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Modais de Transporte Aéreo

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Profa.: Me. Marcela Santos da Silva
marcela.ss@ufopa.edu.br
Universidade Federal do Oeste do Pará
Campus Universitário de Itaituba
Sistemas de Transporte
Modo de transporte - Aéreo
SISTEMAS DE TRANSPORTE
Modais de Transportes
 Rodoviário
 Ferroviário
 Aquaviário
 Aéreo
 Dutoviário
 Especiais
Disponível em: https://institutobrasillogistico.com.br/2018/01/26/modais-de-
transportes/
Os diferentes modais de transporte
se complementam, possibilitando o
escoamento de produtos entre as
regiões, inclusive para o exterior
(CNT, 2006).
Aéreo
 É formado por aerovias que conectam terminais, por meio de
aeronaves (aviões e helicópteros), transportando passageiros e
cargas.
 Atualmente constitui o modal menos utilizado para transporte de
cargas no Brasil (470,9 mil toneladas em 2018). Porém,
transportou mais de 100 milhões de passageiros em 2018.
 A principal característica desse modal é a agilidade e a
facilidade em percorrer longas distâncias, no território
nacional e internacional.
Aerovias
 Rotas  são constituídas por um conjunto de
aerovias calculadas e localizadas através de satélites
geoestacionários.
 As mais frequentadas  regras mais restritas de
navegação, com determinação de horários, altura de
voo e faixas de largura bem delimitada.
Aerovias
Classificação quanto aos Níveis de Atuação:
 Linhas domésticas regionais: conectam cidades de pequeno e médio
porte ou as ligam a outras linhas de maior percurso, domésticas
nacionais ou internacionais.
 Linhas domésticas nacionais: presentes em aeroportos de grandes
cidades ou polos econômicos de importância.
 Linhas internacionais: transporte interligando aeroportos de diferentes
países, geralmente, através de grandes aeronaves, com
acompanhamento e fiscalização também de Órgãos Internacionais.
Aeronaves
 As aeronaves são os veículos responsáveis por
realizar o deslocamento aéreo.
Classificação das aeronaves quanto a
propulsão:
 Aerostátos: Aeronaves que utilizam o princípio
de Arquimedes para voar (balões e dirigíveis).
“Todo corpo mergulhado num fluido (líquido ou gás)
sofre, por parte do fluido, uma força vertical para
cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido
deslocado pelo corpo”
Aeronaves
Classificação das aeronaves
quanto a propulsão :
 Aeródinos: Aeronaves utilizam
o princípio da 3° Lei de Newton
(ação e reação) para voar.
 Ex: aviões monomotores e
multimotores, planadores,
ultraleves, helicópteros,
autogiros.
Aeronaves
As aeronaves podem ser classificadas
em relação à sua propriedade:
 Empresas comerciais de aviação;
 Organismos governamentais;
 Pessoas físicas e jurídicas diversas
Constituem território do país em que
estão registrados. Sua passagem e
aterrisagem por outras nações, no
caso de aeronaves comerciais,
obedecem à Convenção de Chicago.
Aeronaves
As aeronaves podem ser
classificadas em relação à sua
configuração e utilização:
 Full Pax — avião de passageiros:
aeronaves exclusivamente para
transportar passageiros. Possuem
a parte superior destinada para o
transporte de passageiros e a
inferior para as cargas como
bagagens e pacotes.
Aeronaves
As aeronaves podem ser
classificadas em relação à sua
configuração e utilização:
 All Cargo ou Full Cargo — avião
de carga: aeronaves com a única
finalidade de realizar o transporte
de cargas, consequentemente,
não transportando passageiros.
Possuem uma forma robusta, e
uma grande capacidade
Aeronaves
As aeronaves podem ser classificadas
em relação à sua configuração e
utilização:
 Combi ou avião misto: utilizados para
o transporte de passageiros e cargas.
Semelhante ao Full Pax, o andar
inferior é destinado as cargas. Já no
andar superior, separadamente da ala
de passageiros, também há um local
com o propósito de acondicionar as
cargas.
Aeronaves
 Aeronave Atende a passageiros e cargas.
A380 – O maior dos aviões de
passageiros do mundo, com
capacidade para transportar:
• 525 passageiros  03
classes;
• 853 passageiros 01 classe
• 150 toneladas de cargas.
Apresenta autonomia de até
15.400 km, velocidade de
cruzeiro de mach 0,89 (945
km/h).
Aeronaves
Antonov AN-225 – Maior avião cargueiro do
mundo. De origem Russa.
Boeing 747-8 – Considerado um dos
maiores aviões de passageiros do mundo.
Embora menor, é concorrente direto do
A380.
Aéreo
2.960,00 
Fonte: Anuário Estatístico dos Transportes (2010 – 2019)
Aéreo
 É uma boa opção quando os fatores tempo de entrega e
segurança são predominantes. Apesar deter limitações no
volume de carga, tamanho, peso e quantidade a ser
transportada, é ideal para produtos eletrônicos, produtos
frágeis ou com curto prazo de validade ou consumo.
Aéreo
 Vantagens 
 Percorre grandes distâncias 
(nacionais e internacionais) 
em tempo reduzido;
 Trânsito livre e exclusivo;
 Desvantagens
 Limitação na quantidade de 
carga transportada;
 Altos custos de manutenção, 
implementação, fretes e 
combustíveis em relação aos 
outros meios de transportes;
 Necessita de terminais de 
acesso;
 Pode depender de outro modo.
Terminais Aéreos de Passageiros 
(TAP’s)
Classificação dos Terminais Aéreos de 
Passageiros (TAP’s)
 Unimodais: quando prestam serviços a apenas um
modo de transporte;
 Multimodais: quando atendem a mais de um tipo de
modalidade.
Representam um ponto de transbordo 
para se chegar ao destino final
Classificação dos Terminais Aéreos de 
Passageiros (TAP’s)
Quanto aos Níveis de Atuação
 Doméstico Regional (Brasil);
 Doméstico Nacional (Brasil);
 Internacional: transporte interligando aeroportos de
diferentes países, geralmente, através de grandes
aeronaves , com acompanhamento e fiscalização também
de Órgãos Internacionais, tais como IATA (International Air
Transport Association).
Componentes dos Terminais Aéreos 
de Passageiros (TAP’s)
 Os componentes dos TAP’s podem ser classificados em:
operacionais e não operacionais.
 Os componentes operacionais são aqueles que realizam
atividades essenciais no processo de transferência intermodal
entre os modos terrestre e aéreo, um exemplo destes é a
vistoria antissequestro.
 Já os componentes não operacionais são aqueles que
participam no processo como apoio, por exemplo, as
lanchonetes e os banheiros.
Componentes dos Terminais Aéreos 
de Passageiros (TAP’s)
Fonte: Alves, 2018.
Estrutura funcional de Terminais 
Aéreos de Passageiros (TRP’s)
 Setor de operações: destinado às atividades de venda de passagens, áreas
de espera, embarque e desembarque de passageiros.
 Setor de uso público: destinado ao atendimento dos usuários nos períodos
anterior e posterior ao embarque e desembarque, desde a chegada até a
saída do terminal.
 Setor de serviços públicos: destinado às atividades de apoio, assistência e
proteção ao usuário oferecidas por entidades públicas ou privadas.
 Setor de administração: formado pelas áreas destinadas às atividades de
administração e manutenção do terminal.
 Setor de comércio: destinado às atividades de natureza comercial.
Inspeção de Segurança
 A Inspeção de Segurança para o embarque de passageiros (por intermédio
de Equipamento de Raio-X para Bagagem de Mão e mais Pórtico Detector
de Metais) deverá ser localizada em posição única, isto é, deverá servir a
todos os passageiros, tanto para os Domésticos quanto para os
Internacionais e também para os Passageiros em Trânsito.
 Prever em área adjacente duas cabines para Vistoria Corporal (cada uma
com tamanho suficiente para caberem 03 (três) pessoas; uma sendo
vistoriada, outra fazendo a vistoria e a terceira de testemunha).
 Os passageiros internacionais embarcando deverão depois prosseguir para
a Vistoria de Passaportes, feita pela Polícia Federal, antes de entrarem na
Sala de Embarque Internacional.
Requisitos mínimos para espaços
Requisitos mínimos para espaços
Requisitos mínimos para espaços
Requisitos mínimos para espaços
Requisitos mínimos paraespaços
Requisitos mínimos para espaços
Requisitos mínimos para espaços
Requisitos mínimos para espaços
Requisitos mínimos para espaços
Requisitos mínimos para espaços
Requisitos mínimos para espaços
Requisitos mínimos para espaços
Salas de Desembarque
 Espaço para o armazenamento dos carrinhos de bagagem vazios. Este
deve anterior às esteiras de restituição de bagagem, no
encaminhamento natural do fluxo de passageiros desembarcando.
 Espaço para balcões de apoio das companhias aéreas, com
instalações de sistemas apropriados: telefone, computador, etc.).
 No desembarque doméstico, também dever haver um espaço para
bagagens extraviadas (os LL’s - Lost Luggage). Esses balcões devem
dispor de tomadas de luz, telefone e rede local de comunicação.
Requisitos mínimos para espaços
Salas de Desembarque
 Parede de vidro transparente na retaguarda das esteiras de
desembarque, para possibilitar a visualização da bagagem pelo
passageiro, proporcionando maior segurança e reduzindo o nível de
ansiedade do passageiro quanto à espera pela bagagem.
Requisitos mínimos para espaços
Vistoria de bagagem despachada no Check-in
 No Saguão de Embarque deverá haver um espaço reservado
exclusivamente para as filas de passageiros em frente aos
balcões de Check-in.
 Este espaço deverá ter uma largura/profundidade mínima de 3
metros para circulação em frente aos balcões e mais uma
distância para fila de 12 metros.
 Deverá haver também uma sala próxima ao Check-in para se
proceder a abertura reservada das malas com suspeita de
conter algum material proibido ou perigoso.
Requisitos mínimos para espaços
Esteiras de restituição de bagagem
 Devem ter um afastamento mínimo de 6 (seis) metros entre as
suas faces externas e as paredes ou barreiras fixas adjacentes
laterais e 8 (oito) metros no topo.
 Quando houver mais de uma esteira estas devem ter um
afastamento mínimo entre elas, de face externa principal a face
externa principal, de 9 (nove) metros.
Áreas Operacionais da INFRAERO
1. COA – Centro de Operações Aeroportuárias e COE – Centro de Operações de
Emergências
2. Sala de Supervisor
3. Sala dos Fiscais de Pátio
4. Viaturas Operacionais
5. Balcão de Informações / Infraero
6. Atendimento Médico de Emergência
7. Sala de Autoridades / Imprensa / Sala de Múltiplo Uso
8. Sala Ecumênica
9. Berçário / Fraldário ou Lactário
10. Táxi Aéreo
Equipamentos essenciais
Dentre todos os equipamentos que podem ser
instalados no terminal, consideram-se essenciais:
 Rede de sonorização;
 Central telefônica;
 Monitor de SIV (Sistema Informativo de Voo);
 Raio-X
Gestão de Operações Aéreas
Generalidades
 As medidas de operação e controle, no deslocamento aéreo são
bastante rígidas, em virtude da sua capacidade de
deslocamento no espaço.
 O treinamento de pilotos e copilotos, junto com o nível técnico e
disciplinar dos controladores de voo, em especial nas áreas
circunvizinhas dos aeroportos é essencial.
Tipos de Operação
 VISUAL - Visual Flight Rules (VFR): operação de aeronaves
sujeita a regras de voo visual.
 Referências com solo ou água, de modo que as formações abaixo da
aeronave não obstruam mais da metade da área de visão do piloto;
 Visibilidade e distância de nuvens conforme a classe do espaço
aéreo;
 Limites de velocidade de acordo com a classe do espaço aéreo.
Tipos de Operação
 INSTRUMENTOS - Instrument Flight Rules (IFR): operação de
aeronaves em aproximação sujeita às regras de voo por
instrumento. Podem ser: IFR - Precisão e IFR - Não precisão.
 Aproximação de não precisão: É aquela baseada em auxílios de
rádio que não possuem indicação eletrônica de trajetória de planeio.
 Aproximação de precisão: ILS é o sistema de pouso automático do
aeroporto. É usado para pousos em baixa visibilidade. O ILS guia o
avião com segurança para o pouso, via piloto automático.
Sistema de controle e operação
O sistema de operação e controle do modo aeroviário tem a atuação
de cinco Organismos Internacionais de Controle:
 OACI/ICAO – Organização de Aviação Civil Internacional / International
Civil Aviation Organization  Congrega mais de 150 países  discutir
e fixar direitos e deveres de seus membros com o objetivo de
homogeneizar o transporte aéreo internacional.
 As regras de operação da OACI são complementadas pelos regulamentos
internos de cada país, que organizam e disciplinam a utilização de seu
espaço aéreo. No Brasil, o gerenciamento do Transporte Aéreo Brasileiro
(TAB) é feito pelo Ministério da Defesa (Comando da Aeronáutica) com a
finalidade de apoiar, controlar e desenvolver a aviação civil no Brasil.
Sistema de controle e operação
 Convenção de Chicago  determina regras acerca do espaço aéreo,
passagem e aterrisagem por outras nações, registro de aeronaves e
segurança de voo, bem como detalha os direitos dos signatários com
respeito ao transporte aéreo. De forma geral, trata das denominadas
liberdades do ar.
 IATA - Associação Internacional do Transporte Aéreo  Congrega
companhias aéreas de quase todo o mundo  define tarifas e
condições de serviço para os transportadores. Sediada em Genebra
(Suíça).
Sistema de controle e operação
 ACI - Conselho Internacional dos Aeroportos  Reúne as principais
companhias administradoras de aeroportos  A INFRAERO é a
representante brasileira.
 FAA - Administração Federal da Aviação  Órgão regulamentador
norte-americano  cujos regulamentos e circulares técnicas sobre
aeronaves, tripulação, espaço e tráfego aéreo, etc. são reconhecidos
internacionalmente.
Referências
 Notas de aula do Prof. Carlos Armando Rocha Filho
 Alejandro Ruiz-Padillo, Caroline Alves da Silveira, Tânia Batistela Torres.
Sistemas de transporte: introdução, conceitos e panorama: Cachoeira do
Sul, Rio Grande do Sul, Brasil [recurso eletrônico] – Cachoeira do Sul, RS:
UFSM-CS, 2020.
 INFRAERO. Premissas Básicas para Estudos Técnicos Arquitetônicos
de Terminais de Passageiros. Versão atualizada em 19/11/200

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