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Prof. José Maria 
 Aula 05 
 
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Língua Portuguesa para Senado Federal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 05 – Pontuação 
Língua Portuguesa p/ Senado Federal 
Prof. José Maria C. Torres 
Prof. José Maria 
 Aula 05 
 
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Língua Portuguesa para Senado Federal 
Sumário 
SUMÁRIO ............................................................................................................................................... 2 
PONTUAÇÃO ......................................................................................................................................... 4 
A ORDEM DIRETA .................................................................................................................................................. 4 
PONTO FINAL ....................................................................................................................................................... 7 
Frases Fragmentadas ....................................................................................................................................... 7 
Frases Siamesas .............................................................................................................................................. 8 
Frases Centopeicas .......................................................................................................................................... 9 
VÍRGULA ............................................................................................................................................................ 11 
Período Simples ............................................................................................................................................. 11 
Período Composto ......................................................................................................................................... 21 
PONTO E VÍRGULA ............................................................................................................................................... 31 
DOIS PONTOS ..................................................................................................................................................... 32 
OUTROS SINAIS DE PONTUAÇÃO ............................................................................................................................ 33 
Usa-se o travessão ... ..................................................................................................................................... 33 
Usam-se os parênteses ... ............................................................................................................................... 34 
Usam-se as aspas ... ...................................................................................................................................... 34 
QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR ....................................................................................... 35 
LISTA DE QUESTÕES ............................................................................................................................ 67 
GABARITO ........................................................................................................................................... 86 
RESUMO DIRECIONADO ....................................................................................................................... 87 
PONTO E VÍRGULA ............................................................................................................................................... 89 
DOIS PONTOS ..................................................................................................................................................... 90 
OUTROS SINAIS DE PONTUAÇÃO ............................................................................................................................ 91 
Usa-se o travessão ... ..................................................................................................................................... 91 
Usam-se os parênteses ... ............................................................................................................................... 92 
Usam-se as aspas ... ...................................................................................................................................... 92 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. José Maria 
 Aula 05 
 
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Língua Portuguesa para Senado Federal 
Olá, meus amigos! 
 Esta aula contemplará o seguinte tópico do edital: 
A pontuação e os sinais gráficos. 
 Como já dito, esse tópico reúne todos os aspectos sintático-semânticos de frases e orações. 
Depois de uma verdadeira batalha na análise sintática, é chegada a hora de pôr todo o conhecimento 
aprendido em prática. A pontuação, que aqui vamos tratar, é a aplicação mais direta que podemos dar à 
Sintaxe. O emprego dos sinais de pontuação, em especial o uso da vírgula, é assunto presente em qualquer 
prova, tenham certeza disso! 
Portanto, mantenhamo-nos firmes porque vem muita informação importante nas próximas páginas. 
Uma excelente aula a todos! Bom proveito! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Língua Portuguesa para Senado Federal 
Pontuação 
Queridos alunos, estudamos de ponta a ponta o período simples e o composto, esmiuçando cada uma 
das funções sintáticas, cada uma das orações subordinadas, cada uma das orações coordenadas. Tudo foi visto 
passo a passo. Tenho certeza de que vocês se tornaram ninjas na análise sintática, certo? Não exagera, 
professor! 
Moçada, brincadeiras à parte, todo o esforço da análise sintática não é em vão. Além de muitas questões 
demandarem diretamente a identificação das funções sintáticas, o conhecimento destas é essencialíssimo para 
que saibamos corretamente pontuar um texto! É isso mesmo, moçada! Para dominar pontuação, o pré-
requisito é a Sintaxe! 
Antes de partir para a teoria, lembra a primeira aula que você teve na vida sobre vírgula? Naquela época, 
a tia ou tio pedia para você ler o texto em voz alta e, ao perceber uma pausa na respiração, você deveria fazer 
uso da vírgula. E se eu disser que essa foi uma das maiores mentiras já contadas para vocês? Calma! Não estou 
chamando a saudosa tia ou o saudoso tio que nos dava aula na alfabetização de mentiroso! Quer dizer, estou 
sim, mas, nesse caso, trata-se de uma mentira no bom sentido. Não havia como nossos queridos 
alfabetizadores recorrerem à análise sintática para nos explicar, na nossa plena infância, todas as artimanhas 
sintáticas que justificavam o emprego da vírgula. Dessa forma, eles recorriam a essa simplificação, fazendo isso 
de caso pensado. Portanto, não fique com raiva do tio ou da tia que teve a nobilíssima missão de alfabetizá-lo. 
Toda essa viagem eu fiz, moçada, para dizer uma coisa bem simples: NUNCA, eu disse NUNCA, utilize o 
critério da pausa oral para justificar o emprego de uma vírgula. JAMAIS! A pausa oral, entenda, é 
completamente distinta da pausa escrita. A primeira é regida pela entonação que queremos dar a nossa voz; já 
a segunda é regida pela... SINTAXE. 
 
A Ordem Direta 
Como já afirmamos, o que rege a pontuação de um texto é a Sintaxe. Toda e qualquer justificativa para 
inserir pausas num texto deve ter sustentação sintática, portanto. Entenda por pausa tudo aquilo que 
representa uma obstrução ao fluxo natural de termos numa frase. Essa pausa pode ser representada pelo ponto 
final, pela vírgula, pelo ponto e vírgula, pelos dois-pontos, etc. 
Tudo bem, professor, mas o que seria esse fluxo natural de termos numa frase? É isso, moçada, que define 
o conceito da ORDEM DIRETA. Vamos pensar da seguinte forma: a você foi dada a tarefa de construir uma 
frase,ok? Qual seria o 1º termo em que você pensaria? E o 2º? E depois? 
Intuitivamente, é o SUJEITO o primeiro termo que imaginamos numa frase. Imediatamente após o 
sujeito, inserimos o VERBO. Se este solicitar, não há motivos para postergar a entrada do COMPLEMENTO 
VERBAL (OBJETO DIRETO OU INDIRETO). Dessa forma, podemos definir o fluxo natural de termos numa 
frase, ou, em outras palavras, a ordem direta, da seguinte forma: 
OD = S + V + CV + ... 
OD = Ordem Direta; S = Sujeito; V = Verbo; CV = Complemento Verbal 
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O que vem após o complemento verbal, vamos definir como “resto”, ok? Não que não seja importante, 
mas a frase já se farta com a presença dos três elementos sintáticos acima citados: sujeito, verbo e 
complemento. Uma frase já se satisfaz se dermos a ela um sujeito, um verbo e um complemento. 
Tá, professor! Mas o que isso tem a ver com pontuação? 
Galerinha, tem tudo a ver! Observe as seguintes frases: 
 O petróleo vem subindo de preço devido à sua escassez. 
 O professor conversou com seus alunos durante toda a aula. 
 Entregue este recado ao gerente o quanto antes possível. 
 
Identifiquemos os termos sintáticos nessas construções frasais. 
 
Observe que, em todas as frases, a sequência natural dos termos (S + V + CV + ...) é obedecida. Na última 
frase, o sujeito não se apresenta de forma explícita, mas é possível identificá-lo por meio da forma verbal de 
Imperativo “Entregue” (Sujeito = Você). Temos, portanto, três frases na ordem direta. 
O que implica uma frase ser construída na ordem direta? Como a sequência S + V + CV é própria e natural 
numa frase, não faria o menor sentido inserir uma pausa (uma vírgula, por exemplo) entre S e V, ou entre V e 
CV. De forma facultativa (opcional), até podemos inserir uma pausa isolando o adjunto adverbial, dando 
destaque a esse termo. 
 
 
 
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 Em suma, não há necessidade de pausa quando a oração estiver em sua ORDEM DIRETA. 
E o que acontece quando quebramos a ordem direta? Dentre os vários termos que podem ser deslocados 
dentro de nossas construções frasais, podemos citar o adjunto adverbial. Veremos, ao longo da teoria, todos 
os termos que podem quebrar a ordem direta, mas, por enquanto, concentremo-nos nos adjuntos adverbais. 
Vejamos outras possibilidades de construção para as frases anteriores: 
 
Observe que, ao deslocar ou intercalar o adjunto adverbial na frase, surgem as necessidades de pausa. Na 
primeira frase, por exemplo, a sequência natural S+V+CV é quebrada pela inserção do adjunto adverbial de 
causa “devido à sua escassez” entre sujeito e verbo. Já na segunda frase, há a quebra da ordem direta com a 
inserção do adjunto adverbial “o quanto antes possível” entre verbo e complementos. Por fim, na terceira frase, 
quebra-se a sequência natural, ao iniciar a frase não por sujeito, mas sim por um adjunto adverbial de tempo. 
Todas essas “quebras” da ordem direta exigirão vírgulas. 
 Em suma, haverá necessidade de pausa quando ocorrer a quebra da ORDEM DIRETA em uma oração. 
Moçada, esse é o princípio básico da pontuação. Se eu tivesse cinco minutos para explicar para um 
candidato como se empregam as vírgulas, diria exatamente isto: Meus queridos alunos, empreguem vírgulas 
para demarcar a quebra da ordem direta, ok? Boa prova! 
O que farei na sequência é desdobrar esse princípio geral, detalhando minuciosamente as justificativas 
para emprego dos sinais de pontuação: o ponto final, a vírgula, o ponto e vírgula, os dois-pontos, o ponto de 
interrogação, o de exclamação, os parênteses, as reticências, as aspas e o travessão. 
O ponto de exclamação e o de interrogação são de uso subjetivo. O primeiro indica uma reação, enquanto 
que o segundo está presente nas interrogativas diretas. O uso desses sinais fica a cargo do autor do texto, 
conforme sua intenção de comunicação. 
Os demais sinais são de emprego técnico, regidos por regras específicas. A seguir, detalharemos o 
emprego dos sinais de pontuação, dando destaque ao uso da vírgula. 
 
 
 
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Ponto Final 
É um dos sinais que marcam fim de período e o que assinala a pausa de máxima duração. É muito 
importante que saibamos demarcar o final de uma frase. 
A incapacidade de reconhecer o que seja uma frase leva à produção de frases fragmentadas, siamesas e 
“centopeicas”. 
Conhecer esses problemas de redação pode ajudá-los a identificar incorreções gramaticais ou 
problemas relacionados à clareza nas famosas questões de reescrita de frases. 
Frases Fragmentadas 
Este erro de escrita - um dos mais primários - consiste em pontuar uma oração subordinada ou uma 
simples locução como se fosse uma frase completa. 
Observe as construções a seguir: 
 Eu estava tentando arranjar disposição para estudar. Quando percebi que minha prova já estava próxima. 
 O professor ficou chocado com a resposta do aluno. Com a fisionomia bem assustada. 
A primeira frase de ambas as construções é completa, pois se trata de um enunciado completo, com 
sujeito e predicado. Já a segunda parte de ambas as construções não se constitui como frase, pois representa 
termos subordinados, sem os respectivos termos principais. Trata-se de um “pedaço” de frase, ou seja, uma 
frase fragmentada. 
Para que evitemos esse tipo de erro, devemos observar as seguintes condições: 
 No caso de um período simples, é necessário haver um sujeito e um predicado. Nas orações sem 
sujeito (com verbos impessoais), há somente predicado. 
 A frase não deve iniciar com um pronome relativo (que, qual, onde, cujo, onde, quando, quanto), uma 
vez que esses pronomes sempre retomam um termo antecedente. 
 Se a frase for introduzida por uma conjunção subordinativa (embora, porque, já que, visto que, se, 
quando, enquanto, conforme etc.) deve haver, no período, uma oração principal à qual esteja 
subordinada a primeira oração. 
 Se o verbo iniciar por uma das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio), também deve haver, 
no período, uma oração principal que complete o sentido da oração subordinada reduzida. 
Vamos corrigir as frases? 
 Eu estava tentando arranjar disposição para estudar, quando percebi que minha prova já estava próxima. 
 O professor, com a fisionomia bem assustada, ficou chocado com a resposta do aluno. 
 
 
 
 
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Frases Siamesas 
Outro erro primário são as frases siamesas – duas frases completas, escritas como se fossem uma só. Esse 
erro nasce, como o anterior, da incapacidade de determinar o que seja exatamente uma frase completa. 
Enquanto as frases fragmentadas separam o que não deveria ser separado, as frases siamesas (assim 
denominadas por sua analogia com irmãos xifópagos) unem o que não deveria ser unido. Ou seja, frases 
distintas, que possuem enunciado completo, são apresentadas como se fossem uma só, por não haver 
elemento de ligação entre elas, como sinais de pontuação ou conectivos. 
Na sua forma mais grosseira, as duas frases simples são reunidas sem nenhum sinal entre elas: 
 ERRADO: O engenheiro ficou desanimado teria de refazer todos os cálculos da obra. 
 ERRADO: Gostou bastante de ler o PDF havia muitas questões comentadas detalhadamente. 
 
Se colocarmos uma vírgula entre as frases, apenas atenuamos a gravidade do erro: 
 ERRADO: O engenheiro ficou desanimado, teria de refazer todos os cálculos da obra. 
 ERRADO: Gostou bastante de ler o PDF, havia muitas questões comentadas detalhadamente. 
 
Há diversas maneiras de corrigir esse problema: 
 Separar as frases por ponto ou ponto-e-vírgula: 
 CORRETO: O engenheiro ficou desanimado; teria de refazer todosos cálculos da obra. 
 CORRETO: O engenheiro ficou desanimado. Teria de refazer todos os cálculos da obra. 
 CORRETO: Gostou bastante de ler o PDF. Havia muitas questões comentadas detalhadamente. 
 
 Ligar as frases com uma conjunção coordenativa: 
 CORRETO: O engenheiro ficou desanimado, pois teria de refazer todos os cálculos da obra. 
 CORRETO: O engenheiro teria de refazer todos os cálculos da obra, por isso ficou desanimado. 
 CORRETO: Gostou bastante de ler o PDF, pois havia muitas questões comentadas detalhadamente. 
 
 
 
 
 
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 Transformar uma das frases em oração subordinada: 
 CORRETO: Como teria de refazer todos os cálculos da obra, o engenheiro ficou desanimado. 
 CORRETO: Gostou bastante de ler o PDF, na medida em que havia muitas questões comentadas 
detalhadamente. 
 
Frases Centopeicas 
Assim como a centopeia tem muitas patas, a frase centopeica apresenta muitas orações, resultando num 
período longo demais, cansativo, confuso. Uma só oração principal apresenta inúmeras orações subordinadas, 
o que torna difícil a leitura do texto, que se torna mais suscetível a falhas. 
Mas professor, o que seriam períodos curtos? Não há uma regra, moçada, mas o fato é que o período deve 
ser desmembrado em outros mais curtos, dando um melhor entendimento à informação. Sugere-se que um 
período seja composto por no máximo 3 ou 4 orações. Veja bem, é só uma sugestão, não se trata de uma regra. 
Vejamos um exemplo: 
Contrariando a ideia de que adolescente só pensa em “rock”, é rebelde por índole, desconhece a realidade 
socioeconômica de seu país e só dá seu voto de confiança aos modismos internacionais, a nova Constituição 
Brasileira resolve apostar, ainda que de forma inibida, na capacidade da juventude e no seu potencial de 
discernimento, dando-lhe o direito de votar, o que, para uns, é um passo precipitado dos constituintes, pois, aos 
dezesseis anos, nenhum jovem possui senso político à altura de opinar sobre questões que afligem o seu país, e, 
para outros (talvez para a maioria), a decisão demonstra a valorização de ideias novas, de credibilidade a um 
público que, apesar da pouca idade, tem visão crítica das mazelas mais graves da sociedade em que vive. 
Veja o tamanho dessa frase! Trata-se de um período gigantesco, composto por 15 orações (observe as 
formas verbais destacadas)! Se analisarmos bem, está tudo correto do ponto de vista gramatical, mas a redação 
poderia ser mais clara, com frases menores, de mais fácil leitura. 
Observe como a “quebra” da frase centopeica em menores torna a leitura mais agradável. 
Contrariando a ideia de que adolescente só pensa em “rock”, é rebelde por índole, desconhece a realidade 
socioeconômica de seu país e só dá seu voto de confiança aos modismos internacionais, a nova Constituição 
Brasileira resolve apostar, ainda que de forma inibida, na capacidade da juventude e no seu potencial de 
discernimento, dando-lhe o direito de votar. Para uns, é um passo precipitado dos constituintes, pois, aos dezesseis 
anos, nenhum jovem possui senso político à altura de opinar sobre questões que afligem o seu país. Já para outros 
(talvez para a maioria), a decisão demonstra a valorização de ideias novas, de credibilidade a um público que, 
apesar da pouca idade, tem visão crítica das mazelas mais graves da sociedade em que vive. 
 Frases de tamanho menor tornam a redação menos suscetível a erros. 
 
 
 
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Caiu em prova! 
Texto 
O Brasil, durante a maior parte da sua história, manteve uma cultura familista e pró-natalista. Por cerca de 450 
anos, o incentivo à fecundidade elevada era justificado em função da prevalência de altas taxas de mortalidade, 
dos interesses da colonização portuguesa, da expansão da ocupação territorial e do crescimento do mercado 
interno. 
Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte. 
A substituição do ponto empregado logo após “pró-natalista” por vírgula, com a devida alteração da letra inicial 
maiúscula para minúscula, manteria a correção do texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Ao substituirmos o ponto final pela vírgula, teremos como resultado a produção de uma frase siamesa: duas 
construções frasais inadvertidamente unidas numa única frase. 
É necessário o ponto final para isolar cada uma das frases produzidas. 
Resposta: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/concursos/13552
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Vírgula 
 A vírgula é o sinal que indica uma pequena pausa na leitura. É o sinal de pontuação que mais gera dúvida 
entre os alunos e o alvo preferencial de 99,7% das questões. Seu uso não pode, de forma alguma, ser pautado 
pela pausa oral. Por favor, gente, não adotem esse critério de pontuar com base nas pausas da respiração. Se 
assim fosse, cada um pontuaria de um jeito, não havendo um padrão único. 
Mais uma vez repito: o critério deve ser sintático! 
 Vamos esmiuçar detalhadamente o emprego da vírgula, aproveitando a oportunidade para revisar 
análise sintática, ok? 
Período Simples 
 Quando estudamos Sintaxe, iniciamos pela Sintaxe do Período Simples (Oração), lembra? Adotemos essa 
mesma sequência no estudo das vírgulas: comecemos mapeando o emprego desse sinal na oração e, 
posteriormente, avancemos rumo ao período composto, pode ser? 
Quando NÃO SE EMPREGA vírgula? 
 Já na largada, digo para vocês que, mais importante do que empregar as vírgulas, é saber quando NÃO 
USAR! 
 Fique atento quando enunciados pedem para você assinalar a opção em que a vírgula foi empregada 
incorretamente ou quando enunciados de CERTO ou ERRADO afirmam que houve erro no emprego da vírgula. 
Ora, quando surge esse papinho, é sinal de que separamos aquilo que não pode ser separado, resultando no 
erro de pontuação. 
 Há certos pares, moçada, que a Gramática uniu e o homem não há de separar! Rs. 
 Professor, e que pares seriam esses? 
1) Não se empregam vírgulas para isolar SUJEITO & VERBO 
 Queridos, sejamos bem enfáticos! NUNCA poderá haver vírgula entre sujeito e verbo! Esse é um dos 
maiores crimes cometidos contra a norma culta. Mesmo que a frase seja de grande extensão, não podemos 
separar o sujeito do seu respectivo verbo, sob hipótese alguma. Veja o exemplo a seguir 
 
Caiu em prova! 
Texto 1A1AAA 
O ano de 2017 foi o mais seguro da história da aviação comercial, de acordo com a organização holandesa 
Aviation Safety Network (ASN). 
A pontuação empregada no texto 1A1AAA permaneceria correta se fosse inserida vírgula logo após “2017”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
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RESOLUÇÃO: 
Marque ERRADO com força no gabarito! 
A vírgula proposta irá separar o sujeito “O ano de 2017” do respectivo verbo “foi”. IMPOSSÍVEL! NUNCA! 
Resposta: ERRADO 
 
Caiu em prova! 
Está plenamente correta a pontuação da seguinte frase: 
d) Existe realmente quem ache um privilégio frequentar os bares, cuja principal atração, é a música 
incrivelmente ruidosa? 
RESOLUÇÃO: 
Analisando apenas a letra D, percebemos o crime: há uma vírgula entre o sujeito “principal atração” e seu 
respectivo verbo “é”. IMPOSSÍVEL! NUNCA! 
 
IMPORTANTE 
 Mesmo se o sujeito estiver deslocado na oração, ele não será isolado por vírgula de seu predicado. 
Exemplos: 
Foi admitida pelo juiz a denúncia do Ministério Público contra o acusado. 
(Sem chance haver uma vírgula após “juiz”, pois esta separaria o predicado “Foi admitida pelo juiz” do sujeito 
“a denúncia do Ministério Público contra o acusado”.) 
 O fato de não haver vírgula entre sujeito e verbo se estende às orações substantivasSUBJETIVAS – os 
sujeitos oracionais -, que não podem ser isoladas da principal em hipótese alguma. 
Quem estuda, passa! (ERRADO) 
Quem estuda passa! (CERTO) 
Não separe o sujeito oracional “Quem estuda” do seu verbo “passa”. 
Aparentemente, o único gramático que abre uma concessão é Luiz Sacconi, que afirma ser facultativa a vírgula 
entre sujeitos oracionais iniciados por “Quem” e seus respetivos verbos. Na visão do nobre gramático, as duas 
construções anteriores estariam corretas. Não é essa, contudo, a visão que predomina nas bancas, ok? Saiba 
que existe uma concessão, mas continue batendo na tecla de que é crime isolar sujeito – oracional ou não 
– do verbo por vírgula. 
 
 
 
 
 
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2) Não se empregam vírgulas para isolar VERBO & COMPLEMENTOS 
 Não se separam por vírgulas verbo e complementos verbais – objeto direto ou indireto, oracionais ou não. 
Estende-se essa proibição de uso de vírgula entre verbo de ligação e predicativos do sujeito, assim como entre 
locução verbal na voz passiva e agentes da passiva. 
 
Caiu em prova! 
É plenamente adequada a pontuação da seguinte frase: 
b) O escritor Machado de Assis, notadamente um mestre da ironia, já comparou o fenômeno da traição 
amorosa, com a naturalidade de uma pedra que cai. 
RESOLUÇÃO: 
Analisando apenas a letra B, percebemos o crime: há uma vírgula isolando o verbo “comparou” do seu objeto 
indireto “com a naturalidade de uma pedra que cai”. IMPOSSÍVEL! NUNCA! 
 
Caiu em prova! 
O acréscimo de uma vírgula mantém a passagem do texto reescrita de acordo com a norma-padrão em: 
a) A história de Apolinária, nos ajuda a colocar problemas novos [...] 
c) [...] a olaria foi fechada para se transformar, em uma nova escola: os Educandos Artífices. 
RESOLUÇÃO: 
Analisando apenas as letras A e C, percebemos os crimes: na letra A, há uma vírgula isolando o sujeito “A 
história de Apolinária” do seu verbo “nos ajuda a colocar”. Já na letra C, há uma vírgula isolando o verbo de 
ligação “se transformar” do seu predicativo “em uma nova escola”. 
 
OBSERVAÇÃO 
Se o complemento verbal – objeto direto ou indireto – vier deslocado, é facultativo o emprego da vírgula. 
Exemplos: 
Muitos exercícios sobre o assunto os professores da disciplina resolveram. (CERTO) 
Muitos exercícios sobre o assunto, os professores da disciplina resolveram. (CERTO) 
 
 
 
 
 
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3) Não se empregam vírgulas para isolar NOME & ADJUNTOS ADNOMINAIS ou COMPLEMENTOS NOMINAIS 
 
Caiu em prova! 
Está plenamente adequada a pontuação do seguinte período: 
a) Tivesse vivido muito menos Eric Hobsbawm, esse grande historiador moderno talvez não pudesse com a 
mesma autoridade dar seu testemunho, sobre esse período histórico que batizou como Era dos extremos. 
RESOLUÇÃO: 
Analisando apenas a letra A, percebemos o crime: a vírgula após “testemunho” separa o nome “testemunho” 
do seu complemento nominal “sobre esse período histórico...”. 
 
Caiu em prova! 
A frase que permanece correta com o acréscimo de uma vírgula após o termo sublinhado é: 
 
b) Todos os brasileiros devem se preocupar com o problema da fabricação de equipamentos para piratear 
sinal de TV por assinatura. 
c) Ninguém sabe quando os tais 'gatonets' deixarão de existir em nosso país nem mesmo se todos os 
responsáveis serão punidos. 
e) Autoridades poderão multar os responsáveis pela pirataria de sinal de TV e também colocá-los na prisão. 
RESOLUÇÃO: 
Analisando apenas as letras B, C e E, percebemos os crimes: na letra B, se pusermos uma vírgula após 
“brasileiros”, isolaremos o sujeito “Todos os brasileiros” da sua forma verbal “devem se preocupar”. Já na letra 
C, se pusermos uma vírgula após “sabe”, isolaremos o verbo “sabe” do objeto direto oracional “quando os tais 
‘gatonets’ deixarão...”. Por fim, na letra E, se pusermos uma vírgula após “sinal”, isolaremos o nome “sinal” do 
adjunto adnominal “de TV”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Quando SE EMPREGA vírgula? 
 Ah, professor! O senhor está mais preocupado em não usar vírgula! Eu quero saber quando se usa, ora? 
Calma, jovem! Eu te falei que tão importante quanto usar é quando não se deve usar. Mas atendendo ao seu 
pedido, vamos lá! 
 
1) Emprega-se vírgula para isolar VOCATIVOS. 
 Exemplos: 
 Professor, o senhor poderia nos tirar uma dúvida? 
 O senhor poderia nos tirar uma dúvida, professor? 
 O senhor, professor, poderia nos tirar uma dúvida? 
 
2) Emprega-se vírgula para isolar APOSTOS EXPLICATIVOS. 
 Exemplos: 
 O Brasil, uma das economias mais importantes da América do Sul, vive uma crise política sem 
precedentes. 
 O Direção Concursos – o melhor preparatório para concursos do Brasil – está de portas abertas! 
 A Língua Portuguesa, a mais fascinante das línguas, é crucial em qualquer prova de concurso. 
 
IMPORTANTE! 
O aposto de caráter explicativo pode ser isolado por vírgulas, travessões ou parênteses. São muito comuns 
questões perguntando se é possível substituir vírgulas por travessões. Tratando-se de apostos explicativos ou 
orações adjetivas explicativas – veremos adiante -, é possível sim fazer essa troca. 
 
Caiu em prova! 
Como se pode imaginar, não foi o latim clássico, dos grandes escritores romanos e latinos e falado pelas classes 
romanas mais abastadas, que penetrou na Península Ibérica e nos demais espaços conquistados pelo Império 
Romano. 
A correção do texto seria mantida se as vírgulas que isolam o trecho “dos grandes escritores romanos e latinos 
e falado pelas classes romanas mais abastadas” (R. 2 e 3) fossem substituídas por travessões. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Observemos o seguinte trecho: 
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Como se pode imaginar, não foi o latim clássico, dos grandes escritores romanos e latinos e falado pelas classes 
romanas mais abastadas, que penetrou na Península Ibérica e nos demais espaços conquistados pelo Império 
Romano. 
O trecho isolado por vírgulas é sintaticamente um aposto explicativo, uma informação adicional referente 
associada expressão nominal “latim clássico”. 
O aposto explicativo pode ser isolado por vírgulas, travessões ou parênteses. 
O item está CERTO, portanto! 
 
3) Emprega-se vírgula para isolar PREDICATIVOS DESLOCADOS. 
 Exemplos: 
 Atordoado, o aluno saiu de sala. 
 O funcionário, emocionado, discursou na premiação de final de ano. 
 Indignado, o Ministro falou à imprensa e se disse alvo de perseguições. 
 
 IMPORTANTE! IMPORTANTE! IMPORTANTE! 
4) Emprega-se vírgula para isolar ADJUNTOS ADVERBIAIS DESLOCADOS. 
 Aqui vamos com muita calma! Esse emprego de vírgula é de longe o mais demandado. 
 Quando estava, no início da aula, explicando para você o significado da ordem direta, o que falei sobre os 
adjuntos adverbiais? Você lembra? 
 Falei, queridos, que a posição natural de um adjunto adverbial é no final da oração, após os 
complementos. Estando nessa posição, o emprego de vírgulas é facultativo (opcional). 
 
 
No entanto, se os adjuntos adverbiais estiverem deslocados da ordem direta, as vírgulas passam a ser 
obrigatórias. 
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Sumarizando: 
 Sempre é correto o emprego de vírgulas isolando adjuntos adverbiais. No entanto, se estes estiverem 
deslocados da ordem direta – no início ou no meio da oração -, as vírgulas deixam de ser apenas corretas e 
passam ser OBRIGATÓRIAS! 
 
IMPORTANTE! 
 É possível omitir as vírgulas de adjuntos adverbiais de pequena extensão, mesmo quando estes estão 
deslocadosda ordem direta. 
Muita calma nessa hora! O que seriam adjuntos adverbiais de pequena extensão? Existe uma tendência entre 
os principais gramáticos de considerar de pequena extensão o adjunto adverbial formado por até 2(duas) 
palavras. Esse é o posicionamento adotado pelas bancas de uma forma geral! 
Exemplos: 
O professor respondeu o e-mail com rapidez. (CERTO) 
O professor respondeu o e-mail, com rapidez. (CERTO) 
O professor respondeu com rapidez o e-mail. (CERTO) 
O professor respondeu, com rapidez, o e-mail. (CERTO) 
Note que o adjunto adverbial “com rapidez” é de pequena extensão – formado por 2(duas) palavras. Dessa 
forma, são opcionais as vírgulas isolando o adjunto de pequena extensão, mesmo estando deslocado da 
ordem direta. 
 
 
 
 
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Caiu em prova! 
Saiu a mais nova lista de coisas que devem ou não ser feitas, moda que parece ter contagiado o planeta. Desta 
vez, Arthur Frommer e Holly Hugues elencam os 500 locais que precisamos visitar antes que desapareçam (500 
places to see before they disappear). 
Seria incorreta a eliminação da vírgula empregada logo após a expressão “Desta vez” (R.2), pois seu uso é 
obrigatório naquele contexto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
Resolução: 
Sabemos que adjuntos adverbiais deslocados da ordem direta são isolados por vírgula. 
Acontece que é possível omitir as vírgulas de adjuntos adverbias de pequena extensão, MESMO QUANDO 
DESLOCADOS DA ORDEM DIRETA. 
E o que faz um adjunto adverbial ser de pequena extensão? 
É consensual que adjuntos adverbiais formados por ATÉ DUAS PALAVRAS são considerados de pequena 
extensão. 
Há controvérsias quanto a adjuntos adverbiais formados por 3 palavras. Algumas gramáticas consideram de 
pequena extensão; outras, não! Em provas discursivas, recomenda-se o emprego das vírgulas, fugindo, assim, 
de polêmicas. Em provas objetivas, as bancas não costumam causar celeumas nesse sentido. 
Resumindo: até 2 termos, o adjunto adverbial é consensualmente de pequena extensão: formado por 3 termos, 
não há consenso; formado por 4 ou mais termos, consensualmente o adjunto adverbial NÃO é mais de pequena 
extensão. 
Analisemos o item: 
A expressão “Desta vez” tem valor temporal. É tempo é uma ideia adverbial, assim como lugar, causa, 
finalidade, condição, etc. Trata-se sintaticamente de um adjunto adverbial temporal deslocado. Como é de 
pequena extensão, a vírgula após “vezes” não é obrigatória. 
O item, portanto, está ERRADO! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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OBSERVAÇÕES: 
Muitas questões perguntam acerca da possibilidade de substituição das vírgulas por travessões. Vimos que isso 
é possível quando se tem um aposto explicativo. Com adjuntos adverbiais, isso só é possível se estes estiverem 
intercalados. Não é possível substituir a vírgula por travessão se o adjunto adverbial iniciar a frase. Vejamos: 
I – O Brasil, a 8ª maior economia do mundo, vive uma crise sem precedentes. 
II – O Brasil, devido aos altos índices de criminalidade, afugenta turistas internacionais. 
Na frase I, as vírgulas isolam um aposto explicativo. Elas podem ser substituídas por duplo travessão, 
portanto, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original. 
Já na frase II, as vírgulas isolam um adjunto adverbial de causa intercalado. Nesse caso, é possível 
substituir as vírgulas por um duplo travessão. 
 
Caiu em prova! 
No fragmento “Em graus diferentes, todos fazemos parte dessa aventura, todos podemos compartilhar (...)” 
(R. 18 e 19) as vírgulas poderiam ser substituídas por travessões, sem prejuízo gramatical para o texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
Resolução: 
A vírgula após “diferentes” isola adjunto adverbial deslocado da ordem direta no início da frase. Não é possível, 
assim, o emprego de travessão nesse caso. 
Já a vírgula após “aventura” isola as orações coordenadas assindéticas “todos fazemos parte dessa aventura” e 
“todos podemos compartilhar...”. Não é possível o emprego de travessão, pois o sinal de pontuação utilizado 
para indicar essa separação são as vírgulas. 
O item, portanto, está ERRADO! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5) Emprega-se vírgula para separar TERMOS EM ENUMERAÇÃO. 
 Essa vírgula talvez tenha sido a primeira ensinada a vocês na época de colégio. 
 Muitas vezes, as questões sofisticam essa justificativa com os seguintes dizeres: “separam-se por vírgulas 
os termos coordenados entre si”, “separam-se por vírgulas os termos de mesma função morfossintática”, 
“separam-se por vírgulas termos em justaposição”, “separam-se por vírgulas termos em sequência 
enumerativa”, etc. 
 São várias maneiras de dizer a mesma coisa. Portanto, ao visualizar algumas dessas justificativas, associe-
as a frases do tipo: 
 Estudamos Português, Matemática, Constitucional, Administrativo e Penal. 
 Só não se põe vírgula antes do “e” final da enumeração. Caso a conjunção “e” seja omitida, emprega-se 
no seu lugar a vírgula: 
 Estudamos Português, Matemática, Constitucional, Administrativo, Penal. 
 
6) Emprega-se vírgula para sinalizar a ELIPSE de uma forma verbal anteriormente citada. 
A elipse é uma figura de construção que consiste na omissão de algum termo. 
Quando esse termo é um verbo anteriormente já citado, sua elipse tem que ser paga com uma vírgula. 
Observe as frases a seguir: 
O Brasil é um grande exportador de soja para todo o mundo. Já o Chile, de vinhos 
 (é um grande exportador). 
 
Adoro estudar Português por PDFs. Já minha irmã, por videoaulas. 
 (adora estudar Português). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7) Emprega-se vírgula para separar PALAVRAS E EXPRESSÕES INTERPOSITIVAS de caráter explicativo, 
retificador, exemplificativo: isto é, ou seja, a saber, aliás, ou melhor, quer dizer, por exemplo, além disso, data 
vênia, assim, então, porém, etc. 
 Exemplos: 
 Elas gritavam. Eu, porém, nem me importava. 
 Eles gastaram R$ 500,00, isto é, tudo o que tinham. 
 Quer dizer que você, então, não foi mais à Eslováquia? 
 O ditador era muito respeitado, ou antes, muito temido. 
 Ficamos, assim, livres da vergonha de sermos chamados de trogloditas. 
Período Composto 
 Vimos os critérios para pontuar uma oração, correto? Vamos estender o raciocínio para o período 
composto, analisando as situações em que precisamos orações subordinadas e coordenadas por vírgulas. 
Período Composto por Subordinação 
1) Não se separa por meio de vírgula a oração principal da ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA. A 
exceção é a substantiva apositiva, que se separa da principal por vírgulas, dois pontos ou travessões. 
 Da mesma forma que não separamos sujeito e verbo, verbo e complementos, nome e complementos, 
não separamos as orações principais das subordinadas que desempenham para estas a função de sujeito, 
complemento, predicativo, etc. 
 
 Exemplos: 
 
 Não se imaginava que a propaganda seria tão agressiva. 
 Or. Principal Or. Sub. Substantiva Subjetiva 
 
 É evidente que o culpado é o mordomo. 
 Or. Principal Or. Sub. Substantiva Subjetiva 
 
 Todos nós temos um grande sonho: que chegue o esperado dia do exame final. 
 Or. Principal Or. Sub. Substantiva Apositiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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OBSERVAÇÕES 
Não se põe vírgula após a conjunção integrante, a não ser que haja algum termo intercalado posicionado 
após o conector. 
Exemplos: 
Comentaram com os alunos que, seria necessária uma nova data para realização da prova. (ERRADO) 
Comentaram com os alunos que, devido às fortes chuvas, seria necessária uma nova data para realização 
da prova. (CERTO) 
 
2) Emprega-se vírgula para isolar a oração principal da ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA EXPLICATIVA. 
Também é possível isolar a adjetiva explicativa por travessões ou por parênteses. As restritivas, por sua 
vez, não são isoladas por vírgulas da oração principal. 
É muito importante estar a par da mudança de sentido resultado da transformação de uma oração 
adjetiva restritiva em explicativa, por meio do acréscimo das vírgulas. 
Caiu em prova! 
Os sentidos originais do texto seriam preservados caso se inserisse uma vírgula imediatamente após “norte-
americanos” (R.9). 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Observemos o seguinte trecho: 
... um dos últimos estádios norte-americanos que mantêm sua construção original, diz o Atlanta Journal 
Constitution. 
A oração em destaque, introduzida pelo pronome relativo “que”, é adjetiva restritiva. Dá-se a entender, dessa 
forma, que apenas alguns estádios norte-americanos mantêm sua construção original. 
Se fizermos a alteração proposta, inserindo a vírgula após “norte-americanos”, teremos uma oração adjetiva 
explicativa. Dá-se a entender, dessa forma, que todos os estádios norte-americanos mantêm sua construção 
original. 
Ocorre, portanto, mudança de sentido com a alteração proposta. 
O item, portanto, está ERRADO. 
 
 
 
 
 
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Vírgulas Obrigatórias 
3) Emprega-se vírgula para isolar a oração principal da ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL. Se esta estiver 
deslocada – ou no início, ou no meio da frase -, a vírgula será OBRIGATÓRIA. 
 
Exemplos: 
O professor repetiu a explicação dada ( , ) porque muitos alunos tiveram de faltar à aula anterior. 
 
Tendo em vista que muitos alunos tiveram de faltar à aula anterior, o professor repetiu a explicação 
dada. 
 
 
IMPORTANTE! 
 CUIDADO! É possível omitir as vírgulas dos adjuntos adverbiais de pequena extensão, mesmo quando 
deslocados. ISSO NÃO VALE PARA ORAÇÕES ADVERBIAIS, OK? Isso significa que uma oração 
adverbial, independentemente de sua extensão, deve ser isolada por vírgulas quando deslocada da 
ordem direta. 
Exemplos: 
Para passar, é preciso estudar. 
Quando chegar, ligue-me imediatamente. 
 Para as subordinadas reduzidas, valem as mesmas normas das demais orações subordinadas. 
Exemplo: 
 Terminada a aula, compareça à coordenação, por favor! 
 Or. Sub. Adv. Temporal 
 Reduzida de Particípio 
 
Estudando dia e noite para o concurso, conquistou o 1º lugar. 
 Or. Sub. Adv. Causal 
 Reduzida de Gerúndio 
 
 
 
 
 
 
 
Vírgulas Obrigatórias 
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Vírgula Obrigatória 
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Período Composto por Coordenação 
1) Empregam-se vírgulas para separar ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS. 
Exemplos: 
Pegou o recado, leu-o, disparou para a rua. 
Chegou cedo, pegou o melhor lugar, divertiu-se com a apresentação. 
IMPORTANTE! 
As questões irão justificar as vírgulas acima das seguintes formas: “... as vírgulas empregadas isolam orações 
assindéticas”; “... as vírgulas empregadas isolam termos em enumeração”; “... as vírgulas empregadas 
isolam termos equivalentes do ponto de vista sintático”, etc. 
Trata-se de formas diferentes de dizer a mesma coisa, ok? 
 
 
2) Empregam-se vírgulas para separar ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS ADVERSATIVAS, 
EXPLICATIVAS e CONCLUSIVAS. 
Exemplos: 
A beleza empolga a vista, mas o mérito conquista a alma. 
 Or. Coordenada Sindética Adversativa 
 
 Não chore, que será pior. 
Or. Coordenada Sindética Explicativa 
 
O lago está na minha fazenda, portanto me pertence. 
 Or. Coordenada Sindética Conclusiva 
IMPORTANTE! 
 As conjunções adversativas e conclusivas serão isoladas por vírgulas quando deslocadas na oração. 
Vale ressaltar que a conjunção adversativa “mas” não pode ser deslocada. 
Exemplos: 
CORRETO: O funcionário era o profissional que mais dominava o assunto na repartição, porém cometeu 
um erro bobo. 
CORRETO: O funcionário era o profissional que mais dominava o assunto na repartição. Porém, cometeu 
um erro bobo. 
CORRETO: O funcionário era o profissional que mais dominava o assunto na repartição. Cometeu, porém, 
um erro bobo. 
 
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CORRETO: Eu e minha esposa vamos ter de mudar de cidade, portanto teremos que pedir demissão das 
empresas em que trabalhamos. 
CORRETO: Eu e minha esposa vamos ter de mudar de cidade. Portanto, teremos que pedir demissão das 
empresas em que trabalhamos. 
CORRETO: Eu e minha esposa vamos ter de mudar de cidade. Teremos, portanto, que pedir demissão das 
empresas em que trabalhamos. 
 
3) Empregam-se vírgulas para separar ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS ALTERNATIVAS introduzidas 
por OU...OU, ORA...ORA, QUER...QUER, SEJA...SEJA. 
Exemplos: 
Ele se mostra um viciado em trabalho. Em sua rotina diária, ou está no chão de fábrica inspecionando 
a operação, ou está em viagens fechando novos negócios. 
Ora ele reclama do excesso de trabalho, ora da falta de oportunidades. 
Seja por falta de vocação, seja por falta de iniciativa, o funcionário não se sentia à vontade com aquela 
função. 
OBSERVAÇÃO: 
Antes da conjunção OU, a vírgula é facultativa: 
Faremos uma minuciosa revisão nos termos de contrato ( , ) ou simplesmente procederemos à rescisão. 
 
 
 
 
4) Não se emprega vírgula para separar ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS ADITIVAS introduzidas pelas 
conjunções E e NEM. 
Exemplos: 
Ele não atendeu o telefone nem deixou qualquer recado com a secretária. 
Ele trabalha durante o dia e estuda para concursos à noite. 
 
 
 
 
 
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IMPORTANTE!!! 
 Grande parte dos gramáticos entende que é facultativa a vírgula antes do E aditivo quando conecta 
orações com diferentes sujeitos. Veja o exemplo a seguir: 
Quantas vezes uma vírgula modifica uma sentença (,) e uma palavra pode destruir uma grande e velha 
amizade! 
 
Note que o sujeito da primeira oração é “uma vírgula”. Já o sujeito da segunda oração é “uma palavra”. Como 
os sujeitos das orações ligadas pelo E aditivo são distintos, é facultativa a presença da vírgula antes dessa 
conjunção. 
 
 Alguns gramáticos admitem o emprego da vírgula antes do E aditivo, quando se quer dar valor enfático 
(de destaque) à oração por ele introduzida. Não é uma necessidade sintática, mas sim um recurso de 
estilo. 
Veja o exemplo a seguir: 
Ele terminou a prova em menos de 1 hora, e saiu de sala sorrindo. 
Digo, e repito: não existe vitória sem dor. 
E qual postura adoto em prova, professor? Vejamos o direcionamento da questão: se ela disser que é obrigatória 
a vírgula antes do E aditivo, assinalemos ERRADO, pois o sujeito das duas orações é o mesmo; se ela disser 
que o emprego da vírgula se dá por razões de ênfase, assinalemos CERTO. 
 
 Emprega-se vírgula antes de E com valor adversativo, conclusivo ou consecutivo. Alguns gramáticos, 
no entanto, relativizam essa necessidade. As bancas, de uma forma geral, sinalizam que é obrigatória 
a vírgula antes de E adversativo. 
Jogou os noventa minutos, e não acertou um passe sequer. 
(Trata-se de um E com valor adversativo. De uma forma geral, as bancas consideram essa vírgula obrigatória, já 
que a oração introduzidaé uma coordenada sindética adversativa.) 
Cometeu um crime grave, e foi severamente punido. 
(Trata-se de um E com valor conclusivo/consecutivo. É possível relativizar a necessidade dessa vírgula, pois a oração 
introduzida tem valor consecutivo.) 
 
 A vírgula é obrigatória quando há repetição da conjunção no início de cada oração (figura conhecida 
pelo nome de polissíndeto) e no início de cada um dos termos coordenados. 
Exemplos: 
Nem ele, nem você, nem eu seremos convocados para a seleção. 
E cantou, e dançou, e bebeu, e se divertiu de um jeito, que caiu tonto de cansado. 
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 É muito importante entender que a vírgula requerida pelas conjunções é sempre antes. Havendo uma 
vírgula após, esta se deve sem dúvida a algum termo deslocado na oração introduzida pela conjunção. 
Como assim, professor? 
Observe a frase: 
A Prefeitura anunciou que não multaria motoristas que cometessem a infração nos primeiros meses de 
validade das novas regras, mas, a partir de janeiro, todos teriam que se adaptar às novas exigências. 
Note que a conjunção “mas” está entre vírgulas. Mas entenda que a vírgula requerida pelo “mas” é a que está 
posicionada antes. A vírgula que está posicionada após foi requerida não pelo “mas”, mas sim pelo adjunto 
adverbial deslocado da ordem direta na 2ª oração “a partir de janeiro”. 
 
Galera, chegamos ao final de um minucioso detalhamento do emprego da vírgula. Vamos pôr em prática 
todo esse conhecimento? Que tal pontuar de ponta a ponta o texto a seguir e justificar cada um dos usos? 
Durante boa parte do século XX a mulher ocupou posições subalternas restritas basicamente a afazeres domésticos. 
Isso começou a mudar no período entre as duas grandes guerras quando ela passou a desempenhar funções até 
então exercidas pelos homens que se encontravam em campos de batalha. 
Diante desse contexto movimentos feministas ganharam bastante força principalmente na década de 60. O 
principal alvo a ser combatido era o machismo sentimento que ainda persiste quando de forma preconceituosa 
afirma-se que a mulher não tem habilidade para certas tarefas como gerir negócios e até mesmo conduzir veículos. 
Pensemos um pouquinho e analisemos período a período: 
1º período: Durante boa parte do século XX, a mulher ocupou posições subalternas, restritas (,) basicamente(,) a 
afazeres domésticos. 
 Emprega-se vírgula após “século XX”. Ela deve ser empregada para isolar um adjunto adverbial deslocado 
da ordem direta na 1ª oração - Durante boa parte do século XX. 
 Seria interessante uma vírgula após “subalternas”, haja vista que o termo “restritas basicamente a afazeres 
domésticos” tem valor explicativo. 
 São facultativas as vírgulas isolando o adjunto adverbial de pequena extensão “basicamente”. 
 
2º período: Isso começou a mudar (,) no período entre as duas grandes guerras (,) quando ela passou a desempenhar 
funções (,) até então (,) exercidas pelos homens que se encontravam em campos de batalha. 
 As vírgulas isolando “no período entre as duas grandes guerras” são facultativas, pois se trata de um adjunto 
adverbial posicionado no final da 1ª oração. 
 A vírgula antes de “quando” é facultativa, pois ela isola uma oração adverbial temporal posicionada no final 
do período. 
 São facultativas as vírgulas isolando o adjunto adverbial de pequena extensão “até então”. 
 Mantendo a coerência do discurso, não deveria haver vírgula após “homens”, pois faz mais sentido 
considerar restritiva a oração adjetiva “que se encontravam em campos de batalha”. 
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3º período: Diante desse contexto, movimentos feministas ganharam bastante força (,) principalmente (,) na 
década de 60. 
 Emprega-se vírgula após “contexto”. Ela deve ser empregada para isolar um adjunto adverbial deslocado 
da ordem direta na 1ª oração – Diante desse contexto. 
 São facultativas as vírgulas após “força” e “principalmente”, haja vista que se trata de adjuntos adverbiais 
posicionados no final da oração, não deslocados. 
4º período: O principal alvo a ser combatido era o machismo, sentimento que ainda persiste quando, de forma 
preconceituosa, afirma-se que a mulher não tem habilidade para certas tarefas, como gerir negócios e (,) até 
mesmo(,) conduzir veículos. 
 Não pode haver vírgula após “combatido”, sob pena de se isolar sujeito – O principal alvo a ser combatido e 
verbo - era. 
 Emprega-se vírgula após “machismo”, para isolar o aposto explicativo “sentimento que ainda persiste...”. 
 Empregam-se vírgulas para isolar o adjunto adverbial deslocado da ordem direta “de forma 
preconceituosa”. Emprega-se vírgula após “tarefas”, para separar a enumeração introduzida pelo “como”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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NÃO SE 
EMPREGA 
VÍRGULA...
... PARA ISOLAR SUJEITO E VERBO.
Exemplo: O principal objetivo, é a aprovação.
... PARA ISOLAR VERBO E COMPLEMENTOS.
Exemplo: Vamos estudar, Português.
... PARA ISOLAR NOME E COMPLEMENTOS.
Exemplo: Não havia dúvidas, sobre sua honestidade.
... PARA ISOLAR VERBO DE LIGAÇÃO E PREDICATIVOS.
Exemplo: Ele ficou, atordoado com a notícia.
... PARA SEPARAR LOCUÇÕES DE VOZ PASSIVA E AGENTE DA PASSIVA.
Exemplo: Foi aprovado, pela diretoria.
... PARA SEPARAR ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS DA PRINCIPAL 
(EXCETO AS APOSITIVAS).
Exemplo: Precisamos, que você nos apoie.
... PARA ISOLAR ORAÇÕES ADJETIVAS RESTRITIVAS.
... PARA SEPARAR ORAÇÕES COORDENADAS ADITIVAS INTRODUZIDAS POR 
"E" E "NEM".
Exemplo: Ele não estuda, nem trabalha.
... ANTES DO "E" QUE CONCLUI UMA ENUMERAÇÃO.
Exemplo: Estudei Português, Matemática, e Direito.
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EMPREGA-SE 
VÍRGULA...
... PARA SEPARAR VOCATIVOS
Exemplo: Paulo, atenda o telefone!
... PARA SEPARAR APOSTO EXPLICATIVO OU ORAÇÕES ADJETIVAS 
EXPLICATIVAS (ISOLADAS TAMBÉM POR TRAVESSÕES OU 
PARÊNTESES)
Exemplo: A Língua Portuguesa, a mais fascinante disciplina, é chave em muitos concursos.
... PARA SEPARAR ADJUNTOS ADVERBIAIS OU ORAÇÕES 
ADVERBIAIS DESLOCADAS DA ORDEM DIRETA
Exemplo: Durante esta semana, muitas reclamações houve.
... PARA ISOLAR ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS
Exemplo: Fiz as contas, analisei os balanços, decidi pelo investimento.
... PARA SEPARAR ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS 
ADVERSATIVAS, EXPLICATIVAS OU CONCLUSIVAS
Exemplo: Tivemos várias crise, mas conseguimos superá-las.
... PARA SEPARAR COORDENADAS SINDÉTICAS ALTERNATIVAS 
INTRODUZIDAS POR OU...OU, ORA... ORA, QUER.. QUER, 
SEJA...SEJA,...
Exemplo: Ora ele está bem, ora está mal-humorado.
... PARA SINALIZAR ELIPSE DE VERBO.
Exemplo: Ele gosta de futebol; ela, de vôlei.
... PARA SEPARAR TERMOS COORDENADOS ENTRE SI, EM 
ENUMERAÇÃO, DE MESMA FUNÇÃO.
Exemplo: Ele estudou Português, Matemática, Raciocínio Lógico e Estatística.
... PARA ISOLAR EXPRESSÕES INTERPOSITIVAS DE ENUMERAÇÃO, 
EXPLICAÇÃO, RETIFICAÇÃO, ETC.
Exemplo: Estude Português, ou melhor, estude muito Português.
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la
 a
n
te
s 
d
o
 E
 
é PROIBITIVA ... QUANDO O "E" CONCLUI UMA ENUMERAÇÃO.
Exemplo: Estudei Português, Matemática e Direito.
é FACULTATIVA
... QUANDO OS SUJEITOS DAS ORAÇÕES CONECTADAS SÃO 
DIFERENTES.
Exemplo: O marido trabalha no escritório(,) e sua esposa, em home office. 
... QUANDO O "E" POSSUI VALOR ADVERSATIVO OU CONCLUSIVO.
Exemplo: Estudou demais o assunto(,) e cometeu um erro bobo em prova.
... QUANDO SE QUER APENAS ENFATIZAR.
Exemplo: Digo(,) e repito: você é demais!
é OBRIGATÓRIA
... QUANDO OCORRE POLISSÍNDETO.Exemplo: Ele trabalha, e sofre, e sua, e luta, e consegue atingir seu objetivo. 
... QUANDO SE QUER DESFAZER UMA AMBIGUIDADE.
Exemplo: Corinthians perde atletas e jogo, e racha fora de campo. 
... QUANDO O "E" COMPÕE UMA ORAÇÃO INTERCALADA.
Exemplo: A empresa, e os funcionários consequentemente, sofre com a crise. 
Em
p
re
g
o
 d
a 
V
ír
g
u
la
 
A VÍRGULA É 
FACULTATIVA...
... ANTES DE ADJUNTOS ADVERBIAIS EM FINAL DE ORAÇÃO OU 
ORAÇÕES ADVERBIAIS EM FINAL DE PERÍODO.
Exemplo: Resolvi muitos exercícios (,) durante a preparação.
... EM ADJUNTOS ADVERBIAIS DE PEQUENA EXTENSÃO, MESMO 
DESLOCADOS.
Exemplo: Desta vez(,) eu aprendo Português.
... ANTES DA CONJUNÇÃO "OU".
Exemplo: Amanhã eu estudarei Português(,) ou Matemática.
... ANTES DE "E" ADITIVO QUANDO ESTE CONECTA ORAÇÕES DE 
DIFERENTES SUJEITOS.
Exemplo: João trabalha à tarde(,) e sua esposa fica em casa com os filhos.
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Ponto e Vírgula 
O sinal de ponto e vírgula consiste numa pausa maior do que a da vírgula e menor do que a do ponto final. 
Essa descrição, obviamente, não deixa claras as situações de uso de tal sinal de pontuação. Por isso, faz-se 
necessário enumerá-las. Vamos a elas? 
1) Emprega-se ponto e vírgula para separar TERMOS EM ENUMERAÇAO DE GRANDE EXTENSÃO, geralmente 
trechos oracionais com termos já isolados por vírgulas. 
Exemplo: 
Para termos um país melhor, é preciso investir em segurança pública, visando a combater o crime de forma 
mais preventiva do que repressiva; em saúde pública, dando à população um melhor bem-estar e contribuindo com 
sua produtividade; em educação de ponta, qualificando a mão de obra para o concorrido mercado de trabalho do 
século XXI; por fim, em mobilidade urbana, tornando mais confortável e prático o sagrado direito de ir e vir do 
cidadão. 
2) Emprega-se ponto e vírgula no lugar de CONJUNÇÕES COORDENATIVAS. 
Exemplo: 
Dormiu muito tarde ontem; chegou atrasado ao trabalho. 
(Dormiu muito tarde ontem, por isso chegou atrasado ao trabalho.) 
Dedicava-se bastante aos estudos; queria mudar de vida. 
(Dedicava-se bastante aos estudos, pois queria mudar de vida.) 
3) Emprega-se ponto e vírgula para separar ORAÇÕES COORDENADAS, quando se deseja ENFATIZAR UMA 
COMPARAÇÃO OU UM CONTRASTE. 
Exemplos: 
Vocês, sem exceção, basearam-se em hipóteses; eu, porém, apoiei-me em fatos. 
Os dois primeiros anos do seu rumoroso governo foram pautados pela exibição de suas façanhas atléticas e 
política; o terceiro (e último) foi consumido por denúncias e patifarias. 
 
 
 
 
 
 
 
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IMPORTANTE 
Seria equívoco empregar simplesmente uma vírgula no lugar do ponto e vírgula, pois a pausa maior não 
pode dar lugar a uma pausa menor sem que haja qualquer adaptação adicional, como uma conexão por 
conjunção. 
Algumas alternativas se apresentam ao uso do ponto-e-vírgula. Vejamos: 
Vocês, sem exceção, basearam-se em hipóteses. Eu, porém, apoiei-me em fatos. 
 
 
Os dois primeiros anos do seu rumoroso governo foram pautados pela exibição de suas façanhas atléticas e 
política. Já o terceiro (e último) foi consumido por denúncias e patifarias. 
 
 
A pausa menor pode dar espaço para uma pausa maior, com as devidas alterações. Isso significa que o 
ponto e vírgula pode ceder espaço para o ponto final. 
 
Dois Pontos 
1) Emprega-se o sinal de dois pontos antes ou depois de uma ENUMERAÇÃO. 
Exemplos: 
Neste clube pratica-se: futebol, natação, voleibol, tênis e basquetebol. 
Futebol, tênis, basquetebol, natação: são as modalidades praticadas no clube. 
2) Emprega-se o sinal de dois pontos para introduzir CITAÇÕES. 
Exemplo: 
 Perguntaram a um sábio: “A quem queres mais, a teu irmão ou a teu amigo?”. E o sábio respondeu: 
“Quero a meu irmão, quando é meu amigo”. 
3) Emprega-se o sinal de dois pontos para introduzir EXPLICAÇÕES. 
Exemplos: 
Fiquei curioso: circulara o boato da renúncia do presidente. 
= Fiquei curioso, pois circulara o boato da renúncia do presidente. 
 
Estava muito preocupado com seu filho: há dias não recebia notícias dele. 
= Estava muito preocupado com seu filho, pois há dias não recebia notícias dele. 
Ponto Final 
Ponto Final 
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4) Emprega-se o sinal de dois pontos para introduzir um APOSTO ou uma ORAÇÃO SUBORDINADA 
SUBSTANTIVA APOSITIVA. 
Exemplos: 
Só há um vencedor na política: aquele com mais dinheiro. 
O resultado esperado é um só: que todos estejam aptos ao fim do treinamento. 
5) Emprega-se o sinal de dois pontos para isolar VOCATIVOS em correspondências. 
Exemplos: 
Prezados Condôminos: 
Informo que a taxa de condomínio sofrerá reajustes. 
... 
Outros sinais de pontuação 
Usa-se o travessão ... 
...para introduzir a fala de um personagem. 
Exemplo: 
O filho perguntou: 
- Pai, quando começarão as aulas? 
... para isolar expressões de caráter explicativo, como o aposto explicativo e a oração adjetiva explicativa. 
Exemplo: 
O Curso Direção – a nova sensação na preparação para concursos – fará diversos eventos ao 
vivo gratuitos. 
IMPORTANTE! 
Após os travessões, é possível empregar vírgulas. Caso o trecho entrecortado pelos travessões exija 
vírgulas, elas podem ser empregadas normalmente. 
Exemplo: 
Estudei vorazmente Português – a disciplina-chave em concursos -, mas ainda sinto que devo aprimorar. 
 
 
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Usam-se os parênteses ... 
... para isolar comentários de caráter explicativo, reflexivo ou opinativo. 
Exemplo: 
Vivemos uma época de restrições às liberdades individuais (e, por acaso, já fomos livres um dia?) 
Usam-se as aspas ... 
... para isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, 
neologismos, arcaísmos e expressões populares. 
Exemplo: 
Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback” do serviço a mim requerido. 
... para indicar uma citação textual. 
Exemplo: 
Houve um presidente que costumava falar frequentemente “Nunca antes na história deste 
país...”. 
... para indicar sentido irônico. 
Exemplo: 
Todas as mulheres adorariam ter a “feiura” da Gisele Bündchen. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Questões comentadas pelo professor 
1. FGV – PC RJ - 2022 
Em todas as frases abaixo foram realizados deslocamentos de termos e foram acrescentadas vírgulas nas frases 
modificadas; a única frase em que a vírgula está correta é: 
a) Os críticos são gente que fracassou na literatura e na arte / Os críticos são gente que fracassou na arte, e na 
literatura; 
b) Na arte não existe passado nem futuro / Na arte não existe futuro, nem passado; 
c) A obra-prima é uma variedade do milagre / Uma variedade do milagre, é a obra-prima; 
d) O futebol é o mais popular dos esportes / Dos esportes, o futebol é o mais popular; 
e) Dois mais três são cinco / Três mais dois, são cinco. 
RESOLUÇÃO: 
 Letra A – ERRADA – Não se emprega vírgula antes de “e” aditivo que conecta termos coordenados entre 
si. Até se admite vírgula antes do “e” aditivo de forma facultativa, mas apenas na situação de essa conjunção 
conectar orações de sujeitos distintos, o que não é o caso. 
 Letra B – ERRADA – Não se emprega vírgula antes da conjunção aditiva NEM. No caso de haver 
polissíndeto – Nem ele, nem você, nem eu... -, as vírgulas seriam obrigatórias, o que não é o caso. 
 Letra C – ERRADA – A vírgula empregada isola sujeito e verbo. 
 Letra D – CERTA – A vírgula empregada isola adjunto adverbial deslocado. 
 Letra E – ERRADA - A vírgula empregada isolasujeito e verbo. 
Resposta: D 
 
2. FGV – PC RJ - 2022 
Texto 1 Vejamos, agora, o que nos diz Machado de Assis sobre a autópsia: “Li um termo de autópsia. Nunca 
deixo de ler esses documentos, não para aprender anatomia, mas para verificar ainda uma vez como a língua 
científica é diferente da literária. Nesta, a imaginação vai levando as palavras belas e brilhantes, faz imagens 
sobre imagens, adjetiva tudo, usa e abusa de reticências, se o autor gosta delas. Naquela, tudo é seco, exato e 
preciso. O hábito externo é externo, o interno é interno; cada fenômeno, cada osso, é designado por um 
vocábulo único. A cavidade torácica, a cavidade abdominal, a hipóstase cadavérica, a tetania, cada um desses 
lugares e fenômenos não pode receber duas apelações, sob pena de não ser ciência.” (Adaptado. A Semana, 
1830) 
No texto 1, Machado de Assis fala das reticências e do seu uso por parte dos autores que gostam delas. 
 
 
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A frase abaixo em que o emprego das reticências expressa uma emoção intensa é: 
a) Isso não é... um pouco... como dizer?... estranho? 
b) Mas... a barata... a barata... você conseguiu pegá-la? 
c) Como sua vida está em perigo, ele vive agora em X..., pequena cidade europeia; 
d) Júlio casou ontem e, salvo um milagre (ou de... você sabe do que estou falando...), vai poder aproveitar o 
verão antes de nascer o primeiro bebê; 
e) Os vândalos estão de volta para fazer m... nas passeatas. 
RESOLUÇÃO: 
 Na letra A, as reticências sinalizam dúvida. No caso, a pessoa não sabe qual palavra melhor empregar. 
 Na letra C, a não revelação do local confere ao texto um tom misterioso. 
 Na letra D, as reticências expressam não uma emoção, mas a intenção proposital de omissão por parte 
do autor, dando a entender que se trata de algo de amplo conhecimento. 
 Resta-nos a letra B. Note a ênfase dada na repetição de “barata”. 
Resposta: B 
 
3. FGV – PC RJ - 2022 
“...fazer indagações, investigações, pesquisas, perquirições, de natureza filosófica ou científica; investigar, 
indagar, pesquisar, esquadrinhar.” 
Nesse segmento do texto 4, há uma série de vírgulas empregadas pela mesma razão da que ocorre na 
seguinte frase: 
a) Cansa-se de ser herói, mas não se cansa de ser rico; 
b) Se uma mulher quer fazer uma coisa, não há homem que consiga impedi-la; 
c) Querendo abolir a pena de morte, que comecem os senhores assassinos; 
d) Eu sou um homem honrado: nunca assassinei, nunca roubei, nunca violei, salvo em minha imaginação; 
e) Para alcançar o bem, mais vale habilidade que sabedoria. 
RESOLUÇÃO: 
 No texto original, empregamos as vírgulas para isolar termos em enumeração, coordenados entre si. 
 O mesmo ocorre na letra D – as orações coordenadas assindéticas são isoladas uma da outra por vírgula. 
Resposta: D 
 
 
 
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4. FGV – TCE PI - 2021 
Texto 4 – O transporte público 
“O responsável primário pelo transporte público urbano é o poder público municipal. É isso que prevê o inciso 
V do artigo 30 da Constituição Federal: 
‘[Cabe ao município] organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços 
públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial’. 
Entretanto, como você pode observar, esse dispositivo da Constituição dá liberdade aos municípios quanto a 
como ofertar esse serviço. Primeiro, o município pode escolher cuidar do transporte coletivo por conta própria. 
A prefeitura se responsabiliza diretamente pela gestão do sistema e desembolsa 100% dos recursos para 
mantê-lo. 
É claro que o modelo direto é pouco adotado, já que o orçamento municipal costuma ser apertado e há outras 
áreas que as prefeituras devem suprir (saúde e educação, por exemplo). Nesse caso, quais opções restam? 
A saída mais comum é contratar empresas para desempenhar essa função. Para fazer isso, é preciso realizar 
uma licitação, procedimento padrão para que uma empresa desempenhe um serviço público. As empresas 
vencedoras da licitação atuam sob regime de concessão ou permissão. A diferença entre os dois é sutil e pouco 
relevante; o que importa saber é que a empresa firma um contrato com a prefeitura por certo período de tempo, 
para administrar a maior parte do sistema de transporte coletivo municipal.” (Politize!, 30/05/2021) 
 
“[Cabe ao município] organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços 
públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial”. 
Nesse segmento do texto 4 há um pequeno trecho colocado entre colchetes; esse emprego serve para: 
a) apontar para um segmento que deveria ter sido escrito no texto constitucional; 
b) demonstrar que o segmento foi deslocado de sua posição original no texto da Constituição; 
c) mostrar que se trata de um segmento que se repete ao início de alguns parágrafos a seguir; 
d) destacar intencionalmente um segmento considerado importante para o autor do texto; 
e) indicar que se trata de um acréscimo ao texto original, por parte do autor do texto 4. 
RESOLUÇÃO: 
 Vamos recorrer ao texto original da Constituição: 
 Art. 30. Compete aos Municípios: 
I - legislar sobre assuntos de interesse local; 
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; 
 (...) 
 V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de 
interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; 
 Analisemos cada uma das alternativas: 
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 Letra A – ERRADA – Da forma como está escrito o item, dá-se a entender que a explicitação do 
trecho “Compete aos Municípios” deveria ser obrigatória, o que não é verdade. O texto constitucional 
simplesmente o omitiu, já que cada inciso está contido no artigo 30. Não há, portanto, a necessidade de 
explicitar esse conteúdo. 
 Letra B – ERRADA – Não houve deslocamento. O que o autor fez foi explicitar o trecho do artigo ao 
qual o inciso está subordinado tão somente. Não houve inversão de termos. 
 Letra C – ERRADA – Achei confusa essa redação da letra C. Acredito que a banca esteja fazendo 
menção aos demais parágrafos do texto em questão. O trecho omitido faz parte apenas do segundo 
parágrafo do texto, não sendo possível subentender nos parágrafos seguintes. 
 Letra D – ERRADA – Não se trata de dar relevância ao trecho. Trata-se tão somente de explicitá-lo. 
 Letra E – CERTA – A redação dessa opção poderia ser mais clara. De fato, houve um acréscimo ao 
texto original do INCISO especificamente. Da forma como está escrita a opção, dá-se a entender que o trecho 
entre colchetes não se encontra no texto constitucional. 
Resposta: E 
 
5. FGV – PC RJ - 2021 
Uma das regras básicas do emprego da vírgula é para marcar a omissão de um termo; a frase abaixo que 
exemplifica esse fato é: 
a) Aquele que não conhece Deus nesse mundo, não o conhecerá no outro; 
b) O segredo de um bom sermão é ter um bom começo, um bom fim e ter ambos o mais perto possível; 
c) Quando a infância morre, seus cadáveres são chamados de adultos; 
d) Comprar um carro é necessidade, uma Mercedes, um exagero; 
e) Uma criança, como seu estômago, não precisa de tudo que você pode dar a ela. 
RESOLUÇÃO: 
 A questão explora o famoso caso da vírgula vicária, amplamente cobrada pela banca FGV. Trata-se da 
vírgula resultado da omissão de forma verbal já citada – no caso, omitiu-se a forma verbal “é” antes de 
“formativo”. 
 Na letra D, houve a omissão da forma verbal “é”, já mencionada, antes de “um exagero”. Essa omissão 
deve ser sinalizada com a vírgula vicária. 
Resposta: D 
 
 
 
 
 
 
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6. FGV – CM Aracaju - 2021 
A frase que serviu de base para a elaboração da questão desta prova foi retirada do “Dicionário das Citações” 
de Ettore Barelli e Sergio Pennacchietti. 
“Diz-se da melhor companhia: sua conversa é instrutiva, seu silêncio, formativo.” 
Sobre os sinais gráficos e de pontuação dessa frase, a única afirmativa INADEQUADA é: 
a) as aspas indicam transcrição de um texto alheio; 
b) os dois pontos antecipam uma explicação; 
c) a primeira vírgula separa duas orações; 
d) a segunda vírgula indica a omissão de um verbo; 
e) o ponto final mostra a interrupção de um pensamento. 
RESOLUÇÃO: 
 Letra A – CERTA – De fato! Trata-se de um trecho retirado da obra “Dicionário das Citações”. 
 Letra B – CERTA – Controversa essa opção. Os dois pontos introduzem uma citação, e não diretamente 
uma explicação. Podemos até subentender uma explicação do porquê de a companhia ser considerada a 
melhor: ela é a melhor, pois sua conversa é instrutiva e seu silencio, formativo. 
 Letra C – CERTA – De fato! Trata-se de duas orações coordenadas assindéticas. 
 Letra D – CERTA – De fato! Foi omitida a forma verbal “é”, anteriormente citada. 
 Letra E – ERRADA – O ponto final não interrompe, e sim finaliza um pensamento. Das opções 
apresentadas, de fato a da letra E está incorreta. Note que interromper implica pensamento ainda não 
concluído, o que combina com as reticências, e não com o ponto final. 
Resposta: E 
 
7. FGV – IMBEL - 2021 
“Diz-se da melhor companhia: sua conversa é instrutiva; seu silêncio, formativo.” 
O emprego da vírgula é justificado na frase acima pela mesma razão em que ocorre na seguinte frase: 
a) “A imaginação não faz castelos no ar, mas transforma cabanas em castelos no ar.” 
b) “O homem ama a companhia, mesmo que seja apenas a de uma vela que queima.” 
c) “Para o desesperado, a partida não parece menos impossível do que o retorno.” 
d) “Ai de quem é só, pois se cai não tem quem o levante.” 
e) “Beber pouco é bom. Não beber, trágico.” 
 
 
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RESOLUÇÃO: 
 No texto original, temos o famoso caso da vírgula vicária, amplamente cobrada nas questões da banca 
FGV. Trata-se da vírgula resultado da omissão de forma verbal já citada – no caso, omitiu-se a forma verbal “é” 
antes de “formativo”. 
 O mesmo ocorre na letra E. Houve a omissão da forma verbal “é” antes de “trágico”. Essa omissão foi 
sinalizada com o emprego da vírgula vicária. 
Resposta: E 
 
8. FGV – PM SP - 2021 
Leia a frase a seguir. 
O meu colega [1] que é conhecido por sua discrição e austeridade [2] tem uma boina pendurada [3] e isso me pegou 
de surpresa [4] quando a vi [5] por meio da webcam. 
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa acerca de pontuação, analise as afirmativas a seguir. 
I. As vírgulas em [1] e [2] são obrigatórias. 
II. Em [3], é possível inserir uma vírgula. 
III. A inserção de uma vírgula em [4] é facultativa, enquanto, em [5], é obrigatória. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) I e II, apenas. 
e) I, II e III. 
RESOLUÇÃO: 
 A assertiva I está falsa. A oração “que é conhecido por sua discrição e austeridade” pode ser adjetiva – 
isolada por vírgulas – ou restritiva – não isolada por vírgulas. A correção gramatical não fica comprometida com 
a presença ou ausência de vírgulas. Não se trata, assim, de vírgulas obrigatórias. 
 A assertiva II é verdadeira. Note que temos a conjunção “e” conectando orações com sujeitos distintos – 
“O meu colega” e “isso”. Trata-se de um caso de vírgula facultativa. 
 A assertiva III é falsa. Acerta quando diz ser a vírgula [4] facultativa. De fato, temos uma oração adverbial 
em final de período – “quando a vi por meio da webcam”. No entanto, erra ao afirmar que a vírgula [5] é 
obrigatória. Temos um adjunto adverbial – “por meio da webcam” – em final de oração, o que faz a vírgula ser 
de uso facultativo. 
Resposta: B 
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9. FGV – PC RN - 2021 
“A pesquisa histórica revela que no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações, 
promovendo justiça e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse nas terras 
conquistadas do Brasil.” 
 
Nesse segmento do texto, a pontuação mais adequada seria: 
 
a) A pesquisa histórica revela que, no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações, 
promovendo justiça e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse, nas terras 
conquistadas do Brasil. 
 
b) A pesquisa histórica revela: que no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações, 
promovendo justiça e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse, nas terras 
conquistadas do Brasil. 
 
c) A pesquisa histórica revela que no dia 20 de novembro de 1530 a polícia brasileira iniciava as suas ações, 
promovendo justiça, e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse nas terras 
conquistadas do Brasil. 
 
d) A pesquisa histórica revela que, no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações: 
promovendo justiça e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse, nas terras 
conquistadas do Brasil. 
 
e) A pesquisa histórica revela, que no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações, 
promovendo justiça, e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse, nas terras 
conquistadas do Brasil. 
RESOLUÇÃO: 
 Devemos isolar por vírgulas o adjunto adverbial de tempo deslocado "no dia 20 de novem de 1530". Além 
disso, devemos isolar por vírgulas a oração adverbial de conformidade deslocada "como melhor entendesse". 
 Na letra B, o sinal de dois pontos após "revela" isola verbo e complemento. 
 Na letra C, o adjunto adverbial de tempo não está isolado por vírgulas. 
 Na letra D, não faz sentido o emprego dos dois pontos, já que temos uma subordinação, e não uma 
enumeração ou explicação. 
 Na letra E, a vírgula após "revela" isola verbo e complemento. 
Resposta: A 
 
 
 
 
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10. FGV – MPE - 2019 
Texto 5 
“No Paquistão, quando sou proibida de ir à escola, compreendo o quão importante é a educação. A educação 
é o poder das mulheres. (....) Nós percebemos a importância de nossa voz quando somos silenciados”. É assim 
que a pequena notável enxerga o horizonte e – por meio das novas tecnologias – pôde fazer ecoar sua voz. 
Educação é um ato político, e se é na sociedade (seja física ou digital) o nascedouro de faíscas de perspectivas 
para um mundo mais igualitário, a escola deve ser o seu maior berçário. 
Empoderamento educacional, Ivan Aguirra 
O sinal gráfico do texto 5 que mostra seu sentido de forma correta é: 
a) as aspas indicam que o trecho selecionado é de grande importância para o texto; 
b) os parênteses com pontos em seu interior indicam que algo foi censurado no texto original; 
c) os parênteses com palavras em seu interior indicam a presença de uma informação esquecida anteriormente; 
d) as letras maiúsculas no início de Paquistão e Educação foram empregadas pelo mesmo motivo; 
e) os pequenos travessões que destacam por meio das novas tecnologias inserem uma nova informação no 
texto. 
RESOLUÇÃO: 
 Na letra A, as aspas destacam uma citação, um discurso direto. 
 Na letra B, é precipitado afirmar que houve censura de conteúdo. Houve sim uma simples supressão. 
 Na letra C, entende-se que a informação entre parênteses seja de reforço, e não de retomada de algo já 
citado. 
 Na letra D, a maiúscula em Paquistão se deve ao fato de ser um topônimo; já em Educação, ao fato de ser 
uma área social. 
 O gabarito entendo serletra E (os pequenos travessões... uma nova informação no texto), pois a 
informação de a tecnologia ser o meio empregado para expressão não fora citada em momento algum no texto, 
tratando-se, assim, de algo novo. 
Resposta: E 
 
 
 
 
 
 
 
 
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11. FGV - Analista Legislativo Municipal (CM Salvador)/Tecnologia da Informação/2018 (e mais 21 
concursos) 
Intercâmbio de alimentos 
Renato Mocelline/Rosiane de Camargo, História em debate. São Paulo: Editora do Brasil, p. 72. 
A chegada dos europeus à América foi o começo de uma das transformações mais revolucionárias nos hábitos 
alimentares dos seres humanos. 
Nos primeiros anos da conquista, os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, por isso 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal. Todavia, os espanhóis enviavam à Europa todos os 
alimentos exóticos que os nativos lhes ofereciam para, de alguma forma, apaziguar a Coroa pelas dificuldades 
que tinham de encontrar os tão desejados metais preciosos. 
Progressivamente, por meio dessa troca entre América e Europa, a flora e a fauna de ambos os continentes 
foram modificadas, pois diversas plantas e animais adaptaram-se aos novos climas. Com isso, a dieta dos 
habitantes das duas regiões foi enriquecida. 
“Nos primeiros anos da conquista, os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, por isso 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal”. 
Na reescritura desse segmento do texto, a pontuação está INADEQUADA em relação às regras de pontuação 
em: 
a) Os espanhóis, nos primeiros anos de conquista, resistiram a comer produtos nativos americanos, por isso 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal; 
b) Nos primeiros anos da conquista, os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos e, por isso, 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal; 
c) Nos primeiros anos da conquista os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, por isso 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal; 
d) Os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, nos primeiros anos de conquista; trouxeram 
consigo, por isso, plantas e animais de sua terra natal; 
e) Nos primeiros anos da conquista, os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, e, por isso 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal. 
RESOLUÇÃO: 
A banca considerou a letra E como resposta. De fato, há uma incorreção de pontuação nessa opção. No 
entanto, também identificamos erro na letra C, conforme explicado a seguir. A banca deveria, no meu 
entendimento, anular essa questão, pois há duas respostas possíveis. 
Letra A – CERTA – Empregou-se corretamente a vírgula para isolar o adjunto adverbial deslocado da 
ordem direta “nos primeiros anos de conquista”. Além disso, empregou-se corretamente a vírgula para 
introduzir a oração coordenada sindética conclusiva “por isso trouxeram...”. 
Letra B – CERTA - Empregou-se corretamente a vírgula para isolar o adjunto adverbial deslocado da 
ordem direta “Nos primeiros anos de conquista”. Além disso, isolou-se a locução conjuntiva causal intercalada 
“por isso” no período por vírgulas. 
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Letra C – ERRADA – Faltou a vírgula após “conquista”, necessária para isolar o adjunto adverbial 
deslocado da ordem direta “Nos primeiros anos de conquista”. 
Letra D – CERTA – Está correta a vírgula após “americanos”, pois esta isola o adjunto adverbial “nos 
primeiros anos...”. Essa vírgula é facultativa, uma vez que o adjunto adverbial se encontra no final da oração. 
Além disso, está correto o emprego do ponto e vírgula para enfatizar uma relação de coordenação entre as 
orações que compõem o período. 
Letra E – ERRADA - Empregou-se erradamente a vírgula antes do “e” aditivo. Só é permitida a vírgula 
antes dessa conjunção, no caso de esta conectar orações com sujeitos distintos, o que não é o caso. Esta opção 
consta como gabarito oficial. 
Resposta: C/E 
12. FGV - Analista de Comunicação (BANESTES)/2018 (e mais 5 concursos) 
Texto 1 
Em artigo publicado no jornal carioca O Globo, 19/3/2018, com o nome Erros do passado, o articulista Paulo 
Guedes escreve o seguinte: “Os regimes trabalhista e previdenciário brasileiros são politicamente anacrônicos, 
economicamente desastrosos e socialmente perversos. Arquitetados de início em sistemas políticos fechados 
(na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália fascista de Mussolini), e desde então cultivados por obsoletos 
programas socialdemocratas, são hoje armas de destruição em massa de empregos locais em meio à 
competição global. Reduzem a competitividade das empresas, fabricam desigualdades sociais, dissipam em 
consumo corrente a poupança compulsória dos encargos recolhidos, derrubam o crescimento da economia e 
solapam o valor futuro das aposentadorias”. 
(adaptado) 
No texto 1, os termos inseridos nos parênteses – na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália fascista de 
Mussolini – têm a finalidade textual de: 
a) enumerar os sistemas políticos fechados do passado; 
b) destacar os sistemas onde se originaram os regimes trabalhista e previdenciário; 
c) criticar o atraso político de alguns sistemas da História; 
d) condenar nossos regimes trabalhista e previdenciário por serem muito antigos; 
e) exemplificar alguns dos nossos erros do passado. 
RESOLUÇÃO: 
Os parênteses foram empregados com o objetivo exemplificar/enumerar alguns dos sistemas políticos 
considerados fechados pelo articulista. Isso posto, a mão fica “coçando” para marcar a letra A, não é mesmo? 
Cuidado! 
Na letra A, diz-se “enumerar OS sistemas políticos do passado”. A presença desse artigo dá a entender 
que a Alemanha imperial de Bismarck e a Itália fascista de Mussolini sejam os únicos exemplos. A enumeração 
apresentada no texto não é taxativa, e sim exemplificativa. Além disso, o objetivo não é enumerar quais os 
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sistemas fechados, mas sim dizer em quais sistemas fechados se originaram os regimes trabalhistas e 
previdenciários. 
Isso posto, a resposta é a letra B. 
Cruel! Muito cruel! 
Resposta: B 
13. FGV - Técnico Bancário (BANESTES)/2018 (e mais 3 concursos) 
Todas as frases abaixo apresentam dois componentes separados por um sinal de pontuação. Desconsiderando 
a pontuação, indique a frase em que esse sinal foi substituído de forma adequada por um conectivo: 
a) Sabedoria é saber o que fazer; virtude é fazer / pois; 
b) Não é preciso muito para ser um produtor de coelhos. Você coloca um casal numa gaiola e é tudo / então; 
c) O capital é como água. Sempre flui por onde encontra menos obstáculos / logo; 
d) Dinheiro é igual a táxi: quando mais você precisa, ele não aparece / porém; 
e) Chega de homenagens. Eu quero o dinheiro / que. 
RESOLUÇÃO: 
 A questão peca demais na clareza do enunciado. O que ela quer? 
 Ela quer que, desconsiderando a pontuação entre os dois componentes, ou seja, eliminando o sinal de 
pontuação que há entre os dois, façamos o encaixe do conectivo proposto. 
 Ocorre que a simples inserção do conectivo muitas vezes não é suficiente, pois, dependendo da ideia 
por ele expressa, devemos somar vírgula. 
 É isso que a questão quer de nós. Se a mera troca do sinal de pontuação pelo conectivo, sem qualquer 
outro acréscimo, já seria suficiente para considerar a sentença correta. 
 Além dessa ideia truncada apresentada no enunciado, a questão também deveria ter deixado clara a 
necessidade de se fazerem ajustes no emprego de maiúsculas e minúsculas, ao executar as alterações 
propostas. 
Analisemos agora as alternativas, com base nesse entendimento: 
Letra A – ERRADA – Com a alteração proposta, teríamos: “Sabedoria é saber o que fazer poisvirtude é 
fazer”. A conjunção explicativa “pois” requer emprego de vírgula antes. 
Letra B – ERRADA – Com a alteração proposta, teríamos: “Não é preciso muito para ser um produtor de 
coelhos então você coloca um casal numa gaiola e é tudo”. A conjunção conclusiva “então” requer emprego de 
vírgula antes. 
Letra C – ERRADA – Com a alteração proposta, teríamos: “Não é preciso muito para ser um produtor de 
coelhos então você coloca um casal numa gaiola e é tudo”. A conjunção conclusiva “então” requer emprego de 
vírgula antes. 
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Letra D – ERRADA – Com a alteração proposta, teríamos: “Dinheiro é igual a táxi porém quando mais você 
precisa, ele não aparece”. A conjunção adversativa “porém” requer emprego de vírgula antes. 
Letra E – CERTA – Com a alteração proposta, teríamos: “Chega de homenagens que eu quero o dinheiro”. 
No trecho resultante, é possível identificar uma relação de causa e consequência: como a pessoa quer dinheiro, 
consequentemente ela deseja que as homenagens cessem; a pessoa deseja que as homenagens cessem porque 
ela quer dinheiro. 
Isso posto, a oração “que eu quero dinheiro” é subordinada adverbial consecutiva. Como ela se encontra 
no final da frase, é opcional o emprego da vírgula antes da conjunção “que”. 
Isso posto, a alteração proposta mantém a correção gramatical. 
Resposta: E 
14. FGV - Analista Judiciário (TJ AL)/Oficial de Justiça Avaliador/2018 
Texto - A Copa do Mundo da Rússia só começa no dia 22 de junho, mas a febre dos álbuns com os jogadores 
das seleções já se espalhou e chegou até ao plenário de uma assembleia legislativa brasileira. O flagrante de 
dois assessores trocando figurinhas durante uma sessão foi divulgado pelas redes sociais e a cena se espalhou. 
No post, que teve mais de 16 mil compartilhamentos e 26 mil curtidas no Twitter, o internauta chega a 
especular que seriam deputados, mas a direção da casa esclareceu tratarem-se de assessores. “Votação 
importante hoje (19/02) e os deputados ao invés de estarem trabalhando e fazendo jus ao salário superior a 25 
mil reais, estão trocando e colando figurinha da Copa do Mundo em meio à votação. Se eu falasse, ninguém 
acreditaria”, diz o post. 
Outro post com mais de 40 mil compartilhamentos traz um vídeo mostrando que a troca ocorreu enquanto 
uma deputada discursava sobre uma proposta. 
A direção da casa legislativa confirmou que as imagens foram feitas durante a sessão da quarta feira e 
esclareceu que elas mostram dois “assessores de deputados” trocando figurinhas durante a sessão. “O 
comportamento não é justificável. Os gabinetes dos deputados aos quais os assessores pertencem, já foram 
informados, e cabe aos parlamentares decidir como proceder”. (adaptado) 
“A direção da casa legislativa confirmou que as imagens foram feitas durante a sessão de quarta-feira e 
esclareceu que elas mostram dois ‘assessores de deputados’ trocando figurinhas durante a sessão”. 
Nesse segmento do texto, o trecho “assessores de deputados” aparece entre aspas a fim de: 
a) copiar palavras do regimento interno; 
b) criticar a atitude dos funcionários da assembleia; 
c) repetir a informação do autor do post; 
d) corrigir uma informação falsa; 
e) destacar a autoria do delito. 
 
 
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RESOLUÇÃO: 
Em alguns posts, foi cogitada a hipótese de deputados estarem trocando figurinhas em plena sessão de 
votação importante. No entanto, a Câmara, ao justificar, argumentou que se tratava de assessores de 
deputados, e não propriamente deputados. 
Dessa forma, o emprego das aspas teve por finalidade destacar a correção de uma informação falsa que 
circulava pelas redes. 
Resposta: D 
 
15. FGV - Analista do Ministério Público (MPE AL)/Administrador de Banco de Dados/2018 (e mais 11 
concursos) 
“Numa democracia, (1) é livre a expressão, estão garantidos o direito de reunião e de greve, (2) entre outros, 
obedecidas leis e regras, (3) lastreadas na Constituição. Em um regime de liberdades, (4) há sempre o risco de 
excessos, (5) a serem devidamente contidos e seus responsáveis, punidos, conforme estabelecido na 
legislação”. 
Nesse segmento inicial do texto, a vírgula que tem caráter optativo é a indicada pelo número 
a) (1). 
b) (2). 
c) (3). 
d) (4). 
e) (5). 
RESOLUÇÃO: 
Letra A – CERTA - A vírgula isolando “Numa democracia” é facultativa, pois se trata de um adjunto 
adverbial de pequena extensão – até 2 palavras. 
Letra B – ERRADA – As vírgulas isolando a expressão “entre outros” são obrigatórias, haja vista se tratar 
de uma expressão interpositiva de inclusão. 
Letra C – ERRADA – A vírgula indicada isola a oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de 
particípio “lastreadas na Constituição”. Não faria sentido não empregar a vírgula, pois, se assim fosse, teríamos 
uma informação de natureza restritiva, dando a entender que somente algumas leis e regras estão lastreadas 
na Constituição, o que geraria uma incoerência. 
Letra D – ERRADA – A vírgula é obrigatória, devido ao fato de isolar um adjunto adverbial deslocado da 
ordem direta “Em um regime de liberdades”. 
 
 
 
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Letra E – ERRADA - A vírgula indicada isola a oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de 
infinitivo “a serem devidamente contidos...”. Não faria sentido não empregar a vírgula, pois, se assim fosse, 
teríamos uma informação de natureza restritiva, dando a entender que somente alguns riscos deveriam ser 
contidos, o que geraria uma incoerência. 
Resposta: A 
 
16. FGV - Analista (TJ SC)/Administrativo/2018 (e mais 7 concursos) 
Observe a charge a seguir: 
 
Sobre a frase dita por Einstein, é correto afirmar que: 
a) o termo “Galileu”, por ser um vocativo, deveria ser colocado no início da frase; 
b) o adjetivo “brilhante”, por ser um adjetivo qualificativo, deveria vir antes do substantivo “mente”; 
c) o pronome “nós”, implícito em “estávamos esperando” se refere a todos os habitantes do céu; 
d) o termo “Galileu” deveria aparecer entre vírgulas, por ser um vocativo; 
e) o emprego da forma “olha” é desaconselhável por pertencer à linguagem coloquial 
RESOLUÇÃO 
Letra A – ERRADA – Não há uma posição fixa para o vocativo. Ocorre que, esteja onde estiver na frase, o 
vocativo deve ser isolado por vírgulas. 
Letra B – ERRADA – Não há restrições quanto à posição do adjetivo antes ou depois do substantivo. A 
correção e sentido permanecem caso posicionemos “brilhante” antes de “mente”. 
Letra C – ERRADA – O pronome “nós” faz menção aos personagens retratados na charge. 
Letra D – CERTA – Conforme explicado anteriormente, o vocativo sempre deve ser isolado por vírgulas. 
Letra E – ERRADA – Não é desaconselhável, pois a conversa reproduzida reflete um contexto coloquial. 
Resposta: D 
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17. FGV - Técnico Judiciário Auxiliar (TJ SC)/2018 
Garoto das Meias Vermelhas 
 (Carlos Heitor Cony) 
 
Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito. 
Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa. 
Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas. Um dia, o cercaram e lhe 
perguntaram porque ele só usava meias vermelhas. 
Ele falou, com simplicidade: " No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou 
em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa 
das meias vermelhas. 
Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me 
perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse ummenino de meias vermelhas, saberia que o filho era 
dela." 
"Ora", disseram os garotos, "mas você não está num circo. Por que não tira essas meias vermelhas e as joga 
fora?" 
O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou: 
"É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. 
Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela." 
Carlos Heitor Cony, Crônicas (adaptado) 
Ele falou, com simplicidade: "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. 
Colocou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de 
mim, por causa das meias vermelhas. 
Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me 
perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho 
era dela." 
Sobre os sinais de pontuação e sinais gráficos empregados nesse segmento do texto, é correto afirmar que: 
a) as aspas são empregadas para destacar um segmento importante da narrativa; 
b) o emprego de vírgula após “Ele falou” é obrigatório; 
c) o emprego de dois pontos após “colocar as meias vermelhas” seria também adequado; 
d) o emprego de ponto entre “Eu reclamei” e “Comecei a chorar” é incorreto, já que se deveria empregar a 
conjunção “e”; 
e) o emprego de uma vírgula antes de “quando visse um menino de meias vermelhas” é optativo. 
 
 
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RESOLUÇÃO: 
Letra A – ERRADA – As aspas foram utilizadas não para demarcar um momento da narrativa, e sim para 
sinalizar uma fala do personagem. 
Letra B – ERRADA – A vírgula após “Ele falou” isola o adjunto adverbial de modo “com simplicidade”. 
Como se trata de um adjunto adverbial de pequena extensão posicionado no final da oração, a vírgula é 
facultativa. 
Letra C – CERTA – Com a alteração proposta, teríamos: Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para 
me colocar as meias vermelhas: disse que, se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão... 
É possível fazer essa alteração, pois a segunda frase especifica qual o motivo considerado forte. Os sinais 
de dois-pontos servem, entre outras coisas, para introduzir especificações. 
Uma ressalva a ser feita na redação da alternativa é propor o devido ajuste necessário de maiúsculas e 
minúsculas. A ausência dessa observação poderia gerar (e provavelmente gerou) controvérsias durante a 
avaliação do item. 
 Letra D – ERRADA – Trata-se de orações completas do ponto de vista sintático. Há a opção de construir 
duas frases, como foi feito, ou estabelecer entre elas uma relação de coordenação. As duas opções são válidas. 
Letra E – ERRADA – As vírgulas entes e depois cercando a oração “quando visse um menino de meias 
vermelhas” são necessárias, haja vista que ocorre uma adverbial temporal deslocada da ordem direta. 
Resposta: C 
 
18. FGV - Assistente Legislativo (ALERO)/"Sem Especialidade"/2018 (e mais 8 concursos) 
O casamento foi a maneira que a humanidade encontrou de propagar a espécie sem causar falatório na 
vizinhança. As tradições matrimoniais se transformaram através dos tempos e variam de cultura para cultura. 
Em certas sociedades primitivas o tempo gasto nas preliminares do casamento – corte, namoro, noivado etc. – 
era abreviado. O macho escolhia uma fêmea, batia com um tacape na sua cabeça e a arrastava para a sua 
caverna. Com o passar do tempo este método foi sendo abandonado, por pressão dos buffets, das lojas de 
presente e das mulheres, que não admitiam um período pré-conjugal tão curto. O homem precisava aproximar-
se dela, cheirar seus cabelos, grunhir no seu ouvido, mordiscar a sua orelha e só então, quando ela estivesse 
distraída, bater com o tacape na sua cabeça e arrastá-la para a caverna. (fragmento) 
 VERÍSSIMO, Luís Fernando, Comédias da Vida Privada. Ed. LPm. 1994. 
 “Em certas sociedades primitivas o tempo gasto nas preliminares do casamento – corte, namoro, noivado etc. 
– era abreviado.” 
 O segmento sublinhado entre travessões indica 
a) uma retificação de um erro anterior. 
b) uma explicação de um termo obscuro. 
c) uma exemplificação de tradições sociais. 
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d) uma citação de todas as preliminares referidas. 
e) uma enumeração de todas as preliminares citadas. 
RESOLUÇÃO: 
Letra A – ERRADA – Não se trata de uma retificação (correção), e sim de uma especificação. 
 Letra B – ERRADA – Não se trata de algo obscuro, quando se fala em preliminares do casamento. O 
objetivo dos dois pontos foi explicitar essas etapas. 
Letra C – CERTA – O termo “tradições sociais” é amplo, englobando, entre tantas outras coisas, as 
tradicionais etapas que comumente antecedem o casamento. 
 Letra D – ERRADA – A enumeração não é exaustiva. É apenas exemplificativa. Não foram citadas todas 
as etapas, mas sim algumas delas. 
Letra E - ERRADA A enumeração não é exaustiva. É apenas exemplificativa. Não foram citadas todas as 
etapas, mas sim algumas delas. 
Resposta: C 
 
19. FGV - Analista Legislativo (ALERO)/Redação e Revisão/2018 
“A pintura transforma o espaço em tempo; a música, o tempo em espaço.” 
A razão que justifica o emprego da vírgula nesse pensamento é a mesma que ocorre em: 
a) “A pintura é poesia silenciosa, a poesia é pintura que fala.” 
b) “A pintura é uma poesia que se vê e não se sente, e a poesia é uma pintura que se sente e não se vê.” 
c) “A crítica rasteja, e a criação voa.” 
d) “O artista é mentiroso, mas a arte é verdade.” 
e) “Todos pintam com talento e ele, com arte.” 
RESOLUÇÃO: 
Observe o trecho: A pintura transforma o espaço em tempo; a música, o tempo em espaço. 
A vírgula empregada tem como justificativa a elipse da forma verbal “transforma” depois do sujeito “a 
música”: A pintura transforma o espaço em tempo; a música (transforma) o tempo em espaço. 
Analisemos as opções: 
Letra A – ERRADA – A vírgula empregada separa orações coordenadas assindéticas. 
Letra B – ERRADA – A vírgula antes do “e” se justifica devido ao fato de as orações conectadas por essa 
conjunção possuírem sujeitos diferentes. 
Letra C – ERRADA - A vírgula antes do “e” se justifica devido ao fato de as orações conectadas por essa 
conjunção possuírem sujeitos diferentes. Nota-se também valor adversativo na conjunção “e” empregada. 
Letra D – ERRADA - A vírgula antes do “mas” isola uma oração coordenada sindética adversativa. 
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Letra E – CERTA - A vírgula foi empregada para demarcar a elipse da forma verbal “pintam” depois de 
“ele”. 
Resposta: E 
20. FGV - Especialista Legislativo de Nível Superior (ALERJ)/Arquitetura/2017 (e mais 6 concursos) 
Texto 1 – Preâmbulo 
O cristianismo impregna, com maior ou menor evidência, a vida cotidiana, os valores e as opções estéticas até 
mesmo dos que o ignoram. Ele contribui para o desenho da paisagem dos campos e das cidades. Às vezes, 
ganha destaque no noticiário. Contudo, os conhecimentos necessários à interpretação dessa presença se 
apagam com rapidez. Com isso, a incompreensão aumenta. 
Admirar o monte Saint-Michel e os monumentos de Roma, de Praga ou de Belém, deleitar-se com a música de 
Bach ou de Messiaen, contemplar os quadros de Rembrandt, apreciar verdadeiramente certas obras de 
Stendhal ou de Victor Hugo implica poder decifrar as referências cristãs que constituem a beleza desses lugares 
e dessas obras-primas. Entender os debates mais recentes sobre a colonização, as práticas humanitárias, a 
bioética, o choque de culturas também supõe um conhecimento do cristianismo, dos elementos fundamentais 
da sua doutrina, das peripécias quemarcaram sua história, das etapas da sua adaptação ao mundo. 
Foi nessa perspectiva que nos dirigimos a eminentes especialistas. Propusemos a eles que pusessem seu saber 
à disposição dos leitores de um vasto público culto. Isso, sem o peso da erudição, sem o emprego de um 
vocabulário excessivamente especializado, sem eventuais alusões a um suposto conhecimento prévio, que não 
tem mais uma existência real, e, claro, sem intenção de proselitismo. 
(História do Cristianismo, org. Alain Corbin. São Paulo: Martins Fontes. 2009. p.XIII). 
“Entender os debates mais recentes sobre a colonização, as práticas humanitárias, a bioética, o choque de 
culturas também / supõe um conhecimento do cristianismo, dos elementos fundamentais da sua doutrina, das 
peripécias que marcaram sua história, das etapas da sua adaptação ao mundo”. 
O trecho acima foi separado em duas partes por uma barra inclinada. Sobre o emprego das vírgulas nessas 
duas partes, é correto afirmar que: 
a) marcam a presença de enumerações de termos nas duas partes; 
b) indicam, respectivamente, a presença de aposto e da enumeração de termos; 
c) documentam a presença de apostos explicativos nos dois segmentos; 
d) mostram, nos dois segmentos, inserções de termos; 
e) indicam, respectivamente, a presença de enumeração e de aposto explicativo. 
RESOLUÇÃO: 
As vírgulas empregadas nos dois segmentos se justificam por separar termos em enumeração, de mesma 
função sintática. 
 
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Nos dois casos, os termos isolados por vírgula exercem a função de complemento nominal de “debates” 
e “conhecimento”, respectivamente. 
Resposta: A 
 
21. FGV - Especialista Legislativo de Nível Superior (ALERJ)/Registro de Debates/2017 
“Agradar a si mesmo é orgulho; aos demais, vaidade”. 
Nessa frase, o emprego da vírgula se justifica para: 
a) separar elementos intercalados ou antepostos; 
b) separar aposto ou vocativo; 
c) isolar termos e expressões explicativas; 
d) marcar a omissão do verbo; 
e) evitar ambiguidades. 
RESOLUÇÃO: 
Empregou-se a vírgula para demarcar a elipse da forma verbal “é” no segundo segmento. 
Observe: “Agradar a si mesmo é orgulho; aos demais (é) vaidade.” 
Resposta: D 
22. FGV - Técnico em Políticas Públicas e Gestão Governamental (SEPOG RO)/2017 (e mais 1 concurso) 
Temos uma notícia triste: o coração não é o órgão do amor! Ao contrário do que dizem, não é ali que moram os 
sentimentos. Puxa, para que serve ele, afinal? Calma, não jogue o coração para escanteio, ele é 
superimportante. “É um órgão vital. É dele a função de bombear sangue para todas as células de nosso corpo”, 
explica Sérgio Jardim, cardiologista do Hospital do Coração. 
O coração é um músculo oco, por onde passa o sangue, e tem dois sistemas de bombeamento independentes. 
Com essas “bombas” ele recebe o sangue das veias e lança para as artérias. Para isso contrai e relaxa, 
diminuindo e aumentando de tamanho. E o que tem a ver com o amor? “Ele realmente bate mais rápido quando 
uma pessoa está apaixonada. O corpo libera adrenalina, aumentando os batimentos cardíacos e a pressão 
arterial”. 
(O Estado de São Paulo, 09/06/2012, caderno suplementar, p. 6) 
 “Temos uma notícia triste: o coração não é o órgão do amor.” 
Nesse caso, o emprego dos dois pontos se justifica porque 
a) se esclarece a seguir o sentido de palavras anteriores. 
b) é explicada uma afirmação precedente. 
c) se mostra a conclusão de um raciocínio. 
d) se explicita o termo “notícia triste”. 
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e) se retifica um erro cometido. 
RESOLUÇÃO: 
Letra A – ERRADA – O que vem após os dois pontos não é o esclarecimento acerca de um sentido de uma 
palavra ou expressão, mas sim a especificação do que vem a ser a notícia triste. 
Letra B – ERRADA – O trecho introduzido pelos dois pontos não é uma explicação do trecho antecedente, 
mas sim uma especificação! Não se pergunta por que a notícia é triste, mas sim qual é a notícia triste. 
Letra C – ERRADA – Não é uma conclusão, e sim uma especificação. 
Letra D – CERTA – Quando o item fala em explicitar o termo “notícia triste”, dá-se entender que se busca 
especificar qual exatamente seria a notícia triste. Está-se em busca de uma especificação, de uma explicitação 
do que vem a ser essa notícia. 
Letra E – ERRADA – Não é uma retificação (correção), e sim uma especificação. 
Resposta: D 
23. FGV - Técnico em Políticas Públicas e Gestão Governamental (SEPOG RO)/2017 (e mais 1 concurso) 
Temos uma notícia triste: o coração não é o órgão do amor! Ao contrário do que dizem, não é ali que moram os 
sentimentos. Puxa, para que serve ele, afinal? Calma, não jogue o coração para escanteio, ele é 
superimportante. “É um órgão vital. É dele a função de bombear sangue para todas as células de nosso corpo”, 
explica Sérgio Jardim, cardiologista do Hospital do Coração. 
O coração é um músculo oco, por onde passa o sangue, e tem dois sistemas de bombeamento independentes. 
Com essas “bombas” ele recebe o sangue das veias e lança para as artérias. Para isso contrai e relaxa, 
diminuindo e aumentando de tamanho. E o que tem a ver com o amor? “Ele realmente bate mais rápido quando 
uma pessoa está apaixonada. O corpo libera adrenalina, aumentando os batimentos cardíacos e a pressão 
arterial”. 
(O Estado de São Paulo, 09/06/2012, caderno suplementar, p. 6) 
“É um órgão vital. É dele a função de bombear sangue para todas as células de nosso corpo.” 
O uso de aspas nesse fragmento do texto indica 
a) o destaque de palavras muito importantes para o texto. 
b) a utilização de palavras com um sentido irônico. 
c) a transcrição de palavras que não pertencem ao autor do texto. 
d) o emprego de palavras em sentido figurado. 
e) o uso de palavras em variante diferente do restante do texto. 
RESOLUÇÃO: 
As aspas foram empregadas para fazer menção a uma citação de um terceiro, no caso o cardiologista 
Sérgio Jardim. É a reprodução das palavras dele. 
Resposta: C 
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24. FGV - Analista Técnico (MPE BA)/Engenharia Florestal/2017 (e mais 7 concursos) 
Estou há pouco mais de dois anos morando na China, leitor, e devo dizer que a minha admiração pelos chineses 
só tem feito crescer. É um país que tem coesão e rumo, como notou o meu colega de coluna neste jornal 
Cristovam Buarque, que passou recentemente por aqui. 
Coesão e rumo. Exatamente o que falta ao nosso querido país. E mais o seguinte: uma noção completamente 
diferente do tempo. Trata-se de uma civilização milenar, com mentalidade correspondente. Os temas são 
sempre tratados com uma noção de estratégia e visão de longo prazo. E paciência. A paciência que, como disse 
Franz Kafka, é uma segunda coragem. 
Nada de curto praxismo, do imediatismo típico do Ocidente, que têm sido tão destrutivos e desagregadores. 
Esse traço do chinês é até muito conhecido no resto do mundo. Há uma famosa observação do primeiro-
ministro Chou En-Lai, muito citada, que traduz essa noção singular do tempo. Em certa ocasião, no início dos 
anos 1970, um jornalista estrangeiro lançou a pergunta: “Qual é afinal, primeiro-ministro, a sua avaliação da 
Revolução Francesa?” Chou En-Lai respondeu: “É cedo para dizer”. 
Recentemente, li aqui na China que essa célebre resposta foi um simples mal-entendido. Com os percalços da 
interpretação, Chou En-Lai entendeu, na verdade, que a pergunta se referia à revolta estudantil francesa de 
1968! Pronto. Criou-se a lenda. 
Pena que tenha sido um mal-entendido. Seja como for, é indubitável que para os chineses o tempo tem outra 
dimensão. Para uma civilização de quatro mil anos ou mais, uma década tem sabor de 15 minutos. 
(O Globo, 15/9/2017) 
No texto, o termo “leitor” aparece entre vírgulas pela mesma razão que elassão empregadas em: 
a) “Há uma famosa observação do primeiro-ministro Chou En-Lai, muito citada, que traduz essa noção singular 
do tempo”; 
b) “Em certa ocasião, no início dos anos 1970, um jornalista estrangeiro lançou a pergunta...”; 
c) “Qual é afinal, primeiro-ministro, a sua avaliação da Revolução Francesa?”; 
d) “Recentemente, li aqui na China que essa célebre resposta foi um simples mal-entendido”; 
e) “É um país que tem coesão e rumo, como notou o meu colega de coluna neste jornal Cristovam Buarque...”. 
RESOLUÇÃO: 
No texto, o termo “leitor” foi empregado como vocativo, função sintática sempre isolada por vírgulas. 
Analisemos as alternativas: 
Letra A – ERRADA – As vírgulas isolam uma oração adjetiva explicativa reduzida de particípio. 
Letra B – ERRADA – As vírgulas isolam um adjunto adverbial de tempo deslocado da ordem direta. 
Letra C – CERTA – O termo “primeiro-ministro” funciona como vocativo. Note se tratar de uma conversa. 
Letra D – ERRADA - A vírgula isola um adjunto adverbial de tempo deslocado da ordem direta. 
 
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Letra E – ERRADA - A vírgula isolam uma oração subordinada adverbial conformativa. 
Reposta: C 
25. FGV - Analista Técnico (MPE BA)/Letras Vernáculas/2017 
Sabemos que as vírgulas são utilizadas na língua escrita com finalidades diversas, mas fundamentalmente para 
facilitar a leitura. 
Na frase de William Cowper “Deus fez o campo, e o homem, a cidade”, há duas vírgulas que se justificam, 
respectivamente, para: 
a) evitar ambiguidade / indicar elipse do verbo; 
b) separar elementos de mesma função sintática / marcar uma pausa; 
c) distinguir elementos coordenados / dar realce a certos termos; 
d) isolar elemento de valor explicativo / separar um aposto; 
e) destacar elementos repetidos / marcar um adjunto antecipado. 
RESOLUÇÃO: 
 A primeira vírgula se justifica porque o “e” conecta orações coordenadas de diferentes sujeitos. Seu uso 
é facultativo. Ocorre que a ausência dessa vírgula pode nos levar à interpretação de que Deus fez o campo e o 
homem. Portanto, a vírgula, nesse caso, é um instrumento para evitar essa outra possibilidade de 
interpretação, desfazendo, assim, a ambiguidade. 
 Já a segunda vírgula se dá em razão da elipse da forma verbal “fez” na segunda oração. 
Resposta: A 
26. FGV - Técnico de Nível Médio (Pref Salvador)/Atendimento/2017 
Crianças infelizes 
Uma em cada onze crianças com idade entre 8 e 16 anos está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro 
deste ano [2012] pela Children’s Society. 
 Apesar de a pesquisa trazer à tona uma realidade do Reino Unido, especialistas brasileiros em saúde infantil 
afirmam que esse não é um problema exclusivo das crianças britânicas. Para eles, mais do que infelizes, elas 
estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas. “As crianças de hoje estão desconfortáveis com a 
infância”, diz a Coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de 
São Paulo (Unifesp). 
Veja, 12 de fevereiro de 2012. 
 Um segmento do texto aparece entre aspas por que 
a) destaca uma parte importante do texto. 
b) informa ao leitor que se trata de uma ironia. 
c) mostra a tradução de um texto estrangeiro. 
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d) indica a reprodução de uma fala alheia. 
e) separa um segmento que não tem ligação temática com o texto. 
RESOLUÇÃO: 
As aspas foram empregadas para indicar a citação de um terceiro, no caso a Coordenadora da unidade de 
Psiquiatria da Infância e Adolescência da Unifesp. 
Resposta: D 
27. FGV - Técnico de Nível Médio (Pref Salvador)/Operacional/2017 
Por que sentimos calafrios e desconforto ao ouvir certos sons agudos – como unhas arranhando 
um quadro-negro? 
Esta é uma reação instintiva para protegermos nossa audição. A cóclea (parte interna do ouvido) tem uma 
membrana que vibra de acordo com as frequências sonoras que ali chegam. A parte mais próxima ao exterior 
está ligada à audição de sons agudos; a região mediana é responsável pela audição de sons de frequência 
média; e a porção mais final, por sons graves. As células da parte inicial, mais delicadas e frágeis, são facilmente 
destruídas – razão por que, ao envelhecermos, perdemos a capacidade de ouvir sons agudos. Quando 
frequências muito agudas chegam a essa parte da membrana, as células podem ser danificadas, pois, quanto 
mais alta a frequência, mais energia tem seu movimento ondulatório. Isso, em parte, explica nossa aversão a 
determinados sons agudos, mas não a todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou uma sensação ruim 
ao ouvirmos uma música com notas agudas. 
Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão tem um número limitado e pequeno de frequências – 
formando um som mais “limpo”. Já no espectro de som proveniente de unhas arranhando um quadro-negro 
(ou de atrito entre isopores ou entre duas bexigas de ar) há um número infinito delas. Assim, as células vibram 
de acordo com muitas frequências e aquelas presentes na parte inicial da cóclea, por serem mais frágeis, são 
lesadas com mais facilidade. Daí a sensação de aversão a esse sons agudos e “crus”. 
Ronald Ranvaud, Ciência Hoje, nº 282. 
No título do texto, o segmento após o travessão é uma 
a) explicação de um termo anterior. 
b) exemplificação de “sons agudos”. 
c) comparação de “sons agudos” com “unhas arranhando um quadro-negro”. 
d) conclusão feita a partir da parte inicial do texto. 
e) uma finalidade da produção de sons agudos. 
RESOLUÇÃO: 
Letra A – ERRADA – Não se trata de uma explicação, justificativa. Trata-se de um exemplo de som 
considerado agudo. 
Letra B – CERTA – O som de unhas arranhando um quadro-negro é um exemplo de som agudo. 
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Letra C – ERRADA – Não se trata de uma comparação, pois não temos dois seres distintos com uma 
característica comum alvo de comparação. Temos sim um segmento mais específico – unhas arranhando um 
quadro - contido em outro segmento mais amplo – sons agudos -, o que caracteriza uma exemplificação. 
Letra D – ERRADA - Não se trata de uma conclusão, e sim de uma exemplificação. 
Letra E – ERRADA – Não se trata de uma finalidade, e sim de uma exemplificação. 
Resposta: B 
 
28. FGV - Analista (IBGE)/Análise de Projetos/2016 (e mais 25 concursos) 
A frase abaixo, de Millôr Fernandes, que exemplifica o emprego da vírgula por inserção de um segmento entre 
sujeito e verbo é: 
a) “O difícil, quando forem comuns as viagens interplanetárias, será a gente descobrir o planeta em que foram 
parar as bagagens”; 
b) “Quando um quer, dois brigam”; 
c) “Para compreender a situação do Brasil, já ninguém discorda, é necessário um certo distanciamento. Que 
começa abrindo uma conta numerada na Suíça”; 
d) “Pouco a pouco o carnaval se transfere para Brasília. Brasília já tem, pelo menos, o maior bloco de sujos”; 
e) “Mal comparando, Platão era o Pelé da Filosofia”. 
RESOLUÇÃO: 
Letra A – CERTA – As vírgulas empregadas se justificam para isolar a oração adverbial temporal 
deslocada da ordem direta “quando forem comuns .., interplanetárias”. Essa oração se encontra interposta 
entre o sujeito “O difícil” e a forma verbal “será”. 
Letra B – ERRADA – As vírgulas empregadas se justificam para isolar a oração adverbial temporal 
deslocada da ordem direta “Quando um quer”, posicionada no início da frase. 
Letra C – ERRADA – As vírgulas empregadas se justificam para isolar a oração adverbial final deslocada 
da ordem direta “Para compreender ... Brasil” e a oração adverbial causal deslocada “já que ninguém discorda”. 
Ambas as orações foram posicionadas no início da frase. 
Letra D – ERRADA – As vírgulas empregadas se justificam para isolar o termo interpositivo de valor 
inclusivo“pelo menos”. Ele está interposto entre o verbo “tem” e o complemento “o maior bloco...”. 
Letra E – ERRADA - As vírgulas empregadas se justificam para isolar a oração adverbial deslocada da 
ordem direta “Mal comparando”, posicionada no início da frase. 
Resposta: A 
 
 
 
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29. FGV - Analista Portuário (CODEBA)/Administrador/2016 (e mais 10 concursos) 
 Fantasma: o sinal exterior e visível de um medo interior. 
 Nessa frase ocorre o emprego de dois pontos (:) com a seguinte finalidade: 
a) indicar o significado de um termo anterior. 
b) preceder uma enumeração de termos. 
c) marcar uma citação. 
d) introduzir uma síntese do que foi enunciado. 
e) separar o vocativo. 
RESOLUÇÃO: 
Letra A – CERTA – Trata-se de um detalhamento do que vem a significar “fantasma” no contexto. 
Letra B – ERRADA – Não se trata de uma enumeração, e sim de um detalhamento. 
Letra C – ERRADA – Não se trata de uma citação, e sim de um detalhamento. 
Letra D – ERRADA – Não se trata de uma síntese, e sim de um detalhamento. 
Letra E – ERRADA – Trata-se de um aposto explicativo. 
Resposta: A 
 
30. INÉDITA 
Assinale a redação que esteja inteiramente pontuada de acordo com a norma padrão: 
a) De acordo com a pesquisa divulgada pela ONU, o Brasil, mesmo tendo reduzido a desigualdade social na 
primeira década do século XXI, ainda não conseguiu extinguir a extrema pobreza, que devido à recessão dos 
últimos anos, apresentou um expressivo crescimento. 
b) Nunca houve na história brasileira, um esforço contínuo no sentido de eliminar a extrema pobreza, pois 
políticas sociais não são de ações de Estado, e sim de governos. 
c) Quando comparamos o Brasil a demais países integrantes da OCDE, notamos que o Estado apresenta gastos 
significativos em aposentadorias, e reserva parcela expressiva do orçamento para o pagamento de pensões e 
benefícios sociais. 
d) É possível que adotando práticas de governança, similares às hoje empregadas na iniciativa privada, o Estado 
consiga atingir patamares de transparência aceitáveis no mundo moderno. 
e) Os brasileiros insistem em soluções simples demais para problemas complexos, e os ingleses, em soluções 
complexas demais para problemas simples. 
RESOLUÇÃO 
 Letra A – ERRADA - Está correto o emprego da vírgula após “ONU”, pois ela isola o adjunto adverbial de 
conformidade deslocado da ordem direta “De acordo com a pesquisa divulgada pela ONU”. Também está 
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correto o emprego das vírgulas isolando a oração adverbial concessiva deslocada da ordem direta “mesmo 
tendo reduzido a desigualdade social na primeira década do século XXI”. 
Por fim, a virgula após “extrema pobreza” isola a oração adjetiva explicativa “que... apresentou um 
expressivo crescimento.”. 
Onde está o erro? 
O erro está na ausência da vírgula após o “que”, isolando o adjunto adverbial de causa deslocado da ordem 
direta “devido à recessão dos últimos anos”. 
Dessa forma, a frase corretamente pontuada ficaria: 
De acordo com a pesquisa divulgada pela ONU, o Brasil, mesmo tendo reduzido a desigualdade social na 
primeira década do século XXI, ainda não conseguiu extinguir a extrema pobreza, que, devido à recessão dos 
últimos anos, apresentou um expressivo crescimento. 
Letra B – ERRADA – Deveríamos isolar por vírgulas o adjunto adverbial deslocado da ordem direta “na 
história brasileira”, que está intercalado entre a forma verbal “houve” e o objeto direto “um esforço...”. 
Está correta a vírgula antes da conjunção explicativa “pois”. Além disso, também é correta a vírgula antes 
da expressão de retificação “e sim”. 
Dessa forma, a frase corretamente pontuada ficaria: 
Nunca houve, na história brasileira, um esforço contínuo no sentido de eliminar a extrema pobreza, pois 
políticas sociais não são de ações de Estado, e sim de governos. 
Letra C – ERRADA – Está correto o emprego da vírgula depois de “OCDE”, pois ela isola a oração adverbial 
temporal deslocada da ordem direta “Quando comparamos o Brasil a demais países integrantes da OCDE”. 
No entanto, está errada a vírgula antes do “e” aditivo que conecta orações de mesmo sujeito. 
Lembremo-nos de que só é possível vírgula antes de “e” aditivo, e ainda assim de forma facultativa, 
quando os sujeitos das orações conectadas pelo “e” forem distintos. 
Dessa forma, a frase corretamente pontuada ficaria: 
Quando comparamos o Brasil a demais países integrantes da OCDE, notamos que o Estado apresenta gastos 
significativos em aposentadorias e reserva parcela expressiva do orçamento para o pagamento de pensões e 
benefícios sociais. 
Letra D – ERRADA – É necessário empregar vírgula após o “que”, para isolar a oração adverbial reduzida 
de gerúndio deslocada da ordem direta “adotando práticas de governança”. 
Estão corretas as vírgulas isolando o aposto explicativo “similares às hoje empregadas na iniciativa 
privada”. 
Dessa forma, a frase corretamente pontuada ficaria: 
É possível que, adotando práticas de governança, similares às hoje empregadas na iniciativa privada, o 
Estado consiga atingir patamares de transparência aceitáveis no mundo moderno. 
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Letra E – CERTA – Está correta a vírgula antes do “e” aditivo, pois este conecta oração de sujeitos 
distintos – o sujeito da primeira oração é “Os brasileiros”; já o da segunda, “os ingleses”. Trata-se de um caso 
facultativo de vírgula. 
Já a vírgula depois de “ingleses” é necessária, pois demarca a elipse (omissão) da forma verbal já citada 
anteriormente – “insistem”. 
Resposta: E 
31. INÉDITA 
Assinale a redação que esteja inteiramente pontuada de acordo com a norma padrão: 
a) Durante boa parte do século XX, a mulher ocupou posições subalternas, restritas basicamente a afazeres 
domésticos. Isso começou a mudar no período entre as duas grandes guerras quando, ela passou a 
desempenhar funções até então, exercidas pelos homens, que se encontravam em campos de batalha. 
b) Durante boa parte do século XX a mulher ocupou posições subalternas, restritas basicamente a afazeres 
domésticos. Isso começou a mudar, no período entre as duas grandes guerras, quando ela passou a 
desempenhar funções, até então, exercidas pelos homens que se encontravam em campos de batalha. 
c) Durante boa parte do século XX, a mulher ocupou posições subalternas, restritas basicamente a afazeres 
domésticos. Isso começou a mudar no período entre as duas grandes guerras, quando ela passou a 
desempenhar funções, até então, exercidas pelos homens que se encontravam em campos de batalha. 
d) Durante boa parte do século XX, a mulher ocupou posições subalternas, restritas basicamente, a afazeres 
domésticos. Isso começou a mudar, no período entre as duas grandes guerras, quando, ela passou a 
desempenhar funções, até então, exercidas pelos homens que se encontravam em campos de batalha. 
e) Durante boa parte do século XX a mulher ocupou posições subalternas restritas basicamente a afazeres 
domésticos. Isso começou a mudar no período entre as duas grandes guerras quando ela passou a 
desempenhar funções até então, exercidas pelos homens, que se encontravam em campos de batalha. 
RESOLUÇÃO: 
É preciso empregar uma vírgula após “Durante boa parte do século XX”, para isolar um adjunto adverbial 
de tempo deslocado da ordem direta. 
Pode-se empregar ou não uma vírgula após “subalternas”. Se empregarmos as vírgulas, faremos de 
“restritas basicamente a afazeres domésticos” um trecho de caráter explicativo, dando a entender que todas 
as posições subalternas estavam restritas a afazeres domésticos. Se não empregarmos as vírgulas, faremos de 
“restritas basicamente a afazeres domésticos” um trecho de caráter restritivo, dando a entender que nem todas 
as posiçõessubalternas estavam restritas a afazeres domésticos. 
É facultado isolar por vírgulas o advérbio “basicamente”, haja vista que se trata de um adjunto adverbial 
de pequena extensão (até duas palavras). 
É facultado o emprego de vírgulas após “guerras”, para isolar a oração adverbial temporal “quando ela 
passou a desempenhar...”. A vírgula é facultativa, haja vista que a oração adverbial não se encontra deslocada 
nem para o início nem para o meio da frase, casos em que o emprego da vírgula seria obrigatório. 
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É facultado isolar por vírgulas o termo “até então”, haja vista que se trata de um adjunto adverbial de 
pequena extensão (até duas palavras). 
Soa coerente não empregar vírgula após “homens”, fazendo da oração “que se encontravam em campos 
de batalha” uma adjetiva restritiva, dando a entender que alguns homens (nem todos) se encontravam em 
campo de batalha. 
Se houvesse vírgula, a oração seria adjetiva explicativa, dando a entender que todos os homens estavam 
em campos de batalha, o que soaria estranho. Ora, não ficou um homem sequer fora de batalha? 
Analisemos letra a letra: 
Letra A – ERRADA – Está errada a vírgula após a conjunção “quando”. A vírgula, de forma facultativa, 
teria de ser posicionada antes da conjunção, não depois. 
Além disso, está equivocada a vírgula após “até então”. Ou se isola esse termo por vírgulas ou se facultam 
as duas vírgulas haja vista se tratar de um adjunto adverbial de pequena extensão. 
Letra B - ERRADA – Está faltando a vírgula após “século XX”, para isolar o adjunto adverbial deslocado 
da ordem direta “Durante boa parte do século XX”. 
Letra C – CERTA – Atende-se completamente o sugerido como pontuação correta. 
Letra D – ERRADA – Está equivocada a vírgula após “basicamente”. Ou se isola esse termo por vírgulas 
ou se facultam as duas vírgulas haja vista se tratar de um adjunto adverbial de pequena extensão. 
Letra E – ERRADA - Está faltando a vírgula após “século XX”, para isolar o adjunto adverbial deslocado 
da ordem direta “Durante boa parte do século XX”. 
Além disso, está equivocada a vírgula após “até então”. Ou se isola esse termo por vírgulas ou se facultam 
as duas vírgulas haja vista se tratar de um adjunto adverbial de pequena extensão. 
Resposta: C 
32. INÉDITA 
O emprego correto da vírgula verifica-se apenas na frase: 
a) Quando as associações representativas falham o trabalhador que é sempre o maior prejudicado, perde, pois 
grande parte dos seus direitos passa a ser desrespeitada. 
b) A democracia brasileira embora já esteja bastante madura, é recente pois o Brasil passou por um longo 
período sob comando de políticos não eleitos pelo povo. 
c) A lei impõe que, todos os indivíduos, independentemente de sua condição socioeconômica, possuem direito 
a um ensino básico gratuito e de qualidade, mas ocorre que nem todos os brasileiros podem fazer uso desse 
direito. 
d) O jeitinho brasileiro, vício cultural bem marcante em nossa sociedade, dificilmente é associado a algo 
prejudicial, isto é, quase nunca a população o interpreta como algo que pode ferir interesses coletivos. 
e) Encerrada a discussão foi a vez de todos se confraternizarem numa divertida festa, tradicionalmente 
promovida pela direção todo final de ano fiscal. 
 
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RESOLUÇÃO: 
Letra A - ERRADA - Deve-se empregar uma vírgula após "falham", para se isolar a oração adverbial 
deslocada da ordem direta "Quando as associações representativas falham”. Já a oração adjetiva "que é sempre 
o maior prejudicado" deve ser isolada por vírgulas, por ter caráter explicativo. 
Mantém-se a vírgula antes da conjunção “pois”, que introduz oração coordenada sindética explicativa. 
O correto, então, seria: 
Quando as associações representativas falham, o trabalhador, que é sempre o maior prejudicado, perde, 
pois grande parte dos seus direitos passa a ser desrespeitada. 
Letra B - ERRADA - Deve-se isolar por vírgulas a oração adverbial deslocada da ordem direta "embora já 
esteja bastante madura". Além disso, deve-se empregar vírgula após "recente", para isolar a oração 
coordenada explicativa "pois o Brasil passou por um longo período sob comando de políticos não eleitos pelo 
povo.". 
Assim, o correto seria: 
A democracia brasileira, embora já esteja bastante madura, é recente, pois o Brasil passou por um longo 
período sob comando de políticos não eleitos pelo povo. 
Letra C - ERRADA - É equivocado o emprego da vírgula após "que", uma vez que a ligação do verbo com 
o seu complemento se dá de forma direta. 
Mantêm-se as vírgulas isolando o adjunto adverbial intercalado “independentemente de sua condição 
socioeconômica”. Além disso, deve-se manter a vírgula antes da conjunção “mas”, que isola a oração 
coordenada sindética adversativa. 
Assim, o correto seria: 
A lei impõe que todos os indivíduos, independentemente de sua condição socioeconômica, possuem 
direito a um ensino básico gratuito e de qualidade, mas ocorre que nem todos os brasileiros podem fazer uso 
desse direito. 
Letra D - CERTA - As vírgulas que isolam o termo "fenômeno generalizado no Brasil" se justificam por se 
tratar de um aposto explicativo. Já as vírgulas que isolam a expressão "isto é" se justificam por se tratar de uma 
expressão interpositiva. 
Letra E - ERRADA - Deve-se empregar a vírgula após "discussão", para isolar a oração adverbial reduzida 
deslocada da ordem direta "Encerrada a discussão". 
Mantém-se a vírgula após festa, isolando a oração adjetiva explicativa “tradicionalmente promovida pela 
direção todo final de ano fiscal”. 
Assim, o correto seria: 
Encerrada a discussão, foi a vez de todos se confraternizarem numa divertida festa, tradicionalmente 
promovida pela direção todo final de ano fiscal. 
Resposta: D 
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33. INÉDITA 
O emprego correto da vírgula verifica-se apenas em: 
a) O investimento em educação, estratégia ideal para o desenvolvimento de uma nação, requer planejamento 
de longo prazo, e a sociedade deve incentivá-lo. 
b) A administração das finanças públicas que é uma obrigação do Estado, precisa ser controlada, e regulada de 
forma atenta. 
c) Embora sejam ferramentas importantíssimas para a harmonia social as leis não garantem a redução da 
desigualdade, realidade inconteste no Brasil. 
d) É óbvio, que se pusermos em prática o rigor da lei ao pé da letra, muitos brasileiros serão frequentemente 
penalizados pelos mais diversos motivos banais. 
e) O tempo não para, as transformações sociais são frequentes porém há quem não considere, que isso é uma 
realidade incontestável. 
RESOLUÇÃO: 
Letra A - CERTA - O termo " estratégia ideal para o desenvolvimento de uma nação" é um aposto e, 
portanto, deve ser isolado por vírgulas. Já a vírgula antes do "e" aditivo é facultativa e se justifica pelo fato de 
serem diferentes os sujeitos das orações conectadas por essa conjunção – o sujeito da primeira oração é “O 
investimento em educação”; já o da segunda é “a sociedade”. 
Letra B - ERRADA - Deveria haver uma vírgula depois de "públicas", para isolar a oração explicativa " que 
é uma obrigação do Estado". Além disso, está equivocada a vírgula antes do "e" aditivo, uma vez que o sujeito 
das orações conectadas por essa conjunção é o mesmo – no caso “A administração das finanças públicas”. 
Assim, o correto seria: 
A administração das finanças públicas, que é uma obrigação do Estado, precisa ser controlada e regulada 
de forma atenta. 
Letra C - ERRADA - Deveria haver uma vírgula depois de "social", para isolar a oração adverbial deslocada 
da ordem direta " Embora sejam ferramentas importantíssimas para a harmonia social ". 
Mantém-se a vírgula após “desigualdade” para isolar o apostoexplicativo “realidade inconteste no Brasil”. 
Assim, o correto seria: 
Embora sejam ferramentas importantíssimas para a harmonia social, as leis não garantem a redução da 
desigualdade, realidade inconteste no Brasil. 
Letra D - ERRADA - A vírgula depois de "óbvio" deveria ser posicionada depois de "que", para isolar a 
oração adverbial deslocada da ordem direta " se pusermos em prática o rigor da lei ao pé da letra ". 
Assim, o correto seria: 
É óbvio que, se pusermos em prática o rigor da lei ao pé da letra, muitos brasileiros serão frequentemente 
penalizados pelos mais diversos motivos banais. 
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Letra E - ERRADA - Deveria haver uma vírgula antes da conjunção adversativa "porém". Além disso, é 
equivocado o emprego da vírgula depois de "considere", visto que ela está isolando a oração principal – não 
considere - da oração subordinada substantiva objetiva direta - que isso é uma realidade incontestável. 
Mantém-se a vírgula após “para”, para isolar as orações coordenadas assindéticas “O tempo não para” e “as 
transformações sociais são frequentes”. 
Assim, o correto seria: 
O tempo não para, as transformações sociais são frequentes, porém há quem não considere que isso é 
uma realidade incontestável. 
Resposta: A 
34. INÉDITA 
Está plenamente adequada a pontuação em: 
a) As histórias infantis são simplórias? Ora elas significam muito mais do que aparentam, tal como o provou, 
esse estudo do cientista polonês. 
b) Simplórias, pois assim o são consideradas pelos corações mais gelados. Os contos infantis, na verdade têm 
profunda significação, exigindo atenção, dos leitores. 
c) Há muitos que julgam, essas histórias infantis, vazias; mas atente-se bem, para seu real significado, e 
teremos inevitavelmente, grandes surpresas. 
d) Não são simplórios, certamente, esses contos infantis, os quais o autor conseguiu evidenciar, para surpresa 
nossa, um sentido bem mais profundo. 
e) Há muitos que julgam simplórias, as histórias infantis, mas é possível constatar o quanto esses contos são 
capazes, de nos revelar. 
RESOLUÇÃO: 
Letra A - ERRADA - Deve haver uma vírgula depois da interjeição "Ora". Além disso, é incorreto o 
emprego da vírgula entre o verbo "provou" e o sujeito "esse estudo do cientista polonês". 
Letra B - ERRADA - A expressão "na verdade" deve ser isolada por vírgulas, por estar intercalada entre 
sujeito – Os contos infantis - e verbo - têm. Trata-se de um adjunto adverbial de certeza. Vale ressaltar que, 
como se trata de um adjunto adverbial de pequena extensão – até 2(duas) palavras -, é possível omitir as 
vírgulas. Assim, pode-se isolar a expressão “na verdade” entre vírgulas ou omiti-las. 
Além disso, deve-se omitir a vírgula depois de "atenção", pois se isola o nome - atenção - do adjunto 
adnominal - dos leitores. 
Letra C - ERRADA - São equivocadas as vírgulas isolando "essas histórias infantis", pois elas isolam verbo 
- julgam - do complemento verbal - essas histórias infantis - e nome - histórias - do adjunto adnominal - vazias. 
Também é equivocada a vírgula entre "atente-se bem" e "para seu real significado", pois ela isola verbo do 
complemento verbal. A vírgula, depois de "significado", é facultativa, pois o conector aditivo "e" conecta 
orações de sujeitos diferentes. Por fim, o termo "inevitavelmente" ou deve ser isolado por vírgulas ou estas 
devem ser omitidas. 
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Letra D - CERTA - As vírgulas isolando o advérbio "certamente" se justificam pelo fato de esse advérbio 
estar intercalado entre o predicado - Não são simplórios - e o sujeito – esses contos infantis. A vírgula após 
"contos infantis" se justifica pelo fato de a oração adjetiva "os quais o autor conseguiu evidenciar..." ser 
explicativa. Por fim, as vírgulas isolando a expressão "para nossa surpresa" se justificam pelo fato de essa 
expressão estar intercalada entre verbo - "evidenciar" - e complemento verbal - "um sentido bem mais 
profundo". 
Letra E - ERRADA - É equivocada a vírgula entre "simplórias" e "as histórias infantis", pois esta isola verbo 
- julgam - e complemento verbal – as histórias infantis. Também é equivocada a vírgula entre "capazes" e "de 
nos revelar", haja vista que esta separa nome e complemento nominal. 
Resposta: D 
35. INÉDITA 
I. Os moradores das favelas cariocas, que se sentem desamparados pelas autoridades públicas, incendeiam 
automóveis nas ruas. 
II. A razão de ser da política, que ilude o mais pobre com discursos populistas, é fria e desumana. 
III. Não surtiu efeito apagar as pichações, que ofendiam a mulher e os filhos do juiz. 
A supressão das vírgulas alterará o sentido de 
a) I, II e III. 
b) I e II, somente. 
c) II e III, somente. 
d) I e III, somente. 
e) II, somente. 
RESOLUÇÃO: 
I - Verdadeira - A oração adjetiva "que se sentem desamparados pelas autoridades públicas" é explicativa, 
pois está isolada por vírgulas. Sendo explicativa, dá a entender que todos os moradores das favelas cariocas se 
sentem desamparados. Se retirarmos as vírgulas, a oração se torna restritiva, dando a entender que apenas 
alguns moradores das favelas cariocas assim se sentem. 
II - Verdadeira - A oração adjetiva "que ilude o mais pobre com discursos populistas" é explicativa, pois 
está isolada por vírgulas. Sendo explicativa, dá a entender que a razão de ser da política tem como característica 
genérica iludir o mais pobre com discursos populistas. Se retirarmos as vírgulas, a oração se torna restritiva, 
dando a entender que há outras razões de ser da política além das citada. 
III - Verdadeira - A oração adjetiva "que ofendiam a mulher e os filhos do juiz" é explicativa, pois está 
isolada por vírgulas. Sendo explicativa, dá a entender que todas as pichações eram ofensivas à mulher e aos 
filhos do magistrado. Se retirarmos as vírgulas, a oração se torna restritiva, dando a entender que apenas 
algumas dessas pichações tinham essas marcas ofensivas. 
Resposta: A 
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Lista de Questões 
1. FGV – PC RJ - 2022 
Em todas as frases abaixo foram realizados deslocamentos de termos e foram acrescentadas vírgulas nas frases 
modificadas; a única frase em que a vírgula está correta é: 
a) Os críticos são gente que fracassou na literatura e na arte / Os críticos são gente que fracassou na arte, e na 
literatura; 
b) Na arte não existe passado nem futuro / Na arte não existe futuro, nem passado; 
c) A obra-prima é uma variedade do milagre / Uma variedade do milagre, é a obra-prima; 
d) O futebol é o mais popular dos esportes / Dos esportes, o futebol é o mais popular; 
e) Dois mais três são cinco / Três mais dois, são cinco. 
2. FGV – PC RJ - 2022 
Texto 1 Vejamos, agora, o que nos diz Machado de Assis sobre a autópsia: “Li um termo de autópsia. Nunca 
deixo de ler esses documentos, não para aprender anatomia, mas para verificar ainda uma vez como a língua 
científica é diferente da literária. Nesta, a imaginação vai levando as palavras belas e brilhantes, faz imagens 
sobre imagens, adjetiva tudo, usa e abusa de reticências, se o autor gosta delas. Naquela, tudo é seco, exato e 
preciso. O hábito externo é externo, o interno é interno; cada fenômeno, cada osso, é designado por um 
vocábulo único. A cavidade torácica, a cavidade abdominal, a hipóstase cadavérica, a tetania, cada um desses 
lugares e fenômenos não pode receber duas apelações, sob pena de não ser ciência.” (Adaptado. A Semana, 
1830) 
No texto 1, Machado de Assis fala das reticências e do seu uso por parte dos autores que gostam delas. 
A frase abaixo em que o emprego das reticências expressa uma emoção intensa é: 
a) Isso não é... um pouco... como dizer?... estranho? 
b) Mas... a barata... a barata... você conseguiu pegá-la?c) Como sua vida está em perigo, ele vive agora em X..., pequena cidade europeia; 
d) Júlio casou ontem e, salvo um milagre (ou de... você sabe do que estou falando...), vai poder aproveitar o 
verão antes de nascer o primeiro bebê; 
e) Os vândalos estão de volta para fazer m... nas passeatas. 
 
 
 
 
 
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3. FGV – PC RJ - 2022 
“...fazer indagações, investigações, pesquisas, perquirições, de natureza filosófica ou científica; investigar, 
indagar, pesquisar, esquadrinhar.” 
Nesse segmento do texto 4, há uma série de vírgulas empregadas pela mesma razão da que ocorre na 
seguinte frase: 
a) Cansa-se de ser herói, mas não se cansa de ser rico; 
b) Se uma mulher quer fazer uma coisa, não há homem que consiga impedi-la; 
c) Querendo abolir a pena de morte, que comecem os senhores assassinos; 
d) Eu sou um homem honrado: nunca assassinei, nunca roubei, nunca violei, salvo em minha imaginação; 
e) Para alcançar o bem, mais vale habilidade que sabedoria. 
4. FGV – TCE PI - 2021 
Texto 4 – O transporte público 
“O responsável primário pelo transporte público urbano é o poder público municipal. É isso que prevê o inciso 
V do artigo 30 da Constituição Federal: 
‘[Cabe ao município] organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços 
públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial’. 
Entretanto, como você pode observar, esse dispositivo da Constituição dá liberdade aos municípios quanto a 
como ofertar esse serviço. Primeiro, o município pode escolher cuidar do transporte coletivo por conta própria. 
A prefeitura se responsabiliza diretamente pela gestão do sistema e desembolsa 100% dos recursos para 
mantê-lo. 
É claro que o modelo direto é pouco adotado, já que o orçamento municipal costuma ser apertado e há outras 
áreas que as prefeituras devem suprir (saúde e educação, por exemplo). Nesse caso, quais opções restam? 
A saída mais comum é contratar empresas para desempenhar essa função. Para fazer isso, é preciso realizar 
uma licitação, procedimento padrão para que uma empresa desempenhe um serviço público. As empresas 
vencedoras da licitação atuam sob regime de concessão ou permissão. A diferença entre os dois é sutil e pouco 
relevante; o que importa saber é que a empresa firma um contrato com a prefeitura por certo período de tempo, 
para administrar a maior parte do sistema de transporte coletivo municipal.” (Politize!, 30/05/2021) 
 
“[Cabe ao município] organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços 
públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial”. 
Nesse segmento do texto 4 há um pequeno trecho colocado entre colchetes; esse emprego serve para: 
a) apontar para um segmento que deveria ter sido escrito no texto constitucional; 
b) demonstrar que o segmento foi deslocado de sua posição original no texto da Constituição; 
c) mostrar que se trata de um segmento que se repete ao início de alguns parágrafos a seguir; 
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d) destacar intencionalmente um segmento considerado importante para o autor do texto; 
e) indicar que se trata de um acréscimo ao texto original, por parte do autor do texto 4. 
5. FGV – PC RJ - 2021 
Uma das regras básicas do emprego da vírgula é para marcar a omissão de um termo; a frase abaixo que 
exemplifica esse fato é: 
a) Aquele que não conhece Deus nesse mundo, não o conhecerá no outro; 
b) O segredo de um bom sermão é ter um bom começo, um bom fim e ter ambos o mais perto possível; 
c) Quando a infância morre, seus cadáveres são chamados de adultos; 
d) Comprar um carro é necessidade, uma Mercedes, um exagero; 
e) Uma criança, como seu estômago, não precisa de tudo que você pode dar a ela. 
6. FGV – CM Aracaju - 2021 
A frase que serviu de base para a elaboração da questão desta prova foi retirada do “Dicionário das Citações” 
de Ettore Barelli e Sergio Pennacchietti. 
“Diz-se da melhor companhia: sua conversa é instrutiva, seu silêncio, formativo.” 
Sobre os sinais gráficos e de pontuação dessa frase, a única afirmativa INADEQUADA é: 
a) as aspas indicam transcrição de um texto alheio; 
b) os dois pontos antecipam uma explicação; 
c) a primeira vírgula separa duas orações; 
d) a segunda vírgula indica a omissão de um verbo; 
e) o ponto final mostra a interrupção de um pensamento. 
7. FGV – IMBEL - 2021 
“Diz-se da melhor companhia: sua conversa é instrutiva; seu silêncio, formativo.” 
O emprego da vírgula é justificado na frase acima pela mesma razão em que ocorre na seguinte frase: 
a) “A imaginação não faz castelos no ar, mas transforma cabanas em castelos no ar.” 
b) “O homem ama a companhia, mesmo que seja apenas a de uma vela que queima.” 
c) “Para o desesperado, a partida não parece menos impossível do que o retorno.” 
d) “Ai de quem é só, pois se cai não tem quem o levante.” 
e) “Beber pouco é bom. Não beber, trágico.” 
 
 
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8. FGV – PM SP - 2021 
Leia a frase a seguir. 
O meu colega [1] que é conhecido por sua discrição e austeridade [2] tem uma boina pendurada [3] e isso me pegou 
de surpresa [4] quando a vi [5] por meio da webcam. 
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa acerca de pontuação, analise as afirmativas a seguir. 
I. As vírgulas em [1] e [2] são obrigatórias. 
II. Em [3], é possível inserir uma vírgula. 
III. A inserção de uma vírgula em [4] é facultativa, enquanto, em [5], é obrigatória. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) I e II, apenas. 
e) I, II e III. 
9. FGV – PC RN - 2021 
“A pesquisa histórica revela que no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações, 
promovendo justiça e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse nas terras 
conquistadas do Brasil.” 
 
Nesse segmento do texto, a pontuação mais adequada seria: 
 
a) A pesquisa histórica revela que, no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações, 
promovendo justiça e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse, nas terras 
conquistadas do Brasil. 
 
b) A pesquisa histórica revela: que no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações, 
promovendo justiça e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse, nas terras 
conquistadas do Brasil. 
 
c) A pesquisa histórica revela que no dia 20 de novembro de 1530 a polícia brasileira iniciava as suas ações, 
promovendo justiça, e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse nas terras 
conquistadas do Brasil. 
 
d) A pesquisa histórica revela que, no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações: 
promovendo justiça e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse, nas terras 
conquistadas do Brasil. 
 
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e) A pesquisa histórica revela, que no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações, 
promovendo justiça, e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse, nas terras 
conquistadas do Brasil. 
 
10. FGV – MPE - 2019 
Texto 5 
“No Paquistão, quando sou proibida de ir à escola, compreendo o quão importante é a educação. A educação 
é o poder das mulheres. (....) Nós percebemos a importância de nossa voz quando somos silenciados”. É assim 
que a pequena notável enxerga o horizonte e – por meio das novas tecnologias – pôde fazer ecoar sua voz. 
Educação é um ato político, e se é na sociedade (seja física ou digital) o nascedouro de faíscasde perspectivas 
para um mundo mais igualitário, a escola deve ser o seu maior berçário. 
Empoderamento educacional, Ivan Aguirra 
O sinal gráfico do texto 5 que mostra seu sentido de forma correta é: 
a) as aspas indicam que o trecho selecionado é de grande importância para o texto; 
b) os parênteses com pontos em seu interior indicam que algo foi censurado no texto original; 
c) os parênteses com palavras em seu interior indicam a presença de uma informação esquecida anteriormente; 
d) as letras maiúsculas no início de Paquistão e Educação foram empregadas pelo mesmo motivo; 
e) os pequenos travessões que destacam por meio das novas tecnologias inserem uma nova informação no 
texto. 
11. FGV - Analista Legislativo Municipal (CM Salvador)/Tecnologia da Informação/2018 (e mais 21 
concursos) 
Intercâmbio de alimentos 
Renato Mocelline/Rosiane de Camargo, História em debate. São Paulo: Editora do Brasil, p. 72. 
A chegada dos europeus à América foi o começo de uma das transformações mais revolucionárias nos hábitos 
alimentares dos seres humanos. 
Nos primeiros anos da conquista, os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, por isso 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal. Todavia, os espanhóis enviavam à Europa todos os 
alimentos exóticos que os nativos lhes ofereciam para, de alguma forma, apaziguar a Coroa pelas dificuldades 
que tinham de encontrar os tão desejados metais preciosos. 
Progressivamente, por meio dessa troca entre América e Europa, a flora e a fauna de ambos os continentes 
foram modificadas, pois diversas plantas e animais adaptaram-se aos novos climas. Com isso, a dieta dos 
habitantes das duas regiões foi enriquecida. 
“Nos primeiros anos da conquista, os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, por isso 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal”. 
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/concursos/12730
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Na reescritura desse segmento do texto, a pontuação está INADEQUADA em relação às regras de pontuação 
em: 
a) Os espanhóis, nos primeiros anos de conquista, resistiram a comer produtos nativos americanos, por isso 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal; 
b) Nos primeiros anos da conquista, os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos e, por isso, 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal; 
c) Nos primeiros anos da conquista os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, por isso 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal; 
d) Os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, nos primeiros anos de conquista; trouxeram 
consigo, por isso, plantas e animais de sua terra natal; 
e) Nos primeiros anos da conquista, os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, e, por isso 
trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal. 
12. FGV - Analista de Comunicação (BANESTES)/2018 (e mais 5 concursos) 
Texto 1 
Em artigo publicado no jornal carioca O Globo, 19/3/2018, com o nome Erros do passado, o articulista Paulo 
Guedes escreve o seguinte: “Os regimes trabalhista e previdenciário brasileiros são politicamente anacrônicos, 
economicamente desastrosos e socialmente perversos. Arquitetados de início em sistemas políticos fechados 
(na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália fascista de Mussolini), e desde então cultivados por obsoletos 
programas socialdemocratas, são hoje armas de destruição em massa de empregos locais em meio à 
competição global. Reduzem a competitividade das empresas, fabricam desigualdades sociais, dissipam em 
consumo corrente a poupança compulsória dos encargos recolhidos, derrubam o crescimento da economia e 
solapam o valor futuro das aposentadorias”. 
(adaptado) 
No texto 1, os termos inseridos nos parênteses – na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália fascista de 
Mussolini – têm a finalidade textual de: 
a) enumerar os sistemas políticos fechados do passado; 
b) destacar os sistemas onde se originaram os regimes trabalhista e previdenciário; 
c) criticar o atraso político de alguns sistemas da História; 
d) condenar nossos regimes trabalhista e previdenciário por serem muito antigos; 
e) exemplificar alguns dos nossos erros do passado. 
 
 
 
 
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/concursos/13253
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13. FGV - Técnico Bancário (BANESTES)/2018 (e mais 3 concursos) 
Todas as frases abaixo apresentam dois componentes separados por um sinal de pontuação. Desconsiderando 
a pontuação, indique a frase em que esse sinal foi substituído de forma adequada por um conectivo: 
a) Sabedoria é saber o que fazer; virtude é fazer / pois; 
b) Não é preciso muito para ser um produtor de coelhos. Você coloca um casal numa gaiola e é tudo / então; 
c) O capital é como água. Sempre flui por onde encontra menos obstáculos / logo; 
d) Dinheiro é igual a táxi: quando mais você precisa, ele não aparece / porém; 
e) Chega de homenagens. Eu quero o dinheiro / que. 
14. FGV - Analista Judiciário (TJ AL)/Oficial de Justiça Avaliador/2018 
Texto - A Copa do Mundo da Rússia só começa no dia 22 de junho, mas a febre dos álbuns com os jogadores 
das seleções já se espalhou e chegou até ao plenário de uma assembleia legislativa brasileira. O flagrante de 
dois assessores trocando figurinhas durante uma sessão foi divulgado pelas redes sociais e a cena se espalhou. 
No post, que teve mais de 16 mil compartilhamentos e 26 mil curtidas no Twitter, o internauta chega a 
especular que seriam deputados, mas a direção da casa esclareceu tratarem-se de assessores. “Votação 
importante hoje (19/02) e os deputados ao invés de estarem trabalhando e fazendo jus ao salário superior a 25 
mil reais, estão trocando e colando figurinha da Copa do Mundo em meio à votação. Se eu falasse, ninguém 
acreditaria”, diz o post. 
Outro post com mais de 40 mil compartilhamentos traz um vídeo mostrando que a troca ocorreu enquanto 
uma deputada discursava sobre uma proposta. 
A direção da casa legislativa confirmou que as imagens foram feitas durante a sessão da quarta feira e 
esclareceu que elas mostram dois “assessores de deputados” trocando figurinhas durante a sessão. “O 
comportamento não é justificável. Os gabinetes dos deputados aos quais os assessores pertencem, já foram 
informados, e cabe aos parlamentares decidir como proceder”. (adaptado) 
“A direção da casa legislativa confirmou que as imagens foram feitas durante a sessão de quarta-feira e 
esclareceu que elas mostram dois ‘assessores de deputados’ trocando figurinhas durante a sessão”. 
Nesse segmento do texto, o trecho “assessores de deputados” aparece entre aspas a fim de: 
a) copiar palavras do regimento interno; 
b) criticar a atitude dos funcionários da assembleia; 
c) repetir a informação do autor do post; 
d) corrigir uma informação falsa; 
e) destacar a autoria do delito. 
 
 
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/concursos/13259
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/concursos/12838
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15. FGV - Analista do Ministério Público (MPE AL)/Administrador de Banco de Dados/2018 (e mais 11 
concursos) 
“Numa democracia, (1) é livre a expressão, estão garantidos o direito de reunião e de greve, (2) entre outros, 
obedecidas leis e regras, (3) lastreadas na Constituição. Em um regime de liberdades, (4) há sempre o risco de 
excessos, (5) a serem devidamente contidos e seus responsáveis, punidos, conforme estabelecido na 
legislação”. 
Nesse segmento inicial do texto, a vírgula que tem caráter optativo é a indicada pelo número 
a) (1). 
b) (2). 
c) (3). 
d) (4). 
e) (5). 
16. FGV - Analista (TJ SC)/Administrativo/2018(e mais 7 concursos) 
Observe a charge a seguir: 
 
Sobre a frase dita por Einstein, é correto afirmar que: 
a) o termo “Galileu”, por ser um vocativo, deveria ser colocado no início da frase; 
b) o adjetivo “brilhante”, por ser um adjetivo qualificativo, deveria vir antes do substantivo “mente”; 
c) o pronome “nós”, implícito em “estávamos esperando” se refere a todos os habitantes do céu; 
d) o termo “Galileu” deveria aparecer entre vírgulas, por ser um vocativo; 
e) o emprego da forma “olha” é desaconselhável por pertencer à linguagem coloquial 
 
 
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/concursos/14159
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/concursos/14159
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/concursos/14150
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17. FGV - Técnico Judiciário Auxiliar (TJ SC)/2018 
Garoto das Meias Vermelhas 
 (Carlos Heitor Cony) 
 
Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito. 
Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa. 
Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas. Um dia, o cercaram e lhe 
perguntaram porque ele só usava meias vermelhas. 
Ele falou, com simplicidade: " No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou 
em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa 
das meias vermelhas. 
Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me 
perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era 
dela." 
"Ora", disseram os garotos, "mas você não está num circo. Por que não tira essas meias vermelhas e as joga 
fora?" 
O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou: 
"É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. 
Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela." 
Carlos Heitor Cony, Crônicas (adaptado) 
Ele falou, com simplicidade: "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. 
Colocou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de 
mim, por causa das meias vermelhas. 
Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me 
perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho 
era dela." 
Sobre os sinais de pontuação e sinais gráficos empregados nesse segmento do texto, é correto afirmar que: 
a) as aspas são empregadas para destacar um segmento importante da narrativa; 
b) o emprego de vírgula após “Ele falou” é obrigatório; 
c) o emprego de dois pontos após “colocar as meias vermelhas” seria também adequado; 
d) o emprego de ponto entre “Eu reclamei” e “Comecei a chorar” é incorreto, já que se deveria empregar a 
conjunção “e”; 
e) o emprego de uma vírgula antes de “quando visse um menino de meias vermelhas” é optativo. 
 
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/concursos/14158
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18. FGV - Assistente Legislativo (ALERO)/"Sem Especialidade"/2018 (e mais 8 concursos) 
O casamento foi a maneira que a humanidade encontrou de propagar a espécie sem causar falatório na 
vizinhança. As tradições matrimoniais se transformaram através dos tempos e variam de cultura para cultura. 
Em certas sociedades primitivas o tempo gasto nas preliminares do casamento – corte, namoro, noivado etc. – 
era abreviado. O macho escolhia uma fêmea, batia com um tacape na sua cabeça e a arrastava para a sua 
caverna. Com o passar do tempo este método foi sendo abandonado, por pressão dos buffets, das lojas de 
presente e das mulheres, que não admitiam um período pré-conjugal tão curto. O homem precisava aproximar-
se dela, cheirar seus cabelos, grunhir no seu ouvido, mordiscar a sua orelha e só então, quando ela estivesse 
distraída, bater com o tacape na sua cabeça e arrastá-la para a caverna. (fragmento) 
 VERÍSSIMO, Luís Fernando, Comédias da Vida Privada. Ed. LPm. 1994. 
 “Em certas sociedades primitivas o tempo gasto nas preliminares do casamento – corte, namoro, noivado etc. 
– era abreviado.” 
 O segmento sublinhado entre travessões indica 
a) uma retificação de um erro anterior. 
b) uma explicação de um termo obscuro. 
c) uma exemplificação de tradições sociais. 
d) uma citação de todas as preliminares referidas. 
e) uma enumeração de todas as preliminares citadas. 
19. FGV - Analista Legislativo (ALERO)/Redação e Revisão/2018 
“A pintura transforma o espaço em tempo; a música, o tempo em espaço.” 
A razão que justifica o emprego da vírgula nesse pensamento é a mesma que ocorre em: 
a) “A pintura é poesia silenciosa, a poesia é pintura que fala.” 
b) “A pintura é uma poesia que se vê e não se sente, e a poesia é uma pintura que se sente e não se vê.” 
c) “A crítica rasteja, e a criação voa.” 
d) “O artista é mentiroso, mas a arte é verdade.” 
e) “Todos pintam com talento e ele, com arte.” 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/concursos/14806
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20. FGV - Especialista Legislativo de Nível Superior (ALERJ)/Arquitetura/2017 (e mais 6 concursos) 
Texto 1 – Preâmbulo 
O cristianismo impregna, com maior ou menor evidência, a vida cotidiana, os valores e as opções estéticas até 
mesmo dos que o ignoram. Ele contribui para o desenho da paisagem dos campos e das cidades. Às vezes, 
ganha destaque no noticiário. Contudo, os conhecimentos necessários à interpretação dessa presença se 
apagam com rapidez. Com isso, a incompreensão aumenta. 
Admirar o monte Saint-Michel e os monumentos de Roma, de Praga ou de Belém, deleitar-se com a música de 
Bach ou de Messiaen, contemplar os quadros de Rembrandt, apreciar verdadeiramente certas obras de 
Stendhal ou de Victor Hugo implica poder decifrar as referências cristãs que constituem a beleza desses lugares 
e dessas obras-primas. Entender os debates mais recentes sobre a colonização, as práticas humanitárias, a 
bioética, o choque de culturas também supõe um conhecimento do cristianismo, dos elementos fundamentais 
da sua doutrina, das peripécias que marcaram sua história, das etapas da sua adaptação ao mundo. 
Foi nessa perspectiva que nos dirigimos a eminentes especialistas. Propusemos a eles que pusessem seu saber 
à disposição dos leitores de um vasto público culto. Isso, sem o peso da erudição, sem o emprego de um 
vocabulário excessivamente especializado, sem eventuais alusões a um suposto conhecimento prévio, que não 
tem mais uma existência real, e, claro, sem intenção de proselitismo. 
(História do Cristianismo, org. Alain Corbin. São Paulo: Martins Fontes. 2009. p.XIII). 
“Entender os debates mais recentes sobre a colonização, as práticas humanitárias, a bioética, o choque de 
culturas também / supõe um conhecimento do cristianismo, dos elementos fundamentais da sua doutrina, das 
peripécias que marcaram sua história, das etapas da sua adaptação ao mundo”. 
O trecho acima foi separado em duas partes por uma barra inclinada. Sobre o emprego das vírgulas nessas 
duas partes, é correto afirmar que: 
a) marcam a presença de enumerações de termos nas duas partes; 
b) indicam, respectivamente, a presença de aposto e da enumeração de termos; 
c) documentam a presença de apostos explicativos nos dois segmentos; 
d) mostram, nos dois segmentos, inserções de termos; 
e) indicam, respectivamente, a presença de enumeração e de aposto explicativo. 
21.FGV - Especialista Legislativo de Nível Superior (ALERJ)/Registro de Debates/2017 
“Agradar a si mesmo é orgulho; aos demais, vaidade”. 
Nessa frase, o emprego da vírgula se justifica para: 
a) separar elementos intercalados ou antepostos; 
b) separar aposto ou vocativo; 
c) isolar termos e expressões explicativas; 
d) marcar a omissão do verbo; 
e) evitar ambiguidades. 
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22. FGV - Técnico em Políticas Públicas e Gestão Governamental (SEPOG RO)/2017 (e mais 1 concurso) 
Temos uma notícia triste: o coração não é o órgão do amor! Ao contrário do que dizem, não é ali que moram os 
sentimentos. Puxa, para que serve ele, afinal? Calma, não jogue o coração para escanteio, ele é 
superimportante. “É um órgão vital. É dele a função de bombear sangue para todas as células de nosso corpo”, 
explica Sérgio Jardim, cardiologista do Hospital do Coração. 
O coração é um músculo oco, por onde passa o sangue, e tem dois sistemas de bombeamento independentes. 
Com essas “bombas” ele recebe o sangue das veias e lança para as artérias. Para isso contrai e relaxa, 
diminuindo e aumentando de tamanho. E o que tem a ver com o amor? “Ele realmente bate mais rápido quando 
uma pessoa está apaixonada. O corpo libera adrenalina, aumentando os batimentos cardíacos e a pressão 
arterial”. 
(O Estado de São Paulo, 09/06/2012, caderno suplementar, p. 6) 
 “Temos uma notícia triste: o coração não é o órgão do amor.” 
Nesse caso, o emprego dos dois pontos se justifica porque 
a) se esclarece a seguir o sentido de palavras anteriores. 
b) é explicada uma afirmação precedente. 
c) se mostra a conclusão de um raciocínio. 
d) se explicita o termo “notícia triste”. 
e) se retifica um erro cometido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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23. FGV - Técnico em Políticas Públicas e Gestão Governamental (SEPOG RO)/2017 (e mais 1 concurso) 
Temos uma notícia triste: o coração não é o órgão do amor! Ao contrário do que dizem, não é ali que moram os 
sentimentos. Puxa, para que serve ele, afinal? Calma, não jogue o coração para escanteio, ele é 
superimportante. “É um órgão vital. É dele a função de bombear sangue para todas as células de nosso corpo”, 
explica Sérgio Jardim, cardiologista do Hospital do Coração. 
O coração é um músculo oco, por onde passa o sangue, e tem dois sistemas de bombeamento independentes. 
Com essas “bombas” ele recebe o sangue das veias e lança para as artérias. Para isso contrai e relaxa, 
diminuindo e aumentando de tamanho. E o que tem a ver com o amor? “Ele realmente bate mais rápido quando 
uma pessoa está apaixonada. O corpo libera adrenalina, aumentando os batimentos cardíacos e a pressão 
arterial”. 
(O Estado de São Paulo, 09/06/2012, caderno suplementar, p. 6) 
“É um órgão vital. É dele a função de bombear sangue para todas as células de nosso corpo.” 
O uso de aspas nesse fragmento do texto indica 
a) o destaque de palavras muito importantes para o texto. 
b) a utilização de palavras com um sentido irônico. 
c) a transcrição de palavras que não pertencem ao autor do texto. 
d) o emprego de palavras em sentido figurado. 
e) o uso de palavras em variante diferente do restante do texto. 
24. FGV - Analista Técnico (MPE BA)/Engenharia Florestal/2017 (e mais 7 concursos) 
Estou há pouco mais de dois anos morando na China, leitor, e devo dizer que a minha admiração pelos chineses 
só tem feito crescer. É um país que tem coesão e rumo, como notou o meu colega de coluna neste jornal 
Cristovam Buarque, que passou recentemente por aqui. 
Coesão e rumo. Exatamente o que falta ao nosso querido país. E mais o seguinte: uma noção completamente 
diferente do tempo. Trata-se de uma civilização milenar, com mentalidade correspondente. Os temas são 
sempre tratados com uma noção de estratégia e visão de longo prazo. E paciência. A paciência que, como disse 
Franz Kafka, é uma segunda coragem. 
Nada de curto praxismo, do imediatismo típico do Ocidente, que têm sido tão destrutivos e desagregadores. 
Esse traço do chinês é até muito conhecido no resto do mundo. Há uma famosa observação do primeiro-
ministro Chou En-Lai, muito citada, que traduz essa noção singular do tempo. Em certa ocasião, no início dos 
anos 1970, um jornalista estrangeiro lançou a pergunta: “Qual é afinal, primeiro-ministro, a sua avaliação da 
Revolução Francesa?” Chou En-Lai respondeu: “É cedo para dizer”. 
Recentemente, li aqui na China que essa célebre resposta foi um simples mal-entendido. Com os percalços da 
interpretação, Chou En-Lai entendeu, na verdade, que a pergunta se referia à revolta estudantil francesa de 
1968! Pronto. Criou-se a lenda. 
Pena que tenha sido um mal-entendido. Seja como for, é indubitável que para os chineses o tempo tem outra 
dimensão. Para uma civilização de quatro mil anos ou mais, uma década tem sabor de 15 minutos. 
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(O Globo, 15/9/2017) 
No texto, o termo “leitor” aparece entre vírgulas pela mesma razão que elas são empregadas em: 
a) “Há uma famosa observação do primeiro-ministro Chou En-Lai, muito citada, que traduz essa noção singular 
do tempo”; 
b) “Em certa ocasião, no início dos anos 1970, um jornalista estrangeiro lançou a pergunta...”; 
c) “Qual é afinal, primeiro-ministro, a sua avaliação da Revolução Francesa?”; 
d) “Recentemente, li aqui na China que essa célebre resposta foi um simples mal-entendido”; 
e) “É um país que tem coesão e rumo, como notou o meu colega de coluna neste jornal Cristovam Buarque...”. 
25. FGV - Analista Técnico (MPE BA)/Letras Vernáculas/2017 
Sabemos que as vírgulas são utilizadas na língua escrita com finalidades diversas, mas fundamentalmente para 
facilitar a leitura. 
Na frase de William Cowper “Deus fez o campo, e o homem, a cidade”, há duas vírgulas que se justificam, 
respectivamente, para: 
a) evitar ambiguidade / indicar elipse do verbo; 
b) separar elementos de mesma função sintática / marcar uma pausa; 
c) distinguir elementos coordenados / dar realce a certos termos; 
d) isolar elemento de valor explicativo / separar um aposto; 
e) destacar elementos repetidos / marcar um adjunto antecipado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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26. FGV - Técnico de Nível Médio (Pref Salvador)/Atendimento/2017 
Crianças infelizes 
Uma em cada onze crianças com idade entre 8 e 16 anos está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro 
deste ano [2012] pela Children’s Society. 
 Apesar de a pesquisa trazer à tona uma realidade do Reino Unido, especialistas brasileiros em saúde infantil 
afirmam que esse não é um problema exclusivo das crianças britânicas. Para eles, mais do que infelizes, elas 
estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas. “As crianças de hoje estão desconfortáveis com a 
infância”, diz a Coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de 
São Paulo (Unifesp). 
Veja, 12 de fevereiro de 2012. 
 Um segmento do texto aparece entre aspas por que 
a) destaca uma parte importante do texto. 
b) informa ao leitor que se trata de uma ironia. 
c) mostra a tradução de um texto estrangeiro. 
d) indica a reprodução de uma fala alheia. 
e) separa um segmento que não tem ligação temática com o texto. 
 
27. FGV - Técnico de Nível Médio (Pref Salvador)/Operacional/2017Por que sentimos calafrios e desconforto ao ouvir certos sons agudos – como unhas arranhando 
um quadro-negro? 
Esta é uma reação instintiva para protegermos nossa audição. A cóclea (parte interna do ouvido) tem uma 
membrana que vibra de acordo com as frequências sonoras que ali chegam. A parte mais próxima ao exterior 
está ligada à audição de sons agudos; a região mediana é responsável pela audição de sons de frequência 
média; e a porção mais final, por sons graves. As células da parte inicial, mais delicadas e frágeis, são facilmente 
destruídas – razão por que, ao envelhecermos, perdemos a capacidade de ouvir sons agudos. Quando 
frequências muito agudas chegam a essa parte da membrana, as células podem ser danificadas, pois, quanto 
mais alta a frequência, mais energia tem seu movimento ondulatório. Isso, em parte, explica nossa aversão a 
determinados sons agudos, mas não a todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou uma sensação ruim 
ao ouvirmos uma música com notas agudas. 
Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão tem um número limitado e pequeno de frequências – 
formando um som mais “limpo”. Já no espectro de som proveniente de unhas arranhando um quadro-negro 
(ou de atrito entre isopores ou entre duas bexigas de ar) há um número infinito delas. Assim, as células vibram 
de acordo com muitas frequências e aquelas presentes na parte inicial da cóclea, por serem mais frágeis, são 
lesadas com mais facilidade. Daí a sensação de aversão a esse sons agudos e “crus”. 
Ronald Ranvaud, Ciência Hoje, nº 282. 
No título do texto, o segmento após o travessão é uma 
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a) explicação de um termo anterior. 
b) exemplificação de “sons agudos”. 
c) comparação de “sons agudos” com “unhas arranhando um quadro-negro”. 
d) conclusão feita a partir da parte inicial do texto. 
e) uma finalidade da produção de sons agudos. 
28. FGV - Analista (IBGE)/Análise de Projetos/2016 (e mais 25 concursos) 
A frase abaixo, de Millôr Fernandes, que exemplifica o emprego da vírgula por inserção de um segmento entre 
sujeito e verbo é: 
a) “O difícil, quando forem comuns as viagens interplanetárias, será a gente descobrir o planeta em que foram 
parar as bagagens”; 
b) “Quando um quer, dois brigam”; 
c) “Para compreender a situação do Brasil, já ninguém discorda, é necessário um certo distanciamento. Que 
começa abrindo uma conta numerada na Suíça”; 
d) “Pouco a pouco o carnaval se transfere para Brasília. Brasília já tem, pelo menos, o maior bloco de sujos”; 
e) “Mal comparando, Platão era o Pelé da Filosofia”. 
29. FGV - Analista Portuário (CODEBA)/Administrador/2016 (e mais 10 concursos) 
 Fantasma: o sinal exterior e visível de um medo interior. 
 Nessa frase ocorre o emprego de dois pontos (:) com a seguinte finalidade: 
a) indicar o significado de um termo anterior. 
b) preceder uma enumeração de termos. 
c) marcar uma citação. 
d) introduzir uma síntese do que foi enunciado. 
e) separar o vocativo. 
30. INÉDITA 
Assinale a redação que esteja inteiramente pontuada de acordo com a norma padrão: 
a) De acordo com a pesquisa divulgada pela ONU, o Brasil, mesmo tendo reduzido a desigualdade social na 
primeira década do século XXI, ainda não conseguiu extinguir a extrema pobreza, que devido à recessão dos 
últimos anos, apresentou um expressivo crescimento. 
b) Nunca houve na história brasileira, um esforço contínuo no sentido de eliminar a extrema pobreza, pois 
políticas sociais não são de ações de Estado, e sim de governos. 
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c) Quando comparamos o Brasil a demais países integrantes da OCDE, notamos que o Estado apresenta gastos 
significativos em aposentadorias, e reserva parcela expressiva do orçamento para o pagamento de pensões e 
benefícios sociais. 
d) É possível que adotando práticas de governança, similares às hoje empregadas na iniciativa privada, o Estado 
consiga atingir patamares de transparência aceitáveis no mundo moderno. 
e) Os brasileiros insistem em soluções simples demais para problemas complexos, e os ingleses, em soluções 
complexas demais para problemas simples. 
31. INÉDITA 
Assinale a redação que esteja inteiramente pontuada de acordo com a norma padrão: 
a) Durante boa parte do século XX, a mulher ocupou posições subalternas, restritas basicamente a afazeres 
domésticos. Isso começou a mudar no período entre as duas grandes guerras quando, ela passou a 
desempenhar funções até então, exercidas pelos homens, que se encontravam em campos de batalha. 
b) Durante boa parte do século XX a mulher ocupou posições subalternas, restritas basicamente a afazeres 
domésticos. Isso começou a mudar, no período entre as duas grandes guerras, quando ela passou a 
desempenhar funções, até então, exercidas pelos homens que se encontravam em campos de batalha. 
c) Durante boa parte do século XX, a mulher ocupou posições subalternas, restritas basicamente a afazeres 
domésticos. Isso começou a mudar no período entre as duas grandes guerras, quando ela passou a 
desempenhar funções, até então, exercidas pelos homens que se encontravam em campos de batalha. 
d) Durante boa parte do século XX, a mulher ocupou posições subalternas, restritas basicamente, a afazeres 
domésticos. Isso começou a mudar, no período entre as duas grandes guerras, quando, ela passou a 
desempenhar funções, até então, exercidas pelos homens que se encontravam em campos de batalha. 
e) Durante boa parte do século XX a mulher ocupou posições subalternas restritas basicamente a afazeres 
domésticos. Isso começou a mudar no período entre as duas grandes guerras quando ela passou a 
desempenhar funções até então, exercidas pelos homens, que se encontravam em campos de batalha. 
32. INÉDITA 
O emprego correto da vírgula verifica-se apenas na frase: 
a) Quando as associações representativas falham o trabalhador que é sempre o maior prejudicado, perde, pois 
grande parte dos seus direitos passa a ser desrespeitada. 
b) A democracia brasileira embora já esteja bastante madura, é recente pois o Brasil passou por um longo 
período sob comando de políticos não eleitos pelo povo. 
c) A lei impõe que, todos os indivíduos, independentemente de sua condição socioeconômica, possuem direito 
a um ensino básico gratuito e de qualidade, mas ocorre que nem todos os brasileiros podem fazer uso desse 
direito. 
d) O jeitinho brasileiro, vício cultural bem marcante em nossa sociedade, dificilmente é associado a algo 
prejudicial, isto é, quase nunca a população o interpreta como algo que pode ferir interesses coletivos. 
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e) Encerrada a discussão foi a vez de todos se confraternizarem numa divertida festa, tradicionalmente 
promovida pela direção todo final de ano fiscal. 
33. INÉDITA 
O emprego correto da vírgula verifica-se apenas em: 
a) O investimento em educação, estratégia ideal para o desenvolvimento de uma nação, requer planejamento 
de longo prazo, e a sociedade deve incentivá-lo. 
b) A administração das finanças públicas que é uma obrigação do Estado, precisa ser controlada, e regulada de 
forma atenta. 
c) Embora sejam ferramentas importantíssimas para a harmonia social as leis não garantem a redução da 
desigualdade, realidade inconteste no Brasil. 
d) É óbvio, que se pusermos em prática o rigor da lei ao pé da letra, muitos brasileiros serão frequentemente 
penalizados pelos mais diversos motivos banais. 
e) O tempo não para, as transformações sociais são frequentes porém há quem não considere, que isso éuma 
realidade incontestável. 
34. INÉDITA 
Está plenamente adequada a pontuação em: 
a) As histórias infantis são simplórias? Ora elas significam muito mais do que aparentam, tal como o provou, 
esse estudo do cientista polonês. 
b) Simplórias, pois assim o são consideradas pelos corações mais gelados. Os contos infantis, na verdade têm 
profunda significação, exigindo atenção, dos leitores. 
c) Há muitos que julgam, essas histórias infantis, vazias; mas atente-se bem, para seu real significado, e 
teremos inevitavelmente, grandes surpresas. 
d) Não são simplórios, certamente, esses contos infantis, os quais o autor conseguiu evidenciar, para surpresa 
nossa, um sentido bem mais profundo. 
e) Há muitos que julgam simplórias, as histórias infantis, mas é possível constatar o quanto esses contos são 
capazes, de nos revelar. 
 
 
 
 
 
 
 
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35. INÉDITA 
I. Os moradores das favelas cariocas, que se sentem desamparados pelas autoridades públicas, incendeiam 
automóveis nas ruas. 
II. A razão de ser da política, que ilude o mais pobre com discursos populistas, é fria e desumana. 
III. Não surtiu efeito apagar as pichações, que ofendiam a mulher e os filhos do juiz. 
A supressão das vírgulas alterará o sentido de 
a) I, II e III. 
b) I e II, somente. 
c) II e III, somente. 
d) I e III, somente. 
e) II, somente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito 
01 D 02 B 03 D 04 E 05 D 
06 E 07 E 08 B 09 A 10 E 
11 C/E 12 B 13 E 14 D 15 A 
16 D 17 C 18 C 19 E 20 A 
21 D 22 D 23 C 24 C 25 A 
26 D 27 B 28 A 29 A 30 E 
31 C 32 D 33 A 34 D 35 A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Resumo direcionado 
 
 
 
 
Em
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V
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g
u
la
 
NÃO SE 
EMPREGA 
VÍRGULA...
... PARA ISOLAR SUJEITO E VERBO.
Exemplo: O principal objetivo, é a aprovação.
... PARA ISOLAR VERBO E COMPLEMENTOS.
Exemplo: Vamos estudar, Português.
... PARA ISOLAR NOME E COMPLEMENTOS.
Exemplo: Não havia dúvidas, sobre sua honestidade.
... PARA ISOLAR VERBO DE LIGAÇÃO E PREDICATIVOS.
Exemplo: Ele ficou, atordoado com a notícia.
... PARA SEPARAR LOCUÇÕES DE VOZ PASSIVA E AGENTE DA PASSIVA.
Exemplo: Foi aprovado, pela diretoria.
... PARA SEPARAR ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS DA PRINCIPAL 
(EXCETO AS APOSITIVAS).
Exemplo: Precisamos, que você nos apoie.
... PARA ISOLAR ORAÇÕES ADJETIVAS RESTRITIVAS.
... PARA SEPARAR ORAÇÕES COORDENADAS ADITIVAS INTRODUZIDAS POR 
"E" E "NEM".
Exemplo: Ele não estuda, nem trabalha.
... ANTES DO "E" QUE CONCLUI UMA ENUMERAÇÃO.
Exemplo: Estudei Português, Matemática, e Direito.
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A
 v
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n
te
s 
d
o
 E
 
é PROIBITIVA ... QUANDO O "E" CONCLUI UMA ENUMERAÇÃO.
Exemplo: Estudei Português, Matemática e Direito.
é FACULTATIVA
... QUANDO OS SUJEITOS DAS ORAÇÕES CONECTADAS SÃO 
DIFERENTES.
Exemplo: O marido trabalha no escritório(,) e sua esposa, em home office. 
... QUANDO O "E" POSSUI VALOR ADVERSATIVO OU CONCLUSIVO.
Exemplo: Estudou demais o assunto(,) e cometeu um erro bobo em prova.
... QUANDO SE QUER APENAS ENFATIZAR.
Exemplo: Digo(,) e repito: você é demais!
é OBRIGATÓRIA
... QUANDO OCORRE POLISSÍNDETO.
Exemplo: Ele trabalha, e sofre, e sua, e luta, e consegue atingir seu objetivo. 
... QUANDO SE QUER DESFAZER UMA AMBIGUIDADE.
Exemplo: Corinthians perde atletas e jogo, e racha fora de campo. 
... QUANDO O "E" COMPÕE UMA ORAÇÃO INTERCALADA.
Exemplo: A empresa, e os funcionários consequentemente, sofre com a crise. 
Em
p
re
g
o
 d
a 
V
ír
g
u
la
 
A VÍRGULA É 
FACULTATIVA...
... ANTES DE ADJUNTOS ADVERBIAIS EM FINAL DE ORAÇÃO OU 
ORAÇÕES ADVERBIAIS EM FINAL DE PERÍODO.
Exemplo: Resolvi muitos exercícios (,) durante a preparação.
... EM ADJUNTOS ADVERBIAIS DE PEQUENA EXTENSÃO, MESMO 
DESLOCADOS.
Exemplo: Desta vez(,) eu aprendo Português.
... ANTES DA CONJUNÇÃO "OU".
Exemplo: Amanhã eu estudarei Português(,) ou Matemática.
... ANTES DE "E" ADITIVO QUANDO ESTE CONECTA ORAÇÕES DE 
DIFERENTES SUJEITOS.
Exemplo: João trabalha à tarde(,) e sua esposa fica em casa com os filhos.
Em
p
re
g
o
 d
a 
V
ír
g
u
la
 
EMPREGA-SE 
VÍRGULA...
... PARA SEPARAR VOCATIVOS
Exemplo: Paulo, atenda o telefone!
... PARA SEPARAR APOSTO EXPLICATIVO OU ORAÇÕES ADJETIVAS 
EXPLICATIVAS (ISOLADAS TAMBÉM POR TRAVESSÕES OU 
PARÊNTESES)
Exemplo: A Língua Portuguesa, a mais fascinante disciplina, é chave em muitos concursos.
... PARA SEPARAR ADJUNTOS ADVERBIAIS OU ORAÇÕES ADVERBIAIS 
DESLOCADAS DA ORDEM DIRETA
Exemplo: Durante esta semana, muitas reclamações houve.
... PARA ISOLAR ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS
Exemplo: Fiz as contas, analisei os balanços, decidi pelo investimento.
... PARA SEPARAR ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS 
ADVERSATIVAS, EXPLICATIVAS OU CONCLUSIVAS
Exemplo: Tivemos várias crise, mas conseguimos superá-las.
... PARA SEPARAR COORDENADAS SINDÉTICAS ALTERNATIVAS 
INTRODUZIDAS POR OU...OU, ORA... ORA, QUER.. QUER, 
SEJA...SEJA,...
Exemplo: Ora ele está bem, ora está mal-humorado.
... PARA SINALIZAR ELIPSE DE VERBO.
Exemplo: Ele gosta de futebol; ela, de vôlei.
... PARA SEPARAR TERMOS COORDENADOS ENTRE SI, EM 
ENUMERAÇÃO, DE MESMA FUNÇÃO.
Exemplo: Ele estudou Português, Matemática, Raciocínio Lógico e Estatística.
... PARA ISOLAR EXPRESSÕES INTERPOSITIVAS DE ENUMERAÇÃO, 
EXPLICAÇÃO, RETIFICAÇÃO, ETC.
Exemplo: Estude Português, ou melhor, estude muito Português.
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Ponto e Vírgula 
1) Emprega-se ponto e vírgula para separar TERMOS EM ENUMERAÇAO DE GRANDE EXTENSÃO, geralmente 
trechos oracionais com termos já isolados por vírgulas. 
Exemplo: 
Para termos um país melhor, é preciso investir em segurança pública, visando a combater o crime de forma 
mais preventiva do que repressiva; em saúde pública, dando à população um melhor bem-estar e contribuindo com 
sua produtividade; em educação de ponta, qualificando a mão de obra para o concorrido mercado de trabalho do 
século XXI; por fim, em mobilidade urbana, tornando mais confortável e prático o sagrado direito de ir e vir do 
cidadão. 
2) Emprega-se ponto e vírgula no lugar de CONJUNÇÕES COORDENATIVAS. 
Exemplo: 
Dormiu muito tarde ontem; chegou atrasado ao trabalho. 
(Dormiu muito tarde ontem, por isso chegou atrasado ao trabalho.) 
Dedicava-se bastante aos estudos; queria mudar de vida. 
(Dedicava-se bastante aos estudos, pois queria mudar de vida.) 
3) Emprega-se ponto e vírgula para separar ORAÇÕES COORDENADAS, quando se deseja ENFATIZAR UMA 
COMPARAÇÃO OU UM CONTRASTE. 
Exemplos: 
Vocês, sem exceção, basearam-se em hipóteses; eu, porém, apoiei-me em fatos. 
Os dois primeiros anos do seu rumoroso governo foram pautados pela exibição de suas façanhas atléticas e 
política; o terceiro (e último) foi consumido por denúncias e patifarias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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IMPORTANTE 
Seria equívoco empregar simplesmente uma vírgula no lugar do ponto e vírgula, pois a pausa maior não 
pode dar lugar a uma pausa menor. 
Algumas alternativas se apresentam ao uso do ponto-e-vírgula. Vejamos: 
Vocês, sem exceção, basearam-se em hipóteses. Eu, porém, apoiei-me em fatos. 
 
 
Os dois primeiros anos do seu rumoroso governo foram pautados pela exibição de suas façanhas atléticas e 
política. Já o terceiro (e último) foi consumido por denúncias e patifarias. 
 
 
A pausa menor pode dar espaço parauma pausa maior, com as devidas alterações. Isso significa que o 
ponto e vírgula pode ceder espaço para o ponto final. 
 
Dois Pontos 
1) Emprega-se o sinal de dois pontos antes ou depois de uma ENUMERAÇÃO. 
Exemplos: 
Neste clube pratica-se: futebol, natação, voleibol, tênis e basquetebol. 
Futebol, tênis, basquetebol, natação: são as modalidades praticadas no clube. 
2) Emprega-se o sinal de dois pontos para introduzir CITAÇÕES. 
Exemplo: 
 Perguntaram a um sábio: “A quem queres mais, a teu irmão ou a teu amigo?”. E o sábio respondeu: 
“Quero a meu irmão, quando é meu amigo”. 
3) Emprega-se o sinal de dois pontos para introduzir EXPLICAÇÕES. 
Exemplos: 
Fiquei curioso: circulara o boato da renúncia do presidente. 
= Fiquei curioso, pois circulara o boato da renúncia do presidente. 
 
Estava muito preocupado com seu filho: há dias não recebia notícias dele. 
= Estava muito preocupado com seu filho, pois há dias não recebia notícias dele. 
 
Ponto Final 
Ponto Final 
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4) Emprega-se o sinal de dois pontos para introduzir um APOSTO ou uma ORAÇÃO SUBORDINADA 
SUBSTANTIVA APOSITIVA. 
Exemplos: 
Só há um vencedor na política: aquele com mais dinheiro. 
O resultado esperado é um só: que todos estejam aptos ao fim do treinamento. 
5) Emprega-se o sinal de dois pontos para isolar VOCATIVOS em correspondências. 
Exemplos: 
Prezados Condôminos: 
Informo que a taxa de condomínio sofrerá reajustes. 
... 
Outros sinais de pontuação 
Usa-se o travessão ... 
...para introduzir a fala de um personagem. 
Exemplo: 
O filho perguntou: 
- Pai, quando começarão as aulas? 
... para isolar expressões de caráter explicativo, como o aposto explicativo e a oração adjetiva explicativa. 
Exemplo: 
O Curso Direção – a nova sensação na preparação para concursos – fará diversos eventos ao 
vivo gratuitos. 
IMPORTANTE! 
Após os travessões, é possível empregar vírgulas. Caso o trecho entrecortado pelos travessões exija 
vírgulas, elas podem ser empregadas normalmente. 
Exemplo: 
Estudei vorazmente Português – a disciplina-chave em concursos -, mas ainda sinto que devo aprimorar. 
 
 
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Usam-se os parênteses ... 
... para isolar comentários de caráter explicativo, reflexivo ou opinativo. 
Exemplo: 
Vivemos uma época de restrições às liberdades individuais (e, por acaso, já fomos livres um dia?) 
Usam-se as aspas ... 
... para isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, 
neologismos, arcaísmos e expressões populares. 
Exemplo: 
Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback” do serviço a mim requerido. 
... para indicar uma citação textual. 
Exemplo: 
Houve um presidente que costumava falar frequentemente “Nunca antes na história deste 
país...”. 
... para indicar sentido irônico. 
Exemplo: 
Todas as mulheres adorariam ter a “feiura” da Gisele Bündchen. 
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FIM 
NÃO DESISTA! 
CONTINUE NA DIREÇÃO CERTA! 
 
 
 
 
 
	Sumário
	Pontuação
	A Ordem Direta
	Ponto Final
	Frases Fragmentadas
	Frases Siamesas
	Frases Centopeicas
	Vírgula
	Período Simples
	Período Composto
	Ponto e Vírgula
	Dois Pontos
	Outros sinais de pontuação
	Usa-se o travessão ...
	Usam-se os parênteses ...
	Usam-se as aspas ...
	Questões comentadas pelo professor
	Lista de Questões
	Gabarito
	Resumo direcionado
	Ponto e Vírgula
	Dois Pontos
	Outros sinais de pontuação
	Usa-se o travessão ...
	Usam-se os parênteses ...
	Usam-se as aspas ...

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