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Atuação do Intérprete no Ambiente Escolar

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Lacerda (2009) acrescenta que no ambiente bilíngue, as barreiras não são sanadas, embora 
a presença do intérprete tenha trazido benefícios para os surdos, por possibilitar o acesso no/ao 
espaço escolar, essa acessibilidade não dá conta das necessidades educacionais, lingüísticas 
e comunicacionais que os surdos precisam e que estão presentes nas legislações e políticas 
inclusivas. 
 
 
Fonte [1] 
 
 
PARADA OBRIGATÓRIA 
O profissional intérprete é necessário no ambiente escolar sim, mas existem outras 
formas de desenvolver suas atividades e outros momentos em que ele é necessário, 
sem ser especificamente a sala de aula. Em relação aos surdos, especificamente, quando 
se afirma que o intérprete resolve a questão da acessibilidade e que assim os alunos surdos 
estão sendo incluídos, essa é uma forma de análise simplista, que pode acentuar a exclusão 
e negar as diferenças e peculiaridades dos alunos surdos. A atuação do intérprete é 
benéfica quando, no cotidiano, os sujeitos surdos são considerados em suas 
especificidades linguísticas e cultural. Fato que não ocorre no interior das escolas que se 
intitulam inclusivas e que contam com o intérprete intermediando as relações existentes 
nesse espaço tão complexo e repleto de contradições. 
 
OLHANDO DE PERTO 
Nessa perspectiva, com esses conhecimentos a respeito da atuação do TILS no 
contexto escolar, apresentamos o próximo tópico que traz considerações a respeito de um 
outro profissional existente no interior dessas atividades de interpretação e tradução das 
línguas de sinais, o Guia-Intérprete. Tais considerações são fruto das reflexões de Natália 
Almeida que vem atuando nessa área.

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