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O Informe Psicodiagnóstico
Objetivos
1. Conhecer os documentos escritos pelo
psicólogo pertinentes à avaliação psicológica;
2. Discutir sobre os procedimentos e critérios
estabelecidos pela legislação que regulamenta a
elaboração dos documentos psicológicos;
3. Elaborar um parecer psicológico decorrente da
avaliação psicológica.
O Que é?
“O Informe consiste no resumo das conclusões diagnósticas e
prognósticas do caso estudado, incluindo muitas vezes as
recomendações terapêuticas adequadas ao mesmo”.
(ARZENO, 1995: p 203)
Finalidade
Arzeno (1995) afirma que é inaceitável o profissional
desconsiderar a importância de realizar um diagnóstico inicial;
seja este situacional, gestáltico, fenomenológico ou psicanalítico,
isto deve ser um ponto de partida imprescindível e, comenta:
“não é possível começar uma psicoterapia ou
uma psicanálise sem saber, no mínimo, com
que o profissional poderá deparar-se dentro de
um curto prazo de decorrência do mesmo.”
(p.204)
Finalidade
Deve constar no conjunto de documentos, tanto no consultório
particular quanto no trabalho institucional. Neste último, ele é
imprescindível devido a rotatividade permanente de profissionais,
permitindo assim que o terapeuta que vier a se encarregar de um
caso deixado por outro profissional possa ter a informação
adequada sem precisar estudar todo o material.
Os Tipos de Informes
Arzeno (1995) destaca a importância do psicólogo sempre pedir a
quem solicita o informe - (pais, médicos, advogados, professores,
colegas, etc.) o motivo da solicitação, uma vez que isto estará
dando-lhe a “chave” da forma como deve realizá-lo.
Os Tipos de Informes
l A um Colega
O Informe é feito em linguagem técnica, fazendo referência
concreta ao material do(s) teste(s) do qual foi extraído a conclusão
e com uma descrição minuciosa da estrutura básica da
personalidade do sujeito, das suas ansiedades mais primitivas, das
suas defesas mais regressivas e das mais maduras. O diagnóstico
e o prognóstico serão expressos nos termos comuns à
psicopatologia e à psicoterapia usados correntemente no meio
profissional.
Os Tipos de Informes
l A um Professor
Neste caso, o Informe será breve, referindo-se exclusivamente ao
que o professor precisa saber, expresso em linguagem cotidiana,
sendo tomadas as precauções para que não sejam reveladas
intimidades do caso que não se relacionam com o campo
pedagógico.
Os Tipos de Informes
l A um Advogado
Esse Informe geralmente se refere ao resultado de uma perícia
que terá peso numa sentença, o que faz dele um trabalho difícil,
principalmente no campo penal. Deve ser expresso em termos
inequívocos e com afirmações que não deixem margem para que
as informações sejam usadas conforme convier por parte da
defesa ou da promotoria.
Os Tipos de Informes
l A um Advogado
IMPORTANTE!! Uma vez formulada a conclusão em relação à
dúvida que levou à solicitação do estudo, é conveniente justificar
essa conclusão usando como apoio alguns pontos do material,
sempre expressando-se em termos claros para evitar
interpretações errôneas e utilizando uma linguagem de uso
comum no âmbito forense.
Os Tipos de Informes
l Ao Empresário no Âmbito de Trabalho
No Informe para fins de Seleção de Pessoas, parte-se dos
requisitos que os candidatos ao cargo devem apresentar e que
foram definidos pelo solicitante da vaga. Assim, o Informe
responderá se os requisitos para a função estão presentes num
nível excelente, adequado, aceitável, ou se estão ausentes sem
unir a isto, de forma alguma, elementos inconsciente ou muito
íntimos do candidato.
Os Tipos de Informes
l Ao Pediatra, Neurologista, Fonoaudiólogo
Geralmente estes profissionais estão interessados em receber
informação acerca da existência ou não de transtornos emocionais
que expliquem uma certa sintomatologia e cuja etiologia não possa
ser atribuída à parte orgânica. O Informe, portanto, fará referência
simplesmente ao registro ou não de transtornos emocionais, à sua
gravidade e à conveniência de um tratamento psicológico do
sujeito, da sua família, etc.
Os Tipos de Informes
l Aos Pais
É muito raro que os pais solicitem algum relatório por escrito, mas
isso pode ocorrer. Se o motivo for apresentá-lo em algum lugar,
deve-se perguntar para quem ou para onde e, então, elaborar o
Informe pertinente, que será enviado diretamente ao destinatário.
No entanto, os pais expressarem o desejo de conservar algo
escrito, entrega-se o Informe redigido numa linguagem simples,
resumindo tudo o que foi falado na entrevista de devolução e, de
forma que possa ser lido também pelo próprio sujeito (criança,
adolescente ou adulto) com quem foi realizado o estudo.
Referência Bibliográfica
√ ARZENO, Maria Esther Garcia. Psicodiagnóstico clínico: novas
contribuições. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.