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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Introdução
Os sintomas do trato urinário inferior – do inglês: Lower Urinary
Tract Symptoms (LUTS) – compreendem uma gama de condições
que podem afetar de forma negativa a qualidade de vida de
homens e mulheres e, por isso, devem ser tratados de maneira
objetiva e detalhada.
● Sintomas de esvaziamento e armazenamento
Epidemiologia das LUTS
● Estudos internacionais→ 60% dos indivíduos >40 anos
● Estudo brasileiro com 5.184 participantes → >40 anos
(5 grandes capitais): 75% (69% em homens, 82% em
mulheres) LUTSaté metade do tempo; 49% (40% e
58%) LUTS> metade do tempo.
○ Nesse estudo, indivíduos >70 anos→ 92% das
mulheres tinham LUTS>metade do tempo, 71%
dos homens.
● Sintoma mais presente→ frequência/nictúria.
Armazenamento
● Nictúria
● Polaciúria
● Urgência Miccional
● Incontinência Urinária
Esvaziamento
● Jato fraco/partido
● Esforço miccional
● Sensação de esvaziamento incompleto
● Hesitação→ demora para iniciar
● Gotejamento pós-miccional
Incontinência Urinária
É a perda involuntária de urina, clinicamente
demonstrável, que determina problema social ou higiênico. Além
da uretra, é possível haver extravasamento de urina de outras
fontes, como fístulas ou malformações congênitas do trato
urinário inferior.
Pode se manifestar como um sintoma, sinal ou
observação urodinâmica.
● Sintoma: quando relatado pela paciente como qualquer
perda involuntária de urina. É uma indicação subjetiva da
doença ou alteração em uma condição, estando relacionado
ao armazenamento (enchimento vesical), esvaziamento da
bexifa (sintomas miccionais) e sintomas pós-miccionais.
● Sinal: quando observado ao exame físico.
● Observações urodinâmicas: realizadas durante o exame
urodinâmico.
É mais comum em mulheres pelo menor comprimento uretral
e maior chance de injúria musculofascial durante a gestação e o
parto.
Fatores predisponentes:
● Idade – pacientes pós-menopausa
● Multiparidade
● Prolapso uterino
● Cirurgias prévias
● Obesidade
● Aumento da pressão abdominal
● Hipoestrogenismo
Ciclo miccional
1
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
inervação trato urinário
inferior
Continência urinária
● Músculo detrusor estável
● Colo vesical em posição anatômica (fáscias e músculos)
● Neurotransmissor pós-ganglionar = noradrenalina =
receptoresα eβ
○ α = contração esfincteriana = aumenta o tônus
○ β = relaxamento do detrusor = reduz o tônus
● Neurotransmissor pré-ganglionar = acetilcolina
● SN somático = nervos pudendos = controle voluntário da
micção
● Uretra com fechamento satisfatório
o Esfíncter interno (m. lisa/involuntária)
o Plexo vascular da submucosa
o Esfíncter externo (fibras de contração lenta e
rápida).
● Mecanismo extrínseco = ativo
○ Tecido conjuntivo pélvico subperitoneal e sua fixação à
parede pélvica.→Continência estática
○ Músculos levantadores do ânus e sua conexão com o
tecido conjuntivo pélvico subperitoneal. →
Continência dinâmica
○ Coordenação da contração dos levantadores do ânus
nos momentos de aumento súbito da pressão
intra-abdominal.
○ Estruturas formam uma rede em torno da uretra, que
permanece tensa em vigência de aumentos na pressão
intra-abdominal.
○ Quando esta sustentação torna-se deficiente, a
incontinência de esforço se desenvolve.
● Mecanismo intrínseco = passivo
○ Inervação autonômica (SNS) e tônus uretral mediado
por receptoresα-adrenérgicos.
○ Musculatura estriada da parede uretral
○ Coaptação da mucosa uretral
○ Plexo vascular submucoso da uretra
○ Musculatura lisa da parede uretral e vasos
periuretrais
○ Elasticidade da parede uretral.
○ A competência intríseca pode ser afetada por defeitos
congênitos do desenvolvimento, fibrose por trauma ou
procedimentos cirúrgicos, deficiÇencia de estrogênio
e lesão neurológica.
Desordens do assoalho pélvico
● Desgaste dos ligamentos → iatrogênica,
envelhecimento (turnover de colágeno), parto.
● Desgaste dos músculos → lesão nervosa (iatrogênica
ou trauma), parto, envelhecimento, degeneração por
outra causa.
● Hipermobilidade uretral (perda do sustentáculo uretral)
● Deficiência intrínseca do esfíncter → enfraquecimento
do esfíncter urinário por disfunção muscular entre
outras causas
Fisiopatologia luts
Falha para armazenar:
● Bexiga→ hipercontratilidade
● Saída (infravesical) → perda na ”força” do complexo
esfincteriano, permitindo escape.
Falha para esvaziar:
● Bexiga→ hipocontratilidade/acontratilidade
● Saída (infravesical) → aumento da resistência
(obstrução extrínseca ou tônus aumentado).
Epidemiologia
● Prevalência nos idosos: variada na literatura, ± 20%
● Chegar até 50% em idosos institucionalizados
● População >60 anos: 1:3 mulheres; 1:5 homens
● Sua importância não é só pela prevalência, mas pelo
impacto na qualidade de vida, podendo produzir
isolamento social, baixa autoestima e depressão
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Etiologia:
● Multifatorial → comorbidades extraurinárias +
alterações fisiológicas da idade + distúrbios do trato
urinário inferior (+ prevalentes no idoso)
● Homens→HPB/bexiga hiperativa
● Mulheres → desordens do assoalho pélvico/bexiga
hiperativa
Nomenclaturas
Incontinência Urinária (IU): qualquer perda involuntária de urina,
exceto para crianças, objetivamente demonstrável, causando
problema social ou higiênico.
Incontinência Urinária de Esforço/Estresse (IUE): é a perda
involuntária de urina, que ocorre após exercício físico, riso, tosse
ou espirro. É importante notar que a perda urinária só ocorre
durante o esforço e, geralmente, em pequenas quantidades,
embora suficientes para molhar a roupa.
Incontinência Urinária por Urgência: perda involuntária de urina
acompanhada ou imediatamente precedida pela sensação de
urgência.
Incontinência Urinária Mista: é a perda involuntária de urina
associada à urgência e aos esforços (exercício, esforço, tosse ou
espirro).
Sintomas de armazenamento:
● Polaciúria
● Noctúria
● Urgência urinária
● Síndrome da bexiga hiperativa
Sintomas sensoriais:
● Sensação vesical: normal, aumentada, reduzida ou ausente
Sintomas de esvaziamento:
● Hesitação
● Jato fraco
● Jatco intermitente
● Jato em spray
● Esforço para urinar ou micção sem esforço
● Micção posição dependente
● Disúria
Sintomas pós-miccionais:
● Sensação de esvaziamento incompleto
● Gotejamento pós-miccional
● Retenção urinária
Efeitos - envelhecimento
● Parece produzir uma hipofunção da bexiga e uretra;
● Reduz sensibilidade vesical e pressão uretral;
● Alterações da motivação, destreza manual, mobilidade,
lucidez;
● Redução da capacidade vesical;
● Doenças associadas que aumentam com a idade:
diabetes, insuficiência cardíaca, distúrbios da
vasopressina, hormônio natriurético, distúrbio do sono;
🚨 Maioria dos casos será de etiologia multifatorial! Efeitos do
envelhecimento + comorbidades + distúrbios do trato urinário
inferior
Classificação
Incontinência urinária de esforço
● Perda urinária pela uretra quando a pressão vesical é
maior que a uretral, na ausência de contrações do
detrusor.
● Queixa urinária mais frequente nos ambulatórios
● Causas:
○ Hipermobilidade do colo vesical
■ Instabilidade do detrusor – idiopática
■ Hiperreflexia do detrusor – doença
neurológica (esclerose múltipla, Parkinson,
etc).
○ Defeito esfincteriano intrínseco da uretra
○ Teoria integral
■ Se as estruturas que tracionam a porção
média e proximal da uretra nas direções
superior e anterior – ligamentos
pubouretrais, parede vaginal suburetral e os
músculos pubococcígeos – são tão eficientes
como aquelas que têm ação nas direções
posterior e inferior – o restante dos
músculos levantadores – e se a uretra
proximal e o colo vesical estiverem
frouxamente conectados à parede vaginal,
haverá um alongamento ou mesmo
dobramento da uretra proximal, o que
permitirá a continência tanto em repouso
como durante o esforço.
■ O enfraquecimento da ação nas direções
superior e anterior, que é
rotineiramenteencontrado em pacientes com
IUE, resultaráem um predomínio da ação em
direção inferior que, por conseguinte, impede
o fechamento eficaz da uretra.
○ Defeitos do tecido conjuntivo
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
● Fechamento uretral ineficiente
○ Teoria molecular
● Quadro clínico
○ Perda urinária aos esforços – espirro, tosse,
manobra de valsava
○ Prolapsos genitais
○ Alterações anatômicas
Hiperatividade do detrusor
● Contrações do detrusor durante o enchimento vesical.
● Idiopática ou neurogênica
● Diagnóstico: estudo urodinâmico
● Diagnósticos diferenciais: infecção urinária, litíase ou
tumores vesicais.
● Quadro clínico
○ Urgência urinária
○ Frequência urinária
○ Noctúria
○ Urge-incontinência
○ Perda urinária durante e após o esforço (1/3 dos
casos).
● Mista = mistura das duas acima
● Incontinência por transbordamento = pressão intravesical
excede a pressão uretral, estando associada à distensão
vesical em ausência de atividade do detrusor. Comum em
pacientes com lesões neurológicas.
● Miscelânia = lesões uretrovesical, como pólipos,
divertículos, cistite intersticial crônica e tumores.
Diagnóstico
Anamnese
● Idade da paciente
● Raça
● Doenças correlatas: DPOC, diabetes melitus,
insuficiência vascular, esclerose múltipla, Parkinson,
AVC, trauma raquimedular, obesidade.
● Antecedentes do trato urinário: infecção de repetição,
litíase renal, tumores urológicos e cirurgias prévias.
● História obstétrica: nº de gestações, tipos de partos,
local de parto, com ou sem assistência médica, peso de
nascimento da criança.
● Ginecopatias
● Detalhar os sintomas: apareceimnto, situações em que
ocorrem, urgência, frequencia urinária, umidade intima,
interferência na qualidade de vida, desejo de tratamento.
● Investigar o uso de medicamentos com influência no
trato urinário: benzodiazepínicos (confusão e IU
secundária), diuréticos (polaciúria e urgência urinária),
bloqueadores dos canais de cálcio (reduzem a
contratilidade do detrusor), IECA (podem causar tosse
crônica e aumento da pressão abdominal).
Exame físico minucioso
● Trofismo genital da paciente
● Presença de prolapso genital
● Sensibilidade dos dermátomos (S2, S3, S4)
● Força e tônus da musculatura dos MMI
● Reflexo anal, bulbocavernoso e patelar
● Distúrbios ginecológicos associados (tumores
● Avaliação da perda urinária pela uretra
● Sinais de hipoestrogenismo
● Toque vaginal
Teste da perda urinária
● Instilação de 200 a 300 mL de soro fisiológico seguido
da realização de manobras de esforço.
● Observa-se a perda urinária, considerando o momento e
o volume da perda. A ausência da perda não descarga
incontinência urinária.
● Pouco utilizado na prática clínica.
Exames complementares
● EAS/Urinocultura – exames iniciais→ descartar ITU
● Diário miccional – horário das micções, episódios da IU,
quantidade de líquido ingerido
● USG colo vesical – IUE maior ou igual a 1 cm
(hipermobilidade)
● Cistoscopia – suspeita de SBD, uretrites, cálculos,
tumores e divertículos.
● Pad-test ou teste do absorvente: a paciente utiliza
absorventes, previamente pesados, durante 24 a 48
horas, sem alterar suas atividades diárias.
Posteriormente, os absorventes serão novamentes
pesados. Ele é positivo se a pesagem for maior ou igual a
4g.
● Teste do cotonete ou Q-tip-test = introdução de um
cotonete embebido em anestésico na uretra até a junção
uteroverisal e aobservação do ângulo que forma com a
horizontal, tanto na inspeção estática (repouso), quanto
na dinêmica (esforço).
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Estudo urodinâmico
● Padrão-ouro
● Presença ou não de contrações inibidas do detrusor
● Pressão de perda uretral
● Fundamental – permite o diagnóstico etiológico da IU
● Cistometria – define a causa da IU
● Video-uodinâmica = melhor exame para IUE, pois
permite avaliar o deslocamento do colo vesical e sua
abertura e fechamento.
● Pressão de perda uretal
< 60 cm H2O = Defeito esfincteriano intrinseco
> 90 cm H2O = Hipermobilidade do colo vesical
● Contração não inibida do detrusor na cistometria
Tto
IUE
● Tratamento conservador: mudança dos hábitos de vida,
exercícios perineais, eletroestimulação, cones vaginais,
pessários, biofeedback.
● Clínico ou farmacológico: duloxetina, agonistas
α-adrenérgicos, reposição estrogênica
● Cirúrgico
○ Colporrafia anterior por via vaginal – Cirurgia de
Kelly-Kennedy
○ Suspensões por agulha
○ Colpossuspensão retropúbica de Burch
○ Colpossuspensão retropúbica de
Marshall-Marchetti-Krantz
○ Slings: pubovaginais, de uretra média, minislisgs
○ Injeções periuretrais
Bexiga hiperativa
● Tratamento conservador: mudança dos hábitos de vida,
exercícios perineais, eletroestimulação, cones vaginais,
pessários, biofeedback.
● Clínico: anticolinérgicos – cloridrato de oxibutinina,
tartarato de tolterodina, agonistas β-3-adrenégicos,
succinato de solifenacina, bromidrato de darifenacina,
antidepressivos tricíclicos, botox
● Técnicas comportamentais: retreinamento vesical,
biofeedback, cinesioterpia com ou sem biofeedback,
eletroestimulação, psicoterpia e hipnose.
Mista
● Primeiro HD e depois IUE
● Se for fisioterapia pode iniciar os 2 juntos
Hiperplasia Prostática
Próstata dividida em algumas zonas (de McNeal):
● Transição (contato com a uretra; hiperplasia),
● Periférica (maior incidência de câncer)
● Anterior
● Central.
🚨A zona periférica é separada das demais por uma fina camada
de tecido fibroelástico: a cápsula cirúrgica.
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma entidade
definida pela proliferação das células do epitélio e do estroma
prostático, formando um tecido nodular adenomatoso.
● Aumento no volume da glândula, justificando sinais e
sintomas obstrutivos/irritativo.
● Acomete geralmente os homens idosos
● Aumento no número de células epiteliais e estromais na
área periuretral da próstata.
● O processo hiperplásico deve ser causado por um
desequilíbrio entre morte e proliferação celular, levando
a um acúmulo de células.
● O mecanismo molecular da iniciação da HBP permanece
incerto, mas a inflamação tem sido considerada como um
importante fator etiológico.
● Constitui uma das causas de sintomas do trato urinário
inferior (LUTS) em homens idosos.
● HPB histológica x LUTS x obstrução infravesical x
próstata aumentada
○ Histológica
■ 50% dos homens com idades entre
51-60 anos,
■ 80% dos homens na nona década de
vida.
Fatores de risco:
● Envelhecimento
● Testículos funcionantes
● Obesidade - IMC
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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
o Estudo Prostate Cancer Prevent Trial:
acompanhou por 7 anos homens com IMC
30-34, tiveram 30% maior risco de
desenvolver STUI do que aqueles com IMC
menor que 25.
o
● Síndrome metabólica
● Sedentarismo
● Fatores genéticos.
● Inflamação crônica: elevado consumo de oxigênio ----
estados de hipóxia = neovascularização + fatores
crescimento endoteliais.
Fisiopatologia:
Obstrução uretral = mecânica (estática) ou dinâmica (funcional).
● Estática = o aumento cria uma espécie de válvula
que impede o paciente de urinar.
● Dinâmica = a posição prostática dificulta o início da
micção. Junto à próstata e do colo vesical existem
muitos receptores α1 – quando contraem
aumentam o grau de obstrução.
● Sintomas obstrutivos: LUTS de esvaziamento =
Low urinary trat simptoms. = Sintomas de
esvaziamento de trato urinário inferior.
Resposta do músculo detrusor à obstrução
● Resposta inicial mais comum = hipertrofia com
posterior redução da complacência = sintomas
miccionais irritativos, como urgência, poliaciúria...
● Denervação parassimpática = instabilidade vesical
(contrações involuntárias).
● Sintomas irritativos = LUTS de enchimento
● Hipertrofia do detrusor leva à formação de
trabéculas na mucosa vesical, as quais podem ser
vistas na cistoscopia. – Divertículos vesicais –
Obstrução uretral grave e prolongada + fator de
risco para infecção urinária e formação de
calculos vesicais .
Incontinência
● HPB se desenvolve inicialmente na zona de transição
periuretral da próstata.● A hiperplasia prostática aumenta a resistência uretral,
resultando em alterações compensatórias da função
vesical.
Quadro clínico
● Sintomas obstrutivos
● Hesitância – tenta urinar e não consegue.
● Esforço miccional.
● Intermitência
● Jato fraco
● Jato afilado
● Gotejamento terminal
● Esvaziamento incompleto (pós miccional).
● Gotejamento pós-miccional.
● Sintomas irritativos – de armazenamento
● Urgência
● Frequência
● Noctúria
● Urgeincontinência
● Incontinência por transbordamento
IPSS – Escore Internacional de Sintomas Prostáticos –
FUN-WISE
● Avalia = 0 a 5 pontos
● Jato fraco
● Intermitência
● Esforço miccional
● Esvaziamento incompleto
● Urgência
● Frequência
● Noctúria
● Impactos na qualidade de vida = único de 0 a 6
● Resultados
6
Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
○ Sintomas leves = 0 a 7 pontos.
○ Sintomas moderados = 8 a 19 pontos
○ Sintomas graves = 20 a 35 pontos
Complicações
● Retenção urinária aguda – principal e mais temida! –
incapacidade abrupta de esvaziamento vesical.
● Pode ser causada por uso de simpaticomimeticos ou
anticolinergicos, distensão aguda da bexiga, prostatite
infecciosa aguda, calculo vesical ou infarto prostático
● Infecção urinária
● Prostatite
● Litíase vesical – estase local ou impossibilidade de
expulsar cálculos migrados dos rins. – Bloqueios
abruptos do jato urinário, interrompendo a micção.
● Insuficiência renal pós-renal – obrigatório operar
● Hematúria macroscópica – ruptura de vasos
submucosos locais. – Realizar citoscopia e USG renal.
● Falência do detrusor – descompensação vesical –
hipertrofia acentuada + deposição de colágeno –
aumento da urina residual e dilatação da bexiga.
Diagnóstico
● História clínica (IPSS) + diário miccional + toque retal +
exames complementares
● Toque retal – descarta câncer – próstata de tamanho
aumentado (simétrico), de consistência fibroelastica e
com sulco interlobar preservado.
● Exames laboratoriais
● Creatinina
● Urina tipo I = piúria indica infecção, hematúria.
● Citologia urinária (fumantes)
● PSA
○ Glicoproteina próstata-específica = liquefaz
o coágulo seminal
○ Eleva-se em qualquer patologia protática
inflamatória ou neoplásica.
○ > 60 anos = valor inferior a 4 ng/mL
○ > 1,6 ng/mL = risco de progressão da HPB
○ Preditor da intensidade dos sintomas,
retenção urinária aguda e crescimento
prostático.
○ HPB – alguns pacientes entre 4-10 ng/mL
= zona cinzenta
○ 1 g leva a um aumento de 0,15 no PSA
● USG → espessura da parede vesical/ protusão
prostática na bexiga/ tamanho da próstata/ avaliação do
resíduo pós-miccional
● Avaliação do trato urinário superior
● Indicada na elevação da creatinina, na suspeita de litíase
vesical, hematúria.
● Estima o volume prostático
● Abdominal ou transretal (melhor)
● Resíduo pós-miccional
● Vê litíase, hematúria, motivo do aumento da creatinina
● Cistoscopia – excluir outras causas e não diagnóstico;
paciente com hematúria macroscópica e sintomas
obstrutivos.
● Estudo urodinâmico
● Suspeita de distúrbio neurológico associado.
● Volume urinado < 150mL
● Qmzx > 15ml/s
● < 50 ou > 80 anos
● RPM > 300
● Suspeita de BN
● Hidronefrose bilateral
● Tratamento anterior sem sucesso
● Próstata < 30g
Diagnóstico diferencial:
● Disfunção vesical – bexiga do idoso – isquemia crônica
do detrusor
● Doenças neurológicas: bexiga instável. – Pacientes com
afecções do SNC (AVE, cirurgia, Parkinson, tumores,
demência) ou da medula espinhal (mielite transversa,
trauma, hérnia, tumores...) SNC irritativos
exclusivamente.
● Doenças urológicas = infecções urinárias
oligossintomáticas, prostatite, cálculos vesicais, cálculos
do ureter distal, carcinoma e neoplasias invasivas da
bexiga.
● Estenose do colo vesical, doenças obstrutivas da uretra,
bexiga neurogênica atônica...
Indicações absolutas de
abordagem intervencionista
na HPB:
● Retenção urinária aguda refratária à tentatva de
retirada do cateter vesical ou recidivante.
● ITU de repetição
● Hematúria macroscópica persistente
● Litíase vesical
● Insuficiência renal
● Divertículos vesicais grandes
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Tratamento:
● IPSS de 0 a 7 + pacientes que não querem iniciar
tratamento medicamentoso ou intervencionista =
observação e acompanhamento anual
● IPSS de 8 a 19 ou impacto na qualidade de vida = terapia
farmacológica – deve ter morbidade mínima, boa
aceitação pelo paciente e não interferir negativamente
em sua qualidade de vida.
● IPSS de 20 a 35 = terapia farmacológica, se não
melhora em 6 meses a um ano, manda p cirurgia
Não responsivo = IPSS se manteve grave ou reduziu apenas para
moderado.
Terapia farmacológica:
● Inicial – bloqueadores α-1-adrenérgicos – relaxam a
bexiga (colo vesical) e da cápsula prostática – aumento
do fluxo miccional
○ Não seletivos (1A e 1B) = terazoxina e doxazocina
○ Urosseletivos (1A) = tansulosina e silodosina
○ Efeitos colaterais = hipotensão, disfunção
ejaculatória (ejaculação retrógrada), tonteira,
fraqueza, cefaleia e rinite
○ Contraindicações absolutas = insuficiencia renal
pós-renal e resíduo vesical elevado, pacientes
com história de hipotensão postural ou
hipersensibilidade.
○ Contraindicações relativas = doença
cerebrovascular, história de síncope e retenção
urinária aguda repetida ou infecção urinaria
recorrente.
● Inibidores 5αredutase – bloqueia o crescimento da
próstata – reduzem tbm o PSA
○ Tipo 1 = próstata e outros tecidos
○ Tipo 2 = próstata, folículo piloso
○ Finasterida = tipo 2
○ Dutasterida = tipos 1 e 2
○ Prostata > 40 ml
● Combinada = usa os 2
○ COMBODART = 0,4mg tansulosina + 0,5 mg
dutasterida
🚨 IPSS acima de 20, próstata maior que 40g ou paciente sem
resposta ao bloqueadorα
● Inibidores da fosfodiesterase 5 – disfunção erétil
○ Tadalafil
● Antimuscarínicos
Tratamento cirúrgico:
● Modalidade mais eficiente para alívio dos sintomas e das
complicações da doença.
● Indicação:
○ IPSS moderados a graves sem resposta ao tto
clínico
○ História de RUA
○ Infecção urinária de repetição
○ Hematúria recorrente
○ Litíase vesical
○ Lesão do trato urinário superior –
hidronefrose, insuficiência renal
○ Retenção urinária aguda
○ Anatomia desfavorável ao tt clínico
○ Refratários aos medicamentos por 12-24
meses
● Qual fazer?
○ > 80g = ressecção transuretral da próstata
(RTUp)
■ Raspagem da próstata = alça de ressecção =
solução isotônica e não soro fisiológico
■ Síndrome de Absorção Hídrica (síndrome
pós-RTU) = hiponatremia dilucional =
paciente fica tonto, enjoado, por isso é feita
uma raqui = evitada com ressecção de
eletrocautério bipolar ou laser e reduzindo o
tempo operatório.
■ Baixa incidência de complicações, custos
reduzidos e menor tempo de internação.
○ < 80g, complicações locais (litíase, divertículos) =
prostatectomia a céu aberto, subtotal ou
transvesical
○ Também indicada em cálculos vesicais ou
divertículos vesicais
■ Enucleação com laser
■ Embolização
■ Lift
■ Greenlight
● Complicações
○ Sangramento
○ Síndrome pós-prostatectomia (intoxicação hídrica)
○ Anejaculação
○ Constrições/estenoses uretrais
○ Incontinência urinária
○ Intoxicação hídrica
○ Hidronefrose
○ ITU de repetição
○ IRA
○ Disfunções da bexiga
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