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Ação Popular - Direito Constitucional

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2Estratégia Concursos | Direito Constitucional - CesgranrioE-BOOK
Olá, pessoal!
É com imensa satisfação que damos início a este projeto de E-books de Questões Comentadas da Cesgranrio para o CNU! 
Como, ao longo de sua preparação, é fundamental que vocês resolvam diversas questões de concursos passados, sabemos que esta série 
de e-books será de grande utilidade. Nosso objetivo é proporcionar mais uma valiosa ferramenta de estudo para deixá-los mais perto de sua 
aprovação. 
Aproveitem muito este material! Bons estudos!
Equipe Estratégia Concursos
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3Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADVOGADO/2022 
1. A ação popular, conforme estabelecido na Constituição brasileira de 1988 e na legislação infraconstitucional, poderá ser movida por
A) qualquer pessoa, brasileira ou estrangeira, desde que maior de 18 anos, domiciliada no Brasil e residente no local do juízo competente para 
julgar a causa, visando a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao 
meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.
B) qualquer cidadão, visando a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, 
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, sendo que, se houver abandono da ação, fica assegurado a outro cidadão interessado 
ou ao Ministério Público assumir o polo ativo para dar continuidade à demanda.
C) qualquer cidadão na defesa de direitos difusos, devendo ser acompanhada pelo Ministério Público, que atuará na qualidade de fiscal da 
ordem jurídica, cabendo- lhe apressar a produção da prova e promover a responsabilidade, civil ou criminal, dos que nela incidirem, sendo-
lhe facultado, por questões de ordem pública, assumir a defesa do ato impugnado.
D) qualquer cidadão e pelo Ministério Público contra as pessoas públicas ou privadas, contra as autoridades, funcionários ou administradores 
que houverem autorizado, aprovado, ratificado ou praticado o ato impugnado, ou que, por omissas, tiverem dado oportunidade à lesão, 
e contra os beneficiários diretos do mesmo, estando a pessoa jurídica de direito público, cujo ato seja objeto de impugnação, obrigada a 
contestar o pedido.
E) qualquer cidadão, que estará isento das despesas processuais; porém, se a lide for julgada manifestamente temerária, a sentença condenará 
o autor ao pagamento das custas em dobro.
Comentário Completo:
Opa!! Questão clássica sobre os Remédios Constitucionais, em especial a chamada Ação Popular. E, para resolução, precisamos conhecer 
o art. 5°, LXXIII, da CRFB/88 combinado com o art. 9º da Lei da Ação Popular (Lei nº. 4.717/65). Confira a redação dos dispositivos:
Art. 5°, LXXIII, CRFB/88 - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou 
de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, 
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Art. 9º da Lei da Ação Popular: Se o autor desistir da ação ou der motiva à absolvição da instância, serão publicados editais nos prazos e 
condições previstos no art. 7º, inciso II, ficando assegurado a qualquer cidadão, bem como ao representante do Ministério Público, dentro 
do prazo de 90 (noventa) dias da última publicação feita, promover o prosseguimento da ação.
Dessa forma, a Ação Popular poderá ser movida por qualquer cidadão, visando anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de 
que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, sendo que, se houver abandono da 
ação, fica assegurado a outro cidadão interessado ou ao Ministério Público assumir o polo ativo para dar continuidade à demanda. 
Logo, o gabarito para a questão é a letra "B". No entanto, vamos examinar o erro das demais alternativas?
(...)
Letra A. INCORRETA. Não é qualquer pessoa que será legitimada ativa para a propositura de uma Ação Popular. É qualquer cidadão, segundo 
art. 5°, LXXIII, da CRFB/88. São coisas diferentes! No caso da Lei nº. 4.717/65, em seu art. 1º, parágrafo 3º, ela diz que a prova da cidadania, para 
ingresso em juízo, será feita com o título de eleitor.
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 4
Letra B. CORRETA. É o gabarito da nossa questão! A ação popular poderá ser movida por qualquer cidadão, visando anular ato lesivo ao patrimônio 
público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Além disso, 
se houver abandono da ação, fica assegurado a outro cidadão interessado ou ao Ministério Público assumir o polo ativo para dar continuidade à 
demanda. O examinador misturou o texto do art. 5°, LXXIII, da CRFB/88 e art. 9º da Lei nº. 4.717/65. ;)
Letra C. INCORRETA. Pegadinha! É vedado ao Ministério Público, em qualquer hipótese, assumir a defesa do ato impugnado ou dos seus autores, 
de acordo com art. 6º, §4º, da Lei nº 4.717/65. Veja:
§ 4º O Ministério Público acompanhará a ação, cabendo-lhe apressar a produção da prova e promover a responsabilidade, civil ou criminal, 
dos que nela incidirem, sendo-lhe vedado, em qualquer hipótese, assumir a defesa do ato impugnado ou dos seus autores.
Letra D. INCORRETA. A Ação Popular não poderá ser movida pelo Ministério Público, cabendo a este assumir o polo ativo para dar continuidade 
à demanda caso haja abandono da ação, de acordo com art. 9º da Lei nº. 4.717/65.
Letra E. INCORRETA. O autor da Ação Popular somente pode ser condenado a arcar com as custas processuais e os ônus de sucumbência se restar 
comprovada sua má-fé (art. 5º, LXXIII, da CRFB/88). Além disso, não há previsão de pagamento das “custas em dobro”. Cuidado!!!
Gabarito: Letra B.
CESGRANRIO - PER CONT (CFC)/CFC/2022 
2. Um perito, inadimplente com relação às duas últimas anuidades cobradas pelo órgão de classe em que está inscrito, é notificado pelo 
Conselho de Fiscalização Profissional que está impedido de exercer suas atividades laborais até que o débito seja quitado. O órgão 
fundamenta a medida com base na previsão estatutária que dispõe sobre a suspensão do profissional que estiver inadimplente com a 
entidade.
À luz da Constituição, a medida adotada pela instituição é
A) constitucional, pois observa o direito à livre associação.
B) constitucional, pois observa o princípio da razoabilidade.
C) constitucional, pois está amparada pelo princípio da legalidade.
D) inconstitucional, pois constitui sanção política de natureza tributária.
E) inconstitucional, pois o livre exercício profissional se sobrepõe às qualificações profissionais que a lei estabelecer.
Comentário Completo:
Olhe que maldade da Cesgranrio. Foi cobrar a posição da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade de suspensão 
do profissional que estiver inadimplente com a entidade.
O STF, no julgamento do RE 647885 (Informativo 978), entendeu que é inconstitucional a suspensão do exercício profissional em razão do 
inadimplemento de anuidades devidas à entidade de classe. Vejamos:
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5Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
A jurisprudência desta Corte é no sentido de que as anuidades cobradas pelos conselhos profissionais caracterizam-se como tributos da 
espécie contribuições de interesse das categorias profissionais, nos termos do art. 149 da Constituição da República. (Precedentes: MS 
21.797, Rel. Min. CarlosVelloso, Tribunal Pleno, DJ 18.05.2001; e ADI 4.697, de minha relatoria, Tribunal Pleno, DJe 30.03.2017). 2. As 
sanções políticas consistem em restrições estatais no exercício da atividade tributante que culminam por inviabilizar injustificadamente 
o exercício pleno de atividade econômica ou profissional pelo sujeito passivo de obrigação tributária, logo representam afronta aos 
princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e do devido processo legal substantivo. Precedentes. Doutrina. 3. Não é dado a conselho 
de fiscalização profissional perpetrar sanção de interdito profissional, por tempo indeterminado até a satisfação da obrigação pecuniária, 
com a finalidade de fazer valer seus interesses de arrecadação frente a infração disciplinar consistente na inadimplência fiscal. Trata-se de 
medida desproporcional e caracterizada como sanção política em matéria tributária. 4. Há diversos outros meios alternativos judiciais e 
extrajudiciais para cobrança de dívida civil que não obstaculizam a percepção de verbas alimentares ou atentam contra a inviolabilidade 
do mínimo existencial do devedor. Por isso, infere-se ofensa ao devido processo legal substantivo e aos princípios da razoabilidade e da 
proporcionalidade, haja vista a ausência de necessidade do ato estatal. 5. Fixação de Tese de julgamento para efeitos de repercussão geral: 
“É inconstitucional a suspensão realizada por conselho de fiscalização profissional do exercício laboral de seus inscritos por inadimplência 
de anuidades, pois a medida consiste em sanção política em matéria tributária.” 6. Recurso extraordinário a que se dá provimento, com 
declaração de inconstitucionalidade dos arts. 34, XXIII, e 37, §2º, da Lei 8.906/1994. (RE 647885, Relator(a): EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, 
julgado em 27/04/2020, REPERCUSSÃO GERAL)
Dessa forma, podemos concluir que a medida adotada pela instituição é inconstitucional, pois constitui sanção política em natureza 
tributária, violando o princípio da proporcionalidade, razoabilidade e devido processo legal. 
Portanto, o gabarito é a Letra D. Agora, olhe o bizu! Essa questão foi anulada. “Mas, como assim professor? Qual é o erro dela?” Na 
essência ela está certinha, o problema é que a banca examinadora “comeu mosca”. O tema extrapolou o conteúdo do edital! 
(...)
Letra A. INCORRETA. Não é constitucional, pois constitui sanção política de natureza tributária! A medida é inconstitucional, pois constitui sanção 
política em natureza tributária, violando o princípio da proporcionalidade, razoabilidade e devido processo legal. 
Letra B. INCORRETA. A medida adotada não é constitucional, nos termos do informativo 978 do STF e razões apresentadas acima. 
Letra C. INCORRETA. Não está amparada pelo Princípio da Legalidade.
Letra D. CORRETA. Seria o nosso gabarito com base no Info. 978 STF! Mas a questão foi ANULADA pela banca por extrapolar o conteúdo do edital! 
Letra E. INCORRETA. A liberdade da atividade profissional prevista no art. 5º, inciso XIII, da CRFB/88 é uma norma constitucional de eficácia 
contida, ou seja, como regra, é garantido a todos o livre exercício do trabalho, ofício ou profissão, mas a lei pode estabelecer restrições. 
Gabarito: QUESTÃO ANULADA.
CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
3. Um médico ortopedista, exercendo suas atividades em determinado município, com horário livre, resolveu realizar concurso para 
ocupar cargo no Estado. Após aprovação no certame, ele passa a exercer atividades nos dois órgãos, o municipal e o estadual, ocupando 
cargos de médico. Em determinado momento, o serviço de medicina do Estado passa por uma troca de chefia. Esse novo chefe exige 
que o ortopedista modifique os seus dias de plantão para melhor atender ao interesse público. Ocorre que os dias indicados coincidem 
com os realizados no município. O ortopedista, então, requer que seus dias de plantão sejam mantidos para poder exercer seu direito 
de acumulação de cargos.
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 6
Nos termos da Constituição Federal, a cumulação, quando prevista, é possível, desde que haja compatibilidade de
A) conhecimentos
B) horários
C) gerentes
D) locais
E) órgãos
Comentário Completo:
Temos aqui uma questão clássica da Cesgranrio tratando do tema da Administração Pública, sobre a possibilidade de acumulação de 
cargos. A questão é bem direta e, para respondê-la, precisamos do conhecimento do art. 37, inciso XVI, da CRFB/88. Olhe só: 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer 
caso o disposto no inciso XI: 
a) a de dois cargos de professor; 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; 
Portanto, é correto afirmar que a cumulação é possível, desde que haja compatibilidade de horários, conforme o art. 37, XVII, da CRFB/88. 
Assim, temos a letra B como gabarito!
(...)
Letra A. INCORRETA. A constituição não fala em compatibilidade de “conhecimentos”, mas, sim, em compatibilidade de horários, de acordo com 
art. 37, XVII, da CRFB/88. 
Letra B. CORRETA. Gabarito da questão! A cumulação, quando prevista, é possível, desde que haja compatibilidade de horários (art. 37, XVII, da 
CRFB/88).
Letra C. INCORRETA. Não há que se falar em compatibilidade de gerentes, não existe previsão constitucional!
Letra D. INCORRETA. A cumulação, quando prevista, é possível, desde que haja compatibilidade de horários, e não compatibilidade de locais.
Letra E. INCORRETA. Não há previsão na Constituição sobre compatibilidade de órgãos. Quando prevista, a acumulação é possível desde que 
haja compatibilidade de horários.
Gabarito: Letra B.
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7Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
4. CP é contador e exerce a função pública de auditor fiscal federal. No exercício regular das suas funções, atua na fiscalização de dados de 
receitas e despesas dos contribuintes de tributos federais. 
Nos termos da Constituição Federal, poderá ocorrer a fiscalização de tais dados, integrada com a atuação de outros auditores fiscais, na 
forma da lei ou convênio, inclusive com o compartilhamento de
A) cadastros fiscais
B) fichas criminais
C) informações empresariais
D) segredos industriais
E) registros civis
Comentário Completo:
Questão sobre a Administração Pública e suas Disposições Gerais. E a resposta passa pelo conhecimento acerca do art. 37, XXII, da 
CRFB/88, que possui a seguinte redação: 
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do 
Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma 
integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. 
No exercício regular das suas funções, o Auditor-Fiscal atua na fiscalização e arrecadação dos tributos, bem como no combate aos ilícitos 
tributários e aduaneiros. 
Nesse contexto, poderá realizar auditorias de dados fiscais e patrimoniais, inclusive com atuação integrada com outros auditores fiscais (U, 
E, DF e M), na forma da lei ou convênio, mediante o compartilhamento de cadastros fiscais, segundo o art. 37, XXII, da CRFB/88. 
Logo, o gabarito da questão é a Letra A.
(...) 
Letra A. CORRETA. É o nosso gabarito! O Auditor-Fiscal federal atua na fiscalização de dados de receitas e despesas dos contribuintes de tributos 
federais, podendo realizar a fiscalização de tais dados de maneira integrada com a atuação de outros auditores fiscais, na forma da lei ou 
convênio, inclusive com o compartilhamento de cadastros fiscais (art. 37, XXII, da CRFB/88). 
Letra B. INCORRETA. Não há previsão Constitucional sobre o compartilhamento de fichas criminais, de acordo com o art. 37, XXII, daCRFB/88.
Letra C. INCORRETA. Não há que se falar em compartilhamento de “informações empresariais”. Do ponto de vista Constitucional, o correto é o 
compartilhamento de cadastros fiscais.
Letra D. INCORRETA. A CRFB/88 nada fala em seu texto sobre segredos industriais. A previsão é sobre compartilhamento de cadastros fiscais.
Letra E. INCORRETA. Não há previsão de compartilhamento de registros civis. O que o texto Constitucional cita é sobre compartilhamento de 
cadastros fiscais.
Gabarito: Letra A.
CESGRANRIO - TEC (UNIRIO)/UNIRIO/CONTABILIDADE/2019
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 8
CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/DIREITO/2018
5. Nos termos da Constituição de 1988, o direito de propriedade é um direito
A) social, cabendo ao proprietário respeitar os limites da função social.
B) social, pois não possibilita ao proprietário dispor conforme o seu próprio e exclusivo interesse.
C) individual, que impede qualquer tipo de intervenção do Estado.
D) individual absoluto, que possibilita ao proprietário sempre dispor conforme o seu próprio e exclusivo interesse.
E) individual relativo, cabendo ao proprietário respeitar os limites da função social.
Comentário Completo:
Questão tiro curto sobre os Direitos Individuais e Coletivos, 
em especial, o Direito de Propriedade previsto no art. 5º, XXIII, da 
CRFB/88, vejamos: “a propriedade atenderá a sua função social”.
Primeiramente, vale esclarecer que o direito de propriedade é 
diferente do direito de moradia. “Como assim, professor?”
O direito de moradia é um direito social presente no art. 6º 
da CRFB/88. Já Direito de propriedade é um valor fundamental no 
âmbito dos direitos individuais, presente no art. 5º da CRFB/88. No 
entanto, não podemos pensar na propriedade como direito absoluto. 
É um direito relativo, já que, como todos os Direitos Fundamentais, 
pode ser limitado. 
Uma das características dos direitos fundamentais é o critério 
da relatividade ou limitabilidade. No caso do direito à propriedade, 
será limitado caso não atenda à chamada função social. 
Isso posto, podemos concluir que o direito de propriedade é 
um direito individual relativo, cabendo ao proprietário respeitar os 
limites da função social, de acordo com art. 5º, XXIII, da Constituição 
Federal. 
O gabarito da nossa questão é a letra E. 
(...)
Letra A. INCORRETA. O direito de propriedade não é um direito social. Trata-se de direito individual relativo, previsto no rol do art. 5º, inciso XXIII, 
da CRFB/88.
Letra B. INCORRETA. Mais uma vez, o erro está em dizer que o direito de propriedade é um direito social. Cuidado!!!
Letra C. INCORRETA. O direito de propriedade não impede qualquer tipo de intervenção do Estado. É possível a atuação estatal, tanto que temos 
hipóteses na própria CRFB/88 de procedimento de desapropriação por necessidade ou interesse público, reforma agrária etc. 
Letra D. INCORRETA. Opa!! Pegadinha clássica. Não existe direito fundamental absoluto. O direito de propriedade não é “individual absoluto”. A 
propriedade poderá sofrer limitações para atender à função social, por exemplo.
Letra E. CORRETA. É nosso gabarito! O direito de propriedade é um direito individual relativo, cabendo ao proprietário respeitar os limites da 
função social, de acordo com art. 5º, XXIII, da CRFB/88.
Gabarito: Letra E.
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9Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
6. Considere que, no processo de contratação de trabalho de um menor para a sua empresa, o assistente administrativo solicitou a 
autorização de seus representantes legais, já que somente com esse documento é possível inserir o trabalho do menor em
A) horário noturno.
B) locais e serviços perigosos ou insalubres.
C) locais e serviços prejudiciais à sua moralidade.
D) atividade que exija força muscular acima de 20 kg para trabalho contínuo ou 25 kg para trabalho ocasional.
E) jornada normal de 8 horas diárias e 44 semanais, permitida a compensação de horas, mediante acordo ou convenção coletiva.
Comentário Completo:
A questão versa sobre os Direitos Sociais e requer do candidato o conhecimento acerca do art. 7º, incisos XIII e XXXIII, da CRFB/88. 
Vejamos a redação dos dispositivos:
Percebam que a Constituição Federal estabeleceu que a duração do trabalho normal deve ser não superior a oito horas diárias e quarenta 
e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Portanto, a Letra E é a resposta correta.
(...)
Letra A. INCORRETA. É proibido trabalho noturno a menores de dezoito anos, de acordo com art. 7º, XXXIII, CRFB/88. 
Letra B. INCORRETA. É proibido trabalho perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos, de acordo com art. 7º, XXXIII, CRFB/88. 
Letra C. INCORRETA. Ao menor, é vedado trabalho em locais e serviços prejudiciais à sua moralidade, conforme previsto no art. 405, inciso II da 
CLT.
Letra D. INCORRETA. Maldade da Cesgranrio! Esse limite da força é usado para mulheres, não para o menor. Isso está previsto no art. 390 da CLT.
Letra E. CORRETA. É o nosso gabarito! A duração do trabalho normal é não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada 
a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho, conforme o art. 7º, XIII, da CRFB/88. 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e 
a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, 
salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos.
Gabarito: Letra E.
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 10
CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/DIREITO/2018
7. A criação de uma agência reguladora, nos termos da Constituição de 1988, dependerá de lei
A) ordinária, de iniciativa apenas do Chefe do Executivo.
B) ordinária, de competência privativa do Congresso Nacional.
C) ordinária, de iniciativa parlamentar ou do Chefe do Executivo.
D) complementar, de iniciativa privativa do Senado Federal.
E) complementar, de iniciativa parlamentar ou do Chefe do Executivo. 
Comentário Completo:
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista 
e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação.
A questão versa sobre o tema da Administração Pública. Inicialmente, é importante entender que uma agência reguladora é considerada 
uma autarquia especial criada com a finalidade de controlar e regulamentar determinadas atividades, por esse motivo, respeita um processo 
para sua criação, de acordo com o art. 37, XIX, da CRFB/88:
Por outro lado, nos termos do art. 61, §1º, II, “e”, da CRFB/88, 
são de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que 
disponham sobre criação e extinção de Ministérios e órgãos da 
administração pública, observado o disposto no art. 84, VI.
Assim, a criação de uma agência reguladora dependerá 
de lei ordinária, de iniciativa apenas do Chefe do Executivo, em 
conformidade com o art. 37, XIX, da CRFB/88.
Logo, o gabarito correto é a letra A. No entanto, vamos 
examinar as demais alternativas?
(...)
Letra A. CORRETA. A criação de uma agência reguladora, nos termos da Constituição de 1988, dependerá de lei ordinária, de iniciativa apenas do 
Chefe do Executivo, em conformidade com o disposto no art. 37, XIX, da CRFB/88.
Letra B. INCORRETA. É errado dizer que a competência da lei é privativa do Congresso Nacional, visto que é de iniciativa do Chefe do Executivo,nos termos do art. 61, §1º, II, e, da CRFB/88. 
Letra C. INCORRETA. Não se trata de competência para apresentar projeto de lei com iniciativa parlamentar. Na verdade, a iniciativa é apenas do 
Chefe do Executivo. 
Letra D. INCORRETA. Pegadinha!!!! A lei em questão é ordinária, e não complementar. Quando a nossa Constituição quis estabelecer que certos 
temas passassem pelo processo legislativo de uma Lei Complementar, assim o fez expressamente. O que não é o caso do art. 37, XIX, da CRFB/88.
Letra E. INCORRETA. A lei é ordinária, e não complementar, conforme razões apresentadas na alternativa anterior. No mais, a iniciativa não é de 
parlamentar. Será do chefe do executivo.
Gabarito: Letra A.
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11Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
CESGRANRIO - PTNS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/ADVOCACIA/2018
8. Nos termos da Constituição Federal, o Habeas Data contra ato do Tribunal de Contas da União deve ser julgado originariamente pelo
A) Supremo Tribunal Federal
B) Superior Tribunal de Justiça
C) Tribunal Regional Federal
D) Tribunal de Justiça do Distrito Federal
E) Juízo Federal de Primeiro Grau
Comentário Completo:
Uma ótima questão sobre Remédios Constitucionais, especialmente o Habeas Data e as regras de competência para julgamento da ação. 
Nos termos do art. 5º, LXXII, da CRFB/88, o Habeas Data é um instrumento para:
• assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de 
entidades governamentais ou de caráter público;
• retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.
No plano infraconstitucional, há uma 3º situação que pode implicar na impetração do habeas data. Ela está prevista na Lei no 9.507/97, 
que disciplina o rito processual desse remédio. Vejamos:
• anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro, mas justificável e que esteja 
sob pendência judicial ou amigável.
Dito isso, a quem compete julgar o HD contra ato do Tribunal de Contas da União que venha violar uma dessas hipóteses de cabimento?
A resposta está no art. 102, I, “d”, da CRFB/88:
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra 
atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-
Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal.
Portanto, contra ato do TCU, o Habeas Data deve ser julgado originariamente pelo STF, de acordo com o art. 102, I, d, da CRFB/88. Logo, 
o gabarito da questão é a letra A.
(...)
Letra A. CORRETA. É o gabarito! De fato, o Habeas Data contra ato do Tribunal de Contas da União deve ser julgado originariamente pelo 
Supremo Tribunal Federal, de acordo com o art. 102, I, d, da CRFB/88.
Letra B. INCORRETA. Não é o STJ. Quem julga o Habeas Data contra ato do Tribunal de Contas da União é o STF.
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 12
Letra C. INCORRETA. Não é o TRF que julga o HD contra ato do TCU.
Letra D. INCORRETA. É o STF que julga o Habeas Data contra ato do TCU, e não o Tribunal de Justiça do Distrito Federal – TJDFT.
Letra E. INCORRETA. Não é o Juízo Federal de 1º Grau que julga o Habeas Data contra ato do Tribunal de Contas da União. Trata-se de competência 
do STF.
Gabarito: Letra A.
CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/SEGURANÇA/2017
9. Nos termos da Constituição Federal, é direito do trabalhador urbano e rural a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de 
normas de:
A) saúde, higiene e segurança
B) saúde, higiene e alimentação
C) saúde, previdência e segurança
D) saúde, cultura e higiene
E) saúde, felicidade e segurança
Comentário Completo:
Temos aqui uma questão no tema dos Direitos Sociais. Caro aluno, é a pura letra do texto Constitucional! Vamos entender o que diz o art. 
7º, XXII, da CRFB/88? 
Confira a redação:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança.
Sendo assim, podemos concluir que é direito do trabalhador, seja urbano ou rural, a redução dos riscos inerentes ao trabalho. Isso será 
viabilizado por meio de normas relativas à saúde, higiene e segurança do trabalhador. 
Logo, o gabarito da questão é a letra A.
(...)
Letra A. CORRETA. É o nosso gabarito! Nos termos da Constituição Federal, é direito do trabalhador urbano e rural a redução dos riscos inerentes 
ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança, de acordo com o art. 7º, XXII, da CRFB/88. 
Letra B. INCORRETA. A constituição não fala em alimentação, e sim em normas de saúde, higiene e segurança. Cuidado!
Letra C. INCORRETA. O art. 7º, XXII, da CRFB/88 não fala em previdência, ele traz a previsão de normas de saúde, higiene e segurança. 
Letra D. INCORRETA. A Constituição não fala em cultura, e sim em normas de saúde, higiene e segurança.
Letra E. INCORRETA. Whatttt? Felicidade? Está de brincadeira com a gente, Cesgranrio, rs. 
Gabarito: Letra A.
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13Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
CESGRANRIO - TA (ANP)/ANP/2016
10. Um servidor público efetivo é convidado para ocupar função de gerência no órgão onde exerce suas atividades. Nos termos da 
Constituição Federal de 1988, as(os)
A) funções de confiança são exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo.
B) funções de confiança podem ser exercidas por qualquer pessoa que tenha capacidade técnica reconhecida.
C) cargos em comissão são exercidos por servidores efetivos de forma exclusiva, mas podendo ser originários de órgãos diversos.
D) cargos em comissão dependem de provimento mediante concurso público de títulos.
E) cargos em comissão podem ser escolhidos pelos servidores, livremente, de acordo com sua conveniência e oportunidade.
Comentário Completo:
Perceba que tanto os cargos em comissão como as funções 
de confiança visam apenas às atribuições de chefia, direção e de 
assessoramento. Mas será que estamos diante do mesmo instituto? 
Muito cuidado!!!
Temos uma diferença entre ambos. As funções de confiança 
devem ser exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de 
cargo efetivo. Já no caso do cargo em comissão, poderemos ter 
pessoas que não ocupam cargos efetivos desempenhando funções 
Meus amigos, uma questão interessante sobre o tema da Administração Pública e suas Disposições Gerais, especialmente sobre as 
funções de confiança. Nesse contexto, vale a compreensão do art. 37, II e V, da CRFB/88:
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de 
acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão 
declarado em lei de livre nomeação e exoneração.
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem 
preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de 
direção, chefia e assessoramento.
comissionadas. Entretanto, a norma constitucional estabelece que a 
lei trará condições e percentuais mínimos de cargos que devem ser 
preenchidos somente por servidores de carreira. 
É importante destacar que a CRFB/88 determina, no inciso 
II do art. 37, que os cargos em comissão são de livre nomeação e 
exoneração.
Logo, o gabarito da questão é a letra A.
(...)
Letra A. CORRETA. É o nosso gabarito! As funções de confiança são exercidas exclusivamente por servidores ocupantes decargo efetivo, de 
acordo com art. 37, inciso V, da CRFB/88. 
Letra B. INCORRETA. As funções de confiança não podem ser exercidas por qualquer pessoa que tenha capacidade técnica reconhecida, pois são 
exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo.
Letra C. INCORRETA. Os cargos em comissão não são exercidos por servidores efetivos de forma exclusiva; são de livre nomeação e exoneração 
(art. 37, II, da CRFB/88).
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 14
Letra D. INCORRETA. Os cargos em comissão não dependem necessariamente de provimento mediante concurso público de títulos, pois são de 
livre nomeação e exoneração.
Letra E. INCORRETA. Opa, pegadinha! Os cargos em comissão não podem ser escolhidos pelos servidores, livremente, de acordo com sua 
conveniência e oportunidade. Não há essa previsão no texto constitucional. 
CESGRANRIO - TRPDACGN (ANP)/ANP/GERAL/2016
Comentário Completo:
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados 
exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de 
representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. 
Ou seja, perceba que o detentor de mandato eletivo é remunerado pelo regime do subsídio fixado em parcela única, de acordo com art. 
39, § 4º, da CRFB/88. O que faz com que a alternativa correta seja a letra D. 
(...)
Letra A. INCORRETA. O detentor de mandato eletivo não é remunerado pelo regime do salário mensal, mas, sim, pelo regime do subsídio fixado 
em parcela única, nos termos do art. 39, § 4º, da CRFB/88. 
Letra B. INCORRETA. A Constituição não cita o vencimento anual, mas, sim, o regime do subsídio fixado em parcela única. 
Letra C. INCORRETA. O detentor de mandato eletivo não é remunerado pelo regime do “abono bimensal” como afirma a alternativa. Nem existe 
isso na prática, rs. 
Meu amigo, temos aqui uma questão interessante sobre o tema da Administração Pública e Disposições Gerais. E a resolução passa pelo 
conhecimento do art. 39, § 4º, da CRFB/88:
Gabarito: Letra A.
11. Um servidor público efetivo da União Federal, tendo assumido o cargo após aprovação em concurso público, em determinado momento, 
autorizado por lei, passou a ocupar cargo de Deputado Federal após ser eleito.
Nos termos da Constituição Federal, o detentor de mandato eletivo é remunerado pelo regime do
A) salário mensal
B) vencimento anual
C) abono bimensal
D) subsídio fixado em parcela única
E) adicional de representação semestral
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15Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
Letra D. CORRETA. Gabarito da questão! De fato, o detentor de mandato eletivo é remunerado pelo regime do subsídio fixado em parcela única, 
conforme art. 39, § 4º, da CRFB/88.
Letra E. INCORRETA. Não se trata de “adicional de representação semestral”, mas, sim, de regime de subsídio fixado em parcela única. 
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social.
Gabarito: Letra D.
CESGRANRIO - TRPDACGN (ANP)/ANP/GERAL/2016
12. A Constituição Federal estabelece, em diversas normas, proteção à propriedade individual. Há normas, no entanto, que incluem 
limitações diversas e a possibilidade de perda da propriedade, com ou sem indenização, a depender das circunstâncias.
Como regra geral, estabelece-se a necessidade de que a propriedade tenha função
A) pessoal
B) regional
C) social
D) própria
E) concorrencial
Questão tiro curto. Essa é moleza, fácil demais, rs. Estamos no tema dos Direitos Individuais e Coletivos, especialmente o Direito de 
Propriedade. E, aqui, precisamos basicamente do art. 5º, XXIII, da CRFB/88: 
Portanto, como regra geral, é preciso que a propriedade atenda a sua função social, de acordo com o art. 5º, XXIII, da CRFB/88. 
Logo, a alternativa correta é a Letra C.
(...) 
Letra A. INCORRETA. A CRFB/88 estabelece a necessidade de que a propriedade tenha função social, não seria função “pessoal” como diz a 
alternativa, o que a torna errada. 
Letra B. INCORRETA. Não se trata de função “regional”. É função social. 
Letra C. CORRETA. Gabarito da questão! A Constituição, como regra geral, estabelece a necessidade de que a propriedade tenha função social, 
nos termos do art. 5º, XXIII, da CRFB/88. 
Letra D. INCORRETA. Não é função própria como diz a alternativa.
Letra E. INCORRETA. Função “não concorrencial”? Está de brincadeira, né, Cesgranrio, rs. 
Gabarito: Letra C.
Comentário Completo:
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 16
CESGRANRIO - PROF JUN (BR)/BR/DIREITO/2015
13. É considerado um direito social previsto na Constituição Federal o pertinente à licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, 
com a duração de
A) cem dias
B) cento e vinte dias
C) cento e cinquenta dias
Comentário Completo:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias.
Diante do exposto, podemos concluir que é considerado um direito social previsto na Constituição Federal a licença à gestante, sem prejuízo 
do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias, de acordo com o art. 7º, XVIII, da CRFB/88. 
A letra B está correta!
(...)
Letra A. INCORRETA. A licença à gestante não tem duração de cem dias! 
Letra B. CORRETA. Nosso gabarito! A licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, tem a duração de cento e vinte dias, de acordo 
com o art. 7º, XVIII, da CRFB/88. 
Letra C. INCORRETA. A licença à gestante não tem duração de cento e cinquenta dias!
Letra D. INCORRETA. Não se trata de prazo de cento e oitenta dias!
Letra E. INCORRETA. Nada a ver. Não tem duração de cento e noventa dias!
Questão bem simples sobre Direitos Sociais. A licença gestante é direito fundamental e está prevista no art. 7º, XVIII, da CRFB/88:
Gabarito: Letra B.
CESGRANRIO - PROF JR (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRAÇÃO/2014
14. Na medida em que não se permite o uso de algemas de forma indiscriminada, somente admitindo-se a sua utilização em casos 
excepcionais, está sendo efetivada a proteção contra o(a)
A) direito de crença
B) livre locomoção
C) liberdade de manifestação
D) tratamento desumano
E) inviolabilidade do domicílio
D) cento e oitenta dias
E) cento e noventa dias
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17Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
Comentário Completo:
Meu amigo, temos aqui uma excelente questão sobre o tema dos Direitos fundamentais e a posição do Supremo Tribunal Federal sobre 
o uso de algemas. 
Nesse contexto, é fundamental termos o conhecimento da Súmula Vinculante nº. 11 STF:
Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou 
alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e 
penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil 
do Estado.
O uso de algema de forma indiscriminada viola o artigo 5º, 
inciso III, da CRFB/88, visto que o referido dispositivo indica que 
ninguém será submetido a tratamento desumano ou degradante.
Assim, na medida em que não se permite o uso de algemas 
de forma indiscriminada, somente se admitindo a sua utilização 
em casos excepcionais, está sendo efetivada a proteção contra o 
tratamento desumano. 
Assim, a letra D é a resposta correta!
(...)
Letra A. INCORRETA. Não há relação com o direito de crença que está garantido no art. 5º, VIII, da CRFB/88, que afirma que: “ninguém será 
privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal atodos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei”.
Letra B. INCORRETA. Não possui relação com a livre locomoção (direito de ir e vir).
Letra C. INCORRETA. Ao não permitir o uso de algemas de forma indiscriminada, está sendo efetivada a proteção contra o tratamento desumano, 
não a liberdade de manifestação. 
Letra D. CORRETA. Nosso gabarito! Na medida em que não se permite o uso de algemas de forma indiscriminada, somente admitindo-se a sua 
utilização em casos excepcionais, está sendo efetivada a proteção contra o tratamento desumano. (SV nº. 11 do STF)
Letra E. INCORRETA. Não há relação com a inviolabilidade do domicílio prevista no art. 5º, XI, da CRFB/88. Esse direito ampara a proteção 
constitucional do lar.
Gabarito: Letra D.
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 18
CESGRANRIO - PROF JR (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRAÇÃO/2014
15. A possibilidade da quebra do sigilo das comunicações pessoais é possível, segundo a Constituição, por força de autorização judicial.
No campo desse tema, a regra geral de proibição de acesso às comunicações, está-se protegendo o direito à
A) liberdade
B) culpabilidade
C) competência
D) igualdade
E) intimidade
Comentário Completo:
A questão versa sobre Direitos Individuais, especialmente o Direito à Privacidade, que está consagrado no art. 5º, XII, da CRFB/88. Confira 
a redação do dispositivo constitucional:
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último 
caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.
Sendo assim, podemos concluir que a regra geral de proibição de acesso às comunicações está protegendo o direito à intimidade e 
privacidade, consagrado no art. 5º, XII, da CRFB/88. 
Logo, o gabarito da questão é a letra E.
(...)
Letra A. INCORRETA. Não possui relação com o direito à liberdade!
Letra B. INCORRETA. Nada tem a ver com proteção à culpabilidade! 
Letra C. INCORRETA. Não existe qualquer relação com a “competência”. Cesgranrio viajou aqui, hein? Rs.
Letra D. INCORRETA. O direito à igualdade não possui relação com o apresentado no enunciado.
Letra E. CORRETA. Gabarito da questão! A regra geral de proibição de acesso às comunicações está protegendo o direito à intimidade consagrado 
no art. 5º, XII, da CRFB/88.
Gabarito: Letra E.
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19Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
CESGRANRIO - ADV (EPE)/EPE/2014
16. Sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas 
inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, qualquer pessoa física ou jurídica poderá impetrar o seguinte remédio constitucional:
A) Habeas Data
B) Habeas Corpus
C) Mandado de Segurança
D) Mandado de Injunção
E) Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão
Comentário Completo:
A questão versa sobre os Remédios Constitucionais. Exige do candidato conhecimento acerca do Mandado de Injunção, previsto no art. 
5º, LXXI, da CRFB/88 e na Lei 13.300/2016, vejamos:
Art. 5º, LXXI, da CRFB/88: conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício 
dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.
Art. 2º da Lei 13.300/2016: Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta total ou parcial de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.
Art. 3º São legitimados para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos 
direitos, das liberdades ou das prerrogativas referidos no art. 2º e, como impetrado, o Poder, o órgão ou a autoridade com atribuição para 
editar a norma regulamentadora.
Dessa forma, podemos concluir que, sempre que a falta de norma regulamentadora tornar inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, qualquer pessoa física ou jurídica poderá impetrar 
mandado de injunção, de acordo com o art. 5º, LXXI, da CRFB/88 e arts. 2º e 3º da Lei 13.300/16. 
Logo, o gabarito da questão é a letra D.
(...)
Letra A. INCORRETA. O Habeas Data (art. 5º LXXII, “a” e “b”, da CRFB/88) é concedido para:
• assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de 
entidades governamentais ou de caráter público; 
• retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo. 
No plano infraconstitucional, há uma terceira situação que está prevista na Lei no 9.507/97, que disciplina o rito processual desse remédio, 
vejamos:
• anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro, mas justificável e que esteja 
sob pendência judicial ou amigável.
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 20
Letra B. INCORRETA. Não cabe habeas corpus, pois esse será concedido sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou 
coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, de acordo com art. 5º, LXVIII, da CRFB/88. Não é o caso da questão! 
Letra C. INCORRETA. Não é o caso de Mandado de Segurança, pois é concedido para proteger direito líquido e certo, não amparado por "habeas 
corpus" ou "habeas data", quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no 
exercício de atribuições do Poder Público, segundo o art. 5º, LXIX, da CRFB/88. 
Letra D. CORRETA. Nosso gabarito! Sempre que a falta de norma regulamentadora tornar inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, qualquer pessoa física ou jurídica poderá impetrar 
mandado de injunção, de acordo com art. 5º, LXXI, da CRFB/88 e arts. 2º e 3º da Lei 13.300/16.
Letra E. INCORRETA. Não há requisitos para propor uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão, deverá se impetrar mandado de 
injunção, de acordo com art. 5º, LXXI, da CRFB/88. Inclusive, vale ressaltar que não é qualquer pessoa física ou jurídica que possui legitimidade 
para propor uma ADO, nos termos do art. 103 da CRFB/88.
Gabarito: Letra D.
CESGRANRIO - ADV (EPE)/EPE/2014
17. Os Direitos Individuais e Garantias Fundamentais no sistema jurídico brasileiro
A) são intransmissíveis, irrenunciáveis, absolutos, e suas normas definidoras têm aplicação imediata.
B) são inalteráveis, uma vez que, para o Supremo Tribunal Federal, o poder reformador jamais pode modificar um direito fundamental.
C) incluem outros do regime e princípios adotados na Constituição, além dos constantes de Tratados internacionais de que o Brasil seja parte.
D) estão limitados ao rol, que o constituinte estabeleceu, dos arts. 5º ao 17º da Constituição da República Federativa Brasileira.
E) obedecem ao modelo de constituição rígida ortodoxa, adotado pelo constituinte originário.
Comentário Completo:
A questão versa sobre os Direitos e Garantias Fundamentais. O examinador cobrou a pura letra da lei! A resposta está no art. 5º, § 2º, da 
CRFB/88, confira a redação:
§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou 
dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
Logo, podemos concluir que os Direitos Individuais e as Garantias Fundamentais no sistema jurídico brasileiro incluem outros do regime 
e princípios adotados na Constituição, além dos constantes de Tratados internacionais de que o Brasil seja parte, nos termos do art. 5º, § 2º, da 
CRFB/88. 
Portanto, ogabarito da questão é a letra C.
(...)
Letra A. INCORRETA. Não existe direito fundamental absoluto. O preceito constitucional deve ser interpretado com outro direito fundamental. 
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21Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
Letra B. INCORRETA. É errado afirmar que os Direitos Individuais e as Garantias Fundamentais são inalteráveis! É possível uma ampliação do rol! 
O STF entende que as cláusulas pétreas não são imutáveis. Elas apenas não podem ser abolidas.
Letra C. CORRETA. Gabarito da questão! Os Direitos Individuais e as Garantias Fundamentais no sistema jurídico brasileiro incluem outros do 
regime e princípios adotados na Constituição, além dos constantes de Tratados internacionais de que o Brasil seja parte, nos termos do art. 5º, 
§ 2º, da CRFB/88.
Letra D. INCORRETA. Os Direitos Individuais e as Garantias Fundamentais não estão limitados ao rol que o constituinte estabeleceu, de acordo 
com o art. 5º, § 2º, da CRFB/88. 
Letra E. INCORRETA. É errado afirmar que os Direitos Individuais e as Garantias Fundamentais obedecem ao modelo de constituição rígida 
ortodoxa.
CESGRANRIO - AGC (EPE)/EPE/ADMINISTRAÇÃO GERAL/2014
18. Estabelecido o primado da licitação para aquisição de bens, nos termos da Constituição Federal, a Lei poderá estipular regras aos 
competidores, concernentes à sua qualificação
A) fiscal
B) estatutária
C) técnica
D) jurídica
E) gerencial
A questão versa sobre a Administração Pública e suas Disposições Gerais. 
Exige do candidato conhecimento a respeito de Licitação. A resposta está no art. 37, XXI, da CRFB/88, vejamos: 
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de 
licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, 
mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica 
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.
Gabarito: Letra D.
Comentário Completo:
Dessa forma, podemos concluir que, estabelecido o primado da licitação para aquisição de bens, nos termos da Constituição Federal, a Lei 
poderá estipular regras aos competidores, concernentes à sua qualificação técnica, de acordo com 37, XXI, da CRFB/88. 
Portanto, o gabarito é a letra C. 
(...)
Letra A. INCORRETA. Não se fala em qualificação fiscal, não há essa previsão legal. 
Letra B. INCORRETA. A Lei poderá estipular regras aos competidores, concernentes à sua qualificação técnica, não estatutária, de acordo com 
37, XXI, da CRFB/88.
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 22
Letra C. CORRETA. Nosso gabarito! Estabelecido o primado da licitação para aquisição de bens, nos termos da Constituição Federal, a Lei poderá 
estipular regras aos competidores, concernentes à sua qualificação técnica, de acordo com 37, XXI, da CRFB/88.
Letra D. INCORRETA. A Lei poderá estipular regras aos competidores, concernentes à sua qualificação técnica, não jurídica, de acordo com 37, 
XXI, da CRFB/88.
Letra E. INCORRETA. Nada se fala em relação à qualificação gerencial, não há essa previsão legal. 
Gabarito: Letra C.
19. O prefeito de um município apresenta projeto de lei para autorizar, no âmbito de sua competência, a contratação de parentes dos 
membros do Executivo, do Legislativo e do Judiciário que atuam no local.
Nos termos da Constituição Federal, tal norma violaria o princípio da
A) democracia
B) moralidade
C) segurança
D) necessidade
E) compatibilidade
Comentário Completo:
Meu amigo, temos uma questão interessante sobre 
Administração Pública, especialmente no assunto do chamado 
Nepotismo. 
A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou entendimento 
de que a vedação ao nepotismo independe de uma previsão em lei 
CESGRANRIO - AUX (CEFET RJ)/CEFET RJ/ADMINISTRAÇÃO/2014
formal, pois é uma prática inconstitucional que ofende aos princípios 
da moralidade e da impessoalidade. Trata-se de ato vedado por 
todos os Poderes da República e entes da Federação. 
Nesse sentido, tem-se a Súmula Vinculante nº 13 do STF, 
vejamos:
“A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da 
autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o 
exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer 
dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola 
a Constituição Federal.” 
Logo, a norma indicada no enunciado fere o princípio da moralidade, o que faz com que a alternativa correta seja a letra B. 
(...)
Letra A. INCORRETA. Não fere a democracia, fere a moralidade!
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23Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
Letra B. CORRETA. Nosso gabarito! O prefeito, ao apresentar projeto de lei para autorizar, no âmbito de sua competência, a contratação de 
parentes dos membros do Executivo, do Legislativo e do Judiciário que atuam no local, está ferindo o princípio da moralidade, pois fere a Súmula 
Vinculante nº. 13 do STF.
Letra C. INCORRETA. Está ferindo o princípio da moralidade, não o "princípio da segurança".
Letra D. INCORRETA. É errado afirmar que o prefeito está ferindo o princípio da necessidade.
Letra E. INCORRETA. Está ferindo o princípio da moralidade, não da compatibilidade.
CESGRANRIO - ASST (CEFET RJ)/CEFET RJ/ADMINISTRAÇÃO/2014
Comentário Completo:
A questão versa sobre a Administração Pública e Disposições Gerais. Pura letra da lei!
A resposta está no art. 37, VIII, da CRFB/88, vejamos: 
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua 
admissão. 
Diante do exposto, podemos concluir que, entre as inovações constantes da Constituição Federal em vigor, encontra-se a possibilidade de 
a lei estabelecer percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência, de acordo com o art. 37, VIII, da CRFB/88.
Logo, a letra D é o nosso gabarito!
Letra A. INCORRETA. Não há previsão legal de reserva de cargos e empregos para menores de dezoito anos. 
Letra B. INCORRETA. A lei não estabelece percentual dos cargos e empregos públicos para pessoas estrangeiras em situação de risco. 
Letra C. INCORRETA. A lei não estabelece percentual dos cargos e empregos públicos para pessoas consideradas de menor rendimento econômico.
Letra D. CORRETA. Gabarito da questão! Entre as inovações constantes da Constituição Federal em vigor, encontra-se a possibilidade de a lei 
estabelecer percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência, nos termos do art. 37, VIII, da CRFB/88.
Letra E. INCORRETA. Não há previsão legal de reserva de cargos e empregos para moradoras em locais considerados perigosos. 
Gabarito: Letra B.
20. Um dos grandes temas tratados na Constituição Federal é o do acesso facilitado aos cargos públicos.
Dentre as inovações constantes da Constituição Federal em vigor, encontra-se a possibilidade de a lei estabelecer percentual dos cargos 
e empregos públicos para as pessoas
A) menores de dezoito anos
B) estrangeiras em situação de risco
C) consideradas de menor rendimento econômico
D) portadoras de deficiência
E) moradoras em locais considerados perigosos
Gabarito: Letra D.
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 24
CESGRANRIO - ADM (CEFET RJ)/CEFET RJ/2014
21. Um dos grandes avanços das sucessivas reformas constitucionais foi o estabelecimento de um teto constitucional para pagamento dos 
servidores dos três poderes da República.
Nos termos da Constituição Federal, os Defensores Públicos Estaduais estão limitados ao percebidopelo
A) Presidente da República
B) Governador do Estado
C) Ministro do Supremo Tribunal Federal
D) Desembargador do Tribunal de Justiça
E) Defensor Público Geral
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, 
dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo 
e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas 
as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo 
Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do 
Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos 
Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, 
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos 
Procuradores e aos Defensores Públicos.
Comentário Completo:
O examinador testou os conhecimentos do candidato sobre a Administração Pública e suas Disposições Gerais. Para responder, o candidato 
precisa saber a redação do art. 37, XI, da CRFB/88, vejamos:
Sendo assim, Poder Judiciário, MP, Procuradores e Defensores Públicos são limitados ao subsídio dos Desembargadores do TJ. 
Podemos concluir que, nos termos da Constituição Federal, os Defensores Públicos Estaduais estão limitados ao percebido pelo 
Desembargador do Tribunal de Justiça, de acordo com o art. 37, XI, da CRFB/88. 
Logo, o gabarito da questão é a letra D.
Letra A. INCORRETA. Não são limitados ao percebido pelo Presidente da República!
Letra B. INCORRETA. É errado afirmar que os Defensores Públicos são limitados ao percebido pelo Governador do Estado!
Letra C. INCORRETA. Defensores Públicos não são limitados ao percebido pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal!
Letra D. CORRETA. Nosso gabarito! Os Defensores Públicos Estaduais estão limitados ao percebido pelo Desembargador do Tribunal de Justiça, 
de acordo com o art. 37, XI, da CRFB/88.
Letra E. INCORRETA. É errado dizer que os Defensores Públicos estão limitados ao percebido pelo Defensor Público Geral.
Gabarito: Letra D.
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25Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/SEGURANÇA/2014
Comentário Completo:
A questão cobra conhecimento do candidato sobre Ordem Social, em especial, a Saúde. Sua resposta está no art. 198, III, da CRFB/88, 
vejamos:
22. Nos termos da Constituição Federal, as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede e constituem um sistema único, organizado 
de acordo com a seguinte diretriz
A) centralismo democrático
B) financiamento privado
C) separação das atividades educacionais
D) prioridade para atendimentos especiais
E) participação da comunidade
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado 
de acordo com as seguintes diretrizes:
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
III - participação da comunidade.
Sendo assim, podemos concluir que, nos termos da Constituição Federal, as ações e os serviços públicos de saúde integram uma rede e 
constituem um sistema único, organizado de acordo com a diretriz de participação da comunidade, de acordo com o art. 198, III, da CRFB/88. 
Portanto, o gabarito é a letra E. 
Letra A. INCORRETA. A Constituição não fala de centralismo democrático como diretriz das ações e dos serviços públicos de saúde, nos termos 
do art. 198, I, II e III, da CRFB/88.
Letra B. INCORRETA. A Constituição não cita financiamento privado, conforme o art. 198, I, II e III, da CRFB/88. 
Letra C. INCORRETA. A Constituição não menciona a separação das atividades educacionais como diretriz das ações e dos serviços públicos de 
saúde, segundo o art. 198, I, II e III, da CRFB/88. 
Letra D. INCORRETA. A Constituição não fala de prioridade para atendimentos especiais como diretriz das ações e dos serviços públicos de saúde, 
de acordo com o art. 198, I, II e III, da CRFB/88.
Letra E. CORRETA. Gabarito da questão! Nos termos da Constituição Federal, as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede e 
constituem um sistema único, organizado de acordo com a diretriz de participação da comunidade, de acordo com o art. 198, III, da CRFB/88
Gabarito: Letra E.
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 26
 CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/ADMINISTRATIVA/2012
23. Creso, servidor do órgão W, vinculado a determinado estado federado, foi surpreendido com recomendação verbal de que deveria 
atender, em horário especial fora do expediente, a pessoas vinculadas a determinada associação e que os problemas dessa associação 
deveriam ter preferência sobre os demais que estivessem sob sua responsabilidade.
Sob a ótica dos princípios constitucionais da Administração Pública, tal prática fere, predominantemente, o princípio da
A) publicidade
B) impessoalidade
C) eficiência
D) indisponibilidade
E) continuidade
Comentários:
Questão bem bacana para treinar os Princípios da 
Administração Pública! 
Lembra o famoso LIMPE previsto no art. 37 da CRFB/88?
A questão trata do princípio da impessoalidade. Quando se 
fala em impessoalidade, é possível relacionar o tema ao princípio da 
isonomia. Destaco que a Administração deve tratar os administrados 
segundo os mesmos critérios, salvo se a lei estabelecer critério 
diferenciado.
Vejamos o que diz o art. 5º, caput, da CRFB/88:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no 
País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
Logo, podemos afirmar que, ao tratar determinada associação de maneira diferenciada e com preferência entre as demais pessoas (sem 
nenhum respaldo legal), há violação, predominantemente, ao princípio da impessoalidade. 
Portanto, o gabarito da questão é a letra B. 
(...)
Letra A. INCORRETA. Segundo o princípio da publicidade, a Administração Pública tem a obrigação de tornar público os atos que forem 
praticados. O que nada tem a ver com o comando da questão. 
Letra B. CORRETA. Opa! Veja ai nosso gabarito! Essa prática, de fato, fere, predominantemente, o princípio da impessoalidade, conforme o art. 
37º combinado com art. 5º da CRFB/88. 
Letra C. INCORRETA. O objetivo principal do princípio da eficiência é fazer com que o agente público se empenhe em obter o melhor resultado 
com o mínimo de recursos. 
Letra D. INCORRETA. O princípio da indisponibilidade do interesse público determina que os agentes públicos devem aplicar aquilo que a lei 
prescreve. Logo, os agentes públicos não devem atuar conforme seus interesses.
Letra E. INCORRETA. O princípio da continuidade defende que os serviços públicos devem ser prestados de maneira contínua, ou seja, sem parar. 
O que também não tem relação com o caso da questão. 
Gabarito: B
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27Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
CESGRANRIO - PROF JR (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/DIREITO/2012
24. A ação popular é uma das garantias fundamentais asseguradas pela Constituição.
A esse respeito, considere as afirmativas abaixo.
I - A ação popular pode ter por objeto lei federal dotada de generalidade e abstração.
II - A ação popular pode ser ajuizada por deputado federal, no exercício do mandato.
III - A ação popular pode ser ajuizada contra pessoas públicasou privadas
Está correto APENAS o que se afirma em
A) I
B) II
C) III
D) I, II
E) II e III
Comentários:
Questão muito boa sobre os Remédios Constitucionais, em especial, acerca da Ação Popular!
Vamos analisar cada alternativa? 
I - A ação popular pode ter por objeto lei federal dotada de generalidade e abstração.
A afirmativa está errada. A ação popular não pode ter por objeto lei federal dotada de generalidade e abstração.
Cabe ação popular para anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao 
meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, de acordo com o art. 5º, LXXIII da CRFB/88, vejamos:
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que 
o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada 
má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
II - A ação popular pode ser ajuizada por deputado federal, no exercício do mandato.
A questão considerou que, na qualidade de cidadão, o deputado poderá exercer seus direitos e garantias constitucionais. Logo, pode 
ajuizar ação popular. E, de fato, está correta. É que o exercício do mandato parlamentar pressupõe o pleno gozo dos direitos políticos (capacidade 
de votar e ser votado). 
Portanto, presume-se que o indivíduo está com seu título de eleitor regularmente válido para fins de prova da cidadania, observando 
assim o art. 1º, § 3º, da Lei nº. 4.717/65.
A afirmativa está correta.
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 28
III - A ação popular pode ser ajuizada contra pessoas públicas ou privadas.
Perfeito. A alternativa também está certa. É a previsão do art. 6º da Lei 4.717/65, olhe só:
Logo, podemos afirmar que as alternativas II e III estão corretas. O nosso gabarito é a letra E. 
Letra A. INCORRETA. A afirmativa I está errada, visto que a ação popular não pode ter por objeto lei federal dotada de generalidade e abstração.
Letra B. INCORRETA. Não é apenas a afirmativa II que está correta. O item III também está correto!
Letra C. INCORRETA. Não é apenas a afirmativa III que está correta. O item II também está correto!
Letra D INCORRETA. Na verdade, a afirmativa I está errada!
Letra E. CORRETA. Realmente os itens II e III estão corretos! Nosso gabarito!
CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/DIREITO/2012
Comentários:
Questão simples e direta sobre os legitimados para a 
impetração de um Mandado de Segurança Coletivo. Você já 
percebeu que precisa estar com os Remédios Constitucionais na 
ponta da caneta, certo?
O Mandado de Segurança é um remédio constitucional para 
Art. 6º A ação será proposta contra as pessoas públicas ou privadas e as entidades referidas no art. 1º, contra as autoridades, funcionários 
ou administradores que houverem autorizado, aprovado, ratificado ou praticado o ato impugnado, ou que, por omissas, tiverem dado 
oportunidade à lesão, e contra os beneficiários diretos do mesmo.
Gabarito: E
25. O mandado de segurança coletivo NÃO pode ser impetrado por
A) partido político
B) entidade de classe de âmbito regional
C) sindicato
D) ministério público
E) associação
combater certos comportamentos ilegais e abusivos da administração 
pública ou de agentes que atuam no exercício das atribuições 
públicas.
A previsão está no art. 5º, LXIX, LXX e Lei 12.016/09, 
vejamos:
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por “habeas corpus” ou habeas data, 
quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições 
do Poder Público.
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29Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
No caso do Mandado de Segurança Coletivo, temos uma reserva dos legitimados definida pelo próprio texto Constitucional. Olhe só:
Para responder à questão, precisamos ter atenção ao art. 5º, LXX, da CRFB/88! Diante das opções apresentadas, podemos concluir que o 
Ministério Público não possui legitimidade para impetrar o MS Coletivo.
Atenção! A banca quer saber quem não pode ser legitimado!!!
Portanto, a Letra D é o nosso gabarito!
(...)
Letra A. INCORRETA. O partido político pode ser legitimado, conforme o art. 5º, LXX, “a”, da CRFB/88! A alternativa está incompleta, visto que, 
para ser legitimado, precisa ter representação no Congresso Nacional. Mas, isso não a invalida.
Letra B. INCORRETA. Segundo o art. 5º, LXX, “b”, da CRFB/88, entidade de classe de âmbito regional possui legitimidade para impetrar o MS 
Coletivo! A Constituição não faz ressalvas se a entidade seria de âmbito nacional ou regional. 
Letra C. INCORRETA. O sindicato pode ser legitimado, conforme o art. 5º, LXX, “b”, da CRFB/88! Trata-se de organização sindical. 
Letra D. CORRETA. É o nosso gabarito! O MP não está no rol do art. 5º, LXX, da CRFB/88.
Letra E. INCORRETA. A associação possui legitimidade, conforme o art. 5º, LXX, “b”, da CRFB/88.
Comentários:
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a. partido político com representação no Congresso Nacional;
b. organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa 
dos interesses de seus membros ou associados.
Gabarito: D
CESGRANRIO - PROF JR (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/DIREITO/2012
26. O procurador da XYZP, associação civil constituída em 2005, nos termos da legislação em vigor, dirigiu-se a uma repartição pública a fim 
de obter uma certidão de débito negativa, necessária para que a associação pudesse participar de uma licitação promovida por uma 
empresa pública federal.
Tendo sido negada, sem motivação, a certidão requerida pelo procurador da XYZP, cabe à associação ajuizar
A) habeas data
B) ação popular
C) ação civil pública
D) mandado de segurança coletivo
E) mandado de segurança individual
Questão sobre os Remédios Constitucionais! Em resumo, com base no enunciado, temos que:
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 30
O procurador da XYZP, associação civil, dirigiu-se a uma 
repartição pública a fim de obter uma certidão de débito negativa, 
necessária para que a associação pudesse participar de uma licitação 
promovida por uma empresa pública federal.
Até aqui tudo bem? Vamos seguir! Foi negada, sem motivação, 
a certidão requerida pelo procurador da XYZP.
O primeiro grande questionamento é: diante da negativa, qual 
seria a medida judicial cabível? 
Já adianto que o direito de certidão é protegido pela via do 
Mandado de Segurança, previsto no art. 5º, LXIX e LXX, da CRFB/88, 
bem como na Lei 12.016/09.
Quando se requer uma certidão, o que se pretende é que o 
Estado disponibilize um documento formal com título de fé pública, 
comprovando a veracidade da informação (que você já obteve).
O segundo questionamento (a pergunta de 1 milhão de 
dólares) é: O MS é individual ou coletivo?
Meu amigo, o MS é individual!
Já estou imaginando você perguntando: “Como assim, Prof.? 
Estamos falando de uma associação!”
Eu sei que estamos falando de uma associação e, nos termos 
do art. 5º, LXX, “b”, da CRFB/88, ela é legitimada para impetrar o MS 
Coletivo. No entanto, o direito violado é individual. Temos um ato 
específico que consequentemente impede a associação de participar 
de uma licitação. Ou seja, a própria entidade está com direito 
subjetivo fundamental sendo violado.
O nosso gabarito é a Letra E!
Bacana a questão, não é? Se você errou, fique tranquilo! Treino 
difícil, jogo fácil. Vai acertar na hora prova.
(...)
Letra A. INCORRETA. Não cabe HD! Esse remédio constitucional serve para obter a informação, acesso à informação pessoal do impetrante ou 
para retificá-la.
Letra B. INCORRETA. A Ação Popular serve para anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe,à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Não é o caso da questão!
Letra C. INCORRETA. Na verdade, cabe MS para proteger o direito de certidão!
Letra D. INCORRETA. Estamos falando de um ato específico que consequentemente impede a associação de participar de uma licitação. Logo, 
não cabe o MS coletivo, mas sim o MS individual (tutela de direito subjetivo fundamental). 
Letra E. CORRETA. O direito de certidão é protegido pela via do Mandado de Segurança! No referido caso, temos um ato específico que 
consequentemente impede a associação de participar de uma licitação. Logo, cabe o MS individual.
Gabarito: E
CESGRANRIO - ADV (EPE)/EPE/2012
27. João, cidadão brasileiro em pleno gozo dos direitos políticos, dirigiu-se a determinada autarquia federal a fim de ter acesso a informações 
sobre contratos por ela celebrados recentemente, supostamente sem a observância da lei de licitações.
Tendo-lhe sido negado o acesso a tais informações, cabe a João ajuizar um(a)
A) habeas data
B) mandado de segurança
C) mandado de injunção
D) ação popular
E) arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF)
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31Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
Comentários:
CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/INSPETOR DE SEGURANÇA 
INTERNA/2012
A Cesgranrio gosta bastante de cobrar os Remédios 
Constitucionais, viu? Rs...
Temos aqui uma questão que passa pelo conhecimento 
do Mandado de Segurança. O cidadão João teve o seu direito de 
informação negado. Com base nisso, qual seria a medida judicial 
cabível? 
Cabe o Mandado de Segurança, com base no art. 5º, LXIX, da 
CRFB/88! Estamos diante de uma ação judicial que possui natureza 
residual. Ou seja, somente é possível o uso desse remédio se não 
houver a possibilidade do Habeas Corpus ou do Habeas Data.
Segundo o art. 5º, LXIX, da CRFB/88, conceder-se-á mandado 
de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por “habeas corpus” ou habeas data, quando o responsável pela 
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de 
pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.
“Mas, professor. Não seria o caso do Habeas Data?”
Não, meu amigo! O HD é uma ação personalíssima! As 
informações devem ser próprias do impetrante! No caso apresentado, 
estamos diante de informações de interesse público, inclusive devem 
ser fornecidas, nos termos do art. 8º da Lei de Acesso à Informação 
12.527/11.
Portanto, o gabarito é a Letra B!
(...)
Letra A. INCORRETA. O HD é uma ação personalíssima! As informações devem ser próprias do impetrante! No caso, temos informações de 
interesse público (envolve erário público).
Letra B. CORRETA. Para proteger o direito líquido e certo de João à informação, é cabível o Mandado de Segurança! É o nosso gabarito, nos 
termos do art. 5º, LXIX, da CRFB/88.
Letra C. INCORRETA. Cabe MI sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e 
das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, conforme o art. 5º, LXXI, da CRFB/88. Não é o caso da questão! 
Letra D. INCORRETA. A finalidade da Ação Popular é anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, conforme o art. 5º, LXXIII, da CRFB/88. 
Letra E. INCORRETA. A ADPF é uma ação de controle abstrato. Não cabe diante de proteção de direito subjetivo fundamental!
Gabarito: B
28. De acordo com o estabelecido no Art. 5º da Constituição Federal, analise as afirmações a seguir.
I - A lei penal não retroagirá, mesmo que seja para beneficiar o réu.
II - Ninguém poderá penetrar em uma casa sem o consentimento do morador, mesmo com determinação judicial.
III - Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.
IV - O preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado.
Estão corretas APENAS as afirmações
A) I e II
B) I e IV
C) III e IV
D) I, II e III
E) II, III e IV
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Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 32
Comentários:
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu.
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito 
ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.
Percebeu a diferença? Pois é! A lei pode sim retroagir se for para benefício do réu! 
Portanto, o item I está errado!
II - Ninguém poderá penetrar em uma casa sem o consentimento do morador, mesmo com determinação judicial.
Opa, muito cuidado! Estamos diante aqui do chamado princípio da inviolabilidade domiciliar. 
Vamos conferir novamente o art. 5º, dessa vez o inciso XI, da CRFB/88: 
De fato, a casa é inviolável. Mas há situações em que é permitido adentrar sem consentimento do morador, vejamos as hipóteses: i) em 
caso de flagrante delito ou desastre, ou ii) para prestar socorro, ou, iii) durante o dia, por determinação judicial. 
Portanto, mais um item errado!
III - Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.
É justamente isso que afirma nossa CRFB/88 em seu art. 5º, inciso I, olhe só:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.
Concurseiro, não podemos negligenciar o estudo sobre os Direitos e Garantias Fundamentais! A Cesgranrio adora esse assunto! O art. 5º 
tem de estar na ponta da caneta! rs 
Vamos analisar cada item?
I - A lei penal não retroagirá, mesmo que seja para beneficiar o réu.
Pegadinha! A resposta para o item está no art. 5º, XL, da CRFB/88, confira o texto: 
Logo, podemos afirmar que o item III está certo!
IV - O preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado.
Essa é fácil! Segundo o art. 5º, inciso LXIII, da CRFB/88, temos que:
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de 
advogado.
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33Estratégia Concursos | Direito Constitucional - Cesgranrio 
Ou seja, realmente é um dos direitos do preso o de permanecer calado.
Logo, o item IV também está CORRETO!
(...)
Diante do exposto, podemos concluir que apenas as afirmações III e IV estão certas. O nosso gabarito é a letra C. 
Letra A. INCORRETA. Cuidado! Na verdade, os itens I e II estão errados, conforme vimos do teor do art. 5º, incisos XI e XL, da CRFB/88.
Letra B. INCORRETA. O item I não está certo, tendo em vista que a lei pode sim retroagir se for para benefício do réu!
Letra C. CORRETA. É o nosso gabarito! Os itens III e IV estão corretos, com base no art. 5º, I e LXIII, da CRFB/88.
Letra D. INCORRETA. Os itens I e II estão errados. 
Letra E. INCORRETA. O item II não está correto! Existem situações em que é permitido adentrar sem consentimento do morador. Como, por 
exemplo, durante o dia por determinação judicial. 
Gabarito: C
Comentários:
CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/COMUNICAÇÃO SOCIAL/
JORNALISMO/2011
29. Nas eleições de 2010, o direito constitucional de votar foi estendido efetivamente, incorporando mais um segmento de cidadãos 
brasileiros que já tinham esse direito previsto na Lei.
O segmento do eleitorado brasileiro incorporado de fato nessas eleições corresponde ao grupo de
A) presos provisórios.
B) idosos acima de 70 anos.
C) jovens entre 16 e 18 anos.
D) adultos analfabetos.
E) comunidades indígenas.
Meu amigo, olhe que questão interessante sobre o direito de 
voto!
O voto tem estatura Constitucional. Está previsto na CRFB/88 
em seu art. 14. Segundo o TSE, a Constituição Brasileira qualifica o 
voto como direito fundamental para aqueles que preservam seus 
direitos políticos. Esse é o caso dos presos provisórios. Eles não 
têm condenação definitiva. Logo, ficam preservados seus direitos 
políticos. 
Inclusive, a Resolução TSE nº 23.219/10 dispõe

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