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1 TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO ◼ É a principal causa de óbito nas vítimas de acidente automobilístico ◼ A maioria das vítimas está na faixa etária dos 15 aos 24 anos ◼ Os pacientes politraumatizados com traumatismo de crânio têm duas vezes mais chances de falecer dos pacientes que não têm ◼ 75% dos casos graves se deve a acidentes automobilísticos ◼ Outras causas de TCE estão associadas a violência, acidentes de trabalho e por prática de desportos TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO ANATOMIA: ◼ Couro cabeludo ◼ Crânio ◼ Meninges ◼ Líquido cérebro-espinhal ◼ Vasos sanguíneos 1 2 3 2 TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO LESÕES DO COURO CABELUDO: ◼ Podem causar hemorragias importantes devido a vascularização ◼ Podem provocar choque em lactentes mas NUNCA em adultos ◼ Nos adultos, os hematomas subdurais (galos) determinam a força do traumatismo ◼ Os sangramentos são controlados por compressão direta ◼ Na presença de fratura com depressão, efetuar a compressão na margem da lesão TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO FRATURAS DE CRÂNIO: ◼ Fraturas linear ou simples: ◼ Representam 80% das fraturas de crânio, são lineares e sem desvio ◼ Fraturas abertas: ◼ Localizam-se sob lesões do couro cabeludo e têm maior potencial para infecção, têm maior potencial para causar lesão cerebral, pois fragmentos ósseos podem penetrar na massa encefálica TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO FRATURAS DE BASE DE CRÂNIO: ◼ Presença de rinorragia ou otorragia ◼ Equimose periorbitária (olhos de guaxinim), surge algumas horas após o trauma ◼ A equimose de mastóide (sinal de Batle) é um sinal tardio (mais de 24 horas) Obs.: o surgimento precoce do sinal de Batle sugere trauma direto. 4 5 6 3 TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO LESÕES CEREBRAIS: ◼ Dano direto: Ocorre nos traumatismos penetrantes TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO ◼ Dano indireto: É a forma mais comum, acontece após traumatismo aceleração – desaceleração ( pode ocorrer por lesão de contra golpe ). 7 8 9 4 TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO ◼ Lesão primária: Ocorre no momento do impacto. ◼ Lesão secundária: Ocorre depois do trauma devido a hipotensão, hipoxemia, hipoventilação, edema cerebral, e formação de hematomas 10 11 12 5 TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO ELEVAÇÃO DA PRESSÃO INTRACRANIANA: Causas: Edema cerebral,congestão venosa ou sangramento intracraniano HERNIAÇÃO CEREBRAL: Quadro clínico: Diminuição do nível de consciência que progride rapidamente para o coma, dilatação da pupila do lado da lesão, paralisia dos membros do lado oposto da lesão e postura de descerebração. 13 14 15 6 TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO TIPOS DE LESÃO CEREBRAL: Concussão: Episódio de alteração do nível de consciência após um violento choque, com retorno rápido ao normal. Não há lesão cerebral definitiva. Ocorre perda da consciência por alguns instantes, podendo surgir outros sintomas como confusão, amnésia e vômitos na ausência da perda da consciência. Contusão cerebral: Ocorre geralmente em áreas em que o cérebro entra em contato com protuberâncias ósseas. TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO HEMATOMAS INTRACRANIANOS: Hematomas epidurais: ◼ Ocorre em quase todos os casos de fraturas de crânio, sendo venosos na maioria dos casos ◼ As formas graves quase sempre ocorrem por laceração da artéria meningea média e têm mortalidade entre 15% e 20% ◼ Cria aumento da pressão intracraniana progressivamente em poucas horas ◼ São responsáveis por 5% a 10% dos óbitos por TCE TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Hematomas subdurais: ◼ Ocorrem quando o sangramento está presente entre a dura-mater e aracnóide. ◼ Geralmente são venosos, tendo uma velocidade de expansão menor De acordo com a apresentação clínica são classificados em: ◼ Agudos – apresentam-se nas primeiras 24 horas de lesão c/ mortalidade alta (75%) ◼ Subagudos – aparecem 48 horas a uma semana após o trauma, mais comum em pacientes acima dos 50 anos ◼ Crônicos – ocorrem de uma a seis semanas após o trauma, geralmente produzidos por lesões banais Hematomas intracerebrais: ◼ são causados por dano vascular no momento do impacto 16 17 18 7 TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO AVALIAÇÃO DA VÍTIMA: Exame primário: Avaliação da cena Nível de consciência Vias aéreas Respiração O2 suplementar circulação TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO AVALIAÇÃO DA VÍTIMA: Exame secundário: Avaliar localização no tempo e espaço ( se consciente ) Presença de lesões em couro cabeludo Hemorragia ou drenagem de líquor pelo conduto auditivo Equimoses periorbitárias ( sinal de guaxinim ) Sinais vitais, a hipertensão arterial associada a bradicardia é sinal importante de hipertensão intracraniana por hematoma TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Sinais e sintomas que sugerem Hipertensão Intracraniana Dor de cabeça Diminuição do nível de consciência Vômitos Hipertensão arterial Bradicardia 19 20 21 8 A tríade de Cushing é uma tríade de sintomas que podem ser um sinal do aumento de pressão na caixa craniana (hipertensão intracraniana). É composta por: ◼ Hipertensão ◼ Bradicardia ◼ Bradipnéia TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Tratamento ◼ A Solução de Manitol é indicada para a promoção da diurese (produção de urina pelos rins), na prevenção da falência renal aguda (perda repentina da capacidade dos rins em realizar suas funções) durante cirurgias cardiovasculares e/ou após trauma; redução da pressão intracraniana e tratamento do edema cerebral; redução da pressão intra-ocular elevada quando esta não pode reduzida por outros meios; ataque de glaucoma; promoção da excreção urinária de substâncias tóxicas; edema cerebral de origem cardíaca e renal. ◼ A solução de manitol 20% exerce efeito osmótico e induz diurese acentuada. ◼ O manitol é um diurético osmótico, excretados pelos rins. ◼ O manitol impede a absorção tubular da água e melhora a excreção de sódio e cloreto elevando para tal a osmolaridade do filtrado glomerular. ◼ Esse aumento de osmolaridade extracelular efetuado pela administração intravenosa do manitol induzirá um movimento de água intracelular para um espaço extracelular e vascular. ◼ Essa ação é o fundamento para o papel do manitol na redução da pressão intracraniana, do edema intracraniano e da pressão intra-ocular elevada. Tratamento 22 23 24 http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertens%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Bradicardia http://pt.wikipedia.org/wiki/Bradipn%C3%A9ia 9 ◼ Não cruza a barreira hematoencefálica (barreira hematoencefálica é uma estrutura membrânica que atua principalmente para proteger o Sistema Nervoso Central (SNC) de substâncias químicas presentes no sangue, permitindo ao mesmo tempo a função metabólica normal do cérebro) ou penetra nos olhos. ◼ A redução da pressão cérebro espinhal e intra-ocular ocorre dentro de 15 minutos após o início da infusão. ◼ A injeção intravenosa de manitol é rapidamente excretada pelos rins antes de qualquer metabolismo hepático significativo. ◼ A meia vida de excreção do manitol é de aproximadamente 100 minutos (pode ser aumentada em até 36 horas em casos de insuficiência renal aguda), para um efeito diurético observado após 1 a 3 horas da infusão. ◼ A solução de manitol aumenta a oferta de líquido aos vasos circulatórios, pelo aumento da pressão osmótica vascular. Tratamento TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO ESCALA DE COMA DE GLASGOW Abertura ocular VALOR Não 1 A dor 2 Aos estímulos verbais 3 Espontânea 4 Melhor resposta motora Valor Sem resposta 1 Extensão 2 Flexão anormal 3 Retirada em flexão 4 Localiza a dor 5 Obedece 6 Melhor resposta verbal Valor Sem resposta 1 Sons incompreensíveis 2 Palavras desconexas 3 Desorientado 4 Conversa com orientação 5 Atualização da ECG - 2018 ◼ Com a atualização de 2018, acrescenta-se à escala a análise da Reatividade Pupilar. Essa deve ser verificada após a avaliação dos três outros fatores e o resultado deve ser subtraídodo valor obtido anteriormente. ◼ As notas atribuídas à Reatividade Pupilar do paciente devem de encaixar em: (2) Inexistente = nenhuma pupila reage ao estímulo de luz, (1) Parcial = apenas uma pupila reage ao estímulo de luz e (0) Completa = as duas pupilas reagem ao estímulo de luz. 25 26 27 10 TRAUMATISMOS DA COLUNA VERTEBRAL Traumatismos Medulares ◼ Problema econômico e social ◼ Mais comuns em adultos jovens Causas: ◼ Acidentes de trânsito 41% ◼ Quedas 13% ◼ Armas de fogo 9% ◼ Atividades recreativas 5% Traumatismos Medulares 28 29 30 11 Mecanismos de lesão: Traumatismos Medulares Traumatismos da Coluna Vertebral: Podem estar associados ou não a lesão medular Traumatismos Medulares Classificação das Lesões Medulares: ◼ Completas ◼ Incompletas Traumatismos Medulares 31 32 33 12 Lesões medulares completas: ◼ Ausência de função motora e sensitiva ◼ Pouca chance de recuperação Traumatismos Medulares Lesões medulares incompletas: ◼ Função motora e/ou sensitiva presente ◼ Chances de recuperação Traumatismos Medulares Choque Neurogênico : ◼ Evidência de lesão medular ◼ Hipotensão ◼ Ausência de taquicardia ◼ Vasoconstricção ausente ao nível e abaixo da lesão Traumatismos Medulares 34 35 36 13 Choque Medular: ◼ Perda de função da medula logo após traumatismo ◼ Produz flacidez e perda de reflexos ◼ Dura dias ou semanas ◼ Priapismo Traumatismos Medulares Avaliação da vítima: Manter o paciente em posição neutra e com a coluna vertebral imobilizada Traumatismos Medulares Indicações de imobilização de coluna: ◼ Inconsciência ◼ Trauma de crânio ◼ Trauma de face ◼ Dor no pescoço ◼ Déficit motor ou sensitivo ◼ Mecanismo de lesão Traumatismos Medulares 37 38 39 14 PRIORIDADES: Suporte de vida - ABCs Preservar função da medula com estabilização Tratamento específico da lesão medular só no hospital Traumatismos Medulares Colar cervical: ◼ Não imobiliza isoladamente ◼ Extensão e flexão apenas limitados ◼ Lateralização e rotação não são impedidas Traumatismos Medulares Imobilização de coluna: ◼ KED indicado em vítimas encontradas sentadas Traumatismos Medulares 40 41 42 15 Imobilização de coluna: ◼ 19% dos pacientes com lesões instáveis de coluna chegam a emergência andando ◼ Se necessário extricar paciente em pé Traumatismos Medulares Imobilização de coluna: ◼ Movimentar o paciente em bloco Traumatismos Medulares A prancha rígida • Serviços pré-hospitalares americanos como os dos estados de Massachusetts e Califórnia há mais de 5 anos já não utilizam a prancha rígida de rotina. • O colar cervical é empregado de forma consciente em protocolos institucionais. • É sabido que a presença do colar e da prancha rígida podem gerar dor. Estresse. Ansiedade. Desconforto. Aumento da pressão intracraniana em até 4,5 mmHg. Aumento do risco de úlceras de pressão, dificuldade de manejo de via aérea e incremento no risco de bronco aspiração. Além disso, em trauma penetrante foi observado aumento de mortalidade quando a imobilização da coluna vertebral resultou em aumento no tempo de transporte. 43 44 45 16 Restrição de movimento de coluna 1. Lesões instáveis da coluna vertebral podem evoluir para lesões neurológicas graves, com o movimento excessivo da coluna lesada. 2. Técnicas atuais limitam ou reduzem o movimento da coluna, mas não fornecem verdadeira imobilização. O termo “restrição de movimento da coluna vertebral” seria mais apropriado do que “imobilização da coluna vertebral”. 3. Pranchas tem sido historicamente usadas para imobilização da coluna, mas restrição de movimento da coluna vertebral também pode ser obtida com o uso de maca colher, maca à vácuo ou a própria maca da ambulância. 4. Indicações para restrição de movimento da coluna vertebral, após trauma contuso incluem: • Nível de consciência agudamente alterado (por exemplo, GCS <15, evidência de intoxicação). • Dor e/ou sensibilidade na linha média cervical ou dorso. • Sinais neurológicos focais (sintomas sensitivos e motores). • Deformidade anatômica da coluna. • Circunstâncias ou lesões que causem distração (fraturas de ossos longos, por exemplo) ou que reduzam a capacidade do paciente colaborar para um exame confiável. Barreira linguística também é uma indicação para RMC. Restrição de movimento espinhal 5. Se indicada a restrição de movimento espinhal, esta deve ser aplicada a toda a coluna (lesões não contíguas), com o uso do colar cervical de tamanho apropriado e o restante da coluna estabilizado (cabeça, cervical e tronco alinhados). Para isso poderia se utilizar a prancha rígida. Maca colher. Maca à vácuo ou a maca da ambulância. Se a elevação da cabeça for necessária. O dispositivo de restrição deve ser elevado até a cabeça. enquanto se mantém o alinhamento do pescoço e do tronco. 46 47 48 17 6. Todas as transferências de pacientes criam potencial para deslocamento não desejável de uma lesão instável da coluna. Sendo assim a prancha rígida. Maca colher ou maca à vácuo são recomendados para ajudar na transferência de pacientes. Minimizando-se flexão. Extensão ou rotação de uma coluna possivelmente lesada. 7. Quando paciente já posicionado com segurança na maca da ambulância. • Dispositivos de transferência ou de extricação podem ser removidos. • Se um número adequado de pessoal treinado estiver presente. • Os riscos da manipulação do paciente devem ser pesados contra os benefícios da remoção do dispositivo. • Se tempo esperado de transporte for curto. • Pode ser melhor transportar o paciente no dispositivo e removê-lo ao chegar ao hospital. • Se decidir por remover o dispositivo de extricação na cena. • A restrição de movimento espinhal deve ser mantida. • Para assegurar que o paciente permaneça posicionado de forma segura na maca da ambulância com um colar cervical. Segurança de pacientes 8. Hospitais deveriam estar preparados e equipados para remover com segurança pacientes da prancha rígida para a maca. Isso pode exigir uso de uma placa deslizante ou dispositivo similar. Para manter a restrição de movimento espinhal durante a movimentação do paciente. 9. Não há indicação de restrição de movimento espinhal em trauma penetrante. 49 50 51 18 10. Restrição de movimento espinhal em crianças: • A idade por si só não deve ser um fator decisivo para restrição da coluna vertebral, tanto para a criança pequena como para a criança que pode fornecer uma história confiável. • Crianças pequenas apresentam barreiras de comunicação. No entanto, isso não deve obrigar a indicação de restrição da coluna vertebral puramente pela idade. • Cuidados de emergência pediátrica • Com base nas melhores evidências pediátricas disponíveis. • Um colar cervical deve ser aplicado. • Se o paciente apresentar qualquer um dos seguintes: queixa de dor no pescoço. Torcicolo. Déficit neurológico. Status mental alterado. Incluindo GCS 15, intoxicação e outros sinais. • Envolvimento em uma colisão de veículo motorizado de alto risco. • Lesão por mergulho de alto impacto ou lesão substancial no tronco. • Não há evidências que suportem uma alta incidência de lesão medular multinível não contígua em crianças. • A taxa de lesões multiníveis contíguas em crianças é extremamente baixa, em 1%. • A taxa de lesões multiníveis não contíguas em crianças é considerada igualmente baixa. Paciente sobre pranchas • Minimize o tempo do paciente sobre as pranchas. • Considerando o uso de uma maca a vácuo ou preenchimento com acessórios para reduzir o risco de dor e úlceras de pressão, se este tempo for prolongado. • Devido à variação na razão entre o tamanho da cabeça e o corpo em crianças pequenas em relação aos adultos, o acolchoamento adicional sob os ombros é frequentemente necessário para evitar a flexão excessiva da coluna cervical com o uso da restrição da coluna vertebral. • A mudança nos serviços de pré-hospitalarno Brasil se faz necessária, respeitando-se a realidade nacional e local das equipes. • Com isso. Os atendimentos ficarão mais seguros, ágeis e custo-efetivos. Sempre pautados em Medicina baseada em Evidências. Em 2018, o SAMU junto com o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro adotaram protocolos de restrição do movimento da coluna vertebral. 52 53 54 19 Intubação endotraqueal (1): Indicada precocemente em lesões cervicais altas: 1) risco de aspiração 2) alta incidência de insuficiência respiratória Traumatismos Medulares Intubação endotraqueal (2): ◼ 1a opção via oro traqueal com estabilização da cabeça e pescoço ◼ Via nasotraqueal não reduz a mobilização cervical Traumatismos Medulares Intubação endotraqueal (3): Pacientes combativos devem ser intubados por via oro traqueal após sedação e curalização Traumatismos Medulares 55 56 57 20 Oxigenação: Monitorizar continuamente pela oximetria Manter saturação > 92% Traumatismos Medulares Circulação: ➢ Controlar hemorragias externas ➢ Repor volume necessário para restaurar pa ➢ A bradicardia pode contribuir para a hipotensão ➢ Atropina para bradicardia Traumatismos Medulares Avaliação: ◼ É importante testar sensibilidade e motricidade antes de qualquer manobra de extricação ◼ Proteção do socorrista contra processos de ordem legal Traumatismos Medulares 58 59 60 21 Imobilização de Coluna: Só considerar paciente imobilizado após fixação na prancha longa com estabilizador lateral de cabeça e colar cervical Traumatismos Medulares Estabilizador lateral de cabeça: ◼ Deve ser leve para permitir a lateralização da prancha do paciente ◼ Não utilizar frascos de soro como estabilizadores Traumatismos Medulares Principais Erros: ◼ 2o trauma por manipulação ◼ Descontinuar imobilização ◼ Não intubar pacientes ◼ Não reconhecer lesões hemorrágicas ◼ Atribuir hipotensão a choque neurogênico Traumatismos Medulares 61 62 63 22 Na sala de trauma: ◼ ABC ◼ Controle de Oxigenação ◼ Controle de hipotensão por volume (???) e drogas (aminas) ◼ Avaliar uso de corticóide (solumedrol ou dexametasona) ◼ Demais controles de linha venosa e sinais vitais ◼ Cuidados Intensivos (B.H., Vent. Mec) ◼ Exames laboratoriais e radiológicos ◼ Avaliar condição cirúrgica Traumatismos Medulares 64 65 66 23 Traumatismos Medulares TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Introdução Quando isolados raramente representam risco de vida TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 67 68 69 24 Lesões com risco de vida imediato Hemorragia externa grave Hemorragia interna: Fratura de pelve Fratura de fêmur bilateral Fraturas fechadas múltiplas TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Lesões com risco de vida tardio Esmagamentos Fraturas expostas contaminadas TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Lesões com risco de perda do membro Lesão vascular com isquemia Fraturas expostas Esmagamentos Luxações de grandes articulações TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 70 71 72 25 Exame Primário Abrir a via aérea e proteger a coluna cervical Avaliar a respiração Avaliar circulação Intervenções críticas TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Exame Primário Durante o exame primário as extremidades são abordadas para conter sangramentos importantes TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Exame Secundário É feita uma avaliação mais detalhada das extremidades TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 73 74 75 26 Prioridades na avaliação da extremidade Avaliar perfusão Identificar lesões Avaliar motricidade e sensibilidade TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES História Mecanismo de lesão Posição que o paciente foi encontrado TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Inspeção Deformidade Exposição óssea Cianose Palidez Lesões cutâneas Sangramento TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 76 77 78 27 Palpação da bacia Compressão látero-lateral Compressão da sínfise púbica TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Palpação da extremidade Sensibilidade Dor Temperatura Pulsos Enchimento capilar TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Tratamento Priorizar os ABCs Imobilizar a extremidade não deve interferir com a estabilização do paciente TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 79 80 81 28 Indicações da imobilização temporária Suspeita de lesão músculo esquelética TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Imobilização temporária Caso o paciente esteja instável não se deve perder tempo Imobilizar corpo inteiro na prancha longa TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Propósito da imobilização temporária Prevenir movimentação do sítio de fratura Diminuir dor Evitar dano posterior a músculos, vasos e nervos Reduzir hemorragia TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 82 83 84 29 Imobilização Temporária Expor Verificar pms Alinhar Medir splint Aplicar splint Verificar PMS TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES IMOBILIZAÇÃO TEMPORÁRIA Cobrir lesões abertas Acolchoar o splint Imobilizar articulações acima e abaixo da fratura Verificar PMS antes e depois do procedimento TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Tipos de splints Rígidos. Flexíveis Tração TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 85 86 87 30 Splints rígidos Podem ser adaptados a fraturas anguladas Devem ser bem acolchoados TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Splint rígido para perna TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Talas infláveis Antebraço, braço e perna Não permitem palpação de pulso Não podem ser adaptadas a fraturas anguladas Risco de isquemia TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 88 89 90 31 Tala de tração TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Tipos de lesão músculo esquelética Fratura Luxação Entorse Esmagamentos Amputações TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Fratura fechada Não há lesão aberta da pele sobre a lesão TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 91 92 93 32 Fratura exposta Presença de lesão cutânea sobre a fratura ou exposição óssea TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Complicações precoces das lesões de extremidades Hemorragias Lesões vasculares TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Conduta nas fraturas expostas (1) Remover contaminação grosseira Curativo Imobilização TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 94 95 96 33 Luxações Muito dolorosas Distorcem a anatomia normal da articulação Clinicamente é impossível saber se existe fratura associada TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Luxações Podem causar perda da extremidade por isquemia É muito importante verificar pulso, motricidade e sensibilidade TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Tratamento das luxações Imobilizar na posição encontrada De um modo geral a redução deve ser feita por ortopedista TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 97 98 99 34 Imobilização de articulação TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Lesões vasculares Podem resultar em sangramento ou isquemia TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Diagnóstico de lesões vasculares Em paciente estável ◼ Discrepâncias de pulso ◼ Palidez ◼ Anormalidades de movimentação ◼ Parestesias TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 100 101 102 35 Diagnóstico de lesões vasculares Sangramento externo abundante Hematoma em expansão Pulsos anormais que persistem após alinhamento TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Lesões vasculares Caso sinais de lesão vascular surjam após imobilização suspeitar de constricção pelo imobilizador TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Conduta nas lesões vasculares Cobrir lesões abertas Alinhar e imobilizar o membro Transporte ao hospital TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 103 104 105 36 Amputação traumática Representam risco de vida por hemorragia Perda definitiva da extremidade TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Amputação Traumática TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Amputação traumática A hemostasia é uma das prioridades Avaliar a possibilidade de reimplante do membro TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES 106 107 108 37 Cuidados com o segmento amputado ◼ Colocar em saco plástico ◼ Colocar o saco em container com gelo ◼ Não deixe o segmento em contato com o gelo ◼ Não use gelo seco TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Esmagamentos Podem ser lesões abertas ou fechadas Perda daextremidade Risco de vida por acidose, hiperpotassemia e mioglobinúria TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Esmagamentos 109 110 111 38 Amputação Traumática. ◼ ABC ◼ Contenha a hemorragia; ◼ Limpe a ferida; ◼ Envolva o membro amputado em uma gaze úmida com soro e coloque em um saco plástico identificando; ◼ Não coloque direto no gelo. Síndrome esmagamento ◼ Rabdomiólise traumática; ◼ Insuficiência renal e morte após grave trauma muscular; ◼ 3% a 20% das vitimas de terremoto; ◼ Liberação de mioglobina pelo musculo lesionado; Síndrome esmagamento ◼ Soterramento prolongado; ◼ Lesão traumática a massa muscular; ◼ Comprometimento da circulação na área ferida. 112 113 114 39 Síndrome esmagamento ◼ Retardo na reanimação fluida, resulta em insuficiência renal em até 50% dos doentes; ◼ Retardo de reanimação fluida de 12 horas ou mais, resulta em insuficiência renal em 100% dos doentes Síndrome esmagamento ◼ Ringer Lactado deve ser evitado devido a presença de potássio; ◼ Soro fisiológico em taxa de até 1500 ml/H; ◼ Uma ampola de Bicarbonato de sódio (5mEq) e 10 gramas de manitol a cada litro de soro na tentativa de proteger o rim; ◼ Após retirar a vitima, usa-se SF0,9% a 500ml/h alternando com SG 5% com uma ampola de bicarbonato por litro. Síndrome esmagamento ◼ Profilaxia contra hipercalemia; ◼ Balanço hídrico entre 50 e 100ml/h. 115 116 117 40 Profilaxia contra hipercalemia ◼ Tratamento da Hipercalemia ◼ O tratamento mais empregado é a combinação das medidas abaixo, escolhidas de acordo com o quadro clínico de cada paciente: ◼ Gluconato de cálcio: é a droga de escolha quando existem alterações eletrocardiográficas ou na parada cardíaca por hiperpotassemia. ◼ A dose utilizada é de 10 ml EV de gluconato de cálcio 10% em infusão lenta em 2 a 3 min, que pode ser repetida após 5 min, se as alterações eletrocardiográficas persistirem. Profilaxia contra hipercalemia ◼ Deve-se ressaltar que o cálcio não diminui a concentração sérica de potássio, apenas antagoniza sua ação “tóxica” sobre o miocárdio. ◼ Lembre-se: O gluconato de cálcio potencializa a toxicidade dos digitálicos, portanto, quando o paciente estiver usando as duas drogas, deve-se evitar a infusão do gluconato em bolus. ◼ Tratamento instituído para redistribuição do potássio: há três maneiras para se atingir tal objetivo: bicarbonato de sódio, solução polarizante (insulina + glicose) e agentes ß2 -adrenérgicos Profilaxia contra hipercalemia ◼ a) Bicarbonato de sódio: utilizado quando há acidose. A infusão deve ser feita via EV em 15 a 20 min. ◼ Dose: Fórmula de Ash: Peso x BE x 0.3 ◼ b) Solução polarizante: a infusão de insulina aumenta a captação do potássio pelas células musculares através de mecanismo descrito anteriormente. ◼ Habitualmente, prepara-se solução com 100ml de glicose 50% + 10 UI de insulina regular, que deve ser administrada em infusão EV em 5-10 min. 118 119 120 41 Profilaxia contra hipercalemia ◼ c) Agentes ß2 -adrenérgicos: seu uso aumenta a captação celular de K+ através de mecanismo descrito anteriormente. Podem ser usados por via inalatória (10 a 20mg de albuterol diluídos em 5 ml de SF 0,9%), ou por infusão EV (0,5mg de albuterol diluído em 100 ml SG5%). ◼ Tratamento instituído para eliminação do potássio: Profilaxia contra hipercalemia ◼ São três os métodos mais utilizados para se atingir tal objetivo: ◼ a) Uso de Sorcal/ poliestirenossulfonato de cálcio: é uma resinas de troca iônica: adsorvem K+ no tubo digestivo, trocando-o por Ca++, assim o potássio é eliminado nas fezes. ◼ A prescrição habitual é de 15- 30 g VO a cada 6 ou 8 h. Profilaxia contra hipercalemia ◼ b) Uso de Diuréticos de alça: furosemida: 40 a 80 mg EV ou bumetanida: 1 a 2mg EV, aumenta a excreção renal de potássio. ◼ c) Diálise: é muito efetiva em retirar o potássio, principalmente a hemodiálise, e pode normalizar os níveis de K+ em 15 a 30 min. ◼ Cuidados de Enfermagem com distúrbios do Potássio: ◼ Confirmar com o enfermeiro ou médico a velocidade com que as drogas instituídas para o tratamento devem ser infundidas! 121 122 123 42 Profilaxia contra hipercalemia ◼ Não coletar amostra de sangue no mesmo membro em que estejam sendo administrados eletrólitos para reposição. ◼ Realizar dupla checagem para as drogas de alta alerta ◼ Avaliar evolução dos sinais e sintomas ◼ Analisar necessidade de manter monitorização cardíaca contínua ◼ Verificar ritmo cardíaco! 124 125 126 43 Obrigado! 127 Slide 1: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 2: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 3: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 4: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 5: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 6: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 7: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 8: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 9: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 10 Slide 11 Slide 12: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 13: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 14 Slide 15 Slide 16: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 17: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 18: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 19: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 20: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 21: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 22: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 23: Tratamento Slide 24: Tratamento Slide 25: Tratamento Slide 26: TRAUMATISMO CRÂNIOENCEFÁLICO Slide 27: Atualização da ECG - 2018 Slide 28: TRAUMATISMOS DA COLUNA VERTEBRAL Slide 29: Traumatismos Medulares Slide 30: Causas: Slide 31: Mecanismos de lesão: Slide 32: Traumatismos da Coluna Vertebral: Slide 33: Classificação das Lesões Medulares: Slide 34: Lesões medulares completas: Slide 35: Lesões medulares incompletas: Slide 36: Choque Neurogênico : Slide 37: Choque Medular: Slide 38: Avaliação da vítima: Slide 39: Indicações de imobilização de coluna: Slide 40: PRIORIDADES: Slide 41: Colar cervical: Slide 42: Imobilização de coluna: Slide 43: Imobilização de coluna: Slide 44: Imobilização de coluna: Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55: Intubação endotraqueal (1): Slide 56: Intubação endotraqueal (2): Slide 57: Intubação endotraqueal (3): Slide 58: Oxigenação: Slide 59: Circulação: Slide 60: Avaliação: Slide 61: Imobilização de Coluna: Slide 62: Estabilizador lateral de cabeça: Slide 63: Principais Erros: Slide 64: Na sala de trauma: Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68: TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES Slide 69: Introdução Slide 70: Lesões com risco de vida imediato Slide 71: Lesões com risco de vida tardio Slide 72: Lesões com risco de perda do membro Slide 73: Exame Primário Slide 74: Exame Primário Slide 75: Exame Secundário Slide 76: Prioridades na avaliação da extremidade Slide 77: História Slide 78: Inspeção Slide 79: Palpação da bacia Slide 80: Palpação da extremidade Slide 81: Tratamento Slide 82: Indicações da imobilização temporária Slide 83: Imobilização temporária Slide 84: Propósito da imobilização temporária Slide 85: Imobilização Temporária Slide 86: IMOBILIZAÇÃO TEMPORÁRIA Slide 87: Tipos de splints Slide 88: Splints rígidos Slide 89: Splint rígido para perna Slide 90: Talas infláveis Slide 91: Tala de tração Slide 92: Tipos de lesão músculo esquelética Slide 93: Fratura fechada Slide 94: Fratura exposta Slide 95: Complicações precoces das lesões de extremidades Slide 96: Conduta nas fraturas expostas (1) Slide 97: Luxações Slide 98: Luxações Slide 99: Tratamento das luxações Slide 100: Imobilização de articulação Slide 101: Lesões vasculares Slide 102: Diagnóstico de lesões vasculares Slide 103: Diagnóstico de lesões vasculares Slide 104: Lesões vasculares Slide 105: Conduta nas lesões vasculares Slide 106: Amputação traumática Slide 107: Amputação Traumática Slide 108: Amputação traumática Slide 109: Cuidados com o segmento amputado Slide 110: Esmagamentos Slide 111: Esmagamentos Slide 112: Amputação Traumática. Slide113: Síndrome esmagamento Slide 114: Síndrome esmagamento Slide 115: Síndrome esmagamento Slide 116: Síndrome esmagamento Slide 117: Síndrome esmagamento Slide 118: Profilaxia contra hipercalemia Slide 119: Profilaxia contra hipercalemia Slide 120: Profilaxia contra hipercalemia Slide 121: Profilaxia contra hipercalemia Slide 122: Profilaxia contra hipercalemia Slide 123: Profilaxia contra hipercalemia Slide 124: Profilaxia contra hipercalemia Slide 125 Slide 126 Slide 127: Obrigado!