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Plano de Gerenciamento de Resíduos

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DYPK
LA�-D��K
PLANO DE GERENCIAMENTO DE
RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE
2021
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DYPK
LA�-D��K
PÁGINA DE CONTROLE DE REVISÃO
Data da
Revisão
Versão Responsável Nº de páginas
25/05/2021 01.2021
Comissão para adequação do laboratório de
Análises Clínicas
ANVISA RDC 306 de 2004 33
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DYPK
LA�-D��K
SIGLAS
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente
EPC - Equipamento de Proteção Coletiva
EPI - Equipamento de Proteção Individual
FISPQ - Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos
NR - Norma Regulamentadora
PGRSS - Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
RDC - Resolução de Diretoria Colegiada
RSS - Resíduos de serviços de saúde
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DYPK
LA�-D��K
SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO 5
2. INTRODUÇÃO 6
3. OBJETIVO 8
3.1. OBJETIVO GERAL 8
3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 8
4. DADOS SOBRE O ESTABELECIMENTO 9
4.1 DADOS GERAIS DO ESTABELECIMENTO 9
4.2 DADOS DO LABORATÓRIO 9
4.3 CARACTERIZAÇÃO DAS ATIVIDADES E SERVIÇOS 10
4.4 COMPONENTES DA EQUIPE DE ELABORAÇÃO DO PGRSS 11
5. TIPOS DE RESÍDUOS GERADOS NO LAC-DYPK 12
5.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS POR GRUPO 12
5.2 QUANTIDADE ESTIMADA DE RESÍDUOS POR GRUPO/SUBGRUPO. 13
6. FLUXO DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS 15
6.1 SEGREGAÇÃO E ACONDICIONAMENTO DOS RESÍDUOS 15
6.1.1 Identificação 16
6.1.2 Acondicionamento dos resíduos por sala. 17
6.2 COLETA E TRANSPORTE INTERNO DOS RESÍDUOS 22
6.3 ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO 23
6.4 COLETA, TRANSPORTE EXTERNO E DESTINAÇÃO FINAL 23
7. OUTRAS MEDIDAS DE SEGURANÇA 25
7.1 BOAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO NO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS 25
7.2 MAPA DE RISCO 26
7.3 PROCESSO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE 27
7.4 MEDIDAS PREVENTIVAS E CORRETIVAS DE CONTROLE DE INSETOS E
ROEDORES 28
7.4.1 Insetos 28
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DYPK
LA�-D��K
7.4.2 Roedores 28
7.5 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA E DE ACIDENTES 29
7.5.1 Derramamento de material biológico 29
7.5.2 Derramamento de material químico 30
7.5.3 Acidente com material perfurocortante contaminado 31
7.6 MONITORAMENTO DA EQUIPE 31
8. INDICADORES DE EXECUÇÃO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 32
9. REFERÊNCIAS 33
1. APRESENTAÇÃO
O Laboratório de análises clínicas DYPK (LAC - DYPK) tem como seu principal
norteador de objetivos a definição de saúde da OMS “completo bem-estar físico, mental
e social e não somente na ausência de infecções e enfermidades”. Tendo em vista que,
o laboratório de análises clínica que um dos mais importantes meios de diagnóstico, foi
idealizado e escrito este manual para manuseio seguro e responsável dos resíduos
produzidos na unidade e também para adequação à legislação vigente (CONAMA,
Resolução nº 358 de 29 de abril de 2005 e ANVISA, Lei nº 12.305/2010 e RDC Nº 222,
DE 28 DE MARÇO DE 2018). Dando continuidade a regulamentação do gerenciamento
dos RSS, a RDC Nº 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018 regulamenta as Boas Práticas
de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras providências.
O gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde (GRSS), anteriormente à
criação da Anvisa, era regulamentado somente por resolução do Conselho Nacional do
Meio Ambiente (CONAMA). Devido à competência legal estabelecida pela Lei
9.782/1999, que criou a Anvisa, coube a esta Agência a competência de regulamentar
os procedimentos internos dos serviços de saúde, relativos ao GRSS.
O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) atua de forma
descentralizada, e a fiscalização do GRSS compete às Vigilâncias Sanitárias dos
Estados, Municípios e do DF, com o auxílio dos órgãos ambientais locais, auxiliados
pelos Serviços de Saneamento e dos Serviços de Limpeza Urbana. Considera-se que
parte dos resíduos gerados apresenta risco similar aos domiciliares, podendo ter o
mesmo destino, esgoto ou aterro sanitário.
Dessa forma, a Anvisa publicou a RDC 306 em 2004, sobre GRSS, com a
finalidade de estabelecer os procedimentos internos nos serviços geradores de RSS e
compatibilizar com a resolução do CONAMA 358/2005, pois as resoluções anteriores
divergiam em certos aspectos. Passados alguns anos da entrada em vigor da RDC
306/2004, devido aos questionamentos recebidos durante esse tempo, bem como a
evolução das tecnologias e ainda a entrada em vigor da Lei 12.305/2010, que instituiu a
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), verificou-se a necessidade de revisar
essa RDC e publicar uma nova normativa que contemple as novidades legais e
tecnológicas que surgiram nesse período.
5
2. INTRODUÇÃO
Os resíduos sólidos de serviços de saúde, segundo a Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT), são aqueles gerados em qualquer serviço prestador de
assistências médicas, sanitárias ou estabelecimentos congêneres, podendo então ser
provenientes de hospitais, farmácias, unidades ambulatoriais de saúde, clínicas e
consultórios médicos, laboratórios de análises clínicas e patológicas, instituições de
ensino e pesquisa médica e bancos de sangue.
Com relação aos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), é importante salientar
que das 166.000 toneladas de resíduos residenciais e comerciais gerados diariamente,
apenas uma fração inferior a 2% é composta por RSS e, destes, apenas 10 a 25%
necessitam de cuidados especiais. Portanto, a implantação de processos de
segregação dos diferentes tipos de resíduos em sua fonte e no momento de sua
geração conduz à minimização de resíduos, em especial àqueles que requerem um
tratamento prévio à disposição final. Nos resíduos onde predominam os riscos
biológicos, deve-se considerar o conceito de cadeia de transmissibilidade de doenças,
que envolve características do agente agressor, tais como capacidade de
sobrevivência, virulência, concentração e resistência, da porta de entrada do agente às
condições de defesas naturais do receptor (ANVISA, 2006).
Considerando esses conceitos, foram publicadas as Resoluções RDC ANVISA
nº 306/04 e CONAMA nº 358/05, que dispõem sobre o gerenciamento interno e externo
dos RSS. Dentre os vários pontos importantes das resoluções, destaca-se a
importância dada à segregação na fonte, à orientação para os resíduos que necessitam
de tratamento e à possibilidade de solução diferenciada para disposição final, desde
que aprovada pelos órgãos competentes. Embora essas resoluções sejam de
responsabilidade dos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, ambos hegemônicos
em seus conceitos, refletem a integração e a transversalidade no desenvolvimento de
trabalhos complexos e urgentes.
Este plano busca descrever, desenvolver e implementar o gerenciamento de
resíduos sólidos no Laboratório de Análises Clínicas DYPK , seguindo as exigências e
os aspectos legais. Para um gerenciamento dos resíduos laboratoriais adequado, é
fundamental que exista um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de
Saúde (PGRSS) vigente e atualizado, que contemple questões relativas aos resíduos
gerados, bem como o procedimento, ou seja, o manejo dos resíduos e a sua
destinação final, entre outros assuntos importantes relacionados ao gerenciamento de
6
resíduos dentro do laboratório.
O presente plano contém os procedimentos de gestão de resíduos, planejados e
implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais e está
estruturado para assim descrever:
A. Dados sobre o estabelecimento
B. Tipos de resíduos gerados
C. Fluxo de gerenciamento de resíduos
D. Outras medidas de segurança
E. Indicadores de execução e avaliação de desempenho
7
3. OBJETIVO
3.1. OBJETIVO GERAL
Proporcionar encaminhamento seguro dos resíduos gerados, de forma eficiente,
visando à proteção dos trabalhadores,a preservação da saúde pública, dos recursos
naturais e do ambiente, conforme a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 222 de
28 de março de 2018, a qual regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos
resíduos de Serviço de Saúde, e a Resolução CONAMA nº 358, de 29 de abril de 2005,
que dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde.
3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
● Racionalizar a produção de resíduos desde a geração;
● Promover a segregação dos resíduos no momento da geração;
● Minimizar a ocorrência de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais;
● Prevenir e reduzir os riscos à saúde e/ou ao meio ambiente;
● Atender as normas vigentes na legislação (RDC 222/18 e CONAMA
358/05);
● Garantir a correta disposição final dos resíduos.
8
4. DADOS SOBRE O ESTABELECIMENTO
4.1 DADOS GERAIS DO ESTABELECIMENTO
Quadro 01: Dados gerais do estabelecimento
RAZÃO SOCIAL: Paola Miranda de Souza Ltda
NOME FANTASIA: LAC-DYPK
TIPO DE ESTABELECIMENTO: Laboratorio
PROPRIEDADE: Privada
CNPJ/CPF: 00.111.222/3333-44
ENDEREÇO: Avenida Ilhéus,222, rua 7
CIDADE: Itabuna
FONE/FAX: 7391234-5678
E-MAIL: LAC-DYPK@gmail.com
4.2 DADOS DO LABORATÓRIO
Quadro 02: Dados do laboratório
RESPONSÁVEL TÉCNICO: Debora Reis Santos
RG: 00.111.222-33
PROFISSÃO: Biomédica
ENDEREÇO: Avenida Ilhéus, 000, rua 5
TELEFONE: (73) 90011-2233
E-MAIL: DRS-biomed@gmail.com
ÁREA CONSTRUÍDA (M2): 140 m2
ÁREA TOTAL DO TERRENO (M2): 155 m2
RAMO DE ATIVIDADE: Análises Clínicas
DATA DO INÍCIO DE FUNCIONAMENTO: 26/05/2021
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: Das 6 às 17 horas, de segunda à sexta
9
mailto:DRS-biomed@gmail.com
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS: 25
NÚMERO DE PACIENTES ATENDIDOS POR DIA: 200
SISTEMA DE TRATAMENTO DE ESGOTOS: Saneamento público
PROCEDÊNCIA DA ÁGUA QUE ABASTECE O ESTABELECIMENTO: Rede
pública
LIMPEZA DE RESERVATÓRIOS DE ÁGUA: Feita a cada 6 meses
MEDIDAS PREVENTIVAS E CORRETIVAS DE CONTROLE INTEGRADO DE
INSETOS E ROEDORES: Sim
4.3 CARACTERIZAÇÃO DAS ATIVIDADES E SERVIÇOS
O Laboratório de Análises Clínicas DYPK (LAC-DYPK) presta um serviço
fundamental de apoio ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento de uma infinidade
de doenças e condições de saúde. É um fornecedor de serviços bastante variados,
realizando diferentes tipos de exames. As suas principais áreas técnicas são a
hematologia, a bioquímica, a imunologia, a citologia, a microbiologia, a urinálise e a
parasitologia.
O laboratório possui áreas de acesso restrito às pessoas autorizadas e sua
infraestrutura inclui salas aparelhadas com equipamentos adequados à realização das
atividades de forma segura para os operadores. Todas as áreas apresentadas na planta
abaixo.
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Laboratório de Análises Clínicas DYPK (LAC-DYPK)
Figura 1: Planta baixa do Laboratório de Análises Clínicas DYPK
4.4 COMPONENTES DA EQUIPE DE ELABORAÇÃO DO PGRSS
O PGRSS foi elaborado conjuntamente por toda a equipe de adequação do
LAC-DYPK para realização de exames laboratoriais clínicos. Os integrantes da equipe
estão descritos na tabela abaixo:
Quadro 03: Componentes da equipe de elaboração do PGRSS
Nome Profissão Número do conselho
Débora Reis Santos Biomédica CRBM-0000
Karoline Almeida Piton Biomédica CRBM-1111
Paola Miranda de Souza Biomédica CRBM-2222
Yasmin Matos dos Santos Biomédica CRBM-3333
Roberta Alves Loup Biomédica CRBM-4444
11
5. TIPOS DE RESÍDUOS GERADOS NO LABORATÓRIO
A RDC ANVISA Nº 222, de 28 de março de 2018 e a RESOLUÇÃO CONAMA nº
358, de 29 de abril de 2005 apresentam a classificação dos resíduos de Serviços de
Saúde (RSS) em cinco grupos e estes são: A, B, C, D e E. Tendo como base essas
resoluções, realizou-se o diagnóstico dos tipos de resíduos gerados no LAC-DYPK e, a
partir disso, foi definido seu fluxo de gerenciamento.
5.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS POR GRUPO
A caracterização dos Resíduos de Serviços de Saúde que foram produzidos a
partir das atividades exercidas no LAC-DYPK estão descritos no quadro de número 4
que está disposto logo abaixo:
Quadro 04 – Tipo de resíduos gerados, de acordo com o grupo de classificação.
GRUPO DETALHAMENTO
A
Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que por suas
características de maior virulência ou concentração, podem apresentar
risco de infecção.
B
Resíduos que possuem substâncias químicas que podem apresentar
risco à saúde ou ao meio ambiente, dependendo de suas características
de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade, incluindo os
produtos conforme classificação de NBR n° 10004 da ABNT.
D Resíduos que não possuem risco biológico, químico ou radiológico à
saúde ou ao meio ambiente.
E Materiais classificados como perfurocortantes ou escarificantes.
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5.2 QUANTIDADE ESTIMADA DE RESÍDUOS POR GRUPO/SUBGRUPO.
A estimativa da quantidade de resíduos de serviço de saúde produzidas no
LAC-DYPK estão apresentadas no quadro de número 5 logo abaixo:
Quadro 05 - Quantidade de resíduos estimados por grupo de resíduos
GRUPO /
SUBGRUPO
DETALHAMENTO
TOTAL
Semanal
TOTAL
Mensal
A1
Culturas e estoques de microrganismos; resíduos de
fabricação de produtos biológicos, exceto os
medicamentos hemoderivados; meios de cultura e
instrumentais utilizados para transferência, inoculação
ou mistura de culturas; resíduos que foram resultados
da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com
suspeita ou certeza de contaminação por agentes da
classe 4, microrganismos com relevância
epidemiológica e risco de disseminação ou causadores
de doença emergente que se torne
epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de
transmissão seja desconhecido.
18 kg 72kgSobras de amostras de laboratório contendo sangue ou
líquidos corpóreos, recipientes e materiais resultantes
de processos de assistência à saúde, contendo sangue
ou líquidos corpóreos na forma livre.
A4
Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada,
membrana filtrante de equipamentos
médico-hospitalares e de pesquisa entre outros
parecidos.
Sobras de amostras de laboratórios e seus recipientes
contendo fezes, urina e secreções, provenientes de
pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos
de conter agentes classe de risco 4 e nem apresentem
13
relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou
microrganismo causador de doença emergente que se
torne epidemiologicamente importante ou cujo
mecanismo de transmissão seja desconhecido ou com
suspeita de contaminação com príons.
Recipientes e materiais resultantes do processo de
assistência à saúde, que não contenham sangue ou
líquidos corpóreos na forma livre.
B
Resíduos de saneantes, desinfetantes, resíduos
contendo metais pesados, reagentes para laboratório,
inclusive os recipientes contaminados por estes;
9 kg 36 kg
Efluentes dos equipamentos automatizados utilizados
em análises clínicas.
Outros produtos considerados perigosos, segundo a
classificação da NBR 1004 da ABNT (tóxicos,
corrosivos, inflamáveis e reativos).
D
Metal, plásticos, vidro, madeira, resíduos de varrição e
restos de jardins, restos alimentares, papel, gorro,
máscara, resíduos que não tiveram contato com o
paciente.
36 kg 144 kg
Materiais recicláveis.
E
Objetos perfurantes ou cortantes, capazes de causar
punctura ou cortes, tais como lâminas e lamínulas,
brocas, lancetas, tubos capilares, bisturis, agulhas,
escalpes, utensílios de vidro quebrados no laboratório,
etc., provenientes de estabelecimento prestador de
serviços de saúde.
12 kg 48 kg
*Valores estimados de acordo com a previsão de utilização dos insumos.
14
6. FLUXO DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
Após diagnóstico dos tipos de resíduos gerados no LAC-DYPK foi construído um
fluxo de gerenciamento dos resíduos. De acordo com a RDC ANVISA Nº 222, de 28 de
março de 2018 e a RESOLUÇÃO CONAMA nº 358, de 29 de abril de 2005, o manejo
dos resíduos de serviços de saúde envolve diversas etapas, a saber: segregação,
acondicionamento, identificação, transporte interno, armazenamento temporário,
armazenamento interno, coletainterna, transporte externo, destinação e disposição
final ambientalmente adequada dos resíduos de serviços de saúde.
6.1 SEGREGAÇÃO E ACONDICIONAMENTO DOS RESÍDUOS
De acordo com a RDC ANVISA nº 222, os RSS gerados no LAC-DYPK serão
acondicionados da maneira descrita abaixo:
GRUPO A – RESÍDUOS INFECTANTES
● Resíduos do grupo A serão acondicionados em sacos brancos leitosos, identificados
pelo símbolo de risco biológico, com rótulo de fundo branco, desenho e contornos
pretos, acrescido da expressão RESÍDUO INFECTANTE, conforme as normas da
ABNT.
● Os sacos para acondicionamento dos resíduos do grupo A serão acondicionados em
recipientes de material liso, lavável, resistente à punctura, ruptura, tombamento e
vazamento, impermeável, com tampa provida de sistema de abertura sem contato
manual, com cantos arredondados.
● Os resíduos classificados no grupo A1 devem passar por tratamento prévio em
autoclave exclusiva para esse tipo de resíduo, localizada na sala de esterilização do
laboratório.
GRUPO B – RESÍDUOS QUÍMICOS
● Resíduos do grupo B consistem em substâncias perigosas (corrosivas, reativas,
tóxicas, explosivas e inflamáveis) devendo ser acondicionadas com base nas
recomendações específicas do fabricante para acondicionamento e descarte,
conforme a Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ).
15
● Serão acondicionados em recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis
com as características físico-químicas e estado físico dos resíduos ou produtos a
serem descartados, com identificação visível, conforme orientação da RDC nº 222.
● GRUPO D – RESÍDUOS COMUNS
● Serão acondicionados, de acordo com as orientações dos órgãos locais
responsáveis pelo serviço de limpeza urbana, em sacos plásticos resistentes e
impermeáveis de cor preta.
● Para os resíduos do grupo D Recicláveis, a identificação será feita nos recipientes e
nos abrigos com o símbolo de tipo de material reciclável. Os sacos serão na cor azul
para todos os recicláveis.
GRUPO E – RESÍDUOS PERFUROCORTANTES
● Resíduos do grupo E serão acondicionados em recipientes rígidos, como caixa de
papelão ou plástico na cor amarela com símbolo de substância infectante e
perfurocortante.
6.1.1 Identificação
Os resíduos serão identificados com o símbolo da substância correspondente conforme
discriminado abaixo no quadro 06.
Quadro 06–Identificação dos resíduos por grupo
Grupos A e E Grupo B Grupo D
Resíduos do grupo A são
identificados pelo símbolo de
substância infectante, com
rótulos de fundo branco,
desenho e contornos
pretos.Identificação de
produtos do grupo E deve ser
Resíduos do grupoB são
identificados através do
símbolo de risco associado e
com discriminação da
substância química, seuas
características físico-químicas
e tipos de risco.
Para resíduos comuns não
recicláveis deve ser utilizada
a cor cinza ou preta nos
recipientes. Caso não
exista processo de
segregação para reciclagem,
não há exigência para a
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acrescido da inscrição de
RESÍDUO
PERFUROCORTANTE.
padronização de cor destes
recipientes.
6.1.2 Acondicionamento dos resíduos por sala.
O acondicionamento dos resíduos consiste no ato de embalar os resíduos
segregados em sacos ou recipientes física e químicamente adequados a cada tipo de
resíduo a ser acondicionado. Dessa forma, cada sala do laboratório disporá de
recipientes adequados ao tipo de atividade e resíduo gerado, respeitando o grupo ao
qual pertence, características físico-químicas e volume gerado, conforme quadro 07.
Quadro 07 – Acondicionamento de resíduos por sala
SALA DESCRIÇÃO DOS RECIPIENTES PARA
ACONDICIONAMENTO
Recepção - Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Sala de coleta - Lixeira branca identificada com símbolo de resíduo infectante,
com tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo branco
leitoso destinado ao recolhimento resíduos do Grupo A
(Infectante);
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
Sala de
Paramentação
- Lixeira branca identificada com símbolo de resíduo infectante,
com tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo branco
leitoso destinado ao recolhimento resíduos do Grupo A
(Infectante);
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Sala de triagem - Lixeira branca identificada com símbolo de resíduo infectante,
17
de amostras com tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo branco
leitoso destinado ao recolhimento de resíduos do Grupo A
(Infectante).
- Recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis com
as características físico-químicas e estado físico dos resíduos do
Grupos B (Químicos).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Sala de
esterilização
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
Imunologia - Lixeira branca identificada com símbolo de resíduo infectante,
com tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo branco
leitoso destinado ao recolhimento de resíduos do Grupo A
(Infectante).
- Recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis com
as características físico-químicas e estado físico dos resíduos do
Grupos B (Químicos).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
18
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Citologia - Lixeira branca identificada com símbolo de resíduo infectante,
com tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo branco
leitoso destinado ao recolhimento de resíduos do Grupo A
(Infectante).
- Recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis com
as características físico-químicas e estado físico dos resíduos do
Grupos B (Químicos).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Urinálise - Lixeira branca identificada com símbolo de resíduo infectante,
com tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo branco
leitoso destinado ao recolhimento de resíduos do Grupo A
(Infectante).
- Recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis com
as características físico-químicas e estado físico dos resíduos do
Grupos B (Químicos).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Parasitologia - Lixeira branca identificada com símbolo de resíduo infectante,
com tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo branco
leitoso destinado ao recolhimento de resíduos do Grupo A19
(Infectante).
- Recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis com
as características físico-químicas e estado físico dos resíduos do
Grupos B (Químicos).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Sala de Lavagem
de material
- Recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis com
as características físico-químicas e estado físico dos resíduos do
Grupos B (Químicos).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
Bioquímica - Lixeira branca identificada com símbolo de resíduo infectante,
com tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo branco
leitoso destinado ao recolhimento de resíduos do Grupo A
(Infectante).
- Recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis com
as características físico-químicas e estado físico dos resíduos do
Grupos B (Químicos).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Hematologia - Lixeira branca identificada com símbolo de resíduo infectante,
20
com tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo branco
leitoso destinado ao recolhimento de resíduos do Grupo A
(Infectante).
- Recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis com
as características físico-químicas e estado físico dos resíduos do
Grupos B (Químicos).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Microbiologia - Lixeira branca identificada com símbolo de resíduo infectante,
com tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo branco
leitoso destinado ao recolhimento de resíduos do Grupo A
(Infectante).
- Recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis com
as características físico-químicas e estado físico dos resíduos do
Grupos B (Químicos).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Sanitários - Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Almoxarifado - Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
21
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
- Recipientes rígidos, resistentes a vazamentos, compatíveis com
as características físico-químicas e estado físico dos resíduos do
Grupos B (Químicos).
- Caixa rígida amarela resistente à punctura, ruptura e vazamento
com identificação de resíduo infectante para recolhimento de
resíduos do Grupo E (Perfurocortante).
Copa - Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Vestiários - Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum).
Sala de
administração
- Lixeira cinza identificada com símbolo de resíduo comum, com
tampa acionada por pedal, contendo saco de lixo preto destinado
ao recolhimento de resíduos do Grupo D (Comum)
6.2 COLETA E TRANSPORTE INTERNO DOS RESÍDUOS
Depois de gerados, segregados e acondicionados, os resíduos serão coletados
para o transporte interno até os abrigos temporários.
● A coleta interna dos sacos contendo resíduos do grupo A ocorrerá em horários
pré-estabelecidos, no mínimo, duas vezes por dia (às 12 horas, após a rotina
matutina, e às 18 horas, após a rotina vespertina), ou sempre que atingirem dois
terços da capacidade volumétrica da lixeira.
● Resíduos do grupo B serão coletados nas próprias embalagens primárias sempre
que atingirem o limite de capacidade volumétrica. As embalagens primárias que
atingirem o limite de volume serão vedadas e permanecerão no laboratório até a
coleta interna, quando serão transportadas para o abrigo temporário e
acondicionadas em embalagens secundárias adequadamente identificadas.
22
● Resíduos do grupo D também serão coletados nos mesmos horários e transportados
separadamente.
● Caixas de perfurocortantes contendo resíduos do Grupo E serão substituídas
sempre que atingirem a marca recomendada pelo fabricante, devendo ser
adequadamente fechadas e colocadas em saco branco leitoso.
Os sacos e recipientes contendo resíduos serão transferidos para o carrinho de
limpeza por colaborador capacitado e paramentado com EPIs adequados para a
realização da atividade (conforme regulamentação da NR 06 relativa à segurança e
medicina do trabalho) e o transporte interno será realizado até o abrigo temporário.
6.3 ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO
Após coleta interna os resíduos são transportados até os abrigos temporários,
onde permanecerão depositados até a chegada da empresa responsável pela coleta
externa, transporte e destinação final, contratada pelo laboratório .
O armazenamento temporário será realizado em local exclusivo para esta
finalidade, em abrigo localizado no fundo do laboratório.
Esse abrigo dispõe de bombonas com tampa rosqueável, fornecidas pela
empresa responsável pela coleta externa, devidamente identificadas, destinadas ao
recolhimento dos resíduos do Grupo A, Grupo E e Grupo B, separadamente.
Resíduos do grupo D serão armazenados temporariamente em abrigo próprio,
onde permanecerão até a coleta pelo Serviço de Limpeza Urbana do município de
Itabuna.
Os abrigos permanecem trancados, com acesso restrito ao pessoal autorizado,
sendo higienizados a cada dois dias após o recolhimento dos resíduos, ou sempre que
necessário.
6.4 COLETA, TRANSPORTE EXTERNO E DESTINAÇÃO FINAL
Todos os tipos de resíduos gerados são encaminhados para coleta e tratamento
ou destinação final, de acordo com as leis e resoluções sobre resíduos sólidos,
23
conforme demonstrado no quadro 08 abaixo. No momento da coleta externa, o
responsável pela entrega do resíduo deverá preencher o Protocolo de Descarte e,
posteriormente, a partir dos dados dos protocolos de descarte, deverá preencher a
Planilha de Descarte.
Quadro 08–Coleta externa, transporte e destinação final dos resíduos.
GRUPO FREQUÊNCIA DE
COLETA
TRANSPORT
E EMPRESA DESTINAÇÃO
FINAL
GRUPO A
3 X/semana
(segunda, quarta
às 18 horas e
sábado às 12:30
horas)
Caminhão Baú TRR Tratamento
de Resíduos Incineração
GRUPO B 1X/semana (sexta
à 18 horas) Caminhão Baú TRR Tratamento
de Resíduos Incineração
GRUPO D 5 X/semana Caminhão
compactador
Contratada pelo
município de
Itabuna-BA
Aterro Sanitário
Municipal
GRUPO E
2 X/semana
(quarta e sábado
às 18 horas)
Caminhão Baú TRR Tratamento
de Resíduos Incineração
A empresa TRR Tratamento de Resíduos, responsável pela coleta, transporte e
destinação final dos resíduos dos grupos A, B e E é devidamente licenciada e
formalmente contratada pelo laboratório para esta finalidade. Os resíduos coletados
pela referidaempresa serão transportados para a Unidade de Produção e Atendimento
da empresa, localizada na Rua Bela Vista, nº 5, Rancho Alegre – Zona Rural de
Jacarezinho, Bairro Ferradas no município de Itabuna-Bahia, onde os resíduos serão
encaminhados para tratamento e destinação final por incineração.
24
7. OUTRAS MEDIDAS DE SEGURANÇA
7.1 BOAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO NO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
Adoção de medidas de higiene e segurança por todos os funcionários envolvidos em
qualquer das etapas do Gerenciamento dos Resíduos de Saúde para que possam
desenvolver seu trabalho com eficácia, reduzindo a exposição aos riscos inerentes à
atividade. Seguem abaixo algumas boas práticas de laboratório a serem adotadas no
manuseio de resíduos:
● Lavar as mãos antes e depois de cada procedimento de manuseio de resíduos;
● Remover qualquer adereço, como pulseiras, anéis, etc., que possa reter resíduos;
● Utilizar os EPIs adequados a cada etapa do gerenciamento;
● Manter os EPIs, higienizados, limpos e acondicionados em local adequado após o
uso;
● Não reutilizar as luvas descartáveis;
● Em caso de rompimento de luvas, descartá-las de imediato;
● Utilizar hipoclorito, detergente, sanitizantes e/ou álcool etílico 70º GL para
descontaminação, respeitando o tempo de ação e diluição recomendados pelo
fabricante;
● Higienizar todas as superfícies de trabalho, e também os coletores de resíduos e
abrigos periodicamente;
● separar e acondicionar os resíduos nos sacos e recipientes corretos, logo após
geração;
● Respeitar o limite de peso de cada saco, bem como o limite de ⅔ de sua
capacidade, garantindo sua integridade ao fechamento;
● Jamais esvaziar ou reaproveitar os sacos;
● Substituir os sacos de resíduos do grupo A sempre que for atingido o limite de ⅔ de
sua capacidade ou a cada 24 horas independentemente do volume;
● Sempre verificar os rótulos corretamente;
● Manter os coletores de lixo com as tampas fechadas;
● Não acumular os sacos de lixo em locais inadequados;
● Respeitar o fluxo de gerenciamento de resíduos;
● Remover as sujidades o mais rápido possível;
● Manter o ambiente de trabalho sempre limpo e organizado;
25
● Reportar todo e qualquer acidente ou intercorrência ao coordenador ou responsável
técnico do laboratório.
7.2 MAPA DE RISCO
O Mapa de Risco foi elaborado com base na Norma Regulamentadora nº 05, do
MTE (com redação pela Portaria 33/1983), que orienta sobre as informações
necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no
trabalho, permitindo a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores e a
participação nas atividades de prevenção.
Para tanto, realizou-se uma análise do processo de trabalho realizado no local
(trabalhadores, instrumentos e materiais utilizados e atividades exercidas), que permitiu
identificar os tipos de riscos (Biológico, Físico Químico, Ergonômico e de Acidentes)
existentes, bem como as medidas preventivas disponíveis e sua eficácia, dentre outros
requisitos.
A partir daí, o Mapa de Riscos foi elaborado sobre o layout do laboratório,
indicando através de círculos:
● Grupo a que pertence o risco, de acordo com as cores padronizadas (quadro 09)
abaixo;
● Intensidade do risco (grande, médio, pequeno), de acordo com a percepção dos
trabalhadores, representada por tamanhos proporcionalmente diferentes de
círculos.
Quadro 09 – Tipos de risco.
TIPO DE RISCO COR DESCRIÇÃO
Físicos Verde Ruído, calor, frio, pressão, umidade, radiações
ionizantes e não ionizantes, vibração, etc.
Químicos Vermelho Poeiras, fumos, gases, vapores, névoas, neblinas,
etc.
Biológicos Marrom Fungos, vírus, parasitas, bactérias, protozoários,
insetos, etc.
Ergonômicos Amarelo Levantamento e transporte manual de peso,
monotonia repetitividade, excesso de
responsabilidade, ritmo excessivo, posturas
26
inadequadas, trabalho em turnos, etc.
Acidentes Azul Arranjo físico inadequado, iluminação inadequada,
incêndio e explosão, eletricidade, máquinas e
equipamentos sem proteção, quedas, animais
peçonhentos, etc.
Fonte: HOKEBERG et al., 2006 APUD
Abaixo, é possível conhecer o Mapa de Risco do laboratório de Análises Clínicas
DYPK:
Figura 2: Mapa de risco do Laboratório de Análises clínicas
7.3 PROCESSO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE
O processo de educação permanente é essencial para o sucesso do gerenciamento,
pois:
● Assegura o cumprimento das normas e rotinas de procedimentos pré
estabelecidos;
● Possibilita maior segurança, diminuindo o número de ocorrência de acidentes de
trabalho;
● Capacita os funcionários para atuar como multiplicadores das informações
recebidas;
27
● Contribui para a melhoria na qualidade do serviço do LAC-DYPK;
● Tenta mitigar os efeitos negativos no meio ambiente, com o aumento de
resíduos recicláveis e diminuição dos demais.
Esse processo é estendido a todos os funcionários do laboratório, pois além de
serem geradores de resíduos, encontra-se em contato com os pacientes a quem
devem orientar. A Administração manterá o Programa de atualização e Reciclagem a
todos os funcionários. Durante o treinamento será informada a importância para o
sucesso das ações de gerenciamento adotadas, sensibilizando-os de seus papéis e de
suas responsabilidades O programa de treinamento contempla entre outros:
● Noções gerais sobre o ciclo de vida dos materiais;
● Ciência das Legislações vigentes em nível de Brasil;
● Definições, tipo e classificação dos resíduos; Sistema de gerenciamento
adotado internamente no laboratório;
● Formas de reduzir a geração de resíduos;
● Formas de segregação dos resíduos;
● Conhecimento de responsabilidade e de tarefas;
● Reconhecimento dos símbolos de identificação das classes de resíduos;
● Conhecimento dos EPI’s;
● Providências a serem tomadas em caso de acidentes, conforme o protocolo de
Acidentes de trabalho;
● Fluxogramas utilizados para oferecer visão global das atividades que integram o
gerenciamento de RSS.
7.4 MEDIDAS PREVENTIVAS E CORRETIVAS DE CONTROLE DE INSETOS E
ROEDORES
7.4.1 Insetos
É realizada a desinsetização por meio de pulverização, aplicação em gel e
tratamento de esgoto, com os princípios ativos e métodos a cada 30 dias.
7.4.2. Roedores
É realizada a desratização por meio de alocação em pontos estratégicos de
28
blocos parafinados e pó de contato, com metodologia e princípios ativos.
7.5 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA E DE ACIDENTES
7.5.1 Derramamento de material biológico
Em caso de derramamentos e respingos de materiais biológicos como sangue e
outras secreções, é importante seguir os procedimentos de descontaminação conforme
quadro abaixo:
Procedimentos:
1. Isolar a área atingida e comunicar toda a equipe.
2. Impedir a manipulação ou circulação no local por pelo menos 30 min
3. Colocar papel toalha sobre o material derramado (se não for extensa a área
atingida).
4. Aplicar solução de hipoclorito de sódio a 3% sobre o papel toalha e aguardar 15
min
5. Remover materiais perfurantes ou escarificantes, se houver, e colocá-los em
caixa para perfurocortantes;
6. Recolher todos materiais utilizados na descontaminação em um saco para
resíduo infectante apropriado (papel toalha, luvas, etc)
7. Refazer a descontaminação da área com solução de hipoclorito de sódio a 3%
8. Descartar todo o material no lixo infectante
9. Comunicar o responsável do laboratório sobre o acidente
● Caso o derramamento ocorra em mobiliário, aplicar desinfetante em movimento
unidirecional, por três vezes consecutivas;
● Caso o derramamento ocorra em pele, lavar a local imediatamente em água corrente
(torneira ou chuveiro de emergência, a depender da extensão) por, no mínimo, quinze
minutos ou até que o material seja totalmente removido;
● Caso atinja a mucosa ocular, nunca friccionar os olhos e lavá-los imediatamente no
lava olhos por quinze minutos ou até que a substância seja totalmente removida. Caso
utilize lentes de contato removê-las imediatamente.
Fonte: Adaptado de http://www.icb.usp.br/~cibio/ARQUIVOS/POP_derramamento_biologico.pdf.Acesso
em:18/05/2021.
29
http://www.icb.usp.br/~cibio/ARQUIVOS/POP_derramamento_biologico.pdf
7.5.2 Derramamento de material químico
Em caso de derramamentos e respingos de materiais químicos, é importante
seguir os procedimentos de contenção e limpeza conforme quadro abaixo:
Procedimentos:
1. Isolar a área atingida e comunicar a toda a equipe;
2. Impedir a manipulação ou circulação no local por pelo menos 30 minutos;
3. Verificar na FISPQs se o produto requer algum cuidado especial;
4. Desligar aparelhos elétricos, se necessário;
5. Colocar EPIs adequados (respirador, luvas, óculos, etc);
6. Pegar o kit de derramamento (pá de lixo, vassoura, EPIs, papel-toalha, ect);
7. Conter o derramamento com papel toalha
8. Recolher o resíduo com a pá inclusa no kit;
9. Acondicionar o material em recipientes plásticos ou metálicos identificados
como resíduo químico;
10.Limpar e ventilar o local;
11. COMUNICAR o responsável do laboratório sobre o acidente.
Observações:
● Em casos extremos ( grandes volumes e ou elevada toxicidade dos resíduos
derramados) pode ser necessária a evacuação do laboratório até a chegada do
corpo de bombeiros;
● Caso o derramamento ocorra na pele, lavar o local imediatamente em aguá
corrente (torneira ou chuveiro de emergência, a depender do local e extensão) por
no mínimo 15 minutos, ou até que o material seja totalmente removido;
● Caso atinja a mucosa ocular, nunca friccionar os olhos e lavá-los imediatamente no
lava-olhos por 15 minutos ou até que a substância seja totalmente removida, caso
utilize lentes de contato, removê-las imediatamente;
● Independente da magnitude do ferimento, todas as pessoas que sofreram
ferimentos por produtos químicos, devem buscar atenção médica.
Fonte:Adaptado de http://www.icb.usp.br/~cibio/ARQUIVOS/POP_derramamento_residuos_quimicos.pdf. Acesso
em:18/05/2021.
30
7.5.3 Acidente com material perfurocortante contaminado
Em caso de acidentes com material perfurocortante, é importante adotar os
procedimentos a seguir:
Procedimentos:
1. O acidentado deverá comunicar imediatamente o chefe do setor;
2. Lavar o local exposto exaustivamente com água e sabão nos casos de
exposições percutâneas ou cutâneas e com água ou solução fisiológica nas
exposições de mucosas;
3. Encaminhar o(a) acidentado(a) ao serviço de saúde mais próximo para
solicitação de exames sorológicos (HIV, HCV e HBV), onde o(a) profissional
deverá fornecer as informações sobre o acidente, sendo orientado(a) a respeito
dos procedimentos a serem adotados e protocolo de quimioprofilaxia.
Fonte:Adaptado de http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/04manual_acidentes.pdf. Acesso em:15/05/2020.
7.6 MONITORAMENTO DA EQUIPE
Toda a equipe do laboratório deve possuir carteira de saúde e realizar exames
periódicos cobertos pelo próprio laboratório. Todos da equipe devem ter sido vacinados
contra tétano, difteria e hepatite B, conforme Carteira de Vacinação e/ou exame de
soroconversão, segundo a Norma Regulamentadora n. 32 (NR-32).
31
8. INDICADORES DE EXECUÇÃO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
O monitoramento visa checar e avaliar periodicamente se o PGRSS está sendo
executado conforme o planejado, consolidando as informações por meio de indicadores
e eventualmente elaborando relatórios, de forma a melhorar a qualidade, eficiência e
eficácia, aprimorando a execução e corrigindo eventuais falhas. Os resíduos devem ser
quantificados anualmente.
O monitoramento e avaliação do progresso de qualquer gestão de resíduos
sólidos devem ser baseados em instrumentos de aferição, denominados indicadores,
que servem para saber a qualquer momento qual é a situação em relação ao que foi
planejado. Os indicadores monitorados serão os elencados abaixo:
● Taxa de acidentes com resíduos perfurocortantes;
● Variação da geração de resíduos;
● Variação da proporção de resíduos do grupo A;
● Variação da proporção de resíduos do grupo B;
● Variação da proporção de resíduos do grupo C;
● Variação da proporção de resíduos do grupo D;
● Variação da proporção de resíduos do grupo E;
● Variação do percentual de resíduos encaminhados para a reciclagem;
● Pessoas capacitadas em gerenciamento de resíduos;
● Custo com RSS.
32
9. REFERÊNCIAS
ANDRADE, Débora et al. Elaboração do mapa de risco de um laboratório de análises clínicas de um
hospital universitário: relato de experiência. EFDeportes, 2015.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 222, de 28 de março de 2018.
Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário
Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, dez. 2004.
BRASIL, Lei N° 12.305 de 02 de agosto de 2010 - Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera
a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Disponível
em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm.
Acesso em: 18/05/2021.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução CONAMA
358/2005. Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá
outras providências. Disponível na página <http://www.mma.gov.br>, consulta em 18/05/2021.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria nº 485, de 11 de novembro de 2005. Aprova a
norma regulamentadora nº 32 (Segurança e saúde no trabalho em estabelecimentos de saúde) [Internet].
Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília(DF); 2005 Nov 11 [citado 2010 Ago 25].
Disponível em: http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_32.pdf
SILVA, Claudia Mara. Gerenciamento de resíduos sólidos gerados em laboratório de análises clínicas na
cidade de Ribeirão Preto - SP, 2007: um estudo de caso. Ribeirão Preto: EERP/USP, 2008.
RAPPARINI, C.; VITÓRIA , M. A. Á LARA, L. T. R. Recomendações para atendimento e
acompanhamento de exposição ocupacional a material biológico: HIV e Hepatites B e C. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/04manual_acidentes.pdf. Acesso em: 18/05/2021.
UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA DO SUL (UFFS). Plano Geral de Gerenciamento de
Resíduos dos laboratórios da UFFS. Chapecó-SC: UFFS, 2015. 30 p. Disponível em:
https://www-mgm.uffs.edu.br/institucional/pro-reitorias/administracao-e-infraestrutura/sustentabilidade/pla
no_de_gerenciamento_de_residuos/plano-dos-residuos-laboratoriais/plano-de-residuos-dos-laboratorios-
de-chapeco/@@download/file. Acesso em: 23 de maio de 2021.
33
Itabuna, ___ de Maio de 2021.
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CRBM: ______________________
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