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Capacidade Civil e Incapacidade

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CENTEC – CENTRO DE ENSINO TÉCNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÉCNICO EM CONTABILIDADE 
 
CAPACIDADE E INCAPACIDADE CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS – AM 
2024 
 
CENTEC – CENTRO DE ENSINO TÉCNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÉCNICO EM CONTABILIDADE 
 
CAPACIDADE E INCAPACIDADE CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS – AM 
2024 
Trabalho solicitado como obtenção de 
nota para 2024/1 do curso Técnico de 
Contabilidade do turno noturno 
Professor(a): Kethleen Polyane 
 
INTRODUÇÃO 
 
A capacidade civil é um conceito fundamental no Direito Civil, referindo-se à 
aptidão legal de uma pessoa para exercer direitos e assumir obrigações de maneira 
independente. A incapacidade civil, por outro lado, é a limitação ou privação dessa 
aptidão, imposta pela lei devido a determinadas condições pessoais. Este texto 
aborda os conceitos de capacidade e incapacidade civil, detalhando suas 
classificações, implicações legais e o impacto na vida cotidiana das pessoas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAPACIDADE CIVIL 
 
Conceito e Classificação 
A capacidade civil é dividida em dois tipos principais: capacidade de direito e 
capacidade de fato. A capacidade de direito, também conhecida como capacidade de 
gozo, é a aptidão para ser titular de direitos e deveres na ordem civil, sendo inerente 
a todas as pessoas desde o nascimento, e em alguns casos, até antes, como nas 
situações de direitos do nascituro. Já a capacidade de fato, ou capacidade de 
exercício, é a aptidão para exercer pessoalmente os atos da vida civil, dependendo 
da plena aptidão psíquica da pessoa. 
Capacidade Plena e Restrita 
A capacidade civil plena é adquirida pela pessoa quando ela atinge a 
maioridade, fixada aos 18 anos no Brasil, conforme o Código Civil. Com a maioridade, 
a pessoa torna-se apta a praticar todos os atos da vida civil, como celebrar contratos, 
casar, adquirir bens, entre outros. 
A capacidade restrita, por outro lado, refere-se a situações onde, apesar de a 
pessoa poder exercer direitos, há restrições impostas pela lei devido à sua condição 
pessoal. Isso é comum em casos de menores de idade entre 16 e 18 anos, que são 
considerados relativamente incapazes. Estes podem praticar certos atos da vida civil 
sem assistência, como dispor de bens adquiridos pelo próprio trabalho, mas 
necessitam de assistência para outros atos mais complexos. 
 
 
 
 
 
 
 
INCAPACIDADE CIVIL 
Conceito e Classificação 
A incapacidade civil é a restrição ou ausência da capacidade de fato, onde a 
pessoa, devido a certas condições, não pode exercer pessoalmente seus direitos e 
deveres. A incapacidade pode ser absoluta ou relativa, conforme estabelecido no 
Código Civil. 
Incapacidade Absoluta 
A incapacidade absoluta é aplicada a indivíduos que não possuem discernimento 
suficiente para a prática de atos da vida civil. O Código Civil Brasileiro, no artigo 3º, 
considera absolutamente incapazes: 
1. Menores de 16 anos; 
2. Aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário 
discernimento para a prática desses atos; 
3. Aqueles que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. 
Os absolutamente incapazes necessitam de um representante legal (normalmente 
os pais, tutores ou curadores) para a prática de qualquer ato jurídico, pois os atos 
praticados por eles, sem a devida representação, são nulos. 
Incapacidade Relativa 
A incapacidade relativa é atribuída a indivíduos que possuem discernimento, mas 
não completo, necessitando de assistência para a prática de alguns atos da vida civil. 
Conforme o artigo 4º do Código Civil, são relativamente incapazes: 
1. Maiores de 16 e menores de 18 anos; 
2. Ébrios habituais e viciados em tóxicos; 
3. Aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua 
vontade de forma plena; 
4. Pródigos, que são aqueles que gastam excessivamente e de maneira 
irresponsável. 
Os relativamente incapazes podem praticar atos da vida civil, desde que assistidos 
por um representante legal. Os atos praticados por estes, sem a devida assistência, 
podem ser anulados. 
Interdição e Curatela 
Processo de Interdição 
A interdição é um processo judicial pelo qual se declara a incapacidade de uma 
pessoa para praticar atos da vida civil. É uma medida protetiva destinada a 
salvaguardar os interesses do incapaz. A interdição pode ser total ou parcial, 
dependendo do grau de discernimento do interditando. No processo, é nomeado um 
curador, que é o responsável por gerir os interesses do interditado. 
Curatela 
A curatela é a instituição de um representante legal para cuidar dos interesses 
de uma pessoa declarada incapaz. O curador pode ser designado pelo juiz no 
processo de interdição, e sua função é assegurar que os atos praticados pelo 
curatelado estejam dentro dos limites legais, garantindo sua proteção. A curatela pode 
ser geral ou específica, dependendo das necessidades do curatelado. 
Emancipação 
A emancipação é o ato pelo qual um menor de idade adquire a capacidade civil 
plena antes de atingir a maioridade. O Código Civil Brasileiro prevê diversas formas 
de emancipação, que podem ser voluntária, judicial ou legal. 
Emancipação Voluntária 
A emancipação voluntária ocorre por ato dos pais ou do representante legal, 
mediante escritura pública, independentemente de homologação judicial. Os pais 
devem estar de acordo, e a emancipação é irrevogável. 
Emancipação Judicial 
A emancipação judicial é concedida pelo juiz, nos casos em que os pais não 
estão presentes ou não concordam com a emancipação. O pedido pode ser feito por 
um tutor ou pelo próprio menor, quando há justa causa. 
 
Emancipação Legal 
A emancipação legal ocorre automaticamente em determinadas situações 
previstas na lei, como casamento, exercício de emprego público efetivo, colação de 
grau em curso de ensino superior, ou estabelecimento civil ou comercial, ou existência 
de relação de emprego, desde que o menor, com 16 anos completos, tenha economia 
própria. 
Implicações e Importância da Capacidade e Incapacidade Civil 
Proteção dos Incapazes 
As normas sobre capacidade e incapacidade civil visam proteger pessoas que 
não possuem discernimento suficiente para gerir seus próprios interesses. A 
interdição, curatela e outros mecanismos legais asseguram que essas pessoas não 
sejam prejudicadas em atos jurídicos, evitando fraudes e abusos. 
Autonomia e Responsabilidade 
A capacidade civil plena confere autonomia às pessoas para gerir sua vida e 
assumir responsabilidades. A transição para a maioridade é um marco significativo, 
pois marca o início da plena participação na vida civil, com direitos e deveres 
equivalentes aos dos demais cidadãos. 
Inclusão Social 
As normas sobre incapacidade civil também têm um papel inclusivo, buscando 
integrar pessoas com limitações na sociedade de maneira justa e equitativa. Medidas 
como a curatela parcial permitem que indivíduos com alguma capacidade de 
discernimento participem da vida civil na medida de suas possibilidades. 
 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
 
 A capacidade e a incapacidade civil são pilares fundamentais do Direito Civil, 
estabelecendo as condições sob as quais as pessoas podem exercer direitos e 
assumir obrigações. A legislação busca equilibrar a proteção dos indivíduos com a 
promoção da autonomia, ajustando as regras conforme a condição de cada pessoa. 
Compreender esses conceitos é essencial para a prática jurídica e para a garantia dos 
direitos fundamentais de todos os cidadãos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Civil: Parte Geral. São Paulo: Saraiva, 
2020. 
 
COUTO E SILVA, Clóvis do. A parte geral no novo Código Civil: análise crítica da 
teoria geral do direito civil no direito positivo brasileiro.3. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2016. 
 
GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito 
Civil: Parte Geral. 20. ed. São Paulo: Saraiva, 2018. 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro: Parte Geral. 14. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2014. 
 
NADER, Paulo. Curso de Direito Civil: Parte Geral. 15. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2019. 
 
PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de Direito Civil: Parte Geral. 26. ed. 
Rio de Janeiro: Forense, 2015. 
 
VENOSA, Silvio de Salvo. Direito Civil: Parte Geral. 17. ed. São Paulo: Atlas, 
2017.

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