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REVISÃO ORTOPEDIA M2 
QUADRIL DO ADULTO 
OSTEONECROSE DA CABEÇA DO FEMUR 
Anatomia, função do quadril, vascularização da cabeça do fêmur 
A vascularização tem que saber 
Ângulo normal da cabeça é de 125º - isso determina se é valgo ou varo - < 110º vara e 
>140 valgo 
A coxa valga vai aumentar o membro e o varo encurtar 
 
Angulação de 20º do acetábulo – 20º virado pr frente – então o fêmur fia em um 
ângulo de 15º com o acetábulo 
Biomecanica – balança de pauwels: só que no lugar dos arames temos os músculos 
OSTEONECROSE DA CABEÇA FEMORAL 
 
Causa principal é a interrupção do fluxo sanguíneo para a cabeça – a interrupção vai 
causar a morte celular que vai trazer a consequência da doença 
Diferentes causas – lesão direta, como álcool ou tabagismo (causada por agente 
agressor conhecido que vai levar a lesão vascular) – e vários fatores divididos em extra 
ósseos (extravasculares) e intra ósseos (intavasculares) 
Mesmo com inúmeras causas 25% continua sendo idiopática – para ver como é difícil 
descobrir mesmo sabendo tudo aquilo que causa – é importante esses slides 
A doença é pior conforme a região acometida – área que sustenta mais o peso vai ser 
pior, área maior vai ser pior – depende da extensão e do local a gravidade ou não 
Lembrar no último parágrafo da parte fisiológica da doença – teve o problema vascular 
e depois disso já vem edema, reparo, neoformação óssea 
A neoformação óssea vai ser precária, a reabsorção vai ganhar levando a falha óssea – 
o reparo é mais lento e leva a deformidade dessa área necrosada – esse sinal embaixo 
da cartilagem é um sinal da doença do fêmur (se achar esse sinal em um exame é 
indicativo de necrose) 
Saber a área de dor que o paciente vai relatar – geralmente na região anterior e lateral 
da coxa irradiando para os glúteos – glúteo baixo 
Diagnóstico fundamental fazer o quanto antes – para eevitar destruição e reabsorção – 
usamos laboratório para saber a causa, por exemplo, anemia falciforme que pode 
causar a doença – e os exames de imagem são os principais – sinal da crescente, linha 
que tá acompanhando a imagem e cintilografia óssea que não tem captação de 
contraste e aí indica necrose da parte óssea – a ressonância pode ser o exame de 
escolha – geralmente o pct já chega com o quadro instalado, dificilmente pega no 
começo 
 
Classificações que usamos quadro clínico – o mais famoso é o Ficat e Arlet 
 
A sequela dessa lesão pode ser percebida na margem da esquerda o achatamento 
total e uma deformidade do acetábulo – o objetivo nosso no tto é sempre retardar e 
evitar esse colapso – esse é o principal – dificilmente consegue parar a necrose – 
importante se conseguir saber do que se trata o fator que desencadeou para não ter 
mais sequelas 
Principalmente aqui vamos tentar tto cirúrgico – tem várias formas de tratar – os 
primeiros seriam as descompressões – vimos na aula prática de cirurgia que usamos as 
brocas para descomprimir a região afetada da necrose – tem a simples descompressão 
ou com o enxerto vascularizado da fíbula – faz os vazos e aí tem um enxerto 
vascularizado que talvez de um suporte melhor para esse osso 
Outros tipos de tto seria transformar o osso ou em valgo ou em varo (osseotomia) 
Osseotomia pr tirar a área de apoio onde tem o peso, gira a cabeça do fêmur, tira a 
parte que ta sofrendo, alivia e coloca uma parte saudável para ter o peso 
Artoplastias 
Uma artrose de quadril – aqui a artrose, o desgaste da articulação é muito comum no 
meio ortopédico (primária, secundária...) 
Se cair questão na prova vai ser de osteonecrose de quadril (2 ou 3 questões) – pode 
perguntar por caso clínico – então saber onde é a dor do paciente pode ser a dica para 
responder a questão – vai trazer a dça em um contexto todo 
JOELHO 
GONARTROSE 
Como qualquer outra osteoartrite é progressivo – vamos tentar aliviar sintoma ou 
tentar retardar ao máximo a evolução dela mas não conseguimos parar 
Pode ser primária (sem dça de base definida, normalmente associada a obesidade, 
dças metabólicas, hipertensão, dislipidemia, estilo de vida, profissões...hoje é muito 
comum vermos pct com 60 anos que não tem nenhum histórico de dça no joelho 
prévio e vai encontrar esse quadro associado com outras dças e acaba o tto sendo 
tratar tudo, tratar dças de base, obesidade e joelho) 
Secundária são pcts que já tiveram alguma lesão no joelho (pode ser menisco, 
cartilagem...qualquer lesão pode levar a gonartrose secundária) 
 Forma mais comum de dça articular no mundo e geralmente o quadro clínico 
(importante saber pois pode colocar esse slide em um caso clínic0: senhor cehga no 
consultório com dor depois que levanta conforme movimenta é pior, conforme faz 
atividade diárias ele piora, não vai saber dizer quanto tempo tem isso, talvez consiga 
falar que piorou faz 1 ou 2 anos mas não vai conseguir dizer quanto tempo tem essa 
dça, vai dizer que piora com o tempo e traz limitação pr ele, dor na articulação quando 
anda, se mexe, abaixa, reclama de dor de inchaço – quadro clássico de osteoartrite) – 
vai começar a avaliação desde antes de chegar no consultório e já andando vai ver se 
manca ou não se a perna já tem desvio quando pisa no chão ou não, se já é 
obeso...sempre pesquisar dça sistêmica associada, avaliar o movimento do joelho dele 
– movimento de 0 de extensão a 140 de flexão em media – vai observar o alinhamento 
dos joelhos com ele em pé – vai ter que tirar a calça e ver o alinhamento desde o 
quadril – deve-se avaliar tbm o quanto a doença limita ele, o quanto ele se limita – o 
qnto o joelho limita a atividade dele 
Radiografia – não precisa outro exame – muita gente pede RM mas é desnecessário – 
o importente é a radiografia – e é importante fazer em pé – AP com apoio monopodal 
– faz rosemberg, ver parte de trás dos condilos femorais e ver se tem acometimento – 
ajuda a decidir o nível de desvio que tem até para indicar uma cirurgia depois ver o 
quanto vai corrigir 
CLASSIFICAÇÕES – de Dejour, Kellgren – Lawrence e de Ahblack – 1 é o leve e o 4 o 
mais pesado 
Os graus mais avançados tentamos esgotar todas as possibilidades e se não der certo 
indica cirurgia 
TTO CONSERVADOR: Perda de peso, exercício físico, palmilhas para melhorar o 
alinhamento do joelho – como suporte usa colágeno, ácido hialurônico 
Usa muito a fisioterapia no começo para ajudar nessa transformação toda 
Colágeno e acido hialuronico como opção pr tentar melhorar e deixa orientado se 
quiserem um apoio adicional como bengala, muleta, andador – tem uma articulação 
que está doída 
TTO CIRÚRGICO: osteotomias em pct mais jovens pr corrigir o alinhamento do joelho – 
não cura o problema, só alivia a articulação – e em casos mais avançados a artroplastia 
que substitui todo o joelho 
 
DISTURBIO DA ARTICULAÇÃO FEMOROPATELAR 
Essa articulação frouxa traz problemas 
Síndromes como tendinites, bursites...não são muito comuns mas as vezes vem juntas 
com outras 
Lembrar tbm que tem osteonecrose do joelho como tem no quadril – então as vezes 
tem que pesquisar isso – as vezes casos de osteoartrite começam com a osteonecrose 
– dças muito comuns como cisto de baker – totalmente benigno só mexe se comprimir 
os vasos – cistos parameniscais – vem acompanhado de lesão de menisco sempre 
 
LESÕES TRAUMÁTICAS 
Falando um pouco das principais doenças são as lesões de menisco e de ligamento 
Anatomia e biomecânica do joelho – saber como se dividem, quais são os ligamentos e 
o papel de cada um – como se comportam os meniscos, a forma deles e as 
características de cada um 
Esse paciente vai chegar no consultório geralmente com episodio traumática – então 
ele torceu o joelho de alguma forma – caiu da escada, acidente de moto...vai ter uma 
história que torceu o joelho – vai ter um inchaço, o inchaço vai atrapalhar pq ele vai ter 
queixa de dor, as vezes não consegue pisar direito – melhora os sintomas iniciais comoqualquer outra contusão – anti-inflamatório, perna pr cima e depois vai diagnosticar 
essas lesões depois de um tempo – demora nas primeiras semanas e o pct começa a 
ter a queixa – pela falta do ligamento e se for lesão de menisco vai sentir que tem algo 
quando mexe parece que tem algo que sai do lugar e volta – são queixas bem 
características 
Vai afastar fratura inicialmente com radiografia – as duas primeiras semanas, 3 no 
máximo, vc vai fazer isso – no retorno vai fazer as manobras de menisco e pedir a RM 
direcionada 
TTIO DEFINITIVO: depende do que encontrar na RM, geralmente as 3 campeãs são – 
LCM, canto póstero lateral, lesão meniscal, lesão condral, LCA e LCP – algumas lesões 
consegue tratar conservadora mas muito pouco – maioria cirúrgico 7 
 
Lesão em alça de bode – pode trazer bloqueio articular – não consegue esticar e 
dobrar a perna pq a parte do menisco não deixa 
Lesões de cartilagem – exemplos – tipo de tto de lesão de cartilagem 
Osteoartrites, lesões de menisco, lesões de ligamento – os principais 
DOENÇAS DO PÉ 
TALALGIAS – “dor no caminhar” 
Médio pé, antepé...lembrar os ossos do pé 
Saber que tem aponeurose plantar que se insere no calcâneo e vai até os dedos lá do 
pé 
Saber um pouco da anatomia vascular do seio vascular – arteria tibial posterior, 
passando do lado do maléolo medial – flexor longo dos dedos e passam dentro de um 
retináculo que fica por cima, que fica por dentro desse túnel – feixe que tem tendão de 
músculos – saber que a inervação da sola do pé vem do tibial – saber que a fascia 
plantar importante é outra causa de dor – principal estabilizador passivo estático – é 
uma causa de dor – as estruturas vasculho nervosas são causas de dor e o coxim 
adiposo que tá debaixo do calcâneo também é uma causa de dor – lembrar sempre 
que quando for examinar pé temos que ver descalço o pct andando, como ele pisa, se 
consegue identificar o tipo de pé, se é plano, chato... – importante enfatizar a palpação 
para saber onde é a causa da dor ajuda muito a manter o diagnóstico – saber a 
percussão onde está o nervo – se der o choque é positivo – dor causada por 
compressão nervosa 
Causas mais comuns: patologias do coxim adiposo e fascite plantar são as principais – 
fratura por estresse também pode ser e síndrome do túnel do carpo 
Coxim adiposo é muito comum machucar esse tecido adiposo – tto totalmente 
conservador – não deve fazer infiltração com AIH pelo risco de necrose das células 
adiposas que podem piorar a situação 
Fascite plantar – muito comum, dor na sola do pé, no início do movimento – 
geralmente tratamos de forma conservadora, fazer movimento anti-inflamatório local 
– as vezes tem característica de melhorar de forma espontânea – pct acaba duvidando 
acha que nunca vai melhorar e as vezes o resultado é arrastado – de forma 
conservadora dificilmente operamos isso da pr fazer fisioterapia, se nada der certo 
pode bloquear pontos de dor na pisada dele, anestésicos, ondas de choque que joga 
na região que tá inflamada tentando curar a inflamação 
E por ultimo a cirurgia – pr tentar melhorar a cicatrização desse tecido para tentar 
curar o problema – professor não vê sentido em operar mas está descrito nos livros 
Não tem nome esporão – é consequência dessa inflamação na fáscia – leva a uma 
proeminência óssea e aí no raio x parece que é um espinho, por isso o nome esporão – 
mas não é o esporão que dói, é a inflamação 
TENDÃO DO CALCANEO 
É o boleiro de final de semana, o tio do churrasco que só joga fds – sensação de 
pedrada, quando rompe o tendão, parece que alguém deu um chute 
O exame fisicio clássico é o sinal de tompsno – panturrilha e pé tem que fazer o 
movimento e tem que palpar o defeito GAP – intervalo que fica entre as duas 
extremidades que foi rompido 
Sutura de Krakow 
Prefere-se fazer cirurgia – opera quase todos – da pr ser conservador mas o resultado 
do tto cirúrgico é muito bom 
Sempre lembrar que tem tendinite junto – tendão fica machucado, fica um tecido ruim 
– pode diagnosticar tendinopatia antes e não deixar que rompa – as vezes é a forma de 
evitar uma cirurgia 
Outras lesões de tendões, por exemplo do tibial posterior – vai subir o pé e as lesões 
do tendão tibial posterior que junto com a fascia plantar é o estabilizador do arco 
medial do pé – então uma lesão desse músculo o pé cai, é normal em pcts com pé 
plano – falha do tibial posterior, acaba rompendo e pct tem alteração da marcha, 
alteração da pisada – comum em corredores a lesão dos fibulares 
 
HÁLUX VALGO 
Famosa joanete 
Não se trata a parte estética e sim a deformidade que traz sintoma – não adianta 
tratar sem sintoma – talvez vai causar um problema que a pcte não tem 
Geralmente é o desequilíbrio entre articulações 
Vai desviar o primeiro meta para parte medial, a falange vem pr lateral, os abdutores e 
adutores acabam tendo contraturas e os dedos vão ficando em garra – o desequilíbrio 
dessa estrutura causa o halux valgo 
Diagnóstico principal é pelo raio x – vai medir os ângulos do desvio pelo raio x – vai 
tratar casos moderados a graves – e aí que vc consegue através desses ângulos definir 
o tto - existem milhões de técnicas para tratar o halux valgo – pode usar parafuso de 
um jeito – tudo para tentar corrigir – tudo associado a cirurgias de partes moles – para 
realinhar o pé do paciente – se não tiver indicação de cirurgia vai adaptando o pct 
conforme a necessidade 
 
 
 
METATARSALGIAS 
Na região do antepé – um pouco antes dos dedos 
Normalmente por pisada errada, pelo tipo de pé – 92% dos casos são por alterações 
biomecânicas do pé, tratando isso melhorar 
Locais onde o pé está pisando mais – o que utilizo mais para corrigir o eixo dos joelhos 
– para ver onde está pisando mais ou menos – e é muito difícil tratar cirurgicamente – 
tem que cortar a cabeça dos ossos, quanto menos pensar em cirurgia nesse caso 
melhor – melhor sempre tratar de forma conservadora 
ORTOPEDIA PEDIÁTRICA 
Mal formação do rádio 
Falha de separação – sindactilia 
 
DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL 
Displasia do desenvolvimento do quadril – antes se chamava de luxação congênita do 
quadril – falha do acetábulo com a cabeça do fêmur – os dois não vão se formar 
corretamente e por isso produz a doença – fatores de risco principalmente posição do 
feto, sexo feminino e deformidades de membro – para diagnosticar manobra de 
ortolani clássica vai luxar o fêmur – e o Barlow é diferente sai de luxado e... 
Ultrassom para ver a relação do quadril do fêmur com o acetábulo – da pr fazer essa 
manobra na hora e da pr ver no ultrassom o fêmur saindo do lugar 
 
Assimetria das pregas cutanias do glúteo – uma perna menor que a outra – pensa em 
problema na articulação – forma de diagnosticar 
Um exemplo do raio x em uma criança – núcleos de crescimento – traça algumas 
linhas, alguns ângulos tem uma possibilidade de suspeita de luxação de quadril 
No recém nascido usamos os suspensórios – não da pr usar quando já começa a 
engatinhar ou andar – tem que ser em crianças mais jovens – mantendo esse 
suspensório conseguimos manter a articulação no lugar – no osso do acetábulo e da 
cabeça do fêmur 
Até 6 meses – suspensórios 
A partir de 6 meses – faz gesso 
Depois de 2 anos – geralmente cirurgia 
 
 
 
SÍNDROME DE LEGG-CALVÉ-PERTHES 
Síndrome de Legg-Calvé-Perthes – alteração da vascularização – idade de 4 a 8 anos – 
seria meninos nessa faixa etária – achatamento praticamente o mesmo – dependendo 
da área e extensão de onde é acometido vai provocar mais sequelas 
4 a 8 anos um raio x que tem problema mas não conseguimos ver e aí uma 
remodelação até que a cabeça do fêmur fica parecendo um pegador de bengala 
Quadro clínico clássico – criança começa a mancar devagar e vai reclamar de dor 
depois do aniversário do amiguinho, manca de vez em quando, melhora quando 
descansa...por isso o diagnóstico é tardioPct com diminuição na abdução dessa perna e limitação da rotação interna – no 
começo é causado pela inflamação e o espasmo que isso reflete no grupo do músculo 
e depois essas limitações já são pela deformidade – vai ter por falta de uso uma atrofia 
muscular – pelo glúteo médio – tanto a marcha como o exame e encurtamento do 
membro 
Tto – tração para tirar a carga de cima do fêmur ou se usa órteses de abdução 
 
PÉ TORTO CONGENITO 
O mais importante 
Saber todos os desvios (equino, varo, cavo, adução ante-pé...) 
Vai mudar relação entre ossos e articução do pé 
Diagnóstico já no nascimento 
Causas: idiopático, que é o que mais traz dificuldade da correção, postural, 
neurogênico e sindrômico 
Não tem nenhum exame no que for pedir – usamos a princípio o tto ponseti que são 
gessos seriados e vc vai corrigindo isso 
Caso vc não consiga podemos ir para correções cirúrgicas – para tentar reestabelecer a 
anatomia

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