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TCC-UDESC


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TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH): CONVIVER COM O TDHA DE UMA MANEIRA SAUDÁVEL
ATTENTION DEFICIT HYPERACTIVITY DISORDER (ADHD): LIVING WITH ADHD IN A HEALTHY WAY
Cristiane de Gois Martins[footnoteRef:1] [1: Artigo apresentado ao Curso de Especialização em Educação Inclusiva da Universidade do Estado de Santa Catarina, no ano de 2022.] 
Jorge Luiz Zaluski[footnoteRef:2] [2: Doutor em História do Tempo Presente pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Integrante do Laboratório de Relações de Gênero e Família – Labgef, e do Grupo de Trabalho da História da Infância e Juventude – Anpuh. Professor colaborador no departamento de história da Universidade Estadual do Centro-Oeste-UNICENTRO. E-mail: jorgezaluski@hotmail.com] 
Resumo: Este trabalho de conclusão de curso tem como objetivo apresentar um pouco da história sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), quando começou a aparecer como objeto de atenção na escola e na sociedade em geral, ganhando seu espaço, mostrando a importância de ter um diagnóstico precoce para que assim a família e a criança tenha uma vida escolar e familiar saudável, a fim de obter resultados positivos aprendendo a conviver da melhor forma com os sintomas buscando atendimento de profissionais especializados que possa fornecer a ajuda familiar a fim de evitar desgastes e relações conturbadas, pela falta de conhecimento, buscando sempre estratégias para que a criança tenha experiências positivas, que geram sentimentos de competência contribuindo para o aprendizado. O presente trabalho também mostra os desafios de incluir essa criança na sala de aula de modo que consiga aprender, analisar a importância de ter um profissionais capacitados que possam dar apoio e acompanhamento pedagógico a criança, e também a importância do educador estar atento aos comportamentos da criança, a forma de abordar esse assunto com a família, passando segurança em relação questões dos psicofármacos utilizados neste tratamento, e que o diagnóstico não se estenda por muito tempo na vida da criança para que não se tenha prejuízos em relação ao seu aprendizado e ao seu convívio social. O referencial teórico principal está baseado em Caliman (2008), Argollo (2013), Silva A.B.B (2014), Richter (2012), Rohde (1999) e Rohde (2003).
Palavras-chave: Acolhimento familiar, Inclusão, Acompanhamento pedagógico. 
Abstract: This course completion work aims to present a bit of the history of Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD), when it began to appear as an object of attention at school and in society in general, gaining its space, showing the importance of having an early diagnosis so that the family and the child have a healthy school and family life, in order to obtain positive results by learning to live with the symptoms in the best way, seeking care from specialized professionals who can provide the family with help in order to avoid weariness and troubled relationships due to lack of knowledge, always seeking strategies for the child to have positive experiences, which generate feelings of competence contributing to learning. The present work also shows the challenges of including this child in the classroom so that he can learn, analyze the importance of having trained professionals who can provide support and pedagogical follow-up to the child, and also the importance of the educator being attentive to the behavior of the child. child, the way to approach this subject with the family, providing security in relation to the psychopharmaceuticals used in this treatment, and that the diagnosis does not extend for a long time in the child's life so that there are no losses in relation to their learning and development. their social life. The main theoretical framework is based on Caliman (2008), Argollo (2013), Silva A.B.B (2014), Richter (2012), Rohde (1999) and Rohde (2003).
Keywords: Host family, Inclusion, Pedagogical follow-up.
1 INTRODUÇÃO
O estudo que originou este trabalho partiu de algumas inquietações que me provocaram a interessar-me mais pela temática da hiperatividade, no ano de 2020 depois de ter sido chamada por uma professora do ensino fundamental para falar sobre meu filho, momento em que já cursava pedagogia, porém, conhecia pouco do assunto, e um maior entendimento estava um pouco longe. A fala da professora expos as características do meu filho, e que segundo ela, eu deveria procurar um neurologista, caso contrário, conforme a professora, quando meu filho chegasse na adolescência poderia ser usuário de drogas. Isso foi um susto, mas deu início a uma longa trajetória de estudos e aprendizagem.
Em conversa com outras professoras da instituição, percebi que nem todas concordavam com o posicionamento da professora que havia me procurado, pois, segundo elas, as ações de meu filho correspondiam às mesmas ações de outras crianças. Contudo, procurei uma psicopedagoga para auxiliar no entendimento sobre o assunto, para orientar-me de como poderia intervir no cotidiano de meu filho. Entretanto, as relações entre psicopedagoga e a professora de meu filho impossibilitam que o acompanhamento fosse realizado. Naquele momento decidi não seguir com ajuda especializada. Com isso, ao longo do próximo ano letivo, mesmo com alguns avanços no entendimento sobre o assunto e de como auxiliar melhor meu filho, muitas dificuldades tomaram conta do cotidiano escolar e as tentativas de auxiliá-lo em casa, tais como, perda de material, rasuras no caderno com rasgos e riscos, descontrole sobre seus materiais, dificuldade em estabelecer diálogo e isso acarretava em muitas situações de desentendimentos, dentre outras situações. Quando meu filho estava cursando o 3° ano do ensino fundamental, eu já estava formada e lecionando para o 3° ano do ensino fundamental, onde percebi que três dos/as de meus/as estudantes haviam sido diagnosticados com TDAH. Lecionar diretamente na condição de professora e mãe me fez repensar sobre o TDAH, tanto na trajetória e necessidades dos/as estudantes, como na realidade escolar em que exige o aperfeiçoamento profissional para atende-los/as, auxiliar no processo de identificação no cotidiano educacional, dentre outras situações que merecem um olhar mais atento aos/às estudantes e o sistema de ensino. 
Ao ter estudado sobre o assunto ao longo do curso de pedagogia, e, por ter buscado maiores informações em estudos científicos sobre a temática, percebi o quanto o diálogo com a família é necessário, pois, por meio dela, é possível estabelecer uma ponte para adiantar a identificação de possíveis sintomas e iniciar o acompanhamento especializado o mais breve. Identifiquei também que, em relação às dificuldades de aprendizagem, parte delas são intensificadas na sala de aula, como quando os/as professores/as utilizam de textos longos, letras pequenas, imagens e letras de difícil visualização, quando parte do acompanhamento aos estudantes com TDAH exige o oposto. Mediante esse entendimento, desenvolvi muitas atividades que buscavam ampliar a interação e interesse de minha turma, um ano que exigiu muito esforço, mas por outro lado existiram muitas recompensas e resultados positivos de aprendizagem de ambas as partes.
Meu filho, nesse momento já havia iniciado um acompanhamento especializado, o neurologista recomendou o uso de medicamento, o qual resultou em avanços significativos, principalmente na aprendizagem escolar. Contudo, aos 40 anos de idade, percebi que também tinha TDAH, o que contribuiu para compreender o porquê de eu precisar me dedicar tanto aos estudos, para uma prova ou compreensão de leitura, quando meus/as colegas precisavam estudar menos tempo para aprender o que eu demoraria mais tempo, por exemplo. 
Como indica o historiador Paul Ricoeur (2007), nossas experiências atuam nas construções de memórias, essas agem ativamente nos processos de escrita. Nesse sentido, a construção da análise proposta nesse texto, para além da investigação científica, parte das memórias, da experiência enfrentada em diferentessituações com o TDAH. Assim, em um primeiro momento, buscamos refletir sobre os estudos que abordam o TDAH, na sequência, sobre o diagnóstico e medicalização recomendada. Em um terceiro momento sobre a relação entre família e escola e dos resultados das crianças com TDAH quando existe a interação entre ambas. Por fim, buscamos refletir sobre desafios educacionais e de ações possíveis e necessárias para que sejam obtidos melhores resultados na aprendizagem de estudantes com TDAH.
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2 Desenvolvimento
2.1 UM POUCO DA HISTÓRIA 
As legislações educacionais visam proporcionar a evolução na garantia de vida e de qualidade para as pessoas com necessidades especiais, o que foi evoluindo ao longo da história, através de conferência e de movimentos sociais. Vamos relacionar conforme Cavalcante (2006, s.p.) uma síntese de alguns documentos que nortearam em nosso país, em um aspecto geral, as ações para garantir o direito das pessoas com deficiência:
1988 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 
Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; garante o direito à escola para todos; e coloca como princípio para a educação o "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um". 
1989 
LEI Nº 7.853/89 
Define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa de sua deficiência, em qualquer curso ou nível de ensino, seja ele público ou privado. A pena para o infrator pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa. 
1990 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA) 
Garante o direito à igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito (também aos que não tiveram acesso na idade própria); o respeito dos educadores; e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular. 
1994 
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA 
O texto, que não tem efeito de lei, diz que também devem receber atendimento especializado crianças excluídas da escola por motivos como trabalho infantil e abuso sexual. As que têm deficiências graves devem ser atendidas no mesmo ambiente de ensino que todas as demais.
1996
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LBD) 
A redação do parágrafo 2º do artigo 59 provocou confusão, dando a entender que, dependendo da deficiência, a criança só podia ser atendida em escola especial. Na verdade, o texto diz que o atendimento especializado pode ocorrer em classes ou em escolas especiais, quando não for possível oferecê-lo na escola comum. 
2000 
LEIS Nº 10.048 E Nº 10.098 
A primeira garante atendimento prioritário de pessoas com deficiência nos locais públicos. A segunda estabelece normas sobre acessibilidade física e define como barreira obstáculos nas vias e no interior dos edifícios, nos meios de transporte e tudo o que dificulte a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios de comunicação, sejam ou não de massa. 
2001 
DECRETO Nº 3.956 (CONVENÇÃO DA GUATEMALA) 
Põe fim às interpretações confusas da LDB, deixando clara a impossibilidade de tratamento desigual com base na deficiência. O acesso ao Ensino Fundamental é, portanto, um direito humano e privar pessoas em idade escolar dele, mantendo-as unicamente em escolas ou classes especiais, fere a convenção e a Constituição.
Ao longo do século XX ampliaram-se os estudos sobre as infâncias. Com o desenvolver da psicologia no início do século, Lev Vygotsky, Burrhus Frederic Skinner, Jean Piaget, dentre outros, trouxeram profundas contribuições para refletirmos sobre as infâncias e as etapas do desenvolvimento. Junto aos estudos da pedagogia, o entendimento desses autores impulsionou estudos e em que gradativamente estiveram conjuntas no desenvolvimento de propostas educacionais.
No campo da história da infância, desde os estudos de Philippe Ariès (1978), a partir da compreensão da infância como uma produção histórica que varia conforme ao tempo e espaço, novas investigações cada vez mais vem auxiliando a perceber como as infâncias são constituídas historicamente, processo esse em que a educação escolar tanto interfere na formação desses sujeitos como é pensada a partir do ideal de infância em cada contexto (DAMINELLI; MURATO; ZALUSKI, 2021). No conjunto dessas discussões, a construção discursiva em torno da infância compreendida como ideal, também contribuiu para forjar sujeitos considerados indesejáveis.
Bueno (2006), ao investigar sobre a “produção social da identidade do anormal”, destaca que historicamente, principalmente com o avançar de instituições como escolas e hospitais, contribuíram de forma significativa para projetar o corpo e saber considerado normal. Em contrapartida, apondo-se à essas projeções, aqueles que não atendiam a essa normalidade passaram a serem vistos como anormais. Nesse conjunto, aqueles que tivessem dificuldades na aprendizagem, e ainda, problemas de desenvolvimento sensório-motor, até mesmo de desenvolvimento corporal, eram compreendidos como anormais (BUENO, 2006).
No conjunto dessas discussões, as fases da vida, cada vez mais, serviram de interesse de pesquisas atreladas ao desenvolvimento infanto-juvenil e da associação desse com a aprendizagem. Na esfera dos debates, o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ganhou cada vez mais as pautas de pesquisas nas áreas da psicologia, psiquiatria e pedagogia.
 Richter (2012) nos indica que,
 Até 1980, a hiperatividade era vista como um transtorno típico da infância cujos sintomas tendiam a desaparecer após as crianças entrarem na adolescência, que eram a agitação exagerada e a impulsividade. A revisão do DSM, e a consequente ampliação da quantidade de transtornos e expansão dos critérios de diagnósticos dos transtornos já existentes, culminaram na publicação da terceira edição do manual em 1980. Os critérios da hiperatividade foram ampliados e passaram a incluir também a desatenção como um de seus sintomas (Richter 2012, p. 48).
Com base nos apontamentos, podemos observar que o TDAH, historicamente, transitou da anormalidade para a compreensão desta como um transtorno, algo tratável e necessário de ser levado em consideração no cotidiano escolar e familiar daquele que possui TDAH.
Como indica Richter (2012), os estudos sobre o TDAH tiveram maior impulso ao longo da década de 1980, principalmente nos Estados Unidos. Já nos anos 1990, a partir da compreensão de que o TDAH continuaria até a vida adulta e não apenas durante a infância, os tabloides publicitários contribuíram para ampliar tanto as discussões positivas para disseminar o atendimento aos diagnosticados, que outras pessoas buscassem saber mais sobre o TDAH (CALIMAN, 2008). 
Conforme Caliman (2008), os avanços nas pesquisas sobre o TDAH contribuíram para repensar todo o entendimento e tratamento do transtorno. A difícil tarefa é compreender como se desenvolve e se manifesta o transtorno levou ao a defesa de que seria uma “reação hipercinética da infância”, posterior, um “dano cerebral mínimo”, ainda nos anos 1980, a noção de que seria uma “disfunção cerebral mínima”. Contudo, com base no autor, a nomenclatura do TDAH foi instituída em 1994, quando a American Psychiatric Association publicou a quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-IV) (CALIMAN, 2008).
De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção - ABDA, o número de casos de TDAH variam entre cerca de 5% e 8% da população mundial apresenta Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, estima-se que 70% das crianças com o transtorno apresentam outra comorbidade e pelo menos 10% apresentam três ou mais comorbidades. No Brasil, conforme a ABDA, o TDAH afeta cerca de 2 milhões de pessoas.
Ao longo dos anos tivemos avanços significativos na legislação brasileira. Como a Lei nº 14.254/2021, de 30 de novembro de 2021, que, “dispõe sobre o acompanhamento integral para educandos com TDAH – Transtorno do Déficit de Atençãoe Hiperatividade, Dislexia e outros Transtornos de Aprendizagem” (BRASIL, 2021). No ano seguinte, a Lei nº 14.420/2022, de 20 de julho de 2022, que, 
Institui a Semana Nacional de Conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH - Art. 1º Fica instituída a Semana Nacional de Conscientização sobre o TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE – TDAH, a ser realizada no período que abrange o dia 1º de agosto de cada ano (BRASIL, 2022).
Entretanto, mesmo com legislações favoráveis ao TDAH, tivemos em 2020 a assinatura do Decreto nº. 10.502, conhecido como “decreto da exclusão”, veio dificultar o acesso de crianças com deficiências em escolas regulares. Ou seja, um retrocesso aos avanços historicamente para uma educação inclusiva. Ponto esse já debatido e revogado no atual governo federal, passando a valer o Decreto nº 11.370, de 1º de janeiro de 2023 “que institui a Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida” (BRASIL, 2023). 
Já no âmbito estadual, em Santa Catarina, a Lei nº 17.292/2017 que consolida a legislação que trata sobre os direitos das pessoas com deficiência. Essa legislação revoga leis anteriores, como a Lei nº. 16346, 04 de março de 2014, “que dispunha sobre a prioridade às pessoas com deficiência, incluindo TDAH, TEA e altas habilidades para as vagas em escola pública próxima de sua residência”, e a Lei nº 15113, de 19 de janeiro de 2010, que “dispõe da implantação do programa de identificação e tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH no Estado de Santa Catarina” (SANTA CATARINA, 2010). Deste modo, podemos destacar que as discussões sobre o TDAH tiveram avanços, principalmente no poder público, ponto fundamental para o avanço e conquistas de direitos.
 Segundo Luiz Augusto Rode, professor titular de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em entrevista publicada em jornal eletrônico do Piauí,
“o TDAH tem um forte componente genético, então não é incomum que o pai leve o filho para a consulta e comece a se identificar com os questionamentos levantados pelo médico. Em torno de 30% das crianças diagnosticadas vão ter um ou ambos os pais com o transtorno, não é correto afirmar que houve aumento de casos de TDAH ao longo dos anos, mas sim, aumento de diagnósticos. [...] As pessoas que têm TDAH estão sendo mais reconhecidas, mais acolhidas dentro dos serviços de saúde e educacionais. Estamos lidando melhor com rótulos antigos que esse público recebia e acabavam não encontrando diagnóstico e tratamento adequado” (RODE, apud PIAUI, 2022).
Sabemos que o TDAH pode gerar vários impactos na vida e em várias áreas, mas se tratando de educação é preciso que a criança tenha experiências positivas em sala de aula a qual geram sentimentos de competência contribuindo para o aprendizado, é preciso despertar interesse na criança, é importante que a escola trabalhe a interação de seus pares, para que a criança com TDAH aprenda a controlar seus próprios impulsos, a planejar suas ações, a administrar o seu tempo. Podemos notar então a importância do/as professor/as no processo de diagnóstico quanto de tratamento, primeiramente na observação e após no uso de estratégias para superar as dificuldades da criança, sendo assim muito importante o diálogo próximo em família e escola.
2.2 RECEBENDO O DIAGNÓSTICO
É muito comum acontecer da família não identificar que a criança apresenta algo que não está dentro dos padrões do seu desenvolvimento, principalmente quando o grau de TDAH é considerado leve, ou, até mesmo, quando, por não ter interações com outras crianças, em alguns casos a investigação somente irá iniciar na educação infantil. Esse fator varia conforme a relação entre família e escola. Quando a família acompanha a criança na escola e ambas têm uma relação de diálogo isso trará um enorme benefício para a criança de modo a identificar o TDAH, iniciar um tratamento, bem como obter resultados positivos. Importante frisar que apenas profissionais médicos ou profissionais da saúde mental, especializados, são qualificados para um diagnóstico final. 
O histórico clínico deve ser seguido por investigação do progresso escolar e familiar em todo o tempo. O resultado efetivo só será possível com a participação constante da família e da escola, principalmente, dos/as professores/as e da equipe de orientação e coordenação escolar.
 O TDAH é um transtorno de desenvolvimento caracterizado por questões genéticas. Conforme a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), em levantamento feito pela revista Veja, em 2022, há no Brasil cerca de 2 milhões de indivíduos nessa situação.
Silva (2014), ao mapear os estudos da Associação Americana de Psiquiatria, indica que foram publicados trabalhos que apontam que o TDAH pode ser dividido em três tipos, sendo eles, predominante, predominante hiperativo/impulsivo e o tipo combinado. Com base nos estudos do autor, os sintomas são caracterizados por, no primeiro, quando a desatenção predomina o cotidiano da criança ou adulto, no segundo quando a hiperatividade e impulsividade atuam em proporções significativas. Já no terceiro, o tipo combinado, atua em conjunto com os sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade e agem no mesmo grau de intensidade (SILVA, 2014).
Conforme Argolo (2003), ainda na infância, um olhar atento pode auxiliar pais e professores a identificarem algumas características do TDAH. Conforme o autor: 
As crianças que possuem desatenção acabam por desenvolver dificuldades em realizar tarefas escolares, é fácil de perder sua concentração, não costumam terminar suas tarefas em casa destinada a elas, não gostam de participar de atividades propostas que envolvam esforço mental, são desorganizadas perdendo seus pertences com frequência. Se estão na frente da TV costumam não responder quando lhe dirigem a palavra, parecendo estar sempre com a cabeça “no mundo da lua” (ARGOLLO, 2003, p. 198). 
	Ainda segundo Argolo:
A hiperatividade leva a criança a agitar as mãos ou os pés ou se remexer na cadeira, a abandonar sua cadeira em sala de aula ou em outras situações na qual se espera que permaneça sentado (“na sala de aula toda hora pede pra ir ao banheiro”), a correr ou escalar em demasia, em situações nas quais isso é inapropriado (“enquanto esperava para ser atendido, estava correndo nos corredores”), a ter dificuldades em brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer (“é muito barulhento, quando chega da escola parece que entrou em casa 10 meninos”) a estar frequentemente “a mil”, ou “a todo vapor”, e falar demais (“me cansa de tanto falar”) (ARGOLLO, 2003, p. 198-199).
Antigamente era muito comum escutar que determinada criança era preguiçosa, que tinha um bicho carpinteiro, não se ia a fundo para saber o motivo que não dava conta de copiar a matéria da escola, de prestar atenção. Com base no aprimoramento científico, hoje podemos afirmar que essas são características do TDAH. Ou seja, o entendimento do comportamento humano e a compreensão sobre doenças e transtornos são históricas. Ainda se houve falas que demonstram o não conhecimento sobre o TDAH, expressões como “no meu tempo não tinha isso”, ou, “comigo era resolvido no chinelo”, caracterizam a não compreensão tanto do TDAH como dos avanços científicos para novas descobertas. Identificar o TDAH é primordial, pois, no que compete à educação, a grande maioria das crianças e adolescentes com esse problema possui inteligência na faixa normal para sua idade, mas precisam se esforçar mais para conseguirem prestar atenção, aprender bem como concentrarem-se. 
Com base na legislação, é dever primordial da escola oportunizar espaços inclusivos e propícios ao atendimento real das crianças e adolescentes com necessidades especiais. Tendo, cada vez mais, as discussões sobre o TDAH acompanhado o cenário educacional, identificar, desde a primeira infância, possíveis sintomas do TDAH para que assim possam ser realizados atendimentos específicos,pois isso auxiliará para que sejam evitados outros problemas para além dos correspondentes à aprendizagem. 
Para Rohde e Benczik (1999):
As crianças e adolescentes com TDHA apresentam com maior frequência outros problemas de saúde mental, como problemas de comportamento, ansiedade e depressão. Os médicos e psicólogos chamam isso de comorbidade é uma ocorrência em conjunto de dois ou mais problemas de saúde. Por exemplo, cerca de 50% das crianças e adolescentes com TDHA também apresentam problemas de comportamento, como agressividade, mentiras, roubo, comportamento de oposição ou desafio às regras (ROHDE; BENCZIK,1999, p. 46).
Deste modo, a identificação e acompanhamento especializado são oportunos e necessários para que, desde a infância, possam auxiliar no desenvolvimento da criança em todos os aspectos, principalmente para melhor acompanhamento educacional. Ponto esse que exige o atendimento especializado onde são informados e recomendados a medicação com base no tipo de TDAH apresentado, chamados de estimulantes, atuam nas funções cerebrais para melhorar no desempenho, entre eles, o metilfenidato, conhecido comercialmente como Ritalina, é um dos mais utilizados. Como indica Silva apud Madriaga e Junior (2021, p. 910), “consumido em doses corretas, pode auxiliar no tratamento, contribuindo para o desempenho de tarefas”. Porém é valido lembrar que não se deve fazer auto diagnósticos o mesmo deve ser feito por profissionais capacitados e a medicalização não é para todos os casos, existe suas especificidades.
2.3 FAMÍLIA X TDHA
Geralmente para a família lidar com o TDAH é bastante difícil e desgastante, alguns momentos causam tensões e relações conturbadas dentro de casa.
Como indica SILVA (2014)
conhecer como elas se comportam por que e quando, saber sobretudo o que costuma deflagrar comportamentos indesejáveis e ter em mente que muitas vezes ela não têm a intenção ou a consciência de que estão sendo inconvenientes possibilitará aos pais e/ou cuidadores agir de maneira preventiva e também controlar seus próprios excessos de raiva em relação às crianças (o que é bastante comum) (SILVA 2014 p.82).
Muitas vezes os pais não têm o entendimento suficiente para lidar com determinadas situações, temos também o problema da falta de estrutura familiar, outros procuram o Sistema de Saúde (SUS) e não tem apoio, existem relatos de pais que as crianças chegam a ficar 3 anos na fila para conseguir uma consulta com um profissional pois a cidade possui apenas um ou até mesmo nenhum, e a saída para as famílias é buscar consultas particulares mesmo sem condições após a consulta mais um problema que é recorrente é o fato do SUS não aceitar a receita médica particular para o fornecimento da medicação, seguindo a criança com tantas dificuldade e sem o devido suporte o que pode acarretar em um adulto com uma auto estima muito baixa, muitas vezes sendo até mesmo um adulto depressivo, e com vários sentimentos de fracassos ao longo da vidaç. 
Ao encontro dessa posição, Rohde e Benczik (1999) destacam a importância em manter-se constantemente atento de que o cotidiano de alguém com TDAH é bastante distinto dos que não possuem. Os autores destacam a importância de lembrar que “seu filho está tendo certas dificuldades não porque ele é ruim ou teimoso, e sim porque o TDAH leva a criança a agir diferente do esperado” (ROHDE; BENCZIK 1999 p.73). Ou seja, é importante que as pessoas que convivem com aqueles/as que possuem TDHA revejam seus atos, pois, nem sempre quem possui TDAH conseguem responder com as expectativas desejadas. 
Para SILVA (2014) existem meios para melhorar a convivência e estimular o bom comportamento de quem possui TDAH, em especial para as crianças. Conforme o autor, é necessário saber diferenciar desobediência de inabilidade, utilizar o castigo, quando necessário e não como punição, utilizar estratégias de recompensa, estimular a criança para realização de tarefas evitando ameaças e utilizar de mensagens positivas (SILVA, 2014). 
Segundo Desidério & Miyazaki (2007), 
A criança deve ser estimulada a realizar as tarefas escolares e a estudar em casa. A família pode desempenhar importante papel neste sentido, esclarecendo sobre as consequências de estudar ou não, despertando o interesse e tornando o estudo compatível com as metas da própria criança. Além disso, é importante não cobrar resultados, mas sim desempenho (DESIDÉRIO & MIYAZAKI, 2007, p. 73).
Desidério e Miyazaki, ao estudarem sobre o TDAH, e, ao buscarem levantaram propostas para auxiliar crianças com TDHA no cotidiano doméstico, por meio do quadro “Orientações para auxiliar a criança ou adolescente com as tarefas de casa”, apresentam que, desde a infância é oportuno:
1. Ouvir e respeitar a opinião da criança em relação ao local e horário preferidos para a realização das tarefas escolares e para o estudo; se o local inicialmente escolhido for inadequado, incentivar gradualmente mudanças na direção desejada.
2. Alternar estudo e tarefas escolares com outras atividades, como assistir televisão e brincar.
3. Respeitar limites de tempo de concentração da criança, não exigindo além do que esta pode realizar.
4. Auxiliar no planejamento de tarefas que exigem maior tempo de concentração (ex. dividir livro em capítulos, lendo um ou dois cada vez).
5. Planejar a realização de tarefas escolares de forma a não coincidir com atividades prazerosas para a criança (ex. fazer tarefa em horário diferente do programa de televisão favorito).
6. Treinar sempre, repetidamente dia após dia, a criança com TDAH, deve aprender a reavaliar e mudar seu plano inicial, é uma das tarefas mais importantes que os pais podem fazer para ajudar.
7. Reforçar a criança a cada passo do planejamento executado com sucesso: aumentar gradualmente o nível de desempenho exigido para a liberação do reforço.
8. Os pais precisam estar atentos ao rendimento de seu filho para que as tarefas da escola não sejam vistas por ele como castigo, o que pode prejudicar o gosto da criança pelo estudo (DESIDÉRIO & MIYAZAKI, 2007, p. 72).
2.4 O DESAFIO DO PROFESSOR PERANTE A CRIANÇA COM TDHA
É muito comum professores/as terem dificuldades em sala com estudantes que possuem algum tipo de transtorno, o que aumentou nos últimos anos, sabemos que muitos profissionais não tem a formação necessária para atender a diversidade de diagnósticos presentes no ambiente escolar. A formação continuada deveria ter prioridade pois é uma importante ferramenta que auxilia os professores no processo de ensino aprendizagem, mas podemos notar que por falta de conhecimento isso é deixado de lado pelos nossos governantes, que tem até mesmo diminuído esse atendimento, reduzindo o número de professores e deixando de investir nas especializações fazendo assim a educação retroceder e atrapalhando a formação do indivíduo como sociedade
Apesar de termos documentos normativos para a educação especial, como na própria LDB, os alunos com TDAH não tem direito a ter um/a professor/a 2 para acompanhá-lo em sala (rever essa questão, recordo de ter visto que já no domingo de posse presidencial isso foi revogado, que agora estudantes com deficiência podem usar salas “normais”, o que dificulta o trabalho do/a professor/a, imagine um/a professor/a com três alunos TDAH na sala de aula, ele automaticamente não vai parar na carteira, vai perder materiais, vai ficar atrasado nas atividades, vai sair da carteira com frequência, entre outras características que são do TDAH. A falta do/a professor/a auxiliar vai deixar tudo muito mais dificultoso não só para a criança com TDAH como também para os outros alunos. Muitos profissionais não estão preparados para lidar com essa situação, é importante que o professor estude muito para que sua prática pedagógica se torne mais leve não deixando traumas na criança, porque os traumas também podem acontecer na escola se o professor não estiver preparado, o que pode gerar repetências e evasão escolar. De acordo com os psicólogos George Du Paul e Gary Stoner, estudos epidemiológicos indicam que aproximadamente3% a 7% das crianças norte-americanas podem ser TDAs, estimando-se que em cada sala de aula existia pelo menos um aluno com transtorno, com ou sem hiperatividade.
Silva (2014) afirma que:
Para melhorar a qualidade de vida de uma criança TDA e garantir um aproveitamento escolar satisfatório, o colégio e a família precisam estar em fina sintonia. Tanto os pais quanto os professores, os orientadores educacionais e os profissionais da saúde que acompanham a criança devem manter um contato estreito. Além do tratamento médico e/ou psicológico, é fundamental que a criança com TDA se sinta em um ambiente adequado e receptivo, aberto às diferenças e às variações no ritmo de aprendizagem (SILVA (2014, p.90). 
É importante o/a professor/a ter muita flexibilidade para ajudar o aluno, é preciso saber como funciona a cabeça dessas crianças, é muito importante o/a professor/a observar os/as estudantes, saber orientar a família para que a mesma procure a ajuda correta e assim amenizar as dificuldades da criança ao longo da sua vida escolar. Jamais o/a professor/a dará o diagnóstico, apenas irá direcionar a família.
As conversas com a família devem ser constantes para que a mesma não tenha o sentimento de que é chamada somente para contar problemas, já que a criança com TDHA geralmente será a mais bagunceira da turma, é importante o/a professor/a não passar somente para a família o que a criança está deixando a desejar, mas mostrar a evolução para que a família se sinta acolhida. O contato do professor com profissionais que acompanham essas crianças é necessário para que o trabalho se complete com o que é realizado no consultório. Tanto os pais como professores devem ter claro que a afetividade é construída a partir da qualidade das relações que a criança estabelece e é determinante para a construção da personalidade (WALLON, 1975).
Sempre elogie os/as estudantes quando eles se comportarem bem ou conseguir realizar uma tarefa difícil, isso eleva bastante sua autoestima, incentive-os/as sempre a se organizar, mostre qual é a forma correta de realizar as coisas, deixe explicito o que é certo, é importante ser objetivo.
Os/as estudantes com TDAH deve sentar próximo ao professor, longe do colega que faz bagunça, perto do colega afetivo e positivo, longe de janelas, de passagem de pessoas ou de coisas que podem distraí-los, pois TDAH se interessam sempre por muitas coisas ao mesmo tempo e são extremamente curiosos.
A comunicação deve ser sempre olhando nos olhos da criança, tanto para explicar a atividade como para dar bronca, experimente também falar baixo é muito melhor que gritar, seja firme e afetuosa, as orientações devem ser curtas e claras.
Dívida orientações longas em partes para que entenda melhor, pois com muitas tarefas a criança com TDAH vai se sentir sobrecarregada e a tendência é não conseguir realizar a atividade e então se frustrar, espere pela resposta do aluno ele pode estar pensando o que irá responder.
Uma dica é ensinar os/as estudantes a usarem a agenda, isso irá ajudar muito a se organizar, pergunte como pode ajudá-lo ele vai se sentir acolhido, evite aulas monótonas repetitivas, as aulas prazerosas e com emoção despertam o interesse na criança não só a criança TDAH mas todas, o que facilita o aprendizado, planeje atividades para que possam sair um pouco da sala isso diminui a inquietação e dispersão.
Não existe uma solução simples ou mágica no trato com alunos TDAs e que tudo requer tempo, dedicação e persistência. Mas, sem sombra de dúvida, o empenho dos pais e dos implicados no bem-estar dos pequenos depende, e muito, do banco escolar. Esses fatores, em conjunto, determinarão o futuro dessas crianças e carimbaram o passaporte delas rumo a uma vida menos caótica e mais feliz. (SILVA, 2014, p.93).
Como indica Silva, 2014, relacionar-se com uma pessoa com TDAH pode exigir maestria e grande habilidade, conforme o autor, “na arte de amar, uma vez que as relações amorosas, nesses casos, costumam ter a mesma intensidade dos loopings das montanhas-russas”. (SILVA, 2014, p.94).
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base nas reflexões, podemos destacar que que a criança portadora de TDAH passa por muitas dificuldades em sua vida escolar e familiar, e que é muito importante a família e a escola terem uma relação próxima diante das dificuldades que deverão ser superadas para que possam dar todo o suporte que a criança necessita para conseguir caminhar sozinha. Esta frase de Augusto Cury relata a nossa missão como pais e também como professores/as.
Bons pais preparam seus filhos para receber aplausos, pais brilhantes os preparam para enfrentar suas derrotas. Bons pais educam a inteligência lógica dos filhos, pais brilhantes educam a sensibilidade. Estimule seus filhos a ter metas, a procurar o sucesso no estudo, no trabalho, nas relações sociais, mas não pare por aí. Leve-os a não ter medo dos seus insucessos. Não há pódio sem derrotas. Muitos não sobem nos pódios, não por não terem capacidade, mas porque não souberam superar os fracassos do caminho. Muitos não conseguem brilhar no seu trabalho porque desistem nos primeiros obstáculos (CURY, 2003, p.38).
Os pais e os/as professores/as devem ser os suportes que a criança necessita para ter impulso e apoio para enfrentar as dificuldades que a vida lhe impõe, sempre elevando sua autoestima e nunca tornando as coisas mais difícil do que já é. Como destaca o autor, a criança é como uma folha de papel em branco, sempre à espera de algo novo para deixá-la mais bonita. Mas, se amassarmos esta folha, por mais que tentemos desamassá-la, nunca mais será a mesma. Ao longo da trajetória de vida das crianças, em especial as com TDAH, produzimos marcas que ficarão para sempre. Por isso, faz-se necessário que tanto na família como na escola as crianças tenham uma formação adequada, que a família sempre procure ajuda e conhecimento para melhor lidar com a situação. Na escola, por sua vez, deve existir o compromisso ativo por parte de toda a equipe escolar, só assim podemos garantir a continuidade de um longo caminho para a efetivação dos direitos e de uma sociedade mais justa e igualitária.
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REFERÊNCIAS
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