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Juros Legais e Cláusula Penal

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Dos juros legais
1. Conceito
Juros são os rendimentos do capital. São considerados frutos civis da coisa, assim como os aluguéis. Representam o pagamento pela utilização de capital alheio. Integram a classe das coisas acessórias (CC, art. 95).
- Os juros legais são acessórios, é fruto do dinheiro, os juros legais só existirão com o inadimplemento (não pagamento) da obrigação.
ESPÉCIES
Compensatórios: Os juros compensatórios, também denominados remuneratórios ou juros-frutos, são os apropriados como ressarcimento pelo uso consentido de capital pertencente a outra pessoa, visando reparar as perdas e danos decorrentes dos lucros cessantes que o credor experimentou, em razão da privação de seu capital.
Por exemplo, ao obter R$ 50 mil de empréstimo em um banco, por contrato oneroso de mútuo (empréstimo de fruição de bem fungível), a instituição irá cobrar um montante pelo empréstimo.
Moratórios: são os incidentes em caso de retardamento na sua restituição ou de descumprimento de obrigação. Os primeiros devem ser previstos no contrato, estipulados pelos contratantes, não podendo exceder a taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional (CC, arts. 406 e 591), permitida somente a capitalização anual (art. 591, parte final). São previstos como consequência do inadimplemento ou inexecução do contrato, ou de simples retardamento.
Simples: são sempre calculados sobre o capital inicial
Compostos: são capitalizados anualmente, calculando-se juros sobre juros, ou seja, os que forem computados passarão a integrar o capital.
CLAUSULA PENAL
- Constitui uma estipulação acessória, pela qual uma pessoa, a fim de reforçar o cumprimento da obrigação, se compromete a satisfazer certa prestação indenizatória, seja ela uma prestação em dinheiro ou de outra natureza, como a entrega de um objeto, a realização de um serviço ou a abstenção de um fato, se não cumprir ou fizer tardia ou irregularmente, fixando o valor das perdas e danos devidos à parte inocente em caso de inexecução contratual".
 - É uma multa contratual pelo pagamento não feito, atrasado. Ex.: Em boletos de cobrança, por exemplo, é comum estar presente a fórmula "em caso de atraso no pagamento, acrescentar X% de juros e Y% de multa". A cláusula penal nada mais é do que essa multa.
- É uma obrigação acessória e precisa de uma obrigação principal. Ex.: contrato com a Estácio, ter que pagar o boleto (obrigação principal), não paguei, pago uma multa contratual (obrigação acessória).
Inadimplemento culposo da obrigação- o devedor não poderá ser compelido a pagar multa se não agiu com culpa em sentido amplo.
ESPÉCIES
A)   MORATÓRIA: para punir o devedor que retarda o cumprimento da obrigação ou em garantia a outra cláusula determinada.
penal.
-aplica-se às hipóteses de mora, ou de inadimplemento em que a prestação ainda é útil ao credor (art. 394 do CC/02 - ex: se o inquilino não pagar o aluguel no vencimento pagará multa de 10%). Nessa hipótese, há uma cumulatividade, pois paga-se a prestação acrescida da cláusula penal.
Art. 411 – A cláusula penal é estipulada especificamente no caso de mora ou para reforçar uma cláusula determinada, com a exigência da satisfação da prestação principal + multa.
nelas o credor poderá cobrar a pena convencional(que costuma ter valor reduzido), CUMULATIVAMENTE, com a prestação não satisfeita. Ex. “A”, devedor de “B” , atrasa o pagamento de determinada prestação e, posteriormente, é cobrado por “B”, que exige o valor da multa contratual (em geral, no montante de 10 ou 20% do valor cobrado), mais o da prestação não paga. 
B)    COMPENSATÓRIA
 é aquela aplicada para a hipótese de descumprimento absoluto da obrigação (ex: se o inquilino desocupar o imóvel antes do fim do prazo locatício, paga multa de 3 aluguéis). Nessa hipótese, há uma alternatividade: ou se exige a prestação ou a cláusula penal.
Art. 410 – quando se estipular cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação (momento em que o cumprimento da obrigação é impossível ou não interessa mais ao credor) a obrigação se resolverá em perdas e danos. Assim, quando há cláusula penal compensatória ela servirá de prefixação das perdas e danos.
Nela o credor poderá escolher se quer cobrar as perdas e danos ou se quer a cláusula penal, dependerá de sua escolha; ele poderá decidir cobrar as perdas e danos, aceitando o ônus de provar os prejuízos experimentados, por essas perdas e danos serem superiores ao valor da cláusula penal. Só não poderá escolher entre as alternativas que possui se do contrato constar que no caso de inadimplemento absoluto do contrato ele só poderá receber a cláusula penal. No entanto, credor não poderá cobrar a pena convencional, CUMULATIVAMENTE com a prestação não satisfeita, ou com as perdas e danos, devendo optar por uma das alternativas. O Art. 410 do CC proíbe a cumulação de pedidos, e fala em ALTERNATIVA (alternatividade é uma OU outra, nunca uma E outra). A escolha compete ao credor, não podendo o devedor dizer que prefere o pagamento da cláusula penal ao invés de cumprir a prestação.
Se a multa for maior do que a da obrigação principal
Será dívida em indenização suplementar, que diz que tem que comprovar o dano, o prejuízo. É a diferença entre o prejuízo efetivamente percebido pelo credor e o valor da multa.
PERDAS E DANOS
CONCEITO: O inadimplemento do contrato causa, em regra, dano ao contraente pontual. Este pode ser material, por atingir e diminuir o patrimônio do lesado, ou simplesmente moral, ou seja, sem repercussão na órbita financeira deste. O Código Civil ora usa a expressão dano, ora prejuízo, e ora perdas e danos. Dano, em sentido amplo, vem a ser a lesão de qualquer bem jurídico.
Pode ser material ou moral:
- Dano moral significa lesão de direitos cujo conteúdo não é pecuniário, nem comercialmente redutível a dinheiro. É o que atinge o ofendido como pessoa, não lesando seu patrimônio. É lesão de bem que integra os direitos da personalidade, como a honra, a dignidade, intimidade, a imagem, o bom nome, etc., e que acarreta ao lesado dor, sofrimento, tristeza, vexame e humilhação.
-Dano material ou patrimonial, consiste na lesão concreta ao patrimônio da vítima. Abrange o dano emergente (o que efetivamente se perdeu) e o lucro cessante (o que se deixou de ganhar em razão do evento danoso).
Dano emergente é o valor liquido a ser pago por um dano provocado, e lucro cessante é tudo aquilo que deixou de ganhar por culpa do dano (É a perda de um ganho esperado).
Ex.: eu bati atrás de um táxi, e amassou a traseira toda, o dano emergente é o valor do conserto da traseira, de tudo o que eu estraguei no carro, e o lucro cessante é o que o taxista deixou de ganhar em razão de não estar trabalhando.
OBJETO: quem pleiteia perdas e danos pretende, pois, obter indenização completa de todos os prejuízos sofridos e comprovados. Há casos em que o valor desta já vem estimado no contrato, como acontece quando se pactua a clausula penal compensatória.
EXPRESSÕES DO CÓDIGO: 
Como diretriz, o Código usa a expressão razoavelmente, ou seja, o que a vítima “razoavelmente deixou de lucrar” (aquilo em média do que ela lucraria). Referido advérbio significa que se deve admitir que o credor haveria de lucrar aquilo que o bom-senso diz que lucraria, ou seja, aquilo que é razoável supor que lucraria. A palavra efetivamente, utilizada no referido art. 402, está a significar que o dano emergente não pode ser presumido, devendo ser cumpridamente provado. O dano indenizável deve ser certo e atual. Não pode ser, pois, meramente hipotético ou futuro.
art. 403 
“Ainda que a inexecução resulte de dolo do devedor, as perdas e danos só incluem os prejuízos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato, sem prejuízo do disposto na lei processual”. 
Trata-se de aplicação da teoria dos danos diretos e imediatos, formulada a propósito da relação de causalidade, que deve existir, para que se caracterize a responsabilidade do devedor. Assim, o devedor responde tão só pelos danos que se prendem a seu ato por umvínculo de necessariedade, não pelos resultantes de causas estranhas ou remotas. 
OBRIGAÇÕES DE PAGAMENTO EM DINHEIRO
- Desde o acidente até o julgado do processo, será corrigido o valor da moeda, valorização e desvalorização, e os juros devem ser pagos com essa correção monetária acrescida.
Art. 404
As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em dinheiro, serão pagas com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, abrangendo juros, custas e honorários de advogado, sem prejuízo da pena convencional.
Os juros servem para indenizar as perdas e danos decorrentes do inadimplemento de obrigação em dinheiro (mais atualização monetária, custas e honorários).
O devedor em mora ou inadimplente responde também pela correção monetária do débito, segundo índices oficiais (CC, art. 404). A regra é salutar, pois evita o enriquecimento sem causa do devedor, em detrimento do credor, uma vez que a referida atualização não constitui nenhum plus, mas apenas modo de evitar o aviltamento da moeda em razão da inflação e do atraso no pagamento.
OBRIGAÇÕES PROVENIENTES DE ATO ILÍCITO
Art. 405- Contam-se os juros de mora desde a citação inicial
Tal regra aplica-se somente aos casos de inadimplemento e responsabilidade contratual, pois nas obrigações provenientes de ato ilícito (responsabilidade extracontratual), “considera-se o devedor em mora, desde que o praticou”, ou seja, o devedor deve pagar pelo dano desde que praticou ato ilícito e causou o dano.
Ex.: ultrapassei o sinal vermelho e bati, eu pago danos morais desde o momento em que eu ultrapassei o sinal e bati.
ARRAS OU SINAL
 Para Maria Helena Diniz, “as arras ou sinal vêm a ser a quantia em dinheiro, ou outra coisa fungível, dada por um dos contraentes a outro, a fim de concluir o contrato e, excepcionalmente, assegurar o pontual cumprimento da obrigação. ”
Espécies 
-Confirmatórias
As arras confirmatórias têm por função demonstrar a conclusão do contrato, servindo ainda para assegurar que será cumprido. Nessa linha, se aquele que deu as arras deixar de executar o pactuado, poderá o outro contratante ter o contrato por desfeito, retendo-as. Se a inexecução partiu daquele que recebeu as arras, deverá devolvê-las em dobro, igualmente podendo o outro contratante considerar desfeito o vínculo (art. 418, CC). A parte inocente pela inexecução do contrato poderá exercer uma de duas faculdades: optar por considerar o vínculo desfeito, permanecendo com as arras, se as recebeu, ou recebendo-as em dobro, se as entregou à parte adversa; ou, alternativamente, exigir a execução do contrato, com perdas e danos. Em qualquer hipótese, as arras confirmatórias servem como indenização mínima, sendo facultado ao lesado pedir indenização suplementar (art. 419, CC).
- Penitenciais
As arras penitenciais, previstas no CC, 420, têm a natureza de pré-liquidação dos prejuízos. Com isso, ao contrário das arras confirmatórias, permitem a qualquer dos contratantes desistir do vínculo contratual. Se o desistente as deu, perdê-las-á em benefício da outra parte. Se quem desiste as recebeu, deverá devolvê-las em dobro. Nas duas situações, descaberá indenização suplementar.
 ATOS UNILATERAIS
Promessa de recompensa
Art. 854. Aquele que, por anúncios públicos, se comprometer a recompensar, ou gratificar, a quem preencha certa condição, ou desempenhe certo serviço, contrai obrigação de cumprir o prometido.
Tal promessa cria a obrigação de indenizar, através de um ato unilateral de vontade.
Ela pode ser desfeita até o momento da realização do serviço ou a satisfação da condição. Desde que respeitada a mesma publicidade que se deu para a divulgação da recompensa. Ex: o Rocky ou a Kyra se perdem na Praia da Costa. Eu uso minha rede social para oferecer a recompensa. Depois, percebo que não tenho a quantia necessária no banco para quitar o debito. Logo, em seguida público um comentário falando que a recompensa não terá mais validade.
A promessa de recompensa pode ser revogada até a realização do serviço ou satisfação da condição e desde que observada a mesma publicidade. Depois disso, a revogação torna-se impossível. É lícito ao promitente assinalar prazo para a execução da tarefa. Nesse caso, todavia, entende-se que renunciou ao direito de retirar a oferta, durante o prazo que assinalou. De toda sorte, o candidato de boa-fé terá direito de ser reembolsado das despesas que efetuou na execução da tarefa, até a retirada da promessa.
Art. 855. Quem quer que, nos termos do artigo antecedente, fizer o serviço, ou satisfizer a condição, ainda que não pelo interesse da promessa, poderá exigir a recompensa estipulada.
Pode acontecer de, pela natureza da tarefa, mais de um candidato conseguir executá-la. Se isso suceder, terá direito à recompensa o que primeiro a executou, conforme o art. 857, CC7 . Sendo simultânea a execução, a cada um caberá parte igual na recompensa, desde que divisível seu objeto (e.g., quantia em dinheiro). Se indivisível (como no caso de um automóvel), será atribuída por sorteio e o que obtiver a coisa dará ao outro o valor de sua parte (art. 858, CC8 ).
Promessa de Recompensa Pública 
Art. 859. Nos concursos que se abrirem com promessa pública de recompensa, é condição essencial, para valerem, a fixação de um prazo, observadas também as disposições dos parágrafos seguintes.
- A promessa de recompensa poderá ser condicionada à realização de uma competição entre os interessados na prestação da obrigação, efetivando-se mediante concurso (literário, artístico, científico, esportivo etc.), ou seja, certame em que o promitente oferece um prêmio a quem, dentre várias pessoas, apresentar o melhor resultado. Várias pessoas se propõem a realizar uma tarefa, em busca de um prêmio que somente será conferido ao melhor.
- O concurso se destina à apresentação de trabalhos e soluções oferecidas pelos aspirantes ao prêmio, cuja comprovação deve ser feita por meio das condições previstas no anúncio
São seus requisitos essenciais: 
A) Estipulação do prazo; 
B) Indicação do juiz (ou juízes) que avaliará (avaliarão) os trabalhos, sendo que na falta dessa pessoa o promitente se designou para essa função. 
O contrato pode estipular que os direitos autorais passaram para promitente (aquele que promoveu a competição). Caso contrário; continuarão a pertencer ao artista que realizou a obra.
Gestão de Negócios
“À gestão de negócios é a intervenção, não autorizada, de uma pessoa na direção dos negócios de uma outra (dono do negócio) , feita segundo o interesse, a vontade presumível e por conta desta última”.
Art. 861. Aquele que, sem autorização do interessado, intervém na gestão de negócio alheio, dirigi-lo-á segundo o interesse e a vontade presumível de seu dono, ficando responsável a este e às pessoas com que tratar.
Imagine que Rita, senhora idosa, que mora sozinha com sua cadela Donzela, tenha sentido um mal-estar súbito, necessitando de internação urgente. Nesse mesmo dia, Donzela escapa da casa e é atropelada por um veículo. Marisa, vizinha de Rita, leva a cadela ao veterinário e arca com todas as despesas do atendimento. Nesse caso, Marisa agiu como gestora de negócios de Rita, em proveito desta, e deverá ser ressarcida das despesas para o atendimento de Donzela.
O ressarcimento, pelo beneficiado, das despesas realizadas pelo gestor é essencial, pois, do contrário, haveria enriquecimento sem causa do dono do negócio, figura que será analisada adiante. Não pode ser ignorado que o gestor deve agir com diligência, respondendo por danos causados ao dono do negócio, desde que decorrentes de culpa. Assim, no exemplo dado, se Marisa, dirigindo sem observar os cuidados impostos pelo Código de Trânsito Brasileiro, ultrapassasse a preferencial com seu veículo, causando um acidente que mataria Donzela, ela deverá indenizar Rita.
Pagamento indevido 
O pagamento indevido é o adimplemento que se fez sem causa jurídica. Todo aquele que pagou o que não devia tem direito a pedir de volta a prestação; a ação própria é a de repetição (de repetere, pedir de volta) do indébito. Constituiespécie do gênero enriquecimento sem causa. No rigor dos termos, indevido é o recebimento e não o pagamento em si.
É nesse sentido que o art. 876, CC, impõe àquele que recebeu o que não lhe era devido a obrigação de restituir, com a necessária atualização dos valores monetários (art. 884, CC).
Imagine que um médico cobre de um paciente, que se utiliza do Sistema Único de Saúde (SUS), determinada quantia para a realização de intervenção cirúrgica. Considerando que a gratuidade é um dos princípios básicos do SUS na CRFB (arts. 196 e ss.), o pagamento é indevido, cabendo ao paciente a repetição do valor pago (indébito).
Requisitos:
A) Realização de pagamento;
B) Ausência de causa jurídica que podem ocorrer nas seguintes situações: 
I) Quando a obrigação já estava extinta a época do pagamento; 
II) Se depende condição suspensiva para a obrigação se tornar exigível;
III) Quando mesmo válida o accipiens não é verdadeiro credor; 
IV) Quando a obrigação nunca existiu mesmo o devedor acreditando em sua existência.
C) O pagamento tenha sido feito por erro, sem prova do erro cabe o devedor acreditar que tenha sido feita doação;
D) Inexistência de motivo real que impeça a repetição, como nas hipóteses de pagamento de dívida prescrita ou de obrigação juridicamente exigível; 
Enriquecimento sem causa 
Art. 884. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários.
- Dá-se o enriquecimento sem causa quando o patrimônio de certa pessoa se valoriza ou deixa de desvalorizar, à custa de outra pessoa, e sem que para isso exista causa justificativa. [...] O enriquecimento sem causa é fonte de obrigação porque o enriquecido fica obrigado a entregar ao outro sujeito o valor do benefício alcançado”. Ressalve-se, apenas que o CC, 884, parágrafo único, prevê a restituição in natura quando o enriquecimento tiver por objeto coisa determinada.
- Ninguém pode aumentar seu patrimônio à custa do patrimônio de outrem. A restituição será devida, não só quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, mas também se esta deixou de existir
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