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Recursos Terapêuticos 
Manuais em Fisioterapia
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª M.ª Márcia Regina Pinez Mendes
Revisão Textual:
Prof.ª M.ª Sandra Regina Fonseca Moreira
Prof.ª Dra. Selma Aparecida Cesarin
Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – Técnicas de 
Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
Pontos-Gatilho e Oportunidades 
Terapêuticas – Técnicas de Avaliação dos 
Tecidos e Posicionamento do Paciente
 
 
• Conhecer os distúrbios do tecido mole e a rede fascial, entendendo as reações fasciais à tensão;
• Aprender técnicas para identificar e diminuir os pontos-gatilho;
• Aprender as técnicas de avaliação dos tecidos, compreendendo sobre os encurtamentos e 
as retrações;
• Habilitar o aluno para avaliar a necessidade da aplicação das pompages, considerando os 
efeitos produzidos pelas técnicas.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO 
• Distúrbios do Tecido Mole;
• Rede Fascial;
• Reações Fasciais à Tensão e Oportunidades Terapêuticas;
• Encurtamentos e Retrações;
• Exame Estático;
• Pompages.
UNIDADE Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – 
Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
Distúrbios do Tecido Mole
A capacidade de locomoção assim como de qualquer funcionalidade do ser hu-
mano depende da ação conjunta dos sistemas articular e muscular comandados pelo 
sistema nervoso.
O conjunto de mais de 600 músculos é responsável pelo maior consumo de ener-
gia do corpo e são capazes e contrair e relaxar, permitindo a realização de todos os 
movimentos funcionais do ser humano.
Este conjunto é conhecido como músculos estriados esqueléticos que trabalham 
de forma voluntária, ou seja, obedecem a nossa vontade. Estes músculos são conhe-
cidos como “músculos vermelhos” por ação da proteína mioglobina que serve como 
um reservatório de oxigênio para as contrações musculares.
O sistema muscular também tem funções que são fundamentais ao corpo humano: 
estabilidade corporal, produção de movimentos, manutenção da temperatura corpo-
ral pelo aquecimento do corpo, sustentação e ajuda os fluxos sanguíneos. 
Figura 1 – Sistema muscular
Fonte: Getty Images
Ao serem estimulados, os músculos têm a propensão à tensão e por ser o maior 
usuário de energia do corpo, também é a principal fonte de dor, desconforto e inca-
pacidade, localizados ou gerais, referidos ou reflexos, agudos ou crônicos.
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O que faz termos tanta dor muscular?
Para descrever todas essas lesões usamos a expressão “disfunção somática” que 
segundo Chaitow (2001), pode ser definida como um envolvimento ou alteração na 
função dos componentes do sistema somático (estruturas esqueléticas, miofasciais, 
elementos vasculares, linfáticos e neurais associados). 
Alguns sinônimos de disfunção somática são encontrados como: bloqueio ar-
ticular, travamento articular, perda do jogo articular e desarranjos intervertebrais 
(Greenman, 2001). 
Figura 2 – Dor muscular por postura contínua
Fonte: Getty Images
Pode-se perceber que um grande envolvimento articular acontece e algumas es-
truturas devem ser conhecidas:
• Órgão Tendinoso de Golgi (OTG): Os OTG são sensíveis a alterações muito 
pequenas na tensão sobre um tendão. Estes órgãos se adaptam lentamente e 
ajuda o corpo perceber onde a articulação se encontra em um determinado 
momento, em qualquer atividade muscular. Respondem tanto à contração ativa 
como pela distensão passiva de um músculo.
• Terminações de Ruffini: Estão na cápsula articular e sinalizam o extremo do 
limite articular e respondem mais ao movimento passivo do que o ativo.
• Corpúsculos de Pacini: Respondem ao movimento, mas não quando a posição 
da articulação é constante. São encontrados no tecido conjuntivo periarticular e 
se adaptam facilmente. Informam o índice de aceleração do movimento, pode 
ser chamado de receptor de aceleração. 
Órgão Tendinoso de Golgi, disponível em: https://bit.ly/2YRUiG4
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UNIDADE Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – 
Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
Esses três órgãos terminais podem fornecer informações sobre a posição, direção 
e o índice de movimento de qualquer articulação. Deve-se entender que os meca-
nismos de transmissão nos tecidos moles e articulações podem ser questões básicas 
para o Sistema Nervoso Central.
Você Sabia? 
Vários eventos acontecem quando o músculo está sob tensão, seja para uma determina-
da função ou simplesmente por demasiado uso. 
Abaixo, entenda o que acontece com um músculo que está sob tensão demasiada:
Aumento do tônus
muscular
Retenção de detritos
metabólicos
Diminuição de O2
e isquemia
Sensibilização de
estruturas e neurais
Aumento dos
macrófagos,
vascularidade e
atividades
�brolásticas
Aumento da
produção de tecido
conjuntivo e
encurtamento
da fáscia
Mudanças
�bróticas
Reação em cadeia:
Músculos posturais:
encurtam
Músculos fásicos:
enfraquecem
In�amação ou
irritação crônica
Mantém a
hipertonicidade Edema/Dor
Figura 3
Por permanecer em constante tensão, as estruturas tendinosas ficam isquêmicas 
e dores periosteais acabam se desenvolvendo quando uma biomecânica anormal é 
adotada favorecendo cada vez mais encurtamentos fasciais. 
Importante!
A cor avermelhada do músculo se deve à mioglobina, bem semelhante a hemoglobina 
dos glóbulos vermelhos. Todos os músculos do nosso corpo representam 40 – 50% do 
peso corporal total.
Os músculos podem ser classificados conforme suas fibras:
• Fibras de contração lenta (fibras brancas – Tipo I): têm baixo fornecedor de 
energia glicogênica, com transporte de altas concentrações de mioglobulina e 
mitocôndrias. Por se fadigarem lentamente são envolvidos em tarefas de postura 
e estabilização;
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• Fibras de contração rápida (fásicas – Tipo II):
• Tipo IIa (fibras de “contração rápida” ou “vermelhas rápidas”): são modera-
damente resistentes à fadiga, concentração alta de mitocôndrias e mioglobulina;
• Tipo IIb (fibras de “contração rápida / glicolíticas” ou “brancas rápidas”):
menos resistentes à fadiga e mais dependentes de fontes glicolíticas de energia, 
baixos níveis de mitocôndrias e mioglobulina;
• Tipo IIm (fibras “super-rápidas”): dependente de estrutura exclusiva de miosi-
na e alto conteúdo de glicogênio, encontradas nos músculos da mandíbula. 
A seguir, vamos ver alguns músculos posturais anteriores e posteriores do corpo:
Esternocleidomastoideo 
Trapézio superior 
Levantador da escápula 
Latíssimo do dorso 
Quadrado lombar 
Sacroespinhal
Piriforme
Adutor magno 
Isquiotibiais
Peitoral maior 
Oblíquo do abdômen 
Iliopsoas
Adutor longo
Reto femoral
Tensor da fáscia lata
Figura 4 – Músculos posturais anteriores e posteriores
Fonte: Adaptado de Getty Images
Qual a diferença entre a Síndrome da Fibromialgia (SFM) e a Síndrome da Dor Miofascial (SDM)?
Muito se ouve falar sobre a Síndrome da Fibromialgia (SFM) no Brasil, mas as 
causas ainda não foram bem definidas. O que se sabe é que se trata de um distúrbio 
de dor intensa e crônica em diversas partes do corpo. Com a dor, a fibromialgia tam-
bém apresenta sintomas de fadiga, sono não reparador e em alguns casos alteração 
da memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais.
No início da fibromialgia existem mudanças no tecido que são desencadeadas 
por predominância simpática localizada com mudanças na concentração de íons de 
hidrogênio e do equilíbrio do cálcio e sódio nos fluidos dos tecidos (Chaitow, 2001). 
Está associado à vasoconstricção e hipóxia / isquemia levando a dor. 
As mulheres são as mais acometidas, entre 30 e 50 anos de idade, podendo aco-
meter também crianças e idosos. Por não apresentar inflamações nem deformidades 
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UNIDADE Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – 
Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
físicas, o diagnóstico torna-se muito difícil. É uma doença sem causa específica, mas 
os níveis de serotonina são mais baixos, acompanhados de desequilíbrios hormonais, 
tensão e estresse, causando limitações nas atividadesde vida diária.
Por ser uma dor persistente com hipersensibilidade tátil em pontos que se espa-
lham por todo o corpo, foi recomendado pelo American College of Rheumatologists 
(Wolfe, 1990), dois critérios primordiais para o diagnóstico da Fibromialgia: 
Figura 5 – Critérios de diagnóstico da Fibromialgia
Fonte: Adaptado de Getty Images
Outros indícios podem favorecer o diagnóstico da fibromialgia: desconforto, dor 
muscular e cansaço generalizado.
A Síndrome da Dor Miofascial (SDM) é a mesma coisa que Síndrome da Fibromialgia (SFM)?
Podem ter alguns pontos similares, mas a resposta é NEGATIVA!!!
• Pontos em comum:
 » Ambas são afetadas pelo frio;
 » Atividade elevada dos nervos simpáticos e condições como Fenômeno de Raynaud;
 » Cefaleia tensional e parestesia;
 » Não reagem à anti-inflamatórios e analgésicos.
• Pontos divergentes:
 » Na SDM tanto homens como mulheres são afetados igualmente, na fibromial-
gia as mulheres são mais afetadas. 
 » Pescoço e ombros, coluna lombar e pernas são regiões mais afetadas na SDM 
e podem ser localizadas até mesmo em várias áreas ao mesmo tempo; na 
fibromialgia o comprometimento é generalizado.
 » Na SDM 30% dos indivíduos apresentam os músculos com áreas que parecem 
“elástico esticado”, na SFM isso corresponde a 60% dos pacientes.
 » A resistência muscular é inferior na SFM em relação a SDM.
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» Distúrbios do sono podem acontecer na SDM, já na fibromialgia essa é uma 
situação que causa a SFM.
» A fibromialgia produz rigidez matinal e a SDM não.
» Na SDM não há fadiga associada, o que já acontece na fibromialgia.
» A depressão e a ansiedade podem se desenvolver na SDM, já na fibromialgia 
essas condições podem ser o gatilho inicial da doença.
» A síndrome do intestino irritável, dismenorreia e sensação de edema nas arti-
culações podem acontecer na fibromialgia, mas não na SDM.
Mas então, o que são Pontos-gatilho ou Trigger-points?
Pontos-gatilho: são pontos hipersensíveis de dor em músculos e tecido 
conjuntivo, são nódulos que quando pressionados ou espontaneamente 
produzem dor referida. (CHAITOW, 2001)
Os pontos-gatilho são parte primordial no diagnóstico da Fibromialgia, por esta 
razão deve-se localizar com precisão os pontos e sua área de dor referida. Abaixo, 
alguns destes pontos estão assinalados com X e em vermelho a dor referida:
• Ponto-gatilho no músculo esternocleidomastoideo, disponível em: https://bit.ly/3giXGQf
• Ponto-gatilho no músculo trapézio, disponível em: https://bit.ly/2YWe0Rg
• Ponto-gatilho no músculo masseter, disponível em: https://bit.ly/2C5frn9
• Ponto-gatilho no músculo A= Infraespinhoso e B= Deltoide, disponível em: https://bit.ly/38nl6RG
• Ponto-gatilho no músculo Glúteo médio, disponível em: https://bit.ly/2AtAU98
Aprofunde seu conhecimento sobre os pontos-gatilho com a leitura dos capítulos 2 e 3 do 
livro “Pontos-gatilho: uma abordagem concisa” (Asher-Niel, 2008) que você encontra na 
biblioteca virtual.
Vimos que os pontos-gatilho interferem no músculo e tecido conjuntivo. Por esta 
razão, conhecer a fáscia muscular e como ela se comporta com a formação dos 
pontos-gatilho é muito importante.
Rede Fascial
Para entender o compartimento musculoesquelético, devemos primeiramente 
compreender a fáscia e toda sua rede que proporciona tanto um formato interno e 
externo do corpo como é estrutura de outros sistemas.
As fáscias envolvem e fazem o formato do músculo, preenchendo os espaços e 
favorecendo a flexibilidade dos tecidos reduzindo as tensões e encurtamentos.
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UNIDADE Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – 
Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
Fascia
Fibra Muscular
MÚSCULO
Figura 6 – Fáscia muscular
Fonte: Adaptado de Getty Images
As principais funções da fáscia são:
• Dar forma e suportar o corpo mantendo-o em seu lugar;
• Aumentar a força muscular por proporcionar limites firmes;
• É suporte para nervos e vasos sanguíneos e linfáticos;
• Favorece o movimento e a manutenção dos tecidos por ser responsável pelo 
fluido lubrificante entre as estruturas.
Tipos de fáscias
Apesar de ser um tecido contínuo de uma rede conectada do crânio a sola dos 
pés, a fáscia apresenta camadas que recebem o nome de:
• Fáscia Superficial: formada por fibras de colágeno envolve todo o corpo e está 
posicionada desde a derme até órgãos internos, fixando-se na fáscia profunda;
• Fáscia Profunda: composta por tecido conjuntivo mais denso e é a mais pró-
xima dos ossos. Com fibras de colágeno mais organizadas e dispostas paralela-
mente, possuem terminações nervosas proprioceptivas: corpúsculos de Pacini e 
Ruffini. Todos os músculos do corpo humano são envolvidos pela fáscia profun-
da, mas com características diferentes conforme a região.
No tronco, ela é formada por 3 camadas, mais finas e elásticas e têm contato 
direto com tecido epimisal dos músculos que envolvem.
Nos membros é composta por 2 camadas rígidas e grossas conectando-se ao 
tecido epimisal nos septos intermusculares.
Já na cabeça existe uma única camada conectada às fáscias cervicais inferiormen-
te e à fáscia de Tenon na cavidade ocular. 
No crânio temos a fáscia epicraniana e a fáscia temporal profunda; e, na face, as 
fáscias parótida, massetérica, pterigóidea e bucofaríngea.
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Na região cervical existem 3 camadas:
• Camada superior da fáscia profunda: envolve o trapézio e esternocleidomastoideo;
• Camada média da fáscia profunda: envolve os músculos infrahioideos, a ti-
reoide e a paratireoide. Parte das fibras formam os ligamentos suspensórios do 
pulmão com continuidade ao pericárdio;
• Camada profunda da fáscia profunda: o envolvimento é dos músculos pro-
fundos cervicais anteriores e posteriores.
Muito interessante entender que a fáscia favorece a continuidade estrutural e fun-
cional entre os tecidos moles e pontes rígidas do corpo, sendo uma estrutura senso-
rial, elástico-plástico que serve para resistir, sustentar, separar, conectar e promover 
o equilíbrio ao corpo o que favorece movimentos diversos.
Meyer (2016), defende que os músculos não se prendem diretamente ao osso e 
sim via estruturas de tecido conectivo que são:
• Linha anterior superficial: extensores dos dedos, compartimento crural ante-
rior, quadríceps, reto do abdome e fáscias abdominais, esterno e fáscia esternal 
e esternocleidomastoideo (ECOM);
• Linha posterior superficial: flexores curtos dos dedos e aponeurose plantar, 
tríceps sural, isquiotibiais, ligamento sacrotuberoso, fáscia sacrolombar, eretor 
da espinha, fáscia epicraniana;
• Linha lateral: músculos fibulares, compartimento crural lateral, trato iliotibial, 
abdutores do quadril, oblíquos do abdome lateral, intercostais interno e externo, 
ECOM e esplênios;
• Linha espiral: esplênios, romboide (contralateral), serrátil anterior, oblíquo ex-
terno, oblíquo interno (contralateral), tensor da fáscia lata, trato iliotibial anterior, 
fibular anterior, ligamento sacrotuberoso, eretor da espinha;
• Linha do braço posterior superficial: trapézio, deltoide, septo intermuscular 
lateral, grupo extensor;
• Linha do braço posterior profunda: romboides, elevador da escápula, man-
guito rotador, tríceps braquial, fáscia ao longo da ulna, ligamentos colaterais 
ulnares, músculos hipotênares;
• Linha do braço anterior superficial: peitoral maior, latíssimo do dorso, septo 
intermuscular medial, grupo flexor, túnel do carpo;
• Linha do braço anterior profunda: peitoral menor, fáscia clavipeitoral, bíceps 
braquial, fáscia radial, ligamento colaterais radiais, músculos tênares;
• Linha funcional anterior: peitoral maior (borda inferior), linha semilunar, pira-
midal, adutores anteriores (longo, curto e pectíneo);
• Linha funcional posterior: latíssimo do dorso, fáscia lombossacral, glúteo mé-
dio, vasto lateral;
• Linha funcional ipsilateral: latíssimo do dorso (borda externa), oblíquo externo 
do abdome, sartório;
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UNIDADE Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – 
Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento doPaciente
• Linha anterior profunda: tibial posterior, flexores longos dos dedos, comparti-
mento posterior profundo, poplíteo, cápsula posterior do joelho, grupo adutor, 
pélvico, ligamento longitudinal anterior, iliopsoas, quadrado lombar, músculos 
longos, complexo hioideo, assoalho da boca, músculos da mandíbula.
Por que conhecer essas linhas de trilhos anatômicos?
Para que possamos entender todo o funcionamento coordenado do movimento humano.
Trilhos anatômicos, disponível em: https://bit.ly/3dYfKNY 
Conhecendo essas linhas podemos compreender por que quando um paciente 
chega com uma dor em determinada região encontramos um ponto-gatilho as vezes 
distante. Vamos ver então como avaliamos e tratamos essas alterações.
Reações Fasciais à Tensão 
e Oportunidades Terapêuticas
A ação conjunta dos músculos pensando no esforço e na resistência impostas 
a eles, favorecem mudanças na fáscia que geram congestões locais, desequilíbrios 
posturais e dores.
Chaitow (2001) parafraseando Mennel 
(1975) afirma que o músculo ao ser capaz 
de obter e manter seu comprimento normal 
em repouso é indolor, caso contrário será um 
músculo com espasmo e dolorido com a for-
mação dos pontos-gatilho.
Além da formação desses pontos, a fáscia 
ao ser tensionada pode reagir com deforma-
ção pela característica exclusiva do tecido con-
juntivo que é elástico o que favorece desequilí-
brios posturais que podem ser vistas na figura 
abaixo, lembrando sempre que postura ideal é 
aquela que permanecemos com o mínimo de 
gasto energético: 
Oportunidades terapêuticas nos pontos-gatilho
O primeiro passo para se detectar um ponto-gatilho é uma avaliação minuciosa 
buscando essas áreas após uma anamnese bem detalhada. 
Figura 7 – Posturas adotadas 
pelas pessoas ao longo do dia
Fonte: Adaptado de Getty Images
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Palpação
Deve ser realizada por toda a extensão para localização dos pontos, verificando 
se há alguma rigidez no músculo afetado, dor intensa quase insuportável e algum 
nódulo ou uma banda tensa.
Métodos de Palpação:
• Palpação com a ponta dos dedos: também chamada de palpação digital, com 
as unhas bem aparadas, fazer uma pressão sobre a área tensa com uma deter-
minada força;
Figura 8 – A: Digital com dois dedos. B: Digital com polegar
Fonte: Adaptado de Getty Images
• Palpação por deslizamento: usar a polpa dos dedos da mão para circundar 
a pele do paciente no sentido das fibras musculares formando uma prega do 
tecido, deslizando essa prega;
Figura 9 – Palpação por deslizamento
Fonte: Getty Images
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UNIDADE Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – 
Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
• Palpação por pinça: pinçar o ventre do músculo entre polegar e demais dedos, 
movimentando essas fibras musculares para frente e para trás;
Figura 10 – Palpação por pinça
Fonte: Getty Images
Após detectarmos os pontos, iremos optar pela técnica manual mais indicada.
Terapêutica manual
Técnica de inibição e compressão isquêmica
1. O primeiro passo é colocar o paciente em uma posição confortável. A téc-
nica que será executada deve propiciar ao músculo uma extensão completa;
2. Realizar uma pressão crescente de forma suave e gradual em toda a 
extensão do músculo e ponto-gatilho, neste momento o paciente deve 
sentir apenas um desconforto e não dor insuportável;
3. Aplicar no ponto-gatilho uma pressão sustentada até sentir que o ponto 
esteja aliviado, isso vai de segundos a minutos;
4. Repetir com um pouco mais de pressão até sentir a próxima barreira. 
Figura 11 – Técnica de inibição e compressão isquêmica
Fonte: Adaptado de Getty Images
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Técnica de Massagem Profunda
1. Paciente em posição confortável;
2. Lubrifi car a pele se for necessário;
3. Identifi car o ponto-gatilho;
4. Posicionar o polegar ao lado da banda tensa, reforçando com a outra mão;
5. Aplicar uma pressão suave sobre o ponto, movimentando em uma úni-
ca direção;
6. Paciente deve sentir um desconforto e não dor insuportável;
7. Aplicar uma pressão sustentada até sentir o ponto aliviado. Repetir a 
pressão na direção oposta.
Figura 12 – Técnica de massagem Profunda
Fonte: Getty Images
Figura 13 – Técnica de massagem Profunda
Fonte: Getty Images
Ao realizarmos ambas as técnicas não devemos posicionar o ponto de forma 
muito rápida ou profunda para não irritar irritá-lo, podendo até romper o sarcômero.
A área toda pode ser massageada após a liberação do ponto-gatilho com as téc-
nicas da massagem clássica.
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UNIDADE Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – 
Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
Em Síntese
O sistema integrado musculoesquelético proporciona estabilidade corporal, produção 
de movimentos, manutenção da temperatura corporal, sustentação e ajuda os fluxos 
sanguíneos.
Uma biomecânica anormal favorece o encurtamento fascial proporcionando dores e 
alte rações das cadeias musculares do corpo.
A Síndrome da Fibromialgia não é a mesma coisa que a Síndrome da Dor Miofascial.
Um ponto-gatilho pode aparecer em um determinado local e geral dor em várias outras 
partes da cadeia muscular, chamada de dor referida.
Ao avaliarmos e tratarmos os pontos-gatilho devemos fazer com cuidado, nunca de 
 forma rápida ou profunda para não irritar ainda mais o ponto.
Encurtamentos e Retrações
Dentro de todos os estudos sobre o movimento humano, encontramos o da fun-
ção dos músculos estáticos dissociada da função da musculatura dinâmica.
Na Unidade anterior, vimos que as fibras musculares são divididas em dois tipos: 
a de contração lenta e permanente, que é a estática, responsável pelo controle 
postural, e a dinâmica, que tem contração rápida e intermitente que responde pelo 
movimento propriamente dito.
Apesar de formas diferentes de trabalho, o Sistema Músculo-aponeurórico é inter-
ligado e realiza duas grandes funções: deambulação que é uma função ascendente 
da cintura pélvica e membros inferiores, e preensão, de forma oposta é descendente 
da cintura escapular e membros superiores, mas que são ligados por um sistema 
cruzado (BIENFAIT, 1995).
Figura 14 – Integração entre cintura escapular e pélvica
Fonte: Getty Images
Este Sistema Cruzado é da forma apresentada a seguir.
20
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Sistema Cruzado Anterior
Neste Sistema, existem duas faixas musculares cobrindo o tronco. Em cada lado, 
quatro músculos se destacam e agem de forma sinérgica:
• Romboide;
• Serrátil anterior;
• Oblíquo externo;
• Oblíquo interno.
O movimento cruzado anterior é uma rotação-látero-flexão-enrolamento do lado 
oposto e são indissociáveis.
Esse sistema traz o membro superior de um lado e o membro inferior do outro 
lado em equilíbrio, sendo uma grande cadeia de rotação, enrolamento e flexão de 
dois membros opostos.
Sistema cruzado anterior e sistema cruzado posterior. Disponível em: https://bit.ly/3aNULNK
Sistema Cruzado Posterior
Este Sistema, diferente do anterior, distancia dois membros opostos entre si, sendo 
uma grande cadeia dinâmica de desenrolamento, rotação e extensão de dois membros 
opostos. É formado pelo latíssimo do dorso e glúteo máximo contralateral.
Importante!
Esses dois sistemas cruzados se equilibram e gestos como andar e lançar são coordenados 
por eles.
Bienfait (1995) estudando esses dois sistemas e entendendo que todos os gestos 
partem de um movimento do tronco, estabelece que se o gesto for de preensão, 
inicia-se pelo Sistema Cruzado Anterior (cadeia descendente) e equilibrado Pelo Sis-
tema Cruzado Posterior. 
Se for a deambulação, ela se inicia pelo Sistema Cruzado Posterior (cadeia ascen-
dente) e equilibrado pelo Sistema Cruzado Anterior.
Entende-se que, na evolução do desenvolvimento motor do homem, a busca pelo 
ortostatismo é constante e essa passagem envolve um desenrolar, um amadure-
cimento de um Sistema Conjuntivo Principal Ântero-Posterior que será auxiliado 
secundariamente por outros sistemas.
21
UNIDADE Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – 
Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento doPaciente
Essa busca fará o corpo encontrar o equilíbrio estável, às vezes, não ideal, mas 
o necessário para a realização das atividades indolores e sem riscos, mesmo que o 
consumo de energia seja demasiado.
Com a evolução da espécie, podemos perceber um desenrolar contínuo para o do 
ortostatismo com uma luta do Sistema Fascial Posterior sobre o anterior, na busca da 
horizontalidade do olhar e do alcance de algumas necessidades.
Mas o ser humano tem mecanismos de defesa e adaptação com a capacidade de 
se mobilizar, tanto ascendente quanto descendentemente, e vai se ajustando às novas 
posturas, mesmo que inadequadas.
Na Fisiologia Muscular, temos as funções dinâmica e estática e os músculos têm 
suas categorias funcionais.
Eles podem ser:
• Dinâmicos: são grandes músculos do movimento e são os dos membros, cons-
tituídos por fibras musculares de comprimento proporcional às amplitudes de 
movimentos;
• Tônicos: são considerados os músculos do equilíbrio e antigravitacionais, equili-
brando as articulações de carga ou suspendendo os segmentos pendulares. São 
fibras musculares curtas;
• Dinâmicos posturais: podem ser considerados músculos da dinâmica, mas 
suas unidades tônicas submetidas a eferências centrais têm uma atividade postu-
ral direcional que prepara o músculo para um gesto preciso e orientado.
Mansour et al. (2019) cita as oito carreiras musculares de Philippe-Emmanuel 
Souchard, mentor do Método Reeducação Postural Global (RPG), sendo duas gran-
des cadeias musculares mestres e seis cadeias musculares estáticas. 
A Seguir, veremos os músculos que compõem essas cadeias:
• Grande cadeia mestre posterior: músculo dorso (tórax e pescoço da região 
posterior, paravertebrais e triângulo occipital), glúteo máximo, pelvitrocanteria-
nos, tríceps sural, isquiotibiais, tibial posterior e poplíteo;
• Grande cadeia mestre anterior: esternocleidomastoideo (ECOM), escalenos, lon-
go do pescoço, diafragma, iliopsoas, fáscia ilíaca, tibial anterior, adutores do quadril;
• Cadeia inspiratória: escalenos, ECOM, músculo do dorso, intercostais, peitoral 
menor, diafragma e o tendão central do diafragma;
• Cadeia anterior do braço: bíceps braquial, coracobraquial, flexores dos dedos, 
pronadores, supinadores, músculos da região tenar (abdutor curto do polegar, fle-
xor curto do polegar, oponente do polegar, adutor do polegar) e hipotênar (palmar 
curto, abdutor do mínimo, flexor curto do mínimo, oponente do mínimo);
• Cadeia anterointerna do ombro: coracobraquial, subescapular, fibras clavicu-
lares do peitoral maior;
• Cadeia superior do ombro: levantador da escápula, trapézio superior, deltoide 
fibras anteriores, peitoral menor;
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• Cadeia anterointerna do quadril: iliopsoas, adutores do quadril;
• Cadeia lateral do quadril: glúteo máximo, piriforme, tensor da fáscia lata, 
músculos fibulares.
Veja as ilustrações das Cadeias. Disponível em: https://bit.ly/3j14GTe
Depois de entendermos todo o funcionamento do corpo humano em cadeias, 
devemos também compreender os encurtamentos e as retrações, pois serão base 
fundamental para a liberação miofascial, na maioria dos desequilíbrios estáticos.
Para Bienfait (1995), as tensões retráteis podem ser responsáveis pelas diversas 
dores permanentes e que são de difícil diagnóstico médico.
Encurtamentos
São entendidos como uma falta de crescimento do conjunto músculo-aponeurótico 
por conta de uma tensão insuficiente dos tecidos durante o crescimento e podem 
ser irreversíveis. 
Esses encurtamentos podem resultar em uma diminuição da amplitude de movi-
mentos e, com isso, podem causar disfunção, podendo ocasionar má postura, dores 
lombares, hérnia de disco e outros que irão reduzir a capacidade de trabalho e levar 
ao envelhecimento sem qualidade.
Retração
Acontece sempre no músculo e nas unidades motoras tônicas, devido à sobrepo-
sição excessiva dos miofilamentos de actina. Diferente do encurtamento, a retração 
pode ser reversível. 
Ao entendermos esses dois conceitos, o objetivo agora é lembrar que, no trata-
mento estático, usaremos as tensões benéficas que são dosadas e controladas con-
forme a localização e objetivo terapêutico, que deve ir até o limite da elasticidade do 
tecido nunca ultrapassando. 
Esses tensionamentos são lentos, progressos e mantidos de 15 a 20 segundos 
para que se consiga a desconexão dos filamentos de actina da miosina nos sarcôme-
ros, que é a técnica das pompages.
Para haver a correção de uma deformidade, devem ser evitadas as compensações e uma 
tensão corretiva sem tensionamento global pode levar a novas compensações sem correção.
Esse tensionamento global é conhecido como “posturas” defendidas por Françoi-
se Mezières, segundo Bienfait (1995). 
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Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
Essas “posturas” colocam sob tensão toda a musculatura posterior (antigravitária). 
Conhecemos, também como, “três esquadros”. 
1º squadra 2º squadra 3º squadra
Figura 15 – Posturas em esquadros
Fonte: Acervo do conteudista
Toda vez que nos deparamos com as deformidades devemos fazer um exame 
estático, que veremos no próximo tópico.
Exame Estático
O primeiro passo é realizar uma anamnese bem minuciosa e, com isso, descartar 
possíveis doenças que possam gerar más posturas: doenças genéticas, neurológicas 
e respiratórias crônicas.
A seguir, uma sequência de exame estático.
Região Pélvica 
Ao fazermos o exame da cintura, devemos fazer a busca por possíveis desequilí-
brios que nunca são primários, que podem ser tanto ascendentes com um desequilí-
brio lombar quanto descendentes, consequência de desequilíbrio de um ou dos dois 
membros inferiores. 
Inicialmente, faremos o exame em pé e só depois iremos comparar ao exame em 
decúbito dorsal:
8. Paciente em pé, posição anatômica, calcanhares afastados de 3 a 5cm e 
pés em abertura de mais ou menos 15 graus, a cabeça deverá estar ereta, 
sem inclinação nem rotação. Terapeuta deve afundar suas mãos bem sobre 
as cristas ilíacas do paciente, apoiando fortemente seus indicadores nes-
sas cristas, olhando para seus dedos e comparando as alturas em que se 
encontram. O terapeuta também poderá se posicionar atrás do paciente;
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Figura 16 – Exame estático da altura das cristas ilíacas
Fonte: Getty Images
9. Outro exame é verifi car se as Espinhas Ilíacas Antero Superior (E.I.A.S.) 
e as Espinhas Ilíacas Póstero Inferior (E.I.P.I.) encontram-se no mesmo 
plano horizontal. Para palpar a E.I.A.S., o terapeuta deverá localizar 
a crista ilíaca com seu indicador anteriormente e levá-lo até a depres-
são existente logo abaixo da crista. A E.I.P.I. é localizada com a ajuda 
do paciente, que deverá colocar seus três dedos sobre a região lombar. 
O terapeuta fi xará seus indicadores superior e inferiormente aos dedos 
do paciente. A localização inferior é a E.I.P.I., e só então comparamos 
a posição da parte anterior e posterior marcadas pelos indicadores do 
terapeuta. Deve haver congruência dos pontos;
Alinhamento da E.I.A.S. e E.I.P.I. Disponível em: https://bit.ly/2G7rhzp
10. Paciente em decúbito dorsal com os membros inferiores estendidos, ve-
rifi car como fi ca a região lombar: retifi cada ou com aumento da lordose 
lombar. Terapeuta deverá fl etir os membros inferiores do paciente, com 
isto a lombar retifi ca na maca.
Figura 17 – Retifi cação da coluna lombar em decúbito dorsal
Fonte: Adaptado de Getty Images
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Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
Membros Inferiores
Paciente em pé, com apoio dos pés totalmente no chão, verificar se ele tem cons-
ciência dos apoios plantares, percebendo se apoia mais um pé do que o outro, mais 
um lado do que outro. Tentar perceber os quatro apoios de cada pé: calcanhar, as 
tuberosidades do calcâneo posteriores interna e externa, na frente, as cabeças do 
primeiro e do quinto metatarso. Depois apoia um pé de cada vez e sente cada apoio.Figura 18 – Posição dos pés
Fonte: Getty Images
Exame do Joelho
Na posição ortostática terapeuta, estando na frente do paciente, examinar a posi-
ção em que se encontram os joelhos: varo ou valgo. Estando o paciente de perfil, o 
joelho poderá estar em recurvatum ou flexão.
Figura 19 – Avaliação estática dos joelhos
Fonte: helpiks.org
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Exame do Tronco
Observar primeiramente a posição dos braços ao lado do corpo, avaliando poste-
riormente o tronco em relação ao quadril.
Figura 20 – Avaliação da postura – A: Vista anterior. B: Vista Posterior. C: Vista Perfi l
Fonte: Adaptado de Getty Images
Terapeuta estando atrás do paciente, pedir para que ele incline o tronco para 
frente. Nesse momento, verifica-se se existe alguma gibosidade em tronco. Se posi-
tivo, é sinal de escoliose.
Figura 21 – Avaliação de escoliose
Fonte: thelewisfoundation.org
Exame da Cintura Escapular
Paciente em pé, terapeuta deverá observar a posição das clavículas e, consequen-
temente, a posição dos ombros.
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Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
Figura 22 – Posição das clavículas e ombros
Fonte: Adaptado de Getty Images
Estando o paciente de costas para o terapeuta, verificar a simetria das escápulas. 
Fazer a marcação com um lápis dermográfico no bordo superior das escápulas e no 
bordo inferior das escápulas.
Figura 23 – Posição das escápulas
Fonte: Adaptado de portaldaeducativa.ms.gov
Após esse exame estático, o profissional consegue estabelecer as técnicas de ten-
sões benéficas mais apropriadas para melhorar o desequilíbrio postural.
Pompages
Segundo Mansour (2019), essa técnica, que age direto no tecido conjuntivo, foi 
criada pelo francês Marcel Bienfait. Promove relaxamento muscular melhorando a 
regeneração muscular e a circulação local. 
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O tensionamento deve ser de forma lenta, regular e progressiva, transmitindo 
tensões mecânicas e um melhor deslizamento sobre os músculos.
A realização da técnica é em três tempos:
• Primeiro tempo (tensionamento do segmento): deve-se aplicar uma tensão 
na área trabalhada como se fosse um alongamento muscular até o limite da 
distensibilidade da fáscia;
• Segundo tempo (manutenção da tensão): deve-se manter a tensão de 15 a 20 
segundos devendo o paciente realizar 3 expirações inibidoras. O fisioterapeuta 
deve sentir o relaxamento dessa tensão durante cada expiração, corrigindo-se a 
cada expiração;
• Terceiro tempo (tempo de retorno): deve-se retornar o segmento corporal 
lentamente à posição inicial para que não cause reflexo contrátil.
Importante!
Vamos apresentar um exemplo de protocolo de aplicação das pompages.
Leia o caso clínico e perceba a sequência das pompages no paciente: paciente 
com 40 anos, durante o período de quarentena, permaneceu por um tempo prolon-
gado em home office na frente do Notebook. Sabemos que nem sempre as instala-
ções para trabalho em casa são adequadas e, por essa razão, causam dor. 
Esse paciente chegou com muita dor na região cervical, com muita tensão em 
ECOM, trapézio superior, entre as escápulas e na região lombar.
A seguir, será realizada a descrição do tratamento usando somente as pompages
mais adequadas para o caso clínico:
• Posicionamento do paciente: em decúbito dorsal, confortável e com os mem-
bros superiores ao longo do corpo;
• Pompage global: para iniciar qualquer tratamento, deve-se aplicar essa pompage, 
pois ela relaxa muitas tensões à distância. Paciente em decúbito dorsal, os membros 
inferiores devem permanecer descruzados e alongados, braços ao longo do corpo, 
palmas das mãos para cima. Terapeuta sentado à cabeceira do paciente sustentará 
a cabeça do paciente com as duas mãos, com a região occipital apoiada nas palmas 
das mãos do terapeuta, os dois polegares apoiados nas têmporas e indicadores nas 
apófises mastoides. Solicitar uma inspiração lenta e durante três expirações, o tera-
peuta fará o tensionamento na região devendo retornar bem lentamente;
• Pompage torácica: mesma posição anterior, terapeuta em pé na cabeceira, 
com as duas mãos, uma sobre a outra, apoiando-se sobre o esterno. Com a re-
gião cárpica da mão inferior apoiada sobre o manúbrio e o dedo médio da mão 
superior prendendo ligeiramente o processo xifoide, o terapeuta deverá entrar 
no ritmo respiratório do paciente e, em seguida, durante a expiração, fará uma 
leve pressão da mão inferior sobre o manúbrio e, na inspiração, uma ligeira 
tração do dedo médio sobre o processo xifoide;
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UNIDADE Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – 
Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
• Pompage cervical: Posição anterior, as mãos do terapeuta deverão estar apoia-
das na região cervical do paciente: região tenar direita sobre C7 e região tenar 
esquerda sobre C1. O tensionamento será afastando as mãos nas três expira-
ções. Voltar à posição inicial lentamente;
• Pompage ECOM: paciente em decúbito dorsal, terapeuta faz uma rotação do 
pescoço do paciente para o lado esquerdo. O terapeuta deverá apoiar a re-
gião tenar de sua mão direita na occipital do paciente mantendo a rotação do 
pescoço e a região cárpica de sua mão esquerda sobre o esterno do paciente. 
O tensionamento será deslizando a mão esquerda em direção caudal;
• Pompage trapézio superior: a mão do terapeuta que apoiará a base do crânio 
será a do mesmo lado do trapézio do paciente. Cruzando os dois antebraços, a 
mão oposta irá apoiar no ombro do paciente. O tensionamento será empurran-
do o ombro para baixo;
• Pompage lombar: paciente em decúbito ventral. Terapeuta apoia sua mão es-
querda na região lombar do paciente e sua mão direita sobre a região dorsal. 
O tensionamento é realizado com o afastamento das duas mãos, que estão cru-
zadas sobre o paciente;
Figura 24 – Pompage lombar
Fonte: Getty Images
• Pompage isquiotibiais: paciente em decúbito dorsal, o membro inferior a ser 
tratado em flexão de quadril. O terapeuta em pé de frente para o paciente. Sua 
mão externa segura a perna oposta do paciente, a mão direita apoiada no tor-
nozelo do paciente. O tensionamento é realizado com a inclinação para frente 
do terapeuta.
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
Pontos-gatilho: uma abordagem concisa
Niel-Asher, S. Pontos-gatilho: uma abordagem concisa. São Paulo: Manole, 
2008. (e-book) 
https://bit.ly/2ZJi3zk
 Vídeos
Liberação Miofascial da Coluna Cervical POMPAGE
https://youtu.be/XMJvcgVdIKI
Técnica de Jones no Tratamento de um Trigger Point 
https://youtu.be/NLDAZnHQwmU 
Fáscia Muscular – Design inteligente ou acidente que deu certo?
https://youtu.be/Ve1tMCXNVZY
 Leitura
Fisioterapia Estática
https://bit.ly/32vWQKN
O Método Mézières ou a revolução na ginástica ortopédica: o manifesto antidesportivo ou a nova 
metodologia de treino
https://bit.ly/2YxGoIx
Pontos-gatilho Miofasciais: Ocorrência e Capacidade de Modulação em Pacientes com Zumbido
ROCHA, C.A.C.B, SANCHEZ, T.G., SIQUEIRA, J. T. T. Pontos-gatilho 
Miofasciais: Ocorrência e Capacidade de Modulação em Pacientes com Zumbido. 
Arq. Int. Otorrinolaringol. / Intl. Arch. Otorhinolaryngol., São Paulo: v.10, n.3, 
p. 210-217, 2006.
https://bit.ly/3iBq2qY
Efectividade da Compressão Isquémica Manual na Abordagem dos Trigger Points 
CLEMENTE, A., BONANÇA, D. RAMOS, G., DUARTE, S., ROBALO, L. 
Efectividade da Compressão Isquémica Manual na Abordagem dos Trigger 
Points. Ifisionline, 3(1)., 2012.
https://bit.ly/2D8hLuc
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UNIDADE Pontos-Gatilho e Oportunidades Terapêuticas – 
Técnicas de Avaliação dos Tecidos e Posicionamento do Paciente
Referências
BIENFAIT, M. Os desequilíbrios estáticos – fisiologia, patologia e tratamento 
fisioterápico. São Paulo: Summus, 1995. 149p.
BUSQUET, L. As cadeias fisiológicas – Tratamento do crânio. 2. ed. São Paulo: 
Manole, 2009. v. 5.
CHAITOW, L. Técnicas Neuromusculares Modernas. São Paulo: Manole, 
2001. 200p.
MANSOUR, N. R. et al. Terapias Manuais. PortoAlegre: SAGAH, 2019. (e-book)
MYERS, T. W. Trilhos anatômicos: meridianos miofasciais para terapeutas manuais 
e do movimento. 3ª ed. São Paulo: Manole, 2016.
NIEL-ASHER, S. Pontos-Gatilho: uma abordagem concisa. São Paulo: Manole, 
2008. (e-book)
SCHLEIP, R. Fáscia no esporte e no movimento. Barueri: Manole, 2020. 
320p. (e-book).
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