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Universidade Nove de Julho – Medicina SBC 
Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre 
 
Distopias genitais 
 
Distopia = algum órgão do aparelho genital fora do local anatômico 
 
Prolapso = queda, deslize ou deslocamento para baixo de uma peça ou órgão 
• Deslocamento permanente de qualquer segmento do aparelho genital de uma posiçao 
anatômica ou topografia normal 
• Protrusão de órgãos pélvicos e segmentos vaginais para dentro da vagina ou através 
dela 
• Descenso da parede vaginal naterior e/ou posterior, ou do ápice da vagina (útero ou 
cúpula vaginal de pacientes histerectomizadas) 
 
A distopia geralmente acontece por um prolapso 
 
Epidemiologia 
• 25% das mulheres norte-americanas e 50% das mulheres idosas 
• Padronização dos métodos diagnósticos -> prevalência dessa comdição 
 
Pavimento pélvico 
• Conjunto de estruturas que suportam e mantém a posição anatômica os órgãos 
pélvicos e abdominais 
• Suporte dos órgãos pélvicos 
o Tecido ligamentar (fáscia endopélvica) = aparelho de suspensão 
▪ Ligamento uterossacro = fixa a porção posterior da cervical ao sacro 
▪ Ligamenento cardinal = fixa a porção lateral da cérvix a parede pelvica 
▪ Paracolpo = fixa a porção superolateral da vagina a parede pélvica 
o Diafragma pélvico = aparelho de suspensão 
▪ Músculo elevador do anus = é o musculo mais importante dessa regiao 
▪ Musculo coccígeo 
• Devido disposição anatômica, empurram os órgãos em direção contrária a força da 
gravidade ou pressão intra-abdominal que possa surgir 
• Localizada no limite superior da cavidade pélvica e limite superior do períneo, indo do 
púbis ao coccix 
 
Fatores de risco 
• Fatores nutricional (desnutrição ou doença de colágeno) 
• Envelhecimento = mais frequente acima de 60 anos 
• Obstétricos = paridade, parto vaginal, fórceps, macrossomia fetal, 2º estágio 
prolongado 
• Menopausa 
• Raça = mulheres brancas e latinas 
• Doença de colágeno/elastina 
• Aumento da pressão abdominal = obesidade, tosse crônica, ocupacional, constipação 
crônica 
Universidade Nove de Julho – Medicina SBC 
Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre 
 
Distopias genitais 
 
• Cirurgia prévia para correção de prolapso = paciente que já operaram para corrirgir 
um tipo de prolapso, normalmente tem recidiva com outro tipo de prolapso 
• Estilo de vida = esportes de alto impacto 
 
Quadro clínico 
• Sensação de peso ou bola na vagina = principal queixa 
• Urinários 
o Incontinência ou retenção (prolapso avançado) 
o Polaciúria 
o ITU de repetição 
o Esvaziamento incompleto 
o Incontinência de esforço 
• Intestinais = constipação, esvaziamento incompleto 
• Sexuais = frouxidão vaginal, dispareunia 
 
Teoria de De Lancey 
Devido as estruturas que sustentam a vagina em três níveis correspondentes a 3 diferentes 
áreas ou grupos de suporte. Classifica no plano crânio caudal 
• Nivel I = sustenta o útero e o terço superior da vagina, formado pelas fibras do 
ligamento uterossacro e ligamentos cardinais 
o Lesões deste nível: 
▪ Prolapso uterino = ápice da vagina colapsa para baixo, podendo 
continuar no interior ou exteriorizar pelo hiato vaginal 
▪ Prolapso de cúpula vaginal = habitualmente encontrada como 
complicação de HISTERECTOMIA TOTAL 
▪ Enterocele = afeta a partir superior da parede vaginal posterior, formando 
uma hérnia constituída por uma porção do intestino 
• Nível II = sustenta o terço médio da vagina, formado pelas fibras do paracolpos, fáscia 
vesicovaginal e septo retovaginal 
o Lesões nessa região 
▪ Cistocele = prolapso da parede vaginal anterior (comprime a bexiga) 
▪ Retocele = prolapso da parede vaginal posterior 
• Nível III = fusão da vagina com as estruturas adjacentes (músculo elevador do ânus, o 
corpo perineal e a uretra) 
o Lesões deste nível quando ocorrem anteriormente -> incontinência urinária 
o Lesões posteriores atingem o corpo perineal -> ruptura perineal, incontinência 
fecal ou flatos 
 
 
Universidade Nove de Julho – Medicina SBC 
Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre 
 
Distopias genitais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Baden Walker 
• 1968 - qualitativa, subjetiva (mais utilizada até 1996) 
• Carúncula himenal como ponto de referência = cicatiz que resta após a primeira 
relação sexual e rompimento do hímen 
• Realizada em Valsalva - expiração forcada (baseada no exame 
fisico) 
 
Grau 0 = sem prolapso 
Grau I = metade da distância entre o local original e carúncula 
Grau II = ao nível da carúncula himenal 
Grau III = ultrapassa carúncula mas nao exterioriza por completo 
Grau IV = prolapso total 
Universidade Nove de Julho – Medicina SBC 
Giovanna Facchina Martins – Turma VI – 7º semestre 
 
Distopias genitais 
 
PÉLVICA ORGAN PROLAPSE QUANTIFIATION 
• 1996 - International continence Society, American urogynecologic Society, Society of 
gynecologic surgeons 
• Quantitativa - meço o quanto desce 
 
Tratamento 
• Conservador ou cirúrgico a depender da vontade da paciente e condições clinica 
• TRATAMENTO DEFINITIVO = sempre cirúrgico 
• Várias técnicas descritas, não existe uma ideal 
• Idade, presenca de vida sexual, comorbidades associadas, desejos da paciente de 
operar e experiênciado cirurgião são fatores que devem ser considerados 
 
CONSERVADOR 
• PESSÁRIOS VAGINAIS = dispositivos inseridos na vagina, fornecem suporte estrutural a 
um ou mais compartimentos vaginais, opção terapêutica primeira linha, baixo custo e 
não cirúrgico, variedade de modelo e tamanhos, desconforto, dor local, leucorreia e 
retenção urinária, estrogenizacao 
• INDICAÇÕES = alívio imediato dos sintomas do POP, pacientes em programação 
cirurgica, pacientes sem condições clínicas para serem submetidas a procedimento 
cirúrgico, mulheres que devem engravidar ou já estao grávidas, prevenção do aumento 
do estadiamento do prolapso 
• FISIOTERAPIA = treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP), melhora os 
sintomas e o grau de prolapso (estágios I e II), não reduz anatomicamente prolapso 
grave, porém ameniza sintomas e melhora trofismo do assoalho pélvico 
 
CIRÚRGICO - OBLITERATIVO (cirurgia de LeFort) 
• Mulheres com múltipas comorbidades (evitar cirurgias mais extensas) e mulheres 
inativas sexualmente 
• Curta duração operatóro, baixo risco cirúrgico e morbidade periooperatória e baixo 
risco de recorrencia 
• Complicações = sangramento e disfunções do trato urinário 
 
CIRÚRGICO - RECONSTRUTIVO 
• Compartimento anterior = colporrafia anterior, telas 
• Compartimento posterior = colporrafia posterior, reparo do defeito transverso, reparo 
transanal 
• Defeito apical = tratamento do prolapso de cúpula ou uterino (com ou sem 
preservação do órgão), pode ser via abdominal ou vaginal