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Bioindicadores de qualidade do ar

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Climatologia e MeteorologiaClimatologia e MeteorologiaBioindicadores de qualidade do ar
Curso: Engenharia Ambiental e Sanitária
São Luís
2024
INTRODUÇÃO
Segundo a resolução Conama nº 03/1990, considera-se poluente, qualquer substância presente no ar e que, pela sua concentração, possa torná-lo impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem-estar público, danosos aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade. O ar é constantemente contaminado pela ação antrópica, principalmente por gases emanados por indústrias, fumaça de chaminés domésticas, emissões de veículos automotivos e também gases vulcânicos. Como indicadores químicos de contaminação podem ser citados fumaça, partículas inaláveis, metais pesados, dióxido de enxofre (SO2 ), monóxido de carbono (CO), ozônio (O3) e óxidos de nitrogênio (ONx ). 
Em virtude da poluição crescente, especialmente nos grandes centros urbanos e industriais, o monitoramento da qualidade do ar pode ser realizado por meio da avaliação de micro-organismos indicadores. Dentre estes, os mais sensíveis são os líquens, associações simbióticas entre fungos e algas fotossintetizantes. Estes organismos respondem de forma bastante eficiente às alterações nas condições atmosféricas, constituindo excelentes indicadores de qualidade do ar. 
A sua sensibilidade leva à diminuição da sua vitalidade, bem como a alterações na sua biologia como, por exemplo, na ruptura da relação simbiótica, fato difícil de ser observado em situações ambientais estáveis. 
Os líquens são capazes de absorver elementos radioativos, metais pesados e outros poluentes e sua anatomia, por não possuírem estruturas que permitam a eliminação de compostos tóxicos, é um dos fatores chave para o seu emprego como bioindicador.
DESENVOLVIMENTO
Os poluentes presentes no ar podem levar a alterações na quantidade de líquens, no tamanho da área que os mesmos habitam modificações morfológicas e metabólicas nas espécies envolvidas. 
De uma forma geral, a alga, parte da relação simbiótica é mais sensível e mais rapidamente prejudicada pela ação dos poluentes, chegando a ter a clorofila degradada. Isso reflete em menores níveis de fotossíntese e, em consequência, de menor liberação de oxigênio no ambiente. O monitoramento, neste caso, consiste de avaliação da diversidade, abundância e frequência das espécies liquênicas (MARTINS; KÄFFER; LEMOS, 2008). Leveduras podem ser importantes indicadores de qualidade do ar. 
A superfície foliar apresenta uma microbiota diversa e membros da família Sporobolomycetaceae, por sua sensibilidade aos poluentes urbanos e industriais, especialmente ao dióxido de enxofre e ao dióxido de carbono, constituem bioindicadores de poluição atmosférica (SILVA et al., 2014).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Buscando entender a interação dos xenobióticos com a vida aquática, surgiu a ecotoxicologia, ciência que identifica e avalia os efeitos causados pela presença de xenobióticos no ecossistema. A
 partir dos resultados de pesquisa nesta área passou-se a indicar se a concentração de um determinado poluente seria capaz de exercer ou não efeitos deletérios sobre uma comunidade específica (HUGGETT et al., 1992). O monitoramento ambiental, principalmente no que diz respeito a organismos expostos a poluentes, utilizando testes em sistemas biológicos, propicia promissoras ferramentas para a identificação de poluentes capazes de causar danos à saúde humana e ao ambiente (DA SILVA; ERDTMANN; HENRIQUES, 2003).
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