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ESTUDO DE CASO SOBRE INSEGURANÇA ALIMENTAR

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ESTUDO DE CASO SOBRE INSEGURANÇA ALIMENTAR - SUAS PROPORÇÕES NOS DOMICILIOS PARTICULARES NA BAHIA E SEUS TIPOS 
O conceito de insegurança alimentar, que tem como base o conceito de segurança alimentar, foi reinterpretado ao longo do tempo e ganhou novos contornos conforme o problema da fome se agravou em escala global e as discussões acerca dessa temática se tornaram cada vez mais complexas e urgentes. 
Até a década de 1970, de acordo com a Oxfam Brasil, a segurança alimentar estava diretamente associada à autossuficiência na produção de alimentos de um país, surgida de uma questão do pós-guerra. Entre os anos 1980 e 1990, a segurança alimentar foi amplamente discutida por organismos internacionais como o Banco Mundial, a própria FAO e as Nações Unidas por meio de outras de suas agências. Com isso, a segurança alimentar deixou de ser um fenômeno associado intrinsecamente à produção e ao suprimento da demanda e se voltou ao indivíduo. 
A insegurança alimentar, portanto, é um fenômeno que ocorre quando um indivíduo não possui acesso físico, econômico e social a alimentos de forma a satisfazer as suas necessidades, conforme a definição da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), podendo ser crônica ou apenas temporária, e se divide em três tipos ou níveis; 
Leve: quando há preocupação ou incerteza quanto acesso aos alimentos no futuro e qualidade inadequada dos alimentos resultantes de estratégias que visam a não comprometer a quantidade de alimentos. 
Moderada: quando há restrição no acesso aos alimentos, isto é, na quantidade que é consumida. Insegurança alimentar grave: quando há escassez de alimentos para todos os indivíduos de uma família, chegando até mesmo à condição de fome. 
Grave: quando há redução quantitativa severa de alimentos também entre as crianças, ou seja, ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre todos os moradores. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no domicílio. Dados do IBGE revelam A insegurança alimentar cresceu entre 2013 e 2018, atingindo 4 em cada 10 domicílios e metade da população da Bahia, segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (17).  O total de residências com insegurança alimentar cresceu 21,8% no estado neste período, o que significou mais 397 mil domicílios nessa condição.
O número cresceu pela primeira vez depois de quedas sucessivas entre 2004 e 2013, chegando a 45,3% do total de residências em 2017 e 2018. Isso significa que em 2,221 milhões de residências do estado havia preocupação ou incerteza quanto à regularidade da alimentação na quantidade necessária (insegurança leve) até a efetiva redução e falta de comida (insegurança moderada), podendo chegar à fome (insegurança grave).
A maior insegurança alimentar na Bahia foi puxada por casos leves, mas faltou comida em 1 de cada 5 lares (18,8%); dentre esses, pode ter havido fome em 310 mil, aponta a pesquisa.
Em 2013, os domicílios baianos com insegurança alimentar leve representavam 21,8% do total de residências no estado, logo houve um aumento de 4,7 pontos percentuais em cinco anos, o que representou mais 244 mil residências no estado com insegurança alimentar leve, nesse período. Um total de 612 mil domicílios na Bahia enfrentavam insegurança alimentar moderada em 2017-2018, o que representava pouco mais de 1 em cada 10 lares do estado (12,5%), onde viviam 1,986 milhão de pessoas (13,4% da população).  Domicílios com insegurança alimentar moderada já enfrentam redução na quantidade de alimentos e pode faltar comida para os adultos. Já os domicílios baianos com insegurança alimentar grave somavam 310 mil em 2017-2018, ou 6,3% de todas as residências do estado, abrigando 987 mil pessoas (6,7% da população). Nos domicílios com insegurança alimentar grave, faltam alimentos para todos os moradores, inclusive crianças, podendo haver fome.

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