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O DIREITO DE IMAGEM


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O DIREITO DE IMAGEM: UMA ANÁLISE JURISPRUDENCIAL 
ACERCA DA PROTEÇÃO À IMAGEM DA “PESSOA PÚBLICA”.1 
THE IMAGE RIGHT: A JURISPRUDENTIAL ANALYSIS ABOUT 
THE IMAGE PROTECTION OF THE “PUBLIC PERSON”. 
 
 
Ana Luiza Oliveira da Silva2 
Mariangela Silva do Rosário3 
Eduarda Shirley Fernandes de 
Oliveira Vale Pedrosa4. 
 
RESUMO 
A princípio, com o acelerado desenvolvimento tecnológico, a reprodução e 
compartilhamento da imagem humana, principalmente das celebridades, se torna cada dia 
mais fácil e mais rápido, além de ser mais acessível à população de modo geral. Isto posto, 
o presente trabalho busca respostas em relação a tutela existente sobre a utilização da 
imagem de celebridades e artistas famosos, se essas tutelas são eficazes e por serem 
“pessoas públicas” devem ter uma menor proteção do que as “pessoas comuns”. O presente 
trabalho visa ser estruturado sob o uso de pesquisa bibliográfica, doutrinária e 
jurisprudencial na coleta de interpretações, levantamentos teóricos e judiciais acerca do 
tema. A pesquisa terá como consequência o estudo acerca da eficácia dos direitos de 
personalidade e sua aplicação, com o foco no direito da imagem das celebridades e 
esclarecer a inexistência de pessoa pública. Por tanto, há uma necessidade de desmitificar 
o conceito de “pessoas públicas”, com o objetivo de não acarretar violação e desvio da 
tutela do direito de personalidade dessas celebridades. Não são, no entanto, objeto de 
estudo no presente trabalho as pessoas cujas ações despertam relevante interesse público, 
por atingirem diretamente o funcionamento do país, mas sim as celebridades que são mais 
expostas na mídia por seu trabalho com a própria imagem. Por fim, e não menos 
importante, o projeto tem o intuito de analisar a responsabilidade civil pela violação dos 
direitos de personalidade, com foco especial no direito de imagem e apreciados julgados 
relativos à reparação de danos aos direitos de personalidade. 
 
Palavras-Chave: Direito de Imagem. Celebridades. Constituição Federal. 
Responsabilidade Civil. 
ABSTRACT 
 
At first, with the accelerated technological development, the reproduction and sharing of 
the human image, especially of celebrities, becomes easier and faster every day, in 
 
1 Artigo apresentado à Universidade Potiguar, como parte dos requisitos para obtenção do Título de 
Bacharel em Direito, em 2023.1. 
2 Graduanda em Direito pela Universidade Potiguar. E-mail: analurn26@gmail.com. 
3 Graduanda em Direito pela Universidade Potiguar. E-mail: marislv0102@gmail.com. 
4 Professora Orientadora: Eduarda Shirley Fernandes de Oliveira Vale Pedrosa. 
mailto:analurn26@gmail.com
mailto:marislv0102@gmail.com
addition to being more accessible to the general population. That said, the present work 
seeks answers in relation to the existing protection on the use of the image of celebrities 
and famous artists, if these protections are effective and because they are “public people” 
they should have less protection than “common people”. The present work aims to be 
structured under the use of bibliographical, doctrinal and jurisprudential research in the 
collection of interpretations, theoretical and judicial surveys on the subject. The research 
will result in the study of the effectiveness of personality rights and their application, 
with a focus on the image rights of celebrities and clarifying the lack of a public person. 
Therefore, there is a need to demystify the concept of “public persons”, in order not to 
result in violation and deviation of the protection of the personality right of these 
celebrities. However, the object of study in this work is not the people whose actions 
arouse relevant public interest, as they directly affect the functioning of the country, but 
the celebrities who are most exposed in the media for their work with their own image. 
Finally, and not least, the project aims to analyze civil liability for the violation of 
personality rights, with a special focus on image rights and judgments regarding the repair 
of damage to personality rights. 
 
Keywords: Image Right. Celebrities. Federal Constitution. Civil Responsability. 
 
1. INTRODUÇÃO 
Com o desenvolvimento tecnológico e o avanço das mídias sociais, 
principalmente como meio de trabalho, se tornou mais fácil e acessível o 
compartilhamento de imagens das pessoas. Com isso, as mesmas têm seus direitos 
violados, pois os próprios usuários violam esses direitos por acharem que as 
celebridades são “pessoas públicas”. 
O presente trabalho visa ser estruturado sob o uso de pesquisa bibliográfica, 
doutrinária e jurisprudencial na coleta de interpretações, levantamentos teóricos e 
judiciais acerca do tema. A pesquisa terá como consequência o estudo acerca do 
conhecimento sobre os direitos de personalidade e sua aplicação, com o foco no direito 
da imagem e esclarecer a inexistência de pessoa pública. 
O trabalho elucidará, via as ferramentas metodológicas utilizadas, que por mais 
que sejam celebridades, os mesmos podem buscar a tutela jurisdicional competente para 
fazer cessar seu uso indevido e desautorizado, assim como para pleitear eventual 
indenização, inclusive moral, em razão do ilícito cometido. 
O aporte teórico utilizado dará luz as discussões prosseguindo com a análise do 
direito à imagem como um dos direitos da personalidade e suas características, 
adentrando no contexto histórico desse direito, onde há uma grande discussão sobre a 
natureza jurídica dos direitos da personalidade, inclusive sobre se é de natureza pública 
ou privada. Posteriormente será analisada a responsabilidade civil pela violação, pois 
atentados ao direito à imagem quase sempre causam grande impacto na vida das pessoas 
atingidas, já que a veiculação se dá tanto no âmbito nacional como até mesmo global. 
Diante disso, o objetivo principal do presente trabalho é analisar a eficácia e 
aplicabilidade das normas sob o direto de personalidade das pessoas, com ênfase nas 
celebridades, que estão em maior visibilidade nas redes sociais e sujeitos a maior 
exposição da sua imagem, onde o maior problema se encontra quando há o 
desconhecimento das tutelas existentes, como também a sua eficácia. Outra controvérsia 
se dar pelo entendimento de que por serem “pessoas públicas”, não merecem proteção 
da mesma forma que as “pessoas comuns”. 
Por fim, passa-se à análise da jurisprudência brasileira, buscando aferir a tutela 
do direito de imagem. Essa análise do direito à imagem e sua proteção à luz do direito 
civil-constitucional poderá contribuir para, senão resolver definitivamente o tema, trazer 
novas discussões para se ter um melhor debate deste importante tema, que cada vez mais 
trará questões para serem analisadas pelo operador do direito. 
2. ASPECTOS GERAIS ACERCA DOS DIREITOS DA 
PERSONALIDADE 
Os direitos da personalidade são direitos inerentes à pessoa, são formados pelo 
conjunto de características e atributos de cada ser, referentes ao seu desenvolvimento 
físico, moral e espiritual. Estão intimamente ligados à ideia de direitos existenciais, que 
é o conjunto básico de direitos fundamentais que assegura a cada pessoa uma vida digna, 
como saúde, alimentação e educação. 
O direito da personalidade é o direito da pessoa de defender o que é próprio, 
como a vida, a identidade, a liberdade, a imagem, a privacidade, a honra etc. É 
o direito subjetivo, convém repetir de exigir um comportamento negativo de 
todos, protegendo um bem próprio, valendo-se de ação judicial. (DINIZ. p. 133 
e 134. 2011). 
Portanto, pode se dizer que os direitos da personalidade estão intimamente 
ligados à ideia de direitos existenciais, que é o conjunto básico de direitos fundamentais 
que assegura a cada pessoa uma vida digna, como saúde, alimentação e educação. 
2.1 CARACTERÍSTICAS 
Esses direitos que resguardam a dignidadehumana durante toda a sua vida, são 
valores, algo que não se pode abrir mão. O Código Civil vigente traz somente cinco 
direitos da personalidade tipificados, que são: direito ao corpo, previsto nos artigos 13 a 
15, direito ao nome, nos artigos 16 a 19, direito à honra e à imagem, ambos em artigo 20, 
e direito à privacidade, tipificado em seu artigo 21. 
Selecionamos a classificação doutrinária do autor Orlando Gomes para 
elencamos as principais características dos direitos da personalidade 
Em sua obra “Introdução ao Direito Civil”, Orlando Gomes caracteriza os 
direitos da personalidade como “extrapatrimoniais, absolutos, intransmissíveis, 
impenhoráveis, vitalícios e necessários”. (GOMES, 2019, p. 109). 
A extrapatrimonialidade significa dizer que esses direitos não tem condão 
patrimonial e nem um possuem um valor econômico atribuído a eles, são direitos 
inerentes à pessoa e não ao seu patrimônio em si. 
São absolutos por serem oponíveis erga omnes, isso significa que seus limites 
devem ser respeitados por todas as pessoas, que sejam, naturais e jurídicas, e 
principalmente pelo Estado. 
A intransmissibilidade é caracterizada pelo fato de que esses direitos são 
individuais, visto que sua titularidade não pode ser alienada a terceiros, surgindo com o 
nascimento da pessoa e extinguindo-se com a morte. 
São impenhoráveis pelos mesmos motivos que são extrapatrimoniais e 
intransmissíveis, pois não tem um valor econômico atribuído a eles e não podem ser 
repassados a terceiros pois são estritamente individuais. 
São vitalícios pois são adquiridos pela pessoa desde seu nascimento, e se 
extinguindo apenas com a morte do titular. 
Diante disso, vemos que os direitos da personalidade são fundamentais ao 
indivíduo, pois lhe dá dignidade, identificação pessoal e social, e segurança na sua vida. 
São direitos que merecem atenção de toda a sociedade, a fim de que sejam assegurados e 
cumpridos em todos os âmbitos, principalmente as celebridades, que são o alvo do 
presente trabalho. 
2.2 PREVISÃO LEGAL 
Os direitos da personalidade estão inseridos em nosso ordenamento jurídico 
expressamente no Código Civil de 2002, previstos no Capítulo II, Título I, Livro I, dos 
Arts. 11 a 21, e na nossa Constituição Federal de 1988 onde traz a previsão de uma uma 
cláusula geral dos direitos da personalidade no Art. 1º, e as demais previsões no Art. 5º. 
Nosso Código Civil prevê a tutela de 5 espécies desses direitos, que são: o direito 
ao corpo, previsto nos Arts. 13 a 15, direito ao nome, nos Arts. 16 a 19, direito à honra e 
à imagem, ambos no Art. 20 e direito à privacidade, previsto no Art. 21. 
Mais adiante será de maior importância adentrar nas discussões acerca do direito 
à imagem sua tutela e eficácia da aplicabilidade desse direito aos casos concretos onde 
houveram violação deste. 
3. O DIREITO DE IMAGEM 
Após o entendimento acerca dos direitos de personalidade, pode-se compreender 
que o direito de imagem está interligado e é resguardado pela Carta Magna de 1988 como 
um direito e garantia fundamental, prevendo a indenização para quem violar. A 
Constituição Federal nos incisos V e X de seu artigo 5º, tratam esse direito como 
individual e independente de quaisquer outros: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das 
pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral 
decorrente de sua violação; 
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da 
indenização por dano material, moral ou à imagem. 
Por ser um direito fundamental e autônomo, atinge a todos as pessoas, 
desmitificando a ideia de que as pessoas públicas, que são aquelas que tem uma maior 
notoriedade, fama e exposição nas mídias sociais, merecem menor proteção apenas por 
compartilhar sua vida ou a sua imagem onde se tem uma maior visibilidade à população. 
Nesse sentido o doutrinador Carlos Alberto Bittar ensina que até mesmo as 
pessoas famosas devem ter seu direito respeitado, pois, mesmo sendo consideradas 
celebridades necessitam de proteção de seus direitos, se não, maior proteção destes, vistos 
que são mais vulneráveis a sofrerem esta violação. 
Mesmo as pessoas consideradas famosas devem ter respeitados seus dotes 
físicos integralmente, não se podendo defender a tese de que a notoriedade 
impede que se reconheça a existência do direito à imagem relativamente a elas. 
Aliás, muito pelo contrário, as violações ao direito à imagem de pessoa notória 
acabam por apresentar um espectro muito maior, sendo proporcionais à 
publicidade de que ela desfruta no meio social. Destarte, maior há de ser a 
indenização quanto às pessoas famosas, de tal sorte que, com a fixação do 
respectivo valor, não só seja indenizada a vítima do ilícito, mas também se 
puna o lesante, desencorajando-se futuras violações ao direito à imagem”. 
(BITTAR, 2017, p. 265 e 266). 
 
Portanto, mesmo com o desenvolvimento das mídias sociais, o avanço das 
tecnologias de informações e com a entrada da fotografia, na qual em pouco tempo pode-
se captar a imagem de alguém e transmiti-la para diversas redes sociais e transmissoras 
sem que o titular sequer tenha ciência da captação realizada, impõe ao direito medidas 
necessárias para a proteção deste bem jurídico de suma importância. Outro direito da 
personalidade ligado relativamente à fama é a intimidade, onde o objetivo é o resguardo 
da privacidade da pessoa. Em se tratando de pessoas famosas, mais restrito se mostra o 
direito à intimidade, dado o contato maior existente entre ela e a sociedade, permitindo-
se, dessa maneira, a revelação de fatos de interesse público independentemente de 
autorização. 
 
3.1 A TUTELA DA IMAGEM 
Em relação à honra e à imagem das pessoas, o Código Civil, no seu art. 20, os 
trata em um mesmo dispositivo, inicialmente, a codificação diferencia os dois direitos da 
personalidade: 
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à 
manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da 
palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa 
poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que 
couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se 
destinarem a fins comerciais. 
 
Porém, o mais adequado seria um tratamento distinto entre o direito à honra, 
considerado como o bom nome e a reputação da pessoa, e o direito à imagem, considerado 
como aquele de toda a série de caracterizações físicas da pessoa. 
Com a leitura do artigo 20, percebe-se que a utilização da imagem somente pode 
ocorrer se: 1. houver o consentimento da pessoa interessada ou dos legitimados para o 
ato; 2. a exibição for necessária para a administração da justiça ou a manutenção da ordem 
pública. 
O direito de imagem, caso violado, poderá ser indenizado a título de danos 
morais. A imagem pode, além disso, ser indenizada por danos materiais, caso violada, por 
ter uso e valor econômico e benefício ao ofensor. Há de se analisar, portanto, a 
responsabilidade do ofensor frente aos danos morais, materiais e diretos à imagem. 
A tutela dos direitos de personalidade no Direito Civil, vem desde o 
nascituro, sendo este detentor de personalidade, como previsto no atual CC/2002, do qual 
é este direito intransmissível e indispensável desde seu nascimento. 
Para que os direitos sejam efetivos, apenas o Código Civil não terá eficácia 
suficiente para aplicar a tutela adequada, devendo esta estar em 
concordância com a Constituição Federal, que é a principal norma acerca desses direitos 
de personalidade. Além da Carta Magna agirem defesa desses direitos fundamentais, ela 
age em defesa da dignidade da pessoa humana. Reafirmando que a existência do Direito 
de personalidade deve ser amparado desde o nascimento do ser humano e que merece ser 
protegido pelo direito privado e público. 
Os danos ao direito de imagem surgem quando esta é usada sem a autorização 
de seu titular, podendo causar danos morais, por desrespeito do ofensor e à possibilidade 
de ser afetada a imagem do ofendido. Ainda, pode causar danos materiais, se utilizada a 
imagem para fins econômicos sem autorização. Neste caso, preconiza o Superior Tribunal 
de Justiça que também devem ser indenizados os danos morais, independente de prova 
destes, conforme Súmula 403. 
Para entender-se sobre os danos sofridos, destaca-se o autor Flávio Tartuce, que 
os identifica como danos materiais, negativos ou lucros cessantes e emergentes ou 
positivos: 
Os danos materiais são os que causam lesão ao patrimônio do ofendido, lhe 
trazendo desvantagem econômica. Estes devem ser provados e quantificados 
pelo titular do direito, somente sendo admitidos os danos presumidos nas 
situações que envolvem lucros cessantes, tendo este ainda o ônus de comprovar 
sua existência. (TARTUCE, 2021, p. 414). 
 
Conforme o autor, “os danos negativos ou lucros cessantes representam os 
valores que o lesado deixou de receber por causa do dano.” (TARTUCE, 2021, p. 421). 
Ou seja, o ofendido tinha expectativa de receber tais valores, no entanto, por conta do 
dano causado pelo lesante, fica impossibilitado de recebê-los. 
Os danos emergentes ou positivos são os que representam de fato o patrimônio 
desfalcado da vítima, o que foi efetivamente perdido por conta do dano 
causado. Para indenizá-los, deve ser ressarcido o valor gasto pelo ofendido 
com o que foi danificado, sendo estabelecida de maneira precisa o valor da 
indenização (TARTUCE, 2021, p. 419-420). 
 É necessário, portanto, que ao punir o ofensor, seja observado todo o 
contexto e os danos sofridos para que seja aplicada uma pena justa. Estas celebridades 
devem gozar dos mesmos direitos das “pessoas comuns”, pois o uso indevido da sua 
imagem pode acarretar danos permanentes, implicando na sua reputação, ocasionando 
perdas de trabalhos futuros, ou até mesmo os atuais. Como também, por serem pessoas 
altamente conhecidas, sua reprodução nas redes sociais são maiores, ocasionando uma 
grande exposição negativamente. 
 
4. ANÁLISE JURISPRUDENCIAL ACERCA DO DIREITO AO 
ESQUECIMENTO. 
Para compreender melhor esse tema, é mister conceituar o direito ao 
esquecimento, que consiste no direito possuído pelas pessoas, de não querer e permitir, 
que determinados fatos ou informações de um momento passado de sua vida, que lhe 
causa constrangimento e sofrimento, ainda que seja verídico, seja exposto ou divulgado 
na mídia ou outros canais de informação. Porém, no ordanamento jurídico Brasileiro, o 
instrumento não é compatível com a Constituição, na medida em que afronta a liberdade 
de imprensa, o direito à informação da sociedade e o direito à memória coletiva. Para a 
Corte, esse confronto constituiria uma verdadeira violação aos princípios democráticos 
brasileiros. 
Com as mídias sociais sendo a maior rede de comunicação hoje em dia, está cada 
vez mais difícil controlar que informações distorcidas e antigas sejam recordadas. Além 
disso, essas informações muitas vezes causam a “cultura do cancelamento”, onde a 
sociedade julga, principalmente as celebridades, seus posicionamentos, muitas vezes 
posicionamentos antigos, em redes sociais ou até mesmo atitudes dos mesmos. Com isso, 
acarretando o prejuízo de sua imagem, podendo causar danos morais e materiais 
permanentes. 
Contudo, frente às mudanças que a sociedade vem enfrentando ao longo dos 
anos, é notório que no decorrer dos anos as decisões proferidas pelos Tribunais vêm 
trazendo esse debate, pelo fato do assunto ser recorrente. A seguir, dois entendimentos 
jurisprudenciais acerca do tema: 
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE 
OBRIGAÇÃO DE FAZER. MATÉRIA JORNALÍSTICA. NEGATIVA DE 
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSÊNCIA. EXCLUSÃO DA 
NOTÍCIA. DIREITO AO ESQUECIMENTO. NÃO CABIMENTO. 1. 
Ação de obrigação de fazer ajuizada em 29/06/2015, da qual foi extraído o 
presente recurso especial interposto em 13/10/2020 e concluso ao gabinete em 
19/08/2021. 2. O propósito recursal é definir se a) houve negativa de prestação 
jurisdicional e b) o direito ao esquecimento é capaz de justificar a imposição da 
obrigação de excluir matéria jornalística. 3. Não há ofensa ao art. 1.022 do 
CPC/2015 quando o Tribunal de origem, aplicando o direito que entende cabível 
à hipótese, soluciona integralmente a controvérsia submetida à sua apreciação, 
ainda que de forma diversa daquela pretendida pela parte. 4. O direito à liberdade 
de imprensa não é absoluto, devendo sempre ser alicerçado na ética e na boa-fé, 
sob pena de caracterizar-se abusivo. A esse respeito, a jurisprudência desta Corte 
Superior é consolidada no sentido de que a atividade da imprensa deve pautar-
se em três pilares, a saber: (i) dever de veracidade, (ii) dever de pertinência e (iii) 
dever geral de cuidado. Ou seja, o exercício do direito à liberdade de imprensa 
será considerado legítimo se o conteúdo transmitido for verdadeiro, de interesse 
público e não violar os direitos da personalidade do indivíduo noticiado. 5. Em 
algumas oportunidades, a Quarta e a Sexta Turmas desta Corte Superior se 
pronunciaram favoravelmente acerca da existência do direito ao esquecimento. 
Considerando os efeitos jurídicos da passagem do tempo, ponderou-se que o 
Direito estabiliza o passado e confere previsibilidade ao futuro por meio de 
diversos institutos (prescrição, decadência, perdão, anistia, irretroatividade da 
lei, respeito ao direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada). Ocorre 
que, em fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal definiu que o direito 
ao esquecimento é incompatível com a Constituição Federal (Tema 786). Assim, 
o direito ao esquecimento, porque incompatível com o ordenamento jurídico 
brasileiro, não é capaz de justificar a atribuição da obrigação de excluir a 
publicação relativa a fatos verídicos. 6. Recurso especial conhecido e provido. 
(RECURSO ESPECIAL Nº 1.961.581 - MS (2021/0092938-4). 
 
O caso concreto trata-se de uma ação de obrigação de fazer, onde o autor ajuizou 
uma ação contra veículo de imprensa onde pleiteava que fosse retirada do ar, uma matéria 
que tinha como assunto um crime que foi cometido por este onde foi absolvido. O autor 
alega que as notícias publicadas interferiram e continuam repercutindo negativamente na 
sua vida profissional. Sustenta, ademais, não existir interesse social na manutenção das 
matérias. 
 O julgado acima está em total conformidade com a tese firmada pelo STF, de 
que o direito ao esquecimento é contrário à nossa Constituição, embora algumas turmas 
do STJ julgarem de forma favorável alguns casos sobre o direito ao esquecimento, após 
o atual entendimento firmado, passou-se a não mais dar provimento a casos como esse. 
Diante as celebridades, temos o caso de Xuxa Meneghel, que gerou uma 
repercussão nos tribunais: 
CIVIL E CONSUMIDOR. INTERNET. RELAÇÃO DE CONSUMO. 
INCIDÊNCIA DO CDC.GRATUIDADE DO SERVIÇO. INDIFERENÇA. 
PROVEDOR DE PESQUISA. FILTRAGEMPRÉVIA DAS BUSCAS. 
DESNECESSIDADE. RESTRIÇÃO DOS RESULTADOS.NÃO-
CABIMENTO. CONTEÚDO PÚBLICO. DIREITO À INFORMAÇÃO. 1. 
A exploração comercial da Internet sujeita as relações de consumo daí advindas 
à Lei n° 8.078/90. 2. O fato de o serviço prestado pelo provedor de serviço de 
Internet ser gratuito não desvirtua a relação de consumo, pois o termo "mediante 
remuneração", contido no art. 3°, § 2°, do CDC, deve ser interpretado de forma 
ampla, de modo a incluir o ganho indireto do fornecedor. 3. O provedor de 
pesquisa é uma espécie do gênero provedor de conteúdo,pois não inclui, 
hospeda, organiza ou de qualquer outra forma gerencia as páginas virtuais 
indicadas nos resultados disponibilizados, se limitando a indicar links onde 
podem ser encontrados os termos ou expressões de busca fornecidos pelo próprio 
usuário. 4. A filtragem do conteúdo das pesquisas feitas por cada usuário não 
constitui atividade intrínseca ao serviço prestado pelos provedores de pesquisa, 
de modo que não se pode reputar defeituoso, nos termos do art. 14 do CDC, o 
site que não exerce esse controle sobre os resultados das buscas. 5. Os 
provedores de pesquisa realizam suas buscas dentro de um universo virtual, cujo 
acesso é público e irrestrito, ou seja, seu papel se restringe à identificação de 
páginas na web onde determinado dado ou informação, ainda que ilícito, estão 
sendo livremente veiculados. Dessa forma, ainda que seus mecanismos de busca 
facilitem o acesso e a consequente divulgação de páginas cujo conteúdo seja 
potencialmente ilegal, fato é que essas páginas são públicas e compõem a rede 
mundial de computadores e, por isso, aparecem no resultado dos sites de 
pesquisa. 6. Os provedores de pesquisa não podem ser obrigados a eliminar do 
seu sistema os resultados derivados da busca de determinado termo ou 
expressão, tampouco os resultados que apontem para uma foto ou texto 
específico, independentemente da indicação do URL da página onde este estiver 
inserido. 7. Não se pode, sob o pretexto de dificultar a propagação de conteúdo 
ilícito ou ofensivo na web, reprimir o direito da coletividade à informação. 
Sopesados os direitos envolvidos e o risco potencial de violação de cada um 
deles, o fiel da balança deve pender para a garantia da liberdade de informação 
assegurada pelo art. 220, $ 1°, da CF/88, sobretudo considerando que a Internet 
representa, hoje, importante veículo de comunicação social de massa. 8. 
Preenchidos os requisitos indispensáveis à exclusão, da web, de uma 
determinada página virtual, sob a alegação de veicular conteúdo ilícito ou 
ofensivo notadamente a identificação do URL dessa página - a vítima carecerá 
de interesse de agir contra o provedor de pesquisa, por absoluta falta de utilidade 
da jurisdição. Se a vítima identificou, via URL, o autor do ato ilícito, não tem 
motivo para demandar contra aquele que apenas facilita o acesso a esse ato que, 
até então, se encontra publicamente disponível na rede para divulgação. 9. 
Recurso especial provido. (STJ, REsp. Nº 1.316.921 – RJ, 2012, p. 1). 
 
A ação judicial da atriz e apresentadora foi contra o Google Brasil e tinha como 
mérito principal a retirada da plataforma de resultados de pesquisa online baseadas em 
palavras-chaves que vinculassem sua imagem com a prática da pedofilia. 
A decisão do juiz do primeiro grau foi favorável ao pedido, porém o STJ retomou 
a decisão, alegando que os provedores de pesquisa não podem ser obrigados a eliminar 
do seu sistema os resultados derivados da busca de determinado termo ou expressão, 
tampouco os resultados que apontem para uma foto ou texto específico (STJ, REsp. Nº 
1.316.921 – RJ, 2012, p. 1). 
Há de se ter uma crítica a tal entendimento, na medica em que a autora apenas 
buscava uma forma de seu direito a ser esquecida fosse concedido, pois era um fato que 
tinha acontecido há décadas atrás e que estava gerando danos a sua imagem de forma 
negativa e permanente. 
5. ANÁLISE JURISPRUDENCIAL ACERCA DO DIREITO DE IMAGEM DAS 
CELEBRIDADES 
Frente às mudanças que a sociedade vem enfrentando ao longo dos anos e com 
a utilização da imagem como forma de trabalho, é notório que com o crescimento das 
mídias sociais e o alto compartilhamento de informações por instantes, torna-se 
prejudicial paras as celebridades que são expostas aos “haters” que muitas vezes utilizam 
de sua imagem para prejudicar o alvo. As decisões proferidas pelos Tribunais vêm 
trazendo inovações e reformas no entendimento na busca de uma maior efetivação dos 
direitos de imagens dessas celebridades. 
RESPONSABILIDADE CIVIL. PUBLICAÇÃO DE IMAGEM DE ATRIZ 
FAMOSA EM REVISTA E SÍTIO ELETRÔNICO DE GRANDE 
CIRCULAÇÃO. FOTOGRAFIA NA QUAL OS SEIOS, 
INVOLUNTARIAMENTE, FICARAM À MOSTRA QUANDO DA 
GRAVAÇÃO DE CENA RETRATADA EM LOCAL PÚBLICO. ABUSO 
DO DIREITO. USO INDEVIDO DE IMAGEM. DANOS MATERIAIS E 
MORAIS CONFIGURADOS. 1. A imagem é forma de exteriorização da 
personalidade inserida na cláusula geral de tutela da pessoa humana (art. 1°, III, 
da CF e En. 274 das Jornadas de Direito Civil), com raiz na Constituição Federal 
e em diversos outros normativos federais, sendo intransmissível e irrenunciável 
(CC, art. 11), não podendo sofrer limitação voluntária, permitindo-se a 
disponibilidade relativa (limitada), desde que não seja de forma geral nem 
permanente (En. 4 das Jornadas de Direito Civil). 2. Em relação especificamente 
https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/22026857/recurso-especial-resp-1316921-rj-2011-0307909-6-stj
https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/22026857/recurso-especial-resp-1316921-rj-2011-0307909-6-stj
https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/22026857/recurso-especial-resp-1316921-rj-2011-0307909-6-stj
https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/22026857/recurso-especial-resp-1316921-rj-2011-0307909-6-stj
https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/22026857/recurso-especial-resp-1316921-rj-2011-0307909-6-stj
à imagem, há situações em que realmente se verifica alguma forma de mitigação 
da tutela desse direito. Em princípio, tem-se como presumido o consentimento 
das publicações voltadas ao interesse geral (fins didáticos, científicos e 
desportivos) que retratem pessoas famosas ou que exerçam alguma atividade 
pública: ou, ainda, retiradas em local público. 3. Mesmo nas situações em que 
há alguma forma de mitigação, não é tolerável o abuso, estando a liberdade de 
expressar-se, exprimir-se, enfim, de comunicar-se imitada à condicionante ética 
do respeito ao próximo e aos direitos da personalidade. 4. No tocante às pessoas 
notórias, apesar de o grau de resguardo e de tutela da imagem não ter a mesma 
extensão daquela conferida aos particulares. já que comprometidos com a 
publicidade restará configurado o abuso do direito de uso da imagem quando se 
constatar a vulneração da intimidade da vida privada ou de qualquer contexto 
minimamente tolerável. 5. Na hipótese, apesar de se tratar de pessoa famosa e 
de a fotografia ter sido retirada em local público, verifica-se que a forma em que 
a atriz foi retratada, tendo-se em conta o veículo de publicação, o contexto 
utilizado na matéria e o viés econômico, demonstra o abuso do direito da 
demandada pois excedido manifestamente os limites impostos pelo seu fim 
econômico ou social pela boa-fé ou pelos bons costumes (CC, art. 187). 6. A 
conduta da ré não observou, assim. os deveres assentados para a atividade de 
imprensa, pela jurisprudência do STJ. para fins de afastar a ofensa à honra: dever 
geral de cuidado, dever de pertinência e dever de veracidade (REsp 
XIXOCX/SC. Rel. Ministra Nangy Andrighi, Terceira Turma, DJe 22/11/2013). 
7. No presente caso, chegar à conclusão diversa de acórdão recorrido. no tocante 
à existência de danos materiais e para fins de inadmissão da denunciação da lide. 
demandaria o revolvimento fático-probatório dos autos e a interpretação 
cláusulas contratuais. o que encontra óbice nas súmulas 5 e 7 do STJ. 8. Recurso 
especial não provido. (RECURSO ESPECIAL Nº 1.594.865 - RJ 
(2014/0189467-2). 
O caso trata-se da atriz Isis Valverde, que pleiteou uma ação de indenização por 
uso indevido da sua imagem em face da editora e site de grande circulação, requerendo 
danos materiais e morais, pela a indevida publicação de sua imagem e intimidade. A 
fotografia foi retirada quando a atriz atuava em uma cena da novela "Paraíso Tropical" na 
qual despencava dos Arcos da Lapa, momento em que seus seios, involuntariamente, 
ficaram à mostra. 
Pelo fato da atriz estar em cenaem uma emissora que é transmitida para todo o 
Brasil, a editora alegou em recurso ao STJ, que não agiu de forma ilícita, pois afirmou a 
existência do contrato no qual a atriz cedeu os direitos autorais à empresa que fez a 
fotografia. E ainda alega que mesmo com a inexistência desse contrato não seria 
necessária a autorização expressa, pois a editora apenas exerceu o direito de atividade 
jornalística, ou seja, o direito de informação. Finalizou alegando que a autora seria pessoa 
pública e que isto permite a publicação de sua imagem. 
Para o ministro Luís Felipe Salomão, restou configurado o abuso de direito por 
ter sido constatada a ofensa à intimidade da vida privada. O ministro citou ainda que, 
conforme jurisprudência do STJ, não se exige prova inequívoca da má-fé da publicação 
para que se justifique a indenização. 
A maior parte dos casos que são levados aos tribunais, os ofensores recorrem 
com a mesma justificativa, de que essas pessoas são públicas. Essas pessoas públicas são 
as pessoas com maior notoriedade, que trabalham utilizando-se de sua imagem, mas as 
mesmas assinam contratos autorizando o uso da imagem. 
DIREITO DE IMAGEM - USO INDEVIDO DE IMAGEM DISPONÍVEL 
NA INTERNET - ALEGAÇÃO DE TRATAR-SE DE IMAGEM PÚBLICA 
- REJEIÇÃO DO ARGUMENTO - CONDENAÇÃO MANTIDA - USO DE 
IMAGEM QUE DEPENDE DE AUTORIZAÇÃO DO TITULAR - 
RECURSO NÃO PROVIDO - O fato de alguém possuir imagem disponível na 
internet, em qualquer plataforma pública, mesmo que o upload tenha sido por 
ela mesma realizado, não significa que tenha aberto mão de seu direito 
personalíssimo de dispor sobre a forma de sua utilização. Ainda que a autora 
tenha fornecido autorização de uso de imagem ao Google, Facebook ou Youtube, 
isso não importa em extensão dessa autorização a terceiros, especialmente 
quando utilizada para fins comerciais. A imagem configura a exteriorização da 
personalidade e, nos termos do art. 20 do Código Civil, somente com a 
autorização da pessoa é que ela pode ser utilizada. O direito à imagem é 
personalíssimo e só o titular tem a prerrogativa da publicá-la ou comercializa-la. 
(TJ-SP - Apelação Cível: AC XXXXX20158260309 SP XXXXX-
60.2015.8.26.0309). 
Portanto, essas pessoas com maior notoriedade têm seus direitos violados por 
serem indevidamente consideradas pessoas públicas, apenas por estarem expostas a 
televisores ou em mídias sociais e ter uma certa notoriedade. Por inexistência que 
conhecimento ou má fé, alegam que existem autorização tácita em todas ocasiões, essa 
autorização está presente mais em casos concreto e não de maneira abstrata. Por isso, 
estas são tão dignas de proteção como as “pessoas comuns”, pois existem riscos maiores 
de serem expostas a um maior público com maior repercussão. 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Durante a abordagem deste presente trabalho acadêmico foi discutido sobre os 
direitos de personalidade e que o direito de imagem passou a ser grantia constitucional e 
um dos direitos de personalidade existente no autal código civil. Porém, sua proteção não 
é regulada de forma exaustida na legislação, sendo esta definida em jurisprudências, que 
compõe a melhor e mais efetiva forma de reparação desse dano. 
Foram analisadas as formas de tutela do direito de imagem, sendo as únicas 
previstas expressamente na legislação a de indenização pela violação deste por si só, 
prevista nos incisos V e X do artigo 5º da Constituição Federal, e a indenização pelo seu 
uso comercial sem autorização ou por atingir a honra, boa fama ou respeitabilidade de 
seu titular, prevista em artigo 20 do Código Civil. 
Importante notar, no entanto, que as pessoas céleres dificilmente têm seu direito 
de imagem reparado por determinação jurisprudencial quando for violado por si só. Para 
que obtenham o reconhecimento de seu dano, é necessário grave violação de sua honra 
ou prejuízo econômico, demonstrando, assim, o diferente tratamento dado ao direito de 
imagem das pessoas com maior exposição midiática, em clara violação do princípio da 
isonomia, extraído da Constituição Federal. 
Por isso, verifica-se a necessidade da desmistificação do termo “pessoa pública”, 
já que este traz diversos prejuízos às pessoas a que se refere, danos estes que geralmente 
não são devidamente reparados, por conta da minimização dos efeitos da violação de seus 
direitos de personalidade, em especial, seu direito de imagem. 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
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PERSONALIDADE. Trilhante, 2022. Disponível em: 
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caracteristicas-dos-direitos-de-personalidade. Acesso em: 22 abr. 2023. 
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BITTAR, Carlos Alberto. Os Direitos da Personalidade. 8. ed. São Paulo: Saraiva,2017. 
Kindle. 
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Saraiva, 2014. 
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 
1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 29 abr 
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https://www.stj.jus.br/docs_internet/revista/eletronica/stj-revistasumulas-
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DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil brasileiro, v. 1 Teoria Geral do Direito Civil: 
28ª ed. São Paulo, Editora Saraiva, 2011.) 
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SILVA, Clara de Moraes. O Direito de imagem das celebridades e o mito da pessoa 
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TARTUCE, Flávio. Manual de Direito Civil: volume único. 5 ed. São Paulo: Método, 
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TEPEDINO, Gustavo. Comentários ao novo Código Civil. In: TEIXEIRA, Sálvio de 
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