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CONCEITOS INICIAIS E PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO. Os elementos do Estado são: POVO; GOVERNO soberano; TERRITÓRIO. Montesquieu (francês) afirma que não se pode concentrar todo o poder nas mãos de uma só pessoa (na época o poder se confundia com a igreja). Graças a Montesquieu houve a separação dos Poderes. Sistema que se chama tripartição dos Poderes. Isso para evitar que essa única pessoa cometesse excessos. LEGISLATIVO: Função típica: legislar. Função atípica: administrar a coisa pública, julgar (quando o Senado julga o Presidente da República por crime de responsabilidade, por exemplo). EXECUTIVO: Função típica: administrar a coisa pública. Função atípica: legislar (mediante decreto autônomo/independente e medida provisória do Presidente da República) JUDICIÁRIO: Função típica: julgar. Função atípica: administrar os tribunais. Os poderes são independentes, mas harmônicos entre si, por isso há a possiblidade de os poderes exercerem, além de suas funções típicas, a funções atípicas. Sistema chamado de Check and balances / freios e contrapesos. Não há hierarquia, mas controle. CONCEITOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Conceito 1 (Não costuma cair em prova): Regime jurídico da administração pública x Regime jurídico administrativo. REGIME JURÍDICO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: Refere-se ao complexo normativo – seja ele de direito público seja de direito privado – ao qual se submete a Administração pública. Dica: trata-se de uma definição mais ampla. Quando o Estado age explorando uma atividade econômica, como alugando um terreno a um particular, ou através de uma Empresa Publica ou Sociedade de Economia Mista exploradoras de atividades econômicas, ele age sob a regra do regime privado. Quando age segundo a lei, ele age segundo o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, representando a vontade da maioria sobre o particular, adstrito ao princípio da indisponibilidade do interesse público e da legalidade. REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO: Refere-se ao conjunto de normas que colocam a Administração Pública em posição de privilégio na relação jurídico-administrativa. É a relação vertical entre administração e o administrado, envolvendo o binômio prerrogativas e sujeições. Conceito 2 (Esse cai): Esse conceito é de Maria Sylvia Zanella Di Pietro. É chamado de conceito estrito/restrito. - OBJETIVO / MATERIAL / FUNCIONAL: Para lembrar: O objeto material funciona! É a administração atuando, quando por exemplo multa alguém, ou interdita um estabelecimento. - SUBJETIVO / FORMAL / ORGÂNICO Para lembrar: Orgânico = órgão = é a forma como a Administração Pública se organiza (Administração direta e a indireta) QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: ESAF. Órgão: Ministério da Fazenda. Prova para todos os cargos. (Reduzida). Considerando o conceito de administração pública e seus princípios, bem como as fontes do Direito Administrativo, assinale a opção correta. B) De acordo com o critério funcional, o conceito de Administração Pública é um complexo de atividades concretas e imediatas desempenhadas sob os termos e condições da lei, visando o atendimento das necessidades coletivas. (CERTO) E) O sentido subjetivo da expressão Administração Pública está relacionado à natureza da atividade exercida por seus próprios entes. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Os princípios Explícitos da CF/88 são: LIMPE (legalidade, impessoalidade, moralidade publicidade e eficiência) – Art. 37 da CF/88. Cuidado que alguns dos princípios implícitos na CF/88 são explícitos na lei 9.784/99 (lei que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal) Art. 2º da lei 9.784/99: A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade*, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Legalidade, moralidade e eficiencia são explícitos na CF/88 e na lei 9.784/99. Os princípios que não estão grifados da lei 9784/99 são implícitos na CF/88. Cabe dizer que o princípio da finalidade é sinônimo de impessoalidade, que diz que a finalidade dos atos administrativos são para atingir o interesse público e não o pessoal. QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: ESAF. Órgão: Receita Federal. Prova para Auditor Fiscal da Receita Federal. Nos termos da lei, a Administração Pública Federal observará, em se tratando do processo administrativo, princípios específicos, exceto: A) princípio da segurança jurídica. B) princípio da razoabilidade. C) princípio da eficiência. D) princípio da insignificância. (GABARITO. Esse princípio é aplicável no direito penal) E) princípio da motivação. LEGALIDADE: Para o particular significa que ele pode fazer tudo o que a lei não proíbe. Para a Administração Pública significa que ela só pode fazer o que a lei permite. QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: IESES. Órgão: CRA-SC. Prova para Agente Administrativo. A prescrição “ninguém será obrigado a fazer ou deixar fazer senão em virtude de lei” vai ao encontro do princípio da: A) Eficiência. B) Moralidade. C) Legalidade. (GABARITO. Art. 5º, II da CF/88) D) Publicidade. QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: IADES. Órgão: PG-DF. Prova para Técnico Jurídico - Apoio Administrativo. (Reduzida) B) Como corolário do princípio da legalidade, é matéria subordinada exclusivamente à aprovação em lei a organização e o funcionamento da Administração Pública Federal. ERRADO, porque a organização e o funcionamento da Administração pública podem ser feitos diante de decreto autônomo/independente do pelo Presidente da República. INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO: O princípio da indisponibilidade do interesse público diz que a Administração deve realizar suas condutas sempre velando pelos interesses da sociedade, mas nunca dispondo deles, uma vez que o administrador não goza de livre disposição dos bens que administra, pois o titular desses bens é o povo. IMPESSOALIDADE / FINALIDADE: O servidor não pode se aproveitar do cargo para se autopromover, como colocar seu nome em obras publicas. Nesse sentido, a regra é que a contratação para trabalhar na administração deve ser mediante concurso público ou mediante licitação. MORALIDADE: QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PC-PB. Prova para Papiloscopista e Técnico em Perícia. Associa-se de forma mais apropriada à ideia de probidade e boa-fé o princípio da A) legalidade. B) impessoalidade. C) publicidade. D) moralidade administrativa. (GABARITO) E) eficiência. QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: MPE-GO. Órgão: MPE-GO. Prova para Promotor de Justiça. Considerando que a prática de nepotismo caracteriza violação aos princípios da administração pública, de acordo com o entendimento do STF configura situação de nepotismo: A) O Governador do Estado nomear seu irmão como Secretário de Estado da Saúde, pois, se trata de cargo de natureza política. B) O Prefeito Municipal nomear seu primo para cargo em comissão de assessor de imprensa. C) O Presidente da Câmara Municipal nomear seu concunhado para cargo em comissão de chefe de departamento. D) O Prefeito Municipal nomear sua mulher para cargo em comissão de direção. (GABARITO) COMENTÁRIO 1: Nepotismo fere os princípios da MORALIDADE e da IMPESSOALIDADE. COMENTÁRIO 2: Súmula Vinculante 13 do STF.: “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediantedesignações recíprocas, viola a Constituição Federal.” A súmula vinculante 13 não se aplica para as nomeações de cargos de natureza política (Ministros de Estado e Secretários Estaduais e Municipais). COMENTÁRIO 3: Primo é quarto grau, logo não é nepotismo. COMENTÁRIO 4: Sogro é parente por afinidade em primeiro grau. Cunhado é parente por afinidade em segundo grau, portanto os dois casos configuram-se nepotismo, mas concunhado não é parente nem por afinidade. QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-SE. Prova para Analista Judiciário – Direito. Em consonância com os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, o STF, por meio da Súmula Vinculante n.º 13, considerou proibida a prática de nepotismo na administração pública, inclusive a efetuada mediante designações recíprocas — nepotismo cruzado. CERTO. Está expresso essa proibição do nepotismo cruzado na súmula vinculante 13 quando fala da proibição das designações recíprocas. Isso acontece quando eu nomeio o seu filho e você nomeia o meu, por exemplo – o que é proibido. EFICIÊNCIA: Estágio probatório e a avaliação extraordinária antes do final dos 3 anos do estágio probatório são exemplos da aplicação desse princípio. O chefe do funcionário estará avaliando sua produtividade e eficiência todos os dias. Outro exemplo é a possibilidade de a administração pública rescindir o contrato de licitação se a empresa vencedora não for eficiente. QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: ESAF. Órgão: Ministério da Fazenda. Prova para todos os cargos. (Reduzida) Considerando o conceito de administração pública e seus princípios, bem como as fontes do Direito Administrativo, assinale a opção correta. D) Do princípio da eficiência decorre a necessidade de institutos como a suplência, a delegação e a substituição para preencher as funções públicas temporariamente vagas. ERRADO. Na verdade, o princípio que norteia os institutos referidos nesta opção é o da continuidade do serviço público (Maria Sylvia Di Pietro, Direito Administrativo, 26ª edição, p. 71). EXERCÍCIOS SOBRE PRINCÍPIOS. QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: IADES. Órgão: PG-DF. Prova para Técnico Jurídico - Apoio Administrativo. (Reduzida) E) O Direito Administrativo brasileiro, em face do princípio da legalidade, não agasalha a teoria da aparência dos atos administrativos. ERRADO. Em nome do princípio da aparência, da boa-fé dos administrados, da segurança jurídica e do princípio da presunção de legalidade/legetimidade dos atos administrativos, reputam-se válidos os atos por ele (funcionário de fato) praticados e produzirão efeitos até serem anulados ou revogados, se forem eivados de vícios. QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: ESAF. Órgão: SEFAZ-SP. Prova para Analista de Finanças e Controle. Quanto aos princípios direcionados à Administração Pública, assinale a opção correta. A) O princípio da legalidade significa que existe autonomia de vontade nas relações travadas pela Administração Pública, ou seja, é permitido fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. (ERRADO, porque isso se aplica somente ao particular, mas para administração pública aplica- se a máxima de que ela só pode fazer o que a lei permite) B) O ato administrativo em consonância com a lei, mas que ofende os bons costumes, as regras da boa administração e os princípios de justiça, viola o princípio da moralidade. (CERTO. É possível que um ato ofenda a moralidade mesmo estando de acordo com a lei. Por exemplo um ato de nepotismo é válido, até que se prove o contrário, devido o atributo de presunção de legitimidade dos atos administrativos.) C) É decorrência do princípio da publicidade a proibição de que conste nome, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos em divulgação de atos, programas ou campanhas de órgãos públicos. (ERRADO. isso é a decorrência do princípio da impessoalidade) D) A Administração Pública pode, por ato administrativo, conceder direitos de qualquer espécie, criar obrigações ou impor vedações aos administrados. (ERRADO. pois a atuação da Administração Pública não é ilimitada e absoluta, deve observar os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, dentre outros.) E) O modo de atuação do agente público, em que se espera melhor desempenho de suas funções, visando alcançar os melhores resultados e com o menor custo possível, decorre diretamente do princípio da razoabilidade. (ERRADO, pois isso se trata do princípio da eficiência.) QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: PUC-PR. Órgão: TJ-PR. Prova para Analista Judiciário – Psicologia. Sobre os Direitos Fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988, leia as assertivas a seguir e, depois, assinale a alternativa CORRETA. I. A lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. (CERTO. Art. 5º, LX da CF.: A lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem – Princípio da Publicidade) II. É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional. (CERTO. Art. 5º, XIV da CF.: É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional) III. É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. (CERTO. Art. 5º, IV da CF.: É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.) IV. Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. (CERTO. Art. 5º, XXXIII da CF.: Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado".) ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA. ADMINISTRAÇÃO DIRETA (entes políticos): União; Estados; DF; Municípios ADMINISTRAÇÃO INDIRETA (entidades administrativas): Autarquia; Fundação Pública; Sociedade de Economia Mista (SEM); Empresa Pública (EP) * Os entes políticos podem legislar, mas as entidades administrativas não. Exemplos de autarquias: INSS e Banco Central (BC) Exemplos de FP: Biblioteca Nacional. Exemplos de SEM: Petrobrás e Banco do Brasil. Exemplos de EP: Correios e Caixa econômica federal. Art. 37, XIX da CF.: Somente por lei específica (lei ordinária) poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; (A autarquia já é criada por lei na hora sem a necessidade de registro, já as EP’s e as SEM’s precisam ser registradas nas juntas comerciais para serem criadas, após a autorização de sua instituição por lei) * A autarquia é de direito público e é criada para desempenhar funções típicas da administração pública. Todas as outras são de direito privado. * As fundações públicas são, em regra, de direito privado, mas serão de direito público quando desempenharem função típica de direito público como universidades federais e hositais públicos. Serão equiparadas às autarquias. Serão chamadas de fundações autárquicas / artarquias fundacionais. Os conselhos regulamentaores de atividades profissionais como a OAB, as Agências reguladoras de serviço público como a ANATEL e a ANAC são espécies de autarquias. As agências reguladoras são autarquias em regime especial. * As autarquias territoriais são espécies de autarquias. * As sociedades de economia mista e as empresas públicas podem tanto ser exploradoras de atividades econômicas quantoprestadoras de serviço público. As sociedades de economia mista serão sempre constituídas na forma de sociedade anônima (S/A) e as empresas públicas em qualquer forma permitida por lei. * As especificidades das SEM’s é que ela precisa de 50% mais uma ação do poder público, porque o controle acionário é do Poder Público. Ela tem capital privado, mas a maioria é do Poder Público. No caso das EP precisam ser constituídas por 100% de capital público, e após pode entrar dinheiro privado. QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESGRANRIO. Órgão: ANP. Prova para Especialista em Regulação – Direito. Em relação a empresas públicas e sociedades de economia mista, considere as afirmativas a seguir. I - Integram a administração pública indireta. (CERTO) II - Podem se destinar à exploração de atividade econômica. (CERTO) III - Sua instituição depende de previsão legal que autorize sua criação. (CERTO) IV - A criação de suas subsidiárias independe de autorização legislativa. (ERRADO. A criação de suas subsidiárias depende de autorização legislativa. Somente é dispensada nova lei para criar as subsidiárias se tal previsão já estiver contemplada na lei que autorizou a criação da pessoa jurídica principal.) V - Estão obrigadas a realizar prévio procedimento licitatório para contratação de obras e serviços ou aquisição de bens. (CERTO) QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: COPEVE-UFAL. Órgão: CASAL. Prova para Administrador. Dadas as afirmativas abaixo acerca da natureza e do regime jurídico das empresas públicas e das sociedades de economia mista. I. Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista são criadas necessariamente por lei. II. Os municípios não podem criar empresas públicas nem sociedades de economia mista. III. Apenas empresas públicas podem prestar serviços públicos. IV. Apenas as sociedades de economia mista podem explorar atividade econômica. V. Empresas públicas têm capital exclusivamente público, ao passo que as sociedades de economia mista também contam com capital privado. APENAS A 5 ESTÁ CERTA. QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: FADESP. Órgão: Câmara de Marabá – PA. Prova para Advogado. As sociedades de economia mista A) são pessoas jurídicas de direito público. B) possuem a totalidade de seu capital em mãos da Administração. C) são pessoas jurídicas de direito privado. (GABARITO) D) não possuem personalidade jurídica própria. E) são criadas ex lege. COMENTÁRIO: As Sociedades de Economia Mista, bem como todas as entidades integrantes da Administração Pública Indireta possuem personalidade jurídica própria sim. Quem não tem personalidade jurídica própria, nem patrimônio próprio nem nada são os órgãos. Os órgãos são criados por lei. Sobre a B, a que possui a totalidade de seu caital em mãos da administração é a empresa pública. Apesar de que as empresas públicas podem ter capital misto posteriormente, mas não em sua fundação. Sobre as sociedades de eonomia mista, elas têm capital 50% mais uma ação na mão do estado, ou seja, a maioria do capital na mao de Estado e sempre são constituídas na forma de Sociedade Anônima (S/A) QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: AGU. Prova para Contador. A responsabilidade civil objetiva do Estado abrange as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos, sendo excluídas as empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SUFRAMA. Prova para Nível Superior - Cargos 3 e 4. O direito pátrio adotou a responsabilidade objetiva do Estado, sob a modalidade “risco administrativo”. Assim, a culpa exclusiva da vítima é capaz de excluir a responsabilidade do Estado, e a culpa concorrente atenua o valor da indenização devida. CERTO. Na Teoria do Risco Administrativo (adotado no Brasil) o Estado responderá pelos danos causados por seus agentes, independente de comprovação de dolo ou culpa, porém em certos casos tal responsabilidade poderá ser excluída ou atenuada (o que não ocorre na teoria do risco integral). Casos que excluem a responsabilidade do Estado: a culpa exclusivamente da vítima; o caso fortuito ou força maior. Casos que atenuam a responsabilidade civil do Estado: a culpa concorrente da vítima com a do Estado. CENTRALIZAÇÃO X DESCENTRALIZAÇÃO X DESCONCENTRAÇÃO. Centralização é a Administração Pública agindo por ela mesma através de qualquer um de seus entes. Descentralizção é quando a administração direta cria e dá competências à administração indireta (entidades) ou a particulares. Desconcentração é a criação de órgãos dentro da mesma pessoa jurídica, existe na direta e na indireta. Confira na imagem a seguir as duas espécies de descentralização administrativa: As permissionárias, concessionárias e delegatárias de serviço público são particulares, que receberam funções da administração através da descentralização por delegação / por colaboração. Na desconcentração há hierarquia, mas na descentralização não. Na descentralização há controle finalístico / supervisão ministerial, por não haver hierarquia, apenas vinculação. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: DPE-MA. Prova para Defensor Público. O recurso administrativo é meio hábil para propiciar o reexame da atividade da Administração por razões de legalidade ou de mérito. O recurso hierárquico impróprio é aquele dirigido A) à autoridade ou instância superior do mesmo órgão administrativo, pleiteando revisão do ato recorrido por terceiro interessado. B) pela parte, à autoridade ou órgão estranho à repartição que expediu o ato recorrido, mas com competência julgadora expressa. (GABARITO) C) pela parte, à autoridade ou órgão estranho à repartição que expediu o ato recorrido, sem a necessidade de competência julgadora expressa, bastando estar, de alguma forma, em posição hierárquica superior em relação à autoridade recorrida. D) à mesma autoridade que expediu o ato, para que o invalide ou o modifique, e, por isso, apesar de consistir em reanálise é imprópria, pois não é dirigida à autoridade ou órgão hierarquicamente superior. E) em forma de denúncia formal, à autoridade superior, dando conta de irregularidades internas ou abuso de poder na prática de atos da Administração, feita pela parte atingida diretamente pela irregularidade ou abuso de poder. COMENTÁRIO: "O recurso hierárquico impróprio é interposto para fora da entidade que proferiu a decisão recorrida (ex.: recurso interposto contra decisão proferida por autarquia federal perante determinado Ministério ou Presidente da República). (...) Em razão da inexistência de hierarquia e da possibilidade de intromissão de pessoa jurídica nos atos praticados por pessoa jurídica diversa, afirma-se que O CABIMENTO DO RECURSO HIERÁRQUICO IMPRÓPRIO DEPENDE DE PREVISÃO LEGAL EXPRESSA." OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende. Curso de Direito Administrativo. 5ª ed. São Paulo: Método, 2017, p. 352. O recurso hierárquico próprio seria por exemplo recurso contra decisão do ministro da saúde perante o Presidente da República, porque nesse exemplo está dentro da mesma entidade, e nesse caso há hierarquia. QUESTÃO: Ano: 2006. Banca: FCC. Órgão: DPE-SP. Prova para Defensor Público. Recurso hierárquico impróprio é A) aquele que é dirigido à autoridade superior na organização federativa. B) o pedido de reconsideração apresentado à autoridade máxima de uma estrutura administrativa. C) o pedido de revisão das decisões proferidas em processos disciplinares, para a própria autoridade sancionadora. D) a avocação do recurso administrativo pela chefia do órgão administrativo. E) o recurso interposto contra a decisão de dirigente de entidade da Administração Indireta, para a autoridade a que está vinculada, na Administração Direta. (GABARITO) QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DPE-ES. Prova para Defensor Público. O recursohierárquico próprio é dirigido à autoridade imediatamente superior, no mesmo órgão em que o ato foi praticado, enquanto o recurso hierárquico impróprio é dirigido à autoridade de outro órgão, não inserido na mesma hierarquia do que praticou o ato, sendo que o cabimento de ambos depende de previsão legal expressa. ERRADO. O recurso hierárquico próprio não depende de previsão legal, mas o impróprio sim. QUESTAO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-RS. Prova para Técnico Tributário da Receita Estadual. O fenômeno conhecido como deslegalização consiste A) no excesso de decretos regulamentares existentes. B) na edição indiscriminada de medidas provisórias. C) na possibilidade de o Poder Executivo editar normas de caráter geral. D) na permissão do Poder Legislativo ao Poder Executivo de editar normas de caráter técnico, de maneira inovadora. (GABARITO) E) na edição de ato regulamentar que extrapole a norma regulamentada. COMENTÁRIO: Deslegalização / Delegificação acontece quando uma agência reguladora, por ter conhecimentos específicos sobre o tema edita normas. Os dirigentes das agências reguladores são nomeados pelo presidente da República e tem prazo de mandado definido em lei, ou seja, tem madato fixo. QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: ESAF. Órgão: MF. Prova para Analista de Finanças e Controle - Conhecimentos Gerais - Todos os Cargos. A transferência da função normativa (sobre matérias determinadas) da sede legislativa estatal para outra sede normativa denomina-se: A) Remissão. B) Delegação receptícia. C) Reserva legal. D) Deslegalização. (GABARITO) E) Desconcentração. COMENTÁRIO: Deslegalização é também conhecida como Delegificação. É a transferência de diversas matérias do âmbito legislativo para o âmbito dos atos administrativos. Esse fenômeno se justifica pela ausência de celeridade e de conhecimento técnico específico dos membros do poder legislativo sobre diversos temas. A deslegalização acontece diante das agências reguladoras, já que elas são criadas para regular (poder normativo) e fiscalizar (poder de polícia) atividades específicas, que demandam conhecimentos específicos. Por exemplo, a ANAC, que é uma agência reguladora, regula e fiscaliza os temas específicos pela qual foi criada, nesse caso, a ANAC regula e fiscaliza as atividades de aviação civil. As agências reguladoras são autarquias em regime especial, já que podem produzir normas sem pedido de autorização ao executivo. QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: ESAF. Órgão: MTE. Prova para Auditor Fiscal do Trabalho. Tendo por base a organização administrativa brasileira, classifique as descrições abaixo como sendo fenômenos: (1) de descentralização; ou (2) de desconcentração. Após, assinale a opção correta. ( ) Criação da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para prestar serviços oficiais de estatística, geologia e cartografia de âmbito nacional; ( ) Criação de delegacia regional do trabalho a ser instalada em municipalidade recém emancipada e em franco desenvolvimento industrial e no setor de serviços; ( ) Concessão de serviço público para a exploração do serviço de manutenção e conservação de estradas; ( ) Criação de novo território federal. D) 1/ 2 / 1 / 1 (GABARITO) QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: AL-RO. Prova para Analista Legislativo – Administração. As agências reguladoras são entidades criadas pelo Estado com a finalidade de regular determinados setores da economia, visando assegurar o interesse público. Em relação aos dirigentes das Agências Reguladoras Federais, tem-se o entendimento de que A) são servidores efetivos em cargo de confiança. B) devem ser escolhidos pelo Presidente da República. (GABARITO) C) são indicados pelo colegiado de servidores do órgão. D) podem ser exonerados ad nutun por ministros. E) adquirem vitaliciedade após dois anos de exercício. COMENTÁRIO: São nomeados pelo Presidente da Repúblca após prévia aprovação pelo Senado. Têm mandato fixo a depender da agência. QUESTÃO: Ano 2011. CESPE / CEBRASPE. Perito em Telecomunicação. O Distrito Federal é considerado uma entidade administrativa. ERRADO. As entidades administrativas são: Fundação, Autarquia, Empresa Pública e Sociedade de economia mista. QUESTÃO: CESPE / CEBRASPE – 2021. CODEVASF. Analista – Administrador. São exemplos de entidades integrantes da administração pública indireta as agências reguladoras, as sociedades de economia mista e as organizações sociais. ERRADO. As organizações sociais não, as outras duas sim. Agência reguladora é uma espécie de autarquia. QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: MTE. Prova para Contador. Ocorre o fenômeno de descentralização por serviços quando, por exemplo, no âmbito do MTE, cria-se um novo órgão e a ele são transferidas determinadas competências para a execução de serviços públicos. ERRADO. Criação de órgãos é desconcentração. Descentralização por serviço / por outorga legal que é a criação de entidade da administração indireta. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de Salvador – BA. Prova para Especialista em Políticas Públicas. Até recentemente, havia o entendimento dos especialistas de que a sociedade poderia ser classificada em dois setores, o primeiro sendo o Poder Público e o segundo o Mercado. Com o crescente número de demandas sociais não atendidas pelo Estado, um terceiro setor começa se consolidar e ganhar importância no atendimento das demandas da sociedade. Assinale a opção que indica uma organização do terceiro setor. A) Agência Executiva. B) Sociedade Anônima. C) Fundação Autárquica. D) Associação Pública. E) Entidade de Apoio. (GABARITO) COMENTÁRIO: conforme indicado por Fernanda Marinela (2017), "as entidades de apoio são pessoas jurídicas de natureza privada que exercem, sem fins lucrativos, atividade social e/ou serviços sociais não exclusivos do Estado, relacionados à ciência, pesquisa, saúde e edição". QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de Salvador – BA. Prova para Fiscal de Serviços Municipais. O conceito de agência executiva foi criado com o objetivo precípuo de otimizar recursos, reduzir custos e aperfeiçoar a prestação de serviços públicos. Essa noção tem sua origem em um modelo utilizado nos Estados Unidos e foi importado pelo Brasil no período de reforma administrativa do Estado, na década de 90. Considerando as Agências Executivas, analise as afirmativas a seguir. I. É um tipo de qualificação dada à uma pessoa jurídica. (CERTO. Agência executiva é a qualificação dada à autarquia ou fundação pública que celebre contrato de gestão com o Ministério Supervisor.) II. Garante maior autonomia ao ente público. (CERTO. Ao celebrar o contrato de gestão, o ente público (no caso, autarquia ou fundação pública) ganha status de agência executiva, adquirindo vantagens especiais (concessão de mais independência e mais orçamento), mas, em troca, se compromete a cumprir um plano de reestruturação para a melhoria da eficiência e redução de custos.) III. Altera a natureza jurídica da entidade. (ERRADO. A celebração do contrato de gestão confere à autarquia ou fundação pública o status de agência executiva, entretanto, não altera a natureza jurídica na entidade. Ressalte-se que a qualificação de agência executiva é temporária, permanecendo somente durante o prazo do contrato de gestão celebrado com o Ministério Supervisor.) Ver este vídeo a partir de 18:54 https://youtu.be/pqAsXW_rhqE QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de Salvador – BA. Prova para Fiscal de Serviços Municipais. O Prefeito do Município Alfa solicitou orientações de sua assessoria jurídica a respeito da sistemática de criação de uma autarquia, da natureza de sua personalidade jurídica e da possibilidade desse ente celebrar contrato, a ser firmado por seus administradores, com o poder público, visando a ampliar a sua autonomia gerencial, orçamentáriae financeira. À luz da sistemática constitucional, a assessoria respondeu corretamente que as autarquias A) são criadas por lei específica, possuindo personalidade jurídica de direito público e estando autorizadas a celebrar os denominados contratos de gestão. (GABARITO. A questão está se referido sobre as agências executivas) B) têm sua instituição autorizada por lei, possuindo personalidade jurídica de direito público e não estando autorizadas a celebrar contratos com o Poder Público. C) são criadas por ato administrativo negocial, possuindo personalidade jurídica de direito público e não estão autorizadas a celebrar contratos com o Poder Público. D) são criadas por lei específica, possuindo personalidade jurídica de direito privado e os seus contratos são celebrados pelo Ministro responsável pela supervisão. E) têm sua instituição autorizada por lei específica, possuindo personalidade jurídica de direito público e os seus contratos são celebrados pelo Ministro responsável pela supervisão. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: AL-RO. Prova para Analista Legislativo – Administração. A qualificação de Agência Executiva é fornecida pelo Poder Público a determinadas entidades com o objetivo de ampliar sua autonomia, assumindo o compromisso de cumprir determinadas metas de desempenho. Assinale a opção que apresenta entidades que podem receber essa qualificação. A) As ONGs. B) As fundações privadas. C) As autarquias. (GABARITO. Autarquias ou fundações públicas podem ser Agência Executiva) D) As cooperativas. E) Os órgãos públicos. COMENTÁRIO: Agência executiva é um título atribuído pelo governo federal a autarquias, fundações públicas e órgãos que celebrem contrato de gestão para ampliação de sua autonomia mediante a fixação de metas de desempenho. Logo, as agências executivas não são uma nova espécie de pessoa jurídica da Administração Pública, mas uma qualificação obtida por entidades e órgãos públicos, tendo como base constitucional o art. 37, § 8º, da CRFB. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de Salvador – BA. Prova para Fiscal de Serviços Municipais. Sobre a descentralização por colaboração, assinale a afirmativa correta. A) Ocorre quando a Constituição atribui a um ente específico que exerça atribuições próprias de forma autônoma ao ente central. B) Ocorre quando a Administração Pública transfere, por contrato ou ato administrativo unilateral, a execução de serviço público a uma pessoa jurídica de direito privado. (GABARITO) C) Ocorre quando é outorgada a outros órgãos funções de determinada entidade administrativa, visando ao aumento de eficiência. D) Ocorre quando a Lei específica cede a titularidade de serviço público a uma pessoa jurídica do direito público, sem que o cedente interfira nas atividades. E) Ocorre quando as organizações paraestatais celebram ajuste com a Administração Pública por termo cooperação e se tornam parte da administração indireta. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: AL-RO. Prova para Assistente Legislativo. Uma autarquia, entidade conceituada como serviço público personalizado, não pode estar vinculada A) ao Ministério da Fazenda. B) ao Poder Legislativo. C) à Casa Civil. D) à Secretaria de Meio Ambiente. E) à Eletrobrás. (GABARITO, porque Eletrobrás pertence à administração indireta, mas as entidades da administração indireta, como a autarquia só podem estar vinculadas a alguém da administração direta, porque são criadas por ela) QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: AL-RO. Prova para Assistente Legislativo. Em decorrência de diversos escândalos de corrupção ocorridos no país, um município decide criar uma Controladoria Geral para aprimorar o controle interno na gestão municipal. Acerca da criação da Controladoria Geral do município, assinale a afirmativa correta. A) Possui personalidade jurídica própria. B) Não será subordinada à Administração Direta. C) Representa uma desconcentração da função administrativa. (GABARITO) D) É uma entidade política com capacidade de auto-organização. E) Não integra a Administração Pública no sentido amplo. COMENTÁRIO: Controladoria Geral é órgão, e criação de órgão é desconcentração. A FGV já cobrou isso outras vezes igualzinho. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: AL-RO. Prova para Assistente Legislativo - Técnico em Informática. Assinale a opção que indica a modalidade de administração do Estado em que há transferência de serviços e competências para outras pessoas jurídicas. A) concentrada. B) desconcentrada. C) particularizada. D) descentralizada. (GABARITO) E) funcionalizada. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-SC. Prova para Oficial da Infância e Juventude. Determinado Município no interior do Estado de Santa Catarina, com o escopo de fomentar as ações de fiscalização e tutela dos direitos das crianças e adolescentes de sua competência, dividiu a então Secretaria Municipal de Educação em duas novas Secretarias: i. a da Criança, do Adolescente e da Juventude; ii. a de Educação. Essa distribuição interna de competências no âmbito de uma mesma pessoa jurídica (no caso, o Município), mediante especialização interna, é chamada de: A) descentralização, e decorre do poder regulamentar; B) delegação, e decorre do poder normativo; C) fragmentação, e decorre do poder disciplinar; D) desconcentração, e decorre do poder hierárquico; (GABARITO) E) outorga, e decorre do poder discricionário. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-SC. Prova para Analista Jurídico. Presidente da autarquia que atua na área de meio ambiente de determinado Estado da Federação indeferiu pedido de licença ambiental de empreendedor particular que pretendia instalar um aterro sanitário para receber resíduos sólidos. Inconformado, o particular impetrou o mandado de segurança, indicando como autoridade coatora o presidente da autarquia, que, ao prestar informações, alegou que a legitimidade passiva seria do próprio estado membro. Nesse contexto, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a autarquia possui: A) personalidade jurídica própria de direito público, motivo pelo qual assiste razão a seu dirigente, devendo ser indicado como autoridade coatora o Secretário Estadual de Meio Ambiente; B) personalidade jurídica própria de direito privado, motivo pelo qual não assiste razão a seu dirigente, que ostenta a legitimidade passiva para figurar como autoridade coatora; C) autonomia administrativa, financeira e personalidade jurídica própria, distinta da entidade política à qual está vinculada, motivo pelo qual não assiste razão a seu dirigente; (GABARITO) D) autonomia administrativa e financeira, mas não possui personalidade jurídica própria, motivo pelo qual assiste razão a seu dirigente, devendo ser indicado como autoridade coatora o Secretário Estadual de Meio Ambiente; E) autonomia administrativa e financeira, mas não possui personalidade jurídica própria, motivo pelo qual assiste razão a seu dirigente, devendo ser indicado como autoridade coatora o Governador do Estado. COMENTÁRIO: No caso narrado, o dirigente da autarquia estaria equivocado, devendo, sim figurar no polo passivo do mandado de segurança, como autoridade coatora, em litisconsórcio passivo necessário com a autarquia estadual ambiental. TEORIA DO ÓRGÃO. Pode existir órgão em qualquer dos Poderes, na administração direta ou indireta. Mas eles estão relacionados sempre com a palavra desconcentração e nunca com descentralização. QUESTÃO: (CESPE/AGU/2006) Quando Helly Lopes conceitua os órgãos públicos como centros de competência, instituídos para o desempenho de funções estatais, por meio de seus agentes, cuja autuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem, fica claro que o autor adota a teoria do órgão. CERTO. O nome da teoria que estuda os órgãos públicos é teoria do órgão e não teoria do mandato nem da representação. QUESTÃO: (CESPE/CPRM/2013) Órgão público é uma unidade organizacional SEMpersonalidade jurídica, composta de agentes e de competências. CERTO. O órgão público não tem nada, não tem patrimônio próprio nem personalidade jurídica. A exceção são os órgãos independentes e autônomos, que têm capacidade processual para defender suas prerrogativas e competências. QUESTÃO: (CESPE/TJ-CE/2014) Tratando-se de órgão público, a competência é irrenunciável e intransferível. CERTO. QUESTÃO: (CESPE/BACEN/2009). Os órgãos públicos da administração direta, autárquica e fundacional são criados por lei, não podendo ser extintos por meio de decreto do chefe do Poder Executivo. CERTO. QUESTÃO: (CESPE/AGU/2007) Foi o jurista alemão Otto Gierke quem estabeleceu as linhas mestras da teoria do órgão e indicou como sua principal característica o princípio da imputação volitiva. CERTO. QUESTÃO: (CESPE/AGU/2007) As ações dos entes políticos - como União, estados, municípios e DF - concretizam-se por intermédio de pessoas físicas, e, segundo a teoria do órgão, os atos praticados por meio desses agentes públicos devem ser imputados à pessoa jurídica de direito público a que pertencem. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PRF. Prova para Policial Rodoviário Federal. Órgão público é ente descentralizado da administração indireta que possui personalidade jurídica de direito público. ERRADO. Órgãos públicos são desconcentrados e não possuem personalidade jurídica. Alguns (INDEPENDENTES e AUTÔNOMOS) tem capacidade processual, mas personalidade jurídica NUNCA. QUESTÃO: (CESPE/MPE-PI/2018) A existência de órgãos públicos que realizem atribuições predeterminadas, originárias da própria administração pública, caracteriza um processo de desconcentração administrativa. CERTO. QUESTÃO: (CESPE/TCU/2009) Em regra, os órgãos, por não terem personalidade jurídica, NÃO têm capacidade processual, salvo nas hipóteses em que os órgãos são titulares de direitos subjetivos, o que lhes confere capacidade processual para a defesa de suas prerrogativas e competências. CERTO. Os que têm capacidade processual para defesa de suas prerrogativas são os INDEPENDENTES e os AUTÔNOMOS. Lembrando que os órgãos são criados por lei. No decreto autônomo do presidente da república ele não pode mexer nos órgãos, justamente porque se o órgão é criado por lei, o órgão só pode ser extinto por lei. QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: IADES. Órgão: PG-DF. Prova para Técnico Jurídico - Apoio Administrativo. C) Os órgãos públicos distinguem-se das entidades em face de aqueles não possuírem personalidade jurídica própria. Nesse sentido, uma Assembleia Legislativa não possui capacidade processual para defender, em seu nome, seus interesses em juízo, sendo, nesse caso, o Estado-Membro o competente para fazer parte dessa ação. ERRADO. Assembléia legislativa é exemplo de órgão independente. CLASSIFICAÇÃO DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS (aqui há hierarquia) INDEPENDENTES AUTÔNOMOS SUPERIORES SUBALTERNOS Os independentes têm a competência haurida do texto constitucional. Exercem o mais auto escalão do poder, ou seja não são subordinados a ninguém. Os agentes são inserdos através de eleição ou nomeação. Exemplos: Presidência da República, STF, STJ, Câmara dos deputados, Senado Federal, Assembléia legislativa. Os autônomos são os Ministérios e as Secretárias. Só trabalham os agentes políticos. São cargos em comissão. Não se sujeitam a súmula vinculante 13. Os superiores são os de controle, chefia e direção. Uma remoção de ofício, na lei 8112/90 é determinado por um órgão superior. Exemplo: Departamento da Polícia Federal em Brasília Os subalternos são chamados de mera execução. Mero centro de competência. O órgão não tem poder de decisão, ele apenas executa. Exemplo: Delegacia de polícia. Geralmente as bancas de concurso se referem a esse órgão quando não for uma pergunta mais específica. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-SC. Prova para Técnico Judiciário Auxiliar. Centros de competência especializada dispostos na intimidade de uma pessoa jurídica, sem personalidade jurídica e vontade próprias, com intenção de garantir a especialização nas atividades prestadas com maior eficiência, são chamados pela doutrina de Direito Administrativo de: A) órgãos, sejam da Administração Direta, sejam as entidades de direito público da Administração Indireta, e somente podem ser criados ou extintos por meio de lei; (GABARITO) B) autarquias, que fazem parte da Administração Indireta, e somente podem ser criadas por meio de lei específica, após regular processo legislativo; C) fundações públicas, que fazem parte da Administração Indireta, e podem ser criadas por meio de qualquer ato normativo; D) entidades da Administração Indireta, que podem ser criadas por meio de qualquer ato normativo, após regular processo administrativo ou legislativo; E) entidades da Administração Direta, que somente podem ser criadas ou extintas por meio de lei, após regular processo legislativo. PODERES ADMINISTRATIVOS. São poderes administrativos: Poder vinculado; poder discricionário; poder hierárquico; poder disciplinar; poder de polícia; poder regulamentar. PODER VINCULADO: Não há margem de escolha para a administração. Por exemplo: concessão de carteira de motorista àquele que passou na prova. PODER DISCRICIONÁRIO: É a margem de escolha que a Administração Pública tem para fazer ou não alguma coisa, ou de fazer mais ou de fazer menos: Exemplo: discricionariedade que a Administração Pública tem de conceder ou não o porte de arma de fogo a alguém. Outro exemplo é quando a Administração Pública multa um mercado por colocar a venda uma comida estragada – nesse caso ela deve agir diante da proporcionalidade e da razoabilidade, não aplicando uma multa exorbitante ou interditando o estabelecimento por pouca coisa. PODER HIERÁRQUICO E PODER DISCIPLINAR: Não se confundem. Poder hierárquico e o disciplinar é a Administração Pública que possue contra seus agentes públicos. O poder hierárquico é o genérico, é o poder que a Administração Pública tem de mandar, como dizer qual horário os seus funcionários devem chegar ao serviço (lembrando que não há hierarquia entre administração direta e indireta). Já o poder disciplinar é a administração disciplinando / punindo os seus próprios agentes e as pessoas que têm algum vínculo especial com o poder público, como as concessionárias, permissionárias e delegatárias de serviço público. Quando a administração pune um particular sem vínculo com a administração pública ela o faz por meio do poder de polícia. QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TSE. Prova para Técnico Judiciário - Área Administrativa – TRE. Um servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a seus subordinados que eles deveriam tomar mais cuidado com o horário e que atrasos superiores a dez minutos não seriam tolerados. Tal determinação constitui exercício de A) poder disciplinar. B) poder hierárquico. (GABARITO) C) poder de polícia. D) poder regulamentar. QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRE-PR. Prova para Analista Judiciário - Área Judiciária O poder disciplinar é a faculdade A) que detém o agente público de demitir todo aquele que se opõe à execução do poder discricionário dos agentes públicos. B) que deve exercer o agente político contra todo servidor que comete ato criminoso. C) do agente público de punir faltas funcionais ou violação de deveres funcionais por outros agentes públicos (GABARITO) D) de um agente público orientar a ação administrativa de servidores hierarquicamente subordinados E) que exerce todo administrador sobre os seus administrados. COMENTÁRIO: A alternativa D, como é mais genérica e mais abrangente refere-se ao poder hierárquico. QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRE-SP. Prova para Analista Judiciário - Área Administrativa. O poder disciplinar, na administração pública, se aplica A) a todos os que cometerem atos de indisciplinanas vias públicas ou em prédios públicos. B) aos servidores públicos e demais pessoas que possuem um vínculo especial com o poder público. (GABARITO) C) aos crimes cometidos por qualquer cidadão que receba recursos públicos. D) apenas aos casos de quebra de hierarquia entre as autoridades políticas. E) sem necessidade de prévia apuração por meio de procedimento legal. QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRF - 5ª. Prova para Analista Judiciário - Área Administrativa. Contempla situação concreta que traduz o exercício do poder disciplinar conferido à Administração Pública: A) interdição de estabelecimento comercial em função de descumprimento de normas de segurança. B) aplicação de penalidade a particular que celebre contrato com a Administração Pública, em face do descumprimento de obrigação decorrente do referido vínculo. (GABARITO) C) edição de resoluções, portarias, instruções e outros atos normativos para ordenar a atuação de órgãos subordinados. D) avocação de atribuições, desde que não sejam de competência exclusiva de órgãos subordinados. E) edição de regulamentos administrativos ou de organização, para disciplinar a fiel execução da lei. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: EBSERH. Prova para Advogado. O poder hierárquico se manifesta no controle exercido pela administração pública direta sobre as empresas públicas. ERRADO, porque não há hierarquia entre a administração direta e a indireta. Há apenas o controle finalístico / supervisão ministerial, pois há apenas a vinculação entre eles, cabendo o recurso hierárquico impróprio ao órgão ou ministério da administração direta, que é a criadora pela qual a entidade da administração indireta está vinculada. PODER REGULAMENTAR: Art. 84 da CF.: Compete privativamente ao Presidente da República: IV (Decreto regulamentador) - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; VI (Decreto autônomo) - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI (decreto autônomo), XII (“prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei”) e XXV (“conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei”), primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. Poder normativo é o gênero. Poder regulamentar é espécie. Poder Regulamentar se subdivide em decreto regulamentador (Art. 84, IV da CF) e em decreto autônomo/independente (Art. 84, VI da CF). O poder regulamentar é atribuição privativa dos chefes do poder executivo. O decreto regulamentador qualifica-se como o poder que a Administração possui de editar atos para complementar a lei, buscando sua fiel execução. Um exemplo é o decreto 8048/99 que regulamenta as leis 8212/91 e 8213/91 – previdência social. Para Hely Lopes Meirelles o poder regulamentar é indelegável (tanto o decreto autônomo/independete quanto o decreto regulamentador), mas nós sabemos que a CF diz que o decreto autônomo/independente é delegável sim. Segundo a CF, o decreto autônomo/independente (art. 84, VI da CF) é delegável, mas o decreto regulamentar não. O decreto autônomo/independente, art. 84, VI da Constituição Federal de 1988, pode ser delegado, segundo o parágrafo único do mesmo artigo, ao Advogado Geral da União, aos Ministros de Estado e ao Procurador Geral da República. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: ACEP. Órgão: Prefeitura de Aracati – CE. Prova para Advogado. Dentre as competências privativas do Presidente da República, algumas podem ser delegadas aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado Geral da União. Dentre as afirmativas abaixo, são competências delegáveis: I. Dispor por decreto sobre extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos. II. Conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei. III. Prover os cargos públicos federais, na forma da lei. IV. Conferir condecorações e distinções honoríficas. Marque a alternativa que contém as afirmativas corretas. A) I, II e III (GABARITO) B) I, II e IV C) I, III e IV D) II, III e IV COMENTÁRIO: A IV é competência indelegável! QUESTÃO: O presidente da República, por meio de decreto autônomo poderá extinguir um órgão público quando todos os seus cargos estiverem vagos. ERRADO. No órgão público ele não toca nem pra criar nem pra extinguir. Órgão público só pode ser criado por lei. QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRT - 17ª Região (ES). Prova para Analista Judiciário - Área Judiciária. Como regra, a criação e a extinção de órgãos públicos não pode acontecer por decreto do chefe do Poder Executivo, mas apenas por lei. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2004. Banca: CESPE. Órgão: TRE-AL - Técnico Judiciário - Área Administrativa. Considere que o TRE/AL editou resolução alterando o seu regimento interno. Essa resolução não pode ser considerada um ato que configure exercício de poder regulamentar. CERTO, porque o poder regulamentar são atos exclusivos dos chefes do poder executivo. QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: VUNESP. TJ-PA. O poder regulamentar é a) Função típica dos promotores de justiça b) Função típica do presidente do tribunal de justiça c) Função típica do presidente do Senado Federal d) Atribuição privativa de qualquer magistrado e) Atribuição típica do chefe do Poder Executivo (GABARITO) QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FGV. Órgão: SUDENE-PE. Prova de Analista Técnico Administrativo - Ciência Jurídicas. Dentre os poderes inerentes à Administração Pública encontra-se o poder regulamentar. Com relação a esse poder, analise as afirmativas a seguir. I. O poder regulamentar sofre controle por parte do poder legislativo. (CERTO. Está escrito no artigo 49, V da CF/88: É da competência exclusiva do Congresso Nacional: sustar (interromper) os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa) II. O poder regulamentar sofre controle judicial. (CERTO) III. A Constituição Federal veda completamente a figura do Decreto Autônomo. (ERRADO) QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CONTEMAX. Órgão: Prefeitura de Passira – PE. Prova para Prefeitura de Passira - PE - Auxiliar Administrativo. No tocante a doutrina administrativa acerca dos poderes administrativos é CORRETO afirmar que: A) O Poder regulamentar é inerente e privativo ao Chefe do Executivo (Presidente da República, Governadores e Prefeitos) e, por isso é indelegável a qualquer subordinado. (GABARITO. Ele usou a doutrina de Hely Lopes Meirelles, mas por eliminação dava pra chegar ao gabarito. Para Hely Lopes Meirelles, poder regulamentar é: “[...] a faculdade de que dispõem os Chefes de Executivo (Presidente da República, Governadores e Prefeitos) de explicar a lei para sua correta execução, ou de expedir decretos autônomos sobre matéria de sua competência ainda não disciplinada por lei. É um poder inerente e privativo do Chefe do Executivo (CF, art. 84, IV), e, por isso mesmo, indelegável a qualquer subordinado.”) B) O poder de polícia apura infrações, aplicando sanções e penalidades por parte do Poder Públicos a todos aqueles que possuam vínculo de natureza especial com o Estado. (ERRADO. O poder de polícia se aplica somente a quem não tem vínculo com a administração pública. Para que tem vínculo com a administração pública aplicasse a sanção através do poder disciplinar) C) A hierarquia é o controle interno entre órgãos e agentes de pessoasjurídicas de diferentes pessoas jurídicas. (ERRADO. Entre diferentes pessoas jurídicas não há hierarquia) D) A penalidade de multa por estacionar em local proibido imposta ao particular decorre do poder disciplinar. (ERRADO. Isso é poder de polícia) E) O poder disciplinar é o poder conferido à Administração Pública de expedir normas gerais, ou seja, atos administrativos gerais e abstratos. (ERRADO. O poder disciplinar é o poder que a Administração Pública tem de punir seus servidores) QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRE-PR. Prova para Analista Judiciário - Área Judiciária. (Reduzida) De acordo com Maria Sylvia Zanella di Pietro, o poder regulamentar é uma das formas de expressão da competência normativa da Administração Pública. Referido poder regulamentar, de acordo com a Constituição Federal, A) é competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo, que também pode editar decretos autônomos, nos casos previstos. (GABARITO. Note que ele usou o termo “exclusiva” e não “privativa”. Isso ocorre porque na verdade possuem o mesmo significado.) B) admite apenas a edição de decretos executivos, complementares à lei. (ERRADO. Existe o decreto autônomo e o regulamentador) C) compreende a edição de decretos regulamentares autônomos sempre que houver lacuna na lei. (ERRADO. A lacuna da lei não é uma justificativa para decretos. O poder regulamentar é a faculdade de que dispõem os Chefes de Executivo (Presidente da República, Governadores e Prefeitos) de explicar a lei para sua correta execução (decreto regulamentador), ou de expedir decretos autônomos sobre matéria de sua competência ainda não disciplinada por lei. – Hely Lopes Meirelles) E) compreende a edição de decretos autônomos e regulamentares, quando houver lacuna na lei. (ERRADO, porque lacuna da lei não justifica a aplicção de decreto) QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FCC. Órgão: TRF - 4ª REGIÃO. Prova para Técnico Judiciário - Área Administrativa. Quando o Executivo desempenha suas funções por meio do exercício do poder regulamentar, A) edita atos de caráter concreto e específico, passíveis de serem impugnados individualmente. (ERRADO. O poder regulamentar consiste na possibilidade de a Administração Pública expedir normas gerais complementares à lei. Portanto, ao contrário do que afirma a assertiva, os atos decorrentes do poder regulamentar possuem caráter geral e abstrato.) B) pode inovar o ordenamento jurídico, desde que se esteja diante de lacunas legais em matéria de interesse público. (ERRADO, porque o poder regulamentar não pode inovar) C) deve observar os limites postos pela lei para explicitar os dispositivos desta, detalhando, por exemplo, o procedimento de aplicação da norma regulamentada. (GABARITO. José dos Santos Carvalho Filho destaca que "ao poder regulamentar não cabe contrariar a lei (contra legem) sob pena de sofrer invalidação. Seu exercício somente pode dar-se secundum legem, ou seja, em conformidade com o conteúdo da lei e nos limites que esta impuser".) D) avoca competências típicas de poder de polícia, podendo instituir limitações aos direitos dos particulares, em caráter isonômico. (ERRADO. De modo diverso ao contido na assertiva, não ocorre essa avocação. Ademais, cabe destacar que os atos normativos não podem limitar direitos, já que isso caracterizaria inovação da ordem jurídica.) E) edita atos administrativos de natureza vinculada, porque estes não podem desbordar da lei à qual estão submetidos. (ERRADO. Através do poder regulamentar, são editados atos normativos, que são tipicamente discricionários.) QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PGE-PE. Configura abuso do poder regulamentar a edição de regulamento por chefe do Poder Executivo dispondo obrigações diversas das contidas em lei regulamentada, ainda que sejam obrigações derivadas. ERRADO. A regra é que o Poder Regulamentar não pode inovar no ordenamento jurídico, ou seja, não pode criar direitos e obrigações. Contudo, os regulamentos podem criar as chamadas obrigações secundárias / subsidiárias / derivadas, que são aquelas que decorrem de uma obrigação primária instituída por lei. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CETREDE. Órgão: Prefeitura de Quixeré – CE. Prova para Agente Administrativo. O Poder Regulamentar da Administração consiste em A) organizar as atividades administrativas, mediante a edição de regulamentos e portarias. B) editar normas complementares à lei para a sua fiel execução. (GABARITO) C) apurar infrações e aplicar penalidades aos servidores públicos e particulares que contratam com a Administração. D) Fazer o controle das atividades de órgãos inferiores, estabelecendo ordem a subordinados e averiguando a legalidade dos atos praticados. E) Impor e aplicar sanções administrativas a seus subordinados. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura de São Bernardo do Campo – SP. Prova para Assistente Jurídico Com relação ao poder regulamentar, é correto afirmar que A) não é legítima a fixação de obrigações subsidiárias (ou derivadas) diversas das obrigações primárias (ou originárias) contidas na lei, por meio do poder regulamentar. B) é possível o poder regulamentar originário contrariar a lei, sem a possibilidade de sofrer qualquer invalidação. C) o poder regulamentar não representa uma prerrogativa de direito público, sendo reconhecido tão somente como um consectário do poder normativo do Estado. D) ao desempenhar o poder regulamentar, a Administração exerce inegavelmente função normativa. (GABARITO) E) o poder regulamentar é derivado do poder disciplinar e hierárquico e, por este motivo, é legítima a fixação de obrigações subsidiárias (ou derivadas) diversas das obrigações primárias (ou originárias). PODER DE POLÍCIA. O poder de polícia é composto por quatro fases, o que é chamado de ciclo de poder de polícia. As fases são: ordem; consentimento; fiscalização; sanção QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CETREDE. Órgão: Prefeitura de Frecheirinha – CE. Prova para Agente Administrativo. Analise a afirmativa a seguir: Em essência, o poder ________ é a atividade da Administração Pública que impõe limites ao exercício de direitos e liberdades, em prol do interesse coletivo. É o mecanismo de frenagem de que dispõe a Administração Pública para conter os abusos do direito individual. Marque a opção que completa corretamente a lacuna. A) de polícia. (GABARITO) B) disciplinar C) hierárquico. D) regulamentar E) vinculante. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-RJ. Prova para Analista de Controle Externo - Especialidade: Ciências Contábeis. O poder de polícia administrativa é indelegável a particulares e entre órgãos. ERRADO. É delegável. A regra é que é indelegavel, sendo delegável a entidades de direito público e privado na hipótese de consentimento, fiscalização e sanção. A única fase que não é delegável é a ordem, que é a fase normativa. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: OBJETIVA. Órgão: Prefeitura de Cascavel – PR. Prova para Guarda Municipal. Considerando-se o poder de polícia na Administração Pública, analisar a sentença abaixo: O poder de polícia é a atividade do Estado consistente em delimitar o exercício dos direitos individuais em detrimento do interesse público (1ª parte). O fundamento do poder de polícia é o princípio da predominância do interesse público sobre o particular, que dá à Administração posição de supremacia sobre os administrados (2ª parte). A Administração tem por incumbência condicionar o exercício dos direitos dos cidadãos ao bem-estar coletivo, e o faz usando seu poder de polícia (3ª parte). A sentença está: A) Correta somente em sua 2ª parte. B) Correta somente em sua 3ª parte. C) Correta somente em suas 1ª e 2ª partes. D) Correta somente em suas 1ª e 3ª partes. E) Correta somente em suas 2ª e 3ª partes. (GABARITO) COMENTÁRIO: Detrimento significa prejuízo. QUESTÃO:Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRM-MS. Prova para Assistente Administrativo. A atribuição conferida à Administração Pública para limitar o exercício dos direitos individuais, em benefício do interesse público, está relacionada ao poder A) normativo. B) hierárquico. C) vinculado. D) regulamentar. E) de polícia. (GABARITO) QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRP -MS. Prova para Auxiliar Administrativo de Secretaria. Ao exercer o poder de polícia, o Estado invade a esfera privada, não para pôr à disposição da população utilidades ou comodidades, mas para restringir, limitar, condicionar ou ordenar o exercício de atividades desempenhadas pelos particulares. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRP -MS. Prova para Auxiliar Administrativo de Secretaria. O poder de polícia nunca poderá ser delegado para outros órgãos ou entidades públicas. ERRADO. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: IF-PA. Órgão: IF-PA. Prova para Auditor. Analise o enunciado a seguir e em seguida, responda o que se pede: “.................... é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado” (MEIRELLES, Helly Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2018, 43ª edição.). O enunciado acima descrito, refere-se a um tipo de Poder, atribuído à Administração Pública de acordo com o interesse público. Assinale a alternativa que se refere o enunciado acima citado: A) Poder Vinculado B) Poder Discricionário (GABARITO) C) Poder Regulamentar D) Poder de Polícia E) Poder Disciplinar EXERCÍCIOS DE PODERES ADMINISTRATIVOS. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: IDIB. Órgão: CRECI-CE - 15ª Região. Prova para Agente Fiscal. No que se refere aos poderes da administração pública, analise as afirmativas a seguir: I. O poder disciplinar serve para apurar infrações e aplicar sanções, aos agentes públicos, pela lei, aos contratados, pela lei e pelo contrato. II. O poder hierárquico é utilizado pela Administração para que ela possa organizar, estruturar, estabelecer relações de coordenação e subordinação entre seus órgãos e seus servidores. III. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Art. 78 do CTN.: Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. TODAS ESTÃO CORRETAS. QUESTÃO: Ano: 2004. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRE-AL. Prova para Técnico Judiciário - Área Administrativa. Considere que o TRE/AL editou resolução alterando o seu regimento interno. Essa resolução não pode ser considerada um ato que configure exercício de poder regulamentar. CERTO, porque poder regulamentar são os decretos do Presidente da República (os regulamentares e os autônomos / independentes) QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: FEC. Órgão: ANS. Prova para Temporário Superior 1 – Direito. Abuso de poder; excesso de poder; desvio de poder: A) o primeiro e o segundo são manifestações do terceiro B) o primeiro e o terceiro são manifestações do segundo. C) o segundo émanifestação do primeiro e do terceiro. D) o terceiro é manifestação do primeiro e do segundo. E) o segundo e o terceiro são manifestações do primeiro. (GABARITO) COMENTÁRIO: ABUSO DE PODER É O GÊNERO. Excesso de poder e desvio de poder são suas espécies. Excesso de poder -> ocorre quando o agente embora competente, age além de sua esfera de competência em um ato específico, porque ele quer fazer demais. Por isso não é errado dizer que ele age sem competência para aquele ato específico. Desvio de Poder -> Ocorre quando o agente, embora agindo dentro de sua esfera de competência, pratica ato com finalidade diversa do interesse público ou da prevista em lei. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: STJ. Prova para Conhecimentos Básicos - Cargos: 10 e 12. O desvio de poder ocorre quando o ato é realizado por agente público sem competência para a sua prática. ERRADO. No desvio de poder o agente público sempre tem competência para aquele ato, mas ele o pratica com uma outra finalidade que não o interesse público ou da prevista em lei. QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCU. Prova para Técnico de Controle Externo. O excesso de poder, uma das modalidades de abuso de poder, configura-se quando um agente público pratica determinado ato alheio à sua competência. CERTO. O excesso de poder configura-se quando o agente público quer agir de mais, extrapolando a sua área de competência. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: GS Assessoria e Concursos. Órgão: Prefeitura de Irati – SC. Prova para Agente Administrativo. O servidor público deve pautar seus atos para não cometer abuso de poder. O abuso de poder pode ocorrer de duas formas: por excesso de poder ou por desvio de poder. Neste sentido, marque a alternativa CORRETA. A) Excesso de poder ocorre quando a autoridade realiza o ato por motivos pessoais ou com fins diversos dos objetivos dados pela lei ou exigidos pelo interesse público, embora atuando nos limites de sua competência. B) Desvio de poder ocorre quando a autoridade realiza o ato por motivos pessoais ou com fins diversos dos objetivos dados pela lei ou exigidos pelo interesse público, atuando além dos limites de sua competência, ou seja, sendo incompetente para o ato. C) Desvio de poder ocorre quando a autoridade, embora incompetente para praticar o ato, vai além do permitido e exorbita no uso de suas faculdade administrativas. D) Excesso de poder ocorre quando a autoridade, embora competente para praticar o ato, vai além do permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas. (GABARITO) E) Excesso de poder e desvio de poder são praticados com ato idêntico. QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: FCC. Órgão: TRF - 2ª REGIÃO. Prova para Analista Judiciário - Área Administrativa. Quanto aos poderes conferidos ao Administrador Público, é INCORRETO afirmar que A) ocorre excesso de poder, quando o agente público, embora competente para a prática do ato administrativo, age além dos limites a ele conferidos. (AFIRMAÇÃO CORRETA) B) o poder normativo confere ao chefe do executivo a possibilidade de editar normas complementares à lei para o fim de explicitá-la ou de prover a sua execução. (AFIRMAÇÃO CORRETA.) C) no poder disciplinar, também conhecido por poder punitivo do Estado, não há espaço para a discricionariedade na aplicação da sanção. (AFIRMAÇÃO INCORRETA. Não se deve confundir o poder disciplinar da Administração com o poder punitivo do Estado. Este (poder punitivo do Estado) não é um poder de expressão interna, pelo contrário, é realizado pelo Poder Judiciário e diz respeito à repressão de crimes e contravenções tipificadas nas leis penais. O poder punitivo do Estado tem a haver com poder de polícia e não com poder disciplinar) D) são atributos do poder de polícia a discricionariedade, a auto-executoriedade e a coercibilidade. (AFIRMAÇÃO CORRETA) E) a edição de atos normativos, para ordenar a atuação dos órgãos subordinados, é um dos poderes decorrentes da hierarquia. (AFIRMAÇÃOCORRETA) QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: GUALIMP. Órgão: Câmara de Divino – MG. Prova para Auxiliar Administrativo. Embora a observância ao Princípio da Legalidade constitua a regra geral, segundo Celso Antônio Bandeira de Mello, esse mandamento admite 3 exceções, que são: A) Medidas Cautelares, Estado de Defesa, Estado de Sítio. B) Medidas Provisórias, Estado de Defesa, Estado de Sítio. (GABARITO) C) Medidas Cautelares, Estado de Emergência, Estado de Sítio. D) Medidas Provisórias, Estado de Defesa, Estado de Calamidade Pública. ATOS ADMINISTRATIVOS. Veja no quadro a seguir os tópicos de atos administrativos (as estrelinhas significam o que mais cai) REQUISITOS E ATRIBUTOS: Os requisitos são os alicerces, é a essência. Já os atributos são qualidades dos atos. Nem todos os atos possuem todos os atributos, mas todos os atos possuem todos os requisitos. * Para decorar os requisitos: com fi fo mo ob * Para decorar os atributos: p a t i * Um ato mesmo que ilegal produzirá imediatamente seus efeitos devido o atributo da presunção de legitimidade. * O requisito da competência é chamado por Maria Sylvia Zanella Di Pietro de “sujeito” pois é aquele sujeito que tem a competência para determinado ato. * A competência vem direto da lei. * A forma é sempre escrita * Sobre os requisitos: A competência (sempre prevsta em lei), a finalidade (sempre de interesse público) e a forma (sempre esrita) são atos vinculados, já o motivo e o objeto são discricionários. Vinculado é o que sempre precisa ser demonstrado / publicado, o discricionário não. QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: UFU-MG. Órgão: UFU-MG. Prova para Assistente em Administração. Na processualidade administrativa, a competência é irrenunciável, salvo em casos de delegação e avocação. Considerando essa afirmativa, o que é suscetível de delegação? A) A decidibilidade de recursos administrativos. B) As matérias de competência exclusiva de autoridade. C) A edição de normas secundárias. D) Parte da competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. (GABARITO) COMENTÁRIO: A regra é que a competência é indelegável e irrenunciável, havendo exceções. Lei 9.784/99: Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I - a edição de atos de caráter normativo; II - a decisão de recursos administrativos; III - as matérias de competência EXCLUSIVA do órgão ou autoridade. Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. § 1º O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. § 2º O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. § 3º As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado. Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial. Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. A competência também é improrrogável. QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: VUNESP. Órgão: CRBio - 1º Região. Prova para Analista – Advogado. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos, observando-se que A) não pode ser objeto de delegação a decisão de recursos administrativos. (GABARITO. Lei 9784/9, art 13) B) a delegação só pode ser feita a outros órgãos ou titulares hierarquicamente subordinados. (ERRADO. A delegação pode ser tanto vertical, quanto horizontal, ou seja, pode ser tanto com hieraquia, quanto para outro agente de mesma hierarquia. A diferença é que com hierarquia o delegado não pode recusar a delegação, já sem hierarquia pode recusar. A avocação só pode ocorrer com órgãos hierarquicamente subordinados.) C) o ato de delegação é revogável pela autoridade delegante, desde que decorrido o prazo mínimo de um mês. (ERRADO. A delegação é revogável a qualquer tempo.) D) podem ser objeto de delegação os atos de caráter normativo expressamente constantes do ato, que deverá ser motivado. (ERRADO. Art. 13 da lei 9784/99: Não podem ser objeto de delegação: I - a edição de atos de caráter normativo; II - a decisão de recursos administrativos; III - as matérias de competência EXCLUSIVA do órgão ou autoridade.) E) as decisões adotadas por delegação considerar-se-ão editadas pelo delegante. (ERRADO. Art. 14 § 3º da lei 9784/99: As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado.) QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PC-ES. Prova para Escrivão de Polícia. Somente em caráter temporário e por motivos relevantes devidamente justificados é permitida a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. CERTO. Ao contrário da delegação, a avocação só pode ser realizada dentro de uma mesma linha hierárquica, denominando-se avocação vertical. Não existe, no direito brasileiro, avocação horizontal, que é aquela realizada entre órgãos ou agentes dispostos sem subordinação hierárquica. Art. 15 da lei 9784/99: Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. QUESTÃO: Ano: 2006. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: ANATEL. Prova para Analista Administrativo – Direito. A avocação temporária de competência é admitida, desde que seja em caráter excepcional e se relacione a órgãos hierarquicamente subordinados, prescindindo da relevância dos motivos e de justificação. ERRADO. Não prescinde, ou seja, não dispensa da relevância dos motivos e de justificação. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: Quadrix. Órgão: CRA-PA. Prova para Técnico em Administração A bem dos princípios da eficiência e da continuidade dos serviços públicos, férias ou impedimentos temporários de agente podem ensejar delegação temporária, e geral, de suas competências, permitindo que o delegatário possa, diante dos casos imprevistos que se lhe apresentarem, praticar os atos que seriam da alçada do agente ausente. ERRADO. Não é possível delegação geral, apenas parte da competência pode ser delegada. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: UFPel-CES. Órgão: UFPEL. Prova para Assistente em Administração. No capítulo da Lei 9.784/99 destinado à competência está previsto: I) A competência é irrenunciável, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. (CERTO) II) O ato de delegação e sua revogação são praticados de ofício, sem necessidade de publicação oficial. (ERRADO. Art. 14 da lei 9784/99: O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.) III) O ato de delegação é irrevogável. (ERRADO. É revogável aqualquer tempo) IV) Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. (CERTO) V) Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. (CERTO) QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: INSTITUTO CIDADES. Órgão: TCM-GO. Provas para Auditor de Controle Externo – Informática. Entre os requisitos ou elementos essenciais à validade dos atos administrativos, o que mais condiz, com o atendimento da observância do princípio fundamental da impessoalidade, é o relativo A) à competência. B) à forma. C) à finalidade. (GABARITO) D) à motivação. E) ao objeto lícito. COMENTÁRIO: O princípio da finalidade se confunde com o princípio da impessoalidade, porque a finalidade de um ato administrativo deve ser sempre de interesse publico e nunca pessoal. QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-PA. Prova para Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização – Administração. O ato administrativo somente poderá ser realizado de forma válida se o agente responsável pela sua elaboração tiver poder legal para praticá-lo. CERTO. O Cespe cobrou a regra (Competência como requisito de validade do ato administrativo) em detrimento da exceção (convalidação, no caso de autoridade incompetente que realize determinado ato). Um ato válido é aquele que está de acordo com a lei. A competência sempre vem da lei, logo, pode-se afirmar que a validade está ligada à competência. QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: IDECAN. Órgão: UERN. Prova para Agente Técnico Administrativo. Em relação ao conceito e aos requisitos de validade do ato administrativo, é correto afirmar que A) o ato administrativo válido prescinde de motivo e finalidade. (ERRADO. Não dispensa nenhum requisito do ato adm.) B) a ausência de motivação sempre invalida o ato administrativo. (ERRADO. Nem sempre a falta de motivação invalida um ato adm., porque motivação, que é a explicação do motivo por escrito não é um requisito do ato adm.) C) a realização material da administração pública é um ato administrativo. (ERRADO. A realização material da Administração é um fato e não um ato administrativo.) D) o ato administrativo é a manifestação de vontade da administração pública. (CERTO. O ato administrativo é a manifestação unilateral da vontade da Administração aplicada à própria administração ou a terceiros, com a finalidade de declarar direitos ou impor obrigações.) QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de Salvador – BA. Prova para Técnico de Nível Superior II – Direito. Zacarias, servidor público do Estado “X”, com lotação na Secretaria de Estado de Segurança Pública, teve deferido seu pedido de gozo de férias por parte de seu superior imediato. No terceiro dia de suas férias, entretanto, a Administração percebeu que, por equívoco, o pedido fora analisado e deferido pelo chefe direto de Zacarias, e não pelo Secretário, agente público competente para a prática do ato. Nesse caso, A) é possível a convalidação do ato administrativo, mas apenas se praticada pelo Governador do Estado, superior hierarquicamente ao Secretário. B) não é possível a convalidação do ato administrativo, mas a anulação do ato deve ser precedida da manifestação de Zacarias, em homenagem ao contraditório e à ampla defesa. C) não é possível a convalidação do ato administrativo, devendo o deferimento das férias a Zacarias ser anulado pela Administração, com o pagamento de indenização ao servidor. D) não é possível a convalidação do ato administrativo, mas, em atenção à segurança jurídica e à boa-fé, deve ser dado prazo razoável para o retorno de Zacarias ao serviço. E) é possível a convalidação do ato administrativo de deferimento das férias pelo Secretário de Estado, podendo Zacarias continuar no gozo de suas férias. (GABARITO) COMENTÁRIO: Sobre convalidação, dispõe o art. 55 da lei 9.784/99: Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração. Os erros sanáveis, portanto, passíveis de convalidação são os que possuem vício quanto à competência (que é o caso dessa questão) e quanto à forma. Essa modalidade de convalidação é chamada de ratificação / confirmação. A ratificação se aplica tanto aos vícios de competência e de forma. QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: IBADE. Órgão: Câmara de Santa Maria Madalena – RJ. Prova para Agente Administrativo. Existem possibilidades de saneamento de defeitos existentes em atos jurídicos. Quando este saneamento decorre da inexistência de interesse em ver anulado o ato, da parte a quem caberia a iniciativa de provocar a anulação do mesmo, configura uma situação denominada: A) implementação. B) correção. C) regeneração. D) ratificação. E) convalidação. (GABARITO. É o exemplo da questão anterior) QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: VUNESP. Órgão: Câmara de Valinhos – SP. Prova para Analista Técnico Legislativo. Quando o ato administrativo cumpre todos os trâmites previstos em lei para a constituição, completando seu ciclo de formação, diz-se que ele é A) válido. B) perfeito. (GABARITO) C) eficaz. D) exigível. E) imperativo. COMENTÁRIO: "Ato perfeito é aquele que está em condições de produzir efeitos jurídicos, porque já completou todo o seu ciclo de formação." - DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 26ª ed. São Paulo: Atlas, 2013, p. 232. Ato válido é o ato que foi praticado de acordo com a lei - a competência vem direto da lei. Ato eficaz é o ato que está apto a produzir efeitos. Ato pendente é o ato que está apto a produzir efeitos, dependendo da implementação de uma condição. Ato consumado é o que já produziu os seus efeitos. QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TC-DF. Prova para Procurador. O ato administrativo pode ser perfeito, inválido e eficaz. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DEPEN. Prova para Agente Penitenciário. Enquanto não for declarada a invalidade do ato administrativo pela administração ou pelo Poder Judiciário, o ato inválido produzirá normalmente seus efeitos. CERTO, devido o atributo de presunção de legitimidade dos atos administrativos. QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: Prefeitura do Rio de Janeiro – RJ. Órgão: SMA-RJ. Prova para Agente de Fazenda. Quando novo ato administrativo suprime a parte inválida de ato anterior, mantendo sua parte válida, está-se diante da seguinte forma de convalidação: A) reforma (GABARITO) B) ratificação C) conversão D) revogação Comentário: doutrina de José dos Santos Carvalho Filho. QUESTÃO. Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SERPRO. Prova para Analista – Advocacia. O princípio da publicidade vincula-se à existência do ato administrativo, mas a inobservância desse princípio não invalida o ato. ERRADO. O princípio da publicidade não se vincula à existência nem à validade, mas sim a eficácia do ato administrativo. QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: FGV. Órgão: Senado Federal. Prova para Senado Federal - Analista Legislativo - Processo Legislativo. Assinale a afirmativa incorreta. A) A forma configura-se como elemento vinculado dos atos administrativos, mas, apesar disso, eventual vício nesse elemento admite convalidação mediante certas condições. B) Objeto do ato administrativo representa o conteúdo deste, ou seja, a alteração que a vontade pretende concretizar no mundo jurídico. C) A anulação do ato administrativo produz, como regra, efeito ex tunc; anulado o ato, as partes retornam ao estado anterior, respeitando-se, todavia, o direito de terceiros. D) Se o ato administrativo se qualifica como discricionário, não pode o motivo, assim considerado como as razões que mobilizam a vontade do administrador, ser sindicado no PoderJudiciário no que diz respeito a seus elementos fáticos. (GABARITO. Nada afastará o Poder Judiciário de apreciar a legalidade do ato (princípio da inafastabilidade da função jurisdicional), mesmo que o ato seja discricionário, pois ele possui "margem de liberdade" para que o agente público possa atuar, desde que dentro dos limites legais, ou seja, sem violar o princípio da razoabilidade e da proporcionalidade presente em todos os atos discricionários.) E) O vício de competência pode ser sanado em algumas hipóteses, convalidando-se, em conseqüência, o ato administrativo contaminado do referido vício. COMENTÁRIO: O objeto é a coisa de fato que a Adm. Pública fez. QUESTÃO: Ano: 2003. Banca: FUNDEC. Órgão: TRT - 9ª REGIÃO (PR). Prova para Juiz do Trabalho - 1ª Prova - 2ª Etapa. No que respeita aos atos administrativos, é correto afirmar que: I - Para a prática do ato administrativo a competência é condição primeira de sua validade. A competência administrativa é intransferível e improrrogável pela vontade dos interessados. (CERTO. Improrrogável é que não se pode aumentar. Ser improrrogável é um característica da competência) II - A competência administrativa em nenhuma hipótese pode ser delegada ou avocada. (ERRADO, porque pode, apesar de a regra ser que não pode) III - A doutrina indica como atributos dos atos administrativos a presunção de legitimidade, a imperatividade e a auto-executoriedade. (CERTO) QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: COMPERVE. Órgão: MPE-RN. Prova para Técnico do Ministério Público Estadual - Área Administrativa. Os atos administrativos realizados pela Administração Pública no exercício de suas funções podem ser de diversas espécies. Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir: I A permissão é ato bilateral e vinculado, gratuito, pelo qual a Administração Pública faculta ao particular a execução de serviço público. II A autorização é ato unilateral e discricionário pelo qual o Poder Público faculta ao particular o uso privativo de bem público, a título precário. III Admissão é ato unilateral e discricionário pelo qual a Administração reconhece ao particular o direito a prestar serviço público. IV Homologação é ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração Pública reconhece a legalidade de um ato jurídico. A II e a IV estão corretas. O macete é: Se tem "R" é ato DiscRicionáRio, Se não tem "R" é ato Vinculado! QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DPE-AL. Prova para Defensor Público. O ato composto é aquele que resulta de manifestação de dois ou mais órgãos, singulares ou colegiados, cuja vontade se funde para a formação de um único ato. ERRADO. Ato complexo: é aquele que resulta de manifestação de dois ou mais órgãos, singulares ou colegiados, cuja vontade se funde para a formação de um único ato. Atos compostos: resultam da manifestação de dois ou mais órgãos, quando a vontade de um é instrumental em relação à do outro. Nesse caso, praticam-se dois atos: um principal e outro acessório. Em outras palavras: Ato complexo: 2 órgãos e 1 mesma vontade: um ato. Ato composto: 2 órgãos e 1 vontade principal sobre a outra: dois atos. Ato simples: 1 órgão e 1 vontade. QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCU. Prova para Técnico de Controle Externo - Área Administrativa. Conforme jurisprudência recente do STF e do Superior Tribunal de Justiça, a aposentadoria é um ato complexo que se aperfeiçoa com o registro no TCU. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Câmara dos Deputados. Prova para Analista. Considere que um servidor público federal tenha sido aposentado mediante portaria publicada no ano de 2008 e que, em 2010, o TCU tenha homologado o ato de aposentadoria. Nessa situação hipotética, esse ato caracteriza-se como complexo, visto que, para o seu aperfeiçoamento, é necessária a atuação do TCU e do órgão público a que estava vinculado o servidor. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Telebras. Prova para Técnico em Gestão de Telecomunicações – Assistente Administrativo. O auto de infração expedido por fiscal e aprovado por sua chefia constitui exemplo de ato composto. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: STM. Prova para Analista Judiciário - Área Administrativa. Denomina-se ato composto aquele que ocorre quando existe a manifestação de dois ou mais órgãos e as vontades desses órgãos se unem para formar um só ato. ERRADO. Esse é o ato complexo. QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: ANAC. Prova para Analista Administrativo. Um decreto assinado pelo chefe do Poder Executivo e referendado por um ministro de Estado e uma dispensa de licitação dependente de homologação por uma autoridade superior para produzir efeitos são exemplos, respectivamente, de ato complexo e ato composto. CERTO. CERTO. Ano: 2017 Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRF - 1ª REGIÃO. Prova para Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal. A respeito dos atos administrativos, julgue o item seguinte, considerando o posicionamento da doutrina majoritária. Enquanto no ato complexo as manifestações de dois ou mais órgãos se fundem para formar um único ato, no ato composto se pratica um ato administrativo principal que depende de outro ato para a produção plena dos seus efeitos. CERTO. EXTINÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: FCC. Órgão: TRT - 15ª Região (SP). Prova para Analista Judiciário - Área Administrativa. O princípio da autotutela significa que a Administração Pública A) exerce o controle sobre seus próprios atos, com a possibilidade de anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos, independentemente de recurso ao Poder Judiciário. B) sujeita-se ao controle do Poder Judiciário, que pode anular ou revogar os atos administrativos que forem inconvenientes ou inoportunos. C) Direta fiscaliza as atividades das entidades da Administração Indireta a ela vinculadas. D) Indireta fica sujeita a controle dos órgãos de fiscalização do Ministério do Planejamento mesmo que tenham sido criadas por outro Ministério. E) tem liberdade de atuação em matérias que lhes são atribuídas por lei. COMENTÁRIO: Gabarito: A Súmula 473 do STF.: “A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. O Poder Judiciario não pode revogar os atos da Adminsitação Pública, só pode anular. Quando isso acontece fica configurado a tutela, e não a auto-tutela. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: IDIB. Órgão: CRECI-CE - 15ª Região. Prova para Agente Fiscal. (Reduzida) No que tange à Lei 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, assinale a afirmativa incorreta. D) A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.) QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FCC. Órgão: TRE-RO. Prova para Técnico Judiciário - Área Administrativa. Considere as seguintes assertivas: I. Mesmo anulado um ato administrativo, o princípio da boa-fé e a teoria da aparência resguardam os efeitos já produzidos em relação aos terceiros de boa-fé. (CERTO) II. A Administração pública ao convalidar um ato administrativo assim o faz com efeitos ex nunc. (ERRADO. So possui efeito ex nunc a revogação de seus próprios atos e os atos meramente administrativos. Já anular e convalidar possuem efeito ex tunc) III. A Administração pública ao revogar um ato administrativoassim o faz com efeitos ex tunc. (ERRADO. Revogar é o único caso de efeito ex nunc – nunca retroage) QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: ESAF. Órgão: Ministério da Fazenda. Prova para todos os cargos. (Reduzida) Considerando o conceito de administração pública e seus princípios, bem como as fontes do Direito Administrativo, assinale a opção correta. A) Pelo princípio da Tutela, a Administração Pública exerce o controle sobre seus próprios atos, com a possibilidade de anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos, independentemente de recurso ao Poder Judiciário. (ERRADO. Essa é a exata definição de auto- tutela) C) As decisões meramente administrativas que promanem dos Tribunais comuns ou especiais são relevantes fontes jurisprudenciais do Direito Administrativo, aplicando-se a situações já ocorridas, desde que benéficas à Administração Pública. (ERRADO. Essas decisões meramente administrativas têm efeito ex nunc – nunca retroagem) QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-RR. Prova para Administrador. A prescrição administrativa não impede que a administração anule o ato administrativo, já que assim exige o princípio da supremacia do interesse público. ERRADO. Em regra, não pode anular o ato quando prescrito (ele prescreve em 5 anos), salvo comprovada má fé, que poderá ser anulado a qualquer tempo. EXERCICIOS DE ATOS ADMINISTRATIVOS. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PRF. Prova para PRF. Determinado órgão público firmou contrato administrativo com uma empresa de reconhecida especialização no mercado, para a prestação de serviços de treinamento de pessoal de natureza singular aos seus servidores. Durante a execução do contrato, a empresa descumpriu uma das cláusulas contratuais. A administração pública, então, aplicou multa por inexecução parcial do acordado. Insatisfeita, a empresa impetrou mandado de segurança no Poder Judiciário em face do ato administrativo que aplicara a penalidade sem prévia oitiva. Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. A impetração de mandado de segurança configura controle judicial de mérito administrativo. ERRADO. Poder Judiciário não analisa o mérito da administração, apenas a legalidade. Isso porque o mérito pressupõe discricionariedade, mas o Poder Judiciário não age por discricionariedade, mas por legalidade. Além disso, mandado de segurança pressupõe direito líquido e certo, ou seja, um direito vinculao e não discricionário. (Mesmo que não fosse através de medida de segurança, o gabarito continuaria o mesmo, porque o Poder Judiciário não analisa o mérito, nem age por discricionariedade) QUESTÃO: Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PRF. Prova para PRF. (Texto associado.) (É o mesmo texto da questão anterior.) Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. O ajuizamento da ação judicial para conter eventuais abusos praticados pela administração pública caracteriza a aplicação do princípio da sindicabilidade. CERTO. Pelo princípio da sindicabilidade, em síntese, pretende-se colocar em claro que os atos da Administração Pública estão sujeitos ao devido controle, seja pela própria Administração, baseada em seu poder de autotutela (de ofício ou mediante provocação), seja na esfera jurisdicional, sendo que, neste último caso, desde que haja provocação de parte interessada, em razão de outro princípio, qual seja, o da inércia jurisdicional. Firmadas as premissas acima, é verdadeiro dizer que o ajuizamento da ação judicial para conter eventuais abusos praticados pela administração pública caracteriza a aplicação do princípio da sindicabilidade, na medida em que implica o controle jurisdicional dos atos da Administração. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-AM. Prova para Assistente Judiciário. Ato antijurídico é aquele estritamente derivado de uma ilicitude do agente. ERRADO. Como já vimos, nem todo ato antijurídico é ilícito. QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CETRO. Órgão: MDS. Sobre a anulação e a convalidação dos atos administrativos, analise as assertivas abaixo. I. Verificado que o ato apresenta vício de legalidade, ele pode ser invalidado pelo Poder Judiciário ou pela própria Administração Pública. (CERTO. Súmula 473 do STF.: “A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. Art. 53 da lei de processo administrativo (Lei 9.784/99): A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. O Poder judiciário não pode revogar os atos da Administração Pública, apenas anulá-los (tutela). Em se tratando de anulação, tanto o Poder Judiciário quanto a Administração podem revogar os atos da Adminsitração Pública. O Poder Judiciário só pode agir, em qualquer caso, quando provocado) II. Ratificação é a forma de convalidação apropriada para casos de vício de competência da autoridade que pratica o ato. (CERTO. Ratificação ocorre diante de vícios quanto à competência e à forma) III. A convalidação de um ato administrativo somente é possível para os chamados atos nulos. (ERRADO. Os atos nulos não se convalidam, somente os anuláveis. Os atos anuláveis são os que possuem vícios de forma ou de competência) IV. A anulação de um ato administrativo pode ser decretada ex officio pelo Poder Judiciário. (ERRADO, porque o Poder Judiciário precisa ser provocado. Somente a ADM. Pública pode anular ou revogar seus próprios atos de ofício. O Poder judiciário não pode revogar, somente anular) QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: DPE-DF. Prova para Analista - Assistência Judiciária. O ato administrativo, como forma de manifestação unilateral de vontade da Administração Pública, pode ser extinto de várias formas. A revogação é uma das formas de extinção e leva em consideração a reavaliação de critérios de conveniência e oportunidade. Sobre a revogação do ato administrativo, analise as afirmativas a seguir: I. O Poder Judiciário não pode revogar ato administrativo praticado por órgão de outro poder. II. A revogação produzirá efeito ex nunc. III. Em princípio, a revogação de um ato administrativo que revogava ato anterior não restaura o primeiro ato revogado. TODAS ESTÃO CORRETAS. O controle externo é o controle exercido por um poder sobre outro poder. Acontece por exemplo quando o Poder Judiciário anula ato do Poder Executivo (tutela). Já o controle interno é o controle exercido por um Poder sobre ele mesmo, como quando a administração anula ou revoga seus próprios atos (auto-tutela). QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura da Estância Turística de Guaratinguetá. Prova para Gestor de Contratos. Assinale a alternativa que contempla um exemplo de controle interno da Administração Pública. A) A sustação, pelo Congresso Nacional, de atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar. B) A anulação de um ato do Poder Executivo por decisão judicial. C) O julgamento anual, pelo Congresso Nacional, das contas prestadas pelo Presidente da República. D) A auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União sobre despesas realizadas pelo Poder Executivo federal. E) A atividade correcional do Tribunal de Justiça sobre os seus servidores e sobre os cartórios judiciais e extrajudiciais. (GABARITO) COMENTÁRIO: Só pra saber, o Tribunal de Contas da União não pertence ao Poder Judiciário, mas o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sim, entretanto, este não julga (Corno Não Julga). O Tribunal de Contas da União é um órgão administrativo autônomo, que não pertenceà estrutura de nenhum dos Poderes da República, nem está subordinado a qualquer um deles. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Polícia Federal. Prova para Polícia Federal - Escrivão de Polícia Federal. Determinado agente da Polícia Federal revelou um segredo sobre uma operação policial que seria realizada para deter uma quadrilha de traficantes. Ele havia se apropriado desse segredo em razão do seu cargo. Tendo a operação fracassado, a administração da Polícia recebeu uma denúncia sobre o ocorrido e abriu processo administrativo disciplinar contra o referido servidor. Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequente. A abertura do processo contra o servidor em questão é considerada controle externo e posterior. ERRADO. Nesse caso, quando se trata de Administração direta disciplinando Administração indireta, mesmo não havendo hierarquia entre eles, haverá o o poder disciplinar e será configurado controle interno. Apenas para lembrar: entre a Administração direta e a indireta não há hierarquia, mas há o controle finalístico / supervisão ministerial e há a aplicação do poder disciplinar. Nesse caso, cabe, por exemplo, cabe o recurso hierárquico impróprio. "O recurso hierárquico impróprio é interposto para fora da entidade que proferiu a decisão recorrida (ex.: recurso interposto contra decisão proferida por autarquia federal perante determinado Ministério ou Presidente da República). (...) Em razão da inexistência de hierarquia e da possibilidade de intromissão de pessoa jurídica nos atos praticados por pessoa jurídica diversa, afirma-se que O CABIMENTO DO RECURSO HIERÁRQUICO IMPRÓPRIO DEPENDE DE PREVISÃO LEGAL EXPRESSA." OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende. Curso de Direito Administrativo. 5ª ed. São Paulo: Método, 2017, p. 352. O recurso hierárquico próprio seria por exemplo recurso contra decisão do ministro da saúde perante o Presidente da República, porque dentro da mesma entidade há hierarquia. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: FGV. Órgão: TCE-AM. Prova para Auditor Técnico de Controle Externo - Tecnologia da Informação. João, servidor público ocupante de cargo efetivo no Estado do Amazonas, foi removido de ofício pela Administração de Manaus para o interior do Estado, fato que lhe causou uma série de inconvenientes em sua vida pessoal. O ato de remoção foi praticado por Marcelo, autoridade competente para tal, que, contudo, nutria sabida antipatia por João. O servidor João conseguiu reunir provas de que o real motivo de sua remoção foi retaliação contra si praticada por Marcelo, razão pela qual tentou pedido de reconsideração e recurso administrativo, ambos sem êxito. Ao procurar advogado para reverter a situação, João foi informado de que o ato de remoção: A) está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para anulá-lo; (GABARITO) B) está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para revogá-lo; C) está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para cassá-lo; D) não está viciado, pois a Administração Pública não precisa expor os motivos pelos quais pratica um ato discricionário; E) não está viciado, pois, pela teoria do órgão, quem praticou o ato não foi a pessoa natural de Marcelo, e sim a própria Administração. COMENTÁRIO: Há um vício de finalidade, porque os atos administrativos devem ser praticados para satisfazer o interesse público e não para satisfazer interesses pessoais. Lembrando que vício quanto à finalidade é um vício insanável. Os vícios sanáveis são quanto à competência e à forma. O Judiciário não convalida nem revoga ato da Administração Pública, ele apenas pode anulá-lo, isso porque convalidar ou revogar tem a ver com conveniência e oportunidade, mas o Poder Judiciário só age por legalidade. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. Responsabilidade civil do Estado é sinônimo de responsabilidade patrimonial e de responsabilidade extra contratual. QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: MPE-CE. Prova para Técnico Ministerial. A responsabilidade civil da pessoa jurídica de direito público pelos atos causados por seus agentes é objetiva, enquanto a responsabilidade civil dos agentes públicos é subjetiva. CERTO. Essa é a regra – teoria do risco administrativo. De acordo com essa teoria (que é a regra no direito brasileiro), o terceiro lesado (o particular lesado) não precisa comprovar que o Estado teve dolo ou culpa para responsabilizá-lo – ou seja, a responsabilidade do Estado é objetiva. Mas para o Estado indenizar o agente público que causou o dano é necessário comprovar dolo ou culpa do agente público. O nome dessa ação do Estado contra o agente público é ação regressiva. Urge ressaltar, que as outras teorias para explicar a responsabilidade civil do Estado também foram aceitas pela Constituição, mas só serão usadas excepcionalmente. As outras teorias são: Teoria da culpa administrativa; Teoria do risco integral. QUESTÃO: Ano: 2010. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: AGU. Prova para Contador. A responsabilidade civil objetiva do Estado abrange as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos, sendo excluídas as empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. CERTO. EP e SEM prestadoras de serviço público: a responsabilidade será objetiva (risco administrativo). EP e SEM exploradora de atividade econômica: a responsabilidade será como no direito civil (direito privado) – igualdade entre as partes – valerá o que estiver no contrato. Urge ressaltar que a responsabilidade civil do estado também será objetiva nos casos dos delegatários de serviço público, que são aqueles particulares que executam serviços públicos através da técnica administrativa de descentralização por colaboração / por delegação - mediante licitação (as permissionárias, concessionárias e delegatárias de serviço público). Falar em licitação é o mesmo que falar que foi delegado um serviço público a um particular através de um ato unilateral ou através de um contrato. Observação: É preciso decorar o Art. 37, § 6º da CF.: As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-AL. Prova para Auditor de Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual. As pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos respondem pelos seus atos que causarem danos a particulares somente se verificado que a conduta tenha sido dolosa ou culposa. ERRADO, porque como acamos de ver no exercício anterior, esse caso é um caso de responsabilidade objetiva do Estado – Teoria do risco adminsitativo. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FCC. Órgão: METRÔ-SP. Prova para Analista Desenvolvimento Gestão Júnior – Administração de Empresas. Considere a seguinte situação. Em uma determinada metrópole, há duas linhas de trem metropolitano: uma é operada por uma empresa privada, mediante regime contratual de concessão, e o sistema de condução dos trens é totalmente automatizado, sem maquinistas ou operadores manuais; na outra linha, gerida por empresa estatal, os trens são conduzidos por maquinistas. Em caso de ocorrência de acidentes envolvendo usuários em cada uma dessas linhas, é correto concluir que será aplicado o regime de responsabilidade A) subjetivo, em ambas as situações. B) objetivo, em ambas as situações. (GABARITO) C) subjetivo na linha gerida pela concessionária e objetivo na linha gerida pela empresa estatal. D) objetivo na linha gerida pela concessionária e subjetivo na linha gerida pela empresa estatal. E) integral, em ambas as situações. QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: FCC. Órgão: TJ-MS. Prova para Juiz Substituto. Em conhecidoacórdão proferido em regime de repercussão geral, versando sobre a morte de detento em presídio − Recurso Extraordinário n° 841.526 (Tema 592) – o Supremo Tribunal Federal confirmou decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, calcada em doutrina que, no tocante ao regime de responsabilização estatal em condutas omissivas, distingue-a conforme a natureza da omissão. Segundo tal doutrina, em caso de omissão específica, deve ser aplicado o regime de responsabilização A) integral; em caso de omissão genérica, aplica-se o regime de responsabilização objetiva. B) objetiva; em caso de omissão genérica, aplica-se o regime de responsabilização subjetiva. C) subjetiva; em caso de omissão genérica, aplica-se o regime de responsabilização objetiva. D) objetiva; em caso de omissão genérica, não há possibilidade de responsabilização. E) subjetiva apenas em relação ao agente, exonerado o ente estatal de qualquer responsabilidade; em caso de omissão genérica, aplica-se o regime de responsabilização objetiva do ente estatal. COMENTÁRIO: GABARITO: B. Em caso de omissão específica (que é o exemplo da questão) a responsabilidade civil do Estado é objetiva (teoria do risco administrativo), mas em caso de omissão genérica a responsabilidade civil do Estado é subjetiva (teoria da culpa administrativa), ou seja, precisa ser demonstrado dolo ou culpa do Estado (Segundo Carvalho filho é necessário demonstrar a culpa do Estado). É dever específico do Estado garantir a segurança do detento em presídio, por isso é um caso de omissão específica. Já um exemplo de omissão genérica são os danos causados aos motoristas em uma rodovia que faltou pavimentação. QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-AL. Provas para Auditor de Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual. Acerca da responsabilidade civil do Estado, julgue o item a seguir. A condenação do Estado em ação indenizatória ajuizada em razão de dano causado por servidor público enseja a responsabilização do servidor em ação regressiva, independentemente da configuração de dolo ou culpa na conduta. ERRADO. Para que o Estado indenize o agente público em uma ação regressiva é necessário dolo ou culpa do servidor público na ação danosa QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-AL. Prova para Auditor de Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual. A culpa recíproca da vítima é causa excludente da responsabilidade do Estado. ERRADO. A culpa exclusiva da vítima é causa excludente da responsalibdade do Estado, mas a culpa recíproca apenas atenua a responsabilidade do Estado. QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-AL. Prova para Auditor de Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual. O Estado é civilmente responsável por dano causado a particular em decorrência de má conservação de rodovia que se encontra sob responsabilidade pública. CERTO. Realmente, o Estado é civilmente responsável por dano causado a particular em decorrência de má conservação de rodovia que se encontra sob responsabilidade pública. Trata-se, aliás, de responsabilidade primária do Estado – em regra. Caso a conservação da rodovia estivesse sob contrato de concessão devidamente licitado, a responsabilidade primária seria da concessionária de conservação e, subsidiariamente, do Estado contratante. Como esse exemplo é um exemplo de omissão genérica, para se configurar a responsabilidade civil do Estado, é necessário demonstrar, além do nexo de causalidade entre a omissão e o resultado danoso, também a culpa da Administração. Conforme leciona José dos Santos Carvalho Filho “nem toda conduta omissiva retrata um desleixo do Estado em cumprir um dever legal". Nesse sentido, “somente quando o Estado se omitir diante do dever legal de impedir a ocorrência do dano é que será responsável civilmente e obrigado a reparar os prejuízos". Isso porque a responsabilidade civil do Estado, no caso de conduta omissiva, só se configura quando presentes os elementos que caracterizam a culpa. QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-PA. Prova para Oficial de Justiça – Avaliador. Quanto à responsabilidade civil por danos causados por seus agentes a terceiros, uma entidade da administração indireta, dotada de personalidade jurídica de direito privado e exploradora de atividade econômica estará sujeita A) ao regime da responsabilidade civil objetiva do Estado. B) ao regime jurídico da responsabilidade civil privada. (GABARITO) C) à teoria do risco administrativo. D) à teoria da falta do serviço. E) à teoria do risco integral. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-PA. Prova para Juiz de Direito Substituto. Segundo o entendimento majoritário do STJ, no caso de ação indenizatória ajuizada contra a fazenda pública em razão da responsabilidade civil do Estado, o prazo prescricional é A) decenal, como previsto no Código de Processo Civil, em detrimento do prazo trienal previsto pelas normas de direito público. B) quinquenal, como previsto pelas normas de direito público, em detrimento do prazo decenal contido no Código de Processo Civil. C) trienal, como previsto pelo Código de Processo Civil, em detrimento do prazo quinquenal contido no Código Civil. D) quinquenal, como previsto pelas normas de direito público, em detrimento do prazo trienal contido no Código Civil. (GABARITO) E) trienal, como previsto no Código Civil, em detrimento do prazo quinquenal contido no Código de Processo Civil. COMENTÁRIO: Prazo prescricional contra o Estado: 5 anos. Prazo prescricional contra particular: 3 anos. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PRF. Prova para PRF. O policial rodoviário federal poderá ser chamado à responsabilidade pelo dano que, culposamente, causar à viatura, em circunstância que essa não esteja sob responsabilidade dele. CERTO. Se ele, culposamente, causar dano a uma viatura, ele será resonsáel por isso, independente se essa viatura estava sob sua responsabilidade ou não. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: PGM - Manaus – AM. Prova para Procurador do Município. A respeito do entendimento do STJ sobre a responsabilidade civil do Estado, julgue o item seguinte. A existência de causa excludente de ilicitude penal não impede a responsabilidade civil do Estado pelos danos causados por seus agentes. CERTO. A responsabilidade civil do Estado, nesse caso, continua sendo objetiva – risco administrativo. (TEORIA DO RISCO ADMINSITRATIVO = TEORIA DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA) QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Polícia Federal. Prova para Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal. O Estado não será civilmente responsável pelos danos causados por seus agentes sempre que estes estiverem amparados por causa excludente de ilicitude penal. ERRADO. O Estado vai ser responsabilizado sim. Mas no caso, o Estado não poderá entrar com uma ação regressiva contra o agente público. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: EMAP. Prova para Analista Portuário - Área Jurídica. Na hipótese de uma empresa pública prestadora de serviços públicos não dispor de recursos financeiros para arcar com indenização decorrente de sua responsabilidade civil, o ente político instituidor dessa entidade deverá responder, de maneira subsidiária, pela indenização. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: EMAP. Prova para Analista Portuário - Área Jurídica. De acordo com o Supremo Tribunal Federal, a responsabilidade civil das empresas públicas perante usuários de serviços públicos é objetiva. Todavia, perante terceiros não usuários, a sua responsabilidade é subjetiva, dado o caráter privado da entidade, o que atrai a aplicação da teoria geral civilista quanto à responsabilização. ERRADO. A parte sublinhada está errada porque, a responsabilidade civil da pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público é objetivapara usuário e para não usuário. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-AM. Prova para Analista Judiciário – Direito. Em caso de aplicação de LEI DE EFEITOS CONCRETOS que gere danos ou prejuízos a pessoas determinadas, é possível a responsabilização civil do Estado. CERTO. Em regra, o Estado não responde por danos decorrentes da atividade legislativa, entretanto, é possível a responsabilização civil do Estado, em caso de aplicação de LEI DE EFEITOS CONCRETOS que gere danos ou prejuízos a pessoas determinadas. Leis de efeitos concretos são consideradas leis apenas em sentido formal, porquanto, sob o ângulo material, equivalem a atos administrativos, na medida em que ausentes as características de generalidade e abstração que regem os atos tipicamente legislativos. As leis de efeitos concretos são aquelas que afetam apenas algumas pessoas específicas/determinadas no caso concreto, por isso gera responsabilização civil do Estado. QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-AL. Prova para Auditor de Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual. Historicamente, a responsabilidade civil do Estado evoluiu a partir da teoria da irresponsabilidade civil do Estado, passando por um período no qual predominaram teorias de responsabilidade subjetiva. Atualmente, encontra-se sedimentada e prevalecente a teoria da responsabilidade objetiva do Estado. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: SEFAZ-DF. Prova para Auditor Fiscal. Uma vez que o ordenamento jurídico brasileiro adota a teoria da responsabilidade objetiva do Estado, com base no risco administrativo, a mera ocorrência de ato lesivo causado pelo poder público à vítima gera o dever de indenização pelo dano pessoal e(ou) patrimonial sofrido, independentemente da caracterização de culpa dos agentes estatais ou da demonstração de falta do serviço público. Não obstante, em caso fortuito ou de força maior, a responsabilidade do Estado pode ser mitigada ou afastada. CERTO. QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-RO. Prova para Procurador do Ministério Público de Contas. Considere as seguintes situações hipotéticas. I João, agente de uma fundação pública de direito público, no exercício de suas funções, causou dano a terceiro. II Pedro, agente de sociedade de economia mista exploradora de atividade econômica, no exercício de suas funções, causou dano a terceiro. III Antônio, agente de empresa privada prestadora de serviços públicos, no exercício de suas funções, causou dano a terceiro. Assinale a opção que apresenta, na ordem em que aparecem, as formas de responsabilidades das referidas pessoas jurídicas pelos danos causados por João, Pedro e Antônio. A) objetiva / objetiva / objetiva B) objetiva / objetiva / subjetiva C) objetiva / subjetiva / objetiva (GABARITO) D) subjetiva / objetiva / objetiva E) subjetiva / subjetiva / objetiva QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-AM. Prova para Assistente Judiciário. Em processos contra a fazenda pública, a prescrição quinquenal abrange a administração direta e indireta, desde que pessoas jurídicas de direito público, a qualquer título. ERRADO, porque ainda existem aquelas pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público, que terão a prescrição quinquenal, assim como as de direito público. QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: MPE-RJ. Prova para Estágio Forense. Funcionários de sociedade empresária responsável pela prestação do serviço público de fornecimento de energia elétrica compareceram na casa de Maria para verificar possível erro em seu medidor de energia. Ocorre que, ao adentrar no quintal de Maria, os funcionários da concessionária danificaram o portão de sua casa, causando-lhe um prejuízo de mil reais. Na hipótese em tela, em matéria de indenização, de acordo com o texto constitucional, aplica-se a responsabilidade civil: A) subjetiva da sociedade empresária, ainda que ostente personalidade jurídica de direito privado, devendo Maria comprovar o dolo ou culpa dos agentes que causaram o dano; B) subjetiva da sociedade empresária, eis que ostenta personalidade jurídica de direito público, devendo Maria comprovar o dolo ou culpa dos agentes que causaram o dano; C) subjetiva da sociedade empresária, eis que ostenta personalidade jurídica de direito público, bastando Maria comprovar o ato ilícito, o nexo causal e o dano, dispensável a prova sobre o elemento subjetivo dos agentes; D) objetiva da sociedade empresária, eis que ostenta personalidade jurídica de direito público, bastando Maria comprovar o ato ilícito, o nexo causal e o dano, dispensável a prova sobre o elemento subjetivo dos agentes; E) objetiva da sociedade empresária, ainda que ostente personalidade jurídica de direito privado, bastando Maria comprovar o ato ilícito, o nexo causal e o dano, dispensável a prova sobre o elemento subjetivo dos agentes. (GABARITO) QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: MPE-PE. Prova para Técnico Ministerial – Administrativa. Uma sociedade de economia mista prestadora de serviços públicos de abastecimento de água à população. A) integra a Administração pública indireta, submetendo-se a regime jurídico de direito privado em suas relações, sejam elas contratuais ou funcionais, o que impede a submissão das mesmas a normas e princípios típicos da Administração direta. B) não se submete à necessidade de realização de licitações para contratação de serviços e outros objetos pertinentes à sua gestão operacional, pois se trata de pessoa jurídica de direito privado. C) responde civilmente pelos danos causados por seus servidores no exercício de suas funções, sob a modalidade subjetiva, para evitar concorrência desleal e ofensa ao princípio da isonomia. D) tem regime de bens integralmente aderente ao regime jurídico de direito público, para tutela do seu escopo de atividades, sendo necessária lei formal para autorizar a alienação de qualquer de seus bens. E) submete-se à responsabilidade extracontratual nos mesmos moldes da Administração direta, em razão do seu escopo de atuação, respondendo objetivamente pelos danos causados por seus agentes no exercício de suas atividades. (GABARITO. A responsabilidade do servidor que é subjetiva) LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL. – LEI 9784/99. Os princípios Explícitos da CF/88 são: LIMPE (legalidade, impessoalidade, moralidade publicidade e eficiência) – Art. 37 da CF/88. Cuidado que alguns dos princípios implícitos na CF/88 são explícitos na lei 9.784/99 (lei que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal) Art. 2º da lei 9.784/99: A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade*, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Legalidade, moralidade e eficiencia são explícitos na CF/88 e na lei 9.784/99. Os princípios que não estão grifados da lei 9784/99 são implícitos na CF/88. Cabe dizer que o princípio da finalidade é sinônimo de impessoalidade, que diz que a finalidade dos atos administrativos são para atingir o interesse público e não o pessoal. QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: ESAF. Órgão: Receita Federal. Prova para Auditor Fiscal da Receita Federal. Nos termos da lei, a Administração Pública Federal observará, em se tratando do processo administrativo, princípios específicos, exceto: A) princípio da segurança jurídica. B) princípio da razoabilidade. C) princípio da eficiência. D) princípio da insignificância. (GABARITO. Esse princípio é aplicável no direito penal) E) princípio da motivação. QUESTÃO. Ano: 2019. Banca: INSTITUTO. PRÓ-MUNICÍPIO. Órgão: CRP - 11ª Região (CE). Prova para Técnico Contábil. A ideia de processo administrativo decorre dos princípios constitucionais da legalidade, finalidade, motivação, dentre outros. Em relaçãoaos princípios do processo administrativo marque C para o item certo ou E para o item errado: I. Um exemplo de princípio da legalidade na administração pública é a de que o agente público pode fazer tudo que não seja proibido por lei; (ERRADO. Isso é a legalidade para o particular, mas para o agente público ele só pode/deve fazer o que a lei manda) II. Nos processos administrativos serão observados os critérios de atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé; (CERTO. Art. 2º, parágrafo único da lei 9784/99: Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé.) III. É vedado o início, de ofício, do processo administrativo; (ERRADO. Art. 5º, da Lei 9784/99: O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.) IV. É vedada a cobrança de despesas processuais, exceto as previstas em lei. Marque a opção que contém somente itens corretos: (CERTO. Art. 2º, parágrafo único da lei 9784/99: Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei.) QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: IDIB. Órgão: CRECI-CE - 15ª Região. Prova para Agente Fiscal. No que tange à Lei 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, assinale a afirmativa incorreta. A) O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 5º, da Lei 9784/99: O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.) B) O desatendimento da intimação importa o reconhecimento da verdade dos fatos e a renúncia a direito pelo administrado. (AFIRMAÇÃO ERRADA. Art. 27 da lei 9784/99: O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado.) C) Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada, com antecedência mínima de três dias úteis, mencionando-se data, hora e local de realização. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 41 da lei 9784/99: Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada, com antecedência mínima de três dias úteis, mencionando-se data, hora e local de realização.) D) A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.) QUESTÃO: Ano: 2009. Banca: FCC. Órgão: TRT - 7ª Região (CE). Prova para Analista Judiciário - Área Administrativa. Em tema de processo administrativo (Lei no 9.784/99), considere: I. O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. (CERTO. Art. 5º, da Lei 9784/99: O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.) II. Não será permitida, em qualquer hipótese, a avocação de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior, ainda que temporária. (ERRADO. Art. 15 da lei 9784/99: Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.) III. O desatendimento da intimação para o processo importa o reconhecimento da verdade dos fatos, bem como a renúncia a direito pelo administrado. (ERRADO. Art. 27 da lei 9784/99: O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado.) IV. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado. (CERTO. Art. 27 da lei 9784/99) V. O interessado não poderá desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos. (ERRADO. Art. 51. O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.) AGENTES PÚBLICOS. https://youtu.be/hGHRMC8kRRs (Teoria - Evandro Guedes) https://youtu.be/IQl6sq5VDkY (Exercícios - Thállius) QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: ANTAQ. Prova para Cargos 5 e 6. É prevista, no texto constitucional, a hipótese de exoneração de servidor estável por excesso de despesa com pessoal. CERTO. Quando se perde o cargo, a situação PESA • P.A.D → Assegurado ampla defesa. (PODE ser instaurado com base em denúncia anônima).→ Desde que devidamente motivada e com amparo em investigação ou sindicância. • Sentença judicial transitada em julgado. • Excesso de despesa com pessoal. • Avaliação periódica de desempenho. (Essa precisa ser regulamentada por lei complementar, que ainda não foi editada. Essa avaliação acontece depois de passado no estágio probatório) https://youtu.be/hGHRMC8kRRs https://youtu.be/IQl6sq5VDkY LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. (8.429/92) QUESTÃO DISCURSIVA – JUIZ SUBSTITUTO – CESPE. Considerando a informação acima como referência inicial, redija um texto dissertativo acerca da ação de improbidade administrativa como instrumento de defesa da moralidade no exercício da função pública. Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes aspectos: 1) Categorias dos atos de improbidade previstas na lei nº 8.429/1992; 2) Sujeito passivo e sujeito ativo da ação de improbidade administrativa; 3) Aplicação da Lei nº 8.429/1992 aos agentes políticos; 4) Modalidades de sanções aplicáveis à improbidade administrativa. CONHECIMENTOS SOBRE O ASSUNTO: PRIMEIRO TÓPICO: A lei 8429/1992 - Lei de improbidade administrativa (LIA) prevê quatro categorias de atos de improbidade administrativa: atos que importem em enriquecimento ilícito; atos que causem prejuízo ao erário; atos de improidade decorrentes de concessão de aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário; atos que atentem contra os princípios da Administração pública. SEGUNDO TÓPICO: Sujeitos passivos: Administração Pública direta e indireta; empresas incorporadas ao patrimônio público; entidades para cuja criação ou custeio o erário aja contribuído ou contribua; entidades privadas que recebem dinheiro público como por meio de subvenção, incentivo / benefício fiscal e creditício. São entidades que de alguma forma recebe ou administra dinheiro público. Sujeitos ativos: São os agentes públicos. É uma dimensão bastante ampla de agente público. É qualquer agente que exerce, ainda que sem remuneração, transitoriamente, por eleição nomeação, comissão, mandato, cargo, emprego, função etc. Os terceiros (particulares) também podem ser responsabilizados por atos de improbidade, desde que ele induza, concorra, ou se beneficie de um ato de improbidade. Segundo o STJ, o terceiro não pode ser responsabilizado exclusivamente pelo ato de improbidade, pois precisa haver a concomitância de terceiro com o agente público. É necessário entrar com uma ação contra o agente público e contra o terceiro, nunca somente contra o terceiro. Cabe destacar que por muito tempo os agentes políticos não respondiam por crime de improbidade administrativa, uma vez que respondiam por crime de responsabilidade, que tem uma natureza muito parecida com aquela. Entretanto o STF decidiu que, exceto para o Presidente da República, cujo regime estáprevisto na Constituição Federal, para todos os outros agentes políticos há duplo regime sansanatório, ou seja, aplica-se a todos os outros agentes políticos a repsonsabilidade por crime de responsabilidade e por improbidade administrativa. TERCEIRO TÓPICO: Existem três naturezas de sansões: 1ª natureza: administrativa.Exemplos: perda da função pública e a proibição de contratar ou receber incentivo do Poder Púlico. 2ª natureza: civil: Exemplo: Perda de bens e ressarcimento de dano ao erário ou aplicação de multa civil 3ª natureza política: Suspensão dos direitos políticos. Essas sansõe podem ser aplicadas isoladas ou cumulativamente e não inibem ajuizamento de uma ação de natureza penal nem a instauração do PAD (procedimento administrativo disciplinar). Art. 37, §4º da CF/88: Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. (Mnemônico: SPIRS) Art. 20 da lei 8.429/92: A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. REDAÇÃO: Segundo a Lei nº 8.429/1992, conhecida como Lei de Improbidade Administrativa (LIA), são espécies de ato ímprobo: os que importem enriquecimento ilícito; os que causam prejuízo ao erário; os decorrentes da concessão ou aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário (relacionado ao imposto sobre serviços de qualquer natureza – ISS); e, finalmente, os que atentam contra os princípios da Administação Pública. Ademais, ainda em conformidade com os dispositivos da LIA, o sujeito passivo (vítima do ato improbo) poderá ser a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes, em qualquer ente político; as entidades para cuja criação ou custeio o erário contribua ou tenha contribuído; e as que recebam algum tipo de subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício de órgão público. Outrossim, o sujeito ativo de ato de improbidade administrativa pode ser um agente público, que exerça, mesmo que transitoriamente ou sem remuneração, mandato, cargo, emprego ou função em qualquer ente ou entidade da Administração Pública. Além disso, também podem ser responsabilizados por atos ímprobos os terceiros que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. Contudo, a responsabilização do particular será inviável sem a concomitante presença de agente público no polo passivo da demanda. Não obstante / nada obstante (significa: a despeito de / apesar de) a aplicabilidade da LIA aos agentes políticos ter sido alvo de controvérsias jurisprudências, hoje a questão encontra-se pacificada no âmbito do Supremo Tribunal Federal. O entendimento atual é que, com exceção do Presidente da Rpública, todos os demais agentes políticos estão sujeitos a um duplo regime sancionatório, qual seja: poderão ser punidos por ato de improbidade administrativa, sem prejuízo de também arcarem com as sanções cabíveis para os crimes de responsabilidade. Por fim, apesar de o ato de improbidade ser considerado um ilícito de natureza civil, a LIA comina sanções de natureza administrativa (perda da função pública e proibição de contratar ou de receber incentivos do Poder Público), civil (perda de bens, ressarcimento do dano ao erário e multa civil) e política (suspensão dos direitos políticos), as quais podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato. QUESTÃO: Ano: 2022. Banca: FGV. Órgão: SSP-AM. Prova para Técnico de Nível Superior. Os policiais militares Antônio e João, do Estado Beta, no exercício da função e de forma dolosa, receberam vantagem econômica direta, consistente em propina no valor de trinta mil reais, para tolerar a prática de narcotráfico por determinada organização criminosa. No caso em tela, de acordo com a Lei nº 8.429/92 (com alterações da Lei nº 14.230/21), Antônio e João A) não praticaram ato de improbidade administrativa, pois não houve efetivo prejuízo ao erário estadual, mas respondem nas esferas disciplinar e criminal. B) não praticaram ato de improbidade administrativa, até que sobrevenha decisão judicial transitada em julgado em processo criminal reconhecendo a prática do delito. C) praticaram ato de improbidade administrativa que viola princípios da administração pública e estão sujeitos, entre outras, à sanção de cassação dos direitos políticos. D) praticaram ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito e estão sujeitos, entre outras, à sanção de suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos. E) praticaram ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário e estão sujeitos, entre outras, à sanção de pagamento de multa civil de até o dobro do valor da remuneração percebida pelos agentes. GABARITO: D COMENTÁRIO: Art. 9º da lei 8429/92 :Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem; Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: I - na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 (catorze) anos QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRECI - 14ª Região (MS). Prova para Advogado. A Lei n.º 8.429/1992, denominada Lei de Improbidade Administrativa, dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional, e dá outras providências. Com relação aos atos de improbidade administrativa, julgue o item. A ação de improbidade, fundamentada na Lei n.º 8.429/1992, tem natureza criminal e não exime a responsabilidade cível e administrativa do agente. ERRADO. Essas ações, com efeito, são ações de natureza cível. As sanções previstas na lei de improbidade não podem ser aplicadas em processos administrativos ou criminais. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRESS – SE. Prova para Assistente Administrativo. De acordo com a Lei n.º 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), julgue o item. Aquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie de qualquer forma, direta ou indireta, estará sujeito à Lei de Improbidade Administrativa. CERTO. Art. 3º As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade. QUESTÃO: Ano: 2022. Banca: FUNDATEC. Órgão: Prefeitura de Esteio – RS. Prova para Auditor Fiscal de Tributos. Analise as assertivas a seguir a respeito das normas vigentes sobre Improbidade Administrativa: I. Considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado na Lei, não bastando a voluntariedadedo agente. II. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, tal como negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado ou de outras hipóteses instituídas em lei. III. Entre outros, consideram-se atos de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de ato culposo, qualquer tipo de vantagem indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função ou de atividade nas entidades públicas. Apenas a I e a II estão corretas. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRECI - 14ª Região (MS). Prova para Advogado. No que concerne às normas relacionadas aos atos de improbidade administrativa e às respectivas sanções, julgue o item. As investigações destinadas a apurar a prática de ato de improbidade dependem de representação do Ministério Público à autoridade administrativa competente. ERRADO. A questão trata da investigação para apuração da prática de ato de improbidade administrativa. Ao contrário do que é afirmado na questão, não é apenas o Ministério Público que pode representar à autoridade administrativa competente visando a instauração de investigação para apuração de ato de improbidade. Nos termos do artigo 14 da Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), “qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade". De acordo com o § 1º do artigo 14 da Lei de Improbidade administrativa, “a representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento". Caso a representação não atenda as formalidades elencadas acima, a autoridade administrativa deverá, por meio de despacho fundamentado, rejeitar a representação (artigo 14, §2º, da Lei nº 8.429/1992). Mesmo tendo rejeitado a representação, contudo, a autoridade administrativa poderá representar ao Ministério Público para que este determine a instauração de INQUÉRITO POLICIAL ou PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO para apuração dos fatos (artigo 22 da Lei nº 8.429/1992). LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: FGV. Órgão: TCE-PI. Prova para Auditor de Controle Externo. O Estado do Piauí, sob a égide da Lei nº 8.666/1993, após regular processo licitatório, celebrou com a sociedade empresária Beta contrato administrativo, no qual constaram cláusulas disciplinando a prerrogativa da Administração Pública contratante de alteração unilateral do acordo e a possibilidade de aplicação de penalidades contratuais. Trata-se de cláusulas: A) abusivas, que viciam o contrato, eis que geram desequilíbrio entre as partes contratantes; B) abusivas, que viciam o contrato, eis que ferem o princípio da isonomia entre as partes contratantes; C) exorbitantes, que viciam o contrato, pois ferem o equilíbrio econômico e financeiro entre as partes contratantes; D) exorbitantes, que não viciam o contrato e decorrem da supremacia do interesse público sobre o privado; (GABARITO. Exorbitam o direito civil, mas em liitações e contratos administrativos são permitidas porque decorrem da supremacia do interesse público sobre o privado dentro dos limites previstos em lei, que é de 25% em regra.) E) abusivas, que não viciam o contrato, desde que o contratante ofereça garantia para manutenção do equilíbrio econômico e financeiro do contrato. QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: FGV. Órgão: TCE-AM. Prova para Auditor Técnico de Controle Externo - Tecnologia da Informação. O Estado do Amazonas pretende alienar um prédio público que atualmente não está sendo utilizado. De acordo com a nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021), a alienação pretendida está subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e, via de regra: A) dependerá de autorização do Governador do Estado e poderá ser feita com inexigibilidade de licitação; B) dependerá de autorização do Tribunal de Contas e poderá ser feita com dispensa de licitação; C) dependerá de autorização do Tribunal de Contas e de licitação na modalidade concorrência; D) exigirá autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade leilão; (GABARITO) E) exigirá autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade concorrência. COMENTÁRIO: Alienação de bem imóvel, segundo a lei 14.133/2021, dependerá de autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade leilão. Já para a lei 8.666/93, depende de autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade concorrência. SEMPRE TEM QUE TER INTERESSE PÚBLICO E AVALIAÇÃO PRÉVIA. A AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA SÓ PRECISA PARA ALIENAÇAO DE BENS IMÓVEIS. EXERCÍCIOS SOBRE TODA A MATÉRIA. QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: IADES. Órgão: PG-DF. Prova para Técnico Jurídico - Apoio Administrativo. (Reduzida) É importante, no estudo do Direito Administrativo, delimitarmos as funções estatais, bem como a relação entre o Governo e a Administração Pública. Da coordenação desses esforços, o interesse público deve ser o grande objetivo dos agentes. Acerca desse cenário, assinale a alternativa correta. A) Não contraria a característica central dos atos legislativos, qual seja, o atingimento da generalidade das situações, por exemplo, a aprovação de uma lei, pelo próprio Legislativo, mas que concede uma pensão especial a determinada pessoa. A esse efeito, denomina- se corretamente de “lei de efeitos concretos”. No mesmo sentido, no seu âmbito de atuação, também o Poder Judiciário exerce o que se denomina de função materialmente administrativa, da mesma maneira em consonância com o ordenamento jurídico brasileiro. CERTO. Seguindo raciocínio, Jurisprudência do STF ainda sobre o caso em tela de efeito concreto: "Não há empecilho constitucional à edição de leis sem caráter geral e abstrato, providas apenas de efeitos concretos e individualizados. Há matérias a cujo respeito a disciplina não pode ser conferida por ato administrativo, demandando a edição de lei, ainda que em sentido meramente formal. É o caso da concessão de pensões especiais. O tratamento privilegiado a certas pessoas somente pode ser considerao ofensivo ao princípio da igualdade ou da moralidade quando não decorrer de uma causa razoavelmente justificada (...)” (RE 405.386, rel. p/ o ac. Min. Teori Zavaski, julgamentoem 26.2.2013, Segunda Turma, DJE de 26.4.2013). QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Câmara dos Deputados. Prova para Analista Legislativo - Consultor Legislativo. A sociedade de economia mista que não honrar os compromissos assumidos junto aos seus fornecedores não poderá pleitear a recuperação judicial ou extrajudicial. CERTO. Os institutos da recuperação judicial e extrajudicial (e também a falência) encontram-se disciplinados pela Lei 11.101/05, sendo que tal diploma expressamente exclui de sua incidência as empresas públicas e as sociedades de economia mista (art. 2º, I), sejam elas prestadoras de serviços públicos, sejam as exploradoras de atividade econômica. Logo, está correta a assertiva ora comentada. QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Câmara dos Deputados. Prova para Todos os Cargos - Conhecimentos Básicos - exceto para Técnico em Material e Patrimônio. Julgue o item abaixo, relativo ao conceito de direito administrativo. De acordo com o critério da administração pública, o direito administrativo é o ramo do direito público que regula a atividade jurídica contenciosa e não contenciosa do Estado, bem como a constituição de seus órgãos e meios de atuação. ERRADO. COMENTÁRIO1: O BRASIL ADOTA O SISTEMA INGLÊS (NÃO CONTENCIOSO). COMENTÁRIO 2: Pelo critério da Administração Pública, Direito Administrativo é o conjunto de princípios que regem a Administração Pública. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o doutrinador Hely Lopes Meirelles adota o critério da Administração ao definir Direito Administrativo como o "conjunto harmônico de princípio jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado" (DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Admisnitrativo. 20ª ed. São Paulo, Atlas, 2007, pp. 42-43). QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: MS CONCURSOS. Órgão: Prefeitura de São Francisco do Guaporé - RO Prova para Auditor Fiscal de Tributos. Segundo ensina Hely Lopes Meirelles (Direito Administrativo Brasileiro), o Direito Administrativo abebera-se, para sua formação, em quatro fontes principais: A) O Código de Direito Administrativo, a Constituição da República Federativa do Brasil, a doutrina e as decisões dos tribunais. B) O Código de Direito Administrativo, a lei, a jurisprudência e os costumes. C) A lei, a doutrina, a jurisprudência e os costumes. (GABARITO) D) O contrato jurídico, a Constituição Federal, o processo legislativo e a analogia. COMENTÁRIO: Não existe um código de Direito Administrativo (por isso a letra A e B estão erradas). Além disso, o Direito Administrativo é um ramo do direito Público, por isso a alternativa D está errada, pois contrato tem relação com direito privado. O Direito Administrativo é tanto rumo do direito público que o supra princípio do Direito Administrativo é o principio da Supremacia do Interesse Público sobre o privado, que é limitado pelo princípio da indisponibilidade do interesse público.