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UNIVERSIDADE ÓSCAR RIBAS
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROMECÂNICA
TRABALHO DE FIM DE CURSO DA LICENCIATURA EM
ENGENHARIA ELECTROMECÂNICA
“APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE ÓLEO, POR MEIO DA ESPECTOMETRIA E ANALISE DE VISCOSIDADE, PARA REDUZIR FALHAS NAS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS”
Trabalho de Fim de Curso elaborado por:
António Vunge da Costa 20171105
Jorge de Sousa Caculo	20170224
Luanda, 2023-2024
FACULDADE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENSINO E INVESTIGAÇÂO DE ENGENHARIA ELECTROMECÂNICA
O Estudante 
____________________________________
António Vunge da Costa 
O Estudante 
____________________________________
Jorge de Sousa Caculo 
Trabalho de fim de curso apresentado à Universidade como parte do requisito parcial para obtenção do grau de licenciado orientado pelo professor Lic. Fortunato Figueira.
Luanda 2023-24
DECLARAÇÃO DE AUTORIA
Declaramos que este trabalho da unidade curricular, é resultado de uma investigação cujo seu conteúdo é original em conformidade com as fontes consultadas.
O Orientador
____________________________________
Lic. Fortunato A. Figueira
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho aos meus pais pelas lutas constantes que tiveram dia após dia, e pelo apoio incondicional.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradeço a Deus, pelo dom gratuito da vida, força, sabedoria e inteligência que me concedeu ao longo da formação.
A Universidade Óscar Ribas pela formação, a todos os docentes do curso de Engenharia Eletromecânica, em especial o docente Fortunato Figueira, nosso tutor. Muito obrigado!
EPÍGRAFE
“O segredo para se viver em simplicidade e humildade, está intimamente relacionado com a maneira que olhamos para as pessoas, e para tudo a nossa volta ".
Walt Disney
RESUMO
A análise de óleo lubrificante aplicada em uma indústria faz parte do processo de manutenção e desempenha um papel fundamental. Grande parte dos equipamentos utilizados na mineração necessitam de lubrificação para desempenhar suas funções. Apesar da lubrificação ser de extrema importância para garantir o pleno funcionamento dos equipamentos, muitas empresas, por desconhecimento dos benefícios que se pode obter ao buscar os requisitos da gestão dos lubrificantes, tendem a negligenciar essa forma de manutenção. O trabalho desempenha um papel de extrema importância dentro de uma indústria de mineração, que é o gerenciamento dos óleos lubrificantes em determinadas áreas e equipamentos. O objectivo é apresentar o conceito sobre a lubrificação industrial e sua gestão, expondo as diretrizes e procedimentos básicos para realização das análises dos óleos lubrificantes, elaborando um conceito sobre seus efeitos na manutenção preventiva e preditiva dos activos. Abordaremos a análise de óleo e seus rendimentos utilizando distintos equipamentos, avaliando o desempenho e confiabilidade. A organização pode aumentar o desempenho da produção e auxiliar na redução de custos do produto. Por fim, fica constatado a importância dos procedimentos de coleta e análise do óleo, que fazem parte do rol de ferramentas da manutenção preventiva e preditiva, e, assim como um exame de sangue, as análises de óleo lubrificante transmitem dados essenciais sobre a integridade dos activos. Sempre que um lubrificante é avaliado, consequentemente é avaliado o equipamento atrelado a ele. A motivação da realização desse trabalho está relacionada diretamente com o cotidiano do autor como profissional da área industrial.
Palavras-chave: Análise de óleo, Lubrificantes, Manutenção.
ABSTRACT
Lubricating oil analysis applied in a mining industry is part of the maintenance process and plays a key role. Much of the equipment used in mining requires lubrication to perform its functions. Although lubrication is of extreme importance to ensure the full functioning of the equipment, many companies, due to unawareness of the benefits that can be obtained by pursuing the requirements of lubricant management, tend to neglect this form of maintenance. The work performs a very important role within a mining industry, which is the management of lubricating oils in certain areas and equipment. The objective is to present the concept of industrial lubrication and its management, exposing the guidelines and basic procedures for conducting analyses of lubricating oils, elaborating a concept of its effects on the preventive and predictive maintenance of assets. Some oil analyses and their yields using different equipment will be addressed, evaluating the performance and reliability. The organization can increase production performance and help reduce product costs. Finally, the importance of oil collection and analysis procedures are part of the preventive and predictive maintenance tools, and just like a blood test, lube oil analysis transmits essential data about the integrity of the assets. Whenever the lubricant is evaluated, it is also the equipment that is connected to it. The motivation for this work is directly related to the author's daily life as a professional in the industrial area. 
Keywords: Oil analysis, Lubricants, Maintenance
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
	API
	 Instituto Americano de Petróleo
	SAE
	 Sociedade dos Engenheiros Automotivos
	TAN
	 Número ácido total
	TBN
	 Número básico total
	LARGE : L
	 Maior do que 5 microns
	SMALL : S
	 Menor ou igual a 5 microns
	ANP
	 Agência Nacional de Petróleo 
	ILSAC
	 Comitê internacional de padronização de lubrificantes
	ACEA
	 Associação europeia de fabricantes de automóveis
	DPF
	 Filtro de partículas diesel
	EP
	 Extrema pressão
	MAX
	 Máximo
	MIN
	 Mínimo
LSTA DE FIGURAS
Figura 1Classificação API - Motores à Combustão Interna (Gasolina)	24
Figura 2Classificação API - Motores à Diesel	24
Figura 8 Titulador Automático TBN e TAN	31
Figura 9 Viscosímetro	33
Figura 10 Equipamento para Determinar Ponto de Fulgor	34
Figura 11Interpretação dos Resultados da Viscosidade	38
Figura 12 Ferramentas para colecta do oleo	44
Figura 13 Sistema para processamento de amostra	46
LISTA DE TABELAS
Tabela 1Elementos mais Importantes em Motores de Combustão Interna	30
Tabela 3 Interpretação dos resultados das análises do óleo	35
Tabela 4Avaliação do resultado da análise	52
Dedicatória	III
Agradecimentos	IV
Epígrafe	V
Resumo	VI
Abstract	VII
Lista de siglas e abreviaturas	VIII
Lista de figuras	IX
Lista de tabelas	X
Problematização	18
Justificativas	19
Objectivos	19
Geral	19
Específicos	19
Problema científico	19
Hipóteses	19
Objecto de estudo	19
Campo de acção	19
1.1-	Evolução do óleo lubrificante	20
1.2	Origem do óleo lubrificante	21
1.3	Óleo lubrificante	22
1.7 Tipos de sistema de lubrificação	24
1.8 Componentes do sistema de lubrificação	25
1.9 Aditcivos	26
1.10 Análise do óleo lubrificante	26
1.11 Análise do óleo lubrificante em uso pode detectar:	27
1.12 Amostra	28
1.14 Teor de água	29
1.15.1 Vantagens da espectrometria	30
1.15.2 Desvantagens da espectrometria	30
1.19 Índice de neutralização (tbn e tan)	30
1.19.1 TBN	31
1.19.2 TAN	32
1.20 Insolúveis	32
1.21 Viscosidade	32
1.22 Ponto de fulgor	33
1.24-Aplicação da técnica de análise de óleo lubrificante	37
1.24.2-	Medição de metais: espectroscopia elementar	38
1.24.3 Quantificação da quantidade de água	39
1.24.4- Medição de contagens de partículas	39
1.24.5 Ferrografia analítica	40
Capítulo II: Metodologia	41
2.1-Identificação da empresa	46
2.2-Caso de estudo: Desgaste e contaminação por partículas sólidas	47
Capítulo III- Resultados e discussões	48
Conclusões	53
Referências Bibliográficas	54
11
INTRODUÇÃO
A análise de óleo lubrificante tem sido amplamente utilizada por grandes empresas que actuam na indústria com grandes equipamentos móveis. O óleo lubrificante pode danificar os componentes móveis do equipamento (por exemplo, motores, caixas de câmbio, acionamentose cubos). Se a análise do óleo lubrificante indicar possível contaminação, é possível tomar providências no equipamento antes que ele falhe (Gerhardt e Silveira, 2009). Com o auxílio da análise, é possível apresentar indícios de desgaste de peças do motor, o que evita que quebrem e causem sérios transtornos. Com o auxílio da análise do óleo lubrificante é possível manter o controle das trocas de óleo do motor, prevenir o desgaste prematuro e manter a manutenção em dia (Gil, 2010). Com o auxílio da análise de óleo, é possível verificar o estado de máquinas e equipamentos. Este método permite a detecção precoce de falhas e identificação do estado do óleo lubrificante, reduzindo custos e aumentando a durabilidade do seu equipamento (Fonseca, 2002). A análise de óleo é uma manutenção preventiva diagnóstica, monitora e examina a condição de fluidos e equipamentos. Isso permite que você melhore o desempenho e a confiabilidade dos activos identificando problemas antes que eles falhem. Essa ferramenta gera objectividade e garantia na tomada de decisão dos gestores, o que economiza tempo e custos de manutenção (Possamai, 2011). Um dos contaminantes mais importantes dos óleos lubrificantes na mineração é a poeira, que reduz significativamente a vida útil do óleo lubrificante utilizado nos equipamentos. O petróleo entra em cena (Bruneti, 2015). A área de pesquisa deste projeto é a aplicação de análises a grandes dispositivos móveis na indústria. A aplicação desse processo analítico a todos os grandes equipamentos móveis pode reduzir significativamente as perdas e danos ao equipamento, bem como às peças e componentes desses dispositivos causados ​​por óleo contaminado.
PROBLEMATIZAÇÃO
Na indústria, há uma grande necessidade de verificar o estado das máquinas e equipamentos, o aparecimento de defeitos ou desgaste prematuro, é factor de aumenta os custos e da pouca durabilidade desses equipamentos, o que reduz sua disponibilidade e confiabilidade. É provável que ocorram avarias resultantes da situação do equipamento das máquinas, desgaste de peças móveis, etc., em caso que as máquinas e equipamentos não podem desempenhar as tarefas a que se destinam. Mas como a aplicação da tecnologia de análise de óleo pode ajudar a reduzir quebras de máquinas e equipamentos? 
JUSTIFICATIVAS
Com o crescimento dos sectores Industriais e agroindustriais, mais especificamente em empresas que trabalham com partes móveis de grande porte, e ou com sistemas dinâmicos, e com o mercado cada vez mais competitivo, o uso de máquinas e equipamento no sector industrial aumentou significativamente nas últimas décadas, o que justifica a análise de óleos lubrificantes é cada vez mais presente, empregada como ferramenta indispensável no sector da manutenção, buscando um bom rendimento dos equipamentos, e para se obter essa performance necessária e sustentável
OBJECTIVOS
 GERAL
Aplicar técnica de análise de óleo por meio da espectrometria e da análise da viscosidade para diagnóstico de falhas e avarias de equipamentos.
 Específicos
1. Caracterizar os tipos e as propriedades de óleos lubrificantes.
2. Demostrar as etapas da aplicação da técnica e análise de óleo.
3. Interpretar o resultado da análise de óleo.
PROBLEMA CIENTÍFICO
Como a técnica de análise de óleo contribui para redução de falhas e avarias?
HIPÓTESES
Se aplicarmos cada vez mais a técnica de análise de óleo poderíamos ter a redução de avarias mais graves.
OBJECTO DE ESTUDO
Máquina Camião BeLaz, mais propriamente o seu motor de combustão.
Campo de Acção
Motor de combustão
CAPÍTULO I: FUNDAMENTAÇAO TEORICA.
1.1- Evolução do óleo lubrificante
O desenvolvimento do mercado automotivo levou a indústria de lubrificantes a seguir a tendência de um conceito crescente no sector. A ideia de o óleo do carro proteger um motor mudou muito ao longo dos anos, assim como o próprio entendimento dos fabricantes de automóveis sobre como atingir a "potência máxima do motor". No passado, a principal estratégia das montadoras para aumentar a potência dos veículos era construir motores com grande número de cilindros (V6, V8 e V12) e grande cilindrada (6,0 litros, 5,2 litros, etc.). Para proteger esses motores e também suprir essas lacunas estruturais, a estratégia dos principais fabricantes de lubrificantes tem sido desenvolver produtos de altíssima viscosidade, como 20W-50, 20W-60, etc. 
No entanto, o aumento da potência do motor trouxe sérias consequências para as montadoras: Aumento do consumo de combustível e emissão de gases poluentes, ou seja, factores contrários aos interesses da maioria dos consumidores devido ao consumo de combustível e baixa autonomia, além de exigir cada vez mais dos órgãos reguladores do controle da poluição. Nasceu assim o conceito de downsizing, onde os veículos são equipados com motores compactos, a maioria turbo-alimentados com injeção directa, mas capazes de produzir a mesma potência que os famosos Opalas (GM) de 6 cilindros; 4,1 litros. Às vezes são até mais eficientes que os motores conhecidos na época, com o diferencial de proporcionarem alta economia de combustível. Assim como os motores antigos, os novos motores (menores) têm suas desvantagens, como operar em temperaturas e pressões muito altas e folgas internas muito apertadas, que exigem melhor desempenho dos lubrificantes, resultando em viscosidade reduzida. Portanto, viscosidades eficientes de combustível em torno de 10W-30, 5W-30, 5W-20 e 0W-30 são comuns em lubrificantes hoje, rotulados como produtos "combustíveis eficientes". A tendência das viscosidades é diminuir ainda mais nos próximos anos (Carvalho, 2010).
Devido às características desses novos motores operando em pressões, temperaturas e forças de cisalhamento internas extremamente altas, a carga adicional teve um papel importante na redução da viscosidade, garantindo o desempenho do lubrificante e fornecendo a protecção necessária ao motor. Ao longo dos anos, novos padrões de desempenho foram criados e o API (American Petroleum Institute) iniciou a regulamentação de desempenho de óleos lubrificantes. Antigamente era muito comum ver o nível de performance como: API SG, SH. A designação "S" é usada para motores a gasolina e a letra seguinte indica seu desempenho. Devido ao desenvolvimento desta norma, os lubrificantes estão actualmente no nível API SNe, em alguns países API SN PLUS. Novos padrões de desempenho foram criados graças às diversas tecnologias utilizadas pelos fabricantes de automóveis em todo o mundo. Dentre eles, temos o ILSAC (International Lubricant Standardization and Approval Committee), que significa Comitê Internacional de Padronização e Aprovação de Lubrificantes formado por empresas americanas e japonesas. Sua principal tarefa é analisar o alto padrão de desempenho dos óleos lubrificantes de motores relacionados à economia de combustível e menor emissão de poluentes. É indicado pela abreviatura "GF" seguida de um número que descreve o nível de desempenho (semelhante ao API) Há também a ACEA (Association des Constructeurs Européens d'Automobiles), um acrônimo usado para descrever a European Automobile Manufacturers Association (Carvalho, 2010).
Esta norma é recomendada para veículos a gasolina e a gasóleo e aborda o desempenho dos lubrificantes, tendo em conta o impacto ambiental e os intervalos de mudança de producto mais longos. Além disso, a norma avalia a compatibilidade das restrições de adictivos químicos com pós-tratamentos veiculares como o DPF (Filtro de Partículas Diesel), que actualmente equipa a maioria dos motores a diesel. A especificação ACEA C é geralmente recomendada para motores comercializados como "diesel leve" ou "diesel de alta velocidade" usados ​​para alimentar algumas pick-ups e veículos comerciais. A eficiência pode variar entre C1, C2, C3 e C4, dependendo da compreensão do fabricante do carro sobre eficiência (Carvalho, 2010).
1.2 Origem do óleo lubrificante
O primeiro vestígio confirmado de um composto pastoso usado como lubrificante apareceu apenas em 2600 AC, também no Antigo Egito, especificamentenas rodas deslizantes do faraó Ra-Em-Ka. Os egípcios provavelmente usavam vários outros lubrificantes em seus veículos e equipamentos. A origem do óleo lubrificante é basicamente óleos básicos. A maioria dos lubrificantes industriais pode conter até 99% de óleo base. O resto são os adictivos que servem para agregar certas propriedades ao produto, garantindo que ele tenha as propriedades necessárias para seu bom funcionamento (Hernandes, 2018).
Os primeiros lubrificantes eram de origem animal e foram desenvolvidos para atender às demandas impostas pelo desenvolvimento e progresso tecnológico. Esse desenvolvimento foi muito mais perceptível após a introdução da "tribologia" em 1966, derivada da palavra grega "tribos", que significa fricção, desgaste. Os lubrificantes modernos são uma composição de óleos básicos de origem mineral, quando são obtidos pela destilação do petróleo bruto em refinarias, ou sintéticos, quando são obtidos por síntese química a partir de moléculas de hidrocarbonetos, com a adicção de alguns componentes químicos denominados adictivos. Adição, que lhes confere propriedades que podem aumentar sua reactividade, dependendo do uso pretendido. Deve-se notar que nem todos os óleos brutos são adequados para a produção de óleos básicos, mas são seleccionados levando em consideração as aplicações para as quais os lubrificantes finais se destinam (Hernandes, 2018).
Os lubrificantes de origem sintética proporcionam melhor desempenho em relação aos lubrificantes minerais em diversas aplicações, principalmente em equipamentos que operam em condições exigentes como: Indústria de papel, vidro, metalurgia e também na indústria automotiva. Nos lubrificantes sintéticos, também podem ser considerados dois tipos: 100% sintéticos ou totalmente sintéticos ou mesmo simplesmente sintéticos - sua composição não contém óleo base de origem mineral - e os classificados como parcialmente sintéticos, sintéticos de tecnologia ou semissintéticos - cuja composição contém uma percentagem de óleo básico de origem mineral e outra percentagem de óleo básico de origem sintética. Actualmente, a participação de mercado dos lubrificantes sintéticos é relativamente pequena (8%) e as previsões futuras dependem do desenvolvimento dos óleos minerais (Hernandes, 2018).
1.3 Óleo lubrificante 
"Óleo lubrificante significa petróleo em qualquer forma, incluindo e sem limitar a generalidade dos produtos acima mencionados, petróleo, óleo combustível, borra de petróleo, resíduos de refinaria de petróleo e produtos refinados." (IMO, 1973/1978, p. 2). O óleo lubrificante é um producto destinado a reduzir o atrito e o desgaste entre as partes móveis de um objecto e/ou máquina, bem como resfriar e limpar partes móveis, transferir potência mecânica, vedar, isolar e proteger conjuntos ou determinados componentes e até a transmissão de força.
1.4 Propriedades físico-químicas de outros produtos. 
A apresentação dos lubrificantes varia de líquidos a semilíquidos, com viscosidade e outras propriedades que diferem de acordo com o uso pretendido, tão diferente quanto a finalidade, desde lubrificar uma simples ferramenta até possibilitar o uso de equipamentos complexos. equipamentos como motores marítimos, robôs de alto desempenho e industriais. Todos os óleos lubrificantes consistem em um óleo lubrificante básico ao qual podem ser adicionados aditivos para diversas aplicações. Em Angola, todos os óleos lubrificantes devem cumprir os requisitos técnicos estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANGP, 2021) (garantindo a sua qualidade e segurança) e ser registados nesta agência.
1.5 Classificação dos lubrificantes
Segundo a ANGP (2021), os lubrificantes podem ser classificados como gasosos, líquidos, sólidos ou semi-sólidos. 
Lubrificantes gasosos: Em uso limitado, são usados ​​quando outros tipos de lubrificantes não podem ser usados. Exemplos desse tipo de lubrificante são ar, nitrogênio e gases halogenados. 
Lubrificantes líquidos: Normalmente são os mais utilizados na indústria. Para que um fluido seja considerado um lubrificante de boa qualidade, ele deve ser capaz de formar um filme líquido de boa espessura entre as superfícies de atrito, que possa absorver os choques causados ​​por forças externas, manter as superfícies sólidas afastadas e aderir umas às outras. propriedades para que permaneçam sempre em contato próximo com as superfícies lubrificadas. 
Lubrificantes sólidos: Possuem propriedades como baixo cisalhamento, estabilidade em altas temperaturas, alta taxa de transferência de calor, alta taxa de adesão, ausência de adictivos abrasivos. Esses são alguns dos factores que determinam a escolha de determinados sólidos como lubrificantes. O carbono cristalino (grafite) possui todas essas propriedades, tornando-o o lubrificante sólido mais utilizado. 
Lubrificantes semi-sólidos: Mais conhecidos como graxas, são utilizados quando não é recomendado o uso de líquidos. As graxas são de alta viscosidade, constituídas por misturas de óleos lubrificantes (minerais ou sintéticos), um produto sólido ou semissólido (denominado sabão) e adictivos.
1.6 Classificações SAE de viscosidade.
A SAE (Society of Automotive Engineers) classifica os óleos de acordo com a viscosidade. Quanto maior o número, mais viscoso é o óleo lubrificante. A SAE divide os óleos lubrificantes em três grupos: 
Óleos de verão: São óleos que trabalham em altas temperaturas sem quebrar o filme lubrificante. A viscosidade desse tipo de óleo é medida em altas temperaturas; testes verificam a funcionalidade do lubrificante em altas temperaturas e, assim, garantem protecção em condições extremas. Óleos de verão: SAE 20, 30, 40, 50, 60; 
Óleos de inverno: São óleos que permitem que as partes móveis do motor e o próprio óleo se movam com facilidade e rapidez em baixas temperaturas ou no arranque do motor frio. A viscosidade é medida em baixas temperaturas e o número da classificação vem acompanhado da letra W, que significa inverno em inglês. Óleos de inverno: SAE 0W, 5W, 10W, 15W, 20W, 25W; 
Óleos multigraduados: São óleos que atendem a ambos os requisitos. É assim que o óleo multigraduado SAE 20W40 se comporta em baixas temperaturas como um óleo 20W que reduz o desgaste na partida do motor frio e em altas temperaturas como um óleo SAE 40 amplamente utilizado. Óleos multigraduados (inverno e verão): SAE 20W-40, 20W-50, 15W-50
1.6 Classificação API
O API, o American Petroleum Institute, estabelece um sistema de classificação de óleo baseado em níveis de desempenho para óleos lubrificantes. As classificações são simbolizadas pela Figura 1 para os motores a gasolina da série S e a Figura 2 para os motores a diesel da série C, seguidas por letras ascendentes do alfabeto.Figura 1
Classificação API - Motores à Combustão Interna (Gasolina)
Fonte: Adaptado de Mariano (2005)Figura 2
Classificação API - Motores à Diesel
Fonte: Adaptado de Mariano (2005)
1.7 Tipos de sistema de lubrificação
Pulverizado: Normalmente usado como parte da lubrificação do motor principal. Devido ao movimento do virabrequim e biela, o lubrificante no cárter é pulverizado nas paredes do cilindro. 
Mistura de óleo e combustível: Sistema utilizado em alguns motores Otto dois tempos, o óleo lubrificante é misturado ao combustível em quantidades pré-determinadas. Usado em carros ou motores de performance e corrida que precisam funcionar em qualquer posição. Nesse sistema, ao invés de armazenar o óleo no cárter, uma ou mais bombas o direcionam para um reservatório, que passa primeiro por resfriadores de óleo. Do tanque, o óleo é direcionado sob pressão para determinados locais do motor (por exemplo, o ponto de conexão da cabeça do pistão e da biela). O óleo então flui por gravidade para o cárter e é devolvido ao tanque pela bomba de circulação, reiniciando o ciclo (Campestre, 2021).
Sistema Convencional: Este sistema usa a pressão da bomba de óleo para acessar os vários canais de óleo no motor. Os pinos do virabrequim possuem orifícios de lubrificação atravésdos quais o óleo sob pressão chega às bielas. Os canais de lubrificação também transportam óleo para as peças (Campestre, 2021).
 1.8 Componentes do sistema de lubrificação
Segundo Campestre (2021), O sistema de lubrificação consiste basicamente nas seguintes partes: 
· Bomba - A bomba de óleo é responsável por retirar o óleo lubrificante do cárter e entregá-lo sob pressão aos canais de lubrificação do motor. Existem vários tipos de bombas de óleo, as mais comuns são de engrenagem e impulsor. 
· Filtro de óleo - Devido ao funcionamento do motor, é normal que o óleo se dissolva e quebre uma certa quantidade de impurezas. Para que o óleo circule no motor sem partículas estranhas, mesmo pequenas, que podem danificar e desgastar componentes, é utilizado um filtro de óleo. O óleo entra no filtro e segue um rápido caminho dentro do filtro, onde o papel cheio de resina retém as impurezas do óleo. Se houver muitas impurezas para entupir o filtro, ele possui uma válvula de segurança que desvia o óleo do filtro quando a pressão interna atinge um determinado valor, evitando o entupimento do sistema. O filtro também possui uma válvula de retenção que mantém o filtro cheio de óleo mesmo quando o motor está desligado. 
· Colector de óleo - O colector consiste em um tubo de metal ou plástico com uma extremidade aparafusada no bloco e a outra imersa no óleo no cárter. Essa extremidade possui uma pequena malha metálica que actua como filtro e impede que impurezas macroscópicas entrem nos canais de lubrificação, causando desgaste ou entupimento. 
· Resfriador de óleo - A função do arrefecedor de óleo é resfriar o óleo lubrificante através do fluxo de ar que passa pelo seu alojamento. 
· Vareta - A vareta mede o nível do óleo do motor, que deve estar na marca MAX ou entre as marcas MAX e MIN. Nunca deve ser igual ou inferior ao valor MIN, o que prejudicará a lubrificação do motor. 
· Cárter - O cárter é a parte que envolve o bloco e cobre as partes inferiores do motor. O óleo lubrificante se acumula no cárter. O sistema de lubrificação deve ser capaz de lubrificar os seguintes componentes: Rolamentos do(s) eixo (s) de comando de válvulas; Rolamentos do virabrequim; Paredes cilíndricas; Cabeça do pistão; Perna da haste com pino do pistão; Articulações e rolamentos do virabrequim.
1.9 Adictivos
Os adictivos são produtos químicos especiais que são adicionados na concentração adequada ao óleo lubrificante para melhorar uma de suas propriedades, dar-lhe novas propriedades ou remover propriedades indesejadas (Carvalho, 2010). De acordo com o guia de lubrificação de automóveis do Posto Ipiranga, os aditivos mais importantes utilizados nos óleos lubrificantes de motores e caixas de velocidade são:
	· Antioxidante
	· Antiespumante
	· Detergente 
	· Abaixador do Ponto de Fluidez
	· Dispersante
	· Modificador de Viscosidade
	· Inibidor de Ferrugem
	· Inibidor de Corrosão
	· Antidesgaste / Extrema Pressão (EP)
	· Desactivador de Metais
O óleo lubrificante tem funções importantes para garantir o correto funcionamento do motor, e a partir de sua análise é possível obter informações sobre: Condições do óleo lubrificante: para garantir a eficácia da lubrificação, são avaliadas as propriedades físico-químicas do óleo lubrificante. Condição do motor: Objetos estranhos no óleo são analisados ​​para avaliar a condição do motor.
1.10 Análise do óleo lubrificante
Segundo Galvani (2012), a lubrificação só pode ser correcta se: O ponto de lubrificação receber o lubrificante certo, na quantidade certa e na hora certa. A lubrificação correcta e o monitoramento constante é um dos factores mais importantes responsáveis ​​pela longa vida útil de veículos, máquinas ou equipamentos. De acordo com o manual da Lubrikol (2016), todos os óleos lubrificantes, independentemente da marca, sofrem com muitos contaminantes durante o uso que impedem a lubrificação adequada devido às suas condições técnicas, que expõem os componentes mecânicos a alto desgaste prematuro e alto risco de quebra. Obviamente, não é possível remover todas as impurezas com as quais o óleo lubrificante entra em contacto durante o uso. No entanto, essas impurezas muito nocivas podem ser mantidas dentro de limites para garantir uma lubrificação adequada e segura do óleo em serviço. Para garantir essa lubrificação adequada e segura, conforme as instruções da Lubrikol (2016), é necessário elaborar e realizar um programa de análise do óleo lubrificante, pois é necessário uma boa lubrificação dentro dos padrões técnicos aceitáveis ​​para manter as boas condições do óleo em serviço. 
É importante que o monitoramento e a análise do óleo sejam frequentes, pois a contaminação do óleo pode ocorrer repentinamente e em níveis críticos, muito antes do período programado de troca. Portanto, se o óleo usado não for verificado com frequência, poderá causar desgaste prematuro até atingir o tempo especificado para a troca. Porém, a simples troca do óleo contaminado não resolverá o problema, pois se não for feita uma análise do óleo, o óleo novo iniciará um novo ciclo e ficará contaminado porque não foi identificada a causa da contaminação, causando mais desgaste. Também pode acontecer que o óleo usado chegue ao período de troca sem sofrer contaminação crítica e possa durar algum tempo, caso em que o óleo, ainda em bom estado, é descartado, o que não aconteceria com a análise do óleo lubrificante. 
Portanto, a única forma de conseguir uma lubrificação tecnicamente adequada é a implementação de um programa de análise de óleo lubrificante, que leva à redução de peças de reposição, mão de obra, paradas e quantidade de óleo lubrificante consumido. A análise de óleo consiste em estudos baseados no número, forma, composição e tamanho das partículas no óleo.
 A partir deste estudo é possível obter informações sobre as condições das superfícies móveis sem desmontar o motor. Essas partículas são produzidas pelo atrito dinâmico entre as peças durante a operação do motor. A análise de partículas pode ser usada para comparar as condições de desgaste do motor e relacioná-las com condições físicas ou químicas, como viscosidade, acidez total, alcalinidade total e também a concentração de partículas metálicas no óleo.
 A vida útil de toda as peças do motor de combustão interna varia de acordo com a função da peça. Com o auxílio de uma análise de óleo é possível analisar o estado dessas peças, com essa análise pode-se mostrar se algumas peças do motor apresentam desgaste. Essas análises de óleo lubrificante são realizadas em laboratório utilizando reagentes, instrumentos e equipamentos
1.11 Análise do óleo lubrificante em uso pode detectar:
	· Deficiência de operação ou mecânica
	· Deficiência no manuseio do óleo
	· Deficiências no sistema de admissão
	· Aplicação inadequada do lubrificante
	· Deficiências no sistema de alimentação
	· Desempenho do óleo em serviço
	· Deficiências no sistema de refrigeração
	· Sabotagem
1.12 Amostra
Segundo Kardec (2002) A amostragem correcta é o início de um programa de manutenção preditiva bem-sucedido. Uma amostra é definida como uma pequena parte de algo que pode ser visto, provado ou analisado para julgar ou avaliar a qualidade do todo. Portanto, uma determinada quantidade de um produto, como um lubrificante, é apenas uma amostra se contiver as verdadeiras propriedades do todo. Segundo Nepomuceno (2016), para que os resultados das análises sejam válidos e úteis, devem ser retiradas amostras do óleo que flui no sistema em temperatura operacional e colocadas em recipientes limpos. As bombas manuais são usadas para colectar uma amostra de lubrificante de um reservatório ou poço e enviá-la directamente para um frasco de amostra.
 A amostra deve ser rotulada imediatamente para evitar confusão. Para classificar e avaliar a amostra, é necessário que sejam anexadas à amostra as seguintes informações: Descrição do tipo de dispositivo e serviço; dados de identificação do lubrificante usado; Tempo de serviço de óleo desde a última troca. Isso é necessário para uma interpretaçãomais precisa dos resultados. E deve constar no documento impresso e na etiqueta da Solicitação de Amostragem e Entrega; Valor da remuneração durante o período; informações sobre reparos, alterações, substituições, etc.; Série de revistas (se possível). A amostra é então enviada ao laboratório, onde o analista escolhe as análises a serem realizadas com base no tipo e qualidade do óleo, no equipamento de origem e, muitas vezes, também em um estudo sensorial.
1.13 Técnicas de análise de óleo
Existem várias técnicas e métodos de análise de óleo para se obter diagnósticos exactos e precisos de problemas em motores.
Entre os principais métodos utilizados estão (Kardec, at al, 2002):
-Teor de água
-Espectrometria
-Ferrografia
-TBN e TAN
-Insolúveis
-Viscosidade
-Ponto de fulgor
1.14 Teor de água
O teor de água é a quantidade de água em uma solução de óleo. Na maioria dos sistemas de lubrificação, a contaminação do óleo com água é indesejável porque causa danos como: Formação de emulsões; falha ou ineficiência de lubrificação em pontos críticos; Evita o efeito de adictivos; Sedimentos que podem entupir telas, filtros ou tubulações; promove a corrosão de superfícies metálicas em certos casos. Os métodos de teste mais comumente usados ​​para detectar água no óleo são (Quelhas, et al, 2014): 
· Craqueamento - Segundo Nepomuceno, este é o teste quantitativo mais conveniente para determinar a presença de água no óleo. O teste consiste em deixar cair algumas gotas de óleo em uma placa aquecida a 120°C. Se o teor de água for superior a 0,1%, há um som crepitante típico. 
· Destilação - Destile uma parte da amostra de óleo e depois meça a quantidade de água obtida. O valor de detecção prático mais baixo é de 0,1%. 
· Karl Fisher - Esta análise é feita por titulação com determinados reagentes. Segundo Nepomuceno, a vantagem do método de Karl Fisher é que ele pode determinar a concentração de água livre e dissolvida em partes por milhão. Geralmente é usado apenas em óleos industriais relativamente limpos ou óleos de motor não utilizados, porque os resíduos de combustão de óleos de motor usados ​​podem se acumular nos eletrodos sensíveis do dispositivo. 
1.15 Espectrometria
Basicamente, a espectrometria é um método que detecta todos os elementos químicos em um lubrificante e fornece uma análise quantitativa das partículas no lubrificante. Esta técnica pode ser feita usando absorção atômica ou emissão óptica (Quelhas, et al, 2014).
Testes de espectrômetro mostram o desgaste do equipamento e fornecem informações precisas sobre substâncias metálicas como, por exemplo, concentrações de níquel, ferro, chumbo, alumínio; e também fornece informações sobre contaminação externa, como silício. A espectrometria também pode ser usada para avaliar as impurezas no óleo lubrificante. (Quelhas, et al, 2014).
O experimento consiste em alimentar a amostra colectada em uma câmara de combustão, onde os materiais são fragmentados até o nível atômico. A identificação é possível porque cada elemento químico possui frequências específicas. Ao detectar impurezas metálicas, é possível realizar reparos de forma que o equipamento não seja mais danificado. Um exemplo dessa identificação é a presença de cromo, que pode ser devido ao desgaste dos pneus ou camisas (se cromadas) ou vazamento de líquido refrigerante no cárter bloqueado por cromatos.
1.15.1 Vantagens da espectrometria
- Identifica todas as partículas presentes: Desgaste, constituintes químicos, impurezas. 
- Oferece alta sensibilidade na identificação de partículas menores que 1 mícron.
1.15.2 Desvantagens da espectrometria
-Apresenta baixa sensibilidade na identificação de partículas superiores a 2 mícrons.
 -Não diferencia as partículas quanto ao tamanho ou quanto à forma
Tabela 1
Elementos mais Importantes em Motores de Combustão Interna
	Alumínio
	Pistão e espaçadores
	Bário, magnésio
	Aditivos detergentes
	Cálcio
	Poeira e adictivos detergentes
	Cobre
	Metal do mancal anti-ficção e buchas
	Cromo
	Anel e camisa do pistão
	Estanho
	Mancais e buchas, anéis e selos
	Ferro
	Engrenagens, rolamentos, paredes dos cilindros, guias das válvulas, balancim, anéis dos pistões, mancais de esferas e de rolos, pistas dos mancais, pinos e porcas de travamentos.
	Fósforo
	Aditivos e refrigerantes
	Silício
	Poeira e aditivos antiespumantes
	Sódio
	Refrigerantes,	água	(em	motores
marítimos)
Fonte: Malpica, 2017.
1.19 Índice de neutralização (TBN E TAN)
Os testes dos índices de neutralização são técnicas que permitem determinar a quantidade e o carácter ácido ou básico dos óleos lubrificantes (Rbaroni, at al, 2002).
Os adictivos antidesgaste de óleos industriais são normalmente ácidos. Já os adictivos dos óleos utilizados em motores de combustão são básicos. A análise da evolução da acidez ou da basicidade é uma maneira de acompanhar o consumo de adictivos (Rbaroni, at al, 2002).
Ao envelhecer, o óleo que está em trabalho apresenta ácidos orgânicos como resultado de sua oxidação. Por exemplo, um óleo hidráulico, no decorrer de sua vida útil, percebe-se que sua acidez diminui com o tempo, (pelo consumo de adictivos, para depois subir novamente) pela oxidação do óleo (Rbaroni, at al, 2002).
Ao longo da vida, um óleo de um motor diesel, apresenta uma diminuição na basicidade. Isto porque os adictivos básicos estão neutralizando os ácidos gerados pela combustão.
Tais características, ácidas ou básicas dos óleos lubrificantes dependem do conteúdo de adictivos, da natureza do produto, do processo de refinaria e da deterioração em serviço. As análises são feitas através do equipamento chamado titulador, ilustrado na figura 8.
Figura 3 
Titulador Automático TBN e TAN
Fonte: Cabral, 2018
 
O índice de neutralização pode ser determinado através do método de potenciométrico. Este método baseia-se no princípio eletrolítico: “Ao colocarem-se dois elétrodos de diferentes materiais em uma solução, é gerada uma diferença de potencial entre eles”. Esta diferença potencial pode ser relacionada diretamente ao valor de pH.
O valor do índice de neutralização, de acordo com o caráter ácido ou básico, pode ser indicado da seguinte maneira (Rbaroni, at al, 2002):
1.19.1 TBN 
Total basic number: É a medida da quantidade de ácido, em miligramas de ácido clorídrico ou perclórico, que é expressa em termos de quantidade equivalente de KOH (hidróxido de potássio), que se precisa para neutralizar as bases presentes em um grama de óleo que reage com esses ácidos. O valor do teste de alcalinidade, em óleos usados, comparados com resultados de ensaios realizados anteriormente no mesmo óleo, o que permite a avaliação das transformações sofridas pelo óleo em serviço. 
1.19.2 TAN 
Total ácido número: É a medida de quantidade de base, em KOH, que se precisa para neutralizar todos os componentes ácidos em um grama de óleo. TAN é a medida de todas as substâncias presentes no óleo, com a capacidade de reagir com o KOH. O valor deste teste de acidez, em óleos usados, comparado com valores de testes realizados anteriormente no mesmo óleo permite a avaliação das transformações sofridas pelo óleo em serviço.
1.20 Insolúveis
Os insolúveis são substâncias encontradas nos lubrificantes, particularmente, produtos da oxidação do óleo (borras, vernizes, resinas, gomas), fuligem da combustão, degradação do óleo entre outros, que não são solúveis no óleo (Bots; Krethe, 2014).
Este ensaio consiste em colocar em uma ampola de vidro graduado, uma determinada quantidade de óleo, na qual foi acrescentada um solvente (pentano ou tolueno), essa mistura é centrifugada. Ao terminar a centrifugação, uma parte do líquido é retirada e adiciona-se mais solvente. Novamente, centrifuga-se o líquido. O processo é repetido até que não haja mais alteração de cor do solvente. Por fim, seca o solvente e pesa a amostra. O resultado final é dado em percentagem de insolúveis em peso ou em mg/l (Bots; Krethe, 2014).
Outra maneira de realizar este ensaio é pesando uma membrana defiltro antes e depois da passagem de um óleo que tenha sido dissolvido.
Ao empregar o pentano como solvente, dizemos que a medição foi dos insolúveis totais. Já o tolueno como solvente é capaz de dispersar a maioria das borras e de outros produtos de oxidação. A diferença encontrada entre as leituras com o pentano e as do tolueno apontam o quanto o óleo está oxidado.
Esse ensaio permite que se determine a quantidade de sedimentos em suspensão no óleo, porém é de suma importância a interpretação correta dos resultados levando em conta o histórico do equipamento: um índice de insolúveis baixo pode significar uma boa condição do óleo, porém, também, pode significar o resultado de supersaturação do dispersante. Nesse caso, o óleo é exposto a um volume de contaminante tão alto, que ocorre o fenômeno de sedimentação acelerada com resultado altamente prejudicial ao motor (Bots; Krethe, 2014).
1.21 Viscosidade
A viscosidade é a mais importante propriedade físico-química do óleo, está relacionada à velocidade de fluxo do óleo e garante a formação correcta do filme lubrificante.
A viscosidade pode ser definida como a resistência do fluido ao escoamento. Acompanhar a viscosidade do óleo e mantê-la dentro dos limites estabelecidos para sua aplicação é extremamente importante. O aumento da viscosidade pode representar um empecilho à fluidez do óleo, com maior consumo de energia. Já a viscosidade abaixo dos limites estabelecidos pode originar elevadas taxas de desgaste. (ASTM, 2016)
Como já dito, a viscosidade é definida como a resistência do fluido ao escoamento, esse ensaio consiste em medir o tempo que um fluido leva para escoar por um tubo capilar, sob uma certa temperatura, entre duas marcas existentes em um tubo aferido. A viscosidade cinemática é a resultante do produto entre esse tempo, em segundos, e o factor do tubo (ASTM, 2016). O ensaio é realizado em um viscosímetro, equipamento ilustrado na figura 9.
Figura 4
Viscosímetro
Fonte: Moura, 2001
1.22 Ponto de fulgor
O ponto de fulgor é a temperatura, na qual o óleo, quando aquecido, desprende os primeiros vapores que se inflamam rapidamente ao entrar em contacto com um chama (Moura, 2001).
Do ponto de vista da segurança, a determinação do ponto de fulgor de um óleo é muito importante, a partir desse resultado é possível minimizar a ocorrência de incêndios ou explosões.
O ensaio consiste em aquecer o óleo, em um aparelho adequado, que pode ser visto na figura 10, até a temperatura na qual se desprendem vapores que, na presença de ar, provoca um lampejo ao se aproximar da superfície do óleo uma pequena chama piloto (Moura, 2001).
Figura 5 
Equipamento para Determinar Ponto de Fulgor
Fonte: Pimenta, 2017
O ponto de fulgor é o teste mais indicado na análise de óleos lubrificantes utilizados em motores de combustão interna, pois permite dizer se o óleo lubrificante que está em uso foi ou não contaminado pelo combustível visto na figura 10, até a temperatura na qual se desprendem vapores que, na presença de ar, provoca um lampejo ao se aproximar da superfície do óleo uma pequena chama piloto. 
1.23 Vantagens e desvantagens da análise de óleo lubrificante
Essa técnica, apresenta como vantagem o fornecimento de informações que não podem ser encontradas por outras técnicas, como uma possível contaminação do óleo lubrificante do motor por combustível ou por água, ou também um excesso do número de horas de uso do óleo, encontrada através do aumento da acidez total (TAN) e da redução da basicidade total (TBN), já que, com o motor em funcionamento, os aditivos básicos vão sendo consumidos na neutralização dos ácidos gerados durante a combustão (Lacerda, 2015).
Outra vantagem apresentada pela análise de óleo lubrificante em motores é a de permitir conhecermos a concentração de metais que estejam presentes no óleo, tais como ferro, estanho, magnésio, silício, entre otros (Lacerda, 2015).
Entre as desvantagens apresentadas pela técnica de análises de óleo lubrificante está a demora na obtenção dos resultados da análise das amostras de óleo. Outra desvantagem encontrada nessa técnica é a não informação, por parte dos fabricantes, dos valores máximos admissíveis da concentração de partículas metálicas no óleo, o que acaba dificultando a implantação de um programa de manutenção preditiva. A razão para essa não informação são comerciais, pois as vendas de sobressalentes são uma das principais fontes de renda dos fabricantes, e um programa de manutenção preditiva pode provocar na redução das vendas a médio e longo prazo. Assim sendo, fica por conta do interessado criar, ao longo do tempo, um banco de dados que permita determinar os valores máximos admissíveis, por meio de diversas análises espectrométricas do óleo lubrificante (Kramer, at al, 2003).
A seguir será apresentado um guia para interpretação de análise de óleo usado (Kramer, at al, 2003):
Tabela 2
Interpretação dos resultados das análises do óleo
	RESULTADOS DA ANÁLISE
	POSSÍVEIS CAUSAS
	REDUÇÃO DA VISCOSIDADE
AUMENTO DA VISCOSIDADE
	· Passagem do combustível para o óleo;
· Complementação do nível do
óleo	com	óleo	de	menor viscosidade.
· Oxidação;
· Intervalos muito longos entre as trocas de óleo;
· Motor	que	trabalha	com superaquecimento;
· Filtro de óleo saturado;
· Anéis de seguimento em mal estado;
· Contaminação por água e/ou fuligem;
· Óleo de péssima qualidade;
· Entrada falsa de ar não filtrado;
Complementação	com	óleo mais viscoso.
	CONTAMINAÇÃO POR ÁGUA
ANÁLISE ESPECTROGRÁFICA
. Silício
. Cromo
. Alumínio
. Ferro
. Cobre
. Chumbo
. Níquel
. Boro
. Molibdénio
	· Condensação;
· trincas no cabeçote;
· Junta do cabeçote defeituosa ou queimada;
· Radiador de	óleo com vazamento;
· Motor	trabalhando	em	baixa temperatura;
· Contaminação externa;
· Vazamento do meio
Problema no sistema de filtragem ou entrada falsa de ar.
Desgaste dos anéis. Desgaste dos pistões. Desgaste das camisas. Desgaste das bronzinas. Desgaste dos mancais. Desgaste das válvulas.
Vazamento	d’água	refrigerante contendo anticongelante ou inibidor.
Desgaste	de	anéis	de	pistão
recobertos	com	camada de molibdênio.
	REDUÇÃO DO PONTO DE FULGOR
	Presença	de combustível	no
lubrificante.
	AUMENTO DO PONTO DE FULGOR
	Mistura com outro tipo de lubrificante.
	ALTO TEOR DE INSOLÚVEIS EM PENTANO E TOLUENO
	· Manutenção do filtro	de	ar inadequada.
· Problemas na filtragem do óleo.
· Arrefecimento deficiente.
· Problemas na combustão.
	QUEDA DO VALOR DO TBN (NÚMERO BÁSICO TOTAL) OU AUMENTO DO NÚMERO DE NEUTRALIZAÇÃO
	· Óleo de baixa qualidade.
· Intervalo de troca muito longo.
· Filtragem inadequada.
· Vazamento de água.
· Arrefecimento deficiente.
· Combustível com alto teor de enxofre (diesel).
· Temperatura	das	paredes	dos
· cilindros muito baixa.
Fonte: Adaptada de Campos, 2018
1.24-Aplicação da técnica de análise de óleo lubrificante
A capacidade de interpretar resultados de análise de óleo é crucial para orientar decisões sobre atividades de manutenção preventiva. Ter alguém em sua organização que pode pegar um relatório e interpretá-lo no contexto do ambiente é essencial. Esta é uma habilidade que pode ser facilmente desenvolvida com um investimento mínimo em treinamento e certificação. Este artigo irá abordar os fundamentos da análise de óleo e como interpretar os relatórios resultantes.
Uma vez concluída a análise, é importante rever o relatório e interpretar os dados que o acompanham. Com base no relatório, você pode determinar se uma acção é necessária. O relatório nem sempre identifica problemas específicos, mas fornece um ponto de partida para análise (Hernandes, 2018).
Cada teste deve ser claramente identificado. As informações geralmente são organizadas em um formato de planilha com números indicando os resultados do teste. Ao olhar para os seus relatórios, a primeira coisa que você deve fazer é garantirque eles são realmente seus relatórios. Certifique-se de que o relatório inclua seu nome, tipo de lubrificante, fabricante da máquina e tipo de máquina (Hernandes, 2018).
O relatório deve também indicar claramente sua máquina e condição do lubrificante. O laboratório deve ter um sistema de classificação que o notifique de níveis normais, marginais e críticos. Além disso, o relatório deve incluir comentários do analista que analisou seus resultados. Esses comentários irão ajudá-lo a avaliar a criticidade (Hernandes, 2018).
1.24.1- Interpretação dos resultados da viscosidade
Viscosidade é o teste mais comum executado em lubrificantes, pois é considerada a mais importante propriedade de um lubrificante. Este teste mede a resistência de um lubrificante ao fluxo a uma temperatura específica. Se um lubrificante não tem a viscosidade certa, ele não pode realizar suas funções corretamente. Se a viscosidade não estiver correta para a carga, a película de óleo não pode ser estabelecida no ponto de fricção. O calor e a contaminação também não são transportados nas quantidades apropriadas, e o óleo não pode proteger adequadamente o componente. Um lubrificante com viscosidade inadequada pode levar a superaquecimento, desgaste acelerado e, em última instância, a falha do componente (ASTM, 2016).
Os óleos industriais são identificados pelo seu grau de viscosidade ISO (VG). O ISO VG refere-se à viscosidade cinemática do óleo a 40 graus C. Para ser categorizado em um determinado grau ISO, a viscosidade do óleo deve cair dentro de mais ou menos 10 por cento do grau. Assim, para que um óleo seja classificado como ISO 100, a viscosidade deve cair dentro de 90 a 110 centistokes (cSt). Se a viscosidade do óleo estiver dentro de mais ou menos 10 por cento do seu grau ISO, é considerado normal. Se a viscosidade do óleo for superior a mais ou menos 10 por cento e inferior a mais ou menos 20 por cento, considera-se marginal. Viscosidade maior do que mais ou menos 20 por cento do grau é crítica (ASTM, 2016).Figura 6
Interpretação dos Resultados da Viscosidade
Fonte: Adaptado de ASTM, 2016
1.24.2- Medição de metais: Espectroscopia elementar
Analisar um relatório de análise de óleo envolve a compreensão da concentração de elementos esperados e inesperados em seu óleo. Alguns contaminantes são recolhidos como o óleo que circula e espirra em diferentes componentes da máquina e superfícies. Outros contaminantes podem entrar na máquina durante a fabricação ou serviço de rotina, bem como através de vedações defeituosas, respiradores deficientes ou escotilhas abertas. 
Não importa como os contaminantes entram no óleo, eles podem causar danos significativos. A espectroscopia elementar é um teste usado para determinar a concentração de metais usados, metais contaminantes e metais aditivos em um lubrificante. Uma concentração de metais de desgaste pode ser indicativa de desgaste anormal. No entanto, a espectroscopia não pode medir partículas maiores do que cerca de 7 mícrons, o que deixa este teste cego para partículas sólidas maiores. Como com qualquer tipo de teste, a espectroscopia está sujeita a variação inerente (Hannon, 2002).
Quando estão presentes aditivos de óleo contendo elementos metálicos, diferenças significativas entre as concentrações dos elementos aditivos e as respectivas especificações podem indicar que está a ser utilizado óleo incorreto ou que ocorreu uma alteração na formulação. Além disso, tenha em mente que os tamanhos de coletores de óleo podem variar em aplicativos personalizados.
1.24.3 Quantificação da quantidade de água
Quando a água livre está presente no óleo, representa uma séria ameaça para o equipamento. A água é um lubrificante muito pobre e promove ferrugem e corrosão de superfícies metálicas. A água dissolvida no óleo produz oxidação e reduz a capacidade de manuseio de carga do óleo. A contaminação da água também pode fazer com que o pacote aditivo do óleo precipite. A água em qualquer forma resulta em desgaste acelerado, maior fricção e altas temperaturas de operação. Se não for controlada, a água pode levar a uma falha prematura do componente. O teste de umidade coulométrica Karl Fischer é o método mais comum usado para analisar os níveis de água no óleo. Ao rever estes resultados de teste, lembre-se que baixos níveis de água são normalmente o resultado da condensação, enquanto níveis mais elevados podem indicar uma fonte de entrada de água. Na maioria dos sistemas, a água não deve exceder 500 partes por milhão (Hannon, 2002).
Fontes comuns de água incluem contaminação externa (respiradores, vedações e tampas de reservatório), fugas internas (trocadores de calor ou revestimentos de água) e condensação.
1.24.4- Medição de contagens de partículas
A concentração de partículas de desgaste no óleo é um indicador-chave de problemas potenciais de componentes. Portanto, a análise de óleo deve ser capaz de medir uma ampla gama de desgaste e partículas contaminantes (Mang; Dresel, 2007).
 Alguns tipos de desgaste produzem partículas que são extremamente pequenas. Outros tipos de desgaste geram partículas maiores que podem ser observadas visualmente no óleo. Partículas de qualquer tamanho têm a propensão de causar danos graves se forem permitidas entrar no óleo lubrificante (Mang; Dresel, 2007).
A análise de contagem de partículas é conduzida numa amostra representativa do fluído num sistema. O ensaio de contagem de partículas proporciona a quantidade e o tamanho de partícula dos vários contaminantes sólidos no fluido. 
A contagem de partículas real e o código de limpeza ISO subsequente são comparados com o código de destino para o sistema. Se o nível de limpeza real de um sistema for pior do que o alvo desejado, recomenda-se uma acção corretiva. As contagens de partículas são geralmente indicadas em seis gamas de tamanhos: superiores a 4 microns, superiores a 6 microns, superiores a 14 microns, superiores a 25 microns, superiores a 50 microns e superiores a 100 microns. Ao medir e relatar esses valores, você pode obter uma compreensão das partículas sólidas no óleo. A monitorização destes valores também pode ajudar a confirmar a presença de grandes partículas de desgaste que não podem ser vistas através de outros métodos de teste. No entanto, a contagem de partículas indica simplesmente a presença de partículas e não revela o tipo de partículas presentes (Hannon, 2002).
1.24.5 Ferrografia analítica
A ferrografia analítica está entre as mais poderosas ferramentas de diagnóstico em análise de óleo atualmente. Quando implementado corretamente, pode ser uma excelente ferramenta para identificar um problema de desgaste activo. No entanto, ele também tem limitações. A ferrografia analítica é frequentemente excluída dos programas de análise de óleo por causa de seu preço comparativamente alto e de um mal-entendido geral de seu valor (Rbaroni, 2002).
Os resultados de um teste analítico de ferrografia tipicamente incluem uma fotomicrografia dos detritos encontrados, juntamente com descrições específicas das partículas e sua causa suspeita. As partículas são categorizadas com base no tamanho, forma e metalurgia. Podem ser feitas conclusões quanto à taxa de desgaste e à saúde do componente do qual a amostra foi extraída. O analista baseia-se na composição e forma para determinar as características das partículas. Devido à natureza subjectiva deste teste, é melhor confiar na interpretação do analista quanto a qualquer ação a ser tomada (Rbaroni, 2002).
Este teste é qualitativo, o que significa que se baseia na habilidade e conhecimento do analista ferrográfico. Embora a maioria dos profissionais de lubrificação dependam da análise de óleo para ajudar a proteger seus equipamentos de inatividade não planeada, a incapacidade de dissecar e compreender um relatório problemático muitas vezes produz uma ação inadequada quando aparecem resultados anormais. Seu laboratório só pode fornecer os dados da condição da máquina.
CAPÍTULO II: METODOLOGIA
Nesta pesquisa, para verificar a eficácia das análises de óleo lubrificante naidentificação de desgaste de forma predictiva, foi monitorado um a condição de um motor de um equipamento de marca Belaz.
Caracterização do universo da amostra
O presente estudo foi realizado num laboratório tercerizado, o Lubrificante analisado foi extraído num equipamento de Marca Belaz 75139, com uma capacidade de armazenamento de óleo de195l (óleo de marca Orix), o óleo permaneceu em serviço por 219h. a tabela 3 faz menção ao universo da amostra.
Tabela 3
Parâmetros do universo da amostra
	Laboratório
	
	Marca do Veículo
	BeLaz
	N do Motor
	75139
	N de Veículo
	1
	Capacidade de Armazenamento de Óleo 
	195
	Marca do Óleo
	Orix 
	Tempo de funcionamento
	219h
Fonte: Própria
Caracterização do objecto de estudo
Em relação ao objecto de estudo, o tipo de óleo analisado foi o Enduro 6000, com uma quantidade de amostra de 100ml com viscosidade de 15W40. O laboratório efeituou as analises de espectrometria e viscosidade cinética. A Tabela 4 monstra os parâmetros da amostra do caso de estudo.
Tabela 4
Parâmetros da amostra
	Tamanho da amostra
	100ml
	Duração das Análises
	15 min
	Tipo de Óleo 
	Enduro 6000
	Viscosidade 
	15W40
	Analises
	Espectrometria
	
	Analise da viscosidade cinética
Fonte: Própria
Processamento da amostra
A amostra foi analisada no Microlab Truck check 40 pertencente spectro Cientific, tal como mostra a Figura 7. O MicroLab combina automação e inteligência artificial em uma ferramenta completa de análise de óleo, tornando possível a análise de óleo no local para qualquer frota. 
Resultados rápidos em menos de 15 minutos, relatórios fáceis de ler – Alarmes e acções de manutenção codificados por cores. 
Monitoramento de equipamentos e da saúde do óleo com análise de óleo. Os quatro testes automatizados do MicroLab fornecem uma visão completa do equipamento e das condições do óleo. 
Os Parâmetros de condição mecânica indicam falha potencial do equipamento: 
- Análise de desgaste de metal 
- Contaminação (glicol, sujeira, água) 
Os parâmetros de condição do óleo indicam potencial degradação e contaminação: 
- Viscosidade 
- Química do Lubrificante (Número Base Total, oxidação, nitração) 
- Contaminação (glicol, água, fuligem, contagem de partículas) 
- Níveis de aditivos de óleo.
Figura 7
Microlab
Fonte: Spectro Cientifc, 2022
No momento da sucção, o lubrificante, passa primeiro pelo Modulo OES que faz a analise elementar, a seguir passa pelo viscosímetro que faz a medição da viscosidade, a seguir passa pelo espectrómetro que faz a analise química e por fim pelo contador de partículas. A seguir os resultados dessas análises são processados pelo sistema inteligente, antes de serem mostrados os resultados da análise. De realçar que nos intervalos de processamento de uma amostra em relação a outra deve-se proceder com a limpeza, tal como mostra a figura 
Figura 8 
Fluxo de lubrificante e fluido de limpeza no microLab 40
Fonte: Spectro cientific
Os elementos analisados em cada uma das etapas são mostrados na tabela 5:
Tabela 5
Parametros analisados no Microlab
	Analise Química 
O espectrômetro infravermelho MicroLab mede seis parâmetros principais que indicam potencial degradação e contaminação do óleo. O Microlab 40 fornece: 
Analise da Degradação do óleo: oxidação, nitração, número de base total 
Contaminação por óleo: fuligem, água, glicol
	Viscosidade 
O viscosímetro de temperatura dupla (DTV) MicroLab fornece análise de viscosidade cinemática que pode identificar potencial degradação ou contaminação do óleo. Viscosidade cinemática a 40°C e 100°C 
Índice de viscosidade (VI)
	Análise Elemental 
O espectrômetro de emissão óptica MicroLab quantifica metais de desgaste causados por componentes mecânicos, bem como outros elementos provenientes de aditivos de óleo e contaminação. 
Os metais básicos incluem: Al, Cr, Cu, Fe, Pb, Mo, K, Si, Na, Sn 
Metais estendidos incluem: Ba, B, Ca, Mg, Mn, Ni, P, Ti, V, Zn
	Contagem de partículas 
O MicroLab 40 está equipado com um contador de partículas para medir a contaminação por partículas, que é crucial para a manutenção de sistemas hidráulicos, compressores e turbinas. 
Contagem bruta de partículas 
Tamanho de partícula ISO
Fonte: Spectro Cientific
Sendo assim, segue-se os seguintes passos para se processar a amostra e se chegar a interpretação do resultado da mesma:
Primeiro passo: Colecta das amostras de óleo
Para a colecta das amostras, foi utilizada uma bomba manual a vácuo com frascos e mangueiras exclusivas para cada amostra com o objectivo de evitar contaminações, conforme apresentado na Figura 12.
Figura 9
Ferramentas para colecta do óleo
Fonte: Própria
Foi coletada amostra de óleo lubrificante através do orifício de nível de óleo lubrificante do motor. Para garantir uma amostra representativa, o óleo lubrificante foi homogeneizado, movimentando o equipamento previamente por períodos de 15 a 30 minutos. Para evitar contaminação das amostras, foram tomadas algumas precauções: O orifício de nível do óleo lubrificante foi previamente limpo; foram utilizados frascos e mangueiras de colecta, exclusivos para cada amostra; a bomba de colecta não teve contacto directo com o óleo lubrificante; e, em nenhum momento, a amostra ou os demais itens utilizados foram expostos ao ambiente por períodos maiores que 20 segundos.
Segundo Passo: Análise do óleo 
Na análise dos óleos lubrificantes foram utilizados ensaios de espectrometria de emissão óptica e viscosidade cinemática. Ambas análises foram realizadas por um laboratório terceiro. A análise de espectrometria de emissão óptica foi realizada através de um espectrômetro e em conformidade com a norma ASTM D5185 (ASTM, 2018a). Foi analisada a presença de metais – ferro, cromo, cobre, níquel, manganês, molibdênio, chumbo, vanádio, alumínio, prata e titânio – e de não metais – silício, cálcio, potássio e estanho. Os elementos analisados permitem determinar os principais elementos de liga da peça desgastada e se houve contaminação externa com a presença de silício. Para a análise de viscosidade cinemática, foi utilizado um viscosímetro, em conformidade com norma ASTM D445 (ASTM, 2018c), definindo a viscosidade cinemática do óleo a 100 ºC.
Terceiro Passo:
Com o retorno dos resultados, as informações deverão ser incluídas no banco de dados, já apresentado anteriormente. Como o banco de dados que poderá ficar disponível ou não apenas virtualmente, é recomendado a utilização de quadros informativos, como ferramenta de gestão. Essas ferramentas permitirão ao técnico verificar, na oficina, o histórico de colectas realizadas e a evolução das características analisadas. Dessa forma, o técnico conseguirá trabalhar directamente na identificação das causas das variações identificadas, podendo aplicar medidas corretivas de modo a prolongar a vida útil do óleo.
No momento de análise dos dados, deve-se observar a variação das características analisadas, definindo se há necessidade ou não de acção correctiva. Caso o óleo esteja em condições aceitáveis, o processo se encerra e volta a ocorrer depois do tempo definido pelo gestor da manutenção. No entanto, caso apresente desconformidade com a condição admissível, deve-se seguir com a realização do reparo que poderá ser a substituição do óleo lubrificante, correção dos vazamentos ou substituição dos acessórios danificados.
Figura 10
Sistema para processamento de amostra
Fonte: Adaptado de Moura, 2018
2.1-Identificação da empresa
O presente estudo foi realizado no equipamento da Sociedade Mineira de Catoca Lda. Que é uma empresa angolana de prospecção, exploração, recuperação e comercialização de diamantes, criada por iniciativa do governo angolano de desenvolver o primeiro kimberlito nacional, constituída pela Endiama (Angola), Alrosa (Rússia), e Lev Leviev International – LLI (China), Catoca é a quarta maior mina do Mundo explorado a céu aberto e a maior empresa no subsector diamantífero em Angola, sendo responsável pela extracção de mais de 75% dos diamantes angolanos.
Que opera na Província angolana da Lunda Sul, próximo da cidade de Saurimo, numadistância de 35km, aproximadamente.
2.2-Caso de estudo: Desgaste e contaminação por partículas sólidas
O caso refere-se a analise de óleo de um motor do caminhão basculante de Marca Belaz, modelo 75710, bastante utilizado em mineração e actualmente é o maior caminhão minerador por capacidade e volume de carga do mundo. O motor possui capacidade de 195 litros como mostra o resultado da análise no anexo A.
	Actividades
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	Revisão de literatura
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	Recolha de dados
	
	
	
	
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	Análise de dados
	
	
	
	
	
	
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	Tratamento de dados
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	X
	X
	X
	Discução de resultados
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	X
	X
	Revisão do texto
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	X
	X
	Entrega do plano
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Cronograma
Fonte: O próprio, 2024.
	
CAPÍTULO III- ANALISE DOS RESULTADOS E DISCUSSÕES
No resultado da amostra, os elementos estão classificados em resultados de: Desgaste, contaminação, condição do fluido e carga aditiva, essas informações obtidas serão armazenadas junto ao histórico de manutenção da máquina para serem analisadas e revisadas caso ela venha apresentar falhas futuras. A mesma também mostra os níveis de elementos os elementos que são capazes de indicar desgastes prematuros em peças como Anéis de segmentos, Biela, Cambota e outros.
Os resultados obtidos indicam valores anormais de cobre (CU), quando altas percentagens de cobre são detectadas em análises de óleo, geralmente indica desgaste excessivo de peças metálicas, especialmente em equipamentos como motores. Essas altas concentrações podem ser prejudiciais e requerem acções correctivas para evitar danos mais graves. Para este caso específico estão especificadas accões que devem ser tomadas por conta de ser encontrado uma alta percentagem de Cobre em relação ao valor típico.
Inspeção Visual e Diagnóstico: Investigação mais detalhada para identificar a fonte do desgaste e determinar a extensão do problema. Isso pode incluir inspeções visuais das peças afetadas e análises mais aprofundadas.
Manutenção Preventiva ou Corretiva: Dependendo da gravidade do desgaste, pode ser necessário realizar manutenção corretiva imediata para reparar ou substituir as peças danificadas. Além disso, ajustes nas programações de manutenção preventiva podem ser necessários para evitar futuros problemas.
Análise de Tendências: Comparação dos resultados da análise de óleo com análises anteriores para determinar se as concentrações de cobre estão aumentando ao longo do tempo. Isso pode ajudar a identificar problemas em estágio inicial e implementar ações corretivas antes que causem danos significativos.
Monitoramento Contínuo: Implementação de um programa de monitoramento contínuo para acompanhar as concentrações de cobre e outras partículas metálicas no óleo. Isso pode envolver análises regulares de óleo e ajustes nas práticas de manutenção conforme necessário.
Investigação da Causa Raiz: Identificação das causas subjacentes do desgaste excessivo, que podem incluir problemas de lubrificação, condições operacionais inadequadas, contaminação, qualidade do óleo, entre outros. A resolução da causa raiz é fundamental para evitar recorrências do problema.
Melhorias no Monitoramento e Manutenção: Avaliação e implementação de melhorias nos programas de monitoramento de condições e manutenção para prevenir problemas futuros. Isso pode envolver a atualização de tecnologias de monitoramento, revisão de procedimentos de manutenção e treinamento adicional para a equipe técnica.
Em resumo, altas concentrações de cobre em análises de óleo são um sinal de alerta de desgaste excessivo e requerem uma resposta rápida e adequada para evitar danos graves aos equipamentos.
Para o caso do Sódio (Na) quando são encontradas altas percentagens de sódio em análises de óleo, várias ações podem ser tomadas para lidar com o problema, dependendo da causa subjacente e do tipo de óleo em questão:
Identificação da fonte de contaminação: Primeiro, é importante identificar a fonte do sódio. Isso pode incluir o processo de produção, equipamentos utilizados, materiais de embalagem ou mesmo ingredientes adicionados durante a produção.
Avaliação dos padrões de produção: Uma vez identificada a fonte, é crucial revisar os padrões de produção para garantir que não haja contaminação cruzada ou introdução inadequada de sódio durante o processo de fabricação.
Ajustes nos processos de produção: Se a contaminação for atribuída a processos específicos, podem ser necessários ajustes. Isso pode envolver a modificação de procedimentos de limpeza, a substituição de equipamentos ou a revisão das etapas de produção para minimizar a presença de sódio.
Monitoramento contínuo: Implementar um sistema robusto de monitoramento para garantir que os níveis de sódio permaneçam dentro dos limites aceitáveis. Isso pode envolver análises regulares do óleo durante diferentes estágios de produção.
Melhoria da qualidade dos ingredientes: Se ingredientes específicos estiverem contribuindo para níveis elevados de sódio, pode ser necessário revisar os fornecedores ou as especificações dos ingredientes para garantir que atendam aos padrões de qualidade.
Educação e treinamento: Fornecer treinamento adequado aos funcionários envolvidos na produção para garantir que compreendam a importância de controlar os níveis de sódio e as medidas necessárias para minimizar a contaminação.
Cumprimento das regulamentações: Em alguns casos, os regulamentos governamentais podem estabelecer limites específicos para os níveis de sódio em óleos comestíveis. Certifique-se de cumprir todas as regulamentações relevantes em relação aos níveis de sódio.
Essas são algumas das ações típicas que podem ser tomadas para lidar com altas percentagens de sódio em análises de óleo, visando garantir a qualidade e a segurança do produto final.
Para as altas percentagens de Potássio, isso pode indicar uma variedade de problemas potenciais, dependendo do tipo de equipamento em que o óleo está sendo utilizado. Aqui estão algumas ações que podem ser tomadas:
Identificação da Fonte: Primeiro, é importante identificar a fonte do potássio no óleo. Pode ser uma contaminação externa, como água de resfriamento ou um fluido hidráulico, ou pode ser um sinal de desgaste interno em componentes específicos do equipamento.
Verificação de Componentes: Se o potássio estiver relacionado a desgaste interno, é importante inspecionar os componentes do equipamento, como rolamentos, engrenagens, anéis de vedação, etc., para determinar se há algum desgaste excessivo ou falha iminente.
Monitoramento Contínuo: Se os níveis de potássio estiverem associados a um processo normal de desgaste, é importante monitorar regularmente os níveis de potássio e outros indicadores de desgaste para garantir que o equipamento esteja funcionando dentro das especificações aceitáveis.
Manutenção Preventiva/Corretiva: Dependendo da gravidade da situação, podem ser necessárias ações de manutenção preventiva ou corretiva. Isso pode envolver desde a substituição de componentes desgastados até ajustes no processo de operação para reduzir a geração de partículas metálicas.
Análise Adicional: Além do potássio, é importante analisar outros parâmetros do óleo para obter um quadro completo da saúde do equipamento. Isso pode incluir análises de outros metais, viscosidade, acidez, entre outros.
Consultoria Especializada: Em casos complexos ou incomuns, pode ser útil consultar especialistas em análise de óleo ou engenheiros de manutenção para obter orientação sobre as melhores práticas e soluções específicas para o problema encontrado.
Essas ações ajudarão a garantir que qualquer problema relacionado ao alto teor de potássio no óleo seja identificado e tratado de maneira eficaz, minimizando assim o impacto no desempenho e na vida útil do equipamento.
Recomenda-se o pessoal da área técnica fazerem um diagnóstico, mas profundo, nasecção tampa do motor a vareta e sistema refrigeração de aditivo (água) do radiador.
Neste caso a substituição urgente do óleo é recomendável.
Os demais elementos encontram-se dentro dos parâmetros aceitáveis pelo que não demandam informação necessária para abertura de uma ordem de trabalho.
Os resultados da secção do adictivos estão dentro dos critérios de a aceitação dos lubrificantes analisados. O mesmo ilustra o percentual de aditivos presente nos lubrificantes. O grupo de elementos de aditivação são:
 Boro: Aditivo Modificador de Atrito 
 Bário: Aditivo Detergente 
 Cálcio: Aditivo Detergente (mais comum)
 Magnésio: Aditivo Detergente (mais comum) 
 Fósforo: Adictivo extrema pressão 
 Zinco + Fósforo: Aditivo Antidesgaste 
Observa-se que os níveis de fosforo e depois boro, são maiores que os demais elementos, porém apresentam normalidade em seus índices
É importante realçar que os valores que os valores de referencia variam de equipamento para equipamento, pelo que, os valores aqui apresentados como referencia para o equipamento da marca BeLaz não servir para um outro equipamento, dependo dos aspectos construtivos do mesmo.
Tabela 6
Avaliação do resultado da análise
	
	
	
Estado
	
NORMAL
	
ANORMAL
	Resultado da Análise
	
	Desgaste (ppm)
	Ferro
	<70
	>99
	2
	
	
	Cromo
	<10
	>16
	<2
	
	
	Alumínio
	<5
	>20
	2
	
	
	Cobre
	<25
	>45
	72
	
	
	Chumbo
	<34
	>38
	15
	
	
	Estanho
	<4
	>9
	<2
	
	
	Vanádio
	<7
	>18
	29
	
	Contami
nantes
	Silício
	<2
	>11
	2
	
	
	Sódio
	<3
	>10
	251
	
	
	Potássio
	<3
	>5
	169
	
	Multi-Fonte
(ppm)
	Titânio
	0
	>2
	0
	
	
	Molibdénio
	0
	>2
	17
	
	
	Níquel
	0
	>2
	0
	
	
	Manganês
	<0
	>3
	0
	
	
	Boro
	<2
	>3
	227
	
	Aditivos
(ppm)
	Magnésio
	13
	<10.4
	13
	
	
	Cálcio
	5218
	<4175
	4353
	
	
	Bário
	0
	>2
	0
	
	
	Fósforo
	1290
	<1032
	1576
	
	
	Zinco
	1593
	<1275
	1273
	
	Contamina
ntes
	Combustível
	<1.5
	>1.6
	-
	
	
	Fuligem
	<1.4
	>1.5
	0.3
	
	
	Água
	<1.0
	>2.0
	<0.1
	
	
	Glicol
	<2
	>2
	-
	
	Propriedades
Físicas
	Nitração
	<2
	>2
	2.4
	
	
	TBN
	>4.5
	<4.3
	7.5
	
	
	Oxidação
	7.8
	>9.3
	6.1
	
	
	V40C
	92-124
	<92->124
	94
	
	
	V100C
	12.5-16.3
	<12.5->17
	11.4
Fonte: Propria, 2024
CONCLUSÕES
Para há realização das análises de óleo é de extrema importância adotar o procedimento de coleta estabelecido, devido que no ato da coleta deve ser seguido todo o procedimento adotado para assim, evitar ao máximo qualquer tipo de contaminação da amostra e quaisquer alterações na amostra de óleo colectada. 
Fica evidente que a análise de óleo é uma importante ferramenta de manutenção preditiva. Por meio dela é possível monitorar e avaliar as condições dos fluidos e desgaste dos componentes internos das máquinas. Dessa forma, é maximizado o desempenho e a confiabilidade dos activos, identificando possíveis problemas, antes que se tornem falhas funcionais. 
Por fim, completamos que, para prolongar a vida útil dos ativos, aumentado a confiabilidade, é necessário que as indústrias façam um monitoramento baseado na condição, conhecida com Manutenção Preditiva. As análises das condições dos lubrificantes evitam quebras, desgastes dos componentes internos e paradas não programadas, aumentando a confiabilidade dos ativos e criando uma robustez no processo de manutenção. Este trabalho abordando conceitos de manutenção industrial, gestão e controle de lubrificação, mostrando a metodologia de desenvolvimento, a fim de servir como suporte e de base para outros possíveis futuros trabalhos relacionados ao tema retratado. Baseado no mesmo pode ser realizado a implantação de planos preventivos de manutenção, o mesmo especifica os tipos de óleos lubrificantes a ser usado, tipos de análise de óleo, tempo de coleta e seus procedimentos e alguns lubrificantes para equipamentos rotactivos. 
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SENAI - ES, (1997) Lubrificação – Mecânica Trabalho realizado emparceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubar
	
	
Anexo A	
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