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Avaliação da Composição Corporal

Unidade sobre métodos de avaliação da composição corporal: capítulos de antropometria, bioimpedância e métodos indiretos. Define massa magra/gorda, detalha medidas (peso, estatura, circunferências, dobras), tipos de peso e fórmulas para peso ajustado e PI = IMC x A².

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AVALIAÇÃO NUTRICIONAL
UNIDADE II
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA 
COMPOSIÇÃO CORPORAL
Elaboração
Leila Barreto Corsi
Atualização
Susiane Gusi Boin e Oliveira
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
SUMÁRIO
UNIDADE II
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL ..................................................................................................5
CAPÍTULO 1
ANTROPOMETRIA ......................................................................................................................................................................... 6
CAPÍTULO 2
BIOIMPEDÂNCIA ELÉTRICA (BIA) ....................................................................................................................................... 25
CAPÍTULO 3
MÉTODOS INDIRETOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL ............................................................... 28
REFERÊNCIAS ...............................................................................................................................................34
ANEXOS .........................................................................................................................................................42
4
5
UNIDADE II
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO 
DA COMPOSIÇÃO 
CORPORAL
A determinação da composição corporal se torna importante para a identificação dos 
seus resultados e para a compreensão a respeito das alterações metabólicas e seu reflexo 
no organismo, trazendo benefícios ou riscos à saúde.
Os principais componentes do organismo de um indivíduo podem ser determinados por 
meio da análise de sua composição corporal, sendo a massa magra a massa corpórea 
livre de gordura (proteínas, água intra e extracelular, massa óssea) e a massa gorda, a 
gordura corporal. É possível realizar essa avaliação por diversos métodos. A escolha do 
melhor método dependerá do objetivo da avaliação da composição corporal, da população 
estudada e suas características, do custo, dos equipamentos disponíveis, da facilidade 
de execução e do treinamento e acesso a técnica.
De forma direta, a avaliação da composição corporal consiste na dissecação de cadáveres, 
não sendo possível realizar essa avaliação na prática clínica. Os métodos indiretos 
possuem um custo maior que os duplamente indiretos para a sua execução. São exemplos 
de métodos indiretos: pesagem hidrostática, plestimografia, densitometria por dupla 
emissão de raios-X (DEXA), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética 
(RNM). Como exemplos de métodos duplamente indiretos, têm-se a bioimpedância e 
a antropometria, sendo estes os mais utilizados por terem baixo custo, serem de fácil 
acesso e por ser fácil aplicá-los em diversas populações.
6
CAPÍTULO 1
ANTROPOMETRIA
A antropometria é a obtenção estática das medidas corporais de um indivíduo, 
sendo utilizada para definir o tamanho corporal e seus constituintes. Fazem parte da 
antropometria as medidas de peso, estatura ou comprimento, as circunferências corporais 
e as dobras cutâneas. 
Por meio da antropometria, pode-se estimar a composição corporal. Os componentes 
corporais que podem normalmente causar alterações de peso são os ossos, os músculos 
e as gorduras. 
Peso
O peso se refere à medida usada para mensurar a massa corporal. A melhor forma 
de obter essa medida é realizando-a em uma balança, ou seja, pesando o indivíduo. 
No caso de não ser possível fazer esse procedimento, existem formas de se estimar o 
peso corporal, seja em adultos ou em crianças.
Em alguns casos, podemos usar adaptações do peso corporal do indivíduo, com 
um objetivo específico de avaliação, como é o caso dos pesos usual, ideal, ajustado 
ou calórico.
Peso atual: usado sempre que for possível pesar o indivíduo. O peso atual deve ser 
mensurado com a pessoa usando roupas mais leves possíveis (se possível, a roupa de 
baixo), deve ser feito em balança calibrada (digital ou plataforma) e deve-se aguardar 
a estabilização da medida para a realização da leitura. 
Peso usual: também chamado de peso habitual, é o peso normalmente apresentado 
pelo indivíduo. Na maioria das vezes, essa informação é questionada pelo avaliador e 
respondida pelo paciente. Usado para avaliar mudanças recentes de peso.
Peso ajustado: usado quando a adequação do peso (ver a seguir) for inferior a 95% ou 
superior a 115%, para o cálculo das necessidades energéticas. Para o cálculo da adequação 
do peso, é necessário determinar o peso ideal.
Peso ajustado = (peso ideal - peso atual) x 0,25 + peso atual
Peso ideal: o modo mais prático de defini-lo é usando o IMC médio da população 
estudada (sendo usado IMC 22 para homens e 21 para mulheres). Há outras formas de 
determinar o valor do IMC médio de um indivíduo, como usando o valor do percentil 
50 de uma curva de referência (50th / mediana).
7
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
PI = IMC x A²
Em que:
PI: Peso ideal (kg)
IMC: IMC ideal (kg/m2)
A: altura (m)
Peso calórico: baseado nas necessidades hídricas do indivíduo. Considera-se o peso 
metabolicamente ativo da pessoa. Usado, principalmente na pediatria, para cálculos 
de infusão intravenosa de glicose, fluidos, eletrólitos, nutrição parenteral e dose de 
medicamentos. Para realização do cálculo, usa-se a seguinte fórmula:
Tabela 2. Determinação das necessidades hídricas.
Faixa Etária Fórmula
De 2 a 10 Kg 100 ml/Kg
10 a 20 Kg 1.000 ml + 50 ml por Kg para cada Kg acima de 10 Kg
+ de 20 Kg 1.500 ml + 20 ml por Kg para cada kg acima de 20 kg
Acima de 50 Kg 3000 ml/dia
Fonte: Holliday e Segar, 1957.
Peso calórico (kg) = Necessidades hídricas .
 100 
Fórmulas para ajuste ou estimativa de peso
Estimativa de peso
A estimativa de peso é usada quando não é possível pesar o indivíduo. O peso é estimado 
usando-se medidas alternativas propostas, como circunferência da panturrilha, altura 
do joelho, circunferência do braço, dobra cutânea subescapular, circunferência de braço, 
circunferência de abdômen.
Tabela 3. Fórmulas de estimativa de peso corporal.
Autor Fórmula
Chumlea et al. Mulheres: peso corporal (kg) = (1,27 x CP) + (0,87 x AJ) + (0,98 x CB) + (0,4 x DCSE) - 62,35
Homens: peso corporal (kg) = (0,98 x CP) + (1,16 x AJ) + (1,73 x CB) + (0,37 x DCSE) - 81,69
Rabito et al. Mulheres: peso corporal (kg) = (0,5759 x CB) + (0,5263 x CA) + (1,2452 x CP) - (4,8689 x 2) - 32,9241
Homens: peso corporal (kg) = (0,5759 x CB) + (0,5263 x CA) + (1,2452 x CP) - (4,8689 x 1) - 32,9241
8
UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
Autor Fórmula
Ross Laboratories
Mulheres negras: peso corporal (kg) = (1,24 x AJ) + (2,81 x CB) - 82,48
Mulheres brancas: peso corporal (kg) = (1,01 x AJ) + (CB x 2,81) - 66,04
Homens negros: peso corporal (kg) = (1,09 x AJ) + (3,14 x CB) - 83,72
Homens brancos: peso corporal (kg) = (1,19 x AJ) + (CB x 3,21) - 86,82
Fonte: adaptada de Melo et al., 2014.
Correção de peso para amputados
Para os pacientes amputados, utiliza-se o peso corrigido, obtido por meio de fórmula 
específica, demonstrada na Figura 7. O peso corrigido deve ser utilizado para a realização 
da avaliação nutricional e para comparação com as referências populacionais. Para o 
cálculo das necessidades nutricionais, necessidades hídricas, peso calórico e dose de 
medicamentos, o peso atual deve ser utilizado.
Figura 7. Percentual de correção de peso para amputados.
 
 
 
 
 
 
Peso corrigido = peso atual x 100 0 
 100 - % amputação 
 
 
Fonte: Osterkamp,1995.
Avaliações relacionadas ao peso corporal
Porcentagem de adequação do peso
A porcentagem da adequação do peso é usada para avaliar o quanto o peso atual do 
indivíduo está adequado em relação ao peso ideal.
9
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Adequação de peso (%): Peso atual x 100
 peso ideal
A adequação do peso é classificada como:
Tabela 4. Classificação do estado nutricionalsegundo a porcentagem de adequação de peso 
corporal.
Adequação do Peso (%) Estado Nutricional
≤ 70 Desnutrição grave
70,1 – 80 Desnutrição moderada
80,1 – 90 Desnutrição leve
90,1 – 110 Eutrofia
110,01 – 120 Sobrepeso
> 120 Obesidade
Fonte: Blackburn e Thorton, 1979.
Porcentagem de perda de peso: usada quando a perda de peso é involuntária, 
avaliando a gravidade dessa perda, de acordo com a Tabela 5:
Perda de peso (%) = (peso usual - peso atual) x 100
 Peso usual
Tabela 5. Classificação do percentual de peso corporal.
Tempo Perda Significativa (%) Perda Grave (%)
1 semana 1 – 2 > 2
1 mês 5 > 5
3 meses 7,5 > 7,5
6 meses 10 > 10
Fonte: Blackburn e Bistrian, 1977.
Estatura
A estatura é sinônimo da altura e refere-se à medida longitudinal do indivíduo. Já o 
termo comprimento é usado para essa medida quando tomada com o indivíduo deitado, 
utilizada para crianças ou em indivíduos impossibilitados de ficarem em pé. 
Medida direta da estatura
A realização da estatura de forma direta ocorre quando esta é mensurada por meio 
de estadiômetro, com escala em centímetros. O indivíduo deve estar descalço, sem 
10
UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
adereços na cabeça. O posicionamento deve ser ereto, com os pés paralelos, o peso, 
distribuído em ambos os pés, e os braços devem estar ao longo do corpo. O indivíduo 
deve encostar cinco pontos na superfície do estadiômetro: calcanhares, panturrilhas, 
glúteos, escápula e região occipital. O posicionamento da cabeça deve estar no plano de 
Frankfurt (a margem inferior da abertura do orbital e a margem superior do condutor 
auditivo externo estão em uma mesma linha horizontal). 
Figura 8. Posicionamento para tomada direta de estatura.
 
Olhar no plano 
de Frankfurt 
Occipital 
encostado 
Escápulas 
encostadas 
Glúteos 
encostados 
Panturrilhas 
encostadas 
Calcanhares 
encostados 
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=0QaqKhWS4_A.
A realização do comprimento usualmente é utilizada para crianças de zero até dois 
anos de idade, mesmo para aquelas que já sabem ficar em pé e/ou caminhar. Para essa 
medida, deve-se utilizar o antropômetro ou a régua antropométrica na posição horizontal, 
com a criança deitada, preferencialmente despida, sem adereços e na presença de pais 
ou responsáveis. Colocar o aparelho apoiado em uma superfície plana, firme e lisa. 
Deitar a criança no centro do antropômetro, com as pernas relaxadas, com os olhos 
na direção vertical, as nádegas apoiadas na superfície horizontal e as costas retas. 
Realizar a tomada da medida movendo a parte móvel do antropômetro contra a planta 
dos pés, de modo a tocar simultaneamente os calcanhares. Anotar o comprimento antes 
de a criança ser retirada da posição.
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MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Figura 9. Medida de comprimento.
 
Parte 
fixa 
Parte 
móvel 
Fonte: E-Tec Brasil, 2020.
Medidas indiretas da estatura
A estatura pode ser estimada por meio de medidas alternativas ao comprimento linear 
ou feita de forma indireta. As medidas mais comumente utilizadas para as fórmulas são: 
 » Altura do joelho: indivíduo em posição sentada ou supinada, com joelho e o 
tornozelo flexionados em 90º. A medida é feita entre o calcanhar e o joelho, na 
altura do côndilo do fêmur. Usualmente realizada com calibrador ou régua para 
medir crianças. 
 Homens: [64,19 - (0,04 x idade) + (2,02 x altura do joelho em cm)]
 Mulheres: [84,88 - (0,24 x idade) + (1,83 x altura do joelho em cm)]
Figura 10. Posicionamento para medida da altura do joelho.
Fonte: Martins, 2009(a).
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UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
 » Extensão dos braços ou envergadura: é a distância entre as pontas dos dedos 
médios de cada mão, quando os braços estão estendidos lateralmente no nível do 
ombro, formando um ângulo de 90º com o corpo. A medida obtida refere-se à 
estimativa da estatura. 
 » Estatura recumbente: essa medida é realizada no leito plano ou em outra 
superfície plana, na posição horizontal, onde se posiciona o indivíduo de barriga 
para cima e se realiza as marcas no lençol na parte inferior do pé e acima da cabeça. 
Com fita métrica, faz-se a leitura da estatura do indivíduo.
 » A semienvergadura: é a distância entre a ponta do dedo médio de uma mão, 
com o braço estendido lateralmente no nível do ombro, formando um ângulo de 
90º com o corpo, até o centro do tronco (osso externo). Essa medida é usada em 
algumas fórmulas para estimativa de estatura.
Na Tabela 6, são apresentadas algumas fórmulas para a estimativa da estatura em 
adultos e idosos.
Tabela 6. Fórmulas para estimativa de estatura corporal.
Autor Fórmula
Mitchel e Lipschitz Altura = semienvergadura x 2
WHO Altura = (0,73 x (2 x metade da envergadura dos braços)) + 0,43
Chumlea
Mulheres negras: Altura = 68,1 + (1,86 x AJ) - (0,06 x idade)
Mulheres brancas: Altura = 70,25 + (1,87 x AJ) - (0,06 x idade)
Homens negros: Altura = 73,42 + (1,79 x AJ)
Homens brancos: Altura = 71,85 + (1,88 x AJ)
Fonte: adaptada de Melo et al., 2014.
Circunferências Corporais
As medidas de circunferências corporais auxiliam no entendimento da composição 
corporal e da sua estrutura e são medidas complementares ao peso e à estatura. Algumas 
delas estão associadas ao risco do desenvolvimento de patologias, bem como de deficiências 
nutricionais.
Ponto médio do braço
O ponto médio do braço é usado para medida da circunferência do braço, da dobra 
cutânea do tríceps e da dobra cutânea do bíceps. Sua medida deve ser feita marcando o 
ponto médio entre o processo acromial da escápula e o olecrano da ulna, com o braço 
flexionado, formando um ângulo de 90º.
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MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Circunferência do braço
Essa medida deve ser tomada após a marcação do ponto médio do braço, com o braço 
estendido ao longo do corpo e a palma da mão voltada para a coxa. A fita métrica deve ser 
ajustada em torno do braço, com atenção para não apertar a fita, comprimindo a pele, não 
deixar folga e não deixar o dedo entre a fita e o braço, alterando o valor real da medida.
Figura 11. Medida correta da circunferência do braço.
Fonte: Diniz et al., 2018.
Circunferência de pescoço
A circunferência do pescoço, embora possa ser uma medida não muito conhecida 
para a avaliação nutricional, vem sendo estudada desde a década de 1990, e seu valor 
aumentado tem se relacionado com aumento da gordura corporal, visceral e com o risco 
para doenças cardiovasculares.
Essa medida se refere ao ponto médio da altura do pescoço, na posição horizontal, na 
altura da cartilagem cricotireoidea. Quando houver proeminência no sexo masculino, 
a circunferência deve ser aferida abaixo desta.
Figura 12. Circunferência de pescoço.
 
Ponto médio da 
altura do pescoço 
Fonte: adaptado de Vasques et al., 2010.
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UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
Circunferência da cintura e circunferência de quadril
As circunferências da cintura e do quadril são indicativos da distribuição da gordura 
corporal, diferenciando-as em androide (obesidade superior, do tipo “maçã”) e ginoide 
(obesidade inferior, do tipo “pera”). 
A circunferência da cintura deve ser avaliada com o paciente em pé, ao final da expiração, 
no ponto médio entre o último arco costal e a crista ilíaca.
Figura 13. Circunferência da cintura.
Fonte: Fagundes et al., 2004.
A circunferência do quadril é mensurada com o paciente em pé, posicionado com os 
pés juntos, e a tomada da medida será feita com fita métrica anelástica circundando o 
quadril do indivíduo na região de maior perímetro entre a cintura e a coxa.
Figura 14. Circunferência de quadril.
Fonte: Fagundes et al., 2004.
15
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Circunferência medial da coxa
A circunferência medial da coxa é a circunferência da coxa mais utilizada para a finalidade 
de avaliação nutricional. Ela deve ser realizada no ponto médio, que fica entre a dobra 
inguinal e a bordaproximal da patela. Após marcar o ponto médio, passa-se a fita 
anelástica em torno da coxa nesse ponto e se realiza a leitura da medida. 
 Figura 15. Ponto médio da coxa.
 
Ponto médio 
Borda proximal 
da patela 
Dobra inguinal 
Fonte: adaptada de Vasques et al., 2010.
Circunferência de Panturrilha
A medida da circunferência da panturrilha é tomada no perímetro máximo do músculo 
da panturrilha do lado direito do corpo, horizontalmente, com uma fita anelástica. Essa 
medida é utilizada para a estimativa de estatura e de peso, além de ser um indicador 
para desnutrição ou risco de desnutrição.
Figura 16. Circunferência da panturrilha.
Fonte: Faria, 2011.
16
UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
Dobras Cutâneas
Também chamadas de pregas cutâneas, são utilizadas para estimar a gordura corporal, 
estimando, também, outros compartimentos da composição corpórea. As dobras mais 
comuns são a do tríceps, a do bíceps, a subescapular e a suprailíaca. Outras dobras 
também podem ser avaliadas, de acordo com a população ou necessidade da avaliação 
do profissional, como axilar, peitoral, abdominal, coxa, panturrilha.
As medidas devem ser efetuadas no hemicorpo direito, exceto quando houver especificações 
diferentes na referência utilizada, como lado não dominante. 
Instruções gerais: 
 » Usar equipamento calibrado (adipômetro) e fita métrica inextensível (também 
chamada de anelástica).
 » Seguir rigorosamente o ponto anatômico e as instruções do autor usado como 
referência, para minimizar os erros inter e intra-avaliadores.
 » Avisar ao cliente/paciente o que será feito e quais procedimentos serão adotados.
 » Pinçar a dobra utilizando-se os dedos polegar e indicador.
 » Os dedos devem formar a prega a 1cm do ponto desejado, e a medida deve ser feita 
com o adipômetro, exatamente no local marcado.
 » A leitura deve ser feita entre dois e três segundos.
 » Utilizam-se três medidas para verificar possíveis erros. Caso a diferença entre 
medidas seja maior que 5%, uma nova série de medidas deverá ser realizada, 
utilizando-se o valor médio como referência.
 » Ao final da leitura, abrir o equipamento e soltar a prega, evitando beliscar o 
cliente/paciente. 
Dobra Cutânea Trícipital (DCT): realizada na marcação do ponto médio do braço, 
em sua face posterior. O braço deve estar ao longo do corpo, relaxado. Destaca-se a 
dobra do tecido muscular e faz-se a medição. Deve-se atentar para pinçar apenas a 
dobra referente ao músculo tricipital, para não superestimar a quantidade de gordura. 
Essa dobra apresenta forte correlação com a gordura corporal total e o percentual de 
gordura total.
17
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Figura 17. Medida da dobra cutânea do tríceps.
Fonte: https://www.sanny.com.br/dobras-cutaneas.
Dobra Cutânea Bicipital (DCB): também realizada na marcação do ponto médio, 
deve ser segurada verticalmente e aplica-se o medidor. Deve ser usada juntamente com 
outras medidas para estimar a composição corporal.
Figura 18. Medida da dobra cutânea do bíceps.
Fonte: https://www.sanny.com.br/dobras-cutaneas.
Dobra Cutânea Subescapular (DCSE): essa dobra é medida 2cm abaixo do ângulo 
inferior da escápula, formando um ângulo de 45º entre esta e a coluna. Braços e ombros 
devem estar relaxados. 
18
UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
Figura 19. Medida da dobra cutânea subescapular.
Fonte: https://www.sanny.com.br/dobras-cutaneas.
Dobra Cutânea Suprailíaca (DCSI): encontra-se essa dobra na linha média axilar e 
acima da crista ilíaca. Deve ser medida na diagonal. O avaliado (paciente) deve colocar 
o braço para trás, conforme Figura 20.
Figura 20. Medida da dobra cutânea suprailíaca.
Fonte: https://www.sanny.com.br/dobras-cutaneas.
Dobra Cutânea Axilar Média: essa dobra é medida no ponto de intersecção entre a 
linha axilar média e uma linha imaginária transversal na altura do xifoide do esterno. 
A medida é realizada obliquamente ao eixo longitudinal. Para facilitar a medida e a 
leitura do valor, o braço do cliente/paciente deve estar para trás.
19
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Figura 21. Medida da dobra cutânea axilar média.
Fonte: https://www.sanny.com.br/dobras-cutaneas.
Dobra Cutânea Torácica: essa medida é realizada de forma diferente em clientes/
pacientes de sexo feminino e masculino. 
 » Sexo masculino: trata-se da medida oblíqua em relação ao eixo longitudinal, no 
ponto médio entre a linha axilar anterior e o mamilo.
 » Sexo feminino: medida oblíqua em relação ao eixo longitudinal, a um terço da 
linha axilar anterior.
Figura 22. Medida da dobra cutânea torácica realizada em paciente do sexo masculino.
Fonte: https://www.sanny.com.br/dobras-cutaneas.
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UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
Figura 23. Medida da dobra cutânea torácica realizada em paciente do sexo feminino.
Fonte: https://www.sanny.com.br/dobras-cutaneas.
Dobra Cutânea Abdominal: essa medida de dobra cutânea é realizada a mais ou 
menos 2cm da cicatriz umbilical. De modo prático, mede-se a dobra aproximadamente 
a dois dedos de distância do umbigo. Ela é mensurada ao eixo longitudinal na maioria 
dos protocolos. Já Lohman (1988) propõe a medida da dobra cutânea abdominal de 
forma transversal.
Figura 24. Medida da dobra cutânea abdominal no eixo longitudinal.
Fonte: https://www.sanny.com.br/dobras-cutaneas.
21
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Dobra Cutânea da Coxa: essa medida da dobra cutânea é realizada paralelamente 
ao eixo longitudinal, usualmente no ponto médio da distância entre a borda inguinal 
e a borda superior da patela (ver Figura 15). Pode ser medida também a um terço de 
distância entre esses pontos, como proposto no protocolo de Guedes (1985).
Essa dobra é menos utilizada na prática clínica devido à dificuldade de sua execução 
(é difícil fazer o pinçamento correto e pode haver desconforto para a leitura rápida do 
dado). Para facilitar o procedimento do pinçamento da dobra cutânea, é melhor que o 
cliente/paciente coloque a perna direita (a que será medida) para frente, semiflexionando 
o joelho e mantendo o peso na perna esquerda. Dessa forma, o músculo da perna direita 
não fica contraído, facilitando a execução da medida e leitura do dado.
Figura 25. Medida da dobra cutânea da coxa.
Fonte: https://www.sanny.com.br/dobras-cutaneas.
Dobra Cutânea da Panturrilha Medial: para a realização da dobra cutânea da 
panturrilha medial, o cliente/paciente deverá estar sentado, com o joelho dobrado a 
90°, o tornozelo em posição anatômica e o pé sem apoio. Dessa forma, o músculo da 
panturrilha não fica contraído, facilitando a execução da medida (pinçamento da dobra 
e leitura rápida do dado). 
A dobra é pinçada no ponto de maior perímetro da perna, assim como é realizada a 
circunferência de panturrilha. O polegar da mão esquerda (a mão que se pinça a dobra) 
deve se apoiar na borda medial da tíbia.
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UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
Figura 26. Medida da dobra cutânea da panturrilha medial.
Fonte: https://www.sanny.com.br/dobras-cutaneas.
Determinação do percentual de gordura corporal com o 
uso das dobras cutâneas
Uma das formas para estimar o percentual de gordura corporal é com o uso das dobras 
cutâneas.
Sabe-se que a dobra cutânea tricipital e a dobra cutânea subescapular possuem uma boa 
correlação com a quantidade de gordura corporal total, ou seja, usualmente, quando 
elas estão acima dos valores considerados adequados, a quantidade de gordura corporal 
total também o está. Entretanto, existem equações e referências que estimam de forma 
mais adequada a quantidade de gordura corporal.
Primeiramente, os valores das dobras cutâneas são somados ou colocados em equações 
específicas, chamadas de equações de predição de gordura corporal. Com esses valores, 
23
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
chega-se a umaestimativa do percentual de gordura corporal total. Somente após 
estimados esses valores é que se irá classificar, por meio das referências, se o percentual 
de gordura está dentro do considerado adequado, ou não, para aquela população.
As equações mais comumente utilizadas são: Katch e Mcardle (1973), Durnin e Womersley 
(1974), Jackson e Pollock (1978), Jackson, Pollock e Ward (1980), Guedes (1985), Slaughter 
et al. – para indivíduos de sete a 18 anos (1988), Petroski (1995), Peterson, Czerwinski 
e Siervogel (2003). E, como referência, há: Jackson e Pollock (1978), Jackson, Pollock 
e Ward (1980), Guedes (1985), Faulkner (1968), Lohman (1992).
Esses são apenas alguns exemplos das equações e protocolos de referência que existem. 
Para um melhor atendimento nutricional, deve-se buscar a referência que melhor se 
encaixa para o indivíduo avaliado ou a população estudada.
Indicadores antropométricos pelas medidas do braço
Percentual de adequação da circunferência de braço
O percentual de adequação da circunferência do braço (CB) é utilizado para avaliar grau 
de catabolismo ou excesso nutricional do indivíduo. Quando essa medida está aumentada, 
não é possível distinguir se o aumento é proveniente de massa muscular ou de massa 
gordurosa e, portanto, seu uso deve ser feito com critério e cautela.
% adequação da CB = CB obtida (cm) x 100 
 CB percentil 50 (50th)
Tabela 7. Classificação do percentual de adequação da circunferência de braço.
Desnutrição 
Grave
Desnutrição 
Moderada
Desnutrição 
Leve Eutrofia Sobrepeso Obesidade
Adequação da CB < 70% 70 – 80% 80 – 90% 90 – 110% 110 – 120% > 120%
Fonte: Blackburn e Thornton, 1979.
Circunferência muscular do braço
A circunferência muscular do braço (CMB) é uma medida indireta, derivada da 
circunferência do braço (CB) e da dobra cutânea tricipital (DCT). A CMB mensura a 
quantidade e a taxa de variação da massa muscular esquelética. Essa medida possui 
boa correlação com a massa muscular corpórea e sua depleção indica, na maioria das 
vezes, a existência de processo catabólico corporal, que leva à depleção muscular, como 
no caso da desnutrição. 
24
UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
Com base no proposto por Lohman (1981), a CMB é derivada do cálculo:
CMB = CB - (DCT x 0,314)
Adequação da CMB (%) = CMB obtida (cm) x 100 
 percentil 50* da CMB
Tabela 8. Classificação do percentual de adequação da circunferência muscular do braço.
Desnutrição 
Grave
Desnutrição 
Moderada
Desnutrição 
Leve Eutrofia
Adequação da 
CB < 70% 70 – 80% 80 – 90% > 90%
Fonte: Blackburn e Thornton, 1979.
Índice de massa corporal (IMC)
O IMC é um dos índices mais utilizados para avaliação nutricional, tanto em indivíduos 
como em populações. Seu cálculo é feito por meio da fórmula:
IMC = Peso (kg) / altura (m)²
A utilização desse índice em indivíduos deve estar associada a outros indicadores para 
estabelecer um diagnóstico nutricional correto. Como não distingue a composição 
corporal (massa gordurosa e massa magra, entre elas, a muscular), ao utilizar apenas o 
IMC, é possível classificar com sobrepeso ou obesidade indivíduos que apresentam um 
aumento de peso em massa magra. 
O IMC é o índice de avaliação do estado nutricional que pode ser usado em todas as 
faixas etárias, de recém-nascidos a idosos. Esse índice tem como características o 
fácil acesso, a execução simples, o baixo custo e a boa correlação com comorbidades. 
Por essas características, esse índice é um indicador antropométrico amplamente utilizado 
na prática clínica e em estudos populacionais. 
Na prática clínica, após determinar a classificação do IMC, essas classificações podem 
ser comparadas ao longo da vida de um indivíduo, avaliando-se a evolução do estado 
nutricional individual. Em estudos populacionais, é possível se classificar e comparar 
as diferentes faixas etárias por meio do mesmo indicador antropométrico, não havendo 
essa interferência na avaliação e na validação dos dados.
25
CAPÍTULO 2
BIOIMPEDÂNCIA ELÉTRICA (BIA) 
A bioimpedância elétrica é um método rápido, não invasivo e bem aceito para avaliação 
da composição corporal de um indivíduo. Seu princípio se baseia na condutividade 
elétrica por meio dos componentes corporais, com a colocação de eletrodos nos pés 
e nas mãos do indivíduo. Os valores de condutividade são utilizados em fórmulas e 
transformados em informações, tanto sobre a quantidade e porcentagem de gordura 
corporal e massa muscular como sobre a hidratação do corpo. Deve-se atentar para as 
orientações do fabricante do aparelho para colocação dos eletrodos. A verificação da 
referência adotada pelo fabricante também é importante para descrição em trabalhos 
ou comparações com outras medições. 
A bioimpedância, por meio dos valores obtidos de resistência, reactância e ângulo de 
fase, é capaz de estimar e detalhar os componentes corpóreos de massa magra e de 
massa gorda, entretanto nem todos os aparelhos realizam essa medição detalhada. 
Dentre os compartimentos básicos, têm-se a massa magra (livre de gordura), a massa 
gorda e o percentual de água corporal. Para modelos mais completos, é possível 
também mensurar: 
 » ângulo de fase corporal total e segmentar;
 » água intra e extracelular;
 » água corporal total; 
 » índice de edema corporal e segmentar; 
 » percentual de proteínas e de minerais; 
 » conteúdo mineral ósseo; 
 » massa muscular esquelética; 
 » massa magra de cada segmento corporal; 
 » massa de gordura; 
 » estimativa de gordura segmentar; 
 » índice de gordura corporal; 
 » percentual de gordura corporal;
 » índice de massa livre de gordura; 
 » impedância e reactância de cada segmento corporal.
26
UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
É importante destacar aqui que a bioimpedância não tem sido utilizada somente 
para a determinação da composição corporal. A informação do ângulo de fase tem 
sido relacionada como fator prognóstico em algumas patologias, como no caso de 
doenças renais.
Por haver diferenças entre os aparelhos, a utilização do mesmo equipamento nas 
avaliações de bioimpedância garante melhor resultado do acompanhamento ao longo 
do tempo, sem o risco de haver diferenças entre equipamentos. 
Atualmente, no mercado, existem aparelhos de bioimpedância que realizam as medidas 
com o indivíduo em posição supina, ou outros que são acoplados em balanças, e as 
medidas são feitas com o indivíduo em pé. Orienta-se que as bioimpedâncias acopladas 
em balança sejam tetrapolares, ou seja, que a corrente elétrica passe pelos eletrodos 
das mãos e dos pés.
Algumas recomendações são essenciais para garantir o resultado confiável da avaliação 
da composição corporal por bioimpedância. Por exemplo, a ingestão de cafeína e de álcool 
pode causar desidratação e subestimar os valores de massa muscular em até 5 kg, enquanto 
a prática de exercícios físicos em intensidade alta ou moderada pode superestimar 
a quantidade de massa muscular em até 12 kg. Exercícios em baixa intensidade não 
alteram os valores do exame.
Orientações gerais para a realização da bioimpedância:
 » suspender o uso de medicamentos diuréticos sete dias antes do teste (exceto por 
orientação médica); 
 » estar em jejum de pelo menos quatro horas;
 » estar em abstinência alcoólica por 24 a 48 horas;
 » evitar o consumo de cafeína 24 horas antes do teste;
 » estar fora do período pré-menstrual;
 » não ter praticado atividade física intensa nas últimas 24 horas;
 » urinar pelo menos 30 minutos antes da medida;
 » permanecer de cinco a 10 minutos em repouso absoluto, em posição de decúbito 
dorsal, antes de efetuar a medida;
 » contraindicação absoluta para a realização do teste: casos em que os pacientes são 
portadores de marcapasso e gestantes.
27
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Figura 27. Exame de bioimpedância elétrica tetrapolar realizado com eletrodos em pés e mãos, 
com o indivíduoem posição supina.
Fonte: Graton, 2017.
28
CAPÍTULO 3
MÉTODOS INDIRETOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO 
CORPORAL
Os métodos indiretos para a avaliação da composição corporal são usados com menor 
frequência do que os métodos duplamente indiretos, por suas características, entre as 
quais se destacam:
 » técnicas que possuem um custo mais elevado; 
 » necessidade de aparelho, local específico e pessoal treinado;
 » maior tempo para a sua execução;
 » necessidade de preparo para a realização dos exames, na maioria das vezes; 
 » nem todas as técnicas são aplicáveis a qualquer faixa etária; dependendo do exame, 
da faixa etária, da condição fisiológica ou patológica, é necessário sedação;
 » exames e técnicas mais utilizados em estudos populacionais, devido ao custo 
elevado e à dificuldade de acesso;
 » os exames indiretos para a avalição da composição corporal têm a vantagem, 
em relação às dobras cutâneas corporais, de apresentarem maior acurácia para 
a determinação do tecido adiposo, principalmente em obesos. Nos pacientes 
obesos, principalmente com obesidade III, existe a dificuldade em demarcar o local 
anatômico da dobra cutânea, a dificuldade em separar o tecido adiposo do tecido 
muscular e a limitação máxima de abertura do adipômetro.
Neste capítulo, serão abordados os métodos indiretos de avaliação da composição 
corporal mais conhecidos e utilizados na prática clínica.
Pesagem hidrostática
Esse exame se baseia na densidade corporal, portanto o seu resultado é determinado 
pela razão entre o peso do indivíduo no ar e o peso do indivíduo na água (submerso). 
Simplificando, o resultado = peso no ar / peso na água.
A pesagem hidrostática possui precisão elevada, porém ela pode sofrer interferências 
relacionadas ao momento da pesagem e ao estado individual, como estágio do ciclo 
menstrual, horário do dia, atividade física e uso de fármacos. É um procedimento 
demorado, com necessidade de adaptação ao meio líquido (indivíduo fica submerso na 
água), pode ser desconfortável para obesos e para pessoas de determinadas faixas etárias.
29
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Figura 28. Pesagem hidrostática.
Fonte: https://www.unomaha.edu/news/2016/12/underwater-weigh-holiday-sale.php.
Plestimografia
A plestimografia é um método para a avaliação da composição corporal baseado na 
medida do volume corporal a partir do deslocamento do ar. O indivíduo entra em uma 
câmara de fibra de vidro que possui sensores acoplados a ela e a um computador que 
mensura a alteração e o deslocamento do ar. É um método caro, com capacidade máxima 
para indivíduos com 250 kg, pode apresentar erros para a determinação de massa livre 
de gordura em obesos, pois estes apresentam maior quantidade de água extracelular. 
É rápido e indolor.
Figura 29. Exame de plestimografia.
Fonte: Silva, 2016.
Antigamente, não era possível realizar esse exame em crianças pequenas. Hoje, já existem 
câmaras específicas até para bebês.
30
UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
Figura 30. Exame de plestimografia para bebês.
Fonte: https://de.wikipedia.org/wiki/Datei:Infant_body_composition_through_air_displacement_plethysmography.jpg. 
Dual-Energy X-ray Absorptiometry (DEXA) – 
Abosorciometria de Raio-X de Dupla Energia
O exame de DEXA é considerado como exame referência para a avaliação da composição 
corporal em indivíduos obesos. Também é considerado o exame de referência para a 
avaliação da obesidade sarcopênica (aumento de massa gordurosa associado à sarcopenia 
– diminuição acentuada da massa muscular).
Na avaliação da massa óssea, o DEXA é considerado como padrão ouro pela Organização 
Mundial de Saúde, para a avaliação da osteoporose.
Em estudos, foi possível observar que os valores do DEXA se correlacionavam fortemente 
com o tecido adiposo visceral e abdominal, entretanto existe um limite do aparelho em 
relação ao peso corporal do indivíduo, sendo possível a avaliação de pessoas com até 
204 kg em algumas marcas. 
31
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Dentre as vantagens desse exame, existe uma menor emissão de radiação durante 
a realização dele e ele é mais acessível que a Tomografia Computadorizada (TC) e a 
Ressonância Magnética (RNM).
Figura 31. Exame de Dual-Energy X-ray Absorptiometry (DEXA).
Fonte: Silva, 2016.
Ultrassonografia (US)
A US funciona a partir da conversão de energia elétrica em ondas sonoras que passam 
pelo tecido adiposo, muscular e ósseo, determinando, assim, a espessura dos tecidos. Esse 
método possui boa correlação com os resultados da pesagem hidrostática e DEXA. Em 
relação às suas desvantagens, sabe-se que ele apresenta elevado custo e há dificuldade 
técnica para a aplicação dele.
Figura 32. Exame de ultrassonagrafia para a avaliação da composição corporal.
Fonte: Silva, 2016.
32
UNIDADE II | MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL
Ressonância Magnética (RNM) e Tomografia 
Computadorizada (TC)
A RNM é um exame que, por meio de ondas de frequência de rádio, quantifica a massa 
gordurosa total e subcutânea. Tem como vantagem a não utilização de radiação iônica, 
apresentação de imagens em 3D e apresenta boa correlação com a pesagem hidrostática. 
Suas desvantagens incluem custo elevado e dificuldade técnica para a realização.
Figura 33. Exame de ressonância magnética.
Fonte: Teixeira e Porto, 2020.
A TC parte do princípio da mensuração e atenuação da emissão dos raios-X nos diferentes 
tecidos. Seu resultado é apresentado em imagens bidimensionais, em corte transversal 
do corpo. Dentre as desvantagens do método estão o alto custo, a necessidade de pessoal 
treinado e a exposição à radiação (atenção às crianças e gestantes).
Figura 34. Foto do tomógrafo médico – exame de Tomografia Computadorizada.
Fonte: xleme.com.br/tomografia-computadorizada-128-cortes-dupla-energia.html 
33
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL | UNIDADE II
Interactância de raios infravermelhos
Essa técnica consiste na suposição de que as medidas de interactância podem estimar a 
composição corporal a partir da densidade óptica, que é inversamente proporcional ao 
percentual de gordura corporal. Essa técnica é rápida, não invasiva, depende da prática 
do avaliador e da distribuição de gordura do cliente/paciente que está sendo avaliado.
Existe a recomendação de combinação de outras técnicas para a avaliação da composição 
corporal quando se trata da avaliação de indivíduos com obesidade.
Vimos as principais técnicas de avaliação da composição corporal utilizadas. Mas, 
levando em conta a grande dimensão do nosso país e as diferenças de acesso aos 
serviços de saúde, pense: como avaliar indivíduos sem o auxílio de um equipamento 
caro, ou sem a bioimpedância, ou até mesmo sem o adipômetro? Essas avaliações 
são válidas?
34
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42
ANEXOS
Anexo 1: Gráfico para avaliação da evolução do IMC da 
gestante
Fonte: Andhressa Araújo Fagundes et al. , 2004
43
ANEXOS
Anexo2: Ficha da Mini Avaliação Nutricional
Fonte: https://www.mna-elderly.com/forms/MNA_portuguese_brazil.pdf.
	_Hlk43582774
	_Hlk44920315
	_Hlk43207902
	_Hlk44920329
	_Hlk43838938
	_Hlk43838945
	_Hlk43838953
	_Hlk43838960
	_Hlk5637727
	_Hlk43838977
	_Hlk43582966
	_Hlk43215964
	_Hlk44339770
	_Hlk43583005
	_Hlk44339757
	_Hlk43583018
	_Hlk43583023
	_Hlk43839008
	_Hlk43208102
	_Hlk43839018
	_Hlk43208163
	_Hlk43839036
	_Hlk43839064
	_Hlk44354829
	_Hlk43583986
	_Hlk44920340
	_Hlk43584002
	_Hlk43584011
	_Hlk44353570
	_Hlk43584030
	_Hlk44353550
	_Hlk43584060
	_Hlk44353520
	_Hlk43584071
	_Hlk44353528
	_Hlk44353535
	_Hlk44920347
	_Hlk43584138
	_Hlk44920355
	_Hlk44920361
	_Hlk43584156
	_Hlk44920367
	_Hlk44354932
	_Hlk44920374
	_Hlk44354943
	_Hlk44920378
	_Hlk44354952
	_Hlk44920389
	_Hlk44354961
	_Hlk44354971
	_Hlk44354979
	_Hlk44357601
	_Hlk47664577
	_Hlk43584212
	_Hlk44920400
	_Hlk44355090
	_Hlk43584227
	_Hlk44920406
	_Hlk44920412
	_Hlk44920437
	_Hlk44357632
	_Hlk43584553
	_Hlk44920457
	_Hlk44359314
	_Hlk44920484
	_Hlk44359494
	_Hlk44360407
	_Hlk44360443
	_Hlk44361097
	_Hlk44361103
	UNIDADE II
	Métodos de Avaliação da Composição Corporal
	Capítulo 1
	Antropometria
	Capítulo 2
	Bioimpedância Elétrica (BIA) 
	Capítulo 3
	Métodos Indiretos de Avaliação da Composição Corporal
	Referências 
	Anexos

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