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COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
1 
 
 
 
 
 
 
 
SEGURANÇA DO TRABALHO 
 
 
 
TREINAMENTO PARA MEMBROS DA CIPA - 
E COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
 
 
 
 
NR 5 CIPA Portaria MTP nº 422, de 07 de outubro de 2021 
Lei 14.457 de 21 de setembro de 2022 
 
 
 
 
 
 
PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL SEM AUTORIZAÇÃO POR ESCRITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
2 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
Nosso treinamento tem como finalidade educar para prática de Segurança do Trabalho. 
 
Assim, sabemos da necessidade de se implantar uma estrutura voltada à prevenção capaz de 
nortear os riscos de acidentes nas atividades do trabalho. 
 
Neste sentido, procuramos direcionar nossa metodologia, recursos didáticos etc., em atendimento 
ao currículo básico para o curso de componentes da CIPA – Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes e de Assédio, Norma Regulamentadora, NR - 5 da Portaria 3.214, de 08 de junho de 1978, 
do Ministério do Trabalho; alterada pela MTP nº 422, de 07 de outubro de 2021 - Lei 14.457 de 21 de 
setembro de 2022 
 
Ao longo dos tempos, a experiência tem mostrado que a preparação prévia do indivíduo contribui 
sensivelmente para a melhoria do seu desempenho. No que diz respeito à segurança, os 
esclarecimentos ao trabalhador quanto as possíveis condições inseguras dos ambientes de trabalho 
e dos procedimentos seguros que deverá adotar são fundamentais para o sucesso de todo 
Programa Prevencionista. 
 
Com a aplicação deste treinamento, acreditamos promover a combinação indivíduo – cargo - 
segurança, alicerçando no treinamento, a implantação de conceitos e medidas de prevenção de 
acidentes do trabalho. A existência da CIPA, já constitui um avanço a insensatez. Os resultados 
serão colhidos quando empregado e empregador estenderem aos demais empregados, doutrinas 
de segurança, reuniões, palestras, treinamentos, atendimento das solicitações que preveem 
acidentes e doenças ocupacionais. 
 
Enfim, trabalhar o elemento humano é fator complexo, mas é possível humanizar uma coletividade 
de trabalho e torná-la tão compreensiva quanto eficiente e consequentemente, consistirá na 
continuidade do trabalho operacional seguro. 
 
A você, “Cipeiro”, desejamos bom proveito no curso e sucesso em sua gestão. 
 
 
 
O Instrutor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
3 
 
CURRÍCULO BÁSICO 
 
a) estudo do meio ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos 
originados do processo produtivo; 
 
b) noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes das condições de 
trabalho e da exposição aos riscos existentes no estabelecimento e suas medidas 
de prevenção; 
 
c) metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças relacionadas ao 
trabalho; 
 
d) princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos; 
 
e) noções sobre legislação trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde 
no trabalho; 
 
f) noções sobre a inclusão de pessoas com deficiência e reabilitados nos processos 
de trabalho; 
 
g) organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da 
Comissão; 
 
h) prevenção e combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
4 
a) Estudo do meio ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do 
processo produtivo. 
 
Para iniciarmos este treinamento primeiramente temos que estudar e analisar o meio ambiente, das 
condições de trabalho, a organização e os métodos dos processos de trabalho e os respectivos riscos 
aos quais os trabalhadores estejam submetidos e expostos, bem como dos riscos originados do 
processo produtivo. Deveremos fazer isto para conhecermos estas características e elaborarmos o 
Plano de Trabalho e as estratégias para a prevenção dos acidentes e das doenças ocupacionais e 
profissionais. 
 
A empresa deve considerar as condições de trabalho nos termos da NR-17 Ergonomia (NR 1 item 
1.5.3.2.1) Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, pois ela dele ser adequada 
às características psicomorfológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado e 
deve levar em consideração, pelo menos: 
 
▪ as normas de produção; 
▪ o modo operatório; 
▪ a exigência de tempo; 
▪ o ritmo de trabalho; 
▪ o conteúdo das tarefas; 
▪ fatores psicossociais. 
 
Analisando a organização do trabalho, poderemos saber se a administração é taylorista ou em 
células de produção, se a produção é contínua ou por pedido, se o layout é funcional ou por produto, 
se o operário ganha por produção ou não etc. 
 
A partir daí, poderemos levantar dados relativos à falta de uma política de segurança, à supervisão 
autoritária, o layout inadequado, ao mau planejamento da produção, à má distribuição de tarefas e 
horários, ao excesso de jornada de trabalho, à quantidade de trabalhadores expostos aos mesmos 
riscos, a esforços repetitivos, à fadiga, etc. Todos os fatores que contribuem direta ou indiretamente, 
para o comprometimento da saúde do trabalhador. 
 
No tocante aos processos e métodos de trabalho, é importante analisarmos a interação homem-
máquina. Devemos prestar atenção no processo e seus métodos, na tecnologia envolvida (atualizada 
ou ultrapassada?), nas sinalizações existentes, nas proteções das máquinas e equipamentos, etc. 
 
Desta forma, poderemos alterar (e até eliminar) processos, modificar operações e/ou máquinas, 
recomendar a substituição de equipamentos e de produtos, enclausurar operações, planejar 
manutenção de máquinas e equipamentos, etc., tudo isso visando à saúde do trabalhador. 
 
No campo destinado a observações devem-se expandir as informações indicando a última 
modificação ou manutenção realizada e o tempo decorrido desde então, o design dos padrões, as 
condições de processo ou armazenamento, se em operação, manutenção ou outra influência 
especial. 
 
As conclusões acerca das causas principais de acidentes são firmadas em termos de categorias: 
 
• Operacionais – Falhas de componentes materiais ou equipamentos, reações aceleradas ou 
inesperadas, perdas de controle, etc.; 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
5 
 
• Ambientais – Mudanças climáticas, falhas ou deficiências de proteções, interferência de outro 
acidente, etc.; 
• Organizacionais – Inadequações no gerenciamento da organização ou de atitudes, falhas em 
procedimentos, treinamentos, supervisão, suporte, análise de processos, construção de instalações, 
sistema de isolamento de equipamentos, manutenção, etc.; 
 
• Pessoais – Erros, problemas de saúde, desobediências, intervenção maliciosa e outras. Recomenda-
se que, sendo necessário, sejam detalhados aspectos relativos à formação, capacitação, 
treinamento, experiência, etc. 
 
Destaques: 
 
As condições de trabalho dizem respeito às condições físicas, químicas e biológicas do ambiente de 
trabalho - temperatura, vibrações, radiações, poeiras, ruídos, por exemplo - e repercutem sobre as 
condições de trabalho do trabalhador. 
 
A organização do trabalho diz respeito à divisão técnica e social do trabalho – à hierarquia interna 
dos trabalhadores, ao controle por parte da empresa do ritmo e pausas de trabalho e padrão de 
sociabilidade interna - e repercute sobre a saúde mental do trabalhador, causando sofrimento 
psíquico, doenças mentais e físicas. 
 
Os riscos originados do processo produtivo irão ser abordados em princípios de higiene do trabalho e 
de medidasde controle de riscos, em noções sobre acidente e doenças do trabalho decorrente de 
exposição aos riscos existentes na empresa - assim como na metodologia do Mapa de Riscos. 
 
b) Noções sobre acidentes e doenças do trabalho, decorrentes das condições de trabalho 
e da exposição aos riscos existentes no estabelecimento e suas medidas de prevenção 
 
b1 - MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS 
b2 - PERCEPÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS 
b3 - SAÚDE PSICOLÓGICA 
 
 
b1 - MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS 
 
O Mapeamento de Riscos consiste na representação gráfica da avaliação dos riscos ambientais 
existentes no ambiente de trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo, de fácil visualização 
e afixada em locais acessíveis no ambiente de trabalho, para informação e orientação de todos 
que ali atuam e de outros que eventualmente transitem pelo local. 
 
O Mapa de Riscos tem como objetivo: 
 
a) Reunir informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e 
saúde no trabalho na empresa; 
 
b) Possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os 
trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção. 
 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
6 
ETAPAS DE ELABORAÇÃO 
 
As etapas de elaboração são as seguintes: 
 
a) Conhecer o processo de trabalho no local analisado: 
1. Os trabalhadores: número, sexo, idade, treinamentos profissionais e de segurança e saúde, 
jornada; 
2. Os instrumentos e materiais do trabalho; 
3. As atividades exercidas; 
4. O ambiente. 
 
b) Identificar os riscos existentes no local analisado, de acordo com o grupo a que pertence – vide 
tabela: Classificação dos principais riscos ocupacionais em grupos, de acordo com sua 
natureza e a padronização das cores correspondentes. 
 
 
 
Consideram-se riscos ambientais os agentes existentes nos ambientes de trabalho, cujas 
características possam causar dano à integridade física ou à saúde dos trabalhadores. É necessário 
conhecer esses agentes para entender a prevenção de acidentes. 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
7 
A segurança do trabalho, do ponto de vista ambiental, resume-se em prevenir ou eliminar a 
existência dos agentes agressivos, sempre que possível, ou aplicar medidas que neutralizem suas 
ações danosas. 
 
• As consequências aos riscos ambientais são apresentadas na tabela 2: 
TABELA 2: RISCO X CONSEQÜÊNCIA 
Riscos Consequências 
Físicos 
Surdez, irritação, insônia etc. (ruído); redução do fluxo sanguíneo, hipotermia, etc. 
(frio); desidratação, câimbras de calor, choque térmico (calor); câncer, efeitos 
genéticos, etc. (radiações ionizantes); efeito térmico, distúrbios menstruais, etc. 
(radiações não ionizantes); ruptura de tímpano, ruptura e alvéolos, etc. (pressões 
anormais); doença de Raynaud, vômitos etc. (vibrações). 
Químicos 
Devido a diversidade das substâncias químicas as mais conhecidas são: irritação 
de pele (óleos minerais); sistema nervoso (álcool metílico, mercúrio); queimaduras 
(soda caustica); câncer (amianto, benzeno); asfixiantes simples (acetileno, 
nitrogênio); asfixiantes químicos (monóxido de carbono, ácido sulfídrico). 
Biológicos Doenças infectocontagiosas. 
Ergonômicos 
Stress, doenças osteomusculares relacionada ao trabalho – DORT ou lesões por 
esforços repetitivos – LER. 
Acidentes 
Queimaduras (incêndio); choque elétrico (eletricidade) e acidentes 
generalizados devido layout inadequado, ferramentas defeituosas etc. 
 
c) Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia: 
1. Medidas de proteção coletiva; 
2. Medidas de organização do trabalho; 
3. Medidas de proteção individual; 
4. Medidas de higiene e conforto: banheiros, lavatórios, vestiários, armários, bebedouro, refeitório e 
área de lazer. 
 
d) Identificar os indicadores de saúde: 
1. Queixas mais frequentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos; 
2. Doenças profissionais diagnosticadas; 
3. Causas mais frequentes de ausência ao trabalho. 
 
e) Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local; 
 
f) Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout da empresa, indicando, através de círculo: 
1. O grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada na Tabela 1; 
2. O número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser anotado dentro do círculo. 
3. A especificação do agente (por exemplo: químico: sílica ou hexano ou ácido clorídrico; ou 
ergonômico; repetitividade, ritmo excessivo) que deve ser anotada dentro do círculo; 
4. A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve ser 
representada por tamanhos proporcionalmente diferentes de círculos, conforme vemos: 
5. O tamanho dos círculos varia de acordo com a intensidade do agente identificado e a cor com 
o tipo de risco. 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
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Inserir também os códigos dos fatores de riscos conforme Tabela 21 do eSocial 
 
 
 
 
 
 
 Risco Pequeno Risco Médio Risco Grave 
 Azul Amarelo Verde 
 
 
Cores usadas no Mapa de Risco e Tabela de Gravidade 
 
EXEMPLO: 
 
 
Para a realização do Mapa de Riscos, deve-se contar com a participação dos cipeiros e dos 
trabalhadores além dos profissionais de segurança e medicina do trabalho. 
 
A elaboração do mapeamento de risco é uma atribuição da CIPA. 
 
 3 
5 
 
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COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
9 
APROVAÇÃO DA CIPA 
 
Após discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo ou setorial, deverá ser afixado 
em cada local analisado, de forma claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores. 
 
Variações do Mapa 
 
No caso das empresas da indústria da construção, o Mapa de Riscos do estabelecimento deverá 
ser realizado por etapa de execução dos serviços, devendo ser revisto sempre que um fato novo e 
superveniente, modificar a situação de riscos estabelecidos. 
 
 
 
 
b2 - PERCEPÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS (Noções) 
 
 
O processo de receber e converter o estímulo externo é chamado de sensação. Já o processo 
de atribuição de sentido à informação recebida é chamado de percepção. 
 
Com a nova redação da NR-5 (CIPA), no item 5.3.1 que trata das atribuições da Comissão Interna 
de Prevenção de Acidentes e Assédio - CIPA, alínea b, diz a norma: “registrar a percepção dos 
riscos ocupacionais, por meio do mapa de risco ou outra técnica ou ferramenta apropriada à 
escolha da organização, ou seja, sem ordem de preferência”. 
A organização deve adotar mecanismos para consultar os trabalhadores quanto à percepção de 
riscos ocupacionais, podendo para este fim ser adotadas as manifestações da CIPA, quando 
houver. 
Importante: Não adianta fazer um Mapa de Riscos colorido e fixado em cada Setor, se por 
detrás de cada identificação dos riscos não existir os controles. 
Esta é a real finalidade do Mapa de Riscos, é necessário que exista uma ação corretiva 
sobre o risco. 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
10 
Para que o ambiente de trabalho fique livre da nocividade, é necessário que as descobertas 
científicas neste campo, tais como percepção de riscos ocupacionais e segurança baseada em 
comportamento, sejam levadas ao conhecimento dos trabalhadores de uma forma eficaz, 
respeitando sempre “o saber operário”, princípio básico, fundamental e raiz da origem da 
metodologia do Mapa de Risco, criada na década de 1960 na Itália, e desenvolvida e aplicada 
nas fábricas italianas na década de 1970.A percepção de risco ocupacional diz respeito à capacidade da pessoa em identificar a 
frequência na qual está exposta a situações ou condições de trabalho que possam causar dano 
(perigos) e reconhecer os riscos que este oferece, não só na sua atividade imediata, mas também 
em todo o contexto de trabalho. 
 
Na prática, há uma evidente lacuna por parte das organizações por não buscarem conhecer o 
nível em que se encontra a percepção de risco dos trabalhadores e dos funcionários de seus 
quadros. 
 
Para explorar o conceito de percepção de risco é preciso lembrar que o contato que o ser humano 
estabelece com o mundo externo é mediado pelos seus sentidos (tato, olfato, audição, gustação, 
visão), por meio dos quais os dados da realidade são recebidos e ganham significados. 
 
O processo de receber e converter o estímulo externo é chamado de sensação. Já o processo de 
atribuição de sentido à informação recebida é chamado de percepção. 
 
Na prevenção, o processo perceptivo é fundamental, uma vez que, quando lidamos com a 
preservação da saúde, estamos vinculados à capacidade das pessoas de se relacionar com os 
perigos de forma cuidadosa, evitando danos à integridade física e psíquica dos indivíduos, isto é, 
prevenir os acidentes do trabalho e as doenças ocupacionais. 
 
Mapeamento da percepção de risco 
 
Mapeamento é considerado não apenas a atividade-fim do profissional, mas todo o entorno que 
compõe o cenário no qual o trabalho ocorre. Por meio do Mapeamento da Percepção de Risco 
dos trabalhadores é possível mensurar a capacidade deles em identificar os perigos e riscos. 
 
Percepção de Risco é tido como mais um elemento importante para a compreensão dos aspectos 
psicossociais relacionados à prevenção dos acidentes. Devem ser levados em conta sempre o nível 
de saúde, estado emocional, conhecimento técnico e operacional, capacidade de reconhecer 
os riscos existentes, bem como a própria atitude no ambiente de trabalho. 
 
Em tempo, lembramos que susceptibilidade individual é uma resposta do organismo a um 
determinado agente que pode variar de indivíduo para indivíduo, portanto, este é um fator 
importante a ser considerado. 
 
Assim, olhar apenas para a probabilidade decorrente do tempo de exposição distorce, muitas 
vezes, a nossa percepção. Dessa forma, o processo de percepção do risco pelo homem nem 
sempre é objetivo, ou quem sabe racional, mas fortemente influenciado por fatores diversos que 
variam de indivíduo para indivíduo, em função de sua estrutura mental e do seu repertório 
adquirido. 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
11 
Um gerenciamento de riscos ocupacionais, para que seja adequado, considerando a percepção 
de riscos ocupacionais junto aos trabalhadores, é então um processo global e complexo, que deve 
ser adaptado às várias culturas organizacionais. 
 
Para isso, o conhecimento da organização, seus processos de fabricação, modos de produção, 
tecnologias utilizadas e métodos de trabalho são imprescindíveis para que possam adaptar os 
modelos de gestão de riscos ocupacionais, de forma a alcançar os objetivos pretendidos. 
 
Uma das ferramentas utilizadas para este mapeamento são os questionários com diversos tipos de 
perigos e riscos de acidentes. O seu formato deve permitir avaliar a noção e a percepção de risco 
dos trabalhadores. Para que a organização seja bem-sucedida e encontre o sucesso nesta missão, 
deve haver o envolvimento de todos os atores sociais da organização e o comprometimento da 
alta direção. 
 
b3 - SAÚDE PSICOLÓGICA Aspectos Psicossociais e de Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho 
 
É a área das Ciências Humanas (Psicologia) no campo da segurança e saúde no trabalho. São 
princípios e métodos derivados da disciplina conhecida como análises da conduta. 
 
A Psicologia do Trabalho visa despertar para a importância do fator humano num mundo do 
trabalho cada vez mais globalizado, valorizado pelos grandes avanços científicos e tecnológicos. 
Porém, essa valorização trouxe graves consequências à saúde dos trabalhadores, principalmente 
os aspectos psicossociais relacionados ao trabalho. 
 
Os fatores psicossociais para o estresse relacionado ao trabalho constituem uma situação de risco, 
podendo estar relacionado a doenças musculoesqueléticas, doenças cardiovasculares 
(hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais), transtornos 
mentais e comportamentais (abuso de drogas psicoativas, alcoolismo, depressão, ansiedade 
generalizada) e distúrbios gastrointestinais (úlcera gástrica, doença de Chron). 
 
Existem várias estratégias para gerenciar o risco psicossocial e promover a segurança e saúde no 
trabalho e bem-estar no trabalho. Essas estratégias devem ser desenvolvidas em consulta com os 
trabalhadores. 
 
A sugestão que oportunamente fazemos é sobre a importância da aplicabilidade da norma ISSO 
45003:2021, que é referente a Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional – Saúde Psicológica e 
Segurança no Trabalho. Curso e implantação. 
 
Nesta norma que apresenta as Diretrizes para a gestão dos riscos psicossociais, apresenta medidas 
de controle de risco psicossocial relacionados à organização do trabalho, medidas de controle de 
risco psicossocial relacionadas a fatores sociais, medidas de controle de risco psicossocial 
relacionadas ao ambiente de trabalho, equipamentos e tarefas perigosas, e sinais de exposição ao 
risco psicossocial. 
 
 
 
 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
12 
c) metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças relacionadas ao 
trabalho: 
 
c1) Investigação de acidentes: 
 
A boa prática prevencionista manda que, pelo menos, os acidentes do trabalho que causem 
algum tipo de ferimento em alguém sejam submetidos a um processo de investigação, com a 
finalidade de levantar dados e fatos que levem à apuração das causas da ocorrência. Apuradas 
as causas e suas origens, o próximo passo é estudar e selecionar as medidas corretivas que, 
aplicadas, corrigem as falhas que ocasionaram o acidente. 
 
Chega-se, assim, no objetivo da investigação, que é o aproveitamento da experiência de um 
acidente em favor da prevenção futura de casos semelhantes. O bom resultado das investigações 
depende de um bom sistema de comunicação das ocorrências, a partir do interesse do próprio 
acidentado em comparecer ao ambulatório médico para receber tratamento. 
 
Uma das atribuições da CIPA é analisar acidentes, portanto deve conhecer como as investigações 
são feitas pelos profissionais do Serviço de Segurança do Trabalho da empresa. 
 
Para quem quer que sejam feitas, as investigações devem obedecer a alguns critérios e regras para 
se chegar ao melhor resultado que dela se espera. 
 
Passos importantes na investigação: 
1. Começar a investigar, o quanto antes possível, após a ocorrência. 
2. Comparecer ao cenário do acidente antes que qualquer alteração tenha sido feita: colher no 
local o máximo de informações, anotar vestígios e recolher amostras ou objetos que possam ser 
úteis na elucidação da ocorrência. 
3. Entrevistar o acidentado, tão logo seja possível; testemunhas, o encarregado do acidentado ou 
do serviço; outros, de acordo com a necessidade ou conveniência. 
4. Registrar tudo para evitar dispersão de raciocínio. 
5. Não se deixar levar pela primeira impressão ou informação, tudo deve ser bem observado e 
investigado com muito cuidado. 
6. Repassar todos os pontos importantes na ocasião de selecionar as medidas corretivas que 
deverão ser aplicadas. 
 
“Depois de um acidente, o que resta a fazer é investigá-lo corretamente e tirar alguma experiência 
que venha a servir de subsídio às atividades futuras da segurança do trabalho”. 
 
C2) metodologia básica para investigar acidentes 
 
C2.1 - Propósitos: 
A investigaçãode acidentes é uma atividade inerente às ações regulares das empresas e constitui 
a base para orientar a administração do processo preventivo. 
 
Acidente: Todo evento indesejável que causa dano corporal ou material. 
Incidente: Todo evento indesejável que tem potencial para produzir danos. 
 
 
 
 
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ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
13 
C2.2 Propósitos básicos: 
Os propósitos básicos da investigação deste tipo de evento correspondem a: 
▪ Buscar oportunidades para melhorar e não culpados; 
▪ Estabelecer as causas do acidente, o que ocorreu, como foram gerados os fatos e quem 
participou; 
▪ Obter informação completa e oportuna sobre os fatos relacionados com a ocorrência do 
acidente; 
▪ Aplicar os controles que evitem a repetição de tais tipos de acidentes. 
 
C2.3. Procedimento: Formação de Grupo 
Para a investigação de acidentes e doenças, a CIPA deverá lidar com o grupo. Este grupo tem 
como princípio não procurar culpas ou responsabilidades, mas de forma objetiva chegar às causas 
reais do acidente e à adoção de medidas preventivas adequadas e eficazes. Farão parte do 
grupo: 
▪ Próprio acidentado se possível; 
▪ Pessoas que presenciaram o acidente; 
▪ Chefes diretos (Gerentes, Chefes de Departamento, Chefes de Seção e Supervisores); 
▪ SESMT 
▪ Outras pessoas que conheçam o processo que gerou o acidente. 
 
Para garantir a eficácia do grupo, é importante que haja um clima de confiança total entre os 
membros permitindo a participação e a emissão de opinião própria sobre os acontecimentos em 
questão. 
 
Outro ponto importante é que as diferenças hierárquicas existentes devem ser deixadas de lado. 
No grupo, não deve haver hierarquia (para que não exista imposição). 
 
C.2.4 Ações Prévias à Investigação 
 
As seguintes ações devem ser tomadas para que se garanta uma boa investigação: 
1. Isolar o lugar do acidente; 
2. Resgate e atenção às pessoas lesionadas ou em perigo; 
3. Minimizar ou eliminar o risco de outros acidentes ou perdas adicionais; 
4. Identificar e registrar os elementos de evidência presentes na cena no momento do acidente; 
5. Preservar as evidências para um exame posterior ou de especialistas. 
 
C.2.5. Realização da Investigação 
 
Esta técnica possui 4 fases principais: 
 
1. Levantamento de Fatos: Identificar todos os fatos que contribuíram para a ocorrência do 
acidente. Pesquisa nos locais feita imediatamente após o acidente, com a participação do 
envolvidos e de quem presenciou o acidente; 
 
2. Atividades no Local do Acidente: fotografar ou filmar o local, fazer uns croquis, analisar 
evidências e indícios, avaliação preliminar das perdas; 
 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
14 
3. Ordenação dos Fatos: Estabelecer ligações entre fatos, realizar entrevistas, separar as causas 
básicas das causas imediatas. Fazer uma versão individual ou fazer uma reconstituição (se for o 
caso), checar informações como hora extra, se os primeiros socorros foram realizados em tempo 
hábil, os treinamentos (operacionais e de segurança) que o acidentado fez. Determinar a falta 
de controle, verificar o sistema de comunicação e administração das atividades. 
 
4. Implantação das Medidas de Controle: A preocupação neste momento é a de propor o maior 
número possível de ações corretivas favorecendo a eliminação de todos os riscos e perigos 
levantados. 
 
4.1. Priorização das Medidas Preventivas (O grupo escolhe a ordem daquelas que deverão ser 
adotadas). É importante que as negociações das medidas obedeçam aos seguintes critérios: 
1. Que a medida tenha sua eficácia por longo tempo; 
2. Que não se crie um novo risco; 
3. Que não imponha grandes mudanças nos hábitos do operador; 
4. Que possibilite a generalização, e possa ser aplicada a outros setores; 
5. Que o custo seja viável; 
6. Que o prazo de aplicação seja determinado; 
7. Que a prevenção esteja em conformidade com a lei. 
 
Exemplos dessas informações: 
 
Quem 
...foi acidentado? 
...é o chefe dele? 
...mais estava presente no momento do acidente? 
...fez isso ou aquilo de maneira errada? 
Qual 
...foi a lesão? 
...o dano material? 
...era o estágio do trabalho quando aconteceu? 
...a norma de segurança que foi transgredida? 
...a idade, a função, o tempo de função, o tempo de casa, o treinamento, e outros dados 
que possam vir a ser importantes, do acidentado? 
Quando ...aconteceu? – (dia, hora, fase da operação, detalhe ou manobra do trabalho, etc.) 
Onde ...aconteceu? – (pavilhão, seção, local exato na seção, máquina) 
Como 
...aconteceu? – Versão do acidentado, do encarregado, de testemunhas, de outros e 
conclusão do investigador com todos os dados conseguidos. 
Porque 
...foi esse tipo de ferimento? 
...foi feito isso? 
...deixou de ser feito assim? 
...deixou de usar? 
 
 
C3) A ANÁLISE DO ACIDENTE 
 
• A cuidadosa investigação de um acidente oferece elementos valiosos para a análise que deve 
ser feita, concluindo-se sobre suas causas e suas consequências. Tal trabalho provoca a adoção 
de uma série de medidas ou providências administrativas, técnicas, psicológicas ou educativas 
dentro da empresa. 
 
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15 
• A CIPA deve participar dos vários aspectos relacionados com o estudo dos acidentes, 
preocupando-se em analisá-los e elaborando relatórios, registros, comunicações e sugestões 
entre outras providências. A análise do acidente corresponde a uma visão geral da ocorrência, 
e as suas informações devem ser elementos de estudo e não um simples registro burocrático. 
 
• O estudo dos acidentes não deve limitar-se àqueles considerados graves. Pequenos acidentes 
podem revelar riscos grandes; acidentes sem lesão podem transformar-se em ocorrências com 
vítimas. A CIPA deve investir na identificação de perigos que parecem sem gravidade, mas que 
poderão tornar-se fontes de acidentes graves. 
 
• A análise dos acidentes fornece dados que se acumulam e possibilitam uma visão mais correta 
sobre as condições de trabalho da empresa, com indicações sobre os tipos de acidentes mais 
comuns, sobre as causas mais atuantes, medindo a gravidade das consequências e revelando 
os setores que necessitam de maior atenção da CIPA e do SESMT. Trata-se do estudo do acidente 
para a pesquisa de causas, circunstâncias e consequências. 
 
• Considerando-se a dimensão das consequências do acidente (Físicas, econômicas, psicológicas, 
sociais etc.) para o trabalhador e analisando de forma real os benefícios devidos, os efetivados 
pela legislação, e a real perspectiva de reabilitação profissional, reintegração social e familiar, 
revela-se a necessidade de realizar com seriedade e competência a investigação e análise, 
como trabalho prevencionista. 
 
A análise compõe-se: 
• Relatório de Investigação e Análise de Acidentes – Registro da descrição, características e causas 
(vide anexo B, da NBR 14.280); 
• Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho feito 
pela empresa. Ver a nova versão (26/02/99) da CAT no Anexo 1. 
• Cadastro do acidentado – Registro para elaboração de estatísticas junto ao INSS. 
 
C4) CAUSAS DO ACIDENTE 
 
Método de Investigação de Acidentes de Trabalho - Árvore de Causas Fundamentos conceituais e 
importância. 
 
A investigação causal é passo importante na prevenção de acidentes de trabalho por propiciar a 
identificação de fatores de risco cuja eliminação pretende-se que evite a ocorrência de novos 
acidentes semelhantes. A prevenção desencadeada a partir de acidente já ocorrido denomina-se 
prevenção passiva, devendo ser encarada como complemento das ações de prevenção ativa, 
representadas pelas inspeções periódicas de segurança, análise de risco de tarefas, estudos 
ergonômicos de postos de trabalho,etc., com o objetivo de identificar os riscos e eliminá-los, antes 
que o evento indesejável - acidente de trabalho - aconteça. 
 
 O método de árvore de causas foi criado pelo Institut National de Recherche et de Sécurité - INRS 
da França, pode ser considerado instrumento de investigação do tipo prevenção passiva, uma vez 
que parte dos acidentes já ocorridos. Ele baseia-se em relato objetivo e detalhado dos fatos 
envolvidos na ocorrência do acidente do trabalho a partir da lesão produzida, identificando 
retroativamente tais fatos, denominados fatores antecedentes. Com estas informações constrói-se 
a rede de antecedentes dos acidentes, representada sob a forma de diagrama denominado 
árvore de causas. 
 
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16 
Os antecedentes (fatos) apurados no decorrer da investigação podem ser habituais ou 
permanentes, quando já vinham ocorrendo anteriormente na situação de trabalho analisado. 
Quando os antecedentes apurados surgem no decorrer da execução de uma tarefa, são 
denominados eventuais ou não habituais. 
 
Para que o acidente aconteça, é necessária a ocorrência de pelo menos uma variação em 
relação à situação habitual de trabalho e o método de “árvore de causas” estabelece que se 
reconstitua a história do acidente partindo-se da identificação das variações e, em seguida, dos 
antecedentes permanentes. 
 
 A aplicação adequada do método requer, segundo os pesquisadores que o desenvolveram: 
a) que a investigação se processe logo após e no próprio local da ocorrência do acidente do 
trabalho; 
b) que se diferencie a etapa de obtenção dos fatos da etapa de interpretação, esta, só sendo 
efetivada após o término da anterior; 
c) que os dados sejam coletados por pessoa conhecedora da maneira habitual de 
desenvolvimento do trabalho e com maior objetividade possível. 
 
Para se utilizar o método de árvore de causas deve ser respondida à pergunta POR QUE? a partir 
da consequência da doença ou acidente. A cada resposta obtida deve-se repetir a pergunta, 
sequencialmente, até que não seja mais possível ou não se consiga mais responder o porquê da 
última causa constante da cadeia. 
 
Depois de desenhada a árvore de causas, identifica-se as mudanças necessárias no ambiente e/ou 
processo de trabalho que podem prevenir doenças e/ou acidentes semelhantes. 
 
Por representar graficamente o acidente, esse método pode ser qualificado como uma ferramenta 
de comunicação entre os que fazem a análise e aqueles que descobrem a história do acidente 
analisado. Os fatores que ficam sem explicação, demandando informações complementares, são 
colocados em evidência aos olhos de todos. 
 
É uma ferramenta de diálogo entre os atores sociais na empresa. Reduz os riscos de polêmica sobre 
as causas do acidente porque a pesquisa dos fatores de acidente se apoia sobre o rigor e a lógica 
e (só fatos) devem figurar na árvore. Propiciam também análises ricas e aprofundadas muito úteis 
à prevenção. 
 
Concluindo podemos afirmar que as regras do método impõem questionamento sistemático diante 
de cada fato que figura na árvore, levam a causas remotas, particularmente àquelas ligadas à 
organização do trabalho, à concepção de máquinas e de instalações, alargando o campo de 
investigação e evidenciando o maior número de fatores envolvidos na gênese do acidente. 
 
Constitui assim, em uma ferramenta de mudança do funcionamento social e da estrutura 
encarregada da segurança (SESMT ou outro serviço), no interior da empresa. 
 
Recomenda-se: 
• Tirar fotografias / filmar; fazer esquemas do cenário / máquinas... relacionados ao acidente que 
ocorreu; 
• descrever instalações físicas, condições de iluminação, nível de ruído, posição de máquinas, 
equipamentos etc.; 
 
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17 
• verificar o tipo de energia utilizada; se for o caso, descrever máquinas e, ou equipamentos (tipo, 
forma de acionamento, de alimentação, etc.); 
• descrever a forma habitual de execução da atividade em desenvolvimento no momento de 
ocorrência do acidente; 
• identificar, em relação às condições de trabalho habituais (trabalho real, não trabalho 
prescrito), isto é, sem ocorrência de acidente, o que mudou /alterou /variou, investigando as 
origens das alterações / mudanças / variações ocorridas. É extremamente importante identificar 
as condições do sistema que permitiram o aparecimento dessas mudanças (ou variações). Em 
outras palavras, buscar as "causas das causas". 
• Descrever cuidadosamente as mudanças que provocaram perturbações que ultrapassaram a 
tolerância habitual do sistema, ou seja, aquelas que não foram solucionadas com as estratégias 
adotadas no funcionamento do sistema nas situações sem acidente. 
• Quando não for possível esclarecer como se originou determinada modificação ou variação, 
explorar hipóteses possíveis acerca de sua origem e, para cada hipótese, buscar evidências 
diretas ou indiretas de sua ocorrência. Por exemplo, no caso de sistemas técnicos, a existência 
de componentes alterados e, ou com marcas do ocorrido pode fornecer informações 
importantes, seja por visualização direta, seja por exames em laboratórios ou serviços 
especializados. Da mesma forma, os registros relativos ao histórico de manutenção de uma 
máquina, inclusive aqueles relativos às mudanças efetuadas após o acidente com vistas a sua 
liberação podem ser úteis. 
• Buscar confirmação para todas as afirmações colhidas nas entrevistas visando descrever os 
fatores que participaram do desencadeamento do acidente com a maior fidelidade possível. 
 
A obtenção dessas informações exigirá a realização de entrevistas com vários interlocutores: 
acidentado (que não estará vivo para informar em casos de acidentes fatais), testemunhas do 
ocorrido, colegas de trabalho, chefias, membros de CIPA e SESMT (quando houver), outros 
acidentados que tenham sofrido acidentes semelhantes etc. Em casos de acidentes envolvendo 
mais de uma empresa, incluir seus membros na relação de pessoas a entrevistar. 
 
Durante as entrevistas, diante de expressões como "foi um descuido", "acho que não prestei muita 
atenção", "fiz uma bobeira", utilizadas pelos próprios acidentados vítimas de acidentes não fatais 
para descrever os episódios de que foram vítimas, é imprescindível indagar - e, se necessário, insistir 
-, como foi o tal "descuido", a "falta de atenção" ... procurando caracterizar o sentido da expressão 
utilizada pelo trabalhador (ou testemunha, ou colega ... em casos de acidentes fatais). Sobretudo, 
é da maior importância investigar suas causas. Frequentemente os "descuidos" ocorrem em 
situações de pressão de tempo para execução de tarefas (urgências de várias naturezas e origens), 
ao final de turnos noturnos, ao final de jornadas de trabalho prolongadas por horas-extras, em 
situações de fadiga evidente do trabalhador, durante execução de tarefas anexas / secundárias, 
ou de tarefas eventuais, como por exemplo as de manutenção. 
 
Investigações cuidadosas geralmente permitem identificar se os limites das capacidades humanas 
foram ultrapassados. Mesmo em grandes empresas é frequente encontrar situações em que a 
segurança do trabalhador dependia, quase exclusivamente, de seu desempenho na execução da 
tarefa. 
 
É fundamental que durante a coleta de informações sejam descritos fatos passíveis de constatação. 
Por exemplo, ao invés de registrar "expôs-se desnecessariamente ao perigo", descrever ações, 
posições, etc. adotadas pelo trabalhador, sem emitir juízo de valor. Da mesma forma, não incluir 
interpretações e ou conclusões do investigador durante a fase de coleta de dados. 
 
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18 
Uma boa descrição de acidente é objetiva e precisa, desprovida de juízosde valor, de 
interpretações, e de conclusões. Para conseguir executar uma coleta de dados que atenda esses 
requisitos, é muito importante ter sempre em mente que se buscam as "causas das causas" do 
acidente visando a prevenção, e não a identificação de responsáveis e, ou culpados (objetivos de 
investigações com finalidades jurídicas). 
 
Deve-se evitar: 
• Interrupções precoces na coleta de dados, particularmente quando se trata de 
comportamentos adotados durante a execução de tarefas - é importante investigar suas 
origens, ao invés de simplesmente rotular como falha do acidentado. 
• Considerar prescrições ou normas como equivalentes à tarefa habitual e padrão de referência 
para identificação de variações ou mudanças no sistema. 0 trabalho real não deve jamais ser 
confundido ou reduzido ao trabalho prescrito. Procurar conhecer o trabalho real demanda 
tempo, entrevistas com operadores, etc. 
• Tomar como "causas" opiniões "a priori", que não foram adequadamente investigadas, 
formando opiniões precoces acerca de causas do acidente que vai ser investigado, 
"contaminando" e prejudicando a investigação. 
• Aceitar como verdade informações sem verificar sua veracidade. A título de exemplo, pode ser 
citado um fato ocorrido durante investigação de acidente fatal em uma grande siderúrgica 
brasileira. Em reunião entre representantes sindicais, técnicos de várias instituições, um 
representante da empresa afirmou não ser possível a instalação de uma tampa no "panelão" 
que transportava aço fundido para as lingoteiras. Isso porque a tampa provocaria modificações 
no aço que eram incompatíveis com as especificações do produto. Posteriormente, verificou-
se que tal afirmação era falsa. 
 
Organização e análise dos dados 
 
Os dados coletados devem ser organizados, isto é, deve ser elaborada uma descrição coerente do 
acidente, baseada em fatos passíveis de serem observados / constatados, sem emissão de juízos 
de valor e, ou interpretações, e que permita ao(s) investigador(es) "visualizar" da maneira mais 
completa possível, como o episódio se desenrolou. Esta etapa é fundamental na investigação. 
 
Embora aparentemente fáceis de serem realizadas, boas descrições exigem treinamento. Pode-se 
considerar adequada uma descrição cuja leitura permita a compreensão de como o acidente 
ocorreu, por profissionais que não participaram da investigação. 
 
Somente após elaborar a descrição do acidente é que se deve analisar e interpretar as informações 
registradas e que nortearão a prevenção. A PREVENÇÃO. 
 
Recomenda-se listar o maior número de medidas de prevenção possível, de tal forma que, no 
momento da seleção haja um leque de medidas para escolher. 
 
Listadas as medidas de prevenção possíveis a partir do diagnóstico realizado, a etapa seguinte é a 
de seleção das medidas a serem implantadas. Nesse ponto, é importante que critérios de seleção 
sejam considerados. 
 
Assim, recomenda-se que as medidas selecionadas sejam capazes de: 
▪ eliminar ou neutralizar riscos; 
▪ não criar novos riscos; 
▪ ter estabilidade ao longo do tempo; 
 
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19 
▪ não aumentar as exigências para o operador; 
▪ ter prazo de implantação compatível com o risco identificado; 
▪ não ter efeitos negativos sobre a produtividade (se isso ocorrer, correm o risco de ser 
abandonadas). 
 
Alguns autores citam a relação custo-benefício das medidas como um dos critérios de seleção. Esse 
pode ser um dos critérios em situações em que uma das medidas dentre as várias possíveis não 
oferece benefícios adicionais e apresenta custo elevado ou relação custo / benefício elevada. 
 
Cabe assinalar que os escalões hierárquicos superiores / gerências decidem que medidas adotar, 
porém ressaltando que quem se expõe é o trabalhador. Se a empresa não arcar com o custo da 
prevenção, ocorrendo o acidente, o custo passa para o trabalhador e para a sociedade. 
 
Além das características mencionadas acima, deve-se dar preferência a medidas automáticas, ou 
seja, que independam de mudanças de comportamento / adesão dos trabalhadores e que, em 
geral, tendem a se enfraquecer ao longo do tempo, exigindo reforços periódicos. 
 
Selecionadas as medidas de prevenção, segue-se a fase de implantação, quando é imprescindível, 
por parte da empresa, a definição clara de recursos, de responsáveis e de prazos para a 
implantação de cada uma das medidas selecionadas. Por parte da equipe de fiscalização, é 
crucial a definição de responsável(eis) pela verificação da execução do que tiver sido 
estabelecido. 
 
Implantadas as medidas, segue-se a fase de acompanhamento da evolução para avaliação de 
seu impacto, verificação de ocorrência eventual de deslocamento de risco, de aumento de 
exigências para o operador etc. 
 
A negociação com a empresa sobre as medidas de prevenção requer a criação de condições 
capazes de facilitar seu desenrolar. Negociar, entretanto, não exclui os aspectos técnicos e o 
conhecimento da legislação em vigor de tal sorte que, se as condições de segurança estão em 
desacordo com as normas legais, não há muito que discutir em termos da necessidade de adequá-
las, cabendo, eventualmente, acordar prazos. 
 
Além de difíceis, as negociações frequentemente são conflituosas e desgastantes, sobretudo no 
contexto brasileiro, no qual identificam-se mecanismos de atribuição de culpa aos acidentados, 
práticas autoritárias por parte de empresários, ausência de tradição de participação dos 
trabalhadores e de seus representantes em discussões de questões relativas à saúde e segurança 
do trabalho, apoiando na tese de atos e condições inseguras, erroneamente. 
 
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA: 
 
 
 
Fato permanente, rotineiro, habitual 
 
 
 
Fato anormal, irregular, ocasional, eventual, não habitual 
 
 
Ligação verificada, que efetivamente contribuiu para a ocorrência do 
fato seguinte. 
 
 
Ligação verificada que aumenta a probabilidade da ocorrência 
 
 
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20 
Componentes da Atividade: 
 
I Indivíduo 
T Tarefa 
M Material 
MT Meio de Trabalho 
 
(I) A vítima ou pessoas cujas atividades estejam em relação mais ou menos direta com a da vítima 
(companheiro de equipe, chefe, encarregado, etc.) 
 
(T) Designa de maneira geral as ações do indivíduo que participa da produção parcial ou total de 
um bem ou serviço. 
 
(M) Compreende todos os meios técnicos, a matéria prima e os produtos colocados à disposição 
do indivíduo para executar sua tarefa (caminhão, torno, máquina, peça a usinar, um produto). 
 
(MT) Designa o quadro de trabalho e o ambiente físico e social no qual o indivíduo executa sua 
tarefa. 
 
FATOR DO ACIDENTE COMPONENTE REPRES. 
O Sr. W fratura o 4º e 5º QME Indivíduo 
Os dedos são prensados em zona entrante Tarefa 
Luva da M.E. é tracionada zona entrante Tarefa 
Apoia a ME na parte mais larga do martelo Material 
Formação zona entrante martelo e faca Tarefa 
O Sr. W está na ponta dos pés Tarefa 
A guilhotina é acionada Material 
A distância entre o martelo e a faca 1,2 cm Material 
Martelo e lâmina descem em velocidades diferentes Material 
O Sr. W mede 1,60 m Individuo 
Guilhotina 1,5m e bancada 0,5 m largura Material 
Posiciona visualmente chapa para corte Tarefa 
Lâmina mede 2,5m de comprimento Material 
Corta peças de 0,045 x 0,5m Tarefa 
Guilhotina grande para corte de peças pequenas Tarefa 
 
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21 
 
Complexidade Sistêmica 
 
Em sua obra, Charles Perrow enfatiza a existência de características das tecnologias de alto risco, 
que levam à existência de um tipo de acidente que ele considera inevitável. O risco a que ele se 
refere não é aquele presente naquantidade de substâncias tóxicas, inflamáveis ou radioativas 
manipuladas, na possibilidade de vazamentos tóxicos, incêndios ou explosões, enfim, no tipo 
tradicional de risco que a área de segurança das empresas está habituada a tratar. O que ele 
enfatiza como risco próprio da complexidade sistêmica é a possibilidade de interações de natureza 
inesperada que, na dependência das interligações existentes nos sistemas, uma vez ocorrido, vão 
sempre ultrapassar as capacidades de controle existentes no sistema. Esse tipo de interação é 
chamado de complexa. 
 
Segundo Perrow, a possibilidade da ocorrência de interações complexas está presente em todo 
tipo de sistema e a sua maior ou menor presença o leva a definir dois tipos de sistemas: Enquanto 
nos sistemas lineares predominam interações de tipo mecânico e previsível, nos sistemas complexos 
predominam possibilidades de interações provenientes dos acúmulos de aspectos ou fatores que, 
considerados isoladamente, são avaliados como sem consequências para a segurança e cuja 
evolução, resultando em evento catastrófico, também não é previsível mesmo para os operadores 
que estão habituados a gerir o sistema. 
 
O autor adverte para o perigo da desconsideração desse fato em análises de acidentes, ou seja, a 
posteriori. Considerando a existência desse risco sistêmico poderíamos, pelo menos, parar de 
condenar pessoas e, quem sabe, de produzir sistemas ainda mais perigosos. Reforçando essa 
opinião Collins e Pinch (apud Lima e Assunção, 2000) afirmam: 
 
“Após o evento é fácil identificar vilões e heróis. É difícil imaginar as pressões, dilemas e incertezas 
enfrentados pelos participantes quando se tomou a decisão [...]. temos que viajar no passado para 
recuperar o que exatamente se sabia, antes [...]” Ênfase especial é posta na noção de sinais ou 
I T T 
T 
M 
T 
I 
M 
T T 
M 
MT 
T 
M 
M 
? 
? 
Formação zona 
entrante martelo e 
lâmina 
Dedos 
esmagados 
zona entrante 
Fratura 
dedos 
ME 
Luva ME tracionada 
Sr.W pontas dos pés 
Sr.W apóia ME no 
martelo 
Guilhotina 
acionada 
Sr.W posiciona chapa visual 
p/corte 
Distância entre martelo e faca é de 
1,2 cm. 
O martelo e a lâmina descem com velocidades 
diferentes. 
Sr.W mede 1,60 m 
Guilhotina tem 1,50 e a 
bancada 0,50 de largura 
Guilhotina gde. 
porte para corte 
de peças 
pequenas 
Lâmina tem 2,5 m 
Sr.W corta peças 0,045 
X 0,50 m 
 
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22 
avisos da existência de problemas no campo da segurança e na necessidade de distinguir aqueles 
que são importantes e na forma como são, ou não são utilizados nas decisões gerenciais – 
estratégicas – que marcam ou determinam os rumos da vida da empresa. 
 
O estudo de Diane Vaughan (1996, 1997) acerca do acidente da Challenge é apontado como 
clássico na utilização dessa abordagem. Destacando a contribuição desta autora Llory (1999b) 
sustenta a necessidade de: 
 
“Organizar a detecção e a coleta dos “sinais fracos” de riscos de acidentes [...] Desenvolver a 
abordagem organizacional. Tirar todas as lições, as mais incômodas [....] (dos acidentes). Revisitar 
os incidentes. Reconhecer as contribuições essenciais dos operadores e de suas chefias imediatas 
à segurança.” 
 
Como detectar esses sinais? Enfatiza-se a abordagem da história da organização e de seus eventos 
formadores e ou valores estruturantes. Isso significa identificar chefias e pessoas que marcaram seu 
surgimento ou momentos importantes, como aqueles de mudança ou de reorganização. Implica 
identificar as formas de relação entre preocupações gerenciais diversas e aquelas afins à saúde e, 
enfim, reconstruir o processo organizacional de tomada de decisões que participam nas origens de 
acidentes. 
 
No seu estudo, Vaughan acrescenta a ideia de normalização para referir-se aos avisos ou sinais que 
deixam de ser avaliados como importantes porque mostram-se ambíguos, por exemplo, quando 
são seguidos por outro sinal que sugere que tudo está bem; são considerados fracos, ou seja, 
sugestivos de evento de ocorrência muito improvável ou tornam-se rotineiros, devido ao fato de 
ocorrerem de modo repetido. A autora comenta que o problema da junta de vedação usada no 
tanque de combustível das naves espaciais da Nasa já fora detectado em 12 lançamentos 
anteriores. Além disso, a autora refuta a conclusão do primeiro volume do relatório da comissão 
presidencial que analisou o acidente, que atribui a decisão de lançamento a cálculo amoral de 
dirigentes da Nasa que estariam mais interessados no cumprimento de seu cronograma do que na 
segurança. Vaughan demonstra que as decisões ligadas ao lançamento obedeceram estritamente 
às regras vigentes na empresa e que, mesmo nos momentos de diálogo mais duro, durante a 
teleconferência realizada na véspera do lançamento, a maioria dos participantes não parece ter 
sido influenciada por pressões estranhas às rotinas de decisão previamente existentes. A falha do 
anel de vedação teria resultado de mudanças estruturais e culturais decorrentes de decisões 
anteriores da alta hierarquia da Nasa que acabaram influenciando as avaliações de risco 
conduzidas por ocasião dos sucessivos lançamentos. 
 
Processo similar pode estar presente na história de acidentes em outros sistemas. 
 
C.5) CONSEQÜÊNCIAS DO ACIDENTE 
a) Lesão Pessoal: Qualquer dano sofrido pelo organismo humano, como consequência de 
acidente do trabalho; 
b) Natureza da Lesão: Expressão que identifica a lesão, segundo suas características principais. 
Exemplos: Escoriação, luxação, fratura, asfixia, distensão, queimadura, afogamento, 
estrangulamento, ferida, contusão, efeito imediato de radiação etc; 
c) Localização da Lesão: Indicação da sede da lesão. Exemplos: cabeça, olho, face, testa, tronco, 
ombro, membros superiores, dedo, mão, membros inferiores, joelho, perna, pé etc; 
d) Lesão Imediata: Lesão que se manifesta no momento do acidente; 
 
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23 
e) Lesão Mediata (lesão tardia): Lesão que se manifesta após a circunstância acidental da qual 
resultou; 
f) Doença do Trabalho: Doença decorrente do exercício continuado ou intermitente de atividade 
laborativa, capaz de provocar lesão por ação mediata; 
g) Doença Profissional: Doença do trabalho causada pelo exercício de atividade laborativa, capaz 
de provocar lesão por ação mediata; 
h) Morte: Cessação da capacidade de trabalho pela perda da vida, independente do tempo 
decorrido desde a lesão. 
 
C.6) INSPEÇÃO DE SEGURANÇA 
 
A inspeção de segurança tem por objetivo detectar as possíveis causas que propiciem a ocorrência 
de acidentes, visando a tomar ou a propor medidas que eliminem ou neutralizem os riscos de 
acidentes do trabalho. Desta forma, a inspeção de segurança é uma prática contínua em busca 
de: 
▪ Métodos de Trabalhos Inadequados; 
▪ Riscos Ambientais; 
▪ Verificação da eficácia das medias preventivas rotineiras e especiais em funcionamento. 
 
A legislação sobre segurança do trabalho trata sobre inspeção (verificação) nos ambientes de 
trabalho na NR-5 Portaria 8/99, item 5.16, letra “d”. 
 
A base de toda a inspeção de segurança e análise dos riscos sob os aspectos já citados deve 
envolver indivíduos, grupos, operações e processos para controlar ou neutralizar o risco. Isto é muito 
mais importante do que simplesmente atribuir a culpa a este ou aquele fato ou pessoa. 
 
Tipos de Inspeção 
 
Inspeções Gerais 
Elaboradas em todos os setores da empresa. Devem ser repetidas em 
intervalos regulares. 
Inspeções Parciais 
Podem limitar-se às áreas, sendo inspecionado apenas determinados 
setores da empresa ou certo tipo de atividades ou máquinas e 
equipamentos. 
Inspeções de Rotina 
Cabem aos encarregados dos setores, aos membros da CIPA e da 
manutenção. 
Inspeções Periódicas 
Ematendimento a determinadas leis. Destinada à equipamentos e 
peças móveis de maior uso e desgaste. 
Inspeções Eventuais 
Não tem data ou período determinado. Destina-se aos controles 
especiais de problemas importantes dos diversos setores da empresa. 
Inspeções Oficiais Efetuadas por agentes dos órgãos oficiais 
Inspeções Especiais Controle técnico 
 
 
 
 
 
 
 
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24 
Modelo simplificado de uma inspeção de segurança: 
 
Empresa: Setor: Data da última Inspeção: 
Cipeiros: Data: 
Descrição: S N 
1. Piso está irregular? 
2. Luminárias estão sujas? 
3. Existem lâmpadas queimadas? 
4. Os funcionários usam benjamins? 
5. Os funcionários usam EPI? 
6. Os dutos de ar condicionado são limpos regularmente? 
Data da próxima inspeção: 
Visto do supervisor do setor: 
 
 
 
 
 
 
 
d) princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos 
 
d1) Higiene do Trabalho, também conhecida como Higiene Ocupacional e Higiene Industrial, é a 
ciência e arte dedicada ao reconhecimento, avaliação e controle de agentes ambientais 
existentes ou que venham a existir no trabalho e que podem causar doenças e prejuízos à saúde 
dos trabalhadores e até mesmo da comunidade que circunda o trabalho. 
 
Conceitos e definições 
 
a) Higiene do Trabalho: A ciência e a arte devotadas à antecipação, ao reconhecimento, à 
avaliação e ao controle dos fatores ambientais e agentes tensores originados no ou do local de 
trabalho, as quais podem causar enfermidades, prejuízos à saúde e bem estar, ou significante 
desconforto e ineficiência entre os trabalhadores ou entre cidadãos da comunidade. 
b) Limite de Tolerância: É a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a 
natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, 
durante sua vida laboral. 
c) Insalubre: Que origina a doença, doentio. 
 
Objetivos da Higiene do Trabalho: 
 
A Higiene do Trabalho tem alguns objetivos principais, são eles: 
Eliminação das causas de doenças profissionais; aumento da produtividade; propor as medidas 
preventivas de acordo com os riscos encontrados; e controle das exposições inadequadas à 
agentes ocupacionais. 
Importante: Todo setor da empresa deve ter um Checklist para as inspeções, esta é atribuição 
da CIPA, a cada reunião as não – conformidades encontradas nas Inspeções, devem ser 
apresentadas e discutidas devendo estabelecer uma Ação Corretiva para o problema 
 
 
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ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
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25 
Para que a Higiene do Trabalho tenha total eficácia, ela deve conter os seguintes passos: 
Antecipação; Reconhecimento; Avaliação; e Controle. Cada um destes termos representa uma 
função importante dentro da Higiene do Trabalho e devem ser seguidos com eficácia. 
 
O trabalhador, por seu lado, tem o dever de cumprir as prescrições sobre segurança e saúde no 
trabalho que decorram da lei ou de instrumento de regulamentação coletiva do trabalho. 
 
Concretamente, a lei prevê ainda os deveres do trabalhador em cumprir as ordens e instruções do 
empregador com relação a segurança e saúde no trabalho, desde que não sejam contrárias aos 
seus direitos e garantias, e de cooperar para a melhoria da segurança e saúde no trabalho, 
nomeadamente por meio da CIPA e Assédio, afinal foram eleitos para esse fim. 
 
Medidas de prevenção para a higiene e segurança no trabalho 
 
As Normas de Higiene Ocupacional (NHOs) compõem uma série de normas técnicas, resultantes 
dos trabalhos técnicos da Fundacentro, que abordam diferentes aspectos dos procedimentos e 
critérios de identificação, avaliação e controle dos riscos e perigos ambientais e profissionais, com 
o principal objetivo de fomentar a adoção de medidas preventivas contra doenças profissionais e 
quaisquer outros riscos e fatores potencialmente danosos à saúde e à segurança dos trabalhadores 
em diversos ambientes ocupacionais. 
 
Os conteúdos são baseados em referências normativas de abrangência internacional e na 
aplicação prática dos métodos e se destinam, principalmente, aos profissionais que atuam na 
caracterização, avaliação, controle e gestão dos aspectos envolvidos com o gerenciamento dos 
riscos e perigos ocupacionais, além de todos os atores sociais e estudantes envolvidos nas questões 
relacionadas à segurança e saúde ocupacional, de modo geral. 
 
Legislação Brasileira 
 
A Portaria nº 3.214/78, trata na NR 15 das atividades e operações insalubres, apresentando critérios 
para interpretações a partir das avaliações quantitativas (com limite de tolerância para ser 
comparado) ou qualitativas (critérios adotados) nos seus 14 (quatorze) anexos, conforme segue: 
 
Anexo 1: Ruído Contínuo e Intermitente; Anexo 8: Vibrações 
Anexo 2: Ruído de Impacto; Anexo 9: Frio; 
Anexo 3: Calor; Anexo 10: Umidade: 
Anexo 4: Revogado (vago); Anexo 11: Agentes Químicos 
Anexo 5: Radiações Ionizantes; 
Anexo 12: Poeiras Minerais (amianto, sílica, 
manganês) 
Anexo 6: Trabalho sobre condições 
hiperbáricas 
Anexo 13: Agentes Químicos (Qualitativos) 
Anexo 7: Radiações não Ionizantes Anexo 14: Agentes Biológicos 
 
 
 
 
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Representação Higiene x Medicina do Trabalho 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
d2) Medidas de controle dos riscos 
 
Segurança do Trabalho é um conjunto de normas e tecnologias que possuem como objetivo 
promover a saúde e a proteção do trabalhador em seu local de atividade, visando reduzir 
significativamente o número de acidentes e doenças ocupacionais. 
 
Para que esse objetivo seja cumprido, Medidas de Controle do Risco específicas para cada 
atividade são adotadas para que assim possam diminuir a situação dos riscos ocupacionais 
iminentes. 
 
Basicamente, existem três áreas nas quais as Medidas de Controle do Risco podem ser aplicadas. 
São elas: 
▪ Na origem do contaminante (Fonte) 
▪ Ao longo do percurso entre a origem e o trabalhador (Ambiente) 
▪ No receptor (Trabalhador) 
 
Para cada uma destas três fases, encaixamos alguma das seguintes medidas: 
 
Medidas de Eliminação (Fonte): Essa medida prevê a eliminação da condição perigosa que coloca 
em risco o trabalhador. Por exemplo, eliminar o manuseio manual de uma ferramenta perigosa por 
um manuseio mecânico. 
 
Medidas de Substituição ou Minimização (Fonte): Substituir o agente de risco perigoso por outro 
menos agressivo ou, ainda, reduzir a energia do processo (através de força, amperagem, 
temperatura etc.) 
 
Medidas de Engenharia (Ambiente): Mudança na estrutura do local de trabalho do profissional, de 
modo a distanciar a condição perigosa dos trabalhadores. Por exemplo: implantação de sistemas 
de ventilação, enclausuramento etc. 
 
Medidas de Separação (Ambiente): Um exemplo para esta medida é a separação de ciclistas, 
pedestres e veículos nas vias públicas da cidade. Dessa forma, separa as energias evitando 
acidentes. 
 
Higiene do Trabalho 
Medicina do Trabalho 
Fonte Trabalhador Sinais Clínicos Doença Ambiente 
 
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27 
Medidas Administrativas (Ambiente e Trabalhador): Aqui entram os treinamentos e ensinamentos 
para a execução do trabalho. Também está inclusa a sinalização horizontal e vertical, os sinais de 
advertência e alarmes, além de permissões de acesso etc. 
 
Por último na hierarquia de controle, como Medida de Controle do Risco, os EPIs. 
 
Estas Medidas de Controle do Risco, além de serem definidas como vimos acima, podem ser 
definidas por Controle de Prevenção e Controle de Recuperação. 
 
Os Controles de Prevenção são aquelas medidasque evitam a possibilidade de a situação perigosa 
atingir o trabalhador. É como se evitassem que um objeto caísse, chegando assim até a cabeça 
do trabalhador, por exemplo. 
 
O Controles de Recuperação são as medidas que atuam na consequência, após o evento 
indesejado já ter acontecido. Como por exemplo, o capacete não evita que o objeto caia, mas 
evita que fira o trabalhador caso caia. 
 
Análise dos Riscos 
 
Em administração, a análise de risco consiste na verificação dos pontos críticos que possam vir a 
apresentar não conformidade durante a execução de determinado projeto ou atividade. Na 
gestão da segurança e saúde no trabalho, os principais métodos de análise de riscos são: 
 
▪ Análise preliminar de riscos - APR; 
▪ Análise de falha humana; 
▪ Análise de falhas e efeitos. 
 
A APR tem sua importância maior no que se refere à determinação de uma série de medidas de 
controle e prevenção de riscos, desde o início operacional do sistema, permitindo revisões de 
projeto em tempo hábil, com maior segurança, além de definir responsabilidades no que se refere 
ao controle de riscos. 
 
A APR tem grande utilidade no seu campo de atuação, porém, como já foi colocado, necessita às 
vezes de ser complementada por técnicas mais detalhadas e apuradas. Em sistemas que sejam já 
bastante conhecidos, cuja experiência acumulada conduz a um grande número de informações 
sobre riscos, esta técnica pode ser utilizada de modo auxiliar. 
 
NR-09 - AVALIAÇÃO E CONTROLE DAS EXPOSIÇÕES OCUPACIONAIS A AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS 
E BIOLÓGICOS 
Redação dada pela Portaria SEPRT n.º 6.735, de 10 de março de 2020) 
Em vigor desde o dia 03 de janeiro de 2022 (Portaria SEPRT n.º 8.873, de 23 de julho de 2021) 
 
Destaques: 
 
9.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos para a avaliação das exposições 
ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos quando identificados no Programa de 
Gerenciamento de Riscos - PGR, previsto na NR-1, e subsidiá-lo quanto às medidas de prevenção 
para os riscos ocupacionais. 
 
 
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28 
9.2.1 As medidas de prevenção estabelecidas nesta Norma se aplicam onde houver exposições 
ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos. 
 
9.5.3 As medidas de prevenção e controle das exposições ocupacionais integram os controles dos 
riscos do PGR e devem ser incorporados ao Plano de Ação. 
 
9.6.1 Enquanto não forem estabelecidos os Anexos a esta Norma, devem ser adotados para fins de 
medidas de prevenção: 
 
a) os critérios e limites de tolerância constantes na NR-15 e seus anexos; 
b) como nível de ação para agentes químicos, a metade dos limites de tolerância; 
c) como nível de ação para o agente físico ruído, a metade da dose. 
 
9.6.1.1 Na ausência de limites de tolerância previstos na NR-15 e seus anexos, devem ser utilizados 
como referência para a adoção de medidas de prevenção aqueles previstos pela American 
Conference of Governmental Industrial Higyenists - ACGIH. 
 
Nota: Podem considerar também as Normas de Higiene Ocupacional - NHO’s da FUNDACENTRO, 
pois, estas são mais restritivas, o que torna mais eficiente para SST. 
 
9.6.1.2 Considera-se nível de ação, o valor acima do qual devem ser implementadas ações de 
controle sistemático de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições ocupacionais 
ultrapassem os limites de exposição. 
 
e) Noções sobre legislação trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde no trabalho 
 
O Decreto nº 3.048 de 06/05/99, é a última regulamentação da lei nº 8.213/91. Aprova o novo 
Regulamento dos Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. 
 
O RBPS é bastante extenso, e de 1999 até os dias de hoje houve várias reformas, modificações e 
alguns artigos foram revogados. Para ter sempre texto legal atualizado, acessar para consulta: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3048.htm 
Apresentaremos aqui, somente os artigos que estão relacionados com a segurança e saúde no 
trabalho. 
Nossa Legislação atualmente classifica o acidente do trabalho como: 
 
Acidente do Trabalho, Doença Ocupacional ou Profissional. 
 
Lei nº 8.213 de 1991 – Artigos que foram referendados pelo Decreto 3.048/99. 
 
Art. 19: Define Acidente do Trabalho (já citado no início da apostila). 
 
Art. 20: Consideram-se acidente de trabalho, nos termos do artigo 131, as seguintes: 
 
I. Doença Profissional: assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do 
trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo 
Ministério Social; 
 
 
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ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
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29 
II. Doença do Trabalho: assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições 
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da 
relação mencionada no inciso I. 
 
1º Não serão consideradas como doenças do trabalho: 
a) A doença degenerativa; 
b) A inerente a grupo etário; 
c) A que não produz incapacidade laborativa; 
d) A doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região em que ela se desenvolva, 
salvo comprovação que resultou de exposição ou contato direto determinado pela natureza do 
trabalho; 
 
2º Em caso excepcional, constando-se que a doença não incluída na relação prevista nos incisos 
I e II, deste artigo resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se 
relaciona diretamente, a Previdência Social deve equipará-la a acidente do trabalho. 
 
Art. 21: Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para efeito desta lei: 
 
I. O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído 
diretamente para a morte do segurado, para perda ou redução da sua capacidade para o 
trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. 
 
II. O acidente sofrido pelo empregado no local e horário de trabalho, em consequência de: 
a) Ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho; 
b) Ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada com o 
trabalho; 
c) O ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro, ou de companheiro de 
trabalho; 
d) Ato de pessoa privada do uso da razão; 
e) Desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior. 
 
III. A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua 
atividade; 
 
IV. O acidente sofrido, ainda que fora do local e horário de trabalho: 
a) Na execução de ordem ou na realização de serviços sob a autoridade da empresa; 
b) Na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou 
proporcionar proveito; 
c) Em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo, quando financiada por esta, dentro de 
seus planos para melhor capacitação da mão de obra, independente do meio de locomoção 
utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; 
 
1º Nos períodos destinados à refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras 
necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante este, o empregado é considerado no 
exercício do trabalho. 
 
2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que, resultante 
de acidente de outra origem, se associe ou se superponha às consequências do anterior. 
 
 
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30 
Art. 23: Considerar-se-á como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a 
data de início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual ou o dia da 
segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para esse efeito o 
que ocorrerem primeiro lugar. 
 
Artigos do Decreto 3.048/99. 
 
Art. 25: O Regime Geral da Previdência Social compreende as seguintes prestações, expressas em 
benefícios e serviços: 
 
a) Quanto ao segurado: 
a) Aposentadoria por invalidez (100% do salário de benefício); 
b) Aposentadoria por idade; 
c) Aposentadoria por tempo de contribuição; 
d) Aposentadoria especial (100% do salário de benefício); 
e) Auxílio doença É devido a partir do décimo sexto dia do afastamento da atividade); 
f) Salário família; 
g) Salário maternidade; 
h) Auxílio – acidente (50% do salário do benefício. Será concedido a contar do dia seguinte ao 
da cessação do auxílio – acidente do segurado, corrigido até o mês anterior ao do início do 
auxílio – acidente e será devido até a véspera de início de qualquer aposentadoria ou até a 
data do óbito do segurado; 
 
b) Quanto ao dependente: 
a) Pensão por morte, e 
b) Auxílio reclusão (devido aos dependentes do segurado, corrigido até o mês anterior ao do 
início do auxílio – acidente e será devido até a véspera de início de qualquer aposentadoria 
ou até a data de óbito do segurado); 
 
c) Quanto ao segurado e dependente: Reabilitação profissional. 
 
Art. 104: O auxílio – acidente será concedido, como indenização, ao segurado Empregado, exceto 
o doméstico, ao trabalhador avulso, ao segurado especial e ao Médico residente quando, após a 
consolidação das lesões decorrentes de acidentes de qualquer natureza, resultar sequela definitiva 
que implique: 
I. Redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exerciam e exijam maior esforço 
para o desempenho da mesma atividade que exerciam a época do acidente; 
II. Redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exerciam e exijam maior esforço 
para o desempenho da mesma atividade que exerciam à época do acidente; 
III. Impossibilidade de desempenho de atividade que exerciam à época do acidente, porém 
permita o desempenho de outra, após processo reabilitação profissional, nos casos indicados 
pela perícia médica do INSS. 
 
Art. 336: Para fins estatísticos, a empresa deverá comunicar à Previdência social o acidente que 
tratam os artigos 19, 20, 21, e 23 da Lei nº 8.213 de 1991, ocorrido com o segurado empregado, 
exceto o doméstico, o trabalhador avulso, o segurado especial e o médico residente, até o primeiro 
dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, 
sob pena de multa aplicada e cobrada na forma do artigo 286. 
 
 
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31 
§1º Da comunicação a que se refere esse artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus 
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria. 
 
§2º Na falta do cumprimento no disposto no caput, caberá ao setor de benefícios do Instituto do 
Seguro Social comunicar a ocorrência ao setor de fiscalização, para a aplicação e cobrança da 
multa devida. 
 
§3º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, 
seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer 
autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo. 
 
§4º A comunicação a que se refere o §3º não exime a empresa de responsabilidade pela falta do 
cumprimento do disposto, neste artigo. 
 
§5º A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social poderá autuar a empresa que 
descumprir o disposto no caput, aplicando a multa cabível, sempre que tomar conhecimento da 
ocorrência antes da autuação pelo setor de fiscalização. 
 
Art. 337: O acidente que trata o artigo anterior será caracterizado tecnicamente pela perícia 
médica do Instituto Nacional do Seguro Social, que fará o reconhecimento técnico do nexo causal 
entre: 
 
a) O acidente e a lesão; 
b) A doença e o trabalho; 
c) A causa mortis e o acidente. 
 
§1º O setor de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social reconhecerá o direito do segurado 
à habilitação do benefício acidentário. 
 
§2º Será considerado agravamento do acidente aquele sofrido pelo acidentado quando estiver 
sob a responsabilidade da reabilitação profissional. 
 
Art. 338: A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de 
proteção à segurança e saúde do trabalhador: 
 
Parágrafo único: É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da 
operação a executar e do produto a manipular. 
 
Art. 339: O Ministério do Trabalho e Emprego fiscalizará e os sindicatos e entidades representativas 
acompanharão o fiel cumprimento do disposto nos artigos 338 e 343. 
 
Art. 340: Por intermédio dos estabelecimentos de ensino, sindicatos, associações de classe, 
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, órgãos públicos e outros 
meios, serão promovidas regularmente Instrução e formação com vistas a incrementar costumes e 
atitudes prevencionistas em matéria de acidentes, especialmente daquele referido no artigo 336. 
 
Art. 341: Nos casos de negligência quanto as normas de segurança e saúde do trabalho indicadas 
para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os 
responsáveis. 
 
 
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JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
32 
Art. 342: O pagamento pela previdência Social das prestações decorrentes do acidente a que se 
refere o artigo 336, não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de terceiros. 
 
Art. 343: Constitui contravenção penal, punível, com multa, deixar a empresa de cumprir as normas 
de segurança e saúde no trabalho. 
 
Art. 344: Os litígios e medidas cautelares relativos aos acidentes de que trata o artigo 336 serão 
apreciados: 
 
I. Na esfera administrativa, pelos órgãos da Previdência Social, segundo as regras e prazos 
aplicáveis às demais prestações, com prioridade para conclusão; e 
 
II. Na via judicial, pela justiça dos Estados e do Distrito Federal, segundo o rito Sumaríssimo, inclusive 
durante as férias forenses, mediante petição instruída pela prova efetiva notificação do evento 
à Previdência Social, através da Comunicação de Acidente de Trabalho. 
 
Parágrafo único: O procedimento judicial de que trata o inciso II é isento do pagamento de quais 
quer custas e de verbas relativas à sucumbência. 
 
Art. 345: As ações referentes às prestações decorrentes do acidente de que trata o artigo 347, 
contados da data: 
 
▪ Do acidente, quando dele resultar a morte ou a incapacidade temporária, verificada esta em 
perícia médica a cargo da previdência Social; ou 
 
▪ Em que for reconhecida pela Previdência Social a incapacidade permanente ou o 
agravamento das sequelas do acidente. 
 
Art. 346: O segurado que sofreu o acidente a que se refere o artigo 336 tem garantido, pelo prazo 
mínimo de doze meses, a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação 
do auxílio-doença acidentário, independentemente da percepção de auxílio – acidente. 
 
Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP 
 
Previsto na lei nº 8.212 desde 1991, regulamentada através do Decreto nº 2.172, de 05 de março de 
1997 art. 66 § 5º verbis: “A empresa deverá elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico 
abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão 
do contrato de trabalho, cópia autêntica deste documento”. Até então, apenas para fins de 
concessão de aposentadoria especial. 
 
Esse novo documento obrigatório instituído pela Previdência Social através da IN INSS/DC n. 78, de 
16.7.2002, sendo revogada pela IN INSS/DC nº 84, de 17.12.2002, publicada no DOU em 23.12.2002, 
implanta o PPP - Perfil Profissiográfico Previdenciário para todas as atividades laborais, sendo um 
documento histórico laboral pessoal com propósitos previdenciários para informações relativas à 
fiscalizaçãodo gerenciamento de riscos, existência de agentes nocivos no ambiente de trabalho, 
para orientar programa de reabilitação profissional, requerimento de benefício acidentário (CAT - 
Comunicação de Acidente do Trabalho), aposentadoria, aposentadoria especial e benefício por 
incapacidade, obrigatório à partir de 01 de janeiro de 2004. 
 
 
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Para sua confecção, anexa informações da NR-7 (PCMSO), NR-1 (GRO PGR), NR-18 (PGR), NR-22 
(PGR), Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho (LTCAT) e Exames Médicos 
Complementares, conforme art.187 da IN INSS/DC nº 84/02. 
 
Outras instruções normativas que regulamentam esta matéria são: IN INSS/DC 99, 100, 103, 105 e 
108. 
 
A partir de janeiro de 2004 o Ministério da Previdência Social tornou obrigatório o preenchimento 
do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) por todas as empresas com dados sobre histórico 
ocupacional, descrição dos riscos ocupacionais e acompanhamento do estado de saúde de todos 
os empregados. 
 
Houve alteração da IN, pela Instrução Normativa PRES/INSS nº 141, de 6 de dezembro de 2022. Esta 
alterou a Instrução Normativa PRES/INSS nº 128, de 28 de março de 2022, que disciplina as regras, 
procedimentos e rotinas necessárias à efetiva aplicação das normas de direito previdenciário. 
Publicada no DOU em 07.12.2022. 
 
Esta Instrução Normativa altera, dentre diversos dispositivos, o Anexo XVII da IN PRES/INSS nº 
128/2022, que dispõe acerca do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), e o impacto no LTCAT e 
no eSocial. 
 
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA 
 
O que diz a legislação sobre a segurança e saúde no trabalho? 
Segundo o artigo 200 da CLT, o Ministério do Trabalho tem como função criar normas exclusivas 
relacionadas à segurança, saúde, higiene e medicina no trabalho. Essas normas são chamadas de 
Normas Regulamentadoras. 
 
As Normas Regulamentadoras (NR) são disposições complementares ao Capítulo V (Da Segurança 
e da Medicina do Trabalho) do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com redação 
dada pela Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977. Consistem em obrigações, direitos e deveres a 
serem cumpridos por empregadores e trabalhadores com o objetivo de garantir trabalho seguro e 
sadio, prevenindo a ocorrência de doenças e acidentes de trabalho. 
 
As primeiras normas regulamentadoras foram publicadas pela Portaria MTb nº 3.214, de 8 de junho 
de 1978. As demais normas foram criadas ao longo do tempo, visando assegurar a prevenção da 
segurança e saúde de trabalhadores em serviços laborais e segmentos econômicos específicos. 
 
A elaboração e a revisão das normas regulamentadoras são realizadas adotando o sistema 
tripartite paritário, preconizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio de 
grupos e comissões compostas por representantes do governo, de empregadores e de 
trabalhadores. 
 
Nesse contexto, a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) é a instância de discussão para 
construção e atualização das normas regulamentadoras, com vistas a melhorar as condições e o 
meio ambiente do trabalho. 
 
 
 
 
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34 
NORMAS REGULAMENTADORAS – MINISTÉRIO DO TRABALHO 
 
NR-1 - DISPOSIÇÕES GERAIS E GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS - Portaria SEPRT nº 6.730, 
de 9 de março de 2020. 
 
NR-2 - INSPEÇÃO PRÉVIA (REVOGADA) 
Revogada pela PORTARIA SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019, publicada no DOU de 31/07/2019. 
 
NR-3 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO 
Última modificação: Portaria SEPRT 1069, de 23/09/2019. 
 
NR-4 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO 
Última modificação: Portaria MTPS 510, de 29/04/2016. 
 
NR-5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES 
Última modificação: Portaria SEPRT 915, de 30/07/2019. 
 
NR-6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI 
Última modificação: Portaria MTb 877, de 24/10/2018. 
 
Extinto o Certificado de Aprovação - CA, pela Secretaria da Previdência e do Trabalho, por meio 
da Secretaria de Inspeção do Trabalho - SIT e da Coordenadoria Geral de Segurança e Saúde no 
Trabalho - CGSST em 2019. A Secretaria publicará ato para disciplinar os critérios de avaliação de 
EPI. 
 
No dia 08 de maio de 2020, foi publicada a PORTARIA Nº 11.347, DE 6 DE MAIO DE 2020 e ela 
estabelece os procedimentos e os requisitos técnicos para avaliação de Equipamentos de 
Proteção Individual - EPI e emissão, renovação ou alteração de Certificado de Aprovação - CA e 
dá outras providências. 
 
§1º Os EPIs submetidos à avaliação compulsória no âmbito do Sistema Nacional de Metrologia, 
Normalização e Qualidade Industrial - SINMETRO, devem ser avaliados na modalidade de 
certificação, por meio de Organismos de Certificação de Produtos - OCP nacionais acreditados 
pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - INMETRO, em conformidade com 
os Regulamentos de Avaliação da Conformidade - RAC já publicados pelo INMETRO, bem como 
com o estabelecido nesta Portaria no que tange aos requisitos documentais e de marcação. 
 
§2º Os demais EPIs devem ser avaliados na modalidade de relatório de ensaio, por meio de 
laboratórios de ensaio nacionais acreditados no INMETRO, em conformidade com os critérios 
estabelecidos nos Anexos I, II e III desta Portaria. 
 
§3º O EPI tipo meia de segurança terá sua conformidade atestada mediante termo de 
responsabilidade emitido pelo próprio fabricante, no qual assegure a eficácia do equipamento 
para o fim a que se destina e declare ciência quanto às consequências legais, civis e criminais em 
caso de falsa declaração e falsidade ideológica. 
 
Na íntegra, ela se encontra no Portal da ENIT: www.enit.gov.br, são 53 páginas. 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
35 
NR-7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL 
Última modificação: Portaria MTb 1031, de 06/12/2018. 
 
NR-7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO E SAÚDE OCUPACIONAL - PCMSO (NOVO TEXTO) 
Início de vigência - 1 (um) ano a partir da publicação da Portaria SEPRT nº 6.734, de 9 de março de 
2020. 
 
NR-8 - EDIFICAÇÕES 
Última modificação: Portaria SIT 222, de 06/05/2011. 
 
NR-9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS 
Última modificação: Portarias SEPRT n.º 1.358 e 1.359, de 09 de dezembro de 2019. 
 
NR-9 - AVALIAÇÃO E CONTROLE DAS EXPOSIÇÕES OCUPACIONAIS A AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS E 
BIOLÓGICOS (NOVO TEXTO) 
Início de vigência - 1 (um) ano a partir da publicação da Portaria SEPRT nº 6.735, de 10 de março 
de 2020. 
 
NR-10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE 
Última modificação: Portaria SEPRT 915, de 30/07/2019. 
 
NR-11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS 
Última modificação: Portaria MTPS 505, de 29/04/2016. 
 
 NR-11 - ANEXO I - REGULAMENTO TÉCNICO DE PROCEDIMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO, 
ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE CHAPAS DE ROCHAS ORNAMENTAIS 
Última modificação: Portaria MTPS 505, de 29/04/2016. 
 
NR-12 - SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 
Última modificação: Portaria SEPRT 916, de 30/07/2019. 
 
NR-13 - CALDEIRAS, VASOS DE PRESSÃO E TUBULAÇÕES E TANQUES METÁLICOS DE ARMAZENAMENTO 
Última modificação: Portaria SEPRT 915, de 30/07/2019. 
 
NR-14 - FORNOS 
Última modificação: Portaria SSMT 12, de 06/06/1983. 
 
NR-15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES 
Última modificação: Portaria SEPRT n.º 1.359, de 09 de dezembro de 2019. 
 
NR-15 - ANEXO 1 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE 
 
NR-15 - ANEXO 2 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDOS DE IMPACTO 
 
NR-15 - ANEXO 3 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA EXPOSIÇÃO AO CALOR 
Última modificação: Portaria SEPRT n.º 1.359, de 09 de dezembro de 2019. 
 
NR-15 - ANEXO 4 - (Revogado)COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
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NR-15 - ANEXO 5 - RADIAÇÕES IONIZANTES 
Última modificação: Portaria MTb 1084, de 18/12/2018. 
 
NR-15 - ANEXO 6 - TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS 
Última modificação: Portaria SSMT 24, de 14/09/1983. 
 
NR-15 - ANEXO 7 - RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES 
 
NR-15 - ANEXO 8 - VIBRAÇÃO 
Última modificação: Portaria MTE 1297, de 13/08/2014. 
 
NR-15 - ANEXO 9 - FRIO 
 
NR-15 - ANEXO 10 - UMIDADE 
 
NR-15 - ANEXO 11 - AGENTES QUÍMICOS CUJA INSALUBRIDADE É CARACTERIZADA POR LIMITE DE 
TOLERÂNCIA E INSPEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO 
 
NR-15 - ANEXO 12 - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA POEIRAS MINERAIS 
Última modificação: Portaria SSST 1, de 28/05/1991. 
 
NR-15 - ANEXO 13 - AGENTES QUÍMICOS 
 
NR-15 - ANEXO 13A - BENZENO 
Última modificação: Portaria SSST 14, de 20/12/1995. 
 
NR-15 - ANEXO 14 - AGENTES BIOLÓGICOS 
Última modificação: Portaria SSST 12, 12/11/1979. 
 
NR-16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS 
Última modificação: Portaria SEPRT n.º 1.357, de 09 de dezembro de 2019. 
 
NR-17 - ERGONOMIA 
Última modificação: Portaria 876, de 24/10/2018. 
 
NR-17 - ANEXO I - TRABALHO DOS OPERADORES DE CHECKOUT 
Última modificação: Portaria SIT 13, de 21/06/2007. 
 
NR-17 - ANEXO II - TRABALHO EM TELEATENDIMENTO/TELEMARKETING 
Última modificação: Portaria SIT 9, de 30/03/2007. 
 
NR-18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO (TEXTO 
VIGENTE) 
Última modificação: Portaria MTb n.º 261, de 18 de abril de 2018. 
 
NR-18 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO (NOVO TEXTO) 
Início de vigência - 1 (um) ano a partir da publicação da Portaria SEPRT nº 3.733, de 10 de fevereiro 
de 2020. 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
37 
NR-19 - EXPLOSIVOS 
Última modificação: Portaria 228, de 24/05/2011. 
 
NR-20 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO COM INFLAMÁVEIS E COMBUSTÍVEIS 
Última modificação: Portaria SEPRT n.º 1.360, de 09 de dezembro de 2019. 
 
NR-21 - TRABALHOS A CÉU ABERTO 
Última modificação: Portaria GM 2037, de 15/12/1999. 
 
NR-22 - SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL NA MINERAÇÃO 
Última modificação: Portaria MTb 1085, de 18/12/2018. 
 
NR-23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS 
Última modificação: Portaria SIT 221, de 06/05/2011. 
 
NR-24 - CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO 
Última modificação: Portaria 1.066, de 23/09/2019 do Ministério da Economia/Secretaria Especial de 
Previdência e Trabalho. 
 
NR-25 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS 
Última modificação: Portaria SIT 253, de 04/08/2011. 
 
NR-26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
Última modificação: Portaria MTE 704, de 28/05/2015. 
 
NR-27 - REGISTRO PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO (Revogada) 
Registro da Profissão Técnico de Segurança Trabalho, conforme a Lei nº 7.410, de 27 de novembro 
de 1985, artigo 3º, e o Decreto nº 92.530, de 9 de abril de 1986, artigo 7º. 
 
NR-28 - FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES 
Última modificação: Portarias SEPRT nº 1.358, 1.359 e 1.360, de 09 de dezembro de 2019. 
 
NR-29 - NORMA REGULAMENTADORA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO 
Última modificação: Portaria MTE 1080, de 16/07/2014. 
 
NR-30 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO AQUAVIÁRIO 
Última modificação: Portaria MTE 1186, de 20/12/2018. 
 
NR-30 - ANEXO I - PESCA COMERCIAL E INDUSTRIAL 
Última modificação: Portaria SIT 36, de 29/01/2008. 
 
 NR-30 - ANEXO II - PLATAFORMAS E INSTALAÇÕES DE APOIO 
Última modificação: Portaria MTb 1186, de 20/12/2018 
 
NR-31 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA AGRICULTURA, PECUÁRIA SILVICULTURA, 
EXPLORAÇÃO FLORESTAL E AQUICULTURA 
Última modificação: Portaria MTE 1086, de 18/12/2018. 
 
 
 
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ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
38 
NR-32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE 
Última modificação: Portaria SEPRT 915, de 30/07/2019. 
 
NR-33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS 
Última modificação: Portaria SEPRT 915, de 30/07/2019. 
 
NR-34 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO, REPARAÇÃO 
E DESMONTE NAVAL 
Última modificação: Portaria SEPRT 915, de 30/07/2019. 
 
NR-35 - TRABALHO EM ALTURA 
Última modificação: Portaria SEPRT 915, de 30/07/2019. 
 
NR-36 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES 
E DERIVADOS 
Última modificação: Portaria MTb 1087, de 18/12/2018. 
 
NR-37 - SEGURANÇA E SAÚDE EM PLATAFORMAS DE PETRÓLEO 
Última modificação: Portaria SEPRT n.º 1.412, de 17 de dezembro de 2019. 
 
NR-38 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NAS ATIVIDADES DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE 
RESÍDUOS SÓLIDOS 
(Vigência a partir de 2 de janeiro de 2024, conforme Portaria MTP n° 4.101, de 16 de dezembro de 
2022). 
 
f) Noções sobre a inclusão de pessoas com deficiência e reabilitados nos processos de 
trabalho 
 
Quais categorias de trabalhadores? 
Embora reconhecendo que a necessidade de prover adaptações razoáveis pode surgir em 
situações diversificadas, portanto, apresentamos cinco categorias concretas de trabalhador: 
 
1. Trabalhadores com deficiência; 
2. Trabalhadores reabilitados nos processos de trabalho; 
3. Trabalhadores que têm HIV ou estão afetados por eles; 
4. Trabalhadoras grávidas e trabalhadores com responsabilidades familiares; 
5. Trabalhadores que professam determinada religião ou crença. 
 
Foram selecionadas estas categorias de trabalhador porque na prática a experiência sugere que 
essas quatro representam as circunstâncias mais comuns nas quais um determinado trabalhador 
solicitará uma adaptação. 
 
Mesmo as pequenas e médias empresas podem receber solicitações de adaptação relacionada 
com uma ou mais destas características. 
 
Ainda que não se aborde especificamente solicitações baseadas em outras características, como 
a identidade de gênero1, a abordagem recomendada para atender as solicitações de 
adaptação, poderia ser aplicada a uma diversidade maior de situações. 
 
 
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ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
39 
Trabalhadores com deficiência 
A deficiência resulta da interação entre os 
impedimentos na pessoa (por exemplo, de natureza 
física, intelectual, auditiva, visual ou de saúde 
mental) e as barreiras devidas a atitudes ou ao 
entorno. Os exemplos mais visíveis têm a ver com o 
ambiente físico, como uma pessoa em cadeira de 
rodas diante de um edifício ao qual só se pode 
adentrar pelas escadas. 
 
Contudo, é importante considerar a diversidade de 
condições que as pessoas com deficiência 
enfrentam e as barreiras invisíveis que podem ser 
encontradas. Por exemplo, uma pessoa que tem um 
transtorno de ansiedade pode ter dificuldade em 
desempenhar seu emprego por causa de 
persistentes preocupações em cumprir sua carga de 
trabalho. 
 
Neste caso, uma adaptação razoável poderia ser 
provida a esse trabalhador na forma de apoio 
adicional do seu chefe imediato, que faria reuniões 
agendadas com o trabalhador para revisar seus 
deveres e horários. 
O trabalhador poderá ter impedimentos 
antes de ser contratado pela empresa ou 
surgir durante o ciclo do emprego. 
 
Os impedimentos podem resultar de lesões 
relacionadas ao emprego ou de eventos 
externos à empresa (por ex., um acidente de 
carro, não relacionado ao emprego). 
 
É importante saber que a proteção (por ex., 
a provisão de adaptação razoável) contra a 
discriminação baseada na deficiência se 
estende geralmente também a pessoas com 
responsabilidade de cuidar de um parente 
com deficiência. 
 
Por exemplo, pais que cuidam de uma 
criança com deficiência podem ter a 
necessidade da certeza sobre o horário de 
término do dia de trabalho a fim de agendar 
os cuidadores contratados. 
 
Trabalhadores que vivem com o HIV ou estão afetadospor eles 
De acordo com a Recomendação da OIT n. 200 
sobre HIV e Aids (2010), trabalhadores que têm ou 
estão afetados por HIV [human immunodeficiency 
virus = vírus da imunodeficiência humana ou Aids 
[acquired immunodeficiency syndrome = síndrome 
da imunodeficiência adquirida. São aqueles que 
vivem com o vírus, bem como aqueles que cuidam 
de uma pessoa da família ou outro dependente que 
está com uma doença relacionada ao HIV. 
 
Uma pessoa soropositiva pode geralmente estar 
apta para o trabalho, mas passa por episódios de 
saúde precária. 
 
Isto pode significar que a adaptação razoável 
precisará ser flexível. Por exemplo, uma trabalhadora 
com HIV pode normalmente desempenhar todas as 
suas tarefas no escritório, mas ela pode precisar de 
flexibilidade para trabalhar alguns dias da semana 
em casa durante períodos em que ela esteja 
afetada por uma doença relacionada ao HIV ou 
durante um 
período de adaptação ao remédio 
antirretroviral ou outra medicação 
relacionada à sua condição de pessoa com 
HIV. 
 
Um trabalhador pode não ter HIV, mas pode 
ter responsabilidades para com uma pessoa, 
de sua família, com HIV ou Aids. Nestas 
circunstâncias, o trabalhador pode ter a 
necessidade de uma adaptação razoável, 
como por exemplo uma redução temporária 
do horário de trabalho. 
 
Revogada a Portaria Interministerial nº 3.195, 
de 10 de agosto de 1988, pela Portaria SEPRT 
nº 1417 DE 19/12/2019, publicado no DOU em 
20 dez 2019. Campanha Interna de 
Prevenção da AIDS - "CIPAS". Não é mais 
atribuição delas, a promoção de 
campanhas de prevenção contra a 
AIDS/SIDA. 
 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
40 
 
Trabalhadoras grávidas e trabalhadores com responsabilidades familiares 
Pessoas com responsabilidades familiares são 
aquelas que estão grávidas ou são lactantes e 
aquelas que cuidam de crianças dependentes 
ou outros membros dependentes na família, tais 
como um pai ou um irmão. 
 
Um tipo comum de adaptação solicitada por 
trabalhador que tem responsabilidades familiares é 
uma adaptação das horas de trabalho. 
Se os trabalhadores devem começar às 8:30, 
isto pode ser difícil para um pai ou mãe que 
precisa, no mesmo horário, deixar seus filhos 
na escola. Uma adaptação razoável 
poderia ser a de permitir que ele ou ela 
comece a trabalhar às 9:00 e reduza o 
intervalo de almoço de 60 minutos para 30 
minutos. 
 
 
 
Trabalhadores que professam determinada religião ou crença 
As adaptações razoáveis são geralmente 
associadas às três categorias acima citadas, mas há 
uma prática em evolução que ilustra o seu potencial 
de aplicação a pessoas que professam determinada 
religião ou crença. O trabalho e a sociedade têm 
sido com frequência estruturados em torno de 
culturas e práticas de comunidades religiosas 
dominantes em um determinado país. 
 
Estas podem determinar a designação de feriados 
nacionais oficiais e reconhecidos pelo governo, 
assim como o(s) dia(s) para o descanso semanal e os 
códigos que regem a indumentária no local de 
trabalho. 
 
Tudo isso pode conflitar com algumas práticas 
religiosas. 
 
Neste contexto, trabalhadores com alguma religião 
ou crença, inclusive aqueles que não professam 
religião ou crença, podem solicitar adaptação 
razoável. 
 
Mais do que isso, é importante levar em 
consideração que existem frequentes 
diferenças em qualquer religião quanto a 
como cada adepto interpreta suas 
obrigações. 
 
Por exemplo, alguns trabalhadores sentem à 
vontade trabalhando em qualquer dia da 
semana, enquanto outros, não. 
 
Algumas adaptações podem ser de 
natureza temporária respondendo a 
determinado período do calendário. Por 
exemplo, um trabalhador muçulmano que 
faz jejum durante o Ramadã poderia solicitar 
uma pausa de descanso ao pôr-do-sol para 
que ele possa comer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
41 
 Trabalhadores reabilitados nos processos de trabalho 
As vezes na prática o trabalhador reabilitado é 
designado para uma tarefa ou atividade de menor 
relevância e muitas vezes a organização aceita esse 
trabalhador por imposição do INSS, que cessa o 
auxílio-doença e alega que esse trabalhador já 
pode retornar ao trabalho, mesmo sem ter 
condições clínicas, física e mental de realizar 
qualquer atividade laboral. 
 
Direitos dos trabalhadores reabilitados pelo INSS, Lei 
13.846/2019 e MP 871/2019 da Previdência Social. A 
definição legal de reabilitação está prevista no 
artigo 89 da Lei 8.213/1991. 
Proporcionar aos beneficiários incapacitados 
parciais ou totalmente, os meios indicados para o 
reingresso no mercado de trabalho e no contexto 
em que vivem. 
A habilitação e a reabilitação profissional e social 
deverão proporcionar ao beneficiário incapacitado 
parcial ou totalmente para o trabalho, e às pessoas 
portadoras de deficiência, os meios para a 
(re)educação e de (re)adaptação profissional e 
social indicados para participar do mercado de 
trabalho e do contexto em que vive. 
Segundo o parágrafo único do artigo 89 da Lei 
8.213/1991, a reabilitação profissional deve 
obrigatoriamente compreender: 
 
a) o fornecimento de aparelho de prótese, 
órtese e instrumentos de auxílio para 
locomoção quando a perda ou redução da 
capacidade funcional puder ser atenuada 
por seu uso e dos equipamentos necessários 
à habilitação e reabilitação social e 
profissional; 
b) a reparação ou a substituição dos 
aparelhos mencionados no inciso anterior, 
desgastados pelo uso normal ou por 
ocorrência estranha à vontade do 
beneficiário; 
c) o transporte do acidentado do trabalho, 
quando necessário. 
Um aspecto importante dessa assistência 
prevista na legislação previdenciária é que a 
sua realização é obrigatória, ou seja, o 
segurado não tem opção de se negar a 
fazer a reabilitação proposta pelo INSS, 
sendo que, não sendo realizada nos moldes 
estabelecidos, o benefício por 
incapacidade será imediatamente cessado. 
 
Conforme a lei atual, após o processo de 
habilitação ou reabilitação social e 
profissional, o INSS emitirá certificado 
individual, indicando as atividades que 
poderão ser exercidas pelo beneficiário, 
nada impedindo que este exerça outra 
atividade para a qual se capacitar. 
 
Adaptações Razoáveis 
 
O conceito de adaptação razoável pode ser dividido em dois elementos principais: 
▪ Identificação de medidas efetivas que removem ou reduzem as barreiras encontradas 
pelo trabalhador; 
▪ Avaliação da razoabilidade daquelas adaptações. 
 
Determinados trabalhadores podem encontrar barreiras para ter acesso ao emprego e avançar ou 
permanecer nele, devido a fatores tais como o ambiente físico no local de trabalho ou a maneira 
como o trabalho está organizado. A adaptação razoável procura remover ou reduzir essas barreiras 
adaptando o modo existente de fazer as coisas ou removendo barreiras no local de trabalho onde 
for necessário e exequível, por exemplo substituindo um degrau por uma rampa a fim de facilitar o 
acesso aos usuários de cadeira de rodas. 
 
O elemento-chave deste conceito é a razoabilidade. Empregadores podem não conseguir atender 
todas as solicitações de modificação no trabalho ou no local de trabalho; algumas modificações 
podem ser consideradas onerosas demais para o funcionamento da empresa. 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
42 
Ao mesmo tempo, o mero fato de uma adaptação ser inconveniente para o empregador não 
constitui uma razão suficiente para recusar essa adaptação. A adaptação razoável torna mais 
inclusivo o local de trabalho, além de assegurar que os negócios continuem operando 
eficientemente 
 
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD),da ONU, define as adaptações 
razoáveis como: 
 
“As modificações e os ajustes necessários e adequados que não acarretem ônus desproporcional 
ou indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar que as pessoas com deficiência 
possam gozar ou exercer, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, todos os direitos 
humanos e liberdades fundamentais “ 
 
Concluindo, vamos citar alguns benefícios associados à adaptação razoável: 
 
Uma empresa que proporciona adaptação razoável estará bem situada para demonstrar que ela 
oferece um ambiente laboral inclusivo, que pode ser útil para reduzir a discriminação e promover o 
comprometimento do trabalhador. 
 
A adaptação razoável pode facilitar um melhor e mais rápido retorno ao trabalho após o 
afastamento por doença, maternidade, paternidade ou licença-paternidade. 
 
Isto pode reduzir para o empregador os custos derivados do absenteísmo ou a rotatividade de 
pessoal e ajudar a romper as barreiras invisíveis promovendo o desenvolvimento profissional das 
mulheres e o seu acesso aos postos diretivos. 
 
As adaptações feitas em resposta às solicitações dos trabalhadores individualmente também 
podem beneficiar os clientes; por exemplo, as adaptações que tornam mais acessível o entorno 
físico do local de trabalho para todas as pessoas com mobilidade reduzida. 
 
Onde proporcionar adaptações é uma obrigação legal, cumprir essa lei ajuda a que as empresas 
evitem os custos dos litígios, os pagamentos pela indenização e a imagem empresarial negativa. 
 
Em alguns países, inclusive no Brasil, empregadores têm uma obrigação legal de contratar um 
número mínimo de trabalhadores com deficiência. As adaptações razoáveis podem ajudar os 
empregadores a cumprir as cotas estabelecidas por lei. 
 
g) Organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da 
Comissão 
 
ORIGEM DA CIPA 
 
Em 1921, a OIT – Organização Internacional do Trabalho, organizou uma comissão para pesquisar a 
situação da segurança e da higiene nas indústrias dos países a ela filiados. 
 
Como parte das conclusões dessa pesquisa, a comissão propôs que fossem criados comitês de 
segurança no trabalho que teriam atribuições voltadas à prevenção de acidentes nas indústrias. 
 
A OIT expediu instrução aos governos dos países membros para que legislassem sobre a criação de 
comitês de segurança do trabalho, sugerindo que fossem tornados obrigatórios em indústrias com 
25 ou mais empregados. Alguns países adotaram os comitês já nos anos vinte: outros só mais tarde. 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
43 
No Brasil: apenas em 1944 o governo brasileiro adotou a recomendação da OIT, tendo origem a 
versão brasileira que é a nossa tradicional CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes; 
através do decreto-lei nº 7.036, de 10 de novembro, que trazia o seguinte enunciado: 
 
“Art. 82 - Os empregadores, cujo número de empregados seja superior a 100, deverão providenciar 
a organização, em seus estabelecimentos, de comissões internas com representantes dos 
empregados, para fim de estimular o interesse pelas questões de prevenção de acidentes, 
apresentar sugestões quanto a orientação e fiscalização das medidas de proteção ao trabalhador, 
realizar palestras instrutivas, propor a instituição de concursos e prêmios e tomar outras providências 
tendentes a educar o empregado na prática de prevenir acidentes”. 
 
Das alterações que ocorreram no texto original a mais importante foi introduzida pela lei nº 6.514 de 
22.12.77, que assegurou a garantia provisória de emprego ao titular da representação dos 
empregados na CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). 
 
A CIPA tem demonstrado que pode ser de grande utilidade na prevenção dos acidentes do 
trabalho, não tanto pela sua existência institucional, mas também pelo interesse das empresas e 
pela dedicação de seus membros junto aos empregados visando a segurança de todos 
 
 
CONCEITO DA CIPA – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES 
 
O significado da sigla CIPA – Comissão Interna de prevenção de Acidentes – pode ser assim 
conceituada: 
➢ Comissão: Grupo de pessoas que se reúnem para tratar de um determinado assunto, onde seus 
objetivos estejam sempre em primeiro plano. A Comissão tem a participação do empregador 
e dos empregados na prevenção de acidentes. 
➢ Interna: Seu campo de atuação está restrito à própria empresa. 
➢ Prevenção: Significa prever antes que venha a ocorrer. É a atuação do Cipeiro quando se 
depara com alguma situação de risco capaz de provocar um acidente. 
➢ Acidente: Qualquer ocorrência inesperada que interfere no andamento normal do trabalho 
causando danos materiais, perda de tempo ou lesão à pessoa. 
 
CONCEITOS DE ACIDENTES DO TRABALHO 
 
Há três aspectos a serem considerados quando nos referimos ao acidente: o Conceito Legal, 
Prevencionista e o Técnico. 
 
O conceito legal de acidente de trabalho definido pela Previdência Social é voltado para o direito 
do trabalhador a certos benefícios, quando acidentado. O seu enunciado, adiante descrito, não 
tem valor prático na prevenção de acidentes. 
 
Art. 19 – Acidente de Trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, 
ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11, esta lei, 
provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, 
permanente ou temporária da capacidade para o trabalho. 
Lei 8.213/91, nova regulamentação: Dec. nº 3.048 de 06.05.99 – Regulamento dos Benefícios da 
Previdência Social. 
 
O conceito prevencionista de acidente do trabalho deve ser mais amplo, como enunciado abaixo: 
 
 
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“Acidente do trabalho é toda ocorrência não programada que interfere no andamento normal do 
trabalho dos quais resultam, separadamente ou em conjunto, lesões, danos materiais ou perda de 
tempo”. 
 
Acidentes do trabalho, portanto, não são somente aqueles que causam lesões ao trabalhador, mas 
também outras ocorrências que ocasionam algum outro dano como perda de tempo e danos 
materiais. 
 
Conceito Técnico: A Associação Brasileira de Normas Técnicas define na norma NBR- 14.280, de 
fevereiro de 1999, acidente como sendo: 
 
“Ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício do 
trabalho, que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão”. 
 
Consequências de Acidentes: 
 
Humanas: 
▪ Mutilação Física 
▪ Perda de Capacidade 
▪ Inutilidade 
▪ Morte 
▪ Desagregação familiar 
 
Econômicas: 
▪ Desemprego 
▪ Mendicância 
▪ Marginalização 
 
OBJETIVOS DA CIPA 
 
O objetivo fundamental da CIPA é a prevenção de acidentes, sendo que para um maior 
esclarecimento, devemos socorrer-nos da Norma Regulamentadora NR-5, da Portaria nº 3.214 de 
08 de junho de 1978, baixada pelo Ministério do Trabalho, com o seguinte teor: 
 
5.1 – A CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de 
modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a 
promoção da saúde do trabalhador. 
 
O PAPEL DO CIPEIRO 
 
Cipeiro é o empregado de um estabelecimento regularmente eleito por escrutínio secreto para 
representar os empregados, em uma gestão de um ano, perante a Comissão Interna de Prevenção 
de Acidentes. É cipeiro também o empregado de um estabelecimento escolhido pelo empregador 
para representá-lo na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, já que a CIPA é paritária, com 
representantes do empregador e dos empregados. 
 
A CIPA não pode existir apenas para cumprir exigência legal, pois assim seus resultados nunca serão 
satisfatórios. Ela deve ser absorvida e aceita por todos como um órgão de objetivos tão importantesquanto os de produção e financeiros. Suas propostas devem representar os interesses de toda a 
comunidade de trabalho e um desafio a ser vencido por todos. 
 
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RESPONSABILIDADES DA CIPA 
 
Na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – Capítulo V, Título II 
 
Art. 163: Será obrigada a constituição de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), de 
conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho, nos estabelecimentos ou 
locais de obras nela especificadas. 
 
Parágrafo único: “O Ministério do Trabalho regulamentará as atribuições, a composição e o 
funcionamento das CIPA’s”. 
 
As obrigações pela segurança estendem-se por outros dispositivos legais, que fazem parte desse 
capítulo da CLT: 
 
Art. 157: Cabe às empresas: 
I - Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho; 
II - Instruir os empregados, através de ordens de serviço quanto às precauções a tornar no sentido de 
evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais; 
III - Adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente; 
IV - Facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente. 
 
Art. 158: Cabe aos empregados: 
I. Observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruções que trata o 
item II do artigo anterior; 
II. Colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste capítulo. 
 
Parágrafo único: Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada: 
a) À observância das instruções expedidas pelo empregador na forma do item II do artigo anterior; 
b) Ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa. 
 
Na Convenção Coletiva de Trabalho: 
 
➢ A organização e o funcionamento da CIPA podem sofrer algumas alterações levadas a efeito 
por acordos entre empregados e empregadores nas Convenções coletivas de trabalho. 
 
➢ Os dirigentes da empresa e mesmo a própria CIPA devem atentar aos dispositivos das 
Convenções que possam promover alterações, sem prejudicar a organização e o 
funcionamento da CIPA. 
 
Normas Regulamentadoras 
 
A Portaria nº 3.214, de 08 de junho de 1978, do Ministério do Trabalho, que aprovou as Normas 
Regulamentadoras do Capítulo V, Título II da CLT. 
 
Nota: - Toda portaria tem função reguladora de uma Lei ou Decreto Lei que, pelo Ministério 
correspondente, cria disposições regulamentares dentro da competência determinada pela 
legislação. A Portaria, em resumo, tem caráter disciplinador de ordem prática. 
 
No caso da Portaria nº 3.214, de 08.06.78, houve a decomposição em 38 Normas 
Regulamentadoras. sendo que todas elas estão relacionadas aos aspectos de Segurança e 
Medicina do Trabalho. Entre elas encontramos a de nº 5, que trata da CIPA. 
 
 
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ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO 
 
Publicada a Portaria MTP n.º 422, de 07 de outubro de 2021, que dá nova redação, incluindo nela, 
requisitos legais da Lei 14.457 de 21 de setembro de 2022, que institui o Programa Emprega + 
Mulheres, que destina a inserção e a manutenção de mulheres no mercado do trabalho, onde em 
CAPÍTULO VII, artigo 23, estabelece medidas para prevenir e combater o assédio sexual e demais 
formas de violência no ambiente de trabalho, a serem adotadas no âmbito da Comissão Interna 
de Prevenção de Acidentes e de Assédio – CIPA. Esta é sua nova denominação. 
 
SUMÁRIO DA NR 5 
5.1 Objetivo 
5.2 Campo de aplicação 
5.3 Atribuições 
5.4 Constituição e estruturação 
5.5 Processo eleitoral 
5.6 Funcionamento 
5.7 Treinamento 
5.8 CIPA das organizações contratadas para prestação de serviços 
5.9 Disposições finais 
Anexo I - CIPA da Indústria da Construção 
 
5.1 Objetivo 
 
5.1.1 Esta norma regulamentadora - NR estabelece dos parâmetros e os requisitos da Comissão 
Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio - CIPA tendo por objetivo a prevenção de 
acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente 
o trabalho com a preservação da vida e promoção da saúde do trabalhador. 
 
5.2 Campo de aplicação 
 
5.2.1 As organizações e os órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como os 
órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, que possuam empregados regidos 
pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, devem constituir e manter CIPA. 
 
5.2.2 Nos termos previstos em lei, aplica-se o disposto nesta NR a outras relações jurídicas de 
trabalho. 
 
5.3 Atribuições 
 
5.3.1 A CIPA tem por atribuição: 
 
a) acompanhar o processo de identificação de perigos e avaliação de riscos bem como a adoção 
de medidas de prevenção implementadas pela organização; 
 
b) registrar a percepção dos riscos dos trabalhadores, em conformidade com o subitem 1.5.3.3 da 
NR-01, por meio do mapa de risco ou outra técnica ou ferramenta apropriada à sua escolha, sem 
ordem de preferência, com assessoria do Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do 
Trabalho - SESMT, onde houver; 
 
c) verificar os ambientes e as condições de trabalho visando identificar situações que possam 
trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores; 
 
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d) elaborar e acompanhar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva em segurança e 
saúde no trabalho; 
 
e) participar no desenvolvimento e implementação de programas relacionados à segurança e 
saúde no trabalho; 
 
f) acompanhar a análise dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos da NR-1 e 
propor, quando for o caso, medidas para a solução dos problemas identificados; 
 
g) requisitar à organização as informações sobre questões relacionadas à segurança e saúde dos 
trabalhadores, incluindo as Comunicações de Acidente de Trabalho - CAT emitidas pela 
organização, resguardados o sigilo médico e as informações pessoais; 
 
h) propor ao SESMT, quando houver, ou à organização, a análise das condições ou situações de 
trabalho nas quais considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores 
e, se for o caso, a interrupção das atividades até a adoção das medidas corretivas e de controle; 
 
i) promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção 
de Acidentes do Trabalho - SIPAT, conforme programação definida pela CIPA; e 
 
j) incluir temas referentes à prevenção e ao combate ao assédio sexual e a outras formas de 
violência no trabalho nas suas atividades e práticas. 
 
5.3.1 Cabe à organização: 
 
a) proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao desempenho de suas atribuições, 
garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes no plano de trabalho; 
 
b) permitir a colaboração dos trabalhadores nas ações da CIPA; e 
 
c) fornecer à CIPA, quando requisitadas, as informações relacionadas às suas atribuições. 
 
5.3.2 Cabe aos trabalhadores indicar à CIPA, ao SESMT e à organização situações de riscos 
e apresentar sugestões para melhoria das condições de trabalho. 
 
5.3.3 Cabe ao Presidente da CIPA: 
a) convocar os membros para as reuniões; e 
b) coordenar as reuniões, encaminhando à organização e ao SESMT, quando houver, as 
decisões da comissão. 
 
5.3.4 Cabe ao Vice-Presidente substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos 
seus afastamentos temporários. 
 
5.3.5 O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA, em conjunto, terão as seguintes atribuições: 
 
a) coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que os objetivos propostos 
sejam alcançados; e divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento. 
 
b) divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento.COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
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5.4 Constituição e estruturação 
 
5.4.1 A CIPA será constituída por estabelecimento e composta de representantes da 
organização e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I desta 
NR, ressalvadas as disposições para setores econômicos específicos. 
 
5.4.2 As CIPA das organizações que operem em regime sazonal devem ser dimensionadas 
tomando-se por base a média aritmética do número de trabalhadores do ano civil anterior e 
obedecido o disposto no Quadro I desta NR. 
 
5.4.3 Os representantes da organização na CIPA, titulares e suplentes, serão por ela designados. 
 
5.4.4 Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio 
secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os 
empregados interessados. 
 
5.4.5 A organização designará, entre seus representantes, o Presidente da CIPA, e os 
representantes eleitos dos empregados escolherão, entre os titulares, o vice-presidente. 
 
5.4.6 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma 
reeleição. 
 
5.4.7 Os membros da CIPA, eleitos e designados serão empossados no primeiro dia útil após o 
término do mandato anterior. 
 
5.4.8 A organização deve fornecer cópias das atas de eleição e posse aos membros titulares e 
suplentes da CIPA. 
 
5.4.9 Quando solicitada, a organização encaminhará a documentação referente ao processo 
eleitoral da CIPA, podendo ser em meio eletrônico, ao sindicato dos trabalhadores da categoria 
preponderante, no prazo de até dez dias. 
 
5.4.10 A CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido, bem como não poderá 
ser desativada pela organização, antes do término do mandato de seus membros, ainda que haja 
redução do número de empregados, exceto no caso de encerramento das atividades do 
estabelecimento. 
 
5.4.11 É vedada à organização, em relação ao integrante eleito da CIPA: 
a) a alteração de suas atividades normais na organização que prejudique o exercício de 
suas atribuições; e 
b) a transferência para outro estabelecimento, sem a sua anuência, ressalvado o disposto 
nos parágrafos primeiro e segundo do art. 469 da CLT. 
 
5.4.12 É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de 
direção da CIPA desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. 
 
5.4.12.1 O término do contrato de trabalho por prazo determinado não caracteriza dispensa 
arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção da CIPA. 
 
 
 
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49 
5.4.13 Quando o estabelecimento não se enquadrar no disposto no Quadro I e não for atendido 
por SESMT, nos termos da Norma Regulamentadora nº 4 (NR-4), a organização nomeará um 
representante da organização entre seus empregados para auxiliar na execução das ações de 
prevenção em segurança e saúde no trabalho, podendo ser adotados mecanismos de 
participação dos empregados, por meio de negociação coletiva. 
 
5.4.13.1 No caso de atendimento pelo SESMT, este deverá desempenhar as atribuições da CIPA. 
 
5.4.13.2 O microempreendedor individual - MEI está dispensado de nomear o representante 
previsto no item 5.4.13. 
 
5.4.14 A nomeação de empregado como representante da organização e sua forma de 
atuação devem ser formalizadas anualmente pela organização. 
 
5.4.15 A nomeação de empregado como representante da organização não impede o seu 
ingresso na CIPA, quando da sua constituição, seja como representante do empregador ou como 
dos empregados. 
 
5.5 Processo eleitoral 
 
5.5.1 Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes dos 
empregados na CIPA, no prazo mínimo de sessenta dias antes do término do mandato em curso. 
 
5.5.1.1 A organização deve comunicar, com antecedência, podendo ser por meio eletrônico, 
com confirmação de entrega, o início do processo eleitoral ao sindicato da categoria 
preponderante. 
 
5.5.2 O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA constituirão dentre seus membros a comissão 
eleitoral, que será a responsável pela organização e acompanhamento do processo eleitoral. 
 
5.5.2.1 Nos estabelecimentos onde não houver CIPA, a comissão eleitoral será constituída 
pela organização. 
 
5.5.3 O processo eleitoral deve observar as seguintes condições: 
a) publicação e divulgação de edital de convocação da eleição e abertura de prazos para 
inscrição de candidatos, em locais de fácil acesso e visualização, podendo ser em meio físico ou 
eletrônico; 
b) inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para inscrição será de quinze 
dias corridos; 
c) liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento, independentemente 
de setores ou locais de trabalho, com fornecimento de comprovante em meio físico ou eletrônico; 
d) garantia de emprego até a eleição para todos os empregados inscritos; 
e) publicação e divulgação da relação dos empregados inscritos, em locais de fácil acesso e 
visualização, podendo ser em meio físico ou eletrônico; 
f) realização da eleição no prazo mínimo de trinta dias antes do término do mandato da 
CIPA, quando houver; 
g) realização de eleição em dia normal de trabalho, respeitando os horários de turnos e em 
horário que possibilite a participação da maioria dos empregados do estabelecimento; 
h) voto secreto; 
 
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i) apuração dos votos, em horário normal de trabalho, com acompanhamento de representante 
da organização e dos empregados, em número a ser definido pela comissão eleitoral, facultado 
o acompanhamento dos candidatos; e 
j) organização da eleição por meio de processo que garanta tanto a segurança do sistema 
como a confidencialidade e a precisão do registro dos votos. 
 
5.5.4 Na hipótese de haver participação inferior a cinquenta por cento dos empregados na 
votação, não haverá a apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá prorrogar o período de 
votação para o dia subsequente, computando-se os votos já registrados no dia anterior, a qual 
será considerada válida com a participação de, no mínimo, um terço dos empregados. 
 
5.5.4.1 Constatada a participação inferior a um terço dos empregados no segundo dia de 
votação, não haverá a apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá prorrogar o período de 
votação para o dia subsequente, computando-se os votos já registrados nos dias anteriores, a qual 
será considerada válida com a participação de qualquer número de empregados. 
 
5.5.4.2 A prorrogação referida nos subitens 5.5.4 e 5.5.4.1 deve ser comunicada ao sindicato da 
categoria profissional preponderante. 
 
5.5.5 As denúncias sobre o processo eleitoral deverão ser protocolizadas na unidade 
descentralizada de inspeção do trabalho, até trinta dias após a data da divulgação do resultado 
da eleição da CIPA. 
 
5.5.5.1 Compete à autoridade máxima regional em matéria de inspeção do trabalho, 
confirmadas irregularidades no processo eleitoral, determinar a sua correção ou proceder à 
anulação, quando for o caso. 
 
5.5.5.2 Em caso de anulação somente da votação, a organização convocará nova votação, 
no prazo de dez dias, a contar da data de ciência, garantidas as inscrições anteriores. 
 
5.5.5.3 Nos demais casos, a decisão da autoridade máxima regional em matéria de inspeção do 
trabalho determinará os atos atingidos, as providências e os prazos a serem adotados, atendidos 
os prazos previstos nesta NR. 
 
5.5.5.4 Quando a anulação se der antes da posse dos membros da CIPA, ficará assegurada a 
prorrogação do mandato anterior, quando houver, até a complementação do processo eleitoral. 
 
5.5.6 Assumirão a condiçãode membros titulares e suplentes os candidatos mais votados. 
 
5.5.7 Em caso de empate, assumirá aquele que tiver maior tempo de serviço no estabelecimento. 
 
5.5.8 Os candidatos votados e não eleitos serão relacionados na ata de eleição e apuração, em 
ordem decrescente de votos, possibilitando nomeação posterior, em caso de vacância de 
suplentes. 
 
5.6 Funcionamento 
 
5.6.1 A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário preestabelecido. 
 
5.6.1.1 A critério da CIPA, nas Microempresas - ME e Empresas de Pequeno Porte - EPP, graus 
 
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de risco 1 e 2, as reuniões poderão ser bimestrais. 
 
5.6.2 As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas na organização, preferencialmente de 
forma presencial, podendo a participação ocorrer de forma remota. 
 
5.6.2.1 A data e horário das reuniões serão acordadas entre os seus membros observando 
os turnos e as jornadas de trabalho. 
 
5.6.3 As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes. 
 
5.6.3.1 As atas das reuniões devem ser disponibilizadas a todos os integrantes da CIPA, 
podendo ser por meio eletrônico. 
 
5.6.3.2 As deliberações e encaminhamentos das reuniões da CIPA devem ser disponibilizadas 
a todos os empregados em quadro de aviso ou por meio eletrônico. 
 
5.6.4 As reuniões extraordinárias devem ser realizadas quando: 
a) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal; ou 
b) houver solicitação de uma das representações. 
 
5.6.5 Para cada reunião ordinária ou extraordinária, os membros da CIPA designarão o 
secretário responsável por redigir a ata. 
 
5.6.6 O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a mais 
de quatro reuniões ordinárias sem justificativa. 
 
5.6.7 A vacância definitiva de cargo, ocorrida durante o mandato, será suprida por suplente, 
obedecida a ordem de colocação decrescente que consta na ata de eleição, devendo os 
motivos ser registrados em ata de reunião. 
 
5.6.7.1 Caso não existam mais suplentes, durante os primeiros seis meses do mandato, a 
organização deve realizar eleição extraordinária para suprir a vacância, que somente será 
considerada válida com a participação de, no mínimo, um terço dos trabalhadores. 
 
5.6.7.1.1 Os prazos da eleição extraordinária serão reduzidos à metade dos prazos previstos no 
processo eleitoral definidos nesta NR. 
 
5.6.7.1.2 As demais exigências estabelecidas para o processo eleitoral devem ser atendidas. 
 
5.6.7.2 No caso de afastamento definitivo do presidente, a organização indicará o substituto, em 
dois dias úteis, preferencialmente entre os membros da CIPA. 
 
5.6.7.3 No caso de afastamento definitivo do vice-presidente, os membros titulares da 
representação dos empregados, escolherão o substituto, entre seus titulares, em dois dias úteis. 
 
5.6.7.4 O mandato do membro eleito em processo eleitoral extraordinário deve ser 
compatibilizado com o mandato dos demais membros da Comissão. 
 
5.6.7.5 O treinamento de membro eleito em processo extraordinário deve ser realizado no prazo 
máximo de trinta dias, contado a partir da data da posse. 
 
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52 
5.6.8 As decisões da CIPA serão, preferencialmente, por consenso. 
 
5.6.8.1 Não havendo consenso, a CIPA deve regular o procedimento de votação e o pedido 
de reconsideração da decisão. 
 
5.7 Treinamento 
 
5.7.1 A organização deve promover treinamento para o representante nomeado previsto no item 
5.4.13 desta NR e para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da posse. 
 
5.7.1.1 O treinamento de CIPA em primeiro mandato será realizado no prazo máximo de trinta 
dias, contados a partir da data da posse. 
 
5.7.2 O treinamento deve contemplar, no mínimo, os seguintes itens: 
 
a) estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do processo 
produtivo; 
 
b) noções sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho decorrentes das condições de 
trabalho e da exposição aos riscos existentes no estabelecimento e suas medidas de prevenção; 
 
c) metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho; 
 
d) princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de prevenção dos riscos; 
 
e) noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde no 
trabalho; 
 
f) noções sobre a inclusão de pessoas com deficiência e reabilitados nos processos de trabalho; 
 
g) organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão; e 
 
h) prevenção e combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no trabalho. (Portaria 
MTP nº 4.219, de 20 de dezembro de 2022 - redação com vigência: dia 20 de março de 2023). 
 
5.7.3 O treinamento realizado há menos de dois anos contados da conclusão do curso pode 
ser aproveitado na mesma organização, observado o estabelecido na NR-1. 
 
5.7.4 O treinamento deve ter carga horária mínima de: 
a) oito horas para estabelecimentos de grau de risco 1; 
b) doze horas para estabelecimentos de grau de risco 2; 
c) dezesseis horas para estabelecimentos de grau de risco 3; e 
d) vinte horas para estabelecimentos de grau de risco 4. 
 
5.7.4.1 A carga horária do treinamento deve ser distribuída em, no máximo, oito horas diárias. 
 
5.7.4.2 Para a modalidade presencial deve ser observada a seguinte carga horária mínima 
do treinamento: 
a) 4 (quatro) horas para estabelecimentos de grau de risco 2; e 
b) 8 (oito) horas para estabelecimentos de grau de risco 3 e 4. 
 
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53 
5.7.4.3 A carga horária do treinamento dos estabelecimentos de grau de risco 1 e do 
representante nomeado da organização pode ser realizada integralmente na modalidade de 
ensino à distância ou semipresencial, nos termos da NR-1. 
 
5.7.4.4 O treinamento realizado integralmente na modalidade de ensino à distância deve 
contemplar os riscos específicos do estabelecimento, nos termos do subitem 5.7.2. 
 
5.7.4.5 O integrante do SESMT fica dispensado do treinamento da CIPA. 
 
5.8 CIPA das organizações contratadas para prestação de serviços 
 
5.8.1 A organização de prestação de serviços deve constituir CIPA centralizada quando o 
número total de seus empregados na unidade da Federação se enquadrar no disposto no Quadro 
I desta NR. 
 
5.8.1.1 Quando a organização contratada para prestação de serviços a terceiros exercer suas 
atividades em estabelecimento de contratante enquadrado em grau de riscos 3 ou 4 e o número 
total de seus empregados no estabelecimento da contratante se enquadrar no disposto no 
Quadro I desta NR, deve constituir CIPA própria neste estabelecimento, considerando o grau de 
risco da contratante. 
 
5.8.1.1.1 A organização contratada está dispensada da constituição da CIPA própria no caso 
de prestação de serviços a terceiros com até centro e oitenta dias de duração. 
 
5.8.1.2 O número total de empregados da organização contratada para prestação de 
serviços, para efeito de dimensionamento da CIPA centralizada, deve desconsiderar os 
empregados alcançados por CIPA própria. 
 
5.8.2 A organização contratada para prestação de serviços, quando desobrigada de constituir 
CIPA própria, deve nomear um representante da organização para cumprir os objetivos desta NR, 
se possuir 5 (cinco) ou mais empregados no estabelecimento da contratante. 
 
5.8.2.1 A nomeação de representante da organização em estabelecimento onde há 
empregado membro de CIPA centralizada é dispensada. 
 
5.8.2.2 O estabelecido no subitem 5.8.2 não exclui o disposto no subitem 5.4.13 quanto ao 
estabelecimento sede da organização contratada para a prestação de serviços. 
 
5.8.2.3A nomeação do representante da organização contratada para a prestação de serviços 
deve ser feita entre os empregados que exercem suas atividades no estabelecimento. 
 
5.7.1 A organização contratada para a prestação de serviços deve garantir que a CIPA 
centralizada mantenha interação entre os estabelecimentos nos quais possua empregados. 
 
5.7.1.1 A organização deve garantir a participação dos representantes nomeados na CIPA nas 
reuniões da CIPA centralizada. 
 
5.7.1.2 A organização deve dar condições aos integrantes da CIPA centralizada de atuarem nos 
estabelecimentos que não possuem representante nomeado, atendido o disposto no subitem 
5.6.2. 
 
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54 
5.7.2 O representante nomeado das organizações contratadas para a prestação de serviço deve 
participar de treinamento de acordo com o grau de risco da contratante. 
 
5.7.3 A CIPA da prestadora de serviços a terceiros, constituída nos termos do subitem 5.8.1.1, será 
considerada encerrada, para todos os efeitos, quando encerradas as suas atividades no 
estabelecimento. 
 
5.7.4 A organização contratante deve exigir da organização prestadora de serviços a nomeação 
do representante da organização, na forma prevista no subitem 5.8.2. 
 
5.7.5 A contratante deve convidar a contratada para participar da reunião da CIPA da 
contratante, com a finalidade de integrar as ações de prevenção, sempre que as organizações 
atuarem em um mesmo estabelecimento. 
 
5.7.5.1 A contratada deve indicar um representante da CIPA ou o representante nomeado da 
organização para participar da reunião da CIPA da contratante. 
 
5.7 Disposições finais 
 
5.7.1 A contratante adotará medidas para que as contratadas, sua CIPA, os representantes 
nomeados das organizações e os demais trabalhadores lotados naquele estabelecimento 
recebam informações sobre os riscos presentes nos ambientes de trabalho, bem como sobre as 
medidas de prevenção, em conformidade com o Programa de Gerenciamento de Riscos, previsto 
na NR-1. 
 
5.7.2 Toda a documentação referente à CIPA deve ser mantida no estabelecimento à 
disposição da inspeção do trabalho pelo prazo mínimo de cinco anos. 
 
5.7.3 Na hipótese de haver alteração do grau de risco do estabelecimento, o 
redimensionamento da CIPA deve ser efetivado na próxima eleição. 
 
 
 
 
 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
55 
ANEXO I da NR-5 
CIPA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 
 
Sumário 
1. Objetivo 
2. Campo de aplicação 
3. Disposições gerais 
 
1. Objetivo 
1.1 O disposto neste anexo estabelece requisitos específicos para a Comissão Interna de 
Prevenção de Acidentes - CIPA da indústria da construção. 
 
2. Campo de aplicação 
2.1 As disposições estabelecidas neste Anexo se aplicam às organizações previstas no subitem 
18.2.1 da Norma Regulamentadora nº 18 – Condições de Segurança e Saúde no Trabalho na 
Indústria da Construção. 
 
3. Disposições gerais 
 
3.1 A organização responsável pela obra deve constituir a CIPA por canteiro de obras, quando 
o número de empregados se enquadrar no dimensionamento previsto no Quadro I, observadas as 
disposições gerais desta Norma. 
 
3.1.1 Quando o canteiro de obras não se enquadrar no dimensionamento previsto no Quadro I 
da NR-5, a organização responsável pela obra deverá nomear entre seus empregados do local, 
no mínimo, um representante para cumprir os objetivos desta NR. 
 
3.1.2 A organização responsável pela obra está dispensada de constituir CIPA por frente de 
trabalho. 
 
3.1.3 Quando existir frente de trabalho, independentemente da quantidade de empregados 
próprios no local, a organização responsável pela obra deverá nomear, entre seus empregados, 
no mínimo, um representante, que exerça suas atividades na frente de trabalho ou no canteiro 
de obras, para cumprir os objetivos desta NR. 
 
3.1.3.1 O representante nomeado da NR-05 da organização responsável pela obra pode ser 
nomeado como representante para mais de uma frente de trabalho. 
 
3.2 Na hipótese de haver, no canteiro de obras ou na frente de trabalho, organização prestadora 
de serviços a terceiros, essa deve nomear, no mínimo, um representante da organização para 
cumprir os objetivos desta NR, quando possuir cinco ou mais empregados próprios no local. 
 
3.2.1 A nomeação do representante da NR-05 da organização prestadora de serviços a 
terceiros, no canteiro de obras ou na frente de trabalho, deve ser feita entre os empregados que, 
obrigatoriamente, exercem suas atividades no local. A organização responsável pela obra deve 
exigir da organização prestadora de serviços a terceiros que presta serviços no canteiro de obras 
ou na frente de trabalho a nomeação do representante, quando essa alcançar o mínimo previsto 
no item 3.2. 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
56 
3.2.2 A organização que presta serviços a terceiros nos canteiros de obras ou frentes de trabalho, 
quando o dimensionamento se enquadrar no Quadro I da NR-5, considerando o número total de 
empregados nos diferentes locais de trabalho, deve constituir uma CIPA centralizada. 
 
3.2.2.1 O dimensionamento da CIPA centralizada da organização prestadora de serviços a 
terceiros nos canteiros de obras ou frentes de trabalho deve levar em consideração o número de 
empregados da organização distribuídos nos diferentes locais de trabalho onde presta serviços, 
tendo como limite territorial, para o dimensionamento da CIPA Centralizada, a unidade da 
Federação. 
 
3.2.2.1.1 A organização deve garantir que a CIPA centralizada mantenha interação entre os 
canteiros de obras e frentes de trabalho onde atua na unidade da Federação. 
 
3.3 Obras com até cento e oitenta dias de duração estão dispensadas da constituição da CIPA, 
devendo a Comunicação Prévia de Obra ser enviada ao sindicato dos trabalhadores da 
categoria preponderante do local, no prazo máximo de dez dias, a partir de seu registro eletrônico 
no Sistema de Comunicação Prévia de Obras - SCPO. 
 
3.3.1 Para obras com até cento e oitenta dias de duração, a organização responsável pela obra 
deverá nomear, no mínimo, um representante da organização para cumprir os objetivos desta 
NR, aplicando-se o disposto no subitem 3.1.2 quando existir frente de trabalho. 
 
3.3.2 Para obras com até cento e oitenta dias de duração, havendo no canteiro de obras ou na 
frente de trabalho organização prestadora de serviços a terceiros, essa deverá nomear, no 
mínimo, um representante da organização para cumprir os objetivos desta NR, quando possuir 
cinco ou mais empregados próprios no local. 
 
3.4 A escolha do representante nomeado compete à organização, observado o disposto nos itens 
5.4.14 e 5.4.15. 
 
3.4.1 A organização deve fornecer ao representante nomeado cópia da sua nomeação. 
 
3.5 Os membros da CIPA do canteiro de obras devem participar de treinamento, conforme 
estabelecido nesta Norma. 
 
3.5.1 O representante nomeado deve participar de treinamento, com carga horária mínima de 
oito horas, considerando o disposto no item 1.7 da NR-1 e observadas as disposições gerais dessa 
Norma, com o seguinte conteúdo: 
a) noções de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho; 
b) estudo do ambiente e das condições de trabalho, dos riscos originados no processo produtivo 
e das medidas de prevenção, de acordo com a etapa da obra; e noções sobre a legislação 
trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde no trabalho. 
 
3.5.1.1 A validade do treinamento do representante nomeado deverá atender ao disposto nessa 
Norma, podendo ser, dentro do prazo de validade e para a organização que promoveu o 
treinamento, aproveitado em diferentes canteiros de obras ou frentes de trabalho. 
 
3.5.1.2 É permitida a convalidação do treinamentodo representante por diferentes 
organizações, desde que atendido o disposto no item 1.7 da NR-1. 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
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3.6 A organização responsável pela obra deve coordenar, observadas as disposições gerais 
desta Norma, o trabalho da CIPA, quando existente no canteiro de obras, e, quando aplicável, do 
representante nomeado pela organização 
 
3.6.1 A organização responsável pela obra deve promover a integração entre a CIPA, quando 
existente, e o representante nomeado, quando aplicável, no canteiro de obras e na frente de 
trabalho, observadas as disposições gerais dessa Norma. 
 
3.6.2. A participação dos membros da CIPA e do representante nomeado da NR-05 nas reuniões, 
para cumprir os objetivos dessa Norma, deve atender ao disposto em sua parte geral. 
 
3.7 A CIPA do canteiro de obras será considerada encerrada, para todos os efeitos, quando as 
atividades da obra forem finalizadas. 
 
3.7.1 Consideram-se finalizadas as atividades da obra, para os efeitos de aplicação do disposto 
nessa Norma, quando todas as suas etapas previstas em projetos estiverem concluídas. 
 
3.7.2 A conclusão da obra deverá ser formalizada em documento próprio pelo responsável 
técnico da obra e cuja cópia deve ser encaminhada - física ou eletronicamente - ao sindicato da 
categoria dos trabalhadores predominante no estabelecimento. 
 
a) Prevenção e combate ao assédio sexual e outras formas de violência no trabalho 
 
Derivada da Medida Provisória Nº 1.116 transformada em Projeto de Lei de Conversão, a Lei foi 
decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República, alterando o Art. 
163 da CLT, conforme determina a Resolução 01/2002 do CN e Art. 62 da CF; ficando assim: 
 
‘’Art. 163. Será obrigatória a constituição de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de 
Assédio (CIPA), em conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho e 
Previdência, nos estabelecimentos ou nos locais de obra nelas especificadas (Nova redação dada 
pela Lei nº 14.457, de 2022).’’ 
 
O Ministério do Trabalho e Previdência através da Comissão Tripartite Paritária Permanente - CTPP, 
regulamentou estas atribuições, nas reuniões ocorridas de 21 a 23 de novembro de 2022 em Brasília 
- DF, na Reunião Ordinária desta Comissão. 
 
No âmbito da SST, a Lei determina que deverão se adotar as seguintes medidas, além de outras 
que entenderem necessárias, com vistas à prevenção e ao combate ao assédio sexual e às demais 
formas de violência no âmbito do trabalho, que seguem: 
 
1- Inclusão de regras de conduta a respeito do assédio sexual e de outras formas de violência nas 
normas internas da empresa, com ampla divulgação do seu conteúdo aos empregados e às 
empregadas; 
 
2- Fixação de procedimentos para recebimento e acompanhamento de denúncias, para 
apuração dos fatos e, quando for o caso, para aplicação de sanções administrativas aos 
responsáveis diretos e indiretos pelos atos de assédio sexual e de violência, garantido o anonimato 
da pessoa denunciante, sem prejuízo dos procedimentos jurídicos cabíveis; 
 
3- Inclusão de temas referentes à prevenção e ao combate ao assédio sexual e a outras formas de 
violência nas atividades e nas práticas da CIPA; 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
58 
4- Realização, no mínimo a cada 12 (doze) meses, de ações de capacitação, de orientação e de 
sensibilização dos empregados e das empregadas de todos os níveis hierárquicos da empresa sobre 
temas relacionados à violência, ao assédio, à igualdade e à diversidade no âmbito do trabalho, 
em formatos acessíveis, apropriados e que apresentem máxima efetividade de tais ações. 
 
Como prevenir 
 
A prevenção do assédio sexual deve partir de uma política institucional de combate a essa prática, 
passando necessariamente por dois enfoques básicos: a educação e a fiscalização. 
▪ cabe às instituições: oferecer informações sobre o assédio sexual aos seus servidores e 
prestadores de serviço; 
▪ incentivar a formação de um ambiente de trabalho pautado no respeito; 
▪ avaliar constantemente as relações interpessoais no ambiente de trabalho; e 
▪ dispor de instância administrativa para acolher denúncias de maneira simples, 
▪ segura e objetiva, além de apurar e punir as violações constatadas. 
Naquilo que diz respeito às questões da segurança e saúde ocupacional, o governo e Congresso 
Nacional entende: 
 
Questões de assédio dizem sim respeito às questões da segurança e saúde no trabalho, até porque 
trabalhadores assediados estão mais sujeitos aos acidentes do trabalho e doenças ocupacionais 
relativas a doenças mentais. 
 
Aumenta a responsabilidade e comprometimento destas Comissões por todo Brasil, que tem 
representação não só dos empregados, como também dos empregadores, como sabem. 
 
Apesar de várias empresas de médio e grande portes possuírem uma política de Compliance com 
relação a assédios internamente, trata-se agora da necessidade do cumprimento deste novo 
requisito legal, que se integrou ao arcabouço legal brasileiro. 
 
As empresas deverão agora se organizar, definir e implantar esta política, prever as formas de 
violências nas normas internas da empresa, refazer o conteúdo programático dos Cursos para os 
componentes da CIPA, e ainda fazer a ampla divulgação desses conteúdo para todos os 
trabalhadores, (empregados ou não), através daquelas que possuem CIPA; e, as que não possuem, 
as menores, implantarem o Compliance com relação a prevenção ao assédio, apresentando as 
evidências, pois é elementar que nas menores isto também pode ocorrer. 
 
A reflexão que deveremos fazer é sobre a inclusão de temas referentes à prevenção e ao combate 
ao assédio sexual, assédio moral e a outras formas de violência nas atividades e ramos de 
atividades, e como as empresas irão organizar isto? 
 
Uma mudança de cultura organizacional deverá ser promovida, onde não só os membros da CIPA 
devem assumir esta responsabilidade (mesmo entendendo que ela tenha dupla representação), 
mas sim, da participação de outros atores sociais dentro da empresa, suas lideranças e alta 
administração. 
 
Como o prazo de vigência é de 5 meses, as empresas contando com o assessoramento dos 
profissionais de segurança e saúde no trabalho, e onde não houver, pelas Consultorias e Assessorias 
especialistas em SST, iniciarem ações de capacitação, de orientação e de sensibilização dos 
empregados e dos trabalhadores, de todos os níveis hierárquicos da empresa sobre temas 
relacionados à violência, ao assédio, à igualdade e diversidades, no âmbito do trabalho, em 
formatos acessíveis, apropriados, com o objetivo de apresentar uma máxima de efetividade para 
tais ações, onde as práticas bem sucedidas serão implantadas. 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
59 
Citamos referências legais no que diz respeito ao SESMT nesse processo todo, o envolvimento e o 
comprometimento daqueles que o integram, ou seja: 
 
Item 4.3.1 da NR 4 - Compete aos SESMT: 
‘’f) manter permanente interação com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, 
quando existente’’. 
 
Item 5.3.1 da NR 5 - A CIPA tem por atribuições: 
‘’h) propor ao SESMT, quando houver, ou à organização, a análise das condições ou situações de 
trabalho nas quais considere haver riscos.....’’ 
 
Neste contexto o Curso ISO \ DIS 45003:2021 (Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional - Saúde 
Psicológica e Segurança no Trabalho e implantação serão fundamentais, pois ele fornece diretrizes 
e orientações para a gestão do risco psicossocial em um sistema de gestão em SSO, seja na ISO 
45001:2018 ou no GRO PGR (NR 1). 
 
Esta ISO 45003:2021 permite que as organizações planejem, implementem, controlem e mantenham 
seus processos de forma adequada e gerencie com eficáciaos riscos psicossociais, com princípios 
de dignidade, respeito mútuo, confidencialidade, cooperação e confiança no sistema de gestão 
de SSO, aspectos de como o trabalho é organizado, oferecendo orientações técnicas contra 
formas de violência no trabalho, tais como: assédio, abuso, ameaças, agressão (física ou verbal), 
sexo (violência baseada), e de outros comportamentos irracionais repetidos, que podem 
representar um risco à saúde, segurança e bem estar no trabalho, podendo ser abertos ou 
encobertos estes comportamentos. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS: 
 
1. ATLAS, Manuais de Legislação Atlas - Segurança e Medicina do Trabalho. Editora Atlas. São Paulo, 
88ª Edição - 2022 - 2º semestre; 
2. Caminhos da análise de acidentes do trabalho - Brasília: MTE, SIT, 2003; 
3. DAUM e STELLMASS. Trabalho e Saúde na Indústria I. São Paulo. EDUSP/EPU, 1975; 
4. Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999 – Aprova o Regulamento da Previdência Social e dá 
outras providências; 
5. HOYLER, S e outros. Manual de Relações Industriais. São Paulo, Biblioteca Pioneira de 
Administração e Negócios, 1977, vol.2; 
6. LIMA, Dalva Aparecida. Livro do Professor da CIPA. FUNDACENTRO. São Paulo, 1994; 
7. FILHO, José Augusto da Silva Filho - Metodologia de Árvores de Causas. FUNDACENTRO. São Paulo, 
1995; 
8. FILHO, José Augusto da Silva Filho - Ciências Sociais e Políticas na Área da Segurança, Saúde e 
Meio Ambiente. LTr Editora Ltda - São Paulo - 2003; 
9. FILHO, Gerenciamento de Riscos Ocupacionais: GRO PGR – LTr Editora Ltda - São Paulo - 2021; 
10. Instrução Normativa PRES /INSS nº 128, de 28 de março 2022: disciplina as regras, procedimentos 
e rotinas necessárias à efetiva aplicação das normas de direito previdenciário - publicado em: 
29/03/2022: Ministério do Trabalho e Previdência/Instituto Nacional do Seguro Social; 
11. MELO, Márcio dos Santos. Livro da CIPA. FUNDACENTRO. São Paulo, 1995; 
12. Portaria MTP n.º 422, de 07 de outubro de 2021: Nova redação da NR 5 Comissão Interna de 
Prevenção de Acidentes; 
13. Brasil. Constituição (1988) Constituição da República Federativa do Brasil, 415p. Brasília. 2002; 
14. Lei nº 8.212 e 8.213, de 1991 de 24/06/1991 (Benefício e Custeio da Previdência Social). 
15. Lei nº 14.457 de 21 de setembro de 2022, que institui o Programa Emprega + Mulheres: Capítulo 
VII, artigo 23, que estabelece a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio - CIPA. 
 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES E DE ASSÉDIO 
JOSÉ AUGUSTO DA SILVA FILHO 
 
 
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16. ARAÚJO, A. R. O assédio moral organizacional. 2006. Dissertação (mestrado em Direito). Pontifícia 
Universidade Católica, São Paulo, 2006; 
17. BARRETO, M. M. S. e HELOANI, J. R. M. Violência, saúde e trabalho: a intolerância e o assédio 
moral nas relações laborais. Serviço Social & Sociedade [online]; 
18. http://sindireceita.org.br/blog/violencia-no-local-de-trabalho-assedio-moral/; 
19. BRASIL. Decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020. Regulamenta a Lei nº 13.979, de 6 de 
fevereiro de 2020, para definir os serviços públicos e as atividades essenciais; 
20. DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO LEI Nº 14.457, DE 21 DE SETEMBRO DE 2022, institui o Programa Emprega + 
Mulheres; e altera a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 
1943, e as Leis nºs 11.770, de 9 de setembro de 2008, 13.999, de 18 de maio de 2020, e 12.513, de 26 de outubro 
de 2011. Publicado em: 22/09/2022 | Edição: 181 | Seção: 1 | Página: 10; 
21. Home / Blog profes / Direito / Valéria R. / Adaptação Razoável - interpretação à luz da lei 
13.146/2015 
22. NR 05 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES E DE ASSÉDIO - CIPA - (Portaria MTP nº 
4.219, de 20 de dezembro de 2022 – Vigência: dia 20 de março de 2023; 
23. MINAYO, M. C. de S. Conceitos, teorias e tipologias de violência: a violência faz mal à saúde. In: 
NJAINE, K.; ASSIS, S. G.; CONSTANTINO, P. (Org.). Impactos da violência na saúde. Rio de Janeiro: Ed. 
Fiocruz, 2007. p. 21-42. 
24. Pessoa com deficiência e trabalho: estudos para o estado de São Paulo e um breve panorama 
nacional e internacional / Guirlanda Maria Maia de Castro Benevides (organizadora) – Curitiba: 
CRV, 2022...286 p.

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