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Acidentes de Trabalho

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1
ACIDENTES DE TRABALHO
Conceitos
CONCEITO LEGAL (Lei 8213/91 – Art. 19 a 23)
Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo
exercício do trabalho dos segurados, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que
cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o
trabalho.
Também é acidente de trabalho:
I - doença profissional, a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a
determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e
da Previdência Social;
Inerente da profissão Silicose – quem fica exposto à sílica.
Contínua exposição do trabalhador aos chamados agentes de risco.
II - doença do trabalho, a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em
que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.
Inerente à condição que a atividade está sendo desenvolvida Entregador de uma empresa de
transportes adquire pneumonia por ter ficado exposto ao frio durante entrega de uma remessa
de cortes bovino em frigorifico.
Deve provar nexo causal.
Não são consideradas doenças do trabalho:
a) a doença degenerativa;
b) a inerente a grupo etário;
c) a que não produza incapacidade laborativa;
d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva,
salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela
natureza do trabalho.
Equiparam-se a acidente do trabalho:
I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído
diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda de sua capacidade para o
trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;
II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de:
2
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de
trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada com o
trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de
trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força
maior.
III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua
atividade;
IV - o acidente sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou
proporcionar proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta
dentro de seus planos para melhor capacitação de mão-de-obra, independentemente do
meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;
d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que
seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.
§ 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras
necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado no
exercício do trabalho.
§ 2º Não é considerada agravação ou complicação do acidente do trabalho a lesão que,
resultante de acidente de outra origem, se associe ou se superponha às consequências do
anterior.
“Art. 21-A. A perícia médica do INSS considerará caracterizada a natureza acidentária da
incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e o
agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da
incapacidade elencada na CID, em conformidade com o que dispuser o regulamento.
§ 1º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste artigo quando demonstrada a
inexistência do nexo.
3
§ 2º A empresa poderá requerer a não aplicação do nexo técnico epidemiológico, de cuja
decisão caberá recurso com efeito suspensivo, da empresa ou do segurado, ao Conselho de
Recursos da Previdência Social.”
Art. 22. A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o 1º
(primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade
competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do
salário-de-contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela
Previdência Social.
§ 2º Na falta da comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado,
seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer
autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
§ 3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de responsabilidade pela falta
do cumprimento do disposto neste artigo.
§ 4º Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança, pela
Previdência Social, das multas previstas neste artigo.
Art. 23. Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, o
que ocorrer primeiro:
● a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual;
● o dia da segregação compulsória; ou
● o dia em que for realizado o diagnóstico.
*segregação compulsória:
Doença de segregação compulsória = doença epidemiológica que requer isolamento obrigatório de
outros indivíduos, a fim de evitar contágio.
CONCEITO TÉCNICO
*O acidente do trabalho pode ser definido como uma ocorrência não programada, inesperada ou não, que
interrompe ou interfere no processo normal de uma atividade, ocasionando perda de tempo útil ou lesões
aos trabalhadores e/ou danos materiais.
Portanto, mesmo ocorrências que não resultem lesões ou danos materiais, devem ser encaradas como
acidente do trabalho.
4
● Ocorrência equipada a acidente de trabalho não está relacionado a atividade fim da empresa (soldador
cai no vestiário )
Exemplos:
1- Empregado encontrava-se em realização de exames periódicos. Por solicitação do serviço médico da empresa, foi
encaminhado para realizar exames complementares em instalações externas à empresa, durante sua jornada
administrativa da trabalho. Durante o trajeto ao local de exame em seu veículo particular ocorreu um acidente
automobilístico , provocando ferimentos fatais no empregado. Evento: Acidente de trabalho (equiparado)
2- Um empregado operava uma empilhadeira para a qual não tinha habilidade nem autorização de uso. Ele perdeu
o controle do veículo e atingiu um colega, ferindo-o. Evento: Acidente de trabalho (Típico)
3- A empregada foi almoçar em local externo à sua instalação, sem interrupção no caminho, quando retornava
tropeçou em um buraco na calçada da via pública vindo a cair e sofrendo lesões. Evento: Acidente de trabalho
(equiparado)
4- Em uma via pública, durante percurso entre sua residência e seu local de trabalho, sem alteração no caminho, o
empregado da força de trabalho colidiu sua motocicleta com um veículo, sofrendo uma queda que resultou na
fratura do seu pé esquerdo. Evento: Acidente de trabalho (equiparado – trajeto)
5- Em uma via pública, durante percurso entre sua residência e seu local de trabalho, o empregado alterou o
caminho um pouco para passar em uma loja, antes de chegar a loja o empregado colidiu sua motocicleta com um
veículo , sofrendo uma queda que resultou na fratura do seu pé esquerdo. Evento: Acidente.
ACIDENTES DE TRABALHO
Causas e Consequências
A ocorrência de um acidente ou incidente raramente é ocasionado apenas por um fator, mas sim por um
conjunto de eventos que acabam levando a uma perda.
O tipo e o grau dessas perdas variam de acordo com a gravidade de seus efeitos, que poderão ser
insignificantes ou catastróficos, gerando custos para a empresa.
Visando alcançar a menor quantidade possível de perdas, faz-se necessário conhecermos as causas que
as geram, e, consequentemente, tentar evitá-las.Falta de controle
A falta de controle é o princípio da sequência de fatores causais que originam um acidente, que
dependendo de sua gravidade, pode gerar poucas ou muitas perdas.
5
Por isso, o controle é uma das funções essenciais em uma administração efetiva, não importando o
segmento que ela tiver.
Um bom administrador deve utilizar-se sempre de planejamento, organização, direção e controle de suas
principais funções.
Ele deve conhecer os padrões, planejar e organizar o trabalho, de modo a satisfazê-los e guiar seu grupo
de trabalho na satisfação e cumprimento desses padrões.
Avaliar seu próprio desempenho e o dos outros, avaliar os resultados e as necessidades e corrigir de
forma construtiva o desempenho das mesmas.
As razões mais comuns para que ocorram a falta de controle são:
Um programa inadequado
É o desenvolvimento de um programa com quantidades insuficientes de atividades, que variam de acordo
com a extensão, a natureza e o segmento da empresa.
Padrões inadequados do programa
É a formulação dos padrões de maneira pouco específica, pouco clara e/ou nível pouco elevado, não
proporcionando às pessoas conhecerem o que é esperado delas e nem permitem uma medição
significativa do grau de cumprimento dos padrões.
Cumprimento inadequado dos padrões.
É uma das origens da falta de controle, sendo uma das razões do fracasso no controle de perdas
derivadas dos acidentes.
Causas básicas
As causas básicas são as razões de ocorrerem os atos e condições abaixo do padrão.
Também são chamadas de causas raízes, causas reais, causas indiretas, causas fundamentais ou de
contribuição de um acidente ou incidente.
Geralmente são bem evidentes, mas para se ter um controle administrativo eficiente, faz-se necessário
um pouco mais de investigação sobre elas.
Com este conhecimento pode-se explicar porque as pessoas cometem práticas abaixo dos padrões e
porque essas condições existem.
É importante considerarmos também, duas categorias, os fatores pessoais e os fatores de trabalho
(ambiente de trabalho), que são exemplificadas a seguir:
Fatores pessoais
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• Capacidade física/fisiológica inadequada;
• Capacidade mental/psicológica inadequada;
• Tensão física/fisiológica;
• Tensão mental/psicológica;
• Falta de conhecimento;
• Falta de habilidade;
• Motivação deficiente.
Fatores de trabalho (ambiente de trabalho)
• Liderança e/ou supervisão inadequada;
• Engenharia inadequada;
• Compra inadequada;
• Manutenção inadequada;
• Ferramentas, equipamentos e materiais inadequados;
• Padrões de trabalho inadequados;
• Uso e desgaste;
• Abuso e maltrato.
Causas imediatas
As causas imediatas são as circunstâncias que precedem imediatamente o contato e que podem ser
vistas ou sentidas.
Atualmente, utiliza-se os termos abaixo dos padrões e condições abaixo dos padrões. As práticas e
condições abaixo dos padrões manifestam-se dos seguintes modos:
Atos ou práticas abaixo dos padrões
• Operar equipamentos sem autorização;
• Não sinalizar ou advertir;
• Falhar ao bloquear/resguardar;
• Operar em velocidade inadequada;
• Tornar os dispositivos de segurança inoperáveis;
• Remover os dispositivos de segurança;
• Usar equipamento defeituoso;
• Usar equipamentos de maneira incorreta;
• Não usar adequadamente o EPI;
• Carregar de maneira incorreta;
• Armazenar de maneira incorreta;
7
• Levantar objetos de forma incorreta;
• Adotar uma posição inadequada para o trabalho;
• Realizar manutenção de equipamentos em operação;
• Fazer brincadeiras;
• Trabalhar sob a influência de álcool e/ou outras drogas.
Condições abaixo dos padrões
• Proteções e barreiras inadequadas;
• Equipamentos de proteção inadequados ou insuficientes;
• Ferramentas, equipamentos ou materiais defeituosos;
• Espaço restrito ou congestionado;
• Sistemas de advertência inadequados;
• Perigos de explosão e incêndio;
• Ordem e limpeza deficientes, desordem;
• Condições ambientais perigosas: gases, poeira, fumaça, vapores;
• Exposições a ruídos;
• Exposições a radiações;
• Exposições a temperaturas extremas;
• Iluminação excessiva ou inadequada;
• Ventilação inadequada.
NBR 14280
CAUSAS DO ACIDENTE
fator pessoal de insegurança (fator pessoal): Causa relativa ao comportamento humano, que
pode levar à ocorrência do acidente ou à prática do ato inseguro.
A pesquisa do fator pessoal de insegurança apresenta, em geral, alguma dificuldade, o que não
deve, no entanto, constituir motivo de desestímulo a essa pesquisa, que pode ensejar a
eliminação de muitos atos inseguros.
Principal finalidade da classificação é conduzir à distinção entre os casos de falta de
conhecimento ou experiência e os de desajustamentos, uma vez que cada um merece correção
diferente.
ato inseguro: Ação ou omissão que, contrariando preceito de segurança, pode causar ou
favorecer a ocorrência de acidente.
condição ambiente de insegurança (condição ambiente): Condição do meio que causou o
acidente ou contribuiu para a sua ocorrência.
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NOTAS
O adjetivo ambiente inclui, aqui, tudo o que se refere ao meio, desde a atmosfera do local de
trabalho até as instalações, equipamentos, substâncias utilizadas e métodos de trabalho
empregados.
Na identificação das causas do acidente é importante evitar a aplicação de raciocínio imediato,
ou seja, ater-se simplesmente a causas que levaram diretamente à ocorrência do acidente.
Fatores complementares de identificação das causas de acidentes devem também ser levados
em consideração.
Tais causas têm sua importância no processo de análise, como por exemplo, a não utilização ou
existência do EPI ou sistema de proteção coletiva e o não fornecimento de EPI, mas não são
suficientes para impedir novas ocorrências semelhantes.
Portanto, é imprescindível a visualização do processo em cadeia sequencial, ou seja, a
identificação de fatores pessoais e causas que se apresentaram como básicas à ocorrência das
causas anteriormente citadas (imediatas).
Para a clara visualização destes fatores básicos, deve-se sempre perguntar o “por quê”, ou seja,
por que o empregado deixou de usar o EPI disponível? Liderança inadequada? Engenharia
inadequada? Estes são exemplos de fatores básicos que devem ser identificados.
Da mesma forma, e seguindo a ordem sequencial supramencionada, também é indispensável a
apuração das “causas gerenciais”, como a origem das demais. Estas causas se apresentam no
dia-a-dia, como procedimentos que caracterizam a “falta de controle”, como por exemplo, a
inexistência de padrões ou procedimentos (não existem normas ou regras que digam como a
tarefa deva ser executada), a existência de padrões ou procedimentos inadequados (existem
mas são inadequados), e a existência de padrões ou procedimentos adequados, porém não
cumpridos.
Acidente e incidente
Os incidentes são eventos que antecedem as perdas, isto é, são os contatos que poderiam causar uma
lesão ou dano.
Quando se permite que tenham condições abaixo do padrão ou atos abaixo do padrão, aumentam as
chances de ocorrerem incidentes e acidentes.
Essas condições são causas potenciais de acidentes, que provocam os contatos e trocas de energia que
causam danos às pessoas, à propriedade, ao processo e ao meio ambiente.
Existem os tipos mais comuns de transferência de energia, como listado pela American Standard
Accident Classification Code apresentados abaixo:
Tipos de transferência de energia
• Golpeado contra (correndo em direção a ou tropeçando em);
• Golpeado por (atingido por objeto em movimento);
9
• Queda para um nível inferior (seja o corpo que caia ou o objeto que caia e atinja o corpo);
• Queda no mesmo nível (deslizar e cair, inclinar-se);
• Apanhado por (pontos agudos ou cortantes);
• Apanhado em (agarrado, pendurado);
• Apanhado entre (esmagado ou amputado);
• Contato com (eletricidade, calor, frio, radiação, substâncias cáusticas, substâncias tóxicas, ruídos);
• Sobre-tensão/ sobre-esforço/ sobrecarga.
Perdas
As perdas são os resultados de um acidente, que geram vários tipos de perdas:
Às pessoas, à propriedade,aos produtos, ao meio ambiente e aos serviços.
O tipo e o grau dessas perdas dependerá da gravidade de seus efeitos, que podem ser insignificantes ou
catastróficos.
Dependerá também das circunstâncias casuais e das ações realizadas para minimizar as perdas como:
• Cuidar adequadamente dos primeiros socorros e da assistência médica;
• Controlar e combater os incêndios, rápido e efetivamente;
• Reparar de imediato, equipamentos e instalações danificadas;
• Implementar planos de ação de emergência eficientes;
• Reintegrar as pessoas no trabalho, de modo efetivo.
Minimizar os efeitos de uma perda acidental é fazer uso dos aspectos humanos e econômicos, motivando
o controle dos acidentes que dão origem às perdas.
Quando essa prática não é aplicada, aumentam-se as chances de ocorrerem diversos tipos de perdas,
que ocasionam vários custos à empresa como os exemplificados a seguir:
PERDAS NOS ACIDENTES
Tempo do Trabalhador Ferido
Tempo produtivo do trabalhador ferido é perdido e não é reembolsado pelas leis de inadequação do
trabalhador.
Tempo do Companheiro de Trabalho
• Os companheiros de trabalho no local do acidente perdem tempo, assim como no momento de deslocar
o ferido ao ambulatório ou à ambulância;
10
• Perde-se tempo por lástima ou curiosidade e pela interrupção do trabalho ao ocorrer a lesão, e mais
tarde, ao comentar o caso, contando estórias similares, trocando opiniões acerca das causas, correndo
boatos, etc.;
• Perda de tempo devido a limpeza do lugar, recolhimento de donativos para ajudar ao trabalhador e sua
família, assistência às audiências, etc.;
• Deve-se incluir também os custos das horas extras dos outros trabalhadores que têm que cobrir o
trabalho do companheiro ferido, e o tempo gasto pelo pessoal de Segurança em relação ao acidente.
Tempo do Supervisor
• O tempo do supervisor que se soma ao acidente inclui:
• Assistência ao trabalhador ferido;
• Investigar a causa do acidente, investigação inicial, acompanhamento, pesquisa sobre como prevenir a
repetição, etc;
• Planejar a continuação do trabalho, obter material novo, reprogramar;
• Selecionar e treinar novos trabalhadores, incluindo a solicitação de candidatos ao posto, suas
avaliações, treinamento do empregado novo ou transferido;
• Preparar o relatório do acidente, relatório de lesões; relatório de danos à propriedade, relatório de
incidentes, relatórios das anomalias, dos acidentes de veículos, etc;
• Participar das audiências sobre o acidente.
Perdas Gerais
• Perde-se tempo de produção devido ao transtorno, choque, ou distintas manifestações de
trabalhadores, baixa de rendimento e pelos comentários;
• Produzem-se perdas como resultado das paradas de máquinas, veículos, plantas, instalações, que
podem ser temporárias ou de longo prazo e afetar equipamentos e cronogramas relacionados;
• A produtividade do trabalhador ferido é freqüentemente reduzida após o retorno ao trabalho, devido às
restrições de trabalho, à redução de sua eficiência, aos impedimentos físicos, às muletas, gessos, etc;
• A perda de novos negócios e de prestígio, publicações negativas, problemas na obtenção de novas
contratações, são perdas típicas do caso;
• Surgem gastos adicionais legais devido a processos judiciais com relação aos benefícios de
indenizações, demandas de responsabilidade civil, que requerem contratação de serviços legais, além
dos gastos com agentes de seguro que estão incluídos nos custos diretos;
• Os custos podem aumentar devido às reservas de seguro e aos itens que aumentam os impostos e que
correspondem, respectivamente, às peque nas porcentagens anuais de perdas brutas, assim como os
impostos baseados nos valores em dólares das perdas que estão amarradas as reservas;
11
• Devem incluir itens variados adicionais, que podem ser específicos para certas operações e que são
apropriados para casos específicos de acidente;
• Perdas de propriedade;
• Gastos no fornecimento de equipamentos e recursos de emergência;
• Custo de equipamentos e materiais, como conseqüência da recuperação ou restauração devido ao uso
acima do normal;
• Custo de material para reparo e peças de reposição;
• Custo de tempo de reparo e de substituição de equipamentos em termos de perda de produtividade e
atraso na manutenção planejada de outros equipamentos;
• Custo de ações corretivas que não sejam as de reparo;
• Perdas pela reposição de partes sobressalentes em estoque para os equipamentos destruídos;
• Custos proporcionais de equipamentos de resgate e de emergência;
• Perda de produção durante o período de recuperação do empregado, investigação, limpeza, reparo e
certificação.
Outras Perdas
• Penalidades, multas, citações por embargo, etc.
ACIDENTES DE TRABALHO
Investigação e Análise de Acidentes
Objetivo
● Determinar como e porque o acidente ocorreu e assim prevenir que acidentes similares
aconteçam;
● Minimizar as consequências de um acidente recente;
● Cumprir os dispositivos legais acerca de acidentes e sua análise;
ETAPAS
● Neutralizar, preservar e comunicar
● Fazer registro
● Formar comissão multifuncional de investigação
● Coletar dados e fazer cronologia dos eventos
● Determinar causas
● Determinar os elementos do sistema que precisam ser melhorados
● Recomendar ações preventivas e corretivas
● Documentar resultados
● Avaliar, aprovar e implementar as ações corretivas e preventivas
12
● Divulgar resultados
Não deve:
● procurar culpados;
● basear-se em hipóteses;
● fazer valer ideias pessoais.
BRAIN STORMING (TEMPESTADE DE IDÉIAS)
É feito depois do evento ter ocorrido.
Brainstorming significa tempestade cerebral ou tempestade de ideias. É uma expressão
inglesa formada pela junção das palavras "brain", que significa cérebro, intelecto e "storm", que
significa tempestade.
O brainstorming é uma dinâmica de grupo que é usada em várias empresas como uma técnica
para resolver problemas específicos, para desenvolver novas ideias ou projetos,
para juntar informação e para estimular o pensamento criativo.
Brainstorming é um método criado nos Estados Unidos, pelo publicitárioAlex Osborn, usado
para testar e explorar a capacidade criativa de indivíduos ou grupos, principalmente nas
áreas de relações humanas, dinâmicas de grupo e publicidade e propaganda.
A técnica de brainstorming propõe que um grupo de pessoas se reúnam e utilizem seus
pensamentos e ideias para que possam chegar a um denominador comum, a fim de gerar
ideias inovadoras que levem um determinado projeto adiante. Nenhuma ideia deve ser
descartada ou julgada como errada ou absurda, todas devem estar na compilação ou anotação
de todas as ideias ocorridas no processo, para depois evoluir até a solução final.
Para uma sessão de brainstorming devem ser seguidas algumas regras básicas: é proibido
debates e críticas às ideias apresentadas, pois causam inibições, quanto mais ideias melhor;
nenhuma ideia deve ser desprezada, ou seja, as pessoas têm liberdade total para falarem sobre
o que quiserem; para o bom andamento, deve-se reapresentar uma ideia modificada ou
combinação de ideias que já foram apresentadas; por fim, igualdade de oportunidade - todos
devem ter chance de explore suas ideias.
FLUXOGRAMA
Pré-estabelecido e quando há uma ocorrência se toma a ação indicada.
13
STEP – SEQUENTIALLY TIME EVENTS PLOTING
Coleta de dados e análise de fatos de forma temporal, gerando uma representação gráfica do processo como
resultado final.
Determina causas imediatas e básicas.
Identifica O QUE e COMO aconteceu para entende o PORQUÊ.
Características positivas:
● Simples de ser assimilado;
● Permite visualizar as relações causa-efeito;
● Demostra a cronologia dos fatos;
● Auxilia a validar a sequencia do acidente.
DESENVOLVIMENTO
O processo do acidente é visto como envolvendo agentes (pessoas ou objetos) que agem em um evento;
14
1 ator + 1 ação = 1 evento
Agentes do acidente definem as linhas horizontais e o tempo as linhas verticais
O elementos (fatos) relevantes ficam ligados por linhas que auxiliam a examinar o acidente com maioracuidade e facilitam a descrição precisa dos fatos.
AAF (análise de árvore de falhas)
Representação esquemática das relações de causa-efeito existentes entre um evento indesejável
pré-definido que se quer analisar e as causas que podem ter originado este evento.
Depois do evento ter ocorrido
Busca causas básicas (elemento raiz)
Começar do evento indesejado (evento topo) e busca causas básicas
I – Individuo
T – Tarefa
MT – Meio de Trabalho
M – Materiais
15
No uso da Árvore de Causas, o grupo de análise deve:
procurar as causas básicas.
apoiar-se em fatos concretos.
Características positivas:
Incorporação os modos de falha de teste de manutenção e de erros humanos;
É aplicável tanto para projeto quanto para sistemas em operação;
Identifica prontamente os pontos fracos do sistema.
Características negativas:
● Requer que a equipe envolvida na análise conheça bem o processo;
● A equipe de análise deve dispor de dados que testem as hipóteses de causa-efeito que serão levantadas pelo
grupo.
1-Descrever o evento
2-Descrever as Falhas/fatos
3-Descrever as Hipóteses
4-Verificar as Hipóteses
5-Determinar as causas Físicas
6-Determinar as causas Humanas
7-Determinar as causas de Gestão
Portões
Transferência (vai)
16
Transferência (vem)
OU (apenas um evento precisa ocorrer)
E (dois ou mais eventos precisam ocorrer)
Diagrama de Causa e efeito
Maquinário
Meio Ambiente
Matéria Prima
Método
Medida
Mão de Obra
Espinha de peixe / Diagrama dos 6 M’s
Objetivo:
Visa identificar prováveis causas de determinado problema.
Pergunta sempre Por que isso acontece?
Características positivas :
Determinação de todas as causas;
Ajuda a identificar a causa raiz;
Características negativas:
Depende da aplicação efetiva de um brainstorming;
Não explicita o relacionamento entre as causas apontadas.
MODELO DE CAUSALIDADE DE PERDAS
Fundamentada no controle de perdas, identifica as causas imediatas, básicas e administrativas usando Check List (Lista
de itens pré-estabelecidos).
Características positivas:
17
Identifica fatores administrativas;
Visão ordenada da relação causa efeito;
Apresenta check lista facilitando a análise;
Características negativas:
Não privilegia a etapa de coleta de evidências;
A simplicidade do método pode contribuir para que o uso seja mais mecânico.
MODELO COMPORTAMENTAL – ANTECEDENTS, BEHAVIOUR, CONSEQUENCES (ABC)
Identificar os antecedentes que estimulam e precedem comportamentos, objeto de estudo especifico e suas
consequências, originadas e decorrentes deste comportamento.
Vantagens:
● Propicia análise abrangente dos fatores pessoais envolvidos;
● Contempla aspectos comportamentais característicos da natureza humana.
ANTECEDENTS BEHAVIOUR CONSEQUENCES
Algo que estimula e precede
comportamento Um ato Observável Aquilo que se origina diretamente
do comportamento e dele decorre
Indisponibilidade
Pressa
Desconforto
Equipamento avariado
Percepção do risco
Falta de treinamento
Ninguém usa
Não utilização de protetor facial
Ganho de tempo;
Lesões;
Conforto;
Melhor visão;
Conveniência;
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ACIDENTES DE TRABALHO
Estatísticas dos Acidentes
CONTROLE ESTATÍSTICO DOS ACIDENTES –
ESTATÍSTICO = DADOS
01 Estratificação
02 Diagrama de Pareto
03 Gráfico de Dispersão
04 Histograma
05 Cartas /listas de controle
01- Estratificação
Colocar em partes c/ a mesma característica.
02- Diagrama de Pareto
Aponta os elementos mais ou menos contribuintes para o evento em análise é eficiente para um grande número
de informações.
19
03- Gráfico de Dispersão
Serve para apontar tendências( evolução, queda de rendimento, etc)
04- Histograma
Gráfico de barras paralelas – ser para observar variações comparadas a uma média, agrupa classes e resultados
comparando com um “padrão”.
05 – Cartas / listas de controle – Analisa se o Limite inferior ou limite superior foram atingidos.
20
ACIDENTES DE TRABALHO
Registro e Comunicação
IN-45
Da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT
Art. 355. O acidente de trabalho ocorrido deverá ser comunicado por meio da CAT e deve se referir às
seguintes ocorrências:
I - CAT inicial: acidente do trabalho típico, trajeto, doença profissional, do trabalho ou óbito
imediato;
II - CAT de reabertura: afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou
de doença profissional ou do trabalho;
Não serão consideradas CAT de reabertura para as situações de simples assistência
médica ou de afastamento com menos de quinze dias consecutivos.
III - CAT de comunicação de óbito: falecimento decorrente de acidente ou doença
profissional ou do trabalho, após o registro da CAT inicial.
O óbito decorrente de acidente ou de doença profissional ou do trabalho, ocorrido após a
emissão da CAT inicial ou de reabertura, será comunicado ao INSS, por CAT de comunicação de óbito,
constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial.
Art. 356. A CAT poderá ser registrada em uma das APS ou pela Internet, no sítio eletrônico
www.previdencia.gov.br.
§ 1º A CAT registrada pela Internet é válida para todos os fins perante o INSS.
§ 2° No ato do cadastramento da CAT por meio da Internet, o emissor deverá transcrever
as informações constantes no atestado médico para o respectivo campo da CAT, sendo obrigatória a
apresentação do atestado médico original por ocasião do requerimento de benefício e da avaliação
médico-pericial.
§ 3º A CAT registrada por meio da Internet deverá ser impressa, constar assinatura e
carimbo de identificação do emitente e médico assistente, a qual será apresentada pelo segurado ao
médico perito do INSS por ocasião da avaliação médico-pericial.
http://www.previdencia.gov.br
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Art. 357. A CAT deverá ser preenchida com todos os dados informados nos seus
respectivos campos, em quatro vias, com a seguinte destinação:
I - primeira via: ao INSS;
II - segunda via: ao segurado ou dependente;
III - terceira via: ao sindicato dos trabalhadores; e
IV - quarta via: à empresa.
§ 1º Compete ao emitente da CAT a responsabilidade pelo envio das vias dessa
Comunicação às pessoas e às entidades indicada.
.
§ 2º O formulário da CAT poderá ser substituído por impresso da própria empresa, desde
que contenha todos os campos do modelo oficial do INSS.
§ 3º Para fins de cadastramento da CAT, caso o campo atestado médico do formulário
desta não esteja preenchido e assinado pelo médico assistente, deverá ser apresentado atestado médico
original, desde que nele conste:
● a devida descrição do atendimento realizado ao acidentado do trabalho, inclusive o
diagnóstico com o CID;
● o período provável para o tratamento;
● contendo assinatura;
● o número do CRM;
● data; e
● carimbo do médico, seja particular, de convênio ou do SUS.
§ 4º Na CAT de reabertura de acidente do trabalho, deverão constar as mesmas
informações da época do acidente, exceto quanto ao afastamento, último dia trabalhado, atestado médico
e data da emissão, que serão relativos à data da reabertura.
Art. 358. São responsáveis pelo preenchimento e encaminhamento da CAT:
I - no caso de segurado empregado, a empresa empregadora;
II - para o segurado especial, o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical
da categoria, o médico assistente ou qualquer autoridade pública;
III - no caso do trabalhador avulso, a empresa tomadora de serviço e, na falta dela, o
sindicato da categoria ou o órgão gestor de mão-de-obra; e
IV - no caso de segurado desempregado, nas situações em que a doença profissional ou
do trabalho manifestou-se ou foi diagnosticada após a demissão, as pessoas ou as entidades constantes
do § 1º do art. 359.
§ 1º No caso do segurado empregado e trabalhador avulso exercerem atividades
concomitantes e vierem a sofrer acidente de trajeto entre uma e outra empresa na qual trabalhe, será
obrigatória a emissão da CAT pelas duas empresas.
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§ 2º É considerado como agravamento do acidente aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a
responsabilidade da Reabilitação Profissional, neste caso, caberá ao técnicoda Reabilitação Profissional
comunicar à perícia médica o ocorrido.
Art. 359. A empresa deverá comunicar o acidente ocorrido com o segurado empregado,
exceto o doméstico, e o trabalhador avulso até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em
caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa aplicada e cobrada na forma do
art. 286 do RPS.
§ 1º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio
acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer
autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto no caput.
§ 2º Para efeito do disposto no § 1º deste artigo, consideram-se autoridades públicas
reconhecidas para tal finalidade os magistrados em geral, os membros do Ministério Público e dos
Serviços Jurídicos da União e dos estados, os comandantes de unidades militares do Exército, da
Marinha, da Aeronáutica e das Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar), prefeitos,
delegados de polícia, diretores de hospitais e de asilos oficiais e servidores da administração direta e
indireta federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, quando investidos de função.
§ 3º A CAT entregue fora do prazo estabelecido no caput e anteriormente ao início de
qualquer procedimento administrativo ou de medida de fiscalização, exclui a multa prevista no caput.
§ 4º A CAT formalizada nos termos do § 1º deste artigo, não exclui a multa prevista no
caput.
Art. 360. As CAT relativas ao acidente do trabalho ou à doença do trabalho ou à doença
profissional ocorridos com o aposentado que permaneceu na atividade como empregado ou a ela
retornou, deverão ser registradas e encerradas, observado o disposto no art. 173 do RPS.
Parágrafo único. O segurado aposentado deverá ser cientificado do encerramento da CAT e orientado
quanto ao direito à Reabilitação Profissional, desde que atendidos os requisitos legais, em face do disposto
no § 2º do art. 18 da Lei nº 8.213, de 1991.
⇨ No Comunicado de Acidente do Trabalho – CAT –, o responsável deve, obrigatoriamente, proceder do
seguinte modo:
(C) Determinar o tipo de acidente a ser considerado: típico, doença ou de trajeto.
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ACIDENTES DE TRABALHO
Custo dos acidentes
Custo total = Custo segurado (DIRETO) + custo não segurado (INDIRETO)
Custo não segurado = difícil de prever , pois só é possível calcular após a ocorrência do evento, onde se tem o
resultados e consequências.
Custo segurado = é fácil prever devido o cálculo ser baseado na folha de pagamento x alíquota.
CUSTO SEGURADO
Total das despesas cobertas pelo seguro de acidente do trabalho.
É fácil de prever devido o calculo ser baseado na folha de pagamento x alíquota.
CUSTO NÃO SEGURADO
Total das despesas não cobertas pelo seguro de acidente do trabalho e, em geral, não
facilmente computáveis , tais como as resultantes da interrupção do trabalho, do afastamento do
empregado de sua ocupação habitual, de danos causados a equipamentos e materiais, da
perturbação do trabalho normal e de atividades assistenciais não seguradas.
Difícil de prever, pois só poder ser calculado após a ocorrência do evento.
Levantamento do custo não segurado
Para o levantamento do custo não segurado, devem ser levados em consideração, entre outros,
os seguintes elementos:
a) despesas com reparo ou substituição de máquina, equipamento ou material avariado;
b) despesas com serviços assistenciais não segurados;
c) pagamento de horas extras em decorrência do acidente;
d) despesas jurídicas;
e) complementação salarial ao empregado acidentado;
f) prejuízo decorrente da queda de produção pela interrupção do funcionamento da máquina ou
da operação de que estava incumbido o acidentado, ou do impacto emocional que o acidentado
causa aos companheiros de trabalho;
g) desperdício de material ou produção fora de especificação, em virtude de anormalidade no
estado emocional causada pelo acidente;
h) redução da produção pela baixa do rendimento do acidentado, durante certo tempo, após o
regresso ao trabalho;
i) horas de trabalho dispendidas pelos empregados que interrompem seu trabalho normal para
ajudar o acidentado;
j) horas de trabalho dispendidas pelos supervisores e por outras pessoas:
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- na ajuda ao acidentado;
- na investigação das causas do acidente;
- em providências para que o trabalho do acidentado continue a ser executado;
- na seleção e preparo de novo empregado;
- na assistência jurídica;
- na assistência médica para os socorros de urgência;
- no transporte do acidentado.

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