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05 03 MEDICINA DO TRABALHO

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Medicina do Trabalho 
MEDICINA DO TRABALHO 
INCAPACIDADE E BENEFÍCIOS 
<15 dias: Incapacidade temporária; Empregador paga o salário. 
>15 dias: Pagamento pela previdência social por meio do Auxilio Doença. 
Se afastamento por INSS/Acidente de trabalho → 01 ano de estabilidade no emprego. 
 
CAT – COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO 
Comunica a Previdência Social um acidente de trabalho típico, de trajeto ou ocupacional. 
Para comunicar, o trabalhador deve ter vinculo formal através de carteira de trabalho assinada. 
 
SINAN – SISTEMA NACIONAL DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO 
Todo acidente de trabalho deve ser notificado ao SINAN. 
Semanal: Exposição a agentes/materiais biológicos. 
Imediato: Grave, com mutilação, ou que envolva crianças e adolescentes. 
 
DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO 
Intoxicações: Benzenol (postos de gasolina); Saturnismo (chumbo). 
Psiquiátricas: Burnout, TEP, Transtorno de ciclo-vigilia-sono. 
Respiratória: Abestose, Silicose (obstrutivo, restritivo). 
Auditiva: Déficit auditivo por ruído – Bilateral, neurossensorial. 
DORT: Doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho; Síndrome do Túnel do Carpo. 
 
CLASSIFICAÇÃO DE SCHILLING 
Método utilizado para estabelecer uma relação de causa e efeito entre patologias e o trabalho, separando-as 
em 3 grupos. Os grupos propostos são usados, por exemplo, pelo médico perito do INSS para definir e 
dimensionar essa relação causal e, assim, decidir se o assegurado tem direito aos benefícios de acidente do 
trabalho que lhe correspondam. 
 
I. Doenças para as quais a atividade exercida no trabalho é um fator necessário para o seu 
desenvolvimento: A atividade laboral é a causa da doença, sendo necessária para sua ocorrência. É 
determinante para o aparecimento do agravo, pois este raramente surgiria em outra situação. São doenças 
que dificilmente se manifestam na população geral quando por situações de exposição não ocupacional. 
Exemplos: Acidentes de trabalho, Pneumoconioses específicas, Doenças profissionais reconhecidas 
legalmente. 
 
II. Doenças para as quais o trabalho é um fator contributivo, mas não necessário: Doenças comuns e 
frequentes na comunidade, mas que, por conta do trabalho, se tornam mais frequentes. São agravos que 
poderiam acontecer mesmo se o colaborador trabalhasse em condições diferentes, mas que estas acabam 
contribuindo para que apareçam. Exemplos: Doença coronariana, Câncer, Doenças osteomusculares. 
 
III. Doenças para as quais o trabalho é um fator provocador ou fator agravador: O trabalho age sobre 
distúrbios preexistentes ou latentes, onde a atividade não causa diretamente a doença, mas acaba servindo 
como desencadeante ou catalisadora. É considerado um fator agravador, no caso de distúrbio pré-existente, 
ou provocador, no caso de um distúrbio latente. Exemplos: Asma, Bronquite Crônica, Dermatite, Doenças 
mentais. 
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