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RALEIO DE FLORES E FRUTAS DE MACIEIRAS NO MUNICÍPIO DE PALMAS - PR

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INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ - CAMPUS PALMAS 
 
FRANCESCO GIOVANNI TANCREDI DOMENICO PARENTI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RALEIO DE FLORES E FRUTAS DE MACIEIRAS NO MUNICÍPIO DE PALMAS - PR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PALMAS 
2023
FRANCESCO GIOVANNI TANCREDI DOMENICO PARENTI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RALEIO DE FLORES E FRUTAS DE MACIEIRAS NO MUNICÍPIO DE PALMAS - PR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PALMAS 
2023 
TERMO DE APROVAÇÃO 
 
 
 
 
FRANCESCO GIOVANNI TANCREDI DOMENICO PARENTI 
TÍTULO: 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do grau de 
Bacharel em Agronomia pelo Instituto Federal do Paraná – Campus Palmas 
 
 
 
 
 
BANCA EXAMINADORA: 
 
Presidente da Banca: Profª Drª Rejane Escrivani Guedes 
Instituto Federal do Paraná – Campus Palmas 
 
Professor Prof. Dr. Clóvis Pierosan Filho 
Instituto Federal do Paraná – Campus Palmas 
 
Professor Dr. Paulo Maurício Centenaro Bueno 
Instituto Federal do Paraná – Campus Palmas 
 
 
 
 
 
 
Palmas, 18 de dezembro de 2023 
COMPROVANTE DE ENTREGA 
POR MEIOS DIGITAIS DE TRABALHO DE 
CONCLUSÃO DE CURSO IFPR – CAMPUS PALMAS 
 
 
 
 
Acadêmico: Francesco Giovanni Tancredi Domenico Parenti 
Orientador: Dr. Paulo Maurício Centenaro Bueno 
Curso: Agronomia 
Título do Trabalho: RALEIO DE FLORES E FRUTAS DE MACIEIRAS NO MUNICÍPIO DE 
PALMAS – PR 
 
 
 
Conceito obtido: “B” 
 
 
 
 
______________________________________ 
Paulo Maurício Centenaro Bueno 
Professor(a) Orientador(a) 
 
 
______________________________________ 
Paulo Maurício Centenaro Bueno 
Coordenação de Curso
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho a Deus, por tudo aquilo que me proporcionou durante todos os dias de 
minha vida, me elevando cada vez mais para perto de Si. 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 Às minhas "irmães" Beatriz Chaves Loureiro e Maria de Lourdes Loureiro Giotto, pelo 
incentivo sempre animador. 
 A meus filhos, nora e netos, por serem o fruto daquilo que almejei. 
 Ao meu orientador, Dr. Paulo Maurício Centenaro Bueno, pelo apoio e simplicidade na 
maneira de lidar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A escolha de um estudante depende da sua vocação, mas também da sorte de encontrar 
um grande docente. 
Rita Levi Montalcini 
 
RESUMO 
 
A pomicultura no Sul do Brasil é destaque em nível nacional. O raleio de flores e/ou frutas é 
uma fase muito importante para a determinação da qualidade das mesmas, seja em tamanho, 
em coloração, ou sabor. Além disso, essa intervenção propicia que haja uma homogeneidade 
de produção ao longo dos anos, poupando o desgaste energético das árvores do pomar. As 
condições ambientais são essenciais para que esse processo seja eficiente. O presente 
trabalho tem o propósito de relatar e explicar como é feito o processo de raleio de flores e 
frutas de maçãs nas propriedades em que a empresa Ivanir Leopoldo Dalanhol Ltda. 
"Agrodala" presta serviços, buscando embasamento na literatura e através dela, procurar 
atualizações sobre o tema. Foi realizado estágio supervisionado na referida empresa, onde 
foi possível observar e acompanhar os eventos ambientais como elevada precipitação 
pluviométrica e ocorrência de granizo e fortes ventos durante a floração e frutificação das 
cultivares Gala e Fuji. As duas cultivares mais precoces (Eva e Princesa) já haviam passado 
pelo processo de floração, então os fatores ambientais mencionados afetaram menos a 
frutificação efetiva das maçãs. Mesmo com as condições citadas, foi necessário realizar raleio 
químico de flores e frutas nos pomares com as cultivares Gala e Fuji, mas o elevado volume 
de chuvas impedia a entrada de máquinas agrícolas nos pomares, então o presente relatório 
de estágio foi escrito confrontando a teoria com a prática, embasando as atividades do estágio 
com a literatura existente. 
 
Palavras-chave: Pomicultura; Manejo das macieiras; Tratos culturais; Qualidade da maçã. 
 
ABSTRACT 
 
Pomiculture in the south of Brazil is highlighted at a national level. The thinning of flowers 
and/or fruits is a very important phase in determining their quality, whether in size, color or 
flavor. Furthermore, this intervention ensures that there is homogeneity in production over the 
years, saving the energy drain on the trees in the orchard. Environmental conditions are 
essential for this process to be efficient. The purpose of this work is to report and explain how 
the process of thinning apple flowers and fruits is carried out on the properties where the 
company Ivanir Leopoldo Dalanhol Ltda. "Agrodala" provides services, seeking support in 
literature and through it, looking for updates on the topic. A supervised internship was carried 
out at the aforementioned company, where it was possible to observe and monitor 
environmental events such as high rainfall and the occurrence of hail and strong winds during 
the flowering and fruiting of the Gala and Fuji cultivars. The two earliest cultivars (Eva and 
Princesa) had already gone through the flowering process, so the environmental factors 
mentioned less affected the effective fruiting of the apples. Even with the aforementioned 
conditions, it was necessary to carry out chemical thinning of flowers and fruits in the orchards 
with the Gala and Fuji cultivars, but the high volume of rain prevented agricultural machinery 
from entering the orchards, so this internship report was written comparing the theory with 
practice, supporting the internship activities with existing literature. 
 
Keywords: Pomiculture; Apple Management; Cultivation; Apple quality. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
Figura 1 - Pomar em plena floração antes do período de raleio em Palmas, no ano de 
2022...........................................................................................................................12 
 
Figura 2 - Demonstrativo do acúmulo e volume diário das chuvas no período de 
 19/8 a 09/11/2023, município de Palmas, Paraná...............................................13 
 
Figura 3 - Demonstrativo de ventos no período de 10/8 a 09/11/2023, em Palmas, 
 Paraná......................................................................................................................14 
 
Figura 4 - Variações de temperatura em Palmas, Paraná, de 14/8 a 09/11/2023................14 
 
 
Figura 5 - Situação do terreno após chuvas torrenciais, durante a pulverização de 
 pomar de maçãs em Palmas, Paraná, 2023......................................................20 
 
Figura 6 - Ramo de maçãs cultivar Gala, antes da aplicação de raleante e antes da 
incidência das chuvas, em Palmas, Paraná...........................................................21 
 
Figura 7 - Ramo de cultivar Gala durante um período chuvoso (2023), aparentemente sem 
danos à sua floração, em Palmas, Paraná.............................................................21 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 14 
2 DESCRIÇÃO DA EMPRESA .................................................................................... 15 
3 DESENVOLVIMENTO ............................................................................................... 15 
3.1 Tipos de Raleio ......................................................................................... 19 
3.2 Tipos de Raleantes ................................................................................... 20 
3.2.1 Raleantes de Ação Cáustica ............................................................20 
3.2.2 Raleantes de Ação Hormonal .......................................................... 22 
4 CONDIÇÕES AMBIENTAIS ...................................................................................... 23 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 25 
6 REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Conforme Belrose (p. 98, 2018), a macieira é a mais importante frutífera de clima 
temperado no mundo, respondendo por 12,45% da produção mundial de frutas. 
De acordo com a EMBRAPA a região Sul é a principal produtora de maçã no Brasil, 
especialmente os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Isso se deve, entre outros 
motivos, à necessidade de frio que a fruta necessita para completar seu ciclo anual de vida 
(p. 202, 2013) 
Segundo o IBGE, em 2022, a quantidade de maçãs colhida foi de 1.047.217 
toneladas, numa área de colheita de 33.311 hectares, com rendimento de 31.438 Kg ha-1. 
Ainda segundo o IBGE, em 2022 o Paraná produziu 29.005 toneladas da fruta, num total de 
996 hectares plantados, com média de 29.121 kg ha-1. Por sua vez, no município de Palmas, 
conforme dados publicados pelo DERAL (2023), a produção em 2022 foi de 8.489 toneladas, 
numa área de 353,6 hectares, com média de produção de 24.000 kg ha-1. 
A técnica do raleio consiste em remover os frutos em excesso na planta, a fim de 
aumentar o tamanho, coloração e qualidade dos mesmos, evitar alternância de produção, 
rompimento de ramos, reduzir frutos com defeitos e custos de colheita (GIOVANAZ et al., p. 
329-333, 2016). 
O raleio pode ser manual, mecânico ou químico. Dentre os métodos utilizados, o 
raleio químico tem sido considerado como o mais satisfatório, uma vez que pode ser realizado 
no momento mais adequado, em um curto período de tempo, diminuindo a mão de obra e 
com efeitos positivos no retorno da floração (DENNIS, p. 471-474, 2002). Em função do 
exposto, o presente trabalho tem o propósito de relatar e explicar como é feito o processo de 
raleio de maçãs nas propriedades em que a empresa Ivanir Leopoldo Dalanhol Ltda., 
"Agrodala" presta serviços, buscando embasamento na literatura e através dela, procurar 
atualizações sobre o tema. 
 
 
 
 
 
 
15 
 
2 DESCRIÇÃO DA EMPRESA 
 
A Ivanir Leopoldo Dalanhol - "Agrodala" é uma empresa localizada na Rodovia PR 280, 
Km 60, s/n°, Bairro CODAPAR, em Palmas, estado do Paraná. 
Seu escritório está localizado exatamente nas dependências do Instituto de 
Desenvolvimento Rural do Paraná, antiga CODAPAR, onde estão as dependências de 
classificação e armazenagem em câmaras frigoríficas. 
Atualmente, se ocupa da administração e manejo de um total de 232 hectares de área 
de pomares destinados à exploração da maçã, entre os municípios de Palmas e Guarapuava, 
com a predominância das cultivares Gala e Fuji. 
A empresa também realiza a classificação, embalagem e comércio de maçãs. 
 
3 DESENVOLVIMENTO 
 
O presente trabalho foi desenvolvido com base nas experiências obtidas durante as 
observações a campo relacionadas ao processo de raleio de flores e frutos das macieiras. 
Os processos adotados são os recomendados, baseados na literatura, buscando a 
manutenção da qualidade dos frutos, como seu tamanho e coloração, além do sabor. O 
acompanhamento foi feito em quatro propriedades no município de Palmas, Paraná. 
A atividade de raleio químico das macieiras teve início justamente com a floração do pomar, 
em meados do mês de setembro, durante o mês de outubro e início do mês de novembro 
(Figura 1). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
Figura1: Pomar com floração plena, antes do período de raleio, no município 
 de Palmas, Paraná, no ano de 2022. 
 
Foto: Ivanir Dalanhol 
 
 
A aplicação específica dos produtos destinados ao raleio depende da situação climática, 
onde este ano de 2023, em Palmas, ocorreu alto nível de pluviosidade e precipitação de 
granizo (Figura 2), associado à ocorrência de ventos fortes e rajadas de ventos com até 70 
km h-1 (Figura 3), além das variações de temperatura (Figura 4), prejudicando muito a floração 
das cultivares Gala e Fuji, ocasionando perda de grande parte da capacidade produtiva de 
frutas de ambas, inviabilizando a possibilidade de raleio. No início de outubro, época destinada 
ao raleio químico dos pomares, pôde-se observar o prejuízo causado pelas intempéries, com 
alto índice de perdas da floração da cultivar Gala, mantendo-se a expectativa para o início da 
frutificação da cultivar Fuji, que também apresentou certo nível de perdas. 
O alto nível de pluviosidade e variação de temperatura podem afetar a floração da 
macieira com a diminuição da polinização das flores, reduzindo a quantidade de frutos que 
serão produzidos. Além disso, a variação de temperatura pode afetar o desenvolvimento das 
flores e frutos, levando a uma floração desuniforme ou a uma maturação irregular dos frutos. 
A literatura descreve alguns dos prováveis motivos, como citam os autores Stubbings & 
Strydom (p.149-151, 1965): - O período crítico favorável ao "russeting" (início de 
desenvolvimento dos frutos), quando utilizados produtos químicos, tais como enxofre, 
oxicloreto de cobre, quelato de ferro, dodine, e organofosforados, se aplicados sob condições 
de baixa temperatura e de alta umidade relativa do ar (baixa evaporação), podem induzir a 
formação de "russeting". 
Segundo Camilo et al. (p.145-152, 1991), para as cultivares 'Gala' e 'Fuji', a incidência 
do "russeting" não tem relação com a associação do ANA ao carbaryl , mostrando que existe 
diferença varietal quanto à suscetibilidade a esse problema. 
17 
 
 
Figura 2 - Demonstrativo do acúmulo e volume diário 
 das chuva no período de 19/8 a 09/11/2023 
 no município de Palmas, Paraná. 
 
 Fonte: IDR CLIMA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3 - Demonstrativo de ventos e Rajadas 
 no período de 10/8 a 09/11/2023, 
 em Palmas, Paraná. 
 
18 
 
 
 Fonte: IDR CLIMA 
 
Figura 4 - Variações de temperatura em Palmas, 
 Paraná, de 14/08 a 09/11/2023. 
 
 Fonte: IDR CLIMA 
 
 Outro processo de raleio acompanhado foi o manual, com as cultivares Eva e Princesa, 
que apresentam alta resistência aos produtos utilizados para raleio das cultivares Gala e Fuji. 
19 
 
Pudemos ainda, acompanhar a utilização, pela primeira vez, nas cultivares Eva e 
Princesa, de produtos à base de metamitrona e pinoxaden, com nome comercial de Goltix® 
(metamitrona 70% I.A.) e Axial® (pinoxaden 5,0% I.A.) nas cultivares Eva e Princesa. Tais 
produtos são utilizados na cultura da beterraba, cenoura e batata como herbicidas e sendo 
utilizados nos pomares destinados à produção de pêssegos, com o mesmo propósito de raleio 
de frutos. 
3.1 Tipos de Raleio 
O raleio de frutos é uma das práticas agrícolas mais importantes para a cultura da 
macieira. Uma macieira produz entre quatro e cinco frutos a cada inflorescência e o ideal é 
que o produtor mantenha apenas um ou dois destes. Muitas vezes é preciso retirar de 500 a 
600 frutos por planta, o que é bastante trabalhoso e exige muita mão de obra (ROYO, 2010). 
Conforme Petri et al. (p. 170-182, 2013), com o raleio químico, esse processo é acelerado e 
bem mais econômico, dispensando boa parte do trabalho manual. O raleio de flores e frutos 
em excesso promove o aumento no tamanho dos frutos remanescentes, evitando a 
alternância de produção e quebra de ramos, melhora a qualidade e equilibra o número de 
frutos em relação à parte aérea, levando ao aumento de assimilados para os frutos e brotos 
remanescentes (COSTA et al., p. 301-310, 2006). 
O raleio químico de flores permite a redução precoce do excessivo potencialde 
frutificação (MELAND, p. 275-281, 2004), diminuindo a competição por carboidratos no 
florescimento (STOVER et al., p. 1077-1081. 2001), Segundo Faoro (p. 179, 2022), embora 
as cultivares do grupo ‘Gala’ não sejam propensos à alternância de floração, fenômeno em 
que uma planta produz um número significativamente maior de flores em um ano e, no ano 
seguinte, muito menos flores. Isso pode ocorrer devido a vários fatores, como condições 
climáticas, nutrição inadequada ou outros estresses ambientais. Esse fenômeno pode afetar 
a produção de frutas e sementes, bem como a saúde geral da planta. em face do excesso de 
frutificação e por produzirem frutos de tamanho médio, é necessário o raleio para que os frutos 
apresentem tamanho adequado à aceitação comercial. Caso contrário, os frutos produzidos 
ficarão muito pequenos, perdendo seu valor. 
O raleio manual consiste na retirada manual dos frutos, com ou sem auxílio de tesoura 
de raleio, tendo sido utilizado no raleio das cultivares Eva e Princesa, que, mesmo após a 
20 
 
utilização da metamitrona e pinoxaden como citado anteriormente, precisaram passar por um 
repasse do volume de frutos em seus ramos, em função da alta resistência aos raleantes. 
3.2 Tipos de Raleantes 
De acordo com Wertheim e Webster (p. 267-294, 2005), é possível realizar o raleio 
químico na macieira de duas formas: por meio do uso de substâncias químicas que inibem a 
formação de gemas floríferas, diminuindo a densidade de floração e pelo uso de substâncias 
que induzem a abscisão de flores ou frutos quando aplicadas na floração ou em pós-floração. 
A diminuição da densidade de floração pelo uso de fitorreguladores mostra-se uma alternativa, 
preferencialmente em espécies que apresentam abundante florescimento, como em muitos 
cultivares de ameixas e pêssegos. Assim, o uso de fitorreguladores com ação de giberelinas 
pode reduzir a formação de gemas florais para o ciclo de produção posterior e, 
consequentemente, diminuir a necessidade de raleio em função do menor número de flores 
por planta. 
Segundo Byers (p. 409, 2003), as substâncias raleantes podem ser divididas em 
substâncias de ação cáustica, e substâncias com ação hormonal. Entre as substâncias 
cáusticas, destacam-se o tiossulfato de amônio (ATS), a ureia, a cianamida hidrogenada, a 
calda sulfocálcica, os óleos vegetais e outros compostos à base de enxofre. Segundo Osborne 
et al. (p. 423-428, 2006), tais substâncias causam danos nos tecidos do estigma e do estilete 
das flores, assim como grãos de pólen, limitando a polinização e fertilização de algumas flores. 
 Os raleantes cáusticos são aplicados no momento da plena flor, pois eles inibem a 
formação do tubo polínico impedindo a polinização (CHILDERS, et al., p. 106, 1995). 
3.2.1 Raleantes de Ação Cáustica 
Dentre os raleantes, o mais utilizado nos Estatos Unidos conforme Costa et al. (301-310, 
2006), é tiossulfato de amônio que, por sua vez, é mais efetivo no raleio de flores em macieira 
‘Golden Delicious’ quando aplicado em concentrações acima de 1% e não superiores a 1,5% 
na plena floração. No Brasil o ATS, mostra perspectivas no raleio da macieira “Gala” e Fuji 
Suprema, com redução da frutificação efetiva, número de frutos por planta e aumento da 
massa média dos frutos. 
Há muitas informações sobre o uso potencial do ATS como um diluente químico de flores 
no cultivo de frutas em todo o mundo (MELAND, p. 235-242, 2007; Milić et al., 120-124, 20011; 
MYRA, p. 35-52, 2007; MAAS, p. 45-51, 2016). Segundo Myra et al. (p. 35-52, 2007), diluentes 
21 
 
de flores como o ATS ou a calda sulfocálcica diminuem significativamente a taxa de 
germinação do pólen ou o comprimento do tubo polínico, que age contra a fertilização do 
óvulo. 
Apesar da eficácia no raleio químico, os raleantes de ação cáustica podem causar injúria 
em parte dos frutos, mas favorecem o aumento de tamanho das maçãs e melhoram o retorno 
de florada. Estes produtos inibem a formação das flores laterais do cacho floral, favorecendo 
o desenvolvimento do fruto da flor-rainha. Contudo, alguns estudos mostram que os danos 
causados aos frutos por esses raleantes devem basicamente por aplicações tardias e doses 
elevadas (BYERS, p. 424, 2003). Um exemplo destes produtos é o tiossulfato de amônio 
(ATS) utilizado nos EUA (BYERS, p. 424, 2003, e FALLAHI, p. 179-187, 2010). Segundo Feel 
et al., (p. 1572-1575, 1983), alguns fungicidas podem inibir a formação do tubo polínico 
dependendo do momento e o tipo de aplicação. 
Os raleantes cáusticos não necessitam ser absorvidos pelas partes vegetativas da 
planta, apenas o contato do produto com as flores é suficiente para obter redução na fixação 
de frutos (BYERS, p. 424, 2003). 
Muito utilizados em larga escala nos pomares do Brasil, a maior parte dos raleantes 
cáusticos tem o inconveniente de propiciar o desenvolvimento de "russeting", uma camada de 
cortiça formada nas células da epiderme. A causa primária de sua formação são fatores 
externos à planta que levam à formação de fendas na cutícula que envolve o fruto, expondo 
as células que ficam logo abaixo desta camada. Sob condições de alta umidade relativa, 
aquelas células sofrem danos, e a consequente reação protetora da planta é isolar as áreas 
danificadas através da formação deste tecido de cortiça (TUKEY, p. 30-39, 1969; 
STEENKAMP et al., p. 501-505, 1984). 
A Empresa Agrodala não utiliza este tipo de produto que, segundo seu técnico, aumenta 
potencialmente o risco de russeting como descrito pela literatura e, em função da 
impossibilidade de estar presente em todos os pomares no momento da aplicação, prefere 
não correr o risco, primeiro em função da responsabilidade técnica, depois pela depreciação 
dos frutos que a empresa comercializa posteriormente. 
 O raleio químico de flores permite a redução precoce do excessivo potencial de 
frutificação (MELAND, p. 275-281, 2004), diminuindo a competição por carboidratos no 
florescimento (STOVER et al., p. 1077-1081. 2001). 
22 
 
Segundo Faoro (p. 304, 2022), embora as cultivares do grupo ‘Gala’ não sejam propensos à 
alternância de floração, em face do excesso de frutificação e por produzirem frutos de tamanho 
médio, é necessário o raleio para que os frutos apresentem tamanho adequado à aceitação 
comercial. Caso contrário, os frutos produzidos ficarão muito pequenos e terão baixo valor 
comercial. 
 Na Agrodala, utilizou-se o Sevin® (48% I.A.), produto à base do carbaril, da classe dos 
carbamatos, originalmente utilizado como inseticida de contato, produto que não afeta o 
equilíbrio hormonal das plantas e tem o poder de inibir o crescimento e desenvolvimento 
excessivo de frutos, sendo utilizado no período de pós-floração, no repasse das cultivares 
Gala, quando as frutas apresentam de 20 a 25 mm de diâmetro, na proporção de 1 L ha-1. 
 
3.2.2 Raleantes de Ação Hormonal 
 Estes raleantes possuem menos eficiência durante a floração em relação aos raleantes 
cáusticos, devido à baixa quantidade de área vegetativa para a absorção das moléculas. O 
raleio por estes produtos é dependente da penetração e translocação até o local de ação para 
que possam surtir efeito (DENNIS, p. 471-474, 2000). Segundo Byers (p. 424, 2003) esses 
raleantes atuam no metabolismo das plantas, favorecendo o desequilíbrio nas rotas 
metabólicas, causando a queda de frutos. O risco desses produtos, causarem injúrias nos 
frutos formados é menor em relação aos raleantes cáusticos. 
 
 ÁCIDO NAFTALENO ACÉTICO (ANA) 
 O ácido naftaleno acético (ANA) foi um dos primeiros reguladores de crescimento do 
grupo das auxinas utilizados comercialmente. O ANA promove a síntese de etileno e, quando 
aplicado nas plantas, causa epinastia, um murchamento das folhas que persiste em torno de 
24 horas (MONQUERO, p. 400, 2014). Luckwill (p. 190-206, 1953) descreve que o ANA aborta 
as sementes causando abscisão dos frutos. Já Curry (p. 846-850,1991) mostra que a 
aplicação de ANA interfere na produção de etileno, favorecendo a translocação do etileno 
produzido pelas folhas para as zonas de abscisão, causando o raleio. 
 
 BENZILADENINA (BA) 
23 
 
 A benziladenina é um regulador de crescimento vegetal do grupo das citocininas que 
induzem a divisão celular. É comercializada no Brasil com o nome comercial MaxCel®, com 
2% de I. A. É o produto utilizado pela Agrodala nas cultivares Gala, quando os frutos têm de 
10 a 12 mm de diâmetro, com a distribuição de 2 L ha-1. 
Nas cultivares Fuji o produto é utilizado quando as frutas apresentam 4 a 5 mm de 
diâmetro, aplicando-se 4 L ha-1, associado com o Etrel® (Etefom), na proporção de 1 L ha-1. 
Yuan e Greene (p. 169-176, 2000) descrevem que tratamentos com benziladenina estimulam 
a respiração noturna diminuindo a disponibilidade de fotoassimilados. Esse fato, juntamente 
com o aumento de etileno causado pela benziladenina, causa a queda de frutos. Além disso, 
a BA diminui o volume da translocação de fotoassimilados das folhas para os frutos (GREENE, 
et al., p. 775-779, 1992). Assim, juntamente com o aumento de etileno, causa a queda de 
frutos. Além de possuir grande potencial raleante, a BA favorece o aumento do tamanho de 
frutos por estimular o aumento no número de células no momento da divisão celular do fruto 
(BYERS, p. 409, 2003). 
 
 ETEFOM 
 O etefom é um fitorregulador relacionado à síntese de etileno, apresentando múltiplas 
aplicações na produção de frutíferas, sendo uma delas seu uso como raleante de floração ou 
em pós-floração. O etefom mostra-se mais eficaz quando existe a tendência natural de queda 
de frutos (WERTHEIM, p. 445-462, 1997) 
 O etefom é um regulador de crescimento do grupo do etileno e influencia diversos processos 
fisiológicos da planta. Ao ser absorvido por frutos e folhas, ele se move no citoplasma, 
liberando etileno e estimulando a planta a produzir mais etileno endógeno. Essa reação é 
dependente do pH e da temperatura (EDGERTON E BLANPIED, p. 1064-1065. 1968; 
FORSHEY & EDGERTON, citado por PETRI, 2016). É um inseticida utilizado como raleante 
que atua no ciclo do etileno, causando abscisão de frutos (BYERS, p. 409, 2003). Este produto 
mostra-se altamente variável com a temperatura do ar na hora da aplicação. Em temperaturas 
acima de 25°C, o efeito raleante pode ser potencializado devido à maior taxa de síntese de 
etileno, podendo resultar em raleio excessivo. 
 
4 CONDIÇÕES AMBIENTAIS 
 
24 
 
Durante os meses de setembro, outubro e início de novembro, as condições necessárias 
para que se pudesse fazer a aplicação de produtos para o raleio e controle de produção das 
macieiras no município de Palmas foi impraticável em função de muitas chuvas, granizo e 
ventos fortes (Figura 1). A cultivar Gala teve sua floração prejudicada (Fotos 2 e 3), ocorrendo 
a queda das flores, o que, comercialmente é um grande prejuízo. 
Os fatores climáticos no momento da aplicação interferem diretamente na ação do raleante. 
Desta maneira, o uso de adjuvantes colabora para diminuir a variabilidade das respostas de 
raleio, aumentando a área de contato do ralente e favorecendo a absorção pela planta 
(BYERS, p. 409, 2003). 
 
Figura 5 - Situação do terreno após chuvas torrenciais, durante a 
 pulverização de pomar em Palmas, Paraná, 2023. 
 Fonte: do Autor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 6 - Ramo de maçãs cultivar Gala, antes da aplicação de raleante 
 e anterior à incidência das chuvas em Palmas, Paraná, 2023. 
25 
 
 
 Fonte: do Autor 
 
Figura 7: - Ramo da cultivar Gala durante um período chuvoso (2023), aparentemente sem danos à sua 
floração, em Palmas, Paraná. 
 
Fonte: do Autor 
 
As condições ambientais de alta pluviosidade e ventos fortes comprometeram a melhor 
época para a aplicação de raleantes químicos. 
A empresa utiliza raleantes recomendados pela literatura, e com registro no Ministério 
da Agricultura Pecuária e Abastecimento - MAPA. 
 
 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
26 
 
 
Apesar dos inconvenientes das intempéries ambientais durante praticamente todo o 
período de estágio, foi possível acompanhar as aplicações de raleantes químicos, com 
aproveitamento satisfatório para o aprendizado no que se refere às aplicações, modo de ação 
e, principalmente, a vivência prática do raleio de macieiras, com o objetivo de produzir frutos 
de boa qualidade, boa aparência e sabor. 
As condições ambientais de alta pluviosidade e ventos fortes comprometeram a melhor 
época para a aplicação de raleantes químicos. 
A empresa utiliza raleantes recomendados pela literatura, e com registro no Ministério 
da Agricultura Pecuária e Abastecimento - MAPA. 
A título de curiosidade, pudemos presenciar a ocorrência de um distúrbio da evolução 
das frutas, o "russeting", que segundo o técnico da Agrodala, pode ser ocasionado por vários 
motivos, como erro de aplicação de produtos, aplicação em horários de temperaturas mais 
baixas e até por influências climáticas desfavoráveis àquela época de evolução do fruto, como 
fortes ventos, e granizo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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