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Constitucional I

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ALISTAMENTO
ELEITORAL E O
VOTO
D I R E I T O C O N S T I T U C I O N A L
 CAPÍTULO IV
 DOS DIREITOS POLÍTICOS
Art.14 §1º da Constituição Federal de 1988
 § 1º O ALISTAMENTO ELEITORAL E O VOTO SÃO:
 I - OBRIGATÓRIOS PARA OS MAIORES DE DEZOITO ANOS;
 II - FACULTATIVOS PARA:
 A) OS ANALFABETOS;
 B) OS MAIORES DE SETENTA ANOS;
 C) OS MAIORES DE DEZESSEIS E MENORES DE DEZOITO ANOS.
 CAPÍTULO IV
 DOS DIREITOS POLÍTICOS
Art.14 §2º da Constituição Federal de 1988
 
§ 2º NÃO PODEM ALISTAR-SE COMO ELEITORES OS ESTRANGEIROS E, DURANTE
O PERÍODO DO SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO, OS CONSCRITOS.
O alistamento é a forma pela qual o cidadão adquire
seus direitos políticos, tornando-se titular de direito
político ativo (capacidade para votar). O ato de se
alistar também possibilita sua elegibilidade e filiação
partidária.
 A P Ó S A E X P E D I Ç Ã O D O R E S P E C T I V O T Í T U L O D E E L E I T O R .
Os Primeiros Alistamentos
1 8 8 0
O Deputado Rui
Barbosa, da Bahia,
redigiu o projeto de lei
de reforma eleitoral, a
pedido do Presidente
do Conselho de
Ministros, José Antônio
Saraiva.
1 8 8 1
Aprovado pelo
Senado, em janeiro e
transformado no
Decreto nº 3.029
Popularmente
conhecido como Lei
Saraiva. Estabeleceu o
primeiro título
eleitoral brasileiro.
C A R A C T E R Í S T I C A S D O
 
O voto não era Universal 
200 mil réis de renda líquida anual
comprovada
Responsabilidade do Juiz de Direito da
Comarca ou do Juiz municipal
Exclusão de analfabetos 
Registro do alistamento de eleitores era
realizado em livros próprios (havia o
Geral por Comarca e Registros Parciais)
O Título de Eleitor era expedido com a
retenção de um canhoto, assinado pelo
juiz de Direito
Edital para retirada do título - retirada
feita pelo próprio eleitor
Infrações - caso o condenado não
tivesse meios de pagar a multa, recebia
pena de prisão.
Decreto nº 7.981, de 29 de janeiro de 1881
A Revolução de 1930 tinha como um dos princípios
a moralização do sistema eleitoral. Um dos primeiros
atos do governo provisório foi a criação de uma
comissão de reforma da legislação eleitoral, cujo
trabalho resultou no primeiro Código Eleitoral do
Brasil.
O Código Eleitoral de 1932 criou a Justiça Eleitoral,
que passou a ser responsável por todos os trabalhos
eleitorais - alistamento, organização das mesas de
votação, apuração dos votos, reconhecimento e
proclamação dos eleitos. Além disso, regulou em
todo o País as eleições federais, estaduais e
municipais.
Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932
A criação da Justiça Eleitoral
O alistamento e o voto nos dias atuais
O voto é obrigatório para eleitores
alfabetizados, com idades entre 18
e 70 anos.
maiores de 16 anos e menores de
18 anos;
maiores de 70 anos; e,
analfabetos.
O alistamento eleitoral e o voto são
facultativos para:
Quem completar 16 anos até odia das eleições, inclusive, podevotar?
O(A) jovem com 15 anos, quecompletar 16 anos até a data do 1ºturno da eleição, pode se alistar evotar.
O primeiro passo é acessar o sistema TítuloNet, localizado
na página do Tribunal Superior Eleitoral - TSE.
Após informar a Unidade Federativa (UF) em que reside,
será necessário enviar uma foto (selfie) segurando um
documento de identificação; foto do comprovante de
residência atualizado.
Segundo a Resolução TSE nº 23.659/2021, artigo 35:
Ou seja, para os brasileiros nascidos entre 1º de janeiro e
31 de dezembro do ano em que completarem 19 anos de
idade, os quais compõem a classe chamada para a
seleção, tendo em vista a prestação do Serviço Militar
inicial.
Na página seguinte, em “Título de eleitor”, basta selecionar
a opção “Não tenho” para prosseguir o atendimento.
Os dados informados serão analisados pela Justiça
Eleitoral, e o requerimento poderá ser acompanhado
 "A apresentação de certificado de quitação militar somente
é obrigatória para alistandos do gênero masculino que
pertençam à classe dos conscritos"
O que fazer?
https://cad-app-titulonet.tse.jus.br/titulonet/novoRequerimento
O alistamento 
RG;
Certidão de Nascimento;
Certidão de Casamento; e
Carteira de Trabalho.
Documento de identificação oficial
Comprovante de Residência atual
Apenas homens com idade entre 18 e 45 anos de idade.
Comprovante de Alistamento Militar
Comparecer ao Cartório Eleitoral de sua cidade com:
inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir ou
empossar neles;
receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou
emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações
governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza,
mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público
delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;
participar de concorrência pública;
obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas
econômicas federais ou estaduais, nos institutos e caixas de previdência
social, bem como em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo
governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades
celebrar contratos;
obter passaporte ou carteira de identidade;
renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo
governo;
praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou
imposto de renda.
Sem a prova de que votou, pagou a respectiva multa ou de que se justificou
devidamente, não poderá a eleitora ou o eleitor:
Consequências de não votar
O eleitor que por 3 turnos
consecutivos não votar (nem
justificar ou pagar a multa
correspondente) terá o título
eleitoral cancelado.
Um turno = uma eleição
Após as eleições, ecessadas as causas docancelamento ou dasuspensão, o eleitorpoderá dirigir-se aocartório eleitoral de suainscrição para solicitar suaregularização.
documento oficial brasileiro de identificação e
passaporte –o novo modelo, que não apresenta dados
sobre filiação, somente será aceito se estiver acompanhado
de outro documento-;
 comprovante ou declaração que ateste sua residência no
exterior; e
Para os homens, certificado de quitação com o serviço
militar.
Para se inscrever para votar no exterior, o eleitor brasileiro
deverá comparecer, pessoalmente, à sede da embaixada ou da
repartição consular brasileira responsável e apresentar os
seguintes documentos e cópias: 
A Constituição só proíbe o alistamento eleitoral do conscrito
convocado pelas Forças Armadas, “durante o período do serviço
militar obrigatório".
“Entendemos que a referida norma não encontra motivação
suficiente, atualmente, que justifique o cerceamento de
exercício tão fundamental para a nossa sociedade. Portanto,
não há impedimentos para que seja o voto permitido ao
conscrito, mudança esta que seria crucial para a evolução de
nossa democracia e para o efetivo emprego do princípio da
plenitude do gozo dos direitos políticos para todos”
Portaria do Ministério da Justiça e documento de identidade,
expedido no Brasil, onde há a menção da nacionalidade
portuguesa do portador e referência ao Estatuto da
Igualdade.
 Desde que requeira, o estrangeiro residente na República
Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem
condenação penal pode naturalizar-se brasileiro.
 Caso o estrangeiro seja originário de país de língua
portuguesa, para sua naturalização, será exigida apenas
residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral.
o cidadão português que deseja adquirir igualdade de direitos e
deveres como o brasileiro, pode requerer ao Ministério da
Justiça, o qual a reconhecerá por decisão do Ministro da
Justiça, mediante Portaria.
Para o alistamento eleitoral, o português que adquiriu a
igualdade de direitos políticos deverá comparecer ao Cartório
Eleitoral mais próximo com:
Para aqueles que possuem domicílio eleitoral no exterior (Zona
Eleitoral do Exterior), o exercício do voto é exigido apenas nos
pleitos para presidente e vice-presidente da República.
Caso esteja ausente do seu domicílio eleitoral no dia da eleição
ou impedido de comparecer ao local de votação, o eleitor deverá
justificar suafalta mediante requerimento dirigido ao juiz da Zona
Eleitoral do Exterior, que deverá ser entregue à repartição
consular ou à missão diplomática. 
O requerimento também poderá ser enviado pelos Correios ou
pelo Sistema Justifica.
Aos Estrangeiros no Brasil Brasileiro no Exterior
Aos Conscritos
Coronel Chrisóstomo
Jurisprudência
Situações que impedem o alistamento eleitoral conforme a
CF88: 
 “[...] Recepção. Constituição Federal. Artigo 5o, inciso II, do Código
eleitoral. - Consoante o § 2o do artigo 14 da CF, a não alistabilidade
como eleitores somente é imputada aos estrangeiros e, durante o
período do serviço militar obrigatório, aos conscritos, observada,
naturalmente, a vedação que se impõe em face da incapacidade
absoluta nos termos da lei civil. - Sendo o voto obrigatório para os
brasileiros maiores de 18 anos, ressalvada a facultatividade de que
cuida o inciso II do § 1o do artigo 14 da CF, não há como entender
recepcionado preceito de lei, mesmo de índole complementar à Carta
Magna, que imponha restrição ao que a norma superior hierárquica
não estabelece. - Vedado impor qualquer empecilho ao alistamento
eleitoral que não esteja previsto na Lei Maior, por caracterizar
restrição indevida a direito político, há que afirmar a inexigibilidade de
fluência da língua pátria para que o indígena ainda sob tutela e o
brasileiro possam alistar-se eleitores. - Declarada a não recepção do
art. 5°, inciso II, do Código Eleitoral pela Constituição Federal de
1988.”
Decisões sobre o título eleitoral cancelado:
“[...] Ausência. Alistamento eleitoral. Título cancelado. [...] 2.
Nos termos do art. 14, § 3º, III, da CF/88, o alistamento eleitoral
é uma das condições de elegibilidade. Dessa forma,
‘candidato com título cancelado não pode votar e nem ser
votado’ [...] 3. De acordo com a moldura fática do aresto a quo,
cancelou–se o título de eleitor do agravante por ele não ter
comparecido às urnas em mais de três eleições consecutivas e
não ter justificado sua ausência. 4. A despeito de ter quitado a
multa que lhe fora imposta, nos termos do art. 7º do Código
Eleitoral, seu título permanece cancelado, porquanto a
irregularidade na inscrição eleitoral deveria ter sido sanada
observando–se o prazo previsto no art. 91 da Lei 9.504/97, ou
seja, antes dos 150 dias anteriores à data da eleição, o que,
conforme consta do aresto do TRE/GO, não ocorreu. [...]”
Jurisprudência
Decisão sobre o voto dos Indígenas:
 “[...] 3. Para o ato de alistamento, faculta-se aos
indígenas que não disponham do documento de
registro civil de nascimento a apresentação do
congênere administrativo expedido pela Fundação
Nacional do Índio (FUNAI).”
Decisão sobre voto dos analfabetos:
“[...] 1- O art. 5º, inciso I, do Código Eleitoral não
foi recepcionado pela Constituição Federal de
1988, na medida em que resta consagrado no
art. 14, § 1º, inciso II, alínea a, do texto
constitucional, que o alistamento e o voto dos
analfabetos são facultativos. [...]”
 Alexandre de Moraes, por sua vez, conceitua direitos
políticos como:
 "... o conjunto de regras que disciplina as formas
de atuação da soberania popular, conforme
preleciona o ‘caput’ do art. 14 da Constituição
Federal. São direitos públicos subjetivos que
investem o indivíduo no status activae civitatis,
permitindo-lhe o exercício concreto da
liberdade de participação nos negócios políticos
do Estado, de maneira a conferir os atributos da
soberania" 
 Para José Afonso da Silva , os direitos
políticos são "os consistentes na
disciplina dos meios necessários ao
exercício da soberania popular".
 
 Para Antônio Augusto Soares Amora,
voto significa "modo de manifestar a
opinião num pleito eleitoral".
 Pioneiro, educador, professor, poeta, escritor e ex-presidente
da Academia Paulista de Letras
Referências
Congresso Nacional do Brasil. De 5 de outubro de 1988
Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
C O N S T I T U I Ç Ã O F E D E R A L D E 1 9 8 8 
 Fonte: https://www.tre-pi.jus.br/o-tre/o-tre-pi/memoria-e-cultura/evolucao-da-justica-eleitoral-no-brasil
E V O L U Ç Ã O D A J U S T I Ç A E L E I T O R A L
Fonte: https://jus.com.br/artigos/8282/voto-no-brasil/2
V O T O N O B R A S I L
https://www.tre-sc.jus.br/eleicoes/tire-suas-duvidas/voto-obrigatoriedade
V O T O O B R I G A T Ó R I O
Fonte: https://www.tre-mt.jus.br/comunicacao/noticias/2021/Junho/saiba-a-diferenca-entre-voto-
obrigatorio-e-voto-facultativo
V O T O F A C U L T A T I V O

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