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CONCEITOS INICIAIS E PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO. 
Os elementos do Estado são: 
POVO; 
GOVERNO soberano; 
TERRITÓRIO. 
 
Montesquieu (francês) afirma que não se pode concentrar todo o poder nas mãos de uma só pessoa 
(na época o poder se confundia com a igreja). Graças a Montesquieu houve a separação dos Poderes. 
Sistema que se chama tripartição dos Poderes. Isso para evitar que essa única pessoa cometesse 
excessos. 
 
LEGISLATIVO: 
Função típica: legislar. 
Função atípica: administrar a coisa pública, julgar (quando o Senado julga o Presidente da República 
por crime de responsabilidade, por exemplo). 
 
EXECUTIVO: 
Função típica: administrar a coisa pública. 
Função atípica: legislar (mediante decreto autônomo/independente e medida provisória do Presidente 
da República) 
 
JUDICIÁRIO: 
Função típica: julgar. 
Função atípica: administrar os tribunais. 
 
Os poderes são independentes, mas harmônicos entre si, por isso há a possiblidade de os poderes 
exercerem, além de suas funções típicas, a funções atípicas. Sistema chamado de Check and 
balances / freios e contrapesos. Não há hierarquia, mas controle. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCEITOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 
Conceito 1 (Não costuma cair em prova): 
Regime jurídico da administração pública x Regime jurídico administrativo. 
 
REGIME JURÍDICO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: 
Refere-se ao complexo normativo – seja ele de direito público seja de direito privado – ao qual se 
submete a Administração pública. Dica: trata-se de uma definição mais ampla. Quando o Estado age 
explorando uma atividade econômica, como alugando um terreno a um particular, ou através de uma 
Empresa Publica ou Sociedade de Economia Mista exploradoras de atividades econômicas, ele age 
sob a regra do regime privado. Quando age segundo a lei, ele age segundo o princípio da supremacia 
do interesse público sobre o privado, representando a vontade da maioria sobre o particular, adstrito ao 
princípio da indisponibilidade do interesse público e da legalidade. 
 
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO: 
Refere-se ao conjunto de normas que colocam a Administração Pública em posição de privilégio na 
relação jurídico-administrativa. É a relação vertical entre administração e o administrado, envolvendo o 
binômio prerrogativas e sujeições. 
 
Conceito 2 (Esse cai): 
Esse conceito é de Maria Sylvia Zanella Di Pietro. É chamado de conceito estrito/restrito. 
- OBJETIVO / MATERIAL / FUNCIONAL: 
Para lembrar: O objeto material funciona! 
É a administração atuando, quando por exemplo multa alguém, ou interdita um estabelecimento. 
 
- SUBJETIVO / FORMAL / ORGÂNICO 
Para lembrar: Orgânico = órgão = é a forma como a Administração Pública se organiza (Administração 
direta e a indireta) 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: ESAF. Órgão: Ministério da Fazenda. Prova para todos os cargos. 
(Reduzida). 
Considerando o conceito de administração pública e seus princípios, bem como as fontes do 
Direito Administrativo, assinale a opção correta. 
B) De acordo com o critério funcional, o conceito de Administração Pública é um complexo de 
atividades concretas e imediatas desempenhadas sob os termos e condições da lei, visando o 
atendimento das necessidades coletivas. (CERTO) 
E) O sentido subjetivo da expressão Administração Pública está relacionado à natureza da 
atividade exercida por seus próprios entes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 
Os princípios Explícitos da CF/88 são: 
LIMPE (legalidade, impessoalidade, moralidade publicidade e eficiência) – Art. 37 da CF/88. 
Cuidado que alguns dos princípios implícitos na CF/88 são explícitos na lei 9.784/99 (lei que regula o 
processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal) 
Art. 2º da lei 9.784/99: A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da 
legalidade, finalidade*, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, 
contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
Legalidade, moralidade e eficiencia são explícitos na CF/88 e na lei 9.784/99. Os princípios que não 
estão grifados da lei 9784/99 são implícitos na CF/88. Cabe dizer que o princípio da finalidade é 
sinônimo de impessoalidade, que diz que a finalidade dos atos administrativos são para atingir o 
interesse público e não o pessoal. 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: ESAF. Órgão: Receita Federal. Prova para Auditor Fiscal da 
Receita Federal. 
Nos termos da lei, a Administração Pública Federal observará, em se tratando do processo 
administrativo, princípios específicos, exceto: 
A) princípio da segurança jurídica. 
B) princípio da razoabilidade. 
C) princípio da eficiência. 
D) princípio da insignificância. (GABARITO. Esse princípio é aplicável no direito penal) 
E) princípio da motivação. 
 
LEGALIDADE: 
Para o particular significa que ele pode fazer tudo o que a lei não proíbe. 
Para a Administração Pública significa que ela só pode fazer o que a lei permite. 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: IESES. Órgão: CRA-SC. Prova para Agente Administrativo. 
A prescrição “ninguém será obrigado a fazer ou deixar fazer senão em virtude de lei” vai ao 
encontro do princípio da: 
A) Eficiência. 
B) Moralidade. 
C) Legalidade. (GABARITO. Art. 5º, II da CF/88) 
D) Publicidade. 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: IADES. Órgão: PG-DF. Prova para Técnico Jurídico - Apoio 
Administrativo. (Reduzida) 
B) Como corolário do princípio da legalidade, é matéria subordinada exclusivamente à 
aprovação em lei a organização e o funcionamento da Administração Pública Federal. 
ERRADO, porque a organização e o funcionamento da Administração pública podem ser feitos 
diante de decreto autônomo/independente do pelo Presidente da República. 
 
INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO: 
O princípio da indisponibilidade do interesse público diz que a Administração deve realizar suas 
condutas sempre velando pelos interesses da sociedade, mas nunca dispondo deles, uma vez que o 
administrador não goza de livre disposição dos bens que administra, pois o titular desses bens é o 
povo. 
 
IMPESSOALIDADE / FINALIDADE: 
O servidor não pode se aproveitar do cargo para se autopromover, como colocar seu nome em obras 
publicas. Nesse sentido, a regra é que a contratação para trabalhar na administração deve ser 
mediante concurso público ou mediante licitação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MORALIDADE: 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PC-PB. Prova para Papiloscopista e 
Técnico em Perícia. 
Associa-se de forma mais apropriada à ideia de probidade e boa-fé o princípio da 
A) legalidade. 
B) impessoalidade. 
C) publicidade. 
D) moralidade administrativa. (GABARITO) 
E) eficiência. 
 
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: MPE-GO. Órgão: MPE-GO. Prova para Promotor de Justiça. 
Considerando que a prática de nepotismo caracteriza violação aos princípios da administração 
pública, de acordo com o entendimento do STF configura situação de nepotismo: 
A) O Governador do Estado nomear seu irmão como Secretário de Estado da Saúde, pois, se 
trata de cargo de natureza política. 
B) O Prefeito Municipal nomear seu primo para cargo em comissão de assessor de imprensa. 
C) O Presidente da Câmara Municipal nomear seu concunhado para cargo em comissão de 
chefe de departamento. 
D) O Prefeito Municipal nomear sua mulher para cargo em comissão de direção. (GABARITO) 
COMENTÁRIO 1: Nepotismo fere os princípios da MORALIDADE e da IMPESSOALIDADE. 
COMENTÁRIO 2: Súmula Vinculante 13 do STF.: “A nomeação de cônjuge, companheiro ou 
parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade 
nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou 
assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função 
gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediantedesignações 
recíprocas, viola a Constituição Federal.” A súmula vinculante 13 não se aplica para as 
nomeações de cargos de natureza política (Ministros de Estado e Secretários Estaduais e 
Municipais). 
COMENTÁRIO 3: Primo é quarto grau, logo não é nepotismo. 
COMENTÁRIO 4: Sogro é parente por afinidade em primeiro grau. Cunhado é parente por 
afinidade em segundo grau, portanto os dois casos configuram-se nepotismo, mas concunhado 
não é parente nem por afinidade. 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-SE. Prova para Analista 
Judiciário – Direito. 
Em consonância com os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, o STF, 
por meio da Súmula Vinculante n.º 13, considerou proibida a prática de nepotismo na 
administração pública, inclusive a efetuada mediante designações recíprocas — nepotismo 
cruzado. 
CERTO. Está expresso essa proibição do nepotismo cruzado na súmula vinculante 13 quando 
fala da proibição das designações recíprocas. Isso acontece quando eu nomeio o seu filho e 
você nomeia o meu, por exemplo – o que é proibido. 
 
EFICIÊNCIA: Estágio probatório e a avaliação extraordinária antes do final dos 3 anos do estágio 
probatório são exemplos da aplicação desse princípio. O chefe do funcionário estará avaliando sua 
produtividade e eficiência todos os dias. Outro exemplo é a possibilidade de a administração pública 
rescindir o contrato de licitação se a empresa vencedora não for eficiente. 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: ESAF. Órgão: Ministério da Fazenda. Prova para todos os cargos. 
(Reduzida) 
Considerando o conceito de administração pública e seus princípios, bem como as fontes do 
Direito Administrativo, assinale a opção correta. 
D) Do princípio da eficiência decorre a necessidade de institutos como a suplência, a delegação 
e a substituição para preencher as funções públicas temporariamente vagas. 
ERRADO. Na verdade, o princípio que norteia os institutos referidos nesta opção é o da 
continuidade do serviço público (Maria Sylvia Di Pietro, Direito Administrativo, 26ª edição, p. 
71). 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS SOBRE PRINCÍPIOS. 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: IADES. Órgão: PG-DF. Prova para Técnico Jurídico - Apoio 
Administrativo. (Reduzida) 
E) O Direito Administrativo brasileiro, em face do princípio da legalidade, não agasalha a teoria 
da aparência dos atos administrativos. 
ERRADO. Em nome do princípio da aparência, da boa-fé dos administrados, da segurança 
jurídica e do princípio da presunção de legalidade/legetimidade dos atos administrativos, 
reputam-se válidos os atos por ele (funcionário de fato) praticados e produzirão efeitos até 
serem anulados ou revogados, se forem eivados de vícios. 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: ESAF. Órgão: SEFAZ-SP. Prova para Analista de Finanças e 
Controle. 
Quanto aos princípios direcionados à Administração Pública, assinale a opção correta. 
A) O princípio da legalidade significa que existe autonomia de vontade nas relações travadas 
pela Administração Pública, ou seja, é permitido fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. 
(ERRADO, porque isso se aplica somente ao particular, mas para administração pública aplica-
se a máxima de que ela só pode fazer o que a lei permite) 
B) O ato administrativo em consonância com a lei, mas que ofende os bons costumes, as regras 
da boa administração e os princípios de justiça, viola o princípio da moralidade. 
(CERTO. É possível que um ato ofenda a moralidade mesmo estando de acordo com a lei. Por 
exemplo um ato de nepotismo é válido, até que se prove o contrário, devido o atributo de 
presunção de legitimidade dos atos administrativos.) 
C) É decorrência do princípio da publicidade a proibição de que conste nome, símbolos ou 
imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos em 
divulgação de atos, programas ou campanhas de órgãos públicos. (ERRADO. isso é a 
decorrência do princípio da impessoalidade) 
D) A Administração Pública pode, por ato administrativo, conceder direitos de qualquer espécie, 
criar obrigações ou impor vedações aos administrados. (ERRADO. pois a atuação da 
Administração Pública não é ilimitada e absoluta, deve observar os princípios constitucionais 
da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, dentre outros.) 
E) O modo de atuação do agente público, em que se espera melhor desempenho de suas 
funções, visando alcançar os melhores resultados e com o menor custo possível, decorre 
diretamente do princípio da razoabilidade. (ERRADO, pois isso se trata do princípio da 
eficiência.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: PUC-PR. Órgão: TJ-PR. Prova para Analista Judiciário – 
Psicologia. 
Sobre os Direitos Fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988, leia as assertivas a 
seguir e, depois, assinale a alternativa CORRETA. 
I. A lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade 
ou o interesse social o exigirem. (CERTO. Art. 5º, LX da CF.: A lei só poderá restringir a 
publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o 
exigirem – Princípio da Publicidade) 
II. É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte quando 
necessário ao exercício profissional. (CERTO. Art. 5º, XIV da CF.: É assegurado a todos o 
acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício 
profissional) 
III. É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. (CERTO. Art. 5º, IV da 
CF.: É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.) 
IV. Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou 
de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade 
e do Estado. (CERTO. Art. 5º, XXXIII da CF.: Todos têm direito a receber dos órgãos públicos 
informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas 
no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado".) 
 
 
 
 
 
 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA. 
ADMINISTRAÇÃO DIRETA (entes políticos): 
União; 
Estados; 
DF; 
Municípios 
 
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA (entidades administrativas): 
Autarquia; 
Fundação Pública; 
Sociedade de Economia Mista (SEM); 
Empresa Pública (EP) 
 
* Os entes políticos podem legislar, mas as entidades administrativas não. 
 
Exemplos de autarquias: INSS e Banco Central (BC) 
Exemplos de FP: Biblioteca Nacional. 
Exemplos de SEM: Petrobrás e Banco do Brasil. 
Exemplos de EP: Correios e Caixa econômica federal. 
 
Art. 37, XIX da CF.: Somente por lei específica (lei ordinária) poderá ser criada autarquia e 
autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, 
cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; (A autarquia já é 
criada por lei na hora sem a necessidade de registro, já as EP’s e as SEM’s precisam ser registradas 
nas juntas comerciais para serem criadas, após a autorização de sua instituição por lei) 
 
* A autarquia é de direito público e é criada para desempenhar funções típicas da administração 
pública. Todas as outras são de direito privado. 
 
* As fundações públicas são, em regra, de direito privado, mas serão de direito público quando 
desempenharem função típica de direito público como universidades federais e hositais públicos. Serão 
equiparadas às autarquias. Serão chamadas de fundações autárquicas / artarquias fundacionais. 
Os conselhos regulamentaores de atividades profissionais como a OAB, as Agências reguladoras de 
serviço público como a ANATEL e a ANAC são espécies de autarquias. As agências reguladoras são 
autarquias em regime especial. 
 
* As autarquias territoriais são espécies de autarquias. 
 
* As sociedades de economia mista e as empresas públicas podem tanto ser exploradoras de 
atividades econômicas quantoprestadoras de serviço público. As sociedades de economia mista serão 
sempre constituídas na forma de sociedade anônima (S/A) e as empresas públicas em qualquer forma 
permitida por lei. 
 
* As especificidades das SEM’s é que ela precisa de 50% mais uma ação do poder público, porque o 
controle acionário é do Poder Público. Ela tem capital privado, mas a maioria é do Poder Público. 
No caso das EP precisam ser constituídas por 100% de capital público, e após pode entrar dinheiro 
privado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESGRANRIO. Órgão: ANP. Prova para Especialista em 
Regulação – Direito. 
Em relação a empresas públicas e sociedades de economia mista, considere as afirmativas a 
seguir. 
I - Integram a administração pública indireta. (CERTO) 
II - Podem se destinar à exploração de atividade econômica. (CERTO) 
III - Sua instituição depende de previsão legal que autorize sua criação. (CERTO) 
IV - A criação de suas subsidiárias independe de autorização legislativa. (ERRADO. A criação de 
suas subsidiárias depende de autorização legislativa. Somente é dispensada nova lei para criar 
as subsidiárias se tal previsão já estiver contemplada na lei que autorizou a criação da pessoa 
jurídica principal.) 
V - Estão obrigadas a realizar prévio procedimento licitatório para contratação de obras e 
serviços ou aquisição de bens. (CERTO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: COPEVE-UFAL. Órgão: CASAL. Prova para Administrador. 
Dadas as afirmativas abaixo acerca da natureza e do regime jurídico das empresas públicas e 
das sociedades de economia mista. 
I. Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista são criadas 
necessariamente por lei. 
II. Os municípios não podem criar empresas públicas nem sociedades de economia mista. 
III. Apenas empresas públicas podem prestar serviços públicos. 
IV. Apenas as sociedades de economia mista podem explorar atividade econômica. 
V. Empresas públicas têm capital exclusivamente público, ao passo que as sociedades de 
economia mista também contam com capital privado. 
APENAS A 5 ESTÁ CERTA. 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: FADESP. Órgão: Câmara de Marabá – PA. Prova para Advogado. 
As sociedades de economia mista 
A) são pessoas jurídicas de direito público. 
B) possuem a totalidade de seu capital em mãos da Administração. 
C) são pessoas jurídicas de direito privado. (GABARITO) 
D) não possuem personalidade jurídica própria. 
E) são criadas ex lege. 
COMENTÁRIO: As Sociedades de Economia Mista, bem como todas as entidades integrantes da 
Administração Pública Indireta possuem personalidade jurídica própria sim. Quem não tem 
personalidade jurídica própria, nem patrimônio próprio nem nada são os órgãos. Os órgãos são 
criados por lei. 
Sobre a B, a que possui a totalidade de seu caital em mãos da administração é a empresa 
pública. Apesar de que as empresas públicas podem ter capital misto posteriormente, mas não 
em sua fundação. 
Sobre as sociedades de eonomia mista, elas têm capital 50% mais uma ação na mão do estado, 
ou seja, a maioria do capital na mao de Estado e sempre são constituídas na forma de 
Sociedade Anônima (S/A) 
 
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: AGU. Prova para Contador. 
A responsabilidade civil objetiva do Estado abrange as pessoas jurídicas de direito privado 
prestadoras de serviços públicos, sendo excluídas as empresas públicas e sociedades de 
economia mista exploradoras de atividade econômica. 
CERTO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SUFRAMA. Prova para Nível 
Superior - Cargos 3 e 4. 
O direito pátrio adotou a responsabilidade objetiva do Estado, sob a modalidade “risco 
administrativo”. Assim, a culpa exclusiva da vítima é capaz de excluir a responsabilidade do 
Estado, e a culpa concorrente atenua o valor da indenização devida. 
CERTO. Na Teoria do Risco Administrativo (adotado no Brasil) o Estado responderá pelos 
danos causados por seus agentes, independente de comprovação de dolo ou culpa, porém em 
certos casos tal responsabilidade poderá ser excluída ou atenuada (o que não ocorre na teoria 
do risco integral). 
 
Casos que excluem a responsabilidade do Estado: a culpa exclusivamente da vítima; o caso 
fortuito ou força maior. 
 
Casos que atenuam a responsabilidade civil do Estado: a culpa concorrente da vítima com a do 
Estado. 
 
 
CENTRALIZAÇÃO X DESCENTRALIZAÇÃO X DESCONCENTRAÇÃO. 
Centralização é a Administração Pública agindo por ela mesma através de qualquer um de seus entes. 
Descentralizção é quando a administração direta cria e dá competências à administração indireta 
(entidades) ou a particulares. Desconcentração é a criação de órgãos dentro da mesma pessoa 
jurídica, existe na direta e na indireta. Confira na imagem a seguir as duas espécies de 
descentralização administrativa: 
As permissionárias, concessionárias e delegatárias de serviço público são particulares, que receberam 
funções da administração através da descentralização por delegação / por colaboração. 
 
Na desconcentração há hierarquia, mas na descentralização não. Na descentralização há controle 
finalístico / supervisão ministerial, por não haver hierarquia, apenas vinculação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: DPE-MA. Prova para Defensor Público. 
O recurso administrativo é meio hábil para propiciar o reexame da atividade da Administração 
por razões de legalidade ou de mérito. O recurso hierárquico impróprio é aquele dirigido 
A) à autoridade ou instância superior do mesmo órgão administrativo, pleiteando revisão do ato 
recorrido por terceiro interessado. 
B) pela parte, à autoridade ou órgão estranho à repartição que expediu o ato recorrido, mas com 
competência julgadora expressa. (GABARITO) 
C) pela parte, à autoridade ou órgão estranho à repartição que expediu o ato recorrido, sem a 
necessidade de competência julgadora expressa, bastando estar, de alguma forma, em posição 
hierárquica superior em relação à autoridade recorrida. 
D) à mesma autoridade que expediu o ato, para que o invalide ou o modifique, e, por isso, 
apesar de consistir em reanálise é imprópria, pois não é dirigida à autoridade ou órgão 
hierarquicamente superior. 
E) em forma de denúncia formal, à autoridade superior, dando conta de irregularidades internas 
ou abuso de poder na prática de atos da Administração, feita pela parte atingida diretamente 
pela irregularidade ou abuso de poder. 
COMENTÁRIO: 
"O recurso hierárquico impróprio é interposto para fora da entidade que proferiu a decisão 
recorrida (ex.: recurso interposto contra decisão proferida por autarquia federal perante 
determinado Ministério ou Presidente da República). (...) Em razão da inexistência de hierarquia 
e da possibilidade de intromissão de pessoa jurídica nos atos praticados por pessoa jurídica 
diversa, afirma-se que O CABIMENTO DO RECURSO HIERÁRQUICO IMPRÓPRIO DEPENDE DE 
PREVISÃO LEGAL EXPRESSA." OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende. Curso de Direito 
Administrativo. 5ª ed. São Paulo: Método, 2017, p. 352. 
O recurso hierárquico próprio seria por exemplo recurso contra decisão do ministro da saúde 
perante o Presidente da República, porque nesse exemplo está dentro da mesma entidade, e 
nesse caso há hierarquia. 
 
QUESTÃO: Ano: 2006. Banca: FCC. Órgão: DPE-SP. Prova para Defensor Público. 
Recurso hierárquico impróprio é 
A) aquele que é dirigido à autoridade superior na organização federativa. 
B) o pedido de reconsideração apresentado à autoridade máxima de uma estrutura 
administrativa. 
C) o pedido de revisão das decisões proferidas em processos disciplinares, para a própria 
autoridade sancionadora. 
D) a avocação do recurso administrativo pela chefia do órgão administrativo. 
E) o recurso interposto contra a decisão de dirigente de entidade da Administração Indireta, 
para a autoridade a que está vinculada, na Administração Direta. (GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DPE-ES. Prova para Defensor 
Público. 
O recursohierárquico próprio é dirigido à autoridade imediatamente superior, no mesmo órgão 
em que o ato foi praticado, enquanto o recurso hierárquico impróprio é dirigido à autoridade de 
outro órgão, não inserido na mesma hierarquia do que praticou o ato, sendo que o cabimento de 
ambos depende de previsão legal expressa. 
ERRADO. O recurso hierárquico próprio não depende de previsão legal, mas o impróprio sim. 
 
QUESTAO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-RS. Prova para Técnico 
Tributário da Receita Estadual. 
O fenômeno conhecido como deslegalização consiste 
A) no excesso de decretos regulamentares existentes. 
B) na edição indiscriminada de medidas provisórias. 
C) na possibilidade de o Poder Executivo editar normas de caráter geral. 
D) na permissão do Poder Legislativo ao Poder Executivo de editar normas de caráter técnico, 
de maneira inovadora. (GABARITO) 
E) na edição de ato regulamentar que extrapole a norma regulamentada. 
COMENTÁRIO: Deslegalização / Delegificação acontece quando uma agência reguladora, por ter 
conhecimentos específicos sobre o tema edita normas. Os dirigentes das agências reguladores 
são nomeados pelo presidente da República e tem prazo de mandado definido em lei, ou seja, 
tem madato fixo. 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: ESAF. Órgão: MF. Prova para Analista de Finanças e Controle - 
Conhecimentos Gerais - Todos os Cargos. 
A transferência da função normativa (sobre matérias determinadas) da sede legislativa estatal 
para outra sede normativa denomina-se: 
A) Remissão. 
B) Delegação receptícia. 
C) Reserva legal. 
D) Deslegalização. (GABARITO) 
E) Desconcentração. 
COMENTÁRIO: Deslegalização é também conhecida como Delegificação. É a transferência de 
diversas matérias do âmbito legislativo para o âmbito dos atos administrativos. Esse fenômeno 
se justifica pela ausência de celeridade e de conhecimento técnico específico dos membros do 
poder legislativo sobre diversos temas. A deslegalização acontece diante das agências 
reguladoras, já que elas são criadas para regular (poder normativo) e fiscalizar (poder de 
polícia) atividades específicas, que demandam conhecimentos específicos. Por exemplo, a 
ANAC, que é uma agência reguladora, regula e fiscaliza os temas específicos pela qual foi 
criada, nesse caso, a ANAC regula e fiscaliza as atividades de aviação civil. As agências 
reguladoras são autarquias em regime especial, já que podem produzir normas sem pedido de 
autorização ao executivo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: ESAF. Órgão: MTE. Prova para Auditor Fiscal do Trabalho. 
Tendo por base a organização administrativa brasileira, classifique as descrições abaixo como 
sendo fenômenos: (1) de descentralização; ou (2) de desconcentração. Após, assinale a opção 
correta. 
( ) Criação da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para prestar 
serviços oficiais de estatística, geologia e cartografia de âmbito nacional; 
( ) Criação de delegacia regional do trabalho a ser instalada em municipalidade recém 
emancipada e em franco desenvolvimento industrial e no setor de serviços; 
( ) Concessão de serviço público para a exploração do serviço de manutenção e conservação de 
estradas; 
( ) Criação de novo território federal. 
D) 1/ 2 / 1 / 1 (GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: AL-RO. Prova para Analista Legislativo – 
Administração. 
As agências reguladoras são entidades criadas pelo Estado com a finalidade de regular 
determinados setores da economia, visando assegurar o interesse público. Em relação aos 
dirigentes das Agências Reguladoras Federais, tem-se o entendimento de que 
A) são servidores efetivos em cargo de confiança. 
B) devem ser escolhidos pelo Presidente da República. (GABARITO) 
C) são indicados pelo colegiado de servidores do órgão. 
D) podem ser exonerados ad nutun por ministros. 
E) adquirem vitaliciedade após dois anos de exercício. 
COMENTÁRIO: São nomeados pelo Presidente da Repúblca após prévia aprovação pelo 
Senado. Têm mandato fixo a depender da agência. 
 
QUESTÃO: Ano 2011. CESPE / CEBRASPE. Perito em Telecomunicação. 
O Distrito Federal é considerado uma entidade administrativa. 
ERRADO. As entidades administrativas são: Fundação, Autarquia, Empresa Pública e Sociedade 
de economia mista. 
 
QUESTÃO: CESPE / CEBRASPE – 2021. CODEVASF. Analista – Administrador. 
São exemplos de entidades integrantes da administração pública indireta as agências 
reguladoras, as sociedades de economia mista e as organizações sociais. 
ERRADO. As organizações sociais não, as outras duas sim. 
Agência reguladora é uma espécie de autarquia. 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: MTE. Prova para Contador. 
Ocorre o fenômeno de descentralização por serviços quando, por exemplo, no âmbito do MTE, 
cria-se um novo órgão e a ele são transferidas determinadas competências para a execução de 
serviços públicos. 
ERRADO. Criação de órgãos é desconcentração. Descentralização por serviço / por outorga 
legal que é a criação de entidade da administração indireta. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de Salvador – BA. Prova para Especialista 
em Políticas Públicas. 
Até recentemente, havia o entendimento dos especialistas de que a sociedade poderia ser 
classificada em dois setores, o primeiro sendo o Poder Público e o segundo o Mercado. Com o 
crescente número de demandas sociais não atendidas pelo Estado, um terceiro setor começa se 
consolidar e ganhar importância no atendimento das demandas da sociedade. Assinale a opção 
que indica uma organização do terceiro setor. 
A) Agência Executiva. 
B) Sociedade Anônima. 
C) Fundação Autárquica. 
D) Associação Pública. 
E) Entidade de Apoio. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: conforme indicado por Fernanda Marinela (2017), "as entidades de apoio são 
pessoas jurídicas de natureza privada que exercem, sem fins lucrativos, atividade social e/ou 
serviços sociais não exclusivos do Estado, relacionados à ciência, pesquisa, saúde e edição". 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de Salvador – BA. Prova para Fiscal de 
Serviços Municipais. 
O conceito de agência executiva foi criado com o objetivo precípuo de otimizar recursos, reduzir 
custos e aperfeiçoar a prestação de serviços públicos. Essa noção tem sua origem em um 
modelo utilizado nos Estados Unidos e foi importado pelo Brasil no período de reforma 
administrativa do Estado, na década de 90. Considerando as Agências Executivas, analise as 
afirmativas a seguir. 
I. É um tipo de qualificação dada à uma pessoa jurídica. (CERTO. Agência executiva é a 
qualificação dada à autarquia ou fundação pública que celebre contrato de gestão com o 
Ministério Supervisor.) 
II. Garante maior autonomia ao ente público. (CERTO. Ao celebrar o contrato de gestão, o ente 
público (no caso, autarquia ou fundação pública) ganha status de agência executiva, adquirindo 
vantagens especiais (concessão de mais independência e mais orçamento), mas, em troca, se 
compromete a cumprir um plano de reestruturação para a melhoria da eficiência e redução de 
custos.) 
III. Altera a natureza jurídica da entidade. (ERRADO. A celebração do contrato de gestão confere 
à autarquia ou fundação pública o status de agência executiva, entretanto, não altera a natureza 
jurídica na entidade. Ressalte-se que a qualificação de agência executiva é temporária, 
permanecendo somente durante o prazo do contrato de gestão celebrado com o Ministério 
Supervisor.) 
Ver este vídeo a partir de 18:54 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/pqAsXW_rhqE
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de Salvador – BA. Prova para Fiscal de 
Serviços Municipais. 
O Prefeito do Município Alfa solicitou orientações de sua assessoria jurídica a respeito da 
sistemática de criação de uma autarquia, da natureza de sua personalidade jurídica e da 
possibilidade desse ente celebrar contrato, a ser firmado por seus administradores, com o 
poder público, visando a ampliar a sua autonomia gerencial, orçamentáriae financeira. À luz da 
sistemática constitucional, a assessoria respondeu corretamente que as autarquias 
A) são criadas por lei específica, possuindo personalidade jurídica de direito público e estando 
autorizadas a celebrar os denominados contratos de gestão. (GABARITO. A questão está se 
referido sobre as agências executivas) 
B) têm sua instituição autorizada por lei, possuindo personalidade jurídica de direito público e 
não estando autorizadas a celebrar contratos com o Poder Público. 
C) são criadas por ato administrativo negocial, possuindo personalidade jurídica de direito 
público e não estão autorizadas a celebrar contratos com o Poder Público. 
D) são criadas por lei específica, possuindo personalidade jurídica de direito privado e os seus 
contratos são celebrados pelo Ministro responsável pela supervisão. 
E) têm sua instituição autorizada por lei específica, possuindo personalidade jurídica de direito 
público e os seus contratos são celebrados pelo Ministro responsável pela supervisão. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: AL-RO. Prova para Analista Legislativo – 
Administração. 
A qualificação de Agência Executiva é fornecida pelo Poder Público a determinadas entidades 
com o objetivo de ampliar sua autonomia, assumindo o compromisso de cumprir determinadas 
metas de desempenho. Assinale a opção que apresenta entidades que podem receber essa 
qualificação. 
A) As ONGs. 
B) As fundações privadas. 
C) As autarquias. (GABARITO. Autarquias ou fundações públicas podem ser Agência Executiva) 
D) As cooperativas. 
E) Os órgãos públicos. 
COMENTÁRIO: Agência executiva é um título atribuído pelo governo federal a autarquias, 
fundações públicas e órgãos que celebrem contrato de gestão para ampliação de sua 
autonomia mediante a fixação de metas de desempenho. Logo, as agências executivas não são 
uma nova espécie de pessoa jurídica da Administração Pública, mas uma qualificação obtida 
por entidades e órgãos públicos, tendo como base constitucional o art. 37, § 8º, da CRFB. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de Salvador – BA. Prova para Fiscal de 
Serviços Municipais. 
Sobre a descentralização por colaboração, assinale a afirmativa correta. 
A) Ocorre quando a Constituição atribui a um ente específico que exerça atribuições próprias de 
forma autônoma ao ente central. 
B) Ocorre quando a Administração Pública transfere, por contrato ou ato administrativo 
unilateral, a execução de serviço público a uma pessoa jurídica de direito privado. (GABARITO) 
C) Ocorre quando é outorgada a outros órgãos funções de determinada entidade administrativa, 
visando ao aumento de eficiência. 
D) Ocorre quando a Lei específica cede a titularidade de serviço público a uma pessoa jurídica 
do direito público, sem que o cedente interfira nas atividades. 
E) Ocorre quando as organizações paraestatais celebram ajuste com a Administração Pública 
por termo cooperação e se tornam parte da administração indireta. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: AL-RO. Prova para Assistente Legislativo. 
Uma autarquia, entidade conceituada como serviço público personalizado, não pode estar 
vinculada 
A) ao Ministério da Fazenda. 
B) ao Poder Legislativo. 
C) à Casa Civil. 
D) à Secretaria de Meio Ambiente. 
E) à Eletrobrás. (GABARITO, porque Eletrobrás pertence à administração indireta, mas as 
entidades da administração indireta, como a autarquia só podem estar vinculadas a alguém da 
administração direta, porque são criadas por ela) 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: AL-RO. Prova para Assistente Legislativo. 
Em decorrência de diversos escândalos de corrupção ocorridos no país, um município decide 
criar uma Controladoria Geral para aprimorar o controle interno na gestão municipal. Acerca da 
criação da Controladoria Geral do município, assinale a afirmativa correta. 
A) Possui personalidade jurídica própria. 
B) Não será subordinada à Administração Direta. 
C) Representa uma desconcentração da função administrativa. (GABARITO) 
D) É uma entidade política com capacidade de auto-organização. 
E) Não integra a Administração Pública no sentido amplo. 
COMENTÁRIO: Controladoria Geral é órgão, e criação de órgão é desconcentração. A FGV já 
cobrou isso outras vezes igualzinho. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: AL-RO. Prova para Assistente Legislativo - Técnico 
em Informática. 
Assinale a opção que indica a modalidade de administração do Estado em que há transferência 
de serviços e competências para outras pessoas jurídicas. 
A) concentrada. 
B) desconcentrada. 
C) particularizada. 
D) descentralizada. (GABARITO) 
E) funcionalizada. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-SC. Prova para Oficial da Infância e Juventude. 
Determinado Município no interior do Estado de Santa Catarina, com o escopo de fomentar as 
ações de fiscalização e tutela dos direitos das crianças e adolescentes de sua competência, 
dividiu a então Secretaria Municipal de Educação em duas novas Secretarias: i. a da Criança, do 
Adolescente e da Juventude; ii. a de Educação. Essa distribuição interna de competências no 
âmbito de uma mesma pessoa jurídica (no caso, o Município), mediante especialização interna, 
é chamada de: 
A) descentralização, e decorre do poder regulamentar; 
B) delegação, e decorre do poder normativo; 
C) fragmentação, e decorre do poder disciplinar; 
D) desconcentração, e decorre do poder hierárquico; (GABARITO) 
E) outorga, e decorre do poder discricionário. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-SC. Prova para Analista Jurídico. 
Presidente da autarquia que atua na área de meio ambiente de determinado Estado da 
Federação indeferiu pedido de licença ambiental de empreendedor particular que pretendia 
instalar um aterro sanitário para receber resíduos sólidos. Inconformado, o particular impetrou 
o mandado de segurança, indicando como autoridade coatora o presidente da autarquia, que, 
ao prestar informações, alegou que a legitimidade passiva seria do próprio estado membro. 
Nesse contexto, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a autarquia 
possui: 
A) personalidade jurídica própria de direito público, motivo pelo qual assiste razão a seu 
dirigente, devendo ser indicado como autoridade coatora o Secretário Estadual de Meio 
Ambiente; 
B) personalidade jurídica própria de direito privado, motivo pelo qual não assiste razão a seu 
dirigente, que ostenta a legitimidade passiva para figurar como autoridade coatora; 
C) autonomia administrativa, financeira e personalidade jurídica própria, distinta da entidade 
política à qual está vinculada, motivo pelo qual não assiste razão a seu dirigente; (GABARITO) 
D) autonomia administrativa e financeira, mas não possui personalidade jurídica própria, motivo 
pelo qual assiste razão a seu dirigente, devendo ser indicado como autoridade coatora o 
Secretário Estadual de Meio Ambiente; 
E) autonomia administrativa e financeira, mas não possui personalidade jurídica própria, motivo 
pelo qual assiste razão a seu dirigente, devendo ser indicado como autoridade coatora o 
Governador do Estado. 
COMENTÁRIO: No caso narrado, o dirigente da autarquia estaria equivocado, devendo, sim 
figurar no polo passivo do mandado de segurança, como autoridade coatora, em litisconsórcio 
passivo necessário com a autarquia estadual ambiental. 
 
 
 
 
TEORIA DO ÓRGÃO. 
Pode existir órgão em qualquer dos Poderes, na administração direta ou indireta. Mas eles estão 
relacionados sempre com a palavra desconcentração e nunca com descentralização. 
 
QUESTÃO: (CESPE/AGU/2006) 
Quando Helly Lopes conceitua os órgãos públicos como centros de competência, instituídos 
para o desempenho de funções estatais, por meio de seus agentes, cuja autuação é imputada à 
pessoa jurídica a que pertencem, fica claro que o autor adota a teoria do órgão. 
CERTO. O nome da teoria que estuda os órgãos públicos é teoria do órgão e não teoria do 
mandato nem da representação. 
 
QUESTÃO: (CESPE/CPRM/2013) Órgão público é uma unidade organizacional SEMpersonalidade jurídica, composta de agentes e de competências. 
CERTO. O órgão público não tem nada, não tem patrimônio próprio nem personalidade jurídica. 
A exceção são os órgãos independentes e autônomos, que têm capacidade processual para 
defender suas prerrogativas e competências. 
 
QUESTÃO: (CESPE/TJ-CE/2014) 
Tratando-se de órgão público, a competência é irrenunciável e intransferível. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: (CESPE/BACEN/2009). 
Os órgãos públicos da administração direta, autárquica e fundacional são criados por lei, não 
podendo ser extintos por meio de decreto do chefe do Poder Executivo. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: (CESPE/AGU/2007) 
Foi o jurista alemão Otto Gierke quem estabeleceu as linhas mestras da teoria do órgão e 
indicou como sua principal característica o princípio da imputação volitiva. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: (CESPE/AGU/2007) 
As ações dos entes políticos - como União, estados, municípios e DF - concretizam-se por 
intermédio de pessoas físicas, e, segundo a teoria do órgão, os atos praticados por meio desses 
agentes públicos devem ser imputados à pessoa jurídica de direito público a que pertencem. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PRF. Prova para Policial Rodoviário 
Federal. 
Órgão público é ente descentralizado da administração indireta que possui personalidade 
jurídica de direito público. 
ERRADO. Órgãos públicos são desconcentrados e não possuem personalidade jurídica. Alguns 
(INDEPENDENTES e AUTÔNOMOS) tem capacidade processual, mas personalidade jurídica 
NUNCA. 
 
QUESTÃO: (CESPE/MPE-PI/2018) 
A existência de órgãos públicos que realizem atribuições predeterminadas, originárias da 
própria administração pública, caracteriza um processo de desconcentração administrativa. 
CERTO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: (CESPE/TCU/2009) 
Em regra, os órgãos, por não terem personalidade jurídica, NÃO têm capacidade processual, 
salvo nas hipóteses em que os órgãos são titulares de direitos subjetivos, o que lhes confere 
capacidade processual para a defesa de suas prerrogativas e competências. 
CERTO. Os que têm capacidade processual para defesa de suas prerrogativas são os 
INDEPENDENTES e os AUTÔNOMOS. Lembrando que os órgãos são criados por lei. No decreto 
autônomo do presidente da república ele não pode mexer nos órgãos, justamente porque se o 
órgão é criado por lei, o órgão só pode ser extinto por lei. 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: IADES. Órgão: PG-DF. Prova para Técnico Jurídico - Apoio 
Administrativo. 
C) Os órgãos públicos distinguem-se das entidades em face de aqueles não possuírem 
personalidade jurídica própria. Nesse sentido, uma Assembleia Legislativa não possui 
capacidade processual para defender, em seu nome, seus interesses em juízo, sendo, nesse 
caso, o Estado-Membro o competente para fazer parte dessa ação. 
ERRADO. Assembléia legislativa é exemplo de órgão independente. 
CLASSIFICAÇÃO DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS (aqui há hierarquia) 
INDEPENDENTES 
AUTÔNOMOS 
SUPERIORES 
SUBALTERNOS 
 
Os independentes têm a competência haurida do texto constitucional. Exercem o mais auto escalão do 
poder, ou seja não são subordinados a ninguém. Os agentes são inserdos através de eleição ou 
nomeação. Exemplos: Presidência da República, STF, STJ, Câmara dos deputados, Senado Federal, 
Assembléia legislativa. 
 
Os autônomos são os Ministérios e as Secretárias. Só trabalham os agentes políticos. São cargos em 
comissão. Não se sujeitam a súmula vinculante 13. 
 
Os superiores são os de controle, chefia e direção. Uma remoção de ofício, na lei 8112/90 é 
determinado por um órgão superior. Exemplo: Departamento da Polícia Federal em Brasília 
 
Os subalternos são chamados de mera execução. Mero centro de competência. O órgão não tem 
poder de decisão, ele apenas executa. Exemplo: Delegacia de polícia. Geralmente as bancas de 
concurso se referem a esse órgão quando não for uma pergunta mais específica. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-SC. Prova para Técnico Judiciário Auxiliar. 
Centros de competência especializada dispostos na intimidade de uma pessoa jurídica, sem 
personalidade jurídica e vontade próprias, com intenção de garantir a especialização nas 
atividades prestadas com maior eficiência, são chamados pela doutrina de Direito 
Administrativo de: 
A) órgãos, sejam da Administração Direta, sejam as entidades de direito público da 
Administração Indireta, e somente podem ser criados ou extintos por meio de lei; (GABARITO) 
B) autarquias, que fazem parte da Administração Indireta, e somente podem ser criadas por 
meio de lei específica, após regular processo legislativo; 
C) fundações públicas, que fazem parte da Administração Indireta, e podem ser criadas por 
meio de qualquer ato normativo; 
D) entidades da Administração Indireta, que podem ser criadas por meio de qualquer ato 
normativo, após regular processo administrativo ou legislativo; 
E) entidades da Administração Direta, que somente podem ser criadas ou extintas por meio de 
lei, após regular processo legislativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PODERES ADMINISTRATIVOS. 
São poderes administrativos: 
Poder vinculado; poder discricionário; poder hierárquico; poder disciplinar; poder de polícia; poder 
regulamentar. 
 
PODER VINCULADO: Não há margem de escolha para a administração. 
Por exemplo: concessão de carteira de motorista àquele que passou na prova. 
 
PODER DISCRICIONÁRIO: É a margem de escolha que a Administração Pública tem para fazer ou 
não alguma coisa, ou de fazer mais ou de fazer menos: Exemplo: discricionariedade que a 
Administração Pública tem de conceder ou não o porte de arma de fogo a alguém. Outro exemplo é 
quando a Administração Pública multa um mercado por colocar a venda uma comida estragada – 
nesse caso ela deve agir diante da proporcionalidade e da razoabilidade, não aplicando uma multa 
exorbitante ou interditando o estabelecimento por pouca coisa. 
 
PODER HIERÁRQUICO E PODER DISCIPLINAR: Não se confundem. Poder hierárquico e o 
disciplinar é a Administração Pública que possue contra seus agentes públicos. O poder hierárquico é 
o genérico, é o poder que a Administração Pública tem de mandar, como dizer qual horário os seus 
funcionários devem chegar ao serviço (lembrando que não há hierarquia entre administração direta e 
indireta). Já o poder disciplinar é a administração disciplinando / punindo os seus próprios agentes e as 
pessoas que têm algum vínculo especial com o poder público, como as concessionárias, 
permissionárias e delegatárias de serviço público. Quando a administração pune um particular sem 
vínculo com a administração pública ela o faz por meio do poder de polícia. 
QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TSE. Prova para Técnico Judiciário - 
Área Administrativa – TRE. 
Um servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a seus subordinados que eles 
deveriam tomar mais cuidado com o horário e que atrasos superiores a dez minutos não seriam 
tolerados. Tal determinação constitui exercício de 
A) poder disciplinar. 
B) poder hierárquico. (GABARITO) 
C) poder de polícia. 
D) poder regulamentar. 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRE-PR. Prova para Analista Judiciário - Área 
Judiciária 
O poder disciplinar é a faculdade 
A) que detém o agente público de demitir todo aquele que se opõe à execução do poder 
discricionário dos agentes públicos. 
B) que deve exercer o agente político contra todo servidor que comete ato criminoso. 
C) do agente público de punir faltas funcionais ou violação de deveres funcionais por outros 
agentes públicos (GABARITO) 
D) de um agente público orientar a ação administrativa de servidores hierarquicamente 
subordinados 
E) que exerce todo administrador sobre os seus administrados. 
COMENTÁRIO: A alternativa D, como é mais genérica e mais abrangente refere-se ao poder 
hierárquico. 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRE-SP. Prova para Analista Judiciário - Área 
Administrativa. 
O poder disciplinar, na administração pública, se aplica 
A) a todos os que cometerem atos de indisciplinanas vias públicas ou em prédios públicos. 
B) aos servidores públicos e demais pessoas que possuem um vínculo especial com o poder 
público. (GABARITO) 
C) aos crimes cometidos por qualquer cidadão que receba recursos públicos. 
D) apenas aos casos de quebra de hierarquia entre as autoridades políticas. 
E) sem necessidade de prévia apuração por meio de procedimento legal. 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRF - 5ª. Prova para Analista Judiciário - Área 
Administrativa. 
Contempla situação concreta que traduz o exercício do poder disciplinar conferido à 
Administração Pública: 
A) interdição de estabelecimento comercial em função de descumprimento de normas de 
segurança. 
B) aplicação de penalidade a particular que celebre contrato com a Administração Pública, em 
face do descumprimento de obrigação decorrente do referido vínculo. (GABARITO) 
C) edição de resoluções, portarias, instruções e outros atos normativos para ordenar a atuação 
de órgãos subordinados. 
D) avocação de atribuições, desde que não sejam de competência exclusiva de órgãos 
subordinados. 
E) edição de regulamentos administrativos ou de organização, para disciplinar a fiel execução 
da lei. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: EBSERH. Prova para Advogado. 
O poder hierárquico se manifesta no controle exercido pela administração pública direta sobre 
as empresas públicas. 
ERRADO, porque não há hierarquia entre a administração direta e a indireta. Há apenas o 
controle finalístico / supervisão ministerial, pois há apenas a vinculação entre eles, cabendo o 
recurso hierárquico impróprio ao órgão ou ministério da administração direta, que é a criadora 
pela qual a entidade da administração indireta está vinculada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PODER REGULAMENTAR: 
Art. 84 da CF.: Compete privativamente ao Presidente da República: 
IV (Decreto regulamentador) - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir 
decretos e regulamentos para sua fiel execução; 
VI (Decreto autônomo) - dispor, mediante decreto, sobre: 
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de 
despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 
Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos 
incisos VI (decreto autônomo), XII (“prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da 
lei”) e XXV (“conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos 
instituídos em lei”), primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República 
ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas 
delegações. 
 
Poder normativo é o gênero. Poder regulamentar é espécie. 
Poder Regulamentar se subdivide em decreto regulamentador (Art. 84, IV da CF) e em decreto 
autônomo/independente (Art. 84, VI da CF). 
O poder regulamentar é atribuição privativa dos chefes do poder executivo. 
 
O decreto regulamentador qualifica-se como o poder que a Administração possui de editar atos para 
complementar a lei, buscando sua fiel execução. Um exemplo é o decreto 8048/99 que regulamenta as 
leis 8212/91 e 8213/91 – previdência social. 
 
Para Hely Lopes Meirelles o poder regulamentar é indelegável (tanto o decreto autônomo/independete 
quanto o decreto regulamentador), mas nós sabemos que a CF diz que o decreto 
autônomo/independente é delegável sim. 
Segundo a CF, o decreto autônomo/independente (art. 84, VI da CF) é delegável, mas o decreto 
regulamentar não. 
O decreto autônomo/independente, art. 84, VI da Constituição Federal de 1988, pode ser delegado, 
segundo o parágrafo único do mesmo artigo, ao Advogado Geral da União, aos Ministros de Estado 
e ao Procurador Geral da República. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: ACEP. Órgão: Prefeitura de Aracati – CE. Prova para Advogado. 
Dentre as competências privativas do Presidente da República, algumas podem ser delegadas 
aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado Geral da União. 
Dentre as afirmativas abaixo, são competências delegáveis: 
I. Dispor por decreto sobre extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos. 
II. Conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em 
lei. 
III. Prover os cargos públicos federais, na forma da lei. 
IV. Conferir condecorações e distinções honoríficas. 
Marque a alternativa que contém as afirmativas corretas. 
A) I, II e III (GABARITO) 
B) I, II e IV 
C) I, III e IV 
D) II, III e IV 
COMENTÁRIO: A IV é competência indelegável! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: O presidente da República, por meio de decreto autônomo poderá extinguir um 
órgão público quando todos os seus cargos estiverem vagos. 
ERRADO. No órgão público ele não toca nem pra criar nem pra extinguir. Órgão público só pode 
ser criado por lei. 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRT - 17ª Região (ES). Prova para 
Analista Judiciário - Área Judiciária. 
Como regra, a criação e a extinção de órgãos públicos não pode acontecer por decreto do chefe 
do Poder Executivo, mas apenas por lei. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2004. Banca: CESPE. Órgão: TRE-AL - Técnico Judiciário - Área Administrativa. 
Considere que o TRE/AL editou resolução alterando o seu regimento interno. Essa resolução 
não pode ser considerada um ato que configure exercício de poder regulamentar. 
CERTO, porque o poder regulamentar são atos exclusivos dos chefes do poder executivo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: VUNESP. TJ-PA. 
O poder regulamentar é 
a) Função típica dos promotores de justiça 
b) Função típica do presidente do tribunal de justiça 
c) Função típica do presidente do Senado Federal 
d) Atribuição privativa de qualquer magistrado 
e) Atribuição típica do chefe do Poder Executivo (GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FGV. Órgão: SUDENE-PE. Prova de Analista Técnico 
Administrativo - Ciência Jurídicas. 
Dentre os poderes inerentes à Administração Pública encontra-se o poder regulamentar. Com 
relação a esse poder, analise as afirmativas a seguir. 
I. O poder regulamentar sofre controle por parte do poder legislativo. (CERTO. Está escrito no 
artigo 49, V da CF/88: É da competência exclusiva do Congresso Nacional: sustar (interromper) 
os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de 
delegação legislativa) 
II. O poder regulamentar sofre controle judicial. (CERTO) 
III. A Constituição Federal veda completamente a figura do Decreto Autônomo. (ERRADO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CONTEMAX. Órgão: Prefeitura de Passira – PE. Prova para 
Prefeitura de Passira - PE - Auxiliar Administrativo. 
No tocante a doutrina administrativa acerca dos poderes administrativos é CORRETO afirmar 
que: 
A) O Poder regulamentar é inerente e privativo ao Chefe do Executivo (Presidente da República, 
Governadores e Prefeitos) e, por isso é indelegável a qualquer subordinado. (GABARITO. Ele 
usou a doutrina de Hely Lopes Meirelles, mas por eliminação dava pra chegar ao gabarito. 
Para Hely Lopes Meirelles, poder regulamentar é: “[...] a faculdade de que dispõem os Chefes de 
Executivo (Presidente da República, Governadores e Prefeitos) de explicar a lei para sua correta 
execução, ou de expedir decretos autônomos sobre matéria de sua competência ainda não 
disciplinada por lei. É um poder inerente e privativo do Chefe do Executivo (CF, art. 84, IV), e, 
por isso mesmo, indelegável a qualquer subordinado.”) 
B) O poder de polícia apura infrações, aplicando sanções e penalidades por parte do Poder 
Públicos a todos aqueles que possuam vínculo de natureza especial com o Estado. (ERRADO. O 
poder de polícia se aplica somente a quem não tem vínculo com a administração pública. Para 
que tem vínculo com a administração pública aplicasse a sanção através do poder disciplinar) 
C) A hierarquia é o controle interno entre órgãos e agentes de pessoasjurídicas de diferentes 
pessoas jurídicas. (ERRADO. Entre diferentes pessoas jurídicas não há hierarquia) 
D) A penalidade de multa por estacionar em local proibido imposta ao particular decorre do 
poder disciplinar. (ERRADO. Isso é poder de polícia) 
E) O poder disciplinar é o poder conferido à Administração Pública de expedir normas gerais, 
ou seja, atos administrativos gerais e abstratos. (ERRADO. O poder disciplinar é o poder que a 
Administração Pública tem de punir seus servidores) 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRE-PR. Prova para Analista Judiciário - Área 
Judiciária. (Reduzida) 
De acordo com Maria Sylvia Zanella di Pietro, o poder regulamentar é uma das formas de 
expressão da competência normativa da Administração Pública. Referido poder regulamentar, 
de acordo com a Constituição Federal, 
A) é competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo, que também pode editar decretos 
autônomos, nos casos previstos. (GABARITO. Note que ele usou o termo “exclusiva” e não 
“privativa”. Isso ocorre porque na verdade possuem o mesmo significado.) 
B) admite apenas a edição de decretos executivos, complementares à lei. (ERRADO. Existe o 
decreto autônomo e o regulamentador) 
C) compreende a edição de decretos regulamentares autônomos sempre que houver lacuna na 
lei. (ERRADO. A lacuna da lei não é uma justificativa para decretos. O poder regulamentar é a 
faculdade de que dispõem os Chefes de Executivo (Presidente da República, Governadores e 
Prefeitos) de explicar a lei para sua correta execução (decreto regulamentador), ou de expedir 
decretos autônomos sobre matéria de sua competência ainda não disciplinada por lei. – Hely 
Lopes Meirelles) 
E) compreende a edição de decretos autônomos e regulamentares, quando houver lacuna na lei. 
(ERRADO, porque lacuna da lei não justifica a aplicção de decreto) 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FCC. Órgão: TRF - 4ª REGIÃO. Prova para Técnico Judiciário - 
Área Administrativa. 
Quando o Executivo desempenha suas funções por meio do exercício do poder regulamentar, 
A) edita atos de caráter concreto e específico, passíveis de serem impugnados individualmente. 
(ERRADO. O poder regulamentar consiste na possibilidade de a Administração Pública expedir 
normas gerais complementares à lei. Portanto, ao contrário do que afirma a assertiva, os atos 
decorrentes do poder regulamentar possuem caráter geral e abstrato.) 
B) pode inovar o ordenamento jurídico, desde que se esteja diante de lacunas legais em matéria 
de interesse público. (ERRADO, porque o poder regulamentar não pode inovar) 
C) deve observar os limites postos pela lei para explicitar os dispositivos desta, detalhando, por 
exemplo, o procedimento de aplicação da norma regulamentada. (GABARITO. José dos Santos 
Carvalho Filho destaca que "ao poder regulamentar não cabe contrariar a lei (contra legem) sob 
pena de sofrer invalidação. Seu exercício somente pode dar-se secundum legem, ou seja, em 
conformidade com o conteúdo da lei e nos limites que esta impuser".) 
D) avoca competências típicas de poder de polícia, podendo instituir limitações aos direitos dos 
particulares, em caráter isonômico. (ERRADO. De modo diverso ao contido na assertiva, não 
ocorre essa avocação. Ademais, cabe destacar que os atos normativos não podem limitar 
direitos, já que isso caracterizaria inovação da ordem jurídica.) 
E) edita atos administrativos de natureza vinculada, porque estes não podem desbordar da lei à 
qual estão submetidos. (ERRADO. Através do poder regulamentar, são editados atos 
normativos, que são tipicamente discricionários.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PGE-PE. 
Configura abuso do poder regulamentar a edição de regulamento por chefe do Poder Executivo 
dispondo obrigações diversas das contidas em lei regulamentada, ainda que sejam obrigações 
derivadas. 
ERRADO. A regra é que o Poder Regulamentar não pode inovar no ordenamento jurídico, ou 
seja, não pode criar direitos e obrigações. Contudo, os regulamentos podem criar as chamadas 
obrigações secundárias / subsidiárias / derivadas, que são aquelas que decorrem de uma 
obrigação primária instituída por lei. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CETREDE. Órgão: Prefeitura de Quixeré – CE. Prova para Agente 
Administrativo. 
O Poder Regulamentar da Administração consiste em 
A) organizar as atividades administrativas, mediante a edição de regulamentos e portarias. 
B) editar normas complementares à lei para a sua fiel execução. (GABARITO) 
C) apurar infrações e aplicar penalidades aos servidores públicos e particulares que contratam 
com a Administração. 
D) Fazer o controle das atividades de órgãos inferiores, estabelecendo ordem a subordinados e 
averiguando a legalidade dos atos praticados. 
E) Impor e aplicar sanções administrativas a seus subordinados. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura de São Bernardo do Campo – SP. 
Prova para Assistente Jurídico Com relação ao poder regulamentar, é correto afirmar que 
A) não é legítima a fixação de obrigações subsidiárias (ou derivadas) diversas das obrigações 
primárias (ou originárias) contidas na lei, por meio do poder regulamentar. 
B) é possível o poder regulamentar originário contrariar a lei, sem a possibilidade de sofrer 
qualquer invalidação. 
C) o poder regulamentar não representa uma prerrogativa de direito público, sendo reconhecido 
tão somente como um consectário do poder normativo do Estado. 
D) ao desempenhar o poder regulamentar, a Administração exerce inegavelmente função 
normativa. (GABARITO) 
E) o poder regulamentar é derivado do poder disciplinar e hierárquico e, por este motivo, é 
legítima a fixação de obrigações subsidiárias (ou derivadas) diversas das obrigações primárias 
(ou originárias). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PODER DE POLÍCIA. 
O poder de polícia é composto por quatro fases, o que é chamado de ciclo de poder de polícia. 
As fases são: ordem; consentimento; fiscalização; sanção 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CETREDE. Órgão: Prefeitura de Frecheirinha – CE. Prova para 
Agente Administrativo. 
Analise a afirmativa a seguir: Em essência, o poder ________ é a atividade da Administração 
Pública que impõe limites ao exercício de direitos e liberdades, em prol do interesse coletivo. É 
o mecanismo de frenagem de que dispõe a Administração Pública para conter os abusos do 
direito individual. Marque a opção que completa corretamente a lacuna. 
A) de polícia. (GABARITO) 
B) disciplinar 
C) hierárquico. 
D) regulamentar 
E) vinculante. 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-RJ. Prova para Analista de 
Controle Externo - Especialidade: Ciências Contábeis. 
O poder de polícia administrativa é indelegável a particulares e entre órgãos. 
ERRADO. É delegável. 
A regra é que é indelegavel, sendo delegável a entidades de direito público e privado na 
hipótese de consentimento, fiscalização e sanção. A única fase que não é delegável é a ordem, 
que é a fase normativa. 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: OBJETIVA. Órgão: Prefeitura de Cascavel – PR. Prova para 
Guarda Municipal. 
Considerando-se o poder de polícia na Administração Pública, analisar a sentença abaixo: O 
poder de polícia é a atividade do Estado consistente em delimitar o exercício dos direitos 
individuais em detrimento do interesse público (1ª parte). O fundamento do poder de polícia é o 
princípio da predominância do interesse público sobre o particular, que dá à Administração 
posição de supremacia sobre os administrados (2ª parte). A Administração tem por 
incumbência condicionar o exercício dos direitos dos cidadãos ao bem-estar coletivo, e o faz 
usando seu poder de polícia (3ª parte). A sentença está: 
A) Correta somente em sua 2ª parte. 
B) Correta somente em sua 3ª parte. 
C) Correta somente em suas 1ª e 2ª partes. 
D) Correta somente em suas 1ª e 3ª partes. 
E) Correta somente em suas 2ª e 3ª partes. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: Detrimento significa prejuízo. 
 
QUESTÃO:Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRM-MS. Prova para Assistente Administrativo. 
A atribuição conferida à Administração Pública para limitar o exercício dos direitos individuais, 
em benefício do interesse público, está relacionada ao poder 
A) normativo. 
B) hierárquico. 
C) vinculado. 
D) regulamentar. 
E) de polícia. (GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRP -MS. Prova para Auxiliar Administrativo de 
Secretaria. 
Ao exercer o poder de polícia, o Estado invade a esfera privada, não para pôr à disposição da 
população utilidades ou comodidades, mas para restringir, limitar, condicionar ou ordenar o 
exercício de atividades desempenhadas pelos particulares. 
CERTO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRP -MS. Prova para Auxiliar Administrativo de 
Secretaria. 
O poder de polícia nunca poderá ser delegado para outros órgãos ou entidades públicas. 
ERRADO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: IF-PA. Órgão: IF-PA. Prova para Auditor. 
Analise o enunciado a seguir e em seguida, responda o que se pede: “.................... é a faculdade 
de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens, 
atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado” 
(MEIRELLES, Helly Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2018, 43ª 
edição.). 
O enunciado acima descrito, refere-se a um tipo de Poder, atribuído à Administração Pública de 
acordo com o interesse público. Assinale a alternativa que se refere o enunciado acima citado: 
A) Poder Vinculado 
B) Poder Discricionário (GABARITO) 
C) Poder Regulamentar 
D) Poder de Polícia 
E) Poder Disciplinar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE PODERES ADMINISTRATIVOS. 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: IDIB. Órgão: CRECI-CE - 15ª Região. Prova para Agente Fiscal. 
No que se refere aos poderes da administração pública, analise as afirmativas a seguir: 
I. O poder disciplinar serve para apurar infrações e aplicar sanções, aos agentes públicos, pela 
lei, aos contratados, pela lei e pelo contrato. 
II. O poder hierárquico é utilizado pela Administração para que ela possa organizar, estruturar, 
estabelecer relações de coordenação e subordinação entre seus órgãos e seus servidores. 
III. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que regula a prática de ato 
ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à 
ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades 
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade 
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. 
Art. 78 do CTN.: Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, 
limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção 
de fato, em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos 
costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas 
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao 
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. 
TODAS ESTÃO CORRETAS. 
 
QUESTÃO: Ano: 2004. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRE-AL. Prova para Técnico 
Judiciário - Área Administrativa. 
Considere que o TRE/AL editou resolução alterando o seu regimento interno. Essa resolução 
não pode ser considerada um ato que configure exercício de poder regulamentar. 
CERTO, porque poder regulamentar são os decretos do Presidente da República (os 
regulamentares e os autônomos / independentes) 
 
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: FEC. Órgão: ANS. Prova para Temporário Superior 1 – Direito. 
Abuso de poder; excesso de poder; desvio de poder: 
A) o primeiro e o segundo são manifestações do terceiro 
B) o primeiro e o terceiro são manifestações do segundo. 
C) o segundo émanifestação do primeiro e do terceiro. 
D) o terceiro é manifestação do primeiro e do segundo. 
E) o segundo e o terceiro são manifestações do primeiro. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: 
ABUSO DE PODER É O GÊNERO. Excesso de poder e desvio de poder são suas espécies. 
Excesso de poder -> ocorre quando o agente embora competente, age além de sua esfera de 
competência em um ato específico, porque ele quer fazer demais. Por isso não é errado dizer 
que ele age sem competência para aquele ato específico. 
Desvio de Poder -> Ocorre quando o agente, embora agindo dentro de sua esfera de 
competência, pratica ato com finalidade diversa do interesse público ou da prevista em lei. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: STJ. Prova para Conhecimentos 
Básicos - Cargos: 10 e 12. 
O desvio de poder ocorre quando o ato é realizado por agente público sem competência para a 
sua prática. 
ERRADO. No desvio de poder o agente público sempre tem competência para aquele ato, mas 
ele o pratica com uma outra finalidade que não o interesse público ou da prevista em lei. 
 
QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCU. Prova para Técnico de 
Controle Externo. 
O excesso de poder, uma das modalidades de abuso de poder, configura-se quando um agente 
público pratica determinado ato alheio à sua competência. 
CERTO. O excesso de poder configura-se quando o agente público quer agir de mais, 
extrapolando a sua área de competência. 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: GS Assessoria e Concursos. Órgão: Prefeitura de Irati – SC. 
Prova para Agente Administrativo. 
O servidor público deve pautar seus atos para não cometer abuso de poder. O abuso de poder 
pode ocorrer de duas formas: por excesso de poder ou por desvio de poder. Neste sentido, 
marque a alternativa CORRETA. 
A) Excesso de poder ocorre quando a autoridade realiza o ato por motivos pessoais ou com fins 
diversos dos objetivos dados pela lei ou exigidos pelo interesse público, embora atuando nos 
limites de sua competência. 
B) Desvio de poder ocorre quando a autoridade realiza o ato por motivos pessoais ou com fins 
diversos dos objetivos dados pela lei ou exigidos pelo interesse público, atuando além dos 
limites de sua competência, ou seja, sendo incompetente para o ato. 
C) Desvio de poder ocorre quando a autoridade, embora incompetente para praticar o ato, vai 
além do permitido e exorbita no uso de suas faculdade administrativas. 
D) Excesso de poder ocorre quando a autoridade, embora competente para praticar o ato, vai 
além do permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas. (GABARITO) 
E) Excesso de poder e desvio de poder são praticados com ato idêntico. 
 
QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: FCC. Órgão: TRF - 2ª REGIÃO. Prova para Analista Judiciário - 
Área Administrativa. 
Quanto aos poderes conferidos ao Administrador Público, é INCORRETO afirmar que 
A) ocorre excesso de poder, quando o agente público, embora competente para a prática do ato 
administrativo, age além dos limites a ele conferidos. (AFIRMAÇÃO CORRETA) 
B) o poder normativo confere ao chefe do executivo a possibilidade de editar normas 
complementares à lei para o fim de explicitá-la ou de prover a sua execução. (AFIRMAÇÃO 
CORRETA.) 
C) no poder disciplinar, também conhecido por poder punitivo do Estado, não há espaço para a 
discricionariedade na aplicação da sanção. (AFIRMAÇÃO INCORRETA. Não se deve confundir o 
poder disciplinar da Administração com o poder punitivo do Estado. Este (poder punitivo do 
Estado) não é um poder de expressão interna, pelo contrário, é realizado pelo Poder Judiciário e 
diz respeito à repressão de crimes e contravenções tipificadas nas leis penais. O poder punitivo 
do Estado tem a haver com poder de polícia e não com poder disciplinar) 
D) são atributos do poder de polícia a discricionariedade, a auto-executoriedade e a 
coercibilidade. (AFIRMAÇÃO CORRETA) 
E) a edição de atos normativos, para ordenar a atuação dos órgãos subordinados, é um dos 
poderes decorrentes da hierarquia. (AFIRMAÇÃOCORRETA) 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: GUALIMP. Órgão: Câmara de Divino – MG. Prova para Auxiliar 
Administrativo. 
Embora a observância ao Princípio da Legalidade constitua a regra geral, segundo Celso 
Antônio Bandeira de Mello, esse mandamento admite 3 exceções, que são: 
A) Medidas Cautelares, Estado de Defesa, Estado de Sítio. 
B) Medidas Provisórias, Estado de Defesa, Estado de Sítio. (GABARITO) 
C) Medidas Cautelares, Estado de Emergência, Estado de Sítio. 
D) Medidas Provisórias, Estado de Defesa, Estado de Calamidade Pública. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATOS ADMINISTRATIVOS. 
Veja no quadro a seguir os tópicos de atos administrativos (as estrelinhas significam o que mais cai) 
 
REQUISITOS E ATRIBUTOS: 
Os requisitos são os alicerces, é a essência. Já os atributos são qualidades dos atos. 
Nem todos os atos possuem todos os atributos, mas todos os atos possuem todos os requisitos. 
 
* Para decorar os requisitos: com fi fo mo ob 
* Para decorar os atributos: p a t i 
 
* Um ato mesmo que ilegal produzirá imediatamente seus efeitos devido o atributo da presunção de 
legitimidade. 
 
* O requisito da competência é chamado por Maria Sylvia Zanella Di Pietro de “sujeito” pois é aquele 
sujeito que tem a competência para determinado ato. 
 
* A competência vem direto da lei. 
* A forma é sempre escrita 
 
* Sobre os requisitos: A competência (sempre prevsta em lei), a finalidade (sempre de interesse 
público) e a forma (sempre esrita) são atos vinculados, já o motivo e o objeto são discricionários. 
Vinculado é o que sempre precisa ser demonstrado / publicado, o discricionário não. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: UFU-MG. Órgão: UFU-MG. Prova para Assistente em 
Administração. 
Na processualidade administrativa, a competência é irrenunciável, salvo em casos de delegação 
e avocação. Considerando essa afirmativa, o que é suscetível de delegação? 
A) A decidibilidade de recursos administrativos. 
B) As matérias de competência exclusiva de autoridade. 
C) A edição de normas secundárias. 
D) Parte da competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: A regra é que a competência é indelegável e irrenunciável, havendo exceções. 
Lei 9.784/99: Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a 
que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. 
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, 
delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam 
hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole 
técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. 
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos 
órgãos colegiados aos respectivos presidentes. 
Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: 
I - a edição de atos de caráter normativo; 
II - a decisão de recursos administrativos; 
III - as matérias de competência EXCLUSIVA do órgão ou autoridade. 
Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. 
§ 1º O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação 
do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter 
ressalva de exercício da atribuição delegada. 
§ 2º O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. 
§ 3º As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e 
considerar-se-ão editadas pelo delegado. 
Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente 
justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. 
Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das 
respectivas sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de 
interesse especial. 
Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado 
perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. 
A competência também é improrrogável. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: VUNESP. Órgão: CRBio - 1º Região. Prova para Analista – 
Advogado. 
A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída 
como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos, observando-se 
que 
A) não pode ser objeto de delegação a decisão de recursos administrativos. (GABARITO. Lei 
9784/9, art 13) 
B) a delegação só pode ser feita a outros órgãos ou titulares hierarquicamente subordinados. 
(ERRADO. A delegação pode ser tanto vertical, quanto horizontal, ou seja, pode ser tanto com 
hieraquia, quanto para outro agente de mesma hierarquia. A diferença é que com hierarquia o 
delegado não pode recusar a delegação, já sem hierarquia pode recusar. A avocação só pode 
ocorrer com órgãos hierarquicamente subordinados.) 
C) o ato de delegação é revogável pela autoridade delegante, desde que decorrido o prazo 
mínimo de um mês. (ERRADO. A delegação é revogável a qualquer tempo.) 
D) podem ser objeto de delegação os atos de caráter normativo expressamente constantes do 
ato, que deverá ser motivado. (ERRADO. Art. 13 da lei 9784/99: Não podem ser objeto de 
delegação: 
I - a edição de atos de caráter normativo; 
II - a decisão de recursos administrativos; 
III - as matérias de competência EXCLUSIVA do órgão ou autoridade.) 
E) as decisões adotadas por delegação considerar-se-ão editadas pelo delegante. (ERRADO. 
Art. 14 § 3º da lei 9784/99: As decisões adotadas por delegação devem mencionar 
explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado.) 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PC-ES. Prova para Escrivão de 
Polícia. 
Somente em caráter temporário e por motivos relevantes devidamente justificados é permitida a 
avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. 
CERTO. Ao contrário da delegação, a avocação só pode ser realizada dentro de uma mesma 
linha hierárquica, denominando-se avocação vertical. Não existe, no direito brasileiro, avocação 
horizontal, que é aquela realizada entre órgãos ou agentes dispostos sem subordinação 
hierárquica. 
Art. 15 da lei 9784/99: Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes 
devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão 
hierarquicamente inferior. 
 
QUESTÃO: Ano: 2006. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: ANATEL. Prova para Analista 
Administrativo – Direito. 
A avocação temporária de competência é admitida, desde que seja em caráter excepcional e se 
relacione a órgãos hierarquicamente subordinados, prescindindo da relevância dos motivos e 
de justificação. 
ERRADO. Não prescinde, ou seja, não dispensa da relevância dos motivos e de justificação. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: Quadrix. Órgão: CRA-PA. Prova para Técnico em Administração 
A bem dos princípios da eficiência e da continuidade dos serviços públicos, férias ou 
impedimentos temporários de agente podem ensejar delegação temporária, e geral, de suas 
competências, permitindo que o delegatário possa, diante dos casos imprevistos que se lhe 
apresentarem, praticar os atos que seriam da alçada do agente ausente. 
ERRADO. Não é possível delegação geral, apenas parte da competência pode ser delegada. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: UFPel-CES. Órgão: UFPEL. Prova para Assistente em 
Administração. 
No capítulo da Lei 9.784/99 destinado à competência está previsto: 
I) A competência é irrenunciável, salvo os casos de delegação e avocação legalmente 
admitidos. (CERTO) 
II) O ato de delegação e sua revogação são praticados de ofício, sem necessidade de publicação 
oficial. (ERRADO. Art. 14 da lei 9784/99: O ato de delegação e sua revogação deverão ser 
publicados no meio oficial.) 
III) O ato de delegação é irrevogável. (ERRADO. É revogável aqualquer tempo) 
IV) Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a 
avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. (CERTO) 
V) Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado 
perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. (CERTO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: INSTITUTO CIDADES. Órgão: TCM-GO. Provas para Auditor de 
Controle Externo – Informática. 
Entre os requisitos ou elementos essenciais à validade dos atos administrativos, o que mais 
condiz, com o atendimento da observância do princípio fundamental da impessoalidade, é o 
relativo 
A) à competência. 
B) à forma. 
C) à finalidade. (GABARITO) 
D) à motivação. 
E) ao objeto lícito. 
COMENTÁRIO: O princípio da finalidade se confunde com o princípio da impessoalidade, 
porque a finalidade de um ato administrativo deve ser sempre de interesse publico e nunca 
pessoal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-PA. Prova para Auditor de 
Controle Externo - Área Fiscalização – Administração. 
O ato administrativo somente poderá ser realizado de forma válida se o agente responsável pela 
sua elaboração tiver poder legal para praticá-lo. 
CERTO. O Cespe cobrou a regra (Competência como requisito de validade do ato 
administrativo) em detrimento da exceção (convalidação, no caso de autoridade incompetente 
que realize determinado ato). Um ato válido é aquele que está de acordo com a lei. A 
competência sempre vem da lei, logo, pode-se afirmar que a validade está ligada à competência. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: IDECAN. Órgão: UERN. Prova para Agente Técnico 
Administrativo. 
Em relação ao conceito e aos requisitos de validade do ato administrativo, é correto afirmar que 
A) o ato administrativo válido prescinde de motivo e finalidade. (ERRADO. Não dispensa 
nenhum requisito do ato adm.) 
B) a ausência de motivação sempre invalida o ato administrativo. (ERRADO. Nem sempre a falta 
de motivação invalida um ato adm., porque motivação, que é a explicação do motivo por escrito 
não é um requisito do ato adm.) 
C) a realização material da administração pública é um ato administrativo. (ERRADO. A 
realização material da Administração é um fato e não um ato administrativo.) 
D) o ato administrativo é a manifestação de vontade da administração pública. (CERTO. O ato 
administrativo é a manifestação unilateral da vontade da Administração aplicada à própria 
administração ou a terceiros, com a finalidade de declarar direitos ou impor obrigações.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de Salvador – BA. Prova para Técnico de 
Nível Superior II – Direito. 
Zacarias, servidor público do Estado “X”, com lotação na Secretaria de Estado de Segurança 
Pública, teve deferido seu pedido de gozo de férias por parte de seu superior imediato. No 
terceiro dia de suas férias, entretanto, a Administração percebeu que, por equívoco, o pedido 
fora analisado e deferido pelo chefe direto de Zacarias, e não pelo Secretário, agente público 
competente para a prática do ato. Nesse caso, 
A) é possível a convalidação do ato administrativo, mas apenas se praticada pelo Governador 
do Estado, superior hierarquicamente ao Secretário. 
B) não é possível a convalidação do ato administrativo, mas a anulação do ato deve ser 
precedida da manifestação de Zacarias, em homenagem ao contraditório e à ampla defesa. 
C) não é possível a convalidação do ato administrativo, devendo o deferimento das férias a 
Zacarias ser anulado pela Administração, com o pagamento de indenização ao servidor. 
D) não é possível a convalidação do ato administrativo, mas, em atenção à segurança jurídica e 
à boa-fé, deve ser dado prazo razoável para o retorno de Zacarias ao serviço. 
E) é possível a convalidação do ato administrativo de deferimento das férias pelo Secretário de 
Estado, podendo Zacarias continuar no gozo de suas férias. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: Sobre convalidação, dispõe o art. 55 da lei 9.784/99: Em decisão na qual se 
evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que 
apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração. 
Os erros sanáveis, portanto, passíveis de convalidação são os que possuem vício quanto à 
competência (que é o caso dessa questão) e quanto à forma. Essa modalidade de convalidação 
é chamada de ratificação / confirmação. A ratificação se aplica tanto aos vícios de competência 
e de forma. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: IBADE. Órgão: Câmara de Santa Maria Madalena – RJ. Prova para 
Agente Administrativo. 
Existem possibilidades de saneamento de defeitos existentes em atos jurídicos. Quando este 
saneamento decorre da inexistência de interesse em ver anulado o ato, da parte a quem caberia 
a iniciativa de provocar a anulação do mesmo, configura uma situação denominada: 
A) implementação. 
B) correção. 
C) regeneração. 
D) ratificação. 
E) convalidação. (GABARITO. É o exemplo da questão anterior) 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: VUNESP. Órgão: Câmara de Valinhos – SP. Prova para Analista 
Técnico Legislativo. 
Quando o ato administrativo cumpre todos os trâmites previstos em lei para a constituição, 
completando seu ciclo de formação, diz-se que ele é 
A) válido. 
B) perfeito. (GABARITO) 
C) eficaz. 
D) exigível. 
E) imperativo. 
COMENTÁRIO: "Ato perfeito é aquele que está em condições de produzir efeitos jurídicos, 
porque já completou todo o seu ciclo de formação." - DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito 
Administrativo. 26ª ed. São Paulo: Atlas, 2013, p. 232. 
 
Ato válido é o ato que foi praticado de acordo com a lei - a competência vem direto da lei. 
 
Ato eficaz é o ato que está apto a produzir efeitos. 
 
Ato pendente é o ato que está apto a produzir efeitos, dependendo da implementação de uma 
condição. 
 
Ato consumado é o que já produziu os seus efeitos. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TC-DF. Prova para Procurador. 
O ato administrativo pode ser perfeito, inválido e eficaz. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DEPEN. Prova para Agente 
Penitenciário. 
Enquanto não for declarada a invalidade do ato administrativo pela administração ou pelo Poder 
Judiciário, o ato inválido produzirá normalmente seus efeitos. 
CERTO, devido o atributo de presunção de legitimidade dos atos administrativos. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: Prefeitura do Rio de Janeiro – RJ. Órgão: SMA-RJ. Prova para 
Agente de Fazenda. 
Quando novo ato administrativo suprime a parte inválida de ato anterior, mantendo sua parte 
válida, está-se diante da seguinte forma de convalidação: 
A) reforma (GABARITO) 
B) ratificação 
C) conversão 
D) revogação 
Comentário: doutrina de José dos Santos Carvalho Filho. 
 
QUESTÃO. Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SERPRO. Prova para Analista – 
Advocacia. 
O princípio da publicidade vincula-se à existência do ato administrativo, mas a inobservância 
desse princípio não invalida o ato. 
ERRADO. O princípio da publicidade não se vincula à existência nem à validade, mas sim a 
eficácia do ato administrativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: FGV. Órgão: Senado Federal. Prova para Senado Federal - 
Analista Legislativo - Processo Legislativo. 
Assinale a afirmativa incorreta. 
A) A forma configura-se como elemento vinculado dos atos administrativos, mas, apesar disso, 
eventual vício nesse elemento admite convalidação mediante certas condições. 
B) Objeto do ato administrativo representa o conteúdo deste, ou seja, a alteração que a vontade 
pretende concretizar no mundo jurídico. 
C) A anulação do ato administrativo produz, como regra, efeito ex tunc; anulado o ato, as partes 
retornam ao estado anterior, respeitando-se, todavia, o direito de terceiros. 
D) Se o ato administrativo se qualifica como discricionário, não pode o motivo, assim 
considerado como as razões que mobilizam a vontade do administrador, ser sindicado no PoderJudiciário no que diz respeito a seus elementos fáticos. (GABARITO. Nada afastará o Poder 
Judiciário de apreciar a legalidade do ato (princípio da inafastabilidade da função jurisdicional), 
mesmo que o ato seja discricionário, pois ele possui "margem de liberdade" para que o agente 
público possa atuar, desde que dentro dos limites legais, ou seja, sem violar o princípio da 
razoabilidade e da proporcionalidade presente em todos os atos discricionários.) 
E) O vício de competência pode ser sanado em algumas hipóteses, convalidando-se, em 
conseqüência, o ato administrativo contaminado do referido vício. 
COMENTÁRIO: O objeto é a coisa de fato que a Adm. Pública fez. 
 
QUESTÃO: Ano: 2003. Banca: FUNDEC. Órgão: TRT - 9ª REGIÃO (PR). Prova para Juiz do 
Trabalho - 1ª Prova - 2ª Etapa. 
No que respeita aos atos administrativos, é correto afirmar que: 
I - Para a prática do ato administrativo a competência é condição primeira de sua validade. A 
competência administrativa é intransferível e improrrogável pela vontade dos interessados. 
(CERTO. Improrrogável é que não se pode aumentar. Ser improrrogável é um característica da 
competência) 
II - A competência administrativa em nenhuma hipótese pode ser delegada ou avocada. 
(ERRADO, porque pode, apesar de a regra ser que não pode) 
III - A doutrina indica como atributos dos atos administrativos a presunção de legitimidade, a 
imperatividade e a auto-executoriedade. (CERTO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: COMPERVE. Órgão: MPE-RN. Prova para Técnico do Ministério 
Público Estadual - Área Administrativa. 
Os atos administrativos realizados pela Administração Pública no exercício de suas funções 
podem ser de diversas espécies. Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir: 
I A permissão é ato bilateral e vinculado, gratuito, pelo qual a Administração Pública faculta ao 
particular a execução de serviço público. 
II A autorização é ato unilateral e discricionário pelo qual o Poder Público faculta ao particular o 
uso privativo de bem público, a título precário. 
III Admissão é ato unilateral e discricionário pelo qual a Administração reconhece ao particular 
o direito a prestar serviço público. 
IV Homologação é ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração Pública reconhece a 
legalidade de um ato jurídico. 
A II e a IV estão corretas. 
O macete é: Se tem "R" é ato DiscRicionáRio, Se não tem "R" é ato Vinculado! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DPE-AL. Prova para Defensor 
Público. 
O ato composto é aquele que resulta de manifestação de dois ou mais órgãos, singulares ou 
colegiados, cuja vontade se funde para a formação de um único ato. 
ERRADO. 
Ato complexo: é aquele que resulta de manifestação de dois ou mais órgãos, singulares ou 
colegiados, cuja vontade se funde para a formação de um único ato. 
Atos compostos: resultam da manifestação de dois ou mais órgãos, quando a vontade de um é 
instrumental em relação à do outro. Nesse caso, praticam-se dois atos: um principal e outro 
acessório. 
 
Em outras palavras: 
 
Ato complexo: 2 órgãos e 1 mesma vontade: um ato. 
Ato composto: 2 órgãos e 1 vontade principal sobre a outra: dois atos. 
Ato simples: 1 órgão e 1 vontade. 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCU. Prova para Técnico de 
Controle Externo - Área Administrativa. 
Conforme jurisprudência recente do STF e do Superior Tribunal de Justiça, a aposentadoria é 
um ato complexo que se aperfeiçoa com o registro no TCU. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Câmara dos Deputados. Prova para 
Analista. 
Considere que um servidor público federal tenha sido aposentado mediante portaria publicada 
no ano de 2008 e que, em 2010, o TCU tenha homologado o ato de aposentadoria. Nessa 
situação hipotética, esse ato caracteriza-se como complexo, visto que, para o seu 
aperfeiçoamento, é necessária a atuação do TCU e do órgão público a que estava vinculado o 
servidor. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Telebras. Prova para Técnico em 
Gestão de Telecomunicações – Assistente Administrativo. 
O auto de infração expedido por fiscal e aprovado por sua chefia constitui exemplo de ato 
composto. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: STM. Prova para Analista Judiciário - 
Área Administrativa. 
Denomina-se ato composto aquele que ocorre quando existe a manifestação de dois ou mais 
órgãos e as vontades desses órgãos se unem para formar um só ato. 
ERRADO. Esse é o ato complexo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: ANAC. Prova para Analista 
Administrativo. 
Um decreto assinado pelo chefe do Poder Executivo e referendado por um ministro de Estado e 
uma dispensa de licitação dependente de homologação por uma autoridade superior para 
produzir efeitos são exemplos, respectivamente, de ato complexo e ato composto. 
CERTO. 
 
CERTO. Ano: 2017 Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRF - 1ª REGIÃO. Prova para Analista 
Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal. 
A respeito dos atos administrativos, julgue o item seguinte, considerando o posicionamento da 
doutrina majoritária. Enquanto no ato complexo as manifestações de dois ou mais órgãos se 
fundem para formar um único ato, no ato composto se pratica um ato administrativo principal 
que depende de outro ato para a produção plena dos seus efeitos. 
CERTO. 
 
 
 
 
EXTINÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: FCC. Órgão: TRT - 15ª Região (SP). Prova para Analista Judiciário 
- Área Administrativa. 
O princípio da autotutela significa que a Administração Pública 
A) exerce o controle sobre seus próprios atos, com a possibilidade de anular os ilegais e 
revogar os inconvenientes ou inoportunos, independentemente de recurso ao Poder Judiciário. 
B) sujeita-se ao controle do Poder Judiciário, que pode anular ou revogar os atos 
administrativos que forem inconvenientes ou inoportunos. 
C) Direta fiscaliza as atividades das entidades da Administração Indireta a ela vinculadas. 
D) Indireta fica sujeita a controle dos órgãos de fiscalização do Ministério do Planejamento 
mesmo que tenham sido criadas por outro Ministério. 
E) tem liberdade de atuação em matérias que lhes são atribuídas por lei. 
COMENTÁRIO: Gabarito: A 
Súmula 473 do STF.: “A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de 
vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo 
de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os 
casos, a apreciação judicial”. 
O Poder Judiciario não pode revogar os atos da Adminsitação Pública, só pode anular. Quando 
isso acontece fica configurado a tutela, e não a auto-tutela. 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: IDIB. Órgão: CRECI-CE - 15ª Região. Prova para Agente Fiscal. 
(Reduzida) 
No que tange à Lei 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração 
Pública Federal, assinale a afirmativa incorreta. 
D) A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e 
pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos 
adquiridos. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, 
quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FCC. Órgão: TRE-RO. Prova para Técnico Judiciário - Área 
Administrativa. 
Considere as seguintes assertivas: 
I. Mesmo anulado um ato administrativo, o princípio da boa-fé e a teoria da aparência 
resguardam os efeitos já produzidos em relação aos terceiros de boa-fé. (CERTO) 
II. A Administração pública ao convalidar um ato administrativo assim o faz com efeitos ex 
nunc. (ERRADO. So possui efeito ex nunc a revogação de seus próprios atos e os atos 
meramente administrativos. Já anular e convalidar possuem efeito ex tunc) 
III. A Administração pública ao revogar um ato administrativoassim o faz com efeitos ex tunc. 
(ERRADO. Revogar é o único caso de efeito ex nunc – nunca retroage) 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: ESAF. Órgão: Ministério da Fazenda. Prova para todos os cargos. 
(Reduzida) 
Considerando o conceito de administração pública e seus princípios, bem como as fontes do 
Direito Administrativo, assinale a opção correta. 
A) Pelo princípio da Tutela, a Administração Pública exerce o controle sobre seus próprios atos, 
com a possibilidade de anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos, 
independentemente de recurso ao Poder Judiciário. (ERRADO. Essa é a exata definição de auto-
tutela) 
C) As decisões meramente administrativas que promanem dos Tribunais comuns ou especiais 
são relevantes fontes jurisprudenciais do Direito Administrativo, aplicando-se a situações já 
ocorridas, desde que benéficas à Administração Pública. (ERRADO. Essas decisões meramente 
administrativas têm efeito ex nunc – nunca retroagem) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-RR. Prova para Administrador. 
A prescrição administrativa não impede que a administração anule o ato administrativo, já que 
assim exige o princípio da supremacia do interesse público. 
ERRADO. Em regra, não pode anular o ato quando prescrito (ele prescreve em 5 anos), salvo 
comprovada má fé, que poderá ser anulado a qualquer tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCICIOS DE ATOS ADMINISTRATIVOS. 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PRF. Prova para PRF. 
Determinado órgão público firmou contrato administrativo com uma empresa de reconhecida 
especialização no mercado, para a prestação de serviços de treinamento de pessoal de natureza 
singular aos seus servidores. Durante a execução do contrato, a empresa descumpriu uma das 
cláusulas contratuais. A administração pública, então, aplicou multa por inexecução parcial do 
acordado. Insatisfeita, a empresa impetrou mandado de segurança no Poder Judiciário em face 
do ato administrativo que aplicara a penalidade sem prévia oitiva. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
A impetração de mandado de segurança configura controle judicial de mérito administrativo. 
ERRADO. Poder Judiciário não analisa o mérito da administração, apenas a legalidade. Isso 
porque o mérito pressupõe discricionariedade, mas o Poder Judiciário não age por 
discricionariedade, mas por legalidade. Além disso, mandado de segurança pressupõe direito 
líquido e certo, ou seja, um direito vinculao e não discricionário. (Mesmo que não fosse através 
de medida de segurança, o gabarito continuaria o mesmo, porque o Poder Judiciário não 
analisa o mérito, nem age por discricionariedade) 
 
QUESTÃO: Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PRF. Prova para PRF. 
(Texto associado.) (É o mesmo texto da questão anterior.) 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
O ajuizamento da ação judicial para conter eventuais abusos praticados pela administração 
pública caracteriza a aplicação do princípio da sindicabilidade. 
CERTO. Pelo princípio da sindicabilidade, em síntese, pretende-se colocar em claro que os atos 
da Administração Pública estão sujeitos ao devido controle, seja pela própria Administração, 
baseada em seu poder de autotutela (de ofício ou mediante provocação), seja na esfera 
jurisdicional, sendo que, neste último caso, desde que haja provocação de parte interessada, 
em razão de outro princípio, qual seja, o da inércia jurisdicional. Firmadas as premissas acima, 
é verdadeiro dizer que o ajuizamento da ação judicial para conter eventuais abusos praticados 
pela administração pública caracteriza a aplicação do princípio da sindicabilidade, na medida 
em que implica o controle jurisdicional dos atos da Administração. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-AM. Prova para Assistente 
Judiciário. 
Ato antijurídico é aquele estritamente derivado de uma ilicitude do agente. 
ERRADO. Como já vimos, nem todo ato antijurídico é ilícito. 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CETRO. Órgão: MDS. 
Sobre a anulação e a convalidação dos atos administrativos, analise as assertivas abaixo. 
I. Verificado que o ato apresenta vício de legalidade, ele pode ser invalidado pelo Poder 
Judiciário ou pela própria Administração Pública. (CERTO. Súmula 473 do STF.: “A 
Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, 
porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação 
judicial”. Art. 53 da lei de processo administrativo (Lei 9.784/99): A Administração deve anular 
seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. O Poder judiciário não pode 
revogar os atos da Administração Pública, apenas anulá-los (tutela). Em se tratando de 
anulação, tanto o Poder Judiciário quanto a Administração podem revogar os atos da 
Adminsitração Pública. O Poder Judiciário só pode agir, em qualquer caso, quando provocado) 
II. Ratificação é a forma de convalidação apropriada para casos de vício de competência da 
autoridade que pratica o ato. (CERTO. Ratificação ocorre diante de vícios quanto à competência 
e à forma) 
III. A convalidação de um ato administrativo somente é possível para os chamados atos nulos. 
(ERRADO. Os atos nulos não se convalidam, somente os anuláveis. Os atos anuláveis são os 
que possuem vícios de forma ou de competência) 
IV. A anulação de um ato administrativo pode ser decretada ex officio pelo Poder Judiciário. 
(ERRADO, porque o Poder Judiciário precisa ser provocado. Somente a ADM. Pública pode 
anular ou revogar seus próprios atos de ofício. O Poder judiciário não pode revogar, somente 
anular) 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: DPE-DF. Prova para Analista - Assistência Judiciária. 
O ato administrativo, como forma de manifestação unilateral de vontade da Administração 
Pública, pode ser extinto de várias formas. 
A revogação é uma das formas de extinção e leva em consideração a reavaliação de critérios de 
conveniência e oportunidade. Sobre a revogação do ato administrativo, analise as afirmativas a 
seguir: 
I. O Poder Judiciário não pode revogar ato administrativo praticado por órgão de outro poder. 
II. A revogação produzirá efeito ex nunc. 
III. Em princípio, a revogação de um ato administrativo que revogava ato anterior não restaura o 
primeiro ato revogado. 
TODAS ESTÃO CORRETAS. 
O controle externo é o controle exercido por um poder sobre outro poder. Acontece por 
exemplo quando o Poder Judiciário anula ato do Poder Executivo (tutela). 
Já o controle interno é o controle exercido por um Poder sobre ele mesmo, como quando a 
administração anula ou revoga seus próprios atos (auto-tutela). 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura da Estância Turística de 
Guaratinguetá. Prova para Gestor de Contratos. 
Assinale a alternativa que contempla um exemplo de controle interno da Administração Pública. 
A) A sustação, pelo Congresso Nacional, de atos normativos do Poder Executivo que exorbitem 
do poder regulamentar. 
B) A anulação de um ato do Poder Executivo por decisão judicial. 
C) O julgamento anual, pelo Congresso Nacional, das contas prestadas pelo Presidente da 
República. 
D) A auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União sobre despesas realizadas pelo Poder 
Executivo federal. 
E) A atividade correcional do Tribunal de Justiça sobre os seus servidores e sobre os cartórios 
judiciais e extrajudiciais. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: Só pra saber, o Tribunal de Contas da União não pertence ao Poder Judiciário, 
mas o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sim, entretanto, este não julga (Corno Não Julga). 
O Tribunal de Contas da União é um órgão administrativo autônomo, que não pertenceà 
estrutura de nenhum dos Poderes da República, nem está subordinado a qualquer um deles. 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Polícia Federal. Prova para Polícia 
Federal - Escrivão de Polícia Federal. 
Determinado agente da Polícia Federal revelou um segredo sobre uma operação policial que 
seria realizada para deter uma quadrilha de traficantes. Ele havia se apropriado desse segredo 
em razão do seu cargo. Tendo a operação fracassado, a administração da Polícia recebeu uma 
denúncia sobre o ocorrido e abriu processo administrativo disciplinar contra o referido servidor. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequente. A abertura do processo 
contra o servidor em questão é considerada controle externo e posterior. 
ERRADO. Nesse caso, quando se trata de Administração direta disciplinando Administração 
indireta, mesmo não havendo hierarquia entre eles, haverá o o poder disciplinar e será 
configurado controle interno. 
Apenas para lembrar: entre a Administração direta e a indireta não há hierarquia, mas há o 
controle finalístico / supervisão ministerial e há a aplicação do poder disciplinar. Nesse caso, 
cabe, por exemplo, cabe o recurso hierárquico impróprio. 
"O recurso hierárquico impróprio é interposto para fora da entidade que proferiu a decisão 
recorrida (ex.: recurso interposto contra decisão proferida por autarquia federal perante 
determinado Ministério ou Presidente da República). (...) Em razão da inexistência de hierarquia 
e da possibilidade de intromissão de pessoa jurídica nos atos praticados por pessoa jurídica 
diversa, afirma-se que O CABIMENTO DO RECURSO HIERÁRQUICO IMPRÓPRIO DEPENDE DE 
PREVISÃO LEGAL EXPRESSA." OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende. Curso de Direito 
Administrativo. 5ª ed. São Paulo: Método, 2017, p. 352. 
O recurso hierárquico próprio seria por exemplo recurso contra decisão do ministro da saúde 
perante o Presidente da República, porque dentro da mesma entidade há hierarquia. 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: FGV. Órgão: TCE-AM. Prova para Auditor Técnico de Controle 
Externo - Tecnologia da Informação. 
João, servidor público ocupante de cargo efetivo no Estado do Amazonas, foi removido de 
ofício pela Administração de Manaus para o interior do Estado, fato que lhe causou uma série 
de inconvenientes em sua vida pessoal. O ato de remoção foi praticado por Marcelo, autoridade 
competente para tal, que, contudo, nutria sabida antipatia por João. O servidor João conseguiu 
reunir provas de que o real motivo de sua remoção foi retaliação contra si praticada por 
Marcelo, razão pela qual tentou pedido de reconsideração e recurso administrativo, ambos sem 
êxito. Ao procurar advogado para reverter a situação, João foi informado de que o ato de 
remoção: 
A) está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para anulá-lo; (GABARITO) 
B) está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para revogá-lo; 
C) está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para cassá-lo; 
D) não está viciado, pois a Administração Pública não precisa expor os motivos pelos quais 
pratica um ato discricionário; 
E) não está viciado, pois, pela teoria do órgão, quem praticou o ato não foi a pessoa natural de 
Marcelo, e sim a própria Administração. 
COMENTÁRIO: Há um vício de finalidade, porque os atos administrativos devem ser praticados 
para satisfazer o interesse público e não para satisfazer interesses pessoais. Lembrando que 
vício quanto à finalidade é um vício insanável. Os vícios sanáveis são quanto à competência e à 
forma. 
O Judiciário não convalida nem revoga ato da Administração Pública, ele apenas pode anulá-lo, 
isso porque convalidar ou revogar tem a ver com conveniência e oportunidade, mas o Poder 
Judiciário só age por legalidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. 
Responsabilidade civil do Estado é sinônimo de responsabilidade patrimonial e de responsabilidade 
extra contratual. 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: MPE-CE. Prova para Técnico 
Ministerial. 
A responsabilidade civil da pessoa jurídica de direito público pelos atos causados por seus 
agentes é objetiva, enquanto a responsabilidade civil dos agentes públicos é subjetiva. 
CERTO. Essa é a regra – teoria do risco administrativo. De acordo com essa teoria (que é a 
regra no direito brasileiro), o terceiro lesado (o particular lesado) não precisa comprovar que o 
Estado teve dolo ou culpa para responsabilizá-lo – ou seja, a responsabilidade do Estado é 
objetiva. Mas para o Estado indenizar o agente público que causou o dano é necessário 
comprovar dolo ou culpa do agente público. O nome dessa ação do Estado contra o agente 
público é ação regressiva. 
Urge ressaltar, que as outras teorias para explicar a responsabilidade civil do Estado também 
foram aceitas pela Constituição, mas só serão usadas excepcionalmente. As outras teorias são: 
Teoria da culpa administrativa; Teoria do risco integral. 
 
QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: AGU. Prova para Contador. 
A responsabilidade civil objetiva do Estado abrange as pessoas jurídicas de direito privado 
prestadoras de serviços públicos, sendo excluídas as empresas públicas e sociedades de 
economia mista exploradoras de atividade econômica. 
CERTO. 
EP e SEM prestadoras de serviço público: a responsabilidade será objetiva (risco 
administrativo). 
EP e SEM exploradora de atividade econômica: a responsabilidade será como no direito civil 
(direito privado) – igualdade entre as partes – valerá o que estiver no contrato. 
Urge ressaltar que a responsabilidade civil do estado também será objetiva nos casos dos 
delegatários de serviço público, que são aqueles particulares que executam serviços públicos 
através da técnica administrativa de descentralização por colaboração / por delegação - 
mediante licitação (as permissionárias, concessionárias e delegatárias de serviço público). Falar 
em licitação é o mesmo que falar que foi delegado um serviço público a um particular através de 
um ato unilateral ou através de um contrato. 
Observação: É preciso decorar o Art. 37, § 6º da CF.: As pessoas jurídicas de direito público e 
as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus 
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o 
responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-AL. Prova para Auditor de 
Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual. 
As pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos respondem pelos seus 
atos que causarem danos a particulares somente se verificado que a conduta tenha sido dolosa 
ou culposa. 
ERRADO, porque como acamos de ver no exercício anterior, esse caso é um caso de 
responsabilidade objetiva do Estado – Teoria do risco adminsitativo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FCC. Órgão: METRÔ-SP. Prova para Analista Desenvolvimento 
Gestão Júnior – Administração de Empresas. 
Considere a seguinte situação. Em uma determinada metrópole, há duas linhas de trem 
metropolitano: uma é operada por uma empresa privada, mediante regime contratual de 
concessão, e o sistema de condução dos trens é totalmente automatizado, sem maquinistas ou 
operadores manuais; na outra linha, gerida por empresa estatal, os trens são conduzidos por 
maquinistas. Em caso de ocorrência de acidentes envolvendo usuários em cada uma dessas 
linhas, é correto concluir que será aplicado o regime de responsabilidade 
A) subjetivo, em ambas as situações. 
B) objetivo, em ambas as situações. (GABARITO) 
C) subjetivo na linha gerida pela concessionária e objetivo na linha gerida pela empresa estatal. 
D) objetivo na linha gerida pela concessionária e subjetivo na linha gerida pela empresa estatal. 
E) integral, em ambas as situações. 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: FCC. Órgão: TJ-MS. Prova para Juiz Substituto. 
Em conhecidoacórdão proferido em regime de repercussão geral, versando sobre a morte de 
detento em presídio − Recurso Extraordinário n° 841.526 (Tema 592) – o Supremo Tribunal 
Federal confirmou decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, calcada em doutrina 
que, no tocante ao regime de responsabilização estatal em condutas omissivas, distingue-a 
conforme a natureza da omissão. Segundo tal doutrina, em caso de omissão específica, deve 
ser aplicado o regime de responsabilização 
A) integral; em caso de omissão genérica, aplica-se o regime de responsabilização objetiva. 
B) objetiva; em caso de omissão genérica, aplica-se o regime de responsabilização subjetiva. 
C) subjetiva; em caso de omissão genérica, aplica-se o regime de responsabilização objetiva. 
D) objetiva; em caso de omissão genérica, não há possibilidade de responsabilização. 
E) subjetiva apenas em relação ao agente, exonerado o ente estatal de qualquer 
responsabilidade; em caso de omissão genérica, aplica-se o regime de responsabilização 
objetiva do ente estatal. 
COMENTÁRIO: GABARITO: B. 
Em caso de omissão específica (que é o exemplo da questão) a responsabilidade civil do Estado 
é objetiva (teoria do risco administrativo), mas em caso de omissão genérica a responsabilidade 
civil do Estado é subjetiva (teoria da culpa administrativa), ou seja, precisa ser demonstrado 
dolo ou culpa do Estado (Segundo Carvalho filho é necessário demonstrar a culpa do Estado). 
É dever específico do Estado garantir a segurança do detento em presídio, por isso é um caso 
de omissão específica. Já um exemplo de omissão genérica são os danos causados aos 
motoristas em uma rodovia que faltou pavimentação. 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-AL. Provas para Auditor de 
Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual. 
Acerca da responsabilidade civil do Estado, julgue o item a seguir. 
A condenação do Estado em ação indenizatória ajuizada em razão de dano causado por 
servidor público enseja a responsabilização do servidor em ação regressiva, 
independentemente da configuração de dolo ou culpa na conduta. 
ERRADO. Para que o Estado indenize o agente público em uma ação regressiva é necessário 
dolo ou culpa do servidor público na ação danosa 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-AL. Prova para Auditor de 
Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual. 
A culpa recíproca da vítima é causa excludente da responsabilidade do Estado. 
ERRADO. A culpa exclusiva da vítima é causa excludente da responsalibdade do Estado, mas a 
culpa recíproca apenas atenua a responsabilidade do Estado. 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-AL. Prova para Auditor de 
Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual. 
O Estado é civilmente responsável por dano causado a particular em decorrência de má 
conservação de rodovia que se encontra sob responsabilidade pública. 
CERTO. Realmente, o Estado é civilmente responsável por dano causado a particular em 
decorrência de má conservação de rodovia que se encontra sob responsabilidade pública. 
Trata-se, aliás, de responsabilidade primária do Estado – em regra. Caso a conservação da 
rodovia estivesse sob contrato de concessão devidamente licitado, a responsabilidade primária 
seria da concessionária de conservação e, subsidiariamente, do Estado contratante. Como esse 
exemplo é um exemplo de omissão genérica, para se configurar a responsabilidade civil do 
Estado, é necessário demonstrar, além do nexo de causalidade entre a omissão e o resultado 
danoso, também a culpa da Administração. Conforme leciona José dos Santos Carvalho Filho 
“nem toda conduta omissiva retrata um desleixo do Estado em cumprir um dever legal". Nesse 
sentido, “somente quando o Estado se omitir diante do dever legal de impedir a ocorrência do 
dano é que será responsável civilmente e obrigado a reparar os prejuízos". Isso porque a 
responsabilidade civil do Estado, no caso de conduta omissiva, só se configura quando 
presentes os elementos que caracterizam a culpa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-PA. Prova para Oficial de Justiça 
– Avaliador. 
Quanto à responsabilidade civil por danos causados por seus agentes a terceiros, uma entidade 
da administração indireta, dotada de personalidade jurídica de direito privado e exploradora de 
atividade econômica estará sujeita 
A) ao regime da responsabilidade civil objetiva do Estado. 
B) ao regime jurídico da responsabilidade civil privada. (GABARITO) 
C) à teoria do risco administrativo. 
D) à teoria da falta do serviço. 
E) à teoria do risco integral. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-PA. Prova para Juiz de Direito 
Substituto. 
Segundo o entendimento majoritário do STJ, no caso de ação indenizatória ajuizada contra a 
fazenda pública em razão da responsabilidade civil do Estado, o prazo prescricional é 
A) decenal, como previsto no Código de Processo Civil, em detrimento do prazo trienal previsto 
pelas normas de direito público. 
B) quinquenal, como previsto pelas normas de direito público, em detrimento do prazo decenal 
contido no Código de Processo Civil. 
C) trienal, como previsto pelo Código de Processo Civil, em detrimento do prazo quinquenal 
contido no Código Civil. 
D) quinquenal, como previsto pelas normas de direito público, em detrimento do prazo trienal 
contido no Código Civil. (GABARITO) 
E) trienal, como previsto no Código Civil, em detrimento do prazo quinquenal contido no Código 
de Processo Civil. 
COMENTÁRIO: 
Prazo prescricional contra o Estado: 5 anos. 
Prazo prescricional contra particular: 3 anos. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PRF. Prova para PRF. 
O policial rodoviário federal poderá ser chamado à responsabilidade pelo dano que, 
culposamente, causar à viatura, em circunstância que essa não esteja sob responsabilidade 
dele. 
CERTO. Se ele, culposamente, causar dano a uma viatura, ele será resonsáel por isso, 
independente se essa viatura estava sob sua responsabilidade ou não. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PGM - Manaus – AM. Prova para 
Procurador do Município. 
A respeito do entendimento do STJ sobre a responsabilidade civil do Estado, julgue o item 
seguinte. 
A existência de causa excludente de ilicitude penal não impede a responsabilidade civil do 
Estado pelos danos causados por seus agentes. 
CERTO. A responsabilidade civil do Estado, nesse caso, continua sendo objetiva – risco 
administrativo. 
(TEORIA DO RISCO ADMINSITRATIVO = TEORIA DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA) 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Polícia Federal. Prova para Polícia 
Federal - Delegado de Polícia Federal. 
O Estado não será civilmente responsável pelos danos causados por seus agentes sempre que 
estes estiverem amparados por causa excludente de ilicitude penal. 
ERRADO. O Estado vai ser responsabilizado sim. Mas no caso, o Estado não poderá entrar com 
uma ação regressiva contra o agente público. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: EMAP. Prova para Analista Portuário 
- Área Jurídica. 
Na hipótese de uma empresa pública prestadora de serviços públicos não dispor de recursos 
financeiros para arcar com indenização decorrente de sua responsabilidade civil, o ente político 
instituidor dessa entidade deverá responder, de maneira subsidiária, pela indenização. 
CERTO. 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: EMAP. Prova para Analista Portuário 
- Área Jurídica. 
De acordo com o Supremo Tribunal Federal, a responsabilidade civil das empresas públicas 
perante usuários de serviços públicos é objetiva. Todavia, perante terceiros não usuários, a sua 
responsabilidade é subjetiva, dado o caráter privado da entidade, o que atrai a aplicação da 
teoria geral civilista quanto à responsabilização. 
ERRADO. A parte sublinhada está errada porque, a responsabilidade civil da pessoa jurídica de 
direito privado prestadora de serviço público é objetivapara usuário e para não usuário. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-AM. Prova para Analista 
Judiciário – Direito. 
Em caso de aplicação de LEI DE EFEITOS CONCRETOS que gere danos ou prejuízos a pessoas 
determinadas, é possível a responsabilização civil do Estado. 
CERTO. Em regra, o Estado não responde por danos decorrentes da atividade legislativa, 
entretanto, é possível a responsabilização civil do Estado, em caso de aplicação de LEI DE 
EFEITOS CONCRETOS que gere danos ou prejuízos a pessoas determinadas. 
Leis de efeitos concretos são consideradas leis apenas em sentido formal, porquanto, sob o 
ângulo material, equivalem a atos administrativos, na medida em que ausentes as 
características de generalidade e abstração que regem os atos tipicamente legislativos. 
As leis de efeitos concretos são aquelas que afetam apenas algumas pessoas 
específicas/determinadas no caso concreto, por isso gera responsabilização civil do Estado. 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-AL. Prova para Auditor de 
Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual. 
Historicamente, a responsabilidade civil do Estado evoluiu a partir da teoria da 
irresponsabilidade civil do Estado, passando por um período no qual predominaram teorias de 
responsabilidade subjetiva. Atualmente, encontra-se sedimentada e prevalecente a teoria da 
responsabilidade objetiva do Estado. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-DF. Prova para Auditor 
Fiscal. 
Uma vez que o ordenamento jurídico brasileiro adota a teoria da responsabilidade objetiva do 
Estado, com base no risco administrativo, a mera ocorrência de ato lesivo causado pelo poder 
público à vítima gera o dever de indenização pelo dano pessoal e(ou) patrimonial sofrido, 
independentemente da caracterização de culpa dos agentes estatais ou da demonstração de 
falta do serviço público. Não obstante, em caso fortuito ou de força maior, a responsabilidade 
do Estado pode ser mitigada ou afastada. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-RO. Prova para Procurador do 
Ministério Público de Contas. 
Considere as seguintes situações hipotéticas. 
I João, agente de uma fundação pública de direito público, no exercício de suas funções, 
causou dano a terceiro. 
II Pedro, agente de sociedade de economia mista exploradora de atividade econômica, no 
exercício de suas funções, causou dano a terceiro. 
III Antônio, agente de empresa privada prestadora de serviços públicos, no exercício de suas 
funções, causou dano a terceiro. 
Assinale a opção que apresenta, na ordem em que aparecem, as formas de responsabilidades 
das referidas pessoas jurídicas pelos danos causados por João, Pedro e Antônio. 
A) objetiva / objetiva / objetiva 
B) objetiva / objetiva / subjetiva 
C) objetiva / subjetiva / objetiva (GABARITO) 
D) subjetiva / objetiva / objetiva 
E) subjetiva / subjetiva / objetiva 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-AM. Prova para Assistente 
Judiciário. 
Em processos contra a fazenda pública, a prescrição quinquenal abrange a administração direta 
e indireta, desde que pessoas jurídicas de direito público, a qualquer título. 
ERRADO, porque ainda existem aquelas pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de 
serviço público, que terão a prescrição quinquenal, assim como as de direito público. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: MPE-RJ. Prova para Estágio Forense. 
Funcionários de sociedade empresária responsável pela prestação do serviço público de 
fornecimento de energia elétrica compareceram na casa de Maria para verificar possível erro em 
seu medidor de energia. Ocorre que, ao adentrar no quintal de Maria, os funcionários da 
concessionária danificaram o portão de sua casa, causando-lhe um prejuízo de mil reais. Na 
hipótese em tela, em matéria de indenização, de acordo com o texto constitucional, aplica-se a 
responsabilidade civil: 
A) subjetiva da sociedade empresária, ainda que ostente personalidade jurídica de direito 
privado, devendo Maria comprovar o dolo ou culpa dos agentes que causaram o dano; 
B) subjetiva da sociedade empresária, eis que ostenta personalidade jurídica de direito público, 
devendo Maria comprovar o dolo ou culpa dos agentes que causaram o dano; 
C) subjetiva da sociedade empresária, eis que ostenta personalidade jurídica de direito público, 
bastando Maria comprovar o ato ilícito, o nexo causal e o dano, dispensável a prova sobre o 
elemento subjetivo dos agentes; 
D) objetiva da sociedade empresária, eis que ostenta personalidade jurídica de direito público, 
bastando Maria comprovar o ato ilícito, o nexo causal e o dano, dispensável a prova sobre o 
elemento subjetivo dos agentes; 
E) objetiva da sociedade empresária, ainda que ostente personalidade jurídica de direito 
privado, bastando Maria comprovar o ato ilícito, o nexo causal e o dano, dispensável a prova 
sobre o elemento subjetivo dos agentes. (GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: MPE-PE. Prova para Técnico Ministerial – 
Administrativa. 
Uma sociedade de economia mista prestadora de serviços públicos de abastecimento de água à 
população. 
A) integra a Administração pública indireta, submetendo-se a regime jurídico de direito privado 
em suas relações, sejam elas contratuais ou funcionais, o que impede a submissão das mesmas 
a normas e princípios típicos da Administração direta. 
B) não se submete à necessidade de realização de licitações para contratação de serviços e 
outros objetos pertinentes à sua gestão operacional, pois se trata de pessoa jurídica de direito 
privado. 
C) responde civilmente pelos danos causados por seus servidores no exercício de suas 
funções, sob a modalidade subjetiva, para evitar concorrência desleal e ofensa ao princípio da 
isonomia. 
D) tem regime de bens integralmente aderente ao regime jurídico de direito público, para tutela 
do seu escopo de atividades, sendo necessária lei formal para autorizar a alienação de qualquer 
de seus bens. 
E) submete-se à responsabilidade extracontratual nos mesmos moldes da Administração direta, 
em razão do seu escopo de atuação, respondendo objetivamente pelos danos causados por 
seus agentes no exercício de suas atividades. (GABARITO. A responsabilidade do servidor que 
é subjetiva) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL. – LEI 9784/99. 
Os princípios Explícitos da CF/88 são: 
LIMPE (legalidade, impessoalidade, moralidade publicidade e eficiência) – Art. 37 da CF/88. 
Cuidado que alguns dos princípios implícitos na CF/88 são explícitos na lei 9.784/99 (lei que regula o 
processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal) 
Art. 2º da lei 9.784/99: A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da 
legalidade, finalidade*, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, 
contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
Legalidade, moralidade e eficiencia são explícitos na CF/88 e na lei 9.784/99. Os princípios que não 
estão grifados da lei 9784/99 são implícitos na CF/88. Cabe dizer que o princípio da finalidade é 
sinônimo de impessoalidade, que diz que a finalidade dos atos administrativos são para atingir o 
interesse público e não o pessoal. 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: ESAF. Órgão: Receita Federal. Prova para Auditor Fiscal da 
Receita Federal. 
Nos termos da lei, a Administração Pública Federal observará, em se tratando do processo 
administrativo, princípios específicos, exceto: 
A) princípio da segurança jurídica. 
B) princípio da razoabilidade. 
C) princípio da eficiência. 
D) princípio da insignificância. (GABARITO. Esse princípio é aplicável no direito penal) 
E) princípio da motivação. 
 
QUESTÃO. Ano: 2019. Banca: INSTITUTO. PRÓ-MUNICÍPIO. Órgão: CRP - 11ª Região (CE). Prova 
para Técnico Contábil. 
A ideia de processo administrativo decorre dos princípios constitucionais da legalidade, 
finalidade, motivação, dentre outros. Em relaçãoaos princípios do processo administrativo 
marque C para o item certo ou E para o item errado: 
I. Um exemplo de princípio da legalidade na administração pública é a de que o agente público 
pode fazer tudo que não seja proibido por lei; (ERRADO. Isso é a legalidade para o particular, 
mas para o agente público ele só pode/deve fazer o que a lei manda) 
II. Nos processos administrativos serão observados os critérios de atuação segundo padrões 
éticos de probidade, decoro e boa-fé; (CERTO. Art. 2º, parágrafo único da lei 9784/99: Nos 
processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: IV - atuação segundo 
padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé.) 
III. É vedado o início, de ofício, do processo administrativo; (ERRADO. Art. 5º, da Lei 9784/99: O 
processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.) 
IV. É vedada a cobrança de despesas processuais, exceto as previstas em lei. Marque a opção 
que contém somente itens corretos: (CERTO. Art. 2º, parágrafo único da lei 9784/99: Nos 
processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: XI - proibição de 
cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: IDIB. Órgão: CRECI-CE - 15ª Região. Prova para Agente Fiscal. 
No que tange à Lei 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração 
Pública Federal, assinale a afirmativa incorreta. 
A) O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. (AFIRMAÇÃO 
CORRETA. Art. 5º, da Lei 9784/99: O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a 
pedido de interessado.) 
B) O desatendimento da intimação importa o reconhecimento da verdade dos fatos e a renúncia 
a direito pelo administrado. (AFIRMAÇÃO ERRADA. Art. 27 da lei 9784/99: O desatendimento da 
intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo 
administrado.) 
C) Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada, com antecedência mínima 
de três dias úteis, mencionando-se data, hora e local de realização. (AFIRMAÇÃO CORRETA. 
Art. 41 da lei 9784/99: Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada, com 
antecedência mínima de três dias úteis, mencionando-se data, hora e local de realização.) 
D) A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e 
pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos 
adquiridos. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, 
quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: FCC. Órgão: TRT - 7ª Região (CE). Prova para Analista Judiciário - 
Área Administrativa. 
Em tema de processo administrativo (Lei no 9.784/99), considere: 
I. O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. (CERTO. Art. 
5º, da Lei 9784/99: O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de 
interessado.) 
II. Não será permitida, em qualquer hipótese, a avocação de competência atribuída a órgão 
hierarquicamente inferior, ainda que temporária. (ERRADO. Art. 15 da lei 9784/99: Será 
permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a 
avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.) 
III. O desatendimento da intimação para o processo importa o reconhecimento da verdade dos 
fatos, bem como a renúncia a direito pelo administrado. (ERRADO. Art. 27 da lei 9784/99: O 
desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a 
renúncia a direito pelo administrado.) 
IV. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a 
renúncia a direito pelo administrado. (CERTO. Art. 27 da lei 9784/99) 
V. O interessado não poderá desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, 
renunciar a direitos. (ERRADO. Art. 51. O interessado poderá, mediante manifestação escrita, 
desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGENTES PÚBLICOS. 
https://youtu.be/hGHRMC8kRRs (Teoria - Evandro Guedes) 
https://youtu.be/IQl6sq5VDkY (Exercícios - Thállius) 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: ANTAQ. Prova para Cargos 5 e 6. 
É prevista, no texto constitucional, a hipótese de exoneração de servidor estável por excesso de 
despesa com pessoal. 
CERTO. Quando se perde o cargo, a situação PESA 
• P.A.D → Assegurado ampla defesa. (PODE ser instaurado com base em denúncia anônima).→ 
Desde que devidamente motivada e com amparo em investigação ou sindicância. 
• Sentença judicial transitada em julgado. 
• Excesso de despesa com pessoal. 
• Avaliação periódica de desempenho. (Essa precisa ser regulamentada por lei complementar, 
que ainda não foi editada. Essa avaliação acontece depois de passado no estágio probatório) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/hGHRMC8kRRs
https://youtu.be/IQl6sq5VDkY
 
 
 
LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. (8.429/92) 
QUESTÃO DISCURSIVA – JUIZ SUBSTITUTO – CESPE. 
Considerando a informação acima como referência inicial, redija um texto dissertativo acerca da 
ação de improbidade administrativa como instrumento de defesa da moralidade no exercício da 
função pública. Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes aspectos: 
 
1) Categorias dos atos de improbidade previstas na lei nº 8.429/1992; 
2) Sujeito passivo e sujeito ativo da ação de improbidade administrativa; 
3) Aplicação da Lei nº 8.429/1992 aos agentes políticos; 
4) Modalidades de sanções aplicáveis à improbidade administrativa. 
 
CONHECIMENTOS SOBRE O ASSUNTO: 
PRIMEIRO TÓPICO: A lei 8429/1992 - Lei de improbidade administrativa (LIA) prevê quatro 
categorias de atos de improbidade administrativa: atos que importem em enriquecimento ilícito; 
atos que causem prejuízo ao erário; atos de improidade decorrentes de concessão de aplicação 
indevida de benefício financeiro ou tributário; atos que atentem contra os princípios da 
Administração pública. 
 
SEGUNDO TÓPICO: 
Sujeitos passivos: 
Administração Pública direta e indireta; empresas incorporadas ao patrimônio público; 
entidades para cuja criação ou custeio o erário aja contribuído ou contribua; entidades privadas 
que recebem dinheiro público como por meio de subvenção, incentivo / benefício fiscal e 
creditício. São entidades que de alguma forma recebe ou administra dinheiro público. 
 
Sujeitos ativos: 
São os agentes públicos. É uma dimensão bastante ampla de agente público. É qualquer agente 
que exerce, ainda que sem remuneração, transitoriamente, por eleição nomeação, comissão, 
mandato, cargo, emprego, função etc. 
Os terceiros (particulares) também podem ser responsabilizados por atos de improbidade, 
desde que ele induza, concorra, ou se beneficie de um ato de improbidade. Segundo o STJ, o 
terceiro não pode ser responsabilizado exclusivamente pelo ato de improbidade, pois precisa 
haver a concomitância de terceiro com o agente público. É necessário entrar com uma ação 
contra o agente público e contra o terceiro, nunca somente contra o terceiro. 
Cabe destacar que por muito tempo os agentes políticos não respondiam por crime de 
improbidade administrativa, uma vez que respondiam por crime de responsabilidade, que tem 
uma natureza muito parecida com aquela. Entretanto o STF decidiu que, exceto para o 
Presidente da República, cujo regime estáprevisto na Constituição Federal, para todos os 
outros agentes políticos há duplo regime sansanatório, ou seja, aplica-se a todos os outros 
agentes políticos a repsonsabilidade por crime de responsabilidade e por improbidade 
administrativa. 
 
TERCEIRO TÓPICO: 
Existem três naturezas de sansões: 
1ª natureza: administrativa.Exemplos: perda da função pública e a proibição de contratar ou 
receber incentivo do Poder Púlico. 
2ª natureza: civil: Exemplo: Perda de bens e ressarcimento de dano ao erário ou aplicação de 
multa civil 
3ª natureza política: Suspensão dos direitos políticos. 
Essas sansõe podem ser aplicadas isoladas ou cumulativamente e não inibem ajuizamento de 
uma ação de natureza penal nem a instauração do PAD (procedimento administrativo 
disciplinar). 
 
Art. 37, §4º da CF/88: Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos 
direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao 
erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. (Mnemônico: 
SPIRS) 
Art. 20 da lei 8.429/92: A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se 
efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. 
 
 
 
REDAÇÃO: 
 Segundo a Lei nº 8.429/1992, conhecida como Lei de Improbidade Administrativa (LIA), são 
espécies de ato ímprobo: os que importem enriquecimento ilícito; os que causam prejuízo ao 
erário; os decorrentes da concessão ou aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário 
(relacionado ao imposto sobre serviços de qualquer natureza – ISS); e, finalmente, os que 
atentam contra os princípios da Administação Pública. 
 Ademais, ainda em conformidade com os dispositivos da LIA, o sujeito passivo (vítima do 
ato improbo) poderá ser a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos 
Poderes, em qualquer ente político; as entidades para cuja criação ou custeio o erário contribua 
ou tenha contribuído; e as que recebam algum tipo de subvenção, benefício ou incentivo, fiscal 
ou creditício de órgão público. 
 Outrossim, o sujeito ativo de ato de improbidade administrativa pode ser um agente 
público, que exerça, mesmo que transitoriamente ou sem remuneração, mandato, cargo, 
emprego ou função em qualquer ente ou entidade da Administração Pública. Além disso, 
também podem ser responsabilizados por atos ímprobos os terceiros que, mesmo não sendo 
agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie 
sob qualquer forma direta ou indireta. Contudo, a responsabilização do particular será inviável 
sem a concomitante presença de agente público no polo passivo da demanda. 
 Não obstante / nada obstante (significa: a despeito de / apesar de) a aplicabilidade da LIA 
aos agentes políticos ter sido alvo de controvérsias jurisprudências, hoje a questão encontra-se 
pacificada no âmbito do Supremo Tribunal Federal. O entendimento atual é que, com exceção 
do Presidente da Rpública, todos os demais agentes políticos estão sujeitos a um duplo regime 
sancionatório, qual seja: poderão ser punidos por ato de improbidade administrativa, sem 
prejuízo de também arcarem com as sanções cabíveis para os crimes de responsabilidade. 
 Por fim, apesar de o ato de improbidade ser considerado um ilícito de natureza civil, a LIA 
comina sanções de natureza administrativa (perda da função pública e proibição de contratar ou 
de receber incentivos do Poder Público), civil (perda de bens, ressarcimento do dano ao erário e 
multa civil) e política (suspensão dos direitos políticos), as quais podem ser aplicadas isolada 
ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2022. Banca: FGV. Órgão: SSP-AM. Prova para Técnico de Nível Superior. 
Os policiais militares Antônio e João, do Estado Beta, no exercício da função e de forma dolosa, 
receberam vantagem econômica direta, consistente em propina no valor de trinta mil reais, para 
tolerar a prática de narcotráfico por determinada organização criminosa. No caso em tela, de 
acordo com a Lei nº 8.429/92 (com alterações da Lei nº 14.230/21), Antônio e João 
A) não praticaram ato de improbidade administrativa, pois não houve efetivo prejuízo ao erário 
estadual, mas respondem nas esferas disciplinar e criminal. 
B) não praticaram ato de improbidade administrativa, até que sobrevenha decisão judicial 
transitada em julgado em processo criminal reconhecendo a prática do delito. 
C) praticaram ato de improbidade administrativa que viola princípios da administração pública e 
estão sujeitos, entre outras, à sanção de cassação dos direitos políticos. 
D) praticaram ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito e estão 
sujeitos, entre outras, à sanção de suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos. 
E) praticaram ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário e estão sujeitos, 
entre outras, à sanção de pagamento de multa civil de até o dobro do valor da remuneração 
percebida pelos agentes. 
GABARITO: D 
COMENTÁRIO: 
Art. 9º da lei 8429/92 :Constitui ato de improbidade administrativa importando em 
enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem 
patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de 
atividade nas entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: 
V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a 
exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de 
usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem; 
Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das 
sanções penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação 
específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que 
podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: 
I - na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao 
patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, 
pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar 
com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo 
prazo não superior a 14 (catorze) anos 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRECI - 14ª Região (MS). Prova para Advogado. 
A Lei n.º 8.429/1992, denominada Lei de Improbidade Administrativa, dispõe sobre as sanções 
aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, 
cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional, e dá outras 
providências. Com relação aos atos de improbidade administrativa, julgue o item. A ação de 
improbidade, fundamentada na Lei n.º 8.429/1992, tem natureza criminal e não exime a 
responsabilidade cível e administrativa do agente. 
ERRADO. Essas ações, com efeito, são ações de natureza cível. 
As sanções previstas na lei de improbidade não podem ser aplicadas em processos 
administrativos ou criminais. 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRESS – SE. Prova para Assistente 
Administrativo. 
De acordo com a Lei n.º 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), julgue o item. 
Aquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de 
improbidade ou dele se beneficie de qualquer forma, direta ou indireta, estará sujeito à Lei de 
Improbidade Administrativa. 
CERTO. Art. 3º As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não 
sendo agente público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade. 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2022. Banca: FUNDATEC. Órgão: Prefeitura de Esteio – RS. Prova para Auditor 
Fiscal de Tributos. 
Analise as assertivas a seguir a respeito das normas vigentes sobre Improbidade 
Administrativa: 
I. Considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado na Lei, 
não bastando a voluntariedadedo agente. 
II. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração 
pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de 
legalidade, tal como negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua 
imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado ou de outras hipóteses 
instituídas em lei. 
III. Entre outros, consideram-se atos de improbidade administrativa importando em 
enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de ato culposo, qualquer tipo de vantagem 
indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função ou de atividade nas entidades 
públicas. 
Apenas a I e a II estão corretas. 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRECI - 14ª Região (MS). Prova para Advogado. 
No que concerne às normas relacionadas aos atos de improbidade administrativa e às 
respectivas sanções, julgue o item. 
As investigações destinadas a apurar a prática de ato de improbidade dependem de 
representação do Ministério Público à autoridade administrativa competente. 
ERRADO. A questão trata da investigação para apuração da prática de ato de improbidade 
administrativa. Ao contrário do que é afirmado na questão, não é apenas o Ministério Público 
que pode representar à autoridade administrativa competente visando a instauração de 
investigação para apuração de ato de improbidade. Nos termos do artigo 14 da Lei nº 8.429/1992 
(Lei de Improbidade Administrativa), “qualquer pessoa poderá representar à autoridade 
administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de 
ato de improbidade". De acordo com o § 1º do artigo 14 da Lei de Improbidade administrativa, “a 
representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do 
representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha 
conhecimento". Caso a representação não atenda as formalidades elencadas acima, a 
autoridade administrativa deverá, por meio de despacho fundamentado, rejeitar a representação 
(artigo 14, §2º, da Lei nº 8.429/1992). Mesmo tendo rejeitado a representação, contudo, a 
autoridade administrativa poderá representar ao Ministério Público para que este determine a 
instauração de INQUÉRITO POLICIAL ou PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO para apuração dos 
fatos (artigo 22 da Lei nº 8.429/1992). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: FGV. Órgão: TCE-PI. Prova para Auditor de Controle Externo. 
O Estado do Piauí, sob a égide da Lei nº 8.666/1993, após regular processo licitatório, celebrou 
com a sociedade empresária Beta contrato administrativo, no qual constaram cláusulas 
disciplinando a prerrogativa da Administração Pública contratante de alteração unilateral do 
acordo e a possibilidade de aplicação de penalidades contratuais. Trata-se de cláusulas: 
A) abusivas, que viciam o contrato, eis que geram desequilíbrio entre as partes contratantes; 
B) abusivas, que viciam o contrato, eis que ferem o princípio da isonomia entre as partes 
contratantes; 
C) exorbitantes, que viciam o contrato, pois ferem o equilíbrio econômico e financeiro entre as 
partes contratantes; 
D) exorbitantes, que não viciam o contrato e decorrem da supremacia do interesse público 
sobre o privado; (GABARITO. Exorbitam o direito civil, mas em liitações e contratos 
administrativos são permitidas porque decorrem da supremacia do interesse público sobre o 
privado dentro dos limites previstos em lei, que é de 25% em regra.) 
E) abusivas, que não viciam o contrato, desde que o contratante ofereça garantia para 
manutenção do equilíbrio econômico e financeiro do contrato. 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: FGV. Órgão: TCE-AM. Prova para Auditor Técnico de Controle 
Externo - Tecnologia da Informação. 
O Estado do Amazonas pretende alienar um prédio público que atualmente não está sendo 
utilizado. De acordo com a nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021), a alienação 
pretendida está subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será 
precedida de avaliação e, via de regra: 
A) dependerá de autorização do Governador do Estado e poderá ser feita com inexigibilidade de 
licitação; 
B) dependerá de autorização do Tribunal de Contas e poderá ser feita com dispensa de 
licitação; 
C) dependerá de autorização do Tribunal de Contas e de licitação na modalidade concorrência; 
D) exigirá autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade leilão; (GABARITO) 
E) exigirá autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade concorrência. 
COMENTÁRIO: Alienação de bem imóvel, segundo a lei 14.133/2021, dependerá de autorização 
legislativa e dependerá de licitação na modalidade leilão. Já para a lei 8.666/93, depende de 
autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade concorrência. 
SEMPRE TEM QUE TER INTERESSE PÚBLICO E AVALIAÇÃO PRÉVIA. 
A AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA SÓ PRECISA PARA ALIENAÇAO DE BENS IMÓVEIS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS SOBRE TODA A MATÉRIA. 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: IADES. Órgão: PG-DF. Prova para Técnico Jurídico - Apoio 
Administrativo. (Reduzida) 
É importante, no estudo do Direito Administrativo, delimitarmos as funções estatais, bem como 
a relação entre o Governo e a Administração Pública. Da coordenação desses esforços, o 
interesse público deve ser o grande objetivo dos agentes. Acerca desse cenário, assinale a 
alternativa correta. 
A) Não contraria a característica central dos atos legislativos, qual seja, o atingimento da 
generalidade das situações, por exemplo, a aprovação de uma lei, pelo próprio Legislativo, mas 
que concede uma pensão especial a determinada pessoa. A esse efeito, denomina- se 
corretamente de “lei de efeitos concretos”. No mesmo sentido, no seu âmbito de atuação, 
também o Poder Judiciário exerce o que se denomina de função materialmente administrativa, 
da mesma maneira em consonância com o ordenamento jurídico brasileiro. 
CERTO. Seguindo raciocínio, Jurisprudência do STF ainda sobre o caso em tela de efeito 
concreto: "Não há empecilho constitucional à edição de leis sem caráter geral e abstrato, 
providas apenas de efeitos concretos e individualizados. Há matérias a cujo respeito a 
disciplina não pode ser conferida por ato administrativo, demandando a edição de lei, ainda que 
em sentido meramente formal. É o caso da concessão de pensões especiais. O tratamento 
privilegiado a certas pessoas somente pode ser considerao ofensivo ao princípio da igualdade 
ou da moralidade quando não decorrer de uma causa razoavelmente justificada (...)” (RE 
405.386, rel. p/ o ac. Min. Teori Zavaski, julgamentoem 26.2.2013, Segunda Turma, DJE de 
26.4.2013). 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Câmara dos Deputados. Prova para 
Analista Legislativo - Consultor Legislativo. 
A sociedade de economia mista que não honrar os compromissos assumidos junto aos seus 
fornecedores não poderá pleitear a recuperação judicial ou extrajudicial. 
CERTO. Os institutos da recuperação judicial e extrajudicial (e também a falência) encontram-se 
disciplinados pela Lei 11.101/05, sendo que tal diploma expressamente exclui de sua incidência 
as empresas públicas e as sociedades de economia mista (art. 2º, I), sejam elas prestadoras de 
serviços públicos, sejam as exploradoras de atividade econômica. Logo, está correta a assertiva 
ora comentada. 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Câmara dos Deputados. Prova para 
Todos os Cargos - Conhecimentos Básicos - exceto para Técnico em Material e Patrimônio. 
Julgue o item abaixo, relativo ao conceito de direito administrativo. 
De acordo com o critério da administração pública, o direito administrativo é o ramo do direito 
público que regula a atividade jurídica contenciosa e não contenciosa do Estado, bem como a 
constituição de seus órgãos e meios de atuação. 
ERRADO. 
COMENTÁRIO1: O BRASIL ADOTA O SISTEMA INGLÊS (NÃO CONTENCIOSO). 
COMENTÁRIO 2: Pelo critério da Administração Pública, Direito Administrativo é o conjunto de 
princípios que regem a Administração Pública. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o 
doutrinador Hely Lopes Meirelles adota o critério da Administração ao definir Direito 
Administrativo como o "conjunto harmônico de princípio jurídicos que regem os órgãos, os 
agentes e as atividades tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados 
pelo Estado" (DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Admisnitrativo. 20ª ed. São Paulo, Atlas, 
2007, pp. 42-43). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: MS CONCURSOS. Órgão: Prefeitura de São Francisco do Guaporé 
- RO Prova para Auditor Fiscal de Tributos. 
Segundo ensina Hely Lopes Meirelles (Direito Administrativo Brasileiro), o Direito 
Administrativo abebera-se, para sua formação, em quatro fontes principais: 
A) O Código de Direito Administrativo, a Constituição da República Federativa do Brasil, a 
doutrina e as decisões dos tribunais. 
B) O Código de Direito Administrativo, a lei, a jurisprudência e os costumes. 
C) A lei, a doutrina, a jurisprudência e os costumes. (GABARITO) 
D) O contrato jurídico, a Constituição Federal, o processo legislativo e a analogia. 
COMENTÁRIO: Não existe um código de Direito Administrativo (por isso a letra A e B estão 
erradas). Além disso, o Direito Administrativo é um ramo do direito Público, por isso a 
alternativa D está errada, pois contrato tem relação com direito privado. 
O Direito Administrativo é tanto rumo do direito público que o supra princípio do Direito 
Administrativo é o principio da Supremacia do Interesse Público sobre o privado, que é limitado 
pelo princípio da indisponibilidade do interesse público.

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