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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Terminações Nervosas
Nervos
O que são nervos?
● Cordões esbranquiçados constituídos por feixes de
fibras nervosas reforçadas por tecido conjuntivo
● Unem o SNC aos órgãos periféricos
○ Conduzem impulsos de um p/ o outro e vice
versa
● Podem ser espinhais ou cranianos
● Fibras mielínicas + neurilema
○ N. Óptico ñ tem neurilema
○ N. olfatório tem neurilema mas são amielínicas
→ fibras de Remak
● Revestidos por bainhas conjuntivas → conferem
resistência aos nervos → mais espessas nos
superficiais
○ Epineuro→ mais externo
○ Perineuro→ envolve feixes de fibras
○ Endoneuro→ envolve cada fibra
Os nervos são mto vascularizados→ percorridos por vasos que
que se anastomosam.
● But desprovidos de sensibilidade → dor não é sentida
nele, mas na área inervada por ele
No seu trajeto os nervos podem se bifurcar ou anastomosar
● Não há bifurcação ou anastomose de fibras, apenas
reorganização.
Origem:
● Real → local onde estão localizados os corpos
neuronais
● Aparente → ponto de emergência ou entrada do nervo
na superfície do SNC
Condução do impulso sensitivo
● Por meio dos prolongamentos periféricos neuronais
● Corpo localizado no gânglio da raiz dorsal dos nervos
espinhais ou no gânglio de algum dos nervos cranianos
● Células pseudounipolares
● Vai do prolongamento periférico para o central → ñ
passam pelo corpo celular
Condução do impulso motor
● Do corpo celular para o efetuador
Fibras dos nervos classificadas em:
● A→ ricamente mielinizadas dos nervos mistos
○ Alfa, beta ou gama → conforme velocidade de
condução
● B→ fibras pré-ganglionares
● C→ fibras pós-ganglionares do sistema autônomo
○ Possivelmente algumas relacionadas a
impulsos dolorosos
Lesão do nervo → perda ou diminuição da motricidade ou
sensibilidade da região inervada
● Degeneração Walleriana → nos esmagamentos e nas
seções ocorrem degenerações das partes distais do
axônio e sua bainha de mielina, estendendo-se em
direção proximal até o nódulo de Ranvier mais próximo
à lesão
● Corpo celular → cromatólise → atinge máximo entre
7-15 dias
○ Grau inversamente proporcional a distancia
da lesão até o corpo celular
1
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Lesão do corpo pode ser muito intensa,
levando a desintegração neuronal→ pode ser
reversível
○ Extremidades proximais das fibras lesadas
crescem e emitem brotamentos até a lesão e
penetram a cicatriz
● Secção com afastamento de cotos → as fibras em
crescimento, não encontrando o coto distal, crescem
desordenadamente, constituindo neuromas → tecido
conjuntivo + células de Schwann + emaranhado de
fibras perdidas → p/ função voltar tem que remover
tecido cicatricial e ajustar os cotos por sutura
epineural
● No início do processo de regeneração, cada axônio
emite numerosos ramos, o que aumenta a chance de
eles encontrarem o caminho certo no coto distal
● Para conseguir melhor recuperação funcional, as
extremidades seccionadas devem ser ajustadas
precisamente, tentando justapor as bainhas perineurais
→ uso de estereomicrocópio.
Generalidades das
terminações
Terminações nervosas podem ser sensitivas/aferentes
(receptores) ou motoras/eferentes.
● Sensitivas → quando estimuladas originam um impulso
que segue pela fibra e é levado ao SNC, atingindo
áreas específicas do cérebro, onde ocorre sua
interpretação → resulta em diferentes formas de
sensibilidade
● Motoras → porção terminal das fibras eferentes →
elementos de ligação entre as fibras e os órgãos
efetuadores, que são, em geral, músculos e glândulas.
Sensitivas
Classificação morfológica
● Especiais → + complexos → neuroepitélio → retina,
órgão de Corti
○ Relacionados aos órgãos especiais dos
sentidos
● Gerais → por todo o corpo → maior concentração na
pele
○ Livres ou encapsulados → relacionado a
presença ou ausência de uma cápsula
conjuntiva
Receptores livres
● + frequentes
● Ao se transformarem em terminações livres, perdem a
bainha de mielina, mantendo seu envoltório de células
de Schwann até as proximidades da ponta do axônio
● Algumas terminações livres relacionadas ao tato se
enrolam na base dos folículos pilosos ou terminam em
contato com células epiteliais especiais → discos de
Merkel
○ Tato, sensibilidade térmica e dolorosa!
Receptores encapsulados
● Intensa ramificação na extremidade axonal, no interior
de uma cápsula conjuntiva
● Corpúsculos sensitivos da pele, fusos neuromusculares
e neurotendíneos
● Corpúsculos de Meissner → estão nas papilas
dérmicas→ receptores de tato e pressão
● Corpúsculos de Ruffini → tbm nas papilas dérmicas,
principalmente na pele espessa→ tato e pressão tbm
● Corpúsculos de Vater-Paccini → tecido celular
subcutâneo das mãos e dos pés, tecidos mais profundos
como septos intermusculares e periósteo →
sensibilidade vibratória → estímulos mecânicos rápidos
e repetitivos
2
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Fusos neuromusculares → situados nos ventre dos
músculos esqueléticos´, estando paralelos as fibras
extrafusais.
○ Cada um é constituído de uma cápsula
conjuntiva que envolve de 2-10 pequenas
fibras estriadas denominadas intrafusais
○ Possuem um receptor na região equatorial ñ
contrátil → vários núcleos e 2 regiões
polares (miofibrilas contráteis)
○ O fuso recebe fibras nervosas sensitivas que
se enrolam em torno da região equatorial das
fibras intrafusais → terminações
anuloespirais.
○ As fibras intrafusais estão ligadas à capsula
do fuso, que se liga ao tendão muscular. → A
tensão e o comprimento das fibras intrafusais
aumentam quando ocorre tração muscular e
diminuem na contração.
○ O estiramento e alongamento das fibras
intrafusais causam deformações mecânicas
das terminações anuloespirais que são
ativadas, gerando impulsos nervosos que
penetram na medula através de fibras
aferentes e terminam fazendo sinapse com os
grandes neurônios motores na coluna anterior
da medula (motoneurônios alfa) → Reflexo
miotático ou de estiramento → ligado ao
tônus
○ Os fusos têm tbm uma inervação pelas fibras
eferentes gama, que se originam de pequenos
neurônios motores, situados na coluna
anterior da medula→ inervam as duas regiões
polares das fibras intrafusais e causam sua
contração → aumenta tensão da região
equatorial → sistema nervoso regula a
sensibilidade dos fusos neuromusculares →
ativação contínua permite que as fibras
neuromusculares enviem informações ao SNC
durante a contração
● Órgãos neurotendinosos (de Golgi) → junção dos
músculos estriados com os tendões
○ Consistem em fascículos tendinosos em torno dos
quais se enrolam as fibras nervosas aferentes, sendo o conjunto
envolvido por uma cápsula conjuntiva
○ Ativados pelo estiramento do tendão
○ Desprovidos de inervação gama
○ Informam o SNC da tensão exercida pelos músculos em
suas inserções tendinosas no osso e permitem uma avaliação da
força muscular que está sendo exercida
Classificação fisiológica
● Cada receptor é ativado por um estímulo específico
● Um receptor livre é responsável apenas por uma forma
de sensibilidade
● Quimiorreceptores→ sensíveis a estímulos químicos
○ Olfação, gustação, receptores do corpo
carotídeo
● Osmorreceptores→ sensíveis a variação da pressão
osmótica
● Fotorreceptores→ sensíveis à luz
○ Cones e bastonetes da retina
● Termorreceptores→ sensíveis a frio e calor
● Terminações nervosas livres
● Mecanorreceptores → sensíveis a estímulos
mecânicos
○ Audição e equilíbrio→ ouvido interno
○ Seio carotídeo→ barorreceptores
○ Fusos neuromusculares e órgãos
neurotendinosos
○ Receptores cutâneos
🤔 Uma classificação leva em conta a localização→ natureza do
estímulo que os ativa
● Somáticos
○ Exterorreceptores → calor, frio, tato,
pressão, luz, som
3
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Proprioceptores → + profundos → músculos,
tendões, ligamentos, cápsulas articulares, →
conscientes e inconscientes
■ Propriocepção consciente →
informações trazidas ao SNC pelos
fusos neuromusculares e órgãos
tendinosos
● Viscerais○ Interorreceptores/viscero → vísceras e
vasos→ sensações pouco localizadas
Motoras
● Tbm chamadas de junções neuroefetuadoras
● Funcionalmente se assemelha às sinapses entre
neurônios
● Podem ser somáticas ou viscerais (SNA)
Eferentes somáticas
● Relacionam-se com as fibras musculares estriadas
esqueléticas através das placas motoras
○ Nela a terminação emite ramos com
neurotransmissores.
○ Sua dilatação é chamada de botão sináptico
○ Conectadas com o sarcolema da fibra
muscular → área aumentada por pregas
juncionais
○ Liberação de acetilcolina despolariza o
sarcolema e leva à contração da fibra
muscular
Eferentes viscerais
● Neurotransmissor pode ser acetilcolina ou
noradrenalina→ fibras colinérgicas ou adrenérgicas
● Vesículas agranulares das terminações colinérgicas
armazenam acetilcolina e se assemelha às vesículas
sinápticas das terminações somáticas
● As vesículas granulares podem ser grandes ou
pequenas, sendo as pequenas relacionadas as fibras
adrenérgicas.
● O excesso de noradrenalina é captado novamente pela
fibra nervosa e é armazenado nas vesículas granulares,
ao contrário da acetilcolina que é degradada pela
acetilcolinesterase → quando ocorre destruição
adrenérgica de um órgão, este se torna mais sensível à
nora injetada.
Nervos espinhais
● Inervação do tronco, dos membros e parte da cabeça
● 31 pares→ 8C, 12T, 5L, 5S, 1Coc
● Nervo espinhal → união das raízes dorsal e ventral→
tronco funcionalmente misto
Na raiz dorsal está o gânglio espinhal → corpos dos neurônios
sensitivos pseudo-unipolares, cujos prolongamentos central e
periférico formam a raiz.
A raiz ventral é formada por axônios que se originam em
neurônios situados nas colunas anterior e lateral da medula
4
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
.Fibras aferentes:
● Somáticas
○ Exteroceptivas
■ Temperatura, dor, pressão, tato
○ Proprioceptivas
■ Conscientes ou inconscientes
● Viscerais
○ Fome, sede…
Fibras eferentes:
● Somáticas
○ Para músculos esqueléticos
● Viscerais
○ Para músculos lisos, cardíaco, glândulas
Trajeto dos nervos espinhais
● O tronco do nervo espinhal sai do canal vertebral pelo
forame intervertebral e logo se divide em um ramo
dorsal e um ventral, ambos mistos.
○ Com exceção dos 3 primeiros nervos
cervicais, os ramos dorsais são menores que
os dorsais correspondentes → se distribuem
ao músculo e à pele da região dorsal do
tronco, nuca e região occipital
● Os ramos ventrais dos nervos espinhais torácicos são
unissegmentares, ou seja, não se ramificam → têm
trajeto aproximadamente paralelo, seguindo
individualmente no seu espaço intercostal
● Os nervos originados de plexos são plurissegmentares
● O trajeto de um nervo pode ser superficial ou profundo
○ Superficiais→ sensitivos
○ Profundos→ motores
○ Nunca são somente sensitivos ou somente
motores → os sensitivos tem um componente
que inerva o músculo eretor de pelos, o motor
tem o componente que detecta as ações do
fuso muscular e traz infos da propriocepção
Dermátomo
● Território cutâneo inervado por fibras de uma única raiz
dorsal
● Recebe o nome da raiz que o inerva
● Permitem identificar localização de lesões radiculares
ou medulares
Nervos Cranianos
Fazem conexão com o encéfalo
5
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Maioria se liga ao tronco encefálico, com exceção do
óptico e do olfatório, que se ligam ao diencéfalo e
telencéfalo
Origens aparentes diferentes para cada nervo:
Componentes funcionais → diferem dos espinhais por conterem
componentes especiais
● Aferentes
○ Somáticas
■ Gerais → originam-se em
exteroceptores e proprioceptores→
temperatura, dor, pressão, tato e
propriocepção
■ Especiais → retina e ouvido interno
→ visão, audição e equilíbrio
○ Viscerais
■ Gerais →visceroceptores → dor
visceral
■ Especiais → receptores gustativos e
olfativos
● Eferentes
○ Somáticas→ m. esqueléticos miotômicos
○ Viscerais
■ Gerais → mm liso, cardíaco,
glândulas
■ Especiais → m. esqueléticos
branquioméricos
Componentes eferentes
👶 Precisamos lembrar da embriologia dos músculos estriados
esqueléticos, que se originam dos miótomos dos somitos →
músculos estriados miotômico
● Com exceção dos somitos pré-ópticos, não existem
somitos na extremidade cefálica do embrião
Na extremidade cefálica, o mesoderma é fragmentado em
fendas branquiais, que delimitam os arcos braquiais→ músculos
estriados derivados destes arcos são chamados
branquioméricos
● Os arcos branquiais são considerados formações
viscerais e as fibras que inervam os músculos que deles
se originam são consideradas eferentes viscerais
especiais
Embora os miotômicos e branquioméricos tenham origens
diferentes, suas estruturas são semelhantes
As fibras eferentes viscerais gerais estão relacionadas a
inervação de músculos lisos, cardíaco e glândulas → divisão
parassimpática do SNA → terminam em gânglios viscerais, de
onde os impulsos são levados às diversas estruturas viscerais;
● Fibras pré-ganglionares
Durante o desenvolvimento, cada arco branquial recebe um
nervo craniano que inerva a musculatura que aí se forma
👬 Digástrico → ventre anterior é derivado do primeiro arco e
inervado pelo trigêmio, enquanto o posterior é originado do
segundo arco e inervado pelo facial.
🧣 Os mm ECM e trapézio tem uma parte de origem
branquiomérica, sendo inervados pela raiz espinhal do nervo
acessório.
I - olfatório
● Representado por numerosos pequenos feixes
nervosos que se originam da região olfatória de cada
fossa nasal, atravessam a lâmina crivosa do etmóide e
terminam no bulbo olfatório.
● Exclusivamente sensitivo→ aferente visceral especial
6
Par
Craniano
Origem aparente no encéfalo Origem aparente no crânio
I Bulbo olfatório Lâmina crivosa do etmóide
II Quiasma óptico Canal óptico
III Sulco medial do pedúnculo cerebral Fissura orbital superior
IV Véu medular superior Fissura orbital superior
V Entre a ponte e o pedúnculo
cerebelar médio
Fissura orbital superior
(oftálmico); forame redondo
(maxilar); forame oval (mandibular)
VI Sulco bulbo-pontino Fissura orbital superior
VII Sulco bulbo-pontino (lateralmente
ao VI)
Forame estilomastóideo
VIII Sulco bulbo-pontino (lateralmente
ao VII)
Penetra no osso temporal pelo
meato acústico interno, mas não
sai do crânio
IX Sulco lateral posterior do bulbo Forame jugular
X Sulco lateral posterior, caudalmente
ao IX
Forame jugular
XI Sulco lateral posterior do bulbo (raiz
craniana) e medula (raiz espinhal)
Forame jugular
XII Sulco lateral do bulbo, adiante a oliva Canal do hipoglosso
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
II - óptico
● Grosso feixe de fibras nervosas que se originam na
retina, emergem próximo ao pólo posterior de cada
bulbo ocular, penetrando no crânio pelo canal óptico.
● Cada nervo se une com o do lado oposto, formando o
que asma óptico, onde ao cruzamento parcial de suas
fibras, as quais continuam no trato óptico até o corpo
geniculado lateral
● Exclusivamente sensitivo→ aferente visceral especial
III - oculomotor, IV -
troclear e VI - abducente
● Nervos motores que penetram na órbita pela fissura
orbital superior, distribuindo-se aos músculos
extrínsecos do bulbo ocular.
○ Elevador da pálpebras superior→ oculomotor
○ Reto superior→ oculomotor
○ Reto inferior→ oculomotor
○ Reto medial→ oculomotor
○ Reto lateral→ abducente
○ Oblíquo superior→ troclear
○ Oblíquo inferior → oculomotor
● Esses músculos derivam dos somitos pré-ópticos →
origem miotônica→ fibras eferentes somáticas
● Oculomotor possui fibras para a inervação
pré-ganglionar dos músculos intrínsecos do bulbo
ocular → ciliar (convergência do cristalino) e esfíncter
da pupila→ fibras eferentes viscerais gerais (liso)
V - trigêmeo
● Misto→ componente sensitivo é maior
● Raízes sensitivas no gânglio trigeminal (semilunar ou de
Gasser) → cavo trigeminal sobre a parte petrosa do
temporal
● Distal ao gânglio formam-se os três ramos →
oftálmico, maxilar e mandibular → sensibilidade
somática geral de grande parte dacabeça→ aferentes
somáticos gerais
○ Impulsos exteroceptivos → dor, temperatura,
pressão, tato → pele da face e da fronte,
conjuntiva ocular, parte ectodérmica da
mucosa da cavidade bucal, nariz e seios
paranasais, dentes, 2/3 anteriores da língua
(sensibilidade geral), maior parte da
dura-máter
○ Impulsos proprioceptivos → receptores nos
músculos da mastigação e na ATM
● Raiz motora → fibras que acompanham o nervo
mandibular
○ Mm. temporal, masseter, pterigóideos medial
e lateral, milo-hióideo e ventre anterior do
7
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
digástrico → derivados do 1º arco branquial→
eferentes viscerais especiais
VII - facial
● Emerge do sulco bulbo-pontino através de uma raiz
motora→ nervo facial propriamente dito
● Tbm tem uma raiz sensitiva e visceral → nervo
intermédio (de Wrishberg)
● Junto do VIII par os 2 componentes penetram no meato
acústico interno, onde o nervo intermédio perde a sua
individualidade, formando um tronco nervoso único que
penetra o canal facial
● Depois de um trajeto curto, o nervo facial curva para
trás e forma o joelho externo, ou genículo do nervo
facial, onde existe um gânglio sensitivo → gânglio
geniculado
● O nervo descreve um trajeto para baixo, emerge do
crânio pelo forame estilomastóideo, atravessa a
parótida e distribui ramos para os músculos da mímica,
estilo-hióideo e ventre posterior do digástrico. →
Derivados do 2º arco braquial → eferentes viscerais
especiais
● Nervo intermédio tem 4 componentes funcionais →
fibras eferentes viscerais especiais, eferentes viscerais
gerais, aferentes somáticas gerais e aferentes viscerais
gerais
○ Eferentes viscerais especiais → mm mímicos,
estilo-hióideo e ventre posterior do
digástrico.
8
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Eferentes viscerais gerais → inervação
pré-ganglionar das g. lacrimal, submandibular
e sublingual As fibras destinadas à g. lacrimal
destacam-se do nervo ao nível do joelho,
percorrem o nervo petroso maior e o do canal
pterigóideo atingindo o gânglio
pterigopalatino, de onde saem as fibras
pós-ganglionares
○ Aferentes viscerais especiais → recebem
impulsos gustativos originados nos ⅔
anteriores da língua e seguem junto do nervo
lingual. A seguir, passam para o nervo corda
do tímpano, através do qual ganham o facial,
pouco antes de sua emergência do forame
estilomastóideo. Passam pelo gânglio
geniculado e penetram no tronco pela raiz
sensitiva do VII par (intermédio)
○ Aferente somático geral → parte do pavilhão
auditivo e do meato acústico externo
VIII - vestíbulo-coclear
● Exclusivamente sensitivo
● Penetra na ponte na porção lateral do sulco
bulbo-pontino, entre a emergência do VII par e o
flóculo do cerebelo.
● Ocupa o meato acústico interno
● Parte vestibular → fibras que se originam dos
neurônios sensitivos do gânglio vestibular→ conduzem
impulsos de equilíbrio, originados em receptores da
porção vestibular do ouvido interno
● Parte coclear → constituída de fibras que se originam
nos neurônios sensitivos so gânglio espiral e que
conduzem impulsos originados do órgão espiral (de
Corti), na cóclea.
● Fibras aferentes somáticas especiais
IX - Glossofaríngeo
● Misto
● Emerge do sulco lateral posterior do bulbo
● O tronco sai do forame jugular e no seu trajeto por
esse forame apresenta 2 gânglios → superior (jugular)
e inferior (petroso)→ neurônios sensitivos
● Ao sair do crânio, tem um trajeto descendente, com
ramificações na raiz da língua e faringe
● Fibras aferentes viscerais gerais → sensibilidade geral
e gustativa do ⅓ posterior da língua, faringe, úvula,
tonsila, tuba auditiva, além do seio e corpo carotídeos
● Fibras eferentes viscerais→ divisão parassimpática do
SNA e que termina no gânglio ótico → desse gânglio
saem fibras que inervam a parótida
X - Vago
● Maior dos nervos cranianos
● Misto e essencialmente visceral
● Emerge do crânio pelo forame jugular, percorre o
pescoço e o tórax, terminando no abdome → origina
ramos que inervam faringe e laringe, entrando na
formação de plexos viscerais que promovem a
inervação autonômica das vísceras torácicas e
abdominais
● 2 gânglios sensitivos → superior (jugular) ao nível do
forame jugular e o inferior (nodoso), abaixo de tal
forame.
● Entre os 2 gânglios → une-se ao vago o ramo interno
do acessório
● Fibras aferentes viscerais gerais → faringe, laringe,
traqueia, esôfago, vísceras torácicas e abdominais
● Fibras eferentes viscerais gerais → inervação
parassimpática das vísceras torácicas e abdominais
● Fibras eferentes viscerais especiais→ mm da faringe e
laringe
9
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Ramo laríngeo→ fibras são mais do acessório
q do vago
● Fibras eferentes vem dos núcleos bulbares e sensitivas
dos gânglios superior (somáticas) e inferior (viscerais)
XI - Acessório
● Raiz craniana (bulbar) e espinhal
● Espinhal emerge dos 5 primeiros ramos cervicais →
tronco comum que penetra no crânio pelo forame
magno
○ A esse ramo reúnem os filamentos da raiz
craniana que emergem do sulco lateral
posterior do bulbo
● Tronco comum atravessa o forame jugular, dividindo-se
em interno e externo
● Interno → fibras da raiz craniana, reune-se ao vago e
se distribui c/ ele
● Externo→ fibras da raiz espinhal, tem trajeto próprio e
dirigindo-se obliquamente p/ baixo inerva o trapézio e
ECM
● Fibras eferentes viscerais especiais → mm da laringe
→ n. laríngeo recorrente→ fonação!
● Fibras eferentes viscerais gerais → vísceras torácicas
+ fibras vagais
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
XII - Hipoglosso
● Essencialmente motor
● Músculos intrínsecos e extrínsecos da língua
● FIbras eferentes somáticas
👅Só 3 nervos chegam na língua→ hipoglosso, glossofaríngeo e
lingual
● Lingual→ ramo do trigêmeo que incorpora o corda do
tímpano (ramo do facial)
Aspectos Gerais SNA
O SNA é responsável pela inervação das estruturas viscerais
● Importante para a integridade da atividade das vísceras
→ manutenção da homeostase
Possui uma parte aferente e uma eferente
● Por definição, a gente só considera o componente
eferente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! → Apenas fibras viscerais
gerais integram esse sistema
🤗Divide-se em componentes simpático e parassimpático
SNA aferente
● Impulsos provenientes de visceroceptores → suas
fibras acompanham as do SNA
○ Alguns órgãos pélvicos acompanham
parassimpático
○ Antes de penetrar no SNC, passam por
gânglios sensitivos
■ Se o impulso penetra por nervo
espinhal, então o gânglio é espinhal
→ ñ tem diferença p/ as fibras
viscerais e somáticas.
● Impulsos inconscientes → reflexos viscerais ou
viscero-somáticos relacionados
○ Ex → seio e glomo carotídeo que detectam
variação de pressão arterial e O2,
○ Muitos impulsos viscerais se tornam
conscientes→ sede, plenitude gástrica, dor
😖 Dor → sinal de alarme → estímulo que evoca é aquele que
lesa a região
● Certos processos inflamatórios ou irritativos de
vísceras e órgãos internos dão manifestações
dolorosas em territórios cutâneos→ dor referida!!
Sistema nervoso visceral
eferente ou autônomo
2 neurônios unindo o SNC ao órgão efetuador:
● Pré-ganglionar → corpo neuronal dentro do SNC
(medula ou tronco encefálico) → corpos neuronais se
agrupam e formam os gânglios (dilatações)
○ Tronco → formam os núcleos de origem de
alguns nervos cranianos, como o vago
○ Medula→ T1-T12, L1-L2, S2-S4
■ Tóraco-lombar → neurônios se
agrupam formando a coluna lateral,
situada entre as colunas anterior e
posterior da substância cinzenta
● Pós-ganglionar → corpo neuronal no SNP → situado
dentro do gânglio → corpo envolvido por anfícitos (c.
neuroglial)
○ Neurônios multipolares → Axônio envolvido
apenas pela bainha de neurilema constitui a
fibra pós-ganglionar
○ Fibra de Remak
○ Terminam nas vísceras, em contato com
glândulas, músculo liso ou cardíaco
🧠 Existem áreas do telencéfalo e no diencéfalo que regulam as
funções viscerais → as + importantes são hipotálamo e o
sistema límbico
11
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA● Tbm são áreas relacionadas com o comportamento
emocional!
● Impulsos nervosos originados nessas áreas são levados
por fibras especiais que fazem sinapse com os
neurônios pré-ganglionares do tronco encefálico e da
medula
● Por isso Regi tinha ansiedade e achava q era disbiose!
Diferenças entre simpático e parassimpático:
Critério Simpático Parassimpático
Posição do neurônio
pré-ganglionar
T1 a L2 Tronco encefálico e
S2 a S4
(Cranio-sacral)
Posição do neurônio
pós-ganglionar
Longe da víscera→
próximo à coluna→
gânglios para e
pré-vertebrais
Próximo ou dentro da
víscera→ território
de distribuição
restrito
Tamanho das fibras
pré-ganglionares
Curtas Longas
Tamanho das fibras pós Longas Curtas
Ultra-estrutura das
fibras pós
Com vesículas
granulares pequenas
Vesículas
agranulares
Classificação
farmacológica das fibras
pós
Maioria adrenégica
(nora)*
Colinérgicas
Diferenças fisiológicas Ações podem ser
localizadas, mas tendem
a ser difusas, atingindo
vários órgãos
Ações são sempre
localizadas a um
órgão ou setor do
organismo
Nº de fibras com que a
pré-ganglionar faz
sinapse
Grande nº→ às vezes
ocorre descarga em
massa que ativa adrenal
e libera adrenalina no
sangue
Número pequeno
* Exceção → fibras que inervam as glândulas sudoríparas e os
vasos dos músculos esqueléticos→ colinérgicas
Nem todas as vezes simpático e parassimpático serão
antagônicos:
● Nas g. salivares os 2 aumentam secreção →
parassimpática é mais fluida e mais abundante
● Trabalham em conjunto na coordenação da atividade
visceral
● A ação deles em determinado órgão depende do modo
de terminação das fibras pós-ganglionares de cada uma
destas divisões, dentro do órgão.
Alguns órgãos são puramente simpáticos:
● G. sudoríparas, m. eretores do pelo, corpo pineal
● Nas glândulas secretoras a maioria ñ é inervada, sendo
regulada pelo feedback do próprio hormônio → existe
apenas inervação simpática na PAREDE dos vasos
SNA - Anatomia do Simpático,
Parassimpático e Plexos
Aspectos anatômicos
Tronco simpático → Formado por uma cadeia de gânglios unidos
por ramos interganglionares
● Cada tronco se estende da base do crânio até o cóccix,
onde se une com o contralateral.
○ Dispõe-se de cada lado da coluna vertebral
→ gânglos paravertebrais
● Gânglios por segmentos:
○ Porção cervical → gânglios cervical superior
e inferior → Inferior fundido com o primeiro
torácico → gânglio cervico-torácico ou
estrelado
○ Gânglios torácicos → pode ter de 10 a 12→
pode haver fusão de gânglios vizinhos
12
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Gânglios lombares → 3 a 5 pelo mesmo
motivo dos torácicos
○ Gânglios sacrais→ 4 a 5
○ Cóccix → apenas 1 → gânglio ímpar → para
ele convergem e terminam os 2 troncos
simpáticos
Nervos esplâncnicos e gânglios pré-vertebrais
● Porção torácica do tronco simpático → a partir de T5
→ emergem os nervos esplâncnicos maior, menor e imo
○ Atravessam o diafragma e penetram no
abdome, terminando nos gânglios
pré-vertebrais (anteriores à aorta abdominal
e coluna vertebral)
○ Maior termina nos gânglios celíacos
○ Menor termina nos gânglios aórtico-renal
● Gânglios:
○ 2 celíacos direito e esquerdo
○ 2 aórtico-renais
○ 1 mesentérico superior
○ 1 mesentérico inferior
Tronco simpático + nervos espinhais → unidos por filetes
nervosos→ ramos comunicantes
● Brancos→ ligam a medula ao tronco simpático
○ Fibras pré-ganglionares e viscerais aferentes
○ De T1 a L2
● Cinzentos → ligam o tronco simpático a TODOS os
nervos espinhais
○ Fibras pós-sinápticas amielínicas
Filetes vasculares e nervos cardíacos
● Filetes que saem fos gânglios pré-vertebrais e se
colam à adventícia das artérias e seguem com elas até
as vísceras
○ N. carotídeo interno → sai do polo cranial do
gânglio cervical superior → forma o plexo
carotídeo interno
● Dos gânglios pré-vertebrais, filetes nervosos colam na
aorta abdominal e seus ramos
● Do tronco simpático emergem filetes que chegam às
vísceras por trajeto independente das artérias →
nervos cardíacos cervicais superior, médio e inferior.
Localização e destino
pré-ganglionares
Corpo do neurônio pré-ganglionar na coluna lateral de T1 a L2
→ fibras pré-ganglionares saem pelas raízes ventrais, ganham o
tronco do nervo espinhal e seu ramo ventral → passam ao
tronco simpático pelos ramos comunicantes brancos → fazem
sinapse com, os neurônios pós ganglionares:
● Em um gânglio paravertebral situado no mesmo nível e
que o comunicante branco saiu
● Em um gânglio paravertebral situado acima ou abaixo
deste nível → fibras pré chegam ao gânglio pós por
ramos interganglionares → acima de T1 ou abaixo de
L2
● Em um gânglio pré-vertebral onde as fibras pré
chegam pelos nervos esplâncnicos → passam pelos
gânglios paravertebrais.
Localização e destino
pós-ganglionares
Neurônios pós-ganglionares estão nos gânglios para e
pré-vertebrais → destino é sempre glândula, músculo liso ou
cardíaco, podendo chegar por:
● Nervo espinhal
● Nervo independente → liga diretamente o gânglio à
víscera
● Por meio de artéria → fibra cola na artéria e
acompanha seu território de vascularização
Inervação simpática da
pupila
Fibras simpáticas se originam de neurônios da coluna lateral da
medula torácica alta (T1-2)
● Saem pelas raízes ventrais, ganham os nervos espinhais
correspondentes e passam ao tronco simpático pelos
ramos comunicantes brancos
● Sobem pelo tronco e terminam fazendo sinapse c/
neurônios pós-ganglionares do gânglio cervical
superior.
● As fibras pós-ganglionares sobem no nervo e plexo
carotídeo interno e penetram no crânio com a ACI →
se destacam, fazendo sinapse com o gânglio ciliar e por
meio dos nervos ciliares curtos (parassimpático)
chegam ao bulbo ocular, onde formam o plexo do
músculo dilatador da pupila
👁 Ao longo do trajeto, as fibras simpáticas podem ser lesadas
por processo compressivo da região torácica ou cervical →
pupila fica em miose, como na sd de Horner
13
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Sistema nervoso
parassimpático
Relembrando pela 194759304580454793940 vez para ver se
não esquece:
● Neurônios pré-ganglionares situados no tronco e na
medula sacral
Parte craniana:
● Núcleos do tronco encefálico, gânglios e fibras
nervosas→ relação com alguns nervos cranianos
● Nos núcleos estão os corpos dos neurônios
pré-ganglionares, cujas fibras atingem os gânglios
através dos pares III, VII, IX e X
Gânglios:
● Ciliar → cavidade orbitária, lateral ao nervo óptico e
relacionado com o ramo oftálmico do trigêmio →
recebe fibras pré do oculomotor e envia através de
nervos ciliares curtos → músculos ciliar e esfíncter da
pupila
● Pterigopalatino → fossa pterigopalatina → ligado ao
ramo maxilar do trigêmeo→ recebe fibras pré do facial
e envia fibras pós para a glândula lacrimal
● Ótico → junto ao ramo mandibular do trigêmeo →
recebe fibras pré do glossofaríngeo e manda pós para a
parótida através do n. auriculotemporal
● Submandibular → junto ao nervo lingual → recebe
fibras pré do facial e envia para as g. submandibular e
sublingual
● Parede abdominal e torácica → maioria de células
isoladas
○ Plexo submucoso (de Meissner)
○ Plexo mioentérico (de Auerbach)
🤔 Por mais que os gânglios se relacionem com o trigêmeo, ele
não tem fibras parassimpáticas, mas as recebe em seu trajeto,
em decorrência de anastomoses que faz com o facial e
glossofaríngeo.
Posição do
Neurônio
Pré-Ganglionar
Nervo – Fibra
Pré-Ganglionar
Posição do
Neurônio
Pós-Ganglionar
Órgão
Inervado
Núcleo de
Edinger-Westphal
Oculomotor Gânglio Ciliar Mm.
Esfíncter
da Pupila e
Ciliar
Núcleo Salivatório
superior
Facial (nervo
intermédio)
Gânglio
submandibular
Glândulas
Submandib
ular e
Sublingual
Núcleo Salivatório
Inferior
Glossofaríngeo Gânglio Ótico Glândula
Parótida
Núcleo Lacrimal Facial (nervo
intermédio)
Gânglio
Pterigopalatino
Glândula
Lacrimal
Núcleo dorsal do
Vago
Vago Gânglios nas
Vísceras
Torácicas e
Abdominais
Vísceras
Torácicas e
AbdominaisParte Sacral:
Fibras pré saem pelas raízes ventrais dos nervos sacrais
correspondentes, ganham o tronco desses nervos, dos quais se
destacam para formar os nervos esplâncnicos pélvicos (nervos
eretores)
Plexos viscerais
Não são puramente simpáticos ou parassimpáticos→ têm os 2.
Composição:
● Fibras simpáticas pré-ganglionares (raras) e
pós-ganglionares
● Fibras viscerais aferentes
● Gânglios do parassimpático
● Gânglios pré-vertebrais do simpático
Plexos da cavidade torácica→ inervação do coração
● 3 plexos→ cardíaco, pulmonar e esofágico
● Fibras parassimpáticas que se originam do vago e
simpáticas dos 3 gânglios cervicais e 6 primeiros
torácicos
● Cardíaco → relacionado ao pulmonar → 3 nervos
cervicais cardíacos → superior, médio e inferior + 2
nervos cardíacos cervicais do vago
● Inervação autonômica do coração abundante na região
do nó sino-atrial
● Simpático acelera e parassimpático inibe
Plexos da cavidade abdominal
● Celíaco (solar) → maior dos plexos viscerais → parte
profunda da região epigástrica
○ Gânglios simpáticos, celíaco, mesentérico
superior e aórtico-renais
○ Maioria dos nervos que contribuem para
formação desse plexo vêm da cavidade
torácica → nervos esplâncnicos maior e
menor (T5-12) e troncos vagais anterior e
posterior
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Fibras do vago passam por gânglios pré-vert
do simpático sem fazer sinapse e terminam em
sinapse com os gânglios abdominais → plexos
mioentérico e submucoso
● Plexos secundários que irradiam do celíaco → renal,
suprarrenal, testicular/útero-ovárico (pares; hepático,
lienal, gástrico, pancreático, mesentérico superior,
inferior e aórtico-abdominal (ímpares)
Plexos da cavidade pélvica
● Plexo hipogástrico/pélvico → vísceras pélvicas →
porção inferior e superior
○ Tem direiro e esquerdo
● Superior → adiante do promontório, entre as ilíacas e
continua cranialmente como aórtico-abdominal →
nervo presacral
● Para formar o plexo hipogástrico:
○ Aórtico-abdominal
○ Nervos esplâncnicos pélvicos
○ Filetes nervosos que se destacam de gânglios
lombares e sacrais do tronco simpático
Bexiga
● Fibras viscerais aferentes ganham a medula pelo
sistema simpático ou parassimpático
● Ao chegarem na medula, as fibras aferentes viscerais
provenientes da bexiga ligam-se a vias ascendentes que
terminam no cérebro, conduzindo impulsos que se
manifestam como plenitude vesical
● Arco reflexo da micção
● Simpático → nervos hipogástricos e plexo hipogástrico
superior→ leva impulsos até T10-12
● Parassimpático → Nervos esplâncnicos pélvicos, que
terminam medula (raiz dorsal S2-3-4) → relaxamento
do esfíncter e contração do detrusor
● O estímulo para a micção é a distensão da parede
vesical
Medula Espinhal
Termos importantes:
● Substância cinzenta → neuroglia + corpos neuronais +
fibras predominantemente amielínicas
● Substância branca→ neuroglia + fibras mielínicas
● Núcleo → massa de substância cinzenta dentro de
substância branca OU grupo delimitado de neurônios
com estrutura/função parecida
● Córtex→ substância cinzenta
● Trato → feixe de fibras nervosas com a mesma origem,
função e destino
○ Podem ser mielínicas ou a
○ 1º nome indica origem e 2º terminação
● Fascículo→ um trato + compacto
● Lemnisco → alguns feixes de fibras SENSITIVAS que
levam impulsos ao TÁLAMO
● Funículo→ substância branca da medula.
○ Contém vários tratos ou fascículos
● Decussação
● Comissura → fibras nervosas que cruzam
perpendicularmente o plano mediano e que têm
direções diametralmente opostas
● Fibras de Projeção → saem fora do limite de certa
área/órgão
● Fibras de associação→ associam pontos +/- distantes
de uma área/órgão, mas sem abandona-la
Organização
Substância cinzenta circundada pela branca → constitui os
funículos anterior, lateral e posterior bilateralmente
● Posterior compreende os fascículos grácil e
cuneiforme
● Entre a fissura mediana anterior e a substância
cinzenta localiza-se a comissura branca → local de
cruzamento de fibras
● Ao nível das intumescências lombar e cervical, a coluna
anterior é mais dilatada → coluna lateral só existe de
T1-L2
Substância cinzenta
Formato de H→ colunas
● Anterior
○ Cabeça
○ Base
● Posterior
○ Base
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Pescoço
○ Ápice → contém a substância gelatinosa (de
Rolando), rica em neuroglia e pequenos
neurônios
● Intermédia
○ Central
○ Lateral
Classificação dos neurônios
● Axônio longo (tipo I de Golgi)
○ Radiculares→ da medula à raiz ventral
■ Viscerais → pré-ganglionares do
SNA, cujos corpos localizam-se na
substância cinzenta intermédia
lateral (T1-L2 ou S2-S4)
■ Somáticos → inervação dos
músculos esqueléticos → corpo na
coluna anterior → neurônios
motores primários, inferiores ou via
motora final comum de Sherrington
● α → grandes, axônio grosso →
contração efetiva → fibras
extrafusais → constitui a unidade
motora junto das fibras as quais
inerva
● γ → menores, axônio fino →
inervação motora das fibras
intrafusais → recebem influência
de vários centros
supra-segmentares relacionados
com a atividade motora →
movimento voluntário
● Coativação αγ
○ Cordonais → axônios ganham a substância
branca da medula e aí ou sobem ou descem,
constituindo os funículos, cujos axônios podem
ser homo ou contralateral em relação ao
corpo
■ De projeção → axônio ascendente
longo, que termina fora da medula
(cerebelo, tálamo) → integra as vias
ascendentes
■ De associação → axônio que passa
p/ a substância branca e se bifurca
em um ramo ascendente e um
descendente, ambos terminando na
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
substância cinzenta da própria
medula → integração de segmentos
medulares diferentes → permite a
realização de reflexos → fibras
formadas por estes neurônios
dispõem-se em torno da subs
cinzenta, formando fascículos
próprios
● Axônio curto (tipo II de Golgi) ou internuncial
○ Axônio permanece sempre na substância
cinzenta
○ Prolongamentos se ramificam próximo ao
corpo celular e estabelecem conexão entre as
fibras aferentes que penetram nas raízes
dorsais e os neurônios motores →
interpõem-se nos arcos reflexos medulares
○ Terminam neles muitas das fibras que vêm do
encéfalo trazendo impulsos
○ Célula de Renshaw → porção medial da
coluna anterior → impulsos inibem os
neurônios motores
■ Axônio motor emite ramo colateral
antes de sair da medula, e esse ramo
faz sinapse com a CR, aí a CR faz
sinapse com o neurônio motor que
emitiu o ramo → impulso nervoso
que sai do neurônio motor é capaz de
se inibir por conta desse ramo aí
Núcleos e lâminas
● Núcleos formam colunas longitudinais dentro das 3
colunas medulares
○ Alguns não se estendem ao longo de toda a
medula!
● Núcleos da coluna anterior podem se agrupar em:
○ Medial → existem em toda a extensão da
medula→ motricidade do esqueleto axial
○ Lateral → motricidade apendicular →
aparecem nas regiões das intumescências
cervical e lombar→ plexos
■ + medial → parte proximal dos
membros
■ + lateral → parte mais distal → mm
intrínsecos e extrínsecos das mãos e
dos pés
● Coluna posterior:
○ Núcleo torácico/dorsal → apenas na região
torácica e lombar alta → propriocepção
inconsciente → neurônios cordonais de
projeção que vão até o cerebelo
○ Substância gelatinosa → recebe fibras
sensitivas que entram pela raiz dorsal →
protão da dor → recebe fibras
serotoninérgicas vindas do tronco encefálico
● Lâminas de Rexed
○ I a IV → receptora → fim dos neurônios das
fibras exteroceptivas que penetram na raiz
dorsal
○ V e VI→ propriocepção
○ IX→ núcleos da coluna anterior
Substância branca
Não existem septos delimitando os tratos e fascículos
● A divisão se dá por características fetais e pós-natais
→ os tratos maturam em épocas diferentes, e aí com o
crescimento dá pra diferenciar
Vias descendentes
● Fibras que se originam no córtex cerebral ou no tronco
encefálico e terminam em sinapses com a medula
○ Se termina em neurônio pré-ganglionar do
SNA→ visceral○ Coluna posterior→ sensibilidade
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Coluna anterior → motores → piramidal e
extrapiramidal
Via Piramidal→ motricidade voluntária→ contralateral!
● Vai do córtex até a coluna anterior da medula →
diretamente ou através de neurônios internunciais
● 2 tratos → córtico-espinhal anterior e
córtico-espinhal lateral
○ No trajeto do córtex ao bulbo as fibras
constituem um feixe único → trato
córtico-espinhal
○ Ao nível da decussação das pirâmides^uma
parte cruza (lateral) e outra segue direto
(anterior)
● Anterior → direto→ termina ao nível da coluna
torácica média, podendo se estender até a medula
sacral
○ Fibras cruzam o plano mediano da medula
pouco antes de terminar
○ Menor que o lateral
○ Funículo anterior, próximo da fissura mediana
anterior
● Lateral→ cruzado→ vai até a medula sacral
○ Quanto mais baixo, menor o nº de fibras
○ Funículo lateral da medula
Vias Extrapiramidais
● Tratos na medula → teto-espinhal, vestíbulo-espinhal,
rubro-espinhal, retículo-espinhal
● Teto-espinhal → origem no teto mesencefálico
(colículo superior) → funções + limitadas → certos
reflexos
● Vestíbulo-espinhal→ área vestibular do IV ventrículo
● Rubro-espinhal → Núcleo rubro (mesencéfalo) → se
liga a neurônios motores situados lateralmente na
coluna anterior → controlam a parte distal dos
membros→ parece com o cortico-espinhal lateral
● Retículo-espinhal→ formação reticular
● Todos terminam na medula em neurônios internunciais
● Fora o rubro, os outros tratos se ligam aos neurônios
motores da parte medial da coluna anterior→ controle
da musculatura axial
● Vestíbulo e reticulo tbm atuam no equilíbrio e postura
Vias ascendentes
Destinos das fibras da raiz dorsal
● Cada filamento radicular da raiz dorsal, ao ganhar o
sulco lateral posterior, divide-se em lateral e medial
○ Lateral → fibras + finas e dirigem-se ao ápice
da coluna posterior
○ Medial → dirigem-se a face medial da coluna
posterior
● Antes de penetrar na coluna posterior, elas se
bifurcam → ramos ascendente e descendente (+ curto)
→ todos os ramos terminam na coluna posterior da
medula
○ Exceto algumas fibras medial que os ramos
ascendentes muito longos terminam no bulbo
→ fibras de fascículos grácil e cuneiforme
situados nos tubérculos dos núcleos grácil e
cuneiforme
● Quais sinapses podem ser feitas???
○ Neurônios motores na coluna anterior →
realização de arcos reflexos monossinápticos
→ como o patelar
○ Com neurônios internunciais → arcos
reflexos polissinápticos → reflexo de flexão
ou de retirada
○ Neurônios cordonais de associação → arcos
reflexos intersegmentares, como o de coçar
○ Neurônios pré-ganglionares
○ Neurônios cordonais de projeção → axônios
constituem as vias ascendentes, em que o
impulso entra pela raiz dorsal e é levado ao
tálamo e cerebelo
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Vias ascendentes do funículo posterior
● Fascículos grácil e cuneiforme, separados pelo septo
intermédio posterior
○ Formados pelos ramos ascendentes longos
das fibras do grupo medial da raiz dorsal
○ As fibras são prolongamentos centrais dos
neurônios sensitivos dos gânglios espinhais
● Grácil → raízes coccígea, sacrais, lombares e torácicas
baixas
○ Consegue ser visto em toda a medula
● Cuneiforme → a partir da medula torácica alta →
fibras que penetram pelas raízes cervicais e torácicas
superiores
● Quando as fibras das raízes dorsais penetram na
medula para constituir os fascículos grácil e
cuneiforme, elas ocupam inicialmente a parte lateral do
funículo posterior → no trajeto ascendente são
deslocadas medialmente por fibras que penetram por
raízes situadas mais acima
● Do ponto de vista funcional os dois são iguais
● Funções:
○ Propriocepção consciente ou sentido de
posição e movimento→ cinestesia
○ Tato discriminativo/epicrítico
○ Sensibilidade vibratória
○ Estereognosia
Vias ascendentes do funículo anterior:
● Trato espino-talâmico anterior → axônios de
neurônios cordonais de projeção situados na coluna
posterior → cruzam o plano mediano e fletem-se
cranialmente para formar o trato espinotalâmico
anterior → fibras terminam no tálamo → pressão e
tato leve (protopático)
Vias ascendentes do funículo lateral
● Trato espino-talâmico lateral →neurônios cordonais
de projeção situados na coluna posterior emitem
axônios que cruzam o plano mediano na comissura
branca, ganham o funículo lateral, onde se fletem
cranialmente→ fibras terminam no tálamo
○ Tamanho do trato aumenta à medida em que
sobe pela medula, já que vai adicionando fibras
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Dor e temperatura
○ Cirurgia de cordomia é nele
○ Seguem as fibras espino-reticulares, que
conduzem dor do tipo crônico e difuso → em
queimação
○ Espino-talâmica é dor aguda e bem localizada
● Espino-cerebelar posterior → neurônios cordonais de
projeção situados no núcleo torácico da coluna
posterior emitem axônios que ganham o funículo lateral
do mesmo lado, fletindo-se cranialmente.
○ Penetram no cerebelo pelo pedúnculo
cerebelar inferior
○ Propriocepção inconsciente originada nos
fusos neuromusculares e órgãos
neurotendinosos
● Espino-cerebelar anterior → neurônios cordonais de
projeção situados na coluna posterior e na substância
cinzenta intermédia emitem axônios que ganham o
funículo lateral do mesmo lado, fletindo-se
cranialmente.
○ Penetram no cerebelo pelo pedúnculo
cerebelar superior
○ Fibras cruzadas tornam a se cruzar no
cerebelo → ipsilateral ao movimento já que
cruza 2 vezes
○ Informam eventos que ocorrem na própria
medula→ trato córtico-espinhal
○ Controle da motricidade somática pelo
cerebelo
Bulbo
Estrutura do tronco
encefálico
Alguns núcleos de nervos cranianos formam a substância
cinzenta homóloga à da medula
● O que não tem correspondência é chamada de
substância cinzenta própria do tronco encefálico
Possui a formação reticular
● Preenche o espaço situado entre os núcleos e tratos
mais compactos
● Estrutura intermediária entre as substâncias branca e
cinzenta
Bulbo e medula
À medida em que se examinam as seções mais altas, nota-se que
ele se torna cada vez mais diferente da medula, até que na oliva
já são distintos.
Diferenças bulbo e medula:
● Aparecimento de núcleos próprios do bulbo sem
correspondente na medula → grácil, cuneiforme e
núcleo olivar inferior
● Decussação das pirâmides ou motora
● Decussação dos lemniscos ou sensitiva→ as fibras que
se originam nos núcleos grácil e cuneiforme são
chamadas de arqueadas interna e mergulham
ventralmente, passam pela coluna posterior,
contribuindo para fragmentá-la, cruzam o plano
mediano (decussação sensitiva) e infletem-se
cranialmente para constituir o lemnisco medial
20
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Cada lemnisco medial conduz ao tálamo os
impulsos que subiram pelos fascículos grácil e
cuneiforme da medula do lado OPOSTO →
propriocepção consciente, tato epicrítico e
sensibilidade vibratória
● Abertura do IV ventrículo→ nº de fibras dos fascículos
grácil e cuneiforme diminuem, terminando nos núcleos.
Quando ñ tem mais estrutura no funículo posterior,
abre-se o IV ventrículo, cujo assoalho é constituído por
substância cinzenta homóloga à medula.
Substância cinzenta
Homóloga→ núcleos dos nervos cranianos motores
● Núcleo ambíguo → motor para a musculatura estriada
de origem branquiomérica
○ Saem as fibras eferentes viscerais especiais
só glossofaríngeo, vago e acessório →
destinados a musculatura da laringe e faringe
● Núcleo do hipoglosso→ motor p/ os mm da língua
○ Situa-se no assoalho do IV ventrículo e suas
fibras emergem no sulco lateral anterior do
bulbo entre a pirâmide a oliva
● Núcleo dorsal do vago→ motor parassimpático
○ Corresponde à coluna lateral da medula
○ Situa-se no triângulo do vago, no assoalho do
IV ventrículo
● Núcleo salivatório inferior (glossofaríngeo) → fibras
pré-ganglionares que emergem pelo nervo
glossofaríngeo para a inervação da parótida
Homóloga→ núcleos dos nervoscranianos sensitivos
● Núcleo do trato espinhal do trigêmio → fibras
aferentes somáticas gerais
○ Sensibilidade de quase toda a cabeça pelo
trigêmeo, facial, glossofaríngeo e vago
○ Facial, glossofaríngeo e vago se relacionam à
sensibilidade geral do conduto auditivo
externo
● Núcleo do trato solitário → recebe fibras aferentes
viscerais gerais e especiais do facial, glossofaríngeo e
vago
○ Antes de penetrarem no núcleo, as fibras têm
trajeto descendente no trato
○ Gustação
● Núcleos vestibulares medial e inferior → fibras que
penetram pela porção vestibular do vestíbulo-coclear.
○ Área vestibular do assoalho do IV ventrículo
Substância cinzenta própria:
● Núcleo grácil e cuneiforme→ originam as fibras
arqueadas internas que cruzam o plano mediano para
formar o lemnisco medial
○ Núcleo cuneiforme acessório
● Complexo olivar inferior
○ Núcleo olivar inferior → massa de substância
cinzenta → recebe fibras corticais, da medula
e do núcleo rubro. Liga-se ao cerebelo pelas
fibras olivo-cerebelares, que cruzam o plano
mediano e penetram nele pelo pedúnculo
cerebelar inferior, distribuindo-se por todo o
córtex cerebelar→ aprendizagem motora
○ Núcleo olivar acessório medial e dorsal →
engual de cima
Substância branca
Fibras transversais
● Arqueadas internas→ algumas vem dos núcleos grácil
e cuneiforme e outras do complexo olivar inferior
● Arqueadas externas→ trajeto próximo à superfície do
bulbo e penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar
inferior
Fibras longitudinais
● Ascendentes → tratos e fascículos ascendentes
oriundos da medula que ou terminam no bulbo ou
passam por ele indo p/ cerebelo ou tálamo
○ Fascículo grácil e cuneiforme→visíveis na
porção fechada do bulbo
○ Lemnisco medial → forma fita compacta de
fibras de cada lado do plano mediano, ventral
ao trato teto-espinhal
○ Trato espino-talâmico lateral
○ Trato espino-talâmico anterior→ continua na
ponte, pois entra no cerebelo pelo pedúnculo
cerebelar superior
○ Trato espino-cerebelar posterior →
superfície lateral do bulbo, entre o trato
espino-cerebelar anterior e o pedúnculo
cerebelar inferior
○ Pedúnculo cerebelar inferior ou corpo
restiforme → feixe de fibras ascendentes wir
percorrem as bordas laterais da metade
inferior do IV ventrículo até o nível dos
recessos laterais, onde se flete dorsalmente
p/ penetrar o cerebelo → constituído pelas
fibras olivo-cerebelares, fibras do trato
21
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
espino-cerebelar posterior e fibras arqueadas
externas
● Descendentes
○ Trato córtico-espinhal ou piramidal
○ Trato córtico-nuclear→sai do córtex p/ o
tronco encefálico, terminando em núcleos
motores (ambíguo e do hipoglosso) →
controle voluntário da língua, faringe e laringe
○ Tratos extrapiramidais
■ Trato teto-espinhal
■ Trato Rubro-espinhal
■ Trato vestíbulo-espinhal
■ Trato retículo-espinhal
○ Trato espinhal do trigêmeo
○ Trato solitário → fibras aferentes viscerais
que penetram no tronco encefálico pelo nervo
facial, glossofaríngeo e vago, descendo ao
longo do núcleo do trato solitário, no qual
terminam em níveis progressivamente mais
caudais.
● De associação → fascículo longitudinal medial → toda
extensão do tronco e níveis mais altos da medula →
posição sempre medial e dorsal→ liga todos os núcleos
motores dos nervos cranianos
○ Recebe fibras dos núcleos vestibulares que
informam a posição da cabeça
Formação reticular
● Centro vasomotor e centro do vômito
Lesão
● Disfagia, alterações na fonação (lesão no n ambíguo),
alterações no movimento da língua
Ponte
Formada por uma parte ventral/base e uma dorsal/tegmento.
● No limite entre essas estruturas observa-se um
conjunto de fibras mielínicas de direção transversal →
corpo trapezóide
● Tegmento → semelhante ao bulbo e tegmento do
mesencéfalo
Parte ventral
Essa área não tem correspondentes em outros níveis do tronco
● Aparece junto do neocerebelo e neocórtex,
conectando-se intimamente a elas.
Fibras longitudinais
● Trato cortico-espinhal
● Trato córtico-nuclear → núcleos fastigial, trigêmeo e
abducente → podem terminar do mesmo lado ou lado
oposto
● Trato cortico-pontino
Fibras transversais ou Núcleos pontinos → aglomerados de
neurônios dispersos em toda a base da ponte
● Término das fibras córtico-pontinas
● Os axônios dos neurônios dos núcleos pontos
constituem as fibras
transversais/pontinas/ponto-cerebelares → cruzam o
plano mediano e enetram no cerebelo pelo pedúnculo
cerebelar médio/braço da ponte → forma via
córtico-ponto-cerebelar
Tegmento
Fibras ascendentes, descendentes e transversais + núcleos dos
nervos cranianos e substância cinzenta da própria ponte.
Núcleos do Nervo vestíbulo-coclear
● Cocleares → dorsal e ventral → nível do pedúnculo
cerebelar inferior → prolongamentos sensitivos do
gânglio espiral → maioria das fibras originadas nos
núcleos cocleares dorsal e ventral cruza para o lado
oposto, constituindo o corpo trapezóide → constituem
o lemnisco lateral, terminando no colículo inferior, de
onde os impulsos seguem para o corpo geniculado
medial
○ Algumas terminam no núcleo olivar superior,
sem cruzar→ seguem pelo lemnisco lateral
● Vestibulares → assoalho do IV ventrículo → lateral,
medial, superior e inferior → informam sobre posição e
movimentos da cabeça → chegam tbm fibras do
cerebelo q ajudam no equilíbrio
○ Fascículo vestíbulo-cerebelar → fibras que
terminam no córtex do arquicerebelo
○ Fascículo longitudinal medial → reflexos que
permitem o olho ajustar aos movimentos da
cabeça
○ Vestíbulo-espinhal→ equilíbrio
○ Vestíbulo-talâmicas→ do tálamo ao córtex
Nervos facial e abducente:
● Ambos participam da formação do assoalho do IV
ventrículo
● O facial circunda o abducente quando constitui o seu
joelho
● Podem ocorrer lesões conjuntas
22
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Núcleo salivatório e núcleo lacrimal→ parassimpáticos
Núcleos do trigêmeo → sensitivo principal, trato mesencefálico
e núcleo mtor
● Motor→ músculos da mastigação
● Outros → sensibilidade simpática geral em grande
parte da cabeça
● Saem as fibras para constituir o lemnisco trigeminal,
que termina no tálamo
Lesão
● Alterações de sensibilidade da face, motricidade da
mastigação ou mímica, do reto lateral tbm, alteração do
equilíbrio
Estruturas da ponte em
resumo
Lemnisco medial → disposição transversal, cruzando
perpendicularmente às fibras do corpo trapezóide
Lemnisco espinhal → união dos tratos espinotalâmico lateral e
anterior
Pedúnculo cerebelar superior → sistema eferente do cerebelo
mais importante → inicialmente constitui a parede dorsolateral
da metade cranial do IV ventrículo e depois aprofunda-se no
tegmento. No limite com o mesencéfalo as fibras começam a
cruzar→ decussação dos pedúnculos cerebelares superiores
Mesencéfalo
2 porções:
● Dorsal→ tecto
● Ventral → pedúnculos cerebrais → separados pelo
aqueduto
○ Ventral→ base→ fibras longitudinais
○ Dorsal→ tegmento
○ Entre eles→ substância nigra
O aqueduto percorre longitudinalmente o mesencéfalo e é
circundado por substância cinzenta→ central ou periaquedutal
Teto
Constituído por 4 eminências:
● Colículos superiores→ relacionam-se com a visão
● Colículos inferiores→ relacionados com a audição
Tem tbm a área pré-tectal
Colículo superior
● Série de camadas superpostas constituídas
alternadamente por substância branca e cinzenta → a
camada + profunda se confunde com a substância
cinzenta central
● Conexões:
○ Fibras vindas da retina → atingem o colículo
pelo trato óptico e braço do colículo superior
23
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Fibras advindas do córtex occipital→ chegam
ao colículo pela radiação óptica e braço do
colículo superior
○ Fibras que formam o trato teto-espinhal e
terminam fazendo sinapse com neurônios
motores da medula espinhal
● Reflexos que regulam os movimentos dos olhos no
sentido vertical
● Algumas fibras o ligam ao nervo oculomotor
● Muito atingido por tumores do corpo pineal, o que leva
a perda de capacidadede mover verticalmente os olhos
Colículo inferior
● Massa bem delimitada de substância cinzenta→ núcleo
do colículo inferior
● Recebe fibras auditivas que sobem pelo lemnisco lateral
e manda fibras para o corpo geniculado medial através
do braço do colículo inferior
● Algumas fibras cruzam de um colículo para o outro →
forma comissura do colículo inferior
Área Pré-tectal
● Núcleo pré-tectal
● Limites pouco definidos
● Encontra-se na extremidade rostral dos colículos
superiores, no limite do mesencéfalo com o diencéfalo
● Participa do controle reflexo das pupilas
Base do pedúnculo cerebral
Fibras descendentes dos tratos córtico-espinhal,
córtico-nuclear e córtico-pontino→ conjunto compacto
● Córtico-espinhal → motricidade de cada parte do
corpo
Tegmento do mesencéfalo
Continuação do tegmento da ponte
Substância cinzenta
● Homóloga→Núcleos dos nervos cranianos
○ Núcleo do III → nível do colículo superior,
aparecendo como um V nos cortes
transversais → muito relacionado com o
fascículo longitudinal medial.
■ Parte somática → neurônios
motores → muitos atravessam o
núcleo rubro
■ Parte visceral → Núcleo de
Edinger-Westphal → neurônios
pré-ganglionares, cujas fibras fazem
sinapse com a inervação do músculo
ciliar e esfíncter da pupila →
parassimpático→ reflexo fotomotor
○ Núcleo do IV→ nível do colículo inferior
■ Fibras são as únicas que saem da
face dorsal do encéfalo → decussam
antes de emergirem do SNC
○ Núcleo do trato mesencefálico do V → infos
proprioceptivas que entram pelo trigêmeo
● Substância cinzenta própria do mesencéfalo
○ Núcleo rubro → forma oblonga → abordado
em sua face caudal pelas fibras do pedúnculo
cerebelar superior que o envolve → fibras
penetram no núcleo à medida em que sobem,
muitas delas terminando no tálamo
■ Parte parvicelular (neurônios
pequenos) e magnocelular (grandes)
■ Controle da motricidade so,ática
■ Recebe fibras do cerebelo e áreas
motoras do córtex, originando o
trato rubro-espinhal
■ Inervação da musculatura distal odos
membros
■ Tbm se liga ao complexo olivar
inferior pelas fibras rubro-olivares
→ circuito rubro-olivo-cerebelar
○ Substância nigra→ entre o tegmento e a base
do pedúnculo cerebral
■ Possui inclusões de melanina
■ Dopamina
■ Conexões com o corpo estriado
● Fibras nigro-estriatais –.
dopaminérgicas
● Fibras estriato-nigrais
○ Núcleo do colículo inferior
○ Colículo superior
○ Área pré-tectal
Substância branca
● Fibras longitudinais
○ Descendentes
■ Trato córtico-espinhal
■ Trato córtico-nuclear
■ Trato córtico-pontino
■ Trato teto-espinhal
■ Trato rubro-espinhal
○ Ascendentes
■ Lemniscos → medial, lateral,
espinhal e trigeminal → ao nível do
24
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
colículo inferior aparecem agrupados
em uma só faixa, agrupadas na parte
lateral do tegmento
■ Pedúnculo cerebelar superior
■ Braço do colículo superior
■ Braço do colículo inferior
○ De associação→ fascículo longitudinal medial
● Fibras transversais
○ Decussação do pedúnculo cerebelar superior
○ Comissura do colículo inferior
Núcleos dos Nervos Cranianos
Sistematização
Agrupar de acordo com os componentes funcionais →
corresponde à disposição em colunas longitudinais, que é
observado no tronco encefálico
● 7 componentes funcionais e 6 colunas, já que as fibras
aferentes viscerais gerais e especiais vão p/ uma só
● Essas colunas possuem correspondência funcional e em
alguns casos continuam na medula
○ Coluna aferente somática/ do trigêmeo
continua com a substância gelatinosa da
medula
○ Coluna eferente visceral geral/do SNAP
corresponde à coluna lateral da medula
Coluna eferente somática → núcleos dispostos de cada lado,
próximo ao plano mediano → originam fibras para inervação dos
mm estriados miotômicos do olho e língua
● Núcleo do oculomotor
● Núcleo do troclear
● Núcleo do abducente
● Núcleo do hipoglosso
Coluna eferente visceral geral → neurônios pré-ganglionares
do SNAP craniano
● Núcleo de Edinger-Westphal→ complexo oculomotor
● Núcleo lacrimal → fibras do facial ao gânglio
pterigopalatino
● Núcleo salivatório superior → origina fibras
pré-ganglionares que saem pelo nervo intermédio e
ganham o nervo lingual através do corda do tímpano
● Núcleo salivatório inferior → fibras pré-ganglionares
que saem do IX e chegam ao gânglio ótico, pelos nervos
timpânico e petroso menor → chegam à parótida pelo
nervo auriculotemporal (V)
● Núcleo dorsal do vago → sinapses nas paredes das
vísceras torácicas e abdominais
Coluna eferente visceral especial → fibras que inervam os mm
de origem branquiomérica → núcleos se localizam
profundamente no interior do tronco encefálico
● Núcleo motor do trigêmeo → derivados do 1º arco
branquial
● Núcleos do facial→ 2º arco
● Núcleo ambíguo → bulbo→ inervação dos músculos da
laringe e faringe
Coluna aferente somática geral → fibras que trazem parte da
sensibilidade somática geral da cabeça → coluna do trigêmeo
(principal nervo que termina aqui)
● Única coluna contínua que se estende ao longo de todo
o tronco encefálico, continuando com a substância
gelatinosa da medula
● Núcleo do trato mesencefálico do trigêmeo →
mesencéfalo e parte proximal da ponte →
propriocepção dos músculos da mastigação e dos
extrínsecos do bulbo ocular
● Núcleo sensitivo principal → ponte → continua
caudalmente com o núcleo do trato-espinhal → tato
epicrítico
● Núcleo do trato espinhal do trigêmeo→ da ponte até a
parte alta da medula, onde continua com a substância
gelatinosa → fibras de trajeto descendente,
tornando-se mais fino ao passo que em que elas vão
terminando→ dor e temperatura
● As que bifurcam e terminam no sensitivo principal e
trato espinhal do trigêmeo → pressão e trato
protopático
Coluna aferente somática especial
● Núcleos cocleares ventral e dorsal
● Núcleos vestibulares superior, inferior, medial e lateral
→ coluna larga
Coluna aferente visceral
● Núcleo do trato solitário→ sensibilidade visceral geral
e especial (gustação), que entram pelo facial,
glossofaríngeo e vago
● As fibras são prolongamentos centrais de neurônios
sensitivos situados nos gânglios geniculado, inferior do
vago e inferior do glossofaríngeo
25
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Conexões dos núcleos dos
nervos cranianos
Suprassegmentares
● P/ que impulsos aferentes que chegam aos núcleos
sensitivos dos nervos cranianos possam tornar-se
conscientes, precisam passar pelo tálamo, indo para
áreas específicas do córtex
○ Lemnisco trigeminal
○ Lemnisco lateral → impulsos auditivos dos
núcleos cocleares ao colículo inferior → vão
p/ o corpo geniculado lateral
○ Fibras vestíbulo-talâmicas
○ Fibras solitário-talâmicas
● Neurônios situados nos núcleos motores dos nervos
cranianos estão sob o controle do sistema
suprasegmentar→ fibras descendentes
○ Trato córtico-nuclear → liga as áreas
motoras do córtex aos neurônios motores
situados nos núcleos das colunas eferente e
visceral especial
● Os núcleos da coluna eferente visceral geral (SNAP)
recebem influência suprasegmentar, especialmente do
hipotálamo → vias diretas envolvendo a formação
reticular
Conexões reflexas
● Arcos reflexos ao nível de tronco encefálico
● As fibras para estas conexões podem passar pela
formação reticular ou do fascículo longitudinal medial
Mandibular ou mentual
● Percute o mento de cima p/ baixo c a boca entreaberta
● Impulso sai pelo nervo mandibular ao núcleo do trato
mesencefálico do V e volta pelo núcleo motor do V→
estiramento dos mm da mastigação com ativação dos
fusos neuromusculares
Corneano ou corneopalpebral
● Toca a córnea com mecha de algodão, e aí os 2 olhos
fecham
● Impulso sai do ramo oftálmico do V → gânglio
trigeminal → raiz sensitiva do trigêmeo → nervo
sensitivo principal do trato espinhal → fibras cruzadas
ou não chegam ao nervo facial
● Proteção contra corpos estranhos, abolidos se
ulceração na córnea, diminuído ou abolido no coma ou
anestesia profunda
Lacrimal
● Toque da córnea ou presença de corpoestranho
● Proteção do olho, sendo acompanhado do fechamento
da pálpebra
● Via aferente→ engual reflexo corneano
● COnexões centrais→ núcleo lacrimal
● Fibras saem pelo facial (intermédio)→ chega ao gânglio
pterigopalatino→ g. lacrimal
Piscar
● Fibras aferentes da retina vão ao colículo superior pelo
nervo óptico, trato óptico e braço do colículo superior
● Saem fibras p/ o facial → impulso chega ao orbicular
do olho
● Se o estímulo for muito intenso, impulsos do teto
descem pelos neurônios motores da medula pelo trato
teto-espinhal→ cobrir o olho com a mão
Reflexo de movimentação dos olhos por estímulos vestibulares
→Nistagmo
● Finalidade → manter a fixação do olhar em um objeto
que interessa, quando esta fixação tende a ser rompida
por movimentos do corpo ou cabeça → compensa
possíveis desvios
● Receptores → cristas dos canais semicirculares do
ouvido interno, onde existe a endolinfa → Os
movimentos da cabeça movimentam a endolinfa dentro
dos canais semicirculares → deslocamento dos cílios
das células sensoriais das cristas → estímulo dos
prolongamentos periféricos dos neurônios do gânglio
vestibular → impulso que segue pela porção vestibular
do VII nervo, atingindo os núcleos vestibulares, de onde
saem fibras que ganham o fascículo longitudinal medial
e vão para os oculomotores
● Se o movimento for exagerado o movimento da
endolinfa tbm é, fazendo com que os olhos desvie-se
até o máximo de contração dos músculos retos,
voltando e desviando → movimento oscilatório de vai e
vem→ nistagmo
○ Pode ser simulado com água fria ou quente
○ Pode ser patológico
Reflexo fotomotor direto
● Impulso oriundo da retina é conduzido pelo nervo
óptico, quiasma óptico e trato óptico, chegando ao
corpo geniculado lateral
● Fibras ligadas ao reflexo fotomotor não fazem sinapse
no corpo geniculado lateral, mas ganham o braço do
colículo superior, terminado em neurônios da área
pré-tectal → saem fibras que terminal fazendo sinapse
26
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
com o núcleo de Edinger-Westphal → saem fibras
pré-ganglionares que vão pelo n. oculomootor para o
gânglio ciliar, de onde saem fibras pós-ganglionares
que terminam no esfíncter da pupila
● Abolido se lesão retiniana, nervo ´ptico ou oculomotr
Reflexo consensual
● Estimula-se a retina de um olho com um jato de luz e a
outra tbm contrai
● O impulso cruza o plano mediano no quiasma óptico e
na comissura posterior, através de fibras que, da área
pré-tectal de um lado, cruzam para o núcleo de
Edinger-Westphal do lado oposto
Reflexo do vômito
● Diversas causas → irritação da mucosa gástrica,
impedir que mto álcool chegue ao sangue
● Estímulo de visceroceptores, originando impulsos
aferentes que vão pelo vago até o núcleo do trato
solitário, de onde saem fibras que levam impulsos ao
centro do vômito, na formação reticular do bulbo
● Fibras p/ o núcleo dorsal do vago → sinapse com
neurônios pós-g da parede do estômago → aumenta a
contração e abre a cárdia
● Firas que pelo trato retículo-espinhal chegam a coluna
lateral da medula → saem fibras simpática pré-g que
chegam aos gânglios celíacos pelos nervos esplênicos
→ as fibras pós chegam ao estômago, fechando o piloro
● Fibras que pelo trato retículo-espinhal chegam a
medula cervical onde se localizam os neurônios
motores que constituem o nervo frênico, que contrai o
diafragma
● Fibras que pelo trato retículo-espinhal chegam os
neurônios motores da medula, onde se originam os
nervos tóraco-abdominais → aumentam contração da
musculatura abdominal, aumentando a pressão
intra-abdominal
● Fibras p/ o núcleo do hipoglosso→ protrusão da língua
Formação Reticular
É uma agregação neuronal mais ou menos difusa, cujos neurônios
são separados por uma rede de fibras nervosas que ocupa a
parte central do tronco.
● Intermediário entre substância cinzenta e branca
Pertence ao tronco encefálico, entretanto, se estende um pouco
ao diencéfalo e aos níveis mais altos da medula, onde ocupa uma
pequena área do funículo lateral
● Preenche os espaços do tronco onde não tem nem
tato, nem fascículo e nem núcleo
Possui alguns núcleos
● Núcleos da rafe→ 8→ o + importante é o rafe magnus
→ neurônios serotoninérgicos
● Locu ceruleus→ noradrenalina
● Substância cinzenta periaquedutal→ regulação da dor
● Área tegmentar ventral→ dopamina
Pode ser dividida em zona magnocelular (células grandes que
ocupam os ⅔ medial) e zona parvocelular (células pequenas que
ocupam⅓ lateral.
● Magnocelular → origina vias ascendentes e
descendentes longas → zona efetuadora da formação
reticular
27
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Conexões
Recebe impulsos que entram pelos nervos cranianos e mantém
relações nos dois sentidos com o cérebro, o cerebelo e a medula
● Cérebro → projeta vias para todo o córtex por via
talâmica e extratalâmica, projetando também para áreas
do diencéfalo. Várias áreas do córtex, hipotálamo e
sistema límbico enviam fibras descendentes
● Cerebelo→ 2 sentidos
● Medula → fibras rafe-espinhais e trato
reticulo-espinhal enviam, fibras espino-reticulares
trazem
● Núcleos dos nervos cranianos → os impulsos que
entram pelos nervos cranianos sensitivos ganham a
formação reticular pelas fibras que a ela se dirigem a
partir de seus núcleos
Funções
Controle da atividade elétrica cortical→ sono e vigília
● A atividade elétrica do córtex cerebral depende de
vários níveis de consciência
● Córtex tem atividade elétrica espontânea
○ Traçado do sono é sincronizado e da vigília
dessincronizado
● A formação reticular é capaz de ativar o córtex, a
partir do sistema ativador reticular ascendente
(SARA)
○ Ação do SARA no córtex ocorre através das
conexões da formação reticular com os
núcleos inespecíficos do tálamo
○ Além de seguirem suas vias específicas, os
impulsos sensoriais que chegam ao SNC
pelos nervos espinhais e cranianos passam à
formação reticular e ativam o SARA →
Fibras espino-reticulares ou conexões dos
núcleos dos nervos cranianos com a formação
reticular
○ Os impulsos nervosos sensoriais chegam ao
córtex e perdem sua especificidade.
○ Indivíduos acordam quando o estímulo é mto
forte→ redução de estímulos facilita o sono
○ O próprio córtex, através de conexões
córtico-reticulares, é capaz de ativar a
formação reticular, se autoativando
● Regulação do sono
○ Sono depende de núcleos da formação
reticular
○ Certos estímulos em áreas específicas do
bulbo e da ponte causam sono, enquanto a
maioria da formação reticular o inibem
○ Núcleo da rafe ajuda no sono e lesão dele
causa insônia permanente
○ Estágio de sono paradoxal/lento/não-REM
→ traçado dessincronizado como se vc
tivesse acordado → relaxamento muscular→
sonhos
■ Ação do locus ceruleus, hipotálamo
Controle eferente da sensibilidade
● Atenção seletiva → seleciona em que vai prestar
atenção e elimina/diminui estímulos, concentrando em
otos
● Fibras eferentes ou centrífugas→ capazes de modular
a passagem de impulsos nervosos nas vias aferentes
específicas
● Fibras que inibem a penetração no SNC de impulsos
dolorosos→ vias da analgesia
Controle da motricidade somática
● Ação estimulação elétrica da formação reticular
resulta, conforme a área, em ativação ou inibição da
atividade dos neurônios motores medulares→ atuação
do trato retículo-espinhal
● Partes das funções motoras relaciona-se com as
aferências que recebe das áreas motoras do córtex
cerebral e do cerebelo→ via córtico-reticulo-espinhal
(motricidade voluntária dos músculos axiais e
apendiculares proximais), cerebelo (equilíbrio, tônus e
postura)
● Evidência de que o trato retículo-espinhal veicula
também comandos motores descendentes gerados na
própria formação reticular e relaciona-os com alguns
padrões complexos estereotipados de movimento, como
por exemplo os da locomoção
Controle do SNA
● Ação do sistema límbico e do hipotálamo → possuem
projeções para a formação reticular, que se liga aos
neurônios pregan milionários do SNA
Controle neuroendócrino● Estímulos elétricos da formação reticular mas
encefálica causam a liberação de ACTH e ADH
● no controle hipotâmico da liberação de vários
hormônios da adenoipófise estão envolvidos
28
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
mecanismos mecanismos noradrenérgicos e
serotoninérgicos
Integração de reflexos→ centro respiratório e vasomotor
● Existe uma série de centros que, ao ser estimulados
eletricamente, desencadeiam respostas motoras,
somáticas ou viscerais, características de fenômenos
como vômito, deglutição, locomoção, mastigação
,movimentos oculares, além de alterações respiratórias
e vasomotoras
● Esses centros funcionam como geradores de padrões
de atividade motora estereotipada (pattern generators)
e podem ter sua atividade iniciada ou modificada seja
por estímulos químicos, por comandos centrais
(corticais ou hipotalâmicos) Ou por aferências
sensoriais
● As aferências sensoriais funcionam como centros
integradores de reflexos em que os impulsos aferentes
Dão origem a sequências motoras complicadas cuja
execução envolve núcleos e áreas diversas e às vezes
distantes do sistema nervoso central
● Na formação reticular da ponte próximo ao núcleo do
nervo abducente, situa-se núcleo para abducente,
considerado centro de controle dos movimentos
conjugados dos olhos no sentido horizontal
● Na formação reticular do mesencéfalo situa-se o
centro locomotor que agem conjunto com os centros
locomotores da medula
● Os centros respiratórios e vasomotor diferente dos
demais por funcionarem como osciladores, apresentam
atividade rítmica espontânea e sincronizada com os
ritmos respiratório e cardíaco → a atividade rítmica é
endógena, independente das aferências sensoriais
● Centro respiratório
○ Informações sobre o grau de distensão dos
alvéolos são levados continuamente ao núcleo
do trato Solitário pelas fibras aferentes
viscerais gerais do vago → os impulsos
passam ao centro respiratório do bulbo
○ O bulbo apresenta uma parte dorsal que
controla a inspiração e outra ventral que
controla a expiração
○ Do centro respiratório Saem fibras
retículo-espinhais que terminam fazendo
sinapse com os neurônios motores da Porção
cervical e torácica da medula.
○ O nervo frênico leva fibras ao diafragma.
Participam tbm nervos intercostais →
manutenção dos movimentos respiratórios,
tanto pelas vias viscerais, como pela recepção
de fibras do trato córtico-espinhal
(voluntário)
○ Tbm sofre influência do hipotálamo →
modificações do ritmo respiratório de acordo
com as emoções
○ Seio e glomo carotídeo → quimio e
barorreceptores
● Controle vasomotor
○ Coordena os mecanismos que regulam o
calibre vascular, do qual depende a PA, ritmo
cardíaco
○ Barorreceptores do glomo carotídeo enviam
infos pelo IX par
○ Resposta eferente pelo vago →
parassimpáticos
○ Fibras reticulo-espinhais para neurônios
pré-g da coluna lateral→ simpáticos
○ Controle do hipotálamo→ emocional na PA
Neurônios Monoaminérgicos do Tronco
Monoaminas → dopamina, noradrenalina, adrenalina, serotonina
e histamina
● 3 primeiras→ catecolaminas
● Serotonina→ triptana
● Histamina→ aa derivado da histidina
● As + importantes são serotonina, nora e dopamina
● Funcionam como neurotransmissores e os neurônios
que as contém são monoaminérgicos
Número de neurônios monoaminérgicos é pequeno, mas eles se
ramificam muito e se distribuem por quase todo o SNC →
dilatações e varicosidades ricas em vesículas sinápticas
granulares, onde ficam os neurotransmissores
● Mesmo estando em todo o SNC, a maioria tem seu
cirpo localizado na formação reticular do tronco
○ Exceção → histaminérgicos, adrenérgicos e
dopaminérgicos do hipotálamo, além dos
dopaminérgicos da retina e bulbo olfatório
Vias serotoninérgicas
● Núcleos da rafe → Se estendem na linha média, do
bulbo o mesencéfalo
● Os axônios originados nos núcleos situados em níveis
mais altos tem trajeto ascendente, projetando-se para
quase todas as estruturas do prosencéfalo, até mesmo
córtex cerebral, o hipotálamo e o sistema límbico.
alguns núcleos projetam-se para o cerebelo, e aquele
situados no bulbo projetam-se para medula
29
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Fibras rafe-espinhais ganham do núcleo magno da rafe
a substância gelatinosa da medula, inibindo a entrada de
impulsos dolorosos→ via da analgesia
● Lesão ou inibição→ insônia permanente
Vias noradrenérgicas
● Locus ceruleus → projeções atingem todo o SNC →
sono paradoxal
Vias dopaminérgicas
● Área tegumentar ventral e substância nefra
○ Via nigro-estriada → termina no corpo
estriado→ atividade motora somática
○ Via mesolímbica vem da área tegumentar
ventral e vai para o corpo estriado ventral, o
sistema límbico e o córtex pré-frontal →
emoção
● Mais restritas e localizadas
Considerações Anatomoclínicas sobre a
Medula e o Tronco Encefálico
Lesões do sistema nervoso segmentar manifestam-se por
alterações da motricidade e sensibilidade
Motricidade
● Podem ser da motricidade voluntária, do tônus ou dos
reflexos
Força
● Paresia→ diminuição
● Plegia/paralisia → ausência total, impossibilitando
movimento
● Pode ser de um lado só do corpo → hemiplegia ou
hemiparesia
Tônus
● Estado de relativa tensão em que se encontra
permanentemente um músculo normal em repouso
30
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Alterações→ hipertonia, hipotonia, atonia
Reflexos
● Arreflexia, hiporreflexia ou hiperreflexia
● Pode haver o aparecimento de reflexos patológicos
○ Sinal de Babinski → flexão dorsal do hálux ao
estímulo, quando o esperado seria flexão
plantar→ lesão dos tratos córtico-espinhais
Paralisia flácida→ hiporreflexia + hipotonia
● Síndrome do neurônio motor inferior ou primeiro
neurônio→ lesão do neurônio motor da coluna anterior
da medula ou dos núcleos motores dos nervos
cranianos
● Em pouco tempo ocorre atrofia da musculatura →
perda da ação trófica dos nervos
Paralisia espástica→ hiperreflexia + hipertonia
● Síndrome do neurônio motor superior ou central →
lesão nas áreas motoras do córtex cerebral ou nas vias
descendentes→ trato córtico-espinhal
● Atrofia muscular discreta → músculos continuam
inervados pelos neurônios motores inferiores
● Sinal de babinski +
Sensibilidade
Anestesia → desaparecimento total de uma ou mais modalidades
da sensibilidade após estimulação adequada
Hipoestesia→ redução
Hiperestesia→ aumento
Parestesia → aparecimento de sensações espontâneas e mal
definidas, como formigamentos
Algias→ dores
Lesões medulares
Coluna anterior
● Poliomielite → vírus destrói especificamente os
neurônios dessa coluna→ síndrome do neurônio motor
no território muscular correspondente à área da
medula que foi lesada
● Podem ocorrer deformidades por ações de grupos
musculares cujos antagonistas foram paralisados
● Se destruição neurônios respiratórios→ morte por IR
Tabes dorsalis
● Neurossífilis
● Lesões das raízes dorsais, especialmente da divisão
medial→ contém os fascículos grácil e cuneiforme
● Perda de propriocepção consciente
● Perda de tato epicrítico → ñ consegue diferenciar 2
pontos
● Perda da sensibilidade vibratória e estereognosia →
com o progredir das lesões pode haver maiores
destruições das raízes dorsais→ comprometimento de
outras formas de sensibilidade
Hemissecção da medula
● Síndrome de Brown-Séquard
● Interrupção dos principais tratos
● Os sintomas Resultante da secção dos tratos que não
se cruzam na medula aparecem do mesmo lado da lesão
○ Paralisia espástica com aparecimento do sinal
de Babinski → interrupção do trato
córtico-espinhal lateral
○ Perda da propriocepção consciente e do trato
epicrítico → lesão dos fascículos grácil e
cuneiforme
● Os sintomas resultantes da lesão de tratos que se
cruzam na medula se manifestam do lado oposto ao
lesionado
○ Perda de sensibilidade térmica e dolorosa a
partir de ½ dermátomos abaixo do nível da
lesão→ trato espinotalâmico lateral
○ Ligeira diminuição do tato protopático e da
pressão por comprometimento do trato
espinotalâmico anterior● Todos os sintomas aparecem somente abaixo do nível
da lesão
Siringomielia
31
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Formação de uma cavidade no canal central da medula ,
levando a uma destruição da substância cinzenta
intermediária central e da comissura Branca
● a destruição interrompe as fibras que formam os dois
Tratos e espino-talâmicos laterais, quando eles cruzam
ventralmente ao canal Central
● Perda da sensibilidade térmica e dolorosa bilateral, na
área correspondente aos dermátomos das fibras
lesadas
● Não há alterações de propriocepção e a deficiência
tática é pouca → lesão não atinge fibras do folículo
posterior
● Tato segue pelos fascículos grácil e cuneiforme →
persiste certa sensibilidade tátil já que estes não são
comprometidos
● Dissociação sensitiva → Perda da sensibilidade
térmica e dolorosa com persistência da sensibilidade
tátil e proprioceptiva
● Acomete com mais frequência a intumescência cervical,
resultando no aparecimento dos sintomas na
extremidade superior dos dois lados
Transecção da medula
● Imediatamente após um traumatismo que resulte na
secção completa da medula, o paciente entra em
choque espinhal→ perto absoluta da sensibilidade, dos
movimentos e dos tônus dos músculos e nervados pelos
segmentos medulares situados abaixo da lesão
● Retenção urinária de fezes
● Após um período variável, reaparecem os movimentos
reflexos que se tornam exagerados + sinal de babinski
● Em casos de secção completa, não há recuperação da
motricidade voluntária da sensibilidade, podendo haver
uma certa recuperação reflexa dos mecanismo de
esvaziamento vesical
Compressão medular por tumor
● Sintomatologia variável conforme a posição do tumor
● Inicialmente podem aparecer Dores em determinados
dermátomos que correspondem às raízes dorsais
comprometidas → com progredir da doença, aparecem
sintomas de comprometimento de tratos medulares
● Um tumor que se desenvolve dentro da medula
comprime de dentro para fora, causando perturbações
motoras por lesão do trato corticoespinhal lateral. há
também a perda da sensibilidade térmica e dolorosa por
compressão do trato espinotalâmico lateral
● Os sintomas aparece inicialmente nos dermátomos
mais próximos ao nível da lesão, com progressão para
os inferiores, geralmente poupando os sacrais →
Preservação sacral
○ Fibras originadas do segmento sacral da
medula se dispõe lateralmente no trato
espinotalâmico lateral, enquanto as originadas
em segmentos progressivamente mais altos
ocupam posição cada vez mais Medial nesse
trato
● Quando um tumor comprimido a medula de fora para
dentro, as fibras originadas nos segmentos sacrais são
lesadas em primeiro lugar
Secção cirúrgica dos tratos espino-talâmicos laterais →
cordotomias
● Ocorre acima e do lado oposto ao processo doloroso
● Perda de dor e temperatura do lado oposto
● Se dor visceral precisa ser bilateral
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Lesões bulbares
Base do bulbo→ hemiplegia cruzada com lesão do hipoglosso
● Lesão compromete a pirâmide e o nervo hipoglosso
● Pirâmide → lesão do trato córtico-espinhal →
hemiparesia do lado oposto
○ Quando se estende dorsalmente, atingindo os
demais tratos motores descendentes →
hemiplegia
● Hipoglosso → paralisia dos mm da metade da língua,
situada do lado lesado → sinais de síndrome do 1º
neurônio motor→ hipotrofia muscular
○ Desvio da língua para o lado lesado quando faz
protrusão
Síndrome da artéria cerebelar inferior posterior→ Sìndrome de
Wallenberg
● Ramo da vertebral que irriga a parte dorsolateral do
bulbo
● Ocorre geralmente por trombose
● Lesão do pedúnculo cerebelar inferior →
incoordenação de movimentos na metade do corpo do
lado lesado
● Lesão do trato espinhal do trigêmeo e seu núcleo →
perda da sensibilidade térmica e dolorosa na ½ da face
homolateral da lesão
● Lesão do núcleo ambíguo→ perturbação da deglutição,
fonação por paralisia dos mm da faringe e laringe
● Pode aparecer sd de Horner por lesão das vias
descendentes
Lesões pontinas
Nervo facial
● Pode ocorrer em qualquer parte do trajeto
○ Antes da emergência no forame
estilomastóideo → associadas a lesões do
glossofaríngeo e intermédio
■ Perda de sensibilidade gustativa nos
⅔ anteriores
■ Alterações do equilíbrio
■ Enjoos e tonturas
■ Diminuição da audição
● Paralisia total dos músculos da mímica → perda do
tônus→ flacidez
○ Vazamento de saliva pelo ângulo da boca do
lado lesado→ acometimento do bucinador
○ Desvio da comissura labial para o lado normal
○ Pálpebra permanece aberta –. predispões
olho a infecções e lesões
○ Reflexo corneano abolido
● Periférica
○ Homolaterais à lesão
○ Acometem toda a metade da face
○ Total
● Central
○ Contralaterais à lesão
○ Apenas músculos da metade inferior → lado
superior mantido por fibras heterolaterais a
lesão
○ Lesão do trato córtico-nuclear
○ Pode haver contração involuntária da
musculatura da mímica como manifestação
emocional
Lesão da base da ponte→ Síndrome de Millard-Gubler
● Compromete o trato córtico-espinhal e as fibras do
abducente
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Hemiplegia cruzada e hemiparesia contralateral à lesão
● Paralisia do m. reto lateral homolateral à lesão→ não
abduz o olho→ movimentos descoordenados + diplopia
○ Estrabismo convergente → desvio do bulbo
do olho em direção medial por ação não
contrabalanceada pelo reto lateral
● Quando a lesão se estende lateralmente, compromete
as fibras do facial
Lesão da ponte ao nível da emergência do V par
● Compromete o trato córtico-espinhal e as fibras
trigeminais
● Hemiplegia cruzada + lesão trigeminal
● Síndrome do neurônio motor superior
● Perturbações motoras → paralisia dos mm da
mastigação homolateral à lesão → desvio da mandíbula
p/ lado paralusado
● Perturbação sensitiva→ anestesia da face homolateral
à lesão
● Pode se estender ao lemnisco medial → perda de
propriocepção consciente e do tato epicrítico
(contralateral)
Lesões mesencefálicas
Lesões da base do pedúnculo cerebral→ Síndrome deWeber
● Comprometimento do trato córtico-espinhal e das
fibras do oculomotor
● Hemiparesia do lado oposto
● Impossibilidade de mover o bulbo ocular p/cima, baixo
ou medialmente
● Diplopia
● Estrabismo divergente
● Ptose palpebral
● Midríase
Lesão do tegmento do mesencéfalo→ Síndrome de Benedikt
● Compromete o oculomotor, o núcleo rubro e os
lemniscos medial, espinhal e trigeminal
● Anestesia da ½ oposta do corpo e da cabeça
● Tremores e movimentos anormais contralaterais
Estrutura e Funções do Cerebelo
Junto do cérebro forma o sistema nervoso suprassegmentar.
● Córtex envolvendo substância cinzenta, possuindo
núcleos centrais de substância cinzenta
🧠 Difere do cérebro por ter ação 100% involuntária e
inconsciente.
Função exclusivamente motora!!!!!!!!!!!! → Influência
ipsilateralmente
Citoarquitetura cortical
● A mesma em todas as folhas e lóbulos:
○ Camada molecular
○ Camada das células de Purkinje
○ Camada granular
Camada média
● Fileira de células de Purkinje → c. + importantes do
cerebelo
○ Piriformes, grandes, dotadas de dendritos que
se ramificam na camada molecular e um axônio
que sai na camada oposta, terminando nos
núcleos centrais, onde exercem função
inibitória → esses axônios são as únicas fibras
eferentes do cerebelo
Camada molecular
● Fibras de direção paralela
● Células estreladas
● Células em cesto → sinapses axossomáticas dispostas
em torno do corpo das células de Purkinje
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Camada granular
● Células granulares ou grânulos do cerebelo →
pequenas, citoplasma reduzido
○ Vários dendritos e um axônio que atravessa as
células de Purkinje
○ Ao atingir a camada molecular, bifurca-se em
T → fibras paralelas que fazem sinapse com
os dendritos das células de Purkinje dispostas
ao longo do eixo da folha cerebelar
● Células de Golgi→ amplas ramificações
Conexões intrínsecas
As fibras que penetram no cerebelo se dirigem ao córtex → 2
tipos:
● Musgosas
○ Terminaçõesdos demais feixes que penetram
no cerebelo → núcleos vestibulares, medula
espinhal e núcleos pontinos
○ Ao penetrar no cerebelo emitem ramos
colaterais que fazem sinapses excitatórias
com os neurônios dos núcleos centrais→ Em
seguida, atingem a camada granular,
ramificando e terminando em sinapses
excitatórias axodendríticas com células
granulares que se ligam às células de Purkinje
pelas fibras paralelas → CIRCUITO
CEREBELAR BÁSICO
● Trepadeiras
○ Axônios de neurônios situados no complexo
olivar inferior
○ Terminam se enrolando em torno dos
dendritos das células de Purkinje → ação
excitatória!
Impulso penetra no cerebelo pelas fibras musgosas
↪ Ativam neurônios dos núcleos centrais, células
granulares e de Purkinje
↪ Células de Purkinje inibem os próprios neurônios
centrais
🤔 Infos chegam ao cerebelo de vários setores do SN→ agem
nos neurônios dos núcleos centrais→ saem respostas eferentes
● Atividade modulada pelas c de Purkinje
💀 É mais complexo ainda pq tem + 3 células no meio, q tbm são
inibitórias:
● C. de Golgi, c. em cesto e c. estreldadas → liberam
GABA
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Célula granular é a única excitatória!!!→Glutamato
Núcleos centrais e corpo
medular
Os núcleos centrais do cerebelo são:
● Denteado → maior, assemelhando-se ao núcleo olivar
inferior
● Interpósito
○ Emboliforme
○ Globoso
● Fastigial→ Próximo ao plano mediano
Dos núcleos centrais saem as fibras eferentes e nele chegam
axônios de Purkinje
Corpo medular→ substância branca→ fibras mielínicas
● Fibras aferentes → penetram pelos pedúnculos,
dirigindo-se ao córtex, onde perdem a bainha de m
● Fibras formadas pelos axônios de Purkinje→ vão p/ os
núcleos centrais e se tornam mielínicas quando saem do
córtex
Organização longitudinal e
transversal
Remember:
● Arquicerebelo→ lobo floculonodular
● Paleocerebelo→ lobo anterior, pirâmide e úvula
● Neocerebelo→ resto
→ São áreas separadas pelas fissuras prima e póstero-lateral,
orientadas transversalmente e dispostas em sentido
rostrocaudal
→ Essa divisão é mt usada para a compreensão das síndromes
cerebelares
Nova divisão→ longitudinal→ sentido médio-lateral:
● Zona medial→ ímpar→ vérmis
○ Axônios das c. de Purkinje da zona medial se
projetam para o núcleo fastigial
● Zonas intermediárias→ paravermiana
○ Axônios das c. de Purkinje da zona medial se
projetam para o núcleo interpósito
● Zona lateral→ maior parte dos hemisférios
○ Não se separa da intermediária por nenhum
elemento visível
○ Axônios das c. de Purkinje da zona medial se
projetam para o núcleo denteado
→ As fibras trepadeiras que chegam das olivas tendem a se
organizar no sentido longitudinal
Conexões aferentes
→ Terminam no córtex como fibras trepadeiras ou musgosas→
repetindo p ver se não esqueço essa💣
Origem vestibular
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Chegam pelo fascículo vestíbulo-cerebelar →
distribuem-se ao arquicerebelo e zona medial/vérmis
○ Posição da cabeça → equilíbrio e postura
básica
Origem medular
● Tratos espino-cerebelar anterior e posterior
○ Vêm pelos pedúnculos cerebelares superior e
inferior
● Terminam no córtex do paleocerebelo
● Do trato posterior chega sinais proprioceptivos e em
menor grau de receptores somáticos→avalia grau de
contração muscular, tensão nas cápsulas articulares e
tendões, posições e velocidades do movimento das
partes do corpo
● Anterior → ativadas por sinais motores que chegam na
medula pelo trato córtico-espinhal → avalia grau de
atividade desse trato
Origem pontina
● Ponto-cerebelares
● Origem nos núcleos pontinos, penetram no cerebelo
pelo pedúnculo cerebelar médio → vai p córtex do
neocerebelo
● Via córtico-ponto-cerebelar → traz ao cerebelo infos
do córtex de todos os lobos cerebrais
Conexões eferentes
→Permite com que o cerebelo influencie os neurônios motores
medulares
● Saem dos 3 núcleos centrais
Zona medial
● Vérmis
● Células de Purkinje fazem sinapses nos núcleos
fastigiais → sai o trato fastigiobulbar → 2 tipos de
fibras: fastígio-vestibulares e fastígio-reticulares
● Exerce influência nos neurônios motores do grupo
medial da coluna anterior → controlam musculatura
axial e proximal dos membros, mantendo equilíbrio e
postura
Zona intermédia
● Axônios das células de Purkinje fazem sinapse no
núcleo interpósito → saem fibras p/ o núcleo rubro e
tálamo contralateral
● Trato rubro-espinhal → via
interposito-rubro-espinhal
● Via interposito-tálamo-cortical → origina o trato
córtico-espinhal
● Ação sobre os neurônios motores do grupo lateral da
coluna anterior → controle dos mm distais dos
membros→ movimentos delicados
Zona lateral
● Axônios das células de Purkinje fazem sinapse no
núcleo denteado → impulsos seguem p/ o tálamo
contralateral e daí p as áreas motoras do córtex→ via
dento-tálamo-cortical → onde se origina o trato
córtico-espinhal
● Ação sobre a musculatura distal, responsável por
movimentos delicados
Aspectos funcionais
Manutenção do equilíbrio e da postura:
● Arquicerebelo e zona medial/vérmis → promovem a
contração adequada dos mm axiais e proximais dos
membros
● Tratos vestíbulo-espinhal e retículo-espinhal
Controle do tônus
● Núcleos denteados e interpósito
● Tratos córtico-espinhal e rubro-espinhal
Controle dos movimentos voluntários
● Lesão causa ataxia → falta de coordenação por erros
na força, extensão e direção do movimento
● Planejamento → zona lateral → informações trazidas
pela via córtico-ponto-cerebelar ligadas às funções
psíquicas superiores (associação) e que expressam a
intenção do movimento
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ O plano motor é enviado às áreas motoras do
córtex pela via dento-tálamo-cortical e
executado pelo trato córtico-espinhal
○ Núcleo denteado é ativado antes do início do
movimento
○ Movimentos rápidos → balísticos → apenas
zona lateral → ñ dá tempo de ativar
intermédia
● Correção → uma vez iniciado, passa a ser controlado
pela zona intermédia → através das aferências (tratos
espino-cerebelares) é informada das características do
movimento em execução → via
interpósito-tálamo-cortical promove correções
○ Prob compara mov executado com o plano
○ Núcleo interpósito só é ativado após o início
do mov
Aprendizagem motora
● O sistema nervoso aprende a executar tarefas motoras
repetidas
● Fibras olivo-cerebelares → chegam ao córtex
cerebelar pelas fibras trepadeiras e fazem sinapse com
as c de Purkinje → podem modular a excitabilidade
destas células em resposta aos impulsos recebidos
pelas musgosas e paralelas
Clínica - Síndromes
Cerebelares
Arquicerebelo→ vestibulocerebelo
● Perda da capacidade de usar infos vestibulares p/ o
movimento do corpo durante a marcha ou postura de pé
● Perda do controle dos mov oculares durante a mov da
cabeça
● Marcha alargada + atxia c olhos aberto e fechados +
tendência à quedas
● Crianças < 10 anos
● Tumores do IV ventrículo → comprimem nódulo e
flóculo
● Perda de equilíbrio→ ñ consegue ficar de pé
● Deitada a coordenação é normal
● Ñ muda o tônus
Paleocerebelo→ espinocerebelo
● Degeneração do córtex do lobo anterior no alcoolismo
crônico
● Erros na execução motora → deixa de processar infos
proprioceptivas dos feixes espinocerebelares
● Perda do equilíbrio→ andar c base alargada e ataxia de
MMII
Neocerebelo
● Ataxia → dismetria, decomposição, disdiadococinesia,
rechaço, tremor, nistagmo
Estrutura e Funções Hipotalâmicas
Parte do diencéfalo que se dispõe nas paredes do III ventrículo,
abaixo do sulco hipotalâmico, que o separa do tálamo
Formações anatômicas visíveis na parte inferior do cérebro:
● Quiasma óptico
● Túber cinéreo
● Infundíbulo
● Corpos mamilares
Divisões e núcleos
Constituído praticamente de substância cinzenta agrupada em
núcleos, às vezes de difícil individualização
O percorrendo existem tbm sistemas variados de fibras, como o
fórnix → percorre de cima para baixo a metade do hipotálamo,
terminando no corpo mamilar
● Divide o órgão em medial e lateral○ Medial → entre o fórnix e o III ventrículo →
rica em subs cinzenta → onde ficam os
núcleos principais
○ Lateral → tem menos corpos neuronais →
fibras de direção longitudinal → percorrida
pelo feixe= prosencefálico → conexão nos 2
sentidos entre a área septal (sist límbico) e a
formação reticular mesencefálica
Pode ser dividido por 3 planos frontais em supraóptico, tuberal e
mamilar
● Supraóptico → quiasma óptico e toda área acima dele,
nas paredes do III ventrículo até o sulco hipotalâmico
● Tuberal → túber-cinéreo (se liga ao infundíbulo) e toda
área acima dele , nas paredes do III ventrículo até o
sulco hipotalâmico
● Mamilar → corpos mamilares com seus núcleos e as
áreas das paredes do III ventrículo, que se encontram
acima deles e até o sulco hipotalâmico
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
👶 Na parte anterior do III ventrículo, próximo à lamina terminal,
está a área pré-óptica→ derivada embriologicamente da porção
central da vesícula telencefálica e não pertence ao diencéfalo , já
que se liga funcionalmente ao hipotálamo supraóptico
● Na área pré-óptica está o órgão vascular da Lâmina
terminal → ñ existe barreira hemato-encefálica →
sensor especializado em detectar sinais químicos p/
termorregulação e metabolismo salino
Hipotálamo
● Área pré-óptica
○ Órgão vascular da lâmina terminal
○ Núcleo pré-óptico medial
○ Núcleo pré-óptico lateral
○ Núcleo pré-óptico ventrolateral
● Supraóptico
○ Núcleo supraquiasmático
○ Núcleo supraóptico
○ Núcleo paraventricular
● Tuberal
○ Núcleo dorsomedial
○ Núcleo ventromedial
○ Núcleo arqueado ou infundibular
● Mamilar
○ Núcleos mamilares
○ Núcleo túbero mamilar
○ Núcleo posterior
Conexões
Sistema límbico
● Regulação do comportamento emocional
● Estruturas se destacam pelas relações recíprocas que
têm com o hipocampo, corpo amigdalóide e área septal
● Hipocampo → liga-se pelo fórnix aos núcleos
mamilares do hipotálamo, de onde os impulsos nervosos
seguem para o núcleo anterior do tálamo através do
fascículo mamilo-talâmico → circuito de Papez. Dos
núcleos mamilares, impulsos chegam à formação
reticular pelo fascículo mamilo-tegmentar
● Corpo amigdalóide → fibras originadas nos núcleos
amigdalóides chegam ao hipotálamo através da estria
terminal
● Área septal → liga-se ao hipotálamo por fibras que
percorrem o feixe prosencefálico medial
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Área pré-frontal
● Mesmo sentido funcional das anteriores já que se
relaciona com componentes emocionais
● Mantém conexões com o hipotálamo diretamente
através do núcleo dorsomedial do tálamo
Conexões viscerais
● O hipotálamo mantém conexões aferentes e eferentes
com os neurônios da medula e do tronco encefálico
● Aferentes→ recebe informações sobre a atividade das
vísceras através de suas conexões com o núcleo do
trato solitário (fibras solitário-hipotalâmicas), Posto
que este recebe informações da sensibilidade visceral,
tanto geral como degustação, que entra no sistema
nervoso pelos nervos facial, glossofaríngeo e vago
● Eferentes → controla o sistema nervoso autônomo
agindo direta ou indiretamente sobre os neurônios
pré-ganglionares do sistema simpático e
parassimpático
○ Diretas → fibras que terminam nos núcleos
da coluna é diferente visceral Geral do tronco
encefálico ou na coluna lateral da medula
(fibras hipotálamo-espinhais)
○ Indiretas→ formação reticular
Hipófise
● Apenas conexões eferentes, feitas pelos tratos
hipotálamo-hipofisários e túbero-infundibular
● Hipotálamo-hipofisários → Formado por fibras que se
originam nos neurônios grandes ou magnocelulares dos
núcleos Supra óptico e paraventricular e terminam na
neuro-hipófise→Ricas em neurosecreção
● Túbero-infundibular → Constituída de fibras
neurosecretoras que se originam em neurônios
parvocelulares do núcleo arqueado e áreas vizinhas do
hipotálamo tuberal e terminam na eminência mediana e
na haste infundibular
Sensoriais
● Diversas outras vices sensoriais tem acesso a
hipotálamo por vias indiretas, pouco conhecidas
● Áreas eretogênicas, como mamilos e genitálias →
ereção
● Conexões diretas com o córtex olfatório e da retina
○ Trato retino-hipotalâmico termina no núcleo
supraquiasmático e em parte do núcleo
pré-óptico ventrolateral
○ Envolvidas na regulação do ciclo circadiano e
claro-escuro
Monoaminérgicas
● Vários grupos de neurônios noradrenérgicos da
formação reticular do tronco encefálico se projetam
para o hipotálamo, assim como neurônios
serotoninérgicos oriundos do núcleo da rafe
Funções
Controle do SNA
● Atua junto do sistema límbico
● Estimulações elétricas em áreas determinadas do
hipotálamo dão respostas típicas dos sistemas
parassimpático e simpático
○ Hipotálamo anterior→ parassimpático
○ Posterior→ simpático
Regulação da temperatura
● O hipotálamo é informado da temperatura corporal por
termorreceptores periféricos e neurônios
termorreceptores
● Termostato capaz de detectar variações de
temperatura do sangue e ativar mecanismos de perda
ou conservação de calor
● 2 centros
○ Perda do calor → hipotálamo anterior ou
pré-óptico → Vasodilatação periférica e
sudorese→ lesão gera febre cenral
○ Conservação do calor → posterior →
vasoconstrição periférica tremores
musculares (calafrios) . Liberação do hormônio
tireoidiano que aumenta o metabolismo e gera
calor
● Ativa regiões corticais para determinar os
comportamentos motivacionais de busca de abrigo,
agasalho para o frio ou de local fresco e ventilação para
o calor
Regulação emocional
Regulação do equilíbrio hidrossalino e da PA
● O equilíbrio hidrossalino precisa de mecanismos
automáticos de regulação do volume do líquido do
organismo, representado pela volemia, e da
osmolaridade, representada pela concentração
extracelular de um sódio
● o principal mecanismo que o hipotálamo usa para
regular o equilíbrio hidrossalino a liberação do
hormônio antidiurético, sintetizado nos neurônios nú
supraóptico e paraventricular secretado pela
neurohipófise → Esses neurônios recebem
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
informações através das aferências com dois órgãos
circunventriculares:
○ Órgão vascular da lâmina termina
○ Órgão subfornical
○ Esses órgãos não existe barreira mata
encefálica, sendo possível a detecção das
molaridade do sangue e dos níveis circulantes
de angiotensina 2, que é um vasopressor,
respectivamente
● O mecanismo é ativado em casos de redução da
pressão hemorragias, pRomovendo a liberação de
hormônio antidiurético
● Outro mecanismo é a regulação da ingestão de água e
sal, que mantém a volemia a concentração de sódio
dentro dos valores normais, tendo base embaro
receptores localizados nas paredes dos grandes vasos
e no seio carotídeo → percebem alterações da pa e
transmitem aos núcleos do trato Solitário pelo vago
○ Este núcleo se conecta com os núcleos
paraventriculares supraóptico e com os
neurônios receptores na área pré óptica.
○ Quando ocorre S
○ se é percebida a hiponatremia a hipótese
libera ACTH, que estimula a secreção de
aldosterona pela suprarrenal, reabsorvendo
sódio
● Centro da sede
Regulação da fome e ingesta alimentar
● A estimulação do hipotálamo lateral faz com que você
se alimente vorazmente, enquanto a estimulação vem
intermedial causa saciedade
● Obesidade + hipogonadismo→ tumor suprasselar
● A leptina informa o núcleo arqueado do hipotálamo
sobre abundância de gordura existente no corpo, que é
proporcional à sua concentração liberada, e libera o
hormônio alfa-melanócito-estimulante, responsável
pela saciedade
Regulação do sistema endócrino
● Relações do hipotálamo com a neuro-hipófise → o
ADH é sintetizado pelos neurônios dos núcleos
supraóptico e paraventricular do hipotálamo, sendo
transportado pelas fibras do trato
hipotálamo-hipofisário até a neuro-hipófise, onde é
liberado.
○ Produz tbm ocitocina
● Relação com a adeno-hipófise→ o hipotálamo regula a
secreção desta glândula → conexões nervosa e
vascular
○ Nervosa → neurônios neurossecretoresdo
núcleo arqueado e áreas vizinhas
hipotalâmicas secretam substancias ativas que
descem por fluxo axoplasmático nas fibras do
trato túbero-infundibular e são liberadas em
capilares especiais situados na eminência
mediana e na haste infundibular
41
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Vascular → sistema porta-hipofisário → as
substâncias ativas liberadas pelo hipotálamo
na eminência mediana e na haste infundibular
passam através do sistema porta para a
segunda rede, localizada na neuro-hipófise,
onde atuam regulando a liberação
adeno-hipofisária
Ritmo circadiano
● Processos fisiológicos possuem oscilações dentro de
24h→ regulação claro-escuro
● Marca-passo biológico localizado no núcleo
supraquiasmático → destruição abole o ritmo
circadiano
● Tbm tem nos núcleos supraóptico e arqueado,
hepatócitos, retina
Regulação sono-vigília
● Geração e sincronização se inicia no núcleo
supraquiasmático e é repassada ao núcleo pré--óptico
ventrolateral e a um grupo do hipotálamo lateral que
tem como neurotransmissor a hipocretina/peptídeo
orexina
● Os neurônios do núcleo pré-óptico ventrolateral
inibem os monoaminérgicos do SARA→ sono
○ Ao final do período sono essa inibição cessa e
começa a ação excitatória do neurônio
orexinérgico sobre tais neurônios→ vigília
○ Neurônios orexinérgicos tbm têm ação
inibitória sobre os colinérgicos do núcleo
pedúnculo-pontino responsáveis pelo sono
REM
Comportamento sexual
● Excitação depende de várias áreas → córtex
pré-frontal, sistema límbico (corpo amigdalóide e parte
anterior do giro do cíngulo e estriado ventral →
conexões recíprocas com o hipotálamo
○ Ligada aos 2 núcleos pré-ópticos
● Ejaculação→ SNA
● Prazer sexual → depende de áreas do sistema
dopaminérgico mesolímbico, em especial o núcleo
accumbens, que tbm se conecta com o hipotálamo
Tálamo
Situado no diencéfalo, acima do sulco hipotalâmico. É constituído
de 2 grandes massas ovóides do tecido nervoso, com uma
extremidade anterior pontuda - o tubérculo anterior do tálamo -
e outra posterior, bastante proeminente - pulvinar do tálamo.
Ovóides talâmicos unidos pela aderência intertalâmica
● Relacionados com o III ventrículo→ medialmente
● Relacionado com a cápsula interna→ lateralmente
Os corpos geniculados, o lateral e o medial, às vezes é
considerado como parte do diencéfalo→ metatálamo
Maior parte constituída de substância cinzenta →
distinguem-se núcleos.
● Superfície dorsal revestida de substância branca →
extratos zonais, que se estendem à face lateral →
Lâmina medular externa
○ Extrato zonal penetra e forma um septo →
lâmina medular interna → percorre
longitudinalmente o tálamo.
○ Em sua extremidade anterior, se bifurca em Y,
delimitando anteriormente a área dos núcleos
talâmicos anteriores
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● Entre a lâmina medular externa e a cápsula interna,
situado lateralmente, está o núcleo reticular
● No interior da lâmina medular interna existem massas
de substância cinzenta que constituem os núcleos
intralaminares
Núcleos
Grupo anterior
● Situados no tubérculo anterior, sendo limitados
posteriormente pela bifurcação em Y da lâmina medular
interna
● Recebem fibras dos grupos mamilares pelo fascículo
mamilotalâmico
● Projetam fibras p/ o córtex do giro do cíngulo e frontal
→ integra circuito de Papez
Grupo Posterior
● Pulvinar → conexões recíprocas com a área de
associação temporoparietal cortical → giros angular e
supra-angular marginal
○ Maior núcleo talâmico
○ Parece estar envolvido na atenção seletiva.
● Corpo geniculado medial → recebe pelo braço do
colículo inferior fibras provenientes dele ou
diretamente do lemnisco lateral
○ Projeta fibras p/ a área auditiva do córtex
cerebral no giro temporal transverso anterior
→ compõe a via auditiva
● Corpo geniculado lateral → camadas concêntricas de
substância cinzenta e branca
○ Recebe fibras do trato óptico, provenientes
da retina
○ Projeta fibras pelo trato genículo-calcarino
p/ a área visual primária do córtex
Grupo Mediano
● Próximos ao plano sagital mediano, na aderência
intertalâmica ou na substância cinzenta periventricular
● Núcleos pequenos e de dificil delimitação
● Conecta-se com o hipotálamo
Grupo Mediano
● Núcleos situados dentro da lâmina medular interna →
núcleos intralaminares
○ Se destaca o centromediano → recebem
fibras da formação reticular → papel ativador
cortical, integrando o SARA
○ A via que liga a formação reticular ao córtex
atravessa os núcleos interlaminares,
proporciona uma vaga percepção sensorial
sem especificidade, mas com reações
emocional especialmente para estímulos
dolorosos
● Compreende tbm o núcleo dorsomedial, situado entre a
lâmina medular interna e os núcleos do grupo mediano
○ Recebe fibras do corpo amigdalóide e tem
conexões recíprocas com a parte anterior do
lobo frontal (pré-frontal)
Grupo lateral
● Mais importe
● Núcleos situados lateralmente à lâmina medular
interna
● Grupos ventral e dorsal
● Ventral
○ Núcleo ventral anterior → VA → recebe a
maioria das fibras que se dirigem do globo
pálido p/ o tálamo. Projeta-se para as áreas
motoras do córtex e tem função relacionada
ao planejamento e execução da motricidade
somática
○ Ventral lateral → VL → ventral intermédio
→ recebe fibras do cerebelo e se projeta p/
áreas motoras do córtex. Integra a via
cerebelo-tálamo-cortical. Recebe tbm parte
das fibras que vêm do globo pálido
○ Ventral posterolateral → vias sensitivas,
recebendo fibras dos lemniscos medial e
espinhal. Projeta fibras p/ o córtex do giro
pós-central
○ Ventral posteromedial → tbm das vias
sensitvas → recebe fibras do lemnisco
trigeminal, trazendo sensibilidade somárica
geral de parte da cabeça e fibras gustativas
provenientes do núcleo do trato solitário.
Projeta fibras para a área somestésica situada
no giro pós-central e para a área gustativa
situada na parte posterior da ínsula
○ Núcleo reticular → fina calota de substância
cinzenta disposta lateralmente entre a massa
principal de núcleos que constitui o ovoide
talâmico e sua cápsula interna. Atravessado
por quase todas as fibras tálamo-corticais
que passam pela cápsula interna. Usa GABA,
enquanto os otos usam glutamato. Tbm difere
por ñ ter conexões diretas com o córtex, mas
c otos grupos talâmicos, modulando suas
atividades. Tbm recebe aferências dos núcleos
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
intralaminares, que recebem fibras do SARA,
influenciando no sono-vigília
Relações talamocorticais
Todos os núcleos talâmicos, com exceção do reticular, têm
conexões com o córtex
● Conexões recíprocas → fibras talamocorticais e
corticotalamicas
O tálamo tem muitas conexões com a área pré-frontal,
participando de funções cognitivas.
Núcleos talâmicos específicos ou de retransmissão
● Quando estimulados podem se tornar potenciais
evocados apenas em certas áreas específicas do córtex
● NVP e corpo geniculado medial → área somestésica e
auditiva
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Núcleos talâmicos inespecíficos
● Estimulação modifica os potenciais elétricos de
territórios grandes do córtex
● Intralaminares, em especial centromediano, que mediam
o alerta cortical, através da recepção de fibras do
SARA
Funções
Sensibilidade → distribui para áreas específicas do córtex
impulsos que recebe das vias sensoriais, integrando-os e os
modificando.
● Alguns destes impulsos, como os relacionados com a
dor, temperatura e o tato protopático, tomam-se
conscientes já em nível talâmico.
● Ao contrário da sensibilidade cortical, não é
discriminativa e não permite a estereognosia, por ex.
Motricidade → através dos núcleos ventral anterior e ventral
lateral, interpostos, respectivamente, em circuitos
palidocorticais e cerebelocorticais;
Comportamento emocional→ través do núcleo dorsomedial com
suas conexões com a área pré-frontal;
Memória → através do núcleo do grupo anterior e suas
conexões com os núcleos mamilares do hipotálamo;
Ativação do córtex → através dosnúcleos talâmicos
inespecíficos e suas conexões com a formação reticular fazendo
parte do Sistema Ativador Reticular Ascendente (SARA).
😷 Síndrome talâmica → se manifestam dramáticas alterações
da sensibilidade, como o aparecimento de crises da chamada dor
central, dor espontânea e pouco localizada, que frequentemente
se irradia a toda a metade do corpo situada do lado oposto ao
tálamo comprometido.
Subtálamo
Pequena área situada na parte posterior do diencéfalo na
transição com o mesencéfalo, limitando-se superiormente com o
tálamo, lateralmente com a cápsula interna e mediaimente com o
hipotálamo
Suas formações só podem ser observadas em secções do
diencéfalo → não se relacionam com sua superfície externa ou
com as paredes do III ventrículo.
Situado na transição com o mesencéfalo, algumas estruturas
mesencefálicas estendem-se até o subtálamo, como o núcleo
rubro, a substância negra e a formação reticular, constituindo
esta a chamada zona incerta do subtálamo.
Apresenta formações cinzentas e brancas que lhe são próprias,
sendo a mais importante o núcleo subtalâmico.
● Tem conexões nos dois sentidos com o globo pálido
através do circuito pálido-subtálamo-palidal, →
regulação da motricidade somática.
● Lesões provocam hemibalismo, caracterizada por
movimentos anormais das extremidades→ movimentos
muito violentos e muitas vezes não desaparecem nem
com o sono, podendo levar o doente à exaustão.
Em razão da importância de suas conexões com os núcleos da
base, alguns autores consideram o núcleo subtalâmico como
parte desses núcleos o que, do ponto de vista embriológico e
anatômico, não é correto.
Epitálamo
Localizado na parte superior e posterior do diencéfalo e contém
formações importantes→ habênula e a glândula pineal
● Habênula → situada de cada lado no trígono da habênula
e participa da regulação dos níveis de dopamina na via
mesolímbica, principal área do prazer do cérebro. →
pertence ao sistema límbico.
G. pineal
Glândula endócrina compacta constituída de um estroma de
tecido conjuntivo contendo também neuróglia e de células
secretoras denominadas pinealócitos.
● Ricas em serotonina → utilizada para a síntese da
melatonina.
Apresenta concreções calcárias que aumentam com a idade.
● Podem diminuir mas não impedem a produção de
melatonina.
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A pineal é muito vascularizada e seus capilares têm
fenestrações. Devido a isto ela não possui barreira
hematoencefálica, enquadrando-se entre os órgãos
circuventriculares
Sua inervação se dá por fibras simpáticas pós-ganglionares,
oriundas do gânglio cervical superior que entram no crânio pelo
plexo carotídeo e terminam em relação com os pinealócitos e
com os vasos. Esta inervação simpática tem importante papel na
regulação da melatonina.
Secreção de melatonina
● Síntese pelos pinealócitos a partir da serotonina
● Síntese ativada pela noradrenalina
● Durante o dia as fibras simpática têm pouca atividade e
os níveis de melatonina na pineal e na circulação são
muito baixos.
● Durante a noite, a inervação simpática da pineal é
ativada, liberando noradrenalina, e os níveis de
melatonina circulante aumentam cerca de dez vezes.
● Concentração obedece a ritmo circadiano, com pico
durante a noite.→ esse ritmo não é intrínseco à pineal,
→ decorre da atividade rítmica do núcleo
supraquiasmático do hipotálamo, transmitida à pineal
através da inervação simpática.
Funções:
● Antigonadotrópica → escuro estimula a pineal, que
aumenta sua ação inibidora sobre os testículos,
causando sua atrofia.
● Sincronização do ritmo circadiano de sono-vigília →
melatonina tem uma ação sincronizadora suplementar
sobre este ritmo agindo diretamente sobre os
neurônios do núcleo supraquiasmático que têm
receptores para melatonina. Esta ação é especialmente
importante quando há mudanças acentuadas no ciclo
natural de dia-noite.
● Regulação da glicemia→ inibe a secreção de insulina
● Regulação da morte celular por apoptose→ inibe o
aparecimento de células em apoptose enquanto os
corticoides ativam este processo.
● Ação antioxidante
● Regulação do sistema imune → aumenta as respostas
imunitárias agindo sobre as células do baço, timo,
medula óssea, macrófagos, neutrófilos e células T. →
não só pela melatonina da pineal mas pela produzida por
células do próprio sistema imunitário.
○ Efeito benéfico sobre vários processos
inflamatórios por mecanismos diversos de
atuação.
Núcleos da Base
Massas de substância cinzenta situadas na base do telencéfalo
→ claustrum, corpo amigdaloide (ou amígdala), núcleo caudado,
putâmen e globo pálido.
● Podem ser incluídas, também, mais duas estruturas: o
núcleo basal de Meynert e o núcleo accumbens
O claustrum está situado entre o putâmen e o córtex da ínsula,
tendo conexões recíprocas com praticamente todas as áreas
corticais, mas sua função é ainda enigmática.
O corpo amigdaloide e o núcleo accumbens são importantes
componentes do sistema límbico
Corpo estriado
Também chamado corpo estriado dorsal
Constituído pelo núcleo caudado, putâmen e globo pálido.
● Putâmen + globo pálido→ núcleo lentiforme.
Pode-se dividir o corpo estriado dorsal em uma parte recente,
neoestriado, ou striatum, que compreende o putâmen e o núcleo
caudado. Além de uma parte antiga, paleoestriado, ou pallidum,
constituída pelo globo pálido.
Globo pálido → divide-se em uma parte medial, o pálido medial e
outra lateral, o pálido lateral, com conexões diferentes.
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Muitas fibras ligam o núcleo caudado e o putâmen ao
globo pálido, e são elas que, ao convergir para o globo
pálido, lhe dão cor mais pálida
As estruturas do corpo estriado ventral pertencem ao sistema
límbico, e participam da regulação do comportamento emocional.
● Tem como principal componente o núcleo accumbens,
situado na união entre o putâmen e a cabeça do núcleo
caudado
Não tem conexões aferentes ou eferentes diretas com a medula
→ suas funções são exercidas por circuitos nos quais áreas
corticais de funções diferentes projetam-se para áreas
específicas do corpo estriado
● O corpo estriado liga-se ao tálamo e, através deste, às
áreas corticais de origem.
● Circuitos em alça corticoestriado-talamocorticais→ 5
tipos:
○ Circuito motor → regulação da motricidade
voluntária.
○ Circuito oculomotor → começa e termina no
campo ocular motor
○ Circuito pré-frontal dorsolateral → começa
na parte dorsolateral da área pré-frontal,
projeta-se para o núcleo caudado, daí para o
globo pálido, núcleo dorsomedial do tálamo e
volta ao córtex pré-frontal.
○ Circuito pré-frontal orbitofrontal → começa
e termina na parte orbitofrontal da área pré-
-frontal → manutenção da atenção e
supressão de comportamentos socialmente
indesejáveis
○ Circuito límbico → origina-se nas áreas
neocorticais do sistema límbico, em especial a
parte anterior do giro do cíngulo, projeta-se
para o estriado ventral em especial o núcleo
accumbens, daí para o núcleo anterior do
tálamo.→ processamento das emoções.
Circuito motor
● Origina-se nas áreas motoras do córtex e na área
somestésica e projeta-se para o putâmen de maneira
somatotópica
● A partir do putâmen pode seguir pela via direta ou
indireta
● Via direta → a conexão do putâmen se faz diretamente
com o pálido medial e deste para os núcleos ventral
anterior (VA) e ventral lateral (VL) do tálamo de onde
se projetam para as mesmas áreas motoras de origem.
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Putâmen inibe o pálido medial, cessa a inibição
deste sobre o tálamo resultando ativação do
córtex e facilitação dos movimentos
● Via indireta → a conexão é com o pálido lateral, que
projeta-se para o núcleo subtalâmico e deste para o
pálido medial. → Do pálido medial, seguido do tálamo e
córtex como na via direta.
○ Oposto da direta🙂
● Há um circuito subsidiário ligado a esse sitema, no qual
o putâmen mantém conexões recíprocas com a
substância negra. → fibras nigroestriatais são
dopaminérgicase exercem ação modulatória sobre o
circuito motor.
○ Excitatória na via direta e inibitória na via
indireta. → no putâmen existem dois tipos de
receptores de dopamina, D1 excitador e D2
inibidor
● Nas duas vias o pálido medial mantém uma inibição
permanente dos dois núcleos talâmicos resultando em
inibição das áreas motoras do córtex.
● A ação excitatória das fibras dopaminérgicas
nigroestriatais sobre o putâmen também inibe o pálido
medial, com efeito semelhante ao de via direta, ou seja,
há ativação dos núcleos talâmicos, resultando ativação
do córtex motor, com facilitação dos movimentos
Clínica
Funções do corpo estriado
● Atividade tônica inibitória das eferências do pálido
medial é um freio permanente para movimentos
indesejados. → A necessidade de realizar um
movimento interromperia este freio tônico, permitindo
liberação do comando motor ordenado pelo córtex
cerebral.
● Núcleos da base→ preparação de programas motores
e execução automática dos já aprendidos.
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● As aferências da via indireta freiam ou suavizam o
movimento, enquanto a direta o facilitaria e ambas
participariam na gradação de amplitude e velocidade do
movimento.
● O comportamento motor normal depende do equilíbrio
entre a atividade das vias direta e indireta.
Disfunções
● Hemibalismo
● Doença de Parkinson→ tremor, rigidez e bradicinesia.
○ perda da aferência dopaminérgica para o
estriado leva à diminuição de atividade da via
direta, onde a dopamina tem ação excitatória,
e ao aumento na via indireta, onde a dopamina
tem ação inibitória. A diferença das ações da
dopamina nos dois circuitos deve-se ao fato
de que no circuito direto o receptor é D 1
ativador e no circuito indireto D2 inibitório,
devido às diferentes ações da dopamina nas
duas vias. Estas alterações levam ao aumento
na atividade do pálido medial e consequente
aumento da inibição dos neurônios
talamocorticais, ocasionando os sintomas
hipocinéticos característicos da doença.
● Coreia de Sydenham
● Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) →
comprometimento dos 2 circuitos pré-frontais
Substância Branca do Cérebro
Também chamada de centro branco medular, aparece como uma
área de forma oval em cortes horizontais → centro semioval
para cada hemisfério.
● Constituído de fibras mielínicas, que podem ser
classificadas em dois grandes grupos: fibras de
projeção e de associação.
○ De projeção → ligam o córtex a centros
subcorticais
○ De associação → ligam áreas corticais
situadas em pontos diferentes do cérebro. →
podem ser divididas em intra-hemisféricas e
inter-hemisféricas
Fibras de associação
intra-hemisféricas
Conforme o tamanho, classificam-se em curtas ou longas.
● Curtas associam áreas vizinhas do córtex → também
chamadas de fibras arqueadas do cérebro ou fibras em
U devido a sua disposição
● Longas→ unem-se em fascículos
○ Do cíngulo → percorre o giro mesmo nome,
unindo o lobo frontal ao temporal, passando
pelo lobo parietal
○ Longitudinal superior → também denominado
fascículo arqueado, liga os lobos frontal,
parietal e occipital pela face superolateral de
cada hemisfério → papel importante na
linguagem → estabelece conexão entre as
áreas anterior e posterior da linguagem →
lobo frontal e na junção dos lobos temporal e
parietal.
○ Longitudinal inferior → une o lobo occipital ao
lobo temporal
○ Unciforme → liga o lobo frontal ao temporal,
passando pelo fundo do sulco lateral
Fibras de associação
inter-hemisféricas
Tbm chamadas de comissurais, por conectar áreas simétricas→
agrupam-se para formar as três comissuras do telencéfalo →
comissura do fórnix, comissura anterior e corpo caloso
Comissura do fórnix
● Pouco desenvolvida no homem
● Formada por fibras que se dispõem entre as duas
pernas do fórnix e estabelecem conexão entre os dois
hipocampos;
Comissura anterior
● Tem uma porção olfatória, que liga bulbos e tratos
olfatórios, e uma porção não olfatória, que estabelece
união entre os lobos temporais.
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Corpo caloso
● Maior das comissuras telencefálicas é também o maior
feixe de fibras do sistema nervoso.
● Estabelece conexão entre áreas corticais simétricas
dos 2 hemisférios, com exceção daquelas do lobo
temporal, que são unidas principalmente pelas fibras da
comissura anterior.
● Permite a transferência de conhecimentos e
informações de um hemisfério para o outro →
funcionamento harmônico.
Fibras de Projeção
Agrupam-se para formar o fórnix e a cápsula interna.
Fórnix → liga o hipocampo aos núcleos mamilares do hipotálamo
e está relacionado com a memória
Cápsula interna → grande feixe de fibras que separa o tálamo,
situado medialmente, do núcleo lentiforme, situado lateralmente.
● Acima do núcleo lentiforme, a cápsula interna continua
com a coroa radiada e baixo, com a base do pedúnculo
cerebral.
● 3 partes
○ Perna anterior → entre a cabeça do núcleo
caudado e o núcleo lentiforme
○ Perna posterior → entre o tálamo e o núcleo
lentiforme;
○ Joelho→ no ângulo entre essas duas partes.
● Passa a maioria das fibras que saem ou entram no
córtex cerebral.
● As fibras que passam na cápsula interna e se dirigem ao
córtex vêm do tálamo, sendo denominadas radiações.
→ óptica e auditiva.
○ Não estão misturadas e têm posições bem
definidas na cápsula interna, podendo ser
lesadas separadamente, o que determina
quadros clínicos diferentes.
● As fibras do trato corticonuclear ocupam o joelho da
cápsula interna, sendo seguidas, já na perna posterior,
das fibras do trato corticoespinhal e das radiações
talâmicas que levam ao córtex a sensibilidade somática
geral.
● As radiações óptica e auditiva também passam na perna
posterior → na porção situada abaixo do núcleo
lentiforme
● Lesões da cápsula interna→AVC
🚨 Entre as fibras originadas no córtex, temos os tratos
corticoespinhal, corticonuclear e corticopontino, além das fibras
corticorreticulares e corticoestriatais.
Estrutura Cortical do Cérebro
Fina camada de substância cinzenta que reveste o centro branco
medular do cérebro ou centro semioval.
● Chegam impulsos provenientes de todas as vias da
sensibilidade, que aí se tornam conscientes e são
interpretadas.
● Saem os impulsos nervosos que iniciam e comandam os
movimentos voluntários e que estão relacionados
também com os fenômenos psíquicos.
Citoarquitetura
Existem neurônios, células neurogliais e fibras.
● As células da neuróglia cortical não têm nenhuma
característica especial.
● Os neurônios e as fibras distribuem-se de vários
modos, em várias camadas, sendo a estrutura do córtex
cerebral muito complexa e heterogênea.
2 tipos de córtex→ isocórtex e alocórtex.
● Isocórtex→ 6 camadas
● Alocórtex → número de camadas varia mas é sempre
<6.
Camadas do isocórtex de fora p/ dentro
I. Molecular
II. Granular externa
III. Piramidal externa
IV. Granular interna
V. Piramidal interna (ou ganglionar)
VI. De células fusiformes (ou multiforme)
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Camada molecular
● Situada na superfície do córtex
● Rica em fibras de direção horizontal
● Contém poucos neurônios.
🤔 Nas demais camadas predomina o tipo de neurônio que lhes
dá o nome.→ São três os principais neurônios do córtex:
● Células granulares ou estreladas → possuem
dendritos que se ramificam próximo ao corpo celular, e
um axônio que pode estabelecer conexões com células
das camadas vizinhas.
○ Principal interneurônio cortical →
estabelecem conexão com os demais
neurônios do córtex.
○ Principais células receptoras do córtex
cerebral.
○ Existem em todas as camadas, mas
predominam nas camadas granular interna e
externa
● Células piramidais→ forma piramidal do corpo celular.
○ Podem ser pequenas, médias, grandes ou
gigantes.
○ As células piramidais gigantes são
denominadas células de Betz e ocorrem
apenas na área motora situada no giro
pré-central.
○ Possuem dois tipos de dendritos, apicais e
basais.
■ Apical destaca-se do ápice da
pirâmide, dirige-seàs camadas mais
superficiais, onde termina.
■ Basais, mais curtos, distribuem-se
próximo ao corpo celular.
○ Axônio de direção descendente → ganha a
substância branca como fibra eferente do
córtex
○ Existem em todas as camadas, predominando,
nas camadas piramidal externa e interna, que
são consideradas camadas
predominantemente efetuadoras;
● Células fusiformes → possuem um axônio
descendente, que penetra no centro branco medular→
células efetuadoras.
○ Predominam na VI camada, ou camada de
células fusiformes
As fibras que saem ou que entram no córtex cerebral podem ser
de associação ou de projeção.
● Projeção aferentes → podem ter origem talâmica (tem
+) ou extratalâmica.
○ Extratalâmicas são dos sistemas modulatórios
de projeção difusa → monoaminérgicas ou
colinérgicas→ distribuem a todo o córtex.
○ Oriundas dos núcleos talâmicos inespecíficos
também se distribuem a todo o córtex, sobre o
qual exercem ação ativadora, como parte do
SARA.
■ As radiações talâmicas originadas
nos núcleos específicos do tálamo
terminam na camada IV, granular
interna. → muito desenvolvida nas
áreas sensitivas do córtex.
● Projeção eferentes → estabelecem conexões com
centros subcorticais, originam-se em sua grande
maioria na camada V, piramidal interna, e são axônios
das células piramidais aí localizadas.
○ A camada V é muito desenvolvida nas áreas
motoras do córtex.
📜 Em síntese → camada IV é a camada receptora de projeção,
e a camada V, efetuadora de projeção.
● As demais camadas corticais são predominantemente
de associação e seus axônios ligam-se a outras áreas
do córtex, passando pelo centro branco medular.
Classificação das áreas
corticais
O córtex cerebral não é homogêneo em toda sua extensão,
permitindo a individualização de várias áreas, o que pode ser
feito com critérios anatômicos, citoarquiteturais, filogenéticos e
funcionais.
Anatômica
● Baseia-se na divisão do cérebro em sulcos, giros e
lobos.
● Não corresponde a uma divisão funcional ou estrutural,
○ Faz exceção o córtex do lobo occipital, que se
liga às vias visuais.
Citoarquitetural
● Vários mapas de divisão.
● A divisão mais aceita é a de Brodmann, que identificou
52 áreas designadas por números.
● Utilizadas na clínica e na pesquisa médica.
● Atualmente, algumas dessas áreas foram subdivididas
para melhor se adequarem aos achados funcionais.
51
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● As diversas áreas corticais podem ser classificadas em
grupos maiores, de acordo com suas características
comuns:
No isocórtex homotípico, as seis camadas corticais são sempre
individualizadas com facilidade. Já no isocórtex heterotípico, as
seis camadas não podem ser claramente individualizadas no
adulto, uma vez que a estrutura laminar típica, encontrada na
vida fetal, é mascarada pela grande quantidade de células
granulares ou piramidais que invadem as camadas II a VI. Assim,
no isocórtex heterotípico granular, característico das áreas
sensitivas, há enorme quantidade de células granulares que
invadem, inclusive, as camadas piramidais (III e V), com o
desaparecimento quase completo das células piramidais. Já no
isocórtex heterotípico agranular, característico das áreas
motoras, há considerável diminuição de células granulares e
enorme quantidade de células piramidais que invadem, inclusive,
as camadas granulares (II e IV).
O isocórtex ocupa 90% da área cortical e corresponde ao
neocórtex→ filogeneticamente recente.
Filogenética:
● Arquicórtex, paleocórtex e neocórtex.
● Arquicórtex→ localizado no hipocampo
● Paleocórtex ocupa o úncus e parte do giro
para-hipocampal. → o sulco rinal separa o paleocórtex,
situado medialmente, do neocórtex, situado
lateralmente.
● Todo o resto do córtex classifica-se como neocórtex.
Funcional
● Lobo frontal (área de Broca)→ linguagem falada.
● As localizações funcionais devem ser consideradas
como especializações funcionais de determinadas áreas
e não como compartimentos funcionais isolados e
estanques.
● Do ponto de vista funcional, as áreas corticais podem
ser classificadas em áreas de projeção e áreas de
associação.
● Projeção → recebem ou dão origem a fibras
relacionadas diretamente com a sensibilidade e com a
motricidade.→ consideradas áreas primárias
● As demais áreas são consideradas de associação e, de
modo geral, estão relacionadas ao processamento mais
complexo de informações. → Podem ser divididas em
secundárias e terciárias.
○ Secundárias são unimodais → relacionadas,
indiretamente, com determinada modalidade
sensorial ou com a motricidade.→Aferências
de uma área de associação unimodal se fazem
predominantemente com a área primária de
mesma função.
■ As áreas de associação motoras,
localizadas rostralmente à área
motora primária, estão envolvidas
com a programação de movimentos
que são transmitidos para a área
primária para execução.
○ Terciárias são supramodais → não se ocupam
diretamente com as modalidades motora ou
sensitiva das funções cerebrais → envolvidas
com atividades psíquicas superiores. →
Mantêm conexões com várias áreas unimodais
ou com outras áreas supramodais, ligam
informações sensoriais ao planejamento motor
e são o substrato anatômico das funções
corticais superiores, como pensamento,
memória, processos simbólicos, tomada de
decisões, percepção e ação direcionadas a um
objetivo, o planejamento de ações futuras.
52
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
■ A + importante é a área pré-frontal,
que corresponde às partes não
motoras do lobo frontal.
🤔 Para entender o significado funcional dessas áreas de
associação, especialmente das secundárias, cabe descrever os
processos mentais envolvidos na identificação de um objeto →
tipo identificar uma bola quando tá de olho fechado u
● A área de projeção é a área somestésica primária S1
que registra as qualidades táteis da bola, em especial
sua forma. → isso não permite sua identificação, o que
é feito na área de associação somestésica secundária
(S2), que vai comparar a forma da bola com o conceito
de bola registrado na memória, o que permite sua
identificação.
● Área primária é responsável pela sensação, e a
secundária, pela interpretação desta sensação.
● Agnosias são quadros clínicos nos quais há perda da
capacidade de reconhecer objetos por lesões das áreas
corticais secundárias, apesar das vias sensoriais e as
áreas corticais primárias estarem normais.
○ Distinguem-se agnosias visuais auditivas e
somestésicas, estas últimas geralmente táteis.
Anatomia Funcional do Córtex Cerebral
Áreas Sensitivas
→Distribuídas nos lobos parietal, temporal e occipital
● No homem, as áreas visuais são as mais importantes e
ocupam a maior parte do lobo occipital.
Podem ser divididas em:
● Primárias → de projeção → sensação do estímulo
recebido
● Secundárias → de associação → percepção de
características específicas desse estímulo.
Sensibilidade tátil
Área somestésica primária (S1)
● Giro pós-central→ áreas 3, 1 e 2 de Brodmann
○ 3→ fundo do sulco central
○ 1 e 2→ superfície do giro pós-central
● Chegam radiações talâmicas que se originam nos
núcleos ventral posterolateral e ventral posteromedial
do tálamo → trazem impulsos relacionados a
temperatura, dor, pressão, tato e propriocepção
consciente da metade oposta do corpo.
● Existe correspondência entre partes do corpo e partes
da área somestésica (somatotopia) → Homúnculo
sensitivo/de Penfield
🤔 Lesões da área somestésica podem ocorrer como
consequência de acidentes vasculares cerebrais que
comprometem as artérias cerebral média ou cerebral anterior.
→ perda da sensibilidade discriminativa do lado oposto à lesão.
● Perda da capacidade de discriminar dois pontos,
perceber movimentos de partes do corpo ou
reconhecer diferentes intensidades de estímulo.
● Distingue as modalidades de estímulo, mas ñ localiza a
parte do corpo tocada, nem distingue graus de
temperatura, peso e textura dos objetos tocados. →
Perda da estereognosia
53
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA● Sensibilidade grosseira/protopática, como o tato não
discriminativo e a sensibilidade térmica e dolorosa,
permanecem praticamente inalteradas → se tornam
conscientes em nível talâmico
Área somestésica secundária(S2)
● Lobo parietal superior→ atrás da primária
○ Áreas 5 e 7 de Brodmann
● Lesão causa agnosia tátil
Visão
Área visual primária (V1)
● Lábios do sulco calcarino → área 17 de Brodmann →
córtex estriado.
● Local onde chegam as fibras do trato
genículo-calcarino originadas no corpo geniculado
lateral.
● A metade superior da retina projeta-se no lábio
superior do sulco calcarino, e a metade inferior, no lábio
inferior.
● A parte posterior da retina (onde se localiza a mácula)
projeta-se na parte posterior do sulco calcarino,
enquanto a parte anterior projeta-se na porção
anterior deste sulco.
● Existe correspondência perfeita entre retina e córtex
visual (retinotopia).
● O córtex primário Vl , mostra, principalmente, o
contorno dos objetos, resultando um esboço primitivo
que é aperfeiçoado nas áreas visuais secundárias.
Áreas visuais secundárias
● Áreas de associação unimodais → relacionadas
somente à visão
● Áreas 18 e 19 de Brodmann, mas tbm se estendem a
quase todo o lobo temporal, correspondendo às áreas
20, 21 e 37 e a uma pequena parte do lobo parietal.
● V2, V3, V4 e VS. → unidas por duas vias corticais
originadas em V l
○ Dorsal → dirigida à parte posterior do lobo
parietal → áreas para percepção de
movimento, de velocidade e representação
espacial dos objetos.
○ Ventral → que une as áreas visuais do lobo
temporal → áreas específicas para percepção
de cores, reconhecimento de objetos e
reconhecimento de faces.
● Lesão→ agnosias
🤔Ventral determina o que o objeto é, e a dorsal, onde ele está,
se está parado ou em movimento.
Audição
Área auditiva primária (AI)
● Situada no giro temporal transverso anterior (giro de
Heschl)
● Corresponde às áreas 41 e 42 de Brodmann
● Convergência de fibras da radiação auditiva, que se
originam no corpo geniculado medial.
● Lesões unilaterais causam déficits auditivos
pequenos→ ao contrário das demais vias da
sensibilidade, a via auditiva não é totalmente cruzada.
● Representação tonotópica → sons de determinada
frequência projetam-se em partes específicas desta
área, o que implica correspondência dessas partes com
as partes da cóclea.
Área auditiva secundária (A2)
● Lobo temporal→ área 22 de Brodmann→ adjacente à
área auditiva primária
● Função pouco conhecida → possivelmente está
associada a alguns tipos especiais de informação
auditiva.
54
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Equilíbrio, olfato e gustação
Área vestibular
● Lobo parietal → pequena região próxima ao território
da área somestésica correspondente à face.
● Apreciação consciente da orientação no espaço.
Área olfatória
● Parte anterior do úncus e do giro parahipocampal, →
córtex piriforme.
● Certos casos de epilepsia local do úncus causam
alucinações olfatórias → doentes se queixam de
cheiros, em geral desagradáveis, que na realidade não
existem. → crises uncinadas→ podem ter apenas essa
sintomatologia subjetiva ou completar-se com uma
crise epiléptica do tipo "grande mal".
Área gustativa primária
● Parte posterior da ínsula. → isocórtex heterotípico
granular.
● Visão ou mesmo o pensamento em um alimento
saboroso ativa a área gustativa da ínsula.
● Existem neurônios sensíveis não só ao paladar, mas
também ao olfato e à sensibilidade somestésica da boca
→ capaz de avaliar a importância biológica dos
estímulos intraorais.
Área gustativa secundária
● Foi recentemente identificada na região orbitofrontal
da área pré-frontal, recebendo aferências da ínsula
Áreas motoras
→ A motricidade voluntária só é possível porque as áreas
corticais que controlam o movimento recebem constantemente
informações sensoriais.
● A decisão de executar um determinado movimento
depende da integração entre os sistemas sensoriais e
motor.
O objetivo do movimento é determinado pelo córtex pré-frontal,
que passa sua decisão às áreas motoras do córtex → área
motora primária (Ml) e as áreas secundárias pré-motora e
motora suplementar.
Área motora primária (M1)
● Ocupa a parte posterior do giro pré-central→ área 4
de Brodmann. → menor limiar para desencadear
movimentos com a estimulação elétrica, e determina
movimentos de grupos musculares do lado oposto.
● Isocórtex heterotípico agranular → presença das
células piramidais gigantes ou células de Betz.
● Somatotopia tbm pelo homúnculo de Penfield, só que
dessa vez motor → Pode sofrer modificações
decorrentes do aprendizado e de lesões.
As principais conexões aferentes da área motora são com o
tálamo, através do qual recebe informações do cerebelo e dos
núcleos da base, com a área somestésica e com as áreas
pré-motora e motora suplementar.
A área 4 dá origem a grande parte das fibras dos tratos
corticoespinhal e corticonuclear → responsáveis pela
motricidade voluntária, especialmente na musculatura distal dos
membros.
Áreas motoras secundárias
Área pré-motora
● Lobo frontal, adiante da área motora primária 4
● Ocupa toda a extensão da área 6 de Brodmann, situada
na face lateral do hemisfério
● Menos excitável que a área motora primária, exigindo
correntes elétricas mais intensas para que se
obtenham respostas motoras.
● As respostas obtidas são menos localizadas do que as
que se obtêm por estímulo da área 4, e envolvem
grupos musculares maiores, como os do tronco ou da
base dos membros.
● Lesões da área pré-motora → paresia → impede o
paciente de elevar completamente o braço ou a perna.
55
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Origina a via córtico-retículo-espinhal → coloca o
corpo, especialmente a musculatura proximal dos
membros, em uma postura básica preparatória para a
realização de movimentos mais delicados, a cargo da
musculatura distal dos membros.
● Integra o sistema de neurônios-espelhos.
● Projeta-se, também, para a área motora primária e
recebe aferências do cerebelo (via tálamo) e de várias
áreas de associação do córtex.
● Função mais importante da área pré-motora está
relacionada com planejamento motor.
Área motora suplementar
● Ocupa a parte da área 6, situada na face medial do giro
frontal superior.
● Suas principais conexões são com o corpo estriado, via
tálamo, com a área motora primária e com a área
pré-frontal.
● Função mais importante é o planejamento motor, de
sequências complexas de movimentos, para o que são
importantes suas amplas conexões aferentes com o
corpo estriado, que também está envolvido.
Planejamento motor
Na execução de um movimento, há uma etapa de planejamento, a
cargo das áreas motoras secundárias, e uma etapa de execução
pela área M 1.
→ Planejamento envolve a escolha dos grupos musculares a
serem contraídos em função da trajetória, da velocidade e da
distância a ser percorrida pelo ato motor → informações são
passadas à área M1, que executa o planejamento motor feito
pelas áreas pré-motora ou motora suplementar.
● Participam do planejamento motor o cerebelo, cujo
núcleo denteado também é ativado antes de M1, e a
alça esqueletomotora estriato-tálamo-cortical.
A iniciativa de fazer o planejamento visando realizar um gesto é
da área pré-frontal → área supramodal relacionada com a
tomada de decisões.
● Decide depois de avaliar todas as implicações do gesto,
como este deve ser feito e passar esta "decisão" para
as áreas pré-motora ou motora suplementa.
Lesões das áreas motoras secundárias resultam em apraxias,→
perda da capacidade de fazer gestos simples como escovar os
dentes ou abotoar a camisa, apesar de não estar paralítica.
● Área motora primária está pronta para fazer o gesto,
mas não sabe como fazê-lo.
🚨 As duas áreas motoras secundárias nunca são ativadas
conjuntamente.
● Área motora suplementar é ativada quando o gesto
decorre de "decisão" do próprio córtex pré-frontal,
● Quando o gesto decorre de uma influência externa,
como, por exemplo, o comando de alguémpara que o
gesto seja feito, a ativação será do córtex pré-frontal.
Para elaboração do plano motor, a área motora suplementar
também recebe informações do cerebrocerebelo, através da via
dento-talâmico-cortical, e dos núcleos da base, através da alça
motora.
Concluído o plano motor, passa-se à execução, a cargo dos
tratos corticoespinhal, para músculos distais dos membros, e
retículo-espinhal, para músculos proximais.
Sistema de
neurônios-espelhos
Neurônio espelho é um tipo de neurônio que é ativado, não só
quando um indivíduo faz um ato motor específico como estender
a mão para pegar um objeto, mas também quando ele vê outro
indivíduo fazendo a mesma coisa.
● Frontoparietal →, ocupa parte da área pré-motora e
estende-se à parte inferior do lobo parietal.
● Há uma distribuição somatotópica semelhante à
observada na área motora primária.
Os neurônios-espelhos têm ação moduladora da excitabilidade
dos neurônios responsáveis pelo ato motor observado,
facilitando sua execução.
● Estão na base da aprendizagem motora por imitação.
56
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Papel importante na aprendizagem motora de crianças
pequenas.
Áreas de associação
terciária
Ocupam o topo da hierarquia funcional do córtex cerebral.
● São supramodais → não se relacionam isoladamente
com nenhuma modalidade sensorial.
● Recebem e integram as informações sensoriais já
elaboradas por todas as áreas secundárias e são
responsáveis também pela elaboração das diversas
estratégias comportamentais.
Área pré-frontal
→Compreende a parte anterior não motora do lobo frontal.
● Ocupa cerca de 1/4 da superfície do córtex cerebral.
🔌 Tem conexões com quase todas as áreas corticais, vários
núcleos talâmicos, em especial o núcleo dorsomedial, amígdala,
hipocampo, núcleos da base, cerebelo, tronco encefálico, além
das projeções monoaminérgicas dos sistemas modulatórios de
projeção difusa.
● Permitem exercer funções coordenadoras das funções
neurais → principal responsável por nosso
comportamento inteligente.
Área pré-frontal dorsolateral
● Ocupa a superfície anterior e dorsolateral do lobo
frontal.
● Liga-se ao corpo estriado (putâmen) integrando o
circuito córtico-estriado-talâmico-cortical. →
funções executivas que envolvem o planejamento
execução das estratégias comportamentais mais
adequadas à situação fisica e social do indivíduo, assim
como capacidade de alterá-las quando tais situações se
modificam.
○ Envolve também a avaliação das
consequências dessas ações, planejamento e
organização, com inteligência, de ações e
soluções de problemas novos.
● Responsável pela memória operacional → memória de
curto prazo, temporária e suficiente para manter na
mente as informações relevantes para a conclusão de
uma atividade que está em andamento.
Área pré-frontal orbitofrontal
● Ocupa a parte ventral do lobo frontal adjacente às
órbitas compreendendo os giros orbitários.
● Projeta-se para o núcleo caudado que, por sua vez se
projeta para o globo pálido, a seguir para o núcleo
dorsomedial do tálamo que se projeta para a área
pré-frontal orbitofrontal fechando o circuito. E
● Envolvido no processamento das emoções, supressão
de comportamentos socialmente indesejáveis,
manutenção da atenção.
Área Parietal Posterior
Giros supramarginal, área 40, e angular, área 39,
estendendo-se também às margens do sulco temporal superior
e parte do lóbulo parietal superior
● Entre as áreas secundárias auditiva, visual e
somestésica → centro que integra informações
recebidas dessas três áreas.
Reúne informações já processadas de diferentes modalidades
para gerar uma imagem mental completa dos objetos sob a forma
de percepções, podendo reunir, além da aparência do objeto, seu
cheiro, som, tato, seu nome.
● Envolvida não somente na sensação somática, mas na
visual, possibilitando a ligação de elementos de uma
cena visual em um conjunto coerente.
Participa também no planejamento de movimentos e na atenção
seletiva.
Importante para a percepção espacial, permitindo ao indivíduo
determinar as relações entre os objetos no espaço extrapessoal.
😷 Em lesões bilaterais, o doente fica incapaz de explorar o
ambiente e alcançar objetos de interesse.
Permite também que se tenha uma imagem das partes
componentes do próprio corpo e sua relação com o espaço →
área do esquema corporal.
● Desorientação espacial generalizada → faz com que o
paciente não mais consiga deslocar-se de casa para o
trabalho e, nos casos mais graves, nem mesmo
dirigir-se de uma cadeira para a cama.
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Quadro clínico mais característico das lesões da área parietal
posterior, em especial de sua parte parietal inferior, é a chamada
síndrome de negligência ou síndrome de inatenção
● Se manifesta nas lesões do lado direito→ hemisfério +
relacionado com os processos visuoespaciais.
● Ocorre uma negligência sensorial do mundo
contralateral.
● Pode-se considerar um quadro de negligência em
relação ao próprio corpo ou ao espaço exterior. No
primeiro caso, o paciente perde a noção do seu
esquema corporal, deixa de perceber a metade
esquerda de seu corpo como fazendo parte do seu "eu",
e passa a negligenciá-la.
● No caso da síndrome de negligência em relação ao
espaço peri e extrapessoal, que pode ser concomitante
com o quadro anterior, o paciente passa a agir como se
do lado esquerdo o mundo deixasse de existir de
qualquer forma significativa para ele. Assim, ele só
escreve na metade direita do papel, só lê a metade
direita das sentenças e só come o alimento colocado no
lado direito do prato.
Córtex insular
O córtex insular posterior é isocórtex heterotípico granular,
característico das áreas de projeção primárias, no caso, as áreas
gustativa e sensoriais viscerais.
O córtex insular anterior é isocórtex homótipo, característico
das áreas de associação.→ funções:
● Empatia → capacidade de se identificar com outras
pessoas e perceber e se sensibilizar com seu estado
emocional.
● Conhecimento da própria fisionomia como diferente da
dos outros.
● Sensação de nojo na presença ou simplesmente com
imagens de fezes, vômitos, carniça e outra situação
considerada nojenta.
● Percepção dos componentes subjetivos das emoções.
→ permite ao indivíduo sentir as emoções é também
exercida por algumas outras áreas corticais e
subcorticais do sistema límbico
Áreas límbicas
As áreas corticais límbicas compreendem áreas de alocórtex
(hipocampo, giro denteado, giro para-hipocampal), de
mesocórtex (giro do cíngulo) e isocórtex (ínsula anterior) e a área
pré-frontal orbitofrontal.
● Memória e as emoções.
● No caso do giro do cíngulo essas duas funções ocorrem
em regiões diferentes.
O cíngulo anterior que ocupa o 1/3 anterior do giro do cíngulo,
relaciona-se com as emoções e a parte posterior, que
corresponde aos 2/3 restantes, relaciona-se com a memória.
Linguagem
Participam da linguagem verbal áreas corticais e subcorticais.
● Córtex cerebral tem o papel mais importante.
Área anterior da linguagem→ área de Broca
● Expressão da linguagem.
● Situa-se nas partes opercular e triangular do giro
frontal inferior, correspondendo à área 44 e parte da
área 45 de Brodmann.
● Responsável pela programação da atividade motora
relacionada com a expressão da linguagem.
● Palavra falada
Área posterior da linguagem
● Situa-se na junção entre os lobos temporal e parietal e
corresponde à parte mais posterior da área 22 de
Brodmann
● Conhecida também como área deWernicke
● Relacionada com a percepção da linguagem.
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
As 2 áreas estão ligadas pelo fascículo longitudinal superior ou
fascículo arqueado, através do qual, informações relevantes para
a correta expressão da linguagem passam da área de Wernicke
para a área de Broca.
● A leitura e a escrita também dependem destas duas
áreas. → Informações passariam do córtex visual para
a área deWernicke.
Lesões dessas áreas dão origem a distúrbios de linguagem →
afasias.
● Perturbaçõesda linguagem não podem ser atribuídas a
lesões das vias sensitivas ou motoras envolvidas na
fonação, mas apenas a lesão das áreas corticais de
associação responsáveis pela linguagem.
● Motora ou de expressão→ lesão na área de Broca;
○ Indivíduo é capaz de compreender a linguagem
falada ou escrita, mas tem dificuldade de se
expressar adequadamente, falando ou
escrevendo. Nos casos mais comuns, ele
consegue apenas produzir poucas palavras
com dificuldade, e tende a produzir as frases,
seja falando ou escrevendo, de maneira
telegráfica
● Sensitiva ou de percepção → em que a lesão na área
deWernicke.
○ Compreensão da linguagem, tanto falada como
escrita, é muito deficiente.
● Lesão do giro angular pode causar um tipo de afasia
denominado dislexia, dificuldade de ler, que pode estar
acompanhada de disgrafia, ou dificuldade de escrever.
Assimetria das
funções corticais
Afasias estão quase sempre associadas a lesões no hemisfério
esquerdo e lesões do lado direito só excepcionalmente causam
distúrbios da linguagem.
● Do ponto de vista funcional, os hemisférios cerebrais
não são simétricos e que na maioria dos indivíduos as
áreas da linguagem estão localizadas do lado esquerdo.
● Mesmo a linguagem de sinais, que depende de
informações visomotoras, situa-se no hemisfério
esquerdo. → mais importante do ponto de vista da
Linguagem e do raciocínio matemático
● Direito é "dominante" no que diz respeito ao
desempenho de certas habilidades artísticas, como
música e pintura, à percepção de relações espaciais, à
atenção visuoespaciais e ao reconhecimento da
fisionomia das pessoas.
O que existe é uma especialização dos hemisférios.
A assimetria funcional dos hemisférios cerebrais se manifesta
apenas nas áreas de associação, uma vez que o funcionamento
das áreas de projeção, tanto motoras como sensitivas, é igual
dos dois lados.
Assimetria é também anatômica.
● Na maioria das vezes a área de Wemicke é maior à
esquerda do que à direita.
Relações entre dominância cerebral na linguagem e o uso
preferencial da mão.
● Em 96% dos destros, o hemisfério dominante é o
esquerdo, mas, nos indivíduos canhotos ou ambidestros,
esse valor cai para 70%.
● Em 15%, o hemisfério da linguagem é o direito e em 15%
a sua localização não está bem estabelecida. → Em um
canhoto, é mais dificil prever o lado em que se localizam
os centros da linguagem.
A assimetria funcional entre os dois hemisférios toma mais
importante o papel do corpo caloso de transmitir informações
entre eles.
● Isso ficou provado pelo estudo de pacientes em que
essa comissura foi seccionada cirurgicamente para
melhorar certos quadros de epilepsia. Esses indivíduos
não têm nenhum distúrbio sensitivo ou motor evidente.
Entretanto, são incapazes de descrever um objeto
colocado em sua mão esquerda, embora possam fazê-lo
quando o objeto é colocado na mão direita. Nesse caso,
as impressões sensoriais do objeto chegam ao
hemisfério esquerdo, onde estão as áreas da linguagem,
o que permite a descrição do objeto. Já no caso em que
o objeto é colocado na mão esquerda, os impulsos
sensoriais chegam ao hemisfério direito, onde não
existem áreas da linguagem. Como estão lesadas as
fibras do corpo caloso, que, no indivíduo normal,
transmitem as informações aos centros da linguagem
do hemisfério esquerdo, o indivíduo, apesar de
reconhecer o objeto, é incapaz de descrevê-lo.
Sistema Límbico
→ As emoções estão relacionadas com áreas específicas do
cérebro que, em conjunto, constituem o sistema límbico.
→ Algumas dessas áreas estão relacionadas também com a
motivação, em especial com os processos motivacionais
primários → estados de necessidade ou de desejo essenciais à
59
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
sobrevivência da espécie ou do indivíduo, tais como fome, sede e
sexo.
😢 As áreas encefálicas ligadas ao comportamento emocional
também controlam o sistema nervoso autônomo.
Pode ser conceituado como um conjunto de estruturas corticais
e subcorticais interligadas morfologicamente e funcionalmente,
relacionadas com as emoções e a memória.
Do ponto de vista anatômico, o sistema límbico tem como centro
o lobo límbico e as estruturas com ele relacionadas.
Do ponto de vista funcional, pode-se distinguir dois
subconjuntos de estruturas, ligadas às emoções e à memória:
Componentes emocionais
Córtex cingular anterior
● Relaciona-se com o processamento das emoções.
● Mais delgado em pacientes com depressão crônica
● Em paciente com depressão severa, refratária a
medicamentos, os sintomas desaparecem com
estimulação elétrica do córtex cingular anterior.
Córtex insular anterior
Córtex pré-frontal orbitofrontal
● Somente a área orbitofrontal, está envolvida no
processamento das emoções
● Tem conexões com o corpo estriado e com o núcleo
dorsomedial do tálamo integrando o circuito em alça
orbitofrontal - estriado - tálamo - cortical.
Hipotálamo
● Raiva, medo, placidez, agressividade
● Papel preponderante como coordenador das
manifestações periféricas das emoções, através de
suas conexões com o sistema nervoso autônomo.
Área septal
● Situada abaixo do rostro do corpo caloso,
anteriormente à lâmina terminal e à comissura anterior.
● Compreende grupos de neurônios de disposição
subcortical que se estendem até a base do septo
pelúcido, conhecidos como núcleos septais.
● Tem conexões amplas e complexas → projeções para a
amígdala, hipocampo, tálamo, giro do cíngulo, hipotálamo
e formação reticular, através do feixe prosencefálico
medial. → Através deste feixe recebe fibras
dopaminérgicas da área tegmentar ventral e faz parte
do sistema mesolímbico ou sistema de recompensa do
cérebro
● Tbm é um dos centros de prazer no cérebro e sua
estimulação provoca euforia.
● A destruição da área septal resulta em reação anormal
aos estímulos sexuais e à raiva.
Núcleo Accumbens
● Situado entre a cabeça do núcleo caudado e o putâmen
● Faz parte do corpo estriado ventral.
● Recebe aferências dopaminérgicas principalmente da
área tegmentar ventral do mesencéfalo, e projeta
eferências para a parte orbitofrontal da área
pré-frontal.
● É o mais importante componente do sistema
mesolímbico, → sistema de recompensa ou do prazer
do cérebro
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Habênula
● Situa-se no trígono das habênulas, no epitálamo, abaixo
e lateralmente à glândula pineal
● Constituída pelos núcleos habenulares medial e lateral.
○ Lateral → conexões complexas → aferências
que recebem dos núcleos septais pela estria
medular do tálamo e suas projeções pelo
fascículo retroflexo para o núcleo
interpeduncular do mesencéfalo e para os
neurônios dopaminérgicos do sistema
mesolímbico, sobre os quais têm ação
inibitória. Tem tbm ação inibitória sobre o
sistema serotoninérgico de projeção difusa,
através de suas conexões com os núcleos da
rafe.
● Participa da regulação dos níveis de dopamina nos
neurônios do sistema mesolímbico os quais constituem
a principal área do sistema de recompensa (ou de
prazer) do cérebro.
● A estimulação dos núcleos habenulares resulta em ação
inibitória sobre o sistema dopaminérgica mesolímbico e
sobre o sistema serotoninérgico de projeção difusa.
● Alguns sintomas da depressão como tristeza e a
incapacidade de buscar o prazer (anedonismo) podem
ser explicados pela queda da atividade dopaminérgica
na via mesolímbica (em especial no núcleo accumbens).
Amígdala
● Corpo amigdaloide → componente + importante do
sistema límbico
● 12 núcleos → complexo amigdaloide. → dispostos em
três grupos→ corticomedial, basolateral e central
○ Corticomedial → recebe conexões olfatórias
e parece estar envolvido com os
comportamentos sexuais.
○ Basolateral → recebe a maioria das conexões
aferentes da amígdala e o central dá origem às
conexões eferentes.
● Estrutura subcortical com maior número de projeções
do sistema nervoso, com cerca de 14 conexões
aferentes e 20 eferentes. → Possui conexões
aferentes com todas as áreas de associação
secundárias docórtex, trazendo informações sensoriais
já processadas, além das informações das áreas
supramodais.
● Recebe, também, aferências de alguns núcleos
hipotalâmicos, do núcleo dorsomedial do tálamo, dos
núcleos septais e do núcleo do trato solitário.
● As conexões eferentes se distribuem em duas vias.
○ Amigdalofuga dorsal → através da estria
terminal projeta-se para os núcleos septais,
núcleo accumbens, vários núcleos
hipotalâmicos e núcleos da habênula.
○ Amigdalofuga ventral → projeta-se para as
mesmas áreas corticais, talâmicas e
hipotalâmicas de origem das fibras aferentes,
além do núcleo basal de Meynert.→Por meio
dessa via, a amígdala projeta eferências para
núcleos do tronco encefálico envolvidos em
funções viscerais, como o núcleo dorsal do
vago, onde estão neurônios pré-ganglionares
do parassimpático craniano.
● Além dessas conexões extrínsecas, os núcleos da
amígdala comunicam-se entre si por fibras
predominantemente glutamatérgicas, indicando grande
processamento local de informações.
● Possui uma grande diversidade de neurotransmissores
→ acetilcolina, GABA, serotonina, noradrenalina,
substância P e encefalinas.
● Principal responsável pelo processamento das
emoções e desencadeadora do comportamento
emocional.
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Funções
○ Reações de medo e fuga → reação defensiva e
agressiva.
○ Maior concentração de receptores para
hormônios sexuais do SNC.
○ Processamento do medo. → ativada pela
simples visão de pessoas com expressão facial
de medo.
○ Reconhecimento de faces que expressam
emoções como medo e alegria.
● Medo
○ Reação de alarme diante de um perigo.
○ Resulta da ativação geral do sistema simpático e
liberação de adrenalina pela medula da glândula
suprarrenal. → alarme denominado Síndrome de
Emergência de Cannon, visa preparar o
organismo para uma situação de perigo na qual
ele deve ou fugir ou enfrentar o perigo (to fight
or to fiight).
○ A informação visual (auditiva, se o boi berrar) é
levada ao tálamo (corpo geniculado lateral) e daí
a áreas visuais primárias e secundárias. A partir
desse ponto, a informação segue por dois
caminhos, uma via direta e outra indireta.
○ Na via direta, a informação visual é levada e
processada na amígdala basolateral, passa à
amígdala central, que dispara alarme, a cargo do
sistema simpático. Isto permite uma reação de
alarme imediata com manifestações autonômicas
e comportamental típicas. → + rápida e permite
resposta imediata ao perigo.→ inconsciente e o
medo só se toma consciente quando os impulsos
nervosos chegam ao córtex.
○ Na via indireta, a informação passa ao córtex
pré-frontal e depois à amígdala. → + lenta, mas
permite que o córtex pré-frontal analise as
informações recebidas e seu contexto.
○ Se não houver perigo, a reação de alarme é
desativada.
○ A associação de dois estímulos é feita no núcleo
lateral da amígdala e a resposta, a cargo
principalmente do sistema nervoso simpático, é
desencadeada pelo núcleo central.
○ No homem, o medo pode ocorrer mesmo sem
condicionamento, por exemplo, se uma pessoa
for informada de que alguma coisa é perigosa,
pode passar a ter medo dela, mesmo sem tê-la
visto.
Ansiedade
Expressão inapropriada do medo, que neste caso é duradouro e
pode ser desencadeado por perigos pouco definidos ou pela
recordação de eventos que supostamente podem ser perigosos.
Quando desencadeada de forma crônica se transforma em
estresse e causa danos ao organismo.
● No transtorno de ansiedade, o motivo pode não estar
presente e, mesmo assim, resulta na ativação da
amígdala.
● Os neurônios hipotalâmicos, em resposta a estímulos
da amígdala, promovem a liberação do hormônio
adrenotropicocórtico (ACTH) que induz a liberação do
cortisol pela adrenal.
● O eixo hipotálamo-hipófise-adrenal é regulado pelo
hipocampo, que exerce seu efeito inibindo este eixo. A
exposição crônica ao cortisol pode levar à disfunção e à
morte dos neurônios hipocampais.
● Degeneração do hipocampo torna a resposta ao
estresse mais acentuada, levando a maior liberação de
cortisol e maior lesão do hipocampo.
● A resposta ao estresse tem sido relacionada tanto à
hiperatividade da amígdala como à redução da atividade
do hipocampo
Áreas Encefálicas Relacionadas com a
Memória
Memória é a capacidade de se adquirir, armazenar e evocar
informações.
● A etapa de aquisição é a aprendizagem
● Evocação é a etapa de lembrança.
🤔 Base da individualidade!!!
Tipos de memória
Os critérios mais importantes são a natureza da memória e o
tempo de retenção do evento memorizado.
Natureza:
● Declarativa → conhecimentos memorizados são
explícitos, ou seja, podem ser descritos por meio de
palavras ou outros símbolos, como quando
mencionamos o nome de um amigo, o ano em que
nascemos, ou os núcleos do tálamo.
● Não declarativa (ou de procedimento) → os
conhecimentos memorizados são implícitos e, assim,
62
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
não podem ser descritos de maneira consciente. →
memória motora
De acordo com tempo em que a informação permanece
armazenada no cérebro
● Operacional, ou de trabalho
○ Permite que informações sejam retidas por
segundos ou minutos, durante o tempo suficiente
para dar sequência a um raciocínio, compreender e
responder a uma pergunta, memorizar o que
acabou de ser lido para compreender a frase
seguinte, memorizar um número de telefone
durante o tempo suficiente para discá-lo.
○ Seu déficit ocorre nas fases iniciais da doença de
Alzheimer
○ Organizada pelo córtex pré-frontal e não deixa
arquivos. → O córtex pré-frontal determina o
conteúdo da memória operacional que será
selecionado para armazenamento, conforme a
relevância da informação naquele momento. Para
isso, ele tem acesso às diversas outras áreas
mnemônicas do córtex cerebral onde estão
armazenadas as memórias de curta e longa
duração, verifica se a informação que está
chegando e sendo processada já existe ou não, e
se vale a pena armazená-la.
● Curta
○ Permite a retenção de informações durante
algumas horas até que sejam armazenadas de
forma mais duradoura nas áreas responsáveis pela
memória de longa duração
○ Dura de 3-6 horas → tempo da consolidação da
memória de longa duração
○ Depende do hipocampo
○ Se extingue depois de um tempo
● Longa duração.
○ Depende de mecanismos mais complexos, que
demoram horas para serem realizados
○ Depende do hipocampo → consolida por ele,
ficando armazenada em áreas corticais de
associação de acordo com seu conteúdo, podendo
aí permanecer durante muitos anos.
Áreas relacionadas com a
memória declarativa
Abrangem áreas telencefálicas e diencefálicas unidas pelo fórnix,
que liga o hipocampo ao corpo mamilar do hipotálamo.
● As áreas telencefálicas incluem a parte medial do lobo
temporal, a área pré-frontal dorsomedial e as áreas de
associação sensoriais.
● As áreas diencefálicas são componentes do circuito de
Papez .
Hipocampo
● Eminência alongada e curva situada no assoalho do
corno inferior do ventrículo lateral, acima do giro
para-hipocampal.
● Constituído de arquicórtex e seus circuitos intrínsecos
são complexos.
● Através do córtex entorrinal, recebe aferências de
grande número de áreas neocorticais e através do
fórnix projeta-se aos corpos mamilares do hipotálamo.
● Recebe fibras da amígdala → reforçam a memória de
eventos associados a situações emocionais.
● Conexões com a área tegmental ventral e com o núcleo
accumbens → reforço das memórias associadas a
eventos de prazer.
● Se retirado a memória operacional é mantida, pois não
há comprometimento da área pré-frontal, mas o
paciente perde definitivamente a capacidade de lembrar
eventos ocorridos depois da cirurgia (amnésia
anterógrada). Perde também a memória de eventos
ocorridos pouco tempo antes da cirurgia (amnésia
retrógrada), mas, depois de um certo ponto no passado,
todos os fatos podem ser lembrados sem problemas, ou
seja, a memória de longa duração permanece normal.
● Embora o hipocamposeja indispensável para a
consolidação das memórias de curta e longa duração,
esses tipos de memória não são armazenados no
hipocampo, pois permanecem depois de sua remoção
cirúrgica.
● O grau de consolidação da memória pelo hipocampo é
modulado pelas aferências que ele recebe da amígdala.
→ maior quando a informação a ser memorizada está
associada a um episódio de grande impacto emocional,
que pode ser uma emoção positiva ou negativa
● Responsável pela memória espacial ou topográfica,
relacionada a localizações no espaço, configurações ou
rotas e que nos permite navega
● Memória espacial permite memorizar as características
do espaço em seu entorno → depende de neurônio
63
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
chamado de célula de lugar → são ativadas e disparam
potenciais de ação diante de uma determinada área do
espaço denominada "campo de lugar da célula". Estes
campos vão sendo memorizados pelas células de lugar
e depois de pouco tempo haverá no hipocampo que
permite a orientação no espaço e dirigir-se aos pontos
de maior interesse
Giro denteado
● Giro estreito e denteado situado entre a área
entorrinal e o hipocampo com o qual se continua
lateralmente.
● Estrutura constituída por uma só camada de neurônios
→ semelhante à do hipocampo.
● Amplas ligações com a área entorrinal e o hipocampo,
constituindo a formação do hipocampo.
● Responsável pela dimensão temporal da memória.
Córtex entorrinal
● Ocupa a parte anterior do giro parahipocampal
medialmente a sulco rinal
● Tipo de arquicórtex→ área 28 de Brodmann.
● Recebe fibras do fórnix e envia fibras ao giro denteado
● Funciona como um portão de entrada para o hipocampo,
recebendo as diversas conexões que a ele chegam
através do giro denteado, incluindo as conexões que
recebe da amígdala e da área septal.
● Lesão→ grande déficit de memória.
● Primeira área cerebral comprometida na doença de
Alzheimer.
Córtex para-hipocampal
● Ocupa a parte posterior do giro para-hipocampal
continuando-se com o córtex cingular posterior no
nível do istmo do giro do cíngulo.
● Ativado pela visão de cenários, especialmente os mais
complexos, como uma rua ou uma paisagem. → só
ocorre com cenários novos.
● Também não é ativado com a visão de objetos, o que é
feito pelo hipocampo.
● Pacientes com lesão do giro para-hipocampal são
incapazes de memorizar cenários novos, embora
consigam evocar cenários já conhecidos neles e
navegar.
Córtex cingular posterior
● O córtex cingular posterior, em especial a parte
situada atrás do esplênio do corpo caloso
(retroesplenial), recebe muitas aferências dos núcleos
anteriores do tálamo que, por sua vez, recebem
aferências do corpo mamilar pelo trato mamilotalâmico,
integrando o circuito de Papez.
● Lesões no cíngulo posterior ou dos núcleos anteriores
do tálamo resultam em amnésias.
● Tbm se relaciona com a memória topográfica →
capacidade de se orientar no espaço e memorizar
caminhos e cenários novos, bem como evocar os já
conhecidos.
● Sua lesão resulta em desorientação e incapacidade de
encontrar caminhos anteriormente memorizados ..
Área pré-frontal dorsolateral
● Tem um grande número de funções, como o
processamento da memória operacional.
● Nas lesões desta área, como ocorre na doença de
Alzheimer, há perda da memória operacional.
Áreas de associação do neocórtex
● Armazenadas as memórias de longa duração →
consolidação depende da atividade do hipocampo.
● Incluem-se aí as áreas secundárias sensitivas e
motoras, assim como áreas supramodais.
● Diferentes categorias de conhecimento são
armazenadas em áreas diferentes do neocórtex e
podem ser lesadas separadamente→ perdas distintas.
64
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Áreas diencefálicas
As estruturas diencefálicas envolvidas com a memória são os
corpos mamilares do hipotálamo, que recebem aferências dos
córtices entorrinal e do hipocampo pelo fórnix e que, através do
trato mamilotalâmico projetam-se aos núcleos anteriores do
tálamo, que se projetam-para o córtex cingular posterior.
● Circuito de Papez
Mecanismo de formação das
memórias
Os mecanismos celulares da memória envolvem as sinapses.
● Memória de trabalho → excitação prolongada das
espinhas dendríticas das sinapses da área pré-frontal.
→ permanece por pouco tempo
● Longa e curta duração → Nos neurônios relacionados
com a memória ocorrem reações bioquímicas
complexas, envolvendo uma cascata de
segundos-mensageiros, ao final das quais há ativação
de alguns genes que determinam a transcrição de
proteínas utilizadas na formação de novas sinapses ou
na ampliação da área da membrana pré-sináptica. →
consolidação da memória decorre da plasticidade
sináptica.
○ Novos neurônios também proliferam na
formação hipocampal
Clínica
Síndrome de Korsakoff
● Resulta da degeneração dos corpos mamilares e dos
núcleos anteriores do tálamo. Essa síndrome, em geral,
é consequência do alcoolismo crônico e os principais
sintomas são amnésias anterógradas e retrógradas.
Alzheimer
● Perda gradual da memória operacional e de curta
duração.
● Começa com dificuldade com a memória recente de
fatos ou compromissos ocorridos no dia e evolui para
comprometimento da memória de longa duração, a
ponto de se esquecer do nome dos familiares e
apresentar desorientação no tempo e espaço.
● Na fase mais avançada há uma completa deterioração
de todas as funções psíquicas, com amnésia total.
● Inicia com uma degeneração progressiva dos neurônios
da área entorrinal → lesões gradualmente levam a um
total isolamento do hipocampo
● Perda dos neurônios colinérgicos do Núcleo Basal de
Meynert → perda das projeções modulatórias
colinérgicas de praticamente todo o córtex cerebral.
● Neurônios com emaranhado neurofibrilar e placas senis
que levam à morte e que predominam nas áreas acima e
nas de associação multimodais, sendo as áreas motoras
as últimas a serem afetadas.
Grandes Vias Aferentes
Levam aos centros nervosos suprassegmentares os impulsos
nervosos originados nos receptores periféricos
Deve-se atentar para os seguintes elementos:
● Receptor → terminação nervosa sensível ao estímulo
que caracteriza a via.
○ A conexão deste receptor, por meio de fibras
específicas, com uma área específica do
córtex, permite adiscriminação sensorial;
● Trajeto periférico → compreende um nervo espinhal ou
craniano e um gânglio sensitivo anexo a estes nervos.
● Trajeto central → as fibras que constituem as vias
aferentes se agrupam em feixes (tratos, fascículos,
lemniscos), de acordo com suas funções.
○ O trajeto central das vias aferentes
compreende ainda núcleos relés, onde se
localizam os neurônios (II, III e IV) da via
considerada;
● Área de projeção cortical→ está no córtex cerebral ou
no córtex cerebelar;
○ No córtex cerebral → permite distinguir os
diversos tipos de sensibilidade, e é consciente;
○ No córtex cerebelar → o impulso não
determina qualquer manifestação sensorial e é
utilizado pelo cerebelo para realização de sua
função primordial de integração motora →
inconsciente.
🥇 Processamento da informação ocorre de maneira
hierárquica, sendo as informações transmitidas através de uma
sucessão de regiões inicialmente subcorticais e depois corticais.
As partes de onde se originam os impulsos sensitivos são
representadas em áreas específicas da via aferente, assim como
na área cortical.
● Na sensibilidade somática, as partes do corpo são
representadas na área somestésica do córtex como um
homúnculo de cabeça para baixo.
65
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Existem também mapas tonotópicos para a
representação cortical da cóclea, assim como
retinotópicos para a retina.
As grandes vias aferentes podem ser consideradas como
cadeias neuronais unindo os receptores ao córtex.
● Inconscientes (cerebelares) → constituída apenas por
dois neurônios (1, II).
● Conscientes (cerebrais) → neurônios são geralmente
três
○ Neurônio I → localiza-se geralmente fora do
sistema nervoso central, em um gânglio
sensitivoou na retina e mucosa olfatória →
sensitivo, em geral pseudounipolar, cujo
dendraxônio se bifurca em "T", dando um
prolongamento periférico e outro central,
sendo em alguns casos bipolar. →
prolongamento periférico liga-se ao receptor,
enquanto o prolongamento central penetra no
sistema nervoso central pela raiz dorsal dos
nervos espinhais ou por um nervo craniano;
○ Neurônio II→ localiza-se na coluna posterior
da medula ou em núcleos de nervos cranianos
do tronco encefálico (fazem exceção as vias
óptica e olfatória). → Origina axônios que
geralmente cruzam o plano mediano logo após
sua origem e entram na formação de um trato
ou lemnisco;
○ Neurônio III→ localiza-se no tálamo e origina
um axônio que chega ao córtex por uma
radiação talâmica (faz exceção a via olfatória).
Vias da dor e temperatura
😷Os receptores de dor são as terminações nervosas livres
2 vias principais:
● Neoespinotalâmica (trato espinotalâmico lateral)→ vai
diretamente ao tálamo
● Paleoespinotalâmica (trato espino-reticular e fibras
reticulotalâmicas/ via espino-retículo-talâmica)
Via neoespinotalâmica
● Via clássica de dor e temperatura
● Cadeia de 3 neurônios
● I → localizam-se nos gânglios espinhais situados nas
raízes dorsais. → prolongamento periférico de cada
um destes neurônios liga-se aos receptores através
dos nervos espinhais.
○ O prolongamento central penetra na medula e
termina na coluna posterior, onde faz sinapse
com os neurônios II.
● II → os axônios do neurônio II cruzam o plano mediano
pela comissura branca, ganham o funículo lateral do
lado oposto, inflectem-se cranialmente para constituir
o trato espinotalâmico lateral
○ Ao nível da ponte, as fibras desse trato se
unem com as do espinotalâmico anterior para
constituir o lemnisco espinhal, que termina no
tálamo fazendo sinapse com os neurônios III
● III → localizam-se no tálamo, no núcleo ventral
posterolateral. → axônios formam radiações talâmicas
que, pela cápsula interna e coroa radiada chegam à área
somestésica do córtex cerebral situada no giro
pós-central (áreas 3, 2 e 1 de Brodmann).
● Dor aguda e bem localizada (em pontada) → tronco e
nos membros do lado oposto
Via paleoespinotalâmica
● Mais neurônios que a neo
● I → localizam-se nos gânglios espinhais, e seus axônios
penetram na medula do mesmo modo que os dada via
neoespinotalâmica
66
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● II → situam-se na coluna posterior. → axônios
dirigem-se ao funículo lateral do mesmo lado e do lado
oposto, inflectem-se cranialmente para constituir o
trato espino-reticular→ sobe na medula junto ao trato
espinotalâmico lateral e termina fazendo sinapse com
os neurônios III em vários níveis da formação reticular.
→Muitas dessas fibras não são cruzadas.
● III → localizam-se na formação reticular e dão origem
às fibras retículotalâmicas que terminam nos núcleos
do grupo medial do tálamo, em especial nos núcleos
intralaminares (neurônios IV).
○ Alguns dos neurônios se projetam p/ a
amígdala→ componente afetivo da dor
● IV → dos núcleos intralaminares projetam-se para
territórios muito amplos do córtex cerebral.
● É provável, entretanto, que essas projeções estejam
mais relacionadas com a ativação cortical do que com a
sensação de dor, uma vez que esta se toma consciente
já em nível talâmico.
● Não tem organização somatotópica. → responsável
por um tipo de dor pouco localizada, dor profunda do
tipo crônico, correspondendo à chamada dor em
queimação,
● Além da área somestésica, respondem a estímulos
nociceptivos neurônios do córtex da parte anterior do
giro do cíngulo e da ínsula. Ambos fazem parte do
sistema límbico e parecem estar envolvidos no
processamento do componente emocional da dor.
Via da Pressão e tato
protopático
Receptores de pressão e tato→ corpúsculos de Meissner + de
Ruffini. Também são receptores táteis as ramificações dos
axônios em tomo dos folículos pilosos.
Via:
● I → localizam-se nos gânglios espinhais cujo
prolongamento periférico liga-se ao receptor,
enquanto o central divide-se em um ramo ascendente,
muito longo, e um ramo descendente, curto, terminando
ambos na coluna posterior, em sinapse com os
neurônios II
● II → localizam-se na coluna posterior da medula. →
axônios cruzam o plano mediano na comissura branca,
atingem o funículo anterior do lado oposto, onde se
inflectam cranialmente para constituir o trato
espinotalâmico anterior, que ao nível da ponte une-se
ao espinotalâmico lateral para formar o lemnisco
espinhal, cujas fibras terminam no tálamo, fazendo
sinapse com os neurônios Neurônios III
● III → localizam-se no núcleo ventral posterolateral do
tálamo. → Originam axônios que formam radiações
talâmicas que, passando pela cápsula interna e coroa
radiada, atingem a área somestésica do córtex cerebral
67
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Via da propriocepção
consciente, tato epicrítico e
sensibilidade vibratória
Os receptores responsáveis pela propriocepção consciente são
os fusos neuromusculares e órgãos neurotendinosos. Já os
receptores para a sensibilidade vibratória são os corpúsculos de
Vater Paccini.
Via:
● I → localizam-se nos gânglios espinhais. →
prolongamento periférico destes neurônios liga-se ao
receptor, o prolongamento central, penetra na medula
pela divisão medial da raiz posterior e divide-se em um
ramo descendente, curto, e um ramo ascendente, longo,
ambos situados nos fascículos grácil e cuneiforme
○ Os ramos ascendentes longos terminam no
bulbo, fazendo sinapse com os neurônios II
● II → localizam-se nos núcleos grácil e cuneiforme do
bulbo. → axônios mergulham ventralmente,
constituindo as fibras arqueadas internas, cruzam o
plano mediano e a seguir inflectem-se cranialmente
para formar o lemnisco medial, que termina no tálamo,
fazendo sinapse com os neurônios III.
● III → situados no núcleo ventral posterolateral do
tálamo, originando axônios que constituem radiações
talâmicas que chegam à área somestésica passando
pela cápsula interna e coroa radiada
● Os impulsos que seguem por esta via se tomam
conscientes exclusivamente em nível cortical.
Via de propriocepção
inconsciente
Receptores são fusos neuromusculares e órgãos
neurotendinosos.
Via:
● I → gânglios espinhais → prolongamentos periféricos
se ligam aos receptores
○ Prolongamento central penetra na medula e
se divide em um ramo ascendente longo e um
ramo descendente curto, que terminam
fazendo sinapse com os neurônios II da coluna
posterior.
● II → podem estar em duas posições, originando duas
vias diferentes até o cerebelo:
○ Situados no núcleo torácico (localizado na
coluna posterior) → originam axônios que se
dirigem para o funículo lateral do mesmo lado,
inflectem-se cranialmente para formar o trato
espinocerebelar posterior → penetra no
cerebelo pelo pedúnculo cerebelar inferior
○ Situados na base da coluna posterior e
substância cinzenta intermédia → originam
axônios que, em sua maioria, cruzam para o
funículo lateral do lado oposto, inflectem-se
cranialmente constituindo o trato
espinocerebelar anterior → penetra no
cerebelo pelo pedúnculo cerebelar superior
● As fibras que cruzam na medula cruzam novamente
antes de penetrar no cerebelo,→ via homolateral.
Via da Sensibilidade Visceral
Receptor visceral geralmente é uma terminação nervosa livre,
embora existam também corpúsculos de Vater Paccini na
cápsula de algumas vísceras.
O trajeto periférico dos impulsos viscerais se faz geralmente
através de fibras viscerais aferentes que percorrem nervos
simpáticos ou parassimpáticos.
● Dor visceral segue principalmente por nervos
simpáticos, fazendo exceção as vísceras pélvicas
inervadas pela parte sacral do parassimpático
Os impulsos que seguem por nervos simpáticos, como os nervos
esplâncnicos, passam pelo tronco simpático, ganham os nervos
espinhais pelo ramo comunicante branco, passam pelo gânglio
espinhal, onde estão os neurônios I, e penetram na medula pelo
prolongamento central destes neurônios.
68Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● A maior parte dos axônios segue pelo funículo
posterior.
● As fibras nociceptivas originárias das vísceras pélvicas
e abdominais fazem sinapse em neurônios II situados na
substância cinzenta intermédia medial, próximas ao
canal central. → axônios formam um fascículo que sobe
no funículo posterior, medialmente ao fascículo grácil, e
termina no núcleo grácil do bulbo, fazendo sinapse com
o neurônio III cujos axônios cruzam para o lado oposto
como parte do leminisco medial e terminam no núcleo
ventral posterolateral do tálamo, de onde as fibras
seguem para a parte posterior da ínsula.
A via nociceptiva originada nas vísceras torácicas têm o mesmo
trajeto das originadas no abdome e na pelve, mas sobem ao longo
do septo intermédio que separa o fascículo grácil do cuneiforme.
Vias trigeminais
Via trigeminal exteroceptiva
● Receptores iguais os das vias medulares de
temperatura, dor, pressão e tato. → sensibilidade da
face, fronte e parte do escalpo, mucosas nasais, seios
maxilares e frontais, cavidade oral, dentes, dois terços
anteriores da língua, articulação temporomandibular,
córnea, conjuntiva, dura-máter das fossas média e
anterior do crânio.
● I → neurônios situados nos gânglios sensitivos anexos
aos nervos V, VII, IX e X→ gânglios trigeminal (V par),
geniculado (VII), superior do glossofaríngeo e superior
do vago.
○ Prolongamentos periféricos ligam-se aos
receptores, enquanto os prolongamentos
centrais penetram no tronco encefálico, onde
terminam fazendo sinapse com os neurônios II.
● II → localizados no núcleo do trato espinhal ou no
núcleo sensitivo principal do trigêmeo. → Todos os
prolongamentos centrais dos neurônios I dos nervos
VII, IX e X terminam no núcleo do trato espinhal do V.
Os prolongamentos centrais do V par podem terminar
no núcleo sensitivo principal, no núcleo do trato
espinhal ou então bifurcar, dando um ramo para cada
um destes núcleos.
○ Admite-se que as fibras que terminam
exclusivamente no núcleo sensitivo principal
levam impulsos de tato discriminativo; as que
terminam exclusivamente no núcleo do trato
espinhal levam impulsos de temperatura e dor,
e as que se bifurcam, terminando em ambos os
núcleos, relacionam-se com tato protopático
e pressão.
○ Os axônios dos neurônios II, situados no
núcleo do trato espinhal e no núcleo sensitivo
principal, em sua grande maioria, cruzam para
o lado oposto e inflectem-se cranialmente
para constituir o lemnisco trigeminal, cujas
fibras terminam fazendo sinapse com os
neurônios III
● III → localizam-se no núcleo ventral posteromedial do
tálamo. → Originam fibras que ganham o córtex como
radiações talâmicas, passando pela cápsula interna e
coroa radiada. → terminam na porção da área
somestésica que corresponde à cabeça, ou seja, na
parte inferior do giro pós-central (áreas 3, 2 e 1 de
Brodmann).
Via trigeminal proprioceptiva
● Neurônios I não estão em um gânglio e sim no núcleo do
trato mesencefálico, tendo o mesmo valor funcional de
células ganglionares. → São neurônios idênticos aos
ganglionares, de corpo muito grande e do tipo
pseudounipolar. → prolongamento periférico liga-se a
fusos neuromusculares situados na musculatura
mastigadora, mímica e da língua. Liga-se, também, a
receptores na articulação temporomandibular e nos
69
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
dentes, os quais veiculam informações sobre a posição
da mandíbula e a força da mordida. Alguns destes
prolongamentos levam impulsos proprioceptivos
inconscientes ao cerebelo.
● Admite-se também que uma parte destes
prolongamentos faz sinapse no núcleo sensitivo
principal (neurônio II), de onde os impulsos
proprioceptivos conscientes, através do lemnisco
trigeminal, vão ao tálamo (neurônio III) e de lá ao córtex.
Via gustativa
Receptores gustativos → células gustativas situadas em botões
gustativos distribuídos na parede das papilas da língua e nas
paredes da faringe, laringe e esôfago proximal.
● As fibras nervosas aferentes fazem sinapses com a
base das células gustativas, que são quimiorreceptores
sensíveis a substâncias químicas com as quais elas
entram em contato, dando origem a potenciais elétricos
que levam à liberação de neurotransmissores que,
desencadeiam potenciais de ação que seguem pelas
fibras nervosas aferentes dos nervos facial,
glossofaríngeo e vago.
● Os impulsos originados nos receptores situados nos
2/3 anteriores da língua, após um trajeto periférico
pelos nervos lingual e corda do tímpano, chegam ao
sistema nervoso central pelo nervo intermédio (VII
par).
● Os impulsos do terço posterior da língua e os da
epiglote e do esôfago proximal penetram no sistema
nervoso central, respectivamente, pelos nervos
glossofaríngeo (IX) e vago (X).
Via gustativa
● I → localizam-se nos gânglios geniculado (VII), inferior
do IX e inferior do X → prolongamentos periféricos
ligam-se aos receptores, enquanto os prolongamentos
centrais penetram no tronco encefálico, fazendo
sinapse com os neurônios II, após trajeto no trato
solitário
● II → localizam-se na porção gustativa do núcleo do
trato solitário. → Originam as fibras
solitário-talâmicas, que terminam fazendo sinapse com
os neurônios III no tálamo do mesmo lado e do lado
oposto.
● lll → localizam-se no tálamo, no mesmo núcleo aonde
chegam os impulsos que penetram pelo trigêmeo, ou
seja, no núcleo ventral posteromedial. → Originam
axônios que, como radiações talâmicas, chegam à área
gustativa do córtex cerebral, situada na parte posterior
da ínsula.
Via olfatória
Receptores olfatórios
● Quimiorreceptores → cílios olfatórios das vesículas
olfatórias, pequenas dilatações do prolongamento
periférico das células olfatórias. → neurônios
bipolares que se localizam em um neuroepitélio
especializado situado na porção mais alta da cavidade
nasal.
○ Na membrana dos cílios olfatórios,
encontram-se receptores químicos aos quais
se ligam às moléculas odorantes, efetuando a
transdução quimioneural → transformação de
estímulos químicos em potenciais de ação.
Via olfatória
● I → células olfatórias → neurônios bipolares
localizados na mucosa olfatória (ou mucosa pituitária),
situada na parte mais alta das fossas nasais →
renovados a cada 6 a 8 semanas, através de
proliferação celular → Os prolongamentos centrais
são amielínicos, agrupam-se em feixes formando
filamentos que, em conjunto, constituem o nervo
olfatório → atravessam os pequenos orifícios da
lâmina crivosa do etmóide e terminam no bulbo
70
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
olfatório, onde suas fibras fazem sinapse com os
neurônios II.
● II → células mitrais→ dendritos são muito ramificados
e fazem sinapse com as extremidades ramificadas dos
prolongamentos centrais das células olfatórias
(neurônios I), constituindo os chamados glomérulos
olfatórios.
○ Os axônios mielínicos das células mitrais
seguem pelo trato olfatório e ganham as
estrias olfatórias lateral e medial.→ impulsos
olfatórios conscientes seguem pela estria
olfatória lateral e terminam na área cortical
de projeção primária para a sensibilidade
olfatória situada no úncus, correspondendo ao
chamado córtex piriforme, tendo projeção
para o tálamo que, por sua vez, projeta-se
para o córtex orbitofrontal (giros reto e
olfatórios), também responsável pela
percepção olfatória consciente.
○ Existem de projeções olfatórias para o
sistema límbico → odores são associados a
emoções diversas como a aversão (amígdala)
ou o prazer (núcleo accumbens).
● Peculiaridades da via:
○ Possui apenas os neurônios I e II;
○ Neurônio I localiza-se em uma mucosa e não
em um gânglio;
○ Impulsos olfatórios conscientes vão
diretamente ao córtex sem um relé talâmico;
○ A área cortical de projeção é do tipo
alocórtex e não isocórtex, como nas demais
vias;
○ Totalmente homolateral
Via auditiva
Receptores auditivos
● Localizam-se na parte coclear do ouvido interno →
cílios das células sensoriais situadas no chamado órgão
de Corti, estrutura dispostaem espiral situada na
cóclea onde está em contato com um líquido, a perilinfa.
→ vibra em consonância com a membrana do tímpano,
ativando os cílios e originando potenciais de ação que
seguem pelas vias auditivas.
Vias auditivas
● I → Localizados no gânglio espiral situado na cóclea.
→ neurônios bipolares, cujos prolongamentos
periféricos são pequenos e terminam em contato com
as células ciliadas do órgão de Corti, enquanto os
prolongamentos centrais constituem a porção coclear
do nervo vestibulococlear e terminam na ponte,
fazendo sinapse com os neurônios II.
● II → estão situados nos núcleos cocleares dorsal e
ventral → axônios cruzam para o lado oposto,
constituindo o corpo trapezóide, contornam o complexo
olivar superior e inflectem-se cranialmente para
formar o lemnisco lateral do lado oposto, cujas fibras
terminam fazendo sinapse com os neurônios III no
colículo inferior.
○ Existe certo número de fibras provenientes
dos núcleos cocleares que penetram no
lemnisco lateral do mesmo lado, sendo, por
conseguinte, homolaterais.
● III → maioria localizada no colículo inferior. → axônios
vão p/ o corpo geniculado medial, passando pelo braço
do colículo inferior.
● IV → localizados no corpo geniculado medial.→ núcleo
principal organizado tonotopicamente e axônios
formam a radiação auditiva, que, passando pela cápsula
interna, chega à área auditiva do córtex (áreas 41 e 42
de Brodmann), situada no giro temporal transverso
anterior.
71
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Admite-se que a maioria dos impulsos auditivos chega
ao córtex através de uma via envolvendo quatro
neurônios. → maaaaaaaaas muitos impulsos auditivos
seguem um trajeto mais complicado, envolvendo número
variável de sinapses em três núcleos situados ao longo
da via auditiva → núcleo do corpo trapezoide, núcleo
olivar superior e núcleo do lemnisco lateral.
● Mantém organização tonotópica → impulsos nervosos
relacionados com tons de determinadas frequências
seguem caminhos específicos ao longo de toda a via,
projetando-se em partes específicas da área auditiva.
● Peculiaridades:
○ Possui grande número de fibras homolaterais.
→ cada área auditiva do córtex recebe
impulsos originados na cóclea de seu próprio
lado e na do lado oposto, sendo impossível a
perda da audição por lesão de uma só área
auditiva;
○ Possui grande número de núcleos relés. →
enquanto nas demais vias o número de
neurônios ao longo da via é geralmente três,
na via auditiva este número é de quatro ou
mais.
Vias vestibulares
Receptores vestibulares
● Cílios de células sensoriais situadas na parte vestibular
do ouvido interno em contato com a endolinfa.
● Do ponto de vista anatômico distingue-se na parte
vestibular dois conjuntos de estruturas, o utrículo e o
sáculo e os três canais semicirculares.
○ Os receptores situados no utrículo e no
sáculo localizam-se em epitélios sensoriais
(máculas), cujos cílios são ativados pela
gravidade informando sobre a posição da
cabeça.
○ As dos canais semicirculares localizam-se em
estruturas denominadas cristas, situadas em
dilatações desses canais, as ampolas.
● A movimentação da endolinfa que ocorre quando se
movimenta a cabeça ativa os cílios das células
sensoriais dando origem à movimentação reflexa dos
olhos
Vias vestibulares
● I → células bipolares localizadas no gânglio vestibular.
→ prolongamentos periféricos ligam-se aos
receptores, e os prolongamentos centrais, muito
maiores, constituem a porção vestibular do nervo
vestibulococlear, cujas fibras fazem sinapse com os
neurônios II.
● II → localizam-se nos núcleos vestibulares,
separando-se em vias consciente e inconsciente
○ Inconsciente → axônios de neurônios II dos
núcleos vestibulares formam o fascículo
vestibulocerebelar, que ganha o córtex do
vestíbulocerebelo, passando pelo pedúnculo
cerebelar inferior. Fazem exceção algumas
fibras que vão diretamente ao cerebelo, sem
sinapse nos núcleos vestibulares
72
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Consciente→ a existência de conexões entre
os núcleos vestibulares e o córtex cerebral.
No que se refere à localização da área
vestibular no córtex, admite-se que ela está
no lobo parietal, próximo ao território da área
somestésica correspondente à face. → O
nervo vestibular transmite informações sobre
a aceleração da cabeça para os núcleos
vestibulares do bulbo que, então, as distribui
para centros superiores. As informações
ajudam a manter o equilíbrio e a postura,
permitindo correções por retroalimentação.
● As vias vestibulares também controlam reflexos
oculares para estabilizar a imagem na retina, em
resposta à movimentação da cabeça.
Via óptica
Estrutura da retina
● Os receptores visuais, assim como os neurônios I, II e
III da via óptica, localizam-se na retina, neuroepitélio
que reveste internamente a cavidade do globo ocular,
posteriormente à íris.
● Na parte posterior da retina, em linha com o centro da
pupila, ou seja, com o eixo visual de cada olho, existe
uma área ligeiramente amarelada, a mácula lútea, no
centro da qual se nota uma depressão, a fóvea central.
○ Mácula → área da retina onde a visão é mais
distinta. → movimentos reflexos do globo
ocular fixam sobre as máculas a imagem dos
objetos que nos interessam no campo visual.
■ A visão nas partes periféricas não
maculares da retina é pouco nítida e
a percepção das cores se faz
precariamente.
● A estrutura da retina é extremamente complexa,
distinguindo-se nela dez camadas, uma das quais é a
camada pigmentar, situada externamente.→ 9 camadas
restantes podem ser simplificadas levando-se em conta
apenas a disposição dos três neurônios retinianos
principais.→ de fora p/ dentro:
○ Camada das células fotossensíveis (ou
fotorreceptoras), das células bipolares e das
células ganglionares
● Células fotossensíveis estabelecem sinapse com as
células bipolares, que, por sua vez, fazem sinapse com
as células ganglionares, cujos axônios constituem o
nervo óptico.
○ Os prolongamentos periféricos das células
fotossensíveis são os receptores da visão →
cones ou bastonetes
○ Raios luminosos que incidem sobre a retina
devem atravessar suas nove camadas internas
para atingir os fotorreceptores.
● A excitação dos receptores pela luz dá origem a
impulsos nervosos → fototransdução. → impulsos
caminham em direção oposta à seguida pelo raio
luminoso → células fotossensíveis para as células
bipolares e destas para as células ganglionares
● Existem 3 tipos de cones, cada um deles sensível a uma
faixa diferente do espectro luminoso, e o cérebro obtém
a informação sobre a cor ao analisar a resposta à
ativação deles.
● Nas partes periféricas da retina predominam os
bastonetes e o número de cones aumenta
progressivamente à medida que se aproxima da mácula,
até que, ao nível da fóvea central, existem
exclusivamente cones.
● Nas partes periféricas da retina, vários bastonetes
ligam-se a uma célula bipolar e várias células bipolares
fazem sinapse com uma célula ganglionar. → uma fibra
73
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
do nervo óptico pode estar relacionada com até 100
receptores.
● Na mácula o número de cones é aproximadamente igual
ao de células bipolares e ganglionares→ cada célula de
cone faz sinapse com uma célula bipolar, que se liga a
uma célula ganglionar
O nervo óptico é formado pelos axônios das células ganglionares
que são inicialmente amielínicos e percorrem a superfície interna
da retina, convergindo para a papila óptica, situada na parte
posterior da retina, medialmente à mácula.
● Ao nível da papila, os axônios das células ganglionares
atravessam as túnicas média e externa do olho,
tomam-se mielínicos, constituindo o nervo óptico.
● Não há fotorreceptores ao nível da papila → ponto
cego da retina.→ nela penetram os vasos que nutrem a
retina.
Trajeto das fibras nas vias ópticas
● Os nervos ópticos dos dois lados convergem para
formar o quiasma óptico, do qual se destacam
posteriormente os dois tratos ópticos, queterminam
nos respectivos corpos geniculados laterais
● Ao nível do quiasma, as fibras dos 2 nervos ópticos
sofrem uma decussação parcial.
● Campo binocular é a intersecção dos campos nasal e
temporal.
● A luz originada na região central do campo visual vai
para os dois olhos.
● No quiasma óptico, as fibras nasais, ou seja, as fibras
oriundas da retina nasal, cruzam para o outro lado,
enquanto as fibras temporais seguem do mesmo lado,
sem cruzamento. → cada trato óptico contém fibras
temporais da retina de seu próprio lado e fibras nasais
da retina do lado oposto → impulsos nervosos
originados em metades homônimas das retinas dos dois
olhos (por exemplo, na metade direita dos dois olhos)
serão conduzidos aos corpos geniculados e ao córtex
deste mesmo lado. → as metades direitas das retinas
dos dois olhos, ou seja, a retina nasal do olho esquerdo
e temporal do olho direito, recebem os raios luminosos
provenientes do lado esquerdo, ou seja, dos campos
temporal esquerdo e nasal direito. → como
consequência da decussação parcial das fibras visuais
no quiasma óptico, o córtex visual direito percebe os
objetos situados à esquerda de uma linha vertical
mediana que divide os campos visuais. → hemisfério
cerebral de um lado relaciona-se com as atividades
sensitivas do lado oposto.
● Conforme o destino, distingue-se 4 tipos de fibras:
○ Fibras retino-hipotalâmicas → destacam-se
do quiasma óptico e ganham o núcleo
supraquiasmático do hipotálamo. →
sincronização dos ritmos circadianos com o
ciclo dia-noite. → origem em células
ganglionares especiais da retina que contêm
um pigmento fotossensível, a melanopsina,
capaz de detectar mudanças na luminosidade
ambiental;
○ Fibras retino-tetais → ganham o colículo
superior através do braço do colículo superior
e estão relacionadas com reflexos de
movimentos dos olhos ou das pálpebras
desencadeados por estímulos nos campos
visuais.→ ex. reflexo de piscar
■ As camadas profundas do colículo
superior possuem um mapa do campo
visual, o que permite direcionar
rapidamente os olhos em resposta a
outros estímulos sensoriais do
ambiente.
■ Os movimentos oculares
coordenados pelo colículo superior
permitem mudar rapidamente o
ponto de fixação de uma cena visual
para outra;
○ Fibras retino-pré-tetais → ganham a área
pré-tetal, situada na parte rostral do colículo
superior, através do braço do colículo
superior e estão relacionadas com os reflexos
fotomotor direto e consensual
74
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Fibras retinogeniculadas → + importantes,
correspondendo → 90% do total de fibras
que saem da retina → se relacionam
diretamente com a visão. → Terminam
fazendo sinapse com os neurônios IV da via
óptica, localizados no corpo geniculado lateral,
que possui a mesma representação
retinotópica da metade contralateral do
campo visual. · Os axônios dos neurônios do
corpo geniculado lateral (neurônios IV)
constituem a radiação óptica (trato
genículo-calcarino) e terminam na área visual,
área 17, situada nos lábios do sulco calcarino.
→ Existe correspondência entre partes da
retina e partes do corpo geniculado lateral, da
radiação óptica e da área 17.
■ Na radiação óptica, as fibras
correspondentes às partes
superiores da retina ocupam posição
mais alta e se projetam no lábio
superior do sulco calcarino;
■ Fibras correspondentes às partes
inferiores da retina ocupam posição
mais baixa e projetam-se no lábio
inferior do sulco calcarino;
■ Fibras que levam impulsos da mácula
ocupam posição intermediária e se
projetam na parte posterior do sulco
calcarino.
75
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Lesões
● As mais importantes são as alterações nos campos
visuais → devem ser pesquisadas para cada olho
isoladamente.
● Distúrbio básico do campo visual→ escotoma→ falha
dentro do campo visual → cegueira para uma parte
deste campo.→ quando atinge metade do campo visual,
passa a ser denominado hemianopsia, que pode ser
heterônima ou homônima.
○ Heterônima → acometidos lados diferentes
dos campos visuais, ou seja, desaparece a
visão nos campos temporais ou nos campos
nasais.→ lesões no quiasma óptico!!
○ Homônima → fica acometido o mesmo lado do
campo visual de cada olho, ou seja, desaparece
a visão do campo temporal do olho de um lado
e o campo nasal do olho do lado oposto. →
retroquiasmáticas, localizando-se entre o
quiasma e o córtex occipital.
● Lesão do nervo óptico→ resulta em cegueira completa
do olho correspondente. → traumatismo ou em casos
de glaucoma, quando o aumento da pressão intraocular
comprime e lesa as fibras do nervo óptico ao nível da
papila;
● Lesão da parte mediana do quiasma óptico → resulta
em hemianopsia bitemporal, como consequência da
interrupção das fibras provenientes das retinas nasais
que cruzam neste nível. → tumores da hipófise
● Lesão da parte lateral do quiasma óptico→ resulta em
hemianopsia nasal do olho correspondente, como
consequência da interrupção das fibras provenientes da
retina temporal deste olho. → aneurismas da artéria
carótida interna, que comprimem lateralmente o
quiasma óptico. Quando a compressão se faz dos dois
lados, como consequência de dois aneurismas, ocorre
urna hemianopsia binasal, ou seja, nos campos nasais
dos olhos;
● Lesão do trato óptico → resulta em hemianopsia
homônima direita ou esquerda, conforme a lesão se
localize, respectivamente, no trato óptico esquerdo ou
no direito. → interrupção das fibras provenientes da
retina temporal de um olho e nasal do olho do lado
oposto. → consequência de traumatismos ou tumores
que comprimem o trato óptico. Lesões do corpo
geniculado lateral dão alterações de campo visual
idênticas às observadas após lesão do trato óptico;
● Lesões da radiação óptica → alterações de campo
visual idênticas às que resultam de lesões do trato
óptico → hemianopsias homônimas (Figura 29.10 F).→
maaaaaas pesquisando-se o reflexo fotomotor na
metade cega da retina, verifica-se que ele está ausente
no caso das lesões do trato óptico e presente no caso
das lesões da radiação óptica (ou da área 17). → nas
lesões do trato óptico, há interrupção das fibras
retino-pré-tetais responsáveis pelo reflexo, o que não
ocorre no caso das lesões situadas depois do corpo
geniculado lateral.
○ Na prática as lesões completas da radiação
óptica são raras, pois suas fibras espalham-se
em um território bastante grande.
○ Mais frequentemente, ocorrem lesões de
parte delas → pequenas falhas do campo
visual (escotomas) ou falhas que
comprometem todo um quadrante do campo
visual (quadrantanopsias) –
○ Certos casos de tumor do lobo temporal;
● Lesões do córtex visual primário (área 17) → dão
alterações de campo iguais às observadas em lesões
completas da radiação óptica. → são mais frequentes
as lesões parciais. Assim, por exemplo, uma lesão do
lábio inferior do sulco calcarino direito resulta em
quadrantanopsia homônima superior esquerda.
Controle da transmissão das
informações sensoriais
O SNC é capaz de modular a transmissão das infos sensoriais
por meio de fibras centrífugas que agem sobre os neurônios dos
núcleos intermediários → existem vias eferentes reguladoras da
sensibilidade, que explicam a capacidade de selecionar as
informações + relevantes.
● Atenção seletiva e habituação a estímulos
apresentados continuamente.
● Habituação → inibição dos impulsos sensoriais pouco
relevantes
Portão da dor
● Penetração dos impulsos dolorosos no SNC é
regulada por neurônios e circuitos nervosos na
substância gelatinosa da coluna posterior medular
● Portão controlado por fibras descendentes supra
espinhais e pelos próprios impulsos que entram pelas
fibras das raízes dorsais. → impulsos nervosos
conduzidos pelas grossas fibras mielínicas de tato
(fibras A beta) teriam efeitos antagônicos aos das
fibras finas de dor (fibras A delta e C), estas abrindo e
aquelas fechando o portão.
● Ramos colaterais das grossas fibras táteis dos
fascículos grácil e cuneiforme que penetramna coluna
76
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
posterior inibem a transmissão dos impulsos dolorosos,
ou seja, fecham o "portão". → base das "técnicas de
estimulação transcutânea".
Existem de regiões do encéfalo capazes de suprimir a dor
● Estimulação da substância cinzenta periaquedutal, bem
como do núcleo magno da rafe → partem fibras
serotoninérgicas que terminam em neurônios
internunciais encefalinérgicos situados no núcleo do
trato espinhal do trigêmeo e na substância gelatinosa
da medula → Estes neurônios inibem a sinapse ' entre
os neurônios 1 e II da via da dor, através da liberação de
um opióide endógeno, a encefalina → via da analgesia
acima descrita.
○ Explica pq porque fármacos como a fluoxetina,
usados como antidepressivos, são eficientes
também n tto de dor crônica →
disponibilização de serotonina nas sinapses
Grandes Vias Eferentes
Põem em comunicação os centros suprassegmentares do
sistema nervoso com os órgãos efetuadores. → Podem ser
somáticas ou viscerais.
Viscerias
A influência do sistema nervoso suprassegmentar sobre a
atividade visceral se exerce através de impulsos nervosos que
ganham os neurônios pré-ganglionares, passam aos neurônios
pós-ganglionares, de onde se distribuem às vísceras.
As áreas do sistema nervoso suprassegmentar que regulam a
atividade do sistema nervoso autônomo estão no hipotálamo e
no sistema límbico.
● Ligam-se aos neurônios pré-ganglionares, por meio de
circuitos da formação reticular, através dos tratos
reticuloespinhais→ vias indiretas
● Existem também vias diretas → hipotálamo-espinhais,
entre o hipotálamo e os neurônios pré-ganglionares,
tanto do tronco encefálico como da medula.
Somáticas
A ação do sistema nervoso é antecipatória e usa a experiência
aprendida, assim como a informação sensorial, para prever e
ajustar o movimento.
● Quando se quer mover o corpo ou parte do corpo, o
cérebro forma a representação do movimento,
planejando a ação em toda sua extensão antes de
executá-la. → programa motor → especifica os
aspectos espaciais do movimento, ângulos de
articulação, força, etc.
Tratos corticoespinhais
● Unem o córtex cerebral aos neurônios motores da
medula
● ⅓ das fibras originam-se na área 4 (motora primária),
⅓ na área 6 (áreas pré-motora e motora
suplementar), e ⅓ no córtex somatossensorial, que
contribui para a regulação do fluxo de informação
sensorial na coluna posterior.
● Trajeto das fibras → área 4 (maioria) → coroa radiada
→ perna posterior da cápsula interna → base do
pedúnculo cerebral → base da ponte → pirâmide
bulbar.
○ No nível da decussação das pirâmides, uma
parte das fibras continua ventralmente →
trato corticoespinhal anterior. → fibras
ocupam o funículo anterior da medula e, após
cruzamento na comissura branca, terminam
em relação com os neurônios motores
contralaterais, responsáveis pelos
movimentos voluntários da musculatura axial.
→ sistema anteromedial da medula.
○ Outra parte cruza para constituir o trato
corticoespinhal lateral. → + importante. →
Ocupa o funículo lateral ao longo de toda a
extensão da medula e suas fibras influenciam
os neurônios motores da coluna anterior de
seu próprio lado. → fibras motoras do trato
corticoespinhal lateral terminam na
77
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
substância cinzenta intermédia, fazendo
sinapses com interneurônios, q se ligam aos
motoneurônios da coluna anterior.
Trato corticonuclear
● Tem o mesmo valor funcional do trato corticoespinhal,
diferindo deste principalmente pelo fato de transmitir
impulsos aos neurônios motores do tronco encefálico
● Controle voluntário os neurônios motores situados nos
núcleos motores dos nervos cranianos.
● Fibras originam-se principalmente na parte inferior da
área 4 (na região correspondente à representação
cortical da cabeça), passam pelo joelho da cápsula
interna e descem pelo tronco encefálico, associadas ao
trato corticoespinhal.
● À medida que o trato corticonuclear desce pelo tronco
encefálico, dele se destacam feixes de fibras que
terminam nos neurônios motores dos núcleos da coluna
eferente somática (núcleos do III, IV, VI e XII) e
eferente visceral especial (núcleo ambíguo, IX e X) e
(núcleo motor do V e do VII).
● Maioria das fibras do trato corticonuclear faz sinapse
com neurônios internunciais situados na formação
reticular, próximo aos núcleos motores, e estes
ligam-se aos neurônios motores. → muitas fibras
desse trato terminam em núcleos sensitivos do tronco
encefálico (grácil, cuneiforme, núcleos sensitivos do
trigêmeo e núcleo do trato solitário), relacionando-se
com o controle dos impulsos sensoriais.
● Grande número de fibras homolaterais!!!!!!!!!! →
maioria dos músculos da cabeça está representada no
córtex motor dos dois lados. → representação +
acentuada nos grupos musculares que não podem ser
contraídos voluntariamente de um lado só, como os
músculos da laringe e faringe, os músculos da parte
superior da face (orbicular, frontal e corrugador do
supercílio), os músculos que fecham a mandíbula
(masseter, temporal e pterigoídeo medial) e os
músculos motores do olho. → não sofrem paralisia
quando o trato corticonuclear é interrompido de um só
lado (por exemplo, em uma das cápsulas internas)
● Os neurônios motores do núcleo do nervo facial,
responsáveis pela inervação dos músculos da metade
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
inferior da face, recebem fibras corticonucleares do
córtex do lado oposto, enquanto os responsáveis pela
inervação dos músculos da metade superior da face
recebem fibras corticonucleares do córtex dos dois
lados → permite a distinção entre paralisias faciais
centrais das periférica
Trato rubroespinhal
● Junto do corticoespinhal lateral, controla a motricidade
voluntária dos músculos distais dos membros, músculos
intrínsecos e extrínsecos da mão. →No homem,
entretanto, possui um número reduzido de fibras.
● Origina-se no núcleo rubro do mesencéfalo, decussa e
reúne-se ao trato corticoespinhal no funículo lateral da
medula.
● Principal aferência → área motora primária (via
córtico-rubroespinhal).
Trato tetoespinhal
● Origina-se no colículo superior, que, recebe fibras da
retina e do córtex visual.
● Situa-se no funículo anterior dos segmentos mais altos
da medula cervical, onde estão os neurônios motores
responsáveis pelo movimento da cabeça, e pertence ao
sistema anteromedial da medula.
● Envolvido em reflexos visuomotores, em que o corpo se
orienta a partir de estímulos visuais.
Tratos vestibuloespinhais
● 2→ medial e lateral.
● Originam-se nos núcleos vestibulares do bulbo e levam
aos neurônios motores os impulsos nervosos
necessários à manutenção do equilíbrio a partir de
informações que chegam a esses núcleos, vindas da
parte vestibular do ouvido interno e do
vestibulocerebelo.
● Mantém a cabeça e os olhos estáveis diante de
movimentos do corpo.
● Projetam-se também para a medula lombar, ativando os
músculos extensores (antigravitacionais) das pernas.
● Fazem ajustes posturais, permitindo que seja mantido o
equilíbrio mesmo após alterações súbitas do corpo no
espaço.
Tratos reticuloespinhais
● Promovem a ligação de várias áreas da formação
reticular com os neurônios motores da medula.
● Chegada de informações de setores muito diversos do
sistema nervoso central, como o cerebelo e o córtex
pré-motor.
● Pontino → aumenta os reflexos antigravitacionais da
medula, facilitando os extensores e a manutenção da
postura ereta. → manutenção do comprimento e a
tensão muscular.
● Bulbar → efeito oposto → libera os músculos
antigravitacionais do controle reflexo.
● Controlam os movimentos tanto voluntários como
automáticos, a cargo dos músculos axiais e proximais
dos membros, e pertencem ao sistema medial da
medula. → determinam o grau adequado de contração
desses músculos → garante postura básica, ou "de
partida'', necessária à execução de movimentos
delicados pela musculatura distal dos membros.
● O controle do tônus e da postura ocorreem grande
parte no nível medular → reflexos miotáticos,
modulados por influências supramedulares trazidas
pelos tratos reticuloespinhais e vestíbulo-espinhal →
ação nos neurônios alfa e gama → quando há
desequilíbrio entre as influências inibidoras ou
facilitadoras trazidas por esses tratos, pode-se ter
quadros em que há hipertonia em determinados grupos
musculares, como na chamada rigidez de
descerebração, ou nas hipertonias que se seguem aos
acidentes vasculares cerebrais (espasticidade).
Visão conjunta das vias somáticas
Todas as vias que influenciam a motricidade somática convergem
sobre o neurônio motor que, por sua vez, inerva a musculatura
esquelética. → constitui a via motora final comum de todos os
impulsos que agem sobre os músculos estriados esqueléticos.
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Organização do mov voluntário
Etapas → preparação, que termina com a elaboração do
programa motor, e execução.
● Preparação→ envolve áreas motoras de associação do
córtex cerebral em interação com o cerebelo e o corpo
estriado.
● Execução → envolve a área motora primária, a área
pré-motora do córtex e suas ligações diretas e
indiretas com os neurônios motores.
● Existem mecanismos que permitem ao sistema nervoso
central promover os necessários ajustes e correções
no movimento já iniciado.
● Existem potenciais de preparação em áreas de
associação do córtex, como a área motora suplementar,
que ocorrem pouco antes do início do movimento,
seguindo-se a ativação das áreas pré-motora e motora
e o início do movimento.
● Corpo estriado e o núcleo denteado do cerebelo são
também ativados antes do início do movimento.
A intenção de realizar o mov é feita na área pré-frontal →
informações são transmitidas para as áreas encarregadas de
elaborar o programa motor, vulgo a zona lateral do cerebelo,
através da via corticopontocerebelar, o corpo estriado e a área
motora suplementar, onde é elaborado o programa motor que
define quais músculos serão contraídos, assim como o grau e a
sequência temporal das contrações.
→ O programa motor é enviado à área motora primária,
principal responsável pela execução do movimento. São ativados
determinados neurônios corticais que, atuando sobre os
neurônios motores, via trato corticoespinhal, determinam a
contração, na sequência adequada, dos músculos responsáveis
pelo movimento. As vias mediais da medula são ativadas para
ajustes posturais e da musculatura proximal, para aproximar o
corpo do cirurgião do alvo. Informações sobre as características
desses movimentos, detectados por receptores proprioceptivos,
são levadas à zona intermédia do cerebelo pelos tratos
espinocerebelares.
→ As informações obtidas antes do movimento, ou durante,
permitem ajustes por anteroalimentação. O cerebelo pode
comparar as características do movimento em andamento com o
programa motor e promover as correções necessárias por
anteroalimentação, agindo sobre a área motora através da via
interpósito-tálamo-cortical.
→ Após tocar o alvo, informações sensoriais proprioceptivas,
originadas no segmento onde ocorre o movimento, geram ajustes
por retroalimentação quanto a força necessária ao
procedimento. Ajustes posturais também são feitos por
retroalimentação.
→O trato reticuloespinhal pontino o mantém na postura ereta
imóvel, atuando sobre a musculatura antigravitacional. Toda a
informação gerada na execução do movimento será usada para
melhorar a execução de movimentos futuros semelhantes,
através do aprendizado motor, a cargo principalmente do
cerebelo.
→ Postura apropriada, o que envolve a contração adequada dos
músculos. → necessário um comando voluntário feito pela via
corticoretículoespinhal (não se podendo excluir também um
componente corticoespinhal), além de uma ação controladora a
cargo do vestibulocerebelo e da zona medial do cerebelo, que
atuam pelos tratos vestibuloespinhais e reticuloespinhais. Os
olhos e a cabeça têm que ser mantidos fixos.
Movimentos oculares
Neurônios motores responsáveis pelos movimentos oculares
estão nos núcleos dos nervos abducente, troclear e oculomotor.
● Não recebem aferências diretas do córtex cerebral,
mas somente através do colículo superior e da
formação reticular.
2 centros na formação reticular relacionados → movimentos
horizontais situado na ponte, outro para movimentos verticais
situado no mesencéfalo.
● Quando atuam simultaneamente, os movimentos são
oblíquos.
● Recebem aferências dos colículos superiores, ou
diretamente do chamado campo ocular frontal (parte da
área 8 do córtex cerebral).
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