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DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO NA ERA DIGITAL

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' 10.37885/231014879
09
OS DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO NA ERA 
DIGITAL E SEU IMPACTO NAS RELAÇÕES 
SOCIAIS: PRAGMÁTICAS DA 
COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA
Yuri Leite Brandão
Faculdade Anhanguera de Brasília
Heron Flores Nogueira
Faculdade Anhanguera de Brasília
Rafael Gonçalves Campolino
Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires 
Lucia Henriques Sallorenzo
Faculdade Anhanguera de Brasília
Aldenira Barbosa Cavalcante
Centro Universitário Projeção
Giulia Natália Santos Mendonça
Faculdade Anhanguera de Brasília
Rachel de Oliveira Rabelo
Faculdade Anhanguera de Brasília
Gregório Otto Bento de Oliveira
Faculdade Anhanguera de Brasília
Marina Mendonça Leite
Faculdade Anhanguera de Brasília
Luciene Alves dos Santos Silva
Faculdade Anhanguera de Brasília
https://dx.doi.org/10.37885/231014879
134
Saúde Mental: interfaces, desafios e cuidados em pesquisa
RESUMO 
A comunicação, ao longo da história, tem passado por mudanças importan-
tes no tange as relações humanas. A linguagem permitiu a transmissão de 
conhecimento e o desenvolvimento das civilizações. Inicialmente, utilizava-se 
gestos como formas de comunicação. Este meio torna-se secundário nos dias 
de hoje, desempenhando importante função na expressão de emoções e senti-
mentos. A linguagem assume um papel de conectar pessoas, revelando afetos, 
uma vez que, a comunicação depende dos órgãos sensoriais como receptáculo, 
numa relação com o ambiente e as pessoas, propiciando o desenvolvimento da 
fala e posteriormente a criação de símbolos, que permitiram a evolução para a 
comunicação virtual. No entanto, alguns elementos essenciais desse processo, 
intitulados de axiomas da comunicação, são perdidos no ciberespaço, resul-
tando em conflitos gerados pelos ruídos nas interpretações das mensagens. Já a 
cultura, responsável por gerar influências, ao qual participa ativamente esta-
belecendo normas e valores que moldam comportamentos humanos, também 
sofre interferência dessa mudança resultando em uma nova entidade chamada: 
cibercultura. Por consequência, o ciberespaço oferece aos usuários as redes 
sociais, culminando em uma hiperconectividade, que levanta desafios sobre 
os malefícios dessa adaptação abrupta, como o ghosting, o breadcrumbs e o 
Ciberostracismo. Efeitos esses que, só são possíveis diante esta nova realidade. 
Considerando a relação entre os construtos psicológicos, a constituição biológica, 
as experiências individuais e a (ciber) cultura, as influências de filósofos como 
Byung Chul-Han, Zygmunt Bauman e Immanuel Kant, ajudara na reflexão sobre 
o significado subjetivo (aparências) das “coisas em si” e os fenômenos, em con-
sonância com a Comunicação Não Violenta, visando amenizar seus sintomas. 
Palavras-chave: Comunicação, Ghosting, Breadcrumbing, Cibercultura, 
Comunicação Não-Violenta.
135
ISBN978-65-5360-482-7 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br
INTRODUÇÃO 
A espécie humana data de 300mil anos. Ao longo das especulações sobre 
as origens da humanidade, um dos fatores mais relevantes é, sem sobra de 
dúvida, a comunicação. Afinal, é através dela que diversas evoluções tecnoló-
gicas foram possíveis. Cabe aqui ressaltar a etimologia da palavra “tecnologia”, 
oriunda do grego, em que, “tekhne”, significa “técnica, arte, ofício”, agregado ao 
sufixo “logia”, que significa “estudo”. 
Logo, o termo tão utilizado na atualidade, também faz menção à época 
em que tanto a eletricidade quanto a comunicação, sequer, faziam parte do 
cotidiano dos envolvidos. Como resultado de um longo processo evolutivo, 
conhecido como hominização, o qual é responsável por fatores hereditários, 
desencadeados por questões fisiológicas durante o processo de evolução, o 
bipedismo acarretou no uso livre das mãos, levando a baixa exigência do uso 
da mandíbula, propiciando o desenvolvimento do crânio e assim possibilitando 
o aumentando de volume de massa encefálica e de suas faculdades mentais. 
Com o espaço de tempo cada vez mais curto entre as evoluções, hoje é possível 
usufruir de diversas formas de comunicação. 
Nesse contexto, a principal ferramenta de comunicação na atualidade 
(internet), exclui alguns elementos importantes desse processo, impedindo que 
a troca de informações entre os interlocutores, seja decodificada de forma com-
pleta, a depender de fatores sensoriais, como a comunicação não-verbal, uma 
vez que ambos não compartilham o mesmo ambiente e estímulos. Ao longo da 
história, diversos pensadores se propuseram a explicar questões existenciais, 
através de métodos e esquemas sobre os processos cognitivos. Boa parte dessas 
contribuições vieram da Filosofia e perduram até os dias atuais. 
Assim, após o advento da Internet, o conceito de cibercultura surge numa 
tentativa de investigar o impacto dessa nova tecnologia, atrelada a comunica-
ção humana. Há muitos conflitos gerados por essa nova forma de interação, 
considerando o curto espaço de tempo de sua implementação, seu contexto 
e o processo evolutivo-histórico da raça humana. Conflito esse que, diante a 
diversos estímulos, gerados pela facilidade de conexão que, muitas vezes são 
setorizados pelo usuário, com fins de identificação/pertencimento, inibindo as 
relações interpessoais. 
136
Saúde Mental: interfaces, desafios e cuidados em pesquisa
Devido a possibilidade de controlar questões antes inalcançáveis, os usuá-
rios têm se tornado cada vez menos tolerantes às diferenças e mais propensos 
a buscar autoconceitos, voltando-se apenas para questões do âmbito pessoal, 
afetando diretamente os interesses coletivos e, consequentemente, impelindo 
pessoas a serem menos sociáveis e propensas ao adoecimento mental. Parte 
desses conflitos podem ser amenizados junto a técnicas da Comunicação Não-
-Violenta, que busca a troca de informações sem julgamentos, considerando as 
necessidades e sentimentos alheios sem nenhum juízo de valores. Diante dos 
novos avanços tecnológicos, como amenizar os impactos dessas influências ao 
lidar com a vasta gama de relações, compiladas em uma única “realidade virtual”, 
considerando as diversas nuances de comportamentos e ajustamentos sociais? 
De forma abrupta, sem que houvesse uma elaboração individual coesa, das 
novas formas de comunicação, a humanidade foi se adequando, a medida em 
que os avanços tecnológicos emergiam e, com isso, trazendo transtornos àqueles 
que não acompanham essa transição. Afinal, toda interação envolve um contexto. 
Agimos de formas adaptativas a depender do ambiente, das pessoas, 
além do sistema sensorial que filtra nossa percepção de mundo. Qualquer 
alteração desses fatores influenciará diretamente na forma como nos apresen-
tamos. Mediante a universalização dessas zonas proximais, junto à internet, os 
sujeitos se veem na condição de buscar maneiras, também universalizadas, de 
suas subjetividades. Afinal, como seres sociáveis, há uma necessidade inata 
de pertencimento. 
No entanto, “abrir mão” das singularidades, diante ao mundo virtual, tem 
transformado a sociedade, antes vista como disciplinar por Foucault, em uma 
sociedade do desempenho como bem explicou Han (2015). Hoje os indivíduos 
exploram, de forma exacerbadas, suas capacidades e aptidões. Boa parte do 
clássico Manual Diagnóstico de Doenças Mentais (DSM-5) apresenta critérios 
que corroboram com uma desconexão pessoal, associado as expectativas 
sociais, resultando em inadequação e, consequentemente, adoecimentos 
psíquicos. Para explicitar algumas dessas inconformidades, procurarei aqui 
apresentar, de forma linear, algumas contribuições biológicas, acadêmicas e 
filosóficas sobre o tema, com o intuito de trazer a luz do conhecimento, fatores 
que nos atravessam, mas que, em muitos casos, passam despercebidos. Há a 
concepção de que as coisas complexas se apresentam pelo acúmulo de coisas 
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ISBN978-65-5360-482-7 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br
simples – mal resolvidas – neste caso. Com isso, dissecar este movimento cole-
tivo e impensado, requer uma investigação cuidadosa.Proposto, então, discutir as variáveis que envolvem as relações humanas 
em uma perspectiva inata como: emoções, sentimentos e fatores biopsicosso-
cioculturais, numa tentativa de pormenorizar as nuances que geram conflitos 
nas relações, a partir de uma nova forma de comunicação, que incitam a uni-
versalização de comportamentos, promovendo uma positividade tóxica àqueles 
que não tiverem manejo e conhecimento dos fatos, compreendendo a evolução 
da comunicação, correlacionando fatores biológicos que contribuem para a 
mesma, a fim de explorar teorias filosóficas que embasam e justificam as sub-
jetividades, assim como conceitos sobre a realidade, na tentativa de esclarecer 
os impactos já apresentados pela cibercultura, esmiuçando possibilidades de 
manejo dentro da Comunicação Não Violenta. 
HOMINIZAÇÃO E LINGUAGEM 
Nos primórdios da era pré-histórica, ainda nômades e rudimentares, os 
paleolíticos tinham objetivos inatos de sobrevivência. Sua comunicação escassa 
era constituída de gestos, balbuciados e grunhidos que herdamos como forma 
secundária de comunicação não-verbal. O convívio coletivo atribuía necessi-
dades básicas, como a alimentação. Uma vez bípedes (Homo Erectus, Homo 
Ergaster), somado ao domínio do fogo, há cerca de 1,8 milhões de anos, o uso 
livre das mãos, tornara a busca por alimentos cada vez mais eficientes, através 
de instrumentos elaborados manualmente. 
De acordo com Harari (2018, p.18), “graças às bênçãos do fogo, eles 
tinham mandíbulas e dentes menores que seus ancestrais, ao passo que tinham 
cérebros enormes, iguais os nossos em tamanho”. Outras importantes formas de 
interação foram implementadas a comunicação, considerando a expressão de 
emoções (fisiológicas), sentimentos (racional), alertas de perigo, dentre outros, 
que corroboraram para a evolução oral. 
138
Saúde Mental: interfaces, desafios e cuidados em pesquisa
Nos mitos hermenêuticos, há, ainda, traços de cosmogonias que 
devem ter se formado em tempos primitivos, durante o frágil e longo 
passo da antropogênese. Quando os humanos se empenharam – de 
fracasso em fracasso e de extinção em extinção – no que nenhuma 
outra espécie havia tentado: – con-vencer a (vencer-com, não 
vencer a) Natureza; – mas, sobretudo, em convencer-se (vencer 
a eles mesmos) contra o impulso de recair, para sobreviver, na 
animalidade (SERRANO, 2009, p. 15).
Com o passar dos anos, a humanidade veio adquirindo e acumulando 
recursos primordiais para sobrevivência que permanecem replicados de forma 
transgeracional. Esse processo é conhecido como hominização, um processo 
biológico que durou milhares de anos, resultando no que se conhece hoje, onde: 
A linguagem permitiu que a humanidade conseguisse transmitir 
o conhecimento adquirido, aperfeiçoando a forma de apreender 
o mundo pelas primeiras comunidades. Alguns séculos mais 
tarde, a linguagem teve seus sons codificados em símbolos, e 
posteriormente em alfabetos. Com a criação desta nova convenção, 
teve início a civilização como a conhecemos hoje. (RECUERO, 
2000 apud BARROS; SOUZA; TEIXEIRA, 2020, p. 6). 
É preciso considerando os fatores biológicos. Isso porque a forma de 
comunicação inata se dá pelos órgãos sensoriais. Segundo Goldstein (2010), 
citado por Dalgalarrondo (2019). Todas as informações do ambiente, neces-
sárias à sobrevivência do indivíduo, chegam até o organismo por meio das 
sensações. Os diferentes estímulos físicos, tais como luz, som, calor, pressão, 
entre outros, ou, químicos, como as substâncias com sabor ou odor, estímulos 
sobre as mucosas e a pele; agem sobre os órgãos dos sentidos, estimulando 
os diversos receptores e, assim, produzindo as sensações. O ambiente fornece 
constantemente informações sensoriais ao organismo, que, por intermédio delas, 
se autorregula e organiza suas ações, voltadas à sobrevivência ou à interação 
com o mundo, com as outras pessoas. 
A espécie humana adquiriu a habilidade da fala através da observação 
e seus simbolismos – semiologia –. O encéfalo humano é provido de intencio-
nalidades que busca autorregulação e equilíbrio, conhecido como homeos-
tase. Ou seja, uma forma de organizar as informações, internas e externas, sem 
que haja prejuízo. Atrelado a essa função, a mente humana busca dar sentido 
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lógico a todos os elementos apresentados, captando, processando e apreen-
dendo as informações adquirida, uma vez que o acúmulo dessas informações 
precisa ser funcional. A compreensão lógica desses elementos requer meios 
de interação, em que: 
No processo de comunicação há aquele que transmitirá, podendo 
ser chamado de emissor e aquele que receberá a mensagem ou 
informação que se quer transmitir, chamado de receptor e, toda 
a comunicação deverá fluir por um meio que será utilizado para 
fazer com que a ideia ou mensagem chegue até o seu destinatário 
e seja entendida. (BARROS; SOUZA; TEIXEIRA, 2020, p. 2) 
Na atualidade, parte desses elementos essenciais, para a comunicação 
virtual, se perdem, devido à ausência de elementos relevantes para a decodi-
ficação das mensagens, como os gestos, tons de voz, a zona proximal, os estí-
mulos ambientais, dentre outros, conhecido como: Comunicação Não-Verbal. 
Logo, “por estar sob menor controle intencional, a Comunicação Não-Verbal 
é considerada um sistema comunicacional mais espontâneo e sincero que o 
verbal (Dalgalarrondo, 2019). Alguns mitos vinculados a Teoria da comunicação 
(7-38-55), desenvolvida pelo Psicólogo e Engenheiro Albert Mehrabian, podem 
descontextualizar a compreensão de sua abordagem se não considerado a 
harmonia entre a Comunicação Não-Verbal e a Comunicação Verbal, onde, 
“55% dos casos o julgamento do ouvinte sobre os sentimentos reais do falante 
é baseado na expressão facial (ou outra linguagem corporal), em 38% dos casos 
é baseado no tom de voz, e apenas em 7% dos casos é baseado nas próprias 
palavras (Herb, 1999). Os estudos tinham objetivo de compreender como as 
emoções afetam a comunicação, e nada além disso. Ainda assim, estudo rela-
cionados a Linguagem Não-Verbal apresentam 5 tipos de sinais consideráveis: 
fisiognomia (aparência, cultural), cinésia (gesticulação, postura), proxêmica 
(espaço pessoal e social), paralinguística (tons de voz) e tacênica (relacionados 
ao toque, como o aperto de mãos, também cultural). 
Ambos os tópicos apresentados anteriormente corroboram com os 
axiomas da comunicação de Watzlawick e Jackson (1967). Nesse sentido, os 
axiomas da comunicação fornecem uma estrutura teórica mais ampla para 
entender a comunicação humana em geral, enquanto a comunicação não-verbal 
é uma área de estudo específica que se concentra nos aspectos não-verbais da 
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Saúde Mental: interfaces, desafios e cuidados em pesquisa
comunicação. Embora compartilhem a noção de interdependência e a importân-
cia do contexto, diferem em termos de escopo e foco. Logo, mesmo recebendo 
os mesmos estímulos externos, a forma de processamento interna dependerá 
de uma complexa rede de fatores subjetivos e emocionais. 
CONSTRUTOS PSICOLÓGICOS 
Desde a idade antiga, com Sócrates, Platão e Aristóteles, questões rela-
cionadas ao significado subjetivo das coisas ganharam notoriedade. Precur-
sores do pensamento crítico, ambos promoveram inúmeras reflexões ao longo 
da história, influenciando filósofos da Modernidade, no que tange as formas 
de processamento individual, como Immanuel Kant – séc. XVIII – em “a crítica 
da razão pura”. 
O conceito de realidade consiste em um senso comum, ao qual não há 
uma única versão sobre ela. São considerados ao menos três espectros basilares 
sobre o tema, na filosofia, na psicologia e na ciência, onde: para a filosofia, no 
sentido idealista, a realidade é construída pela mente e que não há uma reali-
dade objetiva além das percepções individuais; para a psicologia, a realidade 
é frequentemente considerada como a percepção e interpretação que cada 
pessoa tem do mundo ao seu redor. 
Através dos sentidos,os indivíduos recebem estímulos do ambiente e 
constroem uma representação interna da realidade. No entanto, essa represen-
tação pode ser influenciada por fatores como emoções, crenças, expectativas 
e experiências anteriores; já para a Ciência, a realidade é frequentemente 
abordada como o conjunto de leis naturais e princípios que governam o uni-
verso e podem ser investigados por meio de métodos empíricos e observação 
sistemática. Kant buscou associar os conceitos racionalistas e empiristas, sendo 
assim, considerado como o fundador do Criticismo. O Idealismo transcendental 
é um sistema filosófico kantiano, onde o conhecimento só é possível através da 
sensibilidade e experiência, explica: 
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Assim, intuição e conceitos constituem os elementos de todo o 
nosso conhecimento, de tal sorte que nem conceitos sem intuição, 
que de qualquer modo lhes corresponda, nem uma intuição sem 
conceitos podem fornecer um conhecimento. Estes dois elementos 
são puros ou empíricos. Empíricos quando a sensação – que 
pressupõe a presença real do objeto – está neles contida. Puros, 
quando nenhuma sensação se mistura à representação. A sensação 
pode ser denominada “matéria do conhecimento sensível”. Por isso 
que a intuição pura contém apenas a forma em que algo é intuído. 
O conceito puro contém somente a forma do pensamento de um 
objeto em geral. Tão-somente as intuições ou conceitos puros são 
possíveis a priori. Os empíricos só a posteriori. (KANT, 2004, p. 89). 
Noutras palavras, é preciso considerar a cultura que rege determinadas 
civilizações, as quais as subjetividades deram espaço a ordenamentos que 
beneficiem o coletivo, tão bem conhecido como costumes, moral, leis, a fim 
de impor limites que permitem controlar os indivíduos de forma passional 
e docilizada. De acordo com Dalgalarrondo (2019), “o ser humano deve ser 
compreendido em suas duas dimensões básicas: sua constituição, seu fun-
cionamento biológico (natureza) e o conjunto de experiências interpessoais; e 
sua história e o contexto social no qual vive e foi formado (cultura)”, para que 
possamos avaliar critérios diagnósticos. Denominado imperativo categórico, 
sugere Kant (1964, p.83), “procede apenas segundo aquela máxima, em virtude 
da qual podes querer ao mesmo tempo que ela se torne em lei universal”, em 
que a moral deve seguir conceitos Éticos. 
Na prática, os engessamentos culturais têm efeitos negativos, se con-
siderado que a justiça é feita pelos homens. Homens esses, resultados de um 
mesmo sistema cerceador de subjetividades. O filósofo sul-coreano Byung-Chul 
Han (2015, p. 24), entende que “a sociedade disciplinar é uma sociedade da 
negatividade. É determinada pela negatividade da proibição. O verbo modal, 
negativo que a domina, é o não ter direito, [...] a negatividade da coerção” ao 
qual o autor parafraseia Foucault. 
INFLUÊNCIA DA CIBERCULTURA 
Não seria possível elaborar critérios diagnósticos do DSM-5, sem consi-
derar a prevalência da cultura. De acordo com o DSM-5, Manual Diagnóstico e 
142
Saúde Mental: interfaces, desafios e cuidados em pesquisa
Estatístico de Transtornos Mentais, a cultura será prevalente diante qualquer 
diagnóstico. Isto porque os: 
Transtornos mentais são definidos em relação a normas e valores 
culturais, sociais e familiares. A cultura proporciona estruturas 
de interpretação que moldam a experiência e a expressão de 
sintomas, sinais e comportamentos que são os critérios para o 
diagnóstico. A cultura é transmitida, revisada e recriada dentro 
da família e de outros sistemas sociais e instituições. A avaliação 
diagnóstica, portanto, deve considerar se as experiências, os 
sintomas e os comportamentos de um indivíduo diferem das 
normas socioculturais e conduzem a dificuldades de adaptação nas 
culturas de origem e em contextos sociais ou familiares específicos 
(American Psychiatric Association, 2014, p. 14). 
Atualmente, lida-se com um novo meio de comunicação bastante abran-
gente, em termos de territorialidade, a internet. Logo, o conceito de Cibercultura, 
é desenvolvido pelo também filósofo Pierre Lévy, que acreditava nos benefícios 
desse novo modelo de comunicação, não deixando de considerar os pontos 
negativos que a envolvem. Segundo Lévy: 
A hipótese que levanto é a de que a cibercultura leva a compreensão 
das mensagens de volta a seu contexto, como ocorria nas sociedades 
orais, mas em outra escala, em uma órbita completamente diferente. 
A nova universalidade não depende mais da autossuficiência dos 
textos, de uma fixação e de uma independência das significações. 
Ela se constrói e se estende por meio da interconexão das 
mensagens entre si, por meio de sua vinculação, permanente com 
as comunidades virtuais em criação, que lhe dão sentidos variados 
em uma renovação permanente (LÉVY, 1999, p.14, negrito nosso).
Apesar dos benefícios apresentados, deve-se considerar o período 
histórico desta transição entre as zonas de comunicação (espaço físico e/
para ciberespaço), as culturas que a envolvem (Internet = interconexão global, 
as quais amplificam as referências de ser no mundo, se comparada as zonas 
proximais do espaço físico) e seus efeitos durante o processo de adaptação 
de novos hábitos. 
Elementos importantes da comunicação, como a comunicação não-verbal, 
inexistem no ciberespaço (não até a edição deste trabalho), como no meta-
verso, que começa a ganhar espaço na atualidade. Condicionados, até aqui, a 
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decodificador às diversas formas de linguagens simultaneamente, quando com-
partilhado o mesmo espaço físico, através dos órgãos dos sentidos. A ausência 
dessas percepções, atrelada a falta de experiência neste novo ambiente, geram 
mecanismos internos de ajustamento que podem ser prejudiciais. 
Para isso, Byung-Chul Han apresentou o conceito de “violência neural”, 
para explicar as consequências geradas pela cibercultura, onde os indivíduos 
passam a sofrer, não somente pela padronização dos costumes sociais, hoje 
ainda mais condicionados através da internet, como, principalmente, pela exa-
cerbada dedicação à falsa sensação de liberdade, quanto as escolhas do que 
considera-se benéfico. 
Com isso, os usuários têm buscado se relacionar apenas com o que se 
identificam, excluindo, bloqueando, silenciando, quaisquer estímulos aversivos, 
sejam pessoas, ambientes, acarretando em uma positividade tóxica. Explica: 
A violência neuronal não parte mais de uma negatividade estranha 
ao sistema. É antes uma violência sistêmica, isto é, uma violência 
imanente ao sistema. Tanto a depressão quanto o TDAH ou o 
Síndrome de Burnout (SB), apontam para um excesso de positividade. 
A SB e uma queima do eu por superaquecimento, devido a um 
excesso de igual. O hiper da hiperatividade não é uma categoria 
imunológica. Representa apenas uma massificação do positivo 
(HAN, 2015, p. 20-21). 
Han faz analogias com fatores biológicos, para exemplificar que os 
excessos podem acarretar disfuncionalidades, assim como nos micro-orga-
nismos. As novas formas de interação vêm provocando efeitos colaterais nos 
usuários, sem que haja espaço-tempo para elaboração. Isso porque os avanços 
tecnológicos seguem em uma velocidade antes nunca vista, afetando diretamente 
as formas de relações e provocando uma individualização, como diz Bauman: 
Não se engane: agora, como antes — tanto no estágio leve e fluido 
da modernidade quanto no sólido e pesado —, a individualização é 
uma fatalidade, não uma escolha. Na terra da liberdade individual 
de escolher, a opção de escapar à individualização e de se recusar 
a participar do jogo da individualização está decididamente fora 
da jogada (BAUMAN, 2001, p. 40). 
144
Saúde Mental: interfaces, desafios e cuidados em pesquisa
A sutil ilusão de controle, estimulada pelo excesso do “positivo”, prejudica 
a interação social que moldam as interações, cada vez menos éticas,no sentido 
kantiano, desconsiderando os aprendizados decorrentes das falhas humanas, que 
regem os pensamentos socializadores precedentes, incitando o perfeccionismo, 
evitando conflitos, discussões e debates que auxiliam na formação do caráter. 
E M P R É S T I M O S L I N G U Í S T I C O S : B R E A D C R U M B S , 
CIBEROSTRACISMO E GHOSTING 
Atualmente, desde 2015, o termo ghosting tem sido utilizado para descrever 
um comportamento hostil, bastante conhecido dentro da comunicação, como 
explicado por Cardoso Júnior e Wahba (2022, p. 3), que revela que o termo pode 
ser “entendido como o término de um relacionamento sem explicação para o 
parceiro, cortando a comunicação abruptamente ou utilizando outras estraté-
gias como deixá-lo sem resposta para mensagens eletrônicas ou mudando o 
número de telefone”.
Os estudos mostram que “sofrer ghosting dói – e muito. Já se sabe que 
a rejeição ativa o córtex cingulado anterior, região do cérebro responsável pela 
dor física. Isso vale para diferentes tipos de rejeição social [...]”. Há, também, um 
outro comportamento similar ao ghosting, conhecido como breadcrumbs, que se 
caracteriza, segundo o dicionário de Cambridge (2021), como “pedaços muito 
pequenos de pão seco”. Ou seja, não há intenção de levar assuntos adiante, 
mas buscam atenção sem responsabilidade afetiva. Os flertes servem para 
manter a pessoa interessada, mas nada além disso. Efeitos esse que acometem 
indivíduos, tanto no mundo real quando no virtual. Algo muito relacionado ao 
“ostracismo”, advindo de punições utilizadas na Grécia antiga, onde o indivíduo 
sofria sanções devido a comportamentos incompatíveis com a sociedade. Surge, 
então, o termo “ciberostracismo”, considerado um neologismo a se considerar 
o prefixo, para exemplificar as nuances dessas novas formas prejudiciais de 
interação. De acordo com Navarro et al. (2020) “A pesquisa descobriu que ser 
ignorado na Internet (Ciberostracismo), está relacionado a sofrimento psicoló-
gico, desregulação emocional, solidão, tristeza e ansiedade”. O cérebro humano 
está condicionado a fazer análises do ambiente, a fim de regular pensamentos/
https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1102693108
https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1102693108
https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1102693108
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ISBN978-65-5360-482-7 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br
comportamentos/emoções. A ausência de interação repentina, injustificada, 
gera questionamento plausíveis voltados a culpabilidade. 
As relações interpessoais são basilares na construção da personalidade, 
uma vez que as interações sociais servem como termômetro moral e ético, 
interferindo diretamente na saúde mental, bem-estar e longevidade. Ou seja, “a 
personalidade é um conceito fictício que não pode ser separado das interações 
interpessoais; portanto, o único aspecto da personalidade que pode ser visto em 
ação é a conduta interpessoal” (Sullivan apud Petric, 2023). Há muitos pontos a 
se considerar quando se fala em relações humanas. Algumas técnicas voltadas 
para a compreensão mútua e respeitosa dos indivíduos, podem ser aplicadas, 
amenizando seus efeitos. 
MANEJO 
Para lidar com esses conflitos, a utilização de técnicas da Comunicação 
Não Violenta (CNV), criadas pela Psicólogo Marshall Rosenberg, e fortemente 
influenciada pela Cultura da Paz, permite que os interlocutores interajam consi-
derando as subjetividades e necessidades dos envolvidos, sejam eles o emissor 
ou o receptor da mensagem. 
A CNV nos ajuda a nos ligarmos uns aos outros e a nós mesmos, 
possibilitando que nossa compaixão natural floresça. Ela nos guia 
no processo de reformular a maneira pela qual nos expressamos e 
escutamos os outros, mediante a concentração em quatro áreas: 
o que observamos, o que sentimos, do que necessitamos, e o que 
pedimos para enriquecer nossa vida (ROSENBERG, 2006, p.24). 
A CNV é baseada em princípios humanísticos e tem como objetivo criar 
conexões autênticas e satisfatórias entre as pessoas, buscando evitar o uso de 
julgamentos, críticas e acusações, que podem levar a conflitos e distanciamento 
emocional. Em vez disso, a ênfase é colocada na expressão de sentimentos 
genuínos e na escuta empática das emoções e necessidades do outro, apli-
cável em diversas áreas da vida, como relacionamentos interpessoais, família, 
trabalho e até mesmo na resolução de conflitos em níveis mais amplos, como 
grupos sociais e comunidades.
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Saúde Mental: interfaces, desafios e cuidados em pesquisa
Ela oferece um caminho para uma comunicação mais consciente, empá-
tica e eficaz, contribuindo para a construção de uma sociedade mais pacífica 
e harmoniosa. Com isso, busca-se um entendimento mútuo na melhoria das 
relações que beneficiam a todos. Apesar da agressividade humana inata, decor-
rente dos instintos de sobrevivência na pré-história, o elemento que diferencia 
a espécie humana é justamente a possibilidade se questionar sobre suas ações 
e habilidade cognitiva, permitindo prever as consequências de seus atos e 
considerando a comunicação não-verbal como precursora de sua evolução. 
CONCLUSÃO 
A comunicação desempenhou um papel fundamental na evolução da 
espécie humana, possibilitando o desenvolvimento de tecnologias ao longo da 
história. A internet, como a principal ferramenta de comunicação atual, tem suas 
limitações, pois exclui elementos importantes como a comunicação não-verbal. 
Isso pode afetar a troca de informações e prejudicar as relações interpessoais. 
A cibercultura, resultante do advento da internet, gera conflitos e impacta 
as relações sociais, levando as pessoas a se voltarem para questões pessoais, 
de forma a desregular, diminuindo a sociabilidade. Nesse contexto, a Comuni-
cação Não-Violenta, pode ajudar a amenizar os conflitos ao promover a troca de 
informações sem julgamentos. Revela-se necessário lidar com os impactos das 
novas formas de comunicação, na “realidade virtual”, ao considerar as diversas 
nuances de comportamentos e ajustamentos sociais. 
É importante considerar uma investigação cuidadosa das variáveis que 
envolvem as relações humanas, como emoções, sentimentos e fatores biop-
sicossocioculturais, além de explorar teorias filosóficas, para compreender os 
impactos da cibercultura e buscar maneiras de lidar com eles. 
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