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Redução da Maioridade Penal

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Argumento a favor da redução da maioridade penal
 - Argumentos sociais:
· Porque adolescentes de 16 e 17 anos já têm discernimento o suficiente para responder por seus atos. Esse argumento pode aparecer de formas diferentes. Algumas apontam, por exemplo, que jovens de 16 anos já podem votar, então por que não poderiam responder criminalmente, como qualquer adulto? Ele se pauta na crença de que adolescentes já possuem a mesma responsabilidade pelos seus próprios atos que os adultos.
· Porque a maior parte da população é a favor. O Datafolha divulgou em meados de 2017 pesquisa em que 87% dos entrevistados afirmaram ser a favor da redução da maioridade penal. Apesar de que a visão da maioria não é necessariamente a visão correta, é sempre importante considerar a opinião popular em temas que afetam o cotidiano.
· Com a consciência de que não podem ser presos, adolescentes sentem maior liberdade para cometer crimes. Pode ter sido o caso do garoto que matou um jovem na véspera de seu aniversário de 18 anos. Prender jovens de 16 e 17 anos evitaria muitos crimes.
· Muitos países desenvolvidos adotam maioridade penal abaixo de 18 anos. Nos Estados Unidos, a maioria dos estados submetem jovens a processos criminais como adultos a partir dos 12 anos de idade. Outros exemplos: na Nova Zelândia, a maioridade começa aos 17 anos; na Escócia aos 16; na Suíça,aos 15. 
· As medidas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) são insuficientes. O ECA prevê punição máxima de três anos de internação para todos os menores infratores, mesmo aqueles que tenham cometido crimes hediondos. A falta de uma punição mais severa para esses casos causa indignação em parte da população.
· Menores infratores chegam aos 18 anos sem ser considerados reincidentes. Como não podem ser condenados como os adultos, os menores infratores ficam com a ficha limpa quando atingem a maioridade, o que é visto como uma falha do sistema.
· A redução da maioridade penal diminuiria o aliciamento de menores para o tráfico de drogas. Hoje em dia, como são inimputáveis, os menores são atraídos para o mundo do tráfico para fazer serviços e cometer delitos a partir do comando de criminosos. Sem a maioridade penal, o aliciamento de menores
- Argumentos Jurídicos
a) Princípio da igualdade – Onde fala que todos são iguais perante a constituição, ou seja, o fato de um adolescente cometer um crime e não ser julgado de acordo com as penas previstas no código penal, traz a sensação de desigualdade, pois o ato que é praticado pelo adolescente é igual ao ato cometido pelo adulto, trazendo os mesmos resultados para as vítimas
b) Princípio da ultima ratio – Princípio que fala sobre o direito penal ser acionado como último recurso, não quer dizer que
c) Dignidade da pessoa humana – Princípio base de todos os princípios. 
d) Direito social a segurança – Direitos previstos na constituição federal, ou seja, direito de fazer por parte do Estado, então todos os cidadãos nacionais ou não têm o direito a segurança, independente da idade que tem o criminoso
Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.  - ECA → Se a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, nada mais justo de que ter todas as responsabilidades previstas no ornamento jurídico do país, sendo assim, previsto a responder pelos seus atos de acordo com o que é previsto.
 Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. - O ECA define o que é criança e adolescente pelo quesito da idade e não pelo quesito de capacidade cognitiva, ou seja, utilizam uma lei que defende crianças e adolescente, somente, por questão de número, que a idade é um número, ignorando, assim, a capacidade cognitiva dessas pessoas.
Obs.: A intenção das penas no ornamento jurídico brasileiro tem um caráter de desestimular qualquer pessoa cometer o crime, com as sanções prevista no ECA, de certa forma, por serem brandas, não causa esse efeito de desestimular, pois, são sanções mais brandas comparadas ao código penal, causando assim, um certa sensação de impunidade para o menor infrator.
Muitos doutrinadores de forma majoritária afirmam que uma mudança legislativa no tocante a redução da maioridade penal seria inconstitucional, pelo fato de se tratar de uma cláusula pétrea, estas elencadas no Art60 §4 inciso IV da constituição federal, que traz o questionamento de não serem objetos de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir os direitos e garantias individuais, direitos e garantias individuais estes presentes no art. 5° da constituição federal. No entanto em um âmbito minoritário, doutrinadores discutem a possível alteração legislativa, visto que o art. 228 da Constituição Federal legisla sobre a inimputabilidade de pessoas menores de 18 anos, ou seja, isso não seria incluso nos direitos e garantias individuais do art. 5° da constituição federal sendo então possível uma alteração legislativa neste senti.
(FACULDADE NOSSA SENHORA APARECIDA – FANAP COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
JHONNY WILKER TOMAZ OLIVEIRA )
- Argumentos psicológicos
Mário Volpi (1998) entende que a fixação da maioridade penal em 18 anos foi algo derivado da época em que a lei surgiu. Assim, se trataria da realidade evidenciada em 1940, onde o autor defende que se tratava da maturidade dos jovens da época, que tinham um desenvolvimento mental inferior e mais lento quando se compara aos de hoje.
Contra argumentos
a) Se falar sobre questão de falta de investimentos na educação, sociais e sistema carcerário – Utilizar a sobre a questão de investimentos a longo prazo, pois não há como mudar todo o sistema educacional e ver resultados em curto prazo, são mudanças que serão vistas a longo prazo (5 a 10 anos), por isso existe necessidade de uma medida imediata para conter a onda de impunidade aos menores infratores
b) Se falar sobre a questão de clausulas pétreas e ser inconstitucional – O stf entende que as clausulas pétreas não podem ser abolidas e nem reduzidas, mas podem ser ampliadas ou melhoradas então a questão da redução para garantir os princípios da dignidade humana e da igualdade não causariam efeitos que reduziriam ou aboliriam e sim ampliaria para garantir igualdade aos cidadãos
c) Se falar sobre a questão de falta de capacidade cognitiva – Estudos psicológicos defendem que o desenvolvimento da capacidade cognitiva das pessoas, principalmente, crianças e adolescentes, aumentam com o passar do tempo e com o desenvolvimento das tecnologias, onde, estes conseguem aprender, se desenvolver mais rápido no quesito cognitivo
d) Se falar sobre a questão que já existe uma legislação sobre as crianças e adolescentes – O direito é baseado, também, na historicidade, ou seja, de acordo com a modernização da sociedade, com o passar dos tempos, as situações vão mudando, temos uma legislação de 1990, ou seja, 34 anos de existência, realidades diferentes, sociedades diferentes, então temos que nos modernizarmos quanto as leis que regem o país e não podemos nos fundamentar para sempre em uma lei que já está um pouco ultrapassada, visto que a sociedade se desenvolve de maneira exponencial
e) Se falar sobre a questão de não trazer solução para o problema – As mudanças jurídicas não vem de maneira instantânea, começam com mudanças micro até chegar o momento de torna-se uma mudança macro, então quer dizer que: Se sempre que for levantada uma pauta sobre determinada mudança a alguém for contra, ou dizer que não é a solução, sendo que tal mudança é um ponta pé inicial para mudanças profundas, iremos, simplesmente, sentare ver a sociedade ruir, pois as pequenas mudanças não trazem soluções drásticas 
f) Se falar sobre a questão do sistema prisional – A reformulação do sistema prisional é uma mudança que demanda a longo prazo, que se manter no mesmo argumento referente que o sistema prisional é falho, iremos conviver com a desestruturação prisional ad eterno
g)

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