Buscar

atividade art 132

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 3, do total de 3 páginas

Prévia do material em texto

ATIVIDADE DIR.PENAL III
ALUNO:LUIZA BARBARA GROSS
a) elementos constitutivos do tipo; b) eventuais espécies qualificadas ou majoradas; c) pena; d) jurisprudência.
Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente:
Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.
Parágrafo único. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais. (Incluído pela Lei nº 9.777, de 1998)
a) elementos constitutivos do tipo :expor, a vida de ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente, risco palpável , para o sujeito ser enquadrado neste tipo penal é necessário que aja risco real, e não presumido.
b) Não possui
c) Três meses a um ano
CRIMES DOLOSOS E CULPOSOS CONTRA A PESSOA. 
PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM (ARTIGO 132, CAPUT, POR DUAS VEZES, NA FORMA DO ARTIGO 71, AMBOS DO CP).
SENTENÇA CONDENATÓRIA.
IRRESIGNAÇÃO DEFENSIVA.
A prova contida nos autos autoriza a manutenção da condenação do réu, não sendo possível a sua absolvição, conforme pretende a sua defesa, devendo ser mantida a sentença hostilizada nos seus exatos termos.
Restaram cabalmente evidenciadas, nos autos, a materialidade e a autoria delitivas, bem como que o acusado expôs a vida e a saúde de sua ex-namorada a perigo iminente ao, na direção de veículo, jogar o mesmo para a pista contrária, na intenção de colidir frontalmente com outros veículos, não estando abrigado por qualquer excludente de antijuridicidade, devendo ser mantida a sentença a quo, com o consequente improvimento do apelo da defesa.
Veja-se, quanto ao ponto, que os relatos da vítima são firmes e contundentes, tanto em sede inquisitorial, quanto judicial, dando conta de que seu ex-namorado, inconformado com o término do relacionamento, dirigiu-se ao seu encontro, fazendo com que a mesma adentrasse no seu veículo, e passou a conduzir o automóvel de maneira perigosa, arremessando-o para a pista contrária, por sete vezes, o que, inclusive, ocasionou denúncias por motoristas de caminhão que cruzavam com o veículo do réu, os quais informaram à polícia da imprudência do motorista, dando ensejo à abordagem policial.
Diante do todo coligido, portanto, não há que se falar em insuficiência probatória quanto à autoria delitiva, principalmente quando se considera que, em delitos desta natureza (envolvendo violência doméstica contra a mulher), a palavra da vítima assume especial valor, sobretudo quando em harmonia com outros elementos de prova, afigurando-se suficiente para amparar o decreto condenatório, razão pela qual não prospera a alegação de insuficiência de prova judicializada quanto à autoria delitiva.
Assim, tenho que o registro da ocorrência policial, aliado aos depoimentos prestados pela ofendida, se mostram suficientes para concluir que, no dia dos fatos, o réu efetivamente expôs a vida e a saúde da vítima a perigo direto e iminente.
Ademais, a defesa se utiliza da alegação da vítima perante o juízo, de que o próprio réu, após jogar o veículo para a pista contrária, retornava à via correta, cedendo aos puxões da ofendida na direção, para defender a absolvição do acusado, sob o argumento de que o mesmo não teria intenção de expor a vida da ofendida a perigo.
Entretanto, tenho que a alegação defensiva não é suficiente para ensejar a absolvição do acusado, principalmente quando se observa que o réu concretizou manobras de risco, tendo efetivamente jogado o seu veículo para a pista contrária, dando ensejo, inclusive, a denúncias por parte de dois motoristas de ônibus a respeito da sua condução perigosa; desse modo, o fato de o acusado ceder aos puxões que a vítima se viu obrigada a dar na direção do veículo, para que o mesmo retornasse à pista correta, não é suficiente para isentá-lo do ocorrido, já que sua conduta foi suficiente para expor a vida da ofendida a perigo iminente.
APELO DESPROVIDO.
	Apelação Crime
	Segunda Câmara Criminal
	Nº 70080250715 (Nº CNJ: 0390283-59.2018.8.21.7000)
	Comarca de Santa Rosa
	M.V.M.S.
.
	APELANTE
	M.P.
..
	APELADO

Continue navegando