhal (não se podendo excluir também um componente corticoespinhal), além de uma ação controladora a cargo do vestibulocerebelo e da zona medial do cerebelo, que atuam pelos tratos vestibuloespinhais e reticuloespinhais. Os olhos e a cabeça têm que ser mantidos fixos. Movimentos oculares Neurônios motores responsáveis pelos movimentos oculares estão nos núcleos dos nervos abducente, troclear e oculomotor. ● Não recebem aferências diretas do córtex cerebral, mas somente através do colículo superior e da formação reticular. 2 centros na formação reticular relacionados → movimentos horizontais situado na ponte, outro para movimentos verticais situado no mesencéfalo. ● Quando atuam simultaneamente, os movimentos são oblíquos. ● Recebem aferências dos colículos superiores, ou diretamente do chamado campo ocular frontal (parte da área 8 do córtex cerebral). 80