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1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Sujeito II GRAMÁTICA SUJEITO II Tipos de sujeito Existem cinco tipos de sujeitos na língua portuguesa, sendo eles: • Sujeito simples; • Sujeito composto; • Sujeito elíptico, oculto ou desinencial; • Sujeito indeterminado; e • Oração sem sujeito. Por razões didáticas, o professor Elias subdivide os cinco sujeitos supracitados em três grupos diferentes: sujeito simples e composto (grupo I), sujeito elíptico, oculto ou desinencial e sujeito indeterminado (grupo II) e oração sem sujeito (grupo III). A partir dessa divisão, observe o esquema abaixo: Classificando os tipos de sujeito da imagem acima conforme os grupos elenca- dos, tem-se: • Expressos: grupo I. Significa que o sujeito está verbalmente representado. 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Sujeito II GRAMÁTICA • Não expressos: grupo II. Trata-se de um sujeito que não está verbalmente representado, mas é possível depreender a sua existência na frase. • Oração sem sujeito: grupo III. Nesse caso, o sujeito não está verbalmente representando, nem pode ser percebido na oração, isto é, o sujeito não existe. Obs.: � esse caso é percebido em orações em que o verbo não “pede” sujeito. Portanto, como nenhuma oração é feita sem predicado, toda a oração será feita de predicado. Com relação ao sujeito expresso, é possível que ele seja: • Sujeito simples: possui apenas um núcleo. • Sujeito composto: possui mais de um núcleo. Já o sujeito não expresso, seguindo a determinação de que é composto pelo grupo II, pode ser do tipo: • Sujeito elíptico, oculto ou desinencial: o sujeito não é expresso, mas pode ser identi- ficado no texto ou no discursivo. • Sujeito indeterminado: ele não é expresso e não pode ser identificado no texto ou no discurso. Para entender o conceito do discurso, é preciso relembrar quem são os pronomes pessoais do caso reto. Eu (1ª pessoa) Tu (2ª pessoa) Ele/Ela (3ª pessoa) Nós (1ª pessoa) Vós (2ª pessoa) Eles/Elas (3ª pessoa) Diante disso, é importante ressaltar que o discurso é composto por: quem emite a mensagem (1ª pessoa), quem recebe a mensagem (2ª pessoa) e de quem se fala ou do que se fala (3ª pessoa). Nesse sentido, observe que, para existir o discurso, é inerente a existência de quem emite e de quem recebe. Entretanto, o assunto não necessariamente precisa ter um sujeito. 5m 10m 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Sujeito II GRAMÁTICA Casos de sujeito elíptico, desinencial ou oculto 1) Verbo na 1ª ou 2ª pessoas do singular ou plural (eu, nós, vós). Exemplo: “Mentes tão bem. / Tu mentes tão bem.” Observe que na primeira frase o sujeito depreendido é “tu”. Com isso, tem-se um sujeito elíptico, desinencial ou oculto. Diante disso, é importante entender de onde surge o termo elíptico. Gramatical- mente, o termo elipse significa omissão de um termo. Por esse motivo admite-se o nome sujeito elíptico. Ademais, o nome desinencial surge do fato de um verbo ter a sua desi- nência variando de acordo com a variação da pessoa. Observe: Canto Cantas Canta Cantamos Cantais Cantam A partir da conjugação do verbo “cantar”, é possível perceber que apenas as letras “cant” não variam no verbo, podendo ser chamado de radical. Por outro lado, o termo que varia após o “cant” (conforme está em negrito acima), trata-se da desinência do verbo. Com isso, surge o nome sujeito desinencial. Exemplo: “Estamos chocados com esses crimes.” Na frase acima, é possível identificar que há o sujeito oculto “nós”, embora não esteja verbalmente representado. Além disso, trata-se de um sujeito da 1ª pessoa do plural. Exemplo: “Disseram palavras de amor. / Eles disseram palavras de amor.” Nesse primeiro caso, é possível identificar que o sujeito oculto é “eles”. Agora, observe a frase abaixo: Exemplo: “Ouvi os poetas. Disseram palavras de amor.” Na primeira oração, ocorre que o verbo “ouvi” torna possível identificar que o sujeito é “eu”. Já na segunda oração, observe que o verbo está no plural e, com isso, é possível identificar que o sujeito oculto é “eles”. Nesse caso, o sujeito “eles” retoma “os poetas”, podendo ser identificado no texto. 2) Verbo na 3ª pessoa do singular. Nesse caso, é importante ressaltar que o sujeito nesse caso sempre estará dentro de um contexto. Observe o exemplo: Exemplo: “Mariana é uma menina esforçada. Canta todos os dias na rua.” No exemplo acima, embora o sujeito esteja oculto (ela), é possível identificar um con- texto e até mesmo o sujeito em si que, nesse caso, é a Mariana. 3) Verbo na 3ª pessoa do plural com referente textual. 15m 20m 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Sujeito II GRAMÁTICA Esse é o caso expresso no exemplo dos poetas. Observe: Exemplo: “Ouvi os poetas. Disseram palavras de amor.” Casos de sujeito indeterminado 1) Verbo na 3ª pessoa do plural sem referente textual. Observe que se trata da 3ª pessoa do plural sem um referente no texto. Caso ele tenha uma referência no texto, ele será um sujeito oculto. Por outro lado, os casos que envolvem a 3ª pessoa do singular sempre terão uma referência no texto e, por conta disso, então não poderá ser um sujeito indeterminado. 2) Verbo na 3º pessoa do singular + partícula “SE” Exemplo: “Necessita-se de alimentos mais saudáveis.” Para entender melhor o exemplo acima, é importante relembrar a regra de que o sujeito nunca estará preposicionado. Observe que “alimentos” é o substantivo da oração que está preposto da preposição “de”. Portanto, “de alimentos mais saudáveis” não pode ser o sujeito da oração. Obs.: � por enquanto, o professor Elias sugere que o aluno guarde a informação de que a partícula “se” indetermina o sujeito e, por conta disso, nenhum termo da oração pode ser o sujeito. Nos blocos posteriores, mais especificamente no módulo de vozes verbais e funções do “se”, ele explicará os casos quando partícula indetermina o sujeito; quando é partícula apassivadora; quando é pronome reflexivo; quando é pronome recíproco; e quando é parte integrante do verbo. 3) Infinitivo impessoal Exemplo: “É preciso confiar em Deus.” Nesse caso, tem-se um período composto, em que o verbo “é” tem como sujeito “confiar em Deus”. Observe que o núcleo desse sujeito é o próprio verbo “confiar” e, por conta disso, ele é um sujeito simples oracional. Por outro lado, o verbo “confiar” na forma de verbo no infinitivo, evidencia que o seu sujeito é indeterminado. Logo, esse verbo também pode ser chamado de infinitivo impessoal. Nem todos os casos de verbo no infinitivo impessoal possuem um sujeito indeterminado. Lembre-se que, na língua portuguesa, não existem regras imutáveis. Exemplo: “Chegou o tempo de o povo confiar em Deus.” 25m 30m 35m 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Sujeito II GRAMÁTICA Observe que essa oração também possui um período composto, em que o sujeito do verbo “chegou” é “o tempo”, e o sujeito do verbo “confiar” é “o povo”. Nesse viés, o sujeito “o tempo” é um sujeito simples; e o sujeito “o povo” é um sujeito simples também, mas a diferença é que o verbo “confiar” é um infinitivo pessoal, justa- mente porque o seu sujeito está expresso. O trecho “de o povo” não pode ser substituído por “do povo”, justamente porque o sujeito não pode ser preposicionado. 40m ���������������������������������� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Elias Santana. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con- teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamosa substituição do estudo em vídeo pela leitura exclusiva deste material.