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HISTOLOGIA SISTÊMICA
GLÂNDULAS DIGESTIVAS
PROFº JULIANO KARVAT JULIANOKARVAT@FAG.EDU.BR
TIPOS DE GLÂNDULAS DIGESTÓRIAS
 As glândulas digestórias possuem as funções de lubrificação, proteção, digestão e 
absorção mediadas por produtos de secreção
Glândulas 
Salivares Maiores
Pâncreas 
Exócrino 
Fígado
GLÂNDULAS SALIVARES
 Saliva (500 ml/dia)  proteínas, glicoproteínas, íons, água e IgA
 Glândulas – produção de saliva 
 Submandibular: 70%
 Parótida: 25% (amilase)
 Sublingual: 5% 
 SNA: 
 Parassimpático: saliva mais aquosa
 Simpático: saliva rica em proteínas
SALIVA
 Função antibacteriana:
 Lisozima: parede bacteriana
 Lactoferrina: captura o ferro necessário 
para o crescimento bacteriano
 IgA: neutraliza bactérias e vírus
 Função digestiva: 
 Amilase (ptialina): inicia a digestão de 
carboidratos
 Lipase lingual: hidrólise de lipídios da dieta
Glândula Parótida
Acinosa composta  células serosas 
Longos ductos intercalados  ducto 
excretor principal
Glândula
Submandibular
Túbulo-acinosa composta
Células serosas e mucosas (mucina)
Glândula Sublingual
Túbulo-acinosa composta 
Células mucosas (semelhantes às 
caliciformes) e serosas
PÂNCREAS
 Glândula de funções 
exócrina e endócrina
 Endócrino
 Ilhotas de Langerhans
(2%) 
 Exócrino
 Acinosa composta
 Ácinos serosos
Célula centroacinosa
Reconhecida por sua localização 
no centro do ácino pancreático 
e por seu citoplasma pálido.
Ilhota de Langerhans
Este componente endócrino
do pâncreas é circundado pelos 
ácinos serosos.
Ducto intercalar
Ele é a continuação das células 
centroacinosas para dentro do 
estroma de tecido conjuntivo.
Grânulos de zimogênio
Estão presentes na porção apical 
das células acinosas pancreáticas.
1 - REG 2 - CG 3 – grânulos de zimogênio
FUNÇÕES DOS ÁCINOS PANCREÁTICOS
 Drogas colinérgicas e hormônios 
gastrointestinais e peptídeos secretados 
pelo pâncreas endócrino = ↑ fluxo de 
suco pancreático (1,5-3 L/dia)
 CCK: estimula a liberação de 
zimogênios
 Secretina: induz a liberação de íons 
bicarbonato  ativação das enzimas
Ácino
Pancreático
PÂNCREAS: SUPRIMENTO 
SANGUÍNEO DUPLO
 Sistema Porta Insuloacinar:
 Cada ilhota de Langerhans é vascularizada por
arteríolas aferentes formando uma rede capilar
revestida por células endoteliais fenestradas.
 Os capilares que deixam a ilhota fornecem
sangue para os ácinos pancreáticos ao redor da
ilhota.
 Permite a ação local de hormônios do
pâncreas exócrino produzidos na ilhota.
 SistemaVascular Acinar:
 Fornece sangue para os ácinos pancreáticos.
FÍGADO
 Maior glândula do corpo humano
 Envolto por cápsula: cápsula hepática (de Glisson)
 fibras colágenas e elásticas
 recoberto pelo peritônio
 Irrigação:
 Veia porta (75-80%): trato digestório, baço e pâncreas
 Artéria hepática: ramo do tronco celíaco  20-25% do sangue oxigenado
 Sangue da veia porta + artéria hepática  sinusoides  vênulas central  veias
sublobulares  veias coletoras e veias hepáticas  veia cava inferior
 Ductos biliares hepáticos direito e esquerdo  ducto hepático  ducto colédoco
16
LÓBULO
Veia 
Central
Veia 
Central
Sinusóides
hepatócitos
Células 
reticuloendoteliais
estreladas fagocíticas
Células de Kupffer
¬¬’
Ramo da artéria 
hepática
Ramo da veia 
porta 
Dúctulo
interlobular
Dúctulos bilíferos
(1) O lóbulo 
hepático clássico, de 
formato hexagonal, 
contém uma veia 
central e 
componentes da 
tríade portal nos 
vértices do lóbulo.
(2) Um lóbulo portal inclui 
porções daqueles lóbulos cujos 
canalículos biliares drenam para o 
mesmo ducto biliar. O centro do 
lóbulo portal é o ducto biliar que 
coleta a bile de todos os 
canalículos biliares.
(3) As três zonas de um ácino hepático são 
definidas pelo tecido hepático que recebe 
sangue de um ramo da artéria hepática, 
conduzindo o sangue para veias centrais opostas. 
Zona periportal ou perilobular (I): os 
hepatócitos sintetizam glicogênio e proteínas 
plasmáticas. A [ O2] no sangue dos sinusoides é 
alta.
A zona II é uma é região intermediária
Zona de drenagem central (III): [O2] é mais 
pobre. Possui papel na detoxificação. Os 
hepatócitos são suscetíveis a lesões causadas por 
hipóxia
HEPATÓCITO
 Célula funcional
 Função endócrina e
exócrina
 Cordões anastomosados
ao redor dos sinusoides
HEPATÓCITO
 RER: síntese de proteínas plasmáticas
 REL: mecanismos de detoxificação, síntese de glicogênio
 Síntese de colesterol e sais biliares
 Conjugação da bilirrubina, de esteroides e de drogas com ácido glicurônico
 Glicogenólise
 Esterificação de ácidos graxos livres em triglicerídeos
 Remoção do iodeto dos hormônios da tireoide
 Detoxificação de drogas lipossolúveis (fenobarbital)
 CG: glicosilação de proteínas de secreção e enzimas lisossomais
 Lisossomas: degradam glicoproteínas envelhecidas e armazenam ferro
CÉLULA PERISSINUSOIDAL (DE ITO)
 Encontrada no espaço de Disse
 Proximidades dos sinusoides
 Armazenam e liberam retinoides
 Produzem e renovam os componentes da MEC
 Regularizam o fluxo sanguíneo nos sinusoides
 Proliferam quando ativadas pelas citocinas produzidas pelas células de Kupffer
VESÍCULA BILIAR
 Funções: armazenamento, concentração
e liberação da bile
 Ductos hepáticos  ducto cístico 
vesícula biliar  ducto colédoco
 Parede: túnica mucosa (pregas), túnica
muscular e túnica adventícia
VESÍCULA BILIAR
Funções:
1. Concentração e
armazenamento da bile;
2. Liberação da bile
1. contração da túnica
muscular em resposta à
estimulação pela CCK
2. por estímulos neurais,
juntamente com o
relaxamento do esfíncter
de Oddi
3. Regulação da pressão
hidrostática dentro da via
biliar.
Uma pausa 
antes da 
correlação 
clínica
Cof cof... 
Agora sim....
CORRELAÇÕES 
CLÍNICAS
 Litíase biliar:
 Desequilíbrio nos 
componentes da bile
 Colesterol
 Pigmentos biliares. 
 Mau funcionamento da 
vesícula biliar, com um 
esvaziamento lento ou 
incompleto durante a 
digestão.
REFERÊNCIAS
KIERSZENBAUM. Histologia e biologia celular: uma introdução à patologia. 3ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. 
CAP: 
GARTNER, L.P; HIATT, J.L. Tratado de Histologia Médica. 3ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
CAP: