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DIREITO CIVIL


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DIREITO CIVIL 
Pessoa Natural: Todo ser humano dotado de direitos e deveres.
Personalidade jurídica: Personalidade jurídica é a aptidão para se adquirir direitos e deveres na ordem civil.
· Todos possuem, na mesma medida.
Capacidade jurídica: É o exercício dos direitos e deveres.
· Capacidade de direito ou de gozo > Todos possuem. 
· Capacidade de fato ou exercício > Nem todos possuem, somente aqueles que podem exercer pessoalmente seus direitos e deveres (sem necessidade de representante ou assistente). 
Teorias do nascituro: 
Nascituro é o ser concebido, ainda estando no ventre (com vida intrauterina).
Natimorto é o ser expelido sem vida, nasce morto, não adquiriu personalidade jurídica. 
 Não está previsto no Código Civil e ficou protegido pelo enunciado n° 01 da I jornada de Direito Civil. 
 Direitos protegidos: - Nome - Imagem - Sepultamento com dignidade
· Quando se inicia a personalidade jurídica?
· Teoria NATALISTA > Após o nascimento com vida (funcionamento do sistema/aparelho cardiorrespiratório). O nascimento tem expectativa de direito. Teoria dotada pelo Código Civil.
· Teoria CONCEPCIONISTA > Desde a concepção, portanto, o nascituro já seria titulas de direitos e deveres formais e materiais (patrimoniais) 
Teoria dotada pelos tribunais e STJ. 
· Teoria da personalidade formal ou condicional > Direitos materiais condicionados ao nascimento. 
Maria Helena Diniz. 
Incapazes: Pessoas que não possuem capacidade de fato.
 Menor IMPÚBERE. 
Incapacidade ABSOLUTA > Não podem realizar nenhum ato da vida civil sozinhos
 Possuem apenas capacidade de direito. 
 Precisa de um representante para exercer os atos da vida civil em seu nome. 
 Pais: representantes dos filhos. 
 Tutores: caso o menor não possua pais ou filhos de pais que perderam o poder familiar. 
· Ato praticado por um absolutamente incapaz sem a presença do seu representante, se torna nulo 
Incapacidade RELATIVA > A pessoa relativamente incapaz não possui idade, discernimento ou condições físicas de exercer plenamente a sua vontade, precisando de um assistente para lhe auxiliar nos atos da vida civil. 
 Podem realizar atos sem auxílio contanto que esteja previsto em lei. Exemplo: votar, fazer testamento, etc. 
 Assistentes: pais, tutores e curadores. 
I. 
Maiores de 16 anos e menores de 18 (menores PÚBERES).
II. Os ébrios habituais (alcóolatras) e os viciados em tóxicos (drogas).
III. Aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. Exemplo: estado de coma, perda de memória, etc. 
IV. Os pródigos (pessoas sem controle do dinheiro)
· Capacidade do indígena é regulada por legislação especial. 
· A senilidade (velhice) não torna ninguém incapaz. 
Emancipação:
· É a antecipação da capacidade de fato antes de a pessoa atingir a maioridade, ou seja, antes dos 18 anos completos. 
· É civil, portanto, os efeitos são civis. 
· IRREVOGÁVEL.
· 18 anos adquire-se maioridade > capacidade plena. 
· Tipos de emancipação: 
I. Voluntária > Vontade dos pais, do menor, realizada em cartório e ter 16 anos completos.
II. Judicial > O menor possui um tutor, ter 16 anos completos, juiz ouvirá o tutor, a emancipação será conferida pelo juiz por meio de sentença. 
III. Legal > Casamento, emprego público efetivo, colação de grau em ensino superior, 16 anos completos, economia própria. 
Extinção da pessoa: 
· Morte encefálica > marca o fim da pessoa natural. 
· Extingue-se a obrigação de pagar pensão, os contratos, dissolve-se o vínculo conjugal, extingue-se o usufruto, etc. 
· 2 tipos: 
I. Morte real > existência de um corpo, ou, quando não tem o corpo, mas tem certeza da morte. Justificação de óbito. 
· Provada pela certidão/atestado de óbito
II. Morte presumida > Tem que presumir a morte, pois não existe um corpo. Exemplo: acidente de avião, catástrofe, desaparecimento, etc. 
· Morte presumida COM decretação de ausência > quando a pessoa desaparece e não deixa notícias, é aberto um processo judicial de ausência que possui 3 fases: 1. Curadoria 2. Sucessão Provisória 3. Sucessão Definitiva
· Morte presumida SEM decretação de ausência > Se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida (acidente de avião, tsunami, estrofeofe, etc) 
 Se alguém, em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois após o término da guerra. 
· A declaração de morte só poderá ser requerida após depois de esgotadas as buscas. 
· Pode ser reversível se a pessoa for encontrada com vida ou o momento da morte pode ser revisto se for encontrado o corpo. 
Domicílio: É o local onde a pessoa natural estabelece a sua residência com ânimo definitivo, ou seja, local onde ela responde por seus direitos e deveres. 
· Elemento objetivo > residência (parte estrutural).
· Elemento subjetivo > ânimo definitivo (psíquico).
· Uma pessoa pode ter várias residências e um domicílio. 
· Residência: maior frequência.
· Morada: esporadicamente (casa de praia).
· Uma pessoa pode ter mais de um domicílio desde que alternadamente viva, tenha ânimo definitivo.
· Domicílio profissional: local onde a pessoa exerce sua profissão.
· Domicílio aparente/ocasional: lugar onde for encontrada (em caso de quem não tem residência habitual). 
· Uma pessoa pode mudar de domicílio desde que mude o ânimo definitivo. 
Ato ilícito: Ato praticado em desconformidade com a ordem jurídica vigente, com a violação de direitos e originando prejuízos a outra pessoa. 
· Também comete ato ilícito o titular de um direito que ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico, social, boa-fé e bons costumes. ATO ILÍCITO POR ABUSO DE DIREITO. 
· NÃO é ato ilícito > legítima defesa, exercício regular de um direito (sniper) e estado de necessidade. 
· Elementos do ato ilícito > conduta (ação ou omissão), antijuridicidade e prejuízo – dano.
Direitos da personalidade: são direitos subjetivos inerentes a pessoa humana e que quando violados, ensejam uma reparação. 
· Âmbitos de proteção dos direitos da personalidade: 
a) Físico 
b) Psíquico
c) Intelectual
· Natureza jurídica dos direitos da personalidade: 
I. Preventiva > Ação de tutela inibitória.
II. Repressiva > Ação de danos morais, surge com a violação dos direitos da personalidade. 
· Características dos direitos da personalidade: 
a) Absolutos > possuem efeito “ERGA OMNES”, ou seja, para todos. 
b) Extrapatrimoniais > não possuem valor econômico.
c) Irrenunciáveis > não é possível abrir mão do direito da personalidade. 
d) Impenhoráveis > por possuir natureza extrapatrimonial, não podem ser objeto de penhora. 
e) Vitalícios > vai do nascimento até a morte, alguns poucos direitos são perpétuos. 
f) Ilimitabilidade > o rol dos direitos da personalidade é apenas exemplificativo. 
Ps > Direito ao esquecimento
· Direito ao nome > Direito da personalidade compreende o nome, prenome e o sobrenome. 
· Direito que se dá ao nome alcança o pseudônimo em atividades lícitas > pseudônimo é a forma como a pessoa é conhecida. 
· Agnome > “Júnior”, “Neto”, “Sobrinho”, etc > cultural, não sendo obrigatório. 
· A alteração do nome é proibida, exceto em situações previamente estabelecidas: 
a) Transsexuais b) Casamento c) Adoção d) Situações vexatórias
· Direito ao corpo vivo > Salvo por exigência médica, é defeso (proibido) o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrair bons costumes. 
· Admitido para fins de transplante.
· Direito ao corpo morto > É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. 
· Pode ser revogado. 
· Tratamento médico de risco > Ninguém pode ser constrangido ou submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. 
· Direito a imagem > Qualquercoisa que de alguma forma lhe identifica. 
· Salvo se autorizadas, ou se necessário à administração pública da justiça ou à manutenção da ordem pública. 
· Admite flexibilização: 1. Pessoa pública. 2. Pessoas em lugares públicos. 
· Privacidade e intimidade > A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. 
Pessoa jurídica: Agrupamento de pessoas e bens com destinação patrimonial ou não, com finalidade específica e lícita e constituída na forma da lei. 
· Nascimento de uma pessoa jurídica: REGISTRO DO ATO CONSTITUTIVO.
I. Contrato social > com finalidade lucrativa (junta social).
II. Estatuto social > com finalidade social (cartório de pessoas jurídicas). 
· Classificações: Nacionais e estrangeiras. 
· Não leva em conta o lugar do exercício, a nacionalidade dos componentes e nem a origem do capital. Leva-se em conta apenas o local de registro. 
· Função: 
· Pessoa jurídica de direito público: entidades de caráter público > união, estado, D.F., municípios, autarquias e associações públicas. 
· Pessoas jurídica de direito privado: 
a) Associações > Estatuto 
b) Sociedades > Contrato
c) Fundações > Estatuto
d) Organizações religiosas > Estatuto
e) Partidos políticos > Estatuto
· Pessoa jurídica não pode sofrer danos morais, em regra. Os danos morais é uma violação da personalidade.
· Requisitos para criação da pessoa jurídica: 
a) Criação na forma da lei b) vontade c) objetivo lucrativo ou não d) registro do ato constitutivo e) personalidade jurídica própria f) objeto lícito g) reconhecimento estatal.

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