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AULA 03 e 04 D CONST


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DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL - TEORIA DA CONSTITUIÇÃO 
CARGA HORARIA: 60h/a
PERIODO: 3º 
Capítulo III – Constituição 
1. Conceito. 2. Concepções de Constituição. 3. Classificação das Constituições. 4. Classificação da Constituição Brasileira de 1988. 
CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO
Cada doutrinador conceituará CONSTITUIÇÃO de uma forma diferente. 
O mais importante é o aluno entender os principais temas abordados pela norma constitucional.
Segundo José Afonso da Silva, “as Constituições têm por objeto estabelecer a estrutura do Estado, a organização de seus órgãos, o modo e aquisição do poder e a forma de seu exercício, limites de sua atuação, assegurar os direitos e garantias dos indivíduos, fixar o regime político e disciplinar os fins socioeconômicos do Estado, bem como os fundamentos dos direitos econômicos, sociais e culturais”.
Pode-se dizer que “a Constituição é a norma de maior hierarquia em um ordenamento jurídico, que organiza o Estado e os seus Poderes, além de tratar dos direitos e garantias individuais”.
Concepções de Constituição
Quando se fala em concepções da Constituição o que se deseja saber é a forma como o Direito Constitucional se inter-relaciona com outras ciências, principalmente a Sociologia, a Filosofia e a Política.
Em virtude disso, existem diversos sentidos/concepções para se conceituar a Constituição.
Sentido Sociológico de Constituição
Autor: professor Ferdinand Lassalle.
Tese: uma Constituição só seria legítima se representasse a vontade popular, refletindo a somatória dos fatores reais de poder numa sociedade. Caso isso não aconteça, a Constituição não passaria de uma ‘folha de papel’.
Palavras-chave: Fatores reais de poder; Folha de papel;
Sentido Político de Constituição:
Autor: Carl Schmitt
Tese: conceitua Constituição como a decisão política fundamental. Segundo o autor, a validade de uma Constituição não se apoia na justiça de suas normas, mas na decisão política que lhe dá existência.
Palavras-chave: Decisão política fundamental.
Ponto importante: Carl Schitt diferencia Constituição de leis constitucionais. 
A Constituição trata somente das matérias de grande relevância jurídica, sobre as decisões políticas fundamentais, tais como organização do Estado, princípio democrático e os direitos fundamentais.
As outras normas presentes na Constituição seriam somente leis constitucionais. 
Falando em outras palavras: a Constituição seria aquilo que realmente merece estar na norma mais importante. O resto que não tem a mesma importância, seria apenas uma lei constitucional.
Sentido Jurídico de Constituição
Autor: Hans Kelsen
Tese: a Constituição estaria no mundo do dever ser (como as coisas deveriam ser), e não no mundo do ser (mundo real, como as coisas são), caracterizada como fruto da vontade racional do homem, e não das leis naturais.
A constituição seria uma norma pura, sem qualquer consideração de cunho sociológico, político ou filosófico.
Kelsen se contrapunha às ideias de Lassale, por entender que a Constituição, por si, tinha eficácia jurídica, não precisando encontrar ressonância nos fatores reais de poder em uma sociedade.
Hans Kelsen apresentava as seguintes vertentes a respeito da Constituição:
• Sentido lógico-jurídico: norma fundamental hipotética, pressuposto de validade da Constituição.
• Sentido jurídico-positivo: norma suprema, fundamento de validade das demais normas.
Palavras-chave: norma fundamental hipotética.
Sentido Normativo de Constituição
Autor: Konrad Hesse.
Tese: A Constituição deve ser entendida como a ordem jurídica fundamental de uma comunidade. E, por ter status de norma jurídica, seria dotada de força normativa suficiente para vincular e impor os seus comandos.
Konrad Hesse também contrariou a tese defendida por Lassale, dizendo que nem sempre os fatores reais de poder de uma sociedade prevaleceriam sobre a Constituição normativa.
Para Hesse pelo fato da Constituição ter uma força normativa, ela seria capaz de imprimir ordem e conformação à realidade política e social. Nesse sentido, a Constituição até poderia não realizar as coisas sozinha, mas poderia impor tarefas e algumas mudanças.
Palavras-chave: Força normativa; 
O que é força normativa? Trata-se da acepção de que a Lei Maior não deve ser apenas teórica e utópica, mas possível de ser colocada em prática, sempre tendo como principal finalidade atender os anseios e necessidades sociais do Estado.
Sentido Culturalista de Constituição
Autor: J. H. Meirelles Teixeira
Tese: A Constituição é produto de um fator cultural, produzido pela sociedade e que sobre ela pode influir.
A concepção culturalista levaria ao conceito de ‘Constituição Total’, por apresentar “ aspectos econômicos, sociológicos, jurídicos e filosóficos”.
Palavras-chave: Constituição total; fato cultural.
O sentido cultural de constituição seria a soma de todos os outros sentidos.
3. Classificação das Constituições. 
Classificação das Constituições
As constituições podem ser classificadas de diferentes formas a depender do critério utilizado pelo doutrinador.
Por vezes pode ocorrer de um conceito expressar a mesma semântica que outro, no entanto, com enfoque diferente.
A primeira classificação mais cobrada em certames diz respeito à origem. 
Na classificação das constituições “Quanto à origem”, a ideia aqui é saber se a Constituição nasceu democraticamente ou não. 
Lembre-se que a Constituição brasileira atual é promulgada. 
A Magna Carta do Rei João Sem Terra (Inglaterra, 1.215) é importante por três pontos principais: 
1º) É nela que surge o Habeas Corpus, principal remédio constitucional; 
2º) É nela que também surge o devido processo legal, princípio mais importante do direito processual; e 
3º) Ela ainda inaugura uma classificação da Constituição, baseada no pacto entre duas forças (Rei + Legislativo). 
Quanto à forma
Quanto à forma: A Constituição brasileira atual é escrita.
As principais fontes da Constituição Inglesa são:
Leis ou atos do Parlamento (Acts of Parliament).
Decisões Judiciais (Case Law)
Algumas normas não escritas como as chamadas Convenções da Constituição (Conventions of the Constitucion).
Quanto ao modo de elaboração:
A Constituição brasileira atual é dogmática.
QUANTO À EXTENSÃO: 
Nossa Constituição tem 250 artigos e já sofreu mais de 100 emendas, exatamente por ser extensa (prolixa e analítica). 
Atualmente são 132 emendas, sendo a última datada de 21 de dezembro de 2023.
A Constituição Americana contém poucos artigos e já contando com mais de 200 anos. 
A Constituição brasileira atual é analítica.
Fonte: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/quadro_emc.htm#:~:text=4%C2%BA%20da%20Emenda%20Constitucional%20n%C2%BA,15%20de%20mar%C3%A7o%20de%202021.
QUANTO AO CONTEÚDO: 
Quando tratamos dos conceitos de Constituição, foi abordado o sentido político de constituição de autoria de Carl Shmitt. 
O autor diferenciava Constituição de leis constitucionais. 
Esse sentido político de Constituição se assemelha à presente classificação em material e formal.
É classificada como “MATERIAL” a Constituição que versa apenas sobre matérias realmente constitucionais, como Organização do Estado e dos Poderes, além dos Direitos e Garantias Fundamentais. 
Por outro lado, quando o texto abriga assuntos que deveriam ter sido tratados em normas infraconstitucionais, ela seria classificada como “FORMAL”. 
Ex: O artigo 242 da Constituição se preocupou em dizer que o Colégio Pedro II fica no Rio de Janeiro. 
 Isso realmente precisaria estar dentro da Constituição?
 Sem dúvidas, a Constituição brasileira atual é formal. 
ATENÇÃO: Com a inserção do § 3º, no artigo 5º, da Constituição, mesmo algumas normas que estão fora do texto constitucional (tratados internacionais que tratam de direitos humanos aprovados sob o rito das emendas à constituição) são considerados como norma constitucional.
Art. 5 § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintosdos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.  
QUANTO À ESTABILIDADE OU POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO OU ALTERABILIDADE:
A Constituição brasileira atual é rígida.
Cláusulas pétreas (artigo 60, § 4º CF 88). São elas: a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes; e os direitos e garantias individuais.
QUANTO AO CONTEÚDO IDEOLÓGICO:
Não confundir com a classificação “quanto à ideologia”.
A Constituição brasileira atual é social (dirigente).
QUANTO À IDEOLOGIA:
Nessa classificação a preocupação não é se o texto constitucional trata ou não das diferentes gerações/dimensões de direitos fundamentais. 
O enfoque principal é definir se há ou não mais de uma ideologia na elaboração da Constituição. 
A Constituição brasileira atual é eclética.
Quanto à correspondência com a realidade (critério ontológico):
Segundo seu idealizador (Karl Lowestein) haveria uma espécie de gradação em se comparando o respeito à Constituição pelos detentores do poder. 
Imagine uma escada com três degraus. No primeiro degrau (em baixo) está a Constituição “semântica”, na qual NÃO há correspondência com a realidade.
Canotilho, professor Português, a chama de “Constituição de fachada”. 
No segundo degrau (do meio), teríamos as Constituições nominais ou nominalistas. 
 Essas teriam um bom texto, mas NÃO haveria a correspondência com “o mundo real”. 
Por fim, no terceiro degrau está o modelo ideal de Constituição, que é a normativa. 
Nessa há plena correspondência entre a vida real e o mundo do dever ser. 
Karl Lowestein aponta o constitucionalismo brasileiro como exemplo normativo, ao lado da Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, México e Costa Rica. 
QUANTO À FINALIDADE:
A Constituição brasileira atual é dirigente (repare que é o mesmo nome dado à classificação quanto ao conteúdo ideológico).
QUANTO AOS SISTEMAS:
A Constituição brasileira atual é principiológica.
QUANTO À UNIDADE DOCUMENTAL:
A Constituição brasileira atual é orgânca/unitextual/ codificada.
QUANTO À ORIGEM DE SUA DECRETAÇÃO:
Em regra, a Constituição é criada e aplicada no mesmo País. 
Ocorre que há casos (raros) de Constituições criadas em um País, mas para ser aplicada em outro. 
A Constituição brasileira atual é autoconstituição ou homoconstituição.
QUANTO À FUNÇÃO:
As Constituições podem ser provisórias ou definitivas. 
As provisórias (ou pré-Constituições) também recebem o nome de Constituições Revolucionárias e trariam normas estruturando o poder político no intervalo entre um e outro regime, estabelecendo o modo de eliminação e erradicação do regime anterior. 
Por outro lado, Jorge Miranda diz que as Constituições definitivas (ou duração indefinida para o futuro) são aquelas que pretendem ser o produto final do processo constituinte. 
A Constituição brasileira atual é DEFINITIVA.
4. Classificação da Constituição Brasileira de 1988.
5. Supremacia da Constituição 
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