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Estradas
Revisão – P3
Leonardo Augusto Carneiro
Características técnicas
➢Região plana: declividade até 8%;
➢Região ondulada: declividade entre 8 e 20%;
➢Região montanhosa: declividade acima de 20%.
➢Velocidade diretriz (ou de projeto): máxima velocidade que um veículo
pode manter, em um trecho, em condições normais, com segurança →
selecionada em virtude das características do projeto de via (ex: classe da
rodovia, topografia, tráfego etc).
Características técnicas
Características técnicas
➢Classe 0: mais alto padrão (decisão administrativa) → via expressa com mais
de uma pista, total controle de acessos;
➢Classe I – A: pista dupla com controle parcial de acesso;
➢Classe I – B: pista simples de elevado padrão;
➢Classe II: pista simples;
➢Classe III: pista simples;
➢Classe IV: estrada de terra.
➢Velocidade de operação: mais alta velocidade permitida aos veículos, sem
atingir a velocidade diretriz, estabelecida por condições locais.
Veículos de Projeto
➢Suas dimensões (largura, comprimento),
altura, peso, distância entre eixos
influenciam no projeto de estradas;
➢VP: veículos de passeio leves → utilitários
(carros, motos), pick-ups, furgões;
➢CO: veículos comerciais rígidos →
caminhões e ônibus convencionais (2 eixos
e 6 rodas);
➢O: veículos comerciais de maiores
dimensões → ônibus de turismo e de longo
percurso, caminhões longos;
➢SR: veículos comerciais articulados,
compostos de uma unidade tratora simples
e um semi-reboque.
Elementos de uma estrada
➢Elementos planimétricos: curvas, tangentes → posição absoluta (em relação
ao Azimute) e relativa (em relação à deflexão) do alinhamento → Nas
estradas de rodagem, o eixo localiza-se na região central da pista de
rolamento;
➢Elementos altimétricos: greides (altimetria em relação ao terreno, com
inclinação constante ou com curvas), perfil longitudinal (representação no
plano vertical de diferenças de nível e cotas (ou altitudes)), seção transversal
(diferença de nível em cada estaca).
Seção transversal da estrada
➢Seção em corte: tira terra;
➢Seção em aterro: põe terra;
➢Seção mista: põe e tira terra.
Seção transversal da estrada
➢Talude: inclinação que a superfície tem em relação à horizontal →
𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑐𝑎𝑙
ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑎𝑙
→
exemplo – 3 (3m de avanço na vertical) : 2 (2m de avanço na horizontal);
➢Sarjeta: responsável pela coleta e direcionamento das águas superficiais;
➢Faixas de tráfego: projetadas e destinadas à passagem de um veículo por vez;
➢Pista de rolamento: faixas de tráfego contíguas;
➢Off-set: referência de marcação;
➢Banqueta de proteção: terra escavada da valeta;
➢Largura adicional: largura de segurança;
➢Abaulamento: não reto (vértices);
➢Acostamento: espaço adjacente às faixas de tráfego → parada emergencial de
veículos;
➢Faixa de domínio: faixa desapropriada para a construção da estrada →
geralmente, 50m.
Seção transversal da estrada
Acostamento
Faixa de domínio
Seção transversal da estrada
Noções de Tráfego
➢Volume de tráfego: n° de veículos
que passam em uma estrada,
durante um determinado intervalo de
tempo → anual (usado para analisar
índices de acidentes, receita para
implantação de pedágios,
crescimento de volume), médio
diário (VMD → distribuição do
tráfego, demanda das estradas,
melhorias → geralmente, calcula-se
dividindo o volume anual por 365).
Variações de Tráfego
➢É importante analisar as variações para poder realizar intervenções;
➢Variações horárias (horários de pico), diárias e semanais (maiores volumes
em finais de semana e feriados), mensais (influências sazonais → ex: férias
escolares), anuais (em virtude do desenvolvimento econômico da região);
➢Tráfego existente: tráfego atual→ contagens volumétricas;
➢Tráfego desviado: existe em outras estradas, mas que é desviado para a
estrada em questão, devido ao término da construção da mesma ou à
projetos de melhoramentos;
➢Tráfego gerado: surge pelo melhoramento ou pela construção de uma
estrada→ determinação imprecisa (através de estudos econômicos).
Capacidade de Escoamento de Tráfego
➢Características físicas: largura da faixa de tráfego maior ou igual a 3,6 m;
existência de acostamento, canteiro central, faixas de (des)aceleração e de
retorno nos cruzamentos; altura mínima sobre a via de 4,5 m; pavimentos em
boas condições; rampa máxima de 2%;
➢Condições de tráfego: apenas tráfego de veículos de passeio; controle total
de acesso; fluxo contínuo, livre de interferências laterais (veículos e
pedestres);
➢Vias com várias faixas de tráfego→ 2.000 UPC por hora e por faixa
➢Vias com duas faixas de tráfego e com duas mãos de direção → 2.000 UPC
por hora, total em ambas as direções.
Tráfego e Classes de Projeto
Níveis de Serviço
➢Está relacionada ao volume de tráfego que passa em uma estrada,
considerando-se a capacidade da via.
➢Nível A: fluxo livre, baixos volumes e
altas velocidades;
➢Nível B: fluxo razoavelmente livre →
ainda se consegue ultrapassar e
escolher a velocidade;
➢Nível C: fluxo estável, alto volume de
tráfego, limitações de troca de faixas
e ultrapassagens.
➢Nível D: fluxo aproximadamente
instável → velocidades de operação
toleráveis, mas afetadas pelas
condições de fluxo;
➢Nível E: fluxo instável → não há
possibilidade de ultrapassagem, pois a
via está trabalhando com plena carga;
➢Nível F: congestionamento completo →
baixas velocidades, escoamento
forçado e baixo fluxo (pode chegar a
0).
Níveis de Serviço
Sistemas Funcionais
➢Arterial: alto nível de mobilidade para grandes volumes de tráfego, longa
distância (± 80km) e muitos veículos→ principal (viagens internacionais e inter-
regionais), primário (viagens inter-regionais e interestaduais) e secundário
(viagens intraestaduais);
➢Coletor: atende núcleos populacionais ou centros geradores de tráfego de
menor vulto → primário (tráfego intermunicipal → conectar cidades) e
secundário (acesso às áreas dentro do Estado→ conectar centros);
➢Locais: rodovias de pequena extensão (± 10km), acesso ao tráfego intra-
municipal de áreas rurais e de pequenas localidades às rodovias mais
importantes.
Sistemas Funcionais
Sistemas Funcionais
➢Rodovias do Sistema Arterial Principal: Classes 0 e I;
➢Rodovias do Sistema Arterial Primário: Classe I;
➢Rodovias do Sistema Arterial Secundário: Classes I e II;
➢Rodovias do Sistema Coletor Primário: Classes II e III;
➢Rodovias dos sistemas Coletor Secundário e Local: Classes III e IV;
➢Separador de pistas: evitar choque frontal → o ideal é ter um amplo canteiro
central;
➢Defensas e barreiras: controlar veículos desgovernados → geometria
específica para o veículo não atravessar e não bater e voltar para a pista.
Superestrutura Ferroviária
➢Bitola: distância entre trilhos;
➢Trilhos: destinados ao rolamento de veículos, guiando seu deslocamento;
➢Dormentes: igualmente espaçados e transversais as vias, apoio para trilhos e mantém a via
estável;
➢Lastro: distribuição de esforços das cargas para o subleito→ composição: brita;
➢Sublastro: propriedades drenantes, impede o lastro de se apoiar diretamente sobre o solo.
Superestrutura Ferroviária
➢Placas de apoio: colocadas entre trilho
e dormente para evitar o desgaste do
dormente;
➢União dos trilhos: talas de junção para
impedir movimentos horizontais;
➢Retensores: presas por pressão aos
patins dos trilhos → impedir o movimento
proveniente da dilatação e contração
térmica dos trilhos;
➢Obs: Quando o número de vazios no
solo diminui, sua resistência aumenta.
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