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Formação Profissional 
Manual da 
Oficina de Canalização 
Volume 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Higiene e Segurança na Canalização
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiFhtiZxITNAhUFVRoKHUzsATMQjRwIBw&url=https://www.zoro.com/ridgid-pipe-threading-accessories/g/00057977/&bvm=bv.123325700,d.d2s&psig=AFQjCNGXwWn_O2EX21uGbfNtr2GUqBhKWQ&ust=1464791501071854
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 1 
FICHA TÉCNICA 
 
------------------------------------------------------------------------------------------------------ 
 
Título Manual da Oficina de Canalização – Volume 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização 
 
Nível vocacional 2 e 3 
 
Equipa técnica Centro de Recursos para Educação Profissional 
(CEREP). 
 
Redacção Per Holm 
 
Edição 2.0 - Preliminar 
 
Data Janeiro 2019 
 
Nota Está edição é destinada para os cursos de 
formação profissional do ramo de canalização em 
regime de pilotagem no âmbito da reforma da 
Educação Profissional. 
 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
 
 
 
 
 
 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.giz.de/en/html/index.html
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 2 
NOTAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 3 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO 
VOLUME 1 
HIGIENE E SEGURANÇA NA CANALIZAÇÃO 
 
ÍNDICE DO MANUAL 
 Página 
1 A IMPORTÂNCIA DE HIGIENE E SEGURANÇA NA CANALIZAÇÃO 5 
 1.1 Introdução 5 
 1.2 Higiene e segurança no trabalho 7 
 1.3 Acidente de trabalho 9 
 1.4 Doenças profissionais 10 
 1.5 Causas de acidentes de trabalho 11 
 1.6 Riscos ambientais no trabalho 12 
 1.7 Redução dos riscos de acidente 13 
 
2 EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL - EPI 15 
 2.1 Introdução ao EPI 15 
 2.2 EPI para protecção dos olhos e da cara 15 
 2.3 EPI para protecção da cabeça 16 
 2.4 EPI para protecção dos ouvidos 16 
 2.5 EPI para protecção das mãos 17 
 2.6 EPI para protecção dos pés 17 
 2.7 EPI para protecção das vias respiratórias 18 
 2.8 EPI para trabalhos em altura 19 
 
3 SINALIZAÇÃO DE HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO 21 
 3.1 Introdução à sinalização 21 
 3.2 Sinalização de perigo 22 
 3.3 Sinalização de proibição 23 
 3.4 Sinalização de obrigação 24 
 3.5 Sinalização para emergências de incêndio 26 
 3.6 Sinalização de emergências em geral 27 
 3.7 Sinalização para andaimes 29 
 
4 PRÁTICAS SEGURAS 31 
 4.1 A importância de limpeza e arrumação 31 
 4.2 Prática segura com as ferramentas manuais 33 
 4.3 Prática segura na oficina de canalização 39 
 4.4 Prática segura com cilindros de oxigénio e acetileno 47 
 4.5 Prática segura na utilização de andaimes 49 
 4.6 Prática segura no trabalho em escavações 52 
 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 4 
NOTAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 5 
A IMPORTÂNCIA DE HIGIENE E SEGURANÇA NA CANALIZAÇÃO 
 
1.1 INTRODUÇÃO 
 
As normas gerais sobre Higiene e Segurança no Trabalho (HST) em Moçambique são 
descritas na Constituição da Republica de 1990 e na Lei de Trabalho de 2007 (Lei 
23/2007). 
 
A Constituição da Republica mencione no seu Artigo 85 sobre “Direito à Retribuição 
e Segurança no Emprego, paragrafo 2: “O trabalhador tem direito à protecção, 
segurança e higiene no trabalho”. 
 
A Lei de Trabalho de 2007 descreve a legislação sobre HST no seu Capítulo VI, 
“Higiene, segurança e saúde dos trabalhadores” e está subdivida em artigos que 
entre outros descrevem: 
 
 Os princípios gerais. 
 As comissões de segurança no trabalho. 
 Os regulamentos de higiene e segurança. 
 Saúde e assistência médica. 
 Acidentes de trabalho e doenças profissionais. 
 Prevenção de acidentes de trabalho e doenças profissionais. 
 
 
Fig. 1.01 – A lei de trabalho em vigor foi publicada no Boletim da República de 01 de 
Agosto de 2007. O Capítulo VI contém legislação sobre Higiene e Segurança no 
Trabalho. 
 
As normas específicas de HST são descritas em várias Diplomas Legislativas, e é 
comum em empresas bem organizadas que as regras são descritas em manuais 
específicas que normalmente são endossados pela Comissão de Segurança no 
Trabalho da empresa. 
 
Os conteúdos nesse manual baseiam-se na legislação em vigor, os regulamentos em 
vigor e em regras específicas para as áreas de canalização, reconhecidos e aplicadas 
internacionalmente. 
 
A Higiene e a Segurança são duas actividades que estão intimamente relacionadas 
com o objectivo de garantir condições de trabalho capazes de manter um nível de 
saúde dos colaboradores e trabalhadores em todos os locais de trabalho. 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 6 
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a verificação de condições de 
Higiene e Segurança consiste "num estado de bem-estar físico, mental e social” e 
não somente a ausência de doença e enfermidade ". 
 
A HST faz parte integral da formação profissional de qualquer ramo, e um bom 
profissional sempre tem em mente as regras e precauções necessárias para 
executar um trabalho seguro e de boa qualidade. 
 
A higiene do trabalho propõe-se combater, dum ponto de vista não médico, as 
doenças profissionais, identificando os factores que podem afectar o ambiente do 
trabalho e o trabalhador, visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais, isto é 
condições inseguras de trabalho que podem afectar a saúde, segurança e bem-estar 
do trabalhador). 
 
A segurança do trabalho propõe-se combater, também dum ponto de vista não 
médico, os acidentes de trabalho, quer eliminando as condições inseguras do 
ambiente, quer educando os trabalhadores a utilizarem medidas preventivas. 
 
Para além disso, as condições de segurança, higiene e saúde no trabalho 
constituem o fundamento material de qualquer programa de prevenção de riscos 
profissionais e contribuem, nas oficinas, nas obras e nas empresas, para o aumento 
da qualidade da produção e para o aumento da competitividade com a diminuição 
da sinistralidade. 
 
 
Fig. 1.02 – Higiene e segurança no trabalho é parte integral da profissão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 7 
1.2 HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO 
 
As perfeitas condições de segurança e higiene no trabalho constituem um factor de 
primeira importância, pelo que nunca são demasiados os cuidados a ter. É 
absolutamente necessário que cada pessoa que intervenha na actividade laboral 
tenha plena consciência de que, tanto o acidente de trabalho, como a doença 
profissional, podem e devem evitar-se. 
 
As condições de higiene e segurança no trabalho são regulamentadas pela lei de 
uma maneira geral, mas estas regras gerais devem concretizar-se e especificar-se 
em cada posto de trabalho para se chegar até ao mais pequeno detalhe de 
aplicação, que elimine qualquer causa de risco. 
 
Dentre os factores mais importantes na prevenção de acidentes de trabalho 
salientam-se os seguintes: 
 
ASSEIO PESSOAL 
 
O asseio pessoal é absolutamente necessário na prevenção de acidentes de 
trabalho e deve-se observar o seguinte: 
 
 A roupa de trabalho deve manter-se limpo. 
 
 As mãos e os braços devemser lavados após cada período de trabalho, e 
sempre antes de beber e/ou comer. 
 
 O local de trabalho deve manter-se limpo e sobretudo arrumado. 
 
ATENÇÃO 
 
A maioria dos acidentes de trabalho é devida à distracção das pessoas. Para a 
perfeita segurança, o trabalhador na oficina ou nas obras de canalização deve em 
primeiro lugar prestar, a qualquer trabalho que efectua, toda a sua atenção, 
independentemente da sua importância, pois é muitas vezes nos trabalhos mais 
simples e de menor responsabilidade que surgem os acidentes imprevistos. 
 
 
Fig. 1.03 – Distracções causam facilmente acidentes no local de trabalho. 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 8 
VESTUÁRIO 
 
Este deve preservar o asseio do corpo, permitindo à fácil movimentação do 
canalizador. Deve ser roupa apropriada para trabalhar. As mangas da camisa ou do 
casaco devem ser apertados ao pulso. 
 
UTILIZAÇÃO DAS FERRAMENTAS 
 
Os acidentes referentes à má utilização das ferramentas de trabalho são 
normalmente devidos a: 
 
 Utilização da ferramenta inadequada para a operação em vista. 
 
 Más condições das ferramentas, como desgaste, isolamento, limpeza. 
 
ILUMINAÇÃO DO LOCAL DE TRABALHO 
 
A boa iluminação do local de trabalho é factor de grande importância, pois evita os 
acidentes devido a falta de visibilidade. Mesmo a iluminação deficiente provoca a 
fadiga, o que pode também dar origem a acidente. Quando se trabalha em locais 
onde a luz tem acesso difícil é melhor utilizar lâmpadas portáteis como lanternas, 
gambiarras, etc. 
 
 
Fig. 1.04 – A utilização correcta do Equipamento de Protecção Individual (EPI) é de 
alta importância para a execução do trabalho sem riscos de acidentes de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 9 
1.3 ACIDENTE DE TRABALHO 
 
Sobre acidentes de trabalho existem os seguintes conceitos básicos: 
 
Acidente de Trabalho: É o que ocorre pelo exercício do trabalho, a serviço da 
empresa, provocando lesões corporais ou perturbação funcional que cause a 
morte, a perda ou a redução, permanente ou temporária, da capacidade do 
trabalho, de acordo com o regulamento dos benefícios da segurança social. 
 
Acidente de Trajecto: É o acidente ocorrido com o empregado no percurso da 
residência para o trabalho ou vice-versa. 
 
Cadastro de Acidentes: É um conjunto de registos com informações e dados 
relativos aos acidentes ocorridos de modo a facilitar os trabalhos de estatísticas e 
análises. 
 
Doença Profissional ou do Trabalho: É aquela adquirida no exercício do trabalho a 
serviço da empresa, equivale-se ao acidente do trabalho. 
 
Acidentes com Afastamento: É aquele que impossibilita o retorno do acidentado 
ao trabalho na jornada normal do dia seguinte. 
 
Acidente sem Afastamento: É aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho 
ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte. 
 
Acidente sem Vítima – Incidente: É toda a ocorrência não programada que 
interrompe a actividade normal de trabalho resultando somente em danos 
materiais ou ao meio ambiente. 
 
Documentação de Acidente de Trabalho: Para todo acidente de trabalho ocorrido, 
deve ser providenciada uma comunicação interna isto é a “Ficha de Levantamento 
de Dados e Análise” e externa, isto é “Comunicação de Acidentes do Trabalho” 
(CAT). 
 
Comunicação Interna: É o registo feito pelo sector de segurança que tem por 
finalidade informar internamente a ocorrência para que sejam tomadas as medidas 
correctivas. Sempre que ocorrer acidente que resulte em vulto, perda de membro 
ou função orgânica e ainda, cause prejuízo de grande monta, a comissão se reunirá 
em carácter extraordinário em prazo máximo de 48 horas, após a ocorrência do 
acidente podendo ser exigida a presença do responsável pelo sector onde ocorreu 
o mesmo. 
 
Comunicação Externa: É a obrigação legal que a empresa tem de comunicar o 
acidente ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) no período 
preferencialmente de 24 horas podendo ser até no máximo de 15 dias. Em caso de 
morte, deve se avisar imediatamente as autoridades policiais. O não cumprimento 
do estabelecido pela legislação poderá implicar em multas, além do não pagamento 
dos benefícios pelo INSS e envolvimento civil. 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 10 
Custos dos Acidentes: Os prejuízos ocasionados pelos acidentes de trabalho 
afectam em geral a família, a empresa e até mesmo a nação. 
 
Veja exemplos: 
 
Família - lesão incapacitante e até a morte, da principal fonte de recursos 
económico-financeiro da família; 
 
 Afastamento do trabalho e diminuição dos rendimentos; 
 Dificuldades na manutenção da família; 
 Factor psicológico. 
 
Empresa – custos do acidente; 
 
 Tempo perdido com o empregado e seus colegas; 
 Aumento dos custos pela danificação de máquina, material ou equipamento; 
 Atraso nas entregas dos produtos a clientes; 
 Aumento do custo produtivo resultante de redução de produtividade; 
 Custo indirecto com treinamento e adaptação do novo funcionário para a 
função. 
 
Nação – aumento de impostos e taxa de seguros. 
 
1.4 DOENÇAS PROFISSIONAIS 
 
Após longo período de execução de um determinado trabalho, ou de exposição a 
determinados ambientes de trabalho, o trabalhador pode apresentar problemas de 
saúde, já como uma doença profissional. Doenças profissionais são quelas que são 
adquiridas na sequência do exercício do trabalho. 
 
Doenças de trabalho são aquelas decorrentes das condições especiais em que o 
trabalho é realizado. Ambas são consideradas como acidentes de trabalho, quando 
delas decorrer a incapacidade para o trabalho. 
 
 
Fig. 1.05 – A inobservância de regras e recomendações sobre manuseamento e 
utilização de produtos químicos pode facilmente causar uma grave doença 
profissional. 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 11 
1.5 CAUSAS DE ACIDENTES DE TRABALHO 
 
ACTO INSEGURO 
 
É a maneira como a pessoa se expõe, conscientemente ou inconscientemente, ao 
risco de sofrer acidentes. Exemplos: 
 
 Efectuar trabalhos sem autorização. 
 Limpar máquinas em movimento. 
 Correr ou brincar em serviço, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONDIÇÃO INSEGURA: 
 
É a condição característica do local de trabalho (irregularidades em máquinas, 
equipamentos etc.) ou da forma com que o trabalho é administrado (falta de 
formação profissional, horas extras excessivas, etc.) que pode levar a ocorrência de 
acidentes. São as condições que, presentes no ambiente de trabalho, 
comprometem a segurança do trabalhador e a própria segurança das instalações e 
dos equipamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXEMPLOS DE ACTOS INSEGUROS NO LOCAL DE TRABALHO 
 
 Subir em telhado ou andaime sem cinto de segurança contra quedas. 
 Ligar fichas de aparelhos eléctricos com as mãos molhadas. 
 Ficar junto ou sob cargas suspensas. 
 Usar máquinas sem ter permissão e/ou habilitação. 
 Lubrificar, ajustar ou limpar máquinas em movimento. 
 Improvisar ou fazer mau uso de ferramentas manuais. 
 Não usar equipamento de protecção individual. 
 Manusear incorrectamente produtos químicos. 
 Transportar ou empilhar material de forma insegura. 
 Fumar ou usar chamas em lugares indevidos. 
 Fazer brincadeiras ou exibicionismo nas oficinas. 
 
 
 
EXEMPLOS DE CONDIÇÕES INSEGURAS NO LOCAL DE TRABALHO 
 
 Instalação eléctrica com cabos desencapados. 
 Quadros eléctricos sem porta (ou com porta aberta). 
 Máquinas em estado precário de manutenção. 
 Falta de resguardos em máquinas e equipamentos. 
 Andaime feito com materiais inadequados. 
 Passagens perigosas. 
 Iluminação inadequada. 
 Ventilação inadequada. 
 Escassez de espaço. 
 Má arrumação. Chão suja, escorregadio, com óleo e graxa, etc. 
 
 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 12 
 
Fig. 1.06 – Condições inseguras numa oficina mecânica. 
 
FACTOR PESSOAL: 
 
São os factores que dão origem às condições ou os actos inseguros, como: 
 
 Distracção. 
 Esquecimento. 
 Ignorância e/ou falta de conhecimento. 
 Influência de álcool ou droga. 
 Agressividade. 
 Falhas orgânicas do acidentado, desmaios, ataques epilépticos. 
 
1.6 RISCOS AMBIENTAIS NO TRABALHO 
 
Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos, biológicos, 
ergonómicos e de acidentes existentes nos ambientes de trabalho que, em função 
de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes 
de causar danos à saúde do trabalhador. 
 
Riscos Físicos: Consideram-se agentes físicos, diversas formas de energia a que 
passam estar expostos os trabalhadores, tais como ruído, vibrações, pressões 
anormais, temperaturas extremas e radiações. 
 
Riscos Químicos: Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou 
produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de 
poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da 
actividade de exposição, possam ter contacto ou ser absorvidos pelo organismo 
através da pele ou por ingestão. Os agentes químicos podem ser encontrados na 
forma gasosa, líquida, sólida e/ou pastosa. Quando absorvidos pelo organismo, 
produzem, na grande maioria dos casos, reacções diversas, dependendo da 
natureza, da quantidade e da forma da exposição a substâncias. 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 13 
Riscos Biológicos: Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, 
parasitas, protozoários, vírus, entre outros. São os microorganismos presentes no 
ambiente de trabalho, na maioria das vezes são invisíveis a olho nu e são capazes 
de produzir doenças, mau cheiro, deterioração de alimentos etc. 
 
Riscos Ergonómicos: São contrárias as técnicas de ergonomia, que propõem que os 
ambientes de trabalho devem se adaptar ao homem, contribuindo assim para a 
melhoria das condições laborais proporcionando bem-estar físico e psicológico, 
estando ligados também a factores externos (do ambiente) e internos (do plano 
emocional). Em síntese, quando há “disfunção” entre o posto de trabalho e o 
indivíduo. 
 
São medidas preventivas contra riscos ergonómicos, o estudo e análise do 
ambiente, para proporcionar o máximo de conforto e segurança observando a 
legislação específica. 
 
Riscos de Acidentes: Os riscos de acidentes do trabalho são oriundos de fontes e 
agentes ambientais (físico, químico, biológico, ergonómico e de acidentes do 
trabalho): do processo produtivo de trabalho, de tecnologias inapropriadas e de 
comportamentos de desmotivação e insatisfação capaz de provocar lesões 
corporais ou perturbações funcionais ao trabalhador até consequências graves e 
permanentes ou da própria morte. 
 
1.7 REDUÇÃO DOS RISCOS DE ACIDENTE 
 
Os acidentes são evitados com a aplicação de medidas específicas de segurança, 
seleccionadas de forma a estabelecer maior eficácia na prevenção da segurança. 
 
Na redução dos riscos de acidente de trabalho, as prioridades são: 
 
Eliminação do risco - significa torná-lo definitivamente inexistente, o que poucas 
vezes se consegue. Exemplo: Uma escada com piso escorregadio representa um 
sério risco de acidente. Esse risco poderá ser eliminado com um piso 
antiderrapante. 
 
Neutralização do risco - o risco existe, mas está controlado. Esta opção é utilizada 
na impossibilidade temporária ou definitiva da eliminação de um risco. Exemplo: As 
partes móveis de uma máquina como polias, engrenagens, correias etc., devem ser 
neutralizadas com anteparos de protecção, uma vez que essas peças das máquinas 
não podem ser simplesmente eliminadas. 
 
Sinalização do risco - é a medida que deve ser tomada quando não for possível 
eliminar ou isolar o risco. Exemplo: Máquinas em manutenção devem ser 
sinalizadas com placas de advertência; locais onde é proibido fumar devem ser 
devidamente sinalizados. 
 
 
 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 14 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 1.07 – É sempre melhor prevenir de que remediar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PREVENIR 
É MELHOR 
QUE REMEDIAR 
 
LEMBRE-SE 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 15 
EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL - EPI 
 
2.1 INTRODUÇÃO AO EPI 
 
Todas as actividades profissionais que representam qualquer risco físico para o 
trabalhador devem ser cumpridas com o auxílio de EPIs – Equipamentos de 
Protecção Individual, que entre outros incluem óculos, protectores auriculares, 
máscaras, capacetes, luvas, botas, cintos de seguranças. 
 
Esses acessórios são indispensáveis em fábricas, nas obras e nos processos 
industriais em geral, e alguns deles são indispensáveis para o trabalho de 
canalização.. 
 
O uso do EPI é fundamental para garantir a saúde e a protecção do trabalhador, 
evitando consequências negativas em casos de acidentes de trabalho. Além disso, o 
EPI também é usado para garantir que o profissional não será exposto a doenças 
ocupacionais, que podem comprometer a capacidade de trabalho e de vida dos 
profissionais durante e depois da fase activa de trabalho. 
 
2.2 EPI PARA PROTECÇÃO DOS OLHOS E DA CARA 
 
MATERIAL DESIGNAÇÃO E 
CARACTERÍSTICAS 
PROTECÇÃO APLICAÇÃO 
 
Óculos de segurança, 
com hastes reguláveis e 
protecção lateral. 
Vista. Oficina mecânica 
em geral (trabalhos 
na bancada, 
brocagem etc.). 
 
Óculos de protecção 
(Óculos Lobo) com 
lente em plástico. 
Vista. Trabalhos de pedra 
esmeril e/ou 
rebarbadora. 
Qualquer trabalho 
que resulte em 
muita poeira ou 
partículas. 
 
 
Máscara de protecção 
com adaptador de 
cabeça. Viseira em 
policarbonato 
transparente e anti-
impacto. 
 
 
Olhos e cara. Trabalhos intensos 
com rebarbadora 
e/ou pedra esmeril. 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 16 
 
Óculos de segurança 
com lentes bastante 
escuros, com hastes 
reguláveis e protecção 
lateral. 
Olhos. Soldadura e corte 
oxiacetilénico. 
 
Máscara de soldadura 
com adaptador de 
cabeça e com 
inclinação regulável. 
 
 
 
 
Olhos e cara. Soldadura de arco 
eléctrico. 
 
2.3 EPI PARA PROTECÇÃO DA CABEÇA 
 
MATERIAL DESIGNAÇÃO E 
CARACTERÍSTICAS 
PROTECÇÃO APLICAÇÃO 
 
Capacete rígido e 
antichoque, com 
pontos de fixação. 
Cabeça Obras e estaleiros 
de construção civil. 
Estaleiros de 
construção e 
reparação metalo-
mecânico. 
Oficinas e 
estaleiros com 
gruas e/ou 
guinchos. 
 
2.4 EPI PARA PROTECÇÃO DOS OUVIDOS 
 
MATERIAL DESIGNAÇÃO E 
CARACTERÍSTICAS 
PROTECÇÃO APLICAÇÃO 
 
Tampões protectores 
auditivos descartáveis, 
com ou sem cordão. 
 
 
 
 
Ouvido Oficinas e/ou 
estaleiros com 
ruído. 
 
Protector auricular 
anti-ruído. 
 
 
 
 
 
 
 
Ouvido Oficinas e/ou 
estaleiros com 
ruído. 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 17 
2.5 EPI PARA PROTECÇÃO DAS MÃOS 
 
MATERIAL DESIGNAÇÃO E 
CARACTERÍSTICAS 
PROTECÇÃO APLICAÇÃO 
 
Luva de protecção em 
couro e tecido 
Mãos Obras de construção 
civil em geral. Oficina 
de canalização em 
geral. 
 
Para manipulação de 
objectos com arestas 
cortantes etc. 
 
Luva de protecção em 
couro. 
Mãos Soldadura em geral e 
outros trabalhos de 
serralharia civil. 
 
Luva de protecção em 
couro, forrada e com 
isolamento de calor 
Mãos Para manipulação de 
peças muito quentese para trabalhos de 
soldadura especial. 
 
Luva de protecção em 
PVC ou borracha. 
 
 
 
 
 
 
Mãos Manuseamento e 
trabalhos que 
envolvem produtos 
químicos, óleos e 
combustível. 
 
2.6 EPI PARA PROTECÇÃO DOS PÉS 
 
MATERIAL DESIGNAÇÃO E 
CARACTERÍSTICAS 
PROTECÇÃO APLICAÇÃO 
 
Sapato de segurança 
em couro, com sola de 
borracha e com 
biqueira de segurança 
em aço carbona. 
Pé Utilização geral nas 
oficinas. 
 
Bota de segurança em 
couro, com sola de 
borracha e com 
biqueira de segurança 
em aço carbona. 
Pé Utilização geral em 
obras e estaleiros 
de construção civil, 
incluindo 
canalização. 
http://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiwsrqd7KbNAhXHXRoKHSITDtYQjRwIBw&url=http://www.protefortcalcados.com.br/calcados-de-seguranca-tipo-sapato-bi-densidade-com-cadarco-e-biqueira-de-aco&bvm=bv.124272578,d.ZGg&psig=AFQjCNGpXUSgWrXUFPlS9sqa8f8jQHpRuw&ust=1465970588173087
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 18 
 
Bota alta, em 
policloreto de vinil 
Pé Para trabalhos em 
locais e áreas 
molhados. 
 
2.7 EPI PARA PROTECÇÃO DAS VIAS RESPIRATÓRIAS 
 
MATERIAL DESIGNAÇÃO E 
CARACTERÍSTICAS 
PROTECÇÃO APLICAÇÃO 
 
Semi mascara, 
anti poeira 
(partículas). 
Descartável 
Vias 
respiratórias 
Para trabalhos gerais em 
áreas com poeira. 
 
Este tipo de aparelhos 
tem por função filtrar o 
ar necessário à 
respiração de um 
indivíduo num ambiente 
de atmosfera poluída 
que contenha pelo 
menos 17% de oxigénio. 
 
 
Semi mascara, 
anti poeira, 
(partículas) com 
elementos de 
filtros 
descartáveis 
Vias 
respiratórias 
Para trabalhos em áreas 
com poeira intensiva. 
 
Este tipo de aparelhos 
tem por função filtrar o 
ar necessário à 
respiração de um 
indivíduo num ambiente 
de atmosfera poluída 
que contenha pelo 
menos 17% de oxigénio. 
 
 
Semi máscara, 
anti poeira, anti 
gases e mistos, 
com elementos 
de filtro especiais 
e descartáveis 
Vias 
respiratórias 
Para trabalhos em áreas 
com poeira e com 
vaporização de tintas 
e/ou diluentes, e/ou 
combustíveis. 
 
Este tipo de aparelhos 
tem por função filtrar o 
ar necessário à 
respiração de um 
indivíduo num ambiente 
de atmosfera poluída 
que contenha pelo 
menos 17% de oxigénio. 
 
 
http://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiiipbnovjOAhWDtBoKHSmoDoMQjRwIBw&url=http://www.vivermelhor.pt/produtos?categoria%3D15%26subcategoria%3D15.2&bvm=bv.131783435,d.ZGg&psig=AFQjCNE6zWyYDsJ9CdYX96c7lsirf-ljog&ust=1473166378339574
http://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwi4r7zRovjOAhVJVhoKHTELC7IQjRwIBw&url=http://etcsms.blogspot.com/2013/09/lista-de-equipamentos-de-protecao.html&bvm=bv.131783435,d.ZGg&psig=AFQjCNE6zWyYDsJ9CdYX96c7lsirf-ljog&ust=1473166378339574
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 19 
2.8 EPI PARA TRABALHOS EM ALTURA 
 
MATERIAL DESIGNAÇÃO E 
CARACTERÍSTICAS 
PROTECÇÃO APLICAÇÃO 
 
 
 
Cinta de segurança Todo o corpo 
humano 
Para trabalhos em 
altura onde 
existem riscos de 
queda. 
 
 
 
Cinta de segurança, 
tipo “pára-quedista”. 
Todo o corpo 
humano 
Para trabalhos em 
altura onde 
existem riscos de 
queda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwie3vPY-erYAhUMsBQKHeq_BwwQjRwIBw&url=https://www.superepi.com.br/talabarte-de-seguranca-com-absorvedor-de-energia-steelpro-p423/&psig=AOvVaw0a3Ybg9lzGluci_7rx3z6a&ust=1516689174912227
http://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjj3uSg_-rYAhXCvBQKHUv7A1MQjRwIBw&url=http://www.distrinox.com.br/cinto-de-seguranca-tipo-paraquedista-custon-plus-1-ponto-pci180-capital-safety/p&psig=AOvVaw07_qHS5h8hAkReCm_hXk-L&ust=1516690685583887
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 20 
NOTAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 21 
SINALIZAÇÃO DE HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO 
 
3.1 INTRODUÇÃO À SINALIZAÇÃO 
 
A sinalização no campo de Higiene e Segurança no Trabalho (HST) está dividida nos 
seguintes grupos de sinalização: 
 
 Sinalização de perigo. 
 Sinalização de proibição. 
 Sinalização de obrigação. 
 Sinalização de incêndio. 
 Sinalização de emergência. 
Nas páginas a seguir seleccionamos alguns sinais dos grupos acima mencionados, 
que devem ser colocados nas respectivas oficinas e obras de construção civil, e que 
tem relevância para ser colocados nas oficinas das aulas práticas nas escolas 
técnicas e centros de formação profissional. 
 
 
Fig. 3.01 – Exemplo de sinalização de perigo, junto com uma instrução de 
segurança, típica para uma obra de construção civil. 
 
 
Fig. 3.02 – Exemplo de sinalização de perigo, junto com uma instrução de 
segurança, típica para uma oficina de serralharia. 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 22 
3.2 SINALIZAÇÃO DE PERIGO 
 
Descrição e Aplicação Sinal 
Perigo – Em Geral 
Perigo – Não Especificado 
 
Uma chapa com descrição do perigo 
pode ser colocada em baixo do sinal. 
 
 
 
 
 
Substâncias inflamáveis 
 
Colocação: Portas para 
ferramentarias ou armazéns onde tem 
um ou mais dos produtos seguintes: 
combustível, óleos, tinta, verniz, 
diluentes. 
 
Perigo de electrocussão 
 
Colocação: Oficina de electricidade, 
portas para quadros eléctricos, portas 
para postos de transformadores, etc. 
 
Perigo de queda 
 
Colocação: Obras de construção civil, 
estaleiros e andaimes onde existem 
riscos de queda. 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 23 
3.3 SINALIZAÇÃO DE PROIBIÇÃO 
 
Descrição e Aplicação Sinal 
Proibido de passar. Andaime 
incompleto. 
 
Colocação: Obras de construção civil e 
estaleiros, onde o andaime ainda está 
em construção e não foi liberado. 
 
 
 
Proibição de fumar 
 
Colocação: Armazéns e 
ferramentarias. 
 
Oficinas mecânicas, oficinas de 
automóveis e de electricidade. 
 
Em oficinas onde se trabalha com 
decapantes, diluentes e tintas. 
Proibição de fazer lume e de fumar 
 
Colocação: Armazéns e 
ferramentarias. 
 
Oficinas de automóveis e de 
electricidade. 
 
Em oficinas onde se trabalha com 
decapantes, diluentes e tintas. 
 
Proibição de utilizar telemóvel 
 
Colocação: Oficinas de aprendizagem. 
 
Áreas com perigo de incêndio e/ou de 
explosão, como bombas de 
combustível e áreas de armazenagem 
de combustíveis. 
 
 
http://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiNiYn6gOvYAhXBuRQKHQhIAQcQjRwIBw&url=http://paflo.pt/produto/sinalizacao-proibido-passar-andaime-incompleto/&psig=AOvVaw10_QJrnZFbFhO-532CMhI8&ust=1516690987445307
http://towbar.com.br/loja/FotosProdutos_2/3966/1_16032011080020236444265412651f56we1f56ef1236r65.jpg
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 24 
3.4 SINALIZAÇÃO DE OBRIGAÇÃO 
 
Descrição e Aplicação Sinal 
Protecção obrigatória dos olhos 
 
Todas as oficinas. 
 
Colocação: Qualquer área onde se 
utilize pedra esmeril e/ou 
rebarbadora. 
 
Qualquer máquina de corte, de 
polimento etc. 
 
Protecção obrigatória da cabeça 
 
Colocação: Estaleiros e obras de 
construção civil. 
 
Campo de construção civil. 
 
 
 
 
 
 
Protecção obrigatória dos ouvidos 
 
Oficina de serralharia mecânica e 
oficina de serralharia civil, quando há 
trabalhos com rebarbadoras, ou 
qualquer outra máquina que emite 
barulho. 
 
 
 
Protecção obrigatória das vias 
respiratórias.Oficina de automóveis: Trabalhos com 
travões de viaturas 
 
Em oficinas onde se trabalha com 
decapantes, diluentes e tintas. 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 25 
Protecção obrigatória dos pés 
 
Todas as oficinas. 
 
Protecção obrigatória das mãos 
 
Oficina de serralharia civil e de 
soldadura. 
 
 
 
Protecção obrigatória do corpo 
 
Todas as oficinas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uso obrigatório de cinto de 
segurança 
 
Andaimes e outros trabalhos em 
altura. 
 
 
 
 
 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiYh8K4hevYAhVGcRQKHVJiAhoQjRwIBw&url=https://www.linkedin.com/pulse/new-fall-protection-courses-hawaii-stanford-brown&psig=AOvVaw0Zifk5Kl_sBlITku-hUPPA&ust=1516692299664787
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 26 
3.5 SINALIZAÇÃO PARA EMERGÊNCIAS DE INCÊNDIO 
 
LOCALIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIOS 
 
Descrição e Aplicação Sinal 
Extintor 
 
Colocação: Todas as oficinas e outros 
locais onde é recomendado ter 
extintor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mangueira de combate a incêndio - 
Carretel 
 
Colocação: Posto de combate de 
incêndio com água e mangueira 
(carretel). 
 
 
 
 
 
 
Escada para combate a incêndio 
 
Colocação: Oficinas e outros locais 
onde é recomendado ter uma escada 
para combate a incêndio 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 27 
3.6 SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIAS EM GERAL 
 
Descrição e Aplicação Sinal 
Primeiro Socorro 
Colocação: Nos locais onde se 
encontra pessoas ou equipamento 
para prestação de primeiros 
socorros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Posto de Lavagem dos Olhos 
Colocação: Nos locais onde é 
obrigatório ou aconselhável de ter 
um posto de lavagem dos olhos. 
Sempre que exista risco de 
projecção de líquidos corrosivos 
para os olhos, deve existir um 
posto de lavagem dos olhos, 
convenientemente sinalizado com 
este sinal. 
 
 
Chuveiro de Emergência 
Colocação: Nos locais onde é 
obrigatório ou aconselhável de ter 
chuveiro de emergência. 
 
 
 
 
 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 28 
Maca 
Colocação: Nos locais onde se 
encontra uma maca destinada 
para situações onde é necessário 
evacuar uma pessoa numa maca. 
 
 
 
 
 
Saída de Emergência 
Indicação da direcção de uma saída 
de emergência. 
Estes sinais encontram-se 
colocados ao longo dos caminhos 
de evacuação e nas saídas de 
emergência, permitindo indicar a 
direcção das vias/saídas de 
emergência, de modo a garantir a 
evacuação rápida e segura de um 
determinado local. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 29 
3.7 SINALIZAÇÃO PARA ANDAIMES 
 
Descrição e Aplicação Sinal 
Aviso de Prestar Atenção 
Colocação: Nos locais onde um 
andaime já foi liberado para 
utilização dos trabalhadores da 
obra. 
 
 
 
 
Andaime Liberado 
Colocação: Nos locais onde um 
andaime já foi liberado para 
utilização dos trabalhadores da 
obra. 
Este sinal apenas pode ser 
colocado por um técnico 
especialista autorizado de 
construção de andaimes. 
 
Andaime Não Liberado 
Colocação: Nos locais onde um 
andaime ainda está em construção 
ou que por outro motivo não 
passou a inspecção de segurança. 
Nenhum trabalhador da obra pode 
pisar ou utilizar o andaime. 
 
 
Andaime Rolante 
Colocação: Nos andaimes rolantes. 
Cada roda tem que ser travada 
antes de utilizar o andaime. 
 
 
 
 
 
 
http://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiA1YLMg-vYAhWLtxQKHfEsAD8QjRwIBw&url=http://towbar.com.br/loja/MaisProduto.asp?im%3Dn%26Produto%3D4695&psig=AOvVaw10_QJrnZFbFhO-532CMhI8&ust=1516690987445307
http://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjF_t6Bg-vYAhXKshQKHcJiDcMQjRwIBw&url=http://www.encartale.com.br/produtos/sob-encomenda-poliestireno-pvc-metal-inox/poliestireno-seguranca-30x20/placa-andaime-liberado-pr1035&psig=AOvVaw10_QJrnZFbFhO-532CMhI8&ust=1516690987445307
http://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjJtdaQg-vYAhULnRQKHX2vACoQjRwIBw&url=http://www.encartale.com.br/produtos/sob-encomenda-poliestireno-pvc-metal-inox/poliestireno-seguranca-30x20/placa-aindame-nao-liberado-pr1036&psig=AOvVaw10_QJrnZFbFhO-532CMhI8&ust=1516690987445307
http://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&ved=0ahUKEwjJtdaQg-vYAhULnRQKHX2vACoQjRwIBw&url=http://sinatran.com.br/loja/index.php?route%3Dproduct/product%26product_id%3D1060&psig=AOvVaw10_QJrnZFbFhO-532CMhI8&ust=1516690987445307
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 30 
NOTAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 31 
PRÁTICAS SEGURAS 
 
4.1 A IMPORTÂNCIA DE LIMPEZA E ARRUMAÇÃO 
 
Para uma boa operacionalidade da oficina de canalização, ou o estaleiro, é preciso 
manter tudo limpo e em boa ordem. 
 
A desordem aumenta o perigo de acidentes e reduz a eficiência do trabalho. 
 
Peças de tubos, ferro, parafusos, pregos etc., não devem ficar no chão, uma vez que 
isto pode resultar em ferimentos. 
 
Os locais devem ser conservados em estado constante de asseio. O chão deve ser 
completamente limpo, pelo menos uma vez por dia. Pode ser feito por vassouras, 
escovas e panos. 
 
Pelo menos uma vez por mês devem também limpar as paredes e as janelas. 
 
As máquinas e o equipamento devem-se limpar com frequência diária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 4.01 
 
Ordem e asseio aumentam a 
segurança na oficina e no estaleiro. 
 
Guarde as ferramentas na bancada e 
ponha-as sempre no seu sítio próprio. 
 
 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 32 
 
 
Fig. 4.02 
 
 
Óleo e lubrificantes vertidos deixam o chão 
escorregadio. 
 
Tenha cuidado quando transporta e utiliza 
uma almotolia. 
 
 
Fig. 4.03 
 
 
Varra o chão da oficina com frequência. Pó, 
aparas e outras sujidades podem prejudicar 
a saúde e estragar as máquinas. 
 
Use uma boa vassoura. 
 
 
Fig. 4.04 
 
 
Os baldes de lixo devem manter-se 
fechados. 
 
Baldes abertos apresentam toda a espécie 
de perigos. 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 33 
4.2 PRÁTICA SEGURA COM AS FERRAMENTAS MANUAIS 
 
CONSELHOS GERAIS 
 
Acidentes com ferramentas manuais acontecem muitas vezes. Mas estes acidentes 
podem facilmente evitar-se. Devemos tratar das ferramentas como se fossem 
amigos. Aqui quatro conselhos: 
 
 Cada ferramenta, inclusivo o seu cabo deve fabricar-se de material excelente. 
 
 Devemos sempre usar uma ferramenta só para o seu fim. 
 
 Devemos guardar as ferramentas na ferramentaria em quadros de 
ferramentas ou em caixas de ferramentas, ou em armários. 
 
 Cada ferramenta precisa de limpeza e manutenção. 
 
As ferramentas comuns devem tratar-se com uma grande responsabilidade. É um 
conhecimento básico para profissionais. 
 
Deve-se informar o ferramenteiro ou o chefe da oficina imediatamente quando 
uma ferramenta está estragada. 
 
Chaves de Boca e Luneta 
 
Utilize sempre a chave com o próprio tamanho. Se escorrega, pode causar 
acidentes, e estragar a cabeça da porca ou do parafuso 
 
Alicates 
 
Os alicatesnão se devem empregar para montar e desmontar porcas e parafusos. 
Não só há riscos de acidentes. Estragamos também a cabeça dos parafusos e 
porcas. 
 
Escopros, Martelos e Marretas 
 
Os escopros têm, após algum tempo de uso, a formação duma cabeça de cogumelo. 
As limalhas dessa cabeça saltam aos olhos e podem também causar outros 
ferimentos graves. Esta cabeça do cogumelo deve ser eliminada sempre que 
necessário. A cabeça deve ter cantos redondos. 
 
Os cabos dos martelos e marretas devem fazer-se dum tipo de madeira forte e 
flexível e sem fendas. Não devemos reparar os cabos com fios de aço ou com 
pregos, mas mudá-los. 
 
Um cabo deve ser firmemente preso na cabeça. Uma cunha de aço é melhor do que 
uma de madeira. 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 34 
Limas 
 
Não devemos usar limas sem cabos. Essas limas podem ferir as mãos. A ponta pode 
facilmente entrar na mão, se a lima não tem cabo. 
 
Chaves de Tubo 
 
É de grande importância de utilizar uma chave de tubo que está em boas condições 
e que tem o tamanho adequado para o tubo e o acessório com qual se pretende 
trabalhar. 
 
 
Fig. 4.05 – A utilização correcta da chave de tubo é importante para assegurar uma 
prática segura no trabalho. 
 
 
Fig. 4.06 – Uso incorrecto de ferramentas 
 
O uso incorrecto das 
ferramentas são causas 
importantes de acidentes 
quando se trabalha com 
ferramentas manuais e 
mecânicas. 
 
 
 
 
 
O uso de ferramentas 
defeituosas são causas 
importantes de acidentes 
quando se trabalha com 
ferramentas manuais e 
mecânicas. 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 35 
 
 
 
Fig. 4.07 – Utilização do martelo 
 
Acidentes com ferramentas 
acontecem com frequência. 
Estes acidentes podem 
facilmente ser evitados. 
 
Cuide das ferramentas e 
guarde-as em boas condições. 
 
O cabo do martelo deve estar 
firmemente preso no cabo. 
 
1: Martelo 
2: Cabo 
3: Cabeça 
4: Cunha 
5: Cabo 
 
O cabo deve ser seguro por 
uma cunha, quando é 
encaixado na cabeça. A cunha 
deve ser de aço. 
 
 
Se o cabo não está seguro a 
cabeça pode saltar e causar 
lesões graves. 
 
 
 
 
 
 
 
 
O cabo do martelo deve ser 
feito de um tipo de madeira 
forte e flexível. 
 
O cabo não deve ter 
rachadelas ou fendas. 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 36 
 
Fig. 4.08 – Utilização da chave de fenda 
 
As chaves de fenda são 
ferramentas simples, mas 
podem causar lesões. 
 
Procure que a lâmina tenha os 
cantos bem marcados de modo 
a adaptar-se à fenda da 
cabeça do parafuso. 
 
 
 
 
Use parafusos com fendas não 
danificadas. 
 
Parafusos estragados podem 
causar acidentes que o 
impedem de trabalhar. 
 
 
 
 
 
O ângulo entre a chave de 
fenda e o trabalho deve ser 
cerca de 90º. 
 
Se a chave escorrega para fora 
do parafuso poderá ferir-se na 
mão. 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 37 
 
Fig. 4.09 – Utilização de chaves de boca 
 
As chaves de boca são usadas 
para parafusos e porcas. 
 
1: Chaves de boca 
2: Parafusos e porcas 
3: Chave que se adapta 
bem à porca 
4: Ferramenta errada 
5: Porca danificada. 
 
 
 
Não devem usar-se parafusos 
e porcas danificadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A chave deve adaptar-se bem 
ao parafuso ou a porca. Não 
use chaves previstas para 
outros tamanhos de porcas. 
 
 
 
 
 
 
 
Alicates e chaves 
semelhantes não são as 
ferramentas correctas para 
apertar e desapertar 
parafusos e porcas. Evite usá-
los por razões de segurança 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 38 
 
Fig. 4.10 – Utilização de lima e de escopro 
 
A lima é uma ferramenta que 
precisa de cabo. Limas sem 
cabo são ferramentas 
perigosas de usar. 
 
O cabo da lima deve estar em 
bom estado. 
 
É melhor deitar fora um cabo 
estragado do que realizar 
uma reparação barata. 
 
1: Lima 
2: Cabo partido 
3: Lima sem cabo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O uso contínuo de um 
escopro leva à formação de 
uma cabeça de cogumelo. 
 
Esta cabeça de cogumelo 
deve ser eliminada de vez em 
quando. 
 
4: Escopro com cabeça de 
cogumelo. 
 
O uso de um escopro requer 
experiência. Tenha sempre 
cuidado para não bater na 
mão ou raspar os dedos. 
 
Os ferimentos devem ser 
tratados imediatamente 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 39 
4.3 PRÁTICA SEGURA NA OFICINA DE CANALIZAÇÃO 
 
 
Fig. 4.11 
 
O uso de máquinas e 
ferramentas sem resguardos, ou 
com os resguardos tirados, é 
bastante perigoso e proibido. 
 
 
Fig. 4.12 
 
As ferramentas que formam 
aparas são muito usadas no 
trabalho de metais. As aparas 
vão de partículas muito 
pequenas, quase pó, a aparas 
grandes. Limalhas que voam são 
uma ameaça para os olhos. 
 
Na figura 4.12 vê-se que a 
pessoa protegeu correctamente 
os olhos com óculos de 
segurança (2) contra possíveis 
aparas (1). 
 
A bancada de trabalho é 
equipada com uma blindagem 
para a protecção de outras 
pessoas que trabalham na 
mesma oficina. 
 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 40 
 
 
Fig. 4.13 
 
Os bolsos não são propriamente 
caixas de ferramenta. Transportar 
todas as ferramentas assim, é errado. 
Pode causar um corte ou uma ferida, e 
também a perda das ferramentas. 
 
Guarde as ferramentas no local 
próprio ! 
 
 
 
Fig. 4.14 
 
As máquinas têm componentes 
móveis, e cabelo comprido representa 
muitos perigos. 
 
Use sempre protecção, ou melhor 
ainda use o cabelo curto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 41 
 
Fig. 4.15 
 
1: Colares e gravatas 
 
Não use colar, gravata ou 
qualquer outra coisa 
pendurada no pescoço, 
mesmo que use fato-macaco. 
Tenha sempre cautela com os 
componentes rotativos das 
máquinas. 
 
2: Mangas 
 
As mangas dos fatos-macaco 
ou camisas devem ser curtas 
ou apertadas ao pulso. 
 
 
 
 
 
 
3: Anéis e relógios 
 
Muitos operários que usavam 
anéis ou relógios no trabalho 
pagaram com a perda de um 
ou mais dedos. 
 
Cinco dedos são melhores 
que quatro ! 
 
 
4: Protecção das mãos 
 
Aqueles que trabalham com 
cabos e materiais que podem 
magoar as mãos devem usar 
luvas de trabalho. 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 42 
 
Fig. 4.16 
 
Componentes salientes e 
móveis: 
 
Componentes móveis das 
máquinas e componentes 
salientes são perigosos. 
 
Quando for impossível proteger 
essas partes, deverá haver um 
sinal de aviso bem claro. 
 
 
 
 
 
 
Fig. 4.17 
 
Resguardos que não estão em 
uso não têm razão de ser. Os 
resguardos foram projectados 
para proteger, por isso tire 
vantagem da sua existência 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 43 
 
Fig. 4.18 
 
As aparas formadas por máquinas 
diferem das formadas por 
ferramentas manuais. 
 
Além do perigo para os olhos, as 
aparas das máquinas podem 
originar outros tipos de lesões. 
 
 
 
 
1: Aparas provenientes do engenho 
de furar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2: Aparas provenientes do torno 
mecânico. A cabeça está 
frequentemente muito próxima da 
ferramenta de corte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3: Aparas provenientes da fresadora. 
A fresadora, tal como o torno, 
produzem aparas que voam. 
Portanto deve também proteger os 
trabalhadores e as máquinas das 
proximidades. 
 
 
MANUAL DA OFICINADE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 44 
 
Fig. 4.19 
 
A esmerilhadora origina limalha 
muita fina que voa em volta. 
 
A maioria das esmeriladoras tem 
dois discos (duas pedras) que 
rodam. 
 
 
 
 
 
Uma vez que a esmeriladora está 
continuamente a ser usada para 
afiar todos os tipos de 
ferramentas, requer atenção e 
cuidados especiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mesmo que a esmerilhadora está 
equipada com blindagem, deve-se 
sempre utilizar os óculos de 
segurança. 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 45 
 
Fig. 4.20 
 
As vezes não se podem usar a 
blindagem, por exemplo ao afiar 
um riscador. O operador tem que 
observar a ponta 
cuidadosamente. 
 
Deve pôr-se a um lado da 
esmeriladora e usar os óculos de 
segurança. 
 
 
Deve haver sempre uma distância 
de segurança entre o apoio da 
ferramenta e a roda de esmeril. 
Não só, as aparas que saltam, 
também a própria roda de esmeril 
pode voar. Certifique-se que a 
roda está bem presa. 
 
 
 
 
 
 
Isto é um exemplo de uma 
esmeriladora com boa protecção 
de segurança. 
 
Tem dois discos, e ambos estão 
protegidos por blindagens de 
olhos. 
 
As rodas de esmeril estão 
também protegidas por uma 
caixa metálica. 
 
 
 
 
 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 46 
 
Fig. 4.21. Máquina para abertura de rosca de tubo. Para assegurar uma prática 
segura, é sempre preciso de seguir todas as instruções de operação e manutenção 
do fabricante da máquina. Limpeza e manutenção preventiva fazem parte da 
prática segura de utilização da máquina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 47 
4.4 PRÁTICA SEGURA COM CILINDROS DE OXIGÉNIO E ACETILENO 
 
Na oficina de canalização, ou na obra, é frequente que o local de trabalho é 
equipado com um ou mais jogos de soldadura oxiacetilénica. Os cilindros e os seus 
acessórios precisam sempre de ser tratados e manuseados com uma prática segura 
especial. 
 
O manuseio inadequado dos cilindros dos gases usados em soldagem ou corte pode 
provocar a danificação ou ruptura da válvula de fechamento e a liberação repentina 
e violenta do gás que contêm, com riscos de ferimento ou morte. 
 
MEDIDAS PREVENTIVAS 
 
 Observar as características físicas e químicas dos gases usados e seguir 
rigorosamente as regras de segurança específicas indicadas pelo fornecedor. 
 
 Somente usar gases reconhecidamente adequados ao processo de soldagem 
ou corte e à aplicação previsto. 
 
 Somente usar um regulador de pressão específico para o gás usado e de 
capacidade apropriada à aplicação. Nunca usar adaptadores de rosca entre 
um cilindro e o regulador de pressão. 
 
 Sempre conservar as mangueiras e as ligações de gás em boas condições de 
trabalho. O circuito de gás deve estar isento de vazamentos. 
 
 Os cilindros de gás devem sempre ser mantidos em posição vertical. Eles 
devem ser firmemente fixados no seu carrinho de transporte ou nos seus 
suportes ou encostos (em paredes, postes, colunas, etc.) por meio de correia 
ou de corrente. 
 
 
Fig. 4.22 - Os cilindros de gás devem sempre ser mantidos em posição vertical. Eles devem 
ser firmemente fixados no seu carrinho de transporte ou nos seus suportes ou encostos (em 
paredes, postes, colunas, etc.) por meio de cinto ou de corrente. 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 48 
 Nunca conservar cilindros ou equipamento relativo a gases de protecção em 
áreas confinadas. 
 
 Nunca instalar um cilindro de gás de forma que ele possa, mesmo que 
acidentalmente, se tornar parte de um circuito eléctrico. 
 
 Quando não estiverem em uso, cilindros de gás devem permanecer com sua 
válvula fechada, mesmo que estejam vazios - Devem sempre ser guardados 
com o seu capacete aparafusado. O seu deslocamento ou transporte deve ser 
feito por meio de carrinhos apropriados e deve-se evitar que cilindros se 
choquem. 
 
 Sempre manter cilindros de gás distantes de chamas e de fontes de faíscas ou 
de calor. 
 
 Ao abrir a válvula do cilindro, manter o rosto afastado do regulador de 
pressão. 
 
 
Fig. 4.23 – Transporte seguro de cilindros de acetileno e de oxigeno. Os cilindros, mesmo 
quando vazios, sempre ter que serem transportados e manuseados em posição vertical. 
 
 
 
 
 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 49 
4.5 PRÁTICA SEGURA NA UTILIZAÇÃO DE ANDAIMES 
 
São considerados como "trabalhos em altura", todos aqueles realizados a partir de 
1,5 metros de diferença de nível em relação à base (pavimento ou plataforma 
protegida). 
 
Uma plataforma devidamente protegida deve dispor de guarda-corpos em todo o 
seu perímetro, bem como nas aberturas ou rampas, construídos com material 
rígido de resistência adequada e constituídos por corrimãos com uma altura 
mínima de 90 cm., uma barra intermédia que impeça a passagem por escorregão 
do operário por baixo da mesma, e um rodapé que impeça a queda de objectos 
para níveis inferiores. 
 
A queda a nível diferente é um dos riscos mais habituais e importantes nas obras de 
construção civil. 
 
É preciso ter sempre presente que os trabalhos em altura só podem ser executados 
com o auxílio de equipamentos concebidos para tal fim, ou utilizando dispositivos 
de protecção colectiva, tais como guarda-corpos, plataformas ou redes de 
segurança. Se tal não for possível, devido à natureza do trabalho, deve-se dispor de 
meios de acesso seguros e utilizar arnês (cintos) de segurança com amortecedor de 
energia. 
 
Os trabalhadores envolvidos neste tipo de tarefas não devem ter qualquer restrição 
médica para trabalhos em altura, e devem ter recebido a formação adequada para 
este tipo de trabalhos. 
 
 
Fig. 4.24 – Existem regras específicas sobre a construção de andaimes. Os andaimes são 
construídos por especialistas, e o andaime tem que ser inspeccionado e controlado antes de 
ser liberado para utilização. 
https://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwibn8urvO3YAhXK7BQKHWaGBvIQjRwIBw&url=https://www.peri.pt/produtos/andaime/andaime-de-trabalho.html&psig=AOvVaw21Je8FXjqrdDWp4PsYly8T&ust=1516775794475092
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 - Higiene e Segurança na Canalização 50 
TRABALHOS EM ANDAIMES 
 
Os riscos mais importantes na utilização de andaimes são: 
 
 Quedas (a nível diferente, ou ao mesmo nível). 
 Desabamento do andaime. 
 Desabamento ou queda de objectos (ferramentas, material, componentes). 
 Pancadas por objectos ou ferramentas. 
 Entalamento ou esmagamento. 
 Riscos decorrentes de doenças não detectadas (epilepsia, vertigem, etc.). 
 Mau estado do andaime. 
 Montagem defeituosa. 
 Contactos eléctricos. 
 
Medidas Preventivas: 
 
A montagem e desmontagem dos andaimes devem se realizadas sob a supervisão e 
responsabilidade do Supervisor de andaimes, quem deverá autorizar por escrito a 
utilização dos mesmos (liberar). Para tal, serão utilizadas etiquetas indicando a data 
e a pessoa competente que autoriza o uso do andaime (ver página 26). 
 
As plataformas de trabalho, as passarelas e as escadas dos andaimes devem ser 
montadas, protegidas e utilizadas de forma adequada, a fim de prevenir a 
ocorrência de acidentes, quer por queda das pessoas que os utilizam, quer por 
queda de materiais. É totalmente proibido o uso de tábuas para construir 
plataformas ou passarelas improvisadas. 
 
Os andaimes móveis devem ser protegidos contra movimentos involuntários. 
 
Os andaimes, tanto na zona de trabalho como na zona de passagem,devem ser 
protegidos através de guarda-corpos resistentes com altura mínima de 90 
centímetros, rodapé ou rebordo de protecção de pelo menos 15 centímetros, e 
guarda intermédia que impeça a passagem por deslizamento dos trabalhadores. 
 
Durante a montagem e desmontagem do andaime, ninguém deverá permanecer 
sob o mesmo. 
 
Todas as junções devem ter cavilhas de segurança. 
 
Devem ser montadas barras transversais para dar estabilidade ao andaime. 
 
A montagem de um nível superior só poderá ser iniciada quando o nível inferior 
seja totalmente estável. 
 
O acesso às plataformas superiores será feito por meio de escadas interiores e 
fixadas ao andaime; nunca se deve subir ou descer do andaime pelo lado exterior 
ou pelas cruzetas. 
 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 51 
As plataformas não podem estar escorregadias, devem ter no mínimo 60 cm de 
largura e devem ser imobilizadas com cavilhas para evitar tombos ou 
deslizamentos. 
 
Os módulos da base devem ser apoiados sobre suportes formados por painéis, não 
directamente sobre o chão, ou sobre placas de suporte com parafusos de 
nivelamento para garantir a estabilidade. 
 
Nos trabalhos próximos de instalações sob tensão, devem-se guardar as distâncias 
de segurança. 
 
No caso de vento forte, não se deve permanecer sobre o andaime. 
 
Os andaimes com mais de dois corpos, devem ser contraventados ao paramento ou 
a pontos fixos estáveis. 
 
Não mover o andaime se houver pessoas sobre o mesmo. 
 
Delimitar a área inferior do andaime. 
Não se devem pintar os andaimes, a fim de facilitar a detecção de defeitos 
estruturais. 
 
Devem-se utilizar os Equipamentos de Protecção Individual apropriados aos riscos 
existentes, (capacete, luvas, calçado de segurança, arnês anti-queda durante a 
montagem, desmontagem e utilização dos andaimes, etc.). 
 
Os andaimes devem ser inspeccionados: 
 
 Antes da sua colocação em serviço. 
 Periodicamente. 
 Após alterações, períodos de não-utilização, ou outras circunstâncias que 
possam afectar a sua resistência ou estabilidade. 
 
 
Fig. 4.25 – Andaime móvel. Cada roda tem que ser travada antes de utilizar o andaime. 
http://www.google.co.mz/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwibn8urvO3YAhXK7BQKHWaGBvIQjRwIBw&url=http://www.ccpirituba.com.br/locacao-de-andaimes&psig=AOvVaw21Je8FXjqrdDWp4PsYly8T&ust=1516775794475092
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 - Higiene e Segurança na Canalização 52 
4.6 PRÁTICA SEGURA NO TRABALHO EM ESCAVAÇÕES 
 
Nas actividades relacionadas com movimentos de terras e obras de infra-estrutura 
(esgoto, abastecimento, etc.), os trabalhos de escavação representam uma alta 
percentagem dos acidentes graves ou mortais, sendo uma das principais causas o 
soterramento ou enterramento provocado pelo desabamento, afundamento e 
deslizamento de terras. 
 
DEFINIÇÕES: 
 
Terraplenagem: Conjunto de trabalhos realizados no terreno para modificar 
adequadamente a sua superfície, preparando-o para a construção e adaptando-o à 
sua forma definitiva. Compreende tanto a extracção como a adição de terras. 
 
Escavação: Extracção de terras realizada em áreas localizadas do terreno. 
 
Vala e Poço: Definimos vala como uma escavação comprida e estreita, e poço como 
uma escavação vertical ou inclinada onde predomina a dimensão de profundidade 
sobre as outras duas, ambas realizadas no terreno com meios manuais ou 
mecânicos. 
 
Esvaziamento: Escavação a céu aberto realizada com meios manuais e/ou 
mecânicos cujo perímetro fica inteiramente sob o nível do solo. Ficam excluídos os 
terrenos que exigem a utilização de explosivos e as lamas ou lodos. Quando a 
largura/diâmetro da escavação for ≤ 2 m, será considerada uma vala ou um poço. 
 
Talude: Inverso do declive de um terreno. 
 
 
Fig. 4.26 – Existem regras específicas de segurança para trabalhos em escavações 
 MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 Higiene e Segurança na Canalização - 53 
RISCOS NA REALIZAÇÃO DE TRABALHOS EM ESCAVAÇÕES 
 
Os riscos mais importantes na realização de trabalhos em escavações são: 
 
 Queda de pessoas ao mesmo nível. 
 Queda de pessoas ao interior da escavação. 
 Desabamento de materiais, terras, rochas. 
 Desmoronamento do terreno ou de edifícios adjacentes. 
 Entalamento. 
 Inundações. 
 Pancadas com objectos e ferramentas. 
 Colisões de veículos. 
 Capotamento de máquinas. 
 Atropelamento com veículos. 
 Ruído. 
 Outros riscos decorrentes da interferência com outras canalizações 
subterrâneas (electricidade, gás, água, etc.). 
 
Medidas básicas a adoptar em qualquer tipo de escavação: 
 
Dispor da informação dos órgãos públicos e companhias fornecedoras que permita 
localizar as condutas e canalizações de água, gás, telefone, esgoto e electricidade 
para determinar o método de escavação e os sistemas de protecção mais 
apropriados. 
 
Prever as sobrecargas estáticas ou dinâmicas sobre o terreno que possa representar 
a proximidade de edifícios, equipamentos, armazenamento de materiais e estradas 
ou ruas. 
 
Prever os apoios provisórios e escoramentos tendo em conta a proximidade de 
edifícios adjacentes, equipamentos, armazenamento de materiais e estradas ou 
ruas. 
 
Ter sempre presente que pode ocorrer desabamento e deslizamento até mesmo 
em terrenos rochosos. 
 
Verificar diariamente a escavação (independentemente do tipo: vala, poço ou 
esvaziamento), taludes e escoramentos. 
 
EPI A UTILIZAR NOS TRABALHOS EM ESCAVAÇÕES 
 
Equipamentos de protecção individual para trabalhos em escavações: Neste tipo de 
trabalhos devem ser utilizados os EPI´s adequados aos riscos existentes, 
nomeadamente, capacete, calçado de segurança, óculos, luvas de protecção e 
colete reflector. 
 
 
 
MANUAL DA OFICINA DE CANALIZAÇÃO – VOLUME 1 
 
 
 - Higiene e Segurança na Canalização 54 
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