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INTRODUÇÃO
	A educação, segundo estabelece a constituição (arts. 205 e 227 ), é um direito público subjetivo [ 1 ] que deve ser assegurada a todos, através de ações desenvolvidas pelo Estado e pela família, com a colaboração da sociedade.
	Quando trata especificamente do direito à educação destinados ás crianças e aos adolescentes (art. 4° ) o descreve como um dever da família , comunidade em geral e do poder público.
	Destas normas, consta se que a educação é um direito cuja responsabilidade é imposta exclusivamente a um determinado órgão ou instituição na verdade é um direito que tem seu fundamento na ação do estado, mas é compartilhado por todos, ou seja, pela família, comunidade e sociedade em geral, resultando evidente que a ‘’ educação deixou de ser um tema exclusivo dos trabalhadores da área para ser uma questão de interesse de toda a sociedade’’ [2 ]
	Atualmente, considera-se a educação um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação. É através da produção de conhecimentos que um país cresce, aumentando sua renda e qualidade de vida das pessoas. Embora o Brasil tinha avançado neste campo nas últimas décadas, ainda há muito para ser feito. A escola (Ensino Fundamental e Médio) ou a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social e muitas famílias tem investido muito neste setor.
	Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros freqüenta diariamente a escola (professores e alunos). São mais de 2, 5 milhões de professores e mais de 57 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Este número aponta um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento do nosso país.
	No Brasil é feito um enorme investimento para que se tenha um saber superficial. Quem deseja um país diferente, pensa em investir muito na educação de educadores, que são agentes de transformação e aprofundamento do saber. Grupo social nenhum conseguira se afirmarem seus interesses não forem identificados, aprofundados e organizados. Os educadores são justamente pessoas que tem como função aprofundar e encaminhar a organização dos interesses.
A escola ajuda a formar pessoas capazes de resolver conflitos coletivamente, pautados pelo o respeito. O caminho para chegar lá passa pela formação ética, não necessariamente como conteúdo didático, mas principalmente no convívio diário dentro da escola.
	A responsabilidade atribuída à escola que é formar cidadãos capacitados para opinar e criticar com competência sócio-política vem sendo rejeitada por elas mesmas a partir da constatação de que o indivíduo sai totalmente despreparados para exercer a sua cidadania nos mais elementar quesitos exigidos pela sociedade hoje. 
	Dessa forma o presente trabalho retrata o quadro da repetência escolar no Ensino Fundamental de Guaribas PI de 2006 a 2010, tem como objetivo, identificar como pode ser reduzido o índice de repetência naquele município para isso é necessário entender as razões da repetência e analisar se as escolas têm alguma relação com o fracasso destes alunos.
	Essa pesquisa direcionou a diversas consultas bibliográficas, levando a entender a educação e os problemas existentes em sua prática sob outra ótica. E estudamos também a percepção e representações de avaliação no processo de ensino- aprendizagem que estão ligados diretamente a essa questão de repetência escolar e pesquisa de campo.
	As escolas em sua maioria avaliam de maneira classificatória, quantitativa, atendendo a uma política tradicional, sendo o resultado dessa forma de avaliação e evasão, o fracasso e a repetência. A passividade dos alunos, diante da maneira, como os professores aplicam suas práticas em sala de aula, e próprio método de avaliação empregado cobram uma resposta igual para todos, sem considerá-los indivíduos diferenciados, cheios de expectativas em receber respostas que os classificam como melhores ou piores capacitados ou incapacitados dentro dos parâmetros estabelecidos pela escola.
	A proposta de uma modificação nas práticas educacionais e conseqüentemente numa avaliação diagnóstica é bem recebida, mas não é praticada. Aqui se mostra o interesse em transformar o aluno em indivíduo capaz de refletir e questionar, partindo da premissa de que a avaliação deve ser considerada e deve proporcionar um diálogo entre professores e alunos no intuito de rever esse quadro de repetência.
	O debate social e a modificação das pessoas são importantíssimos para que aconteça uma reforma, dando um novo perfil à educação, voltada para uma visão da avaliação, valorizando todos os trabalhos e participação em sala de aula, num processo contínuo e não apenas no final de cada ciclo, quando já se perdeu muito das expressões importantes e individuais acontecidas e não consideradas. A resistência da própria sociedade, em relação às mudanças, acreditando que a maneira tradicional de processar o ensino- aprendizagem e avaliar o aluno implicam em maior competência e eficácia dos professores promove alunos à categoria de repetentes evadidos.
	O presente trabalho será dividido em três capítulos: no primeiro contém um breve histórico da educação no Brasil. O capítulo II mostra um estudo sobre os alunos e suas conseqüências, no; no terceiro capítulo trata da repetência escolar em Guaribas Piauí. 
	
CAPÍTULO I: A EDUCAÇÕA NO BRASIL
O artigo 1° da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), mostra que a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios da liberdade e nos ideais de solidariedade humana tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (art. 2° LDB).
A educação, no Brasil desde o início já se caracteriza como excelente e eletricista. Na década de 40 as causas do insucesso da escola ainda são atribuídas a fatos orgânicos psicológicos tais como: desnutrição, verminoses, deficiências auditivas e visuais, separação dos pais, destruturação da família e falta de assistência familiar.
Segundo Souza (2003), ‘’Se não forem revestidas as condições de propagação da população com baixo nível educacional através das gerações, frações significativas da população se encontrará em uma situação de pobreza educacional nas próximas décadas’’
Esse é um conceito interessante, considerando-se que cada vez mais a educação pesa qualitativamente nos indicadores das condições de vida das pessoas. Hoje os avanços tecnológicos e das ciências, a ampliação de campos do saber, a crescente informatização, os nossos códigos de comunicação colocam os conhecimentos elementares para usar o senso comum- num outro patamar. Isso significa que rabiscar o nome ou ter um domínio precário da escrita, da pedagogia, da geometria, enfim, alguns conhecimentos da realidade, no mundo físico, das realizações sociais não garantem condições para exercício da cidadania, direito, aliás, constitucional.
A complexidade crescente, tanto dos campos do saber, quanto das intrincadas medidas por formadores de opiniões, exige capacidade de discernimento só alcançável com uma educação de qualidade. A escolaridade ao possibilitar informação e formação, concorre para a construção de identidades mais preparadas para incidir socialmente. Por isso, quem não consegue ser observado pelo sistema de ensino desde a Educação Infantil já tem um direito negado. E a tendência é de que isso, longe de ser compensado por um ingresso tardio na escola, seja gravado pela falta de condições prévias para seguir seus estudos.
Há elementos indispensáveis a considerar na educação, como a família, o trabalho, a experiência de vida. É importante não imaginar que a escola seja uma instituição fornecedora de bagagens, onde sujeitosativos e sábios- os educadores- Atuam sobre sujeitos passivos e ignorantes- Os alunos. O que queremos ressaltar é que o papel da escola- de organizadoras de situações de aprendizagens- é decisivo para quem, fora dela tem pouco precários elementos para fazê-lo. A multiplicação das fontes de informação e os filtros por onde ela transita são problemáticos para um enorme contingente da população. Isso porque há um grau elevado de valores, fruto de um modelo competitivo e excludente da sociedade. Portanto, o conhecimento e a formação, que são indissociáveis numa sociedade afirmadora da cidadania, não podem preceder de um tempo compatível de escolaridade.
1.1 A Proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais
Durante as décadas de 70 e 80 a técnica da política educacional brasileira recaiu sobre a expansão das oportunidades de escolarização, havendo um aumento expressivo no acesso à escola básica. Todavia, os altos índices de repetência a evasão apontam problemas que evidenciam a grande insatisfação com o trabalho realizado pela escola.
Indicadores fornecidos pela secretaria de desenvolvimento e avaliação Educacional (Sedial), no Ministério da Educação e o Desporto, reafirmam a necessidade de revisão do projeto educacional do país de modo a concentrar a atenção na qualidade do ensino e da aprendizagem. 
DEMERVAL SAVIANI, estudiosos da LDB de 1961, escreveu um sistema educacional brasileiro que cita a inexistência de um sistema educacional brasileiro que fosse planejado e voltado para a nossa realidade.
No final de 1995 o Ministério da Educação (junto com outros grupos de estudiosos, após ter participado da Conferência Mundial de Educação para todos em Jontien, na Tailândia, preocupados com o alto índice de repetência e evasão e formação precária dos alunos) propõem rever o projeto educacional concentrando-se na qualidade do ensino e na aprendizagem, procurando compreender sua complexidade e orientando-se no sentido de transformar um discurso cientifico em um discurso pedagógico. Assim, elaborou os Parâmetros Curriculares Nacionais, (Pcns) que se compromete em ampliar as oportunidades de aprendizagens para crianças, jovens e adultos, dando atenção especial ao ensino básico, elaborando, no campo curricular parâmetros claros e á buscam de melhor qualidade de ensino nas escolas brasileiras.
Os Pcns, organizados por ciclos, abordando temas transversais envolvendo a Ética, Meio Ambiente, Orientação Sexual e Pluralidade Cultural, procuram, assim, através de melhor preparo do professor valorizar o aluno. A avaliação, uma das grandes causadoras da repetência passa a ter uma atenção especial dentro dos Pcns, indo além da visão tradicional passando a ser, um elemento de reflexão contínua do professor sobre sua prática educativa.
‘’No ensino deve prevalecer o interesse de buscar novas metodologias pedagógicas que permitam à equipe de professores ver o conteúdo de forma interdisciplinar e não em comportamentos como ainda e costume’’. (ARANHA, 1998).
Na área da educação é preciso ter ideologias e idéias não podemos ficar apenas como espectadores, mas tomar nas mãos o desafio de construir o novo Cabe, então, ao educador e a escola rejeitarem todas e quaisquer formas de descriminação e junto buscarem uma interação da comunidade escolar e de todas as pessoas envolvidas no processo educacional para que possa reverter esse quadro de exclusão que vem se mostrando até os dias de hoje.
1.2 Avaliação
A concepção de avaliação dos Parâmetros Curriculares Nacionais vai além da visão tradicional, que focaliza o controle externo do aluno mediante notas ou conceitos, para ser compreendida com parte integrante e intrínseca ao processo educacional.
	A avaliação a não se restringir ao julgamento sobre sucesso ou fracasso do aluno é compreendida como um conjunto de avaliação que tem a função de alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica. Acontece continua e sistematicamente por meio de interpretação qualitativa do conhecimento construído pelo aluno. Possibilita conhecer o quanto ele se aproxima ou não da expectativa de aprendizagem que o professor tem em determinados movimentos da escolaridade, em função da intervenção pedagógica realizada. Portanto, a avaliação das aprendizagens só pode acontecer se forem realizadas com as oportunidades oferecidas, isto é, analisando a adequação das situações didáticas propostas aos conhecimentos prévios dos alunos e aos desafios que estão em condições de enfrentar.
	Tomar a avaliação nessa perceptiva é em todas essas dimensões requer que esta ocorra sistematicamente durante todo o processo de ensino e aprendizagem vê não somente após o fechamento de etapas do trabalho como é habitual. Isso possibilita constantes ajustes num mecanismo de regulação do processo de ensino e aprendizagem, que contribui efetivamente para que a tarefa educativa tenha sucesso.
	Um dos maiores problemas envolvendo a avaliação é o que se relaciona á atribuição de notas ou menções (referências) para verificar o crescimento ou não, do aluno. De avaliação em avaliação, de menção em menção, prevalece o sistema mais comum: o de notas numéricas que variam de zero a cem. Há estabelecimentos que fogem a regra, utilizando um sistema de quatro, cinco ou seis menções: excepcional, muito bom, bom regular, sofrível e deficiente, por exemplo, e outros que utilizam letras do alfabeto: A (significa excelente), B (bom), C (regular), D (ruim), E (fraco) e F (muito fraco).
	Poderíamos continuar comentando sobre como a avaliação é mera atividade de elaborar instrumentos de medidas e de classificação dos alunos.
Conforme sua nota. No entanto é mais importante darmos mais atenção as idéias que foram se desenvolvendo como críticas aquelas perceptivas, considerando a avalição formativa, no fornecimento de informações, utilizadas na melhoria do desenvolvimento do aluno durante seu processo de aprendizagem.
	Segundo PENNA FIRME (1999) o real papel da avaliação é verificada como anda o ensino / aprendizagem. A avaliação deve considerar a cultura, a política, isto é, o lado humano do aluno.
	Se acreditarmos que aprender é um processo de construção que envolve, além da informação e da memorização a compreensão, o raciocínio lógico, o estabelecimento de relações, a capacidade de análise, de síntese, de crítica e de elaboração própria, não vamos ensinar respostas prontas e uniformes.
	Na avaliação, o erro deve ser visto como uma tentativa de acertar e mostrar a evolução ou não do pensamento. Refletindo sobre essa situação a prática escolar na sala de aula, envolverá provavelmente, relações com que tanto a avaliação quanto o seu resultado sejam expressivos e verdadeiros. Não se trata, pois, de acertar o erro, de ‘’ponto’’ na prova, por que o aluno tentou fazer, porque seu erro é construtivo. Não há de se deixar de lado o produto, a resposta adequada, pois esta é tão importante quanto o processo. A grande diferença é que segundo essa maneira de pensar, o professor procura não só analisar e compreender o erro, como também tomar providências para que ele seja superado. Trata-se de entender e acreditar que o aluno já sabe muitas coisas, mas ainda não alcançou o objetivo proposto para seu nível de desenvolvimento. E ao invés de reprová-lo antecipadamente, cuidar para que saiba, para que alcance o objetivo desejado.
	Para que a avaliação educacional assuma o papel de instrumento diagnóstico terá de está concentrado em uma perspectiva qualitativa do ensino e ficará á mercê de uma pedagogia preocupada com transformação social e não conservadora. A avaliação dessa forma deixará de ser autoritária e classificatória ser mais democrática. Com a avaliação diagnóstica, professor e alunos vão fazer comparações entre seus objetivos e atividades desenvolvidas dentro do contexto, para verificar se aqueles estão sendo alcançados através dessas atividades desenvolvidas, ou se surgiram novas necessidades que vão e exigir uma alteração dos objetivos iniciais.
	É a partir de uma prática de avaliação diagnóstica, sem preconceitos, que podemos levar o aluno ao sucessoa partir da qualidade no processo ensino/aprendizagem. Através de sua avaliação, o professor irá refletir sobre o que é essencial para o desenvolvimento de habilidades na área de estudos do aluno durante a aquisição do conhecimento, o que é muito bom para ele. O professor vai estar apto, também identificar como novos conhecimentos podem ser produzidos, tanto individuais como coletivamente na sala de aula.
	Portanto, há a existência de dois modelos de avaliação, classificatório, comportamental, tradicional e, outro, diagnóstico e transformador os quais têm convivido nas discussões sobre avaliação. O aprofundamento de ambos as abordagens permitirá detectar imitações e potências da avaliação para a formação de sujeitos críticos, criativos e participativos, no âmbito do ensino e da aprendizagem.
1.3 Repetência Escolar
Estudos indicam que a repetência escolar constitui, um dos maiores problemas no quadro educacional do país, uma vez que os alunos passam, em média, cinco anos na escola antes de se evadirem ou levam cerca de 10 anos para concluir as oitos séries de escolaridade obrigatória. No entanto a grande maioria da população estudantil acaba desistindo da escola, desestimulados em razão das altas taxas de repetência pressionadas por fatores socioeconômicos que obrigam boa parte dos alunos ao trabalho precoce.
	Apesar da melhoria observada nos índices de repetência na primeira série ao 5° ano do Ensino Fundamental está ainda longe do desejável. Do ponto de vista Regional, com exceção do Norte e do Nordeste, as demais regiões apresentam tendência, indicando relativo processo de melhoria da eficiência do sistema. Ressalta- se, contudo a tendência à queda das taxas de evasão nas regiões Norte e Nordeste.
	As taxas de repetência evidenciam a baixa qualidade do ensino e a capacidade dos sistemas educacionais e das escolas de garantir a permanência do aluno, penalizado principalmente os alunos de renda mais baixa.
	O ‘’represamento’’ no sistema causado pelo número excessivo de reprovação nas séries iniciais contribui de forma significativa para o aumento dos gastos públicos, ainda acrescidos pela subutilização de recursos humanos e materiais nas séries finais, devido ao número reduzido de alunos.
	Uma das conseqüências mais nefastas das elevadas taxas de repetência manifesta-se nitidamente nas acentuadas taxas de distorção série/ idade, em todas as séries do Ensino Fundamental. Para reverter esse quadro, alguns estados e municípios começaram a implantar programas de aceleração do fluxo escolar com o objetivo de promover, em médio prazo a melhoria dos indicadores do rendimento escolar. São iniciativas extremamente importantes, uma vez que a pesquisa realizada pelo MEC, em 1995 por meio do sistema nacional de avaliação de Educação Básica (SAEB) mostra que quanto maior a distorção idade / série, pior o rendimento dos alunos em língua Portuguesa e Matemática, tanto no Ensino Fundamental como no Médio. A repetência, portanto, parece não acrescentar nada ao processo de ensino aprendizagem. 
CAPÍTULO II: AS CAUSAS DA REPETÊNCIA
	Os altos índices de evasão e reprovação na escola pública de 1° grau continuam ainda hoje assumindo proporções inaceitáveis. Embora a rede escolar nos últimos anos tenha crescido consideravelmente em termos numéricos e muita região do país abrangendo um maior número de pessoas verifica-se que o crescimento qualitativo, ou seja, a eficiência desse ensino não tem acompanhado essas mesmas proporções.
	O sistema de ensino brasileiro é bastante seletivo. Já nas séries iniciais um grande número de crianças é eliminado prematuramente porque não conseguir a aprovação da primeira para a segunda série.
A pedagogia tradicional deveria então ser trocada por uma pedagogia calcada nos conhecimentos da psicologia de forma que o professor pudesse compreender seus alunos e incentivando a participarem da aprendizagem (BOSFIELD, 1996). 
As primeiras explicações para os casos de dificuldades de aprendizagens escolares foram retirados do âmbito da medicina principalmente da psiquiatria. As crianças que não acompanhavam colegas na escola eram vistos como anormais e as causas desta anormalidade eram tidas como orgânicas. Durante o início do século XX as explicações sobre o fracasso escolar sofreram influência da corrente psicanalítica, que provocou uma mudança nas concepções a respeito das causas das dificuldades de aprendizagem. Antes o fracasso era circunscrito ao aspecto intelectual, com a psicanálise tal questão passou a ser associada às influências ambientais sobre o desenvolvimento da personalidade nos primeiros anos de vida principalmente no que se refere á dimensão afetiva- emocional.
	A criança que apresenta problemas na escola e era classificada como anormal pela psiquiatria, foi batizada de ‘’criança problema’’ pela psicanálise. As causas das dificuldades escolares passaram a ser buscadas no ambiente sócio- familiar do aluno.
	Junto à psicanálise, outra vertente de pesquisadores começa dar ênfase aos aspectos ambientalistas como fatores explicativos das diferenças de rendimento escolar. Tais pesquisas denominadas em seu conjunto como teorias não mais explicar as diferenças em termos raciais, mas sim culturais.
A psicologia diferencial, apoiada nos conhecimentos da antropologia cultural, passou a considerar as crianças das classes populares e seus familiares como possuidores se um modo de viver e pensar mais atrasado e rude do que as das pessoas dos grupos dominantes. Tais diferenças passaram a ser causas das dificuldades escolares dos alunos provenientes da classe subalternas.
	
‘’Pelo recurso a versões ambientais do desenvolvimento humano, mesmo tempo com uma visão globalizada da vida social e com uma definição etnocêntrica de cultura de um lado o ambiente e reduzido a estimulação sensorial proveniente do meio físico, de outros valores crenças, normais, hábitos e habilidades tido como típicos das classes dominantes são considerados como as mais adequadas à promoção de um desenvolvimento psicológico sadio’’. (PATTO, 1999).
	Fundamentando-se em preconceito e estereótipos, as teorias da carência cultural, assim como grande parte da produção dos autores escolanoristas , explicam o fracasso escolar dentro de uma visão fragmentada. O problema está na criança ou na sua família ou na professora e seus métodos.
	A escola cabe ao papel democratizante de reverter às diferenças ou deficiências culturais ou psicológicas impregnadas a priori no seio das classes menos favorecidas.
	As carências materiais e culturais são tomadas como dado da realidade não como algo produzido nas relações entre os homens
	Tais teorias, negligenciando de suas análises a estrutura e o funcionamento da escola e da sociedade que aí estão, dissimulam e ocultam sob explicações cientificas a respeito das diferenças sociais, políticas e culturais as contradições sociais presentes numa sociedade dividida em classes.
	Portanto de modo adiante termos uma escola com todas as condições ideais de funcionamento se as pessoas do coletivo escolar não estiverem engajadas num mesmo processo educativo, se não estiverem conscientes frente ao papel profissional e para onde está indo no processo de realizar tal tarefa. Para que ocorram transformações afetivas na escola é necessário que seus protagonistas tenham a história nas mãos, ou seja, sujeito das transformações.
	Para isto e imprescindível que a intervenção ocorra por dentro, a partir dos problemas concretos, corriqueiros da escola. Trabalhando com aquilo que é importante para as pessoas, há a possibilidade de irmos paulatinamente localizando as pessoas frente à realidade e aos poucos desencadeando um processo de modificações nas relações.
	Se acreditarmos que aprender é um processo de construção do conhecimento que envolve, além da informação e da memorização, a compreensão, o raciocínio lógico, o estabelecimento das relações, a capacidade de análise, de síntese, de crítica e de elaboração própria, não vamos ensinar respostas prontas e uniformes.
	A estruturaque geralmente predomina na escola é de que um poder centralizador, do qual emana a decisão sobre como deve se organizar a prática pedagógica, o que inclui o estabelecimento de normas e regras de funcionamento da escola até as formas de relacionamento com os professores e com órgãos superiores de educação.
	Essa estrutura centralizada tende a repetir-se na sala de aula, onde o professor detém o poder, determinando do uso do tempo de aula, a seqüência de atividades, o direito a fala, assim como o que ele vai ensinar e o que vai ou não fazer parte da avaliação. Detentor de um saber pronto definitivo e inquestionável, ele vai aprovar ou reprovar seus alunos levando em conta a capacidade destes de reproduzir ou não este saber.
	Sabemos que o processo de aprendizagem do aluno e prática de ensino do professor são partes integrantes de uma moeda, embora tenha especificidades próprias para sua realização. Logo não se é possível pensar cada uma delas sem remeter ás dimensões da outra.
	O prazer de aprender desaparece quando a aprendizagem é reduzida a provas e notas, os alunos passam apenas a estudar para tirarem boas notas e com isso memorizar as respostas consideradas certas por seus professores.
	Some o debate, as divididas, as discordâncias, as diferentes idéias sobre um mesmo texto. A aula se torna um centro de repetições, sem a inovação de idéias.
	Quando nos deparamos com uma resposta inesperada de uma criança ao assunto que abordamos, deveríamos - por que não? ‘’Pois, assim, entenderíamos o sentido desta resposta percebendo o que a criança pretendeu nos passar e não simplesmente acusá-la de estar errada.
	Através de observação da resposta dada, sendo ela considerada certa ou errada, o professor passará a compreender o que, anteriormente, era visto como um erro, ou um não saber, a busca de uma forma de demonstrar o que sabe de maneira diferente do que a professora quer que ela saiba.
	Agora compreendendo a visão do aluno, o professor irá ajudá-lo avançar deixando para trás o fantasma da repetência.
	Na escola, professores e alunos orientam com freqüência determinados procedimentos que favoreçam e modificam a forma pela qual o professor estimulará seus alunos nas atividades propostas em sala de aula, o que os ajudará melhor compreender avanços e dificuldades.
	Para acontecer aprendizagem, é importante acreditar no potencial do aluno. Enquanto apresentamos preconceitos em relação a suas capacidades e experiências de vida, será muito difícil haver aprendizagem, mesmo que se consiga acabar com a reprovação.
	Para que a escola se transforme em sua totalidade é essencial que a reflexão sobre seu papel seja feita coletivamente. Mudanças isoladas de um ou outro professor, apesar de importante, não transformam a escola enquanto instituição.
	Nem sempre nossa prática anda lado a lado com o desejo de mudança expresso em nossas palavras. Quando menos esperamos, estamos repetindo hábitos e comportamentos antigos.
2.1 AVALIAÇÕES COMO MEDIADORA DA REPETÊNCIA
A avaliação é um processo constante em que o aluno é o principal protagonista. Na avaliação o importante é a produção, parâmetro fundamental. A avaliação não é somente um aferidor de resultados, envolvendo a construção de instrumentos e a emissão de juízos e comunicação de resultados. É um referencial que direciona a ação pedagógica, mantendo o trabalho cotidiano na direção dos objetivos determinados.
Avaliação, mas é muito fácil a superação dos métodos tradicionais. A avaliação classificatória ainda é o ponto principal para se conseguir uma boa qualidade no ensino - aprendizagem uma vez que o aluno é taxado de ‘’bom’’ ou ‘’mal’’ e a competência do professor é posta a prova.
	A visão de que a escola tradicional, com seu sistema tradicional de avaliação é competente demonstra como o aluno e professores se comportam, já que a escola não consegue sequer, reter seus alunos, mostrando taxas de repetência e fracasso muito acima do que é esperado. Uma escola tradicional exigente rígida, detentora do saber, jamais deveria ter estes índices em seu currículo, tão exemplares e eficazes seria sua educação.
	O sistema classificatório e muito vago no que diz respeito a mostrar as falhas do processo. A repetência é o resultado que as escolas fazem questão de esconder, notas e provas ajudam a fornecer altos índices nesta categoria, mas retira-las é dar aprovações gratuitas e sem esforço então o que fazer?
	Desde muito tempo, a avaliação educacional vem sendo um sério problema educacional. Foi a partir da década de 60 que se deu ênfase aos enormes estragos que a prática classificatória e excludente estava propiciando: elevados índices de evasão escolar e reprovação, aliados ao fracasso na qualidade de ensino em termos de apropriação do conhecimento crítico e ativo.
	Assuntos como o papel político das avaliações, as práticas avaliativas dos professores fazem pensar no que se deve fazer a fim de superar as práticas autoritárias de avaliação conforme Vasconcellos (1998):
	
‘’Equívoco no referencial de avaliação (referencial) consideramos que o referencial assumido pelo avaliador é decisivo (...) o objetivo a ser avaliado, o conteúdo (confecção do instrumento) a forma (aplicação) e o juízo (...) a avaliação deveria ser uma mediação transformadora da prática, mas tem perdido sua força por esta montada em base equivocadas’’. 
	
Não se trata de avaliar apenas o aluno, mas de saber o mais importante, se ele tem conhecimento do conteúdo a ser transmitido e se a prática utilizada para se passar esse conteúdo está favorecendo a aprendizagem.
	Sendo assim, a avaliação deverá incidir sobre o aluno e o professor, educando e educador, pois assim obteremos um resultado adequado para proporcionar um estímulo neste processo de ensino-aprendizagem.
	Vasconcellos continua sua opinião sobre a ajuda da avaliação na mudança.
‘’Equivoco no conteúdo solicitado na avaliação: o tipo de solicitação feita através do instrumento no caso da avaliação da aprendizagem não ajuda a perceber se de fato está havendo construção de conhecimento (...). Acaba levando freqüentemente á fama ‘’decoreba (memorização mecânica) por parte dos alunos. ‘(‘ (Idem, 1998).
Passar conteúdos apenas para que o aluno estude para responder na prova, preocupando-se com seu resultado (nota), não é o que deveria ocorrer. A transmissão do conteúdo deveria ser para que o aluno compreendesse, entendesse utilizasse o que aprendeu independente de resultados de provas, sendo que estes conteúdos deverão ser interessantes e aproveitáveis (úteis) para o dia-a-dia dos alunos:
	Através de Vasconcellos entenderemos melhor outro equívoco decorrente da avaliação:
‘’Equívoco na forma da avaliação: no cotidiano da escola tem havido uma ênfase desmedida a avaliação (classificatória) como se fosse à coisa mais importante inclusive que a própria construção do conhecimento e da cidadania. Passa a ser um fato destacado, avaliando-se um momento e não o processo’’. (1998, p.16).
Vasconcellos encerra sua classificação da avaliação falando dos equívocos que ela provoca:
‘’Equívoco na articulação da avaliação, busca-se mudar a avaliação de maneira isolada sem articulá-la com a mudança da metodologia de trabalho em sala de aula, ou com a organização da escola no seu conjunto’’ (1998, p.16).
	As propostas de mudanças vão bem variadas e bem numerosas, mas não é fácil mudar com rapidez todo esse processo, principalmente se vai afetar de forma direta a maior instituição existente que é a família.
	Mudanças como as da avaliação devem ser feitas paulatinamente, devagar, mas de forma que dê resultados concretos. As mudanças devem ser completas, o professor deve mudar, não apenas sua prática, mas sua postura, pois não adiantam novas idéias com pensamentos e posições antiquadas. Em relação ao aluno, a mudança deve ocorrer na forma como ele vê a avaliação não mais como a forma de tirar uma nota para passar, pois no cotidiano, há exigência de competência concreta e não meramente formal. Hoje temos que estudar para aprender saber entender e não parasimplesmente passar de ano.
Em uma citação que RABELO faz de Gatotti, vemos o espírito que deve permanecer na escola: ‘’Educar é fazer ato de sujeito, é problematizar o mundo em contradições, comprometendo-se com esse mundo para recriá-lo constantemente’’ (2000, p.11).
Não conseguimos fugir das avaliações, portanto, precisamos encontrar uma postura que nos ajude a reduzir e erradicar o fracasso escolar comum em muitas instituições de ensino.
	A escola necessita repensar suas práticas, sua existência, para acompanhar a sociedade pós-moderna que está na busca da produção de um sistema mais aberto.
	Estamos precisando aprender que avaliar é mais que aplicar provas, teste ou fazer uma observação. Na verdade o importante não é mais saber se o aluno merece esta ou aquela nota, este conceito ou outro, mas fazer da avaliação um instrumento de auxilio em um processo de conquista do conhecimento.
	Intimidar o aluno pela suas tarefas não e mais necessário, as tarefas são uma forma de ajudar o aluno a compreender melhor os conteúdos.
	Rabelo (1998) nos faz entender que o ato de aprender é um prazer inalienável de nós seres humanos e este aprenderem não pode ser comparado por notas, nem negociado através de aprovações e, sim estimulado e elogiado.
	Observando Luckesi, Rabelo nos fornece uma reflexão em que demonstra o educando quando avaliado no sistema classificatório:
‘’O educando como sujeito humano é histórico; contudo, julgado e classificado, ele fica para o resto da vida, do ponto de vista do modelo escolar vigente estigmatizado, pois as anotações e registros permanecem em definitivo nos arquivos e nos históricos escolares que se transformam em documentos legalmente definidos’’ (2000, p.14).
	Nós seres humanos, somos formados de dimensões afetivos, social, motor-corporal e cognitiva, mas em uma avaliação acadêmica só se considera o aspecto cognitiva por isso a avaliação tida como uma avaliação coerção, castigo pode chegar a causar traumas profundos em alunos que apresentam um emocional mais despreparado, já que a avaliação só testa o rendimento sem se levar em conta a influência de qualquer outra característica que o aluno possa vir a ter.
	A autonomia do aluno deveria ser objeto das propostas pedagógicas. Sendo assim, contribuiremos para o seu pleno desenvolvimento, enquanto cidadão, favorecendo sua capacidade de organização de forma participativa em grupo social. Por isso, na avaliação devemos levar em consideração não apenas o rendimento, mas também sua participação, disciplina, interesse, compromisso e organização.
	A formação humana e a construção do conhecimento estão muito mais além do processo de ensino que a formação dos professores lhes propicie a entender. Para esse aprofundamento é necessário que os educadores compreendam também os processos de aprendizagem e formação humana.
	Através de palavras de HOFMANN, podemos perceber o entendimento que o professor deve ter dos processos para que proporcione atividades significativas para o aluno e um estímulo para a aprendizagem:
‘’Se o professor concebe a aprendizagem como algo externo ao sujeito, ação que o meio (objeto de conhecimento) exerce sobre o sujeito independente de sua atividade, caberá ao professor organizar os estímulos com os quais o aluno entrará em contato para aprender’’. (1998, 142).
	Entendemos assim, que a aprendizagem escolar e o relacionamento aluno/professor/escola são processo complexos de construção de conhecimento formais que envolvem várias dimensões (biológica, afetivas e sociais) do ser humano com transformações sucessivas nas formas do pensamento e do comportamento.
	Mas o que ocorrerá caso este professor não passe conteúdos claros, textos explicativos e não organize seu ambiente pedagógico?
	O aluno poderá por completo a vontade de aprender, não terá condições de cumprir suas tarefas sentindo uma frustração que resultará em um abandono e em uma despreocupação com sua educação.
	Sendo assim o professor deverá propor a seus alunos uma alternativa mediante o pensamento comum a educação, que é de transmissão e apreensão de conhecimentos, vamos então deixar de lado a relação ‘’professor falante e aluno ouvinte’’ e sim evoluir no sentido de fazer uma ação reflexiva e desafiadora favorecendo a troca de idéias entre e com seus alunos, para que haja uma superação do saber transmitido, propondo-se uma produção de saber enriquecido.
	Hoffmann comprova esse pensamento:
‘’Dizer-se que o acompanhamento da produção de conhecimento e um aluno possa se der a partir de dados absolutamente preciso objetivos, através de instrumentos altamente fidedignos, no meu entender, e negar o verdadeiro sentido da educação, pois se essa implica essencialmente na subjetividade dessa aproximação no entendimento e desentendimento advindo dessa relação’’ (1998, p.144).
	
Os conceitos construídos por nós, seres humanos, vão se ampliando progressivamente na medida em que novas informações vão sendo incluídos e sistematizados em nosso processo de aprendizagem.
Ao reconhecermos o sujeito que aprende e os diferentes ritmos que podemos ter para aprender, a construção do conhecimento passa a formar um eixo central nesse Processo. Sendo assim, a escola redimensiona se a prática pedagógica passará a considerar o ensino e aprendizagem, professor e aluno, como dimensões interdependentes da ação educativa. Em conseqüência a prática docente terá que ser reformulada em diversos aspectos.
	Para que possamos ter uma melhor compreensão dos problemas que enfrentamos, é necessário levarmos em consideração com contexto maior, como a mudança no quadro de valores da sociedade, na qual ocorre uma queda da ‘’autoridade natural’’ do pai professor, entre outros. Outro motivo a quem devemos dar muita atenção e com relação à diminuição da motivação pelo estudo por causa de desvalorização progressiva da escola, enquanto instrumento de ascensão social.
	O professor e a escola não ficam fora de nossas preocupações.
Professores com má formação a baixa remuneração, a carga excessiva de trabalho, a escola com superlotação das classes, a falta de instalações de equipamentos adequados, de um projeto educativo, de espaço de reuniões pedagógicas e muitos outros problemas nos deixa a certeza de que a repetência escolar não está ligada apenas ao aluno, mas ao conjunto aluno/professor/escola.
	Para os pais, a falta de vagas o desinteresse dos professores, a repetência a distância dos filhos e até a própria incapacidade está levando a escola ao caos.
	Os professores não estão se sentindo confiantes devido à sobrecarga que lhes é impostas pelas salas lotadas, pela falta de material didático e outros. Bagagem cultural e o obriga a aprender somente coisas desinteressantes. No entanto todos vêem a escola como única maneira de crescer e de formar verdadeiramente cidadãos. E é também o que diz a lei: ‘’Escola para todos’’. O que na verdade não acontece. Ainda hoje muitas crianças precisam trabalhar para ajudar no sustento da família.
	Se a escola é para todos, sem distinção econômica, social política cultural e religiosa, então por que não mudar para acabar com a repetência.
	Um dos grandes motivos da repetência escolar sabe que é a avaliação. Para o aluno, a avaliação destaca-se como um componente do seu processo de escolarização porque define a permanência e a continuidade do seu desenvolvimento na escola. Entendemos que é através da avaliação que o aluno terá possibilidade de conhecer seu desempenho e compreender seu processo de aprendizagem e formação, pois quando o aluno passa a ter consciência de seu processo, desenvolver-se intelectual, social e afetivamente.
	Para os professores, a avaliação também tem um papel fundamental, pois é através de análise reflexiva dos avanços e dificuldades dos alunos que eles poderão rever e redefinir sua prática pedagógica, tanto no aspecto da definição de novas intervenções, como na proposição de atividades e metodologias mais adequadas ao desenvolvimento dos alunos. Toda a produção dos alunos passa a ser significativa, pois reflete um determinado estagiode desenvolvimento dos conhecimentos desde que o professor entenda como o aluno elaborou determinadas respostas para então, definir quais intervenções e atividades coletivas e individuais deverão ser realizadas para dar continuidade ao seu processo de desenvolvimento.
	Os problemas da prática, portanto, poderão levantar questões de estudo para a formação do professor. Para os pais, a atividade escolar significa um importante instrumento de compreensão dos processos vividos por seus filhos e pode informá-los do por que e como ajudá-los dentro e fora da escola.
2.2 A CAPACITAÇÃO COMO MEIO DE COMBATE A REPETÊNCIA
	A complexidade que envolve a prática docente na atualidade nos remete a reflexões que perpassam a análise da sociedade contemporânea, uma sociedade de consumo, de informação e, conseqüentemente, uma reflexão sobre os recursos tecnológicos por ela desenvolvidos onde, segundo Boa ventura Santos (1996), ocorrem mudanças vertiginosas, desencadeadas pela globalização que, a cada dia são mais velozes, eficazes e abrangentes do que a própria escola, no que diz respeito ao repasse de informações.
	Dessa forma, é importante que o professor tenha consciência de que seu conhecimento é limitado e que seu papel é muito mais de levar o aluno a refletir sobre as informações obtidas, do que simplesmente incorporá-las, tendo como ponto de apoio o conhecimento da realidade em que encontra-se inserido.
	Vivemos em uma sociedade, onde há a necessidade do aprendizado contínuo, como garantia de sobrevivência. Diante deste contexto, é preciso uma postura cautelosa, em primeira instância, pois é nos revelada à incompletude da formação docente. Com esta afirmação, está proposta uma das maiores necessidades do professor da atualidade: a formação continuada.
	A formação continuada além de outros, tem como objetivo, propor novas metodologias e colocar os profissionais em contato com as discussões teóricas atuais, visando contribuir para as mudanças que se fazem urgentes para a melhoria da ação pedagógica na escola.
	Precisamos, com certeza, estar atentos á formação de um educador docente que deve ter uma sólida base teórica em conhecimentos específicos das diferentes áreas e em conhecimentos específicos das áreas pedagógicas.
	A formação continuada está articulada com desempenho profissional do professor, tornando as escolas lugares de referência.
	Arroyo (1999) comenta que o caráter antecedente de toda qualificação é aceito como algo inquestionável, não apenas quando pensamos na formação de professores, como também quando estes pensam na educação de seus alunos.
	É necessário destacar que o questionamento sobre a formação precedente pode ser um espaço e um tempo de qualificação, que pode ser discutido no âmbito pedagógico, buscando redefinir as imagens de formação e acima de tudo a auto- imagem de professor qualificado, onde quem sabe será necessário rever até preconceitos que existem no interior da categoria.
Segundo Arroyo os professores carregam para sua prática pedagógica uma herança que reflete o que aprenderam enquanto seres sociais, culturais, no convívio com outros sujeitos, não somente aprendidos nos cursos deformação e treinamento e que, portanto, influência o ser professor.
	A formação continuada não pode ser concebida apenas como meio de acumulação de cursos, palestras, seminários, de conhecimentos ou técnicas, mas um trabalho de reflexibilidade crítica sobre as práticas e de construção permanente de uma identidade pessoal e profissional em interação mútua.
	É certo que a universidade tem o que oferecer e tendemos a acreditar que nossas idéias contribuirão para a transformação da realidade. Isso é muito bom, no entanto, a produção do conhecimento se dá num percurso de produção que só tem sentido no contexto dessa produção. O repasse exige um novo percurso, que logicamente incorporará aquele já percorrido, mas novos sentidos e significados deverão ser criados para que nossas idéias realmente renasçam em novos contextos. É assim que conseguimos adeptos a ela. Assim, torna se possível dizer que, atualmente, os cursos de formação continuada desempenham o importante 
Papel de suprir deficiências e carências de formação inicial. 
CAPÍTULO III
EDUCAÇÃO E REPETÊNCIA ESCOLAR EM GUARIBAS-PIAUÍ
Guaribas é um município recente possui apenas 17 anos de existência, mas devido ter sido desmembrado de Caracol Piauí, trouxe consigo ao longo dos anos problemas já existentes no mesmo. Um deles é na educação, mas precisamente a repetência escolar, problema esse vivenciado em todo o país.
O município oferece três modalidades de ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, este último de total responsabilidade do Estado. Atualmente são 18 escolas funcionando no município, sendo quatro na sede e as outras na zona rural, todas em boas condições de funcionamento, mas algumas sem manutenção.
Assim como todos os municípios brasileiros, Guaribas busca reduzir seu índice de repetência escolar. Para isso o Secretário Municipal de educação, busca trabalhar junto à sociedade para, em parceria, trazer a atenção e o interesse dos alunos para a sala de aula.
O que vemos hoje no município são alunos desestimulados diante de sucessivas reprovações e falta de estruturas de algumas escolas.
De acordo com os dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação os maiores índices de repetência são registrados entre os alunos do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental período em que as crianças devem ser alfabetizadas.
Devido a fatores sócio-econômico esse aluno não consegue avançar no processo de alfabetização, sendo retida na mesma série vários anos seguidos. Diante destes fatos os alunos apresentam baixa auto- estima e o interesse pelas aulas e pela escola. Passando assim a despertar as regras da escola, banalizando o ensino e o trabalho dos professores.
Notamos que os alunos repetentes, em geral, são destruídos e agressivos com os colegas e professores.
É necessário refletir a respeito de como acontece à repetência, mas ter consciência de que é o resultado de um conjunto de ocorrências.
Dizer que a culpa é das condições de vida dessas crianças é prematuro. Culpar a escola, não creu que seja o caminho, pois na escola existem inúmeras crianças com vidas parecidas e algumas avançam e outras repetem.
São vários os motivos que conduzem uma criança a ir para a escola. Existem aquelas que vão por estarem na idade de freqüentar as aulas, outras, por serem muito espertas e desejarem aprender mais, estas estão no caminho certo segundo concepções educativas da escola. Mas, aquelas que freqüentam para que os pais possam trabalhar, para que os pais fiquem livres delas ou até mesmo para terem o que comer.
A criança que freqüenta a escola com o intuito de construir seus conhecimentos e outra que lá está apenas para satisfazer necessidades básicas, como suprir sua carência alimentar ou se divertir terão certamente destinos diferenciados: a primeira está destinada ao sucesso e a segunda ao fracasso.
No ano de 2006 a 2011 a maior taxa de reprovação no município foi registrada na Unidade Escolar Reginaldo Correia da Silva localizada na sede deste município em contra posição a ela existe a Unidade Escolar Andre Lino Ivo dos Anjos localizado na zona rural do município, onde também foi localizado um elevado índice de reprovação nos anos de 2006 a 2008. Não deixando também de citar a Unidade Lourenço Pereira Dias e Gil Pereira da Trindade ambos localizada na zona rural do município que carrega no seu quadro escolar um índice elevado de repetência, registradas nos anos de 2009 á 2010.
Não vem ao acaso encontrarmos um culpado pela repetência e sim, uma solução. Às vezes pensamos que a culpa é da preguiça dos alunos da vida que levam, do desinteresse, mas porque não pensamos que é falta de maturidade para aprender determinados conhecimentos, despreparo e, ainda porque não dizer, que a forma de como vem o professor passando estes ensinamentos é a inadequada ao aluno em questão.
Os professores aprendem a lidar comum tipo de realidade, e ao encontrar outro tipo, diferente dos livros, se sente desafiada iniciando um conflito entre ele a criança-problema.
A questão de reprovação é tão séria em Guaribas, que faz com que as atenções da escola se voltassem para ela, pois reprovação/promoção é diferente de aprendizagem. Há crianças que aprendem bastante certas matérias e por causa de algumas dificuldades não acompanhadas ou percebidas devidamente pelo professor, fez com que fosse reprovado.
Notamos que a criança ao ser reprovada, cria uma barreira na qual o professor é o principal inimigo a ser repelido; com isso, não o respeita como tal e, assim, o vê como um dos responsáveis pelo seu fracasso.
O aluno tem que se desenvolver com um acompanhamento muito sério de professores e pais, mas não é bem assim que acontece. Professores cansados, sem salários dignos e sem habilitação só se preocupam em manter seus empregos, pais que, ás vezes nem sabe se a criança está indo a escola ou, se sabem que vão não se preocupam com a sua aprendizagem, já que precisam se preocupar com o que vão colocar em suas mesas. A falta de estímulo vem do seu ambiente social e surge a necessidade de motivação, de despertar na criança o prazer pelo aprendizado. 
Em Guaribas as taxas de evasão são elevadas durante os primeiros anos de freqüência à escola e crescem quando a idade do aluno é destorcida da série em que está matriculado. A evasão é principalmente, uma decorrência da repetência que expulsa a criança da escola. A evasão é maior entre os estudantes provenientes de classes sociais mais desfavorecidas, são crianças que não contam com pais capazes de auxiliá-las como exemplo a seguir, como tutores nos deveres de casa e que tem dificuldades para adquirir o material necessário e essencial: são aquelas crianças que não contam com incentivo dos pais, e que por muitas vezes freqüentam a escola por causa da bolsa-família. E sem incentivo não estudam não se interessam em aprender e acabam sendo os únicos prejudicados.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
	Tendências direcionadas a educação popular surgiram, a nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) dá espaço para atitudes mais autônomas para inovação da educação, a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNS), comprometem-se em ampliar oportunidades de aprendizagem. O aprimoramento de professores e atenção voltada para a avaliação nos dá sustentação para uma reforma no processo ensino-aprendizagem. Mas isso só será possível na medida em que a escola e a comunidade, professores e alunos aliarem na luta pela melhoria da qualidade de ensino.
	A avaliação adotada em grande parte das instituições educacionais é na verdade tão temido exame. Esta forma de avaliação é um fator que muito contribui para os alarmantes índices que hoje encontramos em nossas escolas com relação à repetência escolar.
	Há uma grande distorção em relação a sentido real da avaliação. Os professores, os alunos e pais de alunos se preocupam demais com a questão ‘’avaliar e ser avaliado’’, se esquecendo do que realmente conta: a internalizarão dos conhecimentos ensinados no decorrer do processo de formação do educando.
	A forma de avaliação tradicional não é adequada, por que atua negativamente no processo de ensino-aprendizagem, já que esta é passada como uma forma de castigo.
	A mudança de estrutura educacional e da metodologia adotada pelos professores muito contribuirá no reverso deste quadro. A avaliação deixará de ser o término do processo educacional para ser a busca incessante de compreensão das dificuldades do educando para a dinamização de novas oportunidades.
	O profissional que atua na área da educação quando define uma prática, constrói conceitos e métodos de trabalho devendo estar consciente de que a educação é um processo dinâmico, passivo de transformação. Em meio a tanta carência cultural encontrada em nosso sistema educacional, o professor que não possui uma postura contrária estará fazendo com que haja um fortalecimento da educação tradicional, mantendo uma prática classificatória, não respeitando as individualidades do educando tornando-o incapacitado e no futuro um adulto inseguro e despreparado para a vida.
Em Guaribas os altos índices de repetência escolar desestimulam todos que trabalham na educação. Cada ano que passa os alunos com histórico de repetentes se torna mais difíceis de lidar, levando a uma situação freqüente: repetência, evasão e fracasso escolar. Isso ocorre com maior freqüência nas primeiras séries do ensino fundamental. Sendo assim o índice de repetência pode ser reduzido se trabalharmos juntos. Os pais devem acompanhar a vida escolar de seus filhos, a Secretaria Municipal de Educação deve investir mais na capacitação de seus professores e, os professores por sua vez, se dedicarem mais ao seu trabalho, pois quando nos propomos a fazer um trabalho devemos dar o melhor de nós.
	Portanto não cabe a nós procurarmos culpados da repetência escolar, mas nos unirmos para juntos buscar a solução e então dar fim a esse problema que aterroriza as nossas escolas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AQUINOS, Júlio Groppa. Erro e Fracasso na escola: alternativas históricas e práticas. 2ª Ed. Sumus. São Paulo. 1998.
ARANHA, Maria Belcide. História da Educação. 2ª Ed. Revisada e atualizada. Moderna. São Paulo. 2000.
CANÇADO, Marília Batista, Escola Hoje. Brasília: MEC, 1996.
CARNEIRO, Moacir Alves. LDB fácil: Leitura crítica e compreensiva artigo a artigo. Vozes. Petrópolis-RJ. 1998.
COLEÇÃO LABORATÓRIO- Cenas e Atores na Educação. Florianópolis: UFCS/CED, NUP, n.4. 1996.
ESTABAN, Maria Teresa. Avaliação: Uma prática em busca de novos sentidos. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: Uma prática em construção da pré-escola à universidade. 13ª Ed. Porto Alegre: Mediação, 1998.
MARTINS, Vanessa Cristina N.C. Monografia: Fracasso, Repetência e Evasão Escolar: Histórico e Intervenção. Niterói, 2005.
Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Secretaria de Educação Fundamental MEC/SEF. Brasília. 1997.
PENNA Firme, Tereza. Mitos na avaliação: diz-se... Ensino: Avaliação e Políticas Públicas em avaliação. Vol.2. Fundação Cesgranrio. Rio de Janeiro. 1999.
Revista Nova Escola. Abril/Maio. Fundação Vitor Civita. São Paulo. 2002.
Revista Nova Escola. Junho/ Julho. Fundação Vitor Civita. São Paulo. 2008
SOUZA, Marcelo Medeiros Coelho de. O analfabetismo no Brasil sob Enfoque Demográfico. Mimeo, Brasília, 1999.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da Aprendizagem: práticas de mudanças- por uma práxis transformadora. São Paulo: Liberdade, v.6, 1998.
HTTP://. PORTAL. MEC.GOV.BR./MEC/DEFAULT.HPM.
ANEXOS
	
	ESTADO DO PIAUÍ
Prefeitura Municipal de Guaribas
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PRAÇA ANÉSIO CORREIA, S/N - CENTRO
CEP: 64798-000 – GUARIBAS – PIAUÍ.
C.N.P.J. – 01.612.576/0001-72
RESUMO FINAL DO MOVIMENTO ESCOLAR-ANO LETIVO: 2006
Escola: Reginaldo Correia da Silva
	
	
	Nº de alunos
	
	
	% de alunos
	
	
	Série
	Quantidade de alun. Mat
	Aprov
	Retido
	Desist
	Aprov
	Desist
	Retido
	1ª série
	67
	23
	42
	02
	15,41%
	1,34%
	28,14%
	2ª série
	32
	19
	13
	-
	6,08%
	-
	4,16%
	3ª série
	26
	16
	10
	-
	4,16%
	-
	2,6%
	4ª série
	70
	50
	18
	02
	35%
	1,4%
	12,6%
	5ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	SOMA
	195
	108
	83
	04
	60,65%
	2,74%
	47,5%
	
	
Guaribas PI, 23 de Janeiro de 2013.
	
	ESTADO DO PIAUÍ
Prefeitura Municipal de Guaribas
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PRAÇA ANÉSIO CORREIA, S/N - CENTRO
CEP: 64798-000 – GUARIBAS – PIAUÍ.
C.N.P.J. – 01.612.576/0001-72
RESUMO FINAL DO MOVIMENTO ESCOLAR-ANO LETIVO: 2007
Escola: Reginaldo Correia da Silva
	
	
	Nº de alunos
	
	
	% de alunos
	
	
	Série
	Quatidade de alun. Mat
	Aprov
	Retido
	Desist
	Aprov
	Desist
	Retido
	1ª série
	108
	11
	05
	-
	1,76%
	-
	08%
	2ª série
	16
	18
	15
	-
	5,94%
	-
	4,95%
	3ª série
	33
	12
	13
	01
	3,12%
	0,26%
	3,38%
	4ª série
	26
	30
	14
	04
	14,4%
	1,92%
	6,72%
	5ª série
	48
	64
	41
	03
	69,12%
	3,24%
	44,28%SOMA
	232
	135
	88
	08
	94,34%
	5,42%
	60,13%
Guaribas PI, 23 de Janeiro de 2013.
	
	ESTADO DO PIAUÍ
Prefeitura Municipal de Guaribas
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PRAÇA ANÉSIO CORREIA, S/N - CENTRO
CEP: 64798-000 – GUARIBAS – PIAUÍ.
C.N.P.J. – 01.612.576/0001-72
RESUMO FINAL DO MOVIMENTO ESCOLAR-ANO LETIVO: 2008
Escola: Reginaldo Correia da Silva
	
	
	Nº de alunos
	
	
	% de alunos
	
	
	Série
	Quantidade de alun. Mat
	Aprov
	Retido
	Desist
	Aprov
	Desist
	Retido
	1ª série
	25
	14
	11
	01
	3,5%
	0,25%
	2,75%
	2ª série
	26
	14
	11
	01
	3,64%
	0,14
	1,54%
	3ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	4ª série
	92
	58
	32
	02
	53,36%
	1,84%
	29,44%
	5ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	SOMA
	143
	86
	54
	04
	60,5%
	2,23%
	33,73%
	
Guaribas PI, 23 de Janeiro de 2013.
	
	ESTADO DO PIAUÍ
Prefeitura Municipal de Guaribas
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PRAÇA ANÉSIO CORREIA, S/N - CENTRO
CEP: 64798-000 – GUARIBAS – PIAUÍ.
C.N.P.J. – 01.612.576/0001-72
RESUMO FINAL DO MOVIMENTO ESCOLAR-ANO LETIVO: 2010
Escola: Reginaldo Correia da Silva
	
	
	Nº de alunos
	
	
	% de alunos
	
	
	Série
	Quantidade de alun. Mat
	Aprov
	Retidos
	Desist
	Aprov
	Desit
	Retidos
	1ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	2ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	3ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	4ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	5ª série
	50
	21
	25
	04
	10,5%
	2%
	12,5%
	SOMA
	50
	21
	25
	04
	10,5%
	2%
	12,5%
Guaribas PI, 23 de Janeiro de 2013.
	
	ESTADO DO PIAUÍ
Prefeitura Municipal de Guaribas
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PRAÇA ANÉSIO CORREIA, S/N - CENTRO
CEP: 64798-000 – GUARIBAS – PIAUÍ.
C.N.P.J. – 01.612.576/0001-72
RESUMO FINAL DO MOVIMENTO ESCOLAR-ANO LETIVO: 2011
Escola: Reginaldo Correia da Silva
	
	
	Nº de alunos
	
	
	% de alunos
	
	
	Série
	Quantidade de alun. Mat
	Aprov
	Retido
	Desist
	Aprov
	Desist
	Retido
	1ª série
	-
	-
	-
	-
	2,09%
	-
	-
	2ª série
	19
	11
	07
	01
	14,4%
	0,19
	1,33%
	3ª série
	48
	30
	18
	-
	-
	-
	8,64%
	4ª série
	-
	-
	-
	-
	7,2%
	-
	-
	5ª série
	40
	18
	20
	02
	-
	0,8
	8
	SOMA
	107
	59
	45
	03
	63,13%
	32,21%
	48,15%
	
Guaribas PI, 23 de Janeiro de 2013.
	
	ESTADO DO PIAUÍ
Prefeitura Municipal de Guaribas
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PRAÇA ANÉSIO CORREIA, S/N - CENTRO
CEP: 64798-000 – GUARIBAS – PIAUÍ.
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RESUMO FINAL DO MOVIMENTO ESCOLAR-ANO LETIVO: 2007
Escola: Andrelino Ivo dos Anjos
	
	
	Nº de alunos
	
	
	% de alunos
	
	
	Série
	Quantidade de alun. Mat
	Aprov
	Retido
	Desist
	Aprov
	Desist
	Retido
	1ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	2ª série
	28
	14
	13
	01
	3,92%
	0,28%
	3,64%
	3ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	4ª série
	27
	20
	07
	-
	5,4%
	-
	1,89%
	5ª série
	35
	23
	09
	03
	8,05%
	1,05%
	3,15%
	SOMA
	90
	57
	29
	04
	17,37%
	1,33%
	8,68%
Guaribas PI, 23 de Janeiro de 2013
	
	ESTADO DO PIAUÍ
Prefeitura Municipal de Guaribas
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PRAÇA ANÉSIO CORREIA, S/N - CENTRO
CEP: 64798-000 – GUARIBAS – PIAUÍ.
C.N.P.J. – 01.612.576/0001-72
RESUMO FINAL DO MOVIMENTO ESCOLAR-ANO LETIVO: 2006
Escola: Andrelino Ivo dos Anjos
	
	
	Nº de alunos
	
	
	% de alunos
	
	
	Série
	Quantidade de alun. Mat
	Aprov
	Retido
	Desist
	Aprov
	Desist
	Retido
	1ª série
	35
	19
	16
	-
	6,65%
	-
	5,6%
	2ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	3ª série
	28
	18
	08
	02
	5,04%
	0,56%
	2,94%
	4ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	5 série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	SOMA
	63
	37
	24
	02
	11,69%
	0,65%
	7,84%
Guaribas PI, 23 de Janeiro de 2013
	
	ESTADO DO PIAUÍ
Prefeitura Municipal de Guaribas
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PRAÇA ANÉSIO CORREIA, S/N - CENTRO
CEP: 64798-000 – GUARIBAS – PIAUÍ.
C.N.P.J. – 01.612.576/0001-72
RESUMO FINAL DO MOVIMENTO ESCOLAR-ANO LETIVO: 2008
Escola: Andrelino Ivo dos Anjos
	
	
	Nº de alunos
	
	
	% de alunos
	
	
	Série
	Quantidade de alun. Mat
	Aprov
	Retido
	Desist
	Aprov
	Desist
	Retidos
	1ª série
	29
	09
	20
	-
	2,61%
	-
	5,8%
	2ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	3ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	4ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	5ª série
	47
	31
	13
	03
	14,57%
	1,41%
	6,11%
	SOMA
	76
	40
	33
	03
	17,18%
	1,41%
	11,91%
Guaribas PI, 23 de Janeiro de 2013.
	
	ESTADO DO PIAUÍ
Prefeitura Municipal de Guaribas
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PRAÇA ANÉSIO CORREIA, S/N - CENTRO
CEP: 64798-000 – GUARIBAS – PIAUÍ.
C.N.P.J. – 01.612.576/0001-72
RESUMO FINAL DO MOVIMENTO ESCOLAR-ANO LETIVO: 2010
Escola: Gil Pereira da Trindade
	
	
	Nº de alunos
	
	
	% de alunos
	
	
	Série
	Quantidade de alun. mat
	Aprov
	Retido
	Desist
	Aprov
	Desist
	Retido
	1ª série
	08
	01
	07
	-
	0,08%
	
	0,56%
	2ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	3ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	4ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	5ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	SOMA
	08
	01
	07
	-
	0,08%
	-
	0,56%
Guaribas PI, 23 de Janeiro de 2013.
	
	ESTADO DO PIAUÍ
Prefeitura Municipal de Guaribas
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
PRAÇA ANÉSIO CORREIA, S/N - CENTRO
CEP: 64798-000 – GUARIBAS – PIAUÍ.
C.N.P.J. – 01.612.576/0001-72
RESUMO FINAL DO MOVIMENTO ESCOLAR-ANO LETIVO: 2009 e 2010
Escola: LOURENÇO PEREIRA DIAS
	
	
	Nº de alunos
	
	
	% de alunos
	
	
	Série
	Quantidade de alun. Mat
	Aprov
	Retido
	Desist
	Aprov
	Desist
	Retido
	1ª série
	67
	04
	01
	03
	0,04%
	-
	0,12%
	2ª série
	32
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	3ª série
	26
	21
	07
	14
	1,47%
	-
	2,94%
	4ª série
	70
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	5ª série
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	-
	SOMA
	195
	25
	08
	17
	1,51%
	-
	3,06%
	
Guaribas PI, 23 de Janeiro de 2013.
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